Fome no momento de ir para a cama ou para a escola afecta 11%

Dezembro 19, 2018 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 19 de dezembro de 2018.

Falta comida, nuns casos, e sobram medicamentos noutros. Muito ligados à família e à boa-mesa, os jovens portugueses tendem a desorganizar-se na chegada à universidade por terem sido demasiado protegidos na infância.

Os jovens que declararam sob anonimato ir para a escola ou para a cama com fome por não haver comida suficiente em casa perfazem 11%, na soma dos que declararam que isso acontece às vezes (7,2%) ou frequentemente e sempre (3,8%). Em 2014, as categorias “frequentemente” e “sempre” perfaziam 1,5% e, em 2010, 1,2%. Será um reflexo tardio da crise, este agravamento? “Não sabemos. É provável que seja uma continuidade do agravamento registado em 2014, em que estávamos todos com um pano negro sobre a cabeça por causa da crise. Agora, há uma retoma económica, mas as pessoas que não conseguiram resolver os seus problemas podem ter ficado naquilo a que chamamos ‘um nicho escondido com problemas agravados’”, admite Margarida Gaspar de Matos, coordenador do estudo A Saúde dos Adolescentes Portugueses, que é divulgado nesta quarta-feira.

A investigadora lembra que “as pessoas deixaram entretanto de beneficiar dos incentivos alimentares que as escolas davam [nos piores anos da crise] a todos os miúdos, para integrar discretamente os que tinham fome e que o escondiam, até que desmaiavam nas aulas de educação física, por exemplo”. A coordenadora do estudo ressalva, porém, que os dados obtidos não permitem certezas: “É verdade que há mais rapazes do que raparigas a dizerem-se com fome e pode ser a ‘fome de crescimento’ que os levou a responder sim à pergunta”.

Quando lhes perguntam se tomaram medicamentos no mês anterior ao inquérito, a percentagem de respostas positivas entre os alunos do 8º e do 10º ano de escolaridade deixou perplexa Margarida Gaspar de Matos. “Mais de metade [52,6%] tomou remédios para a dor de cabeça, um quarto [25,2%] para as dores de estômago, 16,5% para as dores de costas, 11,2% para o nervosismo, 9% para as dificuldades em adormecer!”, espanta-se a psicóloga clínica. Acrescem os 7,6% que tomaram medicamentos para aumentar a memória e a concentração e os 6,5% que tomaram remédios para a tristeza.

E o pior é que “mais de um quarto destes miúdos tomaram estes medicamentos sem prescrição médica”, acrescenta, para lembrar que “não é possível saber qual vai ser o efeito destes remédios a longo prazo em crianças que ainda estão a desenvolver-se”. Logo, importaria que houvesse mais psicólogos no Serviço Nacional de Saúde, também porque “não há grande treino dos pediatras e dos médicos de família nas questões de saúde mental infantil, o que faz com que a resposta tenda a ser medicamentosa”.

Chegam à universidade sem saber gerir dinheiro

Nem tudo é mau no estilo de vida dos adolescentes portugueses. Na comparação com os restantes países, são dos que se alimentam melhor, nomeadamente no tocante ao hábito de tomar o pequeno-almoço e à ingestão de fruta. E, neste último inquérito, mostram-se “muito integradores da diferença, quer em relação às pessoas que vêm de outros países quer a pessoas com menos poder económico”.

Porém, apenas 9,2% admitem ler um jornal diariamente ou quase todos os dias para ficar informado. E sentem-se pouco ou nada motivados para o activismo social. “Há um afastamento que resulta da percepção de que não vale a pena”, interpreta a investigadora, para apontar outra idiossincrasia aos adolescentes portugueses: “A ligação com a família é muito forte, mas têm dificuldades em tornar-se autónomos e responsáveis”. Porque “há menos miúdos e a tendência é para serem tratados como artigos de luxo”, muitos crescem à força quando chegam à universidade. “Não estão habituados a gerir dinheiro, a comprar comida, a lavar a roupa: desorganizam-se completamente”, acrescenta, para apontar duas prioridades: criar “estruturas de autonomização e de responsabilização” dos jovens e dar-lhes “oportunidades de participação social desde pequenos”.

 

 

 

Lançamento dos Resultados Nacionais do Estudo HBSC 2018 – 19 dezembro na Fundação Calouste Gulbenkian

Dezembro 18, 2018 às 2:30 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Inscrição gratuita, mas obrigatória no seguinte link: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSeJ-uInMvcBnvg9IkSlcOfWPHC-VVXunIECglzeFuH0ObibWg/viewform?vc=0&c=0&w=1&fbclid=IwAR1yiVA37Qrc_C_PXKZN8-6TWUcHgwxV3CJyyBVja6OttwKeeaRZA7Bfwzw

80% dos jovens em Portugal são felizes

Dezembro 18, 2018 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Expresso de 15 de dezembro de 2018.

O Health Behaviour in School-Aged Children mostra jovens felizes, a fumar menos, mas também exaustos e a beber mais.

Os jovens portugueses consideram-se felizes, dizem ser fácil falar com os pais, cultivam a amizade, a diversidade e a tolerância, não recorrem tanto ao bullying, fumam pouco e consomem menos drogas, e iniciam-se sexualmente mais tarde. Mas — há sempre um ‘mas’ — não gostam da escola, têm cada vez mais amigos virtuais, dizem que estão exaustos e queixam-se de mal-estar físico, consomem mais álcool, dormem menos e pior, não acreditam na intervenção social e assumem comportamentos de risco no que toca à prevenção de doenças sexualmente transmissíveis e da gravidez não planeada. Numa percentagem baixa mas alarmante, referem ir para a escola e para a cama com fome, por falta de comida suficiente em casa.

São estas as principais conclusões do Health Behaviour in School-Aged Children 2018, financiado pela Organização Mundial da Saúde, que em Portugal é levado a cabo, desde 1996 e a ritmo quadrienal, pela equipa Aventura Social da Faculdade de Motricidade Humana — e em que participaram 6997 jovens do 6º, 8º e 10º anos. “Se é verdade que 80% dos adolescentes se consideram feliz, há uma média de 20% que precisam de atenção especializada. Isto significa um em cada cinco, e isso pode mesmo ser demais”, adianta a coordenadora da equipa, Margarida Gaspar de Matos, ao Expresso, notando que, do ponto de vista das políticas públicas, seria necessária a assunção de “medidas que apoiem os jovens na prevenção das circunstâncias e comportamentos lesivos da sua saúde, bem-estar e participação social”.

Apatia social e sexual

É justamente neste item que a psicóloga aponta uma das maiores surpresas do estudo, que desenha “um perfil de apatia juvenil em questões de cidadania ativa e associativismo”. Isto sugere não só uma falta de fé dos jovens nas instituições, como a noção de que a sociedade como um todo “é um assunto onde não é interessante investir, seja porque ninguém lhes liga, seja porque estão demasiado bem ou demasiado mal”.

Em relação à sexualidade, o inquérito apontou para um início de atividade sexual mais tardio do que no de 2014. Porém, Gaspar de Matos não atribui este resultado a uma “educação para a saúde dissuasora”. Pelo contrário, “os esforços de educação para a saúde diminuíram muito durante o ministério liderado por Nuno Crato”, mais centrado na promoção das competências matemáticas. Para a coordenadora, a “forte componente virtual” da atual cultura juvenil pode ter “abrandado o interesse pela sexualidade”. Por outro lado, frisa Gaspar de Matos, “o SNS não está preparado para atender os problemas emocionais dos adolescentes nem das crianças”. O estudo será apresentado na quarta-feira, dia 19.

 

 

“Desinvestiu-se na droga e na sida”. Ambas “aumentam entre os jovens”

Julho 20, 2017 às 6:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Entrevista do https://www.publico.pt/ de 9 de julho de 2017 a Margarida Gaspar de Matos.

Nos 30 anos do seu projecto Aventura Social, Margarida Gaspar de Matos, psicóloga e professora catedrática da Faculdade de Motricidade Humana da Universidade de Lisboa, olha para o que foi então o projecto – e para o que seria, se fosse lançado hoje.

Ana Dias Cordeiro

Se fosse lançado hoje, em vez de há três décadas, o projecto Aventura Social, acredita Margarida Gaspar Neto, em vez dos problemas comportamentais e da droga, teria os novos desequilíbrios que se começam a notar entre géneros e as novas tecnologias da informação a assumir o protagonismo.

O que é o Projecto Aventura Social?

Quando vim para a universidade, vinha do Ministério da Educação onde trabalhava junto das escolas com jovens com problemas de comportamento. Já naquela altura, final dos anos oitenta, esse era o grande problema das escolas. Não criámos um núcleo formal. Para conseguirmos ultrapassar a necessidade de autorização, demos-lhe um nome que não era nada do que costumava ser: Aventura Social. Não era uma instância com existência legal. Hoje tem mais de 20 investigadores. E foram criados três grandes grupos: um deles é o dos estudos à população — temos redes ligadas à União Europeia, redes ligadas à OMS — em matéria da saúde, da qualidade de vida, e de outros. Outro — a que chamámos Aventura Social na Comunidade — tem a ver com o trabalho de intervenção universal como a rede que criámos para envolver os jovens na reflexão dos temas que lhes dizem respeito. Com este projecto dos Dream Teens, o objectivo é trabalhar as partes positivas. As nossas estatísticas dizem que 20% dos miúdos têm problemas e 80% não têm. Vamos ver porque é que esses 80% não têm [problemas]. Vamos ver, quando as coisas correm bem, por que é que correm bem, e vamos tentar providenciar essas coisas boas, e que sejam os próprios jovens a lutar por elas.

Além do problema de comportamento nas escolas, havia outros?

Na altura, associados aos problemas de comportamento, havia os problemas de consumos de droga, a questão da Sida, logo ali nos anos 80. Mais tarde passámos pelo bullying e depois pela questão da obesidade.

Se o projecto fosse lançado agora, qual seriam os problemas a analisar de forma prioritária?

Um deles é a desesperança dos jovens relativamente ao seu futuro. Os miúdos dizem coisas estranhas como “Tanto faz ter 10 como ter 20” [nas notas]. Esta desesperança dos jovens afecta-me mais do que o facto de eles serem insuportáveis na escola, como se nem energia tivessem para serem insuportáveis. Há três anos, quando ia às escolas, muitos jovens diziam que o que aprendiam na escola era o que servia para emigrar: ou inglês ou culinária, para serem chefs. Agora eu penso que, com ou sem razão, as pessoas estão a começar a ficar animadas com o suposto fim da crise. Além dessa desesperança, também vejo a família, que vai começar a ter alguns desequilíbrios, e as novas tecnologias como os outros grandes desafios de agora.

Que tipo de desequilíbrios?

Por exemplo, vamos ter em breve casais em que as mulheres são doutoradas e os homens trabalham na construção civil. Isso não tem nada de mal em si, a questão é o choque cultural que acontece nas nossas casas, do ponto de vista dos interesses pela sociedade.

Os rapazes não apostam tanto na parte académica?

Não apostam, primeiro porque há essa desesperança, e depois porque eles acham que, se aprenderem a arranjar um cano, ou a arranjar computadores, encontram um emprego já e a ganhar mais, e isso é verdade. Mas cria um desequilíbrio entre os casais naquilo que diz respeito à intimidade conceptual e filosófica, sobre as questões da vida.

Já vê sinais evidentes de que isso acontece?

Sim, vejo sinais disso na estatística, porque os dados mostram-nos que, até ao 9.º ano, há tantos homens como mulheres e depois os homens desaparecem e não voltam a aparecer.

Dizia que o terceiro desafio é a questão das novas tecnologias.

Sim, porque vai mudar as relações humanas. As tecnologias têm coisas fantásticas, as pessoas circulam muito pelo mundo e as tecnologias mantêm-nas muito em contacto. Isso é muito importante. Agora tem que haver outras alternativas. A Internet pode ser utilizada para aumentar o convívio pessoal ou para o limitar, e esse é que é o desafio.

A obesidade e os problemas comportamentais já não são prioritários?

Isto são fluxos. A droga foi um daqueles problemas dos anos oitenta. Agora em 2018 — espero estar enganada — penso que os dados dos consumos de droga vão aumentar outra vez. E vão aumentar pela primeira vez desde 2002. A partir desse ano, os jovens em Portugal e na Europa toda têm ficado com melhores indicadores de saúde. Mas isso vai mudar. Nesta altura da crise os indicadores não pioraram. Não melhoraram mas também não pioraram a não ser aquele mal-estar, a desesperança e a falta de expectativas. Não houve ainda problemas do ponto de vista físico, mas eu acho que vamos ter. Eu ainda não tenho dados, mas tenho a percepção.

Que tipo de consumos?

O ectasy, e todas aquelas drogas sintéticas, que estão muito ligadas à cultura dos festivais. Há muito consumo desses produtos também porque os jovens acham que aquilo não faz assim muito mal, porque arranjam uma teoria, que é muito frequente, e dizem isto que há coisas que fazem mal mas que aquilo que eles consomem não faz mal nenhum. Além disso, as pessoas, envolvidas nestes negócios milionários, não vão deixar que o consumo baixe.

Por que aumenta agora e não aumentou antes, neste intervalo entre 2002 e 2018?

Não aumentou antes porque houve um grande investimento nas políticas da saúde, na promoção da saúde nas escolas. Depois desinvestiu-se na droga como se desinvestiu na Sida. Achamos que a Sida desapareceu, mas não desapareceu, continua a aumentar, nomeadamente, nestes jovens adolescentes.

 

 

Lançamento do estudo BePositive – 19 de dezembro na Faculdade de Motricidade Humana

Dezembro 15, 2016 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações no link;

http://aventurasocial.com/

Encontro Dream Teens – 1 de novembro na Faculdade de Motricidade Humana

Outubro 16, 2015 às 10:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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A rede DREAM TEENS…

Com início em março de 2014, o Dream Teens (DT) faz parte do projeto Aventura Social, sob a coordenação da Professora Doutora Margarida Gaspar de Matos (Faculdade de Motricidade Humana da Universidade de Lisboa), em parceria com a Fundação Calouste Gulbenkian e a Sociedade Portuguesa de Psicologia da Saúde. O Dream Teens é uma rede de 106 jovens líderes (entre os 11 e os 19 anos), que juntamente com a equipa de apoio formada por especialistas, constitui uma rede a nível nacional. O objetivo desta rede é estimular nestes jovens o sentimento de responsabilidade, liderança, empreendedorismo e autonomia, para que possam transformar os seus sonhos e ideias em projetos concretos. No Dream Teens os jovens líderes tem mais voz, e estas vozes motivam mais e mais jovens portugueses principalmente através de ações que estimulam a participação social e cívica.

mais informações:

http://dreamteensaventurasocial.blogspot.pt/

http://dreamteensaventurasocial.blogs.sapo.pt/

https://www.facebook.com/redeDreamTeens

A Saúde dos Adolescentes Portugueses em Tempo de Recessão : Dados nacionais do estudo HBSC de 2014

Julho 1, 2015 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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aventura

descarregar o documento no link:

http://aventurasocial.com/arquivo/1435095215_RELATORIO%20HBSC%202014d.pdf

APRESENTAÇÃO DO ESTUDO “HEALTH BEHAVIOUR IN SCHOOL-AGED CHILDREN” (HBSC)

O HBSC/OMS (Health Behaviour in School-aged Children) é um estudo colaborativo da Organização Mundial de Saúde (OMS) que pretende estudar os estilos de vida dos adolescentes e os seus comportamentos nos vários cenários das suas vidas. Iniciou-se em 1982 com investigadores de três países: Finlândia, Noruega e Inglaterra, e pouco tempo depois foi adoptado pela OMS, como um estudo colaborativo. Neste momento conta com 44 países entre os quais Portugal, integrado desde 1996, e membro associado desde 1998 (Currie, Samdal, Boyce & Smith, 2001).

O estudo HBSC criou e mantém uma rede internacional dinâmica na área da saúde dos adolescentes. Esta rede permite que cada um dos países membros contribua e adquira conhecimento com a colaboração e troca de experiências com os outros países. No sentido desta rede funcionar de forma coordenada, todos os países membros do HBSC respeitam um protocolo de pesquisa internacional (Currie et al., 2001).

Portugal realizou um primeiro estudo piloto em 1994 (Matos et al., 2000), o primeiro estudo nacional foi realizado em 1998 (Matos et al., 2000), o segundo em 2002 (Matos et al., 2003), o terceiro em 2006 (Matos et al., 2006), o quarto em 2010 (Matos et al., 2012) e um mais recente em 2014, ao qual se refere este relatório (relatórios disponíveis em:

http://aventurasocial.com/publicacoes.php

Aumenta número de jovens que sentem fome por falta de comida em casa

Junho 26, 2015 às 1:15 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia da SIC Notícias de 24 de junho de 2015.

O número de jovens que afirma sentir fome por não ter comida em casa aumentou em 2014, segundo um estudo que revela ainda que quase todos apresentam algum tipo de problema nutricional.

O estudo “Health Behaviour in School-aged Children” (HBSC)  realizado em Portugal para a Organização Mundial de Saúde, inquiriu 6.026 alunos dos 6.º, 8.º e 10.º anos de escolas de todo o país.

Entre os comportamentos que apresentam alterações ao longo dos últimos anos, destaca-se o “sentir fome por falta de comida em casa”, um fenómeno que aumentou em 2014, depois de se ter mantido estável desde 2006.

O estudo, coordenado pela investigadora Margarida Gaspar de Matos, revela que 99% dos inquiridos relatam ter uma boa nutrição, no entanto 80% ingerem comida não saudável, 75% afirmam comer por vezes demasiado, 66% reconhecem ser esquisitos em relação à comida e 63% reportam comer “o que calha”.

O mesmo estudo conclui que 51% só comem “quando calha”, 35% comem “como um passarinho” e outros 35% afirmam ter dificuldade em parar de comer.

Quanto aos géneros, são os rapazes quem mais frequentemente tomam o pequeno-almoço e as raparigas quem mais frequentemente faz dieta.

Em termos de idades, os mais novos tomam mais frequentemente o pequeno-almoço do que os mais velhos, e estes fazem menos dieta.

O estudo revela ainda que são os rapazes e os mais jovens do grupo de inquiridos os que estão mais frequentemente acima do peso, mas são também quem mais frequentemente afirma ter um “corpo perfeito”.

Um outro estudo incluído num projeto europeu, intitulado “Tempest” e também coordenado em Portugal por Margarida Gaspar de matos, inquiriu 1.200 jovens de todo o país entre os 9 e os 17 anos de idade.

Ainda sobre a alimentação, os dados deste estudo relativos a 2014 indicam que as raparigas têm mais auto-regulação, mais preocupação com a nutrição e mais influenciadas pela cultura familiar no que respeita à nutrição.

Os jovens mais velhos do grupo de inquiridos são mais influenciados pelo ambiente, no que à alimentação diz respeito, são menos monitorizados pela família, revelam menos auto-regulação e menos preocupação com a nutrição.

 

As famílias constituem um importante fator de regulação externa da alimentação dos adolescentes, mas mais no grupo dos mais jovens do que no dos mais velhos, que, no entanto, ainda não têm suficiente auto-regulação.

 

Os inquiridos consideram como principais suportes sociais a uma boa alimentação “jantar com a família”, “não petiscar entre as refeições” e “aprender a cozinhar e cozinhar refeições”.

 

O estudo Tempest avaliou também quais as preocupações dos adolescentes e como é que eles as enfrentam, tendo concluído que as preocupações são, desde 2012, os assuntos escolares (classificações, fracassos, professores e escolhas futuras), amigos/namorados (afetos, dúvidas e perdas) e assuntos familiares (conflitos e saúde).

 

No entanto, o estudo destaca que em 2014 surgiu uma nova inquietação entre os jovens, que não era apresentada nos anos anteriores: “preocupações económicas”.

 

Para fazer face a estes problemas, os jovens dizem que se livram deles evitando-os (dormindo ou não pensando), distraindo-se (com atividades alternativas como divertimentos, comida, musica, internet, televisão, livros ou desporto) ou através de apoio dos amigos (conversarem ou estarem juntos).

 

Os jovens mais velhos do grupo (inquiridos também nos anos anteriores do estudo) apresentaram em 2014 pela primeira vez uma nova forma de enfrentar as preocupações, acrescentando a hipótese “resolver o problema” às três anteriores.

Lusa

 

 

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Férias de Verão na Aventura Social Associação

Junho 4, 2015 às 6:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Uma Aventura na Nutrição – 28 de fevereiro

Fevereiro 25, 2015 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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inscrições:

Aventura Social, Associação

Morada: Rua Pereira e Sousa, N.º 53-57 1350-242 Lisboa

Tel.: +351 963 276 649 | +351 213 871 019

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