Só um filme por dia não sabe o bem que lhe fazia!

Fevereiro 28, 2010 às 2:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Em Portugal, as creches e os jardins-de-infância públicos são escassos e caros. Um terço das crianças que consegue vaga passa lá mais de nove horas por dia, a maior parte do tempo a ver televisão, indica um estudo da Deco. Os especialistas criticam o “desequilíbrio”.

As vagas e o custo das creches (1-2 anos) e dos jardins-de-infância (3-5 anos) são o principal problema com que se confrontam as famílias com filhos, revela o inquérito realizado a 2900 pais.

A maioria dos progenitores (71%) está insatisfeita com a oferta dessas instituições na área de residência – porque não correspondem às expectativas ou porque não têm vaga. Por precaução, 80% dos pais inscrevem os filhos com cinco meses de antecedência. Paralelamente, surge a dificuldade do preço. Duas em cada cinco famílias admitem que o encargo com a creche – entre 110 e 300 euros mensais – tem um impacto significativo no orçamento familiar. Portanto, quando estes dois problemas são superados, os pais “relativizam o resto”, afirma Ana Brandão Bastos, coordenadora do estudo.

Mas é o resto, defendem os especialistas ouvidos pelo JN, que “determina os adultos que estas crianças poderão vir a ser, sendo aí que o Estado deve intervir”, defende Albino Almeida, presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap).

“Televisão não substitui pais”

O facto de 69% das crianças passar mais de oito horas por dia na creche e de 90% passar a maioria do tempo a ver televisão “é inaceitável”, mas não é novidade. “Este estudo confirma o que dissemos em 2008: as escolas deveriam organizar a componente de apoio à família, com actividades lúdicas, que nada têm que ver com professores. É aquilo a que os franceses chamam a Escola Maternal, ou seja, um projecto de educação com objectivos a cumprir ao nível da socialização e da motricidade – aquilo que competiria aos pais, caso não estivessem a trabalhar”.

No entanto, na altura em que publicamente defendeu este projecto, foi acusado, lamenta, “de querer armazenar meninos na escola”. Albino Almeida acrescenta agora: “Referia-me às crianças do 1º Ciclo, entre os 6 e os 10 anos. Afinal, esse projecto deve desenvolver-se muito mais cedo. É inadmissível que, numa creche, a actividade da criança seja baseada nas funções de adormecer e acordar, comer e ver televisão”. O responsável só encontre duas soluções, e ambas passam pela intervenção do Estado: “Ou melhora a qualidade do trabalho que se faz nessas instituições para que as crianças esperem de forma correcta e positiva pelos pais, ou concede-se aos pais a redução do horário laboral durante cinco anos.”

Manuel Coutinho, psicólogo Clínico e coordenador do SOS-Criança, vai mais longe. “Por um lado, o Estado deveria subsidiar as inscrições em instituições particulares; por outro, é importante facilitar a vida laboral dos pais, concedendo-lhe uma jornada contínua de trabalho até aos 12 anos da criança (seis horas em vez de oito).” E justifica: “A relação que a criança estabelece com os pais é fundamental para o seu desenvolvimento harmonioso. Isso exige tempo”. Esse tempo, conclui, “não pode ser substituído pela televisão, nem a televisão, actividade passiva, pode ser substituída pelo que é o ponto de honra da educação nestas idades: ler, desenhar, fazer de conta”. Qual é o tempo razoável para dedicar à televisão? Resposta peremptória: “Um filme por dia, no máximo”.

Jornal de Notícias em 26 de Fevereiro de 2010. 

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A Criança tem direito à música que pode mudar toda a sua vida

Fevereiro 27, 2010 às 2:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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José Antonio Abreu é o carismático fundador de um sistema de orquestras de jovens que já transformou a vida de milhares de crianças desfavorecidas na Venezuela. Aqui ele partilha a sua admirável trajectória.

Ciclo de Conferências “Educação e Seus Desafios: Perspectivas Actuais

Fevereiro 26, 2010 às 10:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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O Ciclo de Conferências “Educação e Seus Desafios: Perspectivas Actuais” é uma iniciativa do Programa de Doutoramento em Avaliação em Educação do Instituto de Educação da Universidade de Lisboa.  As conferências decorrem de Novembro de 2009 a Maio de 2010 e terão lugar no Instituto de Educação da Universidade de Lisboa. A entrada é gratuita mas sujeita a inscrição obrigatória.

Mais informações Aqui

V Jornadas Ganhar e bem Gerir para a Vida nos Sorrir

Fevereiro 26, 2010 às 2:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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 A Associação Sorriso – Associação dos Amigos do Ninho dos Pequenitos, vai organizar as V Jornadas Ganhar e Bem Gerir para a Vida nos Sorrir no Auditório da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra no dia 16 de Março de 2010, subordinado ao tema da gestão dos recursos financeiros das famílias de risco.

 

A Bilha

Fevereiro 26, 2010 às 6:00 am | Publicado em Divulgação, Livros | Deixe um comentário
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A obra de Pirandello (1867/1936), Prémio Nobel de Literatura de 1934, questiona a identidade individual, dilui a distinção entre actor e personagem, teatro e realidade, forma e conteúdo, expõe a ideia paradoxal de que o ser humano só se revela verdadeiramente quando usa uma máscara ou adopta um papel e antecipa o teatro do absurdo de Ionesco, Beckett e outros. Neste divertido conto para os mais novos, Don Lollò Zirafa, um homem carrancudo e avarento, compra uma bilha gigante para armazenar todo azeite da nova colheita. Quando esta se parte, contrata Ti’Dima, inventor de uma cola infalível que fica preso no seu interior.

A Bilha
Luigi Pirandello
Infanto-Juvenil
Editora: Relógio D’Água
Data: 2009
Título Original: La Jiara
Tradução Sandra Escobar; 30 páginas

Hoola Hoop

Fevereiro 25, 2010 às 10:00 pm | Publicado em Divulgação, Livros | Deixe um comentário
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Hoola Hoop, projecto da Porto Editora, é um dos sete candidatos a um prémio internacional. Um programa inovador que aposta na componente visual, nos conteúdos e em actividades pensadas para crianças do 1.º ciclo.

 A Hoola é uma gata que tem dois donos, os gémeos Daisy e Eddie, e juntos ensinam as crianças no pré-escolar e 1.º ciclo a falar inglês. Hoola Hoop é o nome do projecto, da Porto Editora, que foi nomeado para os British Council ELT Innovation Awards,  ver Aqui, que pretendem distinguir os programas mais inovadores no ensino da língua inglesa e destacar equipas que promovam investigação na área. Sete trabalhos são candidatos ao prémio que será anunciado a 3 de Março na Delfina Gallery em Londres, Inglaterra. Hoola Hoop é o único projecto português seleccionado para a etapa final.

Hoola Hoop, ver Aqui, é composto por cinco níveis, do pré-escolar ao quarto ano do 1.º ciclo do Ensino Básico, com várias componentes (nomeadamente livros de actividades, no caso do 3º e 4º ano, um guia escrito em inglês para os professores e CD-ROM). É um projecto que se baseia no programa de Estudo do Meio, que proporciona uma abordagem integrada da língua inglesa, incidindo nas competências de listening e speaking, e só depois nas de reading e writing. Há várias novidades no conceito Hoola Hoop. A começar pelas imagens e pela música, passando pelos conteúdos e abordagem dos temas consoante as faixas etárias.

Sandie Mourão, líder da equipa de autores do projecto Hoola Hoop, composta por Cristina Bento, Daniela Coelho, Raquel Coelho e Niki Joseph, defende que as ilustrações devem ocupar uma parte importante num manual e que os conteúdos devem ser pensados em termos de ensino de uma língua estrangeira. As ilustrações têm, portanto, um grande peso no projecto e as próprias personagens, que se mantêm ao longo dos livros, também crescem e surgem com as idades das crianças dos vários anos do 1.º ciclo. No 1.º ano as personagens são “mais redondas e fofas”, no 4.º mais crescidas. “As crianças crescem com as imagens ou os livros crescem com as crianças em termos visuais”. “O impacto visual é muito importante e é uma questão que falha em muitos livros.” “Sentimos que nos manuais feitos em Portugal faltam algumas coisas em termos visuais e os conteúdos são pouco pensados, em termos de teoria de ensino de uma língua estrangeira”, sublinha.

Hoola Hoop parte do programa de Estudo do Meio. E fá-lo por etapas. “Os manuais trabalham com conteúdos que os professores estão a usar. É muito importante que as crianças tenham aprendizagens interligadas.” O 1.º e 2.º anos têm cinco blocos de Estudo do Meio, o livro que ensina Inglês tem precisamente cinco unidades. Os 3.º e 4.º anos têm seis unidades, correspondentes aos seis blocos da área curricular.
Cada página do livro sugere várias actividades e os docentes não trabalham sem rede. O Hoola Hoop tem um extenso e completo guia para os professores, escrito em Inglês, “com os passos bem sequenciados e actividades extras”. Há, portanto, muito por onde explorar e as próprias imagens remetem para universos que não são tão óbvios, de forma a espicaçar a criatividade.

Tudo pensado ao pormenor. Tudo planeado consoante a idade dos alunos. No 1.º ano as páginas têm mais ilustrações, didacticamente adequadas à respectiva faixa etária, e menos texto. “No 4.º ano, a página pode ser mais dinâmica porque os alunos já conseguem ler”, refere a responsável, a investigar a importância da imagem didáctica no ensino das línguas estrangeiras, no âmbito da sua tese de doutoramento. Há dois mundos que são abordados no Hoola Hoop. Um mundo imaginário, em que não

há personagens de carne e osso. E um mundo real. Dois mundos que se encaixam na história que é contada para cada faixa etária. No pré-escolar a gata Hoola tem a sua família animal, no 1.º ciclo aparecem os gémeos humanos, no 3.º ano a Hoola encontra o Hoop, o gato preto e com imensa piada

18º Concurso Jovens Cientistas e Investigadores 2010

Fevereiro 25, 2010 às 2:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Este concurso, desenvolvido em Portugal pela Fundação da Juventude, tem por objectivo promover o intercâmbio entre jovens cientistas e investigadores e estimular o aparecimento de jovens talentos nas áreas da Ciência, Tecnologia, Investigação e Inovação.

Podem participar no concurso estudantes a frequentar, em Portugal, os Ensinos Básico, Secundário ou primeiro ano do Superior, com idades compreendidas entre os 15 e os 20 anos.

Depois de recebidos, os trabalhos serão avaliados, sendo seleccionados os vencedores dos prémios e os projectos que irão integrar a IV Mostra Nacional de Ciência, a decorrer de 27 a 29 de Maio de 2010, no Museu da Electricidade, em Lisboa.

Os trabalhos devem ser submetidos electronicamente até ao dia 16 de Abril de 2010  Aqui

Concurso Lusófono da Trofa – Conto Infantil – Prémio Matilde Rosa Araújo

Fevereiro 25, 2010 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Este concurso, lançado pela Câmara Municipal da Trofa e o Instituto Camões, decorre entre Novembro de 2009 e Março de 2010, e este ano estender-se-á a todos os países de língua oficial portuguesa, como é o caso de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, S. Tomé e Príncipe e Timor.

O concurso destina-se a cidadãos – escritores ou não – que não tenham qualquer obra publicada na área da Literatura Infantil e tem como objectivo divulgar autores portugueses, que não tenham nenhum livro publicado, fomentando a escrita criativa e a valorização da expressão literária. Visa também a criação e consolidação de hábitos de leitura e escrita, bem como a valorização da cultura do concelho.

Os trabalhos a concurso deverão ser entregues, em mão ou via correio, até às 17h00 do dia 09 de Março de 2010.
A divulgação dos vencedores e a cerimónia de entrega dos prémios serão realizadas no mês de Junho de 2010.

Ver regulamento do concurso Aqui

As Aventuras de Puck, o Duende

Fevereiro 24, 2010 às 10:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Produção do Teatro TapaFuros, numa adaptação livre da versão infantil de Hélia Correia de “Sonho de Uma Noite de Verão” de William Shakespeare, encenação de Rui Mário, interpretação de Filipa Duarte, Samuel Saraiva e Rute Lizardo, música original de Pedro Hilário, figurinos e cenografia de Flávio Tomé e desenho de luz de Paulo Campos dos Reis.

“É que há fadas e duendes escondidos em Sintra? Obedecem aos reis da floresta, Oberon e Titânia? Eles andam zangados por causa de um pedacinho de Lua? Puck, o duende traquinas, não vai ter tempo para descansar! Com as suas magias tem de consertar (e desconsertar!) as vidas de todos. Ainda por cima três artesãos de Sintra andam a preparar uma peça maluca sobre uma princesa moura dos sete ais, que querem oferecer na noite de casamento dos Reis de Sintra. Será que vão conseguir ter tudo ensaiado a tempo? Isto e muito mais são As Aventuras de Puck, o Duende! Um sonho!”

Quinta da Regaleira – Sintra
Sábados 16h e Domingos 11h, até 25-04-2010.

Mais informações Aqui

A Aventura da Terra : Um Planeta em Evolução

Fevereiro 24, 2010 às 2:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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O site da exposição pode ser visto Aqui

 A exposição pode ser vista até Dezembro de 2011, no Museu Nacional de História Natural da Universidade de Lisboa.

Texto retirado do site da exposição da Coordenadora do Projecto Expositivo, Maria Amélia Martins-Loução, sobre a exposição:

“A Aventura da Terra: um Planeta em Evolução” é uma exposição organizada pelo Museu Nacional de História Natural da Universidade de Lisboa, inaugurada no dia 19 de Novembro de 2009. Durante cerca de 1.000 milhões de anos a Terra sofreu intensas modificações químicas e geológicas, tendo os primeiros sinais de “vida” surgido aos 3800 milhões de anos e só entre 500 e 400 milhões de anos atrás foi possível a primeira invasão por plantas e animais.

Foi necessário “tempo” para o aumento da complexidade, da adaptação e consequente evolução da vida.

 “A Aventura da Terra: um Planeta em Evolução” convida a debruçar-se sobre a evolução do planeta, começando pela origem do próprio Universo. Uma verdadeira viagem pelo tempo geológico onde a vida demorou a diversificar-se, transportando-nos  também para esta noção um pouco diferente de “tempo”.

Esta exposição insere-se nas comemorações finais do Ano Internacional do Planeta Terra,  e prolonga-se pelo Ano Internacional da Biodiversidade, 2010.”

 

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