Qual é a prevalência do bullying na escola?

Abril 18, 2018 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Texto do Facebook da OECD Education and Skills

Nearly 19% of students in OECD countries have experienced some form of bullying at school, and nearly 4% said they are hit or pushed at least a couple times per month.

Learn more about the prevalence of bullying and how it can impact academic performance ➡https://bit.ly/2uHsfw3

 

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Bullying: “A denúncia é essencial”

Abril 13, 2018 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Snews

Notícia do https://www.educare.pt/ de 29 de março de 2018.

Qualquer criança ou jovem, seja qual for a idade, pode ser vítima de agressões verbais ou físicas de forma continuada. A isto chama-se bullying. Uma realidade que preocupa pais e professores. O EDUCARE.PT reuniu algumas orientações que podem ajudar a lidar com este problema.

Luis Fernandes, psicólogo escolar e autor do livro Plano Bullying, lembra que a idade em que é mais provável acontecer o bullying é por volta dos 13 anos. Infelizmente para muitos pais, “coincide com a adolescência, a fase em que as crianças se fecham mais”, constata. O que dificulta ainda mais a tarefa dos pais quando suspeitam que algo de errado se passa. É preciso haver “à vontade” para ter aquela conversa onde se vão querer todas as respostas.

Porém, a urgência de saber o que se passa não deve precipitar os pais para um interrogatório. “O ambiente deve ser tranquilo, não ser de crítica e proporcionar espaço para escutar o filho”, adverte o psicólogo. Partilhar com os pais os incidentes de que é alvo não é fácil para a criança. Vários estudos revelam que mais de 60% das vítimas de bullying não contam aos pais nem aos amigos o que se está a passar.

Mas entre o agressor e a vítima existem, na maior parte dos casos, as testemunhas. Crianças ou jovens que são espectadores e receiam envolver-se ou que constituem os “companheiros de crime” do agressor. “A denúncia é essencial”, concorda Luis Fernandes, porque nem sempre as vítimas apresentam sinais que falem por si.

Os alertas surgem quando um bom aluno começa a baixar as notas, começa a não usar o telemóvel ou a Internet, ou se desliga da realidade e da família. Luís Fernandes aconselha os pais a estarem atentos a “mudanças repentinas”, mas adverte: “Sem denúncia é muito complicado ter conhecimento do que se passa na escola.”

Bárbara Wong, autora do guia de relacionamento dos pais com a escola, O Meu Filho Fez o Quê?, aconselha observação redobrada, pois perguntar nem sempre é suficiente para obter respostas. “Os pais devem estar muito atentos.” Para perceber se o filho anda sozinho ou em grupo. “Se for um miúdo isolado é alvo mais fácil de bullying.” Podem também sugerir ao filho que convide os amigos para estudar em sua casa. “São coisas que acabam por ser muito simples, mas permitem aos pais compreender mais do que se passa na escola.”
Investigações feitas nesta área estimam que 70% do bullying acontece no recreio. Longe do olhar dos pais e professores, mas à vista dos funcionários da escola. “Por isso, muito do trabalho dos psicólogos escolares é dar competências aos funcionários para poderem olhar de uma forma mais atenta”, diz Luis Fernandes. Para perceber que “naquele grupo de miúdos onde parece que andam todos às lutas, há um que todos os dias bate noutro”.

Por outro lado, 30% do bullying acontece durante o tempo letivo. “A gestão da sala de aula é cada vez mais complicada”, diz o psicólogo escolar. “Basta um papelinho que circula despercebido ao professor e ninguém sabe o que se vai passar no intervalo.” Para Luis Fernandes, sensibilizar é a palavra de ordem. Elaborar materiais, cartazes com frases alusivas ao problema afixados no estabelecimento de ensino e fazer sessões de esclarecimento são algumas das estratégias possíveis para o conseguir. “É preciso trabalhar o bullying em meio escolar de forma a torná-lo mais evidente, mais visível a todos os alunos que fazem parte da escola”, conclui.

Allan L. Beane, especialista norte-americano na área do bullying, argumenta no seu livro A Sala de Aula Sem Bullying que o professor pode vencer o bully se conseguir mobilizar os restantes alunos da turma a intervir em situações onde qualquer colega esteja em perigo.
A turma pode ajudar o professor a tomar consciência sobre situações que ocorram no recreio ou fora da escola. Através de um inquérito anónimo, onde pede aos alunos que contem experiências onde as palavras ou o comportamento de algum colega os tenham magoado. Mas é importante garantir que as descrições não apontam nomes, alerta o autor.

Além desta recolha de testemunhos, o professor pode usar entrevistas pessoais aos alunos ou a pequenos grupos. Seja qual for a opção, todo o inquérito deve ser antecedido de uma breve explicação sobre o que é o bullying. Os alunos devem ser encorajados a denunciar ao professor qualquer situação que observem, defende Allan L. Beane.

Quando falta o à vontade para o aluno falar diretamente, depois das aulas e em privado com o adulto, é preciso criar outras estratégias. Allan L. Beane sugere o uso de uma caixa de bilhetes para o professor. Assim que receba a denúncia o professor deve atuar. Para mostrar aos alunos que a confiança depositada nele é merecida. Isto implica comunicar qualquer incidente ao diretor de turma e estar preparado para o que se segue.

Em casos extremos o professor deve também reportar o caso à Comissão de Proteção de Crianças e Jovens em Risco ou às autoridades. Mediante a gravidade dos casos, Bárbara Wong lembra que “os professores devem recorrer à polícia, sobretudo quando existe o programa Escola Segura e os agentes trabalham com as escolas”. E apela a que ninguém tenha medo de se envolver em denúncias. Até porque “tanto é agressor o que bate como o que assiste”, conclui.

Curso “Crianças e Jovens Vítimas de crime e Violência” 5 e 6 abril

Março 27, 2018 às 3:15 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Inscrições abertas até 2 de Abril

mais informações no link:

http://www.formacaoapav.pt/index.php/cursos-em-destaque/348

Adolescentes: um carro sem travões com uma vida social online

Março 18, 2018 às 1:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do https://www.publico.pt/ de 26 de fevereiro de 2018.

A revista Nature dedicou esta semana uma edição especial à ciência da adolescência. Em vários artigos e em várias revistas do grupo, fala-se desta fase crítica de um ser humano onde existem tantas oportunidades como vulnerabilidades.

ANDREA CUNHA FREITAS

Desde o smartphone que não largam da mão até às sinapses e outras mudanças que ocorrem no cérebro, passando pelos riscos que se atrevem a correr e ainda pelo debate actual sobre quando começa e quando acaba esta fase entre a infância e a idade adulta. A edição especial desta semana da revista Nature, que inclui vários artigos científicos e reportagens dispersos por diferentes revistas científicas do grupo editorial, é dedicada à ciência da adolescência. Só para início de conversa fica, desde já, um aviso: há uma mudança em curso e, ao que parece, agora a adolescência pode começar aos dez anos e só acabar aos 24 anos.

Um dos artigos desta edição alerta para um dado importante que pode ajudar a contextualizar os vários trabalhos sobre o mesmo tema: 90% dos adolescentes vivem em países pobres, mas os que são envolvidos nos estudos dos cientistas pertencem à minoritária fatia dos 10% dos países mais desenvolvidos, com acesso a saúde, educação, tecnologias, entre outras experiências que os separam e os afectam em todos os sentidos. E o retrato do adolescente que vive no nosso moderno mundo cheio de oportunidades e tentações pode ter muitas diferenças mas terá, pelo menos, uma coisa em comum: um smartphone na mão.

“Smartphones são maus para alguns adolescentes mas não para todos” é o título de um artigo de opinião que faz parte do “pacote” da ciência da adolescência da Nature. O texto nota que mais do que fazer parte das forças do bem ou do mal, as actividades online dos adolescentes podem é reflectir ou mesmo agravar vulnerabilidades que já existem.

O artigo reforça que a vida social dos adolescentes faz-se sobretudo online e apresenta uma série de dados sobre a saúde mental dos miúdos que se apoiam neste convívio à distância.Uma revisão de 36 estudos publicados entre 2002 e 2017 concluiu que os adolescentes usam a comunicação digital para fortalecer as suas relações, partilhar detalhes íntimos, manifestar afectos e combinar encontros. E isso é mau? Depende. “Os adolescentes que enfrentam mais adversidade offline parecem estar mais vulneráveis aos efeitos negativos do uso dos smartphones”, apontam os investigadores, especificando ainda que um historial de vitimização fora das redes sociais fará com que sejam alvo de bullying e outras agressões também online. Fica ainda um alerta para uma vigilância da actividade online que pode revelar pistas sobre saúde mental, acrescentando-se que cientistas da área da computação já demonstraram que é possível prever um cenário de depressão através da análise dos padrões de envolvimento e das publicações nas redes sociais.

“Sexo, drogas e autocontrolo”

Uma vida social online pode ter os seus perigos, mas há mais perigos na estrada da adolescência. “Sexo, drogas e autocontrolo” é outro dos artigos e, desta vez, o tema é a já muito investigada propensão dos adolescentes para correr riscos. Kerri Smith assina a reportagem na Nature com testemunhos de vários especialistas na matéria. A repórter lembra, por exemplo, que os neurocientistas associaram a imagem do cérebro de um adolescente a um carro com um motor acelerado e falhas nos travões. A propósito de carros, cérebros e riscos, Kerri Smith fala sobre os curiosos resultados de uma experiência em laboratório com adolescentes que relacionou os perigos com a influência dos pares. O teste era uma espécie de jogo de corrida com o objectivo de percorrer um trajecto com 20 semáforos em seis minutos.

Os resultados dispensam qualquer comentário. Quando jogaram sozinhos, os adolescentes correram tantos riscos (passar sinais vermelhos enfrentando o perigo de colidir com outro carro) como um adulto a jogar o mesmo jogo. Quando souberam que os seus amigos os estavam a observar “correram significativamente mais riscos”. E quando sabiam que as mães os estavam a observar “correram menos riscos”. Nas experiências, os cientistas observaram os padrões de actividade cerebral e detectaram, por exemplo, uma activação de áreas associadas à recompensa quando os amigos estavam a observar e uma activação da região do córtex pré-frontal (associada ao controlo cognitivo) quando os observadores eram as progenitoras.

Mas, se a influência dos pares foi negativa neste jogo de corrida, os cientistas também sabem que esta é uma rua com dois sentidos. Os amigos dos adolescentes também podem ser uma influência positiva nas suas vidas. Um aplauso ou simples incentivo para uma boa acção (também houve jogos em laboratórios com donativos e outros exercícios) funciona como um estímulo para mais coisas boas.

Depois há riscos e riscos. O artigo jornalístico lembra, por exemplo, que convidar alguém para sair à noite pode ser encarado como um acto arrojado (um risco social, portanto). Aliás, sublinhe-se, que os cientistas já perceberam também que os circuitos cerebrais usados para correr riscos “negativos”, que ponham em causa a sua integridade física, são os mesmos que ajudam os adolescentes a enfrentar “riscos positivos”. E os receptores de dopamina, um mensageiro químico no cérebro, aumentam em ambos os casos.

Porém, há uma importante ressalva a fazer. Tudo isto são conclusões retiradas de estudos em laboratório, ou seja, adolescentes num ambiente controlado. “Como é que conseguimos imitar num frio laboratório numa quinta-feira à tarde o que se passa num sábado à noite?””, questiona a neurocientista Adriana Galván, da Universidade de Califórnia em Los Angeles (EUA), citada na reportagem.

O que sabemos do que salta da rua, longe dos laboratórios, é que os primeiros lugares na lista de causas de morte entre os dez e os 19 anos são ocupados por comportamentos de riscos. Os rapazes (sobretudo entre os 15 e 19) morrem em acidentes na estrada, por causa de episódios de violência e por ferimentos causados pelos próprios (suicídio). As raparigas entre os 15 e 19 anos morrem da sequência de complicações durante uma gravidez, ferimentos causados por si e acidentes na estrada. Por esta ordem.

Há, no entanto, algumas dicas para prevenir os prováveis desvios. Exemplo? Deixar os adolescentes dormir até mais tarde. “Os adolescentes que não dormem o suficiente são mais propensos a adoptar comportamentos de risco, como fumar e relacionados com a actividade sexual.” Foi baseada em dezenas de estudos publicados sobre este tópico que a Academia Americana de Pediatria divulgou recentemente uma recomendação para que nesta faixa etária as aulas comecem a partir das 8h30 ou mais tarde ainda, se possível.

Adolescência pode durar 14 anos?

A investigação sobre esta parte da viagem para a vida adulta num carro com falhas nos travões tem estado muito apoiada nas tecnologias de imagem que nos permitem ver o cérebro a funcionar. No entanto, e apesar dos muitos avanços nesta área, estas fotografias ou filmes da actividade cerebral ainda têm muito ruído e sinais difíceis de interpretar.

A adolescência é um momento único de sintonização e amadurecimento do cérebro. Hoje, ao contrário do que julgávamos há relativamente pouco tempo, sabemos que o cérebro continua a mudar e a moldar-se durante a adolescência. Neste período, assiste-se, por exemplo, à afinação das sinapses (as ligações entre os neurónios) que se reduzem entre a infância e a idade adulta.

Um comentário assinado por Matthew B. Johnson e Beth Stevens, investigadores no centro de neurobiologia do Hospital de Crianças de Boston e na Escola Médica de Harvard, no Massachusetts, nos EUA relaciona a quebra de sinapses (ou o momento da poda das ligações neuronais, como os neurocientistas lhe chamam) com a probabilidade de sofrer de esquizofrenia. O texto lembra que esta associação foi feita (pela primeira vez) em 1979, mas só foi explorada nos anos mais recentes. As novas tecnologias de imagem, por exemplo, levaram à conclusão de que uma poda excessiva das sinapses aumenta o risco de sofrer deste distúrbio mental. As ferramentas para estudos genéticos permitiram identificar um gene (C4) que não só interfere neste mecanismo cerebral como também apresenta alterações em doentes com esquizofrenia.

Sabia-se que a esquizofrenia tende a manifestar-se no final da adolescência. O que nos leva a outra importante questão: onde é que, afinal, começa e acaba a adolescência? Hoje, baseados na biologia como o aparecimento cada vez mais precoce da menarca e outros sinais de puberdade, muitos cientistas já consideram que a adolescência começa por volta dos dez anos. E se o fim dos teenagers se adivinhava pelos 18 e 19 anos como o próprio estrangeirismo sugere, agora isso está a mudar. Em Janeiro deste ano, foi publicado um estudo na revista Lancet Child & Adolescent que defende que os “teens” podem ir afinal até aos… 24 anos.

Dizem os cientistas que, por um lado, o cérebro continua a desenvolver-se no início dos 20 anos e, por outro lado, que as mudanças sociais mostram que a entrada na vida adulta acontece mais tarde do que no passado. Saem de casa mais tarde, entram no mercado de trabalho mais tarde, casam mais tarde, têm filhos mais tarde.

Na reportagem “Os limites em mudança da adolescência”, a repórter Heidi Ledford mostra que a discussão já chegou a um ponto em que se antevê a necessidade de adaptar a sociedade a estes novos marcos. “Cientistas, médicos e decisores políticos enfrentam um momento em que se debatem com estas fronteiras em mudança”, sublinha o artigo, acrescentando ainda que a comunidade médica e judicial terá de decidir urgentemente quando é que uma pessoa é considerada capaz de tomar decisões adultas. “Uma conceptualização clara da adolescência não é só uma picuinhice semântica”, diz Jay Giedd, neurocientista na Universidade de Califórnia em San Diego. “Tem implicações profundas para os sistemas clínicos, educativos e judiciais.”

Fixar limites é útil para todos, mas a especialista Sarah-Jayne Blakemore avisa, na reportagem, que dificilmente serão os neurocientistas a defini-los. A neurocientista da Universidade College de Londres estuda os adolescentes há vários anos e sabe do que fala. Nota que as diferentes culturas desenham diferentes limites e que a estrutura e funcionamento do cérebro variam tanto de pessoa para pessoa que a tarefa de colocar um ponto final biológico na adolescência parece impossível. “Não existe tal coisa como um adolescente típico.”

A edição especial da Nature explora várias frentes da ciência da adolescência. São uma dúzia de artigos que respondem a algumas questões sobre esta fase entre a infância e a idade adulta, cada vez menos enigmática. Uma altura crítica para prevenir comportamentos ilegais ou criminosos? A adolescência. O momento para “ensinar” as bases de uma sociedade apoiada na igualdade de género? A adolescência. Uma fase em que os media, as redes sociais e outros mecanismos digitais têm um “poder” que pode fazer a diferença entre o bem e o mal? A adolescência. Uma oportunidade para prevenir, tratar, criar problemas ou agravar a saúde mental? A adolescência. O grupo etário com menos acesso à saúde nos países pobres? Os adolescentes.

No pequeno texto que apresenta esta colectânea de trabalhos sobre a adolescência, a Nature fala da sua natureza paradoxal. Um tempo de riscos e vulnerabilidades que coincide com crescimento e oportunidades. E os cientistas parecem finalmente rendidos ao tema. “Não consigo encontrar um período de desenvolvimento mais desafiante”, conclui B.J. Casey, neurocientista da Universidade Yale em New Haven, Connecticut, num dos textos. Porém, acrescenta: “Sempre que dou uma palestra, peço às pessoas que levantem a mão se estivessem dispostos a passar pela adolescência outra vez. E ninguém o faz.”

mais informações no artigo:

Sex and drugs and self-control: how the teen brain navigates risk

 

 

 

 

Bullying: O que se pode fazer?

Março 16, 2018 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Artigo de Inês Fraga e Marisa Pereira, psicólogas, para o site WeCareOn.

Cada vez se torna mais comum nos dias de hoje existir situações de violência física, psicológica e/ou emocional no meio escolar.

O que é o Bullying?

Segundo a OMS:

‘Bullying é uma forma de maus-tratos que ocorre escolas. Caracteriza-se pela exposição repetida de uma pessoa a agressões físicas e/ou emocionais, incluindo provocações, insultos, ameaças, assédio, insultos e exclusão social.’ (Bulletin of the World Health Organization 2010;88:403-403).

Importa referir que este fenómeno não se limita ao contexto escolar e em faixas etárias precoces.

“A prática de bullying pode ser observada nas escolas, e em outros ambientes de trabalho, na casa da família, nas forças armadas, prisões, condomínios residenciais, clubes e asilos”. Como apontam Smith e outros pesquisadores (2002) e Fante (2005).

 

Qual a necessidade, podemos perguntar. Muitas vezes é sem necessidade, mas a maioria é para se sentirem superiores, para sentirem que controlam os outros, que são maus e que todos devem temer e respeitar. Outras vezes é porque os próprios agressores já foram vítimas e, para não tornarem a ser, dirigem a tenção para os outros.

 

Porquê falar no plural?

Porque a grande maioria das vezes não se age sozinho, ter quorum é o melhor para o agressor. Claro que se pode pensar: que tontice ser parte da ‘claque’! Pois é, mas o sentimento na maioria das vezes é o de que mais vale apoiar do que depois sofrer com as consequências de não o fazer. Como por exemplo passar a ser vítima. Não se pode julgar.

Uma boa ilustração foi elaborada por Carlos Ferreira Neto (2006) sobre o Ciclo da Agressão:

Segundo este autor uma possível forma de intervenção para quebrar este ciclo de agressão é através dos espectadores. Pois se não houver este quorum a força dos agressores irá diminuir. Devendo-se assim apostar em ações de sensibilização e formação às crianças e adolescentes para que eles próprios identifiquem estas situações e intervenham em vez de serem espectadores.

Esta forma de tratar o outro tem muito a ver com a forma como se é tratado e com aquilo a que se assiste nos vários contextos influentes. Quer seja na própria escola, na família e no contexto social onde se vive. Basta ligar a televisão e deparamo-nos com relações forçadas e com vista a satisfação momentânea, com o usar o outro como um meio para chegar ao que se quer. Para não falar dos jogos em que se mata os outros bonecos porque sim, porque mandam as regras do jogo.

Assim se desleixam valores como a bondade, a solidariedade, o respeito pelo outro e se passa a uma convivência sem fundo e sem aprendizagem e desenvolvimento pessoal. Onde não se constrói, só se destrói. E faz-se da destruição dos outros o seu próprio ego.

 

Bullying o que fazer?

Voltando às escolas, o bullying é uma situação complicada de se controlar porque em Portugal não existe legislação nem meios para o combater (ainda!). Em Inglaterra por exemplo as escolas têm uma pessoa a trabalhar nos recreios apenas para prevenir e mediar situações de bullying.

Então o que pode um aluno fazer quando é gozado/chantageado e vítima de bullying constantemente?

Pois é, realmente é complicado e, a experiência diz-me, que o que acaba por acontecer é agir sob medo. Não contar a mais ninguém para não se sentir ainda mais ridículo e humilhado. E se contam pedem para não se fazer nada, por medo de represálias.

Mas essa estratégia só faz com que essa situação se perpetue e vá piorando.

O melhor a fazer é falar com um adulto, nomeadamente um familiar ou alguém de referência na escola (vigilante, professor, diretor de turma etc…com quem se sinta à vontade para o fazer). Depois de falar com este adulto procurar junto dos outros responsáveis (professores, diretores, vigilantes) alertar para o que está a acontecer de forma a tentarem arranjar estratégias para resolver a situação.

Caso nada seja feito pela escola os pais devem também apresentar queixa na direção da escola e falar também diretamente com a polícia da escola segura.

O bullying em si não é crime em Portugal (ainda!). No entanto pode-se apresentar queixa por ofensa à integridade física ou por difamação. No caso do cyberbullying deve-se levar o telemóvel ou computador com a informação caluniosa (mensagens, e-mails, redes sociais) a uma esquadra da polícia para que possam investigar as fontes e tomar as medidas necessárias.

 

Como lidar com bullying na escola? As estratégias são:

Não andar com objetos de valor,
Ter cuidado onde deixa a mochila,
Andar sempre acompanhado de outros colegas/amigos (nomeadamente: defensores da vítima, defensores potenciais). Pois juntos podem fazer frente ao que está a acontecer;
Evitar zonas mais perigosas como corredores sem ninguém,
E por último ser seguro a responder. Não responder com violência mas com segurança. É muito difícil claro, mas mais vale tentar.

Ser participante diretamente nesta situação, como alvo, traz várias consequências psicológicas para as crianças/adolescentes.

Nomeadamente:

Baixa auto-estima e auto-conceito;
Dificuldade em relacionar-se com os outros;
Isolamento;
Tendência para desenvolverem perturbações ligadas à depressão e ansiedade;
Tendência para terem relações amorosas íntimas violentas;
Medo de ir à escola e diminuição do rendimento escolar.

A criança/adolescente que vive a violência (Bullying) é muitas vezes um adulto violentado ou violento. Porque conviveu com este comportamento e tende a replicar, como agressor ou como vítima.

É aqui que entra o papel do psicólogo, que face a uma pessoa, independentemente da idade, que esteja nesta situação, deve logo identificar qual a situação pela qual está a passar, que estratégias deve tomar para lidar com isso, trabalhar sentimentos de raiva, angústia, medo e stress inerentes a esta situação.

E posteriormente trabalhar a auto-estima e auto-conceito, de forma a que não volte a estar numa situação destas. E também desenvolva mecanismos psicológicos defensivos para enfrentar futuras situações quer na escola como mais tarde em relações amorosas e em relações profissionais.

Como referi atrás, o agressor muitas vezes também foi agredido. Então o apoio psicológico é fundamental para corrigir esse comportamento com base em emoções muito negativas aliadas a uma quase ausente auto-estima que o leva a auto-afirmar-se com comportamentos destrutivos que dirige ao outro.

 

Para os pais:

O melhor a fazer é estar atento.

Se vêm que o filho/a está mais reservado, mais calado, façam perguntas. Mostrem interesse na vida do seu filho, preocupação e apoio. Não custa ao fim do dia perguntar como foi o dia na escola. O que se fez, se tem TPC, se gosta dos professores, o que acha da turma, com quem se dá mais e menos, etc. Assim os filhos sentem que podem confiar nos pais.

E falem de bullying!

Se há na escola do seu filho, e na turma?

Já viu alguma situação?

Se sim qual?

O que fez?

Ou o que faria se estivesse naquela situação?

E assim se demonstra que não está sozinho. E pode-se ensinar algumas estratégias para lidar com constrangimentos quer na escola como futuramente noutros contextos profissionais. Assim se transmite um valor de respeito e compreensão pelo outro.

Da mesma forma, os pais do agressor devem estar atentos. Os comportamentos do agressor fora do contexto família, pode ser bastante diferente. Em casa, o agressor (criança, adolescente, adulto) pode apresentar um comportamento submisso, introvertido. E contrariamente nos contextos profissional, escolar, amoroso serem sujeitos bastante agressivos verbal e fisicamente.

Peter K. Smith (2002), define Bullying como um subconjunto de comportamentos agressivos de natureza repetitiva, que se baseia numa relação de poder (amigos, relação amorosa, família, profissional). Segundo o autor, a natureza repetitiva deste comportamento acontece porque esta é alvo de várias agressões e por vários motivos e não se pode defender eficazmente.

Os agressores valem-se da capacidade de conseguir infligir dano no outro. Conseguindo gratificação pessoal e emocional, posse de dinheiro ou objetos ou ainda por solidificar posições na hierarquia do grupo onde estão inseridos. Violência doméstica também é Bullying, o agressor também aqui inflige dor na vítima (cônjuge) consolidando a sua figura de poder.

 

Conferência “Bullying & Pessoas com Deficiência” 9 março no ISCTE

Março 2, 2018 às 9:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações no link:

https://www.iscte-iul.pt/eventos/1530/bullying-pessoas-com-deficiencia

Destrói os teus amigos?

Fevereiro 28, 2018 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Artigo de opinião de Laurinda Alves publicado no http://observador.pt/ de 13 de fevereiro de 2017.

Slogans a fingir que tudo é brincadeira parecem inofensivos, mas que diríamos de slogans do tipo “ateia fogo na tua casa”, “destrói os teus pais”, “dá cabo dos teus avós”, “bate nos teus professores”?

Num tempo em que meio mundo anda apostado em identificar assediadores e bullyers para apoiar as vítimas e eliminar os perigos de outros poderem vir a ser assediados ou sofrerem de bullying, eis que o slogan de uma triste campanha publicitária é “destrói os teus amigos”. Percebe-se que é brincadeira, mas há coisas que não se dizem nem a brincar.

Dá trabalho alterar padrões de comportamento e é preciso tempo e endurance para lutar contra estigmas e preconceitos. Não se conseguem mudar mentalidades da noite para o dia, mas é incrivelmente fácil e imediato caucionar atitudes estúpidas com slogans publicitários. Destruir os amigos é um propósito estúpido, mesmo que estejamos a falar de grupos de amigos que lutam virtualmente entre si, coisa que faz deles adversários ou inimigos, mas nunca amigos.

Amigos são, por definição, os que estão do mesmo lado da barricada. Os que estão connosco e por nós. Os que mais depressa arriscariam a vida para resgatar a nossa vida do que atravessavam linhas de fronteira para ficarem emboscados no campo contrário, à espera das nossas falhas ou distracções para nos matarem. Na realidade real ou virtual, há códigos de conduta universais que permanecem inalterados. Amigos são amigos, inimigos são inimigos. Uns protegem-se, outros são para evitar ou combater. Sempre assim foi, aliás.

Por mais sangrentas que sejam as lutas nos video jogos, por mais encarniçadas que sejam as competições, por mais distorcidas que sejam as visões dos que matam e dos que morrem, os jogos não estão construídos para matar amigos. Há justiceiros implacáveis, monstros de ecran, ameaças e perseguições terríveis, serial killers e gente a esventrar e a massacrar a todo o instante e ao menor movimento, mas até as crianças sabem que nestes jogos há sempre ‘maus’ e ‘bons’. Não são todos maus e o critério nunca foi matar os amigos. Daí, talvez, esta marca ter sentido a necessidade de acrescentar “não tenho amigos, só tenho tropas”. Pior a emenda. Primeiro convoca a destruir os amigos e depois assume que afinal não existem amigos, só tropas para abater.

Abro um parêntesis para dizer que detesto este tipo de passatempo e acho uma pena que haja tantos miúdos agarrados aos smartphones e tantos adultos viciados nestes jogos, mas não me cabe a mim decidir sobre quem faz o quê nas horas livres e, muito menos, julgar pais ou filhos que gostam deste tipo de distracção. Horroriza-me a devastação pela devastação, o abuso pelo abuso, a matança pelo prazer de matar (mesmo que seja um faz de conta doméstico com ecran particular, povoado de seres virtuais e humanóides que agem com frieza e calculismo), mas aceito que é tudo um jogo e que até pode não traumatizar as criancinhas. Em todo o caso há coisas muito melhores para fazer na vida real, mas enfim, quem sou eu para ficar para aqui a perorar sobre a poderosa indústria dos video jogos, que tem adeptos fervorosos no mundo inteiro? E fecho o meu parêntesis.

Aquilo que me interpela e tem realmente mais a ver com o meu core business é a comunicação. A maneira como se comunica o prazer de jogar estes jogos e a motivação de fundo para os adquirir e esperar pelas versões actualizadas, cada vez mais sofisticadas. Estabelecer que o melhor slogan, o teaser mais eficaz é apostar em ‘destruir os amigos sem gastar net’ parece-me excessivo e, convém dizê-lo, politicamente muito incorrecto. Aliás muito grave, na medida em que contraria os sinais dos tempos e abre portas que estamos a tentar fechar a todo o custo.

Podem sempre argumentar que um simples slogan, de uma esforçada campanha de publicidade não faz grande diferença, mas isso é não saber o impacto consciente e subliminar que têm as imagens e mensagens publicitárias. Claro que faz diferença e claro que é abusivo usar todos os meios para atingir os fins. Não vale tudo para vender mais uns joguinhos. Fui ver do que se tratava, neste caso, e dei com um jogo de reis e exércitos, torres e espadas, braços de ferro entre anormais que dão urros, nada demais nem nada que nunca se tivesse visto no cinema ou na vida real. Então, se é apenas mais isto, porquê investir numa campanha contra natura? Para criar buzz, para haver ruído e comentários que possam levar a comprar mais e ter mais lucro, claro.

Transpondo esta mensagem sobre um jogo virtual para a realidade real, o que é que estamos a dizer aos miúdos e aos pais deles? Que vale tudo, a começar por destruir os amigos. E isto, dito e publicado em cartazes espalhados pela cidade, começa por ser apenas uma brincadeira aparentemente inócua, mas pode degenerar no pátios das escolas em jogos reais que destroem amigos reais. É muito fácil uma perseguição a brincar converter-se rapidamente num confronto sério, agressivo e repetido, tendo como alvo um elo mais fraco.  Sabemos todos muito bem quais os caminhos que levam ao assédio e ao bullying que meio mundo anda a tentar travar.

Estou claramente do lado deste meio mundo que faz tudo para aplacar o outro meio que ataca, agride e molesta. Estou do lado das vítimas e dos que sofrem por ‘brincadeirinhas’ parvas que deixam marcas para a vida. Sei de miúdos que confiavam em amigos que os destruíram ao ponto de os levar ao suicídio. Um destes miúdos foi motivo de notícia há um par de anos e conheci-o na escola onde era diariamente assediado e agredido.

Há mil slogans eficazes para vender video jogos e há fanáticos desta actividade pelo mundo inteiro. Diria que não era preciso exagerar. A própria marca do jogo assume que “é diferente, é genuíno, é partilhar e brincar com tudo. Menos com os teus direitos”. Se assim é, pergunto como é que se respeitam os direitos quando se apela a ‘destruir os amigos’?

Slogans destes, a fingir que tudo é apenas brincadeira, parecem inofensivos, mas que diríamos se esta ou outras marcas desatassem a criar slogans do tipo “ateia fogo na tua casa”, “destrói os teus pais”, “dá cabo dos teus avós”, “bate nos teus professores” e por aí adiante? Termino como comecei: há coisas que não se dizem nem a brincar.

P.S.: Sei que a marca vai ficar radiante por ver que alguém se deteve perante os cartazes espalhados pela cidade para escrever uma crónica num jornal muito lido, pois para estas e outras marcas, estas e outras agências de publicidade, não importa que se fale mal, importa é que se fale. Pena.

 

Consumo de drogas e bullying são os mais prevalentes nos Açores

Fevereiro 28, 2018 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Correio dos Açores de 10 de fevereiro de 2018.

Consumo de drogas e bullying são os mais prevalentes nos Açores

Polícia Judiciária revela que há mais detenções de presumíveis abusadores sexuais na Região “O consumo de estupefacientes é o mais prevalente nos Açores e o bullying também”, resumiu o superintendente José Poças Correia, que conjuntamente com João Manuel Alves de Oliveira, Coordenador de Investigação Criminal, responsável pela PJ na Região, reuniram ontem com o Grupo de Trabalho da Comissão de Assuntos Sociais. Para a Polícia Judiciária, “mais detenções fora do flagrante delito dos presumíveis abusadores sexuais é um dado estatístico real”.

O Grupo de Trabalho da Comissão de Assuntos Sociais reuniu ontem na Delegação da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, em Ponta Delgada, onde se procedeu à “Análise e Avaliação das Respostas Públicas Regionais na área da informação dos direitos e protecção das crianças e jovens com mais de 12 anos”.

Presentes estiveram o superintendente José Alves de Oliveira, do Comando Regional da PSP dos Açores e João Manuel Alves de Oliveira, Coordenador de Investigação Criminal, responsável pela Polícia Judiciária na Região Autónoma dos Açores.

A reunião decorreu à porta fechada, mas no final foi possível falar com as referidas entidades.

Da parte do superintendente José Poças Correia, do Comando Regional da PSP dos Açores, este teve oportunidade de dizer que na reunião falou-se de comportamentos aditivos, nomeadamente os que resultam por via do consumo de álcool, tabaco e substâncias ilícitas. “Aquilo que é um dado adquirido tem a ver com os consumos de drogas, a nível geral, ou seja, como aliás o relatório do SICAD aponta um bocado nesse sentido.

Naturalmente, se há ao nível dos consumidores em geral também haverá ao nível dos jovens. Poderá haver aqui alguma prevalência, a esse nível, nos jovens até aos oito anos, mas são comportamentos que têm de ser corrigidos de alguma maneira, por via da sensibilização, da actuação junto das escolas, dos encarregados de educação e das diversas entidades que pode de algum modo contribuir para isso. A Polícia é mais difícil porque a Polícia, naturalmente tem um contacto directo com essas situações de rua, ou então, por via dos conselhos directivos das escolas”.

Mais esclareceu que ao nível dos comportamentos aditivos, “a maioria dos casos são encaminhados para a Comissão de Dissuasão da Toxicodependência, o que quer dizer que a Polícia identifica as situações, reporta e depois a Comissão da Dissuasão da Toxicodependência é que faz o tratamento da situação, quer ao nível da aplicação, ou não, das coimas que estão associadas aos consumos, quer ao nível depois, do acompanhamento e das consultas que são dadas no sentido de haver alguma sensibilização para evitar que essas situações se repitam”.

Respostas eficazes

Da parte da Polícia Judiciária, na voz de João Manuel Alves de Oliveira, Coordenador de Investigação Criminal, responsável pela PJ na Região Autónoma dos Açores, este esclareceu que “a intervenção da Polícia Judiciária centra-se naquilo que são as suas competências na área dos crimes da autodeterminação sexual, aqui com enfoque, muito particular, no domínio dos abusos sexuais das crianças. O que tivemos aqui foi uma partilha de um conjunto de informações que nós passamos à Comissão, que tem a ver com aquilo que é o nosso conhecimento desta área, os números que são conhecidos, as dificuldades que temos e também algumas ideias de como ter respostas mais eficazes com vista, não a debelar completamente o fenómeno que é quase uma utopia, mas pelo menos a atenuá-lo expressivamente”.

Sem poder revelar que ideias são essas de como ter respostas mais eficazes arriscou apenas a dizer, “o facto de se debater publicamente estes assuntos e o facto de terem deixado de ser tabu, que foram até há relativamente pouco tempo atrás, é um primeiro passo importantíssimo para não dizer decisivo para efectivamente alcançarmos este objectivo que é, pelo menos uma diminuição muito significativa do número de casos. Informação, sensibilização e depois, a parte das instâncias formais de controlo, da parte da Polícia Judiciária, naturalmente e não só, uma capacidade de resposta, e um saber técnico em conformidade com a lei para que as nossas investigações tenham êxito. Mas, este é um problema mais vasto, está para além do jurídico porque todos juntos, somos poucos e é uma questão de cidadania, somos poucos para combater este problema. A nós, Polícia Judiciária compete-nos efectivamente fazer aquilo que estamos obrigados por lei a fazer e fazemo-lo com todo o gosto e temos o dever de o fazer com a máxima competência”.

Ao nível dos abusos de menores, destacou dois patamares: “Um número de casos de investigações que nós abrimos e que nos chegaram ao nosso conhecimento e aquilo que é a criminalidade real. Ou seja, os indicadores que temos, é que para além dos casos que nos são reportados e que nós investigamos, há ainda um outro número de abusos dos quais nós não temos conhecimento.

São as chamadas cifras negras. É possível percebermos, aqui nos Açores, que a partir de 2014 houve um incremento de investigações abertas, quer do número de detenções fora do flagrante delito dos presumíveis abusadores sexuais. Isto sim, é um dado estatístico objectivo”.

Sem se revelar números, ficou entendido que de todos os comportamentos desviantes e os comportamentos aditivos que foram elencados, o consumo de estupefacientes é o mais prevalente e ao nível do bullying também, nomeadamente em ambiente escolar onde se registam por vezes algumas ocorrências.

Marco Sousa

Agir para Incluir: Gestão Comportamental em Contexto Escolar – (21 de fevereiro) na Escola Secundária D. Dinis, Lisboa

Fevereiro 16, 2018 às 9:00 am | Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário
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Quando a Brincadeira Oculta o Bullying – Palestra de Carlos Neto, 21 de fevereiro na Casa da Praia em Lisboa

Fevereiro 9, 2018 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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