IV Seminário: Os Direitos da Criança, 5 abril em Vila do Bispo, com a participação de Melanie Tavares do IAC

Março 27, 2019 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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A Dra. Melanie Tavares, Coordenadora dos Sectores da Actividade Lúdica e da Humanização dos Serviços de Atendimento à Criança do Instituto de Apoio à Criança,irá participar no encontro com a comunicação “Mediação Escolar na Promoção dos Direitos da Criança”.

A participação é gratuita, mas sujeita a inscrição, até dia 1 de Abril, podendo ser feita aqui ou enviando um e-mail para seminario.cpcj.vb@gmail.com.

mais informações no link:

https://www.facebook.com/events/2156059081115717/

Como ajudar uma criança vítima de bullying

Março 21, 2019 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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thumbs.web.sapo.io

Texto e imagem do Sapo LifeStyle de 20 de dezembro de 2018.

Os pais de uma criança que foi alvo de bullying podem ser determinantes na recuperação da autoestima da criança. Tome nota destes conselhos.

Tony Volk, professor de estudos infantis e juvenis na Brock University de Ontário, Canadá, afirma que “o bullying repetido pode ser tão prejudicial quanto outras formas de abuso e a vitimização não fortalece a maioria das crianças; simplesmente destrói-as”.

Diferentes estudos mostram que a vitimização crónica afeta a autoestima infantil, fazendo com que as crianças interiorizem uma imagem negativa de si próprias. Passam a sentir-se inadequadas. Culpam-se por tudo o que corre mal. E têm constantes pensamentos negativos.

Em declarações à Todays Parents, a psicóloga infantil Joanne Cummings, responsável da PREVNet (Rede de Promoção de Relacionamentos e Eliminação da Violência), adverte que crianças vítimas de bullying também são menos propensas a fazer novos amigos ou a experimentar novas atividades, o que pode contribuir para a sua desintegração social e aumentar os seus sentimentos de solidão. inutilidade e impotência. “Todos esses fatores são de risco e estimulam o desenvolvimento de problemas crónicos de saúde física e mental relacionados com stress, ansiedade e depressão”, revela Cummings. A sua mensagem para os pais é clara: tentem ser pró-ativos de forma a neutralizar o constante diálogo interno, negativo, da criança. Eis algumas dicas que podem ser úteis:

Mostre empatia e otimismo

A criança pode ter vergonha de falar sobre o que está a sofrer, ou ter medo das reações dos pais, receando que será punida. “Embora seja perturbador saber que seu filho está a ser intimidado”, diz Cummings, “é importante mostrar compaixão pela sua dor, mas também ter uma atitude otimista, fazendo-a crer que esse problema vai ser resolvido”. É fundamental reforçar que “o bullying é errado, não é justo e todos têm o direito de se sentirem seguros e respeitados”.

Ajude-o a defender-se

Já Tony Volk aconselha os pais a ensinarem os filhos a defenderem-se sozinhos. Mas, se isso não for suficiente, é preciso adotar outra estratégia. “Pedir à criança que diga ao agressor para parar fará com que ela se sinta ainda pior”, explica Cummings. “Se ela procurou o pai ou a mãe é porque o bullying se tornou intolerável e sente que já não pode resolver o problema sozinha”.

Façam programas juntos

Fazer um jogo do agrado da criança ou passear o seu animal de estimação, aproveitando para perguntar o que ela sente ou pensa, “fortalecerá o vínculo entre pais e filhos, e isso ajudará a aumentar sua autoestima”, assegura Cummings.

Estimule o seu desenvolvimento

“Aproveite os interesses do seu filho, inscrevendo-o numa equipa de futebol, num workshop de artes ou em alguma atividade criativa”. Joanne Cummings diz que é importante “proporcionar à criança um lugar seguro para criar relações positivas com outras crianças e ter a oportunidade de desenvolver o seu talento”. Lembre-se de que “a autoestima genuína vem do desenvolvimento de habilidades e competências que são percebidas e validadas por pessoas importantes”.

Fale com os professores

É importante denunciar o bullying à escola. Mas não só. Os professores também podem ajudar na construção da autoestima da criança. “Peça ao professor para estimular o seu filho a conhecer e a trabalhar com colegas, e assim desenvolver relacionamentos saudáveis​”, sugere Cummings. “Para uma criança que está a ser intimidada, ter um amigo pode reduzir – e muito – os riscos de vir a sofrer de problemas de saúde mental, nomeadamente de ansiedade ou depressão”, explica Volk. A intervenção de um professor ou outro adulto também ajuda a diminuir o risco de quebrar, para sempre, a confiança em si própria.

 

 

 

 

Como usam a Internet as crianças e jovens portugueses?

Março 8, 2019 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Eles e elas, entre os 9 e os 17 anos, navegam mais na Internet do que há quatro ou oito anos. A mudança deve-se ao uso de smartphones. Que uso fazem e que riscos correm foram algumas das perguntas do inquérito EU Kids Online, levado a cabo junto de cerca de 2000 alunos por uma equipa da Universidade Nova de Lisboa.

Bárbara Wong, Célia Rodrigues e José Alves 

Visualizar a infografia de 23 de fevereiro do Público no link:

https://www.publico.pt/2019/02/23/infografia/usam-internet-criancas-jovens-portuguesas-303?fbclid=IwAR2FcnoxJ7GASs_vvhRyK37YBmo9YBkaBEt-LrEZq_VceEMbo_JbB0IaGuE#gs.cMLqW8AJ

 

 

Uma app para combater o bullying

Março 8, 2019 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da TSF de 21 de fevereiro de 2019.

Rita Costa

Chama-se “Jogo Sério” e está a ser desenvolvido por investigadores do ISCTE e da Universidade de Lisboa que acreditam que com esta aplicação vai ser possível dar ferramentas às crianças, tornando-as mais capazes de resistir e combater o bullying.

“Está pensada para crianças dos 10 aos 12 anos porque há aqui um pico de ocorrência de este tipo de comportamentos, e um maior envolvimento aos 13 anos, portanto, queremos trabalhar antes”, explica Susana Fonseca, professora do Departamento de Psicologia Social e das Organizações do ISCTE, uma das investigadoras responsáveis pelo desenvolvimento desta aplicação.

O “Jogo Sério” é uma aplicação para smartphone, tablet ou computador e que pode ser usada em consultas, em contexto escolar ou até em casa, como forma de terapia ou de prevenção. Trata-se de um jogo ainda em construção, mas com o qual, assegura Susana Fonseca, investigadora do ISCTE, pode ser possível ajudar miúdas e graúdos a enfrentarem o bullying ou o cyberbullying.

“TSF Pais e Filhos”, um programa de Rita Costa, com sonorização de Miguel Silva

“É um jogo com objetivos pedagógicos onde eles para progredirem de nível são confrontados com situações de interação social entre pares, situações que podem ocorrer em contexto escolar ou não”, explica a Susana Fonseca. Uma das situações é alguém que está a receber ameaças e sobre quem estão a espalhar boatos nas redes socais. Nesse caso são apresentadas ao jogador várias opções de resposta sobre que reação teria perante aquela situação. “Só que em vez de pontos, recebem feedback sobre as diferentes opções que escolheram e a pontuação revela-se através do número de amigos que têm, porque as amizades são um fator protetor, através de coragem, porque muitas vezes ser capaz de defender a vítima é difícil, e através de convites para outras interações sociais”.

Para já, este “Jogo Sério” está em fase de desenvolvimento. O protótipo que resultou de uma fase de investigação e de uma colaboração com alunos da área da Psicologia do ISCTE e da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa já deu sinais positivos, mas ainda vai ser aperfeiçoado. Susana Fonseca quer ter nas mãos todas as evidências e todos os dados que comprovem os resultados deste projeto. Só assim é possível procurar financiamento para a aplicação.

 

 

Recursos e estratégias para adolescentes que foram vítimas de bullying

Fevereiro 28, 2019 às 8:00 pm | Publicado em Recursos educativos | Deixe um comentário
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Descarregar o recurso no link:

https://blogue.rbe.mec.pt/capacitar-os-adolescentes-bullying-2229992

 

 

Metade dos miúdos ignora a regra de não falar com estranhos

Fevereiro 27, 2019 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 23 de fevereiro de 2019.

Estudo EU Kids Online analisa hábitos de crianças e jovens, dos 9 aos 17 anos, na Internet e nas redes sociais. 44% dizem que acabam por se encontrar com as pessoas que conhecem na Internet. Mas o risco pode ser uma oportunidade, defende uma das autoras do estudo que integra um projecto europeu.

Bárbara Wong

A recomendação é conhecida e passada de geração em geração: não falar com estranhos. Contudo, mais de metade das crianças e jovens entre os nove e os 17 anos ignora-a e fala na Internet com pessoas que não conhece. Mais: 44% chegam mesmo a encontrar-se com essas pessoas que encontram online. São dados da nova edição do estudo EU Kids Online, que será apresentado na próxima quinta-feira, em Lisboa.

Outras conclusões? 37% das crianças e jovens portugueses entre os nove e os 17 anos contaram que viram, no último ano, imagens de cariz sexual em dispositivos com acesso à Internet (sobretudo) ou noutro local. Esta experiência é mais frequente entre rapazes (44%) do que entre raparigas (29%). Olhando para os diferentes grupos etários, encontram-se diferenças importantes: 59% dos jovens dos 15 aos 17 anos, por exemplo, disseram aceder a estes conteúdos. Entre os nove e os 11 anos foram 11%.

O estudo fala ainda de sexting, isto é, enviar “mensagens ou imagens” de cariz sexual, conversar “sobre ter relações ou sobre imagens de pessoas nuas a terem relações”. Em 2018, um em cada quatro entrevistados recebeu mensagens sexuais explícitas. É uma subida muito significativa face a estudos anteriores.

O EU Kids Online parte de um inquérito feito a 1974 crianças e jovens portuguesas — metade rapazes e metade raparigas, sendo que a faixa dos 13 aos 17 representa 62% dos inquiridos. O estudo integra um projecto europeu que abrange três dezenas de países que fazem análises semelhantes. Por cá, é levado a cabo pelas investigadoras Cristina Ponte e Susana Batista, da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, da Universidade Nova de Lisboa.

Esta é a terceira vez que o inquérito é feito. Aconteceu em 2010 e em 2014, o que permite fazer comparações. Ao PÚBLICO, Cristina Ponte sublinha a rápida evolução que se verificou, graças ao desenvolvimento dos dispositivos. “Esta geração que respondeu ao inquérito apanhou, primeiro, com o boom da Internet nas escolas — com o programa Magalhães e o e-escolas, por exemplo. Depois, com o desinvestimento tecnológico. E por fim com a chegada dos smartphones. Hoje, toda a família tem. Possivelmente os avós têm tablets e falam com eles por Skype. Toda a sociedade está a mudar e verificam-se mudanças de comportamento”, sublinha a investigadora.

Segurança dos filhos

No que diz respeito ao uso da Internet e das redes sociais, uma das maiores preocupações dos pais é que, através destas, os filhos conheçam pessoas novas e tenham encontros com elas. Temem pela segurança dos filhos, uma questão que não parece preocupar os mais novos, já que mais de metade das crianças e dos jovens contacta pela Internet pessoas que não conhece pessoalmente. O número cresceu velozmente dos 4% em 2010 para os 55% em 2018, entre os rapazes; e de 5% para 50% no caso das raparigas.

Menos de metade (44%) chega a conhecer essas pessoas pessoalmente — mas, comparando com 2014, são muitos mais os que se aventuram. Por exemplo, entre os mais novos, da faixa dos 9/10 anos, há cinco anos apenas 1% arriscavam. No ano passado, três em cada dez fizeram-no.
Estes encontros não são necessariamente uma experiência negativa. Até porque, segundo as investigadoras, há vários estudos feitos com adolescentes que referem que na maioria dos casos os encontros são com jovens da mesma idade.

Oito em cada dez (79%) dizem ficar “contentes” com esses encontros, ao passo que apenas 2% relataram já ter ficado de “algum modo perturbados”. Contudo, há diferenças por idades: a perturbação é expressa por 22% das crianças de nove e dez anos que responderam à questão. Em geral, as raparigas (83%) ficam mais satisfeitas com esses encontros do que os rapazes (74%). Aliás, 24% dos rapazes não fica “nem contente” “nem aborrecido”.

Cristina Ponte defende que a Internet e os meios móveis são parte integrante da vida das crianças e jovens e que, ao contrário do que a maioria dos adultos pensa, os riscos são oportunidades. “Em todas as línguas há um provérbio semelhante ao nosso que diz ‘quem não arrisca, não petisca’. Existe uma cultura avessa ao risco e este pode levar-nos a oportunidades, pois proporciona experiências e faz-nos confrontar quando algo não corre bem, fazendo-nos ganhar resiliência. O desafio para os pais e educadores é de trabalhar as competências sociais e os direitos humanos porque nada disto [a Internet] existe num mundo à parte”, justifica.

Menos portáteis

A grande mudança verificada, desde o primeiro inquérito, foi nos dispositivos usados para aceder à Internet. Se antes a maioria dos jovens portugueses respondiam que tinham portáteis pessoais — aliás, lideravam entre os 25 países europeus inquiridos em 2010, em que apenas 26% acediam através de telemóvel —, em 2018 têm smartphones (87% usam-nos todos os dias para aceder à Internet) e o acesso por computador caiu para 41%.

Só esta mudança — do computador para o telefone — permite fazer mais actividades e durante mais tempo (três horas diárias, em média), como ouvir música (80%), ver vídeos (78%), estar nas redes sociais (73%), fazer trabalhos para a escola (27%) ou ler e procurar notícias online (27%). Estes números quase que duplicaram comparativamente a 2014: nessa altura, 52% ouviam música, 50% viam vídeos e andava nas redes sociais, 21% usavam estes dispositivos para trabalhos para a escola e apenas 10% liam notícias.

Elas começam mais cedo a usar a Internet do que eles. Elas utilizam as redes sociais e comunicam com os amigos e familiares; já eles usam-nas para entrar em grupos com interesses e hobbies comuns e para ler notícias. Cristina Ponte sublinha a importância da leitura de notícias, mas alerta para a possibilidade de os jovens fazerem leituras que “acentuem extremismos ou radicalização ideológica”. Por isso apela para as “responsabilidades que a indústria tem em criar condições de segurança”, assim como para a necessidade de “fortalecer a educação para os direitos humanos”, tanto nas escolas, como nas famílias (e na sociedade em geral).

Bullying e pedidos de ajuda

Quando se pergunta aos inquiridos se tiveram situações que os incomodaram na Internet no último ano, 23% reportam que sim — os mais novos e os mais velhos são os que mais se queixam, assim como mais as raparigas do que os rapazes. De resto, as queixas subiram significativamente em relação aos anos anteriores — por exemplo, entre os mais novos (nove/dez anos), cresceu de 3% em 2014 para 25% em 2018.

Quando algo acontece, prevê-se que peçam ajuda e assim é: 42% recorrem aos amigos e 33% aos pais, apenas 5% falam com os professores. Elas pedem mais ajuda do que eles. Também são elas que, embora não tenham tantas competências tecnológicas, tomam atitudes como bloquear a pessoa, impedindo-a de voltar a contactar. São também elas que apagam mais as mensagens que as incomodam ou mudam as suas definições de privacidade. “Os pais mostram-se mais preocupados com a segurança das raparigas [na Internet], mas até que ponto isso é preciso?”, questiona Cristina Ponte, perante estes dados.

O que também cresceu foi o número de crianças e jovens que diz que sofre de bullying (online e offline) — um em cada quatro queixa-se, quando nos inquéritos anteriores, a média era inferior a 10%. Ou seja, o valor mais do que duplicou. As raparigas (26%) reportam mais esta situação, mas ser alvo de bullying aumentou mais nos rapazes.

Para três em cada dez inquiridos, o bullying ocorre com “bastante ou muita frequência”. Aliás, o online prevalece, ou seja, o ciberbullying.

Além das vítimas, também há agressores entre os inquiridos, os bullies, cerca de 17%, mais eles do que elas. Cristina Ponte defende que, na escola, é preciso trabalhar as emoções em situações de role play, ou seja, em que os miúdos se ponham no lugar do outro. “Eles sabem o que mais magoa por experiência própria. Há uma humilhação pública quando há imagens ou mentiras a circular na Internet”, explica.

E onde ficam os pais? Dão conselhos sobre como usar a Internet em segurança (45%), mas apenas um terço fala com os filhos sobre o que fazem na Internet. Há miúdos que se queixam de ter pouca atenção em casa (32%) e quatro em cada dez declaram que já ignoraram “algumas ou muitas vezes as regras dos pais”. Os que mais respeitam os progenitores são os mais pequenos.

 

 

 

Behind the numbers: ending school violence and bullying – novo relatório da Unesco

Fevereiro 26, 2019 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Descarregar o relatório no link:

https://unesdoc.unesco.org/ark:/48223/pf0000366483

 

Ação “Agressão entre pares : Bullying e Cyberbullying” 21 de fevereiro em Lisboa

Fevereiro 15, 2019 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Tópicos:

O que é o bullying?
Características das vítimas, dos agressores e das testemunhas?
Quais os principais sinais de alerta?
Como agir… se o meu filho é vítima? E se o meu filho é agressor?
Qual o papel da escola?
Que competências promover para prevenir?

Mais informações no link:

http://www.red-apple.pt/workshops-redapple/item/209-encontros-_pais

‘Aqui ninguém implica com ninguém’: programa adotado em 99 escolas da Holanda reduziu o bullying pela metade

Janeiro 29, 2019 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do site g1Globo de 5 de julho de 2018.

Cinco anos após adoção de programa finlandês, percentual de crianças que disseram ter sofrido bullying caiu de 29% para 13,5%; G1 publica série de reportagens sobre como a Holanda ficou no topo do ranking de crianças mais felizes.

Por Mariana Timóteo da Costa, GloboNews — Amsterdã, Haia e Roterdã

Um pesquisa que acompanhou 10 mil crianças de 99 escolas holandesas durante cinco anos mostrou impactos positivos no combate ao bullying. Em 2012, o problema atingia quase 30% dos alunos, segundo eles mesmos relataram. Em 2017, essa porcentagem caiu para 13,5%.

Além disso, mudanças na legislação e a orientação sobre como lidar com conflito desde a primeira infância são dois dos fatores que levaram a Holanda a ter um alto índice de crianças que consideram seus colegas de escola “legais”. A pesquisa do Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) para avaliar a qualidade dos estudantes em diversos países mostrou que quase 85% das crianças holandesas alegam que seus amigos são legais – o maior índice entre os países avaliados.

Até esta sexta-feira (6), o G1 publica uma série de nove reportagens que investigam os fatores educacionais, econômicos e sociais por trás do sucesso holandês.

Política anti-bullying

A Holanda tem uma forte política anti-bullying: desde 2015 as escolas primárias e secundárias são obrigadas por lei a combater os casos de bullying.

Nas escolas primárias, crianças são ensinadas desde os 4 anos a fazerem um sinal de “pare” com as mãos quando não gostam de uma situação ou quando acham que algum colega ultrapassou algum limite. Além disso, são estimuladas a logo conversar com um adulto sobre a situação.

Em 2016, o número de crianças que alegaram ter sofrido bullying na educação primária caiu para 10% – comparado a 14% em 2014. Nas escolas secundárias caiu de 11% em 2014 para 8% em 2016, segundo o Ministério da Educação.

Adoção de programa finlandês

Um estudo da University of Groningen com 10 mil alunos em 99 escolas primárias que adotaram um programa anti-bullying conhecido como KiVa (criado na Finlândia) mostrou que os casos de bullying caíram 50% entre 2012 e 2017.

“Conversar a respeito faz com que os alunos reflitam melhor sobre o que significa fazer ou ser alvo de bullying”, disse René Veenstra, autor do estudo, à imprensa holandesa.

Nas escolas que aplicaram o KiVa, o percentual das crianças que disseram ter sofrido bullying caiu de 29% em 2012 para 13,5% em 2017.

Os alunos também alegaram que seus professores passaram a prestar mais atenção quando existe uma reclamação.

 

 

Seminário contra a Violência e Discriminação no Desporto, 15 dezembro na FMH

Dezembro 11, 2018 às 9:00 am | Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário
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mais informações no link:

http://www.fmh.utl.pt/pt/noticias/eventos/item/7062-seminario-contra-a-violencia-e-discriminacao-no-desporto

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