Caderno de Educação Financeira para o 2.º ciclo

Fevereiro 25, 2017 às 1:00 pm | Publicado em Recursos educativos | Deixe um comentário
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descarregar o caderno no link:

http://blogue.rbe.mec.pt/cadernos-de-educacao-financeira-dge-2039375

II Jornadas da Rede de Bibliotecas de Lamego – “A Biblioteca na Era Digit@al” 17 e 18 de fevereiro

Fevereiro 8, 2017 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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12 de fevereiro – limite para inscrição nas Jornadas.

mais informações:

http://www.rblamego.org/ii-jornadas-rbl

 

Las 25 mejores apps de cuentos interactivos

Fevereiro 7, 2017 às 6:00 am | Publicado em Recursos educativos | Deixe um comentário
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Texto do site http://www.educaciontrespuntocero.com/ de 13 de junho de 2016.

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por Laura Pajuelo

Los cuentos interactivos son ideales para que los más pequeños aprendan sin darse cuenta, porque creen que están jugando. Estas aplicaciones para tabletas (algunas también compatibles con smartphones) enseñan desde historia hasta tareas diarias o valores.

Yuri y El Calamar Volador en La Isla de Las Tortugas

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El cineasta Iván Cortázar, junto con su hijo de cinco años (y su madre, artista plástica), han creado una serie de cuentos infantiles para iPad y iPhone. Esta primera entrega trata de inculcar el amor por el medio ambiente y la creatividad. Los niños pueden crear al personaje protagonista a su imagen y semejanza, es bilingüe (inglés/español) y ofrece la opción de grabar la narración.

Jugando en el campo; Niní aprende a contar

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Niní, un simpático pequeño Ser que vive en la naturaleza, aprende gracias a su curiosidad por todo lo que le rodea. En concreto, aprende a contar: los niños lo hacen a la vez, llegando hasta el número 10. La historia se compone de 35 escenarios caracterizados por ilustraciones y sonidos que animan de forma interactiva la lectura compartida entre niños y adultos. Está indicado para niños de 2 a 6 años.

Lo que comen los ratones

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Este libro interactivo infantil para iPad está recomendado para niños de 4, 5, 6 , 7 y 8 años. Cuenta la historia de un curioso ratón con problemas de memoria, al que hay que ayudar a la vez que se aprende a leer en español y en inglés. Los pequeños pueden elegir el orden de las escenas y lo que ocurre en ellas para crear su propia historia.

visualizar todo o texto no link:

http://www.educaciontrespuntocero.com/recursos/familias-2/las-mejores-apps-de-cuentos-interactivos/24116.html?utm_content=buffer251b8&utm_medium=social&utm_source=facebook.com&utm_campaign=buffer

Facebook e educação : publicar, curtir, compartilhar

Janeiro 30, 2017 às 8:00 pm | Publicado em Livros, Recursos educativos | Deixe um comentário
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descarregar o livro no link:

http://books.scielo.org/id/c3h5q

As Vacinas funcionam : aqui estão os factos

Janeiro 30, 2017 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação, Recursos educativos | Deixe um comentário
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Apps para mejorar la gramática en inglés

Janeiro 26, 2017 às 6:00 am | Publicado em Recursos educativos | Deixe um comentário
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texto do site http://www.educaciontrespuntocero.com/ de 8 de dezembro de 2015.

por Educación 3.0

Con estas aplicaciones podrás practicar con ejercicios de gramática inglesa. Hay para todos los niveles.

Ejercicios de inglés

Compatible con Android, tiene gran variedad de ejercicios para trabajar pronombres, artículos, condicionales, tiempos verbales… Vienen con solución, para que sepas si lo haces correctamente. Es gratuita.

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LearnEnglish Grammar

Gratuita (aunque con paquetes de descarga de pago) y compatible con Android e iOS, ha sido pensada para ayudar a mejorar la precisión gramatical inglesa. Es ideal para estudiantes de todos los niveles y ofrece actividades de gramática a nivel Principiante (CEFR nivel A1), Elemental, Intermedio y Avanzado (CEFR nivel C2).

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Gramática de Inglés

Destinada a los usuarios con niveles más básicos, muestra los conceptos de forma clara y comprensible. Tiene 44 lecciones y ejercicios que, además de gramática, también trabajan el vocabulario esencial. No necesita conexión a Internet para funcionar, es gratuita (para quitar los anuncios se puede optar por la versión Premium) y es compatible con Android.

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Inglés para todos

Ha sido pensada como una guía de consulta en la que encontrar respuesta a dudas sobre pronunciación, sustantivos, artículos, adjetivos, adverbios, verbos… Todas las explicaciones se complementan con ejemplos. Su precio es de 3,99 euros y es compatible con iOS.

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Inglés Gramática

A modo de concurso, esta app gratuita para Android realiza pruebas con las que repasar todos los aspectos de la gramática inglesa. Se adapta a tres niveles: básico, intermedio y avanzado.

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Aplicação da Google transforma imaginação infantil em verdadeiras histórias animadas 3D

Janeiro 24, 2017 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social, Recursos educativos, Vídeos | Deixe um comentário
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Notícia da http://www.rtp.pt/noticias/ de 12 de janeiro de 2017.

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Nuno Patrício

A criatividade digital não pára de inovar, apelando principalmente às crianças, que rapidamente se adaptam e parecem saber lidar com as tecnologias melhor do que ninguém. A Google quer ajudar a construir esse mundo novo. Os mais novos são o ponto de partida.

Os criativos da Google, sabendo dessa habilidade juvenil, oferecem agora mais uma ferramenta aplicativa, gratuita para smartphones, tablets e Chromebooks na Google Play e na iOS App Store, de nome Toontastic 3D. Esta nova aplicação surge no seguimento da versão primária Toontastic, em que as crianças podem construir as suas próprias histórias nas plataformas móveis. Agora com a versão 3D, as histórias ganham ainda mais ritmo e um formato mais tridimensional, como por exemplo a história criada por Sophia, com sete anos. Com a app Toontastic 3D, as crianças podem desenhar, animar e contar as suas próprias aventuras, fazer notícias, criar vídeoclipes, relatórios escolares, enfim, quase tudo o que a imaginação infantil lhes sugere. Basta para isso moverem as personagens, digitalmente construídas, à volta do ecrã e contarem as suas histórias.

Uma espécie de teatro de bonecas digital, mas com enormes mundos em 3D, dezenas de figuras personalizadas, ferramentas de desenho tridimensional e um “laboratório” de ideias com estórias-modelo criadas por outras crianças que ajudam a imaginar novas aventuras. A app Toontastic 3D, está desde esta quarta-feira, disponível gratuitamente para smartphones, tablets e Chromebooks na Google Play e na iOS App Store – uma ferramenta que para além de lúdica pode ser também educativa e que por certo dará largas à imaginação infantil.

 

 

Estratégias simples para TPC sem drama

Janeiro 20, 2017 às 5:00 pm | Publicado em Recursos educativos, Site ou blogue recomendado | Deixe um comentário
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texto da http://activa.sapo.pt/ de 22 de novembro de 2015.

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Na guerra dos TPC há que recorrer às regras da diplomacia e da negociação para que o tratado de paz entre pais e filhos seja assinado. Damos-lhe algumas pistas, ano a ano, para ajudar as crianças a ser mais independentes e a pensar por elas.

Gisela Henriques

Com três letrinhas apenas se escreve a palavra que leva muitos pais ao desespero. Como é que acabamos com esta dor de cabeça? Ou os nossos filhos acordam um dia a ‘ver a luz’ e passam a fazer todos os seus TPC concentrados, de fio a pavio sem melodramas que põem qualquer telenovela mexicana a um canto, ou – o mais provável – temos de ser nós pais a dar um passo atrás e ver o que fizemos de errado, o que os miúdos fizeram de errado, e como podemos remediar o assunto sem acusações ou choros de frustração. Antes de lhes apontar o dedo, temos de pensar como era no nosso tempo. Há 30 anos, muitos de nós tínhamos aulas até às 13h e os TPC resumiam-se a uma cópia e uma conta. Agora, os miúdos estão na escola antes de nós entrarmos no trabalho e saem depois do nosso horário de saída. Quem é que no seu juízo perfeito está desejoso de chegar a casa para fazer mais trabalhos? Para não falar nos estímulos que as crianças têm hoje em dia: televisão com desenhos animados 24h sobre 24h, computadores, ipads, consolas de jogos… Tudo que, ao fim do dia, parece bem mais interessante explorar do que o TPC. Veja aqui algumas estratégias, ano a ano, para que os TPC sejam feitos sem que pais e filhos entrem em stress absoluto.

1 ANO: AS REGRAS BÁSICAS

DURAÇÃO DO TPC: 5 a 15 minutos

OBJETIVO: criar bons hábitos de estudo

UM SITE OU APP EDUCATIVOS: app ‘ABC para crianças’

Os bons hábitos começam cedo, por isso pode arranjar-lhe um cantinho no quarto onde possa fazer os seus trabalhos de casa sem ser incomodado: uma secretária, uma cadeira confortável e uma caixa de arrumação onde ele guarde (sempre) o lápis, a borracha, o afia, a régua, os lápis de cor. Isto para não andar a cirandar pela casa à procura do seu material escolar.

Se o seu filho for do género ‘em-todo-o-lado-menos-no-quarto’, deixe-o fazer os TPC na cozinha, desde que ele se concentre no que está a fazer e não interrompa o trabalho com perguntas vazias, em que ele não quer saber a resposta, só quer é adiar o que está a fazer. Resista à tentação de se sentar ao lado dele, é um passo que depois vai ser difícil voltar atrás. Se ele quiser o TPC no tapete da sala, deixe-o, desde que a televisão não esteja ligada. Aliás, mantenha todos os ecrãs desligados até depois dos TPC estarem concluídos. Tem um irmão mais novo que precisa de ser entretido? Ele pode ir fazer um desenho para uma divisão diferente

Leia-lhe sempre uma história antes de dormir, uma curtinha e divertida e explique-lhe o significado das palavras mais complicadas. Pergunte o que ele mais e menos gostou, porquê, se daria outro título…

2º ANO: A EXIGÊNCIA AUMENTA

DURAÇÃO DO TPC: 15 a 30 minutos

OBJETIVO: encorajar a ler sozinho

UM SITE OU APP EDUCATIVOS: http://www.planonacionaldeleitura.gov.pt/index1.php. App ‘Numbers 1-100’

eja o que melhor funciona com o seu filho: começar a fazer os trabalhos assim que chega a casa ou prefere esperar 15-30 minutos até estar mais relaxado? Pode comer uma peça de fruta, falar consigo (sobre outras coisas que não a escola), brincar um pouco ou pintar, tudo é permitido, menos algo que envolva um ecrã (TV, computador, tablet…) a não ser que queira uma discussão acalorada e mau feitio quando for hora de começar os TPC. Ecrãs só depois. Se ele quiser ficar ao pé de si a trabalhar, imponha regras: não há conversa, mas se ele quiser ler em voz alta o texto do TPC pode fazê-lo, desde que depois responda às perguntas em silêncio e concentrado.

É provável que as contas de matemática sejam mais complicadas, que a subtração e a adição já sejam com números de dois dígitos. Se tiver dificuldade, não explique à sua maneira senão pode confundi-lo ainda mais. Tente perceber como a professora ensinou, pergunte-lhe como ele aprendeu ou tente saber junto da professora como pode ajudar sem o baralhar. Elogie-o sempre que ele tiver acabado o TPC a tempo e sem lamúrias, mesmo que ele tenha errado uma ou outra pergunta. Ele que explique o raciocínio que o trouxe até ali. Ajude com objetos e situações reais sempre que possível: invente problemas semelhantes com o que tem à mão: se eu tenho 10 maçãs na fruteira e comermos 3 ao jantar com quantas ficamos?…

Leve-o consigo às compras, nem que seja para comprar meia dúzia de coisas, e pague com dinheiro. Vá explicando o que se passa, quanto tudo custou, com que nota ou moeda pagou e quanto recebeu de troco. Os miúdos agora não veem dinheiro a circular, só cartões, e quando dão situações problemáticas que envolvam dinheiro ficam um pouco baralhados. No fim de semana podem brincar às mercearias para treinar.

3º ANO: UM ANO EM CHEIO

DURAÇÃO DO TPC: 30 a 45 minutos

OBJETIVO: melhorar o raciocínio e criatividade

UM SITE OU APP EDUCATIVOS: Era uma vez o Homem, Era Uma Vez o Corpo Humano (Youtube); http://www.toondoo.com/;

starfall.com; app ‘Todo Matemática’

Prepare-se para a carga de trabalhos. Estudo do Meio, que antes era só o que para nós parecia mero bom senso e regras de boa educação, agora já inclui conhecer de cor os vários órgãos do corpo humano, os planetas do sistema solar de cor e salteado, os primórdios da História e até as capitais de distrito. Aviso: arranje um mapa de Portugal e pendure-o no quarto.

As composições são mais exigentes e o número de linhas parecem-lhes infinitas. Uma boa estratégia é ler, ler e ler. Àqueles que acham que as páginas de livros sem bonecos são assustadoras, pode fazer leitura alternada numa primeira fase: leia uma página e o seu filho lê outra. Se ele não gosta de ler, faça da leitura um ritual divertido: deite um cobertor por cima da mesa da sala e sentem-se debaixo da mesa com uma lanterna a ler, por exemplo. Num texto com diálogos, dê vozes divertidas às falas das personagens. Não explique as palavras que ele não conhece, deixe-o familiarizar-se com o dicionário. Os textos agora são maiores e mais complexos, se vir que ele está perdido, pergunte-lhe o que não percebe mas não lhe diga a resposta, tente que ele chegue à resposta sozinho, pergunte-lhe porque não percebe a pergunta, qual é a sua opinião… Aprender divertindo-se

Para estimular a criatividade, dê-lhe temas estapafúrdios para escrever: se eu fosse um sapato, um doce, um piolho, como é que era e o que faria. Faça perguntas sobre as histórias que lê: que outro nome daria à personagem principal (invente uns, para perceber que as histórias não têm de ser todas com o Pedro, o António e a Maria…, que outro fim poderia ter…

As crianças gostam de trabalhos manuais. Cortem folhas A4 em quatro partes e em cada uma pintem personagens (príncipe, princesa, feiticeiro, gigante, fada, burro, mágico, lobo), objetos (tesouro, chave, porta, anel, chapéu…) e espaços de ação (montanha, gruta, floresta, casa abandonada, carro.) Tirem uma carta de cada pilha e inventem uma história.

Ainda se lembra da cantilena da tabuada? Cantem no carro, enquanto está a cozinhar… o segredo está na repetição e a cantilena ajuda muito. Deixe que ele lhe faça perguntas também, erre de vez em quando para ver se ele sabe corrigi-la, vai adorar apanhá-la em falso. Os problemas já são mais complexos e a solução é pensar por etapas: o que é pedido, que informação é que tem, que conta faz primeiro…

4º ANO

DURAÇÃO DO TPC: 1h-1h15

OBJETIVO: aprender a gerir o tempo, raciocínio matemático e compreensão de textos

UM SITE OU APP EDUCATIVOS: www.pt.khanacademy.org;

Este é o ano em que se consolida o que se estudou o ano anterior e se aprofunda outros assuntos. Este é o ano em que os miúdos vão ouvir falar de exames finais com muita frequência e é importante que eles não achem que o exame final é um bicho de sete cabeças, que é a coisa mais importante da vida deles. Não é, o mais importante é que sejam felizes e que aprendam todos os dias coisas novas, não é uma classificação final. Quantas vezes é que nos fartámos de estudar e o resultado não foi o reflexo do nosso esforço, por qualquer razão? Nós não somos um número e eles também não. É verdade que uma nota menos boa pode fazer mossa na nossa autoestima, mas é importante sublinhar que o esforço e a vontade de aprender também são importantes.

A partir desta idade é bom que já tenham bons hábitos de leitura e façam os seus TPC sozinhos com pouca ou nenhuma ajuda: o objetivo é que o seu filho trabalhe independentemente. No princípio do ano tenha uma conversa com ele, como é que ele quer gerir os seus TPC e os projetos. Aconselhe-o a ter uma cópia do horário colada na parede para ter mais noção dos TPC e aprender a dar prioridade aos que deve entregar no dia seguinte. Outra boa ideia é um calendário de parede para assinalar os projetos e os trabalhos que deve entregar a médio prazo, para que não caiam no esquecimento. Não lhe dê as respostas de bandeja

Não vá ter com ele ao mínimo pedido de ajuda, só quando vir que está mesmo bloqueado. Pergunte-lhe como é que o professor lhe explicaria aquela situação, o que diria se ele lhe colocasse aquela dúvida? Pode ser que assim a memória o ajude a desenvencilhar-se sozinho. Pode também telefonar a um amigo para lhe dar uma ajuda. Mas também pode ir para a escola com uma ou outra pergunta por responder, não é o fim do mundo. Ele que diga ao professor quais foram as suas dificuldades (e não fale por ele, deixe-o explicar por palavras suas).

Na matemática, mais do que a memorização agora tem de compreender algo mais conceptual, como perceber quando duas frações são equivalentes. Se ele tiver muita dificuldade e os pais não conseguirem explicar da mesma forma que o professor peça a um amigo dele que saiba para ir lá a casa explicar-lhe como ele aprendeu (pode dar uma espreitadela para o caso de ele voltar a ter dúvidas). Pergunte-lhe se quer fazer os TPC com um alarme, para ter noção do que consegue fazer em 30m ou 1h, por exemplo.

5.º e 6.º ANO A grande mudança

Lembra-se de como foi um pouco assustadora a sua mudança para o quinto ano? Em vez da professora que nos apaparicava, tínhamos então 9 ou 10 professores, andávamos carregados com os livros de sala em sala, conforme a disciplina, e a escola parecia gigante.

Com eles vai acontecer a mesma coisa. Quando o for buscar à escola, ou quando chegar a casa, não lhe pergunte só sobre o que aprendeu, pergunte sobre os amigos, como ele se sente, conte-lhe a sua experiência. Para muitos é agora a altura de aprender uma língua estrangeira, uma maneira boa de treinar o ouvido (e a leitura) é ver (pela enésima vez) a Nanny McPhee, o Paddington ou outro filme infantil na versão original, o ‘ET’, ‘Mary Poppins’, ‘Jumanji’ ou quem sabe um clássico com Gene Kelly ou o Fred Astaire. Se tem um ipad é um sortudo porque há centenas de aplicações para treinar inglês e sites também (gamestolearnenglish.com; learnenglish.britishcouncil.org/en/games; education.com; esl-kids.com).

10 mandamentos para tudo correr sobre rodas

• Ajude-o a encontrar o local certo para fazer os trabalhos de casa, sem distrações.

• Não se sente ao lado dele, a não ser para o ajudar pontualmente numa dúvida (depois de esclarecida, vá à sua vida) ou se tiver trabalho para fazer em casa.

• Mantenha todos os ecrãs lá de casa desligados até os TPC estarem concluídos (TV, computador, tablet, consola…)

• Permita um intervalo de 5 minutos a cada 30 minutos de trabalho

• Dê-lhe folga à sexta-feira… estabeleça com ele o horário em que ele vai fazer os TPC no fim de semana e quando chegar a hora não vacile.

• Fale com a professora e saiba quanto tempo é que é suposto fazer os TPC.

• Cada criança tem o seu ritmo de aprendizagem, nem todos aprendem à primeira nem da mesma maneira, nem são como a mãe e o pai, cada um tem a sua personalidade.

• Não atrase a hora de deitar por causa dos trabalhos de casa. Se achar que dão demasiados trabalhos, fale com a professora, se for ele que anda a preguiçar, tem de aprender que há consequências: ficar sem intervalos, o que ninguém gosta.

• Incentive a leitura. Inscreva-o na biblioteca local e deixe-o escolher os livros que ele quer. À noite, antes de dormir, leiam à vez, inventem vozes para as personagens, leiam às escuras com uma lanterna…

• Ajude-o a pensar, não lhe dê as respostas de bandeja, pois não o está a ajudar. Faça perguntas que o obriguem a pensar: o que tu achas? Como pensas que isso se resolve? Porque respondeste assim? Então e se?…

 

 

Tutorial: cómo hacer un vídeo stop motion para educación

Janeiro 10, 2017 às 12:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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texto do site http://www.educaciontrespuntocero.com/ de 20 de junho de 2016.

educacion

por Pablo Espeso

El mundo del stop motion es factible en educación, y hay muchas ideas que puedes poner en marcha con una técnica que está de moda con la llegada de los smartphones y la masificación de las nuevas tecnologías.

Hoy ahondaremos en esta técnica, tremendamente visual, muy fácil de crear y también muy versátil. El stop motion nos permitirá adaptar prácticamente cualquier idea para darle algo de animación y movimiento, pero con ese estilo tan atractivo. ¿Por dónde empezamos? Fácil: ¿cómo hacer un vídeo stop motion para educación?

Qué quieres contar?

La idea es esencial, claro. Aunque aquí te dimos algunos recursos para empezar a pensar sobre la propuesta temática, has de saber que puedes hacer un stop motion sobre cualquier cosa sobre la que harías una película.

Evidentemente, debe existir algún tipo de hilo argumental o algo sustancial que quieras relatar. Puede ser un resumen de un libro a través de stop motion en el que aparezcan los personajes a los que les van ocurriendo cosas, o quizá una historia en la que describas algo aprendido en el último tema de tu asignatura favorita.

Necesitas contar algo. Un vídeo stop motion no es más que una forma de relato, de creación en la que se cuenta algo. Y, por supuesto, deberás tener una idea muy clara de qué quieres contar. ¿Necesitas ideas? Tan sencillo como buscarlas en Internet.

Necesitas imágenes: fotografías, dibujos… ¿y plastilina?

Vayamos con una perspectiva algo más técnica. Un stop motion es, básicamente, una sucesión de imágenes que combinadas entre sí para dar una sensación de movimiento. Necesitarás combinar varias imágenes, pasando de una a otra en cortos intervalos de tiempo.

Aunque a efectos prácticos la idea es la misma que la de una película de vídeo , la diferencia es que en un stop motion hay un mayor margen de tiempo entre una imagen y otra, dando esa sensación tan curiosa y característica.

Aquí es importante hablar de las imágenes, y es que pueden obtenerse de decenas de diferentes medios. Puedes coger una cámara de vídeo, grabar un clip y seleccionar ciertos fotogramas (por ejemplo, uno de cada diez) para crear tu stop motion; o también puedes hacerlos con dibujos o con fotografías. De hecho, algunos smartphones incluyen esta funcionalidad en el software de las cámaras.

Otra opción especialmente interesante para educación, sobre todo para las edades más tempranas, es usar plastilina para ir creando los personajes u objetos necesarios, y modificándolos pertinentemente. ¿Recuerdas Wallace y Gromit? Cada vez que queramos sacar un fotograma, foto y a continuar. Es, posiblemente, una de esas sustancias divertidas y muy versátiles para usar en educación, y desde luego puede aprovecharse en los stop motion. Y quien dice plastilina, dice muñecos que se tengan en casa como por ejemplo de LEGO o Playmobil.

El software… de vídeo

Si ya sacaste la idea y le diste vida con alguno de los formatos (fotografías, dibujos, plastilina…), deberías tener un montón de imágenes que, si las juntas, tendrás un pequeño clip en stop motion. La idea es tan sencilla como enseñar una imagen durante unos pocos segundos, y luego la siguiente, y la siguiente, y la siguiente… hasta terminar todas ellas.

Aquí es donde entran en juego los programas de edición de vídeo y nuestra capacidad como editores. La verdad sea dicha, si tenemos el material crear el stop motion es una de las tareas más sencillas que pueden hacerse.

Según sea el programa de edición que manejes (hay decenas de ellos), sólo tendrás que colocar cada una de las imágenes y asignarles un tiempo de duración en escena. Una vez pase este tiempo, el programa automáticamente pasará a la siguiente imagen (ten en cuenta que estén bien ordenadas, claro). Exportar el vídeo y listo, stop motion creado.

También tienes otras opciones más sencillas, como usar programas como qStopMotion o Frames que son exclusivamente para esto. Colocas tus imágenes, seleccionas unos pocos parámetros y poco más. Si no quieres complicarte, estas opciones (o alguna otra que hay por ahí) son perfectas.

Además, recuerda que otros recursos, como voces o sonidos, pueden ser muy interesantes para aplicar en un stop motion, ya que añaden una dosis adicional de contenido. Haz que la clase colabore y decida qué decir, y cuándo hacerlo; si añaden estos extras, el resultado será mucho mejor.

Imagen de portada: Flickr de orse

 

 

“O ódio já está na Internet”

Janeiro 9, 2017 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social, Recursos educativos | Deixe um comentário
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Texto do https://www.publico.pt/ de 30 de dezembro de 2016.

publico

Juntámos à mesa jovens com percursos e experiências diferentes do discurso de ódio. Pusemo-los a dialogar sobre formas de lidar com as “piadolas” racistas ou homofóbicas que circulam nas redes sociais. Isto tudo a propósito de um manual do Conselho da Europa, que acaba de sair em português

Joana Gorjão Henriques

Uma piada misógina na Internet torna-se viral e deixa uma jovem em pranto; o pranto vai em crescendo até ela ser de novo insultada por “se estar a fazer de vítima”. O insulto sobre a cor de pele negra de um rapaz propaga-se e torna-se um hábito que leva a outro insulto e a outro até se tornar insuportável estar na escola. Um comentário racista é deixado no mural do Facebook de alguém, mas outro alguém que também é alvo decide ficar calado.

Quantos episódios como estes se passam na vida real e nas redes sociais e no nosso mural do Facebook, do Twitter? Até que ponto a fronteira entre liberdade de expressão de uma pessoa e direitos humanos da outra colidem no espaço público? Quanto destas ofensas são afinal discurso de ódio?

Em meados de Dezembro, o Instituto Português do Desporto e da Juventude (IPDJ), que coordena uma campanha do Conselho da Europa contra o discurso de ódio online, lançou um manual, com o nome Referências, para educar através dos direitos humanos. Fez acções de formação durante três dias com 24 participantes, entre professores e dirigentes de associações juvenis, entidades que irão ser multiplicadores da campanha. É um manual com exercícios para se reflectir em situações em que no centro está um caso de “discurso de ódio” – e para experienciar na própria pele o que é estar do lado das vítimas.

Para perceber como funciona este manual, o que é o discurso de ódio hoje nas redes sociais portuguesas e como é entendido pela juventude, juntámos à mesa um grupo de sete pessoas: quatro jovens com sensibilidades e experiências diferentes, uma membro de uma associação juvenil, a coordenadora da campanha do IPDJ, Margarida Saco, e uma mãe da Associação de Pais de uma escola em Lisboa. Lançámos perguntas, conduzimos a conversa, pusemos o foco na opinião de Tomás Barão, Edgar Cabral, Jéssica Pedro e Filipe Moreno.

1. O que é para vocês o discurso de ódio? Já vos atingiu?

 

Tomás Barão, 21 anos, estudante de Design de Comunicação na Faculdade de Belas-Artes. É de Palmela.

Já sofri bullying mas foi há alguns anos. Acabei por ultrapassar a questão. O discurso de ódio atinge todas as pessoas. Quando discrimino a pessoa negra, estou a discriminar a mulher, a pessoa transexual, a pessoa cigana… São minorias oprimidas que muitas vezes, elas próprias, são opressoras de outras minorias.

Por exemplo, noutro dia, fui dançar hip-hop. No espectáculo, o rapper falava sobre a sua vida, um bocado difícil. E no meio da música põe-se a dizer coisas misóginas e a incitar à violência contra as mulheres. Pensei: ‘Okay, estás a usar o rap como ferramenta para exprimires a opressão que sofres e ao mesmo tempo estás a oprimir.’ Estas coisas têm de ser desconstruídas, isso passa pelo que nos falta ter na escola. É muito fácil perceber que os manuais de História, por exemplo, não fazem a desconstrução do que foi a colonização portuguesa dos países africanos e têm uma narrativa extremamente imperialista, fala-se da epopeia dos portugueses mas não das atrocidades. Esta imagem pode ser um discurso de ódio. Ao ser complacente com essas discriminações, está a discriminar. Um professor de História tem de ter noção destas coisas e, se não consegue falar aos seus alunos sobre escravatura, fez essa escolha. Não sei se é discurso de ódio mas a invisibilidade mata, tem de ser abordada.

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Depois fazem-se manuais [como o Referências]. Acho que têm um efeito muito limitado, não vão à raiz do problema. A raiz do problema atinge-se na escola, é onde as coisas têm de começar.

Edgar Cabral, 21 anos, animador sócio-cultural no Atelier de Tempos Livres de uma escola em Telheiras, vem do bairro Zambujal, na Amadora.

O Tomás tem razão. Há vários factores que trazem racismo, preconceito, discriminação, ‘n’ coisas que se não forem trabalhadas pela raiz dificilmente conseguimos mudar alguma coisa. Estes manuais podem-nos ajudar a minimizar mas não resolvem o problema – como diz a campanha, o ódio não é opinião, é um sentimento que temos de dentro de nós e, se não conseguirmos tirar o ódio de dentro de nós, dificilmente conseguimos mudar alguma coisa. O Tomás diz que sofreu bullying. Porque é que a educação que vem de casa não trabalhou isso? A escola tem de pegar no pai e na mãe, falar do caso de bullying, chegar ao foco do problema. Um pedido de desculpa serve mas ao mesmo tempo não serve porque deixa sempre marca nas pessoas. Eu, com a minha experiência nos bairros sociais, digo que há ódio racial. As pessoas passam ao lado e nem olham umas para as outras. Às vezes vejo crianças a dizerem: ‘És isto.’

Tomás Porque aprendem na família.

Edgar E dói. Há ‘n’ coisas que têm de ser trabalhadas. As campanhas e a publicidade são meios para chegar às pessoas, mas sem trabalho de campo é muito difícil. Nas redes sociais vê-se de tudo. O ódio já está na Internet. Às vezes abrimos a página de Facebook e já estamos a levar com alguma coisa.

2. Também sente isto em relação ao Facebook, Jéssica?

Jéssica Pedro, 17 anos, estudante do 12.º ano de Ciências Sócio-Económicas, vive no Bairro de Campolide, em Lisboa.

Sim. Basta entrar no feed do Facebook. O discurso de ódio incentiva ao discurso de ódio. Por exemplo, agora o assunto dos refugiados tem sido muito debatido. Há uns que lhes chamam terroristas, alguém escreve sobre isso, outra pessoa partilha porque concorda, segue-se um ciclo de pessoas a basearam-se em notícias falsas, que não têm sentido – e o ódio vai-se propagando. Depois há pessoas que dizem: ‘É a minha opinião, tens de aceitar.’ Liberdade de expressão é o argumento mais usado. Mas estão a ofender pessoas.

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3. O que é classificaria como discurso de ódio?

Jessica É um discurso que incentiva o ódio em relação a uma raça, a uma pessoa, grupo social, de género, etc.

4. Há gradações?

Jéssica Sim, as minorias recebem muito mais discurso de ódio do que o grupo dos brancos, por exemplo.

5. E há coisas mais graves do que outras?

Jéssica Sim, mas efectivamente tudo é grave. Por exemplo, humor negro. Há piadas que não deviam ser consideradas humor sequer. E as pessoas dizem: ‘Ah, mas foi só uma piada.’ Assim passa. Há imensas piadas, até com violação, e em relação às raças, em que as pessoas dizem que não podemos levar a mal – essa é a desculpa mais frequente. Mesmo que não me afecte a mim, que afecte outra minoria, as pessoas dizem que não posso levar a mal.

Filipe Moreno, 17 anos, estudante no 12.º ano, na área de Economia, mora no Bairro de Alvalade, em Lisboa.

Em relação ao humor negro tenho uma mentalidade mais aberta. Mas concordo, acho que quem faz essas piadas nem pensa, é apenas um motivo para entreter. Em relação à sensibilização, na minha escola, todos os anos havia palestras, da polícia, de instituições: o bullying e ódio não é muito presente. Mas cada vez que abro o meu Facebook o ódio é constante, literalmente: ‘Este é cigano, este é gay, vamos desprezá-lo, não pode ter os mesmos direitos do que nós.’ Liberdade de expressão não é poder dizer mal de tudo. Há coisas mais pequenas, mais básicas que vão fomentar o ódio: a pessoa que partilha a seguir acrescenta um ponto e esse ciclo começou com algo que não é muito de ódio, mas acaba no extremo.

6. O que se faz nesse caso, quando se vê?

Filipe Deve-se tentar dar o nosso ponto de vista. Não se deve cair na crítica fácil de dizer ‘és racista’, mas mostrar o que está mal com contra-argumentos.

7. Faz sempre isso?

Filipe Nem sempre, porque muitas vezes nem conheço a pessoa. Mas tento fazer quando é um amigo. Não vou dizer directamente: ‘És racista.’

Jéssica  Se formos responder com ódio, estamos a ser iguais a eles. Devemos expressar o nosso ponto de vista porque normalmente passamos ao lado das coisas, ‘isso não é comigo, não quero saber’ – acho que isso tem de ser mudado.

Edgar Nas redes sociais, quando vejo alguma coisa desse tipo, não ligo muito. Para quem vive num bairro social, isto é o prato do dia. Tento chegar perto da pessoa e mudar o ponto de vista e muitas vezes tenho sucesso porque estou perto da pessoa.

Tomás A Internet incita-nos a agir de maneira impulsiva. Custa, mas temos de perceber que é muito mais fácil acusar logo e dizer ‘és um racista, xenófobo’ do que [usar contra-argumentos].

A propósito das piadolas, tenho um amigo que escreve num blogue sobre transexualidade; estava a comentar uma série de piadas transfóbicas em que os humoristas se defendem dizendo que aquela é a profissão deles, ‘vocês não têm sentido de humor nenhum’. O que diz o meu amigo é que é possível fazer humor do lado das pessoas oprimidas. Como o Jon Stewart, que fez um segmento a gozar com o facto de as pessoas trans não terem direitos. Ou seja, a escolha é do humorista: possível é.

8. Como é a vossa experiência no envolvimento de discussões deste tipo?

Tomás Normalmente o que publicamos no Facebook é uma câmara de eco. Quando é algo pelos direitos LGBT, toda a gente diz ‘sim’, ‘like’. Mas uma vez publiquei uma notícia sobre a etnia cigana e foi incrível. As pessoas vinham dizer: ‘Tu tens razão, mas… a minha mãe é professora e na escola um cigano disse que queria ser ladrão’ – e outras coisas do género, historietas que não interessam para nada. Foi muito difícil desconstruir aquilo, é das coisas mais enraizadas na mentalidade portuguesa – e acho que não consegui.

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9. O manual tem alguma coisa que ajude a lidar com estas situações?

Margarida Saco Acho que tem de ser cada um a encontrar os seus próprios argumentos. É uma questão de ir respondendo e desconstruindo com histórias e dados positivos. Assim como alguém diz que conhece um cigano que quer ser ladrão, há outros exemplos contrários. E não é por um querer ser ladrão que podemos generalizar. Estou aqui com isto aberto na parte do discurso online [abre o manual]: uma das coisas que faz é dar uma definição, e várias dicas e pistas, com exemplos. O discurso de ódio é sempre mau mas há o mau e o pior. Que medidas vamos usar para responder? Uma parte tem que ver com o tom, que dá para medir a intenção.

O manual dá estes exemplos de frases: ‘Os imigrantes, ao longo da história, têm sido uma má influência’, ‘as pessoas com deficiência vivem à custa do Estado’, ‘um preto não é um ser humano, é um animal’, ‘és uma prostituta, vou violar-te amanhã’. Aqui o tom do texto escrito vai aumentando, e embora o primeiro já seja mau o final é um discurso direccionado com ameaça. Também há outros exemplos aqui, é diferente a intenção da frase ‘acabem com os gays’ escrita num email a um amigo como piada ou no mural de alguém que é gay. Uma das preocupações do manual é dar instrumentos às pessoas para puderem analisar, terem capacidade crítica e intervirem.

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Regina Lima, 26 anos, membro da Associação Bué Fixe

Faz todo o sentido a ideia de contrapor o discurso com argumentos válidos, saber responder com argumentos positivos. O manual ajuda bastante. O discurso de ódio muitas vezes expressa já uma intenção, que é a sua pior forma – este exemplo de ‘vou violar-te’ se calhar não é tão comum, mas ‘merecia ser violada’ já se ouve.

10. Como é que se lida com o discurso de ódio que quer ser subtil?

Tomás Por isso faz falta treinar o espírito crítico e nisso a escola falha. Muitas vezes esses discursos passam indetectados. O outro é dar-nos argumentos contra. Alguém que lide com pessoas com deficiência consegue desconstruir esses argumentos, alguém que não conhece ninguém tem mais dificuldade. Por exemplo, tinha alguma dificuldade em dar alguns argumentos a pessoas que são contra as pessoas ciganas; só quando comecei a conhecer pessoas ciganas é que comecei a ter argumentos. Antes pensava: isto é discurso de ódio, há qualquer coisa de errado, mas não tenho informação, como lido com isto? Por isso faz falta estar em contacto com as comunidades, com as minorias e cada um partilhar aquilo que somos.

11. As redes sociais espelham discriminação em relação a mulheres, Jéssica?

Jéssica Sim, estamos atrás do computador, do ecrã e há o anonimato, é fácil as pessoas espelharem opiniões ridículas. Depois há um público maior: a partir do momento em que alguém publica uma opinião, estão imensas pessoas a ver. Voltando ao humor negro: para quem está a dizer uma piada, aquilo é só uma piada. Se alguém vê e concorda, pensa: ‘Há mais uma pessoa a concordar comigo e ainda tenho mais razão do que pensava que tenho.’ Assim vai-se espalhando.

12. E a escola que ferramentas dá para lidar com este tipo de questões?

Gabriela Ramos, 40 anos, mãe, trabalha com a presidência da Associação de Pais dos alunos da Escola Secundária de Vergílio Ferreira  

O problema tem que ver com valores, com responsabilidade e o emitir opiniões. É preciso trabalhar a responsabilidade para com o outro, compreender. O meu filho, de oito anos, este ano foi alvo de bullying por causa da cor e ninguém deu por isso: ‘és preto’, ‘cheiras mal’, ‘o que estás a fazer na nossa turma?’, diziam-lhe. Davam-lhe encontrões no recreio, colocavam os seus pertences na casa de banho. Mas passavam despercebidos, foi outra criança que alertou os pais para o que se estava a passar. Erradicar o discurso do ódio passa também por perceber as estratégias que estão a ser usadas. Porque começou como uma piada: ‘vamos chamar-lhe preto’, ‘não brinquem com o Bernardo’. O líder teve seguidores e enraizou-se, tornou-se uma piada. Uma miúda da turma do Bernardo passava por ele e dava um estalo na cara, achava piada. Eu ponho o dedo na ferida, abordei alguns pais sobre isto que aconteceu para perceberem que nem tudo corre bem: não temos filhos perfeitos.

13. Como é que se controla a piadola que começa a ter seguidores?

Filipe Passa pelos pais. E quando os preconceitos começam em casa, há grupos que são discriminados logo aí.

Tomás Na comunidade LGBT é um bocadinho mais difícil. As crianças ciganas têm pais ciganos, as negras têm pais negros e sofrem o mesmo. As pessoas LGBT quase sempre têm pais que não são LGBT e muitas vezes estão em risco de serem postas fora de casa apenas por o pai ou mãe descobrirem que são gay, lésbica, transexual…

Nesse caso, é um discurso de ódio que os jovens muitas vezes ouvem em casa sempre que aparece uma coisa na televisão, o pai ou mãe mandam o comentário e a pessoa em casa encolhe-se, fica a perceber que há algo errado ali. É o efeito da piadola, que pode ser extremamente pequenina e parecer insignificante mas a pessoa ao lado vai sentir-se mal. Se calhar há pessoas com sensibilidade para não fazer piadas racistas quando está um negro por perto mas as pessoas muitas vezes não pensam que está por perto uma pessoa lésbica, homossexual ou trans porque não é visível, só se a pessoa se assumir. As discriminações operam de maneiras diferentes.

14. Se pensarem nas vossas redes sociais, o que é mais comum verem de discurso de ódio?

Tomás Acabo por fechar as minhas redes sociais a isso, quem não interessa não sigo – sou amigo de pessoas que têm mais cuidado com aquilo que dizem.

15. O argumento do politicamente correcto é muito usado?

Tomás E qual é o mal?

Filipe Que é isso de politicamente correcto? Temos a nossa opinião independentemente de ser politicamente correcta. Se algum dia tiver uma opinião e disserem que é politicamente incorrecta, não a vou apagar por causa disso.

Jéssica As pessoas normalmente justificam o discurso de ódio como sendo opinião. Não é. Temos direito a ter a nossa opinião desde que não estejamos a ofender ninguém. Dizerem que ‘és preto e não gosto de ti’ e justificarem que é uma opinião… Não. Temos de estabelecer a diferença entre opinião e discurso de ódio.

16. O discurso de ódio devia ser punido?

Tomás Não sei se cabe a mim decidir.

Edgar Pergunta muito difícil.

[Em Portugal, há legislação, quer através da lei de discriminação racial ou do Código Penal, que pune racismo, xenofobia, discriminação com base na orientação sexual.]

Filipe Acho também há a procura dos revoltados das redes sociais, acontece tantas vezes as marias madalenas a chorar… Muitas vezes procura-se chamar racista e xenófobo a pessoas com discursos em que nem sequer há essa intenção.

Regina O discurso de ódio também tem que ver com a forma como se define. O que o Filipe está a dizer é que o que para mim é discurso de ódio não será para ele. Se calhar depende se fazemos ou não parte de uma minoria, habitualmente discriminada ao longo do tempo – uma pessoa que não sofreu na pele se calhar não vê. Somos livres, sim, faz parte dos direitos humanos, mas temos de colocar as coisas no ponto em que a minha liberdade começa onde acaba a do outro. Não posso achar que a minha liberdade é um dado absoluto e achar que neste contexto devo dizer tudo o que quero.

descarregar o “Referências” – Manual para o combate contra o discurso de ódio online

 

 

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