Portugal ainda tem muito caminho a fazer na obesidade infantil mas os resultados são animadores

Junho 6, 2018 às 12:00 pm | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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Notícia do site nutrimento de 24 de maio de 2018.

Obesidade Infantil

A Iniciativa Europeia de Vigilância da Obesidade Infantil da OMS (ou COSI) é um sistema de vigilância que, há mais de 10 anos, mede as tendências de excesso de peso nas crianças em idade escolar. O COSI estuda  mais de 300.000 crianças em toda a Região Europeia da OMS a cada três anos.

Graças a esta iniciativa pioneira, onde Portugal através da DGS (via PNPAS), do esforço das ARS e do INSA é parte muito ativa é possível observar que o excesso de peso nas crianças com idades entre os 7-8 anos começa a baixar sistematicamente.

Um trabalho visionário, iniciado há mais de 10 anos, com Portugal na liderança e que agora começa a dar os seus frutos.

Consulte o relatório aqui. 

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Crianças. Estereótipos de género no desporto presentes logo na primária

Junho 1, 2018 às 9:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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MÁRIO CRUZ – LUSA

 

Os estereótipos em relação ao género estão presentes mesmo na escola primária, com os rapazes a mostrarem mais interesse numa carreira profissional desportiva e com mais de 24% das crianças do sexo feminino a dizerem que os rapazes são melhores desportistas que as raparigas, disse à agência Lusa a investigadora de antropologia Daniela Rodrigues, que entrevistou 793 crianças, de Lousã e Coimbra, para a sua tese de doutoramento, concluída recentemente.

Para além disso, os rapazes e raparigas praticam desportos que são socialmente associados com o seu sexo, sendo que os desportos praticados pelos rapazes “são mais vigorosos”, o que é mais benéfico para a saúde das crianças e ajuda a alcançar os valores mínimos de atividade física diária recomendada.

Neste estudo, a prevalência de excesso de peso e de obesidade abdominal foi “mais elevada nas raparigas do que nos rapazes”, o que “pode trazer vários riscos de saúde como diabetes e doenças cardiovasculares”.

Das crianças entrevistadas, quase 70% praticavam desporto, “mas na maior parte das vezes só uma ou duas vezes por semana e durante pouco tempo”.

A investigadora chama também a atenção para outros fatores que levam a uma menor prática de desporto extracurricular, como o nível socioeconómico da família, o facto de os pais praticarem ou não atividade física, baixa escolaridade dos pais e a inexistência de locais para praticar desporto na área de residência.

Comparando também uma situação de meio urbano (Coimbra) com periferia (Lousã), nota-se que os pais que vivem na cidade parecem ter uma maior necessidade de estruturar as atividades dos filhos, havendo também uma menor prática de brincadeiras fora do contexto escolar (como jogar à bola ou andar de bicicleta) e menor prática de transporte ativo para a escola (a pé ou de bicicleta).

“Sabemos também que pais ativos têm maior probabilidade de terem filhos ativos. Na idade adulta, há mais homens a praticar atividade desportiva e há uma relação mais forte, neste campo, entre pai e filho e mãe e filha. A filha acaba por ter menos modelos a seguir”, notou Daniela Rodrigues, considerando também importante a influência dos órgãos de comunicação social, que dão primazia ao desporto praticado por homens.

A própria escola, notou, “não estimula tanto a prática de atividades que as raparigas mais gostam”.

Segundo Daniela Rodrigues, é necessário criar “estratégias para garantir uma maior prática desportiva junto das raparigas”, criando “programas que envolvam toda a família, tendo por base os pais, assim como as escolas e professores, e tendo em conta as características específicas de cada criança e das condições económicas, culturais e ambientais que as rodeiam”.

Para além disso, há também bloqueios financeiros, sendo necessário as autarquias garantirem transporte para a prática desportiva e apoiar as famílias, que se veem confrontadas com os custos de equipamento e mensalidades nos clubes.

“Uma das maiores influências foi também a perceção de barreiras pelos pais. Encontravam barreiras como tempo, dinheiro ou a segurança dos filhos e essa variável tinha também muito peso na prática de desporto das crianças. Mais barreiras, menos probabilidade de praticar desporto”, resumiu.

 

Artigo publicado em SAPOLIFESTYLE, em 17 de maio de 2018

Os efeitos negativos da exposição precoce aos ecrãs nas crianças

Maio 19, 2018 às 1:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Kelly Sikkema on Unsplash

Notícia do Lifestylesapo de 8 de maio de 2018.

Ver televisão é um passatempo muito comum nas crianças mais pequenas. A excessiva exposição pode influenciar negativamente a saúde física e mental, revela um estudo.

As principais conclusões de um estudo da Universidade de Montreal, no Canadá, indicam que ver muita televisão precocemente (aos 2 anos de idade) está associado a riscos subsequentes na adolescência, como vir a ser obesa no futuro, ter hábitos alimentares pouco saudáveis e risco de “saltar” o pequeno-almoço, assim como ter problemas de socialização na escola.

O estudo da Universidade de Montreal foi realizado a cerca de duas mil crianças, nascidas entre 1997 e 1998. Os investigadores seguiram estas crianças desde os 5 meses de idade até completarem 13 anos. Quando fizeram 2 anos, os pais também foram revelando a quantidade de horas que passavam em frente à televisão.

As conclusões do estudo referem que a cada 1h13m que era adicionada ao tempo diário de ver televisão quando as crianças eram pequenas, estava associado a um aumento de 8% no risco de hábitos alimentares não saudáveis, 10% de deixar de tomar o pequeno-almoço aos fins de semana e uma diminuição de 4,7% na socialização na escola, já na adolescência.

As crianças que foram objeto deste estudo tornaram-se adolescentes com hábitos pouco saudáveis, como consumirem mais comida designada de “junk food” e registaram um maior índice de massa corporal.

Os hábitos de vida não afetam apenas o risco metabólico, mas também podem influenciar os resultados pessoais de sucesso, alerta ainda o estudo.

A ACADEMIA AMERICANA DE PEDIATRIA RECOMENDA:

– Para crianças dos 2 aos 5 anos, a recomendação dita uma hora por dia para programas televisivos com conteúdos de qualidade e adequados à idade da criança, e sempre com supervisão dos pais.

– Os pais de crianças de 6 anos devem impor limites sobre o tipo de conteúdos aos quais podem ter acesso e por quanto tempo, e garantir ainda que a tecnologia não interfe com as atividades físicas e qualidade do sono.

O estudo citado na notícia é o seguinte:

Prospective associations between toddler televiewing and subsequent lifestyle habits in adolescence

 

Maus hábitos de sono aumentam risco de obesidade nos rapazes

Maio 2, 2018 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia e fotografia do https://ionline.sapo.pt/ de 16 de abril de 2018.

Estudo da Universidade de Coimbra conclui que crianças do sexo masculino com hábitos de sono irregulares têm 128% mais probabilidade de obesidade.

Investigadores da Faculdade de Ciências e Tecnologias da Universidade de Coimbra chegaram à conclusão que os maus hábitos de sono representam “risco muito elevado de obesidade” nas crianças de sexo masculino.

O estudo contou com a participação de 8.273 crianças entre os seis e os nove anos (sendo 4.183 de sexo feminino) e, baseando-se nas recomendações da Academia Americana de Pediatria (2016) que estabelece que a duração indicada de sono para as crianças deve ser entre nove e 12 horas, teve como objetivo analisar “a relação entre os hábitos de sono irregulares” – quer por escassez ou excesso – e “o risco de excesso de peso e obesidade na população pediátrica”.

Na investigação foi também tido em conta a “atividade física e os comportamentos sedentários (por exemplo, o tempo passado a ver televisão ou a jogar no computador) através de questionários preenchidos pelos pais”, explica uma nota enviada pela Universidade de Coimbra à Lusa. O estudo foi publicado no American Journal of Humam Biology.

As conclusões ditam que “os rapazes que apresentavam hábitos de sono irregulares para a sua idade, isto é, quer abaixo das nove horas por noite, quer acima das 12 horas por noite, durante a semana têm 128% probabilidade de serem classificados como crianças com excesso de peso comparativamente com aqueles que dormiam as horas recomendadas”, explica o investigador Aristides Machado-Rodrigues.

Para as raparigas, cujos resultados foram analisados à parte, “não houve associações significativas entre a duração do sono e o risco de obesidade, nem nos dias da semana nem durante o fim de semana”, refere ainda o investigador que destaca “o cumprimento dos hábitos de sono recomendados na infância” como “um aspeto crucial da saúde cognitiva e do desenvolvimento harmonioso das crianças”.

“Os pais devem reforçar as regras familiares da ‘hora de deitar’ das crianças para que estas possam ter o tempo de sono diário recomendado para a saúde”, alerta Aristides Machado-Rodrigues e lembra que “a literatura sustenta, de forma inequívoca, que a privação do sono, especialmente em idades pediátricas, está associada a problemas de saúde aumentados, não só de índole cognitivo, mas especialmente relacionados com a diminuição da tolerância à glicose, o qual é um fator de risco para a obesidade”.

“Na atualidade, e de forma muito pragmática, não podemos deixar de manifestar a nossa preocupação para os comportamentos sedentários de ecrã, vulgo tablets, telemóveis e computadores, que as crianças e jovens perpetuam pela noite dentro, comprometendo as horas de sono recomendadas, muitas vezes fechados no quarto e sem conhecimento dos pais”, acrescenta.

Apesar das várias medidas que têm sido adotadas para o combate à obesidade, “os hábitos de sono são os que têm merecido menor atenção comparativamente a outros comportamentos do quotidiano, como a atividade física, os hábitos nutricionais ou ainda o sedentarismo”, pode ainda ler-se na nota enviada pela Universidade de Coimbra.

Este estudo está incluído numa investigação mais ampla sobre a Prevalência da obesidade na infância em Portugal, sob a coordenação de Cristina Padez e com financiamento da Fundação para a Ciência e Tecnologia.

O estudo citado na notícia é o seguinte:

The association of irregular sleep habits with the risk of being overweight/obese in a sample of Portuguese children aged 6–9 years

 

 

 

Reino Unido quer limitar tempo que crianças passam frente a ecrãs

Março 29, 2018 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia e foto do https://pplware.sapo.pt/ de 11 de março de 2018.

Estamos a atravessar uma época em é bastante comum vermos crianças, desde tenras idades, agarradas de forma frenética aos smartphones e tablets.

Trata-se de um comportamento que gera controvérsia e, agora, um Secretário de Estado do Reino Unido pretende limitar o tempo que as crianças passam em frente a ecrãs.

Certamente que já se questionou sobre esta crescente tendência das crianças, quase não irem a lado nenhum, sem estarem agarradas ao smartphone ou tablet… parece uma chupeta que as acalma.

É uma realidade preocupante e já há quem pense em soluções para ela.

Concretamente no Reino Unido, Matt Hancock, Secretário de Estado da Cultura Digital, sugere que se limite o tempo que as crianças estão expostas a ecrãs, sobretudo o que passam online

O Secretário de Estado reconhece que este é um problema e que algo deve ser feito, sendo que essas mudanças devem ser implementadas nas diferentes faixas etárias dos mais pequenos, através de um sistema de verificação de idade que poderia ser benéfico para o controlo do tempo que as crianças passam online.

Em entrevista ao The Times, Hancock diz considerar que o impacto negativo que esta exposição traz para as crianças é uma preocupação genuína, e afirma:

For an adult I wouldn’t want to restrict the amount of time you are on a platform but for different ages it might be right to have different time cut-offs.

There is a genuine concern about the amount of screen time young people are clocking up and the negative impact it could have on their lives.

Estes comentários surgiram após Jeremy Hunt, Secretário de Estado da Saúde também do Reino Unido, ter afirmado que a utilização excessiva das redes sociais pode trazer consequências tão negativas para a saúde das crianças como fumar e como a obesidade.

Das medidas que poderão ser implementadas constam o limite, a não mais que algumas horas, do tempo que os jovens passam online, e a permissão a que se tenha uma conta numa rede social apenas a partir dos 13 anos.

 

 

Alunos não fazem Educação Física e são vice-campeões de obesidade infantil

Março 9, 2018 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do https://www.publico.pt/ de 19 de fevereiro de 2018.

No 1.º ciclo são os professores titulares que dão as aulas de Educação Física, mas nem todos se sentem capacitados para o fazer, diz o vice-presidente do Conselho Nacional das Associações de Professores e de Profissionais de Educação Física.

LUSA

Muitos alunos do 1.º ciclo não fazem aulas de Educação Física, apesar de Portugal ser vice-campeão europeu da obesidade infantil, alertou nesta segunda-feira o Conselho Nacional das Associações de Professores e de Profissionais de Educação Física.

“Gostávamos que a Educação Física fosse uma realidade no 1.º ciclo, mas temos sérias dúvidas que esteja a ser leccionada”, lamentou Nuno Fialho, vice-presidente do Conselho Nacional das Associações de Professores e de Profissionais de Educação Física (CNAPEF).

No 1.º ciclo são os professores titulares que dão as aulas de Educação Física, mas nem todos se sentem capacitados para o fazer, explicou, acrescentando que esta disciplina faz parte das Actividades de Enriquecimento Curricular (AEC) e é facultativa.

“A formação inicial dos professores é muito generalista e por isso muitos não se sentem à vontade para dar esta parte do currículo, que acaba por não ser leccionado”, lamentou. No entanto, “Portugal é vice-campeão de obesidade infantil”, alertou.

Mas nem tudo são más notícias. Segundo Nuno Fialho, já se nota um esforço no sentido de os professores do 2.º ciclo ajudarem os colegas a darem aulas aos alunos mais novos.

Além disso, existem regiões que já valorizam o desporto: na Região Autónoma da Madeira, por exemplo, há um grupo específico de professores que dão aulas de Educação Física e nos Açores existem projectos de coadjuvação.

O CNAPEF está também preocupado com os alunos do ensino secundário, desde que o anterior ministro da Educação, Nuno Crato, decidiu que a disciplina não contava para a média do secundário.

“Não temos nenhum estudo sobre o impacto da medida de Nuno Crato, mas ouvimos muitos entendidos, entre professores e outros profissionais, que nos dizem que os alunos estão menos activos”, afirmou o vice-presidente, sublinhando que os alunos que mais precisam são os que menos fazem exercício.

BE e PCP apresentam propostas

Os deputados do Bloco de Esquerda vão apresentar no Parlamento, esta terça-feira, uma recomendação ao Governo para que avalie as consequências das alterações feitas pelo anterior Governo em relação à disciplina de Educação Física no ensino secundário.

A recomendação defende ainda a valorização da disciplina através da inclusão das suas classificações para o cálculo da média de conclusão do ensino secundário e acesso ao ensino superior.

Esta ideia foi defendida pelo actual ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, e confirmada em 2016 pelo secretário de estado João Costa, que prometeu que a medida começaria a ser aplicada aos alunos que entrassem este ano para o ensino secundário.

No entanto, até ao momento ainda não foi publicado nenhum diploma nesse sentido, o que preocupa o Conselho Nacional das Associações de Professores e de Profissionais de Educação Física.

O PCP também vai apresentar na terça-feira um projecto de resolução que recomenda ao Governo a reposição da carga lectiva da disciplina de Educação Física e a valorização do desporto escolar.

 

 

 

Obesidade infantil. “Para ter sucesso vamos ter de taxar”

Março 1, 2018 às 6:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da https://www.tsf.pt/ de 28 de fevereiro de 2018.

Rita Costa

“Esta história dos refrigerantes e de aumentar as taxas nos produtos açucarados teve impacto”, afirma Margarida Lobo Antunes, que lamenta as dificuldades no combate à obesidade infantil e o facto de ser necessário aplicar taxas.

A pediatra refere que o combate à obesidade infantil é uma área com uma taxa de sucesso muito reduzida e afirma que é muito difícil sensibilizar as pessoas.

“Vamos tem que tomar medidas muito concretas nas escolas, na alimentação nas escolas” defende Margarida Lobo Antunes, que considera que, “para ter um sucesso, provavelmente, vamos de ter de taxar”.

A pediatra dá o exemplo de Inglaterra como um país com projetos interessantes para combater a obesidade. “Tinha um sistema de autocarro a pé, os pais iam todos a pé e levavam as pessoas às compras para mostrar o que é que podem comprar”, conta Margarida Lobo Antunes que lamenta: “há muitas medidas que têm um impacto a curto prazo, mas a longo prazo as pessoas não mudam. As únicas coisas que têm mostrado eficácia, são de facto taxas”.

Ouvir as declarações de Margarida Lobo Antunes no link:

https://www.tsf.pt/sociedade/saude/interior/obesidade-infantil-para-ter-sucesso-vamos-ter-de-taxar-9147105.html

Mais de 76% das crianças do 1.º ciclo vão para a escola de carro

Janeiro 1, 2018 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia da http://sicnoticias.sapo.pt/ de 20 de dezembro de 2017.

Mais de 76% das crianças portuguesas do 1.º ciclo vão para a escola de carro. Menos de 18% deslocam-se a pé ou de bicicleta, com a maioria dos pais a considerar o trajeto inseguro.

O sistema de vigilância que analisa o estado nutricional infantil divulga hoje os seus resultados relativos a 2016, integrando também uma avaliação sobre a atividade física e sobre os comportamentos sedentários por parte das crianças. A percentagem de crianças que se deslocam de automóvel para a escola cresceu significativamente de 2008 para 2016, passando de 57% para mais de 76%.

No último ano analisado, mais de 64% dos encarregados de educação consideraram que o caminho de ida e regresso da escola não era seguro, sendo as regiões Centro, da Madeira e dos Açores as que têm maior percentagem de pais a considerarem os trajetos inseguros para as crianças se deslocarem a pé ou de bicicleta.

Além de questionarem as famílias, os investigadores do estudo coordenado pelo Instituto Doutor Ricardo Jorge perguntaram também às escolas como avaliam os acessos aos recintos escolares.

Pouco mais de metade (51,4%) das escolas considerou a acesso à escola seguro, sendo novamente na Madeira e nos Açores que se detetou uma maior percentagem de escolas a considerar o caminho de casa para a escola como inseguro.

Para o estudo Childhood Obesity Surveillance Initiative (COSI) foram avaliadas 6.745 crianças de 230 escolas portuguesas do 1.º ciclo do ensino básico (dos 6 aos 8 anos de idade).

Lusa

O relatório mencionado na notícia é o seguinte:

Childhood Obesity Surveillance Initiative: COSI Portugal 2016

 

Obesidade infantil desce mas é preciso mais

Janeiro 1, 2018 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia da https://www.rtp.pt/noticias/ de 20 de dezembro de 2017.

A obesidade está a descer, mas em Portugal um terço das crianças ainda tem excesso de peso.

Estes são dados de um estudo da Organização Mundial de Saúde a que a Antena 1 teve acesso. Um estudo que mostra que 12 por cento das crianças são obesas, mas que dá também o sinal positivo de que o número tem vindo a diminuir.

A percentagem de crianças obesas baixou de quase 38 por cento para perto de 31 por cento, uma melhoria de sete pontos percentuais, como revela a jornalista Raquel Morão Lopes.

Desde 2008 até ao ano passado melhorou também a atividade física.

Portugal participou neste estudo através do Instituto Ricardo Jorge.

ouvir a notícia no link:

https://www.rtp.pt/noticias/pais/obesidade-infantil-desce-mas-e-preciso-mais_a1047462

O relatório mencionado na notícia é o seguinte:

Childhood Obesity Surveillance Initiative: COSI Portugal 2016

Estudo alerta: Crianças devem ter tempo limitado em frente a ecrãs para evitar obesidade

Dezembro 12, 2017 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do http://tek.sapo.pt/ de 24 de novembro de 2017.

Um novo estudo mostra que existe uma forte ligação entre a obesidade infantil e a exposição prolongada em frente à TV, computadores e outros ecrãs. O tempo recomendado para essas atividades é de 90 minutos por dia.

As crianças pequenas vêem, em média, uma hora de televisão por dia, número que sobe para as 7,25 horas quando atingem os 9 anos, sendo que 97% das famílias europeias têm, pelo menos, uma televisão, 72% são donas de um computador e 91% têm acesso a telemóveis.

Um grupo de especialistas europeus em saúde infantil encontrou uma forte ligação entre a obesidade infantil e a exposição prolongada à tecnologia durante os seus anos iniciais e, de acordo com um estudo, agora publicado na revista Acta Paediatrica, cerca de 19% das crianças e adolescentes europeus têm excesso de peso.

Considerando que esta é uma “taxa alarmante”, os investigadores da Academia Europeia de Pediatria e do Grupo Europeu de Obesidade Infantil defendem que os pais devem tentar perceber que impacto podem ter o uso de vários dispositivos e os hábitos alimentares na saúde dos filhos.

O Dr. Adamos Hadjipanayis, líder do estudo e membro da Academia Europeia de Pediatria, defende que “os pais devem limitar a visualização de TV, o uso de computadores e dispositivos similares a não mais do que 1h30 por dia e apenas se a criança tiver mais do que quatro anos de idade”.

Mas, os pediatras também “devem informar os pais sobre o risco geral que o uso destas tecnologias representa para o desenvolvimento cognitivo e físico dos seus filhos”, observa Hadjipanayis.

Para além de limitar o tempo de utilização, os especialistas recomendam que as crianças não tenham televisão no quarto e que os pais devem dar o exemplo, reduzindo o seu próprio tempo de consumo de televisão e afins. Por fim, também aconselham que os iPads, smartphones e televisões não sejam usados como “babysitter”.

O estudo também destacou que o consumo de televisão e redes sociais a horas tardias perturba os padrões de sono dos jovens, o que, por sua vez, pode contribuir para a obesidade.

 

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