Novo estudo revela que a terapia familiar pode ser a melhor intervenção para crianças e adolescentes que sofrem de problemas de saúde mental

Junho 3, 2019 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia e imagem do Lifestyle Sapo de 8 de maio de 2019.

O estudo “Hidden Figures: Is Improving Family Functioning a Key to Better Treatment Outcomes for Seriously Mentally Ill Children?” é o maior estudo que examinou os resultados do tratamento a 18.000 crianças e adolescentes com graves problemas de saúde mental colocados em programas de internamento.

O estudo foi conduzido pelo Dr. Paul Sunseri, investigador e diretor executivo da New Horizons Child and Family Services.

O estudo constatou que, para as crianças tratadas nestes programas, o quão bem elas funcionavam tanto no momento em que iniciavam o tratamento quanto no momento em que terminavam, estava altamente associado ao bom funcionamento da sua família imediata.

O “funcionamento familiar” foi definido como a capacidade de as famílias resolverem problemas, comunicarem positivamente, negociarem o conflito e tratarem-se respeitosamente. As famílias que tiveram mais dificuldades nestas áreas, a criança ou o adolescente apresentaram condições de saúde mental comprovadamente piores e continuaram a lutar mesmo depois de concluído o tratamento.

“Tendemos a ver os problemas de saúde mental em crianças e adolescentes como algo errado que precisa de ser corrigido, mas este foco é muito estreito. A maioria dos pais começa por procurar um terapeuta individual para tratar os problemas do filho ou da filha. A terapia individual pode ser útil, mas este estudo sugere que a forma mais eficaz de tratamento para adolescentes não é a terapia individual, mas sim a terapia familiar”, disse Paul Sunseri, investigador e autor do estudo.

E acrescenta: “Os problemas de saúde mental na adolescência podem ser causados, agravados ou aliviados dependendo da qualidade das relações dentro da família. A dinâmica familiar é fundamental e o melhor ponto de partida para ajudar o adolescente a recuperar”.

Sunseri recomenda que os serviços de saúde mental conduzam rotineiramente algum tipo de avaliação breve da família para determinar o seu nível de funcionamento. Há um número significativo de crianças que apresentam problemas de saúde mental provenientes de famílias com baixo nível de funcionamento que passam despercebidas a estes serviços (o que ele chama de “Figuras Ocultas”).

“Identificando famílias em dificuldades, o terapeuta fica numa posição mais vantajosa para oferecer o tipo de ajuda que a criança e a sua família mais precisam: terapia familiar ou, no mínimo, uma combinação de terapia familiar e individual”.

 

 

 

Como cuidar da saúde mental da sua criança

Maio 1, 2019 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Imagem retirada daqui

XXX Encontro da APPIA “Crescer com história(s) : os determinantes sociais da saúde-mental infanto-juvenil” 15-18 maio Guimarães

Abril 16, 2019 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Mais informações nos links:

https://www.facebook.com/events/600273163732355/

http://appia.com.pt/eventos/2019/xxx-encontro-da-appia-crescer-com-historias—determinantes-sociais-da-saude-mental-na-infncia-e-adolescncia

Círculo de Reflexão “Pensar a Saúde Mental” – 30 de janeiro em Soure

Janeiro 19, 2019 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Mais informações no link:

https://www.cnpdpcj.gov.pt/circulo-de-reflexao-pensar-a-saude-mental.aspx

 

Crianças migrantes medicadas sem consentimento em centros de acolhimento

Junho 23, 2018 às 5:23 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 21 de junho de 2018.

“Disseram-me que não podia sair se não tomasse a medicação”, contou uma das crianças.

Inês Chaíça

A “tolerância zero” para com a imigração ilegal, que tem ditado a separação de famílias que entram nos EUA, fez com que centenas de crianças fossem mantidas em jaulas enquanto aguardam pelo desfecho das acções judiciais contra a família, e geraram uma onda de críticas. Mas há outras denúncias de outros atropelos aos direitos dos menores, cometidos anteriormente – vários centros de acolhimento estatais estão sob investigação porque os funcionários medicam crianças com psicotrópicos sem o consentimento dos pais. Alguns disseram tomar 16 comprimidos por dia, segundo o Huffington Post e o Texas Tribune.

Os centros são contratadas pelo Departamento de Realojamento do Refugiado [Office of Refugee Resettlement,  ORR na sigla inglesa] dos EUA, agência estatal que distribui subsídios a instituições em mais de 18 estados, maioritariamente religiosas e sem fins lucrativos.

Desde 2003, o Departamento de Saúde e Serviço Humano já atribuiu cinco mil milhões de dólares a estas instituições de acolhimento temporário e tratamento. Mas os relatos de abusos vindos destas instituições motivaram uma acção judicial contra elas. Nesse processo, ainda em curso, foram ouvidas vários menores – um deles recorda ter tomado nove comprimidos de manhã e outros sete à noite, sem saber que medicação se tratava.

“O ORR administra de forma rotineira às crianças medicamentos psicotrópicos sem a autorização necessária”, lê-se num memorando do processo, datado de Abril de 2016 e citado pelo Huffington Post. “Quando os jovens se recusam a tomar esta medicação, a ORR obriga-os. A ORR não pede consentimento parental antes de medicar uma criança, nem solicita autorização legal para consentimento no lugar dos pais. Em vez disso, a equipa do ORR ou do centro de acolhimento assina formulários de ‘consentimento’, atribuindo-se autoridade para administrar medicamentos psicotrópicos a crianças” ao seu cuidado.

Uma grande parte das acusações de medicação forçada vem do centro de acolhimento e tratamento Shiloh, em Manvel, no Texas. Fundado em 1995, começou a ser financiado em 2013 pelo Estado, que lhe atribuiu 25 milhões em subsídios ao longo de cinco anost. De acordo com os advogados que representam as crianças neste processo, a medicação forçada acontece em todos os centros, mas só em Shiloh é que se administram injecções forçadas.

As crianças acabam em Shiloh devido a problemas comportamentais ou de saúde mental, diagnosticados a alguns dos jovens que cruzam a fronteira. O transtorno stress pós-traumático é um dos mais comuns. Os psicotrópicos podem ser repostas válidas para o tratamento destes transtornos, mas só se forem receitados por psiquiatras e administrados com consentimento parental. Caso contrário, violam-se as leis do Texas.

Um dos menores que viveram nesse centro, identificado no processo como Julio Z., contou em tribunal como os funcionários o atiravam ao chão para o forçar a aceitar os comprimidos: “Disseram-me que não podia sair se não tomasse a medicação”, relatou, segundo os registos do tribunal. Ainda disse ainda ter engordado 20 quilos devido aos comprimidos, escreve o Huffington Post.

400 delitos em centros de acolhimento

As crianças migrantes que chegam aos EUA sozinhas recebem, das autoridades, o rótulo de “menores não acompanhados”. Diz a lei que devem ser encaminhadas para junto dos familiares que vivam no país, mas a maior parte passa meses em centros de acolhimento como Shiloh. Em 2014, cerca de 70 mil crianças cruzaram a fronteira sozinhas.

A estas, juntam-se agora os menores separados das suas famílias com a ‘tolerância zero’ decretada pela Administração Trump. Actualmente, as crianças estão a ser colocadas em centros de acolhimento temporário, onde dormem em armazéns onde os vários recintos são separados por gradeamento – semelhantes a jaulas, denunciaram os críticos. Outros vivem em tendas vigiadas por pessoal do Departamento de Segurança Interna armado com espingardas. Mas é apenas uma situação temporária: estes menores vão ser depois enviados para centros de acolhimento através do ORR.

Há outros problemas: de acordo com as autoridades, nos lares de acolhimento temporário do estado do Texas foram registadas mais de 400 delitos, um terço destes considerados “sérios”, escreve o Texas Tribune.

Na sua maioria, relacionam-se com falhas nos cuidados médicos. De acordo com a investigação deste jornal regional, há relatos de crianças com queimaduras, pulsos partidos e doenças sexualmente transmissíveis que ficaram sem tratamento. Há ainda relatos de uma criança que tomou um medicamento ao qual era alérgica, apesar do que indicava a sua pulseira médica. E as autoridades também descobriram centros onde há “contacto inapropriado com crianças”. Num deles, um funcionário deu uma revista pornográfica a um menor.

Em 2001, uma menor morreu num desses lares temporários ao ser imobilizada por um funcionário – foi a terceira a morrer desta forma desde 1993. Há ainda registo de uma criança que morreu por asfixia e outra presa dentro de um armário.

 

 

Workshop – Jogo em Saúde Mental – 24 abril em Coimbra

Abril 16, 2018 às 2:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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https://www.facebook.com/events/451519248596563/

XXIX Encontro Nacional da APPIA “Entre Levadas e Veredas: Os caminhos da saúde mental na infância e adolescência” de 12 a 14 de Abril no Funchal

Março 28, 2018 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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http://appia.com.pt/noticias/xxix-encontro-nacional-da-appia-

https://www.facebook.com/events/2201806666496878/

III Encontro Saúde Mental e Família : Que futuro em comunidade? 12 dezembro na Amadora

Dezembro 7, 2017 às 9:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Pedro Cabral: “As crianças tomam demasiados calmantes”

Novembro 12, 2017 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Foto: Pedro Zenkl

Entrevista da http://www.sabado.pt/ a Pedro Cabral no dia 24 de outubro de 2017.

por Sara Capelo

O neurologista pediátrico, de 63 anos, atende crianças medicadas por outros clínicos com calmantes que ele retira. São medicamentos necessários para que estejam mais atentas, diz, mas não corrigem os problemas em casa.

As notas de João, chamemos-lhe assim, começaram a piorar. Há uns meses, a mãe falou com a pediatra. Decidiram voltar a um calmante (só aos dias de semana), que tomara no 5º ano, e tirá-lo de uma das actividades físicas regulares. Num mês, perdeu três quilos e a dose foi reduzida, somando-lhe um outro medicamento. João tem 11 anos – e em Portugal há muitos mais como ele. O relatório da Direcção-Geral da Saúde (DGS) sobre Saúde Mental refere que, em 2014, crianças até aos 14 anos tomaram mais de cinco milhões de doses de calmantes (o metilfenidato). João continua a ter negativas e os recados para casa têm aumentado. Talvez o seu problema não seja o comportamento, como sugere o neuropediatra Pedro Cabral.

É entre os 10 e os 14 anos que mais crianças tomam esta medicação. Só nesta fase se percebeu o problema que no início os pais relevaram (“é muito mexida”)?
Tem que ver com mecanismos biológicos. A maturação dos circuitos cerebrais que nos preparam para prevenir as consequências é mais tardia do que a maturação dos circuitos destinados a saciar um desejo, um impulso. O drama da adolescência é esse. É quando os miúdos não conseguem estar atentos a uma coisa menos interessante. Estou farto de ver educadoras e mães nas consultas a dizer que a criança com 2 anos é hiperactiva. Não tem sentido. E é tramado porque está-se a medicalizar em função de queixas comportamentais em vez de se perceber que por trás de uma criança irrequieta pode estar um mundo de coisas: preocupações sobre dinâmicas familiares, falecimento de alguém querido ou uma irmã ou irmão que vai nascer. Se o médico, solicitado por pais ou educadores, medica, está a passar uma esponja sobre o que está por trás.

Está a fazer uma má avaliação.
Se uma criança é um robô, estamos a fazer mal de certeza.

Dá-se esse caso?
Fartei-me de ver crianças paradíssimas por causa da medicação. É um efeito tóxico.

A falta de apetite é outro.
Esse é irrelevante, porque desaparece o efeito do medicamento e o apetite reaparece ao jantar, ao fim-de-semana – quando a maior parte das crianças não tomam, ou não deviam tomar. Ouvi pediatras do desenvolvimento dizer que a criança também aprende aos sábados, domingos, feriados e férias. É dizer: “Queremos as crianças numa situação artificial de aprendizagem porque aprendem mesmo quando estão a brincar.” Devo ter sido das primeiras pessoas a utilizar este tipo de medicamentos, a partir dos anos 90, na Estefânia. E lembro-me de dizer que é só o mínimo necessário e enquanto for necessário para permitir a crianças que têm capacidades e que não conseguem, porque se dispersam muito. Quero-as mal comportadas em casa.

Esta medicação pode bloquear a criatividade?
É um estudo que estamos a fazer. Parte da hipótese de que, quando aumentamos as capacidades de concentração numa determinada tarefa, inibimos outras funções, como a criatividade.

Um pediatra que vê a criança uma vez por ano pode medicá-la e avaliar se está a melhorar?
Seguramente que não. É uma asneira a que assisto todos os dias: há médicos a receitar sem saber o que está a acontecer e convencidos de que isto é como os antibióticos, ao quilo. Como cresceu, tem de tomar mais. Deve reduzir-se em vez de aumentar. Quando se pretende que as crianças estejam bem comportadas, estamos a fazer mal. O DSM [Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais] sugere que se deve portar mal em dois ambientes. Uma criança que só se porte mal em casa dele e dos avós, mas não na escola já obedece aos critérios. Mas podem estar por trás disto erros crassos em casa. Pais que acharam que não há regras para obedecer, horas para dormir. O medicamento está a ser utilizado para manter acordada a criança em vez de ser para aumentar a atenção. O que precisamos a todo o momento – de semana a semana, ou de três em três meses – é saber pelo próprio, por professores e cuidadores, o que está a acontecer. Há professores que acham que a desatenção é um problema emocional e enviam para um psicólogo. Pode ser verdade, mas não em todos os casos. Outros pensam que é um problema genético (já o pai ou o tio eram assim) e é para medicar.

É como uma doença crónica em que há medicação para a vida?
Não. Quando chegam à adolescência, pelo menos metade deixa de reunir os tais critérios enumerados pelo DSM. Querem não tomar medicamentos. Sentem que ficam diferentes, mais sérios e querem achar graça às coisas.

É uma diferença entre querer e necessitar. Já não precisam?
É preciso que eles percebam que há coisas que podem não passar pela medicação, mas pelo café ou uma actividade desportiva regular. Há universidades inglesas em que fazem desporto três vezes por dia. Tem de ser pensado caso a caso. Eu quero que esteja atento na aula, mas também que esteja contente no intervalo. Não tenho nenhum medicamento que o faça.

A que sinais devem os pais estar atentos?
Há coisas imediatas, como a perda de apetite. Se a criança fica muito parada, está a receber dose a mais. Terceiro, uma sensação inicial: dor de cabeça ou barriga nos primeiros dois dias, algum tremor. As que tomam desde muito cedo e de forma continuada todos os dias, sábados, domingos, feriados e férias, podem ficar menos altas. E há a sensação de que só estudam se estiverem a tomar a medicação. Não é verdade. Os ansiolíticos e neurolépticos são hiperusados nas consultas de pediatras e pedopsiquiatras para manter as crianças bem-comportadas, esquecendo o trabalho que é preciso fazer em casa e na escola. Até aos 4 anos, muitos dos medicamentos são esses neurolépticos.

Miúdos que até aos 4 anos os pais entendem que são hiperactivos?
Que fazem muitas birras. E há um excesso de medicação de neurolépticos que, a prazo, têm efeitos sobre o corpo: ganho de peso, subida das gorduras no sangue e da glicémia; é factor de risco a tudo o que é doença vascular precoce. E sobre o cérebro porque modifica a dinâmica dos circuitos cerebrais. As crianças ficam paradas, com diminuição das capacidades cognitivas.

Deveria responsabilizar-se os clínicos que prescrevem em excesso e, às vezes, com pouca noção da realidade das crianças?
Acho que sim. Médicos de clínica geral e pediatras estão a usar estes medicamentos (há imensos que são cuidadosos) de forma quase selvagem.

Tem de se fazer uma avaliação a cada pessoa.
Claro. E reavaliar. Agora que tem 2 anos, o problema é outro. Deixou de ser hiperactivo, como deixam de ser a maior parte das crianças que ainda estão em excesso de actividade antes da puberdade. A desatenção é que lá está e continua a minar o insucesso escolar e a relação com os pares.

A criança não fica atenta só porque tomou um calmante?
O objectivo é aumentar a atenção. O metilfenidato aumenta as catecolaminas no cérebro e, portanto, a adrenalina e a dopamina. Estas ajudam a focalizar a atenção – e a criança fica mais sossegada. É o que acontece ao guarda-redes à espera do penálti. Uma criança que está a olhar para a professora, está a ouvir o que ela diz e filtra como não importante a informação que continua a chegar ao cérebro: o barulho, alguém que riu, o telemóvel que tocou, a sensação de barriga cheia, uma comichão ou preocupação sobre se no recreio alguém a vai chatear. Estas coisas, que não são pertinentes para a apreensão do que se passa na escola, rompem na paisagem cerebral daquela que não está bem acordada.

Há crianças que passam o dia em estado de adormecimento?
São inteligentes, mas a todo o momento entram imagens. É a perturbação de défice de atenção.

Que outras estratégias, antes da medicação, se devem tentar?
Queremos ter as crianças mais acordadas. Pô-las na primeira fila. Solicitá-las com frequência. Dar uma aula interessante, motivá-las. E se vê que estão com muita dificuldade para sossegarem, pedir-lhes para se levantarem, para apagar o quadro…

Numa turma heterogénea é difícil um professor dominar a sala. Estas crianças deveriam estar com outras com as mesmas dificuldades?
Não concordo nada com isso. Entre 1990 e 1997, em 7 anos, o consumo de metilfenidato nos EUA subiu 700%. Há gente a mais a tomar medicamentos a mais em Portugal. Aliás, passo mais tempo a tirar medicação do que a pô-la. O primeiro grande erro, que não é só nosso: pensar num desatento como um hiperactivo. A perturbação do défice de atenção sim, [é relevante], porque há miúdos menos atentos que são hiperactivos e outros que não, que são hipoactivos – estão a cismar, a olhar para a professora e a pensar que ela tem macacos no nariz em vez de no que ela diz.

Tem de haver um trabalho mais próximo entre o professor, os médicos e os pais para perceberem o tipo de alunos que têm?
O problema não é só a escola. A família mudou: pais com menos crianças, que chegam cansados e já delegaram nos centros de estudo os TPC. Não querem fontes de conflito, como fazê-los. Uma criança só, em vez de duas ou três.

Sem exemplos…
Sem exemplos em casa de que é preciso esperar pela sua vez e sincronizar-se com os outros, em vez de serem os outros a sincronizar-se com ela. Com o iPad à mesa, só adormece com a televisão no quarto e só faz o que quer. Com estas modificações emergiu uma percentagem de crianças e adolescentes que, apesar de terem competências escolares, não estão enquadráveis sem apoio nos tempos das aulas. E os professores querem gente sossegada.

Esta entrevista foi originalmente publicada na edição 628 da SÁBADO, nas bancas a 12 de Maio de 2016.

 

 

 

 

XVIII Encontro da APPIA – 17-20 de maio Viana do Castelo

Maio 6, 2017 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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