Com que idade devo entrar na escola?

Outubro 5, 2018 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: ,

Notícia do Expresso de 8 de setembro de 2018.

Imagem retirada do blog do CIEC:

https://ciecum.wordpress.com/2018/09/14/com-que-idade-devo-entrar-na-escola/

 

 

 

Escola deve ensinar a gerir o dinheiro

Setembro 27, 2018 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , ,

Notícia do Destak de 13 de setembro de 2018.

 

Academia de Código Júnior abre vagas gratuitas para as escolas poderem ensinar a programar

Setembro 27, 2018 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , ,

Notícia da DGE de 5 de setembro de 2018.

Encontram-se abertas as inscrições para o Projeto <Aprende a Programar>, uma iniciativa da <Academia de Código_Júnior>, com o apoio da Direção-Geral da Educação (DGE), que oferece a 100.000 crianças, do 1.º ao 6.º ano de escolaridade, a possibilidade de aprenderem programação e abraçarem uma aventura digital que os vai levar de utilizadores a criadores.

A missão passa por preparar as crianças para uma sociedade digital, combater o insucesso escolar, desenvolver o pensamento computacional, raciocínio lógico e a capacidade de “problem solving” com a introdução às Ciências da Computação, através da plataforma Blanc que aparece ainda como ferramenta de inclusão na sala de aula como ilustra este vídeo.

As escolas interessadas em ter Ciências da Computação na sua oferta curricular devem candidatar-se até 7 de outubro no site destinado para o efeito. O projeto está desenhado para que qualquer professor possa ensinar a programar.

 

Distribuição de leite, fruta e legumes recomeça nas escolas da UE

Setembro 9, 2018 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , ,

Notícia do Público de 3 de setembro de 2018.

O orçamento total deste programa é de 150 milhões de euros para a fruta e os legumes e 100 milhões de euros para o leite e outros produtos lácteos em cada ano lectivo.
Lusa
O programa de distribuição de fruta, legumes e leite nas escolas da União Europeia (UE) recomeça este mês, a par do início do ano lectivo 2018/2019 nos 28 Estados-membros, divulgou esta segunda-feira a Comissão Europeia.
Mais populares

O orçamento total deste programa é de 150 milhões de euros para a fruta e os legumes e 100 milhões de euros para o leite e outros produtos lácteos em cada ano lectivo.
Este programa, no qual participam todos os Estados-membros, visa encorajar hábitos alimentares saudáveis junto das crianças e inclui a distribuição de fruta, legumes e produtos lácteos, bem como programas educativos específicos para sensibilizar os alunos para a importância de uma boa nutrição e explicar-lhes como os alimentos são produzidos.

Escolas passam a disponibilizar “leite vegetal” e fruta chega a mais crianças Fruta em vez de bolachas e pausas para alongamentos. São algumas das dicas da OMS para reuniões saudáveis
Autarquias devem dar fruta ao lanche às crianças todos os dias, defendem os nutricionistas.

Até 2023, Portugal por receber, anualmente, um máximo de 6,73 euros por aluno do primeiro ciclo para a distribuição de fruta e legumes e quatro euros para leite e produtos lácteos.

No ano lectivo 2017/2018, graças ao aumento do número de escolas participantes, mais de 30 milhões de crianças em toda a UE puderam beneficiar desta iniciativa em favor de uma alimentação saudável.

Atos de bullying nas escolas estão mais graves e “maldosos”

Julho 25, 2018 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , ,

Notícia do Expresso de 30 de junho de 2018.

 

 

“Olá, eu sou o judeu» Antissemitismo nas escolas

Julho 4, 2018 às 8:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , , , , , ,

Texto do site Swissinfo de 26 de junho de 2018.

Por Sibilla Bondolfi

Jovens judeus visitam classes da rede pública suíça para responder a perguntas sobre o judaísmo para evitar a desinformação que gera o anti-semitismo. Intitulado “Likrat”, esse projeto de diálogo é tão bem-sucedido que os países vizinhos, como Alemanha e Áustria, estão também adotando-o.

Hinwil, na região de Zurique Oberland: a maioria dos jovens daqui nunca viu um judeu, muito menos falou com um. Há muitos anos que não existe mais uma comunidade judaica nessa região rural.

Os jovens se dirigem para uma sala de aula onde as cadeiras foram organizadas em círculo. Duas moças, vestidas de maneira moderna, com longos cabelos castanhos, sentam-se no meio. Uma delas rapidamente retoca sua maquiagem.

Nesse momento, pode acontecer que um aluno exclame: “Mas onde está o judeu?” E Liora, uma das duas belas moças do projeto, responde: “Eu sou o judeu”.

Superando os preconceitos que precedem o anti-semitismo

Cenas como essa em um encontro do Likrat podem ser vistas no documentário de Britta Wauer, ganhadora do Prêmio Grimme, um dos grandes prêmios da televisão pública alemã (no link abaixo, em suíço-alemão, com legendas em francês):

O Likrat é um projeto de diálogo da Federação Suíça de Comunidades Judaicas (FSCI), realizado desde 2002 na Suíça de língua alemã e desde 2015 na Romandie (Suíça francófona). Em cada encontro, dois jovens judeus visitam uma escola e respondem perguntas sobre o judaísmo, em uma média de cem reuniões por ano em todo o país.

A ideia é quebrar os preconceitos antes que o anti-semitismo possa se firmar. “Há vinte anos, a comunidade judaica da Suíça confrontou-se com diferentes acontecimentos que tornaram os velhos preconceitos parcialmente aceitáveis ​​novamente na sociedade”, diz Jonathan Kreutner, secretário geral do FSCI, referindo-se ao nascimento do projeto.

Nenhum tema é tabu

Com sua colega, Liora responde a perguntas sobre sua vida como judia. Pode-se perguntar sobre qualquer coisa. “Sem tabus”, confirma Liora. E as perguntas afloram: “Seu pai tem cachos nas têmporas?”

“Em geral, as crianças e os jovens fazem perguntas sobre o dia a dia, roupas, amor ou necessidades alimentares”, observa Jonathan Kreutner. “Dependendo das circunstâncias, pode ser um pouco mais controverso, quando se trata dos clichês sobre a aparência típica dos judeus, por exemplo. Mas essas questões são perfeitamente normais, e não têm nada a ver com ódio.

Um modelo de sucesso – também para outros países

Na Suíça, o Likrat é um sucesso total, e o modelo já foi exportado para a Alemanha, a Áustria e a Moldávia. E de acordo com Jonathan Kreutner, outros países seguirão. “Um projeto de diálogo” feito na Suíça “se tornará global. Isso obviamente nos deixa contentes”.

Na Alemanha, em particular, o anti-semitismo e o assédio religioso nas escolas tomaram as manchetes nos últimos meses. O fato de os agressores serem frequentemente filhos de pais turcos ou árabes reviveu o debate sobre o anti-semitismo muçulmano e a política de migração.

Existe também na Suíça anti-semitismo de parte de crianças muçulmanas ou de origem imigrante?” Até agora, não sabemos muito dos jovens ou de seus pais”, diz Jonathan Kreutner. “Mas a maioria das crianças e jovens judeus já vivenciou provocações, até mesmo insultos por causa de sua religião, mesmo na Suíça”. E é aí que entra o projeto Likrat.

O projeto foi também estendido a adultos. Com o Likrat Public, os jovens ajudam empresas ou hotéis a entender melhor seus clientes judeus. Que esses workshops são necessários, não há dúvidas, graças a casos como o “erro” de um hotel em Graubünden que havia postado um lembrete para seus hóspedes judeus pedindo-lhes para tomar um banho antes e depois de usarem a piscina.

Você pode entrar em contato com a autora desta matéria @SibillaBondolfi no FacebookLink externo ou no TwitterLink externo.

 

Gestão democrática: como escutar as crianças na escola?

Junho 17, 2018 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , ,

Photo by Tra Nguyen on Unsplash

Texto do site Educação Integral de 18 de maio de 2018.

gestão democrática da escola pressupõe escutar as crianças, sobretudo as mais novas. Compreendê-las como sujeitos de direito, capazes de influenciar a vida coletiva significativamente, é o primeiro passo para criar um contexto participativo.

Leia + Qual a importância dos processos de escuta nas escolas?

“A criança não é um vir a ser. Ela já é”, diz Franciele Busico Lima, professora de pedagogia no Instituto Singularidades e da rede municipal de São Paulo, sobre a mudança de perspectiva em relação à infância que ocorreu nas últimas décadas, passando a compreendê-la como uma fase em si, e não um passo para tornar-se algo.

Manuel Jacinto Sarmento, professor no Instituto de Estudos da Criança, da Universidade do Minho, em Portugal, e uma das maiores autoridades no assunto, lembra que esse entendimento da infância surgiu no século XX e foi consagrado por em meio da Convenção Internacional Sobre os Direitos da Criança, de 1989.

“Este documento marcou os direitos específicos das crianças, para além dos Direitos Humanos, uma vez que a infância tem uma vulnerabilidade estrutural, dado que carecem dos adultos para se alimentar, poderem se desenvolver e se integrarem socialmente”, afirma Manuel, ressaltando que a Convenção reforçou a noção de que as crianças são cidadãs e têm direito à autonomia, identidade e poder de participação.

Se esses processos participativos forem instituídos desde cedo, diz o professor, cria-se uma cultura fundamental para uma sociedade mais democrática.

“Ninguém consegue tocar piano sem dedilhar suas teclas. A mesma coisa é verdade em relação à participação. Nunca teremos uma sociedade democrática sem a inclusão das crianças”, explica Manuel.

Para Franciele, a escola e os adultos também ganham. “O mundo adulto é muito embrutecido. Temos muito a aprender com as crianças, sobre como elas veem o mundo e outros caminhos para resolver os problemas da escola”, diz.

Escuta das crianças: ponto de partida

Praticar a escuta ativa das crianças requer alguns princípios. O primeiro é aceitar que talvez as crianças tomem a decisão “errada” e que não cabe ao adulto vetá-la, mas discuti-la. “A vida é assim para os adultos também, temos que lidar com erros e frustrações. Essa é uma oportunidade de discutir, debater e entender a questão”, diz Franciele.

Além disso, o medo dos adultos de que as crianças tomem uma decisão equivocada não pode impedir o processo de deixar que as crianças tomem decisões reais, que vão muito além de escolher, por exemplo, qual suco querem tomar no recreio.

Lugar do adulto

No processo de escuta para uma gestão democrática, os adultos também precisam entender o seu lugar físico e simbólico. É comum na relação com as crianças, por exemplo, que se pergunte da seguinte forma: “o que você quer beber? É água?”, ao invés de permitir que elas nomeiem e decidam o que querem.

É aconselhado que as crianças se expressem diretamente, isto é, sem que um adulto fale por elas. Durante as conversas faz-se necessário, ainda, deslocar-se para a altura delas, agachando ou sentando ao lado, com a finalidade de criar um diálogo mais horizontal.

Por fim, é preciso compreender que uma gestão democrática não se sustenta realizando processos de escuta das crianças de maneira pontual e isolada, e sem que ela reverbere de fato nas decisões da escola.

“Participar é ter o poder de influenciar a vida em comum, um poder que não é total e exclusivo, mas partilhado. Trata-se de um processo contínuo e permanente”, explica Manuel.

Estratégias para escutar as crianças

Assembleias

No ano passado, as crianças da Escola Municipal de Educação Infantil Dona Leopoldina, em São Paulo, decidiram que queriam uma casa na árvore. Fizeram diversos desenhos e planejamentos, e construíram a tão sonhada obra. Isso foi possível graças ao Conselho de Criança.

Uma vez por mês, crianças de 4 e 5 anos, gestão, professores e funcionários se reúnem para debater desejos, atividades e problemas na escola. Em uma das assembleias, realizadas no refeitório da escola, foi levantado o problema de que vizinhos passeavam com os cachorros nos jardins da escola e não recolhiam as fezes do animal. Juntos debateram o assunto: por que isso acontece? Todo mundo acha ruim? O que pode ser feito? Quem é responsável?

Nas duas semanas seguintes, discutiram o tema em sala de aula, com os colegas e professores. As crianças apresentaram suas ideias para solucionar o problema e os professores tentaram avaliar junto com elas a viabilidade de sua concretização.

Esse debate ocorre preferencialmente em um segundo momento, e não durante a assembleia, porque é mais fácil realizá-lo com grupos menores, cada um com um professor. Assim, todos têm a chance de serem ouvidos.

Após os debates, os alunos registram suas reivindicações e conclusões sobre o tema em qualquer formato que desejem: música, desenho, escrita, colagem. Depois, elegem dois representantes de cada sala, sempre uma menina e um menino, que se voluntariam e se revezam todos os meses com os demais colegas, para apresentar à gestão as ideias e reivindicações das turmas, em uma segunda reunião.

Nesta última, ficou decidido que seriam enviadas cartinhas aos vizinhos, pedindo que recolhessem o cocô dos cachorros, também colocaram placas indicando que era proibido não recolher as fezes, e deixaram sacolas disponíveis para quem esquecesse a sua própria.

Grupos de trabalho

Outra maneira de estimular a participação das crianças, sobretudo das que estão no final do Fundamental I ou já no Fundamental II, é realizar grupos de trabalho acerca da questão. O intuito é investigar e pesquisar o assunto, formular hipóteses e comparar teses, debatendo com os colegas e professores, para se ter uma noção mais ampla do problema.

Por exemplo, se as crianças quiserem novos brinquedos para o parquinho da escola e eles custam caro e a escola não tem dinheiro, pode-se pesquisar com os alunos a forma de financiamento das escolas, a distribuição do dinheiro para cada área, alternativas à compra do brinquedo, e até realizar um planejamento financeiro para viabilizar a compra em determinado período de tempo.

Desenhos

Os desenhos podem ser um recurso alternativo à fala para que as crianças expressem seus desejos, sonhos e desconfortos. Em sala de aula, com crianças a partir de 4 anos, principalmente, desenhar pode ser uma ferramenta para entender o que elas querem.

O professor pede, por exemplo, que elas desenhem como gostariam que fosse a brinquedoteca da escola. Ou pede para ilustrarem o que menos gostam na escola. E enquanto elas desenham, os professores podem perguntar o que significa cada elemento, o que estão querendo expressar, como se sentem sobre aquilo.

Enquanto isso, o professor vai fazendo um registro por escrito das impressões, que podem ser levadas à gestão posteriormente, ou pelos professores ou pelas próprias crianças.

Vias de comunicação

Para além de momentos estabelecidos para discutir questões acerca da escola, é interessante que as crianças possam acessar a gestão a qualquer momento. O simples gesto de deixar a porta da diretoria aberta pode ser um convite a entrar.

Como nem sempre um diretor ou coordenador poderá atender as crianças, uma alternativa é criar um canal nas redes sociais que elas possam acessar e mandar mensagens. Para os mais novos, pode-se deixar uma caixa de sugestões em algum lugar de fácil acesso da escola, onde as crianças possam depositar seus pedidos e incômodos.

Mas para que as crianças saibam que esse mecanismo funciona, e são verdadeiramente escutadas, os especialistas recomendam que haja sempre um retorno da gestão, e que preferencialmente não se demore mais do que um mês para realizá-lo.

Fotografias

Para Franciele, que acompanhou crianças pequenas, de 4 anos, durante uma visita à Bienal de Artes, uma ferramenta interessante para entender o ponto de vista das crianças é a câmera fotográfica.

Ela pediu para os pequenos fotografarem o que estavam vendo, o que mais gostaram na exposição de arte, entre outros pontos. Depois, projetaram as imagens para toda a turma e foram conversando sobre as impressões que tiveram, e o que acharam de cada foto e de cada obra.

“As fotos que as crianças tiraram na Bienal não tinham nada a ver com as fotos que os adultos fizeram. É outro ponto de visão, outra realidade, vivem em outros espaços, outros objetos, e veem coisas que a gente jamais veria”, contou.

Rodas de conversa

Manuel traz de Portugal outra experiência bastante difundida pela Educação Infantil do país. Lá, ao final do dia, as crianças sentam em roda e o professor puxa o assunto, pedindo que contem como foi o dia deles, o que aconteceu. Naturalmente, vão surgindo sugestões, problemas e opiniões sobre a escola e as atividades que realizaram.

“O processo de participação não está restrito a uma faixa etária, deve ser feito também para crianças menores por meio de suas formas próprias de comunicação, pois elas, como todas as outras, têm capacidade de emitir sua opinião e elas devem ser levadas em conta”, assegura Manuel.

 

Uma gestão democrática pressupõe a participação efetiva dos vários segmentos da comunidade escolar – familiares, professores, estudantes e funcionários – em todos os aspectos da organização da escola

Inquérito sobre as Deslocações entre Casa e Escola – CML

Maio 26, 2018 às 8:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , ,

Texto da Câmara Municipal de Lisboa

Exmos(as) Senhores(as)

Promover a segurança nas deslocações entre Casa e Escola é uma prioridade para a Câmara Municipal de Lisboa.

Para apoiar o esforço municipal, estamos a realizar um inquérito sobre as deslocações de Crianças que frequentam Escolas de Lisboa (públicas ou privadas), e que estão entre o 1.º e o 7.º ano de escolaridade do ensino básico.​

Trata-se de um inquérito online, que estará disponível para resposta nos próximos 10 dias. O questionário está aqui: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfxsFtH3s1U4Jd5UT1Ep9St1uNkEFLmxU-X9HPVD6xlKcj_Wg/viewform

Até quando vão faltar psicólogos nas escolas?

Maio 1, 2018 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , ,

Texto de Pedro Taborda publicado no http://p3.publico.pt/ de 12 de abril de 2018.

Atentos à realidade e contexto de cada escola, são os “olhos de lince” que podem sinalizar necessidades de intervenção ainda antes de sentidas pela própria escola.

Arranca esta semana mais um período escolar em que milhares de alunos retomam as suas rotinas escolares para mais meses de aprendizagem.A educação é um factor estruturante da nossa sociedade, da nossa formação enquanto futuros profissionais e sobretudo enquanto indivíduos. É na escola que desenvolvemos novas competências e solidificamos aprendizagens, reciclando o que já sabemos, integrando aquilo que é novo, perguntando, preguntando, perguntando.

Há tarefas por fazer, compromissos por deixar concluídos e um horário por cumprir. Paralelamente, para os alunos, há expectativas a alcançar. Quer as suas, quer as dos colegas, quer as dos pais. Essas expectativas, necessárias e que se querem estimulantes, podem também ser origem de frustração e desordem quando não cumpridas. Especialmente se são impostas por outros.

Existem ainda nas escolas um sem fim de fontes de problemas que ameaçam, não só a saúde mental dos alunos, mas também a sua aprendizagem. Somos bombardeados constantemente por situações de bullying, de desgaste, de excesso de trabalhos de casa, de casos de suicídio, de consumos de álcool, estupefacientes e outros comportamentos de risco, além de casos de dificuldades em aprender bem e plenamente. Tomamos por dado adquirido (e bem) que a adolescência e desenvolvimento são sinónimos de descoberta e novas experiências, mas questiono-me se tomamos como certo e sabido como actuar correctamente.

Existem (ou deviam existir) profissionais de saúde mental que auxiliassem estes alunos. Falo, obviamente dos psicólogos nas escolas. Uma batalha antiga, longe de estar ganha. O panorama nacional é pautado por exclamações da necessidade de reforçar as nossas escolas com estes profissionais. Todos reconhecem, poucos dão o passo em frente.

As vantagens destes profissionais são notórias: para além de auxiliarem os alunos e a comunidade escolar em tempos de crise, estão aptos a intervir nessa mesma comunidade na prevenção de comportamentos de risco, na promoção do sucesso escolar e para a contribuição de um desenvolvimento mais pleno e feliz. Atentos à realidade e contexto de cada escola, são os “olhos de lince” que podem sinalizar necessidades de intervenção ainda antes de sentidas pela própria escola.

Estima-se que entre os jovens portugueses as taxas de suicídio sejam baixas (pelo menos, comparativamente com outros países, de acordo com a OCDE), mas isso não é argumento para se fechar os olhos à intervenção. Para mais, não sabemos quantos jovens sofrem em silêncio, não pedindo ajuda por receio, estigma ou não existência de formas de ajuda acessíveis. Por esta e outras razões é urgente dotar as escolas de uma resposta adequada, indo para além das campanhas de sensibilização.

O acesso à saúde mental é ainda muito desigual. Visto como algo de luxo e adiável, o acompanhamento psicológico é tido como algo “para malucos” e não para dar ferramentas para promover a autonomia e o bem estar. E, no caso das escolas, de promoção do sucesso escolar e de competências necessárias para estar bem consigo e com a comunidade. Por esta e por outras razões, os psicólogos em contexto escolar são um aliado imprescindível.

Celebrámos muito recentemente o Dia Mundial da Saúde, onde pouco se soube da estratégia para a saúde mental. Tivemos recentemente notícia de casos em que os psicólogos no sistema prisional trabalham em situações precárias. Sabemos, há muito tempo, que faltam psicólogos nas escolas. Não estará mais que na altura de agir e utilizar o imenso potencial de ajuda que podemos dar?

Haverá sempre problemas e isso não se poderá mudar. Mas podemos mudar a forma como respondemos. E responderíamos tão melhor, quantos mais psicólogos existissem nas escolas. É necessário intervir, por parte de decisores políticos para que este paradigma seja mudado. Devemos ao nosso futuro promover um ambiente saudável e apto a dar resposta aos problemas que povoam as nossas escolas. Devemos, sempre, dotar os alunos de todas as ferramentas que necessitem para atingirem os seus objectivos enquanto futuros cidadãos e enquanto pessoas.

 

 

Escolas e professores apanhados a promoverem viagens de finalistas

Março 23, 2018 às 3:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Relatório | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , ,

Notícia e fotografia do https://observador.pt/ de 22 de março de 2018.

Relatório da Inspeção-Geral de Educação e Ciência revelou que houve escolas e professores a promoverem viagens de finalistas. Visados podem incorrer em processos disciplinares.

A  Inspeção-Geral de Educação e Ciência (IGEC) detetou escolas e professores que promoviam viagens de finalistas junto dos alunos, conta esta manhã o Jornal de Notícias. Além disso, alguns professores chegavam mesmo a acompanhar os estudantes nas viagens e agora os responsáveis e docentes podem incorrer em sanções disciplinares. na sequência do relatório, o Ministério da Educação proibiu os 811 agrupamentos de ensino secundário de promover ou organizar viagens de finalistas.

O relatório do IGEC foi também enviado para a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) e para o Instituto do Consumidor, “a fim de ser analisado no âmbito das competências destas entidades”. Nos últimos meses foram realizadas várias inspeções depois das denúncias de que atividades de promoção de viagens de finalistas estavam a decorrer “em ambiente escolar”.

Os inspetores interrogaram presidentes de associações de estudantes e diretores de escolas sobre a forma como são promovidas, negociadas e preparadas estas viagens, destinadas sobretudo a alunos do 12.º ano. O presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos disse que “as escolas receberam uma comunicação sobre as viagens de finalistas”, mas que “o aviso do Mistério da Educação peca por tardio porque, nesta altura, as viagens que se vão realizar já estão todas organizadas”.

As viagens de finalistas acontecem na altura das férias da Páscoa, com o principal destino a ser o sul de Espanha, para onde viajam cerca de 20 mil alunos todos os anos. A GNR já começou a operação “Spring Break”, na segunda-feira, que pretende sensibilizar os estudantes para os comportamentos de risco relacionados com o consumo de álcool e drogas. Entre os dias 23 e 25 de março os militares da GNR vão realizar ações de fiscalização nas fronteiras terrestres de Vilar Formoso (Guarda), em Caia (Portalegre) e Vila Real de Santo António (Faro). As férias escolares da Páscoa são entre 26 de março e 6 de abril.

 

 

 

Página seguinte »


Entries e comentários feeds.