Autocarro interactivo percorre escolas para alertar para os perigos da Internet

Março 24, 2020 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 10 de março de 2020.

A campanha SmartBus levará um autocarro interactivo a percorrer todo o país, para ensinar crianças entre os 10 e 14 anos a utilizar a Internet em segurança. A primeira paragem foi em Lisboa.

Bárbara Carlão

O autocarro está estacionado na Rua Ilha dos Amores, no Parque das Nações. Esta terça-feira, como no dia anterior, os três educadores que orientam as aulas que decorrem no interior do SmartBus, uma iniciativa da Huawei, recebem alunos da Escola Vasco da Gama, situada a poucas dezenas de metros de distância.

Cinco minutos antes da hora de início da aula, desinfecta-se tudo o que tem ecrã táctil: telemóveis, tablets, computadores, painéis interactivos. Enquanto se espera pela turma seguinte, o educador comenta que a maioria dos alunos não está suficientemente educada nem familiarizada com as consequências que podem advir de acções tão comuns no mundo online como a partilha de uma foto ou da sua localização, preocupações que são tidas em conta nestas aulas.

São 10h45 e uma turma de 7.º ano, com 23 alunos, entra no autocarro. “Sabem o que estão aqui a fazer?”, começa por perguntar o educador. “Vamos receber um telemóvel”, responde alguém, dando voz à esperança, não só sua, mas de todos os colegas. Todos sabem que o objectivo da aula é outro: sensibilizar para os perigos da Internet.

Não se encontra um único estudante entre os ali presentes que não tenha redes sociais – utilizam sobretudo o Instagram e já não tanto o Facebook, que marcou a geração millennial. Quando o educador pergunta para que utilizam as redes, ouve-se respostas como “para partilhar a vida”, e “para comunicar”. Mas será que alguém leu as autorizações “escritas em letrinhas pequeninas”? Todos se riem, deixando imediatamente claro que a resposta é um redondo “não”. O primeiro tema é a protecção de dados, e o educador explica que as redes são gratuitas mas têm um preço – a divulgação e venda dos nossos dados privados.

O autocarro, que funciona como sala de aula interactiva, está equipado com uma série de smartphonestablets e computadores, dispostos ao longo de uma mesa corrida, com cadeiras dos dois lados. À ordem do educador, os alunos sentam-se e, dois a dois, começam por ligar os tablets. No ecrã de início encontram duas aplicações, o Smartbook e o Beeper: dois jogos inspirados no Facebook e no Twitter, respectivamente, que simulam situações que podem decorrer da utilização dessas duas redes sociais.

Assim que pegam nos tablets e começam a jogar, ouve-se uma espécie de buzina que sinaliza que alguém deu uma resposta errada. “Lê bem o que diz”, pede o educador, quando um dos alunos lhe pergunta porque a resposta que deu estava errada. “Não olhes só para as imagens”, aconselha. Não mais de dois segundos depois a mesma buzina volta a soar, e passados cinco segundos gera-se uma espécie de sinfonia que não pára nos cinco minutos seguintes.

A primeira situação que os alunos encontram no Beeper é um colega de turma fazer uma publicação a dizer que foi a um concerto. Quando lhes é perguntado se há algum problema, respondem unanimemente que não – o educador concorda, e aproveita para explicar que não há problema em partilhar algo que se fez, mas sim em partilhar o que se está a fazer no momento ou ainda o que se fará no futuro.

Outra situação que surge é a partilha de uma notícia falsa – “pensem sempre se é verdadeiro aquilo que vêem na Internet”, aconselha o educador. E quando não têm a certeza, o que podem fazer? “Pesquisar no Google”, ouve-se em uníssono.

Já no jogo Smartbook, os estudantes recebem uma mensagem no chat enviada por um desconhecido que diz ter 14 anos. “Ele tinha 14 anos? Ele tinha barba!”, comenta um dos alunos. Neste cenário, a mensagem que se quer passar é que, sobretudo na Internet, nem tudo o que parece é. “Se não conhecerem a pessoa, não falem com ela”, diz o educador, sugerindo aos alunos que partilhem este tipo de situação com os pais.

Aborda-se também conceitos como malware e phishing, situações cujo perigo é menos fácil de detectar por quem não tem conhecimento de que existem, até porque podem ter origens aparentemente inofensivas, como uma mensagem de alguém conhecido.

Quando passam para os telemóveis, os estudantes encontram mais dois jogos de simulação situacional, o Chatapp e o Fotocam, que se assemelham ao Whatsapp e o Instagram. Aqui surge a oportunidade de abordar assuntos como a partilha de fotos, em particular fotos íntimas, sejam dos próprios ou de terceiros. No Chatapp, um colega fictício envia uma mensagem a pedir que lhe enviem uma foto para ele, por sua vez, enviar a um amigo. Um dos alunos soube imediatamente identificar o risco nesta situação – “eles podem publicar” a fotografia online sem a autorização de quem nela figura. E porque “o que vai para a Internet, não sai da Internet”, o educador reforça que “publicar coisas de outras pessoas sem autorização” é ilegal.

Tanto o Francisco como o Gabriel, ambos de 12 anos, participam na aula. Ambos afirmam que os pais falaram com eles sobre os cuidados que devem ter quando utilizam a internet quando, há dois anos, começaram a ter redes sociais. Ainda assim, Francisco consegue elaborar uma lista de coisas que acabou de aprender.

“Ler as coisas logo do início”, ou seja, ler os termos de utilização, bem como ter cuidado com os sites que visita e “nunca dar dados pessoais”. Acrescenta ainda que se deve sempre “ter cuidado com quem fala connosco e nós não conhecemos” e que nunca se deve enviar “fotos nossas a alguém que não conhecemos”.

Ao seu lado, Gabriel acena em concordância e diz que “era bom falarmos mais para estarmos mais informados, porque não sabíamos muito daquilo que nos disseram aqui”. Embora abordem alguns destes temas na disciplina de Tecnologias da Informação e da Comunicação, como afirma Gabriel, não é o suficiente, confessa uma das professoras que os veio acompanhar, Verónica Melo.

“Os miúdos já nascem com isto”

“Os miúdos já nascem com isto e há que sensibilizá-los para estes problemas a que estão sujeitos”, começa por dizer. “Os pais também fazem o seu trabalho”, mas a verdade é que a escola também tem de fazer um maior acompanhamento, “até porque os miúdos passam mais tempo na escola do que em casa”. É por isso que Verónica Melo acredita que este tipo de iniciativas é extremamente importante: “Eles ainda não têm muita noção dos perigos que efectivamente correm, e quando têm acham que é [só] aos outros que acontece”.

A aula acaba com o educador a esclarecer que a internet, incluindo as redes sociais, não é só perigos – mas esses perigos existem. “Quem não arrisca, não petisca”, argumenta um dos alunos. Mas porque quem arrisca por vezes também “não petisca o que quer”, como responde o educador, o melhor é mesmo prevenir.

O projecto SmartBus, iniciativa da empresa Huawei, já percorreu a Bélgica, Holanda, Espanha e chegou ontem a Portugal. Durante o mês de Março, o autocarro percorrerá o país de norte a sul, contando abranger cerca de cinco mil alunos dos 5.º e 6.º anos.

Texto editado por David Pontes

UNICEF lança guia para ajudar escolas a combater a infecção

Março 16, 2020 às 12:00 pm | Publicado em Recursos educativos | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 11 de março de 2020.

Mudar os horários (com um maior distanciamento e final das aulas para diferentes turmas), promover o distanciamento social e criar momentos obrigatórios para lavar as mãos são algumas das recomendações.

Karla Pequenino

A UNICEF publicou um guia com “mensagens-chave” para ajudar a evitar a transmissão do novo coronavírus (covid-19) em espaços escolares – inclui recomendações para professores e funcionários, pais e encarregados de educação, e estudantes do pré-escolar ao ensino secundário. “São necessárias precauções para prevenir a propagação da covid-19 em ambiente escolar; no entanto, também é importante ter cautela para evitar estigmatizar estudantes e funcionários que possam ter estado expostos ao vírus”, lê-se na introdução do guia de 12 páginas, publicado esta semana. Foi elaborado com o apoio da Organização Mundial da Saúde e da Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e Crescente Vermelho (IFRC).

Em comum, as recomendações defendem a criação de momentos obrigatórios para lavar as mãos, e estratégias promover o distanciamento social. O objectivo é ajudar educadores a diminuir a ansiedade e medo dos mais novos em torno do novo coronavírus e ajudá-los a lidar com o impacto da actual situação no seu dia-a-dia. Guias semelhantes para “escolas saudáveis e seguras”, implementados em escolas da Guiné-Conacri, Libéria e Serra Leoa durante o surto de ébola entre 2014 e 2016, ajudaram a prevenir a transmissão do vírus nas escolas.

Sugestões da UNICEF para “escolas saudáveis e seguras”

  • Ficar em casa: professores, funcionários e alunos doentes, com sintomas, ou que estiveram em contacto com pessoas infectadas com o novo coronavírus não devem ir às aulas;
  • Lavar mais vezes as mãos: promover hábitos de higiene regulares ao criar momentos obrigatórios para lavar as mãos com água e sabão e uma solução à base de álcool quando possível; outra sugestão é criar cartazes com recomendações de boas práticas;
  • Limpar e desinfectar: desinfectar superfícies (como secretárias, corrimãos, bancadas) pelo menos uma vez por dia. A UNICEF diz que é importante dar prioridade a superfícies que são tocadas diariamente por muitas pessoas (mesas na cantina, equipamento desportivo, maçanetas de portas, brinquedos, corrimãos);
  • Promover o distanciamento social: evitar que grandes grupos de pessoas se juntem. As sugestões incluem cancelar eventos desportivos, festas e assembleias, colocar os alunos a um metro de distância quando possível, criar um modelo de ensino em que os alunos possam trabalhar sozinhos, e adaptar o horário para que diferentes turmas comecem e acabem o dia escolar em horas diferentes;
  • Aumentar ventilação: abrir janelas se o clima o permitir e ligar o ar condicionado quando disponível;
  • Prevenir o estigma: os alunos devem ser incentivados a fazerem perguntas sobre as dúvidas que tenham em torno do novo coronavírus, e a expressarem os seus sentimentos. Os professores devem prevenir o estigma ao recordar que a infecção não diferencia entre fronteiras, etnias, capacidade física, idade ou género;
  • Ajudar quem fica em casa: criar planos para manter a aprendizagem dos alunos que têm de ficar em isolamento em casa. As sugestões incluem utilizar plataformas de ensino virtual quando possível, preparar exercícios e planos de leitura para os alunos que estão em casa, e eleger professores para realizar reuniões de acompanhamento remotas, diárias ou semanais, com os alunos em isolamento para discutir planos de trabalho.

Covid-19: Unesco divulga 10 recomendações sobre ensino a distância devido ao novo coronavírus

Março 11, 2020 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da ONU News de 10 de março de 2020.

Agência da ONU estima que mais de 296 milhões de crianças estejam sem aula; Itália, Japão, China e Irã foram alguns dos países que ordenaram fechamento das escolas; ao todo, 15 países já tomaram a medida.

Um número crescente de escolas em todo o mundo está suspendendo as aulas para ajudar a conter novas contaminações pelo covid-19. Em face ao fechamento temporário dos colégios, a Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, publicou 10 recomendações sobre ensino a distância.

Segundo dados da agência, a suspensão já atinge 14 países* afetando 296 milhões de alunos, um número sem precedentes. A diretora-geral da Unesco, Audrey Azoulay, disse que “o encerramento temporário de escolas não é inédito, mas infelizmente a escala e a velocidade desta interrupção não têm paralelo.”

Nesta quarta-feira, a Unesco organiza, em Paris, uma reunião de emergência com ministros da Educação para partilhar estratégias e respostas que asseguram a continuidade do ensino apesar das ameaças do novo coronavírus.

1 – Analise a resposta e escolha as melhores ferramentas 

Escolha as tecnologias mais adequadas de acordo com os serviços de energia elétrica e comunicações da sua área, bem como as capacidades dos alunos e professores. Isso pode incluir plataformas na internet, lições de vídeo e até transmissão através da televisão ou rádio.

2 – Assegure-se de que os programas são inclusivos

Implemente medidas que garantam o acesso de estudantes de baixa renda ou com deficiências. Considere instalar computadores dos laboratórios da escola na casa dos alunos e ajudar com a ligação à internet.

3 – Atente para a segurança e a proteção de dados  

Avalie a segurança das comunicações online quando baixar informação sobre a escola e os alunos na internet. Tenha o mesmo cuidado quando partilhar esses dados com outras organizações e indivíduos. Garanta que o uso destas plataformas e aplicações não violam a privacidade dos alunos.

4 – Dê prioridade a desafios psicossociais, antes de problemas educacionais  

Mobilize ferramentas que conectem escolas, pais, professores e alunos. Crie comunidades que assegurem interações humanas regulares, facilite medidas de cuidados sociais e resolva desafios que podem surgir quando os estudantes estão isolados.

5 – Organização do calendário 

Organize discussões com os vários parceiros para compreender a duração da suspensão das aulas e para decidir se o programa deve centrar em novos conhecimentos ou consolidação de currículo antigo. Para organizar o calendário é preciso considerar as áreas afetadas, o nível de estudos, as necessidades dos alunos e a disponibilidade dos pais. Escolha metodologias de ensino de acordo com as exigências da quarentena evitando métodos de comunicação presencial.

6 – Apoie pais e professores no uso de tecnologias digitais 

Organize formações e orientações de curta duração para alunos e professores. Ajude os docentes com as condições básicas de trabalho, como rede de internet para aulas por videoconferência.

7 – Mescle diferentes abordagens e limite o número de aplicações  

Misture as várias ferramentas disponíveis e evite pedir aos alunos e pais que baixem ou testem demasiadas plataformas.

8 – Crie regras e avalie a aprendizagem dos alunos 

Defina regras com pais e alunos. Crie testes e exercícios para avaliar de perto a aprendizagem. Facilite o envio da avaliação para os alunos, evitando sobrecarregar os pais.

9 – Defina a duração das unidades com base na capacidade dos alunos  

Mantenha um calendário de acordo com a capacidade dos alunos se concentrarem sozinhos, sobretudo para aulas por videoconferência. De preferência, cada unidade não deve exceder os 20 minutos para o ensino primário e 40 minutes para o ensino secundário.

10 – Crie comunidades e aumente a conexão 

Crie comunidades de professores, pais e diretores de escolas para combater o sentimento de solidão e desespero, facilitando a troca de experiencias e discussão de estratégias para enfrentar as dificuldades.

*Armênia
Azerbaijão
Barém
China
República Popular Democrática da Coréia
Geórgia
Irã
Itália
Japão
Kuwait
Líbano
Mongólia
República da Coréia
Emirados Árabes Unidos

Covid-19: Pais e escolas querem anular viagens de alunos sem serem prejudicados

Março 9, 2020 às 5:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da Visão de 3 de março de 2020.

Muitas escolas estão com a tentar anular as viagens de estudo por causa do perigo de contágio do novo coronavírus, mas estão com dificuldades em reaver o dinheiro já pago, revelou a associação de diretores escolares.

Lisboa, 03 mar 2020 (Lusa) – “Na última semana notou-se que muitas escolas começaram a querer recuar nas viagens marcadas. Não é que as pessoas e as escolas estejam em pânico, mas as famílias preferem precaver-se e desmarcar ou adiar estes passeios”, disse à Lusa Filinto Lima, presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP).

Segundo Filinto Lima, este movimento começou depois de os serviços do Ministério da Educação e o primeiro-ministro terem aconselhado a avaliar as viagens para o estrangeiro, e agravou-se com o conhecimento público dos primeiros casos do novo coronavírus em Portugal.

No caso das viagens marcadas para daqui a alguns meses, a resolução do problema parece estar a ser simples, mas o mesmo não acontece para os que tinham planos para as férias da Páscoa, contou Filinto Lima.

Com os voos e estadas marcados para o final do mês, as agências de viagem recusam-se a devolver o dinheiro pago, explicando que neste momento já não conseguem ser ressarcidos.

“Neste momento, estas situações passam-se um pouco por todo o país”, disse Filinto Lima.

Segundo a informação enviada por uma agência de viagens a uma escola, o dinheiro não podia ser devolvido porque a reserva com companhia aérea já estava liquidada e esta não faz devoluções.

Só seria possível recuperar o dinheiro se se tratasse de um destino interdito, desaconselhado pela Organização Mundial de Saúde ou pelo Governo, segundo a explicação da agência de viagens a que a Lusa teve acesso.

Quanto à estada, a agência de viagens disse que o hotel também não faz reembolsos “devido ao ‘timing’ da anulação, a menos de 30 dias do ‘check-in’”.

A agência explicou que só conseguiria reembolsar os clientes se houvesse uma declaração em como o destino da viagem era uma região afetada, o que permitiria anular legalmente o passeio e ativar o seguro.

Para o representante dos pais e encarregados de educação, Jorge Ascensão, a solução poderia passar precisamente pela intervenção das entidades oficiais, que deviam emitir uma recomendação a desaconselhar as viagens.

“Também não queremos que as agências saiam prejudicadas”, afirmou à Lusa Jorge Ascensão, presidente da Confederação Nacional de Associação de Pais (Confap).

“Penso que estamos perante uma situação de interesse nacional e internacional e, nesse sentido, a tal declaração das autoridades poderia fazer a diferença”, disse Jorge Ascensão, sublinhando que a ideia não é proibir viagens mas desaconselhar.

Por outro lado, o representante dos pais defendeu que “também as agências de viagens deveriam ter aqui um papel em nome da prevenção da saúde pública”, referindo que “está aqui em causa uma despesa que não foi efetuada: não houve viagens de avião nem estadias em hotéis”.

Também Jorge Ascensão lamentou que os alertas e recomendações feitos pelas autoridades de saúde e serviços de Educação “caiam em saco roto” quando não há medidas práticas que permitam aos pais tomar decisões sem serem prejudicados.

O surto de Covid-19, que pode causar infeções respiratórias como pneumonia, provocou mais de 3.100 mortos e infetou mais de 90 mil pessoas em cerca de 70 países e territórios, incluindo duas em Portugal.

Das pessoas infetadas, cerca de 48 mil recuperaram, segundo autoridades de saúde de vários países.

Além de 2.943 mortos na China, onde o surto foi detetado em dezembro, há registo de vítimas mortais no Irão, Itália, Coreia do Sul, Japão, França, Hong Kong, Taiwan, Austrália, Tailândia, Estados Unidos da América, San Marino e Filipinas.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou o surto de Covid-19 como uma emergência de saúde pública internacional de risco “muito elevado”.

A Direção-Geral da Saúde (DGS) confirmou na segunda-feira os dois primeiros casos de infeção em Portugal, um homem de 60 anos e outro de 33, internados em hospitais do Porto.

Um tripulante português de um navio de cruzeiros está hospitalizado no Japão com confirmação de infeção.

SIM // HB

Lusa/Fim

Tem filhos a estudar? Veja o plano que o Governo enviou às escolas para combater o Covid-19

Março 6, 2020 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Expresso de 5 de março de 2020.

Isabel Leiria

Recomendações apontam para a existência de áreas de isolamento, desinfeção e controlo da febre. Há ainda conselhos para o comportamento social e para quem vem de viagem

Tal como todo as empresas públicas, também as escolas têm de ter os seus planos de contingência para o COVID-19 definidos até ao início da próxima semana. Esta quinta-feira, o Ministério da Educação deu uma ajuda enviando um conjunto de orientações específicas para estabelecimentos de ensino. As medidas passam pela definição de uma estrutura de comando e responsabilidades, práticas a tomar por quem vem do estrangeiro e ações a realizar no caso de confirmação de um caso positivo na comunidade escolar.

A nota da Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares (DGESTE) foi enviada 24 horas depois de terem sido suspensas as atividades no primeiro estabelecimento de ensino em Portugal (neste caso, uma escola superior do Politécnico do Porto, a Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo) e no dia em que os primeiros alunos (seis turmas ao todo), professores e funcionários de duas escolas de um agrupamento na Amadora foram colocados em isolamento profilático. A medida foi determinada depois de uma professora de Físico-Química ter regressado de Itália e ter testado positivo para o novo coronavírus.

As medidas que têm de ser contempladas não são substancialmente diferentes das que já tinham sido emanadas pela Direção-Geral da Saúde para as empresas e até mesmo de algumas indicações recebidas em 2009, aquando o surto de gripe A, nomeadamente a necessidade de existirem salas de isolamento.

No caso de deslocações ao estrangeiro – e foram muitos os que aproveitaram a pausa de Carnaval e que se preparam para viajar na Páscoa -, a orientação mantém-se: prudência e ponderação. Mas não há interdições oficiais nem necessidade de isolamento. Mesmo para os que voltaram recentemente de países identificados como de risco para a infeção pelo Covid-19 (Itália, China, Coreia do Sul, Singapura, Japão ou Irão), a ideia não é que deixem de ir à escola se não apresentarem quaisquer sintomas de doença.

Evitar cumprimentos com contacto físico

No entanto, lembra a DGESTE, é preciso que quem regressa de zonas de risco ou tenha estado em contacto “próximo e direto” com pessoas nessa situação monitorize, durante 14 dias, o seu estado de saúde. Deve medir a temperatura corporal duas vezes ao dia e estar atento a sintomas como tosse ou dificuldades respiratórias. Deve ainda “evitar cumprimentos sociais com contacto físico”.

As medidas de prevenção diária são aquelas que todos já devem ter: lavar frequentemente as mãos, usar lenços de papel para assoar e deitá-los logo fora, tossir ou espirrar para o braço e não para as mãos, evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos sujas ou contaminadas com secreções respiratórias.

As escolas também têm de ter uma área de isolamento, do conhecimento de todos, para onde irá qualquer aluno, professor ou funcionário que apresente sinais e sintomas de Covid-19. “Quem o acompanhe até à sala deve cumprir as precauções básicas de controlo de infeção quanto à higiene das mãos.”

Caso se confirme o caso suspeito, iniciam-se todos os procedimentos de limpeza e desinfeção necessários, em particular de todos os locais, materiais, equipamentos com maior probabilidade de estarem contaminados.

A linha SNS 24 continua a ser o primeiro contacto a fazer para que possa avaliar e decidir os procedimentos subsequentes. Todas estas orientações podem ser lidas no site da DGESTE e também da Direção-Geral da Saúde.

Orientações às Escolas para a elaboração do Plano de Contingência

Alunos em isolamento. Como se recupera o tempo de aulas perdido?

Março 6, 2020 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Diário de Notícias de 5 de março de 2020.

David Mandim

Escolas terão dar aulas suplementares aos alunos que fiquem em isolamento. Ministério da Educação não prevê, para já, medidas excecionais mas garante que as faltas por motivo de quarentena estão justificadas.

Com os 150 alunos das escolas da Amadora, cinco turmas da básica Roque Gameiro e uma da secundária da cidade a entrarem em isolamento devido ao caso de infeção numa professora, os efeitos da epidemia de Covid-19 nas escolas portuguesas levanta problemas, além dos óbvios de saúde pública e de bem-estar de alunos, professores e funcionários. São 14 dias sem aulas, em anos escolares como o 9º e os 10º e 11º em que há exames. Como recuperam o tempo letivo perdido? E as faltas motivadas por isolamento profilático estão justificadas? Pode haver necessidade de substituir professores?

“São questões pertinentes que se irão colocar”, reconhece Filinto Lima, presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), apontando que este caso da Amadora pode repetir-se em outros pontos do país.

No caso do tempo letivo, as aulas de recuperação são uma ferramenta que já está prevista. Normalmente aplica-se em situações individuais ou de pequenos grupos. Doenças ou acidentes acontecem com regularidade. Mas agora trata-se de turmas inteiras. “São duas semanas sem aulas, é muito tempo. Cada escola terá de disponibilizar recursos para dar aulas suplementares a esses alunos, de forma a recuperarem o tempo perdido”, explicou ao DN.

Filinto Lima realça, contudo, que se a situação se agravar, isto é existirem mais casos semelhantes ao da Amadora e vendo o que se passa em países como Itália, o Ministério da Educação “terá que fazer alguma coisa”. Serão “necessárias medidas excecionais, não se poderá empurrar este assunto para a autonomia das escolas”, considera o dirigente associativo de diretores de escolas, lembrando que isso aconteceu com a gripe A de 2009.

O Ministério da Educação respondeu ao DN que “através dos seus serviços regionais, está a acompanhar permanentemente os órgãos de gestão e direção das escolas e ao dispor para prestar apoio em caso de necessidade”. Para já, não estão definidas medidas excecionais mas a situação pode ser alterada. A incerteza atinge diversos países e a UNESCO que convocou uma reunião de emergência dos ministros da Educação para o próximo dia 19 para partilhar as diferentes estratégias nacionais de modo a assegurar a continuação do ensino. Segundo a organização, o fecho de escolas em 13 países leva mais de 290 milhões de estudantes a ficar sem aulas.

Faltas estão justificadas

No que se refere às faltas e as justificações, o Ministério da Educação adianta que o Estatuto do Aluno já prevê a situação. “Qualquer falta de alunos será justificada ao abrigo do Estatuto do Aluno e dos regulamentos internos das escolas, que preveem faltas justificadas por “doença do aluno” ou “isolamento profilático”. As normas relativas a acompanhamento de familiares mantêm-se em vigor e serão aplicadas”, refere o ministério tutelado por Tiago Brandão Rodrigues.

O caso da Amadora surgiu no dia seguinte a uma outra escola, esta de ensino superior, ter sido encerrada devido à doença. Um professor da Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo (ESMAE) do Porto está infetado e a decisão da direção da ESMAE, que tem cerca de 600 elementos, entre professores, alunos e funcionários, foi a suspensão da atividade letiva e o encerramento da escola até novas orientações. Quem teve contacto com o professor, entrou em isolamento. O mesmo professor lecionava também um grupo de alunos na Escola Profissional de Artes da Beira Interior, na Covilhã, que decidiu não encerrar devido ao número pequeno de alunos que contactaram com o docente.

No ensino básico e secundário, há agora a professora da Amadora. Para já, o Ministério da Educação não coloca a questão de ser necessária a substituição de professores. Os casos de doença também estão previstos e só acontecem em ausências superiores a 30 dias. Por isso, tendo em conta que o isolamento é de 14 dias e os casos de infeção são pontuais, não é tema que suscite intervenção imediata.

Orientações para casos suspeitos

A posição do Ministério da Educação é acompanhar a situação de forma permanente. Esta quinta-feira, a Direção-Geral dos Estabelecimentos de Ensino (DGEstE) enviou às escolas orientações para a elaboração de planos de contingência para eventuais casos suspeitos de infeção com o novo coronavírus, com a Federação Nacional de Professores (Fenprof) a reagir de forma crítica, acusando o Governo e o Ministério da Educação de se atrasarem na tomada de medidas. Para a Fenprof, as escolas são um espaço de risco para a propagação da Covid-19, a doença provocada pelo novo coronavírus que surgiu na China, e que os próprios docentes são um grupo de risco, pela sua exposição e por constituírem um corpo profissional envelhecido.

O documento, que segundo o Ministério da Educação já chegou a todas as escolas, define as orientações gerais que devem estar refletidas nos planos de contingência dos estabelecimentos de ensino e que deverão estar concluídos até segunda-feira.

“Este documento (…) define um conjunto de orientações que permite a preparação e adequação da resposta de cada escola, centrando-se nas questões operacionais a acautelar, de forma a proteger a saúde dos alunos, docentes, trabalhadores não docentes e visitantes, assegurando a continuidade da atividade”, lê-se no documento também publicado na página oficial da DGEstE.

Orientações às Escolas para a elaboração do Plano de Contingência

Polícia apreende armas em escola de Lisboa durante acção de sensibilização

Fevereiro 5, 2020 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 30 de janeiro de 2020.

Foram registadas 6422 ocorrências no ano lectivo de 2017/2018 — Lisboa é a zona do país com mais problemas. Numa acção de sensibilização contra o uso do tabaco, apreenderam várias armas brancas.

Lusa

Todas as escolas têm problemas, segundo o olhar de equipas da Escola Segura da PSP, que recordam o dia em que uma acção de sensibilização sobre tabaco numa escola de Lisboa se transformou na apreensão de 37 armas. As denúncias de ilícitos em espaço escolar estão a diminuir, mas, mesmo assim, a PSP e a GNR registaram 6422 ocorrências no ano lectivo de 2017/2018. Lisboa é a zona do país com mais problemas: quase 2500 ilícitos chegaram ao conhecimento dos agentes policiais.

As equipas da Escola Segura da 4.º esquadra da PSP estão entre as que têm mais casos, sendo responsáveis por 116 escolas da cidade. A Lusa acompanhou durante um dia duas equipas desta esquadra e constatou que os pedidos de ajuda foram uma constante.

“Há ocorrências que acontecem logo de manhã”, contou à Lusa o chefe João Cunha, coordenador da Escola Segura, a propósito do Dia Internacional da Não Violência e da Paz nas Escolas, que se assinala nesta quinta-feira, lembrando que o trabalho começa às 8h, antes do toque de entrada para as aulas.

À Lusa, o agente Antero Correia desmistificou a ideia de que os problemas acontecem apenas nos estabelecimentos de ensino situados em zonas mais carenciadas: “Todas as escolas têm problemas — umas mais e outras menos — mas, muitas vezes, não passam cá para fora os problemas”.

A ideia é corroborada por João Cunha, que recorda o dia de 2019 em que os agentes foram a uma escola secundária numa zona nobre de Lisboa fazer uma acção de sensibilização junto dos adolescentes para os perigos do tabaco e acabaram por fazer uma grande apreensão de várias armas brancas.

No seguimento desta apreensão, foi realizada uma busca domiciliária a um dos alunos e foram encontradas armas de fogo, entre as quais caçadeiras de canos serrados e revólveres.

No total, desta operação resultou a apreensão de 37 armas.

O chefe João Cunha garante que estas situações “não ocorrem todos os dias” e que o mais grave é perceber “a facilidade de aquisição de armas através de plataformas na Internet”.

Adérito Edengue é um dos alunos daquela escola e garante que o ambiente dentro da escola “é calmo”. O adolescente assume que tem colegas que gostam de fumar canábis, mas considera que isso “não é o problema”.

“No exterior é que é problemático”. Segundo o adolescente de 19 anos, os maiores problemas são provocados pelos estudantes de outra escola do mesmo agrupamento, situada a poucos metros.

“Muitas vezes há conflitos nas escolas e a polícia nunca está presente”, lamenta o jovem, dizendo que já houve casos em que “roubaram e bateram em miúdos do 7.º e 8.º anos”

Escola Segura

Os furtos, ofensas corporais, injúrias e ameaças estão precisamente entre os principais crimes registados na 4.º esquadra, reflectindo um pouco os problemas das escolas de todo o país.

Os oito agentes têm de se desdobrar entre acções de sensibilização e informação nas escolas, que estão previamente agendadas, e os pedidos de ajuda de algumas das 116 escolas que telefonam directamente para os polícias de serviço.

O agente Antero Correia traz no bolso do casaco dois telemóveis sempre ligados: um é da Escola Segura e o outro da Universidade Segura, um projecto-piloto que pretende alargar ao ensino superior o programa que, há 18 anos, começou apenas nas escolas mais problemáticas do país.

Ao longo do dia o telemóvel da Escola Segura de Antero Correia tocou várias vezes: desacatos à porta de uma escola, um furto e um comportamento desadequado por parte de alunos foram algumas das chamadas a que a Lusa assistiu. “Temos de estar preparados para responder às chamadas das escolas, que são constantes”, frisou João Cunha.

O programa Escola Segura abrange mais de oito mil escolas frequentadas por mais de um milhão de alunos.

Entre as missões da PSP estão as acções preventivas junto dos alunos. O dia de Antero Correia e Filipa Gomes começou precisamente numa sala de aula de uma turma do 5.º ano para debater o problema da violência nas escolas.

Durante a acção, cinco alunos acabaram por admitir que já tinham sido vítimas de bullying, outro dos problemas que assola as escolas.

O agente Antero Correia reconhece que houve mudanças na forma de agredir e humilhar: “Em dez anos passou-se do bullying para o cyberbullying”. O que significa que o crime passou a ser mais difícil de detectar, mas, por outro lado, agora há mais provas, porque tudo fica registado.

À Lusa, a delegada de turma Camila Guerra, de dez anos, admitiu que gostaria de ser “uma embaixadora do bullying”, ou seja, alguém sempre disponível para ajudar os colegas.

Para Camila Guerra, as “aulas” com os polícias são muito interessantes e “os temas abordados são sempre importantes”: “Antes falámos do abuso sexual e agora é sobre violência nas escolas”, referiu.

O colega Bruno Fontes Lima diz que já falou sobre estes assuntos com os pais e com a professora, mas admite que quando é a polícia a abordar os temas “parece muito mais sério” e “importante”.

Também a professora e directora de turma Sandra Lourenço acredita nos benefícios da presença da polícia, que tem uma experiência e forma de falar diferentes. Além disso, acrescenta, o facto de os polícias estarem próximos, na sala de aula, é “importante para percebem que os agentes são pessoas que estão do lado deles para os ajudar”.

Apesar de considerar que a escola onde dá aulas não é problemática, Sandra Lourenço reconhece que hoje o ambiente é mais complicado. “Dou aulas há 22 anos e não está nada igual. Está tudo muito diferente”, contou a professora do 2.º ciclo, reconhecendo que “há mais agitação dentro da sala de aula”.

Segundo um inquérito feito às escolas portuguesas pelo professor Alexandre Henriques, especialista em gestão de conflitos, os casos de indisciplina começam a ser visíveis no 2.º ciclo (cerca de 34,2%) mas é no 3.º ciclo que os problemas se agravam: 63,2% dos casos registaram-se entre alunos do 7.º ao 9.º anos.

“A sociedade está extremamente violenta e a escola é um reflexo da sociedade. Os meninos vêm para a escola mais violentos e agressivos”, lamentou a docente Sandra Lourenço.

Mais pizza e batatas, menos fruta e legumes. Trump quer reverter programa de refeições saudáveis nas escolas

Janeiro 28, 2020 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Expresso de 18 de janeiro de 2020.

O presidente dos Estados Unidos quer reverter o programa de refeições escolares mais saudáveis, que Michelle Obama pôs em prática há oito anos. Em nome do desperdício alimentar, Donald Trump pretende dar às escolas mais flexibilidade nas suas escolhas. Indústrias alimentares agradecem, nutricionistas criticam.

O presidente americano Donald Trump anunciou na sexta-feira a intenção de reverter o programa que promove refeições mais saudáveis nas escolas dos Estados Unidos, iniciado por Michelle Obama. Ao atenuar as regras que obrigaram as escolas a aumentar a quantidade de frutas e legumes dadas aos alunos, o que acontece é que se abre a porta a mais pizzas, hambúrgueres, carne e batatas.

“As escolas dizem-nos que ainda há muito desperdício de alimentos e é necessário haver maior flexibilidade no senso comum para conseguir dar aos alunos refeições nutritivas e apetitosas”, referiu, em comunicado, o secretário da Agricultura Sonny Perdue, baseado na premissa de que os alunos descartam aquilo de que gostam menos e que isso deve ser mudado.

Os nutricionistas e organizações de saúde já contestaram a posição. “O Governo Trump continua a atacar a saúde das crianças sob o pretexto de simplificar os cardápios das escolas”, afirmou, em comunicado, Colin Schwartz, membro do Centro de Ciência de Interesse Público. E acrescentou ainda que esta ideia vai “permitir às crianças escolherem pizza, hambúrgueres, batatas fritas e outros alimentos ricos em calorias e gorduras [saturadas]”, em vez de haver “menus escolares equilibrados todos os dias”.

Citada pelo “The New York Times”, Juliana Cohen, professora de Nutrição na Escola de Saúde Pública da Universidade de Harvard, considera que o programa lançado em 2012 por Michelle Obama “melhorou as dietas de milhões de crianças, sobretudo as mais vulneráveis que vivem em famílias com níveis elevados de insegurança alimentar”. O desperdício alimentar, acrescentou, “já era um problema antes de estes padrões alimentares mais saudáveis terem sido postos em prática, portanto revertê-los não irá resolver a questão”.

Também a presidente da Parceria para uma América mais Saudável, Nancy Roman, referiu que “não é apenas o que está no prato”, mas também a forma como a refeição “é preparada”. “As crianças precisam especialmente de ser expostas a frutas e vegetais que não sejam processados”, acrescentou.

14 milhões de crianças obesas nos EUA

Por outro lado, alguns sectores da indústria e do lobby alimentar aplaudiram a sugestão de Trump. Um dos exemplos, refere o “Guardian”, é a indústria da batata, que há já muito tempo que tentavam atenuar os padrões estabelecidos no programa nacional criado durante a administração Obama e que exigia maior consumo de fruta, vegetais e cereais integrais, obrigando à redução de sal, açúcar e gorduras. Michelle Obama foi a responsável por essa campanha por uma alimentação mais regrada e um estilo de vida mais saudável. “Let’s move” foi o nome da iniciativa lançada em 2012 e que visava também promover o exercício físico.

Estas novas medidas deverão abranger cerca de 99 mil escolas e 30 milhões de estudantes, entre os quais 22 milhões vivem em famílias com baixos rendimentos. Também se sabe que uma em cada cinco crianças e adolescentes nos Estados Unidos tem um peso acima do recomendado para a sua idade. São cerca de 14 milhões de crianças obesas e alterar a qualidade das refeições escolares era tida como uma forma eficaz de melhorar a sua alimentação.

Mais informações na notícia do The New York Times:

Trump Targets Michelle Obama’s School Nutrition Guidelines on Her Birthday

“Nas escolas, a partir das 16:00, devia ser tempo para a criança. As AEC são uma praga”

Dezembro 12, 2019 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Vídeos | Deixe um comentário
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Notícia da TVI de 7 de dezembro de 2019.

A TVI alia-se à Missão Continente num apelo à solidariedade dos portugueses, que vai financiar projetos de prevenção da obesidade infantil. O professor Carlos Neto, investigador da Faculdade de Motricidade Humana, alerta que as crianças estão cada vez menos ativas, o que prejudica o desenvolvimento físico e mental.

Visualizar a notícia no link:

https://tvi24.iol.pt/videos/nas-escolas-a-partir-das-1600-devia-ser-tempo-para-a-crianca-as-aec-sao-uma-praga/5dec01a30cf2a6f042bdd8e2?fbclid=IwAR149y2nlqO1-S6Aj_9aJds4TDqjZYIklQ2MIAtyQjlnQiWND7eC_eZAiSE

“Há escolas que são autênticas fábricas de bullying”

Dezembro 2, 2019 às 8:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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Notícia da TVI24 de 26 de novembro de 2019.

Espaço de investigação da TVI incidiu sobre a violência nas escolas. Após a exibição da reportagem, cinco convidados debateram o tema na TVI24.

O bullying nas escolas foi o tema da grande reportagem do espaço de investigação Alexandra Borges. Após a exibição da peça jornalística, cinco convidados estiveram em debate na TVI24.

Segundo o representante da Associação Anti-Bullying com crianças e jovens, Paulo Costa, os conflitos entre jovens são bastante comuns. O convidado, que também é professor, explicou que já teve alguns casos em algumas das suas aulas.

Visualizar os vídeos no link:

https://tvi24.iol.pt/sociedade/30-11-2019/alexandra-borges-ha-escolas-que-sao-autenticas-fabricas-de-bullying?fbclid=IwAR1MrPesEUyojEQQfmubQ20qpO4B4Yx3qVG7rwsYG35wdhDiwpqbt7KL8Dk

 

 

 

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