“Escolas não têm condições para saber se as pessoas entram armadas”

Janeiro 31, 2018 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Secundária esteve encerrada ontem. Alunos regressam hoje às aulas | RICARDO GRAÇA/GLOBAL IMAGENS

Notícia do https://www.dn.pt/ de 30 de janeiro de 2018.

Ana Bela Ferreira

Rixa matou homem em escola. Um “caso isolado” diz representante de diretores

Um homem com cerca de 40 anos desentendeu-se com outro de 67, o que acabou por resultar na morte do mais velho. O palco da discussão foi o pátio da Escola Básica e Secundária Amadeu Gaudêncio na Nazaré, onde, ontem de manhã no momento da rixa, estavam reunidos os alunos. A homem que acabou por morrer será avô de um dos alunos e o presumível autor dos ferimentos fatais (provocados por uma arma branca e uma arma de fogo) o pai desse aluno. Ou seja, sogro e genro sem qualquer ligação (profissional) com a escola.

O caso levou ao encerramento da escola durante o dia de ontem e ao acompanhamento psicológico dos alunos, tal como referiu ao DN o Ministério da Educação (ME). Para Filinto Lima, presidente da Associação de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), “foi um caso triste e isolado”. No entanto, o responsável também reconhece que “as escolas não têm condições para saber se as pessoas entram armadas, mas quem diz uma escola, diz um colégio ou uma repartição das finanças”.

O que não significa que devam ser alteradas as normas de segurança no acesso às escolas. Neste momento, não há revistas à entrada, mas quem entra numa escola tem de apresentar identificação. “O que este caso mostra é que é possível entrar numa escola com uma arma, mas quero acreditar que foi um ato isolado”, refere Filinto Lima, acrescentando que neste caso “foi um assunto de casa que acabou mal na escola”.

O ME esclarece apenas que se tratou de um crime e que por isso foram chamadas as autoridades competentes. Por isso, não está em causa a abertura de de nenhum inquérito pelos órgãos da tutela.

Os alunos que presenciaram a discussão entraram em pânico e começaram a telefonar aos pais. A Lusa confirmou com o vereador da Educação da Câmara da Nazaré que “a escola foi encerrada”.

O Agrupamento de Escolas da Nazaré publicou um comunicado na página do Facebook em que explicou que “a situação está devidamente resolvida com a colaboração das autoridades, não tendo havido alunos, professores e funcionários envolvidos nos acontecimentos lamentáveis”.

O suposto autor dos ferimentos “foi controlado e detido pelos elementos da Escola Segura” e entregue à guarda da PSP. A arma foi apreendida e a investigação está agora a cargo da Polícia Judiciária. O homem que acabou por morrer ainda foi transportado para o hospital de Santo André, em Leiria. Acabou por não resistir às lesões provocadas por arma de fogo e arma branca. Com Lusa

 

 

Crianças que veem filmes com armas são mais propensas a usá-las

Outubro 1, 2017 às 5:26 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do https://oglobo.globo.com/ de 26 de setembro de 2017.

Crianças que assistiram a filmes não indicados para menores de 13 anos contendo armas de fogo birncaram com pistola desativada por mais tempo e puxaram mais vezes o gatilho que aquelas que viram versões editadas dos mesmos filmes sem as armas, de acordo com resultado de pesquisa publicado em artigo da revista científica americana JAMA Pediatrics.

De acordo com os responsáveis pelo experimento, muitas famílias americanas que possuem armas de fogo em casa não as guardam em segurança, e crianças nos Estados Unidos são mais propensas a morrer por um disparo acidental do que aquelas em outros países desenvolvidos. Muitos fatores influenciam o interesse dos pequenos em armas.

O foco da pesquisa realizada por Brad J. Bushman, da Universidade do Estado de Ohio, e de Kelly P. Dillon, da Universidade de Wittenberg, também no estado de Ohio, eram personagens de filmes que utilizavam armas de fogo. O estudo incluiu 104 crianças – 52 pares de irmãos, primos, ou amigos -, entre 8 e 12 anos de idade. Cada dupla foi selecionada aleatoriamente para assisitir a uma edição de 20 minutos dos filmes “The Rockteer” e “A lenda do tesouro perdido” com ou sem armas de fogo. As cenas dos flmes que mostravam armas foram retiradas de uma das versões, mas a ação e a narrativa não foram alteradas.

Depois de assistirem aos filmes, as crianças foram levadas para outra sala, onde podiam escolher qualquer jogo ou brinquedo disponível em um armário para brincar por 20 minutos, com a porta fechada. Uma das gavetas do móvel continha uma pistola calibre 0.38 real, desativada para que não disparasse, mas com martelo e gatilho funcionando.

Das 52 duplas de crianças, 43 (82,7%) acharam a pistola na gaveta; 14 pares (26,9%) informaram ou entregaram a arma a um dos assistentes da pesquisa; e em 22 casos (42,3%) pelo menos uma das crianças manuseou a arma. A versão do filme – contendo ou não armas de fogo – não influenciou o encontro ou manuseio da pistola, segundo os resultados da pesquisa.

No entanto, a média de acionamentos do gatilho entre as crianças que viram o filme que continha armas foi de 2,8, enquanto entre aquelas que viram a versão sem armamento ficou em 0,01. Além disso, o tempo médio gasto segurando a pistola foi de 53,1 segundos entre aqueles expostos às imagens com armas, frente a 11,1 segundos entre as demais. As análises da pesquisa sugerem que crianças que assistiram ao filme com armas também brincaram de forma mais agressiva e, por vezes, apontaram para pessoas antes de apertar o gatilho.

O estudo admite limitações: havia apenas um revólver disponível para todas as crianças e a câmera escondida fixa conseguia gravar toda a sala, mas não a ação de todos os participantes.

“A presente pesquisa busca entender a conexão entre a exposição à violência com armas na mídia e o interesse em brincar com pistolas no mundo real. Nós acreditamos que esses dados são um ponto de partida interessante para debates sobre vários fatores que podem aumentar o interesse de crianças em armas e violência”, conclui o artigo.

O estudo citado na notícia é o seguinte:

Effects of Exposure to Gun Violence in Movies on Children’s Interest in Real Guns

 

 

EUA. Esta fotografia mostra uma criança de três anos a precaver-se de um ataque armado ao infantário

Julho 5, 2016 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do i de 22 de junho de 2016.

Facebook

Facebook

Uma publicação que já conta com mais de 30 mil partilhas 

Os incidentes com armas nos Estados Unidos têm vindo a aumentar ao longo dos últimos anos. Uma realidade que tem afetado o dia a dia de muitas pessoas, em particular das crianças. A fotografia desta menina está a correr mundo exatamente por espelhar esta realidade.

Através de uma publicação no Facebook, Stacey Feeley explica que encontrou a filha em pé, em cima da sanita. Inicialmente pensou que a menina de três anos estava a fazer algo engraçado, e ponderou mesmo enviar uma fotografia do momento ao marido, até perceber o que estava por trás desta atitude.

A norte-americana de Traverse City (Michigan) afirma que chorou quando a filha lhe disse que a ensinaram a fazer isto no caso de alguém armado entrar no infantário enquanto ela estava na casa de banho.

“Naquele momento, toda a inocência que achava que a minha filha de três anos tinha desapareceu”, lê-se na publicação.

Stacey faz ainda um apelo aos políticos norte-americanos. “Políticos – vejam. Esta é a vossa filha, os vossos filhos, os vossos netos, os vossos bisnetos e as gerações futuras. Vão viver as suas vidas e crescer neste mundo baseado nas vossas decisões. Eles nem sequer têm três anos e vão esconder-se nas casas de banho em cima das sanitas. Não sei o que vai ser mais difícil para eles. Tentar ficar em silêncio durante um grande período de tempo ou tentar equilibrar-se sem que um pé escorregue para dentro da sanita”.

E conclui: “Não estou aqui a fingir que tenho todas as respostas, mas a não ser que queiram os vossos filhos em cima de sanitas, temos de fazer algo!”

 

 

EUA. Fabricantes de armas fazem campanhas para crianças dos 6 aos 12

Fevereiro 23, 2016 às 10:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da http://rr.sapo.pt de 19 de fevereiro de 2016.

O documento citado na notícia é o seguinte:

Start Them Young” — How the Firearms Industry and Gun Lobby Are Targeting Your Children

DR

Há espingardas modificadas para meninos e pistolas cor-de-rosa para meninas. Actualmente, um terço das crianças norte-americanas vive numa casa com pelo menos uma arma.

Os fabricantes de armas dos Estados Unidos reforçaram as campanhas de marketing dirigidas às crianças com a oferta de espingardas modificadas para meninos e pistolas cor-de-rosa para meninas, refere um estudo divulgado esta quarta-feira.

Os potenciais clientes são as crianças com idades compreendidas entre os 6 e os 12 anos, segundo o estudo de 54 páginas, realizada pelo Centro de Política de Violência, uma associação que luta contra as armas de fogo.

“Como os seus primeiros clientes estão a ficar velhos e a morrer, a indústria de armas de fogo redireccionou a sua atenção para as crianças dos Estados Unidos. Assim como a indústria de tabaco procura novos fumadores para substituir os velos, os fabricantes de armas procuram novos atiradores a quem vender os seus produtos letais”, sublinha o documento.

Para salientar os esforços do marketing para direccionar o produto para as crianças, o centro dá como exemplo uma espingarda projectada especialmente para crianças, com uma gama de cores brilhantes, inspirada em lápis de cores.

Armas e a mortalidade infantil

Aquelas espingardas são propositadamente feitas com mais plástico, para que sejam mais atractivas para as crianças.

A campanha é apoiada pela poderosa Associação Nacional de Espingardas, o principal ‘lobby’ de armas dos Estados Unidos, que está a trabalhar para convencer os pais a oferecer aos seus filhos um primeiro contacto com as armas.

Actualmente, um terço das crianças norte-americanas vive numa casa com pelo menos uma arma. Dois milhões vivem perto de uma arma não segura, refere a Everytown, uma organização pela segurança.

Nos Estados Unidos, são registados semanalmente graves acidentes que envolvem uma criança e uma arma.

Em algumas zonas do país, as armas de fogo tornaram-se na segunda maior causa de mortalidade infantil, depois dos acidentes rodoviários.

 

 

Campanha para proteger as crianças da violência originada pelas armas de fogo nos EUA

Abril 26, 2013 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Mais informações:

Moms Demand Action for Gun Sense in America


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