As Crianças e o uso da Internet, Redes Sociais, Videojogos, Smartphones, Tablets, etc no Reino Unido

Outubro 8, 2019 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Imagem retirada daqui

Há uma consequência do Brexit que ninguém acautelou e pode afetar crianças portuguesas

Abril 10, 2019 às 6:00 am | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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Notícia da TSF de 27 de março de 2019.

Mais de 900 mil crianças da UE no Reino Unido que terão de registar-se como residentes europeus e provar que têm o direito de permanecer no Reino Unido após o Brexit. Destas, cinco mil estão ao cuidado dos serviços sociais britânicos e separadas das suas famílias.

Lusa/TSF

Uma investigadora alertou esta quarta-feira que Portugal é um dos países com mais crianças ao cuidado dos serviços sociais britânicos e muitas arriscam tornarem-se indocumentadas e ilegais com a saída do Reino Unido da União Europeia (UE).

O alerta é dado pela investigadora Marianne Lagrue, diretora de política da fundação Coram (CCLC), co-autora de um relatório intitulado “Futuros incertos: o esquema de regularização do estatuto migratório dos cidadãos da UE e o direito das crianças e jovens permanecerem no Reino Unido”.

“É uma bomba-relógio prestes a explodir, um grande desastre prestes a acontecer”, disse à agência Lusa.

De acordo com números do ministério do Interior britânico citados no relatório, existem mais de 900 mil crianças da UE no Reino Unido que terão de registar-se como residentes europeus e provar que têm o direito de permanecer no Reino Unido após o Brexit.

Destas, cinco mil estão ao cuidado dos serviços sociais britânicos e separadas das suas famílias, sendo a maioria portuguesas, polacas, espanholas e romenas, disse Lagrue.

O sistema digital desenhado pelo ministério do Interior britânico prevê que os menores façam a candidatura juntamente com os pais e necessitem de um documento de identificação, no caso português um cartão do cidadão ou o passaporte, além de outras informações.

Segundo a investigadora, o ministério do Interior britânico predispôs-se a analisar casos especiais e aceitar candidaturas sem documentos de identificação para garantir o estatuto de residente permanente (‘settled status’) dos menores.

“Mas isso não resolve os problemas, porque não vão ter documentos”, necessários para viajar para o estrangeiro, para tirar uma carta de condução ou obter um número de segurança social que permita trabalhar no Reino Unido, lembrou.

O relatório alerta para os riscos que o esquema de regularização do estatuto migratório dos cidadãos da UE representa para pessoas vulneráveis e compara a circunstância com o escândalo recente com cidadãos caribenhos da chamada “Geração Windrush” e a dificuldade em provar o direito a viver no Reino Unido devido à falta de documentação.

Durante um recente teste do esquema destinado a indivíduos vulneráveis, a CCLC descobriu que, em 20% dos casos, as crianças não possuem a documentação necessária e mais da metade dos casos precisam de aconselhamento especializado e profissional sobre leis de imigração e nacionalidade.

A organização está particularmente preocupada com o facto de as autoridades locais não identificarem crianças ao seu cuidado que precisem de regularizar o seu estatuto de residência no Reino Unido.

A diretora da fundação afirmou também à Lusa que “os consulados precisam de fazer mais” para ajudar a resolver esta dificuldade para evitar que as crianças se tornem num “dano colateral do Brexit”.

O relatório da CCLC refere um caso de João, filho de pai português e mãe da Guiné-Bissau, que se separou para fugir da violência doméstica, e que só possui residência no Reino Unido como familiar de um cidadão europeu.

Devido à relação difícil e falta de contacto entre os pais, João não pode pedir documentos de identificação que garantam a nacionalidade portuguesa e acesso à residência no Reino Unido.

Recentemente, a cônsul-geral de Portugal em Londres, Cristina Pucarinho, alertou para o “problema gravíssimo” de crianças sem documentos de identificação porque os pais não registam os filhos no consulado, usando apenas a certidão de nascimento britânica para a inscrição na escola ou aceder a serviços públicos.

“Temos de lidar com este problema regularmente no consulado. Estas crianças são apátridas, não têm nacionalidade”, vincou, durante uma sessão de esclarecimento sobre o Brexit, em Londres.

Na altura, referiu que as crianças sob custódia dos serviços sociais britânicos não podem pedir a emissão ou renovação de documentos junto do consulado, o que só pode ser feito pelos dois pais ou aquele com responsabilidade parental, e que só as crianças institucionalizadas em Portugal podem ser representadas pelo Ministério Público nacional.

O esquema de regularização do estatuto migratório obrigatório para os cidadãos europeus residentes no Reino Unido vai estar em pleno funcionamento a partir de sábado, 30 de março, apesar de a data do ‘Brexit’ ter sido adiada de 29 de março para 12 de abril, sem acordo, ou 22 de maio, se o Acordo de Saída for aprovado até às 23h00 de sexta-feira.

O estatuto de residente permanente (‘settled status’) será atribuído àqueles com cinco anos consecutivos a viver no Reino Unido, enquanto que os que estão há menos de cinco anos no país terão um título provisório (‘pre-settled status’) até completarem o tempo necessário.

As autoridades estimam que cerca de 3,5 milhões de europeus residentes no Reino Unido necessitem de registar-se até pelo menos ao final de 2020, dos quais 200 mil já o fizeram durante as fases experimentais.

O sistema de candidatura, criado pelo ministério do Interior britânico, é inteiramente digital, tendo sido criada uma aplicação móvel em dispositivos com sistema operativo Android para verificar a identidade do candidato, através da leitura da informação contida pessoal no ‘chip’ do passaporte biométrico.

Em alternativa, foram prometidos mais de 50 centros de apoio para a verificação dos documentos e também um serviço de verificação centralizado para documentos de identificação enviados por correio, incluindo cartões de identidade nacionais como o Cartão do Cidadão português, além de financiamento a grupos que ajudem casos especiais.

O relatório citado na notícia é o seguinte:

Uncertain futures: the EU settlement scheme and children and young people’s right to remain in the UK

 

Reino Unido alerta que 80 mil predadores online representam ameaça para menores

Setembro 10, 2018 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Expresso de 3 de Setembro de 2018.

Sajid Javid defendeu que as grandes empresas do setor da Internet, como o Facebook, Microsoft, Google, Twitter e outras, devem combater o abuso online de menores .
O Governo britânico reconheceu nesta segunda-feira a existência no Reino Unido de pelo menos 80 mil predadores sexuais de menores online, advertindo as grandes empresas do setor para eventuais novas leis que obriguem a uma maior proteção das crianças.

A declaração foi feita pelo ministro do Interior britânico, Sajid Javid, que defendeu que as grandes empresas do setor da Internet, como o Facebook, Microsoft, Google, Twitter e outras, devem combater o abuso online de menores e canalizar a mesma intensidade de reação que é utilizada para remover conteúdos extremistas publicados na rede.

Sajid Javid declarou que as ameaças contra as crianças evoluíram mais rapidamente do que as respostas do setor da Internet. Citado pela agência norte-americana Associated Press (AP), o ministro disse que a atividade de pedófilos na Internet registou um aumento “horrífico”.

“Não estou apenas a pedir mudanças. Estou a exigir”, afirmou Sajid Javid. “Se as empresas de tecnologia não tomarem mais medidas para remover este tipo de conteúdos, eu não terei medo de agir”, advertiu o ministro do Interior britânico.

Dar um smartphone ao seu filho, equivale a dar-lhe um grama de cocaína

Maio 25, 2018 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do site Notícias ao Minuto de 14 de maio de 2018.

Liliana Lopes Monteiro

Dar ao seu filho um smartphone equivale a “dar-lhe um grama de cocaína”, avisa a terapeuta especializada em comportamentos aditivos.

Saligari, explicou à publicação britânica The Independent que enviar mensagens no Snapchat ou no Instagram pode ser tão perigosamente viciante para os adolescentes como consumir drogas ou álcool, e que deve ser tratado como tal.

A especialista avisou que o tempo passado em frente ao ecrã é geralmente subestimado como um potencial veículo para a adição nos mais jovens.

“Digo sempre às pessoas, que quando dão um tablet ou um telemóvel a uma criança, estão realmente a dar-lhe uma garrafa de vinho ou um grama de cocaína. Vão mesmo deixá-los ‘ingerir’ tudo aquilo sozinhos, isolados e fechados nos seus quartos?” disse.

“Porque prestamos tão pouca atenção a estas coisas, comparativamente por exemplo ao consumo de drogas e de álcool, quando de facto envolvem os mesmos impulsos cerebrais?”, acrescentou a diretora clínica.

“Quando pensamos em adição, tendemos a pensar em substâncias ou num objeto específico – mas o vicio, consiste num padrão comportamental que se pode manifestar de inúmeras formas, desde droga, comida, a auto mutilação, a jogo ou ‘sexting’, só para nomear alguns exemplos”, concluiu.

Nos últimos anos tem-se registado um aumento na preocupação relativamente ao número de crianças e de adolescentes que enviam ou recebem imagens pornográficas, ou que acedem a conteúdos online inapropriados para a sua idade através dos seus telefones.

Saligari referiu que cerca de dois terços dos seus pacientes que procuram tratamento para a adição têm entre 16 a 20 anos – “um aumento dramático”, comparativamente há 10 anos – , mas que muitos dos seus pacientes são ainda mais jovens.

Num inquérito recentemente conduzido no Reino Unido, mais de 1,500 professores admitiram estar a par que muitos dos seus alunos partilhavam mensagens de caráter sexual, e que um em seis dos pupilos estaria envolvido nessa atividade desde a escola primária.

Mais de duas mil crianças terão sido, nos últimos três anos, reportadas à polícia por divulgarem imagens consideradas indecentes.

“Tantas das minhas pacientes que têm 13 ou 14 anos e que fazem ‘sexting’, descrevem esta atitude como sendo ‘completamente normal’”, disse Saligari.

Muitas jovens acreditam de facto que enviar uma fotografia delas próprias, através do telemóvel, sem roupa para alguém é “normal”, e que só se torna “errado” quando um dos pais ou um adulto descobre, alertou.

Mais informações na notícia do The Independent:

Giving your child a smartphone is like giving them a gram of cocaine, says top addiction expert

 

Reino Unido quer limitar tempo que crianças passam frente a ecrãs

Março 29, 2018 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia e foto do https://pplware.sapo.pt/ de 11 de março de 2018.

Estamos a atravessar uma época em é bastante comum vermos crianças, desde tenras idades, agarradas de forma frenética aos smartphones e tablets.

Trata-se de um comportamento que gera controvérsia e, agora, um Secretário de Estado do Reino Unido pretende limitar o tempo que as crianças passam em frente a ecrãs.

Certamente que já se questionou sobre esta crescente tendência das crianças, quase não irem a lado nenhum, sem estarem agarradas ao smartphone ou tablet… parece uma chupeta que as acalma.

É uma realidade preocupante e já há quem pense em soluções para ela.

Concretamente no Reino Unido, Matt Hancock, Secretário de Estado da Cultura Digital, sugere que se limite o tempo que as crianças estão expostas a ecrãs, sobretudo o que passam online

O Secretário de Estado reconhece que este é um problema e que algo deve ser feito, sendo que essas mudanças devem ser implementadas nas diferentes faixas etárias dos mais pequenos, através de um sistema de verificação de idade que poderia ser benéfico para o controlo do tempo que as crianças passam online.

Em entrevista ao The Times, Hancock diz considerar que o impacto negativo que esta exposição traz para as crianças é uma preocupação genuína, e afirma:

For an adult I wouldn’t want to restrict the amount of time you are on a platform but for different ages it might be right to have different time cut-offs.

There is a genuine concern about the amount of screen time young people are clocking up and the negative impact it could have on their lives.

Estes comentários surgiram após Jeremy Hunt, Secretário de Estado da Saúde também do Reino Unido, ter afirmado que a utilização excessiva das redes sociais pode trazer consequências tão negativas para a saúde das crianças como fumar e como a obesidade.

Das medidas que poderão ser implementadas constam o limite, a não mais que algumas horas, do tempo que os jovens passam online, e a permissão a que se tenha uma conta numa rede social apenas a partir dos 13 anos.

 

 

Adolescentes compram Xanax no Facebook e Instagram – Reino Unido

Março 2, 2018 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Twitter

Notícia do https://www.dn.pt/ de 14 de fevereiro de 2018.

Segundo testemunhos, basta fazer uma pesquisa com o tipo de drogas que se quer comprar e a venda realiza-se depois fora da rede

Os adolescentes ingleses estão a comprar drogas como Xanax nas redes sociais, denuncia uma investigação da BBC, corroborada por dados de uma associação que ajuda jovens com adições, a Addaction, e que refere existirem compradores de apenas 13 anos.

Após a investigação se ter tornado pública, o Ministério do Interior do Reino Unido disse que já estava a tomar medidas e o Instagram e Facebook – as redes sociais onde a venda ilegal de drogas mais acontece – frisaram que esse tipo de venda é ilegal nas suas plataformas. No entanto, este existe.

Um adolescente de Kent, ouvido pela BBC, disse que é fácil encontrar nas redes sociais quem venda drogas como Xanax – um medicamento amplamente prescrito nos EUA para tratar a ansiedade, mas que no Reino Unido só pode ser obtido com prescrição médica.

O jovem admitiu consumir MDMA, cocaína e Xanax, e que consegue encontrar quem venda estas drogas online. O adolescente confessou que passou noites sob o efeito de drogas para conseguir estudar para os exames e que mesmo durante as provas estava sob o efeito de drogas.

“Consegue-se encontrar uma página [nas redes sociais] com o tipo de drogas vendidas, com base em fotos ou naquilo que queremos comprar”, explicou o jovem. Depois, a conversa transfere-se da Internet para o mundo real, onde se efetua a venda.

Vários jovens do Reino Unido têm recebido tratamento hospitalar devido ao consumo de Xanax. O deputado britânico Bambos Charalambous revelou que o país desconhece o quão generalizado é o uso desta droga pelos mais jovens e pediu uma campanha de consciencialização, mais pesquisas e serviços de apoio aos adolescentes com problemas de adição.

Nick Hickmott, da Addaction, confirma a tendência. “Faz parte da cultura dos jovens atualmente. Quantos o fazem é discutível e, obviamente, o que é realmente importante é obter algumas estatísticas, mas já é bom que mostremos alguma preocupação”, disse, citado pela BBC.

Um porta-voz do Home Office – agência estatal britânica responsável pelas questões de segurança – afirmou que esperam “que as empresas que detêm as redes sociais atuem rapidamente para remover conteúdos e contas de utilizadores que não cumpram as suas próprias políticas”.

Em resposta, um porta-voz do Instagram disse: “Comprar ou vender drogas é proibido no Instagram e essas contas foram removidas”.

Um porta-voz do Facebook também alegou que as contas foram removidas, acrescentando: “Comprar ou vender drogas de qualquer tipo não é permitido no Facebook”.

Ambos os sites pediram aos seus utilizadores que denunciassem essa atividade.

 

 

Geração Stress : 25% dos jovens sentem-se ansiosos ou stressados diariamente

Fevereiro 8, 2018 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança, Relatório | Deixe um comentário
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Pexels

Notícia do site https://mood.sapo.pt/ de 24 de janeiro de 2018.

Um estudo realizado com jovens entre os 16 e os 24 anos, no Reino Unido, mostra que a nova geração sente muita pressão relativamente aos resultados académicos, mercado de trabalho e devido a questões financeiras.

Um novo estudo realizado pela consultora Mintel sobre estilos de vida saudáveis conclui que são os jovens entre os 16 e os 24 anos que mais sofrem com a ansiedade diária e o stress decorrente de várias áreas da vida. O estudo conduzido no Reino Unido indica que são os resultados académicos, a dificuldade de entrar e permanecer no mercado de trabalho e as consequentes questões financeiras os principais fatores causadores destes sentimentos.

O stress é praticamente universal nos dias que correm. Segundo o estudo, 85% dos britânicos sofrem de ansiedade ou de stress às vezes, com três em cada 10 (29%) a dizerem que sofrem pelo menos três vezes por semana e 15% indica que o sentem todos os dias. Mas são os jovens que estão a vivenciar os mais altos níveis de ansiedade e de stress, pois 25% das pessoas de 16 a 24 anos sentem alguma ansiedade ou stress todos os dias.

Enquanto isso, parece que a idade traz um elemento de calma, já que apenas 9% dos mais de 55 anos dizem que se sentem ansiosos e stressados diariamente e um quarto (25%) diz que não experimenta mesmo nenhum stresse, indica a pesquisa. «Os jovens da Grã-Bretanha estão a sentir pressão em várias frentes, incluindo por fatores académicos, profissionais e financeiros, e em alguns isso está a causar ansiedade e stress diariamente», comenta Richard Caines, analista sénior da Mintel.

Entre as formas mais comuns de lidar com este tipo de sentimentos estão ouvir música (44% no geral e 64% não faixa dos 16-24 anos), caminhar (39%) e comer alimentos reconfortantes (32%), o último aumentando para duas em cada cinco (39%) nas mulheres. No entanto, parece que os consumidores não estão a encontrar tempo suficiente para relaxar, pois apenas um terço (33%) diz que tira algum tempo para relaxar todos os dias. E apesar da importância percebida da saúde mental, apenas três em cada 10 (31%) dizem sentir-se estimulados mentalmente todos os dias, enquanto menos de metade (46%) dos consumidores sentem-se mentalmente estimulados menos de três vezes por semana.

A teoria está, no entanto, apreendida: dormir o suficiente (69%), fazer uma dieta saudável (68%) e exercitar-se regularmente (65%) são classificados como os três principais hábitos para se manterem saudáveis.

Já a prática nem por isso, revela o estudo. Apenas um quinto (22%) dos consumidores diz que dorme o suficiente todos os dias. A faixa etária entre os 45-54 anos (14%) é a que pratica menos quantidades diárias de sono suficiente. Apesar de comer uma dieta saudável é visto como um importante fator de saúde, apenas um quinto (20%) dos consumidores diz que come cinco porções de fruta ou vegetais diariamente. E quanto ao exercício, apenas 14% dos consumidores praticam alguma atividade física diariamente e 26% diz que os faz entre três e seis vezes por semana.

«Os consumidores têm boas intenções de dormir o suficiente, fazerem uma dieta saudável e exercitarem-se regularmente. No entanto, o que acontece na realidade é uma imagem muito diferente. Esta lacuna entre perceção e realidade é realçada pelo facto de que tão poucos consumidores acreditam que são pouco saudáveis para a sua idade», conclui o especialista.

A pesquisa mostra por fim que as pessoas estão interessadas em soluções para corrigir os seus maus hábitos. Dez por cento utilizam aplicações de telemóvel para o efeito e 45% estão interessados em faze-lo. E são a camada mais jovem a mais interessada neste tipo de soluções, exatamente 57%. Veja agora, na galeria no início do artigo, alguns sinais de como o stress se pode estar a transformar em depressão.

mais informações na notícia da Mintel:

Generation stress: 25% of UK 16-24s feel anxious or stressed every day

 

 

Crianças estão mal preparadas para riscos emocionais – Redes Sociais

Janeiro 11, 2018 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Texto do https://www.publico.pt/ de 4 de janeiro de 2018.

Responsável inglesa pelos direitos das crianças identifica uma idade crítica para o surgimento de riscos da utilização das redes. Quando a guerra de “gostos” e a partilha de fotografias substitui os jogos é o momento em que as brincadeiras podem dar lugar à ansiedade e a problemas de auto-imagem.

Sofia Robert

Um relatório da comissária inglesa para os direitos das crianças, Anne Longfield, alerta para o facto de os menores estarem mal preparados para lidar com as redes sociais num período-chave do seu desenvolvimento – a transição da escola primária para o ciclo seguinte, a partir dos 10 anos – expondo-as a riscos para o seu bem-estar emocional.

Apesar de serem ensinadas sobre segurança online ao longo da escola primária, as crianças não são adequadamente preparadas para outro tipo de desafios que surgem com a utilização das redes sociais, como problemas de auto-imagem que podem ser acompanhados por crises de ansiedade ou depressão.

Enquanto as crianças com idades entre os oito e os dez anos tendem a usar as redes sociais de uma forma lúdica, utilizando-as para disputar jogos entre si, nos anos seguintes começam a fazer uma utilização mais social de redes como o Instagram e o Snapchat, procurando “gostos” e comentários positivos nas suas publicações, cita o jornal britânico Guardian. E começam a ficar mais preocupadas e embaraçadas com o que o relatório designa como sharenting: o fenómeno da partilha de imagens pelos pais, sem a autorização das crianças e adolescentes.

“Estou preocupada que várias crianças comecem o ensino básico mal preparadas para lidar com as redes sociais. É também evidente que as empresas que detêm as redes sociais continuam sem fazer o suficiente para que as crianças menores de 13 anos parem de usar as suas plataformas”, afirma a comissária britânica, instando pais e professores a investirem mais na preparação dos seus filhos e alunos, sugerindo aulas obrigatórias de literacia digital.

“Tem de haver um papel mais activo das escolas em certificar-se de que as crianças estão a ser preparadas emocionalmente para os desafios das redes sociais. E as empresas das redes sociais têm de ter mais responsabilidade. Senão haverá um risco de deixar uma geração de crianças a crescer em busca de ‘gostos’ para se sentirem felizes, preocupadas com a sua aparência e imagem como resultado de uma percepção irrealista do que vêem nas redes sociais”, referiu Longfield.

A responsabilidade dos pais e das escolas

Também em Portugal têm sido realizados estudos sobre o impacto das redes sociais nas crianças, adolescentes e jovens adultos. Em 2017, o Instituto Superior de Psicologia concluiu que 70% dos jovens portugueses com menos de 25 anos apresentam sinais de dependência em que 6% admite ter ficado “sem comer ou sem dormir por causa da Internet”.

No mesmo ano, o médico psiquiatra Diogo Telles Correia alertava que as redes sociais expõem “os adolescentes a um contínuo fluxo de informação, que os estimula constantemente e alimenta uma personalidade hiperactiva e que pode conduzir, não raramente, a situações de ansiedade”, comentando dados então divulgados pela Marktest que identificavam um crescimento da utilização das redes, entre 2008 e 2015, entre todas as faixas etárias, de 17,1% para 54,8%.

Ainda sobre esses dados, a psicóloga Rosário Carmona defendia que é na escola que tem de ser feita a prevenção dos problemas associados ao uso das redes sociais e que a mesma “está muitíssimo desvalorizada”. Por seu turno, o médico psiquiatra Daniel Sampaio responsabiliza os pais: “Devem acompanhar a inscrição e a publicação dos primeiros conteúdos e têm que ter uma dimensão ética, explicando-lhes o que devem e o que não devem fazer. Têm que lhes explicar que não devem comentar as imagens dos outros, que não devem fazer comentários sobre os corpos dos amigos, que podem comunicar e trocar determinadas imagens dos sites que encontram mas que não devem publicar imagens de pessoas”.

Também em 2017, um estudo por uma dupla de investigadoras da Universidade Católica Portuguesa e da Universidade do Minho que acompanhou um grupo de oito crianças portuguesas ao longo de dois anos (dos seis aos oito) identificava uma idade crítica relativamente à utilização das redes sociais, concluindo que é aos oito anos que se vê o maior salto na sua autonomia online e que é também nessa altura que começam os riscos dessa exposição.

Texto editado por Pedro Guerreiro

 

 

 

São cadas vez mais novas as crianças cuja felicidade depende do número de “gostos” nas redes sociais

Janeiro 5, 2018 às 2:30 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia da http://visao.sapo.pt/ de 4 de janeiro de 2017.

Cátia Leitão

Novo estudo realizado no Reino Unido sugere que as crianças entre os 8 e os 12 anos estão a tornar-se viciadas nas redes sociais e que os ‘gostos’ no Facebook e Instagram funcionam como uma validação social para elas

Entre outubro e novembro, Anne Longfield, comissária das crianças em Inglaterra, desenvolveu uma pesquisa com o objetivo de perceber o impacto que as redes sociais têm atualmente no bem-estar de uma criança entre os 8 e os 12 anos, especialmente no que diz respeito à autoestima. Esta investigação analisou 8 grupos com 32 crianças e concluíu que apesar da idade mínima para um indivíduo se registar numa rede social ser de 13 anos, há um número cada vez maior de crianças com menos de 12 anos que já têm uma conta própria e que procuram aprovação social através dos ‘gostos’.

Esta investigação foi realizada com base em entrevistas feitas às crianças. Para que estas se sentissem à vontade e mais disponíveis para responder às perguntas colocadas, os investigadores juntaram todas as crianças em pares com alguém que estas já conhecessem, como por exemplo um amigo ou colega de escola. Mas antes disso, tanto as crianças como os respetivos pais teriam de completar um conjunto de tarefas para que os autores ficassem a saber mais sobre o estilo de vida, comportamento e relação de cada família com as redes sociais.

Os investigadores chegaram à conclusão que existiam vantagens e desvantagens no uso das redes sociais por parte das crianças. Por um lado, “percebeu-se que as redes sociais têm um efeito positivo no bem-estar das crianças e permite-lhes fazer coisas que elas gostam como de se manter em contacto com os amigos e estar ocupado”, segundo o estudo. Mas, por outro lado, “tem um efeito negativo porque leva as crianças a preocuparem-se com coisas sobre as quais não têm qualquer controlo” como explica Anne Longfield ao dizer que “as redes sociais providenciam grandes benefícios, no entanto, também expõem as crianças a riscos emocionais muito significantes”.

3 em cada 4 crianças com menos de 12 anos tem uma conta própria numa rede social apesar de a idade mínima de registo seja de 13 anos. O estudo descobriu também que as redes sociais mais utilizadas por esta faixa etária são o Snapchat, Instagram e Whatsapp. As crianças entre os 8 e os 10 anos ainda estão a descobrir como funcionam as redes sociais e por isso mesmo ainda não desenvolveram o hábito de verificar estas aplicações frequentemente. Nestas idades, os mais novos ainda acedem à internet a partir dos dispositivos móveis e das contas dos pais e admitem ter um tempo limite para usar as mesmas. Mas, os mais pequenos revelam que usam a internet para jogar com os amigos, explorar as surpresas das redes sociais – como os filtros – e ver vídeos para descobrir coisas para fazer.

Na faixa etária entre os 10 e os 12 anos o caso muda completamente de figura. Nestas idades as crianças já têm mais noção de como usar as redes sociais e começam a fazê-lo a partir dos seus próprios dispositivos móveis. Enquanto os mais novos apenas usam a internet depois da escola, neste grupo as crianças passam a usá-la quando querem mesmo durante o período escolar. É nesta idade que começam a sentir pressão social para usar as redes sociais com o objetivo de se tornarem populares e passam a dar mais importância aos ‘gostos’ e à aprovação social que estes trazem.

A comissária Longfield avisa os pais que “lá porque as crianças aprenderam algumas coisas sobre segurança na escola primária não significa que estejam preparadas para os desafios que as redes sociais apresentam” e acrescenta ainda que as escolas têm de se “certificar que as crianças estão preparadas para as exigências emocionais das redes sociais. O que significa que as companhias das redes sociais também têm de assumir uma maior responsabilidade”. Anne Longfield acredita que se os pais, as escolas e as companhias não tomarem medidas, existe um grande risco de “deixar crescer uma geração de crianças que persegue ‘gostos’ para se sentir feliz e apenas se preocupa com a aparência e imagem devido ao estilo de vida irrealista que vê nas plataformas como o Instagram e Snapchat”. Além disso Anne alerta ainda que isto tudo pode aumentar significativamente os estados de ansiedade nas crianças caso estas não consigam responder às exigências das redes.

O estudo inclui ainda frases das crianças inquiridas com o objetivo de alertar os pais para os pensamentos dos filhos. Harry tem 11 anos e diz que “se não usarmos coisas caras e de designer as pessoas gozam” mas “quando chegamos aos 50 ‘gostos’ começamos a sentir-nos bem porque isso significa que as pessoas acham que ficámos bem naquela fotografia”. Bridie, também com 11 anos, admite que usa as redes sociais cerca de 18 horas por dia e acrescenta ainda que “vi uma rapariga muito bonita e quero tudo o que ela tem, quem me dera ser como ela. Quero as coisas dela, a casa dela e a maquilhagem da MAC que ela tem. Vê-la faz me sentir aconchegada”.

As redes sociais fazem com que as crianças criem uma ideia de um mundo irreal onde podem ter tudo aquilo que desejam. Para chegar a esse ponto, acreditam que têm de ser aceites no mundo social da internet e que os ‘gostos’ são o meio para ter a validação que tanto procuram. Para evitar este tipo de ilusões nas crianças, a investigação sugere algumas medidas para os pais como falar com as crianças sobre os aspetos positivos e negativos das redes sociais e fazê-las entender as diferenças entre a aparência e a realidade para tentar combater a pressão que as crianças colocam nelas próprias.

Esta pesquisa integra o relatório “Life in Likes” publicado hoje por Anne Longfield, comissária das crianças de Inglaterra – um cargo independente do Governo com o objetivo de ajudar a melhorar a vida das crianças a longo prazo, principalmente das mais vulneráveis.

 

 

Bullying online pode obrigar redes sociais a pagarem multas pesadas

Dezembro 22, 2017 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do http://tek.sapo.pt/ de 11 de dezembro de 2017.

As empresas de tecnologia vão ser obrigadas, no Reino Unido, a publicar um relatório anual onde explicam como tratam o cyberbullying nas suas plataformas. O não cumprimento pode valer multas até 20 milhões de libras.

As redes sociais, como o Facebook e o Twitter, deverão esclarecer quais as medidas usadas para moderar o bullying e conteúdos ofensivos, noticia o The Sun.

De acordo com Matt Hancock, atual ministro responsável pelo panorama digital britânico, esta reforma vai exigir que “sejam incorporadas proteções personalizadas para crianças com menos de 16 anos nos sites e aplicações”.

“Todos queremos regras para que as crianças possam estar seguras e protegidas online, o que não está a acontecer neste momento”, explicou o governante.

Os gigantes tecnológicos que não respeitarem a adaptação das suas plataformas aos utilizadores mais novos podem enfrentar multas até 20 milhões de libras.

Para a ministra da Cultura, Media e Desporto do Reino Unido, Karen Bradley, é necessária uma abordagem na internet que “nos proteja a todos” porque “ o comportamento que é inaceitável na vida real é inaceitável num ecrã de computador”.

A campanha faz parte de uma estratégia mais ampla do governo para forçar as empresas de tecnologia a aceitar uma maior responsabilidade por seu conteúdo.

Recorde-se que, no verão, um conjunto de novas leis veio conceder aos cidadãos do Reino Unido o direito de obrigar as redes sociais, como o Facebook, a apagarem definitivamente os seus dados pessoais.

No caso das plataformas não acatarem as ordens dadas pelos titulares das contas, a autoridade nacional para a proteção de dados poderá passar multas de até 17 milhões de libras (ou 4% do volume global de negócios).

 

 

 

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