Reino Unido alerta que 80 mil predadores online representam ameaça para menores

Setembro 10, 2018 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: ,

Notícia do Expresso de 3 de Setembro de 2018.

Sajid Javid defendeu que as grandes empresas do setor da Internet, como o Facebook, Microsoft, Google, Twitter e outras, devem combater o abuso online de menores .
O Governo britânico reconheceu nesta segunda-feira a existência no Reino Unido de pelo menos 80 mil predadores sexuais de menores online, advertindo as grandes empresas do setor para eventuais novas leis que obriguem a uma maior proteção das crianças.

A declaração foi feita pelo ministro do Interior britânico, Sajid Javid, que defendeu que as grandes empresas do setor da Internet, como o Facebook, Microsoft, Google, Twitter e outras, devem combater o abuso online de menores e canalizar a mesma intensidade de reação que é utilizada para remover conteúdos extremistas publicados na rede.

Sajid Javid declarou que as ameaças contra as crianças evoluíram mais rapidamente do que as respostas do setor da Internet. Citado pela agência norte-americana Associated Press (AP), o ministro disse que a atividade de pedófilos na Internet registou um aumento “horrífico”.

“Não estou apenas a pedir mudanças. Estou a exigir”, afirmou Sajid Javid. “Se as empresas de tecnologia não tomarem mais medidas para remover este tipo de conteúdos, eu não terei medo de agir”, advertiu o ministro do Interior britânico.

Dar um smartphone ao seu filho, equivale a dar-lhe um grama de cocaína

Maio 25, 2018 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , ,

Notícia do site Notícias ao Minuto de 14 de maio de 2018.

Liliana Lopes Monteiro

Dar ao seu filho um smartphone equivale a “dar-lhe um grama de cocaína”, avisa a terapeuta especializada em comportamentos aditivos.

Saligari, explicou à publicação britânica The Independent que enviar mensagens no Snapchat ou no Instagram pode ser tão perigosamente viciante para os adolescentes como consumir drogas ou álcool, e que deve ser tratado como tal.

A especialista avisou que o tempo passado em frente ao ecrã é geralmente subestimado como um potencial veículo para a adição nos mais jovens.

“Digo sempre às pessoas, que quando dão um tablet ou um telemóvel a uma criança, estão realmente a dar-lhe uma garrafa de vinho ou um grama de cocaína. Vão mesmo deixá-los ‘ingerir’ tudo aquilo sozinhos, isolados e fechados nos seus quartos?” disse.

“Porque prestamos tão pouca atenção a estas coisas, comparativamente por exemplo ao consumo de drogas e de álcool, quando de facto envolvem os mesmos impulsos cerebrais?”, acrescentou a diretora clínica.

“Quando pensamos em adição, tendemos a pensar em substâncias ou num objeto específico – mas o vicio, consiste num padrão comportamental que se pode manifestar de inúmeras formas, desde droga, comida, a auto mutilação, a jogo ou ‘sexting’, só para nomear alguns exemplos”, concluiu.

Nos últimos anos tem-se registado um aumento na preocupação relativamente ao número de crianças e de adolescentes que enviam ou recebem imagens pornográficas, ou que acedem a conteúdos online inapropriados para a sua idade através dos seus telefones.

Saligari referiu que cerca de dois terços dos seus pacientes que procuram tratamento para a adição têm entre 16 a 20 anos – “um aumento dramático”, comparativamente há 10 anos – , mas que muitos dos seus pacientes são ainda mais jovens.

Num inquérito recentemente conduzido no Reino Unido, mais de 1,500 professores admitiram estar a par que muitos dos seus alunos partilhavam mensagens de caráter sexual, e que um em seis dos pupilos estaria envolvido nessa atividade desde a escola primária.

Mais de duas mil crianças terão sido, nos últimos três anos, reportadas à polícia por divulgarem imagens consideradas indecentes.

“Tantas das minhas pacientes que têm 13 ou 14 anos e que fazem ‘sexting’, descrevem esta atitude como sendo ‘completamente normal’”, disse Saligari.

Muitas jovens acreditam de facto que enviar uma fotografia delas próprias, através do telemóvel, sem roupa para alguém é “normal”, e que só se torna “errado” quando um dos pais ou um adulto descobre, alertou.

Mais informações na notícia do The Independent:

Giving your child a smartphone is like giving them a gram of cocaine, says top addiction expert

 

Reino Unido quer limitar tempo que crianças passam frente a ecrãs

Março 29, 2018 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , ,

Notícia e foto do https://pplware.sapo.pt/ de 11 de março de 2018.

Estamos a atravessar uma época em é bastante comum vermos crianças, desde tenras idades, agarradas de forma frenética aos smartphones e tablets.

Trata-se de um comportamento que gera controvérsia e, agora, um Secretário de Estado do Reino Unido pretende limitar o tempo que as crianças passam em frente a ecrãs.

Certamente que já se questionou sobre esta crescente tendência das crianças, quase não irem a lado nenhum, sem estarem agarradas ao smartphone ou tablet… parece uma chupeta que as acalma.

É uma realidade preocupante e já há quem pense em soluções para ela.

Concretamente no Reino Unido, Matt Hancock, Secretário de Estado da Cultura Digital, sugere que se limite o tempo que as crianças estão expostas a ecrãs, sobretudo o que passam online

O Secretário de Estado reconhece que este é um problema e que algo deve ser feito, sendo que essas mudanças devem ser implementadas nas diferentes faixas etárias dos mais pequenos, através de um sistema de verificação de idade que poderia ser benéfico para o controlo do tempo que as crianças passam online.

Em entrevista ao The Times, Hancock diz considerar que o impacto negativo que esta exposição traz para as crianças é uma preocupação genuína, e afirma:

For an adult I wouldn’t want to restrict the amount of time you are on a platform but for different ages it might be right to have different time cut-offs.

There is a genuine concern about the amount of screen time young people are clocking up and the negative impact it could have on their lives.

Estes comentários surgiram após Jeremy Hunt, Secretário de Estado da Saúde também do Reino Unido, ter afirmado que a utilização excessiva das redes sociais pode trazer consequências tão negativas para a saúde das crianças como fumar e como a obesidade.

Das medidas que poderão ser implementadas constam o limite, a não mais que algumas horas, do tempo que os jovens passam online, e a permissão a que se tenha uma conta numa rede social apenas a partir dos 13 anos.

 

 

Adolescentes compram Xanax no Facebook e Instagram – Reino Unido

Março 2, 2018 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , ,

Twitter

Notícia do https://www.dn.pt/ de 14 de fevereiro de 2018.

Segundo testemunhos, basta fazer uma pesquisa com o tipo de drogas que se quer comprar e a venda realiza-se depois fora da rede

Os adolescentes ingleses estão a comprar drogas como Xanax nas redes sociais, denuncia uma investigação da BBC, corroborada por dados de uma associação que ajuda jovens com adições, a Addaction, e que refere existirem compradores de apenas 13 anos.

Após a investigação se ter tornado pública, o Ministério do Interior do Reino Unido disse que já estava a tomar medidas e o Instagram e Facebook – as redes sociais onde a venda ilegal de drogas mais acontece – frisaram que esse tipo de venda é ilegal nas suas plataformas. No entanto, este existe.

Um adolescente de Kent, ouvido pela BBC, disse que é fácil encontrar nas redes sociais quem venda drogas como Xanax – um medicamento amplamente prescrito nos EUA para tratar a ansiedade, mas que no Reino Unido só pode ser obtido com prescrição médica.

O jovem admitiu consumir MDMA, cocaína e Xanax, e que consegue encontrar quem venda estas drogas online. O adolescente confessou que passou noites sob o efeito de drogas para conseguir estudar para os exames e que mesmo durante as provas estava sob o efeito de drogas.

“Consegue-se encontrar uma página [nas redes sociais] com o tipo de drogas vendidas, com base em fotos ou naquilo que queremos comprar”, explicou o jovem. Depois, a conversa transfere-se da Internet para o mundo real, onde se efetua a venda.

Vários jovens do Reino Unido têm recebido tratamento hospitalar devido ao consumo de Xanax. O deputado britânico Bambos Charalambous revelou que o país desconhece o quão generalizado é o uso desta droga pelos mais jovens e pediu uma campanha de consciencialização, mais pesquisas e serviços de apoio aos adolescentes com problemas de adição.

Nick Hickmott, da Addaction, confirma a tendência. “Faz parte da cultura dos jovens atualmente. Quantos o fazem é discutível e, obviamente, o que é realmente importante é obter algumas estatísticas, mas já é bom que mostremos alguma preocupação”, disse, citado pela BBC.

Um porta-voz do Home Office – agência estatal britânica responsável pelas questões de segurança – afirmou que esperam “que as empresas que detêm as redes sociais atuem rapidamente para remover conteúdos e contas de utilizadores que não cumpram as suas próprias políticas”.

Em resposta, um porta-voz do Instagram disse: “Comprar ou vender drogas é proibido no Instagram e essas contas foram removidas”.

Um porta-voz do Facebook também alegou que as contas foram removidas, acrescentando: “Comprar ou vender drogas de qualquer tipo não é permitido no Facebook”.

Ambos os sites pediram aos seus utilizadores que denunciassem essa atividade.

 

 

Geração Stress : 25% dos jovens sentem-se ansiosos ou stressados diariamente

Fevereiro 8, 2018 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança, Relatório | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , ,

Pexels

Notícia do site https://mood.sapo.pt/ de 24 de janeiro de 2018.

Um estudo realizado com jovens entre os 16 e os 24 anos, no Reino Unido, mostra que a nova geração sente muita pressão relativamente aos resultados académicos, mercado de trabalho e devido a questões financeiras.

Um novo estudo realizado pela consultora Mintel sobre estilos de vida saudáveis conclui que são os jovens entre os 16 e os 24 anos que mais sofrem com a ansiedade diária e o stress decorrente de várias áreas da vida. O estudo conduzido no Reino Unido indica que são os resultados académicos, a dificuldade de entrar e permanecer no mercado de trabalho e as consequentes questões financeiras os principais fatores causadores destes sentimentos.

O stress é praticamente universal nos dias que correm. Segundo o estudo, 85% dos britânicos sofrem de ansiedade ou de stress às vezes, com três em cada 10 (29%) a dizerem que sofrem pelo menos três vezes por semana e 15% indica que o sentem todos os dias. Mas são os jovens que estão a vivenciar os mais altos níveis de ansiedade e de stress, pois 25% das pessoas de 16 a 24 anos sentem alguma ansiedade ou stress todos os dias.

Enquanto isso, parece que a idade traz um elemento de calma, já que apenas 9% dos mais de 55 anos dizem que se sentem ansiosos e stressados diariamente e um quarto (25%) diz que não experimenta mesmo nenhum stresse, indica a pesquisa. «Os jovens da Grã-Bretanha estão a sentir pressão em várias frentes, incluindo por fatores académicos, profissionais e financeiros, e em alguns isso está a causar ansiedade e stress diariamente», comenta Richard Caines, analista sénior da Mintel.

Entre as formas mais comuns de lidar com este tipo de sentimentos estão ouvir música (44% no geral e 64% não faixa dos 16-24 anos), caminhar (39%) e comer alimentos reconfortantes (32%), o último aumentando para duas em cada cinco (39%) nas mulheres. No entanto, parece que os consumidores não estão a encontrar tempo suficiente para relaxar, pois apenas um terço (33%) diz que tira algum tempo para relaxar todos os dias. E apesar da importância percebida da saúde mental, apenas três em cada 10 (31%) dizem sentir-se estimulados mentalmente todos os dias, enquanto menos de metade (46%) dos consumidores sentem-se mentalmente estimulados menos de três vezes por semana.

A teoria está, no entanto, apreendida: dormir o suficiente (69%), fazer uma dieta saudável (68%) e exercitar-se regularmente (65%) são classificados como os três principais hábitos para se manterem saudáveis.

Já a prática nem por isso, revela o estudo. Apenas um quinto (22%) dos consumidores diz que dorme o suficiente todos os dias. A faixa etária entre os 45-54 anos (14%) é a que pratica menos quantidades diárias de sono suficiente. Apesar de comer uma dieta saudável é visto como um importante fator de saúde, apenas um quinto (20%) dos consumidores diz que come cinco porções de fruta ou vegetais diariamente. E quanto ao exercício, apenas 14% dos consumidores praticam alguma atividade física diariamente e 26% diz que os faz entre três e seis vezes por semana.

«Os consumidores têm boas intenções de dormir o suficiente, fazerem uma dieta saudável e exercitarem-se regularmente. No entanto, o que acontece na realidade é uma imagem muito diferente. Esta lacuna entre perceção e realidade é realçada pelo facto de que tão poucos consumidores acreditam que são pouco saudáveis para a sua idade», conclui o especialista.

A pesquisa mostra por fim que as pessoas estão interessadas em soluções para corrigir os seus maus hábitos. Dez por cento utilizam aplicações de telemóvel para o efeito e 45% estão interessados em faze-lo. E são a camada mais jovem a mais interessada neste tipo de soluções, exatamente 57%. Veja agora, na galeria no início do artigo, alguns sinais de como o stress se pode estar a transformar em depressão.

mais informações na notícia da Mintel:

Generation stress: 25% of UK 16-24s feel anxious or stressed every day

 

 

Crianças estão mal preparadas para riscos emocionais – Redes Sociais

Janeiro 11, 2018 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , , , , , , , ,

Texto do https://www.publico.pt/ de 4 de janeiro de 2018.

Responsável inglesa pelos direitos das crianças identifica uma idade crítica para o surgimento de riscos da utilização das redes. Quando a guerra de “gostos” e a partilha de fotografias substitui os jogos é o momento em que as brincadeiras podem dar lugar à ansiedade e a problemas de auto-imagem.

Sofia Robert

Um relatório da comissária inglesa para os direitos das crianças, Anne Longfield, alerta para o facto de os menores estarem mal preparados para lidar com as redes sociais num período-chave do seu desenvolvimento – a transição da escola primária para o ciclo seguinte, a partir dos 10 anos – expondo-as a riscos para o seu bem-estar emocional.

Apesar de serem ensinadas sobre segurança online ao longo da escola primária, as crianças não são adequadamente preparadas para outro tipo de desafios que surgem com a utilização das redes sociais, como problemas de auto-imagem que podem ser acompanhados por crises de ansiedade ou depressão.

Enquanto as crianças com idades entre os oito e os dez anos tendem a usar as redes sociais de uma forma lúdica, utilizando-as para disputar jogos entre si, nos anos seguintes começam a fazer uma utilização mais social de redes como o Instagram e o Snapchat, procurando “gostos” e comentários positivos nas suas publicações, cita o jornal britânico Guardian. E começam a ficar mais preocupadas e embaraçadas com o que o relatório designa como sharenting: o fenómeno da partilha de imagens pelos pais, sem a autorização das crianças e adolescentes.

“Estou preocupada que várias crianças comecem o ensino básico mal preparadas para lidar com as redes sociais. É também evidente que as empresas que detêm as redes sociais continuam sem fazer o suficiente para que as crianças menores de 13 anos parem de usar as suas plataformas”, afirma a comissária britânica, instando pais e professores a investirem mais na preparação dos seus filhos e alunos, sugerindo aulas obrigatórias de literacia digital.

“Tem de haver um papel mais activo das escolas em certificar-se de que as crianças estão a ser preparadas emocionalmente para os desafios das redes sociais. E as empresas das redes sociais têm de ter mais responsabilidade. Senão haverá um risco de deixar uma geração de crianças a crescer em busca de ‘gostos’ para se sentirem felizes, preocupadas com a sua aparência e imagem como resultado de uma percepção irrealista do que vêem nas redes sociais”, referiu Longfield.

A responsabilidade dos pais e das escolas

Também em Portugal têm sido realizados estudos sobre o impacto das redes sociais nas crianças, adolescentes e jovens adultos. Em 2017, o Instituto Superior de Psicologia concluiu que 70% dos jovens portugueses com menos de 25 anos apresentam sinais de dependência em que 6% admite ter ficado “sem comer ou sem dormir por causa da Internet”.

No mesmo ano, o médico psiquiatra Diogo Telles Correia alertava que as redes sociais expõem “os adolescentes a um contínuo fluxo de informação, que os estimula constantemente e alimenta uma personalidade hiperactiva e que pode conduzir, não raramente, a situações de ansiedade”, comentando dados então divulgados pela Marktest que identificavam um crescimento da utilização das redes, entre 2008 e 2015, entre todas as faixas etárias, de 17,1% para 54,8%.

Ainda sobre esses dados, a psicóloga Rosário Carmona defendia que é na escola que tem de ser feita a prevenção dos problemas associados ao uso das redes sociais e que a mesma “está muitíssimo desvalorizada”. Por seu turno, o médico psiquiatra Daniel Sampaio responsabiliza os pais: “Devem acompanhar a inscrição e a publicação dos primeiros conteúdos e têm que ter uma dimensão ética, explicando-lhes o que devem e o que não devem fazer. Têm que lhes explicar que não devem comentar as imagens dos outros, que não devem fazer comentários sobre os corpos dos amigos, que podem comunicar e trocar determinadas imagens dos sites que encontram mas que não devem publicar imagens de pessoas”.

Também em 2017, um estudo por uma dupla de investigadoras da Universidade Católica Portuguesa e da Universidade do Minho que acompanhou um grupo de oito crianças portuguesas ao longo de dois anos (dos seis aos oito) identificava uma idade crítica relativamente à utilização das redes sociais, concluindo que é aos oito anos que se vê o maior salto na sua autonomia online e que é também nessa altura que começam os riscos dessa exposição.

Texto editado por Pedro Guerreiro

 

 

 

São cadas vez mais novas as crianças cuja felicidade depende do número de “gostos” nas redes sociais

Janeiro 5, 2018 às 2:30 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , , , , , , ,

Notícia da http://visao.sapo.pt/ de 4 de janeiro de 2017.

Cátia Leitão

Novo estudo realizado no Reino Unido sugere que as crianças entre os 8 e os 12 anos estão a tornar-se viciadas nas redes sociais e que os ‘gostos’ no Facebook e Instagram funcionam como uma validação social para elas

Entre outubro e novembro, Anne Longfield, comissária das crianças em Inglaterra, desenvolveu uma pesquisa com o objetivo de perceber o impacto que as redes sociais têm atualmente no bem-estar de uma criança entre os 8 e os 12 anos, especialmente no que diz respeito à autoestima. Esta investigação analisou 8 grupos com 32 crianças e concluíu que apesar da idade mínima para um indivíduo se registar numa rede social ser de 13 anos, há um número cada vez maior de crianças com menos de 12 anos que já têm uma conta própria e que procuram aprovação social através dos ‘gostos’.

Esta investigação foi realizada com base em entrevistas feitas às crianças. Para que estas se sentissem à vontade e mais disponíveis para responder às perguntas colocadas, os investigadores juntaram todas as crianças em pares com alguém que estas já conhecessem, como por exemplo um amigo ou colega de escola. Mas antes disso, tanto as crianças como os respetivos pais teriam de completar um conjunto de tarefas para que os autores ficassem a saber mais sobre o estilo de vida, comportamento e relação de cada família com as redes sociais.

Os investigadores chegaram à conclusão que existiam vantagens e desvantagens no uso das redes sociais por parte das crianças. Por um lado, “percebeu-se que as redes sociais têm um efeito positivo no bem-estar das crianças e permite-lhes fazer coisas que elas gostam como de se manter em contacto com os amigos e estar ocupado”, segundo o estudo. Mas, por outro lado, “tem um efeito negativo porque leva as crianças a preocuparem-se com coisas sobre as quais não têm qualquer controlo” como explica Anne Longfield ao dizer que “as redes sociais providenciam grandes benefícios, no entanto, também expõem as crianças a riscos emocionais muito significantes”.

3 em cada 4 crianças com menos de 12 anos tem uma conta própria numa rede social apesar de a idade mínima de registo seja de 13 anos. O estudo descobriu também que as redes sociais mais utilizadas por esta faixa etária são o Snapchat, Instagram e Whatsapp. As crianças entre os 8 e os 10 anos ainda estão a descobrir como funcionam as redes sociais e por isso mesmo ainda não desenvolveram o hábito de verificar estas aplicações frequentemente. Nestas idades, os mais novos ainda acedem à internet a partir dos dispositivos móveis e das contas dos pais e admitem ter um tempo limite para usar as mesmas. Mas, os mais pequenos revelam que usam a internet para jogar com os amigos, explorar as surpresas das redes sociais – como os filtros – e ver vídeos para descobrir coisas para fazer.

Na faixa etária entre os 10 e os 12 anos o caso muda completamente de figura. Nestas idades as crianças já têm mais noção de como usar as redes sociais e começam a fazê-lo a partir dos seus próprios dispositivos móveis. Enquanto os mais novos apenas usam a internet depois da escola, neste grupo as crianças passam a usá-la quando querem mesmo durante o período escolar. É nesta idade que começam a sentir pressão social para usar as redes sociais com o objetivo de se tornarem populares e passam a dar mais importância aos ‘gostos’ e à aprovação social que estes trazem.

A comissária Longfield avisa os pais que “lá porque as crianças aprenderam algumas coisas sobre segurança na escola primária não significa que estejam preparadas para os desafios que as redes sociais apresentam” e acrescenta ainda que as escolas têm de se “certificar que as crianças estão preparadas para as exigências emocionais das redes sociais. O que significa que as companhias das redes sociais também têm de assumir uma maior responsabilidade”. Anne Longfield acredita que se os pais, as escolas e as companhias não tomarem medidas, existe um grande risco de “deixar crescer uma geração de crianças que persegue ‘gostos’ para se sentir feliz e apenas se preocupa com a aparência e imagem devido ao estilo de vida irrealista que vê nas plataformas como o Instagram e Snapchat”. Além disso Anne alerta ainda que isto tudo pode aumentar significativamente os estados de ansiedade nas crianças caso estas não consigam responder às exigências das redes.

O estudo inclui ainda frases das crianças inquiridas com o objetivo de alertar os pais para os pensamentos dos filhos. Harry tem 11 anos e diz que “se não usarmos coisas caras e de designer as pessoas gozam” mas “quando chegamos aos 50 ‘gostos’ começamos a sentir-nos bem porque isso significa que as pessoas acham que ficámos bem naquela fotografia”. Bridie, também com 11 anos, admite que usa as redes sociais cerca de 18 horas por dia e acrescenta ainda que “vi uma rapariga muito bonita e quero tudo o que ela tem, quem me dera ser como ela. Quero as coisas dela, a casa dela e a maquilhagem da MAC que ela tem. Vê-la faz me sentir aconchegada”.

As redes sociais fazem com que as crianças criem uma ideia de um mundo irreal onde podem ter tudo aquilo que desejam. Para chegar a esse ponto, acreditam que têm de ser aceites no mundo social da internet e que os ‘gostos’ são o meio para ter a validação que tanto procuram. Para evitar este tipo de ilusões nas crianças, a investigação sugere algumas medidas para os pais como falar com as crianças sobre os aspetos positivos e negativos das redes sociais e fazê-las entender as diferenças entre a aparência e a realidade para tentar combater a pressão que as crianças colocam nelas próprias.

Esta pesquisa integra o relatório “Life in Likes” publicado hoje por Anne Longfield, comissária das crianças de Inglaterra – um cargo independente do Governo com o objetivo de ajudar a melhorar a vida das crianças a longo prazo, principalmente das mais vulneráveis.

 

 

Bullying online pode obrigar redes sociais a pagarem multas pesadas

Dezembro 22, 2017 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , ,

Notícia do http://tek.sapo.pt/ de 11 de dezembro de 2017.

As empresas de tecnologia vão ser obrigadas, no Reino Unido, a publicar um relatório anual onde explicam como tratam o cyberbullying nas suas plataformas. O não cumprimento pode valer multas até 20 milhões de libras.

As redes sociais, como o Facebook e o Twitter, deverão esclarecer quais as medidas usadas para moderar o bullying e conteúdos ofensivos, noticia o The Sun.

De acordo com Matt Hancock, atual ministro responsável pelo panorama digital britânico, esta reforma vai exigir que “sejam incorporadas proteções personalizadas para crianças com menos de 16 anos nos sites e aplicações”.

“Todos queremos regras para que as crianças possam estar seguras e protegidas online, o que não está a acontecer neste momento”, explicou o governante.

Os gigantes tecnológicos que não respeitarem a adaptação das suas plataformas aos utilizadores mais novos podem enfrentar multas até 20 milhões de libras.

Para a ministra da Cultura, Media e Desporto do Reino Unido, Karen Bradley, é necessária uma abordagem na internet que “nos proteja a todos” porque “ o comportamento que é inaceitável na vida real é inaceitável num ecrã de computador”.

A campanha faz parte de uma estratégia mais ampla do governo para forçar as empresas de tecnologia a aceitar uma maior responsabilidade por seu conteúdo.

Recorde-se que, no verão, um conjunto de novas leis veio conceder aos cidadãos do Reino Unido o direito de obrigar as redes sociais, como o Facebook, a apagarem definitivamente os seus dados pessoais.

No caso das plataformas não acatarem as ordens dadas pelos titulares das contas, a autoridade nacional para a proteção de dados poderá passar multas de até 17 milhões de libras (ou 4% do volume global de negócios).

 

 

 

O consumo de álcool moderado dos pais afecta os filhos? Estudo diz que sim

Outubro 20, 2017 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança, Relatório | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , , , ,

Notícia do https://www.publico.pt/ de 19 de outubro de 2017.

Segundo um estudo do Institute of Alcohol Studies de Inglaterra, estes comportamentos afectam a forma como os filhos vêem os pais.

Catarina Lamelas Moura

Um estudo publicado esta semana pelo Institute of Alcohol Studies de Inglaterra (IAS) designa o álcool como “açúcar para adultos”. De acordo com os resultados obtidos, os impactos negativos do consumo de álcool por parte dos pais sobre os filhos acontecem também com quantidades menores, consideradas normalmente pelas entidades como comportamentos de baixo risco.

O estudo – centrado nos consumos sem dependência – analisou as respostas de 997 pais e os seus respectivos filhos, em Inglaterra. Foram realizados inquéritos ao público, quatro focus groups e um inquérito online.

O relatório publicado pela IAS alerta que o debate acerca do consumo de álcool se foca demasiado na questão da quantidade de álcool, em detrimento do verdadeiro impacto do mesmo nas crianças. Os resultados demostram que os pais não têm necessariamente de beber grandes quantidades de forma consistente para que os seus filhos notem mudanças no seu comportamento e sofram impactos negativos. As crianças que viram os pais alegres ou mesmo bêbados demonstraram algum tipo de consequência, como sentirem-se menos consoladas ou a perturbação das rotinas nocturnas. Há ainda uma probabilidade menor de não verem nos pais um exemplo positivo.

Os inquéritos conduzidos concluíram que “muitos pais assumem que os seus filhos não reparam naquilo que bebem” e que, por isso, “os impactos negativos são involuntários, em grande parte dos casos”. Esses hábitos acabam por reflectir-se na postura que os filhos tomam em relação ao álcool, indicam ainda os inquéritos online.

De acordo com os dados do IAS, 29% dos pais admitiu que já tinha estado bêbado em frente aos filhos e 51% disse que já tinha estado alegre. Dos pais inquiridos, 29% considera não haver problema em beber em frente aos filhos, desde que não aconteça com regularidade. Das crianças abordadas, 18% já se sentiu envergonhada devido ao consumo alcoólico dos pais.

“É preocupante que a maioria dos pais relate ter estado alegre em frente aos filhos. Todos os pais lutam por fazer o melhor para os seus filhos, mas este relatório realça a preocupante lacuna no seu conhecimento”, comenta Katherine Brown, chefe executiva dos IAS, citada pelo Guardian.

Um local “seguro” para beber

Aquilo que muitos pais consideram uma forma de educar os filhos a terem comportamentos responsáveis relativamente ao consumo de álcool – deixá-los experimentar uma bebida numa ocasião especial, em casa, por exemplo – pode não produzir os efeitos desejados.

“Os pais muitas vezes tentam evitar que o álcool se torne um tabu, contra o qual as crianças se rebelem, e têm tendência a ver a casa como um ambiente seguro para a aprendizagem de comportamentos adequados”, aponta o relatório do IAS. No entanto, aponta ainda, um estudo conduzido por Marie B. H. Yap e outros investigadores concluiu que as crianças cujos pais lhes fornecem bebidas alcoólicas, têm maior probabilidade de começar a beber mais cedo, de ter problemas alcoólicos e de beber em quantidades e frequência maiores.

O relatório citado na notícia é o seguinte:

Like sugar for adults: The effect of non-dependent parental drinking on children & families

 

 

‘Bullying’: Instagram torna-se a pior rede social e destrona o Facebook

Julho 26, 2017 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , , , , , , , ,

Notícia do http://www.jornaleconomico.sapo.pt/ de 19 de julho de 2017.

Estudo britânico analisou casos de cyber-bullying, abuso e dependência das redes sociais e concluiu que 42% dos casos acontecem no Instagram, em comparação com 37% no Facebook.

O Facebook deixou de ser a pior rede social no que diz respeito a bullying online. O lugar é agora ocupado pelo Instagram, uma rede de partilha de imagens que conta com mais de 10 mil jovens apenas no Reino Unido, de acordo com um estudo divulgado esta quarta-feira pela organização anti-bullying Ditch The Label (ou Abandonar o Rótulo, em português).

O estudo analisou casos de cyber-bullying, abuso e dependência das redes sociais e concluiu que 42% dos casos acontecem no Instagram, segundo noticia o Mashable. O valor compara com 37% no Facebook e 31% no Snapchat, outra rede social focada na partilha de fotografias e vídeos predominantemente usada por jovens.

Os dados revelam uma migração do Facebook para o Instagram, de acordo com a organização britânica, já que estudos anteriores mostravam que a primeira era a rede social que contabilizava o maior número de casos de bullying. As formas mais comuns de cyber-bullying incluem comentários ofensivos em perfis e fotografias, mensagens indesejadas e denúncias faltas de fotografias como abusivas.

“Sabemos que os comentários ‘postados’ por outras pessoas podem ter um grande impacto e é por isso que recentemente investimos fortemente em novas tecnologias para ajudar a fazer o Instagram um lugar seguro e solidário”, disse em comunicado o responsável pela política do Instagram, Michelle Napchan, citado pelo Mashable.

“Através do uso de tecnologias de aprendizagem, comentários ofensivos no Instagram são agora automaticamente bloqueados para que não aparecem nas contas das pessoas. Nós também damos às pessoas a opção de desativar os comentários ou de fazerem as suas próprias listas de palavras ou emojis proibidos”, acrescentou.

O estudo mencionado na notícia é o Annual Bullying Survey 

mais informações:

https://www.ditchthelabel.org/69-people-done-something-abusive-towards-another-person-online/

 

 

Página seguinte »


Entries e comentários feeds.