Estudo alerta: Crianças devem ter tempo limitado em frente a ecrãs para evitar obesidade

Dezembro 12, 2017 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do http://tek.sapo.pt/ de 24 de novembro de 2017.

Um novo estudo mostra que existe uma forte ligação entre a obesidade infantil e a exposição prolongada em frente à TV, computadores e outros ecrãs. O tempo recomendado para essas atividades é de 90 minutos por dia.

As crianças pequenas vêem, em média, uma hora de televisão por dia, número que sobe para as 7,25 horas quando atingem os 9 anos, sendo que 97% das famílias europeias têm, pelo menos, uma televisão, 72% são donas de um computador e 91% têm acesso a telemóveis.

Um grupo de especialistas europeus em saúde infantil encontrou uma forte ligação entre a obesidade infantil e a exposição prolongada à tecnologia durante os seus anos iniciais e, de acordo com um estudo, agora publicado na revista Acta Paediatrica, cerca de 19% das crianças e adolescentes europeus têm excesso de peso.

Considerando que esta é uma “taxa alarmante”, os investigadores da Academia Europeia de Pediatria e do Grupo Europeu de Obesidade Infantil defendem que os pais devem tentar perceber que impacto podem ter o uso de vários dispositivos e os hábitos alimentares na saúde dos filhos.

O Dr. Adamos Hadjipanayis, líder do estudo e membro da Academia Europeia de Pediatria, defende que “os pais devem limitar a visualização de TV, o uso de computadores e dispositivos similares a não mais do que 1h30 por dia e apenas se a criança tiver mais do que quatro anos de idade”.

Mas, os pediatras também “devem informar os pais sobre o risco geral que o uso destas tecnologias representa para o desenvolvimento cognitivo e físico dos seus filhos”, observa Hadjipanayis.

Para além de limitar o tempo de utilização, os especialistas recomendam que as crianças não tenham televisão no quarto e que os pais devem dar o exemplo, reduzindo o seu próprio tempo de consumo de televisão e afins. Por fim, também aconselham que os iPads, smartphones e televisões não sejam usados como “babysitter”.

O estudo também destacou que o consumo de televisão e redes sociais a horas tardias perturba os padrões de sono dos jovens, o que, por sua vez, pode contribuir para a obesidade.

 

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Uso em excesso de tablets e smartphones aumenta risco de depressão e suicídio

Dezembro 2, 2017 às 1:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do https://oglobo.globo.com/ de 14 de novembro de 2017.

Estudo com adolescentes americanos mostra relação entre tempo de tela e saúde mental

SAN DIEGO, Califórnia — Adolescentes que passam muitas horas diárias usando computadores, tablets e smartphones têm maior probabilidade de apresentar quadros de depressão e comportamentos suicidas, revela estudo realizado por pesquisadores das universidades estaduais de San Diego e da Flórida. A descoberta serve de alerta para que pais monitorem o chamado tempo de tela dos filhos.

— O aumento nos problemas de saúde mental entre adolescentes é alarmante — alertou Jean Twenge, professora na Universidade Estadual de San Diego, líder da pesquisa publicada nesta terça-feira no periódico “Clinical Psychological Science”.

Em parceria com Thomas Joiner e Megan Rogers, da Universidade Estadual da Flórida, Twenge e a graduanda Gabrielle Martin analisaram dados de questionários respondidos anonimamente por mais de 500 mil adolescentes e cruzaram os números com estatísticas sobre suicídios do Centros para Controle e Prevenção de Doenças dos EUA.

Os resultados mostraram que a taxa de suicídio para garotas entre 13 e 18 anos aumentou 65% entre 2010 e 2015, e o número de meninas sofrendo com comportamentos relacionados ao suicídio — falta de esperança e pensamentos, planos e tentativas de suicídio — subiu 12% no mesmo período. O número das que relataram sintomas de depressão severa cresceu 58%.

— Quando eu vi pela primeira vez esse aumento repentino em questões de saúde mental, não estava certo sobre as causas — afirmou Twenge. — Mas esses mesmos questionários perguntavam aos adolescentes como eles gastavam o tempo de lazer, e entre 2010 e 2015, os adolescentes aumentaram o tempo gasto com telas e diminuíram em outras atividades.

Os pesquisadores voltaram aos números para checar se existia alguma correlação estatística entre o tempo de tela com sintomas depressivos e comportamentos suicidas. Eles descobriram que 48% dos adolescentes que gastam cinco ou mais horas por dia em dispositivos eletrônicos relataram ao menos uma característica relacionada ao suicídio, contra apenas 28% dos que passam menos de uma hora por dia com telas. Sintomas de depressão também são mais comuns em adolescentes que gastam muito tempo em tablets, smartphones e computadores.

O resultado está em linha com estudos anteriores, que relacionaram o maior tempo gasto em redes sociais com a tristeza.

Do lado positivo, os pesquisadores descobriram que o uso do tempo livre para interações sociais, esportes, exercícios físicos, lição de casa, cultos religiosos, entre outras atividades, está relacionado a menos sintomas depressivos e de suicídio. Além disso, os cientistas afirmam que não é preciso abandonar completamente os dispositivos eletrônicos, apenas limitar o uso a uma ou duas horas diárias.

— Apesar de não podermos garantir que o uso crescente dos smartphones causou o aumento nos problemas de saúde mental, isso foi de longe a maior mudança na vida dos adolescentes entre 2010 e 2015 — disse Twenge.

O estudo citado na notícia é o seguinte:
Increases in Depressive Symptoms,  Suicide-Related Outcomes, and Suicide  Rates Among U.S. Adolescents After 2010  and Links to Increased New Media Screen  Time

Las nalgadas durante la infancia incrementaría el riesgo de depresión e intentos suicidas

Novembro 21, 2017 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do site https://www.psyciencia.com de 7 de novembro de 2017.

Por David Aparicio

A principios del año escribí un extenso artículo que presentaba la evidencia de cientos de investigaciones sobre los efectos de las nalgadas en la salud física y mental de los niños. Las investigaciones no han cesado y datos más recientes nos alertan de repercusiones más severas como depresión, intentos suicidio, abuso del alcohol y drogas.

El estudio publicado en Child Abuse & Neglect y dirigido por Melissa T. Merrick y los ya conocidos expertos en el tema del castigo físico, Elizabeth Gershoff y Andrew Grogan-Kaylor, llevaron un análisis que evaluó el efecto de las Experiencias Infantiles Adversas (ACE, por sus siglas en inglés) que sufrieron 7645 personas de diferentes razas antes de los 18 años de edad.

Experiencias Infantiles Adversas y el efecto de las nalgadas

Las ACE incluyen por lo general una lista de 10 experiencias: abuso sexual, emocional, físico, negligencia (física y emocional), problemas en el hogar (madre tratada violentamente, familiares con trastornos mentales, familiares en prisión, con problemas de abuso de sustancia y padres separados o divorciados). Sin embargo, en esta investigación se decidió añadir las nalgadas1 en la lista de ACE para a explorar sus efectos en conjunto y por separado.

Como era de esperarse, los análisis indicaron que una relación directa y creciente entre los ACE y los problemas de salud mental como el consumo de drogas y alcohol, intentos de suicidio y depresión. Así se encontró que las personas que habían sufrido de seis o más ACE durante su infancia tenían 2.73 más riesgo de sufrir de depresión durante su vida adulta; 24.36 de intentar suicidio, 3.73 de riesgo de abuso de sustancias y 2.84 de tener problemas de alcohol. Al analizar los ACE de manera independiente se encontró que las nalgadas durante la infancia también relacionaba con los problemas de alcohol, drogas, intentos de suicidio y depresión.

La investigación también evaluó los efectos combinados entre varios ACE y en esta etapa se encontró  las nalgadas no se relacionaban significativamente con el intento de suicidio y depresión. Los autores argumentan que probablemente se deba a que las nalgadas están fuertemente relacionadas con otras formas de maltrato físico infantil (cachetadas, correazos, etc.) que se relacionan también con problemas de salud.

Hace poco en Francia aceptó como legal el uso de nalgadas, bajo la premisa de que los padres están en una relación jerárquica que les atribuye el derecho de usar el castigo físico como método correctivo. Ningún gobierno puede legalizar la violencia como medio “correctivo” cuando las leyes internacionales lo prohiben y hay tanta evidencia de los efectos que puede provocar. No estamos hablando solo de efectos imperceptibles, estamos hablando de problemas de salud mental y físicos que causan la muerte de millones de personas y representan miles de millones de dólares en gastos de salud.

Fuente: Psypost

Notas al pie de página:

Para evitar confusiones o malas interpretaciones los autores fueron cuidadosos a la hora de definir qué son las nalgadas: (uso de fuerza física, con la mano abierta, para provocar dolor, pero sin lesiones con el fin de corregir o controlar la conducta de los niños.

 

 

Las princesas de Disney incrementan los estereotipos en los niños?

Novembro 13, 2017 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do site https://www.psyciencia.com/ de 19 de julho de 2016.

Por David Aparicio

“Let it Go, Let it Go…”

Todos hemos escuchado el popular coro de la película de Disney Frozen, y es que con su personaje, Elsa, Disney retomó la popularidad entre grandes y chicos de todo el mundo. Hoy es la película animada que más dinero recaudó en la historia del cine.

Con tanta euforia entorno a las películas de Disney muchos padres e investigadores han mostrado su preocupación en torno al posible efecto que pueden tener sus personajes (en especial las princesas) sobre la autoestima, imagen corporal y el fomento de estereotipos en los más chicos.

Una investigación entrevistó cerca de 200 niños estadounidenses de casi 5 años de edad y a sus padres, para evaluar si realmente las princesas de Disney tenían un efecto negativo en el aprendizaje y desarrollo de los niños.

En concreto, el estudio evaluó qué juguetes preferían los niños y niñas de la investigación y con cuánta frecuencia veían algún programa o pelìcula de Disney que giraba entorno a una princesa. También se pidió a los padres que completarán un reporte de conducta de sus hijos.

Estereotipos y autoestima

Los resultados mostraron que el 96% de las niñas y el 87% de los niños había visto alguna de las películas o series de Disney. A diferencia de los varones, las niñas eran más propensas a adoptar las narrativas de las películas durante los momentos de juego.

Al comparar los resultados, después de un año de seguimiento, se encontró que la frecuente exposición a los juegos y películas de princesas de Disney, se relacionaba con fuertes conductas estereotipadas de género en las niñas. Aquellas niñas evitaban todas las experiencias que no se consideraban como femeninas, por ejemplo: jugar con otros tipos de juguetes o ensuciarse mientras jugaban, porque esa no era la manera en que las princesas se comportaban. Estas niñas eran más propensas a expresar creencias de que las niñas deben tener diferentes oportunidades y objetivos en la vida.

También se exploró si había relación entre la autoestima de las niñas y el uso de los productos y películas de princesas de Disney, y el estudio no encontró que afectara la autoestima y autoimagen de las niñas. Sin embargo, los investigadores explican que quizás, se podría encontrar efectos en la autoestima con un seguimiento más prolongado (recuerden que este estudio sólo hizo un seguimiento de un año). No obstante, esta es una hipótesis que se debe comprobar.

Otro dato que es importante resaltar es que los padres jugaron un rol importante en el aprendizaje de las conductas estereotipadas. Según los hallazgos, los padres reforzaban la cultura de las princesas de Disney, lo cual podría también tener serias consecuencias a largo plazo en el desarrollo de las niñas. Aquellas que han sido criadas como “princesitas consentidas” son más propensas a darse por vencido ante las situaciones difíciles de la vida, se esfuerzan menos y generalmente se concentran cualidades superficiales, como la belleza.

Un efecto positivo en los varones

Uno de los hallazgos que más interés generó fue que los niños varones que jugaban y veían películas semanales relacionadas con las princesas de Disney tenían mejor autoestima y eran más atentos con los otros. Este hallazgo fue bastante pequeño, pero valdría la pena explorarlo aún más.

No podemos terminar el artículo sin antes aclarar que este estudio es correlacional y por tanto no podemos atribuir ninguna responsabilidad causal a los personajes de Disney. Hay una relación importante que necesita más atención por parte de los investigadores. Para los padres es un llamado de atención, hay que ser cuidadosos con los tipos de crianza que se refuerzan en nuestros hijos. Es bonito ver a una hija vestida de princesa, pero lo más importante debe ser poder enseñarle a desenvolverse en distintos roles, que pueda explorar el mundo, esforzarse y no esperar nada regalado por el simple hecho de ser bonita.

La investigación está disponible en la revista Child Development y fue desarrollada por investigadores del Brigham Young University.

Fuente: Quartz

 

Há jovens que enviam mensagens agressivas a si próprios na Internet, revela estudo

Outubro 31, 2017 às 1:30 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do https://www.publico.pt/ de 30 de outubro de 2017.

Karla Pequenino

Investigadores americanos acreditam que o problema está por trás de alguns casos de suicídio

Por vezes, quem é alvo de mensagens ofensivas na Internet é também quem as escreve e envia a si próprio, sob pseudónimo. O problema existe, pelo menos, entre jovens. Um grupo de investigadores norte-americanos revelou que cerca de um em cada 20 adolescentes (entre os 12 e os 17 anos) envia mensagens agressivas a si mesmo. O alerta vem num estudo publicado esta semana na revista cientifica Journal of Adolescent Health.

“O autoflagelo digital [digital self-harm, no original], como chamamos à tendência, ocorre quando um individuo cria uma conta anónima online e a utiliza para enviar insultos e ameaças a si próprio”, explica ao PÚBLICO Sameer Hinduja, um investigador em cyberbullying da Universidade Atlântica da Florida, que participou no estudo.

O problema, explica, veio à tona em 2013, após o suicídio de uma jovem britânica de 14 anos. A morte de Hannah Smith foi inicialmente associada ao bullying que sofria através do site de mensagens Ask.fm, onde lhe escreviam “morre, toda a gente ficará mais feliz” ou “faz-nos um favor e mata-te”. Porém, uma investigação posterior concluiu que 98% das mensagens de ódio recebidas tinham sido enviadas pela própria adolescente. A história de Natalie Natividad, em 2016, no Texas, é semelhante. Mas não são as únicas.

Dos 5593 jovens americanos inquiridos pela equipa de Hinduja, mais de 300 (6%) admitiu já ter enviado mensagens agressivas a si próprio. Metade (51,3%) disse que apenas o tinha feito uma vez, mas 13,2% admitiu fazê-lo múltiplas vezes.

Para Hinduja é uma percentagem relevante. “Os pais já não podem ignorar a possibilidade de que uma mensagem ofensiva recebida pelos seus filhos tenha vindo dos seus próprios filhos”, frisa o investigador. “Sempre que um jovem experiencie cyberbullying, há um problema que tem de ser resolvido. Especialmente se o emissor e o receptor forem a mesma pessoa.”

Os motivos variam: desde jovens que o fazem como uma forma de diversão, a pessoas que querem testar a reacção dos amigos, ou casos de indivíduos deprimidos que se querem obrigar a sentir pior. “Os estudantes que admitiram estar deprimidos, ou que se magoavam de outras formas [fora da Internet], tinham uma maior probabilidade de incorrer no comportamento”, nota Hinduja.

A idade e a etnia dos inquiridos não afectou as respostas, mas o género e a sexualidade, sim. O comportamento era mais prevalente em adolescentes que não se identificam como heterossexuais, e pessoas que tinham sido vítimas de bullying no passado. Os rapazes também tinham mais probabilidade de enviar mensagens ofensivas a si próprios, mas era frequentemente como uma piada ou forma de conseguir atenção de amigos ou interesses amorosos.

Já o local das ofensas – Facebook, Instagram, Twitter, Ask.fm ou outra rede social – não é relevante para o investigador: “Não acho que faça a diferença. De momento não sei se acontece mais numa plataforma que noutra, apenas que está a acontecer e que os estudantes admitem que o fazem.”

Segundo o relatório dos investigadores, “entre 13 e 18% de jovens em todo o mundo envolve-se em algum tipo de comportamento para se magoar durante a sua vida e este tipo de comportamento continua a crescer nas últimas duas décadas”. Para Hinduja, as agressões verbais, através da Internet não podem ser descuradas.

“Estas investigações mostram que comportamentos autodestrutivos vêm antes de tentativas de suicídio”, frisa Hinduja. “Queremos impedir que isto aconteça, e é por isso que estamos a tentar alertar para o problema das ofensas autodirigidas através do mundo digital”.

 

 

 

Crianças com ganho persistente de peso têm melhor qualidade óssea

Outubro 31, 2017 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do http://ispup.up.pt/ de 20 de outubro de 2017.

O aumento persistente de peso desde o nascimento até aos 7 anos de idade associou-se com uma melhor qualidade do osso das crianças, conclui um estudo desenvolvido por investigadores da Unidade de Investigação em Epidemiologia (EPIUnit) do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP).

“A qualidade óssea é, em grande parte, conservada desde as primeiras décadas de vida. Por isso, a infância é hoje encarada como um período de oportunidade para intervir em fatores modificáveis que possam promover melhor saúde óssea, com a finalidade de prevenir fraturas de fragilidade (osteoporóticas) na vida adulta”, diz Teresa Monjardino, primeira autora do estudo, coordenado pela investigadora Raquel Lucas.

Contudo, pouco se sabe sobre o impacto das trajetórias do peso da criança ao longo do crescimento na qualidade do osso durante os primeiros 10 anos de vida. Por isso, a presente investigação estudou a influência da evolução do peso de 1889 crianças da coorte Geração XXI –  projeto iniciado em 2005, que acompanha o crescimento e o desenvolvimento de mais de oito mil crianças nascidas em hospitais públicos da Área Metropolitana do Porto – nas propriedades físicas do osso aos 7 anos de idade. As crianças foram avaliadas através de densitometria óssea, sendo extraídos dados sobre a sua densidade mineral óssea.

Os investigadores identificaram quatro trajetórias designadas “ganho normal de peso”, “maior ganho de peso no início da infância”, “maior ganho de peso mais tarde na infância” e “ganho persistente de peso”.

Concluiu-se que as crianças com uma trajetória de crescimento caracterizada por “ganho persistente de peso” apresentavam um osso mais forte aos 7 anos de idade. “Não é novidade que as crianças que têm mais peso num determinado momento necessitam de mais massa óssea para responderem às exigências mecânicas. O que este estudo acrescenta é que, para além do peso numa determinada idade, também a trajetória de crescimento até atingir esse peso é determinante das propriedades do osso na infância. Estes achados indicam que é possível observar diferenças na qualidade do osso logo desde a infância, e apoiam uma abordagem de ciclo de vida à saúde óssea e às políticas de saúde para a sua promoção”.

A investigação, publicada na revista “Journal of Pediatrics”, intitula-se “Weight Trajectories from Birth and Bone Mineralization at 7 Years of Age” e foi também assinada por Ana Cristina Santos e por Teresa Rodrigues, da EPIUnit do ISPUP, e por Hazel Inskip, Nicholas Harvey e Cyrus Cooper da Universidade de Southampton (Reino Unido).

Imagem: Pixabay/ benscherjon

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/29033242

Bullying e cyberbullying: quando os valores morais nos faltam e a convivência se estremece –

Outubro 16, 2017 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Bullying e cyberbullying: quando os valores morais nos faltam e a convivência se estremece

Luciene Regina Paulino Tognetta, Darlene Ferraz Knoener, Sanderli Aparecida Bicudo Bomfim, Sandra Trambaiolli De Nadai

Resumo

Este estudo teórico objetiva evidenciar a ausência de conteúdos morais em situações de bullying e cyberbullying, destacando, em contrapartida, a necessidade de compreender esse fenômeno da violência como um problema moral. Em meio a um contexto de relações interpessoais violentas vivenciado nas instituições de ensino, seja de forma presencial ou virtual, urge destacar as evidências das investigações atuais sobre esse tema que apontam para a superação do problema por meio de processos que priorizem a composição de um ambiente que favoreça a formação moral e a convivência ética. Uma vez que a escola desempenha um papel significativo na construção da moralidade do sujeito, é necessário que haja, em cada instituição de ensino, a sedimentação de um projeto de convivência ética, de modo a explicitar o pacto de todos os seus personagens com a prevenção à violência. A literatura atual aponta a necessidade de tais programas e projetos de convivência ética que sejam intencionais, sistematizados e contínuos, proporcionando espaços de protagonismo para os alunos a fim de que exercitem e vivenciem valores morais para que estes tomem lugar central em sua personalidade, justamente por destacar o quanto tais valores estão ausentes naqueles que agridem, bem como muitas vezes naqueles que recebem ou testemunham a agressão.

descarregar o estudo no link:

http://piwik.seer.fclar.unesp.br/iberoamericana/article/view/10036

Jovens obesos ultrapassarão os mal nutridos em 2022

Outubro 11, 2017 às 7:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do https://www.dn.pt/ de 11 de outubro de 2017.

Actividade física regular é uma das formas de combater a obesidade

Filomena Naves

Estudo prevê população infantil global maioritariamente obesa dentro de quatro anos. Para a OMS trata-se de “uma crise de saúde global”, a exigir políticas dirigidas ao problema

Hoje há dez vezes mais crianças e adolescentes obesos em todo o mundo do que há 40 anos e se a tendência de crescimento das últimas décadas se mantiver, em 2022, ou seja, dentro de apenas quatro anos, o número de jovens obesos tornar-se-á pela primeira vez superior ao dos que não têm peso suficiente por mal nutrição. A previsão é de um estudo do Imperial College de Londres e da Organização Mundial da Saúde (OMS), que foi publicado ontem, véspera do Dia Mundial da Obesidade que hoje se assinala, na revista The Lancet.

O trabalho, que passou em revista e coligiu ao longo de quatro décadas, entre 1975 e 2016, os dados do peso, altura e índice de massa corporal de mais de 130 milhões de pessoas com mais de cinco anos – 31,5 milhões entre os 5 e os 19 anos, e 97,4 milhões com mais de 20 anos -, é o maior estudo epidemiológico alguma vez realizado, segundo os seus autores, e mostra que a tendência para aumento de número de jovens obesos ganhou maior velocidade desde 2000. Em 1975, um por cento das crianças e jovens a nível mundial tinham peso em excesso, ao passo que em 2016 esse percentagem já chegava aos 8%.

“Esta tendência preocupante, que está igualmente em curso em países de médios e baixos recursos, reflete o impacto do marketing alimentar e das políticas que tornam os alimentos saudáveis e nutritivos demasiado caros para as famílias e as comunidades pobres”, afirma Majid Ezzati, da Escola de Saúde Pública do Imperial College, que coordenou a investigação. Por isso, sublinha o especialista, “esta é uma geração de crianças e adolescentes ao mesmo tempo obesos e mal nutridos”, pelo que alerta para a urgência de se “encontrarem formas de tornar acessíveis a estas famílias e comunidades, incluindo nas escolas, os alimentos saudáveis e nutritivos, especialmente nas comunidades pobres”. Outra medida essencial para combater o problema “é criar leis e taxas para proteger os mais novos de alimentos pouco saudáveis”, diz o coordenador do estudo.

Em 2016, último ano a que se reporta a avaliação, o número de crianças e adolescentes no mundo com peso insuficiente por deficiências alimentares era superior ao dos obesos e com excesso de peso (192 milhões no primeiro caso, 112 milhões no segundo), mas com a atual tendência de crescimento da população obesa a manter-se, nomeadamente nos países do Leste da Ásia, da América Latina e da Caraíbas, esses valores vão inverter-se no espaço dos próximos quatro, asseguram os autores do estudo.

“Esta é uma crise de saúde global”, garante Fiona Bull, que coordena na OMS o programa de vigilância e prevenção de doenças de notificação não obrigatória, notando que a situação “se agravará nos próximos anos, se não se tomarem medidas drásticas”.

A OMS já iniciou o combate contra a obesidade infantil, com a recomendação de políticas nesse sentido, e um plano cujas orientações serão hoje publicadas. Promover a redução drástica do consumo dos alimentos baratos e ultraprocessados e altos teores de calorias e gorduras, e favorecer a atividade física e os desportos são duas dessas orientações.

News release da WHO, gráficos e estudo mencionado na notícia:

Tenfold increase in childhood and adolescent obesity in four decades: new study by Imperial College London and WHO

Como é que a nossa frustração tem impacto na vida dos nossos filhos

Outubro 10, 2017 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do https://www.publico.pt/ de 26 de setembro de 2017.

Quando as crianças observam os adultos em conflito temem (ou não) que a sua família se separe, revela estudo da Universidade do Arizona.

Bárbara Wong

O conflito faz parte da vida dos casais e muitos evitam discutir à frente dos filhos para os proteger. Não fazem mal, mas se gerirem os conflitos de forma construtiva ajudarão os filhos, declara Olena Kopystynska, investigadora da Universidade do Arizona.

Kopystynska e os colegas estudam conflitos e resolução de conflitos e, num artigo publicado no Journal of Family Psychology, analisam a forma como os pais lidam com o conflito e como se sentem os filhos quando expostos ao mesmo.

O estudo concentra-se em estilos construtivos versus destrutivos. No primeiro, apesar da diferença de opinião, há calma e respeito entre os membros do casal, e os pais procuram resolver o conflito. No segundo, o destrutivo, há raiva e ressentimento, e o casal tende a afastar-se do tema da discussão para ir buscar outros acontecimentos do passado. São os conflitos de estilo destrutivo que podem deixar as crianças mais inseguras emocionalmente, revela o estudo.

“As crianças são muito boas a adivinhar pequenas nuances de como os pais interagem um com o outro. Por isso é importante a forma como os pais expressam e gerem os desafios da vida diária porque isso determina a confiança das crianças na estabilidade e segurança de sua família”, declara Kopystynska, citada num comunicado da universidade norte-americana. “Se os pais são hostis, as crianças até aos 3 anos podem sentir a ameaça de a sua família caminhar para uma dissolução. Eles podem não ser capazes de expressar as suas inseguranças verbalmente, mas podem senti-las”, acrescenta.

O estudo baseia-se em dados a nível nacional recolhidos junto de famílias com baixos rendimentos, logo, em mais alto risco de conflito – contudo, muito poucos casais no estudo eram inteiramente destrutivos, aponta o comunicado.

Os investigadores identificaram quatro perfis de casais: aqueles em que ambos tratam o conflito de forma construtiva; aqueles em que ambos tratam de forma destrutiva; casais em que a mãe é construtiva e o pai destrutivo; e casais em que o pai é construtivo e a mãe destrutiva.

A maior parte dos pais não eram casados e os dados começaram a ser recolhidos quando os casais tiveram o primeiro filho. Os dados foram recolhidos em três alturas e a investigadora concentrou-se na última fase, quando as crianças tinham à volta de 3 anos. Então foi perguntado aos pais como geriam os conflitos e como reagiam os seus filhos quando os presenciavam.

Na relação com as filhos, Kopystynska e os colegas descobriram que enquanto os pais interagiam de forma semelhante, fosse qual fosse o seu perfil; as mães que eram destrutivas tendiam a ser mais duras com as crianças.

No que diz respeito ao impacto na insegurança emocional das crianças, os investigadores descobriram que esta era maior quando um dos pais tratava o conflito de forma destrutiva e o outro de forma construtiva, do que quando as crianças tinham pais que lidavam com os conflitos de forma construtiva. Nestes casos, “o que descobrimos é que as crianças sentem-se menos inseguras quanto ao clima familiar, e quando pelo menos um dos pais discute destrutivamente, há alguns níveis de insegurança sobre as relações familiares”, conclui Kopystynska.

O estudo mencionado na notícia é o seguinte:

Patterns of Interparental Conflict, Parenting, and Children’s Emotional Insecurity: A Person-Centered Approach

 

Ter televisão no quarto não faz bem à saúde das crianças, diz estudo

Outubro 3, 2017 às 1:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do https://www.publico.pt/ de 27 de setembro de 2017.

Investigação da Universidade Estadual do Iowa revela que as crianças com televisão ou jogos no quarto têm menor desempenho académico.

As crianças que têm no quarto uma televisão ou jogos de computador dormem menos, assim como lêem menos. As consequências são fáceis de prever: menor desempenho escolar, maior risco de obesidade e de ser dependente das novas tecnologias, diz um estudo da Universidade Estadual do Iowa, citado pelo Quartz.

Mas há outros riscos associados: podem assistir a programas inadequados para a idade, assim como participar em jogos violentos, o que aumenta os níveis de agressão física, refere Douglas Gentile, professor de psicologia e autor principal do estudo de Psicologia do Desenvolvimento que foi feito nos EUA e na Ásia.

Os responsáveis pelo estudo acompanharam crianças durante um período de 13 e 24 meses e concluíram que aquelas que tinham equipamentos electrónicos no quarto viam mais televisão, o que afectou indirectamente os seus resultados académicos. Pois se viam televisão, não liam.

“Quando a maioria das crianças liga a televisão no seu quarto, provavelmente não assiste a programas educacionais, nem joga jogos educacionais”, continua o especialista, referindo ainda que os pais não fazem uma monitorização nem controlam o que vêem ou fazem os miúdos nos seus quartos. Com os smartphones e tablets o risco é ainda maior, continua Gentile. Não há controlo se as crianças e jovens usam esses meios, por exemplo, durante a noite.

Portanto, os investigadores também conseguiram relacionar o tempo à frente do ecrã com o aumento do índice de massa corporal, assim como com a agressividade e sintomas de dependência.

Por isso, a recomendação é para que os pais tenham coragem e lutem por manter todos os equipamentos fora do quarto. É uma batalha a curto prazo, mas os filhos saírão beneficiados com essa decisão, acredita Gentile. “Para os pais, é muito mais fácil não pôr uma televisão no quarto do que tirá-la”, reconhece.

 

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