Como estimular o bebê a falar

Janeiro 17, 2015 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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texto do site  http://revistacrescer.globo.com  de 7 de janeiro de 2015.

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Por Malu Echeverria

Basta o bebê emitir alguns sons, ainda nos primeiros meses de vida, para os pais se perguntarem: quando ele vai começar a falar? Ansiedades à parte, é importante ressaltar que o desenvolvimento da linguagem ocorre paralelamente ao neurológico. “Ele depende do amadurecimento cognitivo, mas também de um ambiente estimulador”, explica a fonoaudióloga Débora Befi Lopes, professora da USP e coordenadora do Serviço de Fonoaudiologia do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas (SP). Isso quer dizer que, sim, você pode ajudar seu filho em mais essa conquista. Veja, a seguir, como se dá a aquisição da linguagem e o que pode ser feito para facilitar esse processo.

Gugu-dadá

Não existe uma idade exata para as crianças falarem as primeiras palavras. Em geral, isso acontece por volta dos 12 meses. “Mas há aquelas que já começam aos 10 meses, enquanto outras só aos 16. E ambas estão dentro do normal”, esclarece a fonoaudióloga. Com 1 ano de idade, o bebê pronuncia, em média, dez palavras que tenham algum significado importante para ele, como papai, mamãe, bola, au-au, etc – provavelmente, ele não irá articular os sons de maneira correta. Nessa fase, compreende-se aproximadamente 50 palavras.

Ao redor dos 2 anos, a criança começa a juntar duas palavras para formar pequenas frases (“qué papá”, “dá bola”). Ocorre, então, um salto no desenvolvimento da linguagem: ela passa a produzir entre 150 e 200 palavras e entende aproximadamente 600 delas. Não por coincidência, esse boom corresponde ao período em que muitas entram na pré-escola. “O estímulo do novo meio, onde é preciso se esforçar mais para ser compreendido e interagir, faz diferença”, afirma Débora. Outro aspecto relevante é que, em contato com outras crianças, surgem palavras novas que antes talvez não fizessem parte do universo dela. Se um dos amigos tiver um gato, por exemplo, e ela não, esse será mais um bicho que passará a conhecer. É assim que a linguagem acontece: sempre dentro de um contexto. Justamente por isso, não adianta mostrar cartões com figuras de objetos para aumentar o vocabulário do seu filho. Ele não irá captá-las se elas não fizerem sentido dentro do cotidiano. Fale com ele

“Para falar, o bebê precisa ser exposto à linguagem, ou seja, ouvir a voz humana”, ensina Débora. O melhor incentivo, portanto, é conversar com o bebê desde sempre. Ao trocar a fralda, nomeie as partes do corpo. Leia e converse sobre a história contada. Cante para ele e junto com ele. Lembre-se, no entanto, de que você será o modelo que seu filho irá reproduzir. “Tudo bem mudar a entonação de voz para falar carinhosamente, algo que todas as mães fazem. Só não vale pronunciar as palavras do jeito errado”, alerta a especialista. Por fim, deixe que ele se esforce – de acordo com os limites da idade, claro – para falar os nomes, e não apenas apontar as coisas. E, quando ele desatar a conversar, controle-se para não corrigi-lo o tempo todo. Em vez de dizer que ‘aua’ está errado, o melhor é repetir a frase com a pronúncia correta: “quer água?”. Quando você menos esperar, acredite, ele estará falando pelos cotovelinhos.

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Como prometido, aqui vai um folheto com algumas sugestões de atividades para os pais fazerem com os mais pequenos durante as férias
https://www.dropbox.com/s/xdunkb69r3kezxy/folheto_act_ferias.pdf


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