Pais podem sofrer de privação do sono até seis anos após nascimento do primeiro filho

Março 12, 2019 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Expresso de 26 de fevereiro de 2019.

Efeitos são piores nas mulheres. Mesmo quando os filhos crescem, há novos fatores de stress e preocupação

Primeiro, há as preocupações básicas. O bebé acaba de nascer, acorda muitas vezes de noite, precisa de ser alimentado e de atenção redobrada. Depois vai crescendo, mas surgem novos motivos de stress: os pesadelos, o medo do escuro, as noites mal dormidas. Um conjunto de fatores que se prolonga ao longo dos anos pode perturbar o sono dos pais até seis anos depois do nascimento do primeiro filho, aponta um novo estudo.

A investigação, da universidade britânica de Warwick e publicada pela revista científica “Sleep”, foi elaborada na Alemanha, com base em entrevistas a 2541 mulheres e 2118 homens. Os participantes no estudo foram questionados anualmente, entre 2015 e 2018, sobre a qualidade e quantidade do seu sono após o nascimento do primeiro, segundo ou terceiro filho. Mas, se era de esperar que os inquiridos indicassem problemas relativos ao sono sobretudo depois de serem pais pela primeira vez, a verdade é que os resultados que indicam uma degradação da qualidade e quantidade de sono a maior prazo surpreenderam os próprios investigadores.

“Não esperávamos este resultado, mas acreditamos que há muitas mudanças nas responsabilidades que se tem [quando se é pai ou mãe]”, diz ao jornal “The Guardian” Sakari Lemola, um dos cinco co-autores do estudo. Ou seja, quando se tem um filho as preocupações não deixam de surgir, mesmo que este seja menos dependente, e é preciso contar com noites mal dormidas bem além dos primeiros meses de vida – seja graças a doenças, pesadelos, noites interrompidas ou simplesmente o stress de se ser pai.

A investigação conclui que, no caso do primeiro filho, estes efeitos negativos poderão durar, sobretudo no caso das mulheres, até depois de quatro a seis anos após o nascimento. Mas a privação de sono também se prolonga depois dos segundos e terceiros filhos, embora por menos tempo.

No caso das mulheres, as mais afetadas por esta privação, a perda de sono é de mais de uma hora por noite nos meses depois do nascimento do primeiro filho, reduzindo-se esse tempo para quarenta minutos quando passa o primeiro ano. Mas podem passar-se anos até que se restabeleça o padrão normal de sono e se recuperem as horas (bem) dormidas.

 

 

Fim da hora de inverno será preocupante para crianças e adolescentes

Setembro 13, 2018 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Photo by 90 jiang on Unsplash

 

O especialista em medicina do sono Joaquim Moita avisa que o fim da hora de inverno seria preocupante sobretudo para as crianças e adolescentes, que passariam a acordar e a ir para as aulas ainda de noite.

A Comissão Europeia vai propor o fim da mudança de hora, depois de essa ter sido a vontade expressa por uma grande maioria dos europeus na consulta pública lançada este verão, acabando com a distinção entre horário de verão e horário de inverno.
Em declarações à agência Lusa, o médico Joaquim Moita, que dirige o Centro de Medicina do Sono do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra e a Associação Portuguesa do Sono, lembra que o cérebro humano precisa de exposição à luz solar para acordar devidamente.

“Se acabar a hora de inverno, entre os meses de novembro e janeiro iremos estar às 08:15 ainda com noite escura”, avisa o especialista.

Ora, às 08:15 muitas das crianças e adolescentes portugueses já estão a ter aulas ou pelo menos a caminho da escola.

“O resultado não será benéfico e o desempenho cognitivo e físico podem ficar comprometidos. As crianças e os adolescentes já deviam ir bem acordados para a escola e, para acordar bem, o cérebro precisa de exposição ao sol, à luz solar”, explica Joaquim Moita.

O especialista frisa que uma das regras básicas da higiene do sono é precisamente levantar à mesma hora e procurar a exposição solar, o que pode ficar comprometido caso se acabe com a hora de inverno.

“Os mesmos problemas também se podem aplicar ao mundo do trabalho. É muito preocupante para as faixas etárias mais jovens, mas também para quem já trabalha”, indicou.

Joaquim Moita julga que haveria vantagens em manter a hora de inverno e considera que as alterações entre hora de verão e hora de inverno não constituem qualquer problema médico, até porque o organismo se adapta facilmente a estas mudanças de hora.

O perito lembra que os portugueses “já dormem pouco”, considerando que o fim da hora de inverno pode ainda prejudicar mais o descanso, o número de horas de sono e a forma como se desperta.

Uma maioria “muito clara” de 84% dos cidadãos europeus pronunciaram-se a favor do fim da mudança de hora na consulta pública realizada este verão, de acordo com resultados preliminares hoje divulgados pela Comissão Europeia.

Os resultados preliminares hoje publicados pelo executivo comunitário – os resultados finais serão divulgados “nas próximas semanas” – revelam que os portugueses que participaram no inquérito “online” estão em linha com a média europeia, já que 85% também defenderam que deixe de se mudar o relógio duas vezes por ano, o que Bruxelas pretende agora implementar, com a apresentação de uma proposta legislativa.

Naquela que foi, de forma destacada, a consulta pública mais participada de sempre, com mais de 4,6 milhões de contributos oriundos de todos os Estados-membros, a maior parte das respostas veio da Alemanha, onde o assunto foi particularmente mediatizado, apontando a Comissão que a taxa de participação em percentagem da população nacional variou entre os 3,79% na Alemanha e os 0,02% no Reino Unido, tendo em Portugal participado no inquérito 0,33% da população.

Os resultados preliminares, acrescenta Bruxelas, “indicam também que mais de três quartos (76%) dos participantes consideram que mudar de hora duas vezes por ano é uma experiência «muito negativa» ou «negativa»”, e “como justificação do desejo de pôr fim a esta regras alegam o impacto negativo na saúde, o aumento de acidentes de viação ou a falta de poupanças de energia”.

 

Notícia Lusa / EDUCARE de 31 de agosto de 2018

Mais de metade dos jovens sente tristeza, irritação ou medo pelo menos uma vez por semana

Maio 28, 2018 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Tina Markova on Unsplash

Notícia do Expresso de 15 de maio de 2018.

Mais de 54% dos jovens entre os 14 e os 24 anos apresentam sintomas psicológicos como tristeza, nervosismo, problemas de sono, irritação e medo pelo menos uma vez por semana, o que influi negativamente na perceção global do estado de saúde.

As conclusões são de um estudo observacional transversal realizado por investigadores do Cintesis – Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde, a que a Lusa teve esta terça-feira acesso.

Com uma amostra composta por 746 adolescentes e jovens, o estudo foi publicado na obra “Qualidade de vida e saúde em uma perspetiva interdisciplinar” e tinha por objetivo caracterizar as perceções juvenis acerca da sua própria saúde e as experiências de ocupação dos tempos livres, fora do contexto académico ou laboral.

De acordo com este trabalho, assinado por Paula Rocha, Carlos Franclim e Paulo Santos, a sintomatologia psicológica era “significativamente maior” no género feminino, que também é o que perceciona pior o seu estado de saúde.

Nas jovens, o nervosismo é um dos sintomas mais referidos, seguindo-se a irritação e os problemas de sono.

Os autores defendem que “a diferença de género na perceção do estado de saúde e nos sintomas reforça a necessidade de intervenções e abordagens distintas entre os géneros”.

O estudo aponta também para a existência de uma correlação positiva e significativa entre a satisfação com a ocupação dos tempos livres e a perceção favorável do seu estado de saúde, sendo que os jovens mais satisfeitos são os que aproveitam os tempos livres para conviver com familiares e com amigos.

Para os investigadores, esta associação “justifica a inclusão sistemática da avaliação da dimensão ‘atividades’ nas consultas de seguimento de saúde dos adolescentes e jovens”.

Entre as atividades de ocupação regular dos tempos livres (pelo menos uma vez por semana), a música e a internet ocupam os lugares cimeiros, enquanto atividades como o voluntariado ou a participação associativa são menos comuns, mostrando que esta é “uma juventude mais individual na sua forma de passar os tempos livres, o que implica atualizar a compreensão sobre as causas deste movimento e as suas consequências”, consideram.

Os autores salientam a necessidade de ajustar as respostas existentes, nomeadamente o formato dos tempos escolares e laborais, bem como as estratégias de promoção de saúde e de estilos de vida saudáveis às “especificidades dos contextos e das gerações”.

O Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde é uma Unidade de Investigação e Desenvolvimento (I&D) cuja missão é encontrar respostas e soluções, no curto prazo, para problemas de saúde concretos, sem nunca perder de vista a relação custo/eficácia.

Sediado na Universidade do Porto, o Cintesis beneficia da colaboração das Universidades Nova de Lisboa, Aveiro, Algarve e Madeira, bem como da Escola Superior de Enfermagem do Porto. No total, o centro agrega cerca de 500 investigadores e conta com sete spin-offs.

mais informações no link:

http://cintesis.eu/pt/sintomas-psicologicos-influenciam-percecao-do-estado-de-saude-nos-jovens-e-adolescentes/

Crianças que comem mais peixe são mais inteligentes e dormem melhor

Janeiro 23, 2018 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do https://www.dn.pt/ de 4 de janeiro de 2018.

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Os participantes que comem peixe semanalmente obtiveram mais 4.8 pontos nos testes de QI, do que aqueles que responderam “raramente”, ou “nunca” comer peixe

Um estudo, publicado no Scientific Reports no mês passado, refere que as crianças que comem peixe uma ou mais vezes por semana dormem melhor e apresentam um maior QI.

Cientistas da Universidade da Pensilvânia, EUA, fizeram um inquérito a mais de 500 crianças na China, com idades entre os nove e os onze anos, questionando-as sobre a frequência com que tinham consumido peixe no mês anterior. As opções de resposta eram várias, nomeadamente “raramente”, “nunca” ou “pelo menos uma vez por semana”. Aos 12 anos, as mesmas crianças fizeram um teste de QI.

Depois de analisados os resultados, os investigadores concluíram que as crianças que comeram peixe uma ou mais vezes por semana apresentavam um maior nível de inteligência, quando comparadas com aquelas que responderam nunca comer peixe, ou comer menos de uma vez por semana.

Os que comiam peixe semanalmente obtiveram mais 4.8 pontos nos testes de QI do que aqueles que responderam “raramente”, ou “nunca” comer peixe. Os que disseram comer “às vezes” tiveram mais 3.31 pontos.

Os pais das crianças foram ainda questionados sobre a qualidade do sono dos filhos – duração do sono, a frequência com que dormiam a sesta e o cansaço. As crianças que comiam mais peixe apresentavam menores perturbações do sono.

Os especialistas recomendam, assim, que as crianças sejam incentivadas desde pequenas a comer peixe, para que cresçam a gostar do alimento, refere a CNN.

“Falta de horas de sono está associada a comportamentos antissociais e défice cognitivo. Nós descobrimos que os suplementos que contêm ómega 3 reduzem estes comportamentos, por isso não é surpreendente que o peixe esteja por detrás disto”, referiu Adrian Raine, coautor do estudo, citado pelo Daily Mail.

Tendo em conta a faixa etárias dos participantes, não foi questionado qual o peixe por eles ingerido. No entanto, os especialistas tencionam estudar o consumo de diferentes tipos de peixe, de forma a perceber quais apresentam maiores benefícios para a saúde, tanto a nível cognitivo, como em termos de qualidade do sono.

Depois de analisados os resultados, os investigadores concluíram que as crianças que comeram peixe uma ou mais vezes por semana apresentavam um maior nível de inteligência, quando comparadas com aquelas que responderam nunca comer peixe, ou comer menos de uma vez por semana.

Os que comiam peixe semanalmente obtiveram mais 4.8 pontos nos testes de QI do que aqueles que responderam “raramente”, ou “nunca” comer peixe. Os que disseram comer “às vezes” tiveram mais 3.31 pontos.

Os pais das crianças foram ainda questionados sobre a qualidade do sono dos filhos – duração do sono, a frequência com que dormiam a sesta e o cansaço. As crianças que comiam mais peixe apresentavam menores perturbações do sono.

Os especialistas recomendam, assim, que as crianças sejam incentivadas desde pequenas a comer peixe, para que cresçam a gostar do alimento, refere a CNN.

“Falta de horas de sono está associada a comportamentos antissociais e défice cognitivo. Nós descobrimos que os suplementos que contêm ómega 3 reduzem estes comportamentos, por isso não é surpreendente que o peixe esteja por detrás disto”, referiu Adrian Raine, coautor do estudo, citado pelo Daily Mail.

Tendo em conta a faixa etárias dos participantes, não foi questionado qual o peixe por eles ingerido. No entanto, os especialistas tencionam estudar o consumo de diferentes tipos de peixe, de forma a perceber quais apresentam maiores benefícios para a saúde, tanto a nível cognitivo, como em termos de qualidade do sono.

 

 

 

Estudo alerta: Crianças devem ter tempo limitado em frente a ecrãs para evitar obesidade

Dezembro 12, 2017 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do http://tek.sapo.pt/ de 24 de novembro de 2017.

Um novo estudo mostra que existe uma forte ligação entre a obesidade infantil e a exposição prolongada em frente à TV, computadores e outros ecrãs. O tempo recomendado para essas atividades é de 90 minutos por dia.

As crianças pequenas vêem, em média, uma hora de televisão por dia, número que sobe para as 7,25 horas quando atingem os 9 anos, sendo que 97% das famílias europeias têm, pelo menos, uma televisão, 72% são donas de um computador e 91% têm acesso a telemóveis.

Um grupo de especialistas europeus em saúde infantil encontrou uma forte ligação entre a obesidade infantil e a exposição prolongada à tecnologia durante os seus anos iniciais e, de acordo com um estudo, agora publicado na revista Acta Paediatrica, cerca de 19% das crianças e adolescentes europeus têm excesso de peso.

Considerando que esta é uma “taxa alarmante”, os investigadores da Academia Europeia de Pediatria e do Grupo Europeu de Obesidade Infantil defendem que os pais devem tentar perceber que impacto podem ter o uso de vários dispositivos e os hábitos alimentares na saúde dos filhos.

O Dr. Adamos Hadjipanayis, líder do estudo e membro da Academia Europeia de Pediatria, defende que “os pais devem limitar a visualização de TV, o uso de computadores e dispositivos similares a não mais do que 1h30 por dia e apenas se a criança tiver mais do que quatro anos de idade”.

Mas, os pediatras também “devem informar os pais sobre o risco geral que o uso destas tecnologias representa para o desenvolvimento cognitivo e físico dos seus filhos”, observa Hadjipanayis.

Para além de limitar o tempo de utilização, os especialistas recomendam que as crianças não tenham televisão no quarto e que os pais devem dar o exemplo, reduzindo o seu próprio tempo de consumo de televisão e afins. Por fim, também aconselham que os iPads, smartphones e televisões não sejam usados como “babysitter”.

O estudo também destacou que o consumo de televisão e redes sociais a horas tardias perturba os padrões de sono dos jovens, o que, por sua vez, pode contribuir para a obesidade.

 

Melatonina para crianças – 5 coisas a saber

Janeiro 23, 2017 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Texto do site http://uptokids.pt/ de 12 de janeiro de 2017.

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A melatonina é usualmente prescrita a adolescentes e crianças com dificuldades para dormir.

«A chamada “hormona do sono”, quando ingerida em forma de suplementos, pode causar perigosos efeitos colaterais aos mais novos» –  Jornal de Pediatria e Saúde Infantil da Austrália.

A falta de sono de teu filho está a começar a reflectir-se no seu desempenho escolar. Já tentaste estabelecer uma rotina de sono consistente, sem sucesso. Tu própria já estás a enlouquecer com a privação de sono, de tal maneira que actualmente sofres de insónias. Já ouviste dizer que a administração de melatonina – uma hormona natural – pode ajudar. O teu pediatra até já te falou no assunto. Mas será realmente benéfico e poderás dar ao teu filho em segurança? A Dra. Judith Owens, diretora do Sleep Center no Boston Children’s Hospital, respondeu: “Provavelmente. Mas na verdade, ninguém sabe ao certo.”

O que é a melatonina?

A melatonina disponível nas farmácias e lojas de alimentos saudáveis é uma forma sintética de uma hormona produzida pelos nossos cérebros e que nos ajuda a dormir. A nossa própria melatonina ajuda a regular os relógios circadianos que controlam não apenas os nossos ciclos de sono / vigília, mas praticamente todas as funções do nosso corpo.

A melatonina é normalmente libertada à noite, estimulada pela ausência de luz. Na parte da manhã e durante o dia, a produção desta hormona, é em grande parte desligada.

A melatonina pode ajudar o meu filho a dormir? 

Está provado cientificamente que a melatonina pode reduzir o tempo que demoram a adormecer as crianças com sonos desregulados, incluindo crianças com TDAH, autismo e outras doenças de desenvolvimento neurológico. Mas a melatonina não as ajuda a permanecer a dormir mesmo quando administrada em suplementos de acção prolongada. São muitas as razões que podem causar problemas em adormecer às crianças: Ansiedade, sintomas de pernas inquietas ou uma hora de ir dormir descoordenada da do seu horário biológico, são apenas alguns. Antes de considerar a melatonina, peça ao seu pediatra que faça uma avaliação completa de outras possíveis causas. A maioria dos problemas de sono são facilmente resolvidos com medidas comportamentais ou outro tipo de intervenções. Caso prático: a melatonina não vai ajudar uma criança ou adolescente que esteve ligada a gadgets antes de adormecer! Esses dispositivos tecnológicos emissores de luz suprimem a melatonina.

É seguro administrar melatonina a crianças? É natural que, cada vez mais os pais revelem preocupações relativamente a este tema. Se fizermos uma pesquisa na net iremos encontrar muitas mensagens e até estudos contraditórios:

“A melatonina não deve ser administrada em crianças. É POSSÍVELMENTE inseguro. A melatonina pode interferir com o desenvolvimento durante a adolescência. ” – Medline Plus

“De acordo com mais de 24 estudos, administrar melatonina às crianças é seguro e tem sido utilizado com pouco ou nenhum efeito colateral.”  Naturalsleep.org

“Embora pareça seguro administrar doses baixas de melatonina a criança para as ajudar a dormir, é necessária a realização de mais pesquisas para se poder dar resposta às perguntas persistentes”. – livestrong.com  Nós tendemos mais pela última afirmação. Em geral, a melatonina parece ter poucos efeitos colaterais em crianças, a maioria deles de menor importância, como dores de cabeça, enurese noturna e enjoos matinais. Estes efeitos secundários são menos prejudiciais do que a privação de sono em crianças, e por vezes compensa o risco. No entanto, existem preocupações pertinentes baseadas em estudos efectuados em animais, onde se concluiu que a melatonina pode afetar as hormonas relacionados à puberdade. A verdade é que ainda não foram realizados ensaios a longo prazo em seres humanos não se podendo, assim, confirmar confirmar esta teoria.

O autor do estudo e chefe do Laboratório de Fisiologia do Ciclo Circadiano do Instituto de Pesquisa Robinson, da Universidade de Adelaide, na Austrália, David Kennaway tem desenvolvido pesquisas sobre a melatonina há mais de 40 anos e diz, na publicação, que os malefícios do uso da hormona em bebés, crianças e adolescentes irão verificar-se mais tarde:  “Os estudos experimentais realizados nos mamíferos não-humanos, destacaram maiores alterações na puberdade e na sazonalidade da fertilidade, a nível de metabolismo, controle da pressão sanguínea e função do torax. Tendo em vista que a melatonina não é resolve a questão do tempo de sono e que sabemos muito pouco ainda sobre como age no corpo, eu não acho que valha a pena colocar a saúde das crianças em risco” ­

Outro factor que tem suscitado polémica, são as concentrações reais de melatonina, que podem variar de produto para produto ou mesmo de lote para lote. Isso pode afetar tanto a segurança quanto a eficácia. Por essa razão, alguns especialistas recomendam comprar melatonina de grau farmacêutico, que poderá ser mais confiável em relação à dose. Em que casos não se deve administrar melatonina?

Como mencionado acima, as crianças perdem o sono por variadas razões. Evite a melatonina: ·         Se a insónia é situacional (decorrente da ansiedade sobre um novo ano letivo, por exemplo) ·         Se a insónia é de curto prazo (causada por uma infecção no ouvido, por exemplo) ·         Se a insónia é devido a uma causa física subjacente (como apneia do sono ou pernas inquietas) ·         Se o seu filho tem menos de 3 anos de idade. ·         A melatonina nunca deve substituir as práticas de sono saudável: uma rotina regular, apropriada para a idade e consistente na hora de dormir, sem cafeína e sem o uso de aparelhos electrónicos antes de ir para a cama.

A não esquecer:

Nunca dar melatonina por auto-recriação. Apenas com prescrição médica. A Melatonina terá menos riscos e mais benefícios nos casos em que a criança tem dificuldade em adormecer mas já dorme a noite toda, e se for administrada em combinação com intervenções comportamentais caso a caso, e práticas de sono saudável.

Fontes Thriving, estudos Laboratório de Fisiologia do Ciclo Circadiano do Instituto de Pesquisa Robinson, da Universidade de Adelaide, na Austrália, e  Jornal de Pediatria e Saúde Infantil da Austrália.

Adaptação e tradução Uptokids®

 

 

A privação de sono está a afetar a vida de milhares de crianças

Agosto 24, 2016 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Texto do site http://lifestyle.sapo.pt/

sapo

Os estudos, quase todos alarmantes, sucedem-se. Para não prejudicar o desenvolvimento dos seus filhos, implemente estratégias que permitam que as noites em sua casa passem a ser de puro descanso

Uma nova investigação da Islândia, tornada publica no início de agosto de 2016, vem alertar para o facto das crianças europeias estarem a dormir cada vez menos. Estudos do National Center on Sleep Disorders Research (NCSDR) revelam também que crianças privadas de sono estão mais sujeitas a ter acidentes, são mais fracas e apresentam baixo rendimento escolar. Muitas delas parecem hiperativas, podendo transformar-se em adultos obesos e com problemas respiratórios e coronários.

Investigações paralelas, levadas a cabo em Itália, corroboram a mesma ideia. Aquelas que entre os três e os cinco anos, durmam menos de dez horas por dia, têm mais 86 por cento de probabilidades de sofrer acidentes. Por isso, mentalize-se que pôr o seu filho a dormir a tempo e horas é tão bom para si como fundamental para o desenvolvimento dele. Entretanto, a associação American Academy of Sleep Medicine também está atenta.

Nos primeiros meses de 2016, este organismo reviu em alta o número de horas que os mais pequenos devem dormir para garantir um desenvolvimento saudável, como pode ver aqui. Em julho, um grupo de especialistas do Murdoch Children’s Research Institute, afeto ao Royal Children’s Hospital, em Melbourne, na Austrália, identificou, numa amostra de 4.460 crianças entre os 6 e os 7 anos, cerca de 22,6% dormem regularmente mal.

Estágios do sono

Cerca de um terço da nossa vida é passada a dormir. E não é por sermos preguiçosos. Sem dormir não somos capazes de retemperar forças ou de criar resistências para o dia a dia. Neste ponto, os bebés não são excepção. A diferença é que os adultos podem adormecer de repente, ao passo que os mais pequenos, para atingirem o sono profundo, demoram um pouco mais.

A criança passa por duas fases distinta de sono, o não-REM (profundo, em que respira calmamente sem mexer os olhos) e o REM (agitado e superficial, em que a respiração é irregular e o coração fica acelerado). Assim se explica que você já tenha acordado sobressaltado com episódios noturnos do seu filho que não consegue explicar (movimentos, terror noturno, pesadelos, sonambulismo), mas que é natural que aconteçam.

Horas de sonho

Mas afinal quanto tempo deve a criança dormir? Tenha a noção de que o seu filho tem necessidades próprias, embora existam padrões de sono para cada idade. Até os dois meses, o bebé dorme ao longo das 24 horas do dia, por períodos entre os 30 minutos e as três horas, acordando frequentemente durante a noite. A partir desta idade começa a existir um ritmo regular de sono e a criança vai acordando mais durante o dia.

Com meio ano, já dorme 11 horas à noite, por períodos mais longos. Após o primeiro aniversário, repousa um total de 14 horas e meia, bastando-lhe uma ou duas sonecas, num total de duas horas. Seis meses depois, é normal que não sinta necessidade de dormir de manhã. As sestas são dispensáveis, entre os dois anos e meio e os cinco anos. Segundo o estudo da NCSDR, crianças entre os sete e os onze anos devem dormir pelo menos nove horas.

Veja na página seguinte: Os (maus) hábitos que deve evitar

Os (maus) hábitos que deve evitar

Uma das principais regras para que o seu bebé durma descansado, e você também, é colocá-lo no berço de costas. Esta é uma norma de ouro na prevenção da síndrome da morte súbita do lactente. Por outro lado, não durma com ele pois a criança corre perigo de sufocar. É possível que, mesmo mais crescido, ele insista em aninhar-se na sua cama. Mas seja firme. Essa situação poderá afetar a sua relação conjugal.

Pode interferir na medida em que pode contribuir para que ela não consiga dormir noutro local, tornando-se demasiado dependente de si. Leve-a carinhosamente de volta ao quarto, coloque-a na cama e explique-lhe que não há razões para medos. Outra dúvida frequente é saber o que fazer quando o seu filho chora.

A sua tendência é ir ver imediatamente o que se passa e levá-lo para a cama do casal. Mas alguns especialistas recomendam que se deixe o bebé sonolento no berço, mesmo que chore, voltando algumas vezes ao quarto para que sinta a presença dos pais. A ideia é dar-lhe hipótese de voltar a adormecer sozinho. É também um erro andar em bicos de pés ou sussurrar. Só o está a habituar a acordar ao mínimo ruído.

Ponha fim ao martírio

Já reparou que à medida que ele vai crescendo, maior é a tendência para querer impor a sua vontade. Método é, por isso, a palavra chave para si que quer pô-lo a dormir sem dramas. É fundamental que crie uma rotina diária que torne a hora do sono um acontecimento natural. Habitue-o, por exemplo, a não deixar os trabalhos de casa para a última da hora e a dormir entre as 21h30 e as 22h00.

Prepare-o para esse momento, avisando-o com antecedência. Se ele resistir, pode explicar-lhe o quão importante é dormirmos. Por outro lado, se ele encarar o quarto como um local lúdico, durante o dia, verá que à noite não revelará tantas resistências em ir para a cama. Aconchegá-lo, contar-lhe uma história ou cantar-lhe uma canção são também truques eficazes para chamar o João Pestana.

Mesmo que ele tenha medo, os especialistas recomendam que não se deixe a luz acesa, porque a escuridão é fundamental para o seu crescimento. Pode, de qualquer forma, deixar a porta aberta, para que ele sinta que você está por perto. Depois saia do quarto e deixe-o nos braços de Morfeu. O deus dos sonhos encarregar-se-à do resto e o seu filho conseguirá o tão almejado descanso, que lhe permitirá desenvolver-se com saúde.

Texto: Nazaré Tocha com Luis Batista Gonçalves (edição online)

 

Ler num ecrã antes de dormir pode afetar muito mais do que apenas o sono

Janeiro 18, 2016 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia da Visão de 1 de janeiro de 2015.

O estudo mencionado na notícia é o seguinte:

Evening use of light-emitting eReaders negatively affects sleep, circadian timing, and next-morning alertness

Ler livros em suporte digital quando já está deitado pode perturbar o sono. Mas as consequências podem ser bem mais graves.

Substituir os livros em papel por eBooks antes de dormir é um hábito comum a cada vez mais leitores. E é um facto que este hábito torna mais lento o processo de adormecer e faz com que no dia seguinte nos sintamos mais cansados e menos alerta.

Mas um estudo publicado no jornal científico Proceedings of the National Academy of Sciences, realizado pelo Brigham and Women’s Hospital em Boston (EUA), concluiu que as consequências vão além da perda de uma boa noite de sono: A utilização de um leitor digital, de um computador, de um smarphone ou até assistir a determinados programas de televisão, podem ter um impacto extremamente negativo na qualidade de vida, uma vez que os problemas de sono estão ligados a outros problemas de saúde, como a obesidade, a diabetes e doenças cardiovasculares. A privação crónica de melatonina (hormona responsável pelo sono) tem também sido associada ao aumento de determinados tipos de cancro.

O estudo analisou as diferenças entre ler um livro impresso e ler um livro num ecrã luminoso. Durante duas semanas, foi pedido a 12 participantes que lessem livros antes de se deitarem, durante cinco dias seguidos – uns faziam-no em iPads, outros em edições impressas.

As conclusões mostram que os indivíduos dos leitores digitais demoravam mais tempo a adormecer, sentiam-se menos ensonados à noite e tinham menos tempo de sono profundo, comparado com os leitores de livros impressos. Estes indivíduos tinham também as doses de melatonina mais baixas e, no dia seguinte, sentiam-se mais cansados do que os elementos que haviam lido livros impressos, mesmo que o tempo de sono tivesse sido igual.

Os efeitos dos ecrãs luminosos podem ser ainda mais perversos no mundo real (tendo em conta que o estudo foi limitado no espaço e tempo).

Há, no entanto, formas de minimizar o efeito do ecrã luminoso, ainda que o ideal seja não o levar para a cama. Por exemplo, utilizar um filtro que bloqueie a luz azul, responsável pela redução da melatonina.

 

 

 

Crianças sem rotina para dormir têm mais problemas de comportamento

Maio 20, 2015 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Pesquisa mostra que dormir em horários diferentes pode prejudicar o relógio biológico do seu filho e aumentar as chances de hiperatividade e ansiedade no futuro.
Você já deve ter ouvido muitas vezes a importância de manter uma rotina antes de colocar seu filho para dormir. Um estudo britânico publicado na revista científica Pediatrics acaba de reforçar, mais uma vez, os benefícios de manter os horários das crianças à noite.

Pesquisadores analisaram a rotina de sono de 10.230 crianças aos 3, 5 e 7 anos. Depois de compilar todos os dados e analisar questionários respondidos pelos pais e professores, os cientistas perceberam que ter horários irregulares para dormir afeta o relógio biológico da criança e, consequentemente, o funcionamento do corpo. As mudanças aparecem logo no humor e no apetite, mas não param por aí.

A longo prazo, crianças sem rotina de sono tiveram notas mais baixas em testes que mediram a capacidade de resolver problemas e mais chances de desenvolver hiperatividade e problemas emocionais, como ansiedade e envolvimento em brigas com colegas.

Segundo os cientistas, as mudanças na hora de dormir são semelhantes aos efeitos do jetlag, aquele cansaço que você sente após uma viagem, sabe? E assim como o seu sono se altera após um voo longo, o mesmo acontece com seu filho, que sofre com os efeitos.

Mas, se aí na sua casa não há um esquema certinho para o momento de descanso das crianças, aqui vai uma boa notícia. Todos esses prejuízos são reversíveis. Ou seja, assim que você conseguir estabelecer os horários, seu filho vai melhorar as notas e ter menos chances de desenvolver problemas de comportamento.

Vamos lá, então? A pediatra Marcia Pradella-Hallinan, do Instituto do Sono da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), orienta que duas horas antes de seu filho ir para a cama, você sirva o jantar (para dar tempo de a refeição ser digerida) e diminua o ritmo da casa. Um banho também ajuda a acalmar. Melhor trocar a TV, o videogame ou os tablets por brincadeiras mais calmas e pela leitura de um livro.

Na hora de colocá-lo para dormir, vista o pijama e ofereça um pouco de leite (ou amamente, no caso dos menores). Com ele já deitado na cama ou no berço, conte uma história (inventada também vale…). Uma música calminha ou até mesmo cantada por você pode fazer parte deste momento.

Quando já estiver quase dormindo, dê um beijinho de boa noite e deixe-o adormecer sozinho.
Pode ser que seu filho demore para se adaptar à rotina. Isso é normal. O importante é se manter firme e repetir a técnica por pelo menos 15 dias antes de fazer qualquer mudança. Aos poucos, por já saber o que esperar, a criança fica mais segura e, com certeza, vai dormir melhor.

 

Bruna Menegueço

Fonte

Horas passadas frente ao ecrã influenciam bem-estar das crianças

Abril 5, 2014 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Notícia do Jornal de Notícias de 2 de abril de 2014.

O estudo mencionado na notícia é o seguinte:

Protective Effects of Parental Monitoring of Children’s Media UseA Prospective Study

Uma equipa de investigadores norte-americanos concluiu que os pais que limitam o tempo que os filhos passam frente ao ecrã do computador ou da televisão ajudam-nas a obter melhor rendimento escolar, ser menos agressivas, dormir melhor e não ter problemas de peso.

O estudo, publicado na revista “Jama Pediatrics”, foi organizado por um grupo de investigadores liderados por Douglas Gentil, psicólogo da Universidade Estatal de Iowa, nos EUA. Envolveu 1323 estudantes de escolas dos estados norte-americanos de Iowa e Minnesota.

O objetivo era saber de que forma o acompanhamento dos pais em relação ao tempo que os filhos passam em frente ao ecrã dos computadores e televisores influencia os resultados demonstrados pelas crianças em termos físicos, sociais e académicos.

Os investigadores sabiam, com base em estudos já elaborados, que as crianças que passam muito tempo frente ao ecrã têm fraco rendimento escolar, dormem mal e ganham peso.

O estudo concluiu que, ao limitar o tempo frente ao ecrã até cerca de duas horas diárias, os pais conseguem que os filhos revelem, a médio prazo, melhores resultados escolares, além de terem um sono mais compensador e não estejam tão sujeitos à obesidade.

Também concluiu que cabe aos pediatras, psicólogos e médicos de família fazerem recomendações aos pais com base científica no sentido de controlarem as atividades dos filhos.

 

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