Bebé de 19 meses pesava menos de 5kg devido à dieta vegan dos pais

Maio 25, 2019 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , ,

Notícia do MAGG de 9 de maio de 2019.

por Catarina da Eira Ballestero

O caso passou-se na Austrália. A bebé não tinha dentes, não se conseguia pôr em pé e tinha o aspeto de uma criança de 3 meses.

Em Sydney, na Austrália, um casal está a ser julgado em tribunal depois de se terem declarados culpados de não cuidarem da saúde da sua filha mais nova, uma criança de 3 anos. O caso remonta à época em que a menina tinha apenas 19 meses, e deu entrada num hospital australiano depois de ter convulsões. A razão? A bebé seguia uma dieta vegan imposta pelos pais, e estava severamente mal nutrida.

A mãe e o pai da criança, de 32 e 35 anos, respetivamente, não incluíam na alimentação da bebé os nutrientes básicos para o desenvolvimento de uma criança, o que fez com que a menina não tivesse dentes, nem se conseguisse manter de pé. Para além disso, não existiam quaisquer registos médicos a seguir ao seu nascimento, e nem os vizinhos da família sabiam da sua existência — estavam habituados a ver os irmãos mais velhos da menina a brincar no quintal, mas nunca viram a filha mais nova do casal.

Depois de ter tido uma convulsão que a levou ao hospital, a bebé ficou internada durante cerca de um mês, em março de 2018, com a mãe sempre ao seu lado. Questionada pelos médicos, a mãe descreveu a rotina alimentar da menina: ao pequeno-almoço, comia papas de aveia com leite de arroz e meia banana, e uma torrada com geleia ou manteiga de amendoim ao almoço; ao jantar, comia tofu, arroz ou batatas. A australiana acrescentou ainda que a filha mamava uma vez por dia, e que fazia snacks de fruta ou mais papas de aveia.

Esta dieta resultou numa severa deficiência de nutrientes no organismo da criança, como falta de cálcio, vitamina A, ferro, zinco, entre outros.

O testemunho escrito de uma guardiã legal, que tomou conta da menina após a sua saída do hospital, revelou os danos que esta alimentação causou na criança: “Nos primeiros 19 meses da sua vida, a menina não recebeu os cuidados básicos necessários ao seu desenvolvimento. Estava indefesa e incapaz de se proteger dos pais”, escreve o “Daily Mail”, citando o depoimento.

Quando a guardiã legal conheceu a menina, esta pesava menos de 5 quilos e parecia um bebé de 3 meses. Não tinha dentes, não se conseguia sentar ou rolar no chão, nem sequer usar as mãos para pegar ou interagir com brinquedos.

Agora, aos 3 anos de idade, a menina desenvolveu um apetite saudável mas, devido à sua pequena estatura, é considerada obesa. Tudo porque não se desenvolveu como devia, na altura que devia. Pesa cerca de 11 quilos, mas já consegue gatinhar e manter-se em pé sozinha.

Depois de ter ficado à guarda do estado após a saída do hospital, juntamente com os seus dois irmãos mais velhos, as três crianças vivem agora com um familiar.

Os pais declararam-se culpados de não terem prestado os cuidados de saúde devidos à filha e aguardam uma sentença.

 

Horário em que as crianças ingerem refeições influencia o seu peso

Maio 16, 2019 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , ,

Pixabay

Notícia do ISUP de 29 de abril de 2019.

As crianças que concentram o consumo de alimentos durante o período da tarde ou depois do jantar (ceia) estão em maior risco de desenvolver excesso de peso ou obesidade, segundo um estudo do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP). A investigação, recentemente publicada na revista “Journal of Biological Rhythms”, mostra que é mais benéfico para o peso das crianças distribuir o consumo alimentar ao longo do dia e com maior proporção energética nas refeições principais: pequeno-almoço, almoço e jantar.

Sabe-se que práticas como saltar refeições e ingerir alimentos de forma irregular, podem provocar alterações no nosso relógio biológico interno. Tal pode conduzir a uma disfunção metabólica e, em última instância, a ganho de peso não saudável. Alguns estudos relacionaram o consumo alimentar numa altura do dia específica, como, por exemplo, a ceia, com o risco de desenvolver excesso de peso ou obesidade.

Contudo, “nenhum tinha mostrado até agora uma relação entre a distribuição do consumo alimentar pelas diferentes refeições, ao longo do dia, com o ganho de peso. Com este artigo, quisemos perceber se a distribuição de ingestão nutricional ao longo das várias refeições teria alguma influência no peso das crianças”, refere Sofia Vilela, primeira autora da investigação.

A investigação envolveu 1961 crianças da coorte de nascimento Geração XXI, um estudo longitudinal que acompanha, desde 2005, mais de 8600 crianças da Área Metropolitana do Porto. Foram analisadas as refeições praticadas por estas crianças, aos 4 anos de idade, e o índice de massa corporal que apresentavam aos 7. O objetivo era perceber de que forma os padrões alimentares aos 4 anos influenciavam o peso aos 7 anos.

Segundo Sofia Vilela, “as crianças que têm um padrão alimentar, caracterizado por saltarem o pequeno-almoço, terem o almoço mais tarde e comerem depois do jantar, estão em maior risco de desenvolverem excesso de peso ou obesidade. De facto, existe a ideia errónea de que saltar o pequeno-almoço poderá ajuda a perder peso, mas, na verdade, poderá ter o efeito contrário, já que quem não toma esta refeição acaba por depois comer mais, porque não está tão saciado. E isso foi o que vimos nestas crianças”.

Além disso, a ingestão de alimentos no horário da ceia também parece ser um fator diferenciador. Isto porque, “estudos anteriores sugerem que o nosso organismo não utiliza tão eficazmente as calorias ingeridas durante o período noturno, o que pode ser um dos fatores que provoca um distúrbio no nosso relógio biológico interno. Os períodos diurnos parecem ser os mais eficazes para o organismo gastar energia”, explica.

A investigação sublinha que, para além do perfil nutricional da dieta das crianças, a hora da refeição também é relevante para a prevenção do excesso de peso e obesidade. É aconselhável que estas consumam a maior proporção dos alimentos ao pequeno-almoço, almoço e jantar e que vão diminuindo as quantidades ao longo do dia. A ceia poderá ser dispensável.

O estudo intitula-se Chrono-Nutrition: The Relationship between Time-of Day Energy and Macronutrient Intake and Children’s Body Weight Status (DOI: 10.1177/0748730419838908) e é também assinado pelos investigadores Carla Lopes, Andreia Oliveira e Milton Severo. O artigo pode ser consultado, aqui.

Imagem: Pixabay/pixel2013

 

 

 

Erros alimentares das crianças são responsabilidade dos pais

Abril 3, 2019 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , ,

Notícia da TSF de 18 de março de 2019.

Rita Costa

Ou porque compensam com doces, ou porque não dão o melhor exemplo, os pais acabam por cometer erros na alimentação dos filhos. O alerta é da nutricionista Helena Canário.

“Dar a uma criança com menos de 12 meses refrigerantes como um ice tea, que é uma bebida que os pais consideramque não faz mal, mas que tem imenso açúcar” é um erro crasso, defende a nutricionista Helena Canário.

“TSF Pais e Filhos”, um programa de Rita Costa, com sonorização de Miguel Silva

A nutricionista acredita que “a maioria dos erros acaba por ser a compensação que se dá porque não se está todos os dias, ou porque os meninos estão no infantário e os pais não estão presentes na hora da refeição”.

“Provavelmente, no momento em que estão juntos, os pais não querem ser os maus da fita”, afirma Helena Canário, que reconhece que dizer sim é mais fácil. “Por isso, muitas vezes os pais vão prevaricando e oferecem às crianças alimentos que não são os mais saudáveis.”

Outras vezes, o problema deriva do exemplo e por desconhecimento, ou não, os pais cometem erros alimentares: “Os hábitos da criança refletem os hábitos da família.” “A maioria das crianças tem alguma relutância em consumir fruta e vegetais, mas isto porque, se calhar, os seus pais não os consomem em quantidade”, sublinha Helena Canário.

Ouvir as declarações de Ana canário no link:

https://www.tsf.pt/sociedade/saude/interior/erros-alimentares-das-criancas-sao-responsabilidade-dos-pais-10688465.html?fbclid=IwAR1uBJ2WG0fhr2-G-fWCfIfPPEfIeY5FMm60IfdSdZtfRsDroe5PG7L4sfM

Publicidade está a promover produtos perigosos para as crianças

Março 28, 2019 às 8:00 pm | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , , , , , , , ,

thumbs.web.sapo.io

Notícia do Lifestyle Sapo  de 14 de março de 2019.

Jovens e crianças estão cada vez mais expostos a produtos nefastos para a saúde através das redes sociais devido à falta de regulamentação da publicidade digital, alerta hoje um relatório da divisão europeia da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Apesar das políticas e compromissos existentes para limitar a promoção de produtos nocivos à saúde junto de menores, como bebidas com alto teor de gordura, açúcar e sal, bebidas alcoólicas ou tabaco, incluindo novos produtos como cigarros eletrónicos, a OMS Europa considera existirem provas de que as crianças continuam expostas a este tipo de produtos através dos canais digitais.

O documento, intitulado “Supervisão e restrição do marketing digital de produtos nocivos para crianças”, defende uma maior monitorização da publicidade digital deste tipo de produtos pelos países, mas também pelos pais das crianças.

Os autores do relatório acreditam que o controlo da publicidade digital de alimentos nocivos dirigida a crianças e jovens pode ser fundamental para reduzir o impacto negativo de problemas de saúde como doenças cardíacas, cancro, obesidade e doenças respiratórias crónicas, que representam 86% das mortes e 77% dos encargos com cuidados de saúda na Europa.

O relatório é o resultado de uma reunião com especialistas feita em junho em Moscovo, sendo o português João Breda o coordenador da direção para a prevenção e controlo de doenças crónicas não transmissíveis da OMS da Europa, que abrange 53 países, incluindo Portugal.

A reunião quis discutir os desafios da publicidade digital de produtos nocivos para a saúde tendo presente que as crianças passam cada vez mais tempo na Internet, nomeadamente em plataformas e redes sociais como Instagram, Facebook, YouTube ou Snapchat, e que a exposição à publicidade digital aumentou.

Algumas organizações, como agências de publicidade, estão a usar técnicas sofisticadas, aproveitando que o uso crescente de telemóveis e redes sociais permitem a transmissão de mensagens personalizadas e direcionadas e “cada vez mais persuasivas”, referem os autores.

Os especialistas concluíram também que “as estratégias de regulação e auto regulação que existam para a televisão e outros meios de comunicação social tradicionais estão obsoletas”, afirmou Breda à Lusa, após a apresentação do estudo em Londres.

Uma consequência foi o desenvolvimento de uma ferramenta chamada CLICK para monitorizar a exposição das crianças à publicidade digital, que será testada inicialmente por alguns países, e cujos resultados deverão ser divulgados no final do ano.

“É necessária uma atitude mais musculada por partes das entidades públicas, mas os países não podem trabalhar sozinhos, por isso queremos desenvolver ferramentas e estratégias comuns”, afirmou João Breda.

O relatório citado na notícia “Monitoring and restricting the digital marketing of unhealthy products to children and adolescents” pode ser descarregado no link:

http://www.euro.who.int/en/health-topics/disease-prevention/nutrition/news/news/2019/3/new-who-study-shows-more-action-needed-to-monitor-and-limit-digital-marketing-of-unhealthy-products-to-children

 

Maioria é demasiado doce. Afinal, que iogurte se deve dar às crianças?

Janeiro 23, 2019 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , , , , , ,

Notícia do Diário de Notícias de 19 de setembro de 2018.

Graça Henriques

Um novo estudo britânico revela que a grande maioria dos iogurtes disponíveis no mercado tem açúcar a mais, sobretudo na categoria infantil. Até os orgânicos são demasiado doces. Mas há alternativas saudáveis.

o ingerir dois iogurtes aromatizados, uma criança está a ultrapassar a quantidade diária de açúcar recomendada (25g). A “ameaça doce” que este alimento pode representar para a saúde já era falada, mas agora há um novo estudo que inclui toda a panóplia de iogurtes que tantas vezes nos dificulta a escolha nas prateleiras do supermercado: com sabores, com pedaços de fruta, os destinados especificamente às crianças, os de soja, as sobremesas lácteas e os queijinhos.

Apenas 9% obteve a classificação de baixo teor de açúcar, quase nenhum deles na categoria infantil. Uma questão “preocupante”, alertam os investigadores, dado o aumento da obesidade infantil e a prevalência de cáries entre as crianças. Em Portugal, 28,5% das crianças entre os 2 e os 10 anos têm excesso de peso, entre as quais 12,7% são obesas, de acordo com os resultados do mais recente estudo da Associação Portuguesa Contra a Obesidade Infantil que analisou uma amostra de 17 698 crianças, em idade escolar, no ano letivo 2016-2017.

O novo alerta sobre o excesso de açúcar vem de um estudo britânico desenvolvido por investigadores da Universidades de Surrey e Leeds – conhecido esta quarta-feira – que avaliaram cerca de 900 iogurtes disponíveis em cinco grandes cadeias de supermercados online do Reino Unido, que representam 75% do mercado. O estudo revela que, com exceção dos iogurtes naturais/gregos, o teor médio de açúcar dos produtos em todas as categorias estava bem acima do limiar recomendado.

Iorgurtes naturais são saudáveis

Pedro Graça, diretor do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável, e Alexandra Bento, bastonária dos nutricionistas, fazem questão de sublinhar que, apesar de se tratar de um estudo britânico, em Portugal a realidade não será muito diferente. Tanto mais que as empresas lácteas estão no mercado global e os valores nutricionais dos alimentos são iguais ou muito semelhantes. Os estudos desenvolvidos em Portugal, nomeadamente o Inquérito Alimentar Nacional, apontam no mesmo sentido.

O diretor do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável começa por explicar que até os iogurtes naturais têm presente na sua constituição nutricional 5/6g de açúcar por 100g. Mas, sublinha, nem tudo é mau e trata-se de um alimento bastante saudável e completo porque é rico em vários nutrientes – proteínas, gorduras, cálcio, fósforo, diversas vitaminas, potássio, zinco, iodo, entre outros. Uma espécie de multivitamínico que pode colmatar défices nutricionais por um baixo preço, afirma.

Esta variada composição nutricional que um iogurte tem na sua matriz faz com que o açúcar tenha um efeito menos negativo do que o de um refrigerante. “No caso dos iogurtes, a entrada do açúcar no sangue é mais lenta, faz-se a conta-gotas, ao contrário do que acontece quando se bebe um refrigerante, que é injeção de açúcar direto nas veias”, diz Pedro Graça. Um refrigerante tem em média 10g de açúcar por 100g, o que faz com que uma garrafa some 33 gramas, o triplo do açúcar presente num iogurte aromatizado (que já ultrapassa os valores recomendados – 5g para 100g).

Quando se fala de um iogurte aromatizado a conversa é outra, já que este pode apresentar 13 a 15 g de açúcar por 100g, mais do dobro de um iogurte natural. “Não faz sentido que um alimento tão bom, saudável, tenha necessidade de ter açúcar aditivado, há formas de se adoçar o alimento, como a canela e a fruta”, refere Pedro Graça.

Sobremesas lácteas são “bombas” calóricas

O estudo britânico revela que as sobremesas lácteas contém mais açúcar – uma média de 16,4g/100g, uma quantidade que representa mais de 45% do consumo de energia. Estes foram seguidos de produtos nas categorias infantil, com sabor, frutas e até os orgânicos (que recebem esta classificação porque são feitos com produtos naturais e não significa que não tenham açúcar).

No caso das sobremesa, Pedro Graça diz que os pais que dão este tipo de alimentos aos filhos devem assumi-los como um bolo feito com leite e que em caso algum substituem uma peça de fruta à refeição.

Alexandra Bento, bastonária dos nutricionistas, afirma, por seu lado, que este estudo vem reforçar a necessidade da reformulação de produtos alimentares com elevado teor de açúcar, com especial enfoque para os destinados às crianças. “Vem também destacar a necessidade de se aumentar a literacia alimentar da população para saberem fazerem melhores escolhas alimentares, porque saber compreender os rótulos é essencial.” E alerta que, considerando as recomendações da Organização Mundial da Saúde para ingestão de açúcar, em alguns casos dos produtos analisados neste estudo revelou que por 100g já disponibiliza a quantidade máxima de açúcar (25g) que uma criança deve ingerir num dia.

De facto, os investigadores sublinham que “embora o iogurte possa ser menos preocupante do que os refrigerantes e sumos de frutas, as principais fontes de açúcares livres nas dietas de crianças e adultos, o que é preocupante é que o iogurte, considerado um ‘alimento saudável’, pode ser uma fonte não reconhecida de açúcares livres adicionados na dieta”.

Por tudo isto concluem: “Nem todos os iogurtes são tão saudáveis quanto os consumidores os percebem e a redução de açúcares livres é justificada.”

O estudo citado na notícia é o seguinte:

An evaluation of the nutrient contents of yogurts: a comprehensive survey of yogurt products in the major UK supermarkets

 

Vote no Projeto SOS – Criança: “Um aluno bem nutrido é um aluno bem-sucedido”

Janeiro 11, 2019 às 2:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , ,

“SOS – Criança: Um aluno bem nutrido é um aluno bem-sucedido” | Instituto de Apoio à Criança – SOS – Criança (My Auchan Avenida da República)

O projeto procura, em articulação com a loja Auchan da Avenida da República, incentivar as crianças de três escolas básicas situadas nos bairros da Picheleira, Lóios e Santo António, a terem uma alimentação saudável e a conhecerem os efeitos da mesma no seu desempenho escolar. As escolas referenciadas integram uma população económica e socialmente desfavorecida, nomeadamente população emigrante, alguns refugiados e de etnia cigana. Procura-se realizar as aprendizagens recorrendo a atividades como a construção de uma horta, a criação de um livro de receitas, a interpretação dos rótulos dos alimentos e a confeção de refeições saudáveis, entre outras. Na construção da horta biológica, as crianças irão relacionar a matéria de estudo do meio, com os nutrientes das plantas que irão semear e ajudar a florescer. Procurar-se-á incentivar as crianças a transmitirem os conhecimentos adquiridos evitando o recurso a alimentos pré-cozinhados, a fast-food, às chamadas calorias vazias, entre outros. Por outro lado, ir-se-á dinamizar momentos de conv´vio familiar, através da alimentação. Por fim, realizar-se-á uma sessão de esclarecimento sobre o Direito da Criança à Saúde, com base na nutrição e uma sessão para os Pais e Encarregados de Educação sobre comportamentos aliados a distúrbios alimentares. Constatação de que as crianças adotam um estilo de vida mais sedentário (deslocam-se em meio de transporte para a escola e para casa; nos intervalos jogam no telemóvel e ocupam os tempos livres com video-jogos). Por sua vez, o tipo de hábitos alimentares das crianças e dos jovens a nível mundial tem vindo a sofrer transformações, como por exemplo: consumo de refrigerantes; fritos; salgados e gorduras saturadas acabando com a dieta mediterrânea. Tal produz impacto na saúde dos jovens (excesso de peso/obesidade; diabetes tipo 2; apneia do sono; distúrbios alimentares) e na sua longevidade. Estudos indicam que, nos últimos anos, tem-se vindo a verificar que as crianças vivem mais doentes e morrem mais cedo que as gerações anteriores. No final do projeto as crianças conhecerão a importância de uma alimentação saudável e o modo como a mesma interfere nos seus resultados escolares: Um aluno bem nutrido é um aluno bem sucedido. As crianças serão mais autónomas para: saber fazer escolhas de alimentos saudáveis; consultar um rótulo e identificar a sua relação com uma alimentação saudável; cultivar e fazer florescer alguns alimentos saudáveis; reconhecer os seus Direitos e entre eles o Direito à Educação e a uma Alimentação Saudável.

Votar no projeto no link:

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSe4NWidkMKeLM-A2STsqNzHYXhrAvfUtcwaXGFOqESNIVTbjw/viewform

Regras para as ementas escolares são minuciosas e “obrigatórias”

Outubro 24, 2018 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , ,

Notícia do Público de 18 de setembro de 2018.

Circular foi publicada no dia 18 de Agosto e impõe recurso a sal iodado, pão de mistura, três variedades de fruta e uma alternância diária entre carne e peixe.

Natália Faria

Os pratos de carne devem alterar diariamente com os de pescado na ementa escolar e os ovos devem ser servidos no mínimo duas vezes por mês. O sal tem de ser iodado e o pão de mistura. Estas são apenas algumas das regras contidas na circular Orientações sobre Ementas e Refeitórios Escolares que a Direcção-Geral da Educação (DGE) publicou, dia 18 de Agosto, e de onde constam 40 propostas de refeições vegetarianas e 15 ementas mediterrânicas.

A circular é precisa. A fruta fresca é obrigatória e deve ser oferecida em três variedades diferentes, a salada deve poder ser regada com azeite virgem extra. Um croquete terá de ter um teor de carne igual ou superior a 50%. No caso dos hambúrgueres e das almôndegas, a percentagem de carne tem de ser igual ou superior a 80%.

Quanto à salsicharia, a circular admite-a nos pratos dos alunos mas como complemento a outras fontes proteicas de maior valor nutricional. “Infelizmente, há muitos miúdos que fazem 80 a 90% das suas refeições diárias na escola”, sublinhou Rui Matias Lima, da Direcção-Geral da Educação, para sublinhar a importância das refeições escolares e garantindo que “todas as escolas públicas ou que tem apoio do Estado” estão obrigadas a cumprir as normas”.

A realidade é diferente. Além da incapacidade de fiscalização do Estado apontada pelos nutricionistas, a aposta na literacia alimentar dos alunos não tem sido suficiente para os convencer a ingerir a comida que se lhes coloca no prato. Um estudo feito em 2010 apontava a existência de bolachas e biscoitos em 49,7% das merendas levadas de casa pelos alunos, apontou a nutricionista Margarida Liz, da Escola Superior de Biotecnologia.

O documento citado na notícia é o seguinte:

Orientações sobre Ementas e Refeitórios Escolares

 

Legumes e frutas sempre e para todos

Outubro 1, 2018 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , ,

Texto de Paula Veloso publicado no site Educare de 18 de julho de 2018.

Os vegetais ou frutas em conserva ou congelados podem ter-se de reserva para quando o tempo não chegou para os comprar frescos. É, sem dúvida, preferível consumi-los desta forma do que não os comer.

Os legumes e as frutas são alimentos muito atraentes pelas suas cores, formas, cheiros e sabores. No entanto, muitas crianças, jovens e até adultos não têm hábito de os consumir apesar das inúmeras campanhas que aconselham a que comam estes alimentos todos os dias. Na prática, idealmente devem ingerir duas peças de fruta e 300 g de legumes ou três peças de fruta e 200 g de legumes todos os dias, tendo o cuidado de os variar.

A vida apressada que cada vez mais somos obrigados a viver deixa-nos pouco tempo para os comprar frescos e para a sua preparação, substituindo-os muitas vezes por produtos prontos a comer (“de pacote”) cujo consumo é largamente estimulado por uma publicidade cada vez mais apelativa.

Há alternativas?
Os vegetais ou frutas em conserva ou congelados podem ter-se de reserva para quando o tempo não chegou para os comprar frescos. É, sem dúvida, preferível consumi-los desta forma do que não os comer.

Entre os vegetais conservados, os congelados são os que preservam mais as suas características nutricionais desde que sejam respeitadas todas as regras de congelação (geralmente não necessitam de descongelação prévia). Quanto aos produtos em lata ou frasco, normalmente já cozidos, podem conter teores de sódio ou açúcar razoáveis, o que deverá ser tido em atenção nomeadamente por quem sofre de hipertensão arterial ou diabetes.
Cebola ou alho picados, bróclos, couve-flor, feijão-verde, milho, cogumelos, espinafres, ervilhas, favas, alho-francês ou castanhas são alguns exemplos de alimentos congelados que permitem confecionar uma infinidade de pratos em tempo recorde. Também as leguminosas (grão, feijão, favas, ervilhas) e os frutos enlatados, desidratados ou secos deverão estar sempre presentes na nossa despensa. Nos frutos enlatados deverá desperdiçar-se a calda em que vêm mergulhados.

Como convencer as crianças e os jovens a comê-los?
Uma boa forma de consumir vegetais é em sopas. Mas atenção, os pais têm de dar o exemplo!
As crianças são especialmente atraídas pela cor. Para obter pratos coloridos, cortam-se os legumes miudinhos e misturam-se em massas, arroz ou picados ou ainda dissimulados num molho de pizza, por exemplo. A pizza não é necessariamente um mau alimento, sobretudo quando preparada em casa com massa de pão e usando alimentos com pouca gordura na sua preparação. Os frutos podem ser ingeridos em simultâneo com o prato principal, em sumos, batidos de leite ou incorporados num iogurte como sobremesa.

Qual a importância deste grupo de alimentos?
O grupo dos frutos e produtos hortícolas é, na roda dos alimentos, o grande fornecedor de vitaminas e sais minerais. São alimentos de baixo teor calórico e, por serem ricos em fibras, contribuem para a saciedade, sendo por isso muito importantes na prevenção e combate à obesidade. As vitaminas, embora não forneçam energia, intervêm no seu fabrico bem como na maior parte dos processos metabólicos. Apesar de o organismo necessitar de pequenas quantidades destas substâncias, elas são vitais. Uma alimentação deficiente nestes nutrientes pode conduzir a um mau funcionamento de diversos órgãos ou tecidos, em que se incluem, entre muitos outros, pele, unhas ou olhos. A ingestão aumentada destas substâncias deve fazer-se através de um maior consumo de frutos e legumes e não através de medicamentos uma vez que o seu consumo excessivo pode também ser prejudicial.

Na era da globalização é hoje possível comer morangos em dezembro, laranjas em junho, frutas ou legumes das paragens mais distantes… Há alguma vantagem em consumir as frutas da época?
Continuo a achar que é preferível consumir alimentos da época e de preferência produzidos localmente. Isso implica maior garantia das suas qualidades nutricionais, menor recurso a processos artificiais de conservação e, normalmente, um preço mais baixo. No entanto, também é importante variar e acima de tudo comê-los diariamente!

Paula Veloso Nutricionista e autora de Dietas sem DietaDieta sem Castigo e Peso, uma questão de peso.

 

Distribuição de leite, fruta e legumes recomeça nas escolas da UE

Setembro 9, 2018 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , ,

Notícia do Público de 3 de setembro de 2018.

O orçamento total deste programa é de 150 milhões de euros para a fruta e os legumes e 100 milhões de euros para o leite e outros produtos lácteos em cada ano lectivo.
Lusa
O programa de distribuição de fruta, legumes e leite nas escolas da União Europeia (UE) recomeça este mês, a par do início do ano lectivo 2018/2019 nos 28 Estados-membros, divulgou esta segunda-feira a Comissão Europeia.
Mais populares

O orçamento total deste programa é de 150 milhões de euros para a fruta e os legumes e 100 milhões de euros para o leite e outros produtos lácteos em cada ano lectivo.
Este programa, no qual participam todos os Estados-membros, visa encorajar hábitos alimentares saudáveis junto das crianças e inclui a distribuição de fruta, legumes e produtos lácteos, bem como programas educativos específicos para sensibilizar os alunos para a importância de uma boa nutrição e explicar-lhes como os alimentos são produzidos.

Escolas passam a disponibilizar “leite vegetal” e fruta chega a mais crianças Fruta em vez de bolachas e pausas para alongamentos. São algumas das dicas da OMS para reuniões saudáveis
Autarquias devem dar fruta ao lanche às crianças todos os dias, defendem os nutricionistas.

Até 2023, Portugal por receber, anualmente, um máximo de 6,73 euros por aluno do primeiro ciclo para a distribuição de fruta e legumes e quatro euros para leite e produtos lácteos.

No ano lectivo 2017/2018, graças ao aumento do número de escolas participantes, mais de 30 milhões de crianças em toda a UE puderam beneficiar desta iniciativa em favor de uma alimentação saudável.

Baby Led Weaning: O método que acaba com “miúdos esquisitinhos” com comida

Abril 16, 2018 às 8:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , ,

Notícia da http://sicnoticias.sapo.pt/ de 3 de fevereiro de 2017.

Rita Ferro JORNALISTA

Se o seu filho tem mais de 6 meses está na altura de guardar as trituradoras, varinhas mágicas e robots de cozinha que põem tudo em puré, sem grumos e sem bocados. Há um novo método que está a conquistar as mães portuguesas. Apesar da sujidade, quem pratica defende que há muitas vantagens, entre elas, miúdos “pouco esquisitinhos” com comida. Andamos à procura de fotos de experiências [e de grandes bagunças]. Tem disso aí por casa? Envie fotos do seu filho em estado #blw com uma pequenina legenda, nome e idade para eureporter@sic.pt

O Baby Led Weaning [ou BLW para os amigos] é um método cada vez mais conhecido e adotado pelas mães portuguesas para introduzirem sólidos a partir dos 6 meses. Na sua essência mais pura, o BLW consiste no desmame conduzido pelo bebé. Ou seja, a partir do meio ano de idade o bebé vai, lentamente e ao seu ritmo, trocando a amamentação exclusiva por alimentos, inteiros.

O regresso ao trabalho antes desta altura, que acontece para tantas mães, pode comprometer a amamentação em exclusivo e leva à introdução de biberão, ou outras soluções. Entao aí, o BLW, já não serve completamente a sua função mas ainda conquista noutras. Com esta técnica, o bebé vai também ganhar gosto pela comida, descobrir texturas e sabores, trabalhar a motricidade fina e movimentos e ganhar autonomia.

Há regras para este método? Há algumas, sim. Deve ser feito juntamente com a família à mesa de refeição para que os mais crescidos sirvam de exemplo e “estarem de olho” no bebé, os alimentos devem ser cozinhados e cortados de forma especial conforme as idades, é preciso ter paciência e, o mais difícil de tudo, tempo.

Sentámo-nos à mesa com três mães bloggers adeptas do BLW e pusémos mãos à obra.

Joana Paixão Brás é co-autora do blog A mãe é que sabe e é onde costuma mostrar a filha mais nova, Luísa, a aventurar-se no Baby Led Weaning. A primeira questão que lhe fizemos [para sossegar quem nos está a ler] foi: E não tem medo que ela se engasgue?

Não muito. Do que li, este é, caso eles já mostrem estar preparados, um período óptimo para aprenderem a mastigar e, como têm uma coisa chamada gag reflex (que traduzido para reflexo de engasgo ou engasgamento parece mais assustador do que é, porque eles não se chegam a engasgar), que é uma espécie de ânsia de vómito, em que eles, sentindo que a comida não está ainda suficientemente pequena para engolir, voltam a trazê-la para a frente da boca para a mastigarem melhor.

E não foi só para passar da amamentação para os alimentos que Joana escolheu este método. A filha mais velha abriu portas a um caminho de descobertas para a caçula da família.

“Já tinha em casa uma filha pisca para comer e esquisitinha e quis tentar uma coisa diferente com a segunda. A Luísa não era amante de sopas, tentei três ou quatro vezes. Cuspia, protestava e não quis “fazer aviõezinhos” e obriga-lá a comer. Percebi que através do BLW, ela adorava comer, experimentar, provar e fazia as caras e os sons mais engraçados.”

Como está em casa, Joana tem conseguido este método praticamente no seu todo. Une a amamentação ao BLW e faz dele um ritual para bons momentos em família.

“O principal alimento continua a ser o leite materno. Estando em casa, acredito que tenha esta tarefa facilitada relativamente à grande maioria dos pais. Faço coisas simples, de forno e a vapor, não perco muito tempo com as refeições! Perdemos, sim, mais tempo à mesa. Mas não considero “perder”, considero ganhar. É óptimo comer com eles, com calma.”

Vera, do blog As viagens dos Vs, que também adotou a técnica com a Laura, a filha mais nova, é rápida a enumerar vantagens.

Do ponto de vista do bebé, são várias. Para mim, a principal é mesmo a autonomia no momento da refeição, pois é o bebé quem decide o que comer e qual a quantidade; facilita o desenvolvimento motor e também o processo de mastigação do bebé. Da perspectiva da mãe, ajuda-nos a ganhar mais confiança no nosso bebé e nas suas capacidades e, muito importante, a aprender a respeitar as suas vontades. Não somos nós que estamos a levar a colher à boca e, assim, deixamo-nos de guiar pelos “ml” de quantidade que supostamente um bebé deve comer em cada refeição.

Nas rotinas da família e já com outro filho, seria mais fácil para todos se a Laura partilhasse da nossa comida e a verdade é que ela começou desde logo a fazer parte dos nossos momentos das refeições e para o Vicente isso foi muito bom, ver que a irmã comia as mesma coisas que ele.

Eu sou completamente fã!

Beatriz do blog Better With my mom diz que, no início, é normal ter-se medo do engasgo, mas depois a confiança vence quando as mães se apercebem de que os bebés estão preparados [enquanto todas as regras do Baby Led Weaning estiverem asseguradas] para resolver o assunto e o medo vai desaparecendo.

Quanto mais ele treina a mastigação com alimentos sólidos mais rapidamente vai aprender a desengasgar-se. O Salvador já o faz. Quando tem um pedaço que não consegue engolir deita-o fora. Ter sempre um biberão com àgua e saber o que fazer caso isso aconteça traz-nos mais segurança.

Vermos as crianças como capazes de desenvolver determinadas actividades que nós achamos dificeis ou “perigosas”. Eles são curiosos por natureza e devemos deixá-los explorar. O nosso pediatra apoia muito esta ideia e estamos muito contentes com o resultado.

Dizem as mães que o Baby Led Weaning é um caso de paixão. Até porque uma vez que os bebés lhe tomam o gosto, já é difícil alimentarem-se de outra maneira.

Espreite a galeria que preparámos com fotos de bebés adeptos do Baby Led Weaning.

Envie fotos do seu filho em estado #blw com uma pequenina legenda, nome e idade para eureporter@sic.pt

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Página seguinte »


Entries e comentários feeds.