Alemanha prepara-se para penalizar pais que não vacinem

Maio 15, 2019 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 5 de maio de 2019.

Multas de até 2500 euros e expulsão de infantários para quem não cumpra as vacinas obrigatórias. Ministro diz que quer erradicar o sarampo.

O Governo alemão quer penalizar pais que não vacinem os filhos contra o sarampo com multas de até 2500 euros.

A proposta do ministro da Saúde, Jens Spahn, explicada ao semanário Bild am Sonntag, implica a expulsão de quaisquer crianças não vacinadas de infantários e, no caso de crianças mais velhas que não podem ser expulsas da escola primária (porque a frequência é obrigatória), multas aos pais até 2500 euros.

A importância da vacinação das crianças nos infantários deve-se ao facto de muitas vezes estes terem “bebés com menos de dez meses que não têm idade para ser vacinados e por isso correm maior risco”, disse Spahn.

A taxa de vacinação estimada na Alemanha é de 93%, segundo o instituto Robert Koch, quando a recomendada é de 95%.

Também está prevista a vacinação obrigatória para profissionais de saúde.

“Quero erradicar o sarampo”, declarou simplesmente Spahn.

Espera-se que a proposta seja aprovada e entre em vigor em Março de 2020, diz a emissora alemã Deutsche Welle.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) tem alertado para um ressurgimento de surtos de sarampo em todo o mundo. No ano passado, morreram 136 mil pessoas em todo o mundo, e o número de infectados subiu 50% comparado com o ano anterior.

 

 

“O combate ao crescimento de movimentos anti-vacinação deve ser feito com mais e melhor informação”

Maio 12, 2019 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Diário de Notícias de 29 de abril de 2019.

Susete Henriques

A DGS vai criar uma rede de municípios “Embaixadores da Vacinação” e é esta terça-feira que o projeto arranca com a assinatura de uma Carta Compromisso. O objetivo é “promover a cobertura universal da vacinação num mundo de desafios globais”, diz ao DN a coordenadora do Programa Nacional de Vacinação.

promoção da “cobertura universal da vacinação num mundo de desafios globais” é o objetivo da rede de municípios “Embaixadores da Vacinação” que a Direção-Geral da Saúde (DGS) quer implementar. É Teresa Fernandes, coordenadora do Programa Nacional de Vacinação (PNV) que explica ao DN no que consiste o projeto que é formalizado esta terça-feira, na Amadora, com a assinatura de uma Carta Compromisso.

A criação desta rede é, segundo a DGS, “uma iniciativa pioneira”, que pretende articular e otimizar a colaboração dos municípios na “promoção da literacia para a vacinação” e arranca, “de forma piloto” na Área Metropolitana de Lisboa.

No fundo é reforçar a importância do ato de vacinar e da sua cobertura universal “através de novas parcerias que visam informar cada vez mais públicos-alvo dos diferentes setores da sociedade contribuindo para a tomada de decisões informadas”, explica-nos Teresa Fernandes sobre o projeto que surge no âmbito da Semana Europeia da Vacinação, que decorre até esta terça-feira. No fundo, a ideia é levar a mensagem mais longe.

Com este projeto, pretende-se que os “Municípios Embaixadores da Vacinação”, comprometam-se, “em estreita articulação com os ACES (Agrupamentos de Centros de Saúde que gerem as Unidades de Saúde)”, e de acordo com as recomendações da DGS, a fazer a defesa da vacinação, promover o conhecimento nesta área, bem como concretizar oportunidades para o ato de vacinar. “Queremos fomentar a procura da vacinação de forma informada e consciente do seu valor para o próprio e para a sociedade”, afirma a responsável pelo PNV.

Um compromisso que é, no fundo o reforço de “que a vacinação é um direito, um dever, um ato de cidadania, de responsabilidade e de solidariedade, na defesa da saúde individual e da Saúde Pública, sublinha a DGS, em comunicado.

Aumentam casos de sarampo a nível global

A criação da rede de “Municípios Embaixadores de Vacinação” surge numa altura em que a Organização Mundial de Saúde (OMS) dá conta de um aumento global do número de casos de sarampo que quase quadruplicou no primeiro trimestre deste ano face ao mesmo período de 2018, seguindo a tendência dos últimos dois anos, para 112.163 casos.

Também o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) alertou para o problema. São mais de 20 milhões de crianças que não receberam a vacina contra o sarampo, dada em duas doses, em todo o mundo nos últimos oito anos. Esta falta de vacinação permite a exposição ao vírus e coloca em causa a imunidade de grupo e tem originado um aumento de surtos da doença em todo o mundo, conclui o relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), divulgado no passado dia 25 de abril.

No âmbito da Semana Europeia da Vacinação, a UNICEF revela que cerca de 169 milhões de crianças não receberam a primeira dose da vacina, entre 2010 e 2017, o que equivale a uma média anual de 21,1 milhões de crianças.

A UNICEF indica que, em 2017, cerca de 110 mil pessoas, a maioria crianças, morreram de sarampo – 22% a mais que no ano anterior.

DGS atenta aos surtos de sarampo no mundo

Os Estados Unidos enfrentam o maior surto de sarampo em quase 20 anos e, entre os países desenvolvidos lideram a lista da UNICEF com o maior número de crianças (mais de 2,5 milhões) que não receberam a primeira dose da vacina entre 2010 e 2017. Seguem-se França e Reino Unido, com mais de 600 e 500 mil bebés não vacinados, respetivamente.

Uma realidade que leva Teresa Fernandes, da DGS, a sublinhar a importância do Programa Nacional de Vacinação. “Contribuiu para o desenvolvimento do País, reduzindo drasticamente a mortalidade infantil e as sequelas geradas por doenças que já não vemos, como a poliomielite, o sarampo, a rubéola, a difteria, o tétano, entre outras”.

Para a coordenadora do PNV, a “ausência destas doenças gera, principalmente noutros países, algum descrédito na vacinação e sobrevalorização dos seus raros efeitos adversos e incómodo provocado pela picada, por isso investimos na informação sobre o seu real valor”.

Defende, por isso, mais e melhor informação. “Cremos que o combate à desinformação e ao crescimento de movimentos anti-vacinação deve ser feito através de cada vez mais e melhor informação, proveniente de fontes credíveis e difundida a todas as pessoas, através de diversos meios de comunicação, independentemente da idade, religião, estatuto social, financeiro, migratório ou outro, pois é para todas estas pessoas que se destina a vacinação e que a mesma está disponível em Portugal, desde 1965″.

Situação em Portugal

Em Portugal, Lisboa e Vale do Tejo e o Algarve foram as regiões com taxa de cobertura vacinal abaixo do recomendado na segunda dose da vacina contra o sarampo, segundo dados de 2017.

De acordo com dados publicados no Conselho Nacional de Saúde (CNS), referentes a 2017, na segunda dose da vacina contra o sarampo, papeira e rubéola (VASPR), dada aos 12 meses e aos cinco anos, a taxa de cobertura vacinal ficou abaixo dos 95%, recomendados pela OMS em Lisboa e Vale do Tejo e o Algarve, regiões descritas como tendo “coberturas vacinais particularmente baixas”. Situação que registou melhorias, de acordo com os últimos dados da Direção-Geral de Saúde (DGS).

O estudo do CNS, especificou que, em 2017, “nenhum dos ACES [agrupamentos de centros de saúde] da região do Algarve regista uma cobertura vacinal superior a 95%, registando o ACES Algarve Central uma cobertura vacinal inferior a 90% (89,4%). O mesmo acontece nos ACES da área urbana de Lisboa, como o de Lisboa Norte (85,5%), Cascais (86,7%) e Amadora (88%), que registam “coberturas vacinais particularmente baixas”.

De acordo com a DGS, que revelou ao DN dados atualizados de 2018, a situação apresentou uma evolução favorável. Em Lisboa e Vale do Tejo, na segunda dose da vacina contra o sarampo, aos 6 anos, a taxa de cobertura é de 94,2% e, aos 7 anos, de 96,4%. Já na região do Algarve, há uma taxa de cobertura de 93% na segunda dose, aos 6 anos, e de 95,4% aos 7 anos”.

 

 

Casos de tuberculose em crianças aumentaram. Vacina BCG pode regressar

Abril 26, 2019 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da TSF de 12 de abril de 2019.

Paula Dias com Rita Carvalho Pereira

As autoridades de saúde estão a considerar retomar a vacinação BCG, depois de, nos últimos anos, ter aumentado o número de casos de tuberculose em crianças.

A diretora do Programa Nacional para a Tuberculose, Isabel Carvalho, indica que a Direção-Geral da Saúde está a estudar a possibilidade da vacina BCG voltar a ser administrada às crianças de risco nas maternidades, o mais cedo possível, depois do nascimento.

Só no último ano, 34 crianças com menos de seis anos contraíram tuberculose (quatro das quais com alta gravidade), sendo que nenhuma das crianças infetada tinha sido vacinada.

Desde 2017 que a vacina BCG deixou de ser obrigatória para todas as crianças.

As regiões de Lisboa e do Porto são aquelas que apresentam o maior número de casos de infeção -e, como tal, são as mais prioritárias -, porém Isabel Carvalho ressalva que ainda não há previsão de quando a medida irá avançar.

“São ideias que têm sentido, que parecem ir melhorar a operacionalização da vacina, mas que ainda estão a ser trabalhadas”, salvaguarda a responsável, em declarações à TSF.

Isabel Carvalho defende que não existe benefício em vacinar toda a população, pelo que não faz sentido essa prática, mas admite que o facto de existir uma baixa incidência de tuberculose em Portugal fez com que os cidadãos e os profissionais de saúde começassem a descurar a doença – o que, por sua vez, levou ao aumento do tempo de diagnóstico e a uma maior probabilidade de contágio.

A diretora do Programa Nacional para a Tuberculose explica que tem ocorrido um atraso na administração da vacina às crianças que estão identificadas para vacinação, por questões logísticas. A responsável aponta ainda demoras no diagnóstico e falhas nos rastreios da doença.

As crianças consideradas de risco, aquelas que podem estar mais expostas a tuberculose, são as que têm pais “com VIH, com dependência de drogas ou álcool, com familiares de países de alta incidência ou que estiveram envolvidas num processo de exposição a tuberculose”, explica Isabel Carvalho.

“Quando achamos que a tosse se arrasta e que, apesar de tomar vário antibióticos, os sintomas não passam, temos de pensar que pode ser tuberculose e é preciso procurar ajuda”, sublinha.

 

 

Em Itália, as crianças não vacinadas estão proibidas de ir à escola. E em Portugal?

Março 28, 2019 às 10:30 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do MAGG de 14 de março de 2019.

por Catarina da Eira Ballestero

“Sem vacinas, não há escola”, disse a ministra da saúde italiana. Será a obrigatoriedade uma estratégia eficaz para prevenir doenças?

Na passada segunda-feira, 11 de março, entrou em vigor em Itália uma lei que impede as crianças com menos de 6 anos de frequentarem a escola. “Sem vacinas, não há escola”, afirmou Giulia Grillo, ministra da saúde italiana, citada pelo jornal “La Repubblica”.

Depois de meses de debate, a lei já está em vigor: para além de permitir que as escolas e infantários recusem a matrícula de crianças não vacinadas nos primeiros anos de vida, a mesma regulamentação dita que, embora a frequência escolar não seja impedida às crianças e jovens sem as vacinas obrigatórias (sarampo, rubéola, poliomielite, difteria, tétano, hepatite B, tosse convulsa, meningite de tipo B, varicela e papeira) entre os 6 e os 16 anos, os pais destas podem ser obrigados a pagar multas até 500€.

A medida italiana, considerada desesperada por alguns, surge no seguimento de um aumento de casos de sarampo e meningite no país, algo que também não é inédito em Portugal. Em janeiro deste ano, a Direção-Geral da Saúde confirmou a existência de 37 casos de sarampo no País, sendo que, de acordo com um relatório divulgado pela Organização Mundial da Saúde em novembro do ano passado, os casos de sarampo em todo o mundo aumentaram no ano de 2017, e provocaram 110 mil mortes.

Dando o exemplo do sarampo, é inegável que existe uma relação direta entre o aumento de casos desta patologia e a não vacinação. No site da DGS, pode ler-se que a “ocorrência de surtos de sarampo em alguns países europeus, devido à existência de comunidades não vacinadas, colocou Portugal em elevado risco”.

No mesmo documento da DGS, é ainda salientado que a “vacinação é a principal medida de prevenção contra esta doença e é gratuita”, mas basta estarmos atentos para perceber que, nos últimos anos, as correntes anti-vacinação têm crescido, existindo cada vez mais casos de doenças desaparecidas há anos do nosso País, como é o exemplo do sarampo.

Mas porque é que há pais que escolhem não vacinar os seus filhos, não só em Portugal, mas também em outros países da Europa, que obrigou os italianos a tomarem medidas drásticas, como impedir a frequência escolar das crianças não vacinadas?

“Em países onde a maioria das doenças que as vacinas previnem se tornaram raras, o medo dos efeitos secundários das vacinas sobrepõe-se ao medo das sequelas potencialmente graves e fatais dessas doenças”, explica à MAGG a pediatra Carolina Prelhaz.

Tal como refere a especialista da Clínica de Santo António, “existem muitos mitos, relacionados não só com a segurança das vacinas, mas também com o papel da indústria farmacêutica, que importa esclarecer na comunidade para que as vacinas, que são um direito das crianças, não lhes sejam negadas”.

Carolina Prelhaz salienta ainda que “as crianças têm direito a um desenvolvimento saudável e a serem protegidas de doenças graves para as quais, atualmente, temos uma resposta eficaz” e garante que “as vacinas são bem estudadas e a sua eficácia e segurança estão comprovadas”, e a decisão de vacinar “não deveria suscitar dúvidas ou desconfiança entre os pais”.

O que se passa em Portugal

Apesar de a apresentação dos boletins de vacinas ser exigida na grande maioria dos estabelecimentos de ensino portugueses, não existe um impedimento legal a que as crianças não vacinadas frequentem os infantários, creches e escolas no nosso País.

Em declarações à MAGG, uma fonte do gabinete do ministro da Educação garantiu que “em Portugal, todas as crianças têm acesso à escola pública e nenhuma pode ser impedida de a frequentar”. Quanto à necessidade da apresentação do boletim de vacinas no momento da matrícula na escola, a mesma fonte explica que, “caso a criança não tenha uma ou mais vacinas do Programa Nacional e Vacinação, a escola informa o centro de saúde local”. No caso do ensino privado, “esta matéria está dentro da autonomia administrativa desses estabelecimentos”.

Mas será a obrigação da vacinação para que as crianças possam frequentar as escolas, à imagem do que aconteceu em Itália, uma estratégia eficaz para prevenir doenças? “A implementação desta medida é protetora para as doenças potencialmente graves que as vacinas previnem, não só nas escolas, mas em todo os lugares onde as pessoas circulam”, refere Carolina Prelhaz, que salienta também que, “num cenário de obrigatoriedade em vacinar, nunca se atingirão taxas elevadas de crianças não vacinadas e assim poderá manter-se não só a proteção individual, mas também a proteção conferida pela imunidade de grupo”.

O desespero italiano

A pediatra Carolina Prelhaz refere que a obrigatoriedade em vacinar, “não sendo o cenário ideal, mantém independente de opiniões pessoais o direito de todas crianças à saúde” — mas não deixa de considerar a medida italiana uma ação desesperada.

“O facto de, em Itália, se ter tornado obrigatória a vacinação como forma de se poder cumprir o direito da criança à educação, é uma medida desesperada numa sociedade que manifesta uma desconfiança crescente com as vacinas, apesar dos esforços da comunidade científica”, conta Carolina Prelhaz, que considera o acontecimento revelador da dificuldade dos profissionais de saúde em chegar aos grupos anti-vacinação e desmistificar dúvidas.

A especialista continua: “Compreendo que a obrigatoriedade de vacinar seja um caminho possível para que não se coloque em risco o direito das crianças e de toda a sociedade à saúde, mas revela uma falha da medicina em mostrar o quão importantes as vacinas são e pode, por outro lado, dar força a alguns argumentos dos grupos anti-vacinação. A obrigatoriedade não deverá ser o caminho e não deverá ser motivo para esquecer o nosso dever de agir na sociedade”.

 

 

 

Já está disponível para download o InfoCEDI n.º 80 sobre A importância da vacinação

Março 25, 2019 às 2:00 pm | Publicado em CEDI, Publicações IAC-CEDI | Deixe um comentário
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Já está disponível para consulta e download o nosso InfoCEDI n.º 80. Esta é uma compilação abrangente e atualizada de dissertações, estudos, citações e endereços de sites sobre A importância da vacinação.

Todos os documentos apresentados estão disponíveis on-line. Pode aceder a esta publicação AQUI.

Sarampo: 16% das crianças não são vacinadas na idade recomendada

Maio 23, 2018 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 0 de maio de 2018.

Aos 13 meses, 15% das crianças não estavam protegidas contra a meningite meningocócica, o que denota a persistência de um atraso na vacinação que devia ser feita aos 12 meses de idade.

Margarida David Cardoso

Em 2017, ano em que o país registou dois surtos de sarampo, 16% das crianças com 13 meses não estavam vacinadas, como recomendado, contra a doença. E 15% das crianças com a mesma idade não estavam protegidas contra a meningite meningocócica, o que denota a persistência de um atraso na vacinação que devia ser feita aos 12 meses de idade. Estes dados revelam, contudo, uma melhoria em relação a 2016, constata a Direcção-Geral da Saúde (DGS) no Boletim do Programa Nacional de Vacinação, que divulga nesta quarta-feira.

Estes dados referem-se a um ano em que houve dois surtos de sarampo, num total de 27 infectados confirmados pela DGS, sendo que um deles, uma adolescente de 2017, acabou por morrer com uma pneumonia bilateral. Já este ano, um novo surto infectou 111 pessoas (que estão todas curadas). Estas ocorrências levam a DGS a concluir que “é necessário um maior investimento no cumprimento do Programa Nacional de Vacinação (PNV)”, de forma a não perder oportunidades de vacinação e comunicar a importância desta ser feita na idade recomendada, especialmente até aos 12 meses.

Para a DGS este atraso não é novidade. Mas não significa que as crianças não venham a ser vacinadas. De facto, aos dois anos, já 98% das crianças tinham, no ano passado, a primeira dose da vacina do sarampo (coorte de 2015). Também a cobertura vacinal da segunda dose, que deve ser tomada aos cinco anos, variou entre 96% e 98% nos menores de idade.

Ainda assim, no ano passado, este atraso não se verificou na vacinação recomendada aos dois meses, sendo que cerca de 95% das crianças com três meses tinham o esquema recomendado.

Os recentes surtos levaram a DGS a convocar pessoas com esquemas em atra­so – desde 2017 foram vacinadas assim mais de 60 mil pessoas – e a reafirmar a necessidade de o continuar a fazer, especialmente em áreas geográfi­cas com menor cobertura vacinal. A DGS conclui que estas campanhas de repescagem surtiram “bons resultados nos menores de 18 anos”, fazendo com que as coberturas da vacinação contra o sarampo sejam “mais elevadas do que as verificadas no ano anterior”. Estão, por isso, “cumpridos os objectivos nacionais e internacionais do programa de eliminação” da doença.

Reforço do trabalho em rede

Os restantes resultados da apli­cação do PNV são “excelentes”, diz a DGS. O boletim destaca o facto de cerca de 75% de grávidas terem sido vacinadas contra  tosse convulsa, no primeiro ano que a vacina integra o PNV. E de ter sido atingido o objectivo de 95% de vacinação para todas as vacinas avaliadas até aos sete anos de idade.

Quando à vacina contra o vírus do papiloma humano (HPV), associado ao cancro do colo do útero, a DGS olhou para os grupos que iniciaram a vacinação entre 2013 e 2016, quando a idade recomendada era aos 13 anos (até Setembro de 2014) ou aos 10-13 anos de idade (a partir de Outubro de 2014). Essa análise demonstra uma cobertura va­cinal superior a 85% para a primeira dose e quase sempre acima da meta dos 85% para a segunda dose.

A DGS termina este documento, a primeira edição de uma publicação anual que substitui o Boletim Vacinação, afirmando que “para que os profissionais saibam responder às questões de complexidade crescente dos cidadãos, deve ser reforçado o investimento na formação contínua dos profissionais que operacionalizam o PNV aos vários níveis e no trabalho em rede, entre as equipas locais, regionais e nacional da vacinação”.

 

 

 

Crianças vacinadas contra a gripe para proteger adultos

Maio 15, 2018 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Expresso de 1 de maio de 2018.

A gripe chega todos os anos e o problema é sempre o mesmo: quem mais sofre com a doença é quem menos se vacina: grávidas, doentes crónicos e idosos. Para mudar o diagnóstico, peritos internacionais estão a seguir outra estratégia. Vacinam as crianças, os transmissores do vírus, para que os adultos não adoeçam.

Na dianteira da imunização infantil para travar as epidemias de gripe está o modelo que tem sido uma referência para o Serviço Nacional de Saúde (SNS), a prestação assistencial no Reino Unido. Todas as crianças britânicas dos dois aos oito anos são protegidas. As doses contra a gripe são dadas anualmente nos cuidados primários e nas escolas, sem injeção. Para facilitar a adesão, a administração é intranasal, feita com um spray. As primeiras vacinas foram administradas num projeto piloto entre 2012 e 2013 e os resultados obtidos levaram os responsáveis a avançar para um programa universal. Isto é, nenhuma criança fica de fora. A estratégia permitiu reduzir em 59% as consultas com o médico de família, 21% os episódios de urgência por crises respiratórias, 34% as hospitalizações e 46% os internamentos em cuidados intensivos na população adulta só em 2015.

“Os doentes crónicos têm 11 vezes mais probabilidade de morrer devido a complicações de gripe do que a população saudável e mesmo assim não se vacinam. Temos taxas de cobertura reduzidas — abaixo dos 60% na população doente e pouco mais de 70% acima dos 65 anos — e decidimos atuar entre quem propaga a doença, as crianças”, explica um dos mentores e responsáveis pelo programa, David Salisbury. Os resultados também já inspiraram outros países, caso da Finlândia, EUA ou alguns zonas de Itália.

Em Portugal, a estratégia tem sido debatida, até porque a cobertura vacinal contra a gripe nos grupos de risco é próxima da do Reino Unido. No segmento de maior sucesso, entre os idosos, a taxa não vai muito além dos 65%. No geral, os peritos portugueses têm uma opinião positiva sobre a imunização das crianças para proteção dos adultos, embora defendam a máxima prudência na transposição do modelo britânico, desde logo na imunização de todas as crianças.

O SNS há muito que faz imunização infantil contra a gripe, contudo apenas em casos particulares, como quadros graves de diabetes ou asma, por exemplo. “A ideia de fazer uma vacinação indireta existe há muito anos mas implica mudar mentalidades, e em Portugal houve algum receio em avançar”, explica Maria João Brito, antiga infecciologista da Sociedade Portuguesa de Pediatria e responsável pela Unidade de Infecciologia Pediátrica do Hospital Dona Estefânia, em Lisboa.

A especialista acredita, ainda assim, que o momento de mudar está próximo: “Temos experiências, como a vacinação de grávidas contra a tosse convulsa nos recém-nascidos, de que a população está aberta ao modelo, embora o nosso seja muito bom.” E é em nome desse sucesso que o Colégio de Pediatria da Ordem dos Médicos defende que o atual programa “deva manter-se como prática até que estudos sólidos mostrem que se pode obter igual resultado com um plano mais simples e eficaz”, diz o presidente, Jorge Amil Dias.

O pediatra Mário Cordeiro defende também um avanço cauteloso. “Não podemos dizer que se aplicaria da mesma forma, mas todas as hipóteses de incrementar a vacinação têm de ser consideradas porque são o método mais eficiente e eficaz de prevenção em saúde pública. David Salisbury é uma das maiores autoridades mundiais em vacinas — apoiou-nos nos anos 90 quando parecia insolúvel a epidemia de papeira — e o Reino Unido foi sempre líder na vacinação.”

Por esclarecer, há vários aspetos. Ana Paula Rodrigues, do Departamento de Epidemiologia do Instituto Ricardo Jorge, esclarece que “tem sido debatido o efeito das sucessivas exposições aos vírus, por infeção ou vacinação, a que cada indivíduo é sujeito ao longo da vida na sua capacidade de resposta”.

E há a dúvida dos pais sobre o número limite de vacinas. Não há, garante Filipe Froes, da Comissão Técnica Nacional de Vacinação. “As crianças beneficiam da estimulação antigénica para o desenvolvimento e maturação do sistema imunitário e as vacinas são um dos maiores avanços civilizacionais. O que provoca efeitos adversos, sequelas permanentes e, nalguns casos, a morte são as doenças prevenidas por vacinação.”

A diretora-geral da Saúde não se compromete, para já. “Todos os anos avaliamos a questão das crianças mas ainda temos dúvidas sobre os efeitos colaterais ou o ecossistema do vírus. Mas não quer dizer que não venhamos a avançar”, admite Graça Freitas.

 

Vacinas na gravidez: rubéola

Abril 2, 2018 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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image@yeutre

 

A propósito desde meu artigo sobre a Rubéola uma mãe questionou-me relativamente ao seu caso em particular, pois descobriu que não estava imune à rubéola e estava grávida. Para saberem mais sobre esta patologia podem ler o artigo. A questão é? Deve ou não a grávida ser vacinada? Embora existam várias maneiras de pensar e também porque cada caso é um caso gostava na mesma de esclarecer sobre esta temática explicando alguns conceitos.

Imunidade

Primeiro de tudo convém entendermos o que é a imunidade e que influência tem na nossa gravidez.

Tipos de vacinas

Alguns exemplos de tipos de vacinas pois elas não são todas iguais nem na sua forma de actuação nem na composição.

Vacinas atenuadas
O Microrganismo (bactéria ou vírus vivos), obtido a partir de um indivíduo ou animal infectado, é atenuado por passagens sucessivas em meios de cultura ou culturas celulares, diminuindo assim o seu poder infeccioso. Como exemplo deste tipo de vacina existe a vacina contra rubéola, BCG, varicela, etc.

 

Vacinas inativadas
Os microrganismos são mortos por agentes químicos ou físicos. A grande vantagem das vacinas inativadas é a total ausência de poder infeccioso do agente, mantendo as suas características imunológicas. Ou seja, estas vacinas não provocam a doença, mas têm a capacidade de induzir proteção (estimular produção de anticorpos) contra essa mesma doença.

Estas vacinas têm como desvantagem induzir uma resposta imunitária subóptima, o que por vezes requer a necessidade de administrar várias doses de reforço.

Alguns exemplos das inativadas são hepatite A, hepatite B, influenza e HPV.

Vacinas conjugadas

As vacinas conjugadas são produzidas para combater diferentes tipos de doenças causadas por bactérias chamadas encapsuladas (que possuem capa protetora composta por polissacarídeos, substâncias parecidas com açúcares).
Exemplo: vacina pneumocócica 23 (protege contra 23 tipos de pneumonia).

Vacinas na gravidez

Muito se tem falado sobre as vacinas na gravidez. As vacinas são diferentes entre si nas suas composições e origens como vimos atrás.
Na gravidez, como a vacinação pode afetar o bebé o risco tem que ser muito bem medido. Pois também há risco da mãe contrair a doença e aí ainda será mais prejudicial para o bebé. Para isso deverá falar com o seu médico e saber qual a opinião dele neste caso.

CASO DA RUBÉOLA

• A vacina contra rubéola é composta de vírus vivo atenuado, e portanto, é contra-indicada na gravidez.
• Toda a mulher em idade fértil deve realizar uma colheita de sangue para saber o seu estado imunológico contra rubéola. Naquelas com resultado negativo (IgG negativo), deve-se aplicar a vacina e depois aí aguardar uns meses para ter a certeza que fica imunizada.
• Uma única dose da vacina contra rubéola é eficaz para criar imunização permanente em mais de 95% dos casos.
• A presença do vírus causador da rubéola na mulher que pretende engravidar ou grávida aumenta o risco de ocorrer um aborto espontâneo ou causar alterações ao feto.
• Não há problemas em receber a vacina durante a amamentação. Também não há problema em ser revacinada.

O QUE REPRESENTAM AS IGG E AS IGM?

IgG (Imunoglobulina G) e IgM (Imunoglobulina M) são anticorpos que o organismo produz quando entra em contato com algum tipo de micro-organismo invasor.
A diferença entre eles é que o IgM é produzido na fase aguda da infecção, enquanto que o IgG, que também surge na fase aguda, é mais específico e serve para proteger a pessoa de futuras infecções, permanecendo por toda a vida.
Quando pesquisamos IgG e IgM temos o objectivo de detectar o estágio de diversas doenças, entre elas a toxoplasmose, rubéola e a infecção pelo citomegalovírus:

• IgG negativo (não reagente) e IgM negativo (não reagente): nunca entrou em contato com o patógeno (nunca teve a doença ou nunca tomou vacina) e está susceptível a ter a doença, ou seja, se estiver em contacto com o microorganismo poderá ficar doente.

• IgG negativo e IgM positivo: infecção aguda (dias, semanas), ou seja, esteve em contacto com a doença há pouco tempo e ainda está a reagir.

• IgG positivo (reagente) e IgM positivo (reagente): infecção recente (semanas ou meses), ou seja, esteve há poucas semanas em contacto com a doença e já está a criar defesas.

• IgG positivo e IgM negativo: infecção antiga (meses ou anos) ou sucesso da vacina, ou seja, o seu corpo quando estiver em contacto de novo com a doença tem agentes que reconhecem e que a vão eliminar rapidamente.

Concluindo, o exame sorológico da rubéola é feito durante a gravidez e tem com objectivo detectar a presença de anticorpos contra a rubéola na corrente sanguínea (anticorpos IgG e IgM). A presença de anticorpos pode revelar se a mulher é imune ou entrou em contato com o vírus da rubéola recentemente. Para assim fazer um despiste e actuar em conformidade com os resultados obtidos.

 

Fonte: http://uptokids.pt

Surto de sarampo : sinal dos tempos e barómetro de uma sociedade – Mário Cordeiro

Março 27, 2018 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Artigo de opinião de Mário Cordeiro publicado no site da https://ffms.pt/

É lamentável que, passados estes anos todos em que já foi possível avaliar os efeitos (individuais e coletivos) das vacinas, tenhamos ainda que estar a convencer os pais de que este é um passo necessário.

Infelizmente ainda o é – foi há cerca de um ano e agora novamente: um surto de sarampo num país que estava oficialmente livre de sarampo. Um país que era um exemplo para a Europa e para o mundo!

A sociedade da opulência e da abundância (sim, abundância, sobretudo comparando com mais de metade do planeta) é muito inculta relativamente à Ciência e acredita no que o “grande guru” Facebook ou o senhor doutor Google lhe dizem.

Muitos profissionais têm, de igual modo, contribuído para uma falsa segurança e como a memória nem sequer é curta, é curtíssima (em relação a tudo, porque a noção de História se está a perder), já poucos se lembram do que são sarampo, poliomielite, varíola, difteria, meningites. Assim, muitas pessoas consideram que estamos “imunes” a doenças apenas porque somos “civilizados”… nada de mais errado. Há que, constantemente, relembrar que a luta contra os microrganismos não está ganha: qualquer distração levará a que eles vençam. Não desejo isso para os meus filhos, para os meus netos e para as gerações futuras. Faço uso dos dados científicos, e não de “diz-que-disse”.

Alguns pais são “contra as vacinas”. A decisão última de vacinar os filhos é deles, claro, mas é preciso desfazer os equívocos, e pergunto, se não vacinarem e a criança adoecer, como é que eles se vão sentir?… Para lá de que a criança não é propriedade dos pais. Eles são apenas gestores do seu percurso de vida, e devem ser bons gestores, no melhor interesse dos filhos.

Cada um tem o direito de escolher o que quer fazer, mas convém não esquecer que essa autonomia e esse direito implicam responsabilidade. O que acontecer à criança deverá ser, pelo menos moralmente, atribuível aos pais. Para os que são “contra” as vacinas, pois tenham a coragem de ir a África, por exemplo, e pergunte-se-lhes se não desejariam ter uma vacina que salvasse os filhos de morrer por sarampo. Choca-me a ignorância da sociedade da abundância em que se pensa que o que vem nas redes sociais é mais importante do que os dados e a realidade científica.

Como em todos os procedimentos médicos, poderão existir meia dúzia de casos em que vacinar não é recomendável, mas não são duas ou três exceções que não fazem lei. Nós, cientistas, temos de descartar as mentiras, falsidades, inverdades e ideias feitas que estão erradas. Infelizmente, a moda de “não vacinar” é própria de uma sociedade afluente e rica, sobranceira e jactante, que se esqueceu dos tempos em que se morria de meningite, poliomielite, tosse convulsa, difteria ou sarampo, entre tantas outras doenças, e nada tem a ver com as escassas reais contraindicações à vacinação. O que mata são as doenças. As vacinas salvam vidas!

O método sinistro do mundo das “fake news”, associado à amplificação pelas redes sociais, acríticas e acéfalas leva a que se propaguem mentiras, como foi relacionar-se a vacina do sarampo com o autismo. Neste caso concreto, foi um médico que publicou um estudo, que veio a revelar-se falso, em que sugeria essa associação. Foi mais do que demonstrado que não era verdade, mas a ideia ficou (como as notícias de primeira página que são desmentidas depois num pequeno quadradinho numa página interior) e pouco se falou que o referido médico foi irradiado e expulso, o mesmo acontecendo com um outro médico nos EUA – que mais tarde se suicidou. Nesse aspeto, acho que os meios de comunicação alinham, muitas vezes, nesse “erro histórico”, com consequências gravíssimas para a saúde das pessoas. Repito: as vacinas salvam, as doenças matam!

Portugal é um caso de sucesso, desde que a então diretora-geral da Saúde, drª Maria Luísa Van Zeller, iniciou o PNV. Somos um exemplo para o mundo. Perder isto seria como ter Cristiano Ronaldo e nunca o deixar jogar, com a “pequena” diferença que, se não vacinarmos, milhares de pessoas morrerão. Sim, milhares. Não é força de expressão.

Outro argumento, frequentemente usado, é que as multinacionais “inventam” doenças para “impingirem” vacinas. Se é verdade que as multinacionais e firmas farmacêuticas querem ter lucros (isso acontece com qualquer negócio numa economia de mercado) e se também é verdade que os Estados e a UE têm de ter uma palavra a dizer sobre os preços (e já têm, quando num concurso público internacional os preços caem para cerca de um terço do preço de venda ao público), a ideia de que há uma conspiração e que as vacinas são desnecessárias é absurda, obscurantista e totalmente idiota…. Com efeitos muito graves na vida das pessoas. Quando morreu um terço da população da Europa por peste negra ou sífilis, no Renascimento, não creio terem sido as multinacionais as culpadas. Aliás, quem morreu muito agradeceria ter tido uma vacina que lhes salvasse a vida!

As taxas de vacinação em Portugal continuam razoavelmente elevadas, porque felizmente a maioria dos pais não vai em “cantos de sereia” e não acredita em balelas, mas este surto mostra como estamos a abrir brechas. Há um par de anos houve dois casos de estrangeiros com sarampo e não houve um único português… porque a população estava imunizada e havia a imunidade de grupo, a qual se consegue com uma taxa de cobertura superior a 95% – agora, não foi o caso. Se não defendermos ativamente as vacinas como o bem precioso e a maior conquista civilizacional em termos de saúde, poderemos correr sérios riscos, sim, porque a memória das doenças ficará esfumada. Há razões para ter essa preocupação.

Ainda por cima, existe uma “geração” que já não contraiu a doença “selvagem”, só fez uma dose de vacina – a qual, nos anos 70, também era diferente e menos imunogénica – e está em maior risco de não ter anticorpos para a doença e de, por exemplo, não passar esses anticorpos (porque não os tem) aos filhos durante a gravidez, deixando os bebés expostos desde que nascem – estou a falar da geração entre os 35 e os 45 anos, mais ou menos.

Um país que fica em transe (e bem) por causa dos incêndios, não perceberá que estamos perante um novo “incêndio” que pode provocar até mais vítimas? A última epidemia, há cerca de 25 anos, causou mais de 50 mortes! Está nas nossas mãos defendermos as vacinas e a sua utilidade e bom nome. As vacinas salvam vidas, as doenças matam essas vidas. Para mim, como pai, cidadão, cientista e humanista, faz toda a diferença! Mário Cordeiro é autor do ensaio ‘Crianças e Famílias num Portugal em Mudança’ e, mais recentemente, de ‘A Verdade e a Mentira das Vacinas’ (editora Desassossego, 2017). Escreve segundo o novo Acordo Ortográfico.

Sarampo – Informações da Direção-Geral da Saúde

Março 21, 2018 às 2:09 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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