Nasceu um jogo para prevenir a violência no namoro. Joga-se no smartphone e no computador

Novembro 5, 2018 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Notícia e fotografia do Público de 19 de outubro de 2018.

O jogo, denominado “UNLOVE”, pode ser descarregado gratuitamente. Secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade, Rosa Monteiro, considerou que estas ferramentas são “fundamentais, porque falam e são o meio que hoje os jovens utilizam”.

Lusa

O Movimento Democrático de Mulheres (MDM), em parceria com a Universidade de Aveiro (UA), lançou nesta sexta-feira um jogo destinado a adolescentes para smartphone e computador que visa, entre outros objetivos, prevenir a violência no namoro.

Em declarações à Lusa, Joana Lima, do MDM, disse que a finalidade do jogo é “dar ferramentas de treino às crianças e jovens para depois, na sua vida, poderem lidar com situações reais“.

“É um jogo baseado em princípios não moralistas e não limitadores. A personagem que é criada é completamente costumizada. Eu crio uma personagem que me representa a mim e o meu ou a minha namorada”, adiantou Joana Lima. O jogo permite que os utilizadores vivam uma “história de namoro”, onde lhes são colocadas situações sobre as quais terão de tomar decisões comportamentais para prosseguir.

As decisões conduzem a diferentes caminhos de relação e ocorrem em diferentes espaços (a casa, o café, a escola, a praia) e o jogo está desenvolvido para que o jogador vá tomando consciência do resultado das suas decisões.

Na ocasião, a secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade, Rosa Monteiro, considerou que estas ferramentas são “fundamentais, porque falam e são o meio que hoje os jovens utilizam, e tem essencialmente uma abordagem que não é conservadora, nem moralizadora”.

“Temos de ser inteligentes e falar a linguagem, usar o meio, usar os códigos que eles utilizam. Acho que aqui está a chave do sucesso. A minha expectativa relativamente a estes instrumentos é imensa”, disse a governante, apelando a uma “grande difusão” destas ferramentas, levando-as ao conhecimento de todos os agentes educativos do país.

Para crianças e jovens dos 12 aos 18 anos

O jogo, denominado “UNLOVE”, pode ser descarregado gratuitamente para os sistemas Android e iOS e pode ser usado num computador ou no smartphone. Destina-se a crianças e jovens dos 12 aos 18 anos, foi desenvolvido ao longo de 18 meses, com a realização de várias atividades em escolas secundárias do distrito de Aveiro e na UA, abrangendo mais de duas mil pessoas.

O primeiro protótipo surgiu no âmbito de um trabalho desenvolvido por alunos da UA no ano lectivo 2013/2014. Cinco anos volvidos, o MDM partilhou com a comunidade a versão final do jogo, que contou com o financiamento da Secretaria de Estado da Cidadania e Igualdade.

Além do videojogo, em simultâneo foi lançado o guião UNPOP, um ‘kit’ pedagógico para ensinar a utilizar, em contexto educativo, videoclipes que os jovens consomem quotidianamente em elevadas quantidades, e onde estão presentes estereótipos de género, a banalização da erotização e sexualidade, preconceitos e mitos sobre modelos de relação, que podem estar associados ou possam ser geradores de discriminações e de violências”.

Neste momento, o MDM já tem várias solicitações para apresentar os dois produtos em escolas e outras organizações e associações, disse Joana Lima, adiantando que a UA vai garantir a monitorização do impacto que o jogo tem nos estudantes.

Site do jogo:

http://unlove.web.ua.pt/sobre.php

 

 

LEMA: plataforma online auxilia crianças com autismo

Julho 10, 2018 às 9:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Photo by Bence ▲ Boros on Unsplash

Chama-se LEMA e é o primeiro site português nascido para ajudar na Matemática as crianças com perturbação do espectro do autismo (PEA). Criado por Isabel Santos durante o Doutoramento em Multimédia em Educação na Universidade de Aveiro (UA), o LEMA, para além do desenvolvimento do raciocínio matemático destas crianças, quer ainda auxiliá-las nas áreas da linguagem, da leitura, do planeamento ou da gestão de emoções.

“Os resultados obtidos nas sessões de aferição com crianças e com professores e educadores da Educação Especial permitem assumir o LEMA [das iniciais em inglês de Learning Environment on Mathematics for Autistic children] como um importante instrumento de apoio à promoção do desenvolvimento do raciocínio matemático em crianças com PEA”, congratula-se Isabel Santos a autora da plataforma facilmente acessível a partir do link http://lema.cidma-ua.org.

Para além da Matemática, “o LEMA é também um auxiliar aos desenvolvimentos da linguagem e leitura, do planeamento, da memorização, da gestão de emoções, da atenção e concentração e da interação entre pares”. Assim, aponta Isabel Santos, o ambiente digital “poderá constituir-se como um instrumento pedagógico relevante para a premissa de uma escola inclusiva, garantindo o acesso e equidade de crianças com PEA ao processo de ensino e de aprendizagem, preparando a sua transição para uma vida ativa em sociedade”.

Destinado a crianças entre os 6 e os 12 anos diagnosticadas com PEA, o LEMA contém dois perfis de utilizadores – um para o educador e outro para a criança – e integra 32 classes de atividades de matemática, cada uma delas subdividida em cinco subclasses, de acordo com níveis de dificuldade.

A plataforma permite não só a seleção personalizada de uma até dez classes e subclasses de atividades tendo em conta o perfil funcional do utilizador-aluno, como ainda a visualização do registo de desempenho de cada aluno na realização das atividades propostas por parte do utilizador-educador.

 

Crianças com PEA em crescimento

“O layout das atividades/desafios satisfaz os requisitos identificados por vários investigadores da área das tecnologias digitais para crianças com PEA, nomeadamente a presença de poucos itens no ecrã, a utilização de linguagem visual e textual simples e direta e a integração de informações em múltiplas representações, como texto, vídeo, áudio e imagem, fornecendo instruções e orientações claras”, explica Isabel Santos.

O número de alunos diagnosticados com PEA tem aumentado nas últimas décadas em Portugal. O estudo mais recente realizado em Portugal pela Federação Portuguesa de Autismo, referente a 2011 e 2012, apontou uma prevalência de 15,3 crianças/jovens diagnosticadas com PEA em cada 10 mil.

“Apesar das tecnologias digitais terem sido identificadas, pela comunidade científica, como um recurso de grande interesse para indivíduos com esta perturbação”, aponta Isabel Santos, “são escassas as pesquisas que exploram a sua efetiva utilização no sentido do desenvolvimento de capacidades matemáticas” de crianças com autismo. Por isso, o LEMA de Isabel Santos quer também chamar a atenção para a necessidade de se desenvolverem mais ambientes digitais promotores do desenvolvimento de capacidades em crianças com PEA.

Preparado para ser utilizado pelos mais variados dispositivos tecnológicos (computador, tablet, smartphone, etc) e nos mais variados contextos (sala de aula, casa, gabinetes psicoeducativos, etc), o trabalho de Isabel Santos foi orientado pelas professoras Ana Breda, do Departamento de Matemática, e Ana Margarida Almeida, do Departamento de Comunicação e Arte.

O LEMA foi desenvolvido pela Linha Temática Geometrix, do Centro de Investigação e Desenvolvimento em Matemática e Aplicações (CIDMA), emergindo de uma colaboração frutífera entre esta unidade de investigação e a Digital Media and Interaction (DigiMedia) da UA.

 

Fonte: ua online | jornal da Universidade de Aveiro, em 4 de julho de 2018

UA desenvolve protótipo de jogo online para prevenir violência no namoro

Dezembro 8, 2014 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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texto do site http://uaonline.ua.pt/  de 25 de novembro de 2014.

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Projeto coordenado por Margarida Almeida, professora do Departamento de Comunicação e Arte

Sensibilizar adolescentes e jovens para o tema da violência no namoro é o principal objetivo do UnLove. Trata-se de um jogo online de acesso gratuito em que os participantes, através de diferentes ‘avatars’, podem vivenciar e aprender a gerir situações de conflito, abuso ou violência física e psicológica entre os elementos do casal. Desenvolvido por estudantes do Departamento de Comunicação e Arte (DeCA) da Universidade de Aveiro (UA) o protótipo do jogo é apresentado hoje na academia de Aveiro como forma de assinalar o “Dia Internacional da Erradicação da Violência sobre as Mulheres”, uma iniciativa do MDM – Movimento Democrático das Mulheres.

O UnLove permite que os participantes, depois de escolherem entre uma relação hetero ou homossexual, personificarem a personagem com a qual pretendem jogar e entrem num jogo de base narrativa ao longo da qual poderão experimentar e testemunhar diferentes situações de violência no namoro.

“Trata-se de um paradigma que parte do pressuposto de que existem diferentes cenários, visões e dimensões no fenómeno”, aponta Margarida Almeida, professora do DeCA. A coordenadora do projeto, um desafio lançado pelo Movimento Democrático de Mulheres, diz que “o jogo UnLove pretende constituir-se como uma ferramenta de educação e promoção para a saúde e de apoio à intervenção social e educativa na área da prevenção e sensibilização para a Violência no Namoro”.

Assim, considerando as potencialidades e a atratividade que os jogos digitais apresentam junto dos jovens, Margarida Almeida diz que com o UNLOVE se “pretende que os jovens adquiram conhecimentos acerca do fenómeno, aprendam a reconhecer situações íntimas abusivas e desenvolvam competências que lhes permitam gerir uma situação de violência”.

A finalidade principal do jogo é, pois, contribuir para a produção de mudanças nas crenças socioculturais que sustentam esse tipo de violência e sensibilizar os jovens para a importância de viverem relações íntimas equilibradas e relacionamentos interpessoais saudáveis.

“Sabemos que a prevenção e sensibilização para a Violência no Namoro deve ser, preferencialmente, operacionalizada em medidas de prevenção primária, direcionadas diretamente para os adolescentes e jovens em contexto escolar. As escolas e as universidades são, portanto, espaços de intervenção privilegiados, já que nos permitirão chegar junto desse público”, aponta Margarida Almeida.

Ainda em fase experimental, e considerando os resultados alcançados com o protótipo do jogo produzido pelos estudantes Sara Ramos, Luís Almeida, Luís Monteiro e Daniela Santos, da Licenciatura em Novas Tecnologias da Comunicação, foi apresentado, em Junho, um pedido de financiamento à “call for Research and Development Projects for the UT Austin | Portugal Program”.

A preparação desta candidatura contou com a colaboração, para além de colegas da Universidade de Austin-Texas, de uma equipa multidisciplinar da UA, com investigadores dos departamentos de Comunicação e Arte, Educação e Línguas e Culturas. “O que desejamos é dar continuidade ao protótipo desenvolvido, produzindo uma versão final do jogo que possa ser validada junto do público-alvo a que se destina e que se possa constituir como uma efetiva ferramenta de apoio à intervenção social e educativa na área da prevenção e sensibilização para a Violência no Namoro”, aponta Margarida Ameida.

 

 

Cyberbullying: ameaças fazem-se cada vez mais pela Internet

Novembro 20, 2014 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia da TVI 24 de 19 de novembro de 2014.

A tese de doutoramento citada na notícia pode ser consultada no link:

Bullying nas escolas: prevenção e intervenção

«É uma nova forma de violência que amplia as consequências do bullying tradicional», como revela uma investigação da Universidade de Aveiro

Por: Redação / CF

Um trabalho de investigação da universidade de Aveiro (UA), divulgado esta quarta-feira, conclui que crescem as ameaças através da Internet entre colegas de escola, para evitarem sanções disciplinares, num fenómeno em expansão, o chamado cyberbullying. «Este é um problema que diz respeito a toda a sociedade e não apenas às escolas», aponta José Ilídio Sá, autor da tese de doutoramento «Bullying nas Escolas: Prevenção e Intervenção», realizada no Departamento de Educação da UA, que durante um ano letivo estudou o comportamento de alunos de uma escola secundária de Espinho. «O ‘cyberbullying’ traduz inquestionavelmente uma forma mais complexa de ‘bullying’. Em muitos casos, surge como a continuação do ‘bullying’ presencial, mas noutras situações desponta como o «espaço predileto do agressor», explica o investigador. O anonimato ou a falsa identidade do ofensor, a enorme quantidade de observadores presentes, a velocidade “viral” de propagação das ofensas, agressões e humilhações, são fatores que levam os agressores a fazer essa escolha. Para a executar, dispõem hoje de variados meios ao seu dispor, como smartphones com câmara fotográficas e de vídeo, tablets, numerosos postos com computadores disponíveis e facilidade de acesso à Internet. «É uma nova forma de violência que amplia as consequências do ‘bullying’ tradicional. A difusão de ameaças, difamações e violência psicológica através da Internet é um meio cada vez mais utilizado pelos jovens para ofender terceiros», retrata. Segundo dados da investigação realizada numa escola secundária com o 3.º ciclo do Ensino Básico, que envolveu o estudo de duas turmas ‒ uma do 7.º e outra do 10.º ano, 31% dos alunos admitiu conhecer um colega que já foi “gozado ou ameaçado na Internet” e 13% dos estudantes do 10º ano já foram ameaçados, pelo menos numa ocasião, no ciberespaço, sendo essa percentagem mais significativa (19%) no caso dos jovens dos Cursos Profissionais. Outro «dado preocupante», apontado pelo estudo de José Ilídio Sá, diz respeito ao número significativo de jovens que admite desconhecer a identidade do seu agressor e que revelou não ter reportado a agressão de que foi alvo. A pesquisa permitiu apurar, na ótica dos agredidos, que perto de 45% dos jovens vítimas de agressão admitiu não ter reportado o sucedido a uma terceira pessoa tendo, por isso, «sofrido em silêncio de modo presumivelmente continuado e prolongado». Os que optaram pela denúncia fizeram-no a um colega (42,6%) ou a um familiar (29,7% dos casos, sendo que 23,8% aos respetivos pais e 5,9% aos irmãos). «Note-se que apenas uma percentagem muito residual de jovens (13%) mencionou ter participado essa agressão a um adulto da escola», diz. No caso concreto do ‘bullying’ eletrónico, «a fronteira entre o espaço escolar e o exterior torna-se quase impossível de delimitar» e por isso, «a responsabilização do agressor, quer seja na vertente disciplinar ou na criminal, torna-se assim muito difícil de comprovar». As famílias podem ter uma intervenção decisiva neste tipo de casos, «uma vez que um número significativo de situações de ciberagressão tem como palco o espaço do domicílio», para a vítima ou para o agressor. «O papel das famílias assume particular relevância, designadamente no que diz respeito à vigilância e à monitorização dos padrões de uso e de consumo da Internet por parte dos jovens, e à definição de regras por parte dos pais», afirma. Aconselham-se por isso os pais a estarem atentos e a definirem os tempos de utilização e dos conteúdos e a localização dos equipamentos, procurando inverter a «cultura do quarto» característica nessas faixas etárias, como apresenta a Lusa em síntese.

Teste da UA e do IPS deteta crianças com problemas linguísticos

Fevereiro 14, 2014 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Noticia do site da Universidade de Aveiro de 7 de Fevereiro de 2014.

aveiro

Chama-se Teste de Linguagem – Avaliação de Linguagem Pré-Escolar (TL-ALPE), permite avaliar o desenvolvimento linguístico em crianças dos 3 aos 6 anos e pretende ajudar a reduzir a percentagem de crianças – cerca de 10 por cento – que chegam ao 1.º ciclo com perturbações de linguagem por diagnosticar. Concebido por uma equipa de investigadoras da Universidade de Aveiro (UA) e do Instituto Politécnico de Setúbal (IPS) o TL-ALPE permite, de forma simples e eficaz, avaliar as competências linguísticas das crianças em idade pré-escolar nas áreas da semântica, da morfossintaxe e da fonologia. Desempenhos abaixo dos limites normais e não intervencionados em idade precoce podem comprometer o sucesso escolar e social.

O teste, aferido cientificamente para os pequenos falantes da língua portuguesa, está construído de forma a que, intuitivamente, possa ser utilizado pelos profissionais que trabalham diretamente com a faixa etária dos 3 aos 6 anos.

“Educadores de infância, psicólogos ou pediatras podem usar o instrumento para um despiste rápido de uma perturbação no desenvolvimento linguístico das crianças e sempre que necessário devem fazer o encaminhamento para um terapeuta da fala”, explica uma das quatro autoras do teste, Marisa Lousada, professora na Escola Superior de Saúde da UA. Já os terapeutas da fala, através do TL-ALPE, podem não só avaliar detalhadamente as competências linguísticas dos pequenos pacientes como, através dele, elaborar um plano de intervenção específico para os problemas encontrados.

“O TL-ALPE permite avaliar a compreensão auditiva e a expressão verbal oral em várias áreas”, aponta a investigadora que junta a docência à investigação no Instituto de Engenharia Eletrónica e Telemática de Aveiro (IEETA), um dos pólos de investigação da UA. Assim, através do teste “o terapeuta da fala pode avaliar nas crianças a forma como constroem frases, o tipo e a riqueza do vocabulário que utilizam e a compreensão que têm ou não sobre a linguagem”. Mais, os técnicos podem perceber se os pequenos “compreendem frases complexas, se conhecem o significado das palavras que são utilizadas e se são capazes de refletir sobre a linguagem”.

Tratamento precoce é fundamental

“É muito importante a capacidade que este instrumento dá ao terapeuta da fala de perceber como as crianças desta faixa etária estão entre os parâmetros linguísticos considerados normais para aquelas idades”, explica Ana Mendes, investigadora no IEETA, docente no IPS e responsável pelo projeto. “Quanto mais cedo se identificarem as crianças com problemas, mais cedo podem começar a ser tratadas de forma a que, quando ingressarem na escola, já estejam a ser acompanhadas”, explica a autora do teste. “Quanto mais tarde forem intervencionadas mais possibilidades há de terem um grande atraso não só no desenvolvimento linguístico como no cognitivo, escolar e social, com todas as repercussões que isso representa no desenvolvimento do ser humano”, alerta.

Adianta a investigadora que “estando o TL-ALPE aferido para a população portuguesa, o terapeuta aplica-o hoje, implementa o plano de intervenção e volta a usar o mesmo instrumento para analisar a eficácia da intervenção terapêutica”.

Ana Mendes lembra ainda outra das grandes vantagens do TL-ALPE: “Muitas vezes, os terapeutas da fala, como não têm estes instrumentos aferidos, usam o seu próprio instrumento criado por eles ou traduzido de outras línguas” devido ao escasso número de  instrumentos aferidos para o português europeu.

Constituído pelo manual de instruções, por um livro de imagens, por  uma folha de registo e por uma coleção de objetos próprios que estimulam as respostas das crianças de acordo com as indicações do terapeuta, o teste foi desenvolvido no âmbito de dois projetos de investigação financiados pela Fundação Calouste Gulbenkian, pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia e pelo Ministério da Educação e Ciência. Para além de Marisa Lousada e Ana Mendes, o TL-ALPE tem a assinatura das docentes Fátima Andrade, docente no Departamento de Educação da UA, e de Elisabete Afonso, antiga docente da UA, atualmente a dar aulas no ensino secundário.

Editado pela Edubox, uma empresa spin-off da UA, este novo instrumento de terapia da fala estará disponível a partir de fevereiro, estando atualmente a decorrer uma campanha de pré-reserva do TL-ALPE.

Nota: Mais informações sobre o TL-ALPE podem ser obtidas através dos contatos

_ Edubox SA
email: geral@edubox.pt / tlf: 234 380 309

_ Marisa Lousada
email: marisalousada@ua.pt

 

Ciclo de Conferências : Literatura para a Infância e Juventude

Abril 10, 2013 às 11:18 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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ciclo

 

Departamento de Línguas e Culturas

Universidade de Aveiro Campus Universitário de Santiago 3810-193 Aveiro Portugal

Extensão 23300 Telefone (+351) 234 370 358 Fax (+351) 234 370 940 E-mail: sec@dlc.ua.pt

Encontro Matemática e Criatividade no Pré-Escolar e no 1º CEB: Práticas de referência

Março 16, 2013 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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matematica

Mais informações Aqui

A criatividade, entendida no sentido de se gerar, individual ou coletivamente, um produto único, original, ou a partir do nada, ou por combinação de ideias, conceitos, objetos, … pré existentes, é agora, mais do que nunca, valorada como um dos principais motores do progresso. Também porque, ao mobilizar a sensibilidade aos problemas, a curiosidade, a tenacidade, a persistência, o não ter medo de arriscar e de ser diferente, o pensamento flexível, divergente, transformativo e convergente, a fluência, a capacidade sintética, analítica e prática, … desenvolve tais valências.

Não é apanágio das Artes e dos artistas e os educadores em Matemática não se podem demitir desse desafio. E podem cultivar a criatividade ao nível da gestão e desenvolvimento curricular, das trajetórias de aprendizagem, das tarefas que as corporizam, das próprias formas de resolução, dos materiais que as suportam, da avaliação, …

Espera-se que o presente Encontro, de forma criATIVA, possa fazer emergir materializações relevantes (pelo menos para o(s) próprios criadores) e imprevisíveis da imaginação que contribuam para uma praxis em Matemática renovada.

O 2º Encontro irá realizar-se no Agrupamento de Escolas Ferreira de Castro em Oliveira de Azeméis, nos dias 4 e 25 de Maio de 2013.

O Encontro “Matemática e Criatividade no Pré-Escolar e no 1º CEB: Práticas de referência” resulta da organização conjunta da Ludomedia e da Universidade de Aveiro através do seu Laboratório de Educação em Matemática e do Centro de Competência TIC.

Seminario Cidadania, Infancia(s) e Território – 23ª Aniversario da Convenção dos Direitos da Criança

Novembro 12, 2012 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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CLICAR NAS IMAGENS

Departamento de Educação Universidade de Aveiro Campus Universitário de Santiago 3810-193 AVEIRO PORTUGAL

telefone: +351 234 370 353/234 370 352 fax: +351 234 370 640/234 370 219 e-mail: de-sec@ua.pt

Novo telecomando desenhado para crianças ‘Klik’ foi desenvolvido por investigadores de Aveiro

Outubro 19, 2012 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Site ou blogue recomendado | Deixe um comentário
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Notícia do site Ciência Hoje de 9 de Outubro de 2012.

Por Luísa Marinho

Chama-se ‘klik’ e é o novo telecomando desenhado a pensar nos telespectadores mais novos. Foi desenvolvido pela Escola Superior de Design, Gestão e Tecnologias da Produção Aveiro Norte (ESAN), uma das escolas politécnicas da Universidade de Aveiro, em Oliveira de Azeméis.

Em conversa com o «Ciência Hoje», Martinho Oliveira, director da ESAN e um dos investigadores envolvidos na concepção do design do ‘klik’, explica que um dos objectivos da escola “é a integração no tecido empresarial envolvente”. Neste contexto, “temos sempre a ambição de trabalhar com empresas locais”, como é o caso da Tech4Home, com a qual desenvolveu o projecto.

A escola, que trabalha “no desenvolvimento de soluções de design e engenharia ao nível da inovação”, tinha já contactos estabelecidos com esta empresa.

Este telecomando especial, que está a ser comercializado pela Vodafone, “tem um design ergonómico e é de fácil utilização”. Além de ter um sensor que ilumina as teclas sempre que o utilizador se aproxima, inclui teclas kids específicas para crianças. “São teclas pré-programadas como se fossem atalhos para determinados conteúdos infantis”.

Martinho Oliveira sublinha que toda o design e engenharia do produto foram concebidos pela sua equipa, que continua a desenvolver novas soluções para telecomandos e consolas, tendo como ambição a colocação dos seus produtos tanto no mercado nacional como internacional.

De referir que o ‘klik’ foi eleito pela revista Marketeer como ‘Produto do mês de Setembro’.

Universidade de Aveiro desenvolve instrumento único na área da terapia da fala

Julho 24, 2012 às 6:00 am | Publicado em Divulgação, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do site da Universidade de Aveiro de 17 de Julho de 2012.

Crianças portuguesas em idade pré-escolar já têm ferramenta validada que analisa capacidades fonético-fonológicas

Acaba de ser desenvolvido pela Universidade de Aveiro (UA) e é o único instrumento testado e validado capaz de analisar a capacidade de produção de sons orais das crianças portuguesas em idade pré-escolar. Trata-se do Teste Fonético-Fonológico – Avaliação de Linguagem Pré-Escolar (TFF-ALPE) e, pelo grande interesse que tem suscitado entre os terapeutas da fala do país, o instrumento já se assume como um teste fundamental no rastreio, avaliação e diagnóstico das perturbações articulatórias e fonológicas das crianças portuguesas. A corrida ao TFF-ALPE tem uma razão de ser: os instrumentos atualmente utilizados não apresentam dados estandardizados relativos às crianças falantes do português europeu.

«É essencial fazer uma avaliação nesta faixa etária porque os problemas que ocorrem nestas idades em termos fonético-fonológicos podem, mais tarde, ter uma repercussão na aprendizagem da leitura e da escrita», explica Marisa Lousada, uma das investigadoras da Escola Superior de Saúde da UA, responsável pela criação do TFF-ALPE. Assim, «quanto mais cedo se identificar uma perturbação na criança, mais cedo se pode iniciar a terapia, evitando com isso repercussões negativas na altura da aprendizagem da leitura e da escrita», diz a docente da UA.

Terapeutas da fala mas também educadores de infância, psicólogos e outros profissionais de saúde e da educação «podem usar esta ferramenta para fazer o despiste das perturbações entre as crianças e, caso seja necessário, encaminharem-nas para os primeiros poderem intervir», diz Marisa Lousada, ela própria terapeuta da fala. Fácil de utilizar – a ferramenta vem acompanhada de um manual de utilização – o TFF-ALPE é constituído por um livro de imagens (que induzem a produção nas crianças) e pelas respetivas folhas de registo dos resultados.

Para além do teste facilitar a identificação de perturbações articulatórias ou fonológicas , ajuda também os terapeutas da fala a estabelecerem um plano de intervenção e a monitorizarem a sua eficácia e eficiência ao longo do tempo.

O ALPE, que aguarda apenas luz verde de uma editora livreira para satisfazer as necessidades dos profissionais portugueses que trabalham com crianças, foi desenvolvido no âmbito de dois projetos de investigação financiados pela Fundação Calouste Gulbenkian e pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia e Ministério da Educação.

No grupo de investigadoras que lhe deu forma, para além de Marisa Lousada, estão também Ana Mendes, Elisabete Afonso e Fátima Andrade.

 

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