Como as gigantes de tecnologia lidam com os dados de crianças

Outubro 8, 2018 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia e imagem do site Olhar Digital de 15 de setembro de 2018.

Treze! Para os mais supersticiosos, sinônimo de azar. Para outros, sorte. Não é sequer um número cabalístico. Treze é a idade mínima para que uma pessoa possa criar uma conta em uma rede social ou usar um serviço digital online em quase todo o mundo. Desde 1998, é o que define a Lei de Proteção à Privacidade Online para Crianças dos Estados Unidos. Segundo a regulamentação, esta é a idade mínima para que uma empresa possa, legalmente, coletar dados de um indivíduo.

No Brasil também. O Estatuto da Criança e do Adolescente define que, até os 12 anos, uma criança é considerada totalmente incapaz. Ou seja, qualquer um dos seus atos ainda é de total responsabilidade dos pais.

Ou seja, quem definiu essa idade não foi o Google ou Facebook, mas uma autoridade federal. Ainda assim, é impossível afirmar que toda criança, a partir dos 13 anos, terá maturidade suficiente para entrar de cabeça no mundo virtual. É verdade, a gente sabe que a maioria delas começa muito mais cedo, mas será que vale a pena? Cada criança evolui de forma diferente e, nesse sentido, o amadurecimento pode ser algo bastante subjetivo e impossível de ser generalizado.

A partir de denúncias e até com uma mãozinha da Inteligência Artificial, o Facebook bane e remove contas de menores de 13 anos. A idade mínima, seguindo a lei norte-americana, é uma política global da empresa salvo raras exceções, como na Espanha, por exemplo, onde o país exige que a criança tenha 14 anos para possuir conta em um serviço digital. Além disso, como uma proteção extra para adolescentes na plataforma, a rede de Mark Zuckerberg limita as categorias de publicidade para os mais jovens e, nas opções de audiência padrão para as publicações, a opção de fazer um post “Público” não existe. Por fim, o reconhecimento facial das fotos e marcações também é desligado para menores de 18 anos.

Recentemente, o Google foi alvo de investigações do Ministério Público Federal por conta de como trata os dados de crianças usuárias do YouTube. Enquanto há uma infinidade de conteúdo para os pequenos e até produzido por muitos menores na plataforma, os os termos de uso do YouTube dizem que o usuário deve ser maior de 18 anos, ser emancipado ou ter autorização de adultos responsáveis. Mas as autoridades alegam que não há qualquer processo de verificação; ou seja, certamente tem criança usando o serviço e tendo suas informações coletadas sem o devido consentimento legal. Engraçado é que nos Estados Unidos o YouTube enfrenta uma investigação bastante parecida.

As leis de proteção às crianças faz seu papel, mas sozinhas não são capazes de resolver o problema. As empresas digitais dizem que não saem da linha. Mas o mais importante mesmo é educar: pais e filhos.

No Brasil, o cidadão precisa completar 18 anos para ter licença para dirigir. Nos Estados Unidos, 16. Maturidade é uma coisa bastante difícil de se definir. Ainda que não seja hora de proibir ou afastar de forma exagerada os pequenos da vida virtual, o principal recado é geral: quem ama cuida!

Vídeo da notícia no link:

https://olhardigital.com.br/video/como-as-gigantes-de-tecnologia-lidam-com-os-dados-de-criancas/78553

Ensinar as crianças a gerir o seu dinheiro? Quanto mais cedo melhor

Outubro 8, 2018 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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thumbs.web.sapo.io

Notícia do Lifestylesapo

Nesta época de regresso às aulas não é fácil gerir um orçamento familiar. Muitas são as despesas com bens essenciais – material escolar, livros e roupa – para que o ano letivo seja produtivo.

É habitual um pai ou mãe ouvir os mais novos da família a interpelarem “compras-me isto?”. Só que, muitas das vezes, esse pedido implica o dispêndio de quantias que se situam muito acima do que é possível suportar no orçamento familiar. Como contrapor com o seu filho e explicar que tal despesa não cabe no orçamento? Será que ele tem noção do que isso poderá implicar no dia a dia financeiro da família?

Pois bem. Esta é uma situação, entre muitas, de conflitos que surgem em contexto familiar quando se discute acerca do dinheiro. É que falar sobre este tema nunca é fácil, principalmente, com crianças e jovens.

Por isso, é boa ideia começar logo cedo a implementar algumas ideias no que toca às finanças lá de casa. Lembre-se que a gestão financeira não é uma competência inata, por isso deve ser ensinada e treinada, tal como atar os atacadores ou ver as horas.

De acordo com um estudo desenvolvido pela Universidade do Wisconsin, as crianças a partir dos três anos já compreendem conceitos tais como o valor e a troca. Também a Universidade de Cambridge indica que a partir dos sete anos, deve começar-se a adquirir os hábitos e comportamentos financeiros que perdurarão ao longo de toda a vida.

Proporcionar uma educação financeira aos filhos é não só produtivo, por evitar alguns dos conflitos financeiros lá de casa, como também ensina-os a serem consumidores mais conscienciosos no futuro.

Assim, ficam aqui algumas dicas de como conduzir os seus filhos de forma eficaz nessa “viagem” ao mundo financeiro:

  1. Remeter a criança para a escolha: “Qual preferes, a caixa dos carrinhos coloridos ou o camião dos Bombeiros?”. Proporciona-lhe a oportunidade de autonomia da escolha, com base no conceito do valor das coisas;
  2. Atribua uma semanada ou mesada (consoante a idade) para estimular uma gestão financeira dos seus recursos;
  3. Não pague pelas tarefas de casa para que ele perceba que todos devem fazer a sua parte. Mas pode atribuir um valor a alguma tarefa que tenha mais impacto, de modo a que ele consiga um rendimento extra e a fim de valorizar o seu esforço;
  4. Ensine-o a trabalhar com cartões. Atribuía-lhe um de débito. Mas, atenção, tem que monitorizar os seus gastos. Envolva-o sempre em todo o processo para que saiba os prós e contras;
  5. Comparar preços. Explique-lhe que o mesmo produto pode ter diversos preços e que, por isso, antes de comprar deve consultar várias lojas. Use a Internet, como exemplo, para comparar preços de diversos produtos e serviços;
  6. Não decida por ele: isto vai ensiná-lo a lidar com um orçamento. Mesmo que cometa algum excesso aprenderá que numa próxima ocasião não o poderá fazer com o risco de ter que lidar com a frustração;
  7. Ajude-o mas não empreste ou adiante dinheiro. Caso contrário, ele vão ficar com a ideia que os empréstimos não implicam nada em troca. É importante definir bem as regras. Em caso de necessidade é preferível ajudar no sentido de ensinar estratégias de poupança ou de aquisição de rendimentos alternativos;
  8. Tenha atenção ao que diz em relação ao dinheiro. Não passe ao seu filho a noção de que a importância da pessoa varia consoante a quantidade de dinheiro que tem;
  9. Seja um exemplo. Não gaste demasiado ou inconscientemente, pois o seu filho aprende observando.

Se as épocas de crise são oportunidades para mudar comportamentos, também devem servir para introduzir melhorias na nossa qualidade de vida. Então, porque não incluir os mais novos nessas mudanças? Para que, mais tarde, eles próprios sejam consumidores mais conscienciosos e tomem decisões financeiras mais coerentes e menos arriscadas.

Os pais são os melhores modelos e os principais orientadores dos filhos, portanto, são eles quem devem fazer a diferença neste contexto.

Margarida Rogeiro / Psicóloga e Psicoterapeuta

© PsicoAjuda – Psicoterapia certa para si, Leiria

 

Com que idade devo entrar na escola?

Outubro 5, 2018 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Expresso de 8 de setembro de 2018.

Imagem retirada do blog do CIEC:

https://ciecum.wordpress.com/2018/09/14/com-que-idade-devo-entrar-na-escola/

 

 

 

Quer investir na educação do seu filho? Promova desde cedo as suas funções executivas

Outubro 4, 2018 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Artigo de opinião de Sofia Garcia da Silva publicado no Público de 16 de setembro de 2018.

Com o iniciar de um novo ano letivo ressurgem as expectativas e as preocupações, partilhadas por pais e professores, sobre como poderão proporcionar aos seus filhos ou alunos um percurso escolar sólido, autónomo e, sobretudo, feliz.

Aprender a ler, a escrever e a calcular é, geralmente, o centro de interesse e um foco de preocupação para aqueles que, de forma direta ou indireta, participam na educação dos mais novos. Consequentemente, os conhecimentos que uma criança adquire no pré-escolar (conhecer os números, o alfabeto, as cores) tendem a ser considerados importantes indicadores para o seu futuro sucesso académico.

Contudo, aquilo que a comunidade científica ligada ao neurodesenvolvimento tem defendido leva-nos a uma mudança de perspetiva: o sucesso académico parece depender, principalmente, de um conjunto de competências cognitivas que servem de suporte ao processo de aprendizagem, designado por funções executivas. Três dimensões do funcionamento executivo são destacadas na literatura: a memória de trabalho, que nos permite manter e manipular mentalmente informações necessárias à resolução de uma tarefa complexa; o controlo inibitório, através do qual somos capazes de inibir impulsos, resistirmos a distrações, tentações e hábitos e controlarmos as nossas emoções; e a flexibilidade cognitiva, a partir da qual conseguimos alterar o nosso pensamento, estratégias ou prioridades em função das necessidades correntes e ajustarmo-nos às diferentes exigências do meio. Ao trabalharem de forma orquestrada, estas funções possibilitam a autorregulação do comportamento perante a obtenção de um dado objetivo. São consideradas as bases para construção da resiliência e para uma maior produtividade na vida adulta.

Quando uma criança entra pela primeira vez numa sala de 1.º ciclo e inicia a aprendizagem formal, é-lhe exigida, por exemplo, a capacidade para manter a atenção e para filtrar distratores num ambiente rico em estímulos; que seja capaz de trabalhar em colaboração com os outros, inibindo respostas preponderantes ou comportamentos desajustados; ou que execute de forma eficiente as instruções dadas pelo professor. São estas ferramentas que vão permitir que a leitura, a escrita e a resolução de problemas tenham lugar, pelo que dificuldades ou défices nestas capacidades têm um impacto negativo no comportamento na sala de aula e no desempenho académico. Assim, a capacidade que a criança tem para recrutar e aplicar estas funções constitui um pré-requisito fundamental não só para o desenvolvimento das suas competências escolares, como também socioemocionais.

Todavia, de acordo com Center on the Developing Child, da Harvard University, as crianças não nascem com estas capacidades, mas sim com um potencial para as desenvolver. O seu desenvolvimento segue uma maturação gradual, mas não simultânea para todas as funções, que se inicia na infância e que se prolonga até à adolescência. Para além da influência dos factores genéticos e ambientais, as experiências assumem um papel crítico e podem ocorrer quer em contexto escolar, mais formal e estruturado, quer em contexto familiar e informal (p. ex. através do jogo e da brincadeira livre). Tal como um músculo, são a ação e a prática repetida que irão reforçar as múltiplas e complexas conexões neurais que suportam estas funções cognitivas. Assim, um maior conhecimento sobre estas capacidades e sobre as suas formas de promoção constituirá um excelente investimento no futuro dos seus filhos ou alunos. Através do exemplo e do fornecimento de “andaimes”, os adultos podem ajudar a criança a fortalecer as suas capacidades executivas emergentes, até que elas próprias sejam capazes de as usar autonomamente, num percurso de progressiva dependência-autonomia.

Aproveite o regresso às aulas para estabelecer um ambiente organizado, com rotinas e regras claras; ajude o seu filho ou aluno a traçar planos e objetivos a atingir; ensine-lhe estratégias que facilitem a memorização; segmente tarefas complexas em pequenos passos, se perceber que a criança não conseguirá ter sucesso; dê instruções de formas variadas ou organizadas em pequenas unidades, se lhe for difícil memorizar e executar indicações extensas. Vá retirando o seu apoio de forma gradual, dando maior independência à criança e permitindo que ela aprenda também com os seus próprios erros. Um bom ano letivo!

A autora segue o acordo ortográfico

Técnica Superior de Educação Especial no CADIn

É preciso tirar as crianças do sofá – Carlos Neto

Outubro 4, 2018 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Entrevista de Carlos Neto ao Jornal C de setembro de 2018.

Entrevista no link:

https://www.cascais.pt/sites/default/files/anexos/jornal/c_100_setembro2018_net.pdf

 

Unicef avisa que eventos climáticos extremos colocam crianças em risco

Outubro 3, 2018 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da ONU News de 31 de agosto de 2018.

Agência da ONU acredita que recordes de temperatura, cheias e secas oferecem visão austera do mundo que espera as gerações futuras; América Central e Caribe já se preparam para temporada de furacões.

O grande número de eventos climáticos extremos, como cheias na Índia, incêndios florestais nos Estados Unidos e ondas de calor, em todo o Hemisfério Norte, colocam as crianças em risco iminente e arriscam os seus futuros. O alerta é do Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef.

O diretor de programas da agência, Ted Chaiban, disse que “as crianças estão entre as mais vulneráveis em qualquer crise e os eventos climáticos extremos não são exceção. ”

Crises

Segundo Chaiban, “nos últimos meses, tem se visto uma visão austera do mundo que está a ser criado para as gerações futuras.”

O especialista acredita que “estes eventos aumentam o número de emergências e crises humanitárias e serão as crianças a pagar o preço mais alto.”

Os meses de junho e julho registraram recorde de temperaturas em grande parte do Hemisfério Norte. A Organização Mundial de Meteorologia, OMM, afirmou que os primeiros seis meses do ano foram os mais quentes desse o início dos registros de temperatura.

Grandes partes do globo sofreram ondas de calor, secas, incêndios florestais, inundações e deslizamentos de terra, resultando em ferimentos e perda de vidas, danos ambientais e perdas econômicas.

Neste momento, os países da América Central e do Caribe preparam-se para a temporada de furacões, enquanto se recuperam da época do ano passado, que provocou um recorde de prejuízos.

Desafios

O Unicef explica que, embora estes eventos não possam ser especificamente atribuídos à mudança climática, estão de acordo com as previsões de como as atividades humanas afetam o clima em todo o mundo.

A agência diz que estes desastres causam morte e devastação, mas também fazem aumentar problemas que matam muitas crianças, como desnutrição, malária e diarreia.

Chiaban afirma que “é vital que os governos e a comunidade internacional tomem passos concretos para proteger o futuro das crianças e os seus direitos”. Segundo ele, “os piores efeitos da mudança climática não são inevitáveis, mas o tempo para agir é agora.”

Consequências

Em relação à temperatura, o Unicef explica que as crianças com menos de 12 meses são mais vulneráveis. Bebés e crianças pequenas não têm capacidade de controlar a sua temperatura corporal ou o ambiente à sua volta. Temperaturas altas também aumentam a necessidade de água potável, e em muitos casos torna esse recurso mais escasso devido à evaporação.

Quanto às cheias, além dos riscos de ferimentos e afogamento, afetam o fornecimento de água e as condições sanitárias, aumentando o risco de diarreia e outras doenças, e dificultando o acesso das crianças à escola.

Por fim, as secas têm vários efeitos nas famílias e comunidades mais pobres. As colheitas falham e o gado morre, causando insegurança alimentar e um aumento do preço dos alimentos em todo o mundo.

Segundo o Unicef, estes problemas aumentam a desordem social e as migrações, e as crianças estão entre as mais vulneráveis aos seus efeitos.

 

Atividades Promotoras do Desenvolvimento Psicomotor até aos 5 anos

Outubro 2, 2018 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do site Educare de 27 de abril de 2018.

Não deve comparar o seu filho com as restantes crianças quanto às “habilidades” que faz, mas é importante que fale com o seu médico caso o processo de desenvolvimento do seu filho lhe cause preocupação ou ansiedade. Caso seja identificado algum atraso de desenvolvimento, o que deve acontecer o mais precocemente possível, o seu médico irá acompanhar e orientar adequadamente.

No seguimento do artigo anterior, Atividades promotoras do desenvolvimento psicomotor no primeiro ano do bebé, e de forma a elucidar o processo de desenvolvimento após o primeiro ano de vida, em linhas gerais, segue um esquema-tipo dirigido a cada idade, assim como algumas dicas para promover o progresso do seu filho.

18.º mês
Com 18 meses a criança anda bem. Gosta de ver livros embora folheie varias páginas de cada vez e risca papéis pegando nos lápis preferencialmente com uma mão. Diz 6 a 26 palavras e conhece as partes do corpo.
Nesta fase, ensine-a a arrumar os brinquedos e a evitar expor-se a perigos, como não se aproximar do fogão. Deixe-a rabiscar no papel. Repita com ela as partes do corpo, como por exemplo quando a está a vestir… cante e dance.

2.º ano
Aos 2 anos é vê-lo correr! Gosta de livros, já consegue folheá-los página por página, mas por vezes vai preferir rabiscá-los em círculos. O discurso do tagarela é maioritariamente incompreensível, mas diz claramente o seu nome e o de alguns objetos, assim como frases simples. Põe e tira um chapéu. Bebe pelo copo sem entornar e come sozinho com colher.
Com tanta energia é ainda trapalhão, pelo que deve incentivá-lo a correr ou a pular num pé. Permita-lhe pintar com tintas adequadas, fazer puzzles simples, e no fim ensine-a a arrumar os brinquedos. Conte-lhe histórias e estimule-a a pronunciar palavras corretamente e a emitir a sua opinião. Inicie o desfralde de acordo com a sua capacidade de fala/compreensão. Peça-lhe para ajudar nas tarefas diárias, como se de um jogo se tratasse.

3.º ano
A criança já sabe subir escadas facilmente. Sabe dizer o seu nome completo, o seu sexo e identifica duas cores. O seu discurso ainda é pouco compreensível por estranhos. Já vai à casa de banho sozinho e despe-se se não tiver botões. Já come com garfo.
A criança com 3 anos precisa de se mexer muito, de correr, saltar ou andar de triciclo. A sua imaginação é fértil e facilmente mistura a realidade com a fantasia. Este pensamento mágico deve ser respeitado e não ridicularizado. Nos tempos de convívio assistam juntos, por tempo limitado, a programas televisivos adequados, conversem muito e estimule a criança a contar o que fez durante o dia. Tenha paciência porque esta é a fase dos “porquês” e a criança vai esperar que responda às mais mirabolantes dúvidas! Ensine-a a partilhar brinquedos e mantenha regras, apesar de poder haver birras.

4.º ano
A criança sobe e desce escadas fluentemente e salta num pé. Conhece as quatro cores básicas, e por vezes muitas mais, a sua idade e a sua morada. Fala fluentemente. Consegue vestir e despir-se com exceção dos laços e respeita regras como a de esperar pela sua vez.
Habitualmente a criança com 4 anos gosta de construções de puzzles, de desenhar o corpo humano e de cantar. Estimule-a a distinguir as cores. Ajude-a a controlar os impulsos mas incentive-a a verbalizar os seus pensamentos e vontades. Valorize a sua participação nas tarefas domésticas e encarregue-a de transmitir uma mensagem sua a outra pessoa.

A partir do 5.º ano a criança é cada vez mais autónoma mas nem por isso necessita de menos atenção. Acompanhe o desenvolvimento da sua personalidade e da criação de valores.
Promova atividades de movimento, assim como recortes e colagens. Converse com a criança de modo a aumentar o seu vocabulário, questione sobre o significado das palavras e ensine-o caso seja oportuno. Compreenda que a criança possa ter medos e fobias, apoie-a sem a ridicularizar. Incremente a sua noção de responsabilidade e autoestima (por exemplo dando-lhe tarefas complexas e elogiando-a no seu sucesso), mas sem resvalar para a vaidade e sem ser condescendente com a quebra de limites. Consolide regras, sobretudo no que diz respeito ao tempo passado frente a écrãs.

Não deve comparar o seu filho com as restantes crianças quanto às “habilidades” que faz, mas é importante que fale com o seu médico, caso o processo de desenvolvimento do seu filho lhe cause preocupação ou ansiedade. Caso seja identificado algum atraso de desenvolvimento, o que deve acontecer o mais precocemente possível, o seu médico irá acompanhar e orientar adequadamente.

Em suma, este processo exige muita dedicação, carinho, apoio, conversas e brincadeiras com a criança, assim como a imposição de regras de segurança… é parte do educar! O tempo que dedicar a este projeto trará fortes e boas consequências na vida da criança.

Maria do Carmo Ferreira, com a colaboração de Sandra Costa, Pediatra do Serviço de Pediatria do Hospital de Braga.

Serviço de Pediatria do Hospital de BragaEste espaço é da responsabilidade da equipa médica do Serviço de Pediatria do Hospital de Braga, instituição certificada pelo Health Quality Service (HQS).

 

 

Legumes e frutas sempre e para todos

Outubro 1, 2018 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto de Paula Veloso publicado no site Educare de 18 de julho de 2018.

Os vegetais ou frutas em conserva ou congelados podem ter-se de reserva para quando o tempo não chegou para os comprar frescos. É, sem dúvida, preferível consumi-los desta forma do que não os comer.

Os legumes e as frutas são alimentos muito atraentes pelas suas cores, formas, cheiros e sabores. No entanto, muitas crianças, jovens e até adultos não têm hábito de os consumir apesar das inúmeras campanhas que aconselham a que comam estes alimentos todos os dias. Na prática, idealmente devem ingerir duas peças de fruta e 300 g de legumes ou três peças de fruta e 200 g de legumes todos os dias, tendo o cuidado de os variar.

A vida apressada que cada vez mais somos obrigados a viver deixa-nos pouco tempo para os comprar frescos e para a sua preparação, substituindo-os muitas vezes por produtos prontos a comer (“de pacote”) cujo consumo é largamente estimulado por uma publicidade cada vez mais apelativa.

Há alternativas?
Os vegetais ou frutas em conserva ou congelados podem ter-se de reserva para quando o tempo não chegou para os comprar frescos. É, sem dúvida, preferível consumi-los desta forma do que não os comer.

Entre os vegetais conservados, os congelados são os que preservam mais as suas características nutricionais desde que sejam respeitadas todas as regras de congelação (geralmente não necessitam de descongelação prévia). Quanto aos produtos em lata ou frasco, normalmente já cozidos, podem conter teores de sódio ou açúcar razoáveis, o que deverá ser tido em atenção nomeadamente por quem sofre de hipertensão arterial ou diabetes.
Cebola ou alho picados, bróclos, couve-flor, feijão-verde, milho, cogumelos, espinafres, ervilhas, favas, alho-francês ou castanhas são alguns exemplos de alimentos congelados que permitem confecionar uma infinidade de pratos em tempo recorde. Também as leguminosas (grão, feijão, favas, ervilhas) e os frutos enlatados, desidratados ou secos deverão estar sempre presentes na nossa despensa. Nos frutos enlatados deverá desperdiçar-se a calda em que vêm mergulhados.

Como convencer as crianças e os jovens a comê-los?
Uma boa forma de consumir vegetais é em sopas. Mas atenção, os pais têm de dar o exemplo!
As crianças são especialmente atraídas pela cor. Para obter pratos coloridos, cortam-se os legumes miudinhos e misturam-se em massas, arroz ou picados ou ainda dissimulados num molho de pizza, por exemplo. A pizza não é necessariamente um mau alimento, sobretudo quando preparada em casa com massa de pão e usando alimentos com pouca gordura na sua preparação. Os frutos podem ser ingeridos em simultâneo com o prato principal, em sumos, batidos de leite ou incorporados num iogurte como sobremesa.

Qual a importância deste grupo de alimentos?
O grupo dos frutos e produtos hortícolas é, na roda dos alimentos, o grande fornecedor de vitaminas e sais minerais. São alimentos de baixo teor calórico e, por serem ricos em fibras, contribuem para a saciedade, sendo por isso muito importantes na prevenção e combate à obesidade. As vitaminas, embora não forneçam energia, intervêm no seu fabrico bem como na maior parte dos processos metabólicos. Apesar de o organismo necessitar de pequenas quantidades destas substâncias, elas são vitais. Uma alimentação deficiente nestes nutrientes pode conduzir a um mau funcionamento de diversos órgãos ou tecidos, em que se incluem, entre muitos outros, pele, unhas ou olhos. A ingestão aumentada destas substâncias deve fazer-se através de um maior consumo de frutos e legumes e não através de medicamentos uma vez que o seu consumo excessivo pode também ser prejudicial.

Na era da globalização é hoje possível comer morangos em dezembro, laranjas em junho, frutas ou legumes das paragens mais distantes… Há alguma vantagem em consumir as frutas da época?
Continuo a achar que é preferível consumir alimentos da época e de preferência produzidos localmente. Isso implica maior garantia das suas qualidades nutricionais, menor recurso a processos artificiais de conservação e, normalmente, um preço mais baixo. No entanto, também é importante variar e acima de tudo comê-los diariamente!

Paula Veloso Nutricionista e autora de Dietas sem DietaDieta sem Castigo e Peso, uma questão de peso.

 

Filhos de fumadores têm maior risco de desenvolver doenças pulmonares fatais décadas depois

Setembro 28, 2018 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Lifestylesapo

Notícia e imagem do Lifestyle Sapo de 28 de agosto de 2018.

Nuno de Noronha

Crianças que crescem ao lado de adultos fumadores têm maior risco de morrer de uma doença grave de pulmão, mesmo que nunca tenham fumado de forma ativa.

Essa é a nova conclusão de um estudo da Sociedade Americana de Cancro. Já era sabido que crianças cujos pais fumam têm maior risco de desenvolver problemas pulmonares ou vasculares na infância – como asma ou hipertensão. Mas nunca um estudo tinha provado efeitos graves do fumo passivo na vida adulta.

“Este é o primeiro estudo que identifica uma associação entre a exposição da criança ao fumo do tabaco e a morte por doença pulmonar obstrutiva crónica na meia-idade e velhice”, afirma Ryan Diver, um dos autores do estudo, citado pela radiotelevisão britânica BBC.

A investigação analisou a saúde de 70,9 mil pessoas não fumadores, homens e mulheres, acompanhadas durante duas décadas. Um terço morreu antes da conclusão do estudo que foi publicado na revista médica American Journal of Preventive Medicine.

Segundo a investigação, as pessoas que conviveram com um adulto fumador apresentaram mais complicações de saúde ao longo da vida.

A exposição ao tabaco na infância, dez ou mais horas por semana, aumentou o risco de morte na idade adulta por doença pulmonar obstrutiva crónica em 42%, doença cardíaca isquémica em 27% e acidente vascular cerebral (AVC) em 23%, em comparação com aqueles que não conviveram com fumadores na infância.

“Este último estudo dá mais um argumento para retirar o fumo de perto das crianças. A melhor forma de fazer isso é os pais deixarem de fumar”, afirma Hazel Cheeseman, membro do grupo ativista “Action on Smoking and Health”.

“O fumo passivo tem um impacto duradouro, que vai muito além da infância”, acrescenta o médico Nick Hopkinson, conselheiro da Fundação Britânica do Pulmão citado pela BBC.

 

 

Crianças odeiam comerciais em vídeos, mas se encantam com os ‘merchans’

Setembro 22, 2018 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Pesquisa da UFRGS avalia impacto da mídia sobre crianças; exposição traz prejuízos cognitivos

Ler a notícia da Folha de São Paulo no link:

https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2018/09/criancas-odeiam-comerciais-em-videos-mas-se-encantam-com-os-merchans.shtml

 

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