4 grandes consequenciais do uso prolongado da chucha

Maio 29, 2017 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do site http://uptokids.pt/ de 19 de maio de 2017.

Muitos pais adiam o momento de retirar a chucha aos seus filhos por receio de que possa traumatizar a criança ou privá-la do seu único meio de conforto. No entanto, após os 2 anos, as consequências do seu uso começam a surgir em força e  dependendo da criança e da frequência com que a usam, poderão instalar-se de forma quase permanente e só corrigível com recurso a várias especialidades da área da Saúde.

Referimo-nos, sobretudo, ao aparecimento de quatro grandes alterações que habitualmente não associamos ao uso de um objeto que parece tão inofensivo como a chucha – o objeto de conforto mais utilizado por milhões de crianças por todo o mundo.

São estas as quatro grandes consequenciais do uso prolongado da chucha:

1. Alteração da dentição e do palato (céu da boca)

A consequência mais fácil de detetar é a alteração da dentição e do palato (céu da boca) que o formato da chucha provoca. A presença prolongada de um corpo estranho na boca molda todas as estruturas à sua volta, nomeadamente os dentes e o palato, e provoca uma posição incorreta dos lábios (não lhes permite fechar na totalidade) e da língua, que adota uma postura à volta da chucha. Estas alterações nas estruturas causam uma das consequências mais difíceis de detetar – a respiração oral.

2. Respiração oral

Quando o bebé começa a respirar pela boca, devido às alterações estruturais que já ocorreram, o seu sono começa a ter menor qualidade devido à fraca oxigenação (que, por vezes, também desperta mais vezes os bebés) e a falta da correta “filtragem” do ar respirado no nariz, também levará a infeções das vias aéreas.

3. Musculatura

Outra alteração que surge muito frequentemente, ocorre ao nível da musculatura. Devido aos movimentos repetitivos da sucção, as estruturas perdem tónus – os músculos ficam enfraquecidos – e, com a perda de força dos lábios, bochechas e língua, poderemos também estar a provocar futuras dificuldades na alimentação.

4. Aparecimento de alterações na articulação

A consequência mais comum do uso prolongado de chucha e que, diariamente, leva várias famílias a procurarem um Terapeuta da Fala – ainda que nem sempre sabendo qual a causa das dificuldades dos seus filhos – é o aparecimento de alterações na articulação. Esta consequência, por ser notória apenas por volta dos 5/6 anos, quando já esperamos que as crianças articulem perfeitamente as palavras, é também a mais perigosa, pois aparece de forma “silenciosa”. Surge devido a todas as outras alterações estruturais que se desenvolveram ao longo dos anos e faz com que a criança precise de um acompanhamento especializado para conseguir articular vários sons que, habitualmente, distorce. Surgem assim – mas não exclusivamente – os conhecidos “sopinha de massa”, dificuldade que só pode ser corrigida após terapia e, muitas vezes, com a junção de um tratamento ortodôntico. Também as dificuldades de alimentação – por falta de força na musculatura das várias estruturas da boca -, terão de ser corrigidas com terapia.

Como forma de evitar todas estas consequências, e de prevenir a necessidade futura de acompanhamento em várias áreas, aconselhamos a remoção da chucha do seu bebé até aos 2 anos – e prontificamo-nos a ajudá-lo se precisar de algumas dicas sobre como fazê-lo!

Por Inês Peres Silva Terapeuta da Fala Ipsis Verbis®

 

 

 

Dicas de Segurança para crianças e jovens: PROTEGE-TE

Maio 25, 2017 às 1:30 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações:

http://www.iacrianca.pt/index.php/atualidades/noticias/item/836-dicas-de-seguranca-para-criancas-e-jovens-protege-te

Quer que o seu filho tenha melhores notas? Solução está nos vegetais

Maio 22, 2017 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do https://www.noticiasaominuto.com/ de 14 de maio de 2017.

Conclusão é de um estudo publicado na Appetite, que demonstra que refeições saudáveis se traduzem em melhores notas escolares.

As crianças que comem vegetais ao jantar têm tendência a ter um melhor desempenho no dia seguinte e a obter melhores notas na escola. Já as bebidas com gás têm o efeito inverso.

Estes factos são comprovados num estudo de investigadores australianos, citado pelo Daily Mail e publicado no jornal especializado Appetite, que demonstra que os vegetais são ricos em antioxidantes, que ajudam a manter um ADN saudável, característica fundamental para um melhor funcionamento do cérebro.

Para medir o efeito do consumo de vegetais em crianças entre os oito e os 15 anos, os investigadores perguntaram aos pais com que frequência os seus filhos comiam vegetais ao jantar.

De uma amostra de mais de 4.200 crianças, os resultados demonstram que as que têm hábitos mais saudáveis têm também melhores notas na escola, numa média superior a 86 pontos. Em contrapartida, e especialmente em casos de excesso de consumo de bebidas com gás, os resultados são mais negativos.

Por isso, já sabe: se quer que os seus filhos melhorem o desempenho escolar, aumente a dose de vegetais nas refeições, sobretudo ao jantar, e diminua a ingestão de bebidas com gás.

A notícia do Daily Mail é a seguinte:

Why forcing your children to eat fruit and vegetables every night will see them do better at school the next day

O estudo citado na notícia é o seguinte:

Associations between selected dietary behaviours and academic achievement: A study of Australian school aged children

 

 

Crianças jogam Monopólio com regras injustas para perceber desigualdade social

Maio 14, 2017 às 1:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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texto do site http://tabonito.tv/de 4 de maio de 2017.

A pensar na desigualdade social e em vésperas de eleições francesas, o Observatório das Desigualdades francês (Observatoire des Inégalités) gravou um vídeo onde um grupo de crianças joga Monopólio com normas um bocadinho diferentes.

Normalmente os jogadores começam com a mesma quantidade de dinheiro e seguem as mesmas instruções, mas neste caso não. As meninas ganham menos do que os meninos, as minorias são presas sem razão e os mais ricos do jogo nunca podem ser presos.

Os números, apresentados no final, não enganam: as minorias étnicas têm menos probabilidade de conseguir crédito para a habitação, as mulheres ganham menos do que os homens e os mais pobres são condenados a penas de prisão mais longas.

Um vídeo que mostra às crianças como as regras da vida real são injustas para muitos.

mais informações no link:

http://inegalites.fr/spip.php?page=analyse&id_article=2277&id_rubrique=173&id_mot=31&id_groupe=10

 

De que é que as crianças têm medo?

Maio 13, 2017 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do http://www.noticiasmagazine.pt/ de 2 de maio de 2017.

Medo do escuro, do lobo mau, de monstros no armário. Das trovoadas, de ficarem sozinhas, da morte. Os medos variam consoante a idade e a personalidade das crianças mas, apesar de lhes poderem causar sofrimento, são tão comuns quanto necessários para crescerem. Cabe aos pais ajudarem os filhos a descobrir que nada é, afinal, tão assustador como pensavam, explica a psicóloga Leonor Baeta Neves, especialista em desenvolvimento infantil. E dar-lhes a confiança de que precisam para se irem tornando independentes. Isso sim, dá um medo danado. A eles e a nós.

Texto de Ana Pago | Fotos da Shutterstock

Quais são os principais medos das crianças, de um modo geral?

São no fundo os medos ancestrais, aqueles que o homem pré-histórico decerto teria e lhe salvavam a vida. Primeiro, o medo do escuro, porque nesses tempos andar no escuro, sem ver, era potencialmente mortal: podia cair num precipício, encontrar um animal feroz, afogar-se num rio. Segundo, o medo de animais, já que não tinham defesas contra os grandes, que eram predadores, ou os muito pequenos (insetos, por exemplo), que podiam trazer doenças. Terceiro, o medo da solidão, de ser abandonado, que até um animal sente. São tudo medos antigos e muito profundos.

E o maior medo de todos? Separar-se da mãe?

O medo da separação também é um medo defensivo, mas é mais do que isso. É de facto o medo maior, o mais compreensível e correto. Um ser humano dificilmente sobrevive sozinho: quanto mais pequeno, maior o risco. A ligação à mãe é um verdadeiro instinto que qualquer animal tem e uma criança sabe, sente, que necessita não apenas dos cuidados físicos, uma vez que nasce incompleta, mas também da relação de afeto, tão importante para a sua saúde como os cuidados materiais. O chamado segundo organizador da personalidade, que é a conhecida angústia do oitavo mês, funciona em relação à mãe pelo pânico que a criança sente quando se separa, quando a mãe desaparece. Esse é um facto conhecido e importante.

Maior que o medo da morte?

A noção da morte, de uma separação para sempre, surge muito mais tarde e é um medo associado ao da separação. Afinal, o sentimento da criança é: «Se eu perco quem me assegura a vida, o que vai ser de mim?»

Por muito irracionais que estes medos pareçam aos pais, eles são reais. Mesmo não tendo uma relação direta com a realidade e sim o sentido que a criança lhes atribui em cada etapa do desenvolvimento…

São reais, sim. Importa reconhecê-los como tal e ajudar os nossos filhos a enfrentá-los com confiança, de modo a evitar que evoluam para fobias. E isto sem nunca ridicularizar a criança ou os seus medos. A realidade é secundária quando se trata de sentimentos.

Ter medo é saudável? Até na medida em que pode evitar que corram riscos desnecessários?

Ter medo é importantíssimo. Ouvimos alguns pais dizerem em tom divertido «Ah, o meu filho não tem medo de nada», mas isto não tem graça. Devia ter medo. E não, os pais não precisam de o assustar para lhe incutir o sentimento de cuidado com muita coisa, nomeadamente esses medos primitivos do escuro, ou de animais, ou do fogo, ou das alturas – afinal, ao andar num escuro total pode magoar-se; se agarrar num bicho que não conhece pode ficar ferido; se se debruçar de um sítio alto pode cair e morrer… Ensinar a ter cuidado é justamente ensinar a não ter medo, ou seja, a utilizar a cautela de forma adequada e eficiente. O que se deve é ensinar a criança a servir-se das ferramentas de que dispõe: pode mexer e usar tudo, ou quase tudo, mas antes deve treinar muito bem essa utilização.

Quando é que um medo aparentemente normal se transforma em motivo para alarme?

Quando se torna obsessivo. Quando prejudica o dia-a-dia e impede o natural funcionamento do quotidiano. Quando se percebe que incomoda a criança e os que lidam com ela. Por outro lado, também existem medos individuais que convém perceber como surgiram. Os pequenos podem ter medo de uma gravura, uma cantiga, uma pessoa, e aí devemos perceber a razão por que isso acontece. Que memórias são evocadas e as associações que fazem.

O que podem os pais fazer concretamente para mostrar às crianças que respeitam os seus medos?

Como para quase tudo na vida, o primeiro passo (e o mais importante) é conversar. Deixar que a criança diga o que receia sem se sentir censurada. Pôr-se no seu lugar, voltar à infância e tentar sentir o mesmo que lhe é descrito. Acima de tudo, nunca forçá-la: uma pessoa pode enfrentar qualquer medo se se sentir acompanhada, mas nunca quando é empurrada. A brincadeira é outra aliada poderosa nesta luta contra os medos: podem fazer jogos de role playing juntos, brincar um pouco com aquilo que assusta o seu filho sem troçar dele. E é bom confidenciar-lhe medos que também tenha tido e como os ultrapassou.

Desvalorizar nunca é solução?

Nunca. Nem gozar ou menosprezar a situação – apenas fará com que a criança deixe de falar nisso por vergonha, enquanto sente reforçar-se o seu sentimento de angústia. Ainda que aos olhos do adulto possa parecer engraçado, o medo tem de ser levado a sério, porque é sério. Para a criança não tem graça nenhuma. É uma ofensa ser ridicularizada.

Falamos em medos infantis, embora na verdade se prolonguem pela adolescência com o receio de não pertencer a um grupo, não ser popular e outros do género…

Os medos infantis mais famosos são os que chamei de ancestrais, por serem antiquíssimos, básicos e inclusive comuns a alguns animais. Depois, quando a criança se socializa, quando vai para a escola, aparecem os medos sociais como a vergonha, que é uma emoção bem forte apesar de um animal não ser capaz de senti-la. Também estes medos sociais são importantíssimos, não apenas na adolescência, mas sobretudo nessa etapa.

Qual é a melhor abordagem a ter nessas idades, em que os jovens julgam saber tudo e já estão menos dispostos a ouvir os pais?

A adolescência de um filho deve começar a preparar-se ainda durante a infância, quando aprende a sentir-se seguro e amado. É importante nunca deixar gerar-se um vazio grande de comunicação na família: o jovem deve sentir que pode confiar nos pais, mesmo que se oponha a eles, e é bom haver essa oposição para crescer. Por mim, a melhor aposta é o diálogo, por muito difícil que seja. Se possível, conheça o maior amigo do seu filho e nunca o hostilize. Estabelecer uma ponte também pode ajudar: conte-lhe coisas da sua própria adolescência, os disparates que fez, a relação com os avós, como se sentia então. Não havendo uma receita infalível para todos os casos, os pais terão de ir por tentativa e erro.

E o que fazer quando os medos das crianças mexem com memórias dolorosas ou com os medos dos próprios pais?

Aceitar isso e enfrentar, afinal de contas é um ponto de proximidade importante. Se os medos forem demasiado dolorosos para que o adulto consiga debater com o filho essa angústia em comum, fale com um técnico ou leia qualquer coisa que o ajude a ver mais claro. Preparar-se para ajudar as crianças tem tudo para ajudar também os pais.

mais fotos no link:

http://www.noticiasmagazine.pt/2017/sao-estes-os-medos-das-criancas/

 

 

A diferença entre a imaginação e a mentira

Maio 12, 2017 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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texto do http://uptokids.pt/ de 29 de abril de 2017.

 

ENTRE A IMAGINAÇÃO E A MENTIRA EXISTE UMA SEPARAÇÃO DE FAIXA ETÁRIA. ENTENDA QUAL É E APRENDA A LIDAR DA MELHOR FORMA COM ELA.

As crianças usam constantemente histórias quando estão a brincar, a contar algo ou até explicar o que uitas vezes é difícil para elas. Imaginar, fantasiar e contar faz parte do repertório da infância. É um recurso das crianças que é muito bem-estruturado para essa fase da vida. “A criança mais nova não mente: transforma e constrói uma realidade própria, o que é muito importante, pois a fantasia e a imaginação conduzem ao desenvolvimento de capacidades criativas”, afirma a psicóloga Maria de Lourdes Carvalho de Sousa Silveira, mãe de Leandro, Lucas e Larissa, terapeuta de casal e família do Instituto Persona de Passos, em Minas Gerais.

O problema é quando a criança começa a crescer e usa o mesmo recurso para mentir. As histórias continuam a ser para explicar acontecimentos, mas agora explicam por que não fez os trabalhos de casa, por que não chegou a tempo à aula de natação ou por que razão foi castigado na escola. As crianças encontram formas de se esquivar das consequências do que sabem que fizeram errado.

Aqui entram os pais e as diferentes formas de lidar com este recurso. Apontar o dedo e dizer a uma criança que está a mentir, não funciona!

No fundo não sabemos muito bem lidar com uma criança quer quando está no mundo da fantasia ou quer quando está realmente a mentir. Há que saber distinguir: – tanto para conseguir dialogar com a criança, como para orientá-la a não mentir e a lidar com os problemas e erros sem medo de enfrentá-los e assumi-los.

Mentira X Fantasia

Mentir faz parte da nossa espécie: a negação e o direito ao segredo são constitutivos na formação da subjetividade humana.  O psicanalista brasileiro Fábio Herrmann diz que a “mentira original é o início da humanização do ser” – já alguém viu um cão a mentir?

A mentira pode encobrir problemas graves por isso nós, como pais, queremos “cortar o mal pela raiz”. No entanto, é importante distinguir a mentira da fantasia pois desrespeitar ou cortar a criatividade numa fase de desenvolvimento em que a criança precisa de usar esse recurso, pode ter o efeito contrário.

Mas afinal, qual a diferença?

“Acho que, com a fantasia, brinca-se. Já a mentira é uma narrativa, uma forma da criança explorar o campo da oralidade. Na cabeça de uma criança pequena não existe diferença entre um e outro – são apenas meios e formas de lidar com os fatos.

É que os adultos atribuem nomes distintos “fantasia” e “mentira”, a algo que para uma criança é a mesma coisa. A criança vive, o adulto é que distingue os conceitos”, afirma o educador, Marcelo Cunha Bueno.

O que chamamos de fantasia é a transgressão da criança para um mundo paralelo – a forma como esta encara a realidade. Assim, vestindo-se de super-herói ou a contar uma história sobre um amigo imaginário, concebe um recurso para lidar com a realidade. A fantasia fornece instrumentos para a criança conseguir dar sentido e sensações, desejos e vontades às situações. É a fantasia que constitui repertório de como a criança vê o mundo.

Já a mentira, no sentido de aldrabar, disfarçar, negar é realizada por crianças um pouco mais velhas, a partir de 7 anos — quando  interiorizam as regras sociais, aprendem os binarismos (bom vs mau / justo vs injusto) e têm acesso a mais recursos linguísticos e poder de argumentação. Nesta idade, a criança poderá contar histórias para ganhar vantagem – ou seja, mentir.

O mais interessante é pensar  que a mentira é também a capacidade da criança se diferenciar da mãe, do pai ou da avó. Ou seja, a história criada é uma possibilidade de criar/manter um mundo próprio, que ninguém vê (interno, criativo), diferente da vida real, dos fatos.

Pinóquio, não!

Saber agir perante a mentira infantil é fundamental. Quando a mentira acontece, os adultos devem saber olhar com paciência e conversar com a criança: primeiro confronta-la dizendo que não está a contar a verdade e, segundo, facultando recursos e tempo para que a criança consiga refazer a situação, mas apenas com base nos facto reais.

O acolhimento é importante, já que muitas vezes as crianças mentem por medo. Então, se não contarem a verdade, procuram  um recurso de defesa contra o receio de ser castigada, julgada ou perder o amor dos pais.  O pior que podemos fazer é agir de forma repressiva, gritando, batendo ou rotulando a criança de “Pinóquio”.

“A Violência não acaba com as mentiras, aliás, antes pelo contrário, aumentam o medo de se ser descoberto, fazendo com que a criança minta mais.

Não importa quais são as desculpas que uma criança usa para não fazer os TPCs, por exemplo. Em vez de ficarem zangados, os pais devem explicar que é importante que cumpra suas obrigações, dando-lhe o tempo necessário para o fazer, não deixando que a criança comece outra atividade enquanto não tiver cumprido a sua obrigação”, explica o médico psiquiatra e escritor de livros sobre educação familiar Içami Tiba.

Outra motivação muito comum para a mentira da criança é a necessidade de chamar a atenção (mas, convenhamos, nós fazemos isso direto também!). Como quando se queixa de dores de barriga ou cabeça. “Inicialmente, é preciso dar o devido crédito e levá-la ao médico se for necessário”, diz o pediatra e consultor da Pais&Filhos, Claudio Len, pai de Fernando, Beatriz e Sílvia. Para ele, a criança pode mentir para não stressar a mãe e o pai. “A questão da mentira não é sempre uma tragédia. As crianças são muito sinceras, esta sim é a característica marcante da infância. São mais verdadeiras que adultos, especialmente as mais pequenas. É muito mais frequente os pais mentirem aos filhos do que o contrário”, afirma.

E o educador Marcelo Bueno concorda. Questionado se existe uma idade em que as crianças mentem mais, não hesita: “quando se tornam adultos”. Portanto, relaxe. A mentira está presente na vida de todos nós – e cabe ao adulto direcionar a criança para a verdade, sempre. Mas uma mentirinha ou outra que não prejudica a integridade de ninguém pode passar sem muito stresse.”

Era uma vez…

Ah! O mundo da fantasia… O extraordinário lugar onde tudo é possível, as situações têm solução e os personagens possuem personalidade bem delineada: o Lobo Mau é mau. O Príncipe é bom. O super-herói é forte. O lugar cheio de imaginação que é criado na cabeça das crianças a partir dos 2 anos, em média, é um mundo onde esta tem um certo domínio sobre o mesmo. E a fantasia existe porque o mundo real, o dos adultos, é muito complexo para a criança e difícil de ser assimilado e aceite. Assim, as crianças utilizam a fantasia para criar o seu próprio universo onde tudo é possível e as situações possuem solução – geralmente com um final feliz.

É entre os 2 e 7 anos, principalmente, que a fase de desenvolvimento acontece através da imaginação.

Além disso, é a fantasia que primeiramente mostra o lado bom e o mau dos fatos das nossas vidas: com os contos de fada, por exemplo, as crianças conseguem projetar-se nos personagens e entender basicamente o que é o correto e o errado, o justo e o injusto e assim por diante. Daí a importância tão grande dos contos dos Irmãos Grimm.

“As crianças aprendem e desenvolvem-se através do uso da fantasia. Pois é assim que vão entender o que se passa ao seu redor, contribuindo também para a formação da sua personalidade. A criança expressa as suas preocupações através dos personagens que escolhe e das histórias que cria. Por exemplo: uma criança pode fantasiar ser médico quando deseja cuidar de alguém de quem gosta e que esteve ou está doente. Ela pode fantasiar ser um super-herói procurando compensar a fragilidade que sente”, explica Mirian Chaves Carneiro (mãe de Conrado, Lígia e Estevão) psicóloga e professora do projeto Mala de Leitura da UFMG, idealizadora e coordenadora voluntária da Biblioteca Comunitária Etelvininha Lima, no bairro Pompeia, em Belo Horizonte.

É com a fantasia, também, que a criança expressa suas emoções e sentimentos.

Um urso está zangado com a mãe porque esta lhe ralhou. Exemplos fáceis de serem compreendidos e que têm mensagens bem subliminares.

Portanto, se o seu filho está no mundo da fantasia a única coisa a fazer é entrar na brincadeira. Estabeleça um diálogo com os personagens. Quanto mais brincadeira e fantasia, melhor. Então, deixe seu filho fingir que é super-herói e ter amigos imaginários. Faz bem! Agora, a criança não pode afastar-se de sua identidade constantemente. Isso significa que, em alguns momentos, é necessário que a criança viva a situação de forma completa, estando realmente presente.

O educador Marcelo Bueno dá um exemplo: na escola, durante uma atividade em grupo em que a criança é questionada sobre a sua opinião, esta deve responder como pessoa, e não como um super-herói.

O conto Serena, de Luís Fernando Veríssimo relata bem esta situação: uma menina tinha uns pais que discutiam muito. Um dia, discutem à mesa de jantar. Depois de comer, Serena sai da mesa e vai brincar às casinhas – pais e filha comem e os adultos discutem, então vem um gigante e manda os pais sossegarem. Na história, a fantasia esta menina a ajudou a lidar com a dificuldade, mas na verdade, não fez nada para ser o Gigante no momento da discussão. Ela foi o Gigante após viver a situação real, inventando com sua imaginação um novo final”, conta Marcelo.

À medida que a criança substitui a simbolização pela linguagem elaborada, saberá distinguir a fantasia da realidade e poderá utilizar a fantasia de forma criativa sem perder a noção do real. Naturalmente, usa menos a fantasia para se expressar, porque tem mais consciência sobre a realidade, noção de lógica, domínio de regras sociais etc. Por isso, os pais não precisam se preocupar em ser “politicamente corretos” em relação à fantasia da criança: ou seja, não é preciso – e nem bom! – que os pais derrubem as crenças dos filhos ou neguem a existência de alguns personagens como o Pai Natal ou Princesas.

Confie, a criança vai assimilando a realidade gradualmente e sem traumas, ao contrário do que muitos temem.

Como trabalhar a mentira de forma positiva

  1. Nunca chamar a criança de mentirosa mas sim escutá-la com atenção para poder ajudar-la
  2. Explicar as consequências de uma mentira com exemplos práticos, sempre tentando manter um canal de comunicação aberto entre pais e filhos
  3. Não gritar e nem pressioná-la com interrogatórios. O seu filho irá sentir-se acusado e o medo poderá fazê-lo mentir outra vez
  4. Estimular a criança a colocar-se no lugar dos outros
  5. Tentar compreender o significado implícito na mentira
  6. Na escola, os professores nunca devem expor crianças que mentem na frente dos colegas

Por Pais e Filhos Brasil, adaptado por Up To Kids®

 

 

 

Crianças menores de 14 anos não deveriam atravessar uma estrada movimentada sozinhas, diz a ciência

Maio 10, 2017 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do site http://lifestyle.sapo.pt/ de 24 de abril de 2017.

Pixabay

Um novo estudo revela que as crianças com menos de 14 anos nem sempre conseguem identificar corretamente os espaços entre os carros que lhes permitam atravessar uma estrada movimentada, e sem semáforos, em segurança.

Um novo estudo da Universidade de Iowa, nos Estados Unidos, revela que crianças menores de 14 anos não têm um julgamento percetivo e habilidade física necessárias para conseguirem atravessar uma estrada sem semáforos em segurança. “Algumas pessoas pensam que as crianças mais novas são capazes de atuar como os adultos ao atravessar uma estrada movimentada. O nosso estudo demonstra que este não é necessariamente o caso em estradas de maior tráfego, onde os carros não param”, afirma a autora do estudo Jodie Plumert.

Para chegar a esta conclusão, o estudo usou um simulador para avaliar a capacidade de crianças entre os 6 e os 14 anos de atravessar uma estrada movimentada. E observaram que as crianças de 6 anos foram atingidas por veículos 8% das vezes; as de 8 anos, 6%; as de 10 foram atingidas 5% e as de 12 anos, 2%. Apenas as de 14 anos, ou maiores, não registaram acidentes ao atravessar a estrada.

As crianças tinham em conta duas variáveis quando decidiam se era seguro ou não atravessar, de acordo com a pesquisa. A primeira envolvia a sua capacidade de perceção, ou seja, como elas julgavam a diferença entre a distância de um carro e outro, tendo em consideração a velocidade do mesmo e a distância da travessia. As crianças mais novas tinham mais dificuldade em tomar decisões percetivas e consistentemente precisas. A segunda variável tinha a ver com as suas capacidades motoras. Com que rapidez as crianças passam entre um carro e outro? As mais novas eram incapazes de cronometrar o primeiro passo da mesma forma precisa do que um adulto, o que na realidade lhes dava menos tempo para atravessar a rua antes do próximo carro chegar.

Os investigadores recomendam que os pais ensinem os seus filhos a serem pacientes e que incentivem os mais jovens a escolher espaços ainda maiores do que aqueles que os adultos escolheriam se fossem eles a atravessar.

Nos Estados Unidos as estatísticas indicam que, em 2014, 8.000 acidentes resultaram em 207 fatalidades, envolvendo veículos motorizados e crianças com 14 anos e mais novas.

De acordo com a APSI, Associação para a Promoção da Segurança Infantil, em Portugal, os acidentes rodoviários são a maior causa de morte na infância e adolescência, apesar de, nos últimos 20 anos, o país ter conseguido reduzir de forma significativa o número de crianças e jovens que morreram na sequência de um acidente rodoviário (enquanto passageiros de um automóvel, peões ou mesmo condutores de bicicletas e motas).

artigo do parceiro: Susana Krauss

O estudo citado na notícia é o seguinte:

Changes in Perception–Action Tuning Over Long Time Scales: How Children and Adults Perceive and Act on Dynamic Affordances When Crossing Roads.

 

 

Melhor proteção para crianças on-line – Parlamento Europeu

Maio 8, 2017 às 6:00 am | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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mais informações:

https://www.europarltv.europa.eu/programme/society/better-protection-for-children-online

Criança e Natureza: Vamos permitir que elas se arrisquem durante o brincar?

Maio 4, 2017 às 6:00 am | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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Texto do site http://epoca.globo.com/de 17 de abril de 2017.

Fabio Raimo, instrutor de educação ao ar livre, explica sobre a capacidade das crianças de brincar e calcular riscos: “Ninguém se desenvolve se isolando de riscos”

LAÍS FLEURY

“Não suba nesta árvore, você pode se machucar!” “Não pise nesta pedra, você pode cair!” “Cuidado com a água, você pode escorregar!” são algumas das frases que as crianças, certamente, mais escutam dos pais ou responsáveis quando brincam na natureza. O que os adultos não entendem, muitas vezes, é que essas aventuras oferecem pequenos riscos não prejudiciais às crianças, ao contrário: são fundamentais para seu desenvolvimento, e elas sabem, ainda que inconscientemente, como escolher os riscos de suas brincadeiras.

>> A falta que a natureza faz

Já se sabe que as crianças precisam se movimentar para que possam se desenvolver com saúde e em todo o seu potencial. Especialistas mostram que a relação com a natureza para o desenvolvimento de diferentes habilidades corporais, como pular, escalar, correr, construir, é benéfica e fundamental. Não é mera coincidência o impulso das crianças para exercitar essas habilidades em relação ao caráter expansivo, exploratório, curioso e ativo que permeia a infância.

No episódio A criança que se sente capaz, produzido pelo Criança e Natureza, do Instituto Alana, Fabio Raimo, instrutor de atividades ao ar livre, explica o valor do risco para o desenvolvimento da criança e comenta como o brincar na natureza é a prática mais propícia para empoderar os pequenos ensinando-os a lidar com seus medos, conhecer seus limites e sentir-se capazes e confiantes para interagir em segurança com o ambiente, com as pessoas e com o mundo.

 

 

As crianças e a Educação Ambiental

Maio 2, 2017 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do site http://uptokids.pt/ de 28 de março de 2017.

Educação Ambiental é o termo que utilizamos quando queremos transmitir às crianças as condutas adequadas na interação com o nosso Ecossistema.

Explicar a meninos e meninas pequenos comportamentos que os adultos, na maioria das vezes, não praticam no dia a dia, ainda dificulta mais a tarefa dos educadores. É certo que o nosso papel ultrapassa estes limites.

Desde um ano de idade, as crianças, vão aprendendo que existem árvores, plantas, flores, mar, animais e que todos necessitam de cuidados específicos. Aos dois anos, tudo ganha mais sentido com a observação naturalista e com a realização de experiências que vão alimentando e consolidado estes conhecimentos.

No seguimento de uma atividade realizada na nossa Creche, as crianças tiveram a oportunidade de colocar pequenos pedaços de papel e plástico dentro de um recipiente com peixes de plástico. Refletir sobre as consequências desse ato levou com que o grupo se apercebesse do impacto de tal atitude. Os peixinhos ficaram sem espaço! Eles não podem comer plástico e papel , porque podem morrer…

Sim, são muitos os golfinhos e tartarugas que ingerem sacos de plástico confundindo com alimentos e acabam por morrer.

Algumas crianças referiram que já tinham encontrado garrafas de plástico na praia. Eu encontro imenso lixo… copos, garrafas partidas, sacos, papéis e pergunto-me porque não os colocam no lixo, uma vez que existem tantos caixotes  disponíveis.

Criámos um ciclo vicioso onde transmitimos que o lixo deverá ser colocado no respetivo recipiente e diariamente, na prática, damos o exemplo contrário. Torna-se, então, importante transmitir que os adultos, às vezes, também fazem asneiras e que as crianças deverão relembra-los da atitude correta a tomar.

O planeta precisa de ajuda e só será possível com os Super Heróis e Super Heroínas do futuro!

Carla Felix

 

 

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