O tipo de postura das crianças afeta as propriedades físicas dos seus ossos

Julho 25, 2017 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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notícia do http://ispup.up.pt/ de 3 de julho de 2017.

Um estudo assinado por investigadores do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP) descobriu, pela primeira vez, que existe uma associação entre as propriedades físicas do osso e o desenvolvimento de diferentes tipos de postura.

“Apesar de haver uma potencial relação biomecânica entre osso e postura, ela nunca foi demonstrada, pelo que este é o primeiro trabalho em que isso é feito”, refere Fábio Araújo, primeiro autor da investigação, coordenada por Raquel Lucas, e publicada na revista “The Spine Journal”. Ana Martins, Nuno Alegrete e Laura Howe, são os investigadores que integram também este estudo.

Sabe-se que as propriedades físicas do osso podem fazer com que as vértebras da coluna alterem a sua orientação, o que pode condicionar as diferentes posturas. Assim, os investigadores definiram o objetivo de analisar a relação entre as propriedades físicas do osso e os diferentes tipos de postura em crianças com 7 anos de idade, procurando também compreender o papel das quantidades de gordura e de músculo corporais nessa relação.

Para tal, analisaram 1.138 raparigas e 1.260 rapazes, com 7 anos de idade, pertencentes à Geração XXIcoorte iniciada em 2005, que acompanha o crescimento e o desenvolvimento de mais de 8.000 crianças nascidas em hospitais públicos da Área Metropolitana do Porto.

Conseguiu-se, antes de mais, mostrar que existe um perfil antropométrico variável (relação peso, altura, índice de massa corporal) e de composição corporal (gordura e músculo) em função dos diferentes tipos de posturas.

Assim, as crianças que apresentam um padrão postural retificado (coluna reta) são mais leves, mais baixas, têm menor índice de massa corporal e têm menor quantidade de gordura e de músculo. Já as crianças com um padrão postural de curvaturas aumentadas (o oposto) são mais pesadas, mais altas, têm maior índice de massa corporal, maior quantidade de massa gorda e também mais músculo.

“Assim, conseguimos demonstrar, pela primeira vez, que a gordura e o músculo também influenciam grandemente o tipo de postura demonstrada, para além das questões antropométricas”, avança Fábio Araújo.

Os investigadores mostraram, ainda, que as crianças com o padrão postural retificado apresentam um esqueleto menos resistente – menor conteúdo mineral e menor densidade mineral óssea – mas isso deve-se às suas características antropométricas e de composição corporal. Já as crianças com o padrão postural de curvaturas aumentadas possuem maior massa e densidade mineral ósseas, mas, aqui, estas características não são completamente explicadas pelas diferenças verificadas no peso, altura, índice de massa corporal e massa gorda ou massa livre de gordura.

“No perfil postural de curvaturas aumentadas, existe uma relação particularmente forte entre a postura e as propriedades físicas do osso. Existe, na verdade, uma potenciação destas duas vertentes através de mecanismos de sustentação da posição de pé. Isto é: como as crianças têm mais peso, necessitam de fazer mais força para o suportar contra a gravidade, o que faz com que as vértebras sejam comprimidas. Este stress mecânico promove a formação de mais tecido ósseo, traduzindo-se em alterações da orientação vertebral no sentido de promoção de uma postura com curvaturas aumentadas”, continua o investigador.

Concluindo, “existe uma relação entre o osso e a postura. Sabemos agora que, se afetarmos o osso, afetamos também a postura, a qual está relacionada com problemas músculo-esqueléticos, como o desenvolvimento de dores nas costas. Por outro lado, se alterarmos a postura, poderemos conseguir influenciar a forma como o osso se desenvolve, o que pode ser importante para tratar problemas como a osteoporose”, remata.

Imagem: Pixabay

O estudo citado na notícia é o seguinte:

A shared biomechanical environment for bone and posture development in children

 

 

A Criança no Cinema

Julho 24, 2017 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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O Ciclo de Cinema “A CRIANÇA NO CINEMA”, uma iniciativa do IAC, em Coimbra, foi programado pela Fila K Cineclube e contou com as parcerias da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens de Coimbra, da Plataforma de Apoio a Jovens Ex-Acolhidos.

Teve como objetivo contribuir para a reflexão sobre as diferentes formas de representação da Criança no Cinema.

As sessões decorreram no Auditório do Conservatório de Música de Coimbra. No dia 6 Junho, o filme “Ponette” foi apresentado por Inês Coutinho (CPCJ) e Maria do Céu (Psikontacto); no dia 13 Junho, o filme “O Espírito da Colmeia” teve apresentação de Natália Cardoso (APAV) e Paula Duarte (IAC); por fim, no dia 20 Junho, o filme “Ser e Ter” contou com a apresentação de Teresa Paixão (Colégio S. José) e João Pedro Gaspar (PAJE).

Vício em videojogos mais perto de ser classificado como doença

Julho 23, 2017 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do site http://tek.sapo.pt/  de 4 de julho de 2017.

Estar à frente do ecrã da televisão ou do computador a jogar por tempos intermináveis tem consequências pouco saudáveis e é por isso que a Organização Mundial da Saúde está a ponderar classificar o vício como um distúrbio psiquiátrico.

A proposta estará em discussão nos comités que analisam a revisão da Classificação Internacional de Doenças (CID), uma espécie de enciclopédia oficial que serve de referência a médicos e hospitais de todo o mundo sobre o que é uma doença, quais são os sintomas e como tratá-los.

Até agora, apenas o vício relativamente aos chamados “jogos de azar” consta desta lista de doenças. A ser aprovada, a classificação para os videojogos entra na próxima edição do documento, que deverá ser publicada em 2018, refere o jornal O Estado de S.Paulo, que avança a notícia.

Apesar de só no próximo ano poder ser classificado como distúrbio, já desde 2014 que médicos e investigadores demonstram preocupação com as implicações que esse vício pode trazer para a saúde.

A mudança iria contribuir para facilitar o diagnóstico e o tratamento de quem joga excessivamente, na consola, no computador ou mesmo com os seus dispositivos móveis, hábito cada vez mais comum.

Especialistas explicam que quem está viciado já não consegue separar o tempo de lazer passado a jogar e o resto, deixando que o jogo influencie as suas atividades e tarefas do dia-a-dia. “A maioria dos jovens joga de maneira tranquila e controlada. Mas entre os que se tornam dependentes vemos prejuízos importantes, como reprovação na escola, afastamento dos amigos e conflitos com a família”, afirmou ao jornal brasileiro o psiquiatra Daniel Spritzer.

 

Como criar filhos simpáticos, respeitadores e responsáveis? Siga estes conselhos

Julho 18, 2017 às 10:30 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do https://ionline.sapo.pt/ de 5 de julho de 2017.

Fique com as dicas da Universidade de Harvard para criar bons filhos.

Richard Weissbourd, psicólogo da Universidade de Harvard, explicou ao jornal britânico The Independent como criar filhos simpáticos, respeitadores, responsáveis e preocupados com os outros.

– Empatia. As crianças têm de aprender a ajudar os outros e a equilibrarem as suas necessidades com as necessidades dos outros.

– Espaço. As crianças precisam de espaço para que possam ter oportunidade de ajudar os outros sem que sejam os pais a pedir.

– Alargar os grupos de pessoas importanes. Há que encorajar a criança a ser empática com pessoas fora do grupo de amigos e familiares.

– Exemplo. O melhor exemplo é o dos pais, deve seguir as regras que aplica ao filho.

– Equilíbrio. Encoraje as crianças a equilibrar as emoções destrutivas, como a raiva ou a vergonha, com emoções mais construtivas.

mais informações na notícia The Independent:

Five simple tips on raising good kids, according to Harvard psychologists

Crianças não têm autonomia para decidir sobre o fim da vida

Julho 17, 2017 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do http://www.dn.pt/ de 5 de julho de 2017.

Auditório da Biblioteca Municipal de Vila Real encheu-se ontem para ouvir falar sobre cuidados a crianças | Amin Chaar / Global Imagens

David Mandim

Pediatras e psicólogos defenderam ontem, na conferência Decidir sobre o Final da Vida, a necessidade de se apostar numa rede de cuidados paliativos pediátricos para que crianças doentes possam estar em casa com a família

A eutanásia em idade infantil levanta problemas diferentes dos que existem quando se fala de adultos, salientaram ontem os pediatras e os psicólogos que participaram na conferência Decidir sobre o Final da Vida, no âmbito do ciclo sobre a eutanásia que está a decorrer por iniciativa da Comissão Nacional de Ética para as Ciências da Vida. A autonomia para a decisão é o problema mais evidente, porque não se deve esquecer que a criança tem direitos. No auditório da Biblioteca Municipal de Vila Real, apontou-se também a necessidade de criar cuidados paliativos – 80% das crianças que morrem em Portugal, morrem num hospital onde passaram grande parte da sua vida.

Fernando Cardoso Rodrigues, pediatra reformado que integrou a comissão de ética da Sociedade Portuguesa de Pediatria, começou por questionar a nomenclatura – até que idade se é criança? A Convenção sobre os Direitos da Criança diz que é dos 0 aos 18 anos. “Mas a Organização Mundial da Saúde [OMS] classifica como adolescentes dos 10 aos 20, e até define juventude dos 15 aos 25. Se baralhamos os conceitos , está quase tudo baralhado”, disse o médico de 71 anos, convencido de que é importante que todos falem com a mesma nomenclatura. É importante porque o que se discute é a capacidade de decisão. “É a criança autónoma para decidir sobre o fim de vida?”, lançou a questão, para mais tarde responder e já com a idade dos 14 anos como barreira para a adolescência. “A criança não tem capacidade de decidir. Não pode haver eutanásia na minha opinião”, frisou Fernando Cardoso Rodrigues, sem esconder que, no caso dos adultos, aceita que a pessoa tenha a última palavra sobre o fim da vida.

Alexandra Dinis, pediatra que integra um grupo de trabalho da Sociedade Portuguesa de Pediatria, que se especializou nos cuidados intensivos, lembrou que a OMS tem como “principal filosofia a aceitação da morte, mas recusando a antecipação da morte”. Neste contexto, referiu que em pediatria “há uma grande dificuldade de aceitação da morte, reveste-se sempre de tragédia e tristeza”. Com uma baixa taxa de mortalidade, Portugal vê morrer 600 a 700 crianças por ano, 80% delas com óbito hospitalar. “Uma grande parte delas passam mesmo a vida no hospital. Num estudo efetuado, foram encontradas oito crianças que nasceram, viveram e morreram num hospital.”

Conhecedora da legislação e de estudos belgas e holandeses, a pediatra pensa que em Portugal “a morte das crianças se caracteriza por uma excessiva hospitalização”. A pediatra defende um maior apoio às famílias para que possa ter as crianças em casa, admitindo que há grande dificuldade em reconhecer a autonomia dos menores. Assim, concluiu com linhas orientadoras, que “mais importante do que reconhecer a dignidade da morte, devemos promover a dignidade ao longo de toda a vida”.

O psicólogo, doutorado em Bioética, Eduardo Carqueja, salientou a necessidade de envolver toda a sociedade nesta discussão. Os conceitos são também decisivos para se formar a opinião. Deu o exemplo de ver alguém dizer “que era tão bom que a eutanásia fosse possível para o meu pai, para ele não sofrer mais”. É um equívoco, diz: “Está a dizer que o sofrimento do pai está a ser intolerável para si.” Isto poderia ser um exemplo também em relação a um filho e, por isso, considera que uma ética de relação é essencial, recordando que as pessoas em sofrimento estão vulneráveis. “Decidir em sofrimento é decidir em liberdade?”, foi a questão que deixou.

A coordenadora no Norte da associação Acreditar, que reúne pais e amigos de crianças com cancro, retomou ideias já lançadas por Alexandra Dinis sobre a importância de promover cuidados paliativos pediátricos. “Devem existir desde o início, em todo o país, e deve ter como base uma boa comunicação com as famílias. Não será fácil, porque se associa logo os cuidados à morte”, disse a psicóloga Antonieta Reis, convicta de que “a esperança deve existir apesar de um cenário mais complicado”. A criança “não deixa de ser uma pessoa com direitos, há muito a fazer por ela.”

 

 

 

Há vida Offline!

Julho 14, 2017 às 6:00 am | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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mais informações:

http://www.seguranet.pt/

Crianças no Facebook? Seja um exemplo para os mais novos

Julho 13, 2017 às 7:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do http://www.jn.pt/de 30 de junho de 2017.

Há algumas técnicas que o podem ajudar a manter os seus filhos seguros nas redes sociais
Foto: EPA/DIEGO AZUBEL

São os utilizadores mais vulneráveis nas redes sociais e os relatos de crianças aliciadas nestes espaços não param de aumentar.

Empresas que tentam impingir produtos ou utilizadores mais velhos com intenções perversas deixam as autoridades em alerta. Proibir o uso não é a solução, mas há alguns truques que o ajudarão a estar mais descansado:

1- Não mentir na idade: A idade mínima para a criação de uma conta no Facebook é de 13 anos. Mas os vários estudos publicados pela EuroKidsOnline apontam para um elevado número de crianças na rede. O melhor é mesmo respeitar esta regra ou controlar o uso;

2- Evite publicar fotos dos seus filhos: São aos milhares as fotografias de crianças que vão parar à Internet publicadas pelos próprios pais. Essas fotos são facilmente partilhadas por outros utilizadores que até as podem guardar nos computadores pessoais. Esta é uma das regras de ouro que depende só dos pais;

3- Manter o computador num local central da casa: Quando o uso das redes sociais é feito num computador, é possível controlar a utilização. Por isso, o melhor mesmo é deixar o computador num local onde pode facilmente ver o seu filho ou filha.

4- Alerta para os anúncios perigosos: Abre uma janela pop-up com a promessa de um iPad a troco de umas respostas a perguntas simples. Se há adultos que caem nestes truques, as crianças são ainda mais vulneráveis.

5- Seja um exemplo, até nas redes sociais: Se publica tudo o que faz no Facebook, com fotografias pouco aconselháveis, e troca mensagens com desconhecidos, o mais provável é que o seu filho o imite. Sendo prudente nestes espaços, vai dar um bom exemplo aos mais novos.

 

 

 

Transporte de crianças: o que é e não é permitido pelo Código da Estrada

Julho 13, 2017 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do site http://www.motor24.pt/

São inúmeros os pais que circulam com os seus filhos no dia a dia. Seja para os levar ao infantário, à escola, a uma atividade, a uma festa de anos, a um jantar…

Em suma, os motivos podem ser muitíssimos, mas há regras específicas para quando os mais novos entram dentro de um carro. A questão é, saberemos realmente em que é que consistem?

André Duarte

Percorra a galeria de imagens acima clicando sobre as setas.

 

 

Com a casa às costas: O que levam os alunos dentro das mochilas?

Julho 12, 2017 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do http://www.educare.pt/ de 28 de junho de 2017.

O estudo citado na notícia é o seguinte:

O peso das mochilas escolares: contributos para uma reflexão fundamentada

Cada criança deve levar na mochila cerca de 10% do seu peso. Um relatório do Observatório de Recursos Educativos (ORE) sugere várias medidas para resolver o problema, desde a atribuição de uma sala a cada turma à divisão dos manuais escolares em fascículos.
Andreia Lobo

O que levam as crianças nas mochilas? Manuais, cadernos, estojos, o lanche e talvez um ou dois spinners. O peso que carregam é muitas vezes considerado excessivo. Quando assim é, as crianças e os adolescentes, tal como acontece com os adultos, podem sofrer de dores nas costas, alterações da marcha e postura incorreta. Em 2009, a Organização Mundial de Saúde (OMS) mostrava-se preocupada com este fenómeno. Alertava que o peso da mochila não devia ultrapassar os 10 a 15% do peso da criança e adolescentes.

Uma reportagem da RTP mostrava, na mesma altura, que no 7.º ano os alunos chegavam a carregar diariamente cerca de sete quilos de material escolar. Sendo certo que à medida que a escolaridade progride, e as disciplinas vão aumentando, também se avolumavam livros e cadernos. Ao ponto da OMS considerar o excesso de peso nas mochilas um problema de saúde pública. O debate não é novo, nem exclusivo. Outros países questionam que medidas adotar para aliviar os alunos.

Mas voltemos à pergunta inicial. O que levam as crianças nas mochilas? Gonçalo, 10 anos, aluno do 4,º ano do ensino público, dá uma longa resposta. “Levo o caderno diário de Português, o caderno diário de Matemática, o manual de Estudo do Meio, o manual de matemática, o manual de português, levo três estojos, um livro, a sebenta, a lancheira e outras coisas…” A meio da listagem, Gonçalo pede uma pausa. Vai verificar dentro da mochila se não esquece nada. “Não levo os manuais todos os dias, só quando é preciso, mas normalmente levo sempre o de Português e o de Matemática e os dois cadernos…”, retifica, depois a lista continua: “Levo a caderneta, o Dicionário de Português, se tiver de fazer alguma ficha de português…” Os cadernos de exercícios entram no rol de passageiros “só quando é preciso corrigir os trabalhos de casa”.

Quando fecha a mochila, o peso rondará os quatro a cinco quilos, contas feitas a olho, pela mãe. Independentemente do peso, Gonçalo acaba por não andar muito carregado. De manhã, a mãe leva-o de carro. A mochila vai também no banco de trás. No final das aulas é pior. A avó vai buscá-lo a pé. Dez minutos de percurso, da escola à casa da avó, mas Gonçalo vai de “mãos livres”. “A minha avó queixa-se que a mochila é pesada, até diz que só queria ter aquele peso em dinheiro!”, graceja.

Muitos dos cadernos A4 que os alunos utilizam não chegam até ao fim. Se isso fosse levado em conta, a lista de material talvez pudesse ser encurtada. No relatório “O peso das mochilas escolares: contributos para uma reflexão fundamentada”, publicado este mês, Adalberto Dias de Carvalho e Nuno Fadigas, investigadores do Observatório dos Recursos Educativos, chamam a atenção precisamente para “o material escolar excedentário” que alunos e jovens carregam para a escola. Estojos e cadernos escolares “que não raramente terminam a sua vida útil com pouco mais de um quarto de páginas utilizadas”. Também é comum as crianças levarem nas mochilas objetos que nada têm a ver com a escola.

A maior fatia do peso continua, no entanto, a ser a dos manuais escolares Quando se avança para a hipótese de substituir os vários manuais por tablets com versões e-book, a dupla de investigadores recomenda “especial cautela”. Porquê? Por um lado, porque o sedentarismo, a falta de exercício, o número de horas passadas em frente à TV ou ao computador são outros fatores que concorrem com as mochilas para a má postura física de crianças e jovens.

Por outro lado, a aprendizagem feita através de plataformas digitais permanece envolta em condicionantes, como mostrava em 2015 o estudo “Students, computers and learning: making the connection”, publicado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), evidenciando que os sistemas educativos ainda não tinham conseguido criar pedagogias de ensino e aprendizagem que permitissem tirar o melhor proveito da tecnologia.

Legos, bonequinhos e livros
Rafael, 10 anos, a frequentar o 4.º ano no ensino privado, prepara a mochila sozinho. Antes de correr o fecho, a mãe dá quase sempre uma espreitadela. Não são raras as vezes em que se vê forçada a retirar alguma “tralha”. O que leva o miúdo para a escola? “Tudo, se puder leva tudo!”, responde Marta Oliveira fazendo uma breve listagem: “Legos, bonequinhos pequeninos, livros para ler, desenhos soltos, quando era mais pequeno levava também carrinhos…” A propósito do item “livros”, a mãe refere que a professora – “e muito bem” – põe as crianças a ler. Por isso, Rafael enche também a mochila com livros de histórias para usar nesses momentos de leitura.

Além dos brinquedos, dos manuais, cadernos e dos livros, há que contabilizar o lanche e a garrafa de água. Uma vez por outra, durante uma vistoria ao conteúdo da mochila, Marta encontra uma circular da escola perdida no meio da papelada. A mochila, serve para Rafael transportar “uma verdadeira lixeira”, ironiza. Mesmo no final do ano letivo, Marta acredita que a mochila pese à volta dos cinco quilos. Rafael pesa 38 quilos.
Uma investigação realizada em 2013 em Espanha, com crianças de 8 a 10 anos, a frequentar o 3.º e o 4.º anos, concluía que “o peso excessivo resulta da falta de supervisão do aluno sobre o material que necessita para a aula”. Os investigadores verificaram como alunos da mesma turma chegam a transportar mochilas com diferenças de peso até 4,2 quilos. Quando abriram as mochilas detetaram algumas situações passíveis de serem corrigidas.
Um erro frequente era o uso de mochilas de grande proporção. Ou seja, com tanto espaço para “meter coisas”, tudo cabia na mochila. Alguns alunos levavam para a escola manuais de disciplinas que não tinham aula nesse dia. Ou estojos com materiais não pedidos pelos professores. E, mesmo dicionários de língua espanhola e estrangeira que, segundo os investigadores, deveriam permanecer na sala de aula.

Adalberto Dias de Carvalho e Nuno Fadigas avançam com algumas recomendações sobre como aliviar o peso das mochilas. Na escola, a atribuição de uma sala fixa por turma, um cacifo por aluno, horários capazes de minimizar as solicitações de material escolar por dia. Logo no início do ano, dizem os autores, deve ser enviada aos pais uma lista não apenas com o material, mas com o seu escalonamento temporal.

Outra das medidas passa por esclarecer os encarregados de educação sobre como ajudar as crianças e os jovens a “preparar a mochila”, sobretudo nos 1.º e 2.º ciclos. Os autores sugerem ainda uma contenção dos TPC de modo a que não obrigam ao transporte dos manuais para casa, o uso de uma balança na sala de aula, para autorregulação do peso carregado. Mas também a valorização da disciplina de Educação Física, como forma de criar hábitos e posturas mais saudáveis.

O relatório do ORE sugere ainda às editoras uma mudança de formato no fabrico dos manuais. E sugere a divisão dos manuais escolares em fascículos e o uso de papel com uma gramagem mais leve. As recomendações estendem-se aos fabricantes de mochilas, pedindo-se uma “valorização prioritária dos aspetos ergonómicos”.

Às costas ou pelo chão?
Por muita variedade de cores, tamanhos e formatos, no que toca às mochilas escolares, existem apenas duas opções: mochila para carregar às costas ou para mover pelo chão com rodas. O ORE encontrou uma vasta revisão de literatura sobre as vantagens e desvantagens destas duas opções. As evidências sugerem que o uso dos carrinhos escolares tem como consequência um aumento do peso carregado.

Os resultados de uma investigação feita no ensino privado, publicada na Revista Brasileira de Fisioterapia, publicada em 2008, mostravam crianças a transportar nas suas mochilas carrinho cargas superiores a 10 quilos quando o material de uso diário exigido pelos professores não ultrapassava 1,5 quilo. Uma situação alterada através de um programa de educação postural, aplicado em 129 escolas, nos 4.º e 5.º anos de escolaridade, ter sensibilizado alunos e professores para os cuidados a ter com a coluna vertebral.

A pouca maleabilidade das rodas, por exemplo, quando é preciso subir e descer escadas, condiciona a utilização destes carrinhos. Apesar de ser a opção considerada menos prejudicial. Até agora, Rafael usava a mochila carrinho, por recomendação expressa do pediatra. “Se usasse mochila normal, com as coisas que ele leva atualmente para a escola, era bem possível que ao pô-la aos ombros caísse para trás”, constata.

Em 2014, a BackCare, uma organização sem fins lucrativos que alerta para o conhecimento das lesões na coluna, conduziu uma pesquisa nacional no Reino Unido entre um grupo considerado de risco, crianças de 11 e 12 anos de idade. Em média, as crianças carregavam mochilas com 13% do seu peso, em alguns casos com 60%. Além do peso, os investigadores verificaram que as crianças carregam mal a mochila, usando apenas a alça num dos ombros.

No próximo ano letivo, Rafael vai deixar as “rodas” e usar a tradicional mochila às costas. Talvez por uma questão de moda. Talvez porque o miúdo já se sinta crescido o suficiente para um modelo de mochila que julga ser mais “de adulto”. Seja qual for a razão, o pediatra já fez saber que a nova mochila deverá “obrigatoriamente” ser carregada nos dois ombros.

 

23 boas maneiras que todas as crianças deveriam saber

Julho 11, 2017 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Texto do site http://www.paisefilhos.com.br/

Essas regras básicas de etiqueta deveriam ser ensinadas para todas as crianças, veja abaixo:

1- Quando pedir algo, diga “por favor”.

2- Quando receber algo, diga “obrigado”.

3- Não interrompa uma conversa entre adultos, a não ser que exista uma emergência. Caso contrário, eles te darão atenção e responderão quando terminarem de conversar.

4- Se você precisar chamar a atenção de alguém rapidamente, a expressão “com licença” é o modo mais educado para entrar na conversa.

5- Quando você tiver qualquer dúvida sobre fazer algo, peça permissão antes. Isso pode te salvar de muitas horas de preocupação depois.

6- Não comente sobre as características físicas dos outros a não ser, é claro, que seja para elogiar, o que é sempre bem-vindo.

7- Quando te perguntarem como você está, responda e então pergunte como a pessoa está.

8- Quando você tiver passado um tempo na casa do seu amigo, lembre de agradecer os pais dele por terem te recebido e pela diversão que você teve lá.

9- Bata em portas fechadas – e espere por uma resposta – antes de entrar.

10- Quando você fizer uma ligação, apresente-se primeiro e depois pergunte se você pode falar com a pessoa que deseja.

11- Seja grato e diga “obrigado” por qualquer presente que você receber. Na época do WhatsApp, uma mensagem escrita à mão pode ter um efeito poderoso.

12- Não chame as pessoas por nomes malvados.

13- Não tire sarro dos outros por nenhum motivo. Importunar os outros pode ser cruel.

14- Ainda que uma peça ou uma palestra esteja chata, fique sentado e quieto, finja que está interessado. A pessoa que está se apresentando está fazendo o seu melhor.

15- Se você esbarrar em alguém, diga imediatamente “Me desculpe”.

16- Cubra a sua boca quando tossir ou espirrar e não cutuque o nariz em público.

17- Quando você passar por um porta, preste atenção se você pode segurá-la para outra pessoa.

18- Se você encontrar um professor, um parente ou um vizinho trabalhando em algo, pergunte se você pode ajudar. Caso ele diga que sim, ajude – você pode aprender algo novo.

19- Quando um adulto te pedir um favor, faça sem resmungar ou reclamar.

20- Quando alguém te ajudar, diga “obrigado”. Essa pessoa provavelmente vai querer te ajudar de novo. Isso é especialmente verdadeiro com professores.

21- Use talheres apropriadamente. Se você estiver inseguro sobre como fazer, peça aos seus pais para que te ensinem ou então observe os outros adultos.

22- Mantenha um guardanapo no seu colo enquanto come; use para limpar a boca quando necessário.

23- Não se estique para pegar algo do outro lado da mesa durante a refeição; peça para que alguém te passe.

 

 

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