Qual deve ser o tempo máximo em frente a um ecrã de telemóvel?

Dezembro 13, 2018 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da TSF de 27 de novembro de 2018.

Rita Costa

As recomendações do oftalmologista pediátrico Filipe Martins Braz no TSF Pais e Filhos.

“Existe uma série de estudos que aponta para que o uso das novas tecnologias com monitores tende a agravar os problemas oftalmológicos, nomeadamente a miopia”, avisa o oftalmologista pediátrico Filipe Martins Braz.

O médico refere que na Ásia, onde a utilização das novas tecnologias ainda é maior, a miopia está a aumentar exponencialmente. “Não havendo ainda linhas de orientação rígidas e cientificamente comprovadas. O que recomendamos é o bom senso, períodos de 20 minutos em frente ao monitor e depois fazer uma pausa”, revela o oftalmologista.

Filipe Martins Braz sugere que se peça à criança que olhe para o longe, indo com ela à rua passear um pouco. No fundo deve evitar-se fazer períodos de tempo excessivos em frente aos monitores dos telemóveis ou dos tablets.

Declarações de Filipe Martins Braz no link:

https://www.tsf.pt/sociedade/educacao/interior/qual-deve-ser-o-tempo-maximo-em-frente-a-um-ecra-de-telemovel-10241202.html?fbclid=IwAR2cWcNzuMgwXhzpRsRsMqx84iq8-JwohWPDD3eCif7Pj8_vwos_evrB_PE

Bastam 23 euros para salvar a vida de uma criança com fome

Dezembro 13, 2018 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social, Vídeos | Deixe um comentário
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Notícia da TSF de 11 de novembro de 2018.

No dia em que se assinalam 72 anos da sua fundação, a UNICEF lança esta terça-feira uma campanha de angariação de fundos para combater a subnutrição de crianças.

Em declarações à TSF, diretora executiva da Unicef Portugal, Beatriz Imperatori, deixa “um apelo muito forte” pela luta contra a fome, em especial na África subsariana.

Um tratamento completo para tratar uma criança subnutrida durante três semanas não representa um custo muito elevado para quem quer ajudar – cerca de 23 euros – “mas pode ser um novo início para uma criança”.

Foi o que aconteceu a Marcelino e a Unicef quer que a história deste bebé seja a história de mais crianças em risco de vida.

Ao perceber que o filho estava gravemente doente a mãe de Marcelino levou-o ao centro de saúde local. Depois de ser tratado com alimentos terapêuticos fornecidos pela Unicef o bebé regressou a casa com a mãe, levou ainda 14 doses desse alimento para dar continuidade ao tratamento.

Quase 151 milhões de crianças menores de cinco anos registaram atrasos no desenvolvimento físico e cognitivo devido à subnutrição, enquanto mais de 50 milhões de crianças tinham um peso demasiado baixo para a sua idade, segundo os últimos dados do relatório “The State of Food Security and Nutrition in the World”, referentes ao ano passado.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância foi criado em 1946 para dar resposta às necessidades das crianças europeias após a guerra. Hoje, a Unicef está presente em mais de 190 países em todo o mundo.

 

 

Pais e exposição nas redes sociais – Sharenting

Dezembro 11, 2018 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto e imagem do site internetSegura de 27 de novembro de 2018.

O risco está sempre à espreita mesmo em situações mais inocentes. Apesar de dividir opiniões, a exposição das crianças nas plataformas digitais pode representar um risco na segurança e privacidade das mesmas resultando no dilema de publicar ou não conteúdos sobre os seus filhos nas redes sociais.
A atividade de sharenting engloba dois termos: “share”, a partilha e “parenting”, a parentalidade. Nasce, portanto, da partilha de informação, seja através de fotografias ou da partilha de outros aspectos identificadores da criança como a idade, sexo e o nome, em plataformas digitais como o Facebook. Basta apenas um click para recordar mais uma memória do seu filho num momento de felicidade.
A partilha costuma ser recorrente, e uma das principais razões coloca-se pelo distanciamento de alguns familiares na vida da criança. Porém, é importante pensar antes de publicar, fazendo-o com consciência e bom senso.
Apesar da partilha parecer inofensiva é necessário sensibilizar para o conhecimento dos riscos a que podem estar envolvidos, e cuja publicação permanece para sempre online. A pegada digital a que a criança é submetida pode resultar no controlo por parte de indivíduos cujos contornos podem ser maliciosos.
Ao longo da semana iremos realizar um conjunto de dicas para a segurança do seu filho, assim como uma lista de riscos a que pode estar a colocá-los.

Navegue em Segurança!

 

Incentivar a leitura das crianças- como, porquê, para quê e quando?

Dezembro 11, 2018 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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AnnHe

Texto do site Uptokids

Hoje em dia há uma grande variedade na oferta de bens de consumo para as crianças, todos incluídos (embora às vezes até de forma errada) na categoria dos “brinquedos”. Entre jogos, bonecos, consolas, tablets e outros materiais aparentemente mais apelativos e que apresentam resultados mais imediatos, os livros foram perdendo o seu lugar de destaque entre o público infantil
e juvenil.

Daí a necessidade de voltar a aproximar crianças, jovens e famílias dos livros e das histórias e de criar nas crianças e jovens o hábito e o gosto pela leitura, ou o gosto e o hábito (nunca sei qual deve vir primeiro!) um dia de cada vez, todos os dias.

Como?

Proporcionar espaços e tempos propícios e prazerosos para a leitura;

Ter à disposição livros em quantidade e qualidade e adequados;

Conhecer o gosto da criança ou jovem e respeitá-lo sem nunca perder a perspectiva de que é o adulto que deve ter a última palavra na escolha;

Ler histórias com e para as crianças.

Porquê?

Porque estimular a leitura é importante desde cedo. Porque ao ler podemos viajar e conhecer o mundo sem sair do lugar. Porque é divertido.

Quando?

Desde cedo. Desde que a criança consiga manusear objectos na mão deve começar a contactar a ter contacto com os livros para que não sejam “objectos estranhos”. Antes da criança aprender a ler as palavras, ela vai aprender a ler imagens e o gosto pelos livros começa aí.

Para quê?

Para estimular a criatividade; desenvolver capacidades pessoais; promover o conhecimento e cultura geral; melhorar a expressão oral e preparar a escrita; influenciar estados de espírito; ajudar a lidar com emoções e sentimentos.

Os livros antigamente serviam exclusivamente para ensinar. Tinham como objetivo serem veículos de transmissão de informação, de morais e bons costumes. Hoje em dia já não é assim, o livro ganhou outro estatuto. Foi sofrendo transformações ao longo dos anos, dando-se cada vez mais importância ao carácter estético e lúdico. Encara-se o livro como um objeto com o qual se pode
estabelecer uma relação afetiva, com muito mais potencialidades do que apenas o ensino formal de conceitos, teorias e retificação de comportamentos.

Por todas estas razões e mais algumas que não me ocorrem neste momento, leiam… ontem, hoje e sempre!

image@AnnHe

 

 

Fotografias de crianças nas redes sociais? “Todo o cuidado é pouco e a exposição não beneficia”

Dezembro 10, 2018 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Photo by Sara Kurfeß on Unsplash

Notícia do Expresso de 25 de novembro de 2018.

A presidente da Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Proteção das Crianças e Jovens defende que os pais devem ter cuidado quando expõe os filhos nas redes sociais e que é preciso saber distinguir entre público e privado na Internet.

A presidente da Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Proteção das Crianças e Jovens defendeu que os pais devem ter cuidado quando expõe os filhos nas redes sociais e que é preciso saber distinguir entre público e privado.

Em entrevista à agência Lusa, quando completa um ano de mandato à frente da Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Proteção das Crianças e Jovens (CNPDPCJ), Rosário Farmhouse sublinhou que não pretende dar receitas sobre a matéria, mas defendeu que é preciso saber distinguir entre o que é privado e o que é publico quando está em causa o direito à imagem dos mais novos.

Na opinião da responsável, os pais “podem perfeitamente partilhar nas suas redes privadas” as fotografias dos filhos, já que “os avós gostam, os familiares que estão mais longe gostam muito”, mas devem ter mais cuidado quando a partilha é feita de uma forma pública.

“É imaginarem que é a mesma coisa que, nos tempos antigos, porem a criança numa montra da cidade, por onde passam imensas pessoas que estão a olhar para ela. Querem isso? Não querem isso? Estão a protegê-la?”, questionou.

Rosário Farmhouse não tem dúvidas: “Eu acho que todo o cuidado é pouco e a exposição não beneficia”.

Para a presidente da CNPDPCJ, é preciso ter cuidado para que os pais não transformem a privacidade das suas crianças em algo que é de acesso a todos, lembrando que as crianças não foram consultadas sobre isso e os pais não fazem ideia de que impacto essa exposição terá no futuro nas suas vidas.

Por outro lado, defendeu que a sociedade atual não pode ser uma sociedade em que vale tudo e em que a “desculpa da liberdade” serve para “pisar tudo e todos”.

“Tem que haver mínimos e os direitos fundamentais têm que ser respeitados, e é esse equilíbrio que temos de ir encontrando neste mundo desafiante que é agora o das novas tecnologias”, sublinhou Farmhouse.

Frisou que é preciso “calçar os sapatos da criança” e pensar se a criança vai ou não gostar de se ver nas imagens publicadas: “Tenho confiança que cada um pensará nisso antes de expor as suas crianças”.

Anunciou que a comissão nacional se prepara para apresentar publicamente, no dia 05 de dezembro, um projeto de parentalidade, que vai começar em janeiro do próximo ano, e que tem como objetivo desenvolver ferramentas para o desenvolvimento de “competências parentais positivas” que tornem as famílias “cada vez melhores famílias”.

De acordo com Rosário Farmhouse, o projeto terá a duração de dois anos e é financiado pelo Programa Operacional Inclusão Social e Emprego (POISE).

A responsável disse também que este é um projeto acessível a todas as famílias, que incluirá pequenos jogos e dicas para pais, que será testado nas zonas norte, centro e Alentejo para depois poder ser disseminado por todo o país em 2021.

 

 

 

O tablet não é uma ama digital no mundo das crianças

Dezembro 7, 2018 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do site dn_insider de 21 de novembro de 2018.

Cátia Rocha

A partir de que idade é que as crianças devem ter acesso a telemóveis, tablets e computadores? Os especialistas respondem à pergunta, numa era em que a tecnologia já é usada para acalmar birras ou apenas para distrair os mais pequenos.

Nativos digitais e imigrantes digitais são dois conceitos sociológicos nos quais não se pensa no dia-a-dia. No primeiro grupo estão as pessoas que já cresceram com tecnologia – normalmente está associado a quem nasceu depois de 1980, os millennials; já os imigrantes digitais são pessoas que tiveram de fazer a transição e o processo de habituação a um admirável mundo novo – o da tecnologia.

Um dado relevante: os nativos digitais são, na sua maioria, os pais das crianças de hoje. E por que razão é que isto é importante? Porque estas crianças vão bem além do conceito dos nativos digitais, vivendo uma experiência ainda mais imersiva do que a dos pais.

E é precisamente a consciência tecnológica destes últimos que os leva a questionar: a partir de que idade é recomendável uma presença tech na vida dos mais pequenos?

A verdade é que a tecnologia está cada vez mais presente na vida das crianças, com acesso a smartphones, dispositivos de realidade virtual e tablets – talvez o gadget que mais vezes é citado como um motivo de birras ou simplesmente de distração.

“Não deve haver pressa no uso do ecrã”, adverte o especialista, defendendo que a recomendação passa por evitar os meios digitais nos primeiros anos de vida. “Até aos 2 anos, o pensamento simbólico é muito imaturo, aquilo que a criança vê no tablet não consegue aplicar na sua vida normal, no dia-a-dia, exceto se for complementado por um adulto.” E, mesmo a partir dessa idade, há limites: “Um tablet não consegue perceber se uma criança está a ficar frustrada com a brincadeira, não há ainda uma inteligência artificial para conseguir lidar com a frustração.”

O pedopsiquiatra Pedro Strecht, que publicou recentemente o livro Pais sem Pressa, concorda com a visão de que, até aos dois anos, a tecnologia não deve ser um ponto central da vida. “Nessas idades, as crianças estão em fase de desenvolvimento de outras formas de comunicação e de relação; não podemos esquecer que é a partir dos 12 meses que a maioria começa a andar e a correr, descobrindo assim o mundo em seu redor. É a partir dessa idade que a aquisição e a expansão da linguagem adquirem um aspeto verdadeiramente central no desenvolvimento cognitivo e emocional dos mais novos.”

Pedro Strecht reconhece naturalmente um “mundo tecnológico que está presente no dia-a-dia e que, de verdade, as crianças já nascem por dentro dele”. Critica, porém, pais que “usam as tecnologias como forma de preencher espaços ou lacunas na relação direta com os filhos, mesmo com os de baixa idade”. Exemplo disso é o uso de tablets durante a refeição “para que não existam birras ou o tempo da alimentação seja mais rápido”.

Para a especialista em sono infantil Filipa Sommerfeldt Fernandes “vedar o acesso das crianças à tecnologia é tolice”, embora acredite na lógica do “bom senso e no equilíbrio”, para que se possa “retirar o melhor da tecnologia”.

São três especialistas com uma opinião transversal a todos: a tecnologia não é superior ao contacto humano no processo de desenvolvimento infantil. Ter um adulto em interação com a criança continua a ser o melhor caminho – e há estudos que o comprovam.

Pequenos nas lojas de apps

Um estudo do departamento de pediatria da Universidade de Medicina de Nova Iorque mostrou a influência que os meios eletrónicos têm na vida de crianças com menos de 2 anos. Os resultados revelaram, em 2010, que crianças mais expostas a conteúdos como filmes, DVD, televisão ou vídeos eram menos desenvolvidas em comparação com crianças com menor tempo de exposição a estes meios.

Recentemente, o estudo “Happy Kids: Aplicações Seguras e Benéficas para Crianças”, do Católica Research Centre for Psychological, Family and Social Wellbeing (CRC-W), da Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa, mostrou que as crianças mais novas – até aos 2 anos – são quem mais recorre às aplicações em dispositivos móveis.

O estudo foi feito através da plataforma Pumpkin e contou com as respostas de 1968 pais em Portugal, de filhos com idades até aos 8 anos. Além de mostrar que as crianças fazem um uso quase independente da tecnologia, o estudo coloca a questão: em que circunstância é que há maior permissão para os miúdos terem acesso à tecnologia?

No topo da lista surgem situações sociais: em restaurantes, 587 dos inquiridos dizem dar acesso a aplicações. Depois, os pais (490) cedem quando precisam de trabalhar ou de cumprir tarefas domésticas. Por fim, 99 apontaram para um uso em situações de stress – quando é preciso acalmar as birras dos filhos.

O processo de imitação

O número a que Pedro Strecht chegou dá que pensar: os pais passam 37 minutos por dia em interação exclusiva com os filhos.

Paulo Oom destaca o papel dos pais em todo o processo de educação, que deve ter em conta a moderação. “Entre os 2 e os 4 anos a criança pode ter ecrãs durante uma hora, mas com a presença de um adulto para orientar.” E não é apenas nesse ponto que pais e educadores têm importância. Muita da aprendizagem é feita através de imitação. “É fundamental os pais evitarem os ecrãs, porque às vezes dão um mau exemplo.”

Mas ainda há mais a ter em conta, principalmente nas ocasiões em que a palavra de ordem é brincar. “Não deve haver ecrãs nos momentos de brincadeira”, diz o pediatra. Filipa Sommerfeldt Fernandes aponta na mesma direção, referindo inclusive que a presença dos ecrãs na vida dos adultos também é excessiva.

“Os ecrãs em demasia impedem que haja momentos de conexão entre pais e filhos e são mais um fator para as birras dos pequenos – que passam a querer ver vídeos a toda a hora e que não gostam que estes lhes sejam retirados. Na hora de deitar podem ser mais um motivo de zanga. Além de que, embora estejam ‘quietos’ na cama, na realidade estão com o cérebro estimulado de uma forma que não ajuda ao sono”, garante a especialista.

Para dormir melhor

Quantas vezes é que não se ouve um pai ou uma mãe dizer que o filho não dorme bem? Cada criança tem uma rotina de sono muito particular, é certo, mas vale sempre a pena olhar para o ecrã do smartphone ou do tablet e perceber se não estará ali um contribuinte para o caso.

Os gadgets emitem luz azul. Embora os estudos nesta área sejam recentes, é referido sempre que esta tem influência no sono. “A forma como a luz é emitida pelos ecrãs afeta o relógio biológico, pois inibe a secreção de melatonina, a hormona do sono, desregulando os ritmos circadianos”, explica Filipa. E isto é válido tanto para adultos como para crianças. “Além de que a utilização de tablets antes de dormir atrasa a hora de deitar, e pode haver outros efeitos bem mais graves para a saúde física e mental” das crianças.
Paulo Oom refere que os pais devem aplicar a regra de não haver ecrãs uma hora antes de deitar. “A criança precisa de produzir melatonina antes de dormir.”

“Com a ativação e a excitação de certas zonas cerebrais, desencadeadas pelo uso excessivo de tecnologias (muitas delas mantêm-se ligadas durante a noite), é natural que as implicações negativas sejam diversas, como por exemplo no comportamento ou no aproveitamento escolar”, segundo o pedopsiquiatra. Mas também há que desdramatizar e perceber que a tecnologia no mundo infantil precisa de estar alicerçada no bom senso, no equilíbrio e numa forte orientação dos pais.

Paulo Oom acredita que o uso consciente da tecnologia nos momentos de interação “não se trata de uma cruzada contra os momentos de media – é sim uma cruzada contra não haver momentos de brincar na rua”.

*Este artigo foi originalmente publicado na Insider de outubro de 2018.

 

6 dicas para ensinar as crianças a serem organizadas

Dezembro 6, 2018 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Texto e imagem do site Uptokids

6 dicas para ensinar as crianças a serem organizadas

Não precisa gastar muito dinheiro. Use a imaginação. Ferramentas simples são suficientes para garantir uma boa organização. Algumas funcionam tão bem como as mais sofisticadas e dispendiosas.
Arrumar o próprio quarto, por exemplo, e ter algumas tarefas regulares, são a melhor forma de introduzir a organização na vida de uma criança – um grande desafio para todos os educadores.
Se os pais não forem organizados, dificilmente serão os filhos.

Exemplo é a chave do sucesso: os pais são um espelho para os filhos.

Preste atenção e pondere seguir as seguintes dicas:

1.Um calendário familiar

Se for grande tanto melhor. Fixe-o na parede lá de casa, num local de fácil acesso. Organize o calendário de acordo com o agregado familiar, os compromissos pessoais, profissionais e escolares. As atividades a desenvolver em conjunto e em particular: a hora das refeições, da higiene, das tarefas de casa, de brincar, etc.

Convém estabelecer rotinas diárias.

Se o fizer tornar-se-á mais fácil ensinar a criança a ser organizada em casa e na escola, aumentando, assim, as probabilidades de enfrentar com sucesso o mundo quando for adulta. Uma criança organizada tenderá a ter uma carreira profissional mais bem sucedida, através do cumprimento de metas e objetivos a atingir desde os primeiros anos de vida.

O processo será mais fácil se usar um marcador de cor diferente para cada membro da família. Viver num ambiente organizado é fundamental para o bom desenvolvimento do raciocínio lógico da criança. Delegue competências, seguindo o princípio, segundo o qual, em casa todos ajudam.
Atenção, não a force a executar tarefas para as quais ainda não está preparada – o não cumprimento com sucesso de algumas responsabilidades pode provocar o sentimento de frustração e insegurança. O excesso de ordem pode, também, potenciar a procura obsessiva da perfeição e originar problemas a médio/longo prazo.

2.Lista de verificação visual

Dê-lhe as ferramentas certas para a organização. Em vez de palavras, por que não fotografias? Normalmente, as crianças são mais seduzidas por aquilo que veem em vez de aquilo que leem. E costuma ser menos stressante. As rotinas podem ser olhadas de forma divertida.

Use, por exemplo, fotos para ilustrar a lista de tarefas a executar. Seja criativo. Organize a rotina matinal por fotografias: fotos a sair da cama; escovar os dentes; vestir-se; pentear o cabelo e tomar o pequeno-almoço.

A lista de verificação visual é particularmente importante para as crianças mais pequenas que ainda não sabem ler e para as que apresentam problemas de aprendizagem e atenção. Verá que pouco tempo depois cumprirão todas as tarefas de forma intuitiva.

À medida que a criança vai crescendo comece a dar-lhe liberdade para cumprir as tarefas de forma independente, aumentando, assim, lentamente os níveis de responsabilidade.

Aos 8 anos a criança já deverá ser capaz de fazer tudo sozinha, ainda que nem sempre da forma mais eficaz. Organização e disciplina são conceitos essenciais para qualquer pessoa. Sempre que realizar uma tarefa sozinha não deixe de elogiar e, em alguns casos específicos, ofereça uma recompensa. O reforço positivo vai potenciar o aumento da confiança e da autoestima da criança.

3.Um relógio analógico

Ensine a importância do tempo. Um relógio pode ajudar as crianças a se situarem mais facilmente no tempo e no espaço. Permite, também observar como o tempo pode ser dividido em partes. Quantos minutos passaram e quantos restam. Considere a compra de quatro cores de papel celofane.
Divida o mostrador do relógio em blocos de 15 minutos e coloque celofane de cor diferente em cada uma dessas partes.
Esta estratégia permitirá à criança acompanhar com maior facilidade a passagem do tempo até que aprenda a ver as horas com normalidade, algo fundamental para saber como se organizar.

4.Um organizador de material

Um canto de estudo organizado é fundamental para que não sucedam as habituais distrações. Em vez de deixar o material escolar espalhado pela casa, guarde-o num local próprio, por exemplo, dentro de uma caixa facilmente transportável. Ensine a criança a organizar o material (lápis, marcadores, tesoura e cola) de uma forma funcional. Há caixas de brinquedos com alças que podem servir para armazenar e transportar todo o material escolar.

5.Dossiers/pastas coloridas

Pastas organizadas por cores costumam facilitar a vida dos alunos. Por exemplo, use uma determinada cor para colocar os papéis que precisam viajar com regularidade de casa para a escola e vice-versa, por exemplo, os trabalhos de casa. Escolha outra cor para os papéis que podem voltar para casa e não precisam de ser devolvidos.
E ainda outra cor para os trabalhos que precisam de ser acompanhados pelos pais e logo depois devolvidos à escola.

6.Caixas como portfólio

Caixas variadas são uma ótima solução para economia de espaço, num quarto de uma criança. Empilham-se facilmente uma em cima de outra e podem ser decoradas e rotuladas conforme o gosto de cada criança. Use-as, por exemplo, para guardar desenhos e outros materiais de forma cómoda e eficaz. Experimente utilizar, também, caixas transparentes com tampa, para que, de uma maneira simples e rápida, a criança consiga aceder aos brinquedos favoritos.

 

Proibido fumar nos parques infantis. As crianças vêem, as crianças fazem

Dezembro 6, 2018 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do site saúde online

No dia 1 de janeiro de 2018, entrou em vigor em Portugal a Lei n.º 63/2017 (que procede à segunda alteração à Lei n.º 37/2007, de 14 de agosto), que aprova, entre outros aspetos, o alargamento da proibição de fumar a locais ao ar livre destinados a menores. Atualmente a lei refere no artigo 4.º, alínea f), que é proibido fumar:

“(…) nos locais destinados a menores de 18 anos, nomeadamente infantários, creches e outros estabelecimentos de assistência infantil, lares de infância e juventude, centros de ocupação de tempos livres, colónias e campos de férias, parques infantis, e demais estabelecimentos similares.”

Com o objetivo de descrever o consumo de tabaco nos parques infantis, e de alguma forma dar um contributo para a avaliação do cumprimento da lei, foi realizado em abril e maio de 2018 um estudo observacional em dezoito parques infantis da cidade de Braga, utilizando uma ficha de observação desenvolvida pelo grupo de investigação liderado por Maria José Lopéz, da Agência de Salud Pública de Barcelona, Espanha.

As observações foram realizadas em condições meteorológicas semelhantes. Em cada parque infantil foram registados os seguintes dados: a presença de sinalética (cartazes/dísticos) a informar/apelar ao não consumo de tabaco; o número total de adultos e crianças presentes; o número de pessoas que fumavam, dentro e fora do parque; o número de pessoas que fumavam cigarro eletrónico, dentro e fora do parque; o cheiro a fumo; a presença de cinzeiros; e o número de beatas no chão, dentro e fora do parque.

Verificou-se que:

  • Em nenhum parque se registou a presença de sinalética (cartazes/dísticos) a informar/apelar ao não consumo de tabaco. A lei obriga à sua colocação.
  • Uma média de 10 pessoas estavam presentes nos parques referidos na amostra.
  • Uma média de 5 crianças estavam presentes nos parques referidas na amostra.
  • Em 1 dos 18 parques havia adultos a fumar dentro do parque. A média de pessoas a fumar nos parques foi de 2.
  • Em nenhum dos 18 parques havia adultos a fumar fora do parque.
  • Em nenhum parque se observou pessoas a fumar cigarro eletrónico.
  • Em nenhum dos 18 parques havia cheiro a fumo.
  • Em 9 dos 18 locais observados havia cinzeiro.
  • Verifica-se que 17 dos 18 parques tinham, no interior, pontas de cigarro no chão (uma média de 8 pontas de cigarros com um intervalo de 0 a >20). Em 2 parques havia mais de 20 pontas de cigarros no chão.
  • Treze dos 18 parques tinham, no exterior, pontas de cigarro no chão (uma média de 10 pontas de cigarros com um intervalo de 0 a >20). Em 9 parques havia mais de 20 pontas de cigarros no exterior do parque.

Este foi o primeiro estudo realizado em Portugal a investigar o comportamento de fumar em parques infantis. Na maioria dos parques não foram observados adultos a fumar durante o período de observação. No entanto, verificou-se uma grande quantidade de beatas no chão, o que indica que este comportamento, embora possa não ser frequente, existe.

O comportamento tabágico dos pares e dos conviventes (pais e irmãos) modela as atitudes e as crenças normativas das crianças em relação ao tabagismo e é um fator preditor muito importante do comportamento tabágico dos jovens (Precioso, Macedo & Rebelo, 2007). O consumo de tabaco pelos pais em casa é um fator de risco para o consumo de tabaco dos filhos (Brown, Palmersheim & Glysch, 2008), apelando ao facto de que o que as crianças vêem, as crianças fazem, alertando para a importância de evitar fumar na sua presença.

De forma a promover a sensibilização e cumprimento da legislação que proíbe o consumo de tabaco em parques infantis (Lei n.º 63/2017, de 3 de agosto), é obrigatório que sejam colocados avisos/dísticos que informem de que é proibido fumar naqueles espaços públicos. É fundamental que as autoridades policiais, como a Polícia de Segurança Pública (PSP) e a Guarda Nacional Republicana (GNR), enquanto entidades responsáveis pelo cumprimento da lei, façam o seu papel e que a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), que tutela a fiscalização das normas de segurança e legislação em vigor nos parques infantis (como a colocação de dísticos alusivos à proibição de fumar e informação das respetivas coimas), também intervenha. Devem em primeiro lugar exercer uma ação pedagógica e depois punitiva. Lembramos que as coimas por incumprimento, ou seja, por fumar num parque infantil, ou noutro local proibido, variam entre 50€ e 750€.

José Precioso

Professor Auxiliar do Instituto de Educação da Universidade do Minho

Brinquedos que tocam o coração: “Queremos promover o direito da criança a brincar” Melanie Tavares do IAC na TVI

Dezembro 5, 2018 às 2:34 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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Melanie Tavares, Coordenadora do Departamento de Atividades Lúdicas do Instituto de Apoio à Criança, explicou no Diário da Manhã como os portugueses podem ajudar nesta campanha.

TVI Diário da Manhã de 5 de dezembro de 2018.

Visualizar o vídeo no link:

https://tvi24.iol.pt/videos/sociedade/brinquedos-que-tocam-o-coracao-queremos-promover-o-direito-da-crianca-a-brincar/5c07972f0cf20b592eba84c0

 

 

A criança para ler – Miguel Esteves Cardoso

Dezembro 5, 2018 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Artigo de opinião de Miguel Esteves Cardoso publicado no Público de 22 de novembro de 2018.

A única maneira segura de pôr uma criança a ler para o resto da vida é ver os pais constantemente a ler. Não gostam de ser interrompidos porque gostam de ler.

A única maneira segura de pôr uma criança a ler para o resto da vida é ver os pais constantemente a ler. Não gostam de ser interrompidos porque gostam de ler.

Assim a criança vê os livros como um prazer adulto. Ler como andar e falar é uma coisa que consegue fazer quase tão bem como os mais velhos. E, tal como andar e falar, a criança depressa repara que está sempre a melhorar, para mais a um ritmo agradavelmente rápido.

A criança deve descobrir a leitura sem sermões sobre o lindo que é ler ou exortações agressivas a ler ou ficar burro toda a vida.

Aquilo que se descobre nos livros é uma maneira de fugir às ordens e desejos dos nossos pais. Os pais querem impingir-nos livros bons, artísticos e poéticos, cheios de lições de vida.

Lembro-me perfeitamente do prazer de descobrir os livros do William escritos por Richmal Crompton que se tornou a minha primeira escritora preferida. William era desobediente, mentiroso, ladrão, megalómano, vaidoso e azarado. Era o meu herói.

Quando Tom Sawyer e o Huckleberry Finn abriram a minha imaginação ao mundo eu recebi-os como extensões gloriosas do William. Se tivesse começado como os meus pais queriam teria lido devagar e sem urgência porque o texto era difícil de mais para a minha idade e para o meu apetecimento.

Ao fingirem que não gostavam das minhas leituras os meus pais souberam viciar-me nos livros. Era eu que os escolhia e era através deles que eu fugia para um mundo onde não havia regras e onde as famílias eram coisas chatas que nos atravancavam as vidas.

 

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