Palmada para educar? Nunca – Notícia da Sábado com declarações de Manuel Coutinho do IAC

Novembro 13, 2018 às 1:30 pm | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , ,

Sábado

Notícia com declarações do Dr. Manuel Coutinho (Secretário–Geral do Instituto de Apoio à Criança e Coordenador do Sector SOS-Criança do Instituto de Apoio à Criança).

Notícia e imagem da Sábado de 13 de novembro de 2018.

por Maria Espírito Santo

A Academia Americana de Pediatria reforça a recomendação: os pais não devem bater nos filhos. Especialistas portugueses concordam.

A palmada, mesmo leve e sem implicar dor física, não deve fazer parte do modelo educativo. Quem o defende é a Academia Americana de Pediatria, reconhecida associação que promove a saúde e bem-estar das crianças. “Só ensina comportamentos agressivos e torna-se ineficaz quando usada regularmente. Em substituição, use time out para crianças mais novas. Discipline crianças mais velhas ao temporariamente lhes tirar os privilégios favoritos como actividades desportivas ou brincar com amigos”, continua a academia em comunicado ao público. Em Dezembro vão publicar novas recomendações para os pais no Pediatrics, publicação oficial da academia.

O conjunto de especialistas alerta para o impacto que estas agressões têm. Além fragilizar a relação entre pais e filhos pode ter consequências a longo prazo – a criança no futuro poderá replicar essa agressividade. “A cultura da violência é uma cultura que frequentemente tem passado de pais para filhos porque os filhos imitam o comportamento dos pais”, lembra o psicólogo Manuel Coutinho à SÁBADO. O coordenador da linha SOS Criança e secretário-geral do Instituto de Apoio à Criança concorda com as indicações que chegam da associação de pediatras.

Nenhuma agressão física, mesmo a mais leve, deve ser considerada válida para educar. Para perceber o porquê, basta fazer um exercício muito simples, defende Manuel Coutinho: “Ora imagine que estamos no trabalho e o nosso chefe, para marcar uma posição, dá uma palmada leve… é que se calçarmos o sapato dos outros se calhar percebemos melhor aquilo que sentem.”

O especialista coloca o assunto em cima da mesa, diz que é preciso desconstruí-lo: “Então vamos definir: a partir de que idade podemos fazê-lo, com que força, em que local, em que parte do corpo, com que frequência? Se virarmos tudo ao contrário percebemos como é absurdo bater para educar.” E alerta para os acidentes que podem acontecer quando estas punições se banalizam: como crianças que acabam por lesões na coluna porque os pais as elevam por um braço, para dar açoites.

Isabel Pina, psicóloga, explica que podemos olhar para o tema pesando vantagens e desvantagens. As técnicas parentais mais punitivas são eficazes a curto prazo: “A criança reage à agressão e se calhar pára de fazer aquilo que não concordamos. Mas reage por medo, não compreende nada.” Logo, a longo prazo não é eficaz. Há ainda a questão da dessensibilização: “A criança começa a habituar-se, [a palmada] deixa de fazer efeito e entramos numa escalada de comportamentos punitivos. Podemos, até, cair no âmbito dos maus-tratos.”

É inevitável. Por vezes, entre esperneios, gritaria, palavras feias e lágrimas, um pai ou mãe perdem a cabeça: sai uma palmada, um puxão de orelhas ou um grito. Os momentos de muita tensão podem conduzir a comportamentos que não são adequados. Mas, em princípio (e considerando que são excepções), há sempre tempo de repensar e refazer o modelo educativo. Não vale a pena chorar sobre o leite derramado, diz Manuel Coutinho: “Se a situação já aconteceu, os pais têm de garantir que não volta a acontecer.”

Outras tácticas

Então qual é a melhor forma de lidar com birras monumentais? Há várias sugestões a seguir. Manuel Coutinho recomenda um método de distância-aproximação. “Perante a birra de uma criança primeiro é tentar não acalmá-la, ignorar ao máximo a situação. E quanto mais alto gritar ou espernear, mais ignorar – mas com vigilância. Depois é desviar o foco, pegar ao colo e dar-lhe o que todos nós precisamos, um abraço.”

Colocar no lugar do outro continua a ser a melhor estratégia:”Temos de perceber que as crianças não fazem birras para aborrecer os adultos, é para testarem os seus limites, porque estão tristes, irritadas, angustiadas. Estão a aprender a lidar com as emoções.” Faz uma pausa para concluir: “Os adultos têm de ser os contentores das angústias das crianças – e não os potenciadores.”

Pode, até, criar-se em casa um espaço da calma – com mantas e almofadas, por exemplo – para onde a criança pode ir quando se sentir frustrada ou triste, aconselha a psicóloga Isabel Pina. “Podemos dizer: ‘É o espaço para onde vais se estiveres nervoso, pensares em coisas que podias ter feito diferente. Depois, em conjunto, vamos reflectir.’”

Perante uma birra ou um comportamento errado, é importante primeiro reconhecer os sentimentos da criança: dizer algo como “Percebo que estejas triste ou zangado mas eu não vou permitir que te comportes dessa forma”, sugere a psicóloga Isabel Pina. Depois, é preciso aplicar uma consequência. Se, por exemplo, a criança parte um brinquedo de forma propositada, a consequência pode ser o brinquedo ir para o lixo (e não se reparar ou comprar outro) ou, numa criança mais velha, retirar uma quantia à sua mesada.

Não tenha receio de terminar com “O que achas?” Envolver os miúdos nas suas próprias consequências é uma boa ideia, garante a especialista, de forma a reforçar a responsabilidade. O adulto pode e deve, ainda, dar sugestões para que a criança aprenda a controlar as suas emoções: “Da próxima vez podes contar até dez, podes ir deitar-te na cama e respirar fundo até o teu coração ficar mais calmo.”

Cada caso é um caso – tal como cada criança, pai, mãe, família. Não há fórmulas universais. No final de contas é fundamental utilizar o bom senso e encontrar um equilíbrio, defende Isabel Pina. “Também não faço a apologia da permissividade. As práticas punitivas não são adequadas mas é importante que os pais afirmem a autoridade. Não podemos criar reis que acham que podem fazer aquilo que quiserem.”

 

 

IAC recebido pelo Eurodeputado Carlos Coelho

Agosto 3, 2018 às 2:00 pm | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , ,

Texto do Facebook do Eurodeputado Carlos Coelho

Recebi hoje uma delegação do Instituto de Apoio à Criança para discutir formas de reforçar o compromisso da União Europeia e dos Estados-Membros com mecanismos mais eficazes de encontrar crianças desaparecidas. O trabalho do IAC e das estruturas internacionais em que participa, sobretudo da Missing Children Europe, é louvável. O futuro está na união de esforços de todos para reforçar e garantir os direitos de todas as crianças.

Saiba como a linha SOS Criança pode ajudar jovens em risco

Junho 4, 2018 às 4:28 pm | Publicado em O IAC na comunicação social, Vídeos | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , ,

Vídeo da TVI24 de 1 de junho de 2018.

visualizar o vídeo no link:

http://www.tvi24.iol.pt/videos/sociedade/saiba-como-a-linha-sos-crianca-pode-ajudar-jovens-em-risco/5b11381f0cf29778fd1ffda7

 

Vídeo da participação de Manuel Coutinho do IAC no programa “Sociedade Civil” sobre crianças desaparecidas na RTP 2

Maio 30, 2018 às 1:00 pm | Publicado em O IAC na comunicação social, Vídeos | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , ,

Vídeo da participação do Dr. Manuel Coutinho (Secretário–Geral do Instituto de Apoio à Criança e Coordenador do Sector SOS-Criança do Instituto de Apoio à Criança) no programa “Sociedade Civil” sobre crianças desaparecidas na RTP 2 no dia 25 de maio de 2018.

Visualizar o vídeo no link:

https://www.rtp.pt/play/p4365/e348325/sociedade-civil

Açorianos recorrem ao SOS-Criança para ‘falar com alguém’ – Entrevista de Manuel Coutinho do IAC

Abril 9, 2018 às 1:30 pm | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , ,

Entrevista do Dr. Manuel Coutinho (Secretário–Geral do Instituto de Apoio à Criança e Coordenador do Sector SOS-Criança do Instituto de Apoio à Criança).

Notícia do http://www.diariodosacores.pt/ de 8 de abril de 2018.

Escrito por A Redacção

Manuel Coutinho, psicólogo clínico, Coordenador do SOS-Criança

Diário dos Açores – O SOS-Criança acaba de divulgar os números da actividade de 2017. Relativamente aos Açores o que é que mais destaca?

Manuel Coutinho – O SOS-Criança é um serviço do Instituto de Apoio à Criança, anónimo e confidencial e de âmbito nacional.

Este serviço de prevenção funciona, desde 1988, nos dias úteis entre as 9h00 e as 19h00, através do número telefónico gratuito 116111, do Chat online (www.iacrianca.pt) e do e-mail (soscrianca@iacrianca.pt Este endereço de email está protegido contra piratas.  tem como objectivo:

– Ouvir e dar Voz à Criança; Promover o desenvolvimento harmonioso e integral da criança; Apoiar a Criança e a Família; Prevenir situações problema; Garantir à criança o direito à palavra, protecção em situação de risco e/ ou mau trato, quando privada de afeição, isolada, abandonada, ameaçada de agressão física, sexual, negligenciada ou obrigada a trabalhar prematuramente; Sensibilizar as estruturas comunitárias e a sociedade em geral, para a problemática da criança em risco e em perigo.

No ano de 2017, o Serviço de Atendimento Telefónico SOS-Criança recebeu um total de 1841 chamadas, das quais, 1389 referiram-se a apelos efectivos que resultaram numa intervenção por parte dos técnicos, no sentido de informar, apoiar, orientar e/ou encaminhar os apelantes consoante as situações-problema expostas.

Em termos gerais, constatou-se que os apelos recebidos  pelo SOS-Criança, em 2017, vieram de todas as regiões de Portugal. Sendo a maioria dos apelantes residentes no distrito de Lisboa (26%), no do Porto (20%) e na Região Autónoma dos Açores (8%).

No que diz respeito à Região Autónoma dos Açores, em 2017, destacou-se a problemática “Falar com alguém”. Os apelantes nestas situações, recorrem ao Serviço para receber apoio psicológico, conversar sobre os seus problemas e expor situações da sua vida, procurando no SOS-Criança um suporte que as possa ajudar a ultrapassar as situações.

Há muitas chamadas por causa de casos de pedofilia, mas existem outros casos para os quais é pedida ajuda do SOS-Criança. Certo?

Em 2017, o SOS-Criança recebeu 24 situações de suspeita de abuso sexual e pedofilia. Situações essas que deram origem à abertura de um processo interno e ao respectivo encaminhamento para as autoridades competentes, para que pudessem analisar a veracidade das suspeitas.

O SOS-Criança é um serviço específico para situações inespecíficas. A nível nacional o SOS-Criança, para além da escuta empática que proporciona às crianças, registou um elevado número de  situações de negligência, crianças em risco e em perigo.

Todos temos o dever de apresentar ao SOS-Criança, através do telefone 116111 situações que cheguem ao nosso conhecimento e que possam colidir com a promoção e a defesa dos direitos da criança.

Comparando com anos anteriores qual é a sua percepção relativamente aos Açores? Há mais chamadas agora, mantém-se no mesmo ritmo ou diminuiu?

Em relação à Região Autónoma dos Açores, o número de apelos registados no Serviço SOS-Criança, através da linha nacional de atendimento, com o telefone nº 116111, comparativamente a 2016 diminuiu.

É de salientar que o Instituto de Apoio à Criança, Açores, criado em 1993, tem  entre as suas valências, o número de telefone regional – SOS Criança Açores, 296283383, serviço anónimo e confidencial que tem atendimento entre as 09:00 e as 17:00 e que também dá resposta às múltiplas situações da Região Autónoma dos Açores. O SOS – Criança nos Açores, é uma linha de apoio de situações para a qual, todos poderemos recorrer para fazer denuncias, ou até mesmo, para pedir aconselhamento e orientação.

Com a participação cada vez maior de jovens nas redes sociais certamente que será maior o número de casos de aliciamento, ameaças etc. Como combater este fenómeno?

Temos todos muito a aprender. Há sempre quem possa aproveitar-se “ilicitamente” nas redes sociais dos nossos dados e das nossas informações, em boa verdade, há muitos perigos. Urge prevenir.

As redes sociais têm modificado a forma como nos relacionamos uns com os outros e a sua utilização tem trazido muitos benefícios desde que  utilizadas de forma segura. No entanto, todos temos de ter algumas precauções. Uma das precauções a ter em conta, prende-se com o cuidado que devemos ter em não divulgar informações pessoais, nomeadamente local onde reside, escola ou outros dados que nos possam identificar a nós e à nossa família, etc., principalmente se forem crianças os protagonistas.

As fotografias de crianças não devem ser expostas nas redes sociais. Esta prática pode ser lesiva para a criança. Os pais não  devem divulgar fotografias dos filhos nas redes sociais, devem sim, assegurar o direito à sua imagem e à reserva da intimidade da  vida privada dos seu filhos menores de idade.

Gostava ainda de salientar que por desconhecimento e sem noção  que estas situações podem colidir com os direitos da criança, muitas pessoas fizeram e por vezes, ainda fazem, uma má utilização das redes sociais.

Agora que já todos sabemos o perigo que  corremos, temos de minimizar as  práticas que não são favoráveis ao superior interesse da criança. É tempo de parar, de informar e de proteger de riscos desnecessários todos os utilizadores directos ou indirectos das redes sociais, principalmente as crianças e jovens.

Que mensagem final gostaria de deixar às famílias açorianas?

Ninguém se pode alhear da realidade que actualmente ainda cruza a vida de muitas crianças inocentes. Realidade amarga, dura e cruel, sempre tão injusta e cobarde.

Os direitos das crianças têm de ser sempre uma prioridade.

Através da educação temos de igualar as oportunidades de crescimento e de desenvolvimento saudável das crianças.

Cada um de nós tem de ser atuante.

Ninguém pode silenciar situações que colidam com o Superior Interesse da Criança.

Ninguém se pode esquecer que em pleno século XXI ainda há crianças em risco e em perigo que sofrem em silêncio.

Ainda há crianças que não brincam e que não vêm os seus direitos reconhecidos.

Cada um de nós pode ser o seu defensor, o seu farol de esperança se não permitir que as crianças tenham os seus direitos beliscados ou violados.

jornal@diariodosacores.pt

 

 

Casos de crianças em risco diminuem mas aumentam situações de pedofilia – Linha SOS-Criança

Março 15, 2018 às 12:00 pm | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , ,

Notícia do https://www.dn.pt/ de 15 de março de 2018.

A notícia contém declarações do Dr. Manuel Coutinho (Secretário–Geral do Instituto de Apoio à Criança e Coordenador do Sector SOS-Criança do Instituto de Apoio à Criança).

DN/Lusa

Em 2017, o SOS Criança recebeu uma média de 116 apelos por mês, a maioria feita por adultos

Os casos de crianças em risco que chegam à Linha SOS-Criança diminuíram 10% em 2017, ano em que aumentaram as denúncias de pedofilia, segundo dados do Instituto do Apoio à Criança (IAC) avançados à Lusa.

A Linha SOS-Criança recebeu 1.841 chamadas em 2017, menos 640 face ao ano anterior. Um terço dos casos envolvia crianças até aos seis anos, sendo a “criança em risco” (70 situações), a “negligência” (62) e os “maus tratos físicos na família” (70) as problemáticas mais denunciadas.

Apesar dos casos de “crianças em risco” continuarem a ser as situações mais encaminhadas pelos técnicos do SOS-Criança, observou-se uma descida de 10% face a 2016.

Os dados mostram também um aumento de 3% no número de casos de “Pedofilia” (11 em 2017) encaminhados e um decréscimo de 7% das situações de “maus-tratos psicológicos na família” (29).

Em declarações à agência Lusa, o coordenador do serviço SOS-Criança e secretário-geral do IAC afirmou que as “situações de risco parecem estar mais controladas”, porque a comunidade denuncia mais.

“No passado estas situações eram muito silenciadas e normalmente a comunidade não se envolvia nos assuntos intrafamiliares”, mas hoje está mais atenta, pede mais apoio, e “a situação tem vindo a melhorar”.

Para Manuel Coutinho, tem “sido essencial” a aposta na prevenção, “o que nem sempre impede de esporadicamente acontecerem situações graves que surpreendem tudo e todos”.

Comentando o aumento dos casos de pedofilia, mas também as situações de abuso sexual, três situações encaminhadas em 2017 para o Ministério Público, disse que, apesar de muitas situações terem por base as redes sociais, a maioria ocorre em “contexto intrafamiliar” e “quase sempre” cometida por “pessoas muito próximas da criança”.

São pessoas que “conseguem cativar e conquistar a confiança da criança” e posteriormente silenciam-na através de ameaças.

Por outro lado, as redes sociais também escondem perigos aos quais os pais têm de estar atentos.

“As redes sociais podem ter muitas aspetos positivos, mas também têm partes menos boas” relacionadas com “homens ou mulheres com menos escrúpulos” que tentam aproximar-se de crianças, para as aliciar para práticas de pedofilia.

Para Manuel Coutinho, a comunidade tem de estar atenta e “os pais têm que saber claramente o que os filhos andam a fazer nas redes sociais”.

“As crianças correm por vezes menos perigos quando estão a brincar sozinhas nas ruas do que quando estão sozinhas nos seus quartos nas redes sociais”, alertou.

Em 2017, o SOS Criança recebeu uma média de 116 apelos por mês, a maioria feita por adultos (1.318), principalmente a mãe (151), o vizinho (123), o pai (71), os avós (71) e a comunidade (92).

A maioria dos apelantes residia no distrito de Lisboa (26%), no do Porto (20%) e dos Açores (8%), referem os dados, adiantando que o “principal objetivo” dos pedidos foi “falar com alguém”.

Do total dos apelos, verificou-se o envolvimento de 874 crianças e 776 infratores, 81% dos quais era familiar da vítima. Em 376 situações, o agressor foi a mãe e em 188 o pai.

“A família deve ser o local mais seguro que a criança tem e por vezes é lá que corre os maiores perigos”, lamentou.

Em 26% dos casos as crianças viviam em famílias tradicionais, em 25% em famílias monoparentais, 14% em famílias reconstituídas e 8% em famílias alargadas.

Um terço das situações referia-se a crianças até aos seis anos, enquanto 15% respeitava a menores com idades entre os 11 e os 13 anos e 17% eram adolescentes com idades entre os 14 e os 18 anos de idade.

Para evitar que “uma situação de risco não se torne uma situação de perigo”, Manuel Coutinho apelou para as pessoas contactarem o SOS-Criança (116 111).

“Atuar na emergência é sempre muito mais difícil do que atuar na prevenção e a criança merece que as pessoas apresentem as situações quando se começa a desenhar qualquer situação de risco ou negligência”, frisou.

 

 

Façam o que eu digo, não façam o que eu faço? notícia da Sábado com declarações de Manuel Coutinho do IAC

Março 14, 2018 às 12:07 pm | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , ,

A notícia contém declarações do Dr. Manuel Coutinho (Secretário–Geral do Instituto de Apoio à Criança e Coordenador do Sector SOS-Criança do Instituto de Apoio à Criança).

Ao encontro do desconhecido – reportagem da TV Record sobre a fuga de menores, com a participação de Manuel Coutinho do IAC

Março 9, 2018 às 8:00 pm | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , ,

A reportagem contém declarações do Dr. Manuel Coutinho (Secretário–Geral do Instituto de Apoio à Criança e Coordenador do Sector SOS-Criança do Instituto de Apoio à Criança).

SuperNanny: “As crianças não são adultos em miniatura” Declarações de Manuel Coutinho do IAC

Fevereiro 20, 2018 às 5:10 pm | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , ,

Getty Images

A notícia contém declarações do Dr. Manuel Coutinho (Secretário–Geral do Instituto de Apoio à Criança e Coordenador do Sector SOS-Criança do Instituto de Apoio à Criança).

Notícia da http://www.sabado.pt/ de 20 de fevereiro de 2018.

por Leonor Riso

Manuel Coutinho, psicólogo e secretário-geral do Instituto de Apoio à Criança, acredita que o tribunal deverá defender a não transmissão do programa.

Hoje, no Tribunal de Oeiras, será julgada a acção acerca da suspensão do programa de televisão SuperNanny. Durante esta audiência, serão apresentadas a contestação e a prova.

O tribunal não deverá permitir que o programa de televisão da SIC suspenso através de um pedido apresentado pelo Ministério Público no Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa Oeste volte a ser transmitido, defende Manuel Coutinho, psicólogo e secretário-geral do Instituto de Apoio à Criança (IAC). “As crianças não são adultos em miniatura. Os pais não podem exercer os seus direitos sobre os filhos de qualquer maneira”, sustenta.

“Acho que o desfecho será favorável a todas as organizações que chamaram a atenção para o facto do superior interesse da criança não ser assegurado”, afirma Coutinho. A Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Protecção das Crianças e Jovens afirmou-se contra o programa, posição acompanhada pela Unicef Portugal, pela Comissão dos Direitos Humanos da Ordem dos Advogados e pelo próprio IAC.

“Continuo a achar que as crianças têm direito à reserva, que não devem ser expostas a situações que as deixem vulneráveis. Há limites que ninguém deve ultrapassar e isso aconteceu neste programa [SuperNanny]. O Estado tem o dever constitucional de defender toda a gente, em especial os mais vulneráveis”, defende o psicólogo de adultos e crianças.

Coutinho frisa que o programa não é pedagógico. “A psicologia não se exerce na praça pública”, acredita. Caso tenha uma função de ensinar, “deve fazer-se com actores e simulando situações”.

 

2º Aniversário da Rádio Miúdos – – 20 Prémios para oferecer

Novembro 17, 2017 às 6:00 am | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , ,

No mês em que celebra o seu 2º Aniversário, a Rádio Miúdos vai oferecer prémios todas as semanas!

O dia 20 de Novembro é o dia do Aniversário, por isso, vamos oferecer 20 prémios!

Para ganhar, basta seguir as emissões em direto, das 15h às 18h, de segunda a sexta, e seguir as instruções!

Na primeira semana, vamos oferecer 5 Discos do Mês de Novembro – “História de Portugal” de Maria de Vasconcelos. Não percam!

 

RÁDIO MIÚDOS COMPLETA 2 ANOS

Dois anos de serviço de rádio em português para miúdos em todo o mundo, através da internet e que chega já a 174 países e territórios, com milhares de cliques diários e um auditório global que participa activamente nasemissões.

Completamos neste 20 de Novembro (que quisemos simbolicamente, coincidisse com a publicação da Carta dos Direitos da Criança), um ciclo de dois anos de emissões ininterruptas, com música e programas em português para miúdos de todas as idades e de todas as falas do “português” que, quis o destino, a história nos juntasse pela língua.

Estamos em todo o mundo… Ouvidos do Brasil a Timor, da Cidade do Cabo a Anchorage, da Europa à Ásia,com famílias que nos ouvem enquanto velejam no mar das Caraíbas, ou no sertão brasileiro e que nos contam em directo como são as suas vidas.

É essa a razão que nos move – unir através da rádio, um mundo de falantes de português, para criar um sentimento de auto-estima pela língua e pelas culturas lusófonas.

A Rádio Miúdos é a primeira rádio em português para miúdos e é cada vez mais feita por eles. Vamos inaugurar os novos estúdios, situados na vila do Bombarral. A 75 quilómetros de Lisboa, foi possível construir uma equipa de 24 miúdos, entre os 7 e os 16 anos que desenvolve um trabalho de aprendizagem no meio rádio e realiza e produz uma emissão de 24 horas, com 3 horas diárias de directos.

Para além da emissão de rádio, o nosso trabalho nas escolas tem aberto caminho para a criação de rádios nas escolas e , com oficinas de rádio e emissões ao vivo, como são exemplo o concurso “Põe a tua terra nos píncaros”, para as escolas do centro do país que teve a participação de 80 projectos de 60 escolas. Uma missão que, acreditamos, pode ajudar a combater o insucesso escolar e incentivar a participação activa dos mais pequenos nas coisas do mundo.

Dois anos de um projecto pioneiro que trilhamos com paixão, seguros da ideia que nos move, a de oferecer um serviço de rádio global em português para um público infanto-juvenil, produzido para e por miúdos.

Um bem haja especial à equipa de colaboradores da Rádio Miúdos que continua a aumentar e conta com profissionais em várias áreas, desde a literatura à psicologia, passando pelos contadores de histórias à meditação para miúdos, num universo de temas universais e positivos, que estamos em crer, contribuem para a aprendizagem da cidadania e participação activa na sociedade.

Neste segundo aniversário não queremos deixar de agradecer especialmente a todos os que acreditaram no projecto desde o início, nomeadamente à a Susana Freitas Lopes, em Alesund, Noruega, à Mariana Sanchez em Barcelona e à Margarida Fonseca Santos.

Agradecemos também à Fundação Calouste Gulbenkian e ao IAC-Instituto de Apoio à Criança, na pessoa do Dr. Manuel Coutinho, a todos os colaboradores que todos os dias contribuem com as suas ideias e programas.

Não podemos esquecer os pais, avós, tias e famílias que em Portugal e em todo o universo lusófono nos vão ouvindo participando.

E um obrigado muito especial a eles, os miúdos da equipa da Rádio Miúdos, que todos os dias experimentam “aquela coisa diferente”.

Na Rádio Miúdos acreditamos que quanto mais cedo os miúdos forem chamados a participar, mais probabilidade terão de ser ouvidos e aprender a mudar o rumo deste mundo que não augura muito de bom, mas que ainda vamos a tempo, com eles, de arrepiar caminho e faze-lo mais sustentável.

Apoios/Agradecimentos: Fundação Calouste Gulbenkian, Portugal Inovação Social, POISE, Portugal 2020, Representação da Comissão Europeia em Portugal, Accenture Portugal, Paixão Seguros, SIC, FGP, Caixa de Crédito Agrícola, Frederico Santos, Câmara Municipal do Bombarral, Rede de Bibliotecas Escolares, Santiago Salazar.

Mais informações:

http://www.radiomiudos.pt/index.php?id=794&cont=1&page=1

Página seguinte »


Entries e comentários feeds.