“A ideia de uma mãe matar para proteger é uma coisa que me arrepia” Entrevista de Manuel Coutinho do IAC

Junho 6, 2017 às 6:00 am | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Entrevista do site https://www.noticiasaominuto.com/ ao Dr. Manuel Coutinho (Secretário–Geral do Instituto de Apoio à Criança e Coordenador do  Sector SOS-Criança do Instituto de Apoio à Criança). no dia 4 de junho de 2017.

por Patrícia Martins Carvalho

A linha SOS Criança – 116 111 – surgiu em 1988 com o objetivo de “dar voz, anonimamente”, às crianças que são vítimas de qualquer tipo de violência, seja no seio familiar, na escola ou por parte de terceiros.

Volvidos 29 anos, este serviço já ajudou milhares de crianças que ligam a pedir ajuda. Mas desengane-se quem pensa que o serviço é apenas para as crianças, até porque, explicou Manuel Coutinho, a legislação portuguesa define que uma pessoa é criança até atingir a maioridade.

Ainda assim, o coordenador da Linha SOS Criança sublinha que os técnicos desta linha telefónica também estão aptos a ajudar adultos que pretendam denunciar situações de violência para com crianças e jovens.

Questões como o rapto parental e o jogo da Baleia Azul foram alguns dos temas desta conversa que terminou com um conjunto de conselhos deste especialista a todos os pais e mães.

Há muitas crianças a ligar para a linha SOS Criança a pedir ajuda?

Foram mais de 100 mil as crianças que, ao longo da existência do serviço SOS Criança, contactaram o serviço. Nem todas são maltratadas, muitas ligam para pedir ajuda num conjunto de situações que, de alguma maneira, pode pôr em perigo a sua vida.

Se não são maltratadas ligam por que motivo?

Ligam porque têm dúvidas substanciais e precisam de falar com alguém, porque têm tendências suicidas ou comportamentos desajustados e querem encontrar a resposta para o seu problema, ligam por questões de comportamentos aditivos, situações de bullying, de abuso sexual, de abandono… são múltiplas e variadas as problemáticas que chegam até nós.

“Foram mais de 100 mil as crianças que, ao longo da existência do SOS Criança, contactaram o serviço”

Qual é o procedimento adotado quando uma criança liga para a linha SOS Criança?

A primeira coisa a fazer é ouvir a criança e perceber o que se passa. Depois da primeira avaliação, tenta-se perceber se a criança tem ou não algum adulto por perto a quem possamos recorrer. Às vezes temos de orientar o caso para a escola, para o serviço de saúde, para a CPCJ, para a polícia…

Também há adultos que ligam?

Sim e são, em primeiro lugar, as mães quem mais liga, depois são os pais, temos também os colegas, os vizinhos, os amigos, os tios, os padrastos, as madrastas…

Que apoio é prestado pelo SOS Criança?

O SOS Criança tem o serviço de atendimento telefónico, um chat online, um email e um serviço de atendimento jurídico e outro psicológico através da linha 116 111 que funciona de segunda a sexta-feira das 09h00 às 19h00. Depois temos também outra linha – 116 000 – que é o número europeu para as crianças desaparecidas e que funciona 24 horas por dia durante os 365 dias do ano.

O número de crianças a pedir ajuda tem aumentado?

O número de crianças que chegam ao SOS Criança tem vindo a estabilizar ao longo dos anos. Temos tido, quase sempre, à volta de 2.500 a 3 mil situações por ano.

“Por muito pobres que possamos estar não se pode privar as crianças dos bens essenciais”

E durante os anos da crise?

Nesse período houve um aumento do número de apelos relacionados com situações de pobreza, porque quando há crises as crianças são sempre as primeiras vítimas. Mas por muita crise que exista em Portugal, por muito pobres que possamos estar não se pode privar as crianças dos bens essenciais.

O que é que devemos fazer para perceber se uma criança é vítima ou não de maus-tratos?

É preciso estarmos atentos aos sinais que são aquilo que nós vemos e que podem ser nódoas negras, tristeza, sangramento a nível vaginal ou anal, uma ausência de vontade de brincar, uma atração muito especial por questões da sexualidade, um receio em estar na presença de um adulto. Tudo isto são sinais aos quais devemos estar atentos.

“A regra número um é acreditar sempre na criança, partir do princípio de que as crianças não mentem”

Reconhecidos os sinais, qual é o passo que se segue?

Fazer uma avaliação especializada que, numa primeira fase, passa pelo médico de família. Depois pode, eventualmente, passar por uma avaliação do Instituto de Medicina Legal, por uma equipa de pedopsiquiatras. Mas depende. Cada caso é um caso. A regra número um é acreditar sempre na criança, partir do princípio de que as crianças não mentem.

Recentemente foi noticiado mais um caso de rapto parental. As crianças são utilizadas como ‘arma de arremesso’ num processo de divórcio?

Os pais esquecem-se de que o fim da relação conjugal não significa o fim da relação parental e de que o casal parental se mantém permanentemente. Quando há uma regulação do exercício das responsabilidades parentais feita pelo tribunal, as pessoas têm de acatar. Por vezes não acatam e um dos pais leva a criança para parte incerta, esquecendo-se de que a criança tem o direito de ter acesso a um pai e a uma mãe, exceto se houver uma ordem judicial em contrário. Isto é muito prejudicial para as crianças.

“Uma criança exposta a um ambiente violento fica com marcas irreversíveis”

Uma criança que vive num contexto de violência tem tendência a tornar-se violenta?

Uma criança exposta a um ambiente destes fica com marcas irreversíveis. As crianças vítimas de violência ficam com a sua auto-estima comprometida, têm a sua segurança posta em causa e, muitas vezes, acabam por se tornar em adultos ansiosos e depressivos. No entanto, os estudos indicam que os adultos agressores em regra foram crianças agredidas, mas nem todas as crianças agredidas dão origem a adultos agressores.

Como é que se explica que um progenitor exponha o filho a um ambiente violento?

Cada caso é um caso. No entanto, há pessoas que não têm essa sensibilidade porque não foram preparadas ou estão a passar por uma situação complexa ou têm problemas psiquiátricos. Alguma coisa acontece porque só a perda da lucidez permite que as pessoas exponham os filhos a estes quadros de violência.

Como é o caso das mães homicidas…

Essas são situações que envolvem um contexto de uma grande dor, de um grande sofrimento, mas que só uma patologia o poderá justificar.

É um sentimento de egoísmo que lhes tolda a lucidez?

Essa ideia de matar para proteger é algo que me arrepia…

Há uma ideia ainda pior que é a de matar para castigar o antigo companheiro…

Essa então é muito perversa. Essas pessoas, quando o fazem, é porque perderam a lucidez. Mas a verdade é que as pessoas vão dando sinais disso e nós temos de estar o mais atentos e vigilantes possível, pois as questões de perturbação mental muitas vezes estão à vista e não são levadas a sério.

“Esse terrorismo online denominado Baleia Azul só chega às pessoas que se sentem cheias de um vazio profundo”

Há pouco falou nos problemas de auto-estima das crianças. É isso que as leva a desafios como o da Baleia Azul?

Esse terrorismo online denominado Baleia Azul só chega às pessoas que estão com a auto-estima em baixo, que estão fragilizadas, que se sentem cheias de um vazio profundo.

E como é que se evita que uma criança seja vítima deste ‘ataque terrorista’?

É importante ensinar os filhos que a vida não é só sucessos e que também tem insucessos, que nem sempre as coisas correm como queremos. Temos de ensinar os nossos filhos a partilharem a sua dor e o seu sofrimento. Os adultos têm de conversar mais com os jovens. E digo conversar, não digo gritar, que é o que acontece muitas vezes.

O problema está na comunicação?

A questão da comunicação presencial tem-se vindo a perder por causa dos telemóveis, computadores e tablets. As crianças para brincar não precisam só de brinquedos, precisam de alguém que brinque com elas.

“Esquecemo-nos de preparar os nossos filhos para os fracassos”

Os encontros combinados com estranhos nas redes sociais resolviam-se se pais e filhos conversassem?

Toda a vida as pessoas se puderam encontram com estranhos. O que nós temos de fazer é preparar os nossos filhos para os males da vida. Preocupamo-nos muito em prepará-los para os sucessos e esquecemo-nos de os preparar para os fracassos. Eles têm de perceber que há riscos quando decidem encontrar-se com estranhos, mas isto vem desde a história do Capuchinho Vermelho: não se deve arriscar demasiado porque às vezes podemos acabar na barriga do lobo.

Que conselho deixa então aos pais?

Todos os filhos são únicos. Os filhos são a maior dádiva que nós podemos ter e, por isso, devemos olhar para eles com muito respeito, devemos amar sem limites e limitar por amor. Limitar por amor não é bater, é ajudá-los a crescer de uma forma correta, educada e com muita resistência à frustração.

 

 

 

Por vezes, “é mais perigoso” as crianças navegarem na Net do que brincarem na rua – declarações de Manuel Coutinho do IAC ao Público

Maio 28, 2017 às 5:03 pm | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do https://www.publico.pt/ de 24 de maio de 2017.

A notícia contém declarações do Dr. Manuel Coutinho (Secretário–Geral do Instituto de Apoio à Criança e Coordenador do  Sector SOS-Criança do Instituto de Apoio à Criança).

Aumento dos raptos parentais também constitui uma preocupação para o Instituto de Apoio à Criança PAULO PIMENTA

Instituto de Apoio à Criança registou 37 casos de desaparecimento de crianças e jovens em 2016, mais dois do que em 2015, diz secretário-geral da instituição.

Lusa

Em entrevista à Lusa, a propósito do Dia Internacional da Criança Desaparecida, esta quinta-feira, o coordenador do serviço SOS-Criança e secretário-geral do Instituto de Apoio à Criança (IAC), Manuel Coutinho, manifestou preocupação com a situação das crianças migrantes. “O que nos está a trazer muita preocupação” é a situação das “crianças migrantes não acompanhadas fugidas da guerra, que são muitas, que se deslocam pela Europa, e depois desaparecem, supondo-se que vão para as redes de tráfico”, disse Manuel Coutinho.

Mas as situações de raptos parentais, quando uma criança é levada ou mantida num país diferente do da sua residência por um dos pais ou detentores da sua guarda, contra a vontade do outro, e as fugas também merecem reflexão: “Ninguém foge de um sítio onde está bem. Por isso, quando a criança é encontrada, não deve ser devolvida (…) sem se analisar bem o motivo que a levou a sair de lá”, adiantou.

Observar as famílias

Nesse sentido, “é importante humanizar as instituições, tentar que funcionem da melhor maneira possível”, mas também é “importante pôr a lupa em cima das famílias e perceber o que é que leva as crianças a fugir de casa”.

O secretário-geral do IAC contou que muitos menores fogem por iniciativa própria, motivados por situações ligadas à Internet. Por vezes, “é mais perigoso” as crianças estarem a navegar na Internet em casa do que estarem a brincar na rua, disse, advertindo que “o desaparecimento de crianças tem uma correlação positiva com a exposição, principalmente, dos estados de alma e da curiosidade que eles têm nas redes sociais”.

As crianças “colocam na Internet os seus estados de alma, as suas tristezas, as suas preocupações, as suas angústias” e do “lado de lá, com um rosto invisível ou com um falso rosto”, pode estar “um predador” que, “ao aperceber-se da fragilidade da criança, pode tentar seleccioná-la para ser vítima das suas sevícias, das suas taras, das suas redes”.

Para evitar estas situações, Manuel Coutinho defendeu que é preciso explicar aos jovens os perigos que existem quando navegam na Internet e alertou: “Os pais preocupam-se por os filhos estarem na rua, mas deviam preocupar-se mais quando os filhos navegam de uma forma desprotegida na Net”.

Raptos parentais aumentam

O aumento dos raptos parentais e o impacto que têm nas crianças também constitui uma preocupação para o psicólogo, sublinhando que “é um mau trato psicológico” que tem de ser eliminado da vida das famílias. “As pessoas têm muitas vezes esta atitude irreflectida porque os adultos estão numa grande conflitualidade, mas a criança fica partida por dentro, fica para sempre com um trauma psicológico bastante grave e deixa de confiar nas pessoas”, frisou.

Perto de 40 crianças foram sinalizadas como desaparecidas em 2016 ao Instituto de Apoio à Criança, que observou um aumento de 38% no número de casos de raptos parentais, segundo dados divulgados à agência Lusa. No total, o IAC registou 37 casos de desaparecimento de crianças e jovens, mais dois do que no ano anterior, tendo a maioria (17) sido por fuga de casa ou de uma instituição e 14 por rapto parental, mais cinco casos do que em 2015. Houve ainda dois casos de desaparecimentos de crianças migrantes não acompanhadas e dois casos de crianças perdidas. Noutras duas situações não é especificada a causa do desaparecimento.

Do total de crianças desaparecidas, 15 ainda não foram localizadas, adiantam os dados do IAC. Nas restantes situações, em que a criança foi localizada, a duração do desaparecimento é variável, sendo que na maioria dos casos (24%) foi inferior a 48 horas

 

 

Maioria das crianças desaparecidas encontradas dois dias depois – declarações de Manuel Coutinho do IAC à TVI

Maio 25, 2017 às 12:00 pm | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Reportagem da http://www.tvi24.iol.pt/ de 24 de maio de 2017.

A reportagem contém declarações do Dr. Manuel Coutinho (Secretário–Geral do Instituto de Apoio à Criança e Coordenador do  Sector SOS-Criança do Instituto de Apoio à Criança.

Visualizar o vídeo da reportagem no link:

http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/criancas/raptos-parentais-aumentam-em-2016#cxrecs_s

Perto de 40 crianças foram sinalizadas como desaparecidas em 2016 ao Instituto de Apoio à Criança (IAC), que observou um aumento de 38% no número de casos de raptos parentais, de acordo com dados divulgados à agência Lusa.

No total, o IAC registou 37 casos de desaparecimento de crianças e jovens, mais dois do que no ano anterior, tendo a maioria (17) sido por fuga de casa ou de uma instituição e 14 por rapto parental, mais cinco casos do que em 2015.

Houve ainda dois casos de desaparecimentos de crianças migrantes não acompanhadas e dois casos de crianças perdidas. Noutras duas situações não é especificada a causa do desaparecimento.

Do total de crianças desaparecidas, há 15 que ainda não foram localizadas, adiantam os dados do IAC.

Nas restantes situações, em que a criança foi localizada, a duração do desaparecimento é variável, sendo que na maioria dos casos (24%) foi inferior a 48 horas.

Crianças migrantes preocupam especialistas

Em entrevista à agência Lusa, a propósito do Dia Internacional da Criança Desaparecida, que se assinala na quinta-feira, o coordenador do serviço SOS-Criança, Manuel Coutinho, manifestou preocupação com a situação das crianças migrantes.

“O que nos está a trazer muita preocupação” é a situação das “crianças migrantes não acompanhadas fugidas da guerra, que são muitas, que se deslocam pela Europa, e depois desaparecem, supondo-se que vão para as redes de tráfico”, disse Manuel Coutinho.

Mas as situações de raptos parentais, quando uma criança é levada ou mantida num país diferente do da sua residência por um dos pais ou detentores da sua guarda, contra a vontade do outro.

O aumento dos raptos parentais e o impacto que têm nas crianças constitui uma preocupação para o psicólogo, sublinhando que “é um mau trato psicológico” que tem de ser eliminado da vida das famílias.

“As pessoas têm muitas vezes esta atitude irrefletida porque os adultos estão numa grande conflitualidade, mas a criança fica partida por dentro, fica para sempre com um trauma psicológico bastante grave e deixa de confiar nas pessoas”, frisou.

 

Instituto de Apoio à Criança recebe 10 pedidos de ajuda por dia – reportagem da SIC Notícias

Maio 25, 2017 às 11:30 am | Publicado em O IAC na comunicação social, Vídeos | Deixe um comentário
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Notícia da http://sicnoticias.sapo.pt/ de 24 de maio de 2017.

A reportagem contém declarações do Dr. Manuel Coutinho (Secretário–Geral do Instituto de Apoio à Criança e Coordenador do  Sector SOS-Criança do Instituto de Apoio à Criança.

visualizar a reportagem no link:

http://sicnoticias.sapo.pt/pais/2017-05-24-Instituto-de-Apoio-a-Crianca-recebe-10-pedidos-de-ajuda-por-dia

Há cada vez mais pais ou mães que raptam os filhos. O Instituto de Apoio à Criança recebe 10 pedidos de ajuda por dia. Os dados foram revelados na véspera do Dia Internacional da Criança Desaparecida, que se celebra na quinta-feira.

 

Mães são principais agressoras dos filhos dentro da família – declarações de Manuel Coutinho do IAC ao DN

Maio 24, 2017 às 1:00 pm | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do http://www.dn.pt/ de 24 de maio de 2017.

A notícia contém declarações do Dr. Manuel Coutinho (Secretário–Geral do Instituto de Apoio à Criança e Coordenador do  Sector SOS-Criança do Instituto de Apoio à Criança.

As mães são as principais agressoras dos filhos dentro da família, mas também são estas que mais procuram ajuda no serviço SOS-Criança, disse à agência Lusa o secretário-geral do Instituto de Apoio à Criança (IAC).

“Quem mais procura o serviço SOS Criança são as mulheres, e entre as mulheres, quem mais procura o serviço para apresentar situações são, efetivamente, as mães”, que curiosamente são também quem, dentro da família, “mais vezes bate nos filhos”, disse Manuel Coutinho em entrevista à agência Lusa.

Esta situação pode dever-se ao facto de estarem “mais próximas dos filhos” e passarem “mais tempo com eles”, justificou o coordenador do SOS-Criança.

Em 2016, o IAC recebeu 2.392 pedidos de ajuda, 216 dos quais referiam-se a “maus-tratos físicos” e “maus-tratos psicológicos” no seio familiar.

Dos 983 infratores identificados no serviço SOS-Criança em 2016, mais de metade (54%) eram mulheres.

Analisando a relação existente entre o infrator e a criança constatou-se que, à semelhança de anos anteriores, a grande maioria (80%) é um familiar, com as mães (45%) a destacarem-se relativamente aos pais (26%).

Manuel Coutinho adiantou que “os maus tratos psicológicos, a par dos maus tratos físicos na família”, são indicadores “de que as coisas nem sempre estão bem” no seio familiar.

“Às vezes podemos quase dizer que as famílias são o local onde a criança é menos protegida”, disse, defendendo que a sociedade deve refletir e perceber que “as crianças precisam de um ambiente familiar estável e equilibrador”.

Defendeu ainda que os maus-tratos são “um comportamento que tem que ser extinto”. “Não podemos” educar à “paulada, ou à bofetada ou com o açoite” e depois querer acabar com a violência doméstica.

“As crianças são o elo fraco dentro das famílias” e bater-lhes “também é um crime de natureza pública”, sustentou Manuel Coutinho.

Alertou também que estas crianças crescem e podem imitar o comportamento dos pais, tornando-se também agressivas.

Tornam-se crianças que “não contêm os seus instintos, os seus impulsos, e também elas descarregam umas sobre as outras, e torna-se ‘o jogo do passa'”.

Por isso, temos de ter uma educação “mais pela compreensão, mais pela repreensão, mais pela punição, mas não é preciso exteriorizar a violência através de maus tratos às crianças, não se deve fazer, porque um castigo desadequado à idade da criança é um mau trato”.

Há 19 anos no Instituto de Apoio à Criança, Manuel Coutinho confessou que ainda se surpreende com alguns casos que chegam ao serviço: “Muitas vezes a realidade ultrapassa a ficção”.

“Claro que há situações mais ligeiras”, mas há outras “muito preocupantes, de maus tratos graves, de abusos sexuais graves, de situações traumáticas graves, que têm de ser sempre bem orientadas, bem encaminhadas”.

Em todos os casos tem que “se salvaguardar os direitos e os interesses das crianças e, muitas vezes, também têm de se ajudar as famílias”, que estão “tão desestruturadas que, de repente, entram em rota de colisão”.

Mas a todos os casos tem de “se dar uma resposta”, “ser diligente e atuante”.

 

 

Raptos parentais aumentam em 2016, diz o Instituto Apoio à Criança

Maio 24, 2017 às 12:00 pm | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do http://www.dn.pt/ de 24 de maio de 2017.

A notícia contém declarações do Dr. Manuel Coutinho (Secretário–Geral do Instituto de Apoio à Criança e Coordenador do  Sector SOS-Criança do Instituto de Apoio à Criança).

ARQUIVO/GLOBAL IMAGENS

Perto de 40 crianças foram sinalizadas como desaparecidas em 2016 ao Instituto de Apoio à Criança (IAC), que observou um aumento de 38% no número de casos de raptos parentais, segundo dados divulgados à agência Lusa.

No total, o IAC registou 37 casos de desaparecimento de crianças e jovens, mais dois do que no ano anterior, tendo a maioria (17) sido por fuga de casa ou de uma instituição e 14 por rapto parental, mais cinco casos do que em 2015.

Houve ainda dois casos de desaparecimentos de crianças migrantes não acompanhadas e dois casos de crianças perdidas. Noutras duas situações não é especificada a causa do desaparecimento.

Em entrevista à agência Lusa, a propósito do Dia Internacional da Criança Desaparecida, que se assinala na quinta-feira, o coordenador do serviço SOS-Criança, Manuel Coutinho, manifestou preocupação com a situação das crianças migrantes.

“O que nos está a trazer muita preocupação” é a situação das “crianças migrantes não acompanhadas fugidas da guerra, que são muitas, que se deslocam pela Europa, e depois desaparecem, supondo-se que vão para as redes de tráfico”, disse Manuel Coutinho.

Mas as situações de raptos parentais, quando uma criança é levada ou mantida num país diferente do da sua residência por um dos pais ou detentores da sua guarda, contra a vontade do outro, e as fugas também merecem reflexão: “Ninguém foge de um sítio onde está bem. Por isso, quando a criança é encontrada não deve ser devolvida (…) sem se analisar bem o motivo que a levou a sair de lá”, adiantou.

Nesse sentido, “é importante humanizar as instituições, tentar que funcionem da melhor maneira possível”, mas também é “importante pôr a lupa em cima das famílias e perceber o que é que leva as crianças a fugir de casa”.

O secretário-geral do IAC contou que muitos menores fogem por iniciativa própria, motivados por situações ligadas à internet.

“Muitos não navegam nas redes sociais em segurança e vão atrás do que não devem, vão atrás de namorados, vão atrás de sonhos, vão atrás de ideias e isto é muitíssimo perigoso”.

Por vezes, “é mais perigoso” as crianças estarem a navegar na internet em casa do que estarem a brincar na rua, disse, advertindo que “o desaparecimento de crianças tem uma correlação positiva com a exposição, principalmente, dos estados de alma e da curiosidade que eles têm nas redes sociais”.

As crianças “colocam na internet os seus estados de alma, as suas tristezas, as suas preocupações, as suas angústias” e do “lado de lá, com um rosto invisível ou com um falso rosto”, pode estar “um predador” que “ao perceber-se da fragilidade da criança pode tentar selecioná-la para ser vítima das suas sevícias, das suas taras, das suas redes”.

Para evitar estas situações, Manuel Coutinho defendeu que é preciso explicar aos jovens os perigos que existem quando navegam na internet e alertou: “Os pais preocupam-se por os filhos estarem na rua mas deviam preocupar-se mais quando os filhos navegam de uma forma desprotegida na Net”.

O aumento dos raptos parentais e o impacto que têm nas crianças também constitui uma preocupação para o psicólogo, sublinhando que “é um mau trato psicológico” que tem de ser eliminado da vida das famílias.

“As pessoas têm muitas vezes esta atitude irrefletida porque os adultos estão numa grande conflitualidade, mas a criança fica partida por dentro, fica para sempre com um trauma psicológico bastante grave e deixa de confiar nas pessoas”, frisou.

Do total de crianças desaparecidas, há quinze que ainda não foram localizadas, adiantam os dados do IAC.

Nas restantes situações, em que a criança foi localizada, a duração do desaparecimento é variável, sendo que na maioria dos casos foi inferior a 48 horas (24%).

Do total de crianças desaparecidas, verifica-se que há quinze casos em que ainda não se localizou o paradeiro das crianças.

Nas restantes situações, em que a criança foi localizada, a duração do desaparecimento é variável, sendo que na maioria dos casos foi inferior a 48 horas (24%).

 

 

Instituto de Apoio à Criança recebe 10 pedidos de ajuda diária

Maio 24, 2017 às 11:00 am | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do http://www.dn.pt/ de 24 de maio de 2017.

A notícia contém declarações do  Dr. Manuel Coutinho (Secretário–Geral do Instituto de Apoio à Criança e Coordenador do  Sector SOS-Criança do Instituto de Apoio à Criança).

Manuel Coutinho, psicólogo clínico e secretário-geral do IAC – Instituto de Apoio à Criança
| Orlando Almeida / Global Imagens

Todos os dias chegam ao Instituto de Apoio à Criança (IAC), em média, cerca de 10 apelos relacionadas com situações de perigo, muitos deles feitos por crianças que se sentem desamparadas e fragilizadas emocionalmente.

“As crianças utilizam a linha para apresentar situações que as preocupam, que lhes causam dúvidas existenciais” e o “SOS-Criança é um dos poucos serviços que lhes dá voz na primeira pessoa”, disse em entrevista à agência Lusa o secretário-geral do IAC, Manuel Coutinho.

Do outro lado da linha há uma equipa de psicólogos que diariamente ouve as suas preocupações e trabalha com elas a sua autoestima.

Só em 2016, o IAC recebeu 2.392 pedidos de ajuda feitos por crianças, pais, familiares ou vizinhos, mais 525 do que no ano anterior.

Segundo Manuel Coutinho, “as problemáticas” mais preocupantes são “as situações das crianças em perigo, em risco, e abusadas sexualmente, mas também das crianças que precisam só de falar com alguém”.

“Hoje em dia, quando aparecem situações preocupantes de desafios ‘online’ completamente perigosos e que fazem até algum terrorismo na vida das crianças temos de perceber que estes ‘jogos’ aparecem porque as crianças estão muito instáveis emocionalmente”, frisou.

Para o coordenador do SOS-Criança, é preciso “dar um suporte efetivo às crianças”, conversar com elas, “fazer-lhes entender os perigos que existem no mundo e levá-las a que tenham uma boa autoestima”, para que possam ter “uma boa saúde mental”.

“Se viverem equilibradas, se tiverem um bom autoconceito, se se sentirem amadas (…) se conseguirem partilhar os seus medos e as suas angústias, as crianças, mesmo as mais curiosas, podem ir ver estes desafios ‘online’, mas não se deixam seduzir pela prática desses perigosos desafios”, frisou.

Além de conversarem com os filhos, os pais devem também ajudá-los a procurar apoio e “a saberem encontrar respostas por si só para os problemas que vão surgindo no quotidiano” e prepará-los para “os ‘não’ da vida”.

Em relação às problemáticas que chegaram ao SOS Crianças no ano passado, Manuel Coutinho apontou a negligência, ou seja, “o mau trato não intencional”, como a questão mais relevante.

Por vezes, as crises económicas e sociais levam os pais a negligenciar o filho, mas “não podemos permitir que as crianças sejam o elo mais fraco de toda esta situação”, disse Manuel Coutinho, adiantando que estas situações têm sido aquelas que o IAC “mais tem conseguido reparar”.

Mas, além desta questão e da “situação do falar com alguém”, há também “um elevado número de situações que se prendem com os comportamentos de crianças em risco/perigo”, muitos delas associadas a situações de regulação parental.

“Os pais têm de perceber, de uma vez por todas, (…) que o casal parental é para sempre” e que “têm o dever de cuidar dos filhos mesmo quando se separam”.

Mas isso nem sempre acontece, “o que leva a que haja muitas crianças e muitos jovens que, angustiados e complemente ‘ensanduichados'” nesta guerra, “telefonem para o SOS Criança” a pedir ajuda.

Na totalidade dos apelos recebidos em 2016 na linha SOS-Criança (116.111), foram identificadas 1.148 crianças, 41% das quais com idades entre os sete e os 13 anos e 28% dos zero aos seis anos.

Apesar de haver apelos provenientes de todos os distritos de Portugal, a grande maioria das crianças é residente no distrito de Lisboa (32%), Setúbal (11%) e no Porto (10%).

 

 

“Os filhos fechados em casa não estão mais seguros” Entrevista de Manuel Coutinho do IAC ao JN

Maio 5, 2017 às 4:50 pm | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Entrevista do Dr. Manuel Coutinho (Secretário–Geral do Instituto de Apoio à Criança e Coordenador do  Sector SOS-Criança do Instituto de Apoio à Criança) ao Jornal de Notícias de 30 de abril de 2017.

 

Baleia Azul. Coordenador da linha SOS Criança dá conselhos aos pais

Maio 2, 2017 às 2:21 pm | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Entrevista da http://rr.sapo.pt/ de 2 de maio de 2017 ao  Dr. Manuel Coutinho (Secretário–Geral do Instituto de Apoio à Criança e Coordenador do  Sector SOS-Criança do Instituto de Apoio à Criança).

“Todos nós temos a nossa quota-parte de responsabilidade” na solução deste problema, diz Manuel Coutinho. Psicólogo clínico destaca importância da relação afectiva entre pais e filhos.

O desafio da “Baleia Azul”, que já fez duas vítimas em Portugal, está a deixar muitos pais preocupados, além de professores e as próprias autoridades. Mas o que fazer?

Manuel Coutinho, psicólogo clínico coordenador da Linha SOS Criança e secretário-geral do Instituto de Apoio à Criança esteve no programa Carla Rocha – Manhã da Renascença e deixa alguns conselhos.

Como podemos distinguir o isolamento normal dos jovens de um isolamento indicador de que algo corre mal?

A pergunta é pertinente. Todos os jovens se isolam. Faz parte do crescimento. A partir de uma certa altura, fecham a porta à família e abrem-na aos amigos. E nem sempre se isolam do mundo.

A questão patológica é quando os jovens só vivem isolados, porque um jovem saudável isola-se durante um determinado período de tempo, mas na escola convive, com a família convive.

O que faz a diferença é a quantidade de tempo que o jovem está ou não isolado. Não é pelo facto de um jovem estar pontualmente com o que chamamos “um momento depressivo” que está com uma depressão. Porque um jovem que passa por um momento depressivo está num momento de crescimento, com dúvidas existenciais, está a reflectir, está a tentar perceber os seus próprios limites.

É completamente saudável e os pais não devem invadir. Nem os pais nem ninguém. A questão agora da “Baleia Azul” faz com que muitos pais comecem, de uma forma persecutória, a invadir o espaço íntimo do filho.

Estamos a exagerar nos receios, então?

É preciso haver serenidade. Os jovens estão muito mais aptos a lidar com a Internet do que os adultos; com estas redes sociais do que os adultos; com estes desafios perigosos online a que erradamente chamamos jogos. Os jovens já sabiam disto antes dos pais.

Os pais souberam agora e ficaram preocupados. E bem, mas devem estar mais preocupados com o relacionamento que têm com os seus filhos, com a relação afectiva profunda, de qualidade que estabelecem. Este deve ser o mote.

Não é como aqueles pais que só querem saber das notas dos filhos no final do ano. Têm de saber ao longo do ano e acompanhar. A questão da afectividade é uma questão para se tratar diariamente. Para se conversar, para se dialogar. Conversar sempre que é possível ter uma boa conversa. Para estar com os filhos.

Não temos de estar com os filhos só para criticar. Há pais que passam a vida a criticar negativamente os filhos e isto destrói a auto-estima.

Temos de dizer: “filho, tu és capaz, tu vais vencer”. Porque são estas as palavras mágicas que ajudam na boa construção da auto-estima, da auto-estima positiva, que fazem com que uma criança consiga ir em frente. Se uma criança tiver uma boa auto-estima, não se deixa influenciar por esta questão da “Baleia Azul”, ou outras baleias azuis que possam aparecer.

No tempo das nossas avós costumava-se dizer: “por aquela pessoa se atirar ao poço, tu vais-te atirar ao poço?” Claro que ninguém se atirava.

A maior parte dos jovens é saudável, prudente e não vai entrar nestas questões.

E como traçar a linha entre a vigilância e a privacidade do jovem?

Há o bom senso. E o bom senso ou se tem ou não se tem.

Há pais que já estão a limitar o acesso à internet

Isso não é positivo. Os pais devem controlar, mas não devem tornar-se o polícia mau da vida dos filhos. Devem conversar com os filhos, ver o que os filhos andam a fazer e devem confiar nos filhos, porque a confiança é extremamente importante nesta questão.

E perceber se os filhos têm comportamentos autolesivos – embora possam ter. Tenho na minha consulta, diariamente, um número de jovens com comportamentos autolesivos porque estão depressivos. Não pela questão da “Baleia Azul”. A dor psíquica é situada na pele. Eles cortam-se porque não aguentam. A dor psíquica é vaga e eles cortam os pulsos, muitas vezes, porque estão tristes, é uma forma de libertação daquela dor.

Como é que se trata um caso assim?

São situações que precisam de apoio de um psicólogo clínico, de um psiquiatra da adolescência e também da família.

Há respostas estatais para os jovens e para as famílias?

O Estado somos todos nós e as pessoas só se suicidam porque não encontram bons amigos. Todos nós temos uma função social, não podemos pôr tudo no Estado.

O Estado tem centros de saúde, tem hospitais, mas não sei se a resposta que é dada pelo Estado, contínua e continuada, é imediata. Mas posso dizer que, desde 1988, o Instituto de Apoio à Criança tem uma linha telefónica gratuita, para onde centenas de milhares de crianças já ligaram para falar destas e doutras situações.

O número é o 116 111.

São muitas as crianças e os jovens que, sem os pais saberem, telefonam, põem as suas dúvidas existenciais, os seus problemas, porque apresentam ideação suicida, e são os psicólogos da equipa que servem de suporte. E hoje muitos ainda estarão vivos, porque tiveram aquele apoio. Sendo que se trata de uma organização da sociedade civil.

Por isso, o Estado, as organizações da sociedade civil e todos nós – os professores, pais e amigos – temos a nossa quota-parte de responsabilidade.

Ouça aqui a entrevista a Manuel Coutinho

O “Baleia Azul” consiste na atribuição de 50 tarefas, entre as quais cortar “o braço com uma lâmina” ou furar “a mão com uma agulha”.

Os administradores do jogo enviam ainda filmes e músicas que os jovens têm de ouvir. Depois, levam a que estes avancem para a automutilação. A última tarefa é o suicídio. As vítimas são normalmente menores fragilizados a quem são feitas ameaças, pessoais e à família, em caso de abandono do jogo.

Se precisa de ajuda ou tem dúvidas sobre este tipo de problemas, contacte um médico especialista ou um dos vários serviços e linhas de apoio (gratuitas), como a Saúde 24 (808 24 24 24), o SOS Criança (116 111), a Linha Jovem (800 208 020) ou o S.O.S. Adolescente (800 202 484).

 

 

 

 

Instituto de Apoio à Criança pede proteção de imagem da jovem de Ponte de Lima

Março 13, 2017 às 7:00 pm | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do http://portocanal.sapo.pt/ de 11 de março de 2017.

11-03-2017 11:41 | Norte Porto Canal com Lusa

Lisboa, 11 mar (Lusa) — O Instituto de Apoio à Criança apelou hoje que seja mantida a privacidade da jovem que desapareceu de Ponte de Lima, e entretanto encontrada, por considerar que a exposição da sua imagem compromete o seu futuro e dignidade.

“O Instituto de Apoio à Criança considerando a múltipla exposição da adolescente de 13 anos, que desaparecera de Ponte de Lima e agora encontrada, apela aos órgãos de comunicação social que, sem deixar de informar, se abstenham de divulgar a imagem”, refere o secretário-geral do IAC, Manuel Coutinho, numa nota enviada à agência Lusa.

A adolescente de 13 anos, residente na freguesia de Beiral do Lima, apanhou o autocarro dos transportes escolares numa sexta-feira de manhã, para ir para as aulas, mas não se apresentou na escola.

O alerta às autoridades foi dado cerca das 20:00 de 03 de março, pelos pais da menor e na sexta-feira foi encontrada em Aveiro, tendo sido detido um homem de 24 anos pelo alegado envolvimento no seu desaparecimento.

O homem, detido numa residência onde também se encontrava a menor, está indiciado pela prática de um crime de rapto agravado e segundo a Policia Judiciária tem o perfil de “predador sexual” através da internet.

Na nota enviada à Lusa, a direção do Instituto de Apoio à Criança refere que a continuidade da exposição mediática da jovem “prejudica-a e compromete o seu futuro e dignidade”.

GC // ZO

Lusa/fim

 

 

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