Duas em cada três crianças sírias viram morrer um familiar ou um conhecido

Março 13, 2017 às 2:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do http://observador.pt/ de 7 de março de 2017.

LUSA

Duas em cada três crianças sírias presenciaram a morte violenta de um familiar ou de uma pessoa conhecida, revelou um estudo sobre os graves efeitos psicológicos provocados pela guerra na Síria.

Duas em cada três crianças sírias presenciaram a morte violenta de um familiar ou de uma pessoa conhecida, revelou um estudo divulgado, esta terça-feira, sobre os graves efeitos psicológicos provocados pela guerra na Síria.

O estudo, da responsabilidade da organização não-governamental Save the Children, ouviu o testemunho de mais de 450 crianças e adultos em sete das 14 regiões da Síria entre dezembro de 2016 e fevereiro de 2017.

O documento revelou dados qualificados como chocantes pelo diretor para a Cooperação Internacional e Ajuda Humanitária da Save the Children, David del Campo, e pelo psiquiatra sírio Nabil Sayed Ahmad, que divulgaram, esta terça-feira, o estudo na cidade espanhola de Sevilha.

Segundo David del Campo, o estudo revelou que duas em cada três crianças sírias presenciaram a morte violenta de um familiar ou de uma pessoa que conheciam, mas também mostrou que 84% dos adultos inquiridos e quase todas as crianças ouvidas descreveram os bombardeamentos contínuos e o fogo de artilharia como uma “banda sonora diária“.

Metade dos seis milhões de crianças sírias nunca ou raramente se sentem seguras na escola e muitas abandonaram as salas de aula. Cerca de 40% dos menores entrevistados confessaram que não se sentem seguros para brincar ao ar livre.

Os mesmos dados indicaram que cerca de 78% dos inquiridos afirmaram que sentem, quase de forma permanente, pena e uma tristeza extrema. Quase todos os adultos ouvidos (89%) indicaram que as crianças sírias estão mais nervosas e temerosas à medida que a guerra, que afeta aquele país há seis anos, persiste.

O psiquiatra sírio Nabil Sayed Ahmad destacou que o medo da guerra está a provocar casos de incontinência urinária entre as crianças, incluindo naquelas que têm mais de 14 anos. O especialista advertiu que este stress “tóxico” que está a afetar as crianças sírias pode ter efeitos irreversíveis.

Insónias, perda da fala, reações bruscas face a qualquer ruído inesperado ou irritabilidade e mau humor são outros dos efeitos identificados nas crianças sírias. Às vezes, e em casos de crianças sírias que chegam à Europa, estes sinais comportamentais são muitas vezes confundidos com uma falsa agressividade.

Não podemos parar uma guerra que pensávamos que iria durar, no máximo, um ano, uma vez que isso está nas mãos das grandes potências que estão a desenhar um novo mapa político da zona, mas podemos fazer alguma coisa (…) pelos refugiados, especialmente pelas crianças”, referiu o psiquiatra sírio.

A organização Save the Children apelou às fações envolvidas no conflito sírio para não usarem armas explosivas contra civis, nem para atacarem locais como escolas ou hospitais, porque estas situações são os principias motores da angústia e do medo das crianças sírias.

A entidade também pediu o fim “imediato” do cerco a cidades e defendeu o acesso das organizações não-governamentais humanitárias às zonas mais vulneráveis do país. A guerra na Síria já fez mais de 310.000 mortos e milhões de deslocados e refugiados.

O estudo citado na notícia é o seguinte:

Invisible wounds : impact of six years of war on the mental health of Syria’s children

 

Perto de 1.4 milhões de crianças em risco de morte devido à ameaça de fome na Nigéria, na Somália, no Sudão do Sul e no Iémen

Março 10, 2017 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Comunicado de imprensa da Unicef de 21 de fevereiro de 2017.

On 5 February, a woman plays with her 2-year-old son, Kuot Kune, at the UNICEF-supported Al-Shabbah Children’s Hospital, where Kuot is being treated for severe acute malnutrition, in Juba, the capital. In late May 2015 in South Sudan, the lives of more than a quarter of a million children are at risk from a rapidly worsening nutrition situation. The environment for children has greatly deteriorated, based on the onset of an early lean season brought by ongoing conflict, diminished household food stocks and a declining economy. Children trapped by fighting, without access to basic medical services and food, will struggle to survive this lean season without an urgent resumption of humanitarian assistance in conflict-affected areas. Through the national Nutrition Scale Up programme and rapid response missions to remote, conflict-affected areas, UNICEF and partners have treated almost 50,000 children for severe acute malnutrition thus far in 2015. With a funding shortfall of 75 per cent this year, UNICEF is urgently appealing for US$25 million to continue its life-saving nutrition response in South Sudan.

On 5 February, a woman plays with her 2-year-old son, Kuot Kune, at the UNICEF-supported Al-Shabbah Children’s Hospital, where Kuot is being treated for severe acute malnutrition, in Juba, the capital.

Perto de 1.4 milhões de crianças em risco de morte devido

à ameaça de fome na Nigéria, na Somália, no Sudão do Sul e no Iémen

NOVA IORQUE/DAKAR/NAIROBI/AMÃ, 21 de Fevereiro de 2017 – Quase 1.4 milhões de crianças estão em risco iminente de morte devido à má nutrição aguda grave este ano, causada pela fome que paira sobre a Nigéria, a Somália, o Sudão do Sul e o Iémen, afirmou a UNICEF hoje.

“O tempo está a esgotar-se para mais de um milhão de crianças,” afirmou Anthony Lake, Director Executivo da UNICEF. “Ainda podemos salvar muitas vidas. A má nutrição aguda e a ameaça da fome são em grande medida causadas pelo homem. O nosso sentido de humanidade exige uma acção mais rápida. Não podemos deixar que se repita a tragédia da fome no Corno de África em 2011.”

Este ano no nordeste da Nigéria, o número de crianças que sofrem de má nutrição aguda grave deverá chegar aos 450.000 nos estados de Adamawa, Borno e Yobi afectados pelo conflito. Fews Net, o sistema de alerta precoce de fome que monitoriza a insegurança alimentar, disse no final do ano passado que é possível que a fome tenha ocorrido em algumas zonas do estado de Borno anteriormente inacessíveis, e que continuará a ocorrer noutras zonas que permanecem inacessíveis à assistência humanitária.

Na Somália, a seca está a ameaçar uma população já fragilizada por décadas de conflito. Quase metade da população, ou seja, 6.2 milhões de pessoas, enfrentam uma situação de insegurança alimentar grave e precisam de assistência humanitária. É expectável que cerca de 185.000 crianças venham a sofrer de subnutrição aguda grave este ano, mas este número poderá chegar aos 270.000 nos próximos meses.

No Sudão do Sul, um país debilitado pelo conflito e pela pobreza e insegurança, mais de 270.000 crianças estão gravemente malnutridas. A fome foi recentemente declarada em partes do estado de Unity na zona norte central do país, onde vivem 20.000 crianças. É previsível que o total de pessoas em situação de insegurança alimentar no país aumente de 4.9 milhões para 5.5 milhões no pico da época de escassez de alimentos em Julho se nada for feito conter a gravidade e o alastramento da crise alimentar.

No Iémen, nos últimos dois anos profundamente afectado por um conflito violento, 462.000 crianças sofrem actualmente de má nutrição aguda grave – um aumento de quase 200 por cento desde 2014.

Este ano, a UNICEF está a trabalhar com vários parceiros a fim de providenciar tratamento a 220.000 crianças gravemente subnutridas na Nigéria; mais de 200.000 no Sudão do Sul; mais de 200.000 na Somália; e 320.000 no Iémen.

 

 

Ucrânia: Um milhão de crianças precisa de ajuda urgente

Fevereiro 21, 2017 às 2:30 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da http://www.tsf.pt/ de 20 de fevereiro de 2017.

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LUSA/TSF

A UNICEF acusa o mundo de ter esquecido a guerra que há três anos devasta o leste da Ucrânia. O conflito está a deixar pelo menos um milhão de crianças em situação de emergência humanitária, estatística que representa o dobro dos números do ano passado.

Em comunicado, a UNICEF alerta que a situação se agravou devido aos confrontos constantes e à degradação rápida das condições de vida no leste do país. As crianças vivem sob ameaça permanente, as escolas estão destruídas, tiveram de abandonar as casas, não têm acesso a bens essenciais como água e aquecimento e estão permanentemente expostas a minas e outros engenhos explosivos. Pelo menos 12 mil vivem em localidades que são bombardeadas uma vez por mês.

A UNICEF quer que seja respeitada pelo menos a legislação humanitária internacional, incluindo o acesso a apoio humanitário sem restrições. A agência lançou um apelo para que se recolham pelo menos 30 milhões de euros para prestar apoio na saúde, nutrição, educação, água potável e saneamento, mas só conseguiu reunir cerca de 10% da quantia.

mais informações no comunicado de imprensa da Unicef:

O número de crianças ucranianas que precisam de ajuda quase duplicou relativamente ao ano passado

 

“As casas para crianças em perigo não estão preparadas para as acolher”

Janeiro 9, 2017 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Entrevista Rui Godinho ao https://www.publico.pt/ de 5 de janeiro de 2017.

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O director para a Infância e Juventude da Misericórdia de Lisboa, Rui Godinho, deixa alerta: as casas para órfãos nunca foram adaptadas e precisam de técnicos.

Ana Dias Cordeiro

Rui Godinho é psicólogo, com um percurso de anos no acolhimento e intervenção junto de crianças e jovens em perigo. Foi director da Casa da Alameda até 2014 e fez parte da equipa central que coordenou o Plano DOM – Desafios, Oportunidades e Mudanças criado em 2008 para capacitar as equipas e as casas de acolhimento. Esteve um ano no gabinete de Agostinho Branquinho, secretário de Estado da Segurança Social e Solidariedade do governo de Passos Coelho. Desde Abril de 2016, é o director para a Infância e Juventude da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML). “Estamos numa fase de mudança muito significativa”, diz. O programa CARE – Capacitar (os técnicos), Autonomizar (os jovens), Reconfigurar (as casas) e Especializar, que está a ser lançado para a área de Lisboa, é muito semelhante ao Plano DOM, que foi concebido para todo o país mas foi interrompido em 2012. O CARE pretende mudar dinâmicas e “dotar as casas de um modelo terapêutico e efectivamente protector das crianças” em perigo.

Em 2008 foi lançado o Plano DOM Desafios, Oportunidades e Mudanças para melhorar o acolhimento de crianças e jovens em perigo, mas o programa foi interropido a meio. O que garante que a melhoria prevista para o acolhimento da SCML não será também interrompida?

Com as alterações legais de 2015 deram-se passos muito significativos e o que estamos a fazer na SCML é operacionalizar essas mudanças. Por um lado, impulsionar o acolhimento familiar para as crianças com menos de seis anos, e por outro, no que diz respeito ao acolhimento residencial, converter a dinâmica da intervenção numa dinâmica mais terapêutica. O projecto CARE foi aprovado há seis meses para as casas de acolhimento da SCML. A nova lei de protecção diz que as crianças com menos de seis anos não podem estar em instituições, têm de estar em famílias de acolhimento. Mas não há famílias de acolhimento. Nós temos um projecto para desenvolver essa opção do acolhimento em famílias. Por outro lado, o objectivo é dotar todas as casas de um modelo terapêutico e de um modelo efectivamente protector destas crianças. Vamos ter dois meses, no início deste ano, para fazer a contratualização casa a casa. E vamos ter dois anos para aplicar essa mudança. O problema é que as casas cristalizaram nas crianças que já não existem. A casa é que tem que adaptar-se às necessidades e não as crianças à casa.

O que não está a correr bem?

De acordo com a lei que tínhamos antes de 2000, as casas de acolhimento estavam preparadas para acolher os órfãos, as crianças das famílias mais pobres ou numerosas, de famílias que não tinham dinheiro para os filhos estudarem, e que os colocavam na Casa Pia na esperança de lhes dar uma oportunidade. A lógica era dar o apoio social para pessoas desvalidas. Era esta a cultura das casas de acolhimento, na altura lares. A lei foi alterada e as casas de acolhimento passaram a ser para crianças em perigo. O problema é que nunca foi feita uma adaptação das casas à nova realidade.

O Plano DOM deu resultados em mais de uma centena de casas de acolhimento do país inteiro, mas foi interrompido. Foi por falta de verbas?

Não são só as verbas, é o conceito. As casas de acolhimento não estão preparadas para acolher e a ideia do Plano DOM foi fazer o processo de qualificação, contratar quadros superiores para as equipas técnicas e qualificar as casas. As pessoas que lá trabalhavam tinham as mesmas práticas de sempre, só que uma criança vítima de abuso sexual ou com comportamentos delinquentes ou com uma psicopatologia requer uma intervenção completamente distinta. Nós começámos esse processo com o Plano DOM. Depois houve mudança de Governo e foi escolhido um outro caminho. Houve mudança de estratégia. Não foi apenas uma questão de verbas. Abrir as portas à família, por exemplo, não custa dinheiro. É uma mudança de paradigma que está a acontecer em todos os países da Europa. Abrir as portas às famílias, não separar irmãos, prevenir a retirada da família e evitar que as crianças mudem de instituição. Por outro lado, muitas das vezes temos casas com equipas acolhedoras mas pouco qualificadas, pessoas que agem na base da boa-fé, da intuição, da boa vontade, e isso não chega.

De que tipo?

Temos de ter casas com menos crianças. Uma coisa é termos 12 jovens, outra é termos 20 jovens, outra ainda é termos 45 como acontece em muitas instituições. O efeito multidão é avassalador. É impossível, nem vale a pena pensar que é possível. Estes jovens precisam de uma intervenção individualizada, precisam de tempo, de disponibilidade, de competência técnica. O problema dos adolescentes é particularmente grave. E uma intervenção para adolescentes tem de ser uma intervenção especializada e terapêutica. Nós não podemos ter auxiliares e equipas muito reduzidas a intervir com estes adolescentes. Quando eles chegam com 16 anos, já trazem uma história muito prolongada de abandono, de maus tratos. Conforme foram crescendo, com o desamparo, eles próprios, que foram vítimas, passaram a agressores e a vitimadores.

O problema também é como se olha para estas crianças?

Estas crianças mesmo de 16 anos, com esses comportamentos graves, são crianças aflitas. Dentro delas têm um menino pequenino que não foi cuidado. E muitas vezes nós estamos preocupados com os comportamentos agressivos, e não estamos preocupados em reparar o que está lá atrás. Estes meninos não tiverem os pais a contar-lhes histórias quando adormeciam, não tiveram os abraços quando estavam tristes. Chegam aos 16 anos e não conhecem essa linguagem. Os comportamentos delinquentes são sintoma do sofrimento psíquico.Nós temos de reparar as agruras que ficaram para trás. Para isso é preciso termos equipas, do ponto de vista quantitativo e qualitativo, adequadas. Temos de ter pessoas que saibam transformar as dinâmicas destes jovens.

Os próprios jovens rejeitam as casas onde estão acolhidos?

Há casas que são conventos e ninguém vive num convento. Há casas que parecem uma prisão. Temos de ter casas normalizadoras e não instituições. O próprio modelo de intervenção é um modelo punitivo. E há rejeição dos próprios jovens. As equipas, perante a incapacidade ou a frustração de não conseguirem alterar os comportamentos, defendem-se com modelos punitivos. Só que a punição não traz a aprendizagem. O que acontece com estes jovens é que, enquanto estão neste registo punitivo, nós conseguimos condicionar o comportamento, mas quando deixa de existir a punição, voltam ao mesmo. O foco não pode ser no comportamento e no sintoma, tem de ser na transformação interna e na reparação. Para isso, temos que ter equipas altamente qualificadas. Este é um problema transversal a todas as casas de acolhimento do país inteiro.

Mas as mudanças só estão previstas para Lisboa.

A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, pelo peso histórico e responsabilidade social que tem, deve estar na linha da frente. Se a realidade se tornou mais complexa, também temos de adaptar-nos à realidade e imprimir essa dinâmica de mudança. A intervenção que nós queremos não é para tomar conta das crianças. É para que estas crianças tenham as mesmas oportunidades de facto para a vida que nós queremos que tenham os nossos filhos. Queremos uma intervenção que vá ao encontro não dos sintomas mas dos problemas e no sentido de impedir que se repitam os ciclos de exclusão que os seus pais e avós tiveram.

 

 

 

Governo quer criar mais famílias de acolhimento

Janeiro 7, 2017 às 7:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Jornal de Notícias de 23 de dezembro de 2016.

clicar na imagem

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Vídeo da Unicef chama a atenção para o pesadelo que uma em cada quatro crianças está a viver

Dezembro 21, 2016 às 8:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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texto da http://sicnoticias.sapo.pt/de 15 de dezembro de 2016.

O vídeo tornou-se viral, nas redes sociais, e ilustra o pesadelo em que vivem 500 milhões de crianças. São crianças de Alepo (Síria), Mossul (Iraque), Iémen, Sudão do Sul, Nigéria (nordeste), Haiti. A maioria (393 milhões) é da Africa Subsariana. Todos os dias enfrentam os horrores da guerra, de conflitos e catástrofes. “Uma em cada quatro crianças estão a viver um pesadelo” é o nome da campanha.

Segundo a Unicef:
– Na Síria mais de 500 mil crianças vivem sem acesso a ajuda humanitária;
– No nordeste da Nigéria há 1,8 milhões de deslocados, 1 milhão são crianças;
– No Afeganistão metade das crianças em idade escolar não frequenta a escola;
– Conflito no Iémen afeta perto de 10 milhões de crianças;
– No Sul do Sudão 59% das crianças em idade primária estão fora da escola e 1 em cada 3 escolas está fechada em áreas afetadas por conflitos;
– No Haiti, dois meses depois do furação Matthew, mais de 90 mil crianças com menos de 5 anos continuam a precisar de assistência.

 

Mais de 530 milhões de crianças vivem em países afetados por conflitos ou catástrofes

Dezembro 18, 2016 às 1:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia da http://sicnoticias.sapo.pt/ de 9 de dezembro de 2016.

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Crianças vítimas dos bombardeamentos na cidade síria de Alepo. © Abdalrhman Ismail / Reuters

Cerca de 535 milhões de crianças, quase uma em cada quatro, vivem em países afetados por conflitos ou catástrofes muitas vezes sem acesso a cuidados médicos, educação de qualidade, nutrição e proteção adequada, divulgou hoje a UNICEF.

Na África Subsaariana vivem perto de três quartos, 393 milhões, do total de crianças que vivem em países afetados por situações de emergência, a que se segue o Médio Oriente e o norte de África, onde residem 12% destas crianças, indicou o Fundo das Nações Unidas para a Infância.

Os novos dados serão divulgados no domingo pela UNICEF, data em que a organização assinala 70 anos de trabalho sem interrupção nos lugares mais difíceis do mundo para levar ajuda vital, apoio a longo prazo e esperança às crianças cujas vidas e futuros são ameaçados por conflitos, situações de emergência, pela pobreza, pelas desigualdades e pela discriminação.

O documento, “For Every Child, Hope — UNICEF@70: 1946-2016”, faz ainda uma retrospetiva do trabalho da organização.

Segundo o organismo da ONU, o impacto dos conflitos, das catástrofes naturais e das alterações climáticas estão a obrigar as crianças a abandonar as suas casas, a encurralá-las por detrás de linhas de confrontos e em risco de doenças, violência e exploração.

Perto de 50 milhões de crianças foram deslocadas, das quais mais de metade foram forçadas a abandonar as suas casas devido a conflitos.

Com a escalada da violência na Síria, o número de crianças que permanece em zonas sob cerco duplicou em menos de um ano, referiu a organização.

De acordo com a UNICEF, cerca de 500.000 crianças vivem atualmente em 16 zonas sob cerco no país, praticamente sem acesso a ajuda humanitária sustentada e serviços básicos.

No nordeste da Nigéria, perto de 1,8 milhões de pessoas estão deslocadas, das quais quase um milhão são crianças e no Afeganistão, cerca de metade das crianças em idade escolar primária não têm acesso à educação.

No Iémen, quase 10 milhões de crianças vivem em zonas afetadas pelo conflito e no Sudão do Sul, 59% das crianças em idade escolar primária estão fora da escola e uma em cada três escolas em zonas de conflito estão encerradas.

Mais de dois meses depois de o furação Matthew ter atingido o Haiti, mais de 90.000 crianças menores de cinco anos continuam a precisar de assistência.

As situações de emergência que as crianças mais vulneráveis enfrentam atualmente ameaçam comprometer os muitos progressos alcançados nas últimas décadas.

Desde 1990, o número de crianças que morrem antes dos cinco anos diminuiu para metade e centenas de milhões de crianças foram retiradas da pobreza.

As taxas de crianças em idade escolar primária sem acesso à educação diminuíram mais de 40% entre 1990 e 2014.

Em 2015, no mundo, a entidade e os seus parceiros trataram 2,9 milhões de crianças com subnutrição aguda grave.

Lusa

 Descarregar For Every Child, Hope: UNICEF @ 70, 1946–2016 , no link:

https://www.unicef.org/publications/index_93308.html

 

Risco de pobreza entre crianças aumentou em Portugal

Novembro 17, 2016 às 7:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do site https://eco.pt/ de 16 de novembro de 2016.

O documento citado na notícia é o seguinte:

One in four children at risk of poverty or social exclusion in the EU

Cristina Oliveira da Silva

A proporção de crianças em risco de pobreza ou exclusão social aumentou entre 2010 e 2015 em Portugal, ao contrário do que aconteceu na União Europeia.

De acordo com dados do Eurostat publicados esta quarta-feira, a taxa em Portugal aumentou de 28,7%, em 2010, para 29,6%, em 2015, embora o número de crianças em risco de pobreza ou exclusão social tenha caído naquele período, de 562 para 536 mil.

Já no conjunto da União Europeia, a taxa recuou de 27,5% para 26,9% da população até aos 17 anos. No ano passado, 25 milhões de crianças estavam nesta situação, o que significa que viviam num agregado que enfrentava pelo menos uma das seguintes condições: risco de pobreza já depois de transferências sociais, privação material severa ou muito baixa intensidade de trabalho.

O risco de pobreza ou exclusão afeta mais de um terço das crianças em seis estados-membros: Roménia (com a taxa mais elevada em 2015, de 46,8%), Bulgária, Grécia, Hungria, Espanha e Itália. Ao invés, Suécia e Finlândia registavam as taxas mais baixas (14% e 14,9%, respetivamente), indicam os dados publicados por ocasião do Dia Mundial da Criança, que se celebra a 20 de novembro.

Em cinco anos, a taxa aumentou em cerca de metade dos países da União Europeia: a maior subida ocorreu na Grécia (de 28,7% para 37,8%). A Letónia registou a maior descida (de 42,2% para 31,3%).

Mais educação, menor risco de pobreza ou exclusão

A proporção de crianças em risco de pobreza ou exclusão social na União Europeia desce à medida que aumenta o nível de habilitações dos pais, indica o Eurostat. Quase dois terços das crianças cujos pais têm um nível baixo de instrução estavam em risco de pobreza, um valor que baixa para 30,3% no caso de pais com ensino secundário e para 10,6% no caso de pais com ensino superior.

Portugal não foge à regra: 45,6% das crianças nesta situação tinha pais com níveis mais baixos de ensino; em 25,9% dos casos os pais tinham ensino secundário e em 7,2% ensino superior.

 

 

 

 

Jantar de Angariação de Fundos a favor do Centro Doutor João dos Santos – Casa da Praia – 24 de novembro em Lisboa

Novembro 15, 2016 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações:

https://www.facebook.com/events/1205414169518512/

Curso “Acolhimento de emergência de crianças em risco”

Outubro 12, 2016 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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ispa

Objectivos 

Melhorar o conhecimento sobre a vivência emocional da criança acolhida

Aprofundar as metodologias de observação da interacção criança-pais

Desenvolver as competências sobre trabalho terapêutico em acolhimento institucional

Competências 

Compreender a experiência da criança acolhida. Usar metodologias de observação da interacção criança-pais.

Programa 

Crianças em risco  – Vivências emocionais (3h)

Especialização do acolhimento de emergência (3h)

Lei de promoção e protecção e enquadramento legislativo na área da protecção da infância (3h)

O papel da família no acolhimento de crianças e jovens (3h)

O meio social como espaço terapêutico (3h)

Processo, rotinas e papéis (3h)

Metodologias 

Exposição teórico-prática, discussão de casos

Duração 

18 horas

Calendarização

Terça, Novembro 8, 2016 – 18:30 – 21:30

Terça, Novembro 15, 2016 – 18:30 – 21:30

Terça, Novembro 22, 2016 – 18:30 – 21:30

Terça, Novembro 29, 2016 – 18:30 – 21:30

Terça, Dezembro 6, 2016 – 18:30 – 21:30

Terça, Dezembro 13, 2016 – 18:30 – 21:30

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