Ação de Formação com Bruno Barros do IAC “O que é o Bullying? Quem está envolvido? Como detetar e agir?” 14 dezembro no Barreiro

Dezembro 10, 2019 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações no link:

https://www.cm-barreiro.pt/pages/694?event_id=2354

“Há escolas que são autênticas fábricas de bullying”

Dezembro 2, 2019 às 8:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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Notícia da TVI24 de 26 de novembro de 2019.

Espaço de investigação da TVI incidiu sobre a violência nas escolas. Após a exibição da reportagem, cinco convidados debateram o tema na TVI24.

O bullying nas escolas foi o tema da grande reportagem do espaço de investigação Alexandra Borges. Após a exibição da peça jornalística, cinco convidados estiveram em debate na TVI24.

Segundo o representante da Associação Anti-Bullying com crianças e jovens, Paulo Costa, os conflitos entre jovens são bastante comuns. O convidado, que também é professor, explicou que já teve alguns casos em algumas das suas aulas.

Visualizar os vídeos no link:

https://tvi24.iol.pt/sociedade/30-11-2019/alexandra-borges-ha-escolas-que-sao-autenticas-fabricas-de-bullying?fbclid=IwAR1MrPesEUyojEQQfmubQ20qpO4B4Yx3qVG7rwsYG35wdhDiwpqbt7KL8Dk

 

 

 

Robôs querem ajudar a prevenir o bullying de forma divertida

Novembro 12, 2019 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 30 de outubro de 2019.

O projecto do italiano Stefano Cobello vai ser implementado em dez países da União Europeia já a partir de Janeiro de 2020. Portugal incluído.

Inês Duarte de Freitas

Os robôs podem contar histórias, ajudar a fazer contas e até experiências científicas. Os pequenos seres prometem ajudar as crianças a encarar a escola como algo divertido e, acima de tudo, a melhorar o ritmo de aprendizagem. A novidade é que agora os robôs também podem ser os aliados na prevenção contra o bullying. Stefano Cobello observa curioso as máquinas espalhadas pelo átrio do Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa. É ele o orador principal da conferência “STEM e Robótica em Educação”, promovido pela Clementoni e que junta educadores para conhecer o projecto “Robótica contra o Bullying”.

A partir do próximo mês de Janeiro, a prevenção do bullying nas escolas pode ser feita com robôs. O projecto “Robótica contra o Bullying”, com o apoio da União Europeia, foi desenvolvido ao longo dos últimos três anos e conta já com mais de quatro mil escolas em Itália. Portugal está incluído na lista dos dez países que vão acolher este projecto nos próximos três anos. Ainda não se sabe quais são as escolas, reconhece Stefano Cobello ao PÚBLICO.

Mais do que condenar o bullying, o projecto quer desenvolver uma nova estratégia para o prevenir. São utilizados materiais produzidos “do ponto de vista das crianças”, explica o pedagogo italiano na conferência que ocorreu na tarde de quinta-feira. São as crianças que criam as lições para os robôs e que ditam o que querem que o brinquedo faça.

O que é o bullying, quem é vítima, ou que é o cyberbullying, são alguns dos temas que os robôs abordam de forma didáctica. “O objectivo é fazer as crianças sentirem-se bem no ambiente escolar”, assegura Stefano Cobello, acrescentando que os robôs podem “abrir a mente das crianças, numa atmosfera de aprendizagem mútua”. O projecto, nascido em Itália, utiliza apenas robôs didácticos de fácil utilização. Os brinquedos são ajustáveis, consoante a idade da criança, já que o projecto abrange o pré-escolar e o ensino básico.

Robótica na Educação em Portugal

Desde 2014 que 238 agrupamentos de escolas integraram a robótica e a programação nos seus currículos. “Mais do que motivar é envolver, criar um espaço dentro da escola para a aprendizagem informal”, explica António Manuel Silva, coordenador de Recursos e Tecnologias Educativas da Direcção-Geral da Educação, do Ministério da Educação.

O objectivo é preparar para o futuro, “em que ninguém será nada sem perceber de tecnologia”, continua António Manuel Silva. Ajudar a ganhar tempo ao próprio professor é outras das utilizações da robótica a explorar no ensino, através de tecnologias com feedback imediato, que possam auxiliar na avaliação, por exemplo.

O Kids Media Lab, um projecto que nasceu com a investigadora Maribel Miranda-Pinto, da Universidade do Minho, conta com uma rede de professores a ensinar com recurso a robôs. A Clementoni, produtor destas máquinas, está desde 2017 a trabalhar em parceria com este projecto. A educadora de infância Marlene Fernandes, do agrupamento de escolas de Oliveira dos Frades, começou a utilizar esta tecnologia em 2016 e considera que é “uma ferramenta que se adapta a todos os ritmos de aprendizagem”. “Este trabalho mudou a minha prática e fez-me ir mais além”, confessa a profissional.

Desenvolver o raciocínio espacial da criança é uma das principais ferramentas dos robôs viajantes, que se movimentam para frente, para trás e para os lados. “Quando fazem isto criam percursos mentalmente, com recurso à linguagem da programação”, esclarece Marlene Fernandes.

Já para a professora bibliotecária, Helena Vilas Boas, os robôs são uma forma de ensinar a contar histórias. Cada robô vem com um tapete quadriculado, no qual a professora coloca imagens. Com recurso ao robô, as crianças recontam e organizam cronologicamente a história. “Os robôs proporcionam momentos de brincar a aprender”, explica a professora do Agrupamento de Escolas Rosa Ramalho, em Barcelos.

O pedagogo Renato Paiva explica que os robôs são uma ferramenta crucial na função de ensinar as crianças a pensar, porque “alimenta a curiosidade”. “Vivemos numa sociedade dependente da felicidade imediata, também graças à tecnologia. Não trabalhamos a capacidade de resiliência e frustração. O jogo (com os robôs) dá isto: erram até acertar”, defende, durante o encontro.

No evento foi ainda apresentado do livro de actividades Aprender com Robôs, de Maribel Mirando-Pinto e Ricardo Pinto, com ideias sobre como utilizar estes brinquedos para aprender quer na escola, quer em casa. “O livro é um ponto de partida para tirarmos ideias, mas não são actividades fechadas”, garante Ricardo Pinto.

Texto editado por Bárbara Wong

Empatia contra o ‘bullying’, um método “rápido e eficaz”

Outubro 30, 2019 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Expresso de 22 de outubro de 2019.

Fundada em 2016, a No Bully propõe formação às escolas, recorrendo a uma metodologia norte-americana que escolhe a empatia em vez de apontar um dedo acusador ao culpado. Três sessões chegam para unir vítimas e agressores, contando com a ajuda de colegas ‘positivos’ e ‘coaches’ empenhados, garante Inês Freire de Andrade, co-fundadora da associação .

O ponto de partida é tentador: resolver o bullying em poucas sessões (três são muitas vezes quanto basta), envolvendo a vítima e o ‘bullie’, seguindo uma metodologia que assenta na empatia e colaboração. Por mais que a proposta da associação No Bully pareça magia, escolas que já receberam formação e aplicam o método garantem que este não só funciona, como os resultados são extraordinariamente rápidos.

“Há casos em que após a intervenção o agressor se torna o maior protetor da vítima”, diz Inês Freire de Andrade, da No Bully Portugal. Pressente-se um sorriso do outro lado da linha telefónica, o que a vice-presidente da associação explica por antecipar uma reação de surpresa. “As pessoas ficam espantadas, mas é mesmo assim”, insiste. Daí a confiança da No Bully, que no seu site se apresenta com o ambicioso objetivo de “criar um país sem bullying, onde todas as crianças e jovens se possam sentir felizes e seguros”.

O método nasceu em São Francisco, nos Estados Unidos, país onde é aplicado há pelo menos 12 anos. O mais surpreendente é, talvez, desenvolver-se sem o foco na culpa ou nos castigos, explica Inês Freire de Andrade. “No fundo, trata-se de pegar na motivação por trás dos comportamentos dos bullies – o quererem mostrar-se líderes e quererem ser os mais fortes – mostrando-lhes que o poderão ser se assumirem esses comportamentos pela positiva”.

Por isso o responsável pelas situações de bullying é convidado a participar nas reuniões de solução, mas nunca é apontado como culpado ou acusado do que quer que seja. “É retirada a carga negativa”, que se substitui pelo foco na procura ativa de formas para ultrapassar o conflito, conclui Inês Freire de Andrade.

Na prática como funciona? Carla Marques, psicóloga na Escola Secundária Gama Barros, no Cacém, detalha as várias rondas de formação recebida pelos professores em 2018, até ser criada uma equipa com seis ‘coaches’, que ficam habilitados a intervir como mediadores nos casos detetados de bullying. Inês Andrade explica que esta equipa é geralmente multidisciplinar e que, nas escolas, fica com a missão de trabalhar as denúncias recebidas.

Carla Marques sublinha que “são os alunos que atuam”. Na Gama Barros, o passo seguinte foi o de divulgar a existência desta estrutura e incentivar os alunos a identificar situações que sofressem ou em que vissem os colegas ser alvo. “Fizeram-se cartazes com as mensagens de que ‘quebrar o silêncio é ajudar quem precisa’ ou que ‘denunciar é ajudar, não fazer queixinhas’, para os encorajar”, diz a psicóloga, acrescentando que foi também criada uma caixa de correio para receber as exposições dos alunos.

A estratégia funcionou. “Neste momento estamos a acompanhar dois casos”. O procedimento é começar por analisar as queixas, depois falar com o aluno em causa e com os diretores de turma, para identificar quer o autor ou autores do bullying, quer os colegas ‘positivos’ que possam funcionar como ajudantes, convidando-os a sugerir soluções. A vítima não está presente nas sessões que se promovem, mas a intervenção só avançará com a concordância das partes envolvidas, esclarece a psicóloga.

Na experiência de Carla Marques, o método funciona. “Numa das situações, três sessões chegaram para acabarem abraçados”, afirma. “É normal que o agressor assuma no início uma atitude receosa, talvez por estar sempre à espera de ser denunciado e poder ser castigado”, explica, “mas depois adere e colabora ativamente”. Nem sempre se assume publicamente como culpado, diz a psicóloga, mas nas descrições da No Bully há também casos de jovens que acabaram por pedir desculpa em privado.

Carla Marques recorda que já aconteceu o mais difícil ser ultrapassar “a intervenção inopinada das mães, fora da escola, o que implicou chamá-las para lhes explicar que era preciso dar autonomia aos filhos para que resolvessem eles a situação”.

Experiência pessoal

Inês Freire de Andrade conhece bem os terrenos que pisa e em diferentes papeis. Ao olhar para trás, e durante o ensino básico, identifica-se “mais como agressora”. Sem consciência do impacto que tinham no colega aquilo que via como brincadeiras, “gozava com ele, por ser diferente”. Mas “até o considerava um amigo”, recorda. Ao mudar de escola as coisas mudaram. Inês não tinha colegas conhecidos, não se integrou bem na turma, “ficou a sensação de estar sempre a mais”.

“Não correu bem”, relata “Sofri o que se chama bullying relacional, sendo frequente ouvir expressões do género ‘Não vamos com ela, que é uma chata…” Se parece pouco, nada como experimentar colocar-se nos pés de uma jovem do 5º ano.

As coisas pioraram. No 9º ano, ao transitar para uma turma onde existia um colega já com problemas disciplinares, Inês acabou por vê-lo chamar a si a iniciativa de influenciar todos os outros companheiros criando uma espécie de batalha “dos cool contra os cromos”. Quando arriscou tomar a defesa de outros colegas, Inês tornou-se o alvo favorito, o que a levou a receber desde ofensas a chamadas anónimas, passando por provocações várias.

Inês falou com os pais, sem nunca pedir para mudar de escola, partilhou a situação com quem tinha por amigas, “mas que não quiseram tomar partido” e falou também com alguns professores. Recorda a ausência de respostas e a dúvida permanente sobre como deveria atuar. “Enfrentar esse colega? Ignorar? Ninguém me ensinou”. Acabou por perceber que a melhor estratégia foi levá-lo a pensar que não a conseguia afetar, mas percebeu também que “é importante responsabilizar os adultos: pais, escolas, ministérios”.

Chamou a si a tarefa de fazer algo pelo problema, ao co-fundar, com a mãe e com o marido, a No Bully, em maio de 2016. Começou por se surpreender pelos números relativos ao problema situarem Portugal ao nível dos próprios Estados Unidos (cerca de 30% das crianças e adolescentes serão vítimas de bullying no nosso país, segundo o último estudo da Unicef), mas sente falta de dados mais sólidos, que permitam avaliar a gravidade dos casos. “Há muito pouca informação”, reconhece, e ainda existe “muita gente com vergonha ou medo de falar, porque às vezes os adultos também não ligam ou menosprezam as situações, de certa forma entrando em negação”. O sentimento não ajuda a passar a mensagem e a chegar a mais escolas. Por cá, há menos disponibilidade para se investir financeiramente num programa como o sugerido pela associação, desabafa.

Mas o método faz todo o sentido, na opinião de Sónia Seixas, psicóloga e docente na Escola Superior de Educação de Santarém, com uma tese desenvolvida sobre bullying. “O desenvolvimento de competências emocionais e da empatia” são armas poderosas neste domínio, essenciais em matéria de prevenção em qualquer intervenção em idade escolar”, sublinha, referindo o cyberbullying como o mais preocupante “pelo seu impacto e alcance, tornando as agressões algo permanente e constante”.

Inês Freire de Andrade sublinha também que há casos que fogem ao alcance de uma intervenção como a da No Bully. “Há situações que configuram crime” e essas devem sempre ser encaminhadas para as autoridades competentes, adverte.

Plano de Prevenção e Combate ao Bullying e ao Ciberbullying: Escola Sem Bullying. Escola Sem Violência

Outubro 23, 2019 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Noticia da DGE de 14 de outubro de 2019.

Todas as formas de violência escolar violam o direito fundamental à educação e nenhum país pode atingir uma educação inclusiva e de qualidade se os alunos estiverem expostos à violência. Acresce que, a violência escolar, onde se enquadram o bullying e o ciberbullying, pode ainda afetar seriamente a saúde e o bem-estar das crianças e dos adolescentes, com consequências negativas que podem persistir até à idade adulta. Por sua vez, a Escola reúne um ambiente propício à aprendizagem e ao desenvolvimento de competências, nomeadamente no âmbito da Estratégia de Educação para a Cidadania, onde os alunos adquirem as múltiplas literacias que precisam de mobilizar para um relacionamento saudável.

Assim, preocupado e atento aos fenómenos do bullying e do ciberbullying que, de acordo com as Nações Unidas, afetam uma em cada 3 crianças/jovens, o Ministério da Educação decidiu impulsionar um “Plano de Prevenção e Combate ao Bullying e ao Ciberbullying” nas escolas. Este plano tem associada a campanha “Escola Sem Bullying. Escola Sem Violência”, que se configura como um importante instrumento de sensibilização, prevenção e intervenção, destinado a toda a comunidade educativa, com vista à erradicação deste fenómeno.

O “Plano Escola Sem Bullying. Escola Sem Violência”, a implementar pelas escolas, já no ano letivo 2019/2020, deverá: desenvolver-se a partir de um diagnóstico que permita identificar necessidades; incluir um plano de ação em torno de estratégias e de atividades que sensibilizem para a diversidade de comportamentos agressivos, em idade escolar; contribuir para a identificação de sinais de alerta, que indiciem o envolvimento em comportamentos de bullying e/ou de ciberbullying; constituir-se como um auxiliar de apoio às escolas, com vista à utilização de diferentes abordagens de prevenção e intervenção, face ao bullying e ao ciberbullying; e ser elaborado de modo a incentivar, reconhecer e divulgar práticas de referência.

Esta iniciativa tem os diretores, os docentes e o pessoal não docente como aliados indispensáveis. Neste âmbito, o Ministério da Educação desafia todos os diretores de Agrupamentos de Escolas e Escolas Não Agrupadas a elegerem a semana de 14 a 18 de outubro, véspera do Dia Mundial de Combate ao Bullying, como Semana “Escola Sem Bullying. Escola Sem Violência”, mas na perspetiva de que o plano de prevenção seja trabalhado e executado ao longo de todo o ano letivo.

O plano de prevenção, bem como os materiais de suporte a ações a desenvolver pelas escolas, estão disponíveis no website www.sembullyingsemviolencia.edu.gov.pt. Este website será atualizado ao longo do ano letivo com novos materiais, estudos e vídeos.

Para mais informações, aceda a: www.sembullyingsemviolencia.edu.gov.pt

Conferência Prevenção e Direitos da Criança, 23 de novembro, na Fundação Calouste Gulbenkian

Outubro 18, 2019 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações no link:

https://caminhosdainfancia.wixsite.com/conferencia

O seu filho é alvo de bullying?

Outubro 17, 2019 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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thumbs.web.sapo.io

Texto do Sapo Lifestyle

Luís Fernandes, psicólogo e investigador, co-autor do livro «CyberBullying – Um Guia para Pais e Educadores», explica como reagir perante estas situações e indica o que nunca, mas nunca, deve fazer.

Dados do Programa Escola Segura e da GNR indicam que o bullying nas escolas portuguesas aumentou nos últimos anos. O número crescente de queixas que tem chegado às autoridades também o confirma. Luís Fernandes, psicólogo e investigador na área do bullying e da violência na escola, confirma esse crescendo, explicando que se trata de «comportamentos agressivos entre crianças e jovens em idade escolar».

«São ações repetidas que nascem de um desequilíbrio de poder, através de agressões físicas, psicológicas e/ou sexuais, algumas realizadas via internet e dispositivos digitais [cyberbullying]», refere. «Pais e educadores devem atuar rapidamente pois o bullying só pode ser vencido com o apoio de toda a comunidade educativa, sendo essencial que vítima, agressor e quem assiste à agressão sejam acompanhados», diz.

Siga as orientações de Luís Fernandes, psicólogo e investigador na área do bullying e da violência na escola.

Com o seu filho

– Dê o seu apoio. «Seja solidário com a criança/jovem transmitindo-lhe que poderá contar consigo em qualquer circunstância, que irá resolver a situação. Caso tenha sido o próprio a contar o que está a passar-se, elogie a sua coragem», aconselha o especialista.

– Evite acusações. «Não acuse a criança/jovem por, de alguma forma, ser responsável pela situação. Isso não ajuda em nada a resolução do problema e fragiliza mais a vítima», assegura o psicólogo e investigador.

– Envolva-se. «Vá acompanhando a situação de perto, pois isso transmite segurança e permite ainda monitorizar e intervir precocemente perante novas situações que possam surgir», realça o especialista.

Com a escola

– Defina um plano de atuação. «Contacte o professor titular da turma [no primeiro ciclo], o diretor de turma [nos outros ciclos de ensino] e/ou a direção da escola para perceber se estão a par da situação e definir-se um plano que proteja a criança/jovem», sugere Luís Fernandes.

– Conheça o regulamento interno. «Saiba quais os procedimentos previstos para estas situações, se existe um regulamento interno que refira os comportamentos que não são aceitáveis, assim como as suas consequências», recomenda o psicólogo e investigador.

– Informe-se sobre o caso. «Apure se as agressões e/ou humilhações decorrem há muito tempo e quais os principais locais onde costumam ocorrer e se existem desconfianças por parte dos pais do agressor», insiste o especialista.

– Sugira uma ação de sensibilização. «Sensibilizar quem assiste à agressão é uma mais-valia para a resolução destes problemas. Sugira uma ação pedagógica junto dos colegas do seu filho», sugere ainda.

Com o agressor

– Nunca o contacte. «Evite contactar diretamente os agressores ou os pais destes a pedir satisfações ou a exigir que estes deixem de incomodar os seus filhos, pois esta situação poderá agravar as agressões», alerta Luís Fernandes, psicólogo e investigador, co-autor do livro «CyberBullying – Um Guia para Pais e Educadores», publicado pela Plátano Editora, em parceria com Sónia Seixas e Tito de Morais.

– Procure um mediador. «O ideal será entender se existem pessoas que funcionem como mediadores da própria situação, como, por exemplo, um diretor de turma ou o coordenador dos diretores de turma (normalmente um dos docentes mais experientes da escola), o psicólogo (caso exista) ou o diretor da escola», sugere.

«A participação dos funcionários é igualmente fundamental uma vez que a maioria dos casos ocorre nos recreios e/ou espaços comuns da escola», realça ainda o especialista português.

Os números do bullying

– 25% das crianças e jovens em idade escolar, seja como vítimas, agressores ou nesse duplo papel [vítimas que se transformaram em agressores], estão envolvidas em casos de bullying.

– 616 casos de bullying registados mensalmente em Portugal.

– Mais de 50% das vítimas não denunciam as agressões.

– 70% das situações de bullying ocorrem nos recreios e/ou espaços comuns da escola.

Texto: Carlos Eugénio Augusto com Luís Fernandes (psicólogo e investigador na área do bullying e da violência na escola e co-autor do livro «CyberBullying – Um Guia para Pais e Educadores»)

Bullying: o que nunca deve dizer se o seu filho for vítima?

Outubro 14, 2019 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Shutterstock

Texto e imagem do DN Life de 7 de outubro de 2019.

É um problema pesado, muitas vezes associado a depressões, baixa autoestima, distúrbios de apetite e sono, ansiedade, fraco desempenho escolar, dores de estômago, solidão. E sim, o bullying é da responsabilidade de todos, pelo que também em casa devemos evitar agravar o sofrimento.

Texto de Ana Pago

“IGNORA”
Se passar ao lado do problema bastasse para resolvê-lo, não teríamos números gritantes a mostrar que um em cada quatro jovens se envolve em situações de bullying como vítima, agressor ou ambos os papéis (“por exemplo, um aluno de 7.º ano que é vítima de um do 9.º e agride, ele próprio, um colega do 5.º”, explica o psicólogo Luís Fernandes, a trabalhar nas áreas da prevenção, combate e intervenção no bullying). Pior: pedir à criança para ignorar os ataques não só não valida o seu sofrimento muito real – por alguma razão ela tentou falar consigo –, como a fará sentir-se mais sozinha e desamparada do que nunca.

“EVITA ESSES COLEGAS”
É outra sugestão bem-intencionada mais fácil de proferir que de fazer, ou não seriamos o 15.º país com mais relatos de bullying na Europa e América do Norte, segundo Luís Fernandes. “Trabalhar com os agressores é tão importante como com quem sofre, já que muitas vezes os próprios são vítimas de violência em contexto familiar”, explica o coautor (com a investigadora Sónia Seixas) dos livros Plano Bullying e Diz Não ao Bullying. Além disso, dizer a um filho que evite os bullies apenas fará com que sinta ser uma vítima deles porque não é suficientemente bom a afastar-se.

“AS CRIANÇAS SÃO MESMO ASSIM”
Se é um facto que as crianças conseguem ser bastante cruéis entre elas, que os agressores são muitas vezes vítimas de ambientes agressivos e que devemos educar para a tolerância, é também um facto que desculpas deste género nunca podem legitimar a violência. “O bullying dói muito e o agressor quer realmente fazer mal”, confirma em entrevista ao Huffington Post Barbara Coloroso, autora de The Bully, The Bullied and the Bystander (O Intimidador, a Vítima e a Testemunha em tradução livre). “Se os pais minimizarem, racionalizarem ou tentarem explicar o comportamento do bully, não tardará a que os filhos prefiram sofrer em silêncio”, acrescenta a especialista em educação.

“TENS QUE SABER DEFENDER-TE”
Na cabeça dos pais o repto irá seguramente incitar os filhos à autodefesa: como não? É como se as palavras tivessem poder em si mesmas, de tão fortes que são. Na prática, porém, o mais provável é a criança ficar a sentir que a culpa de ser vítima é toda dela, por não se saber opor ao agressor. Tal como será unicamente sua a responsabilidade de ter que aprender a defender-se o quanto antes.

“PRECISAS DE SER FORTE”
Sendo outro abanão que pretende ajudar a criança a acabar de vez com aquele sofrimento sempre presente, uma estratégia mil vezes melhor passa por tranquilizar a vítima, estar do seu lado, mostrar que vamos fazer tudo para acabar com as humilhações, adianta o psicólogo Luís Fernandes. “Dá um conforto extraordinário”, diz. E sabe-o porque uma garota de 11 anos, a quem um dia perguntou quando é que o bullying terminou para ela, lhe respondeu que foi no instante em que o pai a abraçou e garantiu que as agressões nunca mais iam voltar a acontecer agora que ele sabia de tudo.

“NÃO SEJAS TÃO DRAMÁTICO”
É capaz de ser das piores observações que uma criança pode ouvir do adulto com quem fala (por mais que este tente apenas desdramatizar o problema sem se dar verdadeiramente conta dos estragos que estará a causar ao fazê-lo). Ninguém tem culpa de ser vítima de bullies. Ninguém é violentado porque quer, pelo que os pais terão de ter especial cuidado para não passarem a mensagem errada de que os filhos estão a exagerar no que sentem.

“É SÓ UMA FASE, VAI PASSAR”
Nem uma coisa nem outra, sublinha o psicólogo Luís Fernandes, que considera haver ainda muitos mitos em torno do bullying que importa desfazer: “Não acontece só em algumas escolas, não é uma mera brincadeira e nunca deve ser encarado como uma fase que passará em breve e que, portanto, pode ser relativizada”, afirma. Até pode vir a suceder num futuro próximo, mas por enquanto ainda é um tormento que ninguém tem o direito de minimizar.

10 Mandamentos da Prevenção e Combate ao Bullying

Outubro 7, 2019 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Imagem retirada daqui

Ministério da Educação pede a directores que comuniquem casos de bullying

Setembro 30, 2019 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Fábio Teixeira

Notícia e foto do Público de 21 de setembro de 2019.

Ferramentas de apoio à implementação do plano começarão a chegar às escolas no próximo mês. Ministério vai sensibilizar os directores de escola para “a importância da monitorização do fenómeno e tomada de decisões a nível local, regional ou nacional”.

O Ministério da Educação anunciou este sábado um plano de combate ao bullying nas escolas, onde estes comportamentos de intimidação, coação e perseguição vitimam, segundo as Nações Unidas, uma em cada três crianças.

Segundo uma nota de imprensa do Ministério da Educação, o plano pretende apostar “na sensibilização, na prevenção e na definição de mecanismos de intervenção em meio escolar, com o envolvimento de vários serviços”, para combater quer o bullying em presença, quer o ciberbullying, que acontece no mundo virtual da Internet.

Elaborado pela Direcção-Geral da Educação, em articulação com a Direcção-Geral dos Estabelecimentos Escolares e a Direcção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência, o plano terá associada a campanha “Escola Sem Bullying. Escola Sem Violência”.

O Ministério da Educação assinala que “foi já introduzida uma melhoria na Plataforma SISE (Sistema de Informação de Segurança Escolar)”, sendo agora possível aos directores de escola referenciarem casos de bullying e/ou ciberbullying. “Desta forma, contorna-se o facto de estes casos não serem considerados uma tipologia de crime”, justifica o Ministério, adiantando que vai sensibilizar os directores de escola para “a importância deste registo para monitorização do fenómeno e tomada de decisões a nível local, regional ou nacional”.

Segundo a mesma nota, o objectivo do plano “é erradicar o bullying e o ciberbullying nas escolas, enquadrando-os no contexto mais amplo da violência em meio escolar, ajudando a reconhecer sinais de alerta, lançando orientações e capacitando as escolas para a utilização de diferentes abordagens de prevenção e intervenção”, respeitando a autonomia e a realidade de cada estabelecimento de ensino.

As ferramentas de apoio à implementação do plano começarão a chegar às escolas no próximo mês, por ocasião do Dia Mundial de Combate ao Bullying, que se celebra a 20 de Outubro. O plano pressupõe a criação de equipas, compostas por vários elementos do meio escolar, incluindo alunos, que terão “como missão, entre outras, a promoção de acções de sensibilização e prevenção para a comunidade educativa”. O que se pretende é que, perante um caso concreto de bullying e/ou ciberbullying, essas equipas o “possam resolver o mais rapidamente possível”, indica a nota.

Ao mesmo tempo, as turmas de todas as escolas serão convidadas a comprometerem-se “com um conjunto de cláusulas que vão no sentido do respeito pelo outro e da não- violência” e será sugerido às escolas que reconheçam as turmas que “vierem a revelar uma boa conduta ao longo do ano”.

O plano inclui ainda a disponibilização de um site e páginas sociais com conselhos para alunos, famílias e escolas, instrumentos de literacia, projectos e outras iniciativas. “Para acompanhar e monitorizar a aplicação do plano nas escolas foi criado um grupo de trabalho, composto por elementos dos serviços e organismos do Ministério da Educação, com a missão de apoiar a comunidade escolar na promoção de uma ‘Escola Sem Bullying. Escola Sem Violência’”, explica a tutela em comunicado.

Ao Grupo de Trabalho “Escola Sem Bullying. Escola Sem Violência” caberá, entre outras funções, promover a celebração de parcerias e protocolos com instituições e organizações que colaborem no combate ao bullying e ciberbullying, e monitorizar a nível nacional a existência de situações de violência em contexto escolar.

Mais informações no link:

https://www.portugal.gov.pt/download-ficheiros/ficheiro.aspx?v=3a5d41da-27dc-43e9-beef-d44c2fe7d46f

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