Colegios de Argentina implementan el método antibullying KiVa

Novembro 9, 2017 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Notícia do site https://www.psyciencia.com/ de 26 de outubro de 2017.

Por Mauro Colombo

Desde el año 2015, en dos colegios de Argentina, se viene aplicando un programa antibullying que redujo en un 80% esta problemática en Finlandia, país donde se creó; y que viene dando muy buenos resultados en otras naciones de Europa.

KiVa, a diferencia de otros enfoques que solo se centran en la relación entre acosador y acosado, cambia la perspectiva desde la que interviene. En dicho método, los observadores, partícipes necesarios y que frecuentemente pasan desapercibidos en la conceptualización de la problemática, son protagonistas a la hora de reducir el acoso escolar.

Experiencias en el país

“Un día le faltó su lapicera, otro día se quedó sin su marcador, al siguiente ya no tenía cartuchera. El chico lo sabía. Sus mismos compañeros de clases eran quienes les escondían sus pertenencias, quienes se burlaban de él, pero no lograba resolver el conflicto por sus propios medios. Entonces, recurrió al equipo de especialistas de su colegio, el Santa María de Salta, quienes ya habían implementado KiVa.”

En marzo de este año, un colegio de la localidad de Pilar fue el tercero en implementar el método, luego de que los padres de una niña con TEA manifestaran a las autoridades escolares que su hija estaba sufriendo acoso escolar de parte de compañeros del curso.

“Los niños con TEA suelen ser víctimas de bullying durante su escolaridad en un altísimo porcentaje”, destacó la psicopedagoga del colegio y responsable de aplicar el método en el mismo.

Características y adaptación en el país

El programa KiVa, a diferencia de otros abordajes, no se concentra puntualmente en la pareja acosador- acosado, sino que además de intentar prevenir y actuar en los estadios iniciales de acoso; busca que quienes son testigos pasivos de los comportamientos abusivos tomen una postura activa en defensa de quien sufre bullying. Para esto, se involucra a todos los actores del sistema educativo: padres, docentes, personal no docente y alumnos, los cuales son capacitados en detectar, prevenir y actuar de diferentes formas frente a situaciones de intimidación o acoso. Incluso el programa cuenta con un juego de ordenador, el cual les permite a los participantes ensayar diversas respuestas ante situaciones novedosas.

A grandes rasgos el programa antibullying cuenta con tres pilares fundamentales: la prevención, la intervención específica y la supervisión.

La primera consta de capacitaciones quincenales donde se abordan cuestiones como que es el bulliyng y que no, así como también que consecuencias produce. La segunda etapa se aplica cuando existe un caso concreto de acoso, y posee un protocolo sistematizado de intervenciones. Por último, en la etapa de supervisión se analizan progresos de las dos anteriores. Aquellos que deseen interiorizarse más sobre el método, pueden leer este artículo ya publicado por Psyciencia.

Con respecto a las adaptaciones culturales, Francisca Isasmendi, responsable del programa en uno de los colegios, comentó:

“En el Santa María tuvimos muy buenos resultados desde su aplicación. El programa, en su parte preventiva, es muy útil, pero también requiere una adaptación a nuestra cultura”. Por ejemplo, en la intervención de la familia. Los chicos finlandeses son mucho más autónomos, pero acá nosotros solicitamos intervención familiar temprana para que sus hijos logren adoptar cambios actitudinales”.

La implementación de programas que han demostrado ser eficaces en otros países del mundo es de destacar. Si bien el fenómeno del bullying parece darse de manera global, Argentina tiene un triste récord en la problemática, ya que según el último informe de Unicef titulado “Posicionamiento sobre adolescencia en el país”, lidera los rankings de acoso escolar de la región. Según se desprende del informe, 4 de cada 10 estudiantes secundarios admiten haber sido víctimas de esta forma de acoso, mientras que 1 de cada 5 refiere sufrir burlas de manera cotidiana.

Fuente: Infobae

 

 

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Socorro! Bullying na escola, o que fazer?

Outubro 26, 2017 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Texto do site http://uptokids.pt/ de 13 de outubro de 2017.

Se o seu filho é repetidamente alvo de gozo, insultos ou comportamentos agressivos por outras crianças, então é provável que esteja a sofrer de bullying na escola. Se isto se confirmar, é fundamental conhecer as medidas a tomar em caso de bullying:

  1. Em primeiro lugar, reúna os factos: fale com o seu filho acerca do que se está a passar, quem está envolvido, onde e quando ocorreu. Quanto mais perguntas fizer, mais informação conseguirá obter;
  2. Anote os dados: tente recriar uma linha do tempo com todos os acontecimentos;
  3. Antes de ir à escola, conte a história a alguém próximo de si ou da sua família, assegurando-se de que está a restringir-se aos factos e o mais objectivamente possível;
  4. Informe-se se a escola contempla alguma tipo de regra ou medidas específicas para denunciar uma situação de bullying;
  5. Fale primeiro com o professor titular, não vá logo para a direção. O professor é o seu maior aliado. Pergunte-lhe se ele tem algum conhecimento desta situação, conte-lhe a história de bullying do seu filho e reúna-se com ele novamente no espaço de uma semana, para tentar avaliar se a situação persiste ou se, pelo contrário, já se encontra resolvida;
  6. Se o bullying continuar, então sim deverá, juntamente com o professor, falar com a direção da escola. Tente averiguar de que forma a direção vai lidar com o assunto.

Mais importante ainda do que conhecer os passos a tomar perante uma situação de bullying, é fundamental capacitar o seu filho a defender-se e saber como reagir quando confrontado com uma eventual situação de bullying. Os pais são, muitas vezes, os últimos a saber destas ocorrências, e a verdade é que não pode estar sempre presente quando o seu filho precisa de proteção, sobretudo em situações que ocorram maioritariamente dentro do recinto escolar.

Abaixo damos-lhe uma série de estratégias que poderão ajudar o seu filho a responder de forma eficaz sempre que os colegas ajam agressivamente contra ele ou contra outros:

  1. Defina bullying: Use a palavra bullying em casa, encorage o seu filho a usá-la para descrever o que o bullying verdadeiramente é. O bullying é uma coisa muito séria, um comportamento intencional que faz sofrer e que acontece repetidamente. E acima de tudo, esclareça-o de que o bullying é algo que não é aceitável;
  2. Relembre o seu filho de que, tal como não é aceitável que os outros gozem com ele, também não é aceitável que o seu filho goze com os outros, mesmo sob o argumento de que “toda a gente o faz” ou de que isso o faça parecer “fixe” aos olhos dos amigos;
  3. Diga-lhe para denunciar o bullying: relembre o seu filho de que, perante uma situação de bullying, seja presencial ou on-line, ele tem sempre a possibilidade de escolher entre ser um observador passivo ou alguém que toma uma atitude. O seu filho tem a responsabilidade de denunciar os “bullies” aos adultos que podem ajudar. Diga-lhe que isto não significa ser “queixinhas”, mas sim uma atitude de compaixão e preocupação por outra criança. Isto gerará uma onda de solidariedade: quanto mais ele cuidar de outros alunos, maior a probabilidade de eles o ajudarem a defender-se contra “bullies” também.
  4. Garanta ao seu filho que ele não vai arranjar problemas ao contar a sua experiência de bullying a um adulto de confiança. Isto é válido tanto para incidentes que ocorram com ele, como para outra criança. Ajude o seu filho a perceber com quem deve falar nas diferentes circunstâncias.
  5. Faça role-play de formas a responder ao bullying: ajude o seu filho a pensar em formas de reagir quando é gozado em diferentes circunstâncias. A quem contaria se alguém o andasse a empurrar no autocarro? O que é que ele diria a alguém que o insultou? Como é que deveria reagir se outros a alunos o excluíssem de um jogo?

Diga-lhe como agir:

  1. Ignorar o “bully”, sempre que possível;
  2. Afastar-se ou ir-se embora, se conseguir;
  3. Dizer ao “bully” para parar, em voz alta. Mesmo que se sinta nervoso, deve tentar falar e agir com confiança.
  4. Pedir ajuda a amigos e colegas;
  5. Tentar não se emocionar;
  6. Evitar responder também com bullying. Retaliação pode ser perigosa;
  7. Contar sempre a um adulto (professor, pais, auxiliar, etc) depois do sucedido.

Nem sempre o nosso filho é vitima de bullying. E se for o agressor, o que fazer neste caso?

O seu filho goza com outras crianças? Tem tendência para ficar de castigo e ser advertido por problemas no recreio? Talvez esteja a “cometer” bullying. Estas crianças normalmente precisam de se sentir em controlo, têm dificuldade em gerir as suas emoções e em fazer amigos, por vezes podem mesmo sentir-se frustrados devido a dificuldades de aprendizagem ou atencionais. Mesmo que este tipo de comportamento possa ser explicado, é importante que o seu filho saiba que, quando goza com outras crianças, está a ser “bully”. Ensiná-lo a gerir as suas emoções e ações é a melhor forma de acabar com este tipo de comportamento:

  1. Deixe claro que não aceita este tipo de comportamento explique ao seu filho que não acha piada, engraçado ou aceitável magoar e gozar com os outros. Isto é válido tanto para os colegas como para os irmãos;
  2. Reveja os incidentes calmamente O que fizeste? Porque é que foi uma má escolha? A quem é que as tuas ações magoaram? O que é que estavas a tentar conseguir? Da próxima vez, como podes atingir esse objetivo sem magoar outras pessoas?
  3. Arranje consequências consistentes para este tipo de comportamento Ex: O seu filho terá que pedir desculpa a quem magoou ou gozou e emendar o mal que fez. Seguidamente, terá que haver uma consequência negativa do seu comportamento: ficar sem acesso ao computador, televisão ou telemóvel, ou então não fazer as atividades que tinha planeadas durante um período de tempo. Estas consequências podem ser mudadas/ajustadas, mas certifique-se de que o seu filho toma conhecimento dessa mudança;
  4. Esteja SEMPRE informado acerca do comportamento do seu filho  Com quem é que o seu filho se dá? Tente perceber o comportamento do seu filho em diferentes áreas da sua vida. Mal assista a um comportamento menos apropriado, seja assertivo e aja imediatamente Isto ajuda a criança a compreender que esse comportamento é inaceitável.
  5. Transmita aos seu filho a “normalidade” de ser-se bom para os outros Faça com que o seu filho repare no universo em seu redor, em que o “normal” é as pessoas serem simpáticas, atenciosas e generosas umas com as outras. Quando passam tempo juntos, chame a atenção quando vir alguém a agir de forma atenciosa e correta. Participem juntos em ações de voluntariado, de modo a estimular o seu filho a ajudar os outros. Valorize o seu filho, sempre que ele for atencioso ou sempre que ele consiga gerir as suas emoções de forma adequada.

Quer o seu filho esteja a ser vítima de bullying, que seja o próprio agressor ou um mero espectador, ensine-o a agir da maneira mais adequada em qualquer uma destas situações

Artigo do parceiro Centro Sei

 

 

Um hambúrguer e um adolescente sofrem de bullying. Por qual reclama primeiro?

Outubro 23, 2017 às 3:08 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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Notícia do http://observador.pt/ de 23 de outubro de 2017.

A Burger King lançou uma campanha anti-bullying na qual coloca os seus clientes perante dois tipos de maus tratos – o de um hambúrguer e o de um adolescente – para saber qual obtém mais reclamações.

Está sentado numa mesa de um restaurante. Já tem aquilo que pediu e está pronto a desfrutar da refeição. Ao seu lado, tem um adolescente a ser maltratado por um grupo de colegas. À sua frente, tem o seu hambúrguer. Esmurrado. Por qual reclama primeiro?

Foi esta a situação em que os clientes da Burger King foram colocados, durante o mês de prevenção do bullying que se celebra este outubro nos Estados Unidos da América. A campanha da cadeia de “fast food” norte-americana, de nome “Bullying Jr”, apresenta uma situação em que um adolescente e um hambúrguer são ambos vítimas de bullying – o adolescente pelos seus colegas, o hambúrguer por um funcionário. O objetivo era saber por qual os clientes se indignavam primeiros. Os adolescentes, claro, são atores e a situação foi capturada em vídeo graças a câmaras ocultas.

O vídeo refere que 95% dos clientes reclamou primeiro pelo estado do hambúrguer que lhes tinha sido vendido. O funcionário que esmurra o hambúrguer pergunta a um dos clientes se este faria algo caso o tivesse visto a fazer bullying ao hambúrguer. O cliente responde como se fosse algo óbvio – com um “yeah”.

Contudo, os maus tratos ao adolescente não geraram o mesmo tipo de indignação, nem por parte do cliente para quem a situação era óbvia. Apenas 12% das pessoas interveio para impedir que se prolongasse a situação. O vídeo apresenta ainda dados da nobully.org que apontam que 30% de alunos em todo o mundo sofrem de bullying.

Apesar da baixa percentagem de pessoas que decidiram ajudar o adolescente, a campanha destaca as que o fizeram, e deixa uma mensagem de estudantes que passam ou já passaram por isso, inclusive a de uma das pessoas que, tendo passado por isso em criança, enquanto adulto ajudou.

 

“A pessoa que faz o bullying consegue pôr a outra com medo”

Outubro 20, 2017 às 4:37 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Diário de Notícias de 20 de outubro de 2017.

A notícia contém declarações da Dra. Melanie Tavares, Coordenadora dos Sectores da Actividade Lúdica e da Humanização dos Serviços de Atendimento à Criança do Instituto de Apoio à Criança.

 

 

 

Bullying: Quando o seu filho é o agressor

Outubro 20, 2017 às 3:36 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do https://www.noticiasmagazine.pt/ de 20 de outubro de 2017.

Filipa Viana

Texto de Sofia Teixeira | Ilustração de Filipa Viana/WHO

Malcomportadas e desafiadoras praticam bullying. Crianças e adolescentes reservados e educados, com boas notas e integrados, podem ser agressores. Os sinais são discretos, mas um olhar atento pode detetá-los. E aceitar e levar o problema a sério é essencial para o resolver.

Normalmente, começa com um telefonema, da professora ou diretora de turma, que pede para os pais irem a uma reunião na escola. E na reunião chega a notícia que nenhum pai ou mãe gostaria de ouvir e na qual, frequentemente, não acredita: estão ali porque a criança anda a praticar bullying, que é como quem diz, a ser violenta física ou psicologicamente, de forma intencional e repetida, a um ou mais colegas. Pode ser a bater, a ofender, a gozar, a ostracizar.

Os pais têm mais facilidade em aceitar que um filho é vítima do que agressor. Luís Fernandes, psicólogo educacional da Sementes de Vida – Associação de Apoio à Vítima e coautor do livro Cyberbullying, Um Guia para Pais e Educadores, percebe a incredulidade de muitos pais. «Há casos em que, quando conhecemos os pais, percebemos perfeitamente de onde vem o comportamento agressivo dos filhos: os traços de violência estão nos pais e os miúdos absorveram‑nos. Mas nem sempre é assim. Há casos em que nitidamente a educação que foi dada àquele miúdo não o devia predispor a ter esse tipo de comportamento.»

E, nesses casos, os pais recusam‑se muitas vezes a acreditar que o filho – que é bom aluno, bem‑comportado no ambiente de casa, que foi educado com princípios e ao qual dedicam tanto tempo e afeto – possa fazer isso. «Ele nunca faria isso», dizem quase sempre. Só que faz. E a resposta está num comportamento que, não sendo exclusivo dos adolescentes, faz‑se sentir muito nestas idades: o síndroma da matilha.

Na adolescência, as relações com os amigos têm um peso muito grande, e, independentemente da educação em casa e da relação com os pais, nesta fase, é muito importante para eles sentirem‑se integrados num grupo. «Se o líder do grupo que querem integrar os desafia a incomodar outros mais fracos, muitas vezes eles alinham», explica o psicólogo.

Tiago Andrade, estudante no ensino superior, hoje com 21 anos, não teme admitir que entre os 10 e os 13 anos tinha este tipo de comportamento. E, ao contrário de muita gente que olhando para trás terá tendência a chamar‑lhes «coisas sem importância de miúdos», não teme chamar as coisas pelos nomes: «Praticava bullying com alguns colegas de turma, sim. Nunca houve agressões físicas, mas havia agressões psicológicas a colegas que não faziam parte do grupo e eram mais frágeis ou estavam em situação de vulnerabilidade.»

Hoje, olhando para trás, não consegue perceber o que o levava a ter esse comportamento que, de resto, se lembra que encarava como normal. «Acho que sentia que era superior a eles, mas agora que penso nisso, estava só a ser inferior, porque precisava de os atacar para me sentir assim.» À distância, olha para as suas próprias atitudes com desdém e arrepende‑se. «Não ganhei nada com o que fiz e sei que causei muito sofrimento a algumas pessoas.

Gostava de mudar isso e ter dado um melhor exemplo às pessoas à minha volta, que eram obviamente influenciadas para também fazer bullying.» Como os ataques não envolviam violência física e Tiago era uma criança bem‑comportada tudo isto passou na altura sem ser detetado por ninguém. «Parei de ter este tipo de comportamento pelos 13 anos sem que pais, professores e funcionários tenham dado conta de alguma coisa.»

Há muitos sintomas, amplamente divulgados, de que uma criança pode estar a ser vítima de bullying – tristeza, isolamento, descida de notas, falta de vontade de ir para a escola. Já os sinais de que pode ser um agressor são menos evidentes. Ainda assim, Inês Freire de Andrade, vice‑presidente e formadora da Associação No Bully Portugal, que leva a cabo programas de sensibilização e prevenção nas escolas, conta que há sinais aos quais os pais podem estar atentos, uma vez que são indicativos de uma probabilidade maior de os filhos estarem a ter este tipo de comportamentos.

A agressividade generalizada, seja física, verbal ou relacional, com outros jovens ou com os adultos, da mesma forma que identificar esta tendência no círculo de amigos dos filhos também pode ser preditivo desse comportamento. «Existe também a tendência dos bullies não seguirem as regras formais ou sociais. Se os pais perceberem que o filho tem dinheiro ou pertences novos que não conseguem explicar de onde vêm, têm de considerar que podem tê‑los roubado a colegas, que também é uma forma de bullying», explica a responsável.

Estes são os sinais mais evidentes, mas há outros mais subtis. Como o bullying é um fenómeno social que surge de um desequilíbrio de «poder» – seja ele por diferenças físicas, de capacidade intelectual ou popularidade, «se os jovens mostrarem uma preocupação fora do normal acerca da sua reputação, estatuto social ou popularidade, poderão também estar a praticar bullying de forma a obter tudo isto». Por fim, como o bullying envolve sempre a ausência de empatia pelas vítimas, a falta de empatia generalizada para com os outros pode ser sintomática de que a criança está ou pode vir a estar envolvida nesta prática.

É fácil apontar o dedo aos bullies e critica‑los pelo comportamento errado que têm. Menos fácil, mas necessário, é desafiar preconceitos simplistas e uma visão a preto e branco do fenómeno. Uma das conclusões a que muitos estudos e observações empíricas já chegaram é que, frequentemente, vítima e agressor são a mesma pessoa, com o conceito de vítima‑agressora a ser cada vez mais usado neste campo de estudo. A vítima agressora é alguém que, como forma de compensação pelos maus‑tratos que sofre, procura outra vítima mais frágil para cometer também ela agressões.

«Há muitos miúdos vítimas de bullying que se tornam agressores no âmbito do cyberbullying. Não têm competências interpessoais para confortar presencialmente o agressor, mas conseguem facilmente transforma‑se em ciberagressores porque são inteligentes, têm competências a nível tecnológico e podem esconder‑se atrás de um ecrã», explica Luís Fernandes.

E o cyberbullying é uma terra de ninguém. Porque se no contexto de bullying há adultos, seja na escola, em casa ou na rua, que supervisionam, de forma formal ou informal, e que podem detetar a situação, intervir e dar o alerta, no caso do cyberbullying não. Não há ninguém que supervisione o que está a acontecer online em tempo real, até porque, como alerta o psicólogo Luís Fernandes, «miúdos são nativos digitais e os pais emigrantes digitais». Ou seja, os mais pequenos têm frequentemente mais competências tecnológicas do que os pais.

Se os bullies são tendencialmente crianças com baixa ou alta autoestima não se sabe bem: os estudos não são consensuais. Alguns apontam para o facto de a agressão ser um reflexo de insegurança e de autoestima baixa, outros apontam para miúdos que se acham a última coca‑cola no deserto e tão acima dos outros que têm o direito de fazer o que lhes apetece.

Mas seja qual for a autoperceção, a motivação passa quase sempre pela autoafirmação. Por isso, Tiago Andrade não quer terminar a conversa sem deixar um conselho aos jovens bullies: «A necessidade de fazer bullying passa por querer um estatuto de superioridade dentro do grupo, mas esse estatuto é conseguido pelo medo e não pelo mérito. Há outras maneiras, positivas, de liderar grupos. Por exemplo, ajudando os outros, em vez de os prejudicar.

BULLIES MUITO À FRENTE

Quer no bulliyng quer no cyberbullying, há esquemas cada vez mais elaborados. Muitos miúdos arranjam quem «suje as mãos por eles»: o cabecilha do esquema de bullying é autor moral, mas não executa. Luís Fernandes, psicólogo educacional da Sementes de Vida – Associação de Apoio à Vítima e coautor do livro Cyberbullying, Um Guia para Pais e Educadores, confessa que só os anos de experiência que já leva a lidar com agressores lhe permite entrar na cabeça deles. «Os esquemas são cada vez mais refinados, temos de conseguir pensar como eles, caso contrário, andamos sempre a correr atrás do prejuízo: quando estamos habilitados a lidar com as coisas de uma forma, já eles estão muito mais à frente nas estratégias.» E deixa um caso: «Tive um miúdo que instigava outros a molestarem física e psicologicamente a vítima e ficava apenas a ver. Fazia mais: quando via que um auxiliar na escola detetava a situação, saía do papel de observador e ia acalmar os ânimos. Nos relatórios ficava mencionado como o miúdo que fora essencial na resolução do conflito, quando, na realidade, tinha sido ele a instiga‑lo.» Quando o psicólogo lhe perguntou como escolhia os miúdos que agredia respondeu: «Conhece o quadro de honra? Parece a ementa.»

Leia este artigo para identificar um ciberagressor.

 

 

Bullying em contexto escolar – Palestra com Luís Fernandes na Escola Secundária Júlio Dantas (Lagos), 26 de outubro

Outubro 20, 2017 às 1:30 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações:

https://www.facebook.com/Associa%C3%A7%C3%A3o-de-Pais-Ag-Escolas-J%C3%BAlio-Dantas-1395732094022781/

 

Palestra “Será que é bullying?” 21 de outubro no Centro Cultural João Soares em Cortes, Leiria,

Outubro 19, 2017 às 9:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações:

https://www.facebook.com/CasaMuseuJoaoSoares/

Workshop “Torne os seus filhos à prova de bullying” 20 outubro em Lisboa

Outubro 16, 2017 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações no link:

https://www.facebook.com/events/122565611829254/?acontext=%7B%22ref%22%3A%223%22%2C%22ref_newsfeed_story_type%22%3A%22regular%22%2C%22feed_story_type%22%3A%22361%22%2C%22action_history%22%3A%22null%22%7D

 

“O bullying não tem classe social: podes ser de qualquer país, podes ser alto, incrivelmente bonito, o mais inteligente ou o mais forte”

Outubro 10, 2017 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Entrevista do http://expresso.sapo.pt/  a Yan England  no dia 26 de setembro de 2017.

Raquel Albuquerque

O ator e realizador canadiano Yan England veio a Portugal apresentar o filme “1:54”, a sua primeira longa-metragem, que conta a história de um rapaz de 16 anos vítima de bullying na escola – as Nações Unidas já o passaram nas suas instalações, tal a densidade da obra. Com base em histórias reais, filmado numa escola secundária durante o ano escolar, o filme passou segunda-feira no Porto para estudantes do secundário, numa sessão com a secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade e a Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género. “O problema do bullying é o silêncio. Quando se abre o diálogo, abre-se uma pequena fenda que serve para quebrar a situação”, defende Yan England, que em 2013 teve uma curta-metragem nomeada para um óscar.

Aos oito anos, Yan England estreou-se na televisão canadiana, apresentou programas para jovens e tornou-se comum receber emails de miúdos a falar sobre a vida deles, com dúvida e desabafos. O ator e realizador canadiano, de 37 anos, que em 2013 foi nomeado para um óscar para a curta-metragem “Henry”, agarrou em todas essas histórias e fez um filme que mostra, aos olhos de um adolescente de 16 anos, o que é ser vítima de bullying. “1:54” é um “thriller psicológico”, segundo o realizador. Estreou em 2016, tem passado nas escolas canadianas e chegou às Nações Unidas, onde foi exibido antes de um debate sobre o tema. Depois de passar no São Jorge, no festival Queer, em Lisboa, chegou ao Porto. Surpreendido pelo impacto do filme, Yan England confessa, na sua passagem por Lisboa, ter percebido que o bullying “é igual” em todos os países e o passo mais importante é conseguir que os adolescentes “quebrem o silêncio” em relação ao que vivem.

Com surgiu a ideia para este filme?

Tinha esta ideia há já muito tempo. Assim como o protagonista, o Tim, também eu corro, sempre fiz desporto e quis explorar essa ideia de ultrapassar limites, assim como o lado bom e mau da rivalidade. Este não é um filme só sobre bullying, se quisesse isso eu teria feito um documentário. “1:54” é um thriller psicológico e baseia-se em todas as histórias que fui recebendo. Adoro partir do ponto de vista de uma pessoa e foi isso que fiz nos meus outros dois filmes. Desta vez é um miúdo de 16 anos, o Tim, de quem retrato o dia a dia na escola secundária, um ambiente que quis usar no filme porque conheço bem.

Porque é que conhece bem?

Sou ator desde os oito anos e nunca parei até hoje. Fiz séries de televisão, apresentei programas para jovens e tive a oportunidade de estar próximo de várias gerações de miúdos. Isso também me permitiu que, ao longo destes anos, muitos miúdos partilhassem comigo as histórias deles, tornou-se comum receber emails deles. Um miúdo, uma vez, escreveu-me a dizer ‘hoje não tive um dia bom na escola.’ Respondi-lhe de volta a perguntar porquê e, de repente, veio a história toda. Tudo o que acontece neste filme é verdade. Não é a biografia de um miúdo só, mas sim a história de vários adolescentes. Queria que este fosse um filme extremamente autêntico e realista.

E como conseguiu?

Todas as cenas do filme foram filmadas numa escola, durante o horário escolar e todos os 1200 jovens que aparecem são alunos da escola. Só lhes pedia para continuarem a fazer o que estavam a fazer e que, se alguma coisa acontecesse, reagissem normalmente. Há uma cena no filme com uma luta à porta da escola entre o Tim e o colega que gozava com ele. Pedi à minha equipa que se escondesse e só fiz um sinal visual para que começassem a filmar. A luta começa e, de repente, a reação de todos os miúdos foi juntarem-se à volta dos dois e incentivarem a luta. Foi a reação típica.

Qual o ponto comum das histórias que lhe contaram?

Normalmente, os comentários começam como uma piada, mas torna-se uma pressão. Depois, há coisas que os miúdos não contam aos pais por acharem que eles não os entendem. Todos nós sabemos que é assim e todos já dissemos isso. Mas é um dos grandes problemas. É a lei do silêncio. Quando os miúdos pensam em falar acham que isso vai tornar a situação pior.

O que tem hoje de diferente o bullying nas escolas?

Há 10 anos, se fosses alvo de bullying, quando o dia de escola acabava, ias para casa e voltavas no dia seguinte. Hoje, a escola segue-te dentro do bolso, no telemóvel, através das mensagens escritas e das redes sociais. Mas, no fundo, o bullying não mudou. Há é também um elemento mais privado que torna mais difícil que as pessoas à volta – sejam professores ou pais – saibam e deem conta.

O filme tem passado em várias escolas no Canadá e passa esta segunda-feira para alunos do Porto. Que reações tem recebido?

Essa é a coisa melhor que aconteceu: abrir um diálogo entre os estudantes, entre eles e os professores, e até com os pais. Uma vez tivemos uma apresentação numa escola privada e quando o filme acabou, depois do longo silêncio que fica sempre durante alguns segundo, alguns professores disseram que aquela situação não existia ali na escola. Os miúdos concordaram. Até que uma rapariga, com uns 15 anos, sentada ao lado da irmã mais velha, levantou o braço e disse que aquilo que aconteceu ao Tim no filme lhe acontecia todos os dias naquela escola. Houve um silêncio total. E a irmã mais velha começou a chorar porque não sabia. Uma das coisas que percebi é que o bullying não tem classe social. Podes ser de qualquer país, podes ser alto, incrivelmente bonito, o mais inteligente ou o mais forte. Se escorregas na escola ou algo te acontece, podes tornar-te a vítima.

E tem reações dos pais?

Sim. Estive num festival onde o filme ia passar durante três dias seguidos. Um miúdo, no final da apresentação, veio ter comigo e disse-me que voltaria no dia seguinte. Assim foi e trouxe a família toda. Um tempo depois, o pai veio falar-me e disse-me que, quando regressaram a casa, naquele dia, o filho lhe disse que vivia o mesmo há quatro anos. Nenhum deles em casa sabia.

Este filme mudou-o de alguma forma?

Sim, completamente. Quando fiz o filme, nunca esperei que fosse apresentado em tantos países, nunca pensei que viesse a Portugal, nem que passasse em Lisboa e no Porto. É incrível como o bullying se estende a todos os países, de forma igual. Para mim também foi incrível como o filme chamou a atenção das Nações Unidas ao ponto de terem decidido passá-lo na sede em Nova Iorque, perante tantos especialistas de todo o mundo. Ter miúdos de todo o lado a partilhar as suas histórias é a beleza disto. O filme mudou-me em todos os aspetos e o impacto que está a ter vai para lá do que conseguiria imaginar.

Qual foi a sua maior conquista com este filme?

O diálogo sobre o assunto. O problema do bullying é o silêncio. Quando se abre o diálogo, abre-se uma pequena fenda que serve para quebrar a situação. Não digo que o filme resolve o que quer que seja, mas estar a abrir esse diálogo já é ótimo.

 

 

Sessão de encerramento do projeto “Bullying?! Aqui Não!” em parceria com o IAC na EB1 Ribeiro de Carvalho

Junho 21, 2017 às 6:00 am | Publicado em CEDI, Divulgação | Deixe um comentário
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texto do blog http://ocastelodoslivros.blogspot.pt/ de 18 de junho de 2017.

Olá.

No passado dia 9 e junho realizou-se na EB1 Ribeiro de Carvalho a sessão de encerramento do projeto “Bullying?! Aqui Não!” desenvolvido desde janeiro pelas professoras e alunos do 4.ºano de escolaridade, em parceria com o IAC – Instituto de Apoio à Criança, aqui representado pela Dr.ª Cláudia Manata. Os Pais e Encarregados de Educação foram convidados a assistir. Aqui fica não só o registo em fotos desse momento, mas também uma apresentação que sistematiza todas as atividades que se foram desenvolvendo desde janeiro no âmbito deste projeto e um pequeno filme realizado pelos alunos do 4.ºB.

Parabéns a todos os colegas de 4.ºano e respetivos alunos pelo trabalho desenvolvido! Mais um desafio ganho.

Gracinda Silva

Professora Bibliotecária

visionar os slides e o vídeo realizado pelos alunos no link:

http://ocastelodoslivros.blogspot.pt/2017/06/sessao-de-encerramento-do-projeto.html?spref=fb

Informações sobre o Projeto Bullying Não no link:

http://www.iacrianca.pt/index.php/centro-de-documentacao/58-centro-de-documentacao/noticias/632-publicacao-bullying-nao

 

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