Seminário contra a Violência e Discriminação no Desporto, 15 dezembro na FMH

Dezembro 11, 2018 às 9:00 am | Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário
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mais informações no link:

http://www.fmh.utl.pt/pt/noticias/eventos/item/7062-seminario-contra-a-violencia-e-discriminacao-no-desporto

Como agir contra o bullying

Novembro 23, 2018 às 8:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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Intimidação infantil não olha à idade. Guia anti-bullying para pais que se preocupam

Novembro 8, 2018 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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thumbs.web.sapo.io

Texto e imagem do site Sapo Lifestyle

Psiquiatra da infância e adolescência ensina a lidar com esta forma de violência praticada e sofrida por crianças e adolescentes. “Os cenários mais frequentes são, sem dúvida, as escolas”, alerta Patrícia Almeida, em entrevista à Prevenir.

Metade dos alunos com idades entre os 13 e os 15 anos sofre bullying na escola, como denuncia um estudo da Unicef divulgado no início de setembro de 2018. Uma realidade que, com o passar dos anos, se tem vindo a agravar. Em 2004, 22,1% dos alunos de escolas nacionais entre os 11 e 16 anos foram vítimas de intimidação, enquanto 9,4% eram agressores e 27,2% tanto vítimas como agressores, revelou uma investigação portuguesa.

Um estudo levado a cabo, com amostras nacionais representativas, pelas investigadoras Susana Carvalhosa e Margarida Gaspar de Matos. Criado na década de 1990 pelo investigador norueguês Dan Olweus, quando pesquisava sobre tendências suicidas entre jovens adolescentes, o termo bullying, intimidação em português, refere-se a um tipo específico de violência que ocorre entre pares, geralmente na escola.

Embora o termo esteja cada vez mais em voga, o desconhecimento sobre os contornos do fenómeno continua presente. E, mais grave, convive com “a noção, de pais e educadores, de que este tipo de comportamento é uma parte normal do crescimento”, sublinham as autoras. Para compreendermos quais as suas causas, consequências e formas adequadas de atuar, entrevistámos Patrícia Almeida, psiquiatra da infância e adolescência.

O que é o bullying?

Bullying é o termo utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica a uma criança, realizados de forma intencional e repetida no tempo, por uma ou mais crianças, numa situação em que é manifesto o desequilíbrio de poder. Por exemplo, quando a criança agredida é mais fraca, tem menor estatura, é mais nova, menos popular ou mais insegura.

Que tipos de bullying existem?

O chamado bullying direto toma forma através de agressões verbais e físicas e é o método preferido pelo sexo masculino. No bullying indireto, a vítima é forçada ao isolamento social. Isto pode ser feito através da disseminação de boatos, da exibição de episódios de agressão filmados em telemóvel na internet ou da intimidação de outras crianças amigas da vítima.

Este é o método preferido pelo sexo feminino. São exemplos de bullying a agressão física contra a criança e/ou os seus pertences, os insultos verbais, impedir outras crianças de brincarem com a vítima, espalhar boatos sobre ela e o ciberbullying.

Em que consiste o ciberbullying?

Pode tratar-se da publicação de fotografias manipuladas da vítima na internet ou de vídeos de agressões ou, ainda, de os agressores assumirem a identidade da vítima em redes sociais com o objetivo de combinar encontros íntimos, entre outros.

Em que locais pode ocorrer este tipo de agressão?

Os cenários mais frequentes são, sem dúvida, as escolas, mas o bullying  pode ocorrer em qualquer contexto onde estejam presentes crianças, como a catequese, os clubes desportivos ou ainda outros espaços.

De que forma atuam os agressores?

São exemplos de bullying a agressão física contra a criança ou os seus pertences, os insultos verbais, impedir outras crianças de brincar com a vítima e espalhar boatos. No âmbito do cyberbullying, é possível publicarem na internet fotos manipuladas da vítima ou vídeos de agressões, bem como assumirem a identidade da vítima em redes sociais com o objetivo de combinar encontros íntimos, entre outros.

Quais as causas do bullying?

São variadas. São frequentes situações em que o agressor transporta para a escola a agressividade que vivência em casa, quer como espetador quer como vítima. Neste caso, estas experiências transmitem ao agressor a noção de que a violência e as ameaças são meios aceitáveis para obter o que querem. Por outro lado, também não são raros os casos em que a motivação para o ato assenta no sentimento do agressor de que a vítima possui algo que ele não tem, tal como sucesso escolar ou bens materiais.

Qual o perfil psicológico dos agressores?

Os agressores são frequentemente filhos de pais mais agressivos, que reagem com violência à frustração, usando frequentemente castigos físicos. Têm dificuldade em colocar-se no papel dos outros, são impulsivos, têm dificuldade em acatar regras e têm, por norma, mau rendimento escolar.

O que torna as vítimas alvos preferenciais?

As vítimas são crianças com dificuldade em defender-se, com baixa autoestima, inseguras, com receio de se queixarem a pais e educadores, eventualmente por tentativas falhadas anteriores, mais ansiosas e com humor depressivo.

Como deve reagir uma vítima ou testemunha de agressão?

Face ao bullying, a única solução é a denúncia. O tema deve ser abordado em casa e debatido nas escolas com programas específicos de prevenção da violência escolar, para que as crianças saibam o que fazer se forem agredidas. Outra solução passa pelo apadrinhamento dos caloiros por alunos mais velhos com a missão de os proteger e integrar. O medo de agravar a situação é, muitas vezes, o que leva a criança a calar-se, sendo esta a principal causa de perpetuação da situação.

Que sinais podem denunciar aos pais que o seu filho é vítima de bullying?

Os sinais são vários, mas inespecíficos. Os pais devem estar atentos a atitudes e comportamentos de ansiedade, tristeza, perturbações do comportamento alimentar, choro persistente, diminuição de interesse em atividades até aí preferidas, cansaço persistente, irritabilidade, raiva, hostilidade, dores de cabeça ou barriga, recusa escolar, diminuição do  rendimento escolar, perturbações do sono, enurese (perda involuntária de urina), isolamento dos colegas e/ou medo de se separar dos pais.

E no caso de o filho ser agressor?

Os sinais de suspeita de que uma criança é agressora são ainda mais inespecíficos, sendo a denúncia do agredido geralmente o único meio de detecção da situação.

O que podem os pais fazer para ajudar um filho que é agredido?

Face à denúncia, a criança agredida deve ser tranquilizada por pais e educadores quanto à ausência de culpa na situação e de que fez a coisa certa ao denunciar. Nesta altura, compete à escola tomar providências para que a agressão não volte a acontecer, chamando o agressor, castigando-o, informando os pais ou, em casos mais graves, mudando-o de escola.

Importante também é sinalizar o agressor para uma consulta de psiquiatria infantil com o objetivo de perceber e tratar as causas da perturbação. Em casos raros em que a escola não consegue travar o agressor, dever-se-à sinalizar o caso à polícia e à comissão de crianças em risco.

Quais são as possíveis consequências do bullying para as vítimas?

As consequências para as vítimas podem ser variadas, nomeadamente depressão, isolamento social, ansiedade, baixa autoestima, identificação com o agressor, passando de vítima a ofensor e, em casos mais raros, suicídio.

E para os agressores?

As consequências para os agressores são geralmente a evolução para a idade adulta com dificuldades em funcionar em sociedade, com regras e normas, com consequentes dificuldades de relacionamento, instabilidade laboral e até envolvimento em crimes.

Que mensagem de esperança pode deixar aos pais que têm filhos afetados por este fenómeno?

A minha experiência profissional é de sucesso em todos os casos denunciados. E nunca se esqueçam que quem cala uma agressão a uma criança é co-responsável por ela!

Texto: Rita Miguel com Patrícia Almeida (psiquiatra da infância e adolescência)

 

Bullying: o que fazer para acabar com ele

Novembro 2, 2018 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Shutterstock

Texto do DN Life de 20 de outubro de 2018.

Hoje é o Dia Mundial de Combate ao Bullying. É uma palavra estrangeira que descreve comportamentos agressivos, repetitivos e intencionais, que podem ser de natureza verbal, física, psicológica, sexual e, mais recentemente, digital. Bullying: um fenómeno em que estamos muito à frente.

Texto de Ana Pago | Fotografias da Shutterstock

Maio de 2011: as imagens de uma adolescente de 13 anos a ser violentamente espancada por outras duas junto ao Centro Comercial Colombo, em Benfica, chocaram quem as viu pela brutalidade do bullying. Maio de 2015, casting do programa Ídolos da SIC: recorrendo a um efeito especial, a produção fez crescer as orelhas de um jovem concorrente durante a audição, levando-o a trancar-se em casa por vergonha e medo de ser humilhado na rua.

Em março desse mesmo ano, um soldado de 23 anos enforcou-se no quarto onde dormia na base aérea de Beja: bem suportou a tortura psicológica, os comentários homofóbicos constantes dos colegas, mas não dava mais. Outubro de 2013: um aluno de 15 anos da Escola Secundária Stuart Carvalhais, Sintra, entrou na escola com facas e álcool. Estava farto que lhe chamassem betinho e copinho de leite, farto do desprezo dos outros. Esfaqueou três colegas e uma funcionária.

«Comportamentos destes sempre existiram nas nossas escolas e noutros contextos em que crianças e jovens interagem, e a verdade é que afetam um número significativo de indivíduos em idade escolar», confirma o psicólogo Luís Fernandes, a trabalhar nas áreas da prevenção, combate e intervenção no bullying e cyberbullying (assim chamado porque as agressões ocorrem no ciberespaço).

Os números são tremendos: «Um em cada quatro jovens envolve-se em situações de bullying como vítima, agressor ou ambos os papéis – por exemplo, um aluno de 7.º ano que é vítima de um do 9.º e agride, ele próprio, um colega do 5.º», revela o psicólogo, coautor dos livros Plano Bullying e Diz Não ao Bullying (em parceria com a investigadora Sónia Seixas) e Cyberbullying – Um Guia para Pais e Educadores (com Sónia e Tito de Morais, fundador do site MiúdosSegurosNa.Net).

Outros dados de 2015, divulgados em novembro de 2017 num estudo da UNICEF (o Fundo das Nações Unidas para a Infância), indicam que entre 31 e 40 por cento dos jovens portugueses, dos 11 aos 15 anos, foram intimidados na escola pelo menos uma vez a cada dois meses. «Por vezes, torna-se difícil avaliar se há mais bullying hoje do que em décadas anteriores, ou se o que realmente existe é uma maior atenção dada ao fenómeno», desabafa o especialista na matéria.

Certo é que somos o 15.º país com mais relatos de bullying na Europa e América do Norte, a crer nos relatórios. Proporcionalmente, estamos inclusive à frente dos EUA, palco de três quartos dos tiroteios em escolas registados no mundo nos últimos 25 anos.

Ataques na internet

O drama ganha contornos ainda mais preocupantes quando se percebe que agressões que antes se circunscreviam a espaços físicos, com agressores perfeitamente identificados pelas vítimas e vítimas com um rosto a pesar na consciência dos bullies, extravasaram para o espaço digital. «Também aqui o sofrimento pode fazer estragos para o resto da vida», sublinha Tito de Morais, para quem a internet tanto pode ser usada de forma inspiradora como destruidora.

Uma coisa são as reações frontais. Outra diferente – menos honesta – é aproveitar a ausência de fronteiras do mundo virtual para lançar a bomba ao outro e correr a esconder-se. Sem querer ficamos sujeitos a exposição pública, humilhação, chantagem, exclusão e vergonha, que podem conduzir a estados depressivos e até automutilação ou suicídio, resume Tito de Morais. A devastação emocional que daí resulta é concreta, tão capaz de destruir alguém como na vida real.

E não, não é apenas problema de miúdos, alerta Luís Fernandes, considerando haver ainda muitos mitos em torno do bullying que importa desfazer: «Não acontece só em algumas escolas. Nem é uma mera brincadeira ou uma fase que passará em breve.» Nem sequer afeta exclusivamente os mais novos: muitos adultos sofrem diariamente de bullying às mãos de chefes prepotentes e colegas de trabalho maldosos.

Trata-se de um problema real, da responsabilidade de todos. Sabemos que crescer pressupõe conflitos nas diversas fases do desenvolvimento, mas nunca este tipo de violência.

Entretanto, veja na fotogaleria alguns cuidados que podem ajudar no combate ao bullying e cyberbullying. Vale tudo menos ficar em silêncio.

 

Boas maneiras de combater os medos das crianças

Outubro 10, 2018 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto de Laurinda Alves publicado no Observador de 18 de setembro de 2018.

Entre o livro e o Teatro LU.CA, a Associação Princesa Azul e a teatralização das histórias feita nas escolas, muito pode ser feito, posta em perspetiva e renovado nas crianças, educadores e famílias.

Ninguém deixa de ter medos só porque sim e, muito menos, porque alguém decreta que não há razões para ter medo. As coisas não são assim tão fáceis e sabemos bem que todas as idades têm os seus pavores e temores.

Os pesadelos das crianças são verdadeiramente assustadores e implicam com o sono de todos, pais e filhos. Ninguém dorme quando uma criança acorda a meio da noite, a chorar apavorada. Muitos de nós sabemos bem o que é trazer os filhos para a cama e perder a noite por não cabermos todos da mesma maneira, na mesma cama. Sobretudo, por ficarmos a tentar aplacar os pontapés involuntários de um filho que readormece e se atravessa no colchão por se sentir invencível na cama dos pais.

Não vale a pena tentar ser muito pedagógico com uma criança no momento em que desperta do sono com medos. Se o que a fez acordar foram terríveis pesadelos com monstros é importante acender a luz e mostrar que não há monstros no quarto, mas nem sempre é possível estabelecer um diálogo lúcido e efetivo. Muito pelo contrário, um bom abraço, um pouco de colo, uma voz que embala, gestos de ternura e muitos mimos devolvem a segurança, dando-lhes a certeza de não estarem sós. Valem mais que uma explicação factual sobre a inexistência de fantasmas e monstros.

Os medos das crianças tratam-se com mais eficácia se agirmos a montante ou a jusante. No momento em que estão aterrorizadas é muito difícil dizer ou fazer alguma coisa que não seja tentar acalmá-las com abraços e uma presença forte, terna e securizante. Assim como não é possível elaborar grandes teorias sobre a amizade entre os animais e os homens quando uma criança fica paralisada ou corre aos gritos porque tem medo de um cão, também não é recomendável dissertar filosófica e existencialmente sobre os pesadelos no momento em que acabaram de ter um.

Nesta lógica, há estratégias mais eficazes e uma delas passa por contar histórias, ler bons livros ou assistir a bons filmes e boas peças de teatro, para poder ter boas conversas a partir dessas mesmas histórias, lidas ou representadas. Há muitas opções e cada pai ou mãe saberão sempre encontrar as que melhor se adaptam às idades e fases dos seus filhos, mas agora que inaugurou o maravilhoso Teatro LU.CA – Teatro Luís de Camões, em Belém, vale a pena estar atento à programação infantil porque também é feita a pensar em alguns ‘nós cegos’ reais e imaginários que atrapalham a vida das crianças.

(Abro um parêntesis para dar os parabéns à CML pela extraordinária recuperação de uma sala construída em 1737, que foi a Casa da Ópera do rei D. João V, e agora é um Teatro exclusivamente dedicado às crianças e ao público mais jovem. O espaço do LU.CA parece um sonho: um verdadeiro teatro infantil, numa escala fabulosamente acolhedora e fantasticamente bem recuperado, onde apetece ir e voltar com filhos e netos. Lindo!)

No fim de semana passado tivemos a felicidade de juntar nove netos em casa e fomos com alguns ver a peça “Um tigre-lírio é difícil de encontrar”. Foi uma experiência mágica para todas as crianças presentes no LU.CA, justamente por se poderem sentar numa plateia com muita proximidade com o palco e os atores. A peça é sobre quatro crianças perdidas numa floresta, sem saberem como é que ali foram parar, e os atores falam dos seus medos com humor e muita fantasia.

Na plateia, as crianças vão-se revendo na história que o ator, dramaturgo e encenador Alex Cassal criou para estrear o recém-inaugurado Teatro LU.CA. (em minha opinião a peça tem apenas um brevíssimo momento que pode ser melhorado, se a sensibilidade de todas as crianças for tida em conta e esse momento não se destinar apenas a algumas, podendo chocar as outras, mas sobre isso falei no fim com Susana Menezes, a diretora artística do Teatro LU.CA, que simpaticamente convidou os atores e o encenador a virem conversar com o público no fim, numa espécie de extensão da peça que fez com que as crianças saltassem automaticamente para a beira do palco e tivessem a experiência feliz de falar com os atores.).

Nesta floresta mágica, onde tudo pode acontecer, Crista, Daniel, Binete e Alfredo, as quatro crianças perdidas, falam de personagens misteriosos e criaturas assustadoras, mas ao mesmo tempo, cómicas. Riem e fazem rir, perdem-se e voltam a encontrar-se e, pelo meio, falam de um tigre muito assustador que tem uma juba enorme, toda poderosa, feita de lírios gigantes. A ideia do tigre-lírio provoca medo, primeiro por ser um tigre e depois por ser um animal desconhecido. E é este filão que os atores e o dramaturgo exploram em cena.

Ter medo do desconhecido é próprio do ser humano e é, inclusivamente, um sinal de alerta que potencia a auto preservação. É bom sentir medos, portanto. E é esta verdade científica, associada à certeza de que não existem tigres-lírios, que permite aos pais, avós e educadores conversarem depois com as suas crianças, dissecando com elas os seus medos e pulverizando muitos dos seus maiores e mais terríveis pesadelos.

É mais fácil desfazer a ideia de certos monstros e matar alguns fantasmas depois de ver uma peça de teatro em que as crianças perceberam em toda a extensão que há criaturas que não existem e medos que não vale a pena ter, do que tentar explicar-lhes estas coisas sem terem feito a experiência de se reverem em atores ou protagonistas reais ou imaginários de histórias bem escritas ou bem interpretadas.

Nesta rentrée os pais e educadores de crianças e jovens ganharam novas ferramentas para os ajudar a lidar com os seus medos, angústias, ansiedades, e até com situações mais dramáticas como as das vítimas de bullying ou alguma forma de assédio. Passaram a ter o Teatro LU.CA, onde a programação se estende a palestras e Master Classes sobre temas tão essenciais como o racismo e a discriminação, mas também o recém-publicado Livro das Emoções, de Filipa Saragga, escrito em coautoria com as técnicas da Consulta de Ansiedade do Centro de Progresso Infantil e prefaciado por Nuno Lobo Antunes.

O Livro das Emoções é um livro cheio de beleza e magia que explica às crianças as emoções e as maneiras de lidar com elas. Não fala apenas de medos, mas também de saudade, raiva, nojo, tristeza, vergonha, frustração e alegria. Este livro surge na sequência de um outro, integrado no Plano Nacional de Leitura desde o ano em que foi publicado. Falo d’A Princesa Azul, história escrita com a intenção de promover o combate ao bullying através da consciência dos danos que qualquer forma de assédio provoca nas vítimas, sobretudo em idades precoces ou quando a personalidade ainda não está completamente formada e, por isso mesmo, é mais frágil e mais vulnerável.

A Princesa Azul tornou-se uma marca, aliás. Uma personagem com vida própria que gerou uma Associação cuja vocação é ir a escolas teatralizar situações de bullying, permitindo às crianças e jovens compreender melhor o impacto destrutivo de certas palavras e atos. Através da história da Princesa Azul, dos seus amigos e inimigos, as crianças ficam mais conscientes do poder resgatador ou demolidor daquilo que dizem e fazem umas às outras. Mais uma vez a ligação entre livros de histórias e a representação destas mesmas histórias tem o múltiplo efeito de despertar para uma realidade terrível, mas também dá origem a incríveis catarses, pois nas idas às escolas a Princesa Azul tem escutado partilhas de vítimas que se revêm na história e contam aquilo que lhes aconteceu.

Estas crianças nunca partilham em público, mas aproveitam a existência de uma Princesa Azul que vem ao seu encontro, convocando o seu imaginário, mas também a sua experiência e vivências, e no segredo de um gabinete na própria escola ou segredando ao ouvido da Filipa Saragga, que encarna a inspiradora e terna personagem da Princesa Azul, contam terríveis episódios que as atormentam e até ali guardaram só para si. Sabemos bem que o medo, associado ao silêncio, provocam grandes danos na autoconfiança e na autoimagem de crianças e jovens. Danos que podem tornar-se irreparáveis se não forem detetados e tratados a tempo.

É muito impressionante assistir ao início deste processo catártico e curativo das crianças que sofrem por serem (ou terem sido) vítimas de agressão física, moral ou emocional. E é por ser tão impressionante e tão salvífico que não posso deixar de escrever também sobre este belíssimo Livro das Emoções, cheio de profundidade e realismo, mas também repleto de magia e mistério, em páginas a transbordar de ilustrações, mesmo como as crianças gostam.

Entre o livro e o Teatro LU.CA, a Associação Princesa Azul e a teatralização das histórias feita nas escolas, muita coisa pode ser processada, posta em perspetiva e renovada nas crianças, educadores e famílias. Que bom existirem estas e tantas outras boas maneiras de combater os medos das crianças.

 

Voluntariado Jovem Geração Z

Junho 30, 2018 às 5:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Texto do Portal da Juventude:

Queres ocupar o teu tempo livre durante as férias grandes, ou mesmo até novembro próximo?

Está a decorrer o período de inscrições para jovens voluntários no âmbito do Programa Voluntariado Jovem Geração Z, cujas atividades decorrem até novembro.

Áreas de intervenção

  • Participação cívica;
  • Prevenção da violência no namoro;
  • Prevenção de comportamentos agressivos (bullying);
  • Igualdade de género;
  • Desporto;
  • Intercâmbio cultural;
  • Solidariedade intergeracional;
  • Emprego e empreendedorismo;
  • Turismo juvenil;
  • Inclusão social, com especial atenção para ações dirigidas a jovens NEET;
  • Combate a extremismo e comportamentos violentos;
  • Saúde juvenil;
  • Ambiente;
  • Associativismo.

Podem inscrever-se:

Jovens com idade dos 16 aos 30 anos (inclusive);

Nota: a participação de menores em projetos está  condicionada à entrega da declaração de autorização de participação, assinada pelo encarregado de educação.

mais informações no link:

https://juventude.gov.pt/Eventos/VoluntariadoJovem/Paginas/VoluntariadoJovem-GeracaoZ-Inscricoes-Jovens.aspx

Fotógrafo transforma crianças vítimas de bullying em super-heróis

Maio 23, 2018 às 12:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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Josh Rossi

Notícia da SICmulher de 1 de maio de 2018.

Josh Rossi ofereceu uma experiência única a 15 crianças.

Recentemente, chegou às salas de cinema de todo o mundo o filme de super-heróis mais aguardado de sempre, “Vingadores: Guerra do Infinito“, que reúne personagens conhecidas da Marvel Comics, como ThorCapitão AméricaHomem de Ferro, entre muitas outras.

Posto isto, o fotógrafo norte-americano Josh Rossi decidiu transformar 15 crianças, vítimas de bullying, nos super-heróis que enfrentam a temível ameaça do vilão Thanos, que pretende dizimar metade de todo o universo.

Esta não é primeira vez que, o fotógrafo torna crianças em heróis de banda desenhada. No ano passado, por altura da estreia do filme “Liga da Justiça”, que reúne o Super-HomemBatman e companhia, Josh Rossi fez um ensaio fotográfico semelhante, mas desta vez com crianças portadoras de deficiências. Antes disso, a 4 de julho, o artista assinalou o Dia da Independência norte-americana nas redes sociais com uma fotografia da filha vestida de Mulher Maravilha, a super-herói da DC Comics.

fotografias no link:

http://www.fulltimephotographer.com/single-post/2018/04/09/Photographer-Gives-Bullied-Kids-Sweet-Revenge

Bullying: “A denúncia é essencial”

Abril 13, 2018 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Snews

Notícia do https://www.educare.pt/ de 29 de março de 2018.

Qualquer criança ou jovem, seja qual for a idade, pode ser vítima de agressões verbais ou físicas de forma continuada. A isto chama-se bullying. Uma realidade que preocupa pais e professores. O EDUCARE.PT reuniu algumas orientações que podem ajudar a lidar com este problema.

Luis Fernandes, psicólogo escolar e autor do livro Plano Bullying, lembra que a idade em que é mais provável acontecer o bullying é por volta dos 13 anos. Infelizmente para muitos pais, “coincide com a adolescência, a fase em que as crianças se fecham mais”, constata. O que dificulta ainda mais a tarefa dos pais quando suspeitam que algo de errado se passa. É preciso haver “à vontade” para ter aquela conversa onde se vão querer todas as respostas.

Porém, a urgência de saber o que se passa não deve precipitar os pais para um interrogatório. “O ambiente deve ser tranquilo, não ser de crítica e proporcionar espaço para escutar o filho”, adverte o psicólogo. Partilhar com os pais os incidentes de que é alvo não é fácil para a criança. Vários estudos revelam que mais de 60% das vítimas de bullying não contam aos pais nem aos amigos o que se está a passar.

Mas entre o agressor e a vítima existem, na maior parte dos casos, as testemunhas. Crianças ou jovens que são espectadores e receiam envolver-se ou que constituem os “companheiros de crime” do agressor. “A denúncia é essencial”, concorda Luis Fernandes, porque nem sempre as vítimas apresentam sinais que falem por si.

Os alertas surgem quando um bom aluno começa a baixar as notas, começa a não usar o telemóvel ou a Internet, ou se desliga da realidade e da família. Luís Fernandes aconselha os pais a estarem atentos a “mudanças repentinas”, mas adverte: “Sem denúncia é muito complicado ter conhecimento do que se passa na escola.”

Bárbara Wong, autora do guia de relacionamento dos pais com a escola, O Meu Filho Fez o Quê?, aconselha observação redobrada, pois perguntar nem sempre é suficiente para obter respostas. “Os pais devem estar muito atentos.” Para perceber se o filho anda sozinho ou em grupo. “Se for um miúdo isolado é alvo mais fácil de bullying.” Podem também sugerir ao filho que convide os amigos para estudar em sua casa. “São coisas que acabam por ser muito simples, mas permitem aos pais compreender mais do que se passa na escola.”
Investigações feitas nesta área estimam que 70% do bullying acontece no recreio. Longe do olhar dos pais e professores, mas à vista dos funcionários da escola. “Por isso, muito do trabalho dos psicólogos escolares é dar competências aos funcionários para poderem olhar de uma forma mais atenta”, diz Luis Fernandes. Para perceber que “naquele grupo de miúdos onde parece que andam todos às lutas, há um que todos os dias bate noutro”.

Por outro lado, 30% do bullying acontece durante o tempo letivo. “A gestão da sala de aula é cada vez mais complicada”, diz o psicólogo escolar. “Basta um papelinho que circula despercebido ao professor e ninguém sabe o que se vai passar no intervalo.” Para Luis Fernandes, sensibilizar é a palavra de ordem. Elaborar materiais, cartazes com frases alusivas ao problema afixados no estabelecimento de ensino e fazer sessões de esclarecimento são algumas das estratégias possíveis para o conseguir. “É preciso trabalhar o bullying em meio escolar de forma a torná-lo mais evidente, mais visível a todos os alunos que fazem parte da escola”, conclui.

Allan L. Beane, especialista norte-americano na área do bullying, argumenta no seu livro A Sala de Aula Sem Bullying que o professor pode vencer o bully se conseguir mobilizar os restantes alunos da turma a intervir em situações onde qualquer colega esteja em perigo.
A turma pode ajudar o professor a tomar consciência sobre situações que ocorram no recreio ou fora da escola. Através de um inquérito anónimo, onde pede aos alunos que contem experiências onde as palavras ou o comportamento de algum colega os tenham magoado. Mas é importante garantir que as descrições não apontam nomes, alerta o autor.

Além desta recolha de testemunhos, o professor pode usar entrevistas pessoais aos alunos ou a pequenos grupos. Seja qual for a opção, todo o inquérito deve ser antecedido de uma breve explicação sobre o que é o bullying. Os alunos devem ser encorajados a denunciar ao professor qualquer situação que observem, defende Allan L. Beane.

Quando falta o à vontade para o aluno falar diretamente, depois das aulas e em privado com o adulto, é preciso criar outras estratégias. Allan L. Beane sugere o uso de uma caixa de bilhetes para o professor. Assim que receba a denúncia o professor deve atuar. Para mostrar aos alunos que a confiança depositada nele é merecida. Isto implica comunicar qualquer incidente ao diretor de turma e estar preparado para o que se segue.

Em casos extremos o professor deve também reportar o caso à Comissão de Proteção de Crianças e Jovens em Risco ou às autoridades. Mediante a gravidade dos casos, Bárbara Wong lembra que “os professores devem recorrer à polícia, sobretudo quando existe o programa Escola Segura e os agentes trabalham com as escolas”. E apela a que ninguém tenha medo de se envolver em denúncias. Até porque “tanto é agressor o que bate como o que assiste”, conclui.

Fórum TSF: As escolas estão mais seguras? com a participação de Cláudia Manata do Outeiro do IAC

Janeiro 30, 2018 às 2:58 pm | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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A Dra. Cláudia Manata do Outeiro do IAC-CEDI (Centro de Documentação e Informação sobre a Criança), participou no “Fórum TSF: As escolas estão mais seguras?” de hoje, no qual falou sobre o trabalho que o IAC desenvolve nas escolas no âmbito da prevenção da violência.

ouvir a emissão no link em baixo. Cláudia Manata do Outeiro participa a partir do minuto 01. 22.05.

https://www.tsf.pt/programa/forum-tsf/emissao/forum-tsf-as-escolas-estao-mais-seguras-9083877.html?autoplay=true

Oficina de Formação “Prevenção do Bulliyng em contexto escolar” com Cláudia Manata do Outeiro do IAC

Dezembro 5, 2017 às 2:00 pm | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do blog https://cfaesintra.wordpress.com/ de 5 de dezembro de 2017.

No âmbito do PNPSE decorreu, na sala de formação do CFAES, a Oficina de Formação denominada “Prevenção do Bulliyng em contexto escolar”. Esta oficina foi orientada pela professora Cláudia Outeiro e contou com a participação de formandos dos agrupamentos de: Algueirão, Ferreira de Castro, Lapiás, Visconde Juromenha e Monte da Lua, num total de 17 formandos.

Um dos objetivos a reter da referida oficina foi o de contribuir para a implementação nas escolas de uma política global antibulliyng através de diferentes abordagens de prevenção e intervenção nas escolas que envolva toda a comunidade escolar. A maioria dos formandos realizou uma avaliação muito positiva da oficina.

mais fotografias no link:

https://cfaesintra.wordpress.com/2017/12/05/prevencao-do-bulliyng-em-contexto-escolar/

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