Retenção escolar: que consequências para a criança?

Julho 16, 2019 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Lifestyle Sapo

Na maior parte dos países da OCDE, a repetência é uma prática restrita e apenas aplicada nos anos mais avançados de escolaridade.

Aos 5 anos, Duarte já ia à escola e só em Dezembro completava os 6.  Era o mais novo da turma, com quase menos 1 ano do que os colegas. Os pais ainda hesitaram na hora da matrícula. Sentiam que ainda não tinha maturidade suficiente, nem capacidade de aquisição de conteúdos num formato formal. Mesmo assim, aconselhados por familiares e amigos, decidiram arriscar, relativizando todas as dificuldades evidenciadas. Hoje, a poucos dias do fim do ano letivo, assumem arrependimento.

Tal como os pais temiam, Duarte ainda não tinha atingido um nível de  desenvolvimento que lhe permitisse enfrentar com sucesso o desafio de iniciar o seu percurso escolar. Tinham razão… o filho precisava de mais tempo. Era uma criança que tinha dificuldade em lidar com tarefas difíceis, que não lidava bem com a pressão para ser mais rápida e despachada e ainda pouco adaptada à nova realidade. Isso refletia-se nas avaliações e os comentários da professora também indicavam dificuldades. Esse fraco desempenho escolar desencadeou outras questões que não podem nem devem ser desvalorizados: perdeu confiança, autoestima e interesse escolar. Isolou-se. Duarte sentia que não conseguia acompanhar o ritmo dos colegas.

Não é por acaso que na Finlândia, por exemplo, as crianças não vão para a escola nem aos 5 anos, nem aos 6, mas apenas aos 7 anos, garantindo, assim que, quando começam a aprender a ler, a escrever e a dar os primeiros passos na matemática, já dispõem da maturação cognitiva necessária para uma aprendizagem bem sucedida. São, regra geral, crianças mais confiantes, maduras e autónomas.  É certo que começam mais tarde, mas a experiência mostra que aprendem mais depressa e que aos 10 anos já atingiram, e até superaram, o nível de conhecimento de muitos alunos que entraram bem mais cedo na escola.

No caso do Duarte e perante as suas dificuldades, impõe-se a questão: Será que o Duarte deve transitar para o segundo ano?

O tema não é, todavia, consensual. Na verdade é bastante controverso. E, assim, apesar de este ter revelado um ritmo de aprendizagem diferente, segundo as regras do ministério da educação, o Duarte acabará por transitar para o segundo ano.

Fa-lo-á, certamente, como aconteceu com outras crianças e, eventualmente, sem qualquer plano individual de acompanhamento que o ajude a suprir as competências não adquiridas. E, sem medidas de apoio adaptadas às suas necessidades, a família teme que as dificuldades de Duarte se agravem no 2º ano.

Os níveis de retenção no 1º ano são nulos em Portugal, por imposição legal. Será que faz sentido que assim continue? A retenção no 1º ano, em alguns casos específicos, não pode trazer mais benefícios do que desvantagens? Repetir o ano é uma alternativa pior do que passar sem estar preparado? Não será mais difícil para Duarte enfrentar resultados negativos em todas as fichas e trabalhos durante o ano letivo subsequente em vez de ficar retido? O que pesará mais em termos da própria autoestima?

Na maior parte dos países da OCDE, a repetência é uma prática restrita e apenas aplicada nos anos mais avançados de escolaridade. Identificam-se, nestes casos, consequências negativas tanto para a realização escolar dos alunos, como para o próprio sistema de ensino.

Investigações nacionais e internacionais referem a retenção como uma medida ineficaz. Consideram que as crianças retidas numa idade precoce apresentam autoconceitos diminuídos e desenvolvem atitudes negativas perante a escola. Defendem que não contribui para a recuperação da aprendizagem.

A Unesco, por exemplo, publicou um documento em 2015, segundo o qual a reprovação do aluno pode provocar “problemas de estigmatização e motivação”. Ou seja, deve ser encarada como um último recurso.

Não há, todavia, uma regra, lembram os especialistas. Cada criança é única. Cada caso é um caso e deve ser avaliado de forma individual. Nunca esquecer, por exemplo que, como lembram alguns professores, muitas crianças sem dificuldades de aprendizagem não conseguem obter aproveitamento escolar por questões por vezes associadas a falta de apoio familiar e a dificuldades financeiras. E essa desigualdade socioeconómica não merece ser castigada pelo sistema de ensino através das retenções. Seria, neste caso, prejudicar, dizem, as crianças vindas de meios mais desfavorecidos.

Por outro lado, todos os anos, mais de dez mil alunos acabam por reprovar no segundo ano de escolaridade, por volta dos 7 anos de idade. Para diminuir estes números, o diagnóstico e a intervenção precoce são fundamentais, sobretudo logo quando surgem os primeiros sinais de dificuldades de aprendizagem, o que pode mesmo acontecer já desde o ensino pré-escolar.

Existem assim outras respostas, que visam criar uma alternativa à retenção, desenvolvendo um trabalho de “recuperação” que permita superar as dificuldades de aprendizagem dos alunos.  Em primeiro lugar, surge o despiste e o diagnóstico precoce. Em segundo, pretende-se dar mais tempo para a aprendizagem através da otimização e da reeducação de competências, proporcionando também uma maior diversificação dos meios e procedimentos didáticos e pedagógicos, através de um acompanhamento individualizado, dentro ou fora da escola, para responder às dificuldades específicas de cada criança.

De facto, pensando que o objetivo da retenção escolar é permitir que os alunos se situem num nível de aprendizagem mais próximo do seu, é fundamental que também se considerem os possíveis efeitos negativos quer ao nível emocional, quer ao nível comportamental.

Na Austrália também vão começar a ser proibidos os telemóveis nas escolas

Julho 10, 2019 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Expresso de 25 de junho de 2019.

Estado australiano de Victoria vai aplicar a medida já em 2020. Objetivo é o de combater a distração e o ciberbullying nas escolas.

O ministro da Educação do estado de Victoria, James Merlino, anunciou esta segunda-feira que os telemóveis passarão a ser proibidos em todas as escolas públicas básicas e secundárias já no próximo ano letivo.

O objetivo é aumentar a concentração dos alunos e combater o cyberbullying no interior da comunidade escolar. Embora reconheça que a medida possa não ser bem recebida pelos estudantes e encarregados de educação, o governante insistiu que será vital também para aumentar o sucesso escolar.

“Os telemóveis dos alunos estarão proibidos desde o primeiro toque da campainha para entrar nas aulas até ao toque de saída”, afirmou James Merlino em conferência de imprensa.

Antes de começaram as aulas, os estudantes do ensino público de Victoria deverão assim guardar os seus telemóveis nos seus cacifos da escola, não estando autorizados a ir buscá-los nos intervalos ou na hora de almoço. Em casos de emergência, os pais e/ou encarregados de Educação deverão contactar a escola para entrarem em contacto com os estudantes.

As únicas exceções dizem respeito aos alunos que utilizam os telemóveis para controlarem problemas de saúde, ou quando os professores solicitam excecionalmente a utilização numa aula para uma atividade curricular.

O ministro da Educação de Victoria garantiu ainda que as escolas públicas do estado continuarão a apostar na literacia digital, através da utilização de outras tecnologias nas aulas. Apesar de a medida dizer respeito apenas ao ensino público, algumas escolas privadas daquele estado australiano já se manifestaram disponíveis também para aplicar a restrição.

No ano passado, o governo francês anunciou também a proibição dos telemóveis nas escolas públicas do ensino básico e secundário a partir do atual ano letivo (2018/2019). A medida foi aprovada a 7 de junho na Assembleia Nacional.

Antes “da idade da vergonha” alunos do pré-escolar aprendem a pedalar em Alvalade

Julho 8, 2019 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia e imagem do Sapo24 de 21 de junho de 2019.

Os alunos do pré-escolar da freguesia de Alvalade (Lisboa) tiveram este ano letivo pela primeira vez ciclismo nos seus planos curriculares, um projeto pioneiro que quer pôr as crianças a pedalar antes da “idade da vergonha” e “sem rodinhas”.

“Chegávamos a escolas e turmas do primeiro, segundo, terceiro e quarto ano, e havia cerca de 90% das crianças que não sabia andar de bicicleta, o que é uma enormidade. Estamos a falar, em muitos casos, de crianças de 09 anos, que daí a um, dois anos, três anos, estão na idade da vergonha e já não vão querer aprender”, contou à Lusa Paulo Vaz, presidente dos “Coelhinhos”, Escola Clube de Ciclismo de Lisboa.

Foi a constatação de que havia um “número gritante” de crianças que não sabia andar de bicicleta que levou a Junta de Freguesia de Alvalade a desafiar a associação de pais que tinha criado um projeto de ciclismo na escola São João de Brito, de forma a abranger mais alunos.

Assim nascia “um clube do bairro, que tem uma implementação na freguesia, embora se estenda a outras freguesias”, dando às crianças a possibilidade de continuarem a modalidade fora da escola, assinalou à Lusa o vogal da Junta de Alvalade Ricardo Varela, eleito da CDU, que tem o pelouro do Desporto e Educação no executivo liderado pelo PS.

Foi em 2014, antes de o Governo incluir na Estratégia Nacional para a Mobilidade Ativa a obrigatoriedade de aprender a andar de bicicleta no ensino básico (a partir do próximo ano letivo); antes de muitas juntas da capital criarem projetos semelhantes e de a Câmara lançar o programa “Lisboa sem rodinhas”.

A satisfação pelo pioneirismo do projeto é redobrada: “Ficámos satisfeitos ao saber que, de certa forma, estávamos um passo à frente, porque já tínhamos iniciado este projeto no contexto das escolas, porque estamos mais uma vez um passo à frente porque alargamos ao pré-escolar”, disse Ricardo Varela sobre a forma como receberam a notícia de que o Governo queria que os alunos do básico passassem a saber andar de bicicleta.

Na Escola Básica Dom Luís da Cunha, crianças entre os 03 e os 05 anos têm a última das quatro aulas de 40 minutos que lhes permitem ter um primeiro contacto com as bicicletas, aprender regras de segurança e, finalmente, a andar de bicicleta.

Com as bicicletas e os capacetes fornecidos pelos “Coelhinhos”, as crianças mais velhas já serpenteiam o campo de jogos, enquanto as mais pequenas ainda estão muito atentas às indicações do treinador, que recorda o primeiro exercício: aprender a montar a bicicleta com um movimento de avião.

São alunos da educadora de infância Cristina Torcato, entre os 800 a quem o projeto chegou este ano em toda a freguesia.

“No ciclismo há uma particularidade muito importante, que é o facto de muitos não saberem andar e estarem num grupo que está habituado a ver todos os seus fracassos e todos os seus sucessos. Sentem-se mais à vontade, sem pressão”, afirmou Cristina Torcato à Lusa.

A educadora vê os seus meninos “superarem-se a si próprios, a serem solidários, a brincarem”, e destaca a “igualdade de oportunidades” de todos aprenderem em bicicletas adequadas ao seu tamanho, todas iguais, ao contrário das que possam herdar dos irmãos.

Cristina Torcato recordou que, recentemente, uma menina de 05 anos “soube que ia haver aulas de ciclismo e pediu para tirar as rodinhas de trás, e foi assim que aprendeu a andar de bicicleta sem rodinhas”.

As rodinhas, aliás, estão excluídas da aprendizagem e são mesmo desaconselhadas.

“As rodinhas são um contrassenso, primeiro, porque não permitem ganhar equilíbrio, e porque obrigam a que as crianças desenvolvam mais força ainda, numa idade em que não é objetivo do desenvolvimento físico da criança trabalhar a parte muscular nas pernas”, explicou Paulo Vaz.

O presidente da Escola Clube de Ciclismo de Lisboa aconselha, assim, a começar pelas chamadas ‘balance bikes’, sem pedais, e depois a passagem para uma bicicleta que permita ir “puxando o selim para cima, para que a criança não ande sentada”.

Como na natação, Paulo Vaz aconselha também os pais e encarregados de educação a “procurar quem sabe, para ajudar”.

Paulo Vaz sublinha a vantagem da aprendizagem do ciclismo para a mobilidade nas cidades, mas também como uma medida de “saúde pública”, ilustrando que “um adulto que demore meia hora de manhã a chegar ao trabalho e meia hora à tarde fez uma hora de exercício físico” diária.

O dirigente associativo ressalva, contudo, que há um caminho a trilhar, apontando que o seguro escolar exclui as deslocações para a escola em bicicleta, apesar de incluir outros meios de transporte, e que o limite legal de 12 anos para andar em cima do passeio também é uma condicionante.

“Acho estranho que essa idade não seja alargada, até porque pais que não se importavam que os filhos fossem para a escola preferiam que eles andassem nos passeios, quando não há ciclovia”, observou.

ACL // ROC

Lusa/Fim

mais informações na notícia:

Crianças do pré-escolar aprendem a andar de bicicleta

Manuais escolares gratuitos em 2019/2020: saiba como obter os seus

Julho 7, 2019 às 4:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do site Up to Kids

Finalmente, o programa de acesso a manuais escolares gratuitos passa a abranger todo o ensino obrigatório. Saiba como fazer para obtê-los.

A tendência tem sido evidente, e está a cumprir-se o desígnio há muito antecipado. Os manuais escolares gratuitos têm-se tornado gradualmente acessíveis a um número maior de alunos em todo o país. No próximo ano letivo, todos os alunos do primeiro ao décimo segundo anos já não vão ter que pagar pelos livros escolares. Assim, todos os níveis de ensino obrigatório a partir do ano letivo 2019/2020 terão acesso gratuito aos manuais.

SAIBA COMO TER ACESSO A MANUAIS ESCOLARES GRATUITOS NO PRÓXIMO ANO

O ano letivo de 2019/2020 é o primeiro ano em que toda a escolaridade obrigatória vai receber manuais escolares gratuitos. O grande passo está tomado – agora interessa saber como obter os livros.

De acordo com o recém publicado despacho nº 921/2019 pelo Diário da República, no qual é aprovado o Manual de Apoio à Reutilização de Manuais Escolares, todos têm direito a um ensino que prima pela igualdade de oportunidades, sendo que esta medida se encaminha no sentido de assegurar que o ensino básico universal, obrigatório e gratuito chegará de forma gratuita a todos os alunos, de uma forma progressiva.

Este programa é aplicado, como já dissemos, apenas aos estudantes do ensino público, o que quer dizer que o ensino privado fica excluído. Se tem filhos a estudar no ensino público, poderá desde já contar com o facto de não ter que abrir os cordões à bolsa, pelo menos no que toca aos livros.

COMO TER ACESSO AOS MANUAIS ESCOLARES GRATUITOS?

Antes de mais, precisa de ter um computador com acesso à internet, uma vez que o processo deverá ser todo realizado através da plataforma MEGA.

O primeiro passo é efetuar o registo. Poderá ser feito de duas maneiras diferentes: no site ou em alternativa usando a app “Edu Rede Escolar” (disponível apenas para sistemas Android).

Depois de se registar como “encarregado de educação”, insere o seu número de contribuinte e os restantes dados de acesso ao portal das finanças.

Uma vez validado o registo, poderá ter acesso aos dados do seu educando, e poderá encontrar os vouchers a que ele tem direito relativamente aos manuais escolares, bem como acesso à lista de livrarias aderentes à iniciativa.

Será a esses estabelecimentos que deverá dirigir-se para levantar os livros, mediante a apresentação dos vouchers – não é obrigatório imprimir, basta apresentar em formato digital. Se pretender livros novos, deverá dirigir-se a qualquer uma das livrarias que constam na lista. Se optar por usados, será na escola que terá de os levantar.

Em caso de não poder usar a internet, há uma alternativa: dirigir-se à escola onde está matriculado o seu educando e pedir os vouchers em papel.

APONTE JÁ ESTAS DATAS!

Há duas datas importantes a reter:

9 de julho será o dia em que serão emitidos os vales dos manuais escolares gratuitos dos alunos que continuam a frequentar a mesma escola no próximo ano letivo.

1 de agosto é o dia em que serão emitidos os restantes vales.

QUE DESPESAS SÃO INERENTES A ESTE PROCESSO?

Nenhuma! A emissão dos vouchers não irá implicar qualquer despesa para os encarregados de educação.

QUAIS OS MATERIAIS PEDAGÓGICOS QUE NÃO SÃO GRATUITOS?

É também importante referir que mesmo assim ainda existem alguns materiais escolares pedagógicos que terão de ser adquiridos, uma vez que o  programa de gratuitidade e reutilização de manuais escolares não abrange nem os cadernos de atividades e fichas, nem os denominados packs pedagógicos.

CONSIDERAÇÕES IMPORTANTES ACERCA DO USO DOS MANUAIS ESCOLARES GRATUITOS

Os alunos dos 1º, 2º e 3º ciclos do ensino básico devem devolver, no final do ano, todos os seus manuais escolares, exceto os manuais das disciplinas que no 9º ano vão a exame. Já os alunos do ensino secundário poderão manter os manuais das disciplinas às quais irão fazer exame nacional. Todos deverão proceder à devolução dos manuais após os exames nacionais.

Para se conseguir concretizar a premissa da reutilização dos materiais, os manuais escolares gratuitos devem preservados e entregues às escolas, pelos encarregados de educação. Tal significa que, ao longo do ano letivo, os alunos têm de se comprometer a não riscar os livros com caneta; se os anotarem a lápis, é essencial que no fim do ano tudo seja apagado. Os livros devem ser preservados e bem tratados para que possam ser transferidos, em excelente estado, aos seus próximos utilizadores.

QUAL O TEMPO DE VIDA DOS MANUAIS REUTILIZADOS?

O tempo de vida útil da reutilização dos manuais é de três anos letivos. Caso eles ainda não tenham chegado a esse tempo de vida e se encontrem já muito deteriorados, o encarregado de educação deverá pagar o valor de capa.

O QUE ACONTECE SE O ENCARREGADO DE EDUCAÇÃO NÃO DEVOLVER OS MANUAIS?

Neste caso, se o encarregado de educação não devolver os manuais, deverá pagar o seu valor.

E NO CASO DE O ALUNO NÃO PASSAR DE ANO OU NOS EXAMES?

Em caso de “chumbo”, os alunos podem manter os manuais até que as respetivas disciplinas sejam concluídas com sucesso.

Fonte Ekonomista

Filhos sobrecarregados, pais stressados – e brincar é tão importante

Julho 5, 2019 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia e imagem do Notícias Magazine de 18 de junho de 2019.

Alicia Banderas, psicóloga e escritora espanhola, lembra que as brincadeiras com os filhos são um importante veículo na educação dos valores que realmente importam. Mas os pais continuam mais focados no sucesso e na competição. Para que os filhos sejam super filhos. Sejam brilhantes.

Os filhos têm de ser os melhores, os mais talentosos. Brilhantes. Todos os dias, em qualquer competição. E os dias ficam demasiado pequenos quando se encaixam atividades atrás de atividades extracurriculares. Quase não há tempo para respirar. Os pais andam stressados, os filhos com horários sobrecarregados. Os pais querem o melhor para os filhos. Os filhos ficam ansiosos para corresponder às expectativas. É uma roda-viva, uma lufa-lufa.

Alicia Banderas, numa conversa reproduzida pelo jornal espanhol El País, avisa que é preciso respeitar o ritmo de aprendizagem dos mais pequenos. “Temos crianças de dois anos em Chinês, Inglês, natação, estimulação musical”, refere. Um constante e frenético para a frente e para trás. E brincar? Brincar é essencial. Porque se aprende a brincar. E ao brincar. “O que a criança precisa? Jogo livre. Ou seja, sabemos que o conhecimento é gerado de dentro para fora.”

Olhar nos olhos dos filhos e perguntar o que querem jogar, como querem brincar. É o primeiro passo. Brincar estimula a criatividade, desenvolve o aparelho psicomotor. Aproxima pais e filhos. É também uma forma de respeitar a infância. É não deixar um brinquedo no fundo da gaveta ano após ano. Brincar é também educar. É escutar, é envolver. É interiorizar princípios. Incutir valores. Brincar torna-se, sustenta a psicóloga, uma “maneira maravilhosa de partilhar sem forçar, sem palestras.”

Há que saber equilibrar as brincadeiras com a parafernália tecnológica. Mas há situações a evitar. A Academia Americana de Pediatria desencoraja o uso de ecrãs nos dois primeiros anos de vida, uma vez que, dessa forma, as crianças são submetidas a um estímulo frenético que pode favorecer a desatenção e a dificuldade de concentração.

Há ainda outra questão. Se há o costume de “saciar o prazer através de um ecrã”, cada vez mais é necessário “um maior número de estímulos que, às vezes, podem ser prejudiciais.” E as crianças ficam expostas “a estímulos de uma forma muito prolongada e depois perderão o interesse pelas atividades da natureza, que ocorrem a um ritmo muito mais lento”.

Brincar é preciso. Brincar sem abafar o espírito criativo e inato que os mais pequenos têm dentro de si. “Brincar é o ambiente mais seguro para testar e construir o que se deseja fazer.” Uma criança criativa será capaz de pensar em soluções alternativas para os problemas. Dentro das suas próprias brincadeiras.

“Quando brincamos com os nossos filhos, somos a melhor versão de nós mesmos,” diz a psicóloga que trabalha com crianças e adolescentes em projetos de educação há mais de duas décadas. O tempo passa, há mudanças sociais e os pais continuam a dizer que querem, em primeiro lugar, que os filhos sejam felizes. Mas nota-se a vontade que os filhos sejam brilhantes, que tenham maiores habilidades, muito sucesso. Que sejam super filhos.

O cérebro não é uma esponja
E mesmo uma esponja atinge o seu limite de capacidade. O mesmo acontecerá no cérebro dos mais novos. Alicia Banderas refere que um cérebro não é propriamente uma esponja. “O que são ou o que chamo de crianças super-estimuladas? São aquelas crianças submetidas à estimulação excessiva, mesmo antes dos seus cérebros estarem preparados. E, no final, o que geramos nelas é um bloqueio e stresse nas suas aprendizagens.” Convém, então, não pensar que um cérebro consegue absorver tudo e fazer os devidos enquadramentos.

Mais uma vez, a questão das atividades extracurriculares. Dos cérebros que sugam tudo. Muitas vezes, são os pais que decidem o que os filhos devem aprender. E a desmotivação acontece. Perceber o que gostam, o que os motiva, os seus gostos, é fundamental. “Como aprendemos melhor? Através de emoções positivas: alegria, satisfação, autorrealização”. “Devemos cuidar do cérebro das crianças porque podemos magoá-lo”, avisa a psicóloga e escritora espanhola.

Cumprimentar os alunos à entrada das salas de aula pode estimular o bom comportamento

Julho 5, 2019 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia da Visão de 18 de junho de 2019.

Estudo britânico sugere que os alunos podem comportar-se melhor durante as aulas se forem adotadas estratégias diárias que favoreçam o bom comportamento. Serem cumprimentados individualmente pelo professor pode ser uma das formas de o fazer

Um estudo da Education Endowment Foundation (EEF) conclui que não existem provas sólidas de que uma política de “tolerância zero” perante a falta de disciplina dos alunos, tenha algum impacto no seu comportamento. As orientações dadas pela EEF sugerem antes uma abordagem mais simples, regular e personalizada para melhorar o comportamento de alunos perturbadores.

Kevan Collins, diretor executivo da EEF, defende que “apesar de a maioria dos alunos na maioria das aulas se comportar bem, o mau comportamento é uma questão que tem desafiado as escolas há gerações” e, este tipo de abordagens, “pode ter um impacto duradouro na aprendizagem dos alunos e no bem-estar dos professores”.Para o responsável, uma “abordagem consistente” pode ser fundamental para construir “relações fortes entre professores e alunos, e formar as bases necessárias para a aprendizagem”.

Segundo o estudo, as escolas devem procurar adotar estratégias simples como parte de uma rotina habitual como, por exemplo, os professores dedicarem algum tempo para cumprimentar pessoalmente cada aluno à porta da sala de aula, oferecerem pequenos-almoços gratuitos antes do início das aulas, como parte de boa preparação para a aprendizagem, ou entregar boletins individuais diários.

Para reunir este conjuto de orientações, a EEF analisou as conclusões disponíveis relativamente ao comportamento dos alunos nas escolas e falou com professores, académicos e outros especialistas.

“Sabemos que estabelecer uma cultura educada e respeitadora nas escolas é importante para estabelecer padrões, e a ideia de os professores cumprimentarem os alunos individualmente à porta da sala de aula reflecte esta abordagem”, explica Geoff Barton, secretário geral da Association of School and College Leaders. “Quando ocorre um mau comportamento, ele é muitas vezes o resultado de problemas maiores que estão a ser experienciados pelo aluno em questão, e as escolas precisam de maior financiamento para que possam fornecer o nível de apoio de que estes jovens necessitam”, acrescenta.

Segundo Stephen Fraser, CEO adjunto da EEF, “as políticas de tolerância zero podem ser controversas devido à sua abordagem rigorosa e sem espaço para desculpas” porque “os defensores dizem que estas abordagens ajudam a elevar os padrões, enquanto os críticos dizem que podem levar a exclusões desnecessárias”, contudo, o “relatório descobriu que há falta de provas do impacto que as políticas de tolerância zero têm sobre os resultados dos alunos”.

Sestas são importantes para as crianças — e até ajudam a ter boas notas

Julho 4, 2019 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do MAGG de 1 de junho de 2019.

Não é nenhuma novidade que as sestas são benéficas para as crianças. Se conseguirem descansar e dormir a meio do dia, os miúdos, na sua generalidade, ficam mais bem-dispostos, com mais energia e até mais recetivos a novas aprendizagens.

E embora este facto seja comprovado pela grande maioria dos pais, um estudo publicado a 28 de maio no jornal científico “Sleep” vem dar razão aos educadores. De acordo com a investigação da Universidade da Pensilvânia e da Universidade da Califórnia, há uma relação direta entre as sestas e um crescimento saudável das crianças.

O estudo, que contou com uma amostra de cerca de três mil crianças com idades compreendidas entre os 10 e os 12 anos, encontrou uma relação entre as horas de sono a meio do dia e uma maior felicidade dos miúdos que conseguiam descansar neste período. As crianças que dormiam a sesta também demonstraram mais autocontrolo, determinação, menos problemas comportamentais e níveis mais elevados de QI, sendo este último ponto especialmente encontrado nos alunos do 6.º ano de escolaridade.

“As crianças que fazem a sesta três ou mais vezes por semana beneficiam de um aumento de 7,6% pontos na sua performance académica no sexto ano”, afirmou Adrian Raine, um dos autores da investigação.

Por outro lado, a falta de sono e o cansaço durante o dia “afeta 20% das crianças”, salientou Jianghong Liu, o autor principal do estudo. Mais: os efeitos cognitivos, emocionais e físicos negativos da falta de sono estão bem estabelecidos e começam a afetar as crianças desde a idade do pré-escolar, ou até mais novas.

Em Portugal, a Sociedade Portuguesa de Pediatria publicou, em junho de 2017, uma recomendação sobre a prática da sesta das crianças nas creches e infantários (públicos ou privados). Tal como se pode ler no documento partilhado no site da sociedade, “a sesta deverá ser facilitada e promovida até aos 5, 6 anos”, sendo que a “privação do sono na criança está associada a efeitos negativos a curto e a longo prazo em diversos domínios, tais como o desempenho cognitivo e aprendizagem, a regulação emocional e do comportamento, o risco de quedas acidentais, de obesidade e hipertensão arterial”.

No entanto, apesar da recomendação, a realidade portuguesa continua a ser outra: muitas das creches e jardins-infância nacionais, sejam públicas ou privadas, eliminam a hora da sesta a partir dos três anos.

 

 

Decreto-lei que permite pais acompanharem filhos no primeiro dia de escola já foi publicado

Julho 3, 2019 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 1 de julho de 2019.

A medida visa “promover um maior equilíbrio entre a vida profissional, pessoal e familiar” e vai dar aos funcionários públicos responsáveis pela educação de menor de 12 anos o direito a faltar justificadamente com vista ao seu acompanhamento no primeiro dia do ano lectivo, até três horas por cada menor.

Lusa

Os funcionários públicos vão poder faltar até durante três horas para acompanhar os filhos com idades até aos 12 anos no primeiro dia de escola, segundo o decreto-lei publicado nesta segunda-feira em Diário da República. Este decreto-lei, promulgado a 19 de Junho, entra em vigor a 1 de Agosto.

A medida, integrada no “Programa 3 em linha – Programa para a conciliação da vida profissional, pessoal e familiar” visa “promover um maior equilíbrio entre a vida profissional, pessoal e familiar”.

O programa tem por objectivo “melhorar o índice de bem-estar, no indicador ‘balanço vida-trabalho’”, sendo que conciliar melhor a vida profissional, pessoal e familiar favorece a diminuição do absentismo, o aumento da produtividade e a retenção de talento, contribuindo, também, para a sustentabilidade demográfica”, é referido no decreto-lei.

Por isso, o trabalhador da administração pública responsável pela educação de menor de 12 anos tem direito a faltar justificadamente com vista ao seu acompanhamento no primeiro dia do ano lectivo, até três horas por cada menor.

“A falta prevista no número anterior não determina a perda de qualquer direito do trabalhador e é considerada, para todos os efeitos, prestação efectiva de trabalho”, é referido.

No entanto, devem ser criadas condições para “o exercício efectivo do direito e de modo a salvaguardar o interesse público, evitando prejuízo grave para o funcionamento do órgão ou serviço”.

Portanto, a entidade patronal deve tomar as medidas de gestão com a antecedência necessária para promover a utilização deste mecanismo de conciliação.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, promulgou a 19 de Junho, o “diploma do Governo que permite aos trabalhadores da Administração Pública faltarem justificadamente para acompanhamento de menor, até 12 anos, no primeiro dia do ano lectivo”.

Na altura, Marcelo Rebelo de Sousa louvou a medida do Governo, mas defendeu um regime idêntico para trabalhadores do sector privado e social, por forma a “evitar uma divisão no sector do trabalho em Portugal”.

O decreto-lei mencionado na notícia é o seguinte:

Decreto-Lei n.º 85/2019

Por medo de atiradores, escolas dos EUA vigiam redes sociais de alunos

Julho 3, 2019 às 6:00 am | Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário
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Notícia da Veja Brasil de 9 de junho de 2019.

Entre as medidas adotadas está o sistema de reconhecimento facial dos estudantes; ONGs se preocupam com imprecisão da tecnologia, indicando falsos suspeitos

Por Da Redação

O medo de atiradores estimulou a adoção de um sistema de vigilância dos alunos em escolas nos Estados Unidos. Entre as primeiras medidas, estão o monitoramento das redes sociais de adolescentes, para prevenir e identificar comportamentos agressivos.

Em algumas regiões do país, o método já cresceu a ponto de incluir a tecnologia de reconhecimento facial dos suspeitos, o monitoramento das postagens de quem está apenas no entorno das escolas, inclusive os adultos, e a identificação do uso de palavras que podem ser associadas a massacres.

Há empresas que vendem uma “análise psicológica” das postagens de alunos e aplicativos de “inteligência emocional” para avisar os pais sobre as buscas feitas na internet com palavras-chave como “morte”, “matar” ou “armas”.

Se a vigilância de redes sociais já era um assunto controverso, o debate sobre o direito à privacidade ganhou um novo componente na última semana, quando o distrito escolar de Lockport, no Estado de Nova York, anunciou a instalação do projeto de reconhecimento facial dos alunos. A ideia é cruzar os rostos de quem transita pela escola com uma base de dados com informações sobre alunos expulsos e com passagens pela polícia.

Autoridades locais pediram imediatamente que o projeto seja adiado. Os métodos de vigilância têm sido alvo de críticas de especialistas que consideram que os sistemas minam a privacidade dos jovens, a liberdade de expressão e podem criar traumas por possíveis falsas acusações. Os pais também temem o compartilhamento dessas informações com autoridades públicas ou para fins comerciais, já que a coleta de dados é feita por empresas privadas.

Os testes dos sistemas de reconhecimento facial ainda mostram que sua precisão varia de acordo com a cor de pele ou o gênero do rosto analisado. Segundo um professor da rede pública de Massachusetts, Erik Learned-Miller, o sistema, se não for bem testado, pode se tornar tendencioso.

Preconceito velado

E é com isso que Latarndra Strong se preocupa. Mãe de dois adolescentes, de 13 e 15 anos, ela foi informada de que a escola dos filhos, em Orange County, na Carolina do Norte, havia contratado uma empresa para analisar as postagens dos alunos.

“Morte, tiros, assassinato” são palavras que pulam no celular do diretor de uma das escolas que contratou estes serviços, com custo de aproximadamente 2 dólares americanos por aluno. Em alguns casos, o monitoramento das redes cria situações absurdas, como um alerta para postagens inofensivas com variações da palavra morte: é o caso de um alerta gerado a partir as mensagens “eu adoro meu gato e morreria por ele” ou “estresse pode matar”.

“Eles decidem quem será criminalizado. Como mãe, estou preocupada com o que é feito com esses dados”, diz Latarndra. Segundo ela, a escola avisou da contratação do sistema de monitoramento, mas não consultou os pais. “Quero entender os gatilhos que, segundo eles, fazem com que um aluno se torne suspeito.”

A Carolina do Norte é outro estado a adotar o sistema.  A empresa contratada é a Social Sentinel, uma companhia privada presente em distritos escolares de 35 dos 50 Estados americanos. Como ela, outras companhias já se espalharam pelos Estados Unidos. Seu trabalho consiste em analisar o conteúdo postado pelo aluno ou contido em e-mails do servidor da escola para identificar alunos que precisam de ajuda.

A empresa defende a importância de seu trabalho, mencionando uma pesquisa da organização Educators School Safety Network, estimando que 40% das pessoas que machucam a si mesmas ou a outros já expressaram esse desejo nas redes sociais. “É nossa missão identificar essas postagens e dar a nossos clientes a oportunidade de intervir”, informou um porta-voz da empresa.

Segundo a Social Sentinel, a tecnologia é continuamente refinada e o modelo é conservador, para criar um “número mínimo de falsos positivos”. A empresa afirma que não gera dados para outros propósitos, como marketing, e garante não monitorar usuários específicos ou dados privados.

Regulação do sistema

O advogado Brad Shear, especialista em redes sociais, passou a defender jovens rejeitados em universidades em razão de postagens online nos últimos anos. Com dois filhos na escola, ele é crítico do novo sistema de vigilância.

“É preciso haver regulação e lei”, critica ele. “O melhor a fazer é educar as crianças. Há casos de falsos positivos, e essas empresas estão tentando assustar educadores e pais dizendo que precisam disso para se tornarem seguros.” Segundo ele, há casos em que adolescentes postam letras de músicas nas redes sociais e já entram na mira dos alertas.

Em artigo, as pesquisadoras Rachel Levinson-Waldman e Faiza Patel, do Centro de Justiça Brennan, da New York University, apontam que 92% dos adolescentes frequentam redes sociais diariamente e que 24% deles estão conectados quase constantemente.

“Os programas de monitoramento podem funcionar como dispositivos de escuta que registram cada fala e os transmitem aos diretores escolares. Esse escrutínio pode revelar um comportamento de risco que requer intervenção. Mas, com muito mais frequência, também reprimirá a capacidade dos jovens de se expressarem”, afirmam.

O escritório nova-iorquino da Associação Americana para Liberdades Civis (ACLU) tem sido uma das vozes críticas à proposta de reconhecimento facial, sob o argumento de que o sistema de identificação passa aos estudantes a mensagem de que eles são criminosos em potencial e, por isso, precisam ter os rostos escaneados enquanto estudam ou brincam.

“Está claro que o Estado deve intervir e garantir que essas tecnologias imprecisas, preconceituosas e perigosas não sejam impostas a alunos, professores e pais sem a devida consideração de seus direitos”, afirmou Stefanie Coyle, conselheira de educação do NYCLU.

‘Isso só aumenta o estresse’

Ethan Sommers, de 19 anos, entrou para o movimento March For Our Lives depois de ter amigos que foram vítimas de tiroteios em escolas. O grupo foi criado por jovens depois do massacre de Parkland, na Flórida. Para ele, não está claro como o monitoramento de redes sociais ou reconhecimento facial pode tornar o ambiente estudantil mais seguro.

“Achamos que isso não ajuda, porque só aumenta o estresse”, afirma. “Não só falha na proteção, como não contribui com a qualidade da saúde mental dos estudantes, que é a nossa principal preocupação”, afirmou.

Erik Learned-Miller, professor de ciência da computação da Universidade de Massachusetts, tem se dedicado a pesquisas sobre os sistemas de reconhecimento facial. Segundo ele, ainda não há normatização suficiente sobre o tema para fazer com que os benefícios compensem os riscos.

“Se você nunca testou, por exemplo, o equipamento em situações de pouca luz, como sabe se vai funcionar? Os administradores de escolas compram o serviço sem saber nada sobre a tecnologia, as companhias não providenciam essas informações e não há diretrizes claras sobre isso. Não recomendaria às escolas comprarem neste momento uma tecnologia que não está pronta”, afirma Miller, que aponta erros em identificação facial nas suas pesquisas.

Em Nova York, um jovem de 18 anos está processando a Apple por ter sido detido injustamente por meio dos sistemas de monitoramento. Segundo ele, o sistema de reconhecimento facial da loja – que a empresa nega usar – o identificou como suspeito de forma equivocada. A polícia o liberou por entender ser a pessoa errada, mas Ousmane Bah pede uma indenização de 1 bilhão de dólares à empresa por danos morais.

Miller compara os sistemas à venda de remédios controlados. “É preciso passar por um processo para que sejam estipuladas as contraindicações”, afirma. “Qual é o custo do erro? Suponha que um pai entre em uma escola e não seja identificado corretamente, o que acontecerá? Um policial será acionado e vai atirar? Eu não sou anti-indústria, mas tenho visto empresas superestimando a precisão da tecnologia”, afirma o pesquisador.

Em maio, a cidade de São Francisco, na Califórnia, sede das gigantes de tecnologia, aprovou uma lei que proíbe o uso desses programas de reconhecimento facial pela polícia local. A cidade entendeu que o risco aos direitos e liberdades civis “supera seus benefícios”.

Em 2016, um estudo do Centro de Privacidade e Tecnologia da Universidade Georgetown indicava que as bases de dados coletados por agentes públicos reconheciam o rosto de 117 milhões dos mais de 240 milhões de americanos adultos.

(com Estadão Conteúdo)

Motivar e aprender com a leitura da imprensa – Crianças

Julho 2, 2019 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Blog RBE de 15 de junho de 2019.

De acordo com um relatório do National Literacy Trust para a First News, a leitura da imprensa pode ter um impacto significativo nas competências de leitura e motivação das crianças.

Envolver-se em atividades de alfabetização em torno da leitura da imprensa pode ter um impacto significativo nas competências de leitura e motivação das crianças, de acordo com um relatório do National Literacy Trust para a First News .

No âmbito do desenvolvimento da pesquisa, foi avaliado nas escolas o impacto de um programa de leitura de imprensa (The First News Reading Package). O programa de atividades em torno das notícias atuais foi desenvolvido ao longo de oito semanas, e incluiu questionários de compreensão de leitura, testes e quebra-cabeças, concebidos com o objetivo de desenvolver o vocabulário dos participantes e despertar o seu interesse em ler a imprensa.

Para medir o impacto do desenvolvimento dessas atividades utilizou-se o New Group Reading Test, cujos resultados mostraram que as crianças participantes tiveram progresso significativo nas suas competências de leitura, bem como melhorias nos seus conhecimentos e nas suas competências dedutivas.

As pesquisas realizadas antes e depois do projeto mostraram como as suas atitudes em relação à leitura, em geral, e à leitura da imprensa, em particular, foram transformadas:
Houve aumento nas taxas de leitura no lazer, tanto na ficção (53% a 58%) como na não-ficção (40% a 48%).
A probabilidade de ler a imprensa no tempo de lazer duplicou (de 28% para 42%).
A percepção da leitura da imprensa como atividade interessante e divertida também aumentou (respetivamente de 58% para 74% e de 32% para 53%).
A participação no projeto também converteu os participantes em utilizadores das bibliotecas. O número de crianças que passou a ter um media favorito duplicou e a First News tornou-se a escolhida por 72% do total. Os jornais passaram da sexta para a terceira posição na sua lista de materiais de leitura para o tempo livre.

Pode aceder ao relatório completo neste link .

Fonte: National Literacy Trust.

Referência:

Article title: Motivar y aprender con la lectura de prensa

Website title: Elisa Yuste. Consultoría en cultura y lectura

URL: https://www.elisayuste.com/motivar-y-aprender-con-la-lectura-de-prensa/

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