SELFIE – Apoiar as escolas no processo de aprendizagem na era digital

Novembro 13, 2018 às 8:00 pm | Publicado em Recursos educativos | Deixe um comentário
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A sua escola está a tirar o máximo partido das tecnologias digitais no ensino e na aprendizagem?

O SELFIE é uma ferramenta personalizável, fácil de utilizar e gratuita, para ajudar as escolas a avaliar a sua situação em termos da aprendizagem na era digital.

Mais informações no link:

https://ec.europa.eu/education/schools-go-digital_pt

Arriscar, surpreender, inovar. Um concurso para os alunos do Secundário

Novembro 7, 2018 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Notícia do site Educare do de 22 de outubro de 2018.

Sara R. Oliveira

Um concurso de ideias e planos de negócio anda à procura dos projetos mais inovadores em áreas como o design, engenharia, segurança, saúde, alimentação e ecologia. O desafio é lançado a jovens do Secundário e do Ensino Técnico-Profissional. Há mais de 150 mil euros em prémios.

É uma das mais ambiciosas iniciativas na área do empreendedorismo e da inovação em contexto escolar. O Concurso de Ideias e Planos de Negócio – Arrisca C desafia jovens do Ensino Secundário e Técnico-Profissional a apresentarem as melhores ideias de negócio. Alimentação, ecologia, engenharia, design de produto, são algumas das áreas que os alunos podem explorar para propor ideias. As inscrições decorrem até 4 de novembro.

O concurso está dividido em duas categorias que pretendem premiar, por um lado, as melhores ideias de negócio ainda em fase de conceção e sem plano de negócio desenvolvido e, por outro, os melhores planos de negócio que apresentem um projeto para a constituição de uma empresa. O concurso disponibiliza mais de 150 mil euros para os projetos mais inovadores.

O Prémio Ensino Secundário do Concurso de Ideias e Planos de Negócio – Arrisca C tem vindo a distinguir projetos inovadores em várias áreas. Na última edição, o projeto “Eucalygrape Leather” foi o vencedor com uma proposta de curtimenta da pele economicamente viável e ambientalmente sustentável. A ideia tinha por base a produção de um couro anti alergénico a partir de subprodutos vegetais, como o bagaço de uva e extratos de eucalipto, de forma a substituir a utilização de químicos nocivos à saúde humana.

Em 2016, o Prémio Ensino Secundário foi atribuído a dois projetos. Ao “Urgências SOS” que propôs a colocação de um dispositivo de alerta (chip) no pulso dos utentes das urgências dos hospitais para uma triagem mais rigorosa, com a medição da pressão arterial e temperatura corporal dos doentes. E ao projeto “3D Cake”, uma impressora capaz de imprimir objetos 3D, em vários materiais, para decoração de bolos sem intervenção humana.

O Prémio Ensino Secundário foi atribuído, em 2014, ao projeto “Still Here” que tinha como objetivo prevenir a possibilidade de os bebés serem deixados dentro de viaturas. Ou seja, um sistema para conectar, com tecnologia wireless, uma pulseira usada pelo condutor a um dispositivo de segurança colocado na cadeira da criança. Um sistema que poderá ser também usado em doentes com Alzheimer.

Na primeira edição, o Arrisca C premiou “Frapé”, projeto de um painel rotativo fotovoltaico portátil que propunha o desenvolvimento de um protótipo de frapé com refrigeração autossustentável através do aproveitamento da luz solar, facilitando assim o arrefecimento de garrafas sem gasto de energia.

O Arrisca C apresenta-se como um projeto ambicioso. Ao fim de 10 anos, com cerca de 820 mil euros distribuídos em prémios, mais de 700 projetos candidatos, envolvendo mais de dois mil promotores e mais de 25 empresas criadas, a iniciativa elevou a fasquia e assume que quer transformar esta edição “num marco na propagação de ideias e projetos inovadores”. Na primeira edição, em 2008, o concurso era destinado apenas a estudantes e recém-licenciados do Ensino Superior. A partir de 2013, estendeu-se aos alunos do Ensino Secundário e Técnico-Profissional.

“Nas edições anteriores verificou-se que os estudantes do Ensino Secundário e Técnico-Profissional apresentaram ideias altamente inovadoras, com grande potencial ao nível de aplicabilidade comercial e criação de futuros negócios. Isso foi uma motivação para continuarmos a dinamizar este prémio, de forma a estimular junto dos estudantes mais jovens o aparecimento de ideias empreendedoras e competitivas e possibilitar-lhes ferramentas para a sua concretização”, explica, em comunicado, Jorge Figueira, responsável pela Divisão de Inovação e Transferências do Saber da Universidade de Coimbra, líder do consórcio INOV C 2020 que financia o Arrisca C.

Informações:
www.arrisca-c.pt

Ansiedade de desempenho escolar

Outubro 30, 2018 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Imagem retirada daqui

 

“Uma criança que vai a pé para a escola tem muito mais ganhos”

Outubro 28, 2018 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da TSF de 16 de outubro de 2018.

Carlos Neto, professor e investigador da Faculdade de Motricidade Humana, defende que as crianças precisam de fazer o caminho para a escola de forma mais autónoma.

“Temos de acabar com esta dependência, automóvel!”, exclama Carlos Neto. “Uma criança que vai a pé, de bicicleta, ou mesmo de transportes públicos, tem muito mais ganhos”, assegura o investigador da Faculdade de Motricidade Humana.

O professor acredita que, ao descobrir o caminho, vivenciar o território, brincar e conviver com os amigos, a criança fica mais disposta a aprender. “As crianças não estão a viver o território, não estão a viver estas experiências e quando entram numa sala de aula, quando vão de carro, não estão preparadas para aprender”, defende.

E a partir de que idade é recomendável irem sozinhas? “Na Dinamarca, com 4 ou 5 anos vão de bicicleta de forma tranquila”, responde Carlos Neto. “Se vão de carro, colocadas à porta da escola, muitas delas transportadas ao colo para dentro da sala de aula numa forma absolutamente patológica do que é a super proteção, isso é negar aquilo que é o direito da criança ser autónoma, o direito dela brincar livremente e o direito de ser pessoa”.

Ouvir as declarações de Carlos Neto no link:

https://www.tsf.pt/sociedade/interior/uma-crianca-que-vai-a-pe-para-a-escola-tem-muito-mais-ganhos-10007728.html

Crianças pedalam de casa até à escola num “comboio” conduzido por alguns pais

Outubro 27, 2018 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Adriano Miranda

Notícia e fotografia do Público de 16 de outubro de 2018.

Projecto nascido em Lisboa, na zona do Parque das Nações, está a ser replicado, com grande sucesso, em Aveiro. E a ideia passa por fazê-lo chegar a outros pontos do país.

Maria José Santana

O ritual tem vindo a repetir-se todas as manhãs, desde o início do ano lectivo. Às 8h35, César Rodrigues e o seu filho Sebastião saem para a rua, cada um na sua bicicleta. Fazem a primeira paragem um minuto depois, escassos metros à frente, para apanhar Martinho e os seus três filhos: Mafalda, Gaspar e Baltazar. Ao longo do caminho que os conduz até à Escola Básica das Barrocas, em Aveiro, ainda efectuam mais duas paragens. Inês Domingues e Inês Brito, com os respectivos filhos, Tomás e Rodrigo, juntam-se ao grupo no segundo ponto de encontro. Mais à frente, é a vez de Ricardo Nunes, e os filhos Bárbara e João, engrossarem a caravana. Na verdade, é um “comboio” de bicicletas e até já tem nome próprio: Ciclo Expresso das Barrocas.

Inspirada no projecto Ciclo Expresso do Oriente, que arrancou há cerca de três anos na zona do Parque das Nações, em Lisboa, por iniciativa de um pai (João Bernardino), a acção parece estar a querer ganhar cada vez mais adeptos. A começar, desde logo, pelo mais novos, que começam as suas manhãs cheios de energia. Riem, gritam, cantam. Tudo isto, curiosamente, às primeiras horas da manhã e enquanto fazem o percurso de casa para a escola. Mesmo aqueles que, por serem ainda demasiado pequenos ainda não vão a pedalar. “Os de três anos de idade ainda vão nas cadeiras das bicicletas dos pais, mas já começam a ficar entusiasmados”, relata Joana Ivónia, uma das promotoras do Ciclo Expresso das Barrocas. Daí até começarem a andar “nas bicicletas de equilíbrio, com os pais a acompanharem a pé” é um saltinho, acrescenta aquela responsável com base na experiência já vivida ao longo do último ano lectivo.

Em Aveiro, o projecto arrancou a 13 de Outubro de 2017, com uma periodicidade semanal (sexta-feira) e compreendeu, até ao final do ano lectivo, a realização de cerca de 30 comboios. “Este ano, como o início do ano lectivo coincidiu com a Semana Europeia da Mobilidade, começámos por ir todos os dias de bicicleta e como tem resultado tem havido comboio sempre”, justifica Joana Ivónia. O sinal de partida ou os cancelamentos da viagem (quando chove, por exemplo) são comunicados através da aplicação whatsapp, num grupo criado para o projecto.

No dia em que o PÚBLICO acompanhou o percurso do Ciclo Expresso das Barrocas, integraram o “comboio” cinco encarregados de educação e oito crianças (com idades entre os três e os oito anos). A ideia passa por desafiar outras crianças a juntarem-se a este comboio, uma vez que a vantagem destas viagens em “comboio” passa, precisamente, pela possibilidade de as crianças não terem de ir com os seus pais. “Sabemos que nem todos os pais têm horários ou locais de trabalho que permitem participar neste comboio, mas como já vão vários adultos no grupo podem levar as suas crianças aos pontos de paragem para elas integrarem o comboio”, nota César Rodrigues, marido de Joana Ivónia e outro dos mentores da iniciativa.

Automobilistas mais sensíveis às crianças

Ao longo deste primeiro ano de existência, o Ciclo Expresso das Barrocas tem merecido o reconhecimento de outros pais, mas nem todos passam das palavras aos actos. “Acham imensa piada mas dizem que não conseguem porque o percurso é feito em estrada e têm medo de andar no meio dos carros”, referem os promotores. E há razões para tal? “Noto que quando circulamos em grupo e quando há crianças no meio, os automobilistas têm muito mais cuidado. Sinto-me mais seguro a andar na estrada sempre que levo o meu filho”, testemunha César Rodrigues. Contudo, ainda há muito trabalho a fazer no que toca a motivar mais pessoas a optarem pela bicicleta, sendo certo que na escola das Barrocas o trabalho de casa está feito. A presidente da associação de pais, Susana Caixinha, dá também ela o exemplo no que concerne à mobilidade ciclável.

No ano passado, Susana Caixinha e o marido decidiram ter apenas um carro e começar a andar mais a pé e de bicicleta. Foi preciso alterar rotinas, nomeadamente a das deslocações diárias do casal e das suas duas filhas – uma de nove e outra de seis anos. “De manhã, o meu marido leva a mais velha à escola das Barrocas, eu levo a mais nova à escola de Santiago e sigo para o trabalho”, testemunha. À tarde, quando sai do emprego (Universidade de Aveiro), Susana Caixinha passa por Santiago para ir buscar a mais nova e segue com ela para as Barrocas. No fundo, acabam por cumprir um pequeno “comboio” familiar.

A opção pela bicicleta tem trazido inúmeras vantagens, garante Susana Caixinha, em especial para as miúdas. “A Mafalda costumava ir calada no carro e agora vai o caminho todo a falar. Como passamos nos jardins da cidade é muito engraçado para ela e para mim ouvir os barulhos dos animais”, argumenta. A recomendação passa, assim, para que muitas mais famílias comecem a optar pela bicicleta nas suas deslocações diárias. “Em especial em Aveiro, uma cidade plana” onde é simples andar de bicicleta repara Susana Caixinha, sem deixar de reconhecer que a situação fica mais facilitada quando, tal como ela e a família, se vive no centro da cidade.

 

 

Dislexia: falta de formação de professores compromete milhares de alunos

Outubro 26, 2018 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Santi Verde on Unsplash

Artigo de opinião de Helena Serra  publicado no Público de 10 de outubro de 2018.

Por que esperamos para apetrechar os agrupamentos em geral com meios bastantes para uma atuação eficiente e atempada com os alunos disléxicos?

Nos quotidianos escolares, em qualquer estabelecimento de ensino, os professores constatam que alguns alunos, dotados embora de capacidade intelectual, sentem dificuldades nas realizações escolares iniciais, nomeadamente fluência e compreensão leitora, retenção da informação, articulação de ideias, ordenação sequencial, dificuldades com conceitos espaciais, etc., afetando os resultados nas aprendizagens em geral. Poderão ter dislexia!

A prevalência é de 5% a 10% de alunos do sistema escolar, “o que equivale a várias dezenas de milhares de alunos” (Correia, 2008).

“As dificuldades de aprendizagem específicas dizem respeito à forma como um indivíduo processa a informação – a recebe, a integra, a retém e a exprime – tendo em conta as suas capacidades e o conjunto das suas realizações. Podem manifestar-se nas áreas da fala, da leitura, da escrita, da matemática e/ou da resolução de problemas, envolvendo défices que implicam problemas de memória, percetivos, motores, de linguagem, de pensamento e/ou metacognitivos; tais dificuldades não resultam de privações sensoriais, deficiência mental, problemas motores, défice de atenção, perturbações emocionais ou sociais, embora exista a possibilidade de estes ocorrerem em concomitância com elas, podem, ainda, alterar o modo como o indivíduo interage com o meio envolvente” (Correia, 2005).

Assim, estas Perturbações de Aprendizagem Específicas podem revelar-se como: i) défice na leitura; ii) défice na expressão escrita; iii) défice na matemática.

A sua génese neurológica é referida em múltiplos estudos publicados. Em geral, esses alunos apresentam áreas desenvolvimentais com baixa eficiência, inusuais noutros alunos. Constituem como que “alicerces” das aprendizagens simbólicas iniciais: i) a linguagem – consciência fonológica, compreensão e expressão linguística; ii) a psicomotricidade – interiorização do esquema corporal e da lateralidade (no seu corpo, no espaço envolvente e nos espaços gráficos), a orientação espacio-temporal (conseguir situar-se no espaço, na folha e num mapa ou compreender uma tabela de dupla entrada, ou aprender as horas, os dias da semana, os meses do ano ou relacionar acontecimentos ordenando-os no tempo); competências percetivas auditivas e visuais (atender a pormenores visuais e diferenças entre sons próximos, perceber as orientações visuo-espaciais dos grafemas e a correspondência grafema-fonema); a destreza e controle motor fino (o desenho das letras exige controle e destreza motora fina e respeito pela direcionalidade); dificuldades de atenção e de memória de trabalho. Atrasos significativos nestas habilidades levam a baixos resultados escolares generalizados, uma vez que, por sua vez, ler-compreender-escrever-raciocinar-escutar-reter são competências transversais.

A intervenção diferenciada, de qualidade, só poderá ter lugar com base na descrição do “perfil desenvolvimental e de realização académica do aluno”, através de estratégias e recursos específicos, a fim de se direcionar devidamente a intervenção. Torna-se de crucial importância fazer intervenção atempada, precoce (possível já na educação pré-escolar) sobre estas competências facilitadoras das aprendizagens escolares iniciais, baseadas em símbolos.

Na atual legislação, decreto-lei n.º 54/2018, prevêem-se medidas capazes de proporcionar um envolvimento adequado a estes alunos, a ser promovido quer em sala de aula, quer em apoios individualizados. A intervenção educativa específica terá de ser sistemática (não esporádica); ser estruturada (atender às diferentes áreas fracas e emergentes do aluno); ser focalizada (partindo do nível de realização atual do aluno, prosseguir os níveis superiores); ser individualizada (atender ao aluno-pessoa); ser atempada (no início da escolaridade); com modelos e abordagens multissensoriais (que apelam ao recurso a vários sentidos). A intervenção pressupõe o trabalho de uma equipa multiprofissional e implica todos os contextos próximos. Em Portugal, a maioria dos alunos com perturbações de aprendizagem específicas fica sem apoios especializados, porque se entende que aos docentes em geral cabe fazer a identificação e a diferenciação pedagógica. Só que os professores não têm formação neste campo, não os sabem identificar nem o que ou o como fazer, e o melhor tempo para intervir vai-se esgotando. Estão sentados nas salas de aula portuguesas milhares de alunos com estas perturbações. Sabe-se que muitos deles ao abandonarem a Escola, talvez magoados ou marcados pela falta de compreensão e apoio, assumem mais adiante comportamentos disruptivos e antissociais. O preço, em termos individuais e coletivos, é, portanto, muito alto!

Nesta data, a Dislex alerta para a falta de respostas educativas de qualidade, quer na identificação e diagnóstico, quer na intervenção, e formula uma pergunta: por que esperamos para apetrechar os agrupamentos em geral com meios bastantes para uma atuação eficiente e atempada com os alunos disléxicos?

A autora escreve segundo o novo Acordo Ortográfico

 

Palestra “Como motivar os filhos para o sucesso escolar?” 25 de outubro, no Auditório do Agrupamento de Escolas D. Sancho II de Alijó

Outubro 16, 2018 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Mais informações:

https://www.facebook.com/events/308493969964719/

Um dia na vida de um aluno com dislexia

Outubro 11, 2018 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do site Sapolifestyle de 1 de março de 2018.

Para os alunos com dislexia cada aula pode ser uma luta, na medida em que, quase todas as disciplinas dependem da leitura e ortografia. Dislexia pode, assim, levar, também, a problemas sociais, emocionais e comportamentais. Use este guia visual para saber como esta perturbação da aprendizagem específica afeta o quotidiano do seu filho.

Henrique é um aluno de 11 anos. Tem necessidades educativas especiais. A inteligência é uma das suas principais características, mas os problemas de leitura condicionam-lhe o dia-a-dia. Uma simples tarefa, fácil de executar para a maior parte dos seus colegas, pode transformar-se num verdadeiro quebra-cabeças para um aluno com dislexia.

Vejamos como é, afinal, um dia típico na vida de Henrique:

Problemas relacionados à dislexia: Baixa autoestima e abandono escolar

6h15

Acorda cedo com o despertador mas, logo desliga o alarme e não quer sair da cama. Depois de tantos comentários sobre o quão lenta e sofrida é a sua leitura, Henrique deixa-se levar pela pressão e prefere nem pensar na escola. Imaginar entrar numa sala de aula é suficiente para o destabilizar. Um dia, chegou a fingir uma dor de estômago para justificar a falta. Não tem dúvidas: os melhores dias são aqueles em que fica em casa, longe do stress que as aulas lhe provocam.

Problemas relacionados à dislexia: Compreensão de leitura e escrita à mão

8h30

Chegou o dia. Henrique não está preparado para o teste de história.

Tentou terminar os trabalhos de casa, mas as dificuldades na leitura são tão evidentes que apenas conseguiu concluir alguns parágrafos. E, como demorou tanto tempo para ler e perceber cada frase, como sempre, teve dificuldade em entender o texto na sua globalidade.

Não se pode dizer o contrário: Para além de inteligente, Henrique, também é esforçado! Quer ultrapassar os obstáculos que o impedem de ter sucesso escolar. Nas aulas costuma ouvir atentamente o professor e, ainda que de forma pouco organizada, tenta retirar notas/apontamentos da matéria mais importante, mas não chega. Henrique precisa de acompanhamento especializado para conseguir superar as suas dificuldades. E assim, o teste, quinta-feira, advinha-se um pesadelo.

Problemas relacionados à dislexia: Descodificação e memória de trabalho

10h30

Henrique gosta de matemática, exceto dos problemas. Levam-lhe uma eternidade a ler e compreender. Dificilmente consegue reter e sistematizar o que lê e, como era de esperar, não os consegue resolver, por muito que tente. Geralmente, comete erros simples, por exemplo, como mudar dois números ou misturar a sequência de etapas. Ou seja, a resposta está, quase sempre errada, apesar de até ter adquirido e entendido os conceitos e ter um bom raciocínio lógico-matemático.

Problemas relacionados à dislexia: Reconhecer palavras à vista, construir vocabulário e consciência fonológica

12h30

É difícil para Henrique relaxar durante o almoço. Tem trabalhos de casa para fazer e precisa de ajuda. Sozinho não os consegue fazer. Por isso corre na escola, desenfreado, à procura de uma ajuda-extra dos professores. Aproxima-se o teste de vocabulário de francês e Henrique está preocupado. Por muito que olhe para os flashcards sobre a matéria, parece sempre que os olha pela primeira vez. Infelizmente, um problema, não exclusivo, da disciplina de francês – é transversal às outras. As palavras, simplesmente, não lhe “ficam” na memória.

Problemas relacionados à dislexia: Aprender uma língua estrangeira e evitar tarefas

13h30

A aula de francês é, sem dúvida, das mais difíceis. Se Henrique já tem imensos problemas para ler e escrever em português, mais difícil se torna a tarefa de o fazer numa outra língua, com diferentes sons e regras de ortografia.

O método de ensino do professor deixa Henrique desconfortável e ainda mais inseguro: todos os alunos são incentivados a lerem em voz alta na sala de aula, um de cada vez. E quando Henrique sente que está prestes a ser chamado, inventa uma desculpa qualquer para se ausentar da aula. A maneira mais fácil é dizer que precisa de ir à casa de banho mas já não resulta, a desculpa está gasta. Henrique sempre preferiu refugiar-se num local qualquer, em vez de mostrar fragilidades diante da turma e, eventualmente, dizer até algo impróprio ao professor e ter uma falta disciplinar.

Problemas relacionados à dislexia: Ansiedade e dificuldade para ler música

14h30

O coro é a única coisa que Henrique gosta da escola. A leitura da música é difícil, mas, ao contrário das outras disciplinas, pode sempre aprender ouvindo-as. E é fantástico quando as pessoas elogiam a voz bonita que tem. Henrique preocupa-se que, se tiver de faltar ao coro por causa de uma outra aula qualquer, possa não ter agenda para a substituir. Dá imensa importância à participação no coro.

Problemas relacionados à dislexia: Descodificação, ortografia e interação

16h30

As mensagens de texto são stressantes para o Henrique. Demorou muito tempo para descobrir as abreviaturas usadas pelos amigos para simplificar determinadas palavras. As dificuldades que sente ao nível da leitura e da ortografia tornam difícil, quase impossível, fazer parte das conversas de grupo.

Problemas relacionados à dislexia: Escrita, ortografia, revisão

20h15

Os pais de Henrique continuam a pressioná-lo para terminar o estudo. A capacidade de soletração de Henrique é bastante pobre e, por vezes, a família, amigos e colegas não percebem a mensagem que pretende transmitir! A correção, também se torna difícil. Henrique não tem consciência dos erros que comete. Por isso, depende sempre da supervisão dos pais em casa. Às vezes, dizem que se trata de preguiça, mas não é. Henrique demora muito mais tempo a fazer um trabalho de casa do que um estudante sem dislexia.

Problemas relacionados à dislexia: Stress generalizado

22h15

Já é tarde e Henrique está cansado. Antes de dormir precisa de relaxar. Jogar na playstation é o passatempo favorito. Assim que entra no mundo virtual, Henrique torna-se igual a outra criança qualquer: esquece-se da dislexia e de todos os problemas que lhe estão associados. Hora de dormir. Amanhã outro longo dia pela frente.

Sobre a Dislexia

A dislexia é uma perturbação da aprendizagem específica com défice na leitura, normalmente associada a alterações neurodesenvolvimentais. Não significa falta de inteligência, nem dificuldades de visão. É uma disfunção neurológica que torna difícil aprender a ler com precisão e fluência. A questão central envolve a compreensão de como os sons nas palavras são representados por letras. É comum para um aluno com dislexia apresentar dificuldades na compreensão da leitura, erros ortográficos, dificuldades na estrutura frásica e na organização de ideias.

As crianças não superam a dislexia, aprendem mecanismos para lidar com ela.

As suas dificuldades com a leitura podem afetá-las socialmente, emocionalmente e verbalmente. É comum que evitem ler em voz alta e não saibam responder à pergunta do professor.

Pais e professores, não raras vezes, interpretam mal os sinais da dislexia. Confundem-nos, por exemplo, com preguiça. Por vezes, parece que os alunos não se esforçam o suficiente para obter melhores resultados escolares. Há, no entanto, fórmulas/estratégias de sucesso para fazer face à dislexia: abordagens de ensino adequadas; intervenções terapêuticas específicas, regulares, com técnicos especializados com o objetivo de reeducar as áreas subdesenvolvidas e com necessidade de desenvolvimento.

O programa de reeducação da dislexia permite superar os desafios de leitura e prosperar ao nível do aproveitamento escolar e da própria vida pessoal.

Como ajudar?

- Fale com a escola do seu filho sobre os métodos de ensino-aprendizagem estruturados e multissensoriais utilizados no ensino da leitura e da escrita. Esta abordagem de ensino é projetada/concebida para envolver as crianças através da visão, audição, movimento e toque.

O uso dessas diferentes áreas pode ajudá-los a associar sons a letras e, assim, aprender a descodificar palavras escritas.

- Explore alguns exercícios que ajudem a aprender e mostrar o que sabe. Por exemplo, ter um bloco de notas, fazer um relatório oral ou um projeto de vídeo, em vez de uma tarefa escrita. Solicitar a leitura na sala de aula em voz alta não é boa solução.

 As ferramentas tecnológicas podem ajudar os alunos com dislexia através do estímulo para a descoberta de novas palavras e ideias. Livros de áudio, aplicativos de texto para fala e livros didáticos digitais podem ajudar o seu filho a ouvir e entender melhor o que se pretende.

-Procure o Techfinder da Understanding. Estas aplicações, já analisadas por especialistas, podem ajudar a superar alguns problemas de leitura.

- Estimule o interesse do seu filho para a leitura. Livros de banda desenhada, desporto, moda e culinária são sempre boas formas para despertar vontade de ler. Procure livros sobre grandes temas atuais próprios para a idade do seu filho, desde que escritos de forma simples e facilmente entendível.

 Enfatize os pontos fortes de seu filho. Use desportos, passatempos e outras atividades para ajudar o seu filho a ficar motivado na escola. Outra maneira de ajudar a aumentar a auto-estima é partilhar histórias de sucesso sobre pessoas com dislexia.

- Ajude-o a aceitar a sua dificuldade. Os alunos mais resolvidos com o seu problema de dislexia, costumam dar o primeiro passo e falar sobre as dificuldades que sentem ao nível da leitura. Não é fácil, mas é importante que saibam procurar ajuda sempre que dela precisem.

Adaptado de “a day in the life of a teen with dyeslexia” in https://www.understood.org/

 

 

Cientistas comprovam importância do exercício físico para o rendimento escolar

Outubro 9, 2018 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia da Visão de 13 de setembro de 2018.

Mais memória, mais flexibilidade cognitiva e maior capacidade de atenção levam especialistas a recomendar a adoção de comportamentos saudáveis o mais cedo possível

Já tínhamos documentado que quem tem melhor capacidade aeróbia (ou seja, o potencial que temos de produzir energia corporal por meio do oxigénio) tende a ter melhor rendimento escolar. Agora, através da imagiologia, é possível comprovar que, com o exercício físico, há uma tendência para aumentar o número de neurónios e as ligações das sinapses, que são essenciais no desempenho do cérebro e, portanto, na aprendizagem”, revela Luís Bettencourt Sardinha, Presidente do Conselho Consultivo da Faculdade de Motricidade Humana e coordenador do 9º Simpósio European Youth Heart Study, que decorre até sábado no Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa.

A iniciativa, que vai abordar questões como o sedentarismo, a alimentação e os fundamentos epidemiológicos e fisiológicos associados à atividade e aptidão físicas, permitirá também partilhar experiências de sucesso nos sistemas educativo e desportivo. “Os argumentos de melhor saúde vascular e cardiovascular só ganham peso mais tarde. O que estes dados indicam é que há outros ganhos que são imediatos mais cedo”, avança o especialista, a lembrar ainda a importância de sensibilizar as famílias para esta questão. “O problema, muitas vezes, não é saber que a aptidão física é boa; é preciso também avaliar que condições as escolas e a comunidade têm para proporcionar esse desenvolvimento saudável”.

European Youth Heart Study

 

 

Nem a força de 50 mil assinaturas fez aliviar o peso das mochilas

Setembro 30, 2018 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Jornal de Notícias de 10 de setembro de 2018.

 

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