Covid-19: aulas em espaços amplos, com horários desfasados e protecção. As medidas para regresso às escolas na segunda-feira

Maio 15, 2020 às 7:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 15 de maio de 2020.

LUSA

O diploma que dita as normas para o regresso às aulas presenciais sublinha que as “disciplinas oferecidas em regime presencial são frequentadas por todos os alunos, independentemente das suas opções quanto aos exames que vão realizar enquanto provas de ingresso”. As aulas presenciais também vão ser retomadas para os alunos do 2.º e 3.º anos dos cursos “de dupla certificação do ensino secundário”.

O diploma que estabelece as medidas excepcionais e temporárias para o regresso das aulas presenciais, na segunda-feira, para o 11.º e 12.º anos, no âmbito da pandemia, foi publicado, na quinta-feira, em Diário da República (DR).

De acordo com o documento, as aulas presenciais também vão ser retomadas para os alunos do 2.º e 3.º anos dos cursos “de dupla certificação do ensino secundário, bem como para os alunos dos cursos artísticos especializados não conferentes de dupla certificação, nas disciplinas que têm oferta de exame final nacional, mantendo-se, sem prejuízo do disposto”, as restantes disciplinas em “regime não presencial”.

O diploma sublinha que as “disciplinas oferecidas em regime presencial são frequentadas por todos os alunos, independentemente das suas opções quanto aos exames que vão realizar enquanto provas de ingresso”.

As aulas presenciais nas “disciplinas de natureza prática e na formação em contexto de trabalho” também poderão decorrer, caso não seja possível leccioná-las de outra maneira, desde que “seja garantido o cumprimento das orientações” da Direcção-Geral da Saúde (DGS), nomeadamente “em matéria de higienização e distanciamento físico”.

“As escolas podem ainda oferecer, no âmbito do ensino secundário, a frequência de disciplinas em regime presencial a alunos provenientes de ofertas educativas não abrangidas pelos números anteriores, quando estas se revelem necessárias para a realização de provas ou exames, com vista à conclusão e certificação do respectivo curso ou acesso ao ensino superior”, prossegue o decreto-lei, acrescentando que compete aos estabelecimentos de ensino assegurar o “apoio presencial necessário” para complementar o trabalho desenvolvido nestas disciplinas.

Em relação aos trabalhadores não docentes, se a escola onde “normalmente exercem funções” estiver temporariamente encerrada, estes funcionários “são recolocados” em estabelecimentos do mesmo agrupamento de escolas.

O desfasamento dos horários escolares e laborais deve utilizar o período compreendido entre as 10h e as 17h e devem as aulas ser feitas, sempre que houver condições para o efeito, em “espaços amplos, como auditórios ou outros espaços”.

Quanto às actividades presenciais de formação profissional desenvolvidas ou promovidas pelo Instituto do Emprego e da Formação Profissional (IEFP), através dos centros de formação profissional de gestão directa, centros de formação profissional de gestão participada ou por entidades formadoras, podem ser retomadas” também a partir de segunda-feira, dia 18, “de forma gradual e com as devidas adaptações, desde que seja assegurado o cumprimento das orientações da DGS”.

Já as instituições científicas e do ensino superior devem “garantir a combinação gradual e efectiva de actividades na presença de estudantes, docentes e investigadores com processos a distância, bem como de teletrabalho, designadamente destinadas a aulas e outras actividades, tais como actividades laboratoriais, realização de estágios e actividades de avaliação de estudantes, entre outras”.

Assim como com as instituições do ensino secundário, devem ser seguidas as orientações de higienização, distanciamento físico e utilização de equipamentos de protecção individual da DGS.

Decreto-Lei n.º 20-H/2020

#EstudoEmCasa – Secundário

Maio 9, 2020 às 9:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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#EstudoEmCasa – Secundário no link:

https://www.youtube.com/channel/UCJdh52Zkf0u0qvYOfCWd3gg?fbclid=IwAR1fRATPWzfrBjakQLX6dZ9ymS2BMHRGgWAmKyiFwcEPr8rJiiM2tYcoF-4

Aulas: 3º período começa hoje! Canais do YouTube já disponíveis

Abril 14, 2020 às 6:25 pm | Publicado em Site ou blogue recomendado, Vídeos | Deixe um comentário
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Notícia do PPLWare de 14 de abril de 2020.

Começa hoje o 3º período, mas não haverá aulas presenciais devido ao surto do novo coronavírus. As aulas à distância, pela TV e internet, só irão começar no próximo dia 20 de abril. No entanto, é preciso ir começando a preparar tudo para que nada falte.

Recentemente o Ministério da Educação lançou os Canais do #EstudoEmCasa no Youtube. Já os pode subscrever e ver os conteúdos.

Numa verdadeira corrida contra o tempo, o Ministério da Educação encontrou na Rádio e Televisão de Portugal um parceiro inequívoco e incondicional desta missão coletiva, conseguindo levar a cabo uma operação de monta, possível também graças ao apoio da Fundação Calouste Gulbenkian.

Além das aulas que acontecerão em sinal aberto na RTP memória, o Ministério da Educação irá também disponibilizar conteúdos de suporte no YouTube. Os canais no YouTube foram criados recentemente e já podem ser subscritos.

Links de Canais do #EstudoEmCasa no Youtube

Pré-Escolar

1.º Ciclo

2.º Ciclo

3.º Ciclo

Secundário

O terceiro período irá decorrer até 26 de junho. Como sabemos a Telescola vai chamar-se #EstudoEmCasa e vai ocupar a grelha das 09h às 17h50 da RTP Memória, com conteúdos organizados para diferentes anos letivos.

Os conteúdos pedagógicos temáticos irão contemplam matérias que fazem parte das aprendizagens essenciais do 1.º ao 9.º ano, agrupados por: 1.º e 2.º anos, 3.º e 4.º anos, 5º e 6.º anos, 7.º e 8.º anos e 9.º ano, abrangendo matérias de uma ou mais disciplinas do currículo, as quais servirão de complemento ao trabalho dos professores com os seus alunos.

Prémio Municipal Direitos Humanos Criança e Jovem (Câmara Municipal de Lisboa) – candidaturas até 31 de janeiro

Janeiro 13, 2020 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Os projetos devem contribuir para a promoção de boas práticas na proteção e defesa dos direitos das crianças

mais informações no link:

https://www.lisboa.pt/agenda/municipio/detalhe/290/premio-municipal-direitos-humanos-na-crianca-e-no-jovem

Jovens mostraram como pensam (e muito) no ambiente

Dezembro 24, 2019 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Sul Informação de 17 de dezembro de 2019.

Pedro Lemos

Organização lamenta que poucos políticos tenham marcado presença.

«Estes jovens, muitas vezes vistos como pessoas apáticas e apenas interessadas nas redes sociais, demonstraram que, nas questões do ambiente, que não são de somenos, contrariam essa ideia de inércia». A frase resume o que foi o Encontro pelo Planeta que juntou, esta segunda-feira, 16 de Dezembro, 600 alunos na Universidade do Algarve (UAlg). No final, foram escolhidas as três melhores propostas que, agora, serão levadas à Assembleia da República. 

Desde propostas para reduzir o uso de microplásticos, para controlar as plantas invasoras, em Albufeira, até à implementação de um Eco-copo, na Escola Secundária Júlio Dantas (Lagos), as ideias fervilharam. O denominador comum foi a importância de salvaguardar o planeta e o ambiente.

Houve ideias com apresentações mais arrojadas (como o EcoGenius que teve direito a uma sátira) e outras mais centradas em medidas concretas. Quatro jovens da Secundária de Albufeira, por exemplo, propuseram utilizar óleo usado para fazer sabonetes.

E, no final, não se inibiram de deixar uma mensagem mais geral: «há tantos com fome! Temos de reduzir o desperdício alimentar. Já pensaram nas pessoas que passam fome?».

Ao longo do dia, houve, no total, 27 projetos levados ao palco do Grande Auditório do Campus de Gambelas. Três foram escolhidos como os melhores.

A escolha dos professores foi para o 11º E da Escola Básica e Secundária de Albufeira e o seu projeto “A importância da ação individual para a preservação do ambiente”.

Já os alunos elegeram “A Terra, minha, tua, vossa, nossa – vamos reagir – Diatomáceas, a solução do futuro?”, do 12º CTA da Secundária de Silves.

Por fim, os convidados e equipa organizadora votaram, como projeto vencedor, na ideia do 10ºG da Secundária Gil Eanes, de Lagos, de criar uma parede de musgo, capaz de fazer o mesmo papel ambiental de 275 árvores.

Agora, estes três projetos serão levados à Comissão Parlamentar de Educação, Ciência, Juventude e Desporto, na Assembleia da República.

«Foi um compromisso do Centro Ciência Viva (CCV) de Lagos, como entidade coordenadora do projeto Ecoscience. É uma forma de mostrarmos aos políticos como há jovens a pensar nas questões das alterações climáticas», considerou Luís Azevedo Rodrigues, diretor executivo do CCV de Lagos, ao Sul Informação. 

Ao mesmo tempo, também há o objetivo de levar as três ideias aos Municípios de Lagos, Silves e Albufeira para que aí sejam implementadas.

Apesar do balanço «muito positivo», Luís Azevedo Rodrigues não deixa de lamentar uma questão: a ausência dos políticos numa iniciativa para a qual foram convidados governantes, como o primeiro-ministro, ministros, autarcas e deputados. Joaquina Matos, deputada do PS e antiga professora, foi a única parlamentar a ir ao “Encontro pelo Planeta”.

«Apenas tivemos a presença do presidente da Câmara de Faro e de representantes dos Municípios de Lagos e Portimão. A nível ministerial, por exemplo, não veio ninguém. Na sessão de encerramento estiveram presentes a delegada regional de Cultura e o delegado regional de Educação, mas é algo que podemos melhorar», disse.

É que, na opinião do mentor deste “Encontro pelo Planeta”, «estes alunos mereciam muito mais».

«Normalmente ouvimos queixas de que os cidadãos têm pouca participação cívica. Este foi um projeto que envolveu 600 jovens com ideias concretas para problemas concretos», defendeu.

No discurso de encerramento, foi precisamente essa a mensagem que deixou. «Não deixem que vos considerem apáticos. Demonstrem a vossa cidadania cívica».

Fotos: Pedro Lemos | Sul Informação

Nova disciplina de História para ajudar alunos do 12.º ano a interpretar o presente

Outubro 28, 2019 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Notícia do Observador de 7 de outubro de 2019.

Disciplina de “História, Culturas e Democracia” destina-se a todos os cursos do secundário. Objetivo é o aluno compreender o mundo atual e ter pensamento crítico sobre temas da História recente.

Os alunos do 12.º ano poderão ter uma nova disciplina no próximo ano letivo que aborda a história contemporânea e pretende que os estudantes consigam interpretar o presente e agir de forma critica e reflexiva.

Chama-se “História, Culturas e Democracia” e destina-se aos alunos de todos os cursos do ensino secundário, segundo informação disponibilizada no site da Direção-Geral de Educação (DGE).

A nova disciplina quer que o aluno compreenda o mundo atual e problematize temas da História recente, refere o documento que define as aprendizagens essenciais da cadeira anual.

“Esta oferta, que partiu do diálogo que temos mantido com os professores de História, é uma resposta à necessidade de valorização do conhecimento histórico e do património enquanto alicerces da identidade e da democracia. Além disto, estrutura-se de uma forma coerente com as finalidades previstas no Perfil dos Alunos: o desenvolvimento de espírito crítico e capacidade de interpretação da realidade sustentado em conhecimento”, sublinhou o secretário de Estado da Educação, João Costa, em declarações à agência Lusa.”

A disciplina pretende dar ferramentas aos alunos que lhes permita compreender o mundo em que vivem e ter uma consciência histórica para poderem assumir “uma posição informada, crítica e participativa na construção da sua identidade individual e coletiva, num quadro de referência humanista e democrática”, refere o documento disponível na DGE.

As aprendizagens essenciais estruturam-se em torno de quatro grandes temas: “A História faz-se com critério”; “Global e Local (“Glocal”) e Consciência Patrimonial”; “Passados Dolorosos na História” e, finalmente, “História e tempo Presente”.

O tema “Passados Dolorosos na História”, por exemplo, assenta no pressuposto de que o desconhecimento da realidade histórica pode conduzir à instrumentalização do passado.

“As memórias individuais e coletivas devem ser valorizadas por constituírem contributos importantes para a compreensão de questões socialmente vivas. Assumir as heranças dolorosas pode e deve contribuir para o apaziguamento das relações sociais inerentes a uma cultura democrática”, refere as aprendizagens essenciais.”

A importância da “História e do Tempo Presente” vem reforçar a ideia de que os conteúdos da História estão associados a situações e problemas presentes no quotidiano da vida do aluno ou presentes no meio sociocultural e geográfico em que se insere, criando-se na escola espaços e tempos onde possa intervir livre e responsavelmente.

As aprendizagens essenciais desta nova disciplina foram desenvolvidas entre a Associação de Professores de História e a DGE

Mais  informações no link da DGE sobre a nova disciplina:

Click to access ae_hcd_12.o.pdf

Na notícia da Associação de Professores de História

Lei dos manuais escolares gratuitos até ao 12.º ano tem luz verde

Agosto 8, 2019 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação, Site ou blogue recomendado | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 7 de agosto de 2019.

Os manuais escolares vão ser atribuídos através de vales. Para isso, os encarregados de educação dos alunos têm de se inscrever na plataforma MEGA.

Lusa

O Presidente da República anunciou na noite de terça-feira a promulgação de três diplomas relativos à educação, designadamente o que alarga a gratuitidade dos manuais escolares a toda a escolaridade obrigatória (até ao 12.º ano) na rede pública do Ministério da Educação.

A este propósito, Marcelo Rebelo de Sousa “espera” que o regime agora estabelecido “seja sustentável em termos editoriais, sem quebra de qualidade”.

Entre os diplomas promulgados pelo Presidente está também o que estabelece mecanismos de regularização de dívidas por não pagamento de propinas em instituições de ensino superior públicas, bem como um terceiro que altera o Regime Jurídico da Avaliação do Ensino Superior.

Em 19 de Julho passado, a Assembleia da República, na última sessão plenária da legislatura, aprovou um diploma do PSD que veio alterar algumas regras do Regime Jurídico da Avaliação do Ensino Superior, que já tem 12 anos de existência.

Com os votos favoráveis do PSD, do CDS-PP e do PAN, a abstenção do BE, do PCP e dos Verdes e os votos contra do PS, os deputados aprovaram que as instituições de ensino superior vão passar a ser avaliadas tendo em conta critérios como o combate à fraude académica, os apoios sociais ou a garantia de protecção de todos contra a intolerância e discriminação.

Plataforma MEGA

Calendário escolar para o ano letivo 2019/2020, calendário de provas e exames dos ensinos básico e secundário

Junho 18, 2019 às 7:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Despacho n.º 5754-A/2019

Determina a aprovação dos calendários, para o ano letivo de 2019-2020, dos estabelecimentos públicos de educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário, dos estabelecimentos particulares de ensino especial, bem como o calendário de provas e exames dos ensinos básico e secundário.

Link do despacho Despacho n.º 5754-A/2019:

https://dre.pt/web/guest/home/-/dre/122609690/details/maximized?serie=II&parte_filter=31&day=2019-06-18&date=2019-06-01&dreId=122609688

 

Portugal tem muitos alunos no secundário mas poucos chegam ao superior

Fevereiro 12, 2019 às 8:00 pm | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 7 de janeiro de 2019.

Há mais estudantes no 12º ano do que nos parceiros da OCDE, mas os que ingressam numa universidade ficam aquém da média internacional. Modelo dos cursos profissionais e pouca diversidade de ofertas no superior ajudam a explicar o fenómeno.

Poucos países no mundo têm uma diferença tão acentuada quanto Portugal entre o número de estudantes inscritos no ensino secundário e aqueles que acabam por ingressar num curso superior. Mais de metade dos jovens de 20 anos não está a estudar e, para os atrair, o país terá que fazer mudanças nos cursos profissionais, mas também nas formas de acesso e nas ofertas do superior, defende Cláudia Sarrico, especialista da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), que fará a conferência de abertura da Convenção Nacional do Ensino Superior, esta segunda-feira, em Lisboa.

Os dados do último Education at a Glance, o relatório anual sobre educação da OCDE, publicado em Setembro, mostram que, na população entre os 15 e os 19 anos, que é aquela que tipicamente está em idade de frequentar o ensino secundário, Portugal tem uma percentagem de alunos inscritos em instituições de ensino superior à média internacional – 89% contra 85% na OCDE.

No intervalo seguinte, dos 20 aos 24 anos, idade em que a maioria dos alunos que segue para o ensino superior está a frequentar uma licenciatura, a situação inverte-se. A percentagem de população inscrita numa instituição de ensino, em Portugal, é de 37%, ao passo que, na OCDE é de 42%. Se o paralelo for traçado em relação aos restantes parceiros da União Europeia, o país perde ainda mais na comparação: a média europeia é de 43%.

Um outro dado do Education at a Glance 2018 permite perceber a evolução deste fenómeno. Se, aos 16 e aos 17 anos, Portugal tem 98% da população inscrita em instituições de ensino – contra 95% e 92%, respectivamente para cada uma dessas idades, na OCDE –, a partir dos 18 anos o indicador cai de forma abrupta: 82% de inscritos aos 18 anos, 65% aos 19 e apenas 54% aos 20 anos.

Quando o país apostou em alargar a população inscrita no ensino secundário, “fê-lo sobretudo por via dos cursos profissionais”, que hoje representam cerca de metade dos inscritos do 10.º ao 12.º anos, contextualiza Cláudia Sarrico, analista de políticas de ensino superior da OCDE, que vai comentar estes dados na Convenção do Ensino Superior. “Só que os cursos profissionais foram concebidos a pensar na transição para o mercado de trabalho, e não no prosseguimento de estudos”, afirma.

Muitos dos alunos que vão para o ensino profissional estarão, por isso, previamente menos disponíveis para prosseguir estudos, “porque queriam um tipo de ensino diferente de modo a ingressar no mercado de trabalho”, admite Sarrico. Além disso, mesmo que a dada altura possam pensar em continuar a estudar no superior, terão dificuldades.

Desde logo porque o concurso nacional de acesso se baseia em larga medida nos exames do ensino secundário e, nos cursos profissionais, os alunos não têm algumas das disciplinas em que há provas nacionais ou, quando as têm, os currículos são diferentes. Para responder a esta dificuldade, o Governo comprometeu-se, em 2017, a fazer mudanças na forma de acesso ao ensino superior para os alunos do ensino profissional, que até agora não foram concretizadas.

Além disso, a especialista da OCDE questiona se estes alunos estarão, de facto, “preparados para ter sucesso no ensino superior”, tendo em conta a forma como os cursos profissionais foram desenhados. E dá o exemplo da Holanda onde os alunos do profissional têm licenciaturas mais longas (de quatro anos em vez de três) do que os alunos que chegam ao ensino superior vindos do ensino regular.

Diversificar os públicos

O que também resulta evidente da comparação internacional que Cláudia Sarrico vai apresentar na Convenção do Ensino Superior é que Portugal tem um défice de qualificações neste nível de educação. Entre a população que tem 25 a 34 anos só 34% tem formação superior. Na OCDE são 44%.

O país “precisa de mais gente no ensino superior” e o que aconteceu no ensino secundário pode servir de modelo, defende a investigadora. “Da mesma forma como, quando se fez uma massificação no secundário teve que ser feita uma diversificação da oferta, também no caso do superior terá que acontecer o mesmo”, propõe Cláudia Sarrico.

Um exemplo relativamente recente do que podem ser as novas ofertas de universidades e politécnicos são os cursos técnicos superiores profissionais. Portugal também tem margem para aumentar o número de estudantes em regime de tempo parcial – em que é um dos países com menos alunos inscritos, com 5,19% contra 19,65% de média da OCDE –, mas também públicos adultos que estejam já no mercado de trabalho.

“A oferta tem de se adaptar para que seja uma oferta de qualidade e os alunos não só entrem como também progridam e saiam com as competências”, defende a investigadora da OCDE.

A conferência de abertura da Convenção Nacional do Ensino Superior será partilhada por Cláudia Sarrico e Pedro Teixeira, do Centro de Investigação de Política do Ensino Superior. Na mesa de comentário a essa intervenção estarão a investigadora do Instituto de Medicina Molecular de Lisboa Maria Mota, vencedora do Prémio Pessoa em 2014, o antigo Ministro do Desenvolvimento Regional, Miguel Poiares Maduro, e o politólogo Pedro Adão e Silva, bem como o ministro dos Negócios Estrangeiros e antigo ministro da Educação, Augusto Santos Silva, em representação do Governo.

O Governo tem um elemento em cada um dos seis painéis de discussão previstos para esta segunda-feira, em que vão ser debatidos temas como o acesso ao ensino superior, a acção social e o financiamento do sector. Entre os participantes estão membros de todos os partidos com assento na Comissão de Educação da Assembleia da República, bem como representantes dos estudantes. O Presidente da República fará o discurso de encerramento.

A sessão desta segunda-feira da convenção é a primeira de seis de uma iniciativa com a qual os reitores vieram reclamar um pacto de dez anos contra “estagnação” no sector. A discussão prossegue em Março, na Universidade de Aveiro, onde o tema será a articulação do ensino com a investigação. A terceira sessão acontece no mês seguinte no Porto e vai debater a aproximação do ensino superior às empresas, administração pública e agentes culturais.

Esta iniciativa do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas vai parar durante o período eleitoral e será retomada, no final do ano, após a tomada de posse do Governo que resultar das próximas legislativas. Serão então debatidos outros três temas: o papel das universidades no combate às alterações climáticas, a modernização pedagógica do ensino superior e a coesão territorial do país.

Relatório Education at a Glance 2018

 

 

 

Portugal é o 12º país com sistema de educação mais igualitário entre países ricos

Novembro 13, 2018 às 12:00 pm | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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Notícia da ONU News de 30 de outubro de 2018.

Unicef estudou desigualdades de aprendizagem nos países da Ocde; relatório diz que riqueza do país não garante educação de qualidade; contexto familiar entre os fatores que mais influenciam desempenho escolar.

Viver num país rico não garante acesso igual à educação de qualidade, segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef.

Em relatório publicado esta terça-feira, a agência constata que as crianças em países menos ricos frequentemente têm um desempenho melhor na escola, apesar dos recursos nacionais serem menores.

Portugal

De acordo com a publicação, Portugal é o 12º país menos desigual dos 41 considerados, quando os alunos entram no ensino secundário.

O estudo denominado “Início Injusto – Desigualdades na Educação Infantil em Países Ricos” avalia 41 países-membros da União Europeia, UE, e/ou da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico, Ocde, sobre a extensão das desigualdades educacionais nos níveis de educação pré-escolar, primário e secundário.

De acordo com a publicação, Portugal é o 12º país menos desigual dos 41 considerados, quando os alunos entram no ensino secundário.

O país mantém posições muito semelhantes quando as desigualdades são analisadas por ciclo de ensino. Tanto no nível primário como secundário, Portugal é o oitavo país com menos desigualdades.

Indicadores

O relatório estuda dois indicadores de desigualdade. Para o ensino pré-primário considera a percentagem de alunos matriculados um ano antes da idade oficial para entrar na escola primária. Para o ensino primário e secundário avalia a diferença nas notas de leitura entre os alunos com menor e maior desempenho.

A classificação aos 15 anos é o principal indicador do relatório porque representa o nível de desigualdade no final da escolaridade obrigatória.

Para a diretora do centro Unicef Innocenti, este relatório mostra que “os países podem oferecer aos seus filhos o melhor dos dois mundos: eles podem alcançar padrões de excelência em educação e ter uma desigualdade relativamente baixa”.

Priscilla Idele, lembra, no entanto, que “todos os países ricos podem e devem fazer muito mais por crianças de famílias desfavorecidas, pois elas são as que têm maior probabilidade de ficar para trás.”

O estudo usa os dados mais recentes para examinar o vínculo entre as realizações das crianças e fatores como a ocupação dos pais, histórico de migração, sexo e características da escola.

Discrepâncias

Os países têm diferentes graus de desigualdade educacional em diferentes estágios educacionais, diz o relatório.

A Irlanda e a Eslovénia estão no terço inferior dos países para ingressar no ensino pré-escolar, mas passam para o terço médio na escola primária e posteriormente para o terço superior na escola secundária.

França tem uma das taxas mais altas de matrícula na pré-escola, mas depois cai para o terço inferior na escola secundária.

No final da escolaridade obrigatória, a Letónia, a Irlanda e a Espanha são os três países com maior igualdade.

Condições económicas

Em 16 dos 29 países europeus para os quais existem dados disponíveis, as crianças do quinto agregado familiar mais pobre, têm uma taxa de frequência pré-escolar mais baixa do que as crianças do quinto mais rico.

Os padrões persistem ao longo da escolaridade de uma criança.

Entre as crianças de 15 anos que têm um bom desempenho as que têm pais com empregos mais qualificados têm muito mais hipóteses de continuar no ensino superior do que os filhos de pessoas com trabalhos menos qualificados.

Migração

Segundo este relatório, em 21 dos 25 países com níveis substanciais de imigração, as crianças imigrantes de primeira geração tendem a ter menos sucesso escolar no secundário do que as não migrantes.

Em 15 países, as crianças imigrantes de segunda geração também têm um desempenho pior do que as não migrantes.

No entanto, na Austrália e no Canadá, as crianças imigrantes de segunda geração têm melhores resultados do que as não migrantes.

A publicação do Unicef mostra ainda que em todos os países as meninas têm sempre melhores resultados nos testes de leitura do que os meninos.

O relatório citado na notícia é o seguinte:

An Unfair Start: Inequality in Children’s Education in Rich Countries’, Innocenti Report Card 15

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