Nova disciplina de História para ajudar alunos do 12.º ano a interpretar o presente

Outubro 28, 2019 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Notícia do Observador de 7 de outubro de 2019.

Disciplina de “História, Culturas e Democracia” destina-se a todos os cursos do secundário. Objetivo é o aluno compreender o mundo atual e ter pensamento crítico sobre temas da História recente.

Os alunos do 12.º ano poderão ter uma nova disciplina no próximo ano letivo que aborda a história contemporânea e pretende que os estudantes consigam interpretar o presente e agir de forma critica e reflexiva.

Chama-se “História, Culturas e Democracia” e destina-se aos alunos de todos os cursos do ensino secundário, segundo informação disponibilizada no site da Direção-Geral de Educação (DGE).

A nova disciplina quer que o aluno compreenda o mundo atual e problematize temas da História recente, refere o documento que define as aprendizagens essenciais da cadeira anual.

“Esta oferta, que partiu do diálogo que temos mantido com os professores de História, é uma resposta à necessidade de valorização do conhecimento histórico e do património enquanto alicerces da identidade e da democracia. Além disto, estrutura-se de uma forma coerente com as finalidades previstas no Perfil dos Alunos: o desenvolvimento de espírito crítico e capacidade de interpretação da realidade sustentado em conhecimento”, sublinhou o secretário de Estado da Educação, João Costa, em declarações à agência Lusa.”

A disciplina pretende dar ferramentas aos alunos que lhes permita compreender o mundo em que vivem e ter uma consciência histórica para poderem assumir “uma posição informada, crítica e participativa na construção da sua identidade individual e coletiva, num quadro de referência humanista e democrática”, refere o documento disponível na DGE.

As aprendizagens essenciais estruturam-se em torno de quatro grandes temas: “A História faz-se com critério”; “Global e Local (“Glocal”) e Consciência Patrimonial”; “Passados Dolorosos na História” e, finalmente, “História e tempo Presente”.

O tema “Passados Dolorosos na História”, por exemplo, assenta no pressuposto de que o desconhecimento da realidade histórica pode conduzir à instrumentalização do passado.

“As memórias individuais e coletivas devem ser valorizadas por constituírem contributos importantes para a compreensão de questões socialmente vivas. Assumir as heranças dolorosas pode e deve contribuir para o apaziguamento das relações sociais inerentes a uma cultura democrática”, refere as aprendizagens essenciais.”

A importância da “História e do Tempo Presente” vem reforçar a ideia de que os conteúdos da História estão associados a situações e problemas presentes no quotidiano da vida do aluno ou presentes no meio sociocultural e geográfico em que se insere, criando-se na escola espaços e tempos onde possa intervir livre e responsavelmente.

As aprendizagens essenciais desta nova disciplina foram desenvolvidas entre a Associação de Professores de História e a DGE

Mais  informações no link da DGE sobre a nova disciplina:

http://www.dge.mec.pt/sites/default/files/Curriculo/Aprendizagens_Essenciais/ae_hcd_12.o.pdf

Na notícia da Associação de Professores de História

Lei dos manuais escolares gratuitos até ao 12.º ano tem luz verde

Agosto 8, 2019 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação, Site ou blogue recomendado | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 7 de agosto de 2019.

Os manuais escolares vão ser atribuídos através de vales. Para isso, os encarregados de educação dos alunos têm de se inscrever na plataforma MEGA.

Lusa

O Presidente da República anunciou na noite de terça-feira a promulgação de três diplomas relativos à educação, designadamente o que alarga a gratuitidade dos manuais escolares a toda a escolaridade obrigatória (até ao 12.º ano) na rede pública do Ministério da Educação.

A este propósito, Marcelo Rebelo de Sousa “espera” que o regime agora estabelecido “seja sustentável em termos editoriais, sem quebra de qualidade”.

Entre os diplomas promulgados pelo Presidente está também o que estabelece mecanismos de regularização de dívidas por não pagamento de propinas em instituições de ensino superior públicas, bem como um terceiro que altera o Regime Jurídico da Avaliação do Ensino Superior.

Em 19 de Julho passado, a Assembleia da República, na última sessão plenária da legislatura, aprovou um diploma do PSD que veio alterar algumas regras do Regime Jurídico da Avaliação do Ensino Superior, que já tem 12 anos de existência.

Com os votos favoráveis do PSD, do CDS-PP e do PAN, a abstenção do BE, do PCP e dos Verdes e os votos contra do PS, os deputados aprovaram que as instituições de ensino superior vão passar a ser avaliadas tendo em conta critérios como o combate à fraude académica, os apoios sociais ou a garantia de protecção de todos contra a intolerância e discriminação.

Plataforma MEGA

Calendário escolar para o ano letivo 2019/2020, calendário de provas e exames dos ensinos básico e secundário

Junho 18, 2019 às 7:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Despacho n.º 5754-A/2019

Determina a aprovação dos calendários, para o ano letivo de 2019-2020, dos estabelecimentos públicos de educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário, dos estabelecimentos particulares de ensino especial, bem como o calendário de provas e exames dos ensinos básico e secundário.

Link do despacho Despacho n.º 5754-A/2019:

https://dre.pt/web/guest/home/-/dre/122609690/details/maximized?serie=II&parte_filter=31&day=2019-06-18&date=2019-06-01&dreId=122609688

 

Portugal tem muitos alunos no secundário mas poucos chegam ao superior

Fevereiro 12, 2019 às 8:00 pm | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 7 de janeiro de 2019.

Há mais estudantes no 12º ano do que nos parceiros da OCDE, mas os que ingressam numa universidade ficam aquém da média internacional. Modelo dos cursos profissionais e pouca diversidade de ofertas no superior ajudam a explicar o fenómeno.

Poucos países no mundo têm uma diferença tão acentuada quanto Portugal entre o número de estudantes inscritos no ensino secundário e aqueles que acabam por ingressar num curso superior. Mais de metade dos jovens de 20 anos não está a estudar e, para os atrair, o país terá que fazer mudanças nos cursos profissionais, mas também nas formas de acesso e nas ofertas do superior, defende Cláudia Sarrico, especialista da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), que fará a conferência de abertura da Convenção Nacional do Ensino Superior, esta segunda-feira, em Lisboa.

Os dados do último Education at a Glance, o relatório anual sobre educação da OCDE, publicado em Setembro, mostram que, na população entre os 15 e os 19 anos, que é aquela que tipicamente está em idade de frequentar o ensino secundário, Portugal tem uma percentagem de alunos inscritos em instituições de ensino superior à média internacional – 89% contra 85% na OCDE.

No intervalo seguinte, dos 20 aos 24 anos, idade em que a maioria dos alunos que segue para o ensino superior está a frequentar uma licenciatura, a situação inverte-se. A percentagem de população inscrita numa instituição de ensino, em Portugal, é de 37%, ao passo que, na OCDE é de 42%. Se o paralelo for traçado em relação aos restantes parceiros da União Europeia, o país perde ainda mais na comparação: a média europeia é de 43%.

Um outro dado do Education at a Glance 2018 permite perceber a evolução deste fenómeno. Se, aos 16 e aos 17 anos, Portugal tem 98% da população inscrita em instituições de ensino – contra 95% e 92%, respectivamente para cada uma dessas idades, na OCDE –, a partir dos 18 anos o indicador cai de forma abrupta: 82% de inscritos aos 18 anos, 65% aos 19 e apenas 54% aos 20 anos.

Quando o país apostou em alargar a população inscrita no ensino secundário, “fê-lo sobretudo por via dos cursos profissionais”, que hoje representam cerca de metade dos inscritos do 10.º ao 12.º anos, contextualiza Cláudia Sarrico, analista de políticas de ensino superior da OCDE, que vai comentar estes dados na Convenção do Ensino Superior. “Só que os cursos profissionais foram concebidos a pensar na transição para o mercado de trabalho, e não no prosseguimento de estudos”, afirma.

Muitos dos alunos que vão para o ensino profissional estarão, por isso, previamente menos disponíveis para prosseguir estudos, “porque queriam um tipo de ensino diferente de modo a ingressar no mercado de trabalho”, admite Sarrico. Além disso, mesmo que a dada altura possam pensar em continuar a estudar no superior, terão dificuldades.

Desde logo porque o concurso nacional de acesso se baseia em larga medida nos exames do ensino secundário e, nos cursos profissionais, os alunos não têm algumas das disciplinas em que há provas nacionais ou, quando as têm, os currículos são diferentes. Para responder a esta dificuldade, o Governo comprometeu-se, em 2017, a fazer mudanças na forma de acesso ao ensino superior para os alunos do ensino profissional, que até agora não foram concretizadas.

Além disso, a especialista da OCDE questiona se estes alunos estarão, de facto, “preparados para ter sucesso no ensino superior”, tendo em conta a forma como os cursos profissionais foram desenhados. E dá o exemplo da Holanda onde os alunos do profissional têm licenciaturas mais longas (de quatro anos em vez de três) do que os alunos que chegam ao ensino superior vindos do ensino regular.

Diversificar os públicos

O que também resulta evidente da comparação internacional que Cláudia Sarrico vai apresentar na Convenção do Ensino Superior é que Portugal tem um défice de qualificações neste nível de educação. Entre a população que tem 25 a 34 anos só 34% tem formação superior. Na OCDE são 44%.

O país “precisa de mais gente no ensino superior” e o que aconteceu no ensino secundário pode servir de modelo, defende a investigadora. “Da mesma forma como, quando se fez uma massificação no secundário teve que ser feita uma diversificação da oferta, também no caso do superior terá que acontecer o mesmo”, propõe Cláudia Sarrico.

Um exemplo relativamente recente do que podem ser as novas ofertas de universidades e politécnicos são os cursos técnicos superiores profissionais. Portugal também tem margem para aumentar o número de estudantes em regime de tempo parcial – em que é um dos países com menos alunos inscritos, com 5,19% contra 19,65% de média da OCDE –, mas também públicos adultos que estejam já no mercado de trabalho.

“A oferta tem de se adaptar para que seja uma oferta de qualidade e os alunos não só entrem como também progridam e saiam com as competências”, defende a investigadora da OCDE.

A conferência de abertura da Convenção Nacional do Ensino Superior será partilhada por Cláudia Sarrico e Pedro Teixeira, do Centro de Investigação de Política do Ensino Superior. Na mesa de comentário a essa intervenção estarão a investigadora do Instituto de Medicina Molecular de Lisboa Maria Mota, vencedora do Prémio Pessoa em 2014, o antigo Ministro do Desenvolvimento Regional, Miguel Poiares Maduro, e o politólogo Pedro Adão e Silva, bem como o ministro dos Negócios Estrangeiros e antigo ministro da Educação, Augusto Santos Silva, em representação do Governo.

O Governo tem um elemento em cada um dos seis painéis de discussão previstos para esta segunda-feira, em que vão ser debatidos temas como o acesso ao ensino superior, a acção social e o financiamento do sector. Entre os participantes estão membros de todos os partidos com assento na Comissão de Educação da Assembleia da República, bem como representantes dos estudantes. O Presidente da República fará o discurso de encerramento.

A sessão desta segunda-feira da convenção é a primeira de seis de uma iniciativa com a qual os reitores vieram reclamar um pacto de dez anos contra “estagnação” no sector. A discussão prossegue em Março, na Universidade de Aveiro, onde o tema será a articulação do ensino com a investigação. A terceira sessão acontece no mês seguinte no Porto e vai debater a aproximação do ensino superior às empresas, administração pública e agentes culturais.

Esta iniciativa do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas vai parar durante o período eleitoral e será retomada, no final do ano, após a tomada de posse do Governo que resultar das próximas legislativas. Serão então debatidos outros três temas: o papel das universidades no combate às alterações climáticas, a modernização pedagógica do ensino superior e a coesão territorial do país.

Relatório Education at a Glance 2018

 

 

 

Portugal é o 12º país com sistema de educação mais igualitário entre países ricos

Novembro 13, 2018 às 12:00 pm | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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Notícia da ONU News de 30 de outubro de 2018.

Unicef estudou desigualdades de aprendizagem nos países da Ocde; relatório diz que riqueza do país não garante educação de qualidade; contexto familiar entre os fatores que mais influenciam desempenho escolar.

Viver num país rico não garante acesso igual à educação de qualidade, segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef.

Em relatório publicado esta terça-feira, a agência constata que as crianças em países menos ricos frequentemente têm um desempenho melhor na escola, apesar dos recursos nacionais serem menores.

Portugal

De acordo com a publicação, Portugal é o 12º país menos desigual dos 41 considerados, quando os alunos entram no ensino secundário.

O estudo denominado “Início Injusto – Desigualdades na Educação Infantil em Países Ricos” avalia 41 países-membros da União Europeia, UE, e/ou da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico, Ocde, sobre a extensão das desigualdades educacionais nos níveis de educação pré-escolar, primário e secundário.

De acordo com a publicação, Portugal é o 12º país menos desigual dos 41 considerados, quando os alunos entram no ensino secundário.

O país mantém posições muito semelhantes quando as desigualdades são analisadas por ciclo de ensino. Tanto no nível primário como secundário, Portugal é o oitavo país com menos desigualdades.

Indicadores

O relatório estuda dois indicadores de desigualdade. Para o ensino pré-primário considera a percentagem de alunos matriculados um ano antes da idade oficial para entrar na escola primária. Para o ensino primário e secundário avalia a diferença nas notas de leitura entre os alunos com menor e maior desempenho.

A classificação aos 15 anos é o principal indicador do relatório porque representa o nível de desigualdade no final da escolaridade obrigatória.

Para a diretora do centro Unicef Innocenti, este relatório mostra que “os países podem oferecer aos seus filhos o melhor dos dois mundos: eles podem alcançar padrões de excelência em educação e ter uma desigualdade relativamente baixa”.

Priscilla Idele, lembra, no entanto, que “todos os países ricos podem e devem fazer muito mais por crianças de famílias desfavorecidas, pois elas são as que têm maior probabilidade de ficar para trás.”

O estudo usa os dados mais recentes para examinar o vínculo entre as realizações das crianças e fatores como a ocupação dos pais, histórico de migração, sexo e características da escola.

Discrepâncias

Os países têm diferentes graus de desigualdade educacional em diferentes estágios educacionais, diz o relatório.

A Irlanda e a Eslovénia estão no terço inferior dos países para ingressar no ensino pré-escolar, mas passam para o terço médio na escola primária e posteriormente para o terço superior na escola secundária.

França tem uma das taxas mais altas de matrícula na pré-escola, mas depois cai para o terço inferior na escola secundária.

No final da escolaridade obrigatória, a Letónia, a Irlanda e a Espanha são os três países com maior igualdade.

Condições económicas

Em 16 dos 29 países europeus para os quais existem dados disponíveis, as crianças do quinto agregado familiar mais pobre, têm uma taxa de frequência pré-escolar mais baixa do que as crianças do quinto mais rico.

Os padrões persistem ao longo da escolaridade de uma criança.

Entre as crianças de 15 anos que têm um bom desempenho as que têm pais com empregos mais qualificados têm muito mais hipóteses de continuar no ensino superior do que os filhos de pessoas com trabalhos menos qualificados.

Migração

Segundo este relatório, em 21 dos 25 países com níveis substanciais de imigração, as crianças imigrantes de primeira geração tendem a ter menos sucesso escolar no secundário do que as não migrantes.

Em 15 países, as crianças imigrantes de segunda geração também têm um desempenho pior do que as não migrantes.

No entanto, na Austrália e no Canadá, as crianças imigrantes de segunda geração têm melhores resultados do que as não migrantes.

A publicação do Unicef mostra ainda que em todos os países as meninas têm sempre melhores resultados nos testes de leitura do que os meninos.

O relatório citado na notícia é o seguinte:

An Unfair Start: Inequality in Children’s Education in Rich Countries’, Innocenti Report Card 15

Arriscar, surpreender, inovar. Um concurso para os alunos do Secundário

Novembro 7, 2018 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Notícia do site Educare do de 22 de outubro de 2018.

Sara R. Oliveira

Um concurso de ideias e planos de negócio anda à procura dos projetos mais inovadores em áreas como o design, engenharia, segurança, saúde, alimentação e ecologia. O desafio é lançado a jovens do Secundário e do Ensino Técnico-Profissional. Há mais de 150 mil euros em prémios.

É uma das mais ambiciosas iniciativas na área do empreendedorismo e da inovação em contexto escolar. O Concurso de Ideias e Planos de Negócio – Arrisca C desafia jovens do Ensino Secundário e Técnico-Profissional a apresentarem as melhores ideias de negócio. Alimentação, ecologia, engenharia, design de produto, são algumas das áreas que os alunos podem explorar para propor ideias. As inscrições decorrem até 4 de novembro.

O concurso está dividido em duas categorias que pretendem premiar, por um lado, as melhores ideias de negócio ainda em fase de conceção e sem plano de negócio desenvolvido e, por outro, os melhores planos de negócio que apresentem um projeto para a constituição de uma empresa. O concurso disponibiliza mais de 150 mil euros para os projetos mais inovadores.

O Prémio Ensino Secundário do Concurso de Ideias e Planos de Negócio – Arrisca C tem vindo a distinguir projetos inovadores em várias áreas. Na última edição, o projeto “Eucalygrape Leather” foi o vencedor com uma proposta de curtimenta da pele economicamente viável e ambientalmente sustentável. A ideia tinha por base a produção de um couro anti alergénico a partir de subprodutos vegetais, como o bagaço de uva e extratos de eucalipto, de forma a substituir a utilização de químicos nocivos à saúde humana.

Em 2016, o Prémio Ensino Secundário foi atribuído a dois projetos. Ao “Urgências SOS” que propôs a colocação de um dispositivo de alerta (chip) no pulso dos utentes das urgências dos hospitais para uma triagem mais rigorosa, com a medição da pressão arterial e temperatura corporal dos doentes. E ao projeto “3D Cake”, uma impressora capaz de imprimir objetos 3D, em vários materiais, para decoração de bolos sem intervenção humana.

O Prémio Ensino Secundário foi atribuído, em 2014, ao projeto “Still Here” que tinha como objetivo prevenir a possibilidade de os bebés serem deixados dentro de viaturas. Ou seja, um sistema para conectar, com tecnologia wireless, uma pulseira usada pelo condutor a um dispositivo de segurança colocado na cadeira da criança. Um sistema que poderá ser também usado em doentes com Alzheimer.

Na primeira edição, o Arrisca C premiou “Frapé”, projeto de um painel rotativo fotovoltaico portátil que propunha o desenvolvimento de um protótipo de frapé com refrigeração autossustentável através do aproveitamento da luz solar, facilitando assim o arrefecimento de garrafas sem gasto de energia.

O Arrisca C apresenta-se como um projeto ambicioso. Ao fim de 10 anos, com cerca de 820 mil euros distribuídos em prémios, mais de 700 projetos candidatos, envolvendo mais de dois mil promotores e mais de 25 empresas criadas, a iniciativa elevou a fasquia e assume que quer transformar esta edição “num marco na propagação de ideias e projetos inovadores”. Na primeira edição, em 2008, o concurso era destinado apenas a estudantes e recém-licenciados do Ensino Superior. A partir de 2013, estendeu-se aos alunos do Ensino Secundário e Técnico-Profissional.

“Nas edições anteriores verificou-se que os estudantes do Ensino Secundário e Técnico-Profissional apresentaram ideias altamente inovadoras, com grande potencial ao nível de aplicabilidade comercial e criação de futuros negócios. Isso foi uma motivação para continuarmos a dinamizar este prémio, de forma a estimular junto dos estudantes mais jovens o aparecimento de ideias empreendedoras e competitivas e possibilitar-lhes ferramentas para a sua concretização”, explica, em comunicado, Jorge Figueira, responsável pela Divisão de Inovação e Transferências do Saber da Universidade de Coimbra, líder do consórcio INOV C 2020 que financia o Arrisca C.

Informações:
www.arrisca-c.pt

Quase metade dos alunos do secundário escolhe um curso profissional

Setembro 24, 2018 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia e imagem do Jornal de Notícias de 11 de setembro de 2018.

Portugal tem como objetivo chegar a 2020 com metade dos jovens do secundário inscritos em cursos profissionais, mas a meta estava ainda longe de ser alcançada, em 2016.

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico reconhece que Portugal tem apostado no ensino profissional, como forma de combater o abandono escolar e facilitar o acesso dos jovens ao mercado de trabalho. Um relatório divulgado na manhã desta terça-feira nota que os 41% de inscritos em cursos profissionais deixa o país ainda longe da meta de 50% definida para o ano de 2020.

A maioria dos jovens portugueses escolher estudar uma área dos serviços, ao contrário do que sucede na OCDE, onde preferem a indústria, engenharia e construção.

Todos os anos, a OCDE publica o relatório “Education at a Glance”, onde retrata o estado da educação nos vários países. Ao longo dos anos, a organização tem reconhecido o avanço de Portugal, mas mesmo assim a qualificação da população continua muito abaixo da média dos restantes países.

Ainda hoje, a pesar da sucessão de programas de qualificação de adultos como o Novas Oportunidades, mais de metade dos portugueses ainda não tem o ensino secundário. Com a renovação das gerações, contudo, o cenário vai alterar-se: na década que vai de 2007 a 2017, a percentagem de jovens adultos com a escolaridade mínima obrigatória completa passou de 44% para 70%. “É de longe o maior aumento da OCDE”, apesar de ainda estar abaixo da média de 85%, diz o relatório.

O caminho percorrido no ensino superior é semelhante. No ano passado, 34% dos jovens adultos acabaram um curso – mais do que os 21% de há uma década, mas ainda assim dez pontos percentuais abaixo da média da OCDE. A manter-se esta evolução, a OCDE estima que 40% dos atuais jovens terão um canudo (menos do que os 49% da média da OCDE).

Pré-primária acima da média

A exceção ao panorama das fracas qualificações dos portugueses é o ensino pré-primário, no qual Portugal está bem classificado. Na década entre 2005 e 2016, a taxa de inscrição no sistema de ensino das crianças até aos três anos aumento de 64% to 83% e a dos meninos de quatro anos cresceu 79% to 90% – ambas acima da média dos países da OCDE. É um sinal positivo,

Apesar do aumento do número de crianças na escola, os cortes feitos durante a “Troika” levaram à redução em 9% do número de professores. Diz a OCDE que, em 2016, cada professor do pré-primário tinha a seu cargo 17 crianças, mais três do que a média da organização.

O relatório citado na notícia é o seguinte:

Education at a Glance 2018

Dados de Portugal:

https://read.oecd-ilibrary.org/education/education-at-a-glance-2018/portugal_eag-2018-63-en

 

 

Ler “Os Maias” no secundário já não era obrigatório, Eça de Queiroz continua a ser

Julho 20, 2018 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Observador de 18 de julho de 2018.

Sara Antunes de Oliveira

A polémica encheu as redes sociais, depois da notícia de que a obra mais conhecida de Eça de Queiroz tinha sido retirada da lista obrigatória no secundário. Mas, afinal, “Os Maias” já eram opcionais.

A escolha entre obras de Eça de Queiroz, para leitura obrigatória no ensino secundário, está prevista nos programas e metas de Português dos 10º, 11º e 12º anos pelo menos desde 2014. Num documento disponível no site de Direção Geral da Educação, com a data de Janeiro desse ano, está previsto que as escolas escolham entre “Os Maias” e “A Ilustre Casa de Ramires” — uma das obras é obrigatória, mas os estabelecimentos de ensino podem optar por qualquer uma delas. E uma pesquisa, no mesmo site, por programas curriculares de anos anteriores, permite encontrar referências, para o mesmo ano de ensino, a “um romance de Eça de Queirós (leitura integral)”, sem especificar qual, como se pode ver aqui, num documento homologado em 2002.

O jornal Público noticiou esta quarta-feira que a leitura d’Os Maias no ensino secundário ia deixar de ser obrigatória, remetendo para a consulta pública, que decorre até 27 de julho, das “Aprendizagens Essenciais”. A polémica acabou por inundar as redes sociais, com muitos críticos da suposta decisão. Em resposta ao Observador, o Ministério da Educação esclareceu que essas listas de conteúdos programáticos foram “construídas a partir dos documentos curriculares em vigor” e que delas “continuam a constar autores como Eça de Queiroz como leituras obrigatórias, dando liberdade às escolas para selecionar as obras concretas a ler”. Ou seja, tal como já acontecia, o objetivo é definir que a leitura de Eça de Queiroz continua a ser obrigatória: “Todos contactam com o autor e o movimento literário, mas alarga-se o leque de leituras dos alunos”, diz o Ministério, dando como exemplo que “um conjunto de alunos poderá ler “Os Maias”, outros “A Relíquia” e outros “A Cidade e as Serras”.

A mesma notícia avança também que a disciplina de História A também foi alvo da reorganização curricular, com alguns temas a deixarem de ser lecionados. No 10º ano, por exemplo, desaparece o conceito de direitos humanos, que até então era abordado no módulo “abertura europeia do mundo” nos séculos XV e XVI. No mesmo ano letivo, mas no capítulo da Idade Média, destaque para a eliminação da “dimensão cultural (arte gótica, religiosidade, ordens mendicantes e confrarias, escolas, universidades, …)”, conta ao diário a professora de História e autora Elisabete Jesus. “A imagem que me ocorre das aprendizagens essenciais é a de um friso cronológico em forma de puzzle. Um puzzle com algumas peças encaixadas à força, sem sentido, e um puzzle inacabado. Faltam-lhe peças”, concluiu a professora.

 

 

Calendário escolar para o ano letivo 2018/2019, calendário de provas e exames dos ensinos básico e secundário

Junho 25, 2018 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Despacho n.º 6020-A/2018 Determina a aprovação dos calendários, para o ano letivo de 2018-2019, dos estabelecimentos públicos de educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário, dos estabelecimentos particulares de ensino especial, bem como o calendário de provas e exames dos ensinos básico e secundário

Consultar o calendário escolar no link:

https://dre.pt/web/guest/home/-/dre/115552667/details/maximized?serie=II&day=2018-06-19&date=2018-06-01&dreId=115552665

Melhores alunos estudam uma hora por dia depois das aulas

Junho 21, 2018 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 19 de junho de 2018.

Nas semanas anteriores aos exames, o tempo dedicado ao estudo aumenta para cinco horas. Este ritmo não é suficiente no superior, concluiu investigação na Universidade do Porto.

Samuel Silva

Uma hora por dia, depois das aulas, é quanto alguns dos melhores alunos do país, com médias de ensino secundário acima dos 18 valores, dizem dedicar ao estudo ao longo do ano lectivo. Em época de exames nacionais, o tempo destinado a preparar as provas sobe para cerca de cinco horas diárias. No entanto, não basta estudar mais para conseguir melhores resultados, avisa a professora da Universidade do Porto Joselina Barbosa, autora da investigação de que resultaram estes dados.

O trabalho de Joselina Barbosa envolveu estudantes da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP). Em média, estes alunos dizem ter dedicado, durante o período lectivo, sete horas semanais aos estudos para lá das aulas enquanto frequentavam o ensino secundário. Nas semanas após o final das actividades lectivas e de preparação para os exames nacionais, o tempo dedicado aumentou: foram 33 horas semanais, ou seja cerca de cinco horas por dia.

No último ano lectivo, a FMUP teve uma média de entrada no concurso nacional de acesso ao ensino superior de 18,33 valores. Foi o curso de Medicina com a nota de ingresso mais elevada e o quarto curso superior do país com a entrada mais exigente. Ou seja, os alunos que participaram nesta investigação estão “entre os melhores do país”, sublinha a autora, com médias sempre acima dos 18 valores no final do ensino secundário.

Joselina Barbosa conclui que é, no entanto, impossível estabelecer uma correlação entre o tempo dedicado ao estudo e os resultados escolares dos alunos. “Não podemos dizer que quem estuda mais tem melhores notas”, afirma a investigadora da FMUP. Para um aluno com técnicas de trabalho desajustadas ou incapacidade para distinguir o essencial do irrelevante numa determinada matéria, pode até ser contraproducente passar mais tempo a estudar.

Um outro dado a que chegou a autora na sua investigação aponta também no sentido de que mais tempo dedicado ao estudo não significa melhores notas. Uma vez entrados no curso de Medicina, estes mesmos alunos duplicam o tempo de estudo, o que não é suficiente para manterem o mesmo nível nas notas.

Após o primeiro ano da licenciatura, os alunos de Medicina têm 13 valores de média final, apesar de destinarem 14 horas semanais (isto é, duas horas por dia) ao estudo, em período de aulas. Nas épocas de exames, os mesmos alunos estudam em média 52 horas por semana – cerca de sete horas e meia diárias.

Esta terça-feira, 77 mil alunos fazem o exame nacional de Português do 12.º ano, a mais concorrida das provas do ensino secundário. A época de exames começou esta segunda-feira com o de Filosofia do 11.º ano e prolongam-se até ao próximo dia 27 de Junho.

Os dados do estudo de Joselina Barbosa foram recolhidos no ano lectivo 2014/15 junto dos estudantes da FMUP. O trabalho desta docente da Universidade do Porto faz parte de uma investigação mais lata, que se prolongou durante quatro anos e que envolveu estudantes de todos os cursos de Medicina das universidades nacionais.

Este estudo tinha como principal objectivo entender as condições em que é feita a transição dos estudantes entre o ensino secundário e o ensino superior. Como demonstrou a investigadora da FMUP, estes alunos, que entram na faculdade com médias superiores a 18 valores, acabam o primeiro ano de curso com uma média de 13.

O impacto dos novos métodos de ensino e a maior exigência das matérias de um curso superior, fazem com que estudantes “habituados a serem os melhores” a tornarem-se “alunos medianos”, explica Joselina Barbosa. “Muitos deles colocam em questão se realmente vão conseguir fazer o curso, se vão ser bons médicos se ainda conseguem não adquirir as competências que são necessárias”, acrescenta.

A sua investigação tentou por isso perceber quais são as condições em que os estudantes conseguem ter sucesso e concluiu que aqueles que têm melhor desempenho académico são capazes de conjugar um número elevado de horas dedicadas ao estudo com uma baixa sobrecarga de trabalho. Este último indicador é medido pelo volume de trabalho percepcionado pelos alunos, não sendo um valor absoluto.

Ou seja, “para atingir os níveis de aprendizagem desejados” os alunos de Medicina têm mesmo que “estudar muito”, mas sobretudo que “estudar bem”, defende a investigadora. O que distingue os alunos com melhor desempenho académico é a sua a motivação e a “aprendizagem auto-dirigida”, isto é a capacidade de orientarem autonomamente o seu estudo.

Estas são características de cada estudante que “podem ser desenvolvidas durante o curso”, defende Joselina Barbosa, uma vez que não são estáticas, ao contrário das características de personalidade. A investigadora da FMUP propõe por isso que, à chega ao ensino superior, os estudantes tenham formação, para “aprender a aprender”. A isso deve ser acrescentado um apoio por parte dos professores para que os alunos não sintam o “choque” da mudança. Este suporte deve ser “gradual”, reduzindo-se ao longo do primeiro ano lectivo no novo curso.

 

 

 

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