Quando TV, tablet e telemóvel se transformam em babysitters

Fevereiro 24, 2017 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Reportagem do Expresso de 27 de janeiro de 2017.

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ler a reportagem no link:

http://www.internetsegura.pt/sites/default/files/Estudo%20Crescendo%20entre%20Ecras.pdf

 

 

Crianças portuguesas dominam televisão e tablet

Fevereiro 23, 2017 às 10:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do http://www.cmjornal.pt/ de 16 de fevereiro de 2017.

O estudo citado na notícia é o seguinte:

Crescendo entre Ecrãs. Usos de meios eletrónicos por crianças (3-8 anos)

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15% das crianças entre os três e os oito anos vê reality shows com os pais.

Por Hugo Real

As crianças portuguesas entre os “três e os oito anos são nativos digitais, vivem em lares digitais, têm pais digitais e 94 % vê televisão todos os dias. O televisor e o tablet funcionam muitas vezes como babysitter ou instrumento apaziguador”. Esta é uma das principais conclusões do estudo ‘Crescendo entre Ecrãs. Usos de meios eletrónicos por crianças (3-8 anos)’, um trabalho desenvolvido pela Entidade Reguladora para a Comunicação Social em parceria a Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, que já está disponível online.

De acordo com o estudo, “as famílias de condição escolar mais baixa têm mais aparelhos digitais em casa e consomem mais conteúdos da televisão generalista”. Já as crianças de famílias de um “estrato socioeconómico mais elevado são as que mais usam a internet”. O inquérito mostra ainda que o televisor está presente em 99% dos lares, sendo seguido pelo telemóvel (92%), o computador portátil (70%) e o tablet (em 68%). “Estes equipamentos estão nos espaços comuns da casa, ao alcance das crianças e, em alguns casos, até lhes pertencem. As crianças apropriam-se dos dispositivos comuns e conseguem manuseá-los com facilidade”, refere a investigação coordenada pela professora Cristina Ponte.

De acordo com o estudo, 94% das crianças vê, diariamente, 1h41 minutos de televisão, sendo que este valor que sobe ao fim de semana. Desenhos animados e programas infantis são os conteúdos favoritos e para a família. Em termos de canais, o Panda é visto diariamente por 75% das crianças, enquanto que os canais Disney chegam a 56%. “O consumo de canais generalistas é superior em crianças integradas em famílias com menor escolaridade”, acrescenta o documento.

O trabalho indica ainda que 79% das crianças vê televisão com acompanhamento parental, “o que significa que 21% das crianças vê televisão sozinha”. “Os pais declaram ver frequentemente com a criança desenhos animados e programas infantis, mas também visionam com os filhos outros conteúdos, como telenovelas, descoberta de talentos, concursos, noticiários… e até reality shows (15%)”.

Segundo a investigação, os tablets são vistos pelos pais como “um dispositivo adequado para as crianças” e estas fazem uso destes equipamentos em “dois terços dos lares onde há este dispositivo, com ou sem a tutela dos pais e irmãos mais velhos”, sendo que 63% tem mesmo o seu próprio equipamento. De resto, os tablets e smartphones são mesmo “usados para acalmar ou distrair a criança durante as refeições ou para premiar o bom comportamento ou desempenho escolar”. É de registar ainda que “18% das crianças destas idades têm um telemóvel para uso pessoal (metade dos quais smartphones)”.

O inquérito revela também que 38% destas “crianças acedem à internet, sendo o tablet o dispositivo mais usado para este fim (63%)”.

 

 

 

 

Entre o encantamento e o pânico dos pais: crianças e jovens passam cada vez mais tempo “agarrados” a ecrãs

Fevereiro 16, 2017 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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texto do site http://tek.sapo.pt/ de 7 de fevereiro de 2017.

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Do televisor aos telemóveis, passando pelos tablets e computadores portáteis, as crianças e jovens portugueses passam cada vez mais tempo “agarrados” a ecrãs e meios eletrónicos. Estes são muitas vezes usados como baby-sitter ou para acalmar e distrair as crianças durante a refeição.

Em casa, mas também na escola e noutros espaços, é frequente vermos as crianças com a atenção dominada por um qualquer ecrã, que funciona quase como um íman que atrai a vista e capta o tempo dos mais novos. Encantamento de um lado, preocupação e até pânico do outro, ou seja, dos pais e educadores.

Entre televisão, internet e jogos, resta muitas vezes pouco tempo para outras atividades, principalmente o estudo e os desportos ou brincadeiras de socialização, um problema que já foi apontado múltiplas vezes por vários especialistas e pedopsiquiatras, e que se estende para a adolescência e a idade adulta. Mas nem tudo é negativo.

Um estudo realizado no ano passado pela Faculdade de Ciências Socias e Humanas para a Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) traça um retrato fidedigno do ambiente de ecrãs em que vivem as crianças e jovens entre os 3 e os 8 anos de idade, o modo de acesso aos equipamentos e a forma como os pais orientam essa utilização.

O estudo “Crescendo entre Ecrãs: Usos de meios eletrónicos por crianças (3-8 anos)”, que deverá ser publicado em breve e ao qual o TeK teve acesso, partiu de um inquérito nacional realizado face a face em 656 lares, com questionários para pais e crianças, e ainda entrevistas e observação em casa de 20 famílias de diferentes perfis e com crianças utilizadoras da internet.

Em termos gerais, as conclusões não diferem da realidade com que nos deparamos habitualmente: todas as crianças veem televisão, metade joga jogos digitais e 38% usam a internet, uma contabilização que os autores do estudo usam para contrariar a imagem de ‘nativos digitais’ como condição atual de ser criança. “A utilização dos equipamentos é muitas vezes meramente instrumental e falta a componente social, com a gestão da comunicação e das frustrações”, explica ao TeK Cristina Ponte, uma das investigadoras da FCSH que liderou o estudo.

Novos cenários e enquadramento

Nos últimos dez anos muito mudou em termos de cenário tecnológico e de uso dos equipamentos e por isso a investigadora explica que era importante atualizar os números e a análise do uso de equipamentos eletrónicos por parte dos mais novos. “Mudou a paisagem de aparelhos eletrónicos que usamos. Hoje dominam os smartphones e os tablets, mas também mudaram as tecnologias e mercados, as redes sociais e todos os conteúdos que são mais visuais”, justifica.

Segundo o estudo, o telemóvel e o televisor são os ecrãs mais presentes nos lares, seguidos de tablets e portáteis, e cerca de metade das crianças que acede à internet tem o seu próprio tablet, concluindo-se que as que estão integradas em famílias com estatuto socioeconómico alto são as que acedem mais e usam mais a internet. Esta utilização é sobretudo lúdica, com domínio dos desenhos animados e filmes, jogos e músicas.

Os dados indicam que dois terços das crianças entre os 6 e 8 anos acedem à internet, o dobro do número registado no grupo dos 3 aos 5 anos.

Apesar da televisão ser mais dominante entre os ecrãs que captam a atenção dos mais novos, os pais mostram maiores preocupações em relação ao uso da internet, enquanto as questões com o consumo televisivo estão mais relacionadas com interdição de conteúdos violentes do que sobre o tempo gasto em frente ao televisor.

Das entrevistas e observação realizadas pela equipa em casa de 20 famílias, a ideia mantém-se: o contacto das crianças com a televisão é frequente e intenso, em espaços comuns e em televisores partilhados que muitas vezes monopolizam. A televisão está presente em ‘pano de fundo’ enquanto as crianças se ocupam com outras coisas e como baby-sitter. Este ecrã também é usado para distrair a criança, quando está a ser vestida ou alimentada, ou para ajudar a adormecer ou a acordar.

Também os tablets e smartphones são usados como “pacificadores” para acalmar ou distrair as crianças no momento da refeição, ou como moeda de troca por bom comportamento ou desempenho escolar. O estudo mostra que a maioria das crianças usa a internet numa base diária, sobretudo através de ecrãs portáteis e individualizados, com preferência pelo tablet.

E o que devem as famílias fazer? O estudo aponta ainda algumas recomendações dirigidas às famílias, mas também às escolas, empresas e comunidade, referindo que as famílias estão a aprender a lidar com uma tecnologia desafiante e que as estratégias devem ser sobretudo flexíveis, ajustando-se à idade, interesse e necessidade das crianças. “Estratégias restritivas resultam numa limitação do acesso a oportunidades, pelo que a mediação deve privilegiar a capacitação para a resolução de problemas e a resiliência”, refere-se.

 

 

“Interditar ou Capacitar?” – Artigo de Cristina Ponte

Janeiro 27, 2017 às 6:55 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Artigo publicado no site https://www.internetsegura.pt/ a 26 de janeiro de 2017.

O Estudo “Crescendo entre ecrãs. Os usos de ecrãs por crianças de 3-8 anos”, coordenado pela Professora Cristina Ponte e promovido pela Entidade Reguladora para a Comunicação Social, vem apontar para os desafios da mediação parental da Internet em Portugal – “interditar ou capacitar?”.

No próximo dia 28 de Janeiro, o estudo será referenciado no Jornal Expresso.

Faça o download das notas de pesquisa em primeira mão.

Anexo

Curso: “Jovens, Media e Sexualização: Problemáticas e Direitos” 9 a 23 de julho na FCSH da Universidade Nova de Lisboa

Junho 29, 2016 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Estão abertas as inscrições, online, para o curso: “Jovens, Media e Sexualização: Problemáticas e Direitos”

A formação é promovida pela Escola de Verão da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, decorrerá entre os dias 9 e 23 de julho e é orientada pelos professores Cristina Ponte e Daniel Cardoso.

Inscrições e outras informações em:
http://goo.gl/gytpTv

 

Aumento “substancial” de crianças até aos 8 anos a usar a Internet

Agosto 30, 2013 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança, Relatório | Deixe um comentário
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Notícia do Jornal de Notícias de 29 de Agosto de 2013.

O relatório mencionado na notícia pode ser consultado na Press Release  do EU Kids Online III Portugal de 29 de Agosto de 2013:

Privacidade de crianças pode estar a ser posta em causa pelos pais

Nos últimos cinco anos houve um “aumento substancial” no uso da Internet por crianças até aos 8 anos, segundo um relatório internacional divulgado, esta quinta-feira, e que alerta para um aumento na exposição a riscos nesta faixa etária.

Os investigadores do projeto EU Kids Online, que conta com participação portuguesa, salientam que há cada vez mais crianças até aos seis anos a usarem aparelhos ligados à Internet, como “tablets” ou “smartphones”.

“Houve um aumento substancial do uso da internet por crianças até aos 8 anos. Mas ainda não estão estudados os seus aspetos positivos e negativos”, refere o relatório.

A coordenadora do projeto EU Kids Online em Portugal, a investigadora Cristina Ponte, lembra que tem sido investigada a utilização da Internet por crianças e jovens entre os 9 e 16 anos, mas que falta informação sobre os comportamentos das crianças com idades inferiores.

“As crianças começam a usar a internet cada vez mais cedo e a falta de competências técnicas, críticas e sociais das crianças mais novas pode fazer aumentar o risco”, refere a professora da Universidade Nova de Lisboa numa nota a propósito do estudo, divulgado esta quinta-feira.

Pegada digital

A pesquisa internacional não conseguiu concluir que as crianças com menos de 9 anos tenham capacidade para se envolver com a internet de uma forma segura e benéfica, sobretudo no que respeita à “socialização digital”.

Os investigadores alertam ainda para a exposição das crianças ao risco pela mão dos próprios pais, avisando que deve haver mais cuidado dos educadores com a imagem dos filhos na internet.

Uma das maiores preocupações está relacionada com fotografias e vídeos dos filhos, colocados pelos pais na internet e o possível efeito que essas publicações podem ter na pegada digital das crianças.

“Alguns pais estão a criar nos seus filhos pegadas digitais em sites de redes sociais que podem alterar políticas de privacidade sem autorização dos utilizadores individuais”, alertam os peritos.

Nas recomendações, o relatório internacional sugere que se criem orientações realistas para pais e encarregados de educação sobre o envolvimento de crianças mais novas com as tecnologias digitais e a internet, dirigidas para grupos etários específicos (dos 0 aos 2 anos, entre os 3-4 anos e dos 5-8 anos).

 

 

Quando é que a net se transforma em dependência?

Fevereiro 5, 2013 às 3:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Artigo do Jornal de Notícias de 28 de Janeiro de 2013.

Clicar no link

Quando é que a net se transforma em dependência

Novo relatório EU Kids Online – Nas suas próprias palavras: O que incomoda as crianças na internet?

Fevereiro 5, 2013 às 2:00 pm | Publicado em Divulgação, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Descarregar o relatório:

In their own words: What bothers children online?

Summary

Nearly 10,000 children told us about what upsets them and their friends online. Their responses were diverse, revealing a long list of concerns. Pornography (named by 22% of children who told us of risks) and violent content (18%) top children’s online concerns. Overall, boys appear more bothered by violence than girls, while girls are more concerned with contact-related risks. Violence receives less public attention than sexual material, but many children are concerned about violent, aggressive or gory online content. They reveal shock and disgust on seeing cruelty, killings, abuse of animals and even the news – since much is real rather than fictional violence, this adds to the depth of children’s reactions. As children told us, video-sharing websites are often associated with violent and pornographic content, along with a range of other contentrelated risks. Among the children who linked risks to specific internet platforms, 32% mentioned video-sharing sites such as YouTube, followed by websites (29%), social networking sites (13%) and games (10%). Children’s mention of risks rises markedly from nine to 12 years old. Younger children are more concerned about content and other risks. As they get older they become more concerned about conduct and contact risks. These are linked in many children’s minds to the use of social networking sites such as Facebook. Concern about risks is higher among children from ‘high use, high risk’ countries. Policy implications are identified and discussed.

Jovens portugueses acima da média europeia na perceção dos riscos online

Fevereiro 5, 2013 às 1:30 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Jornal de Notícias de 5 de Fevereiro de 2013.

Os jovens portugueses entre os nove e os 16 anos têm uma perceção maior do que os seus pares europeus quanto aos riscos associados a conteúdos violentos e pornográficos na internet, revela um estudo.

“Quando analisámos as respostas das crianças portuguesas, o que notámos foi que Portugal apresentava valores acima da média europeia no que se refere aos conteúdos pornográficos e aos conteúdos violentos”, disse à Lusa Cristina Ponte, coordenadora em Portugal do projeto europeu “EU Kids Online”, responsável pelo estudo.

De acordo com a coordenadora, os jovens portugueses mostram preocupações com os riscos associados a conteúdos violentos e pornográficos numa percentagem de 27%, contra um valor médio europeu ligeiramente acima dos 20%.

Os portais de partilha de vídeos como o Youtube são a maior fonte de incómodo na internet para os jovens europeus dos nove aos 16 anos, que os associam ao risco de encontrar “online” imagens violentas ou pornográficas.

A conclusão consta de um estudo que congrega as respostas de quase dez mil jovens europeus para aferir o que incomoda as crianças e jovens dessa idade ao usarem a rede.

Conduzido em 25 países europeus, incluindo Portugal, e divulgado na data em que se assinala o Dia Europeu da Internet Mais Segura, este estudo aponta os portais de partilha e alojamento de vídeos, as páginas na internet na sua generalidade, as redes sociais e os jogos, como as principais fontes de incómodos e riscos para os mais novos.

Ainda sobre os resultados relativos aos 430 jovens e crianças portugueses inquiridos, num universo de 9904 respostas em toda a Europa, Cristina Ponte referiu que as respostas portuguesas têm que ser enquadradas “com a paisagem europeia”.

“A preocupação com os conteúdos pornográficos e violentos aparece mais nos países do sul da Europa, com uma certa cultura católica e em que o uso da internet não é tão intenso, como no norte da Europa”, explicou.

A coordenadora adiantou também que cerca de um terço das respostas portuguesas se assemelhavam mais a “uma recomendação do que realmente àquilo que as crianças acham que pode incomodar uma criança da idade delas”.

“A resposta ao questionário parecia reproduzir uma frase que eles ouvem muito: ‘Não falar com estranhos'”, precisou.

Cristina Ponte destacou a diversidade das respostas a este inquérito, que levou crianças a manifestar preocupações aparentemente tão elementares como entrar na conta da rede social Facebook e perceber que se tem um amigo a menos, a aspetos mais vastos e elaborados como a perceção de uma quase total ausência de privacidade pelo uso da rede.

“São problemas que mostram que as crianças e os jovens estão a viver uma experiência que os seus pais não viveram e que é uma experiência nova em termos de relações sociais”, sublinhou a coordenadora portuguesa.

Para Cristina Ponte os resultados indicam uma necessidade de envolver pais, professores, governos e entidades com poderes regulatórios num processo que previna o acesso a imagens violentas.

“Ressalta também a necessidade de uma educação para os direitos das crianças no digital e o direito à sua boa imagem não ser maltratado pelos colegas. Isto é uma questão de educação e respeito que o Dia Europeu da Internet Mais Segura deste ano coloca com muita tónica”, afirmou.

Quanto ao envolvimento dos pais, Cristina Ponte pede uma atenção permanente aos sinais dados pelos filhos, um diálogo constante e uma mudança de atitude, já que entre os pais portugueses se denota uma tendência para negar comportamentos reconhecidos até pelas próprias crianças, como o envio ou a receção de imagens sexuais.

 

14% de jovens portugueses ficaram perturbados com imagens sexuais na Net

Julho 11, 2012 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Divulgação | Deixe um comentário
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Notícia do Jornal de Notícias de 10 de Julho de 2012.

Um inquérito europeu revela que 12,3% dos jovens portugueses, com idades entre os nove e os 16 anos, viram imagens sexuais na internet, dos quais 14% dizem ter ficado perturbados.

O novo relatório do Projeto UE Kids Online refere que 7,2% dos jovens com idades entre os 11 e os 16 anos que observaram estas imagens viram pessoas a fazer sexo e 1,2% assistiram a imagens sexuais violentas.

Segundo o inquérito europeu sobre proteção das crianças dos riscos online, 15% dos jovens europeus entre os 11-16 anos já viram sites com conteúdos nocivos gerados por outros utilizadores, com destaque para sites pró-anorexia e bulimia.

Esta situação afeta mais as raparigas a partir dos 13 anos, refere, acrescentando que “são os jovens com mais competências de literacia digital que mais vezes encontram estes riscos”.

O inquérito, liderado em Portugal por Cristina Ponte, da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (UNL), analisou ainda as principais preocupações dos pais europeus sobre os filhos.

Preocupações dos pais

Numa lista de nove preocupações, os pais europeus colocam em primeiro lugar o seu rendimento escolar, seguindo-se acidentes rodoviários, bullying (na internet e fora dela) e crimes.

Os riscos online, como ser contactado por estranhos ou ver conteúdo problemático, estão em quinto e sexto lugares para os pais europeus.

Nos últimos lugares aparecem preocupações com o álcool e drogas, problemas com a polícia e atividades sexuais.

No estudo, Portugal destaca-se por ser o país europeu onde mais pais expressaram preocupações com contactos de estranhos (65%) e com conteúdos problemáticos (61%).

“Este tipo de preocupações não aparece nos primeiros lugares entre os pais europeus, que manifestam como principal preocupação a escola, seguindo-se a segurança nas ruas”, disse Cristina Ponte à agência Lusa.

Para a investigadora, esta situação reflete uma diferença cultural: “É nos países do Sul da Europa onde esta preocupação com conteúdos, nomeadamente de ordem sexual, se faz mais sentir porque logo a seguir a Portugal vem a Grécia, a Itália e a Espanha”.

Contudo, Cristina Ponte refere que ter contactos com estranhos na internet “não tem de ser necessariamente uma experiência negativa”.

“É importante que os jovens acedam à internet, mas que o façam em condições de segurança, sabendo que o risco está lá e aprender a lidar com ele para evitar situações danosas e saber reportar estas situações quando elas ocorrem a quem fornece os conteúdos e também à família”, defende.

“Mundo de oportunidades”

A investigação mostra ainda que “o risco de não usar a internet por parte das crianças e jovens é um risco de exclusão do convívio com os seus pares”.

“Há todo um mundo de oportunidades que a internet proporciona e que pode ser vivido em famílias mesmo que os pais não sejam tão competentes como os filhos a utilizar as teclas”. Quarenta por cento dos pais portugueses inquiridos disseram não utilizar a internet.

O estudo refere ainda que a mediação reduz a probabilidade de exposição aos riscos online em todas as idades (9-16 anos).

O projeto realizou questionários presenciais a 25 mil jovens (entre os 9 e os 16 anos) utilizadores da internet e seus pais em 25 países.

 

 

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