Ligação à natureza torna as crianças mais felizes – estudo

Março 5, 2020 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia da LUSA de 26 de fevereiro de 2020.

A ligação à natureza torna as crianças mais felizes e com comportamentos mais sustentáveis e ecológicos, indica um estudo hoje divulgado na revista “Fronteiras em Psicologia”.

O estudo, liderado por Laura Berrera-Hernández, do Instituto Tecnológico de Sonora, México, mostrou pela primeira vez que a ligação com a natureza deixa as crianças mais felizes, pela tendência para comportamentos virados para a ecologia.

Com as alterações climáticas a levarem a um aumento da temperatura média, destruição de habitats e extinção de espécies, investigadores estão a trabalhar na promoção de comportamentos sustentáveis e no desenvolvimento de cuidados ambientais nas crianças, os futuros “guardiões” do planeta.

Os investigadores dizem que o afastamento da natureza, chamado de “transtorno de défice de natureza”, pode contribuir para a destruição do planeta, já que é improvável que a falta de ligação com o mundo natural resulte no desejo de proteger esse mundo.

Berrera-Hernández explica que a ligação com a natureza não é apenas apreciar a beleza mas é também entender a inter-relação entre o ser humano e a natureza.

O estudo juntou 296 crianças entre os nove e os 12 anos, de uma cidade do noroeste do México. Todas as crianças se definiram em relação à ligação com a natureza e a comportamentos sustentáveis, e responderam a um questionário.

Os investigadores descobriram que, nas crianças, sentir-se ligado à natureza tinha associações positivas com práticas sustentáveis, e também levou as crianças a falar de níveis mais altos de felicidade.

Investigações anteriores com adultos também sugeriram uma relação entre a ligação com a natureza e o desenvolvimento de comportamentos pró-ambientais e a felicidade derivada desses comportamentos.

Apesar das limitações do estudo, que apenas testou crianças da mesma cidade, os resultados dão informações sobre o poder da psicologia positiva de sustentabilidade em crianças.

FP // ZO

Lusa/fim

O artigo citado na notícia é o seguinte:

Connectedness to Nature: Its Impact on Sustainable Behaviors and Happiness in Children

Dá a Mão à Floresta

Fevereiro 10, 2020 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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“Dá a Mão à Floresta” é um projeto de responsabilidade social desenvolvido pela Mustard (parceiro do IAC) com a Navigator.

Dá a Mão à Floresta é um projeto de Responsabilidade Social e Ambiental da The Navigator Company. Lançado pela primeira vez no Ano Internacional da Floresta, que se celebrou em 2011, este projeto tem vindo a crescer de ano para ano, colocando cada vez mais crianças em contacto com o maravilhoso mundo da floresta.

O grande objetivo é aproximar a empresa do público infantojuvenil das regiões onde está inserida e de toda a comunidade urbana através de ações lúdico-pedagógicas. Promover a necessidade de proteger a floresta, valorizar os produtos de origem florestal, onde está inserido o papel, bem como preservar o ambiente são os principais valores que o projeto procura transmitir desde a sua criação.

Mais informações no link:

https://www.daamaoafloresta.pt/pt

3ª Edição do Concurso “Põe a tua terra nos píncaros” vai pôr os miúdos a Fazer Pela Terra

Janeiro 21, 2020 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Texto da Rádio Miúdos

“PÕE A TUA TERRA NOS PÍNCAROS 3ª EDIÇÃO – FAZ PELA TERRA”

A Rádio Miúdos realiza pela terceira vez o concurso “Põe a tua terra nos píncaros”, mais uma vez com o apoio da RBE-Rede de Bibliotecas Escolares, e na edição do ano letivo 2019/2020 propõe um apelo à ação pela Terra.

FAZ PELA (tua) TERRA apela a todos os miúdos das escolas públicas e privadas do país que mostrem o que se faz na sua terra pela sustentabilidade ecológica ou que apontem ideias para melhorar a forma como tratamos o planeta.

Nas duas primeiras edições o desafio proposto era falarem da sua terra (1ª edição) e de um herói da sua terra (2ª edição) e mais de 150 escolas de todo o país reponderam, com quase 200 spots de rádio que culminaram numa grande festa de apresentação, que ocorreu na Fundação Calouste Gulbenkian no passado mês de Julho.

Desta vez e com a urgência das questões climáticas a Rádio Miúdos procura que os miúdos das escolas de todo o país possam fazer o levantamento dos projetos que já estão em prática nas suas terras e apontar ideias que possam contribuir para melhorar a vida no planeta.

Para participarem os miúdos terão que fazer uma gravação áudio sobre o que a sua terra faz ou deve fazer para melhorar a Terra que é de todos, para o bem do planeta Terra. Deverão ser ações concretas que melhorem todo o Ambiente e que ajudem a mostrar o que se faz nas suas terras pela Terra.

As candidaturas das escolas podem ser feitas até ao dia 2 de fevereiro de 2020, com o envio da gravação do programa e do preenchimento do formulário de candidatura.

À semelhança da edições anteriores os municípios podem e devem candidatar-se. Estas candidaturas podem ser feitas até ao dia 10 de janeiro de 2020 e para validar terão que fazer a divulgação do concurso “Põe a tua terra nos píncaros 3 – Faz pela Terra!” até ao dia 14 de Janeiro (imagens e press-release em anexo).

A divulgação dos resultados será conhecida no dia 17 de fevereiro de 2020, no site da Rádio Miúdos – http://www.radiomiudos.pt e no site da RBE – www.rbe.min-edu.pt

Descarregar imagemregulamento e press-release aqui.

formulário online está disponível aqui.

Concurso Papel de Natal – faz um desenho ou escreve a tua história sobre um Natal sem desperdício

Janeiro 14, 2020 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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A época natalícia pode já ter acabado, mas pensar como tornar esta quadra mais sustentável continua premente. Destinado a crianças entre os 6 e os 10 anos, o concurso Papel de Natal, baseado no filme de animação com o mesmo nome, desafia a fazer um retrato ou escrever uma história sobre um Natal sem desperdício. Para participar até 31 de janeiro de 2020.

mais informações no link:

https://www.m-almada.pt/xportal/xmain?xpid=cmav2&xpgid=agenda_detalhe&agenda_detalhe_qry=BOUI=645656937&agenda_titulo_qry=BOUI=645656937&fbclid=IwAR245UUknGMksiqDxi-5NMGTMZoMd-35ptUaiDWwgoQ-uxO7SZeQ1inFmf4

Jovens mostraram como pensam (e muito) no ambiente

Dezembro 24, 2019 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Sul Informação de 17 de dezembro de 2019.

Pedro Lemos

Organização lamenta que poucos políticos tenham marcado presença.

«Estes jovens, muitas vezes vistos como pessoas apáticas e apenas interessadas nas redes sociais, demonstraram que, nas questões do ambiente, que não são de somenos, contrariam essa ideia de inércia». A frase resume o que foi o Encontro pelo Planeta que juntou, esta segunda-feira, 16 de Dezembro, 600 alunos na Universidade do Algarve (UAlg). No final, foram escolhidas as três melhores propostas que, agora, serão levadas à Assembleia da República. 

Desde propostas para reduzir o uso de microplásticos, para controlar as plantas invasoras, em Albufeira, até à implementação de um Eco-copo, na Escola Secundária Júlio Dantas (Lagos), as ideias fervilharam. O denominador comum foi a importância de salvaguardar o planeta e o ambiente.

Houve ideias com apresentações mais arrojadas (como o EcoGenius que teve direito a uma sátira) e outras mais centradas em medidas concretas. Quatro jovens da Secundária de Albufeira, por exemplo, propuseram utilizar óleo usado para fazer sabonetes.

E, no final, não se inibiram de deixar uma mensagem mais geral: «há tantos com fome! Temos de reduzir o desperdício alimentar. Já pensaram nas pessoas que passam fome?».

Ao longo do dia, houve, no total, 27 projetos levados ao palco do Grande Auditório do Campus de Gambelas. Três foram escolhidos como os melhores.

A escolha dos professores foi para o 11º E da Escola Básica e Secundária de Albufeira e o seu projeto “A importância da ação individual para a preservação do ambiente”.

Já os alunos elegeram “A Terra, minha, tua, vossa, nossa – vamos reagir – Diatomáceas, a solução do futuro?”, do 12º CTA da Secundária de Silves.

Por fim, os convidados e equipa organizadora votaram, como projeto vencedor, na ideia do 10ºG da Secundária Gil Eanes, de Lagos, de criar uma parede de musgo, capaz de fazer o mesmo papel ambiental de 275 árvores.

Agora, estes três projetos serão levados à Comissão Parlamentar de Educação, Ciência, Juventude e Desporto, na Assembleia da República.

«Foi um compromisso do Centro Ciência Viva (CCV) de Lagos, como entidade coordenadora do projeto Ecoscience. É uma forma de mostrarmos aos políticos como há jovens a pensar nas questões das alterações climáticas», considerou Luís Azevedo Rodrigues, diretor executivo do CCV de Lagos, ao Sul Informação. 

Ao mesmo tempo, também há o objetivo de levar as três ideias aos Municípios de Lagos, Silves e Albufeira para que aí sejam implementadas.

Apesar do balanço «muito positivo», Luís Azevedo Rodrigues não deixa de lamentar uma questão: a ausência dos políticos numa iniciativa para a qual foram convidados governantes, como o primeiro-ministro, ministros, autarcas e deputados. Joaquina Matos, deputada do PS e antiga professora, foi a única parlamentar a ir ao “Encontro pelo Planeta”.

«Apenas tivemos a presença do presidente da Câmara de Faro e de representantes dos Municípios de Lagos e Portimão. A nível ministerial, por exemplo, não veio ninguém. Na sessão de encerramento estiveram presentes a delegada regional de Cultura e o delegado regional de Educação, mas é algo que podemos melhorar», disse.

É que, na opinião do mentor deste “Encontro pelo Planeta”, «estes alunos mereciam muito mais».

«Normalmente ouvimos queixas de que os cidadãos têm pouca participação cívica. Este foi um projeto que envolveu 600 jovens com ideias concretas para problemas concretos», defendeu.

No discurso de encerramento, foi precisamente essa a mensagem que deixou. «Não deixem que vos considerem apáticos. Demonstrem a vossa cidadania cívica».

Fotos: Pedro Lemos | Sul Informação

Portuguesa vence festival de filmes na ONU com animação sobre o desperdício de água

Agosto 2, 2019 às 6:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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Notícia da ONU News de 15 de julho de 2019.

Marina Lobo foi premiada com a animação “Aquametragem” no Festival de Filmes ODSs em Ação; competição destaca ações de pessoas e organizações no mundo em prol das 17 metas globais.

A animação “Aquametragem” da portuguesa Marina Lobo, foi a vencedora do Festival de Filmes ODSs em Ação, na categoria “Protegendo o nosso planeta”.

A obra foi produzida com o objetivo de sensibilizar o mundo para uma mudança de comportamento no modo de consumo da água e para um uso eficiente que contribua para uma maior sustentabilidade hídrica.

Premiação

Marina recebeu o prêmio na sede da organização. Em entrevista exclusiva à ONU News, a animadora explicou que a nova geração inspirou a obra em curta-metragem, que foi produzida pela Agência de Energia e Ambiente de Lisboa.

“O processo de criação foi um bocadinho inspirado nos meus filhos.  No olhar para eles e sentir que eu quero muito que eles tenham acesso à água como eu tenho, que para nós é uma coisa quase que garantida e, corremos o risco que deixe de ser. Então achei que se eu tentasse contar uma história que passasse por aí, por sensibilizar as pessoas e os filhos delas. Se nós pais, e as gerações de agora, não cuidarem da água, os nossos filhos não vão ter esse acesso que nós temos.”

Uso eficiente da água

Além de animadora, Marina é também engenheira ambiental. Ela explicou que a ideia era fazer uma animação sobre o tema da água, para sensibilizar sobre o uso eficiente desse recurso, tanto para adultos quanto crianças.

“Então uma das preocupações da Lisboa E-Nova, que foi quem produziu a curta, era que a história também focasse muito nos 5 Rs, reduzir o consumo da água, reutilizar a água, reciclar a água, reduzir o desperdício, e recorrer a fontes alternativas de água.”

O objetivo nº 6 dos ODSs tem como meta alcançar o acesso universal e equitativo a água potável e segura para todos até 2030.

ODSs em Ação

A competição das Nações Unidas oferece aos cineastas amadores e profissionais em todo o mundo a oportunidade de enviar filmes de até 20 minutos.

O evento é coordenado pela Departamento dos Assuntos Econômicos e Sociais da ONU sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentáveis, ODSs, e envolve curtas-metragens que destacam as ações de pessoas e organizações no mundo em prol das 17 metas globais.

O festival foi lançado do ano passado em conexão com o Fórum Político de Alto Nível sobre Desenvolvimento Sustentável, que acontece anualmente na sede da ONU.

 

Greve climática: “O espaço público passou a incluir os mais jovens que, não podendo votar, têm muito a dizer”

Maio 24, 2019 às 6:00 am | Publicado em Divulgação, Vídeos | Deixe um comentário
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Entrevista do Público e da Rádio Renascença a Alice Gato e Gil Ubaldo no dia 23 de maio d3 2019.

Pedem justiça climática e a atenção dos governantes. Alice Gato e Gil Ubaldo, dois dos organizadores da Greve Climática Estudantil em Portugal, esperam ver os jovens nas ruas de 51 localidades já esta sexta-feira.

Ana Maria Henriques e Eunice Lourenço (Renascença)

Alice Gato e Gil Ubaldo conheceram-se a propósito da Greve Climática Estudantil, que mobilizou protestos de perto de 20 mil jovens portugueses a 15 de Março. A estudante do 12.º ano no Liceu Camões e o aluno de Ciência Política e Relações Internacionais da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade de Lisboa são dois dos organizadores das manifestações estudantis em Portugal. Esta sexta-feira, 24 de Maio, há novo desafio lançado aos jovens: sair à rua para mostrar que a luta pela justiça climática continua. São os convidados da Hora da Verdade, um programa de parceria entre o PÚBLICO e a Renascença, que pode ouvir hoje às 13h.

A 15 de Março, data da primeira greve climática estudantil, estima-se que entre 1,4 a 1,6 milhões de pessoas se tenham manifestado, em todo o mundo, para mostrar que é preciso tomar uma posição quanto às alterações climáticas. Foi apenas o início de uma luta ou a mobilização está mais difícil?
Alice Gato (A.G.) – O 15 de Março foi o início de uma luta e o 24 de Maio é para demonstrar que não nos vamos embora até essa luta ter alguma resposta. A mobilização depende muito também da conjunção política que está a acontecer à nossa volta.

Para esta sexta-feira está marcada nova greve. Esperam uma adesão semelhante?
Gil Ubaldo (G.U.): Nunca podemos saber bem o que esperar. Na última manifestação esperávamos menos de mil pessoas e tivemos quase 10 mil só em Lisboa. Esperamos bater os números de 15 de Março.
A.G. – E até temos mais localidades a manifestarem-se.

Quantas?
A.G. – Penso que são 51.

E como é que vocês se organizam a nível nacional?
A.G. – Há um grupo nacional com o qual as pessoas de todas de regiões têm contacto nas reuniões semanais: falamos com as pessoas das escolas, ficamos com o contacto delas e tentamos que o máximo número de pessoas que queira ajudar o consigam fazer.

Os mais jovens são muitas vezes acusados de algum desinteresse face à vida pública e ao futuro. Mas este movimento internacional, o #SchoolStrike4Climate, tem provado que vocês afinal estão preocupados com o futuro do planeta.
G.U. – Há uma grande dualidade entre pessoas que não querem saber e pessoas que realmente estão empenhadas em ter uma acção directa contra este caminho. Mas o que temos vindo a verificar é que, ao ocupar o espaço público, as pessoas têm ganho interesse. O espaço público passou a incluir os estudantes e os jovens que, mesmo não podendo votar, têm muito a dizer.

Já alguma vez sentiram que não estavam a ser levados a sério por serem demasiado jovens?
A.G. – Depende do público com quem estamos a falar. Muita gente diz que já estamos perdidos, há cépticos das alterações climáticas, como sabemos, mas, no fundo, as pessoas até têm um certo respeito. Quando procuram conhecer o nosso trabalho, acabam por admirar que nós tenhamos esta garra.
G.U. – Também há quem diga: “Uau, incrível, estes jovens têm garra.” Mas olham para isso de uma maneira quase paternalista e vêem-nos como os putos que estão na idade de serem rebeldes e agir contra o sistema.
A.G. – Ou então como os mandriões que não querem fazer nada…
G.U. – Para sermos rebeldes e agirmos contra o sistema, temos de começar na juventude. Temos reivindicações sérias e vamos sair à rua para mostrar isso até ao fim.

“Ninguém é demasiado pequeno para fazer a diferença.” Acreditam nas palavras de Greta Thunberg, que dão título ao livro que a sueca editou recentemente?
A.G. – Nós até temos crianças da primária a irem às nossas manifestações. E há um grande envolvimento dos professores e dos pais, com o Teachers for Future e o Parents for Future.

A greve também é vista só como uma desculpa para faltar às aulas. Sentem esse discurso?
G.U. – É um dos argumentos que nos atiram à cara diariamente.

E quem é que o faz? Os professores, os pais, os outros colegas?
A.G. – Mais pessoas que não têm nada para fazer e querem ter visibilidade só por criticar.
G.U. – Sim, é verdade, nós faltamos às aulas. A greve estimula muita gente a ter uma acção diária. Faltar às aulas é o menor do nosso problema. Não vale a pena estarmos a ir a uma aula, quando o nosso sistema de ensino não nos incentiva a agir por aquilo que nós acreditamos. É um confronto directo que tem de se fazer.

As faltas vão ser injustificadas.
G.U. – É greve.
A.G. – Há quem diga que não tem faltas para dar, mas só houve mais uma greve e essas pessoas andaram a faltar durante o ano inteiro. Faltem por uma causa maior. Usamos o termo greve de forma simbólica, é greve por extensão: o que é esta falta comparada com o nosso futuro? Relativamente a testes, os alunos devem pedir aos professores que não os marquem nesses dias e alertá-los para o facto de isto não ser só um problema nosso. Isto também os afecta.

Tiveram o apoio dos professores, na greve anterior e nesta?
A.G. – Depende de professor para professor. Falei disso em todas as minhas disciplinas, os meus colegas já não me podem ouvir falar mais sobre isto.

O ministro do Ambiente já disse que a declaração de emergência climática seria apenas um “gesto simbólico”, sem efeitos práticos. O que é que vocês têm para lhe responder?
A.G. – A verdade é que a emergência climática só foi declarada, recentemente, pelo Reino Unido e pela Irlanda. Em Portugal isso nunca aconteceu e não faz muito sentido dizer: “Eles já declararam emergência climática, mas não aconteceu nada.” Isto não é de um dia para o outro. Estamos a reconhecer que, de facto, vivemos perante uma emergência, que são precisas acções e soluções eficientes e drásticas para este problema.

E que acções drásticas devem ser essas?
G.U. – Termos 100% de energias renováveis até 2030 — e não até 2050 —, a proibição da exploração de energias fósseis em Portugal e o cancelamento de todas as concessões existentes, o encerramento das centrais termoeléctricas de Sines e do Pego, que ainda são movidas a carvão.
A.G. – E uma requalificação das pessoas que lá trabalham para empregos pró-clima, sustentáveis.
G.U. – A nossa luta é transversal e, enquanto lutamos pelo clima, não podemos deixar para trás a luta laboral. Além disso, reivindicamos o melhoramento eficaz da rede de transportes públicos, de modo a reduzir o uso do transporte particular.

Recentemente tiveram a declaração de apoio de 32 organizações da sociedade civil. Continuam a ser um movimento apartidário?
A.G.  Continuamos a ser apartidários. É óbvio que há partidos que se identificam mais com os nossos objectivos do que outros, mas não somos nós que os vamos excluir à partida. Quem não se identifica com o nosso movimento exclui-se a si próprio. Queremos que toda a gente perceba que isto é um problema que vai além de questões partidárias. É como a Greta diz: “Nós não conseguimos mudar o clima sem mudar o sistema.”

E já receberam propostas de apoios financeiros de alguma organização ou entidade?
A.G. – Que eu saiba, não. Onde é que elas estão?

Então como é que vocês se financiam?
G.U. – Por nós próprios.
A.G. – Compramos algumas coisas, pedimos aos nossos avós. Há organizações que já têm os seus materiais e nos emprestam. Pedimos uma carrinha aos Precários Inflexíveis e megafones ao Climáximo, por exemplo.
G.U. – O resto é muito orgânico.

Vídeo da entrevista no link:

https://rr.sapo.pt/video/206663/depois-da-greve-estudantil-ha-greve-geral-pelo-clima-a-27-de-setembro?jwsource=cl

Conferência Europeia “Educação para o Desenvolvimento Sustentável” 17-18 maio em Belas

Abril 19, 2019 às 6:00 am | Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário
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mais informações:

https://omepportugal.wordpress.com/

Em Faro, há uma escola que oferece lanche a quem pedala

Fevereiro 14, 2019 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 18 de janeiro de 2019.

Para criar uma “escola sustentável”, a Escola Secundária de Pinheiro e Rosa, em Faro, começou a oferecer um lanche a todos os que lá entrarem de bicicleta. A iniciativa envolve alunos, professores, técnicos, administrativos e até encarregados de educação.

Mariana Durães

Desde o início de 2019, quem pedala para a Escola Secundária de Pinheiro e Rosa (ESPR), em Faro, tem direito a um sumo de laranja natural e uma sandes. A medida estende-se, além dos alunos, a professores, técnicos, administrativos e a todos os que entrarem na escola de bicicleta — até a encarregados de educação que pedalem para uma reunião, por exemplo.

“Começámos a verificar que muitos alunos vinham para a escola de bicicleta e o nosso parque de bicicletas começava a ser reduzido. Em Dezembro [de 2018] aumentámos o parque e, em Janeiro, lançámos esta iniciativa do reforço alimentar”, explica André Lara, director adjunto da escola secundária. A iniciativa insere-se numa série de actividades que estão a ser promovidas para tornar a escola — que faz parte do projecto Eco-Escolas — uma instituição mais sustentável.

Para já, o lanche está disponível para a comunidade escolar da ESPR, mas André Lara revela que a ideia é alargar às escolas do segundo e terceiro ciclo do Agrupamento de Escolas Pinheiro e Rosa e, assim que a questão do seguro escolar “estiver resolvida”, implementar mais iniciativas que “promovam o uso da bicicleta no dia-a-dia”. Actualmente, o seguro escolar não cobre deslocações em bicicleta, o que já levou a Associação Nacional das Indústrias de Duas Rodas, Ferragens, Mobiliário e Afins (Abimota) a manifestar-se junto do Ministro da Educação.

Os lanches para os ciclistas da ESPR vão manter-se pelo menos até ao final do ano lectivo e poderão continuar, consoante o “impacto orçamental” que provoquem. “A ideia é encontrar parcerias com a comunidade”, afirma o director adjunto. “Estamos numa zona onde existem produtores de laranjas e vamos tentar fazer com que a própria escola seja financeiramente sustentável”, continua.

André Lara nota “um ligeiro aumento na utilização da bicicleta”, mas prefere esperar um pouco mais até confirmar o crescimento. Ainda assim, acredita que a medida já valeu a pena por ter provocado diálogo entre os alunos sobre “a importância de andar de bicicleta”.

 

 

 

Descobrindo as florestas : guia de aprendizagem (10 – 13 anos)

Janeiro 22, 2019 às 6:00 am | Publicado em Recursos educativos | Deixe um comentário
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Descarregar o guia Descubriendo los Bosques : guia de aprendizaje

Descarregar o guia Descubriendo los Bosques : guía docente (10-13 años)

 

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