8 livros para as crianças lerem antes do regresso às aulas

Agosto 31, 2018 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto da Evasões de 25 de agosto de 2018.

Cláudia Carvalho

As férias já vão longas e é preciso começar a preparar mais um ano. Porque não pô-los a ler banda desenhada e livros ilustrados? Dos grandes nomes da filosofia à história dramática de Anne Frank, do inventário ilustrado de aves a um guia para descobrir a natureza, as propostas são muitas e variadas.

Banda desenhada, rock, viagens, botânica, natureza ou História… São múltiplos os temas abordados nestes 8 livros ideais para pôr as crianças a ler (e a aprender) enquanto não chega o dia do regresso às aulas de mais um ano letivo. Tome nota das sugestões percorrendo a fotogaleria acima.

 

Bibliotecas de Verão em Portugal – Praias, piscinas e jardins

Agosto 17, 2018 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Mais informações sobre as bibliotecas no link:

http://bibliotecas.dglab.gov.pt/pt/noticias/Paginas/Bibliotecas-de-Verao-2018.aspx

O que fazer para que os nossos filhos tenham prazer a ler livros?

Agosto 14, 2018 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto e imagem da Activa de 30 de julho de 2018.

Pedimos estratégias com provas dadas a uma investigadora em educação, a pais, e sugestões de leitura a crianças. Era uma vez…

Gisela Henriques

“Carolina, queres ler este livro?” Andreia Santos já perdeu a conta às vezes que fez esta pergunta à filha de 8 anos, cuja resposta oscila entre um encolher de ombros desinteressado e um redondo ‘não’. Carolina cresceu numa casa cheia de livros e adormecia com histórias contadas pelos pais, que adoravam ler. É-lhe familiar? Não está sozinha, bem-vinda ao (cada vez maior) clube de pais desesperados porque os filhos não acham piada aos livros. A parte preocupante é que os miúdos, ao privarem-se do mundo maravilhoso dos livros, não usufruem dos enormes benefícios que eles nos trazem: informam, enriquecem o vocabulário, estimulam a criatividade, a imaginação, o raciocínio, reduzem o stresse, ajudam-nos a criar empatia com os outros e está provado que ler por prazer é mais importante para o sucesso escolar que a riqueza ou a classe social a que a família pertence. Com tantas vantagens, vale mesmo a pena despertá-los para o prazer da leitura.

Tanta coisa interessante, tão pouco tempo livre

Sempre houve crianças que fugiam dos livros a sete pés mas nos últimos anos o problema parece ter alastrado. Lourdes Mata, professora e investigadora no Centro de Investigação em Educação no ISPA – Instituto Universitário, não tem dúvidas quanto às razões deste desinteresse, “agora as crianças têm múltiplas solicitações, outro ritmo de vida e estão rodeadas de coisas interativas e que despertam mais curiosidade: a televisão tem desenhos animados 24h por dia, vivem rodeadas de tablets, telemóveis… Outro dos problemas tem a ver com a escola, que se tem preocupado muito em ensinar a ler e a escrever mas pouco em motivar as crianças e a alimentar a curiosidade por histórias. Assim que entram no 1.º ciclo deparam-se com a enormidade das tarefas que têm para fazer e a leitura de livros acaba por se tornar mais um TPC. Há uns anos fizemos um estudo com crianças que foram do pré-escolar para o 1.º ano de escolaridade e verificámos que além da motivação para a leitura diminuir, o tempo que as famílias dedicavam à leitura de histórias decrescia drasticamente porque há outras tarefas ligadas à escola que são mais valorizadas. É esta perda de práticas de literacia em família que não pode acontecer”.

Pequenas estratégias para grandes leitores

Mesmo que o seu filho já tenha 8-10 anos e não goste de ler, não dê a batalha como perdida. “Vai ser difícil convencê-lo – porque muitas crianças não associam a aprendizagem a coisas agradáveis –, mas não impossível”, afirma a professora e investigadora Lourdes Mata.

  • Faz o que eu faço. Não pode estar à espera que ele seja um bom leitor se nunca vê os pais a ler.
  • Leia-lhe histórias mesmo que ele já saiba ler sozinho. Sentem-se lado a lado, abram o livro e cada um lê uma página. A leitura partilhada, em família, é a base para criar um leitor apaixonado por livros.
  • Deixe-o escolher a história. Mesmo que seja infantil para a sua idade, ou uma BD, não critique, “é porque se sentem mais confiantes naquele formato. Há crianças que se assustam só de olhar para uma página cheia de texto, para elas é um sofrimento”. Ah, e nada de livros da escola.
  • Não o obrigue a ler na hora dos desenhos animados favoritos senão vai pensar que é uma punição.
  • Crie a lagarta dos livros. Por cada livro já lido, escreva o título num círculo em cartolina e cole na parede do quarto. A ideia é fazer uma lagarta gigante.
  • Saibam tudo sobre o Ronaldo. Se ele gosta muito de um futebolista, porque não leem as notícias desportivas de um jornal?
  • Leiam sempre o livro antes de ver o filme (‘Charlie e a Fábrica de Chocolate’, ‘Matilda, ‘Rapunzel’, ‘Crónicas de Nárnia’, ‘Crónicas de Spiderwick’). Depois digam o que gostaram mais ou menos no livro e no filme.
  • Sugira que ele leia livros para os irmãos ou primos mais novos.
  • Façam um audiolivro e ouçam a gravação nas viagens.
  • Ler para uma plateia de 4 patas. As crianças sentem-se mais confiantes quando leem para cães e gatos, eles não criticam, limitam-se a ouvir. “Estive envolvida num projeto com a Câmara de Silves, chamado ‘Cãofiante’, em que um cão servia de elemento motivacional para as crianças aderirem à leitura. Os miúdos adoraram, estavam o mês inteiro à espera do dia em que liam para o cão na biblioteca. No fim da sessão, faziam-lhe festinhas e escolhiam um livro para levar para casa e ler em família”.
  • Formem um clube de leitura com os amigos: podem discutir as personagens favoritas, o que não gostaram… Os pais não devem interferir.
  • Não obrigue a ler até ao fim se ele não gostar do livro. Vão à biblioteca e explorem temas diferentes.
  • Façam um diário de férias. “Não tem de escrever todos os dias e pode incluir o bilhete de cinema, do museu, fotos que tenha tirado. Algumas impressões sobre a experiência e pronto”, aconselha Lourdes Mata.
  • Façam de turistas na própria cidade (ou fora dela). Podem ir ao posto de turismo e depois ele que leia os locais de interesse a visitar.
  • Peça-lhes para tomar nota da lista de compras.
  • Façam um bolo e peça para ler os ingredientes e a preparação.

 

 

Como pôr os miúdos a ler

Julho 23, 2018 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Josh Applegate

Texto do MAGG de 12 de julho de 2018.

Ana Roque

Tornar um livro atrativo pode não ser tarefa fácil, sobretudo se estivermos a falar de crianças. Fomos pedir ajuda a quem sabe.

Um livro pode muito bem ser um amigo, e não só pela companhia que nos faz – também pede tempo e muita dedicação. Mas o YouTube é mais rápido, e as séries, assim como assim, também contam uma história. Pôr os miúdos a ler pode ser díficil, e até já foi mais fácil fazê-lo com os adultos. Para nos ajudar com esta tarefa, recrutámos uma mãe, uma psicóloga e uma professora de Português.

Sónia Morais Santos, autora do blog “Cocó na Fralda” e mãe de quatro filhos, acredita que “há livros que não podem passar ao lado de certas idades”, e que ninguém vai ler “Os Cinco” aos quarenta anos. Ao perceber que, para além de terem crescido num ambiente em que os livros não são (nem nunca foram) estranhos, os filhos não pegavam num livro por iniciativa própria, tomou uma atitude – há cerca de um ano e meio, criou um “clube de leitura” em casa.

Todos têm de ler um livro por mês (os pais também), e todos os meses há uma tertúlia em que cada um faz uma apresentação do livro que leu – e não, não pode ser um resumo encontrado no Google. Quanto aos livros, num mês escolhem os pais, noutro escolhem os filhos. Tudo para evitar “escolhas duvidosas”.

Quem não ler o livro do mês, fica sem acesso a tablets, computadores e telefones, no mês seguinte. A questão da obrigatoriedade da leitura não preocupa a blogger, que acredita que este tipo de leituras “pode começar como uma obrigação, mas acabar por derivar num prazer”. Deu, como exemplo, o filho mais velho, que já toma a iniciativa de procurar livros, e cada vez mais complexos.

Para Rita Castanheira Alves, a história não é bem assim. A psicóloga clínica infanto-juvenil e de aconselhamento parental disse à MAGG que “ler por obrigação pode resultar, mas só até uma certa idade”, e que os hábitos de leitura deverão ser incutidos de forma gradual, sem exigências nem imposições, uma vez que obrigar as crianças a ler pode impedir o desenvolvimento do gosto pela leitura.

“A leitura deve produzir prazer, e não stress. As respostas químicas cerebrais são diferentes para os dois casos. Se a leitura produzir prazer, há mais probabilidade de ser um escolha repetida pela criança, pela vida fora”

Mas há uma distinção a fazer: uma leitura que resulte, não de uma imposição, mas de uma negociação com os pais, pode derivar num gosto real pela leitura. É importante que ela esteja associada a memórias e momentos bons, e por isso mesmo, um castigo terá sempre menos sucesso, se o objetivo for o de fazer dela um hábito.

Os livros devem entrar na vida das crianças mesmo antes de elas saberem ler

A “Psicóloga dos Miúdos” sugere que se coloquem livros adequados a cada faixa etária (desde sempre) perto das crianças, começando com os indicados para os mais novos, com poucas palavras e muitas ilustrações – é importante que os livros não sejam um objeto estranho. Mais tarde, o momento da história para adormecer também é crucial, mas tem de haver um envolvimento da criança com a leitura – uma leitura interativa, em que se dá atenção não só ao que está escrito, mas também às imagens, e em que se fazem perguntas sobre a história.

Para os mais crescidos que não tenham adquirido hábitos de leitura, também há soluções: ler revistas, artigos de jornal, visitar bibliotecas e livrarias ou falar sobre livros.  Os pais têm um papel preponderante – podem ajudar na escolha dos livros, tentando sempre ir ao encontro dos interesses dos filhos, e dando-lhes a conhecer livros que eles próprios tenham gostado naquela idade.

Salomé Carvalho, professora de Português do primeiro ciclo do ensino básico (num colégio), disse à MAGG que, no que toca a incentivar as leituras, o professor da língua materna tem um papel determinante, mas “não há nenhuma fórmula. Era bom que houvesse”.

“As crianças leem pouquíssimo. Cabe aos professores e aos familiares facilitar o acesso à leitura, e incentivá-la.”

Antes de começar a ler um livro, será uma boa estratégia explorá-lo enquanto objeto. Tal como Rita Castanheira Alves, a professora acha importante que o livro não seja algo estranho. Por isso, deve perder-se tempo a explorar a capa, as ilustrações, o título e nome dos capítulos. Fazer de tudo para que haja interesse pelo livro, mesmo antes de se iniciar a leitura.

Depois, também a família pode ser um excelente facilitador de leitura. É boa ideia que haja leituras em conjunto, feitas em voz alta, e a terminarem precisamente naquele momento em que toda a gente quer saber o que vem a seguir. Tal como nas séries, é também isso que nos mantém presos: a curiosidade.

No que toca à escolha dos livros, Salomé Carvalho avançou que “quando queremos pôr alguém a ler, é importante escolher o livro certo. Se estivermos a falar de crianças, devemos ter sempre em mente que elas continuam a ser crianças, e a adorar clichês.

 

 

Bibliotecas de Praia e de Jardim – Em Sesimbra até 31 de agosto

Julho 9, 2018 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Nas praias do Meco, Ouro, Califórnia e Lagoa de Albufeira e também no Parque da Vila, na Quinta do Conde, pode desfrutar de um bom livro, consultar a imprensa diária ou participar numa das muitas atividades de promoção do livro e da leitura, que acontecem quase todos os dias.
Com mais de duas décadas de existência, as Bibliotecas de Praia e de Jardim disponibilizam literatura variada, como banda desenhada, ficção científica ou romance, em português, inglês, francês, alemão e espanhol, podendo ser utilizada por todos mediante o preenchimento do cartão de leitor.

Se não teve tempo para ler durante o ano, aproveite as férias de verão para pôr a leitura em dia.

mais informações no link:

http://www.sesimbra.pt/pages/1077?news_id=6120

 

Como levar o seu filho a gostar de ler

Junho 11, 2018 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Texto do Notícias Magazine de 1 de junho de 2018.

Os livros são uma das coisas boas da vida, mas hoje têm muita concorrência. É pena que não exista uma receita mágica que faça as crianças interessar-se pela leitura. Não há receitas mágicas, mas há formas de fazer os miúdos gostarem de ler.

«O papel da leitura no desenvolvimento das crianças é fundamental, porque é uma boa forma de transmitir conhecimento», disse à Buena Vida a psicóloga educacional do centro Aprendert, Cármen Marco, explicando que é necessário garantir que as crianças leiam, mas que leiam bem, porque «se na fase de aprendizagem houver alguma falha, a longo prazo, a criança vai rejeitar a leitura.»

Brincar com as palavras através das imagens pode ser o primeiro passo para os mais pequenos começarem a gostar de ler. «O texto ilustrado permite-lhes associar as ideias de uma forma dinâmica e divertida, mesmo que não percebam o que está escrito», explica Cármen. Os livros que têm jogos lúdicos demonstram que é possível as crianças brincarem com as palavras através de formas muito simples.

«Uma criança de oito anos, que adora futebol mas não gosta de ler, nunca vai abrir um romance com muito texto», afirma Elisa Yuste, especialista em literatura infantil. «Nestes casos, o meu conselho é que os pais comprem livros sobre desporto, que tenham muitas imagens», esclarece.

Segundo a psicóloga, é importante que a prática de ler seja um exercício feito em família, para que a criança comece a incorporá-la nas suas rotinas. É tudo uma questão de hábito. O objetivo não é que as crianças se tornem verdadeiras devoradoras de livros, mas sim que se interessem pela leitura, da mesma forma que se agarram às séries que passam na televisão.

De acordo com uma pesquisa realizada pela maior editora infantil do mundo, a Scholastic, 2500 famílias com crianças entre os 6 e os 17 anos, são leitores regulares e têm nas suas estantes cerca de 205 volumes de livros.

«As crianças observam a rotina diária dos pais, sem pensarem muito no assunto.» O mesmo acontece com a leitura. Os familiares têm um papel muito importante na vida dos mais pequenos, pois são vistos com um modelo de exemplo a seguir.

A especialista em literatura infantil recomenda que os mais jovens tenham uma estante para os seus próprios livros no quarto ou na sala, pois é essencial que eles se familiarizem com o objeto. Já para os adolescentes partilhar a estante com os adultos pode funcionar bem. Tudo depende do autor e do conteúdo do livro.

Uma boa forma de incentivar os jovens à leitura são as idas ao cinema, por exemplo. Pode parecer estranho, mas os espetáculos suscitam curiosidade, o que os faz querer saber mais sobre determinados assuntos.

Os livros não servem apenas para decorar as prateleiras da nossa casa. Há livros que são eternos clássicos e podem tornar os seus filhos verdadeiros fãs da leitura.

Visualizar os livros no link:

https://www.noticiasmagazine.pt/2018/levar-filho-gostar-ler/

 

 

 

Contar Carneiros – 11 e 12 maio na Biblioteca Municipal D. Dinis – Odivelas

Maio 2, 2018 às 3:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações:

https://www.facebook.com/BibliotecaMunicipalDDinisCmOdivelas/

Silêncio que se vai contar uma história

Abril 11, 2018 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Bruno Batista é contador de histórias há 18 anos. Neste ano, estreou­‑se na Biblioteca de São Domingos de Rana

Texto do https://www.noticiasmagazine.pt/ de 27 de março de 2018.

A Hora do Conto é uma atividade acolhida por bibliotecas, livrarias e jardins­‑de­‑infância para fomentar o gosto pelos livros e criar hábitos de leitura desde tenra idade. Fomos ouvir algumas histórias que cativam pequenos (futuros) leitores.

Texto Sofia Filipe

A entrada de crianças, acompanhadas de adultos, confirma ser dia de Hora do Conto, com a designação «Contos à Solta», na Biblioteca Municipal de São Domingos de Rana. Este habitual, ordenado e quase silencioso «rebuliço» acontece todos os primeiros e terceiros sábados de cada mês e muitos são participantes assí­duos, dirigindo­‑se sem hesitação para a Sala do Conto.

Integrada na Rede de Bibliotecas Municipais de Cascais (RBMC), a biblioteca de São Domingos de Rana abriu portas em 2005, os responsáveis sempre encararam os mais jovens como um público a cativar e uma das formas de o fazerem é fomentar o gosto pelos livros, através desta atividade, gratuita, que decorre ininterruptamente desde maio de 2015.

«Temos tido um enorme desenvolvimento», garante Valter Amaral, coordenador desta biblioteca, ao mesmo tempo que cumprimenta alguns pais que chegam poucos minutos antes de começar a atividade que considera ser «a alma da biblioteca».

Por este motivo, tem havido um «forte investimento nos contadores, sobretudo para assegurar o regresso dos leitores», comenta o bibliotecário, que vê na banda desenhada um género fulcral no incentivo à leitura e menciona o sucesso da Bedeteca José Matos Cruz, estrategicamente situada junto ao Espaço Infantil/Juvenil.

No final de fevereiro de 2018, a RBMC tinha inscritos 486 leitores menores de 6 anos, de um total de 31 005 inscritos. Com «Contos à Solta», que durante 2017 recebia em média trinta participantes (crianças e adultos acompanhantes), é esperado «fidelizar novos frequentadores», diz João Miguel Henriques, chefe da Divisão de Arquivos, Bibliotecas e Património Histórico da Câmara Municipal de Cascais.

«É uma atividade âncora, para motivar e despertar as crianças para a importância do livro e da leitura. Serve também para promover junto dos educadores a importância da familiarização precoce com o livro e a leitura por parte dos educandos.»

Histórias que cativam

Nesse sábado, foi Bruno Batista que cativou miúdos e graúdos com um conjunto de histórias dedicadas à floresta e às árvores. Contador de histórias desde 2000, estreou­‑se nesta biblioteca em 2018, mas tem um conjunto de «pequenos fãs» que o seguem para o ouvir. Natural de Lagoa, Algarve, Bruno Batista tem 38 anos e vive em Lisboa há dez, mas percorre o país, de norte a sul, para contar histórias em bibliotecas, livrarias ou escolas.

«Alguns pais por vezes comentam que já conheciam o livro, mas que só deram importância depois de me ouvirem contar a história», diz o narrador, que tenta ser original na abordagem. Desta vez, trouxe uma mala mágica cheia de objetos relacionados com o tema escolhido, para além de livros pop­‑up e álbuns ilustrados (livros com texto e imagem em simbiose).

Começou por contar a história de um texugo chamado Pedro, que queria arrumar a floresta e, antes de mencionar pela última vez «vitória, vitória, acabou­‑se esta história», deu a descobrir algumas «Estranhas Criaturas».

Durante a sessão, que durou cerca de uma hora, foram vários os «objetos mágicos» que povoaram as histórias, captando a atenção mas também suscitando a imaginação e fomentando a criação de imagens mentais. Do início ao fim, todos os miúdos mantiveram o interesse, a atenção e a curiosidade.

Catarina Roquete, 28 anos, mora em Cascais e leva assiduamente o Duarte, de 3 anos, às atividades «Sementes de Leitura», da Biblioteca Infantil e Juvenil da RBMC, e «Canto de Colo», da Biblioteca Municipal de Oeiras, para além de lhe ler todos os dias em casa, em especial ao deitar. Como queria proporcionar ao filho «novas experiências na área da leitura», decidiu ir a São Domingos de Rana participar pela primeira vez em «Contos à Solta».

«Estas ações são muito estimulantes para o Duarte, porque descobre novas palavras, aumenta o vocabulário, aperfeiçoa a fala e aprende a comunicar melhor. O meu filho adora livros, o ambiente das bibliotecas e depois da Hora do Conto repete aos familiares, muito entusiasmado, a história que ouviu», diz Catarina, massagista de profissão. Deste contador de histórias ficou com uma excelente opinião. «É espetacular, trouxe livros fantásticos e soube captar a atenção.»

Há cinco anos que Ângela Mendes, da Parede, assiste à Hora do Conto, primeiro apenas com o filho mais velho, Ricardo, de 6 anos, depois com a Marta, 3 anos, e, no futuro, irá levar o terceiro rebento, que nasce em julho.

«Costumamos participar em São Domingos de Rana e em Cascais. Escolhemos as sessões pelo contador e o Bruno Batista é excelente», diz esta mãe que é professora de Português do terceiro ciclo.

Foi pela mão de Ângela que Sofia Vilela, 36 anos, passou a vir com alguma regularidade da Praia das Maçãs (onde vive) a São Domingos de Rana, para assistir à Hora do Conto, com a sua filha Camila Cardoso, de 4 anos. «Selecionam boas histórias e os contadores são notáveis», comenta Sofia, que trabalha na área comercial de uma seguradora.

As duas amigas ficaram encantadas com as histórias que Bruno Batista trouxe a «Contos à Solta» e consideram que são «atividades essenciais para a promoção da leitura». O pequeno Ricardo comprova dizendo, de imediato, que «são ótimas histórias» e tanto Marta como Camila mostram satisfação pelo local e pelo que lá acontece.

Outras horas para o conto

A Hora do Conto é uma das práticas mais comuns para criar hábitos de leitura desde a infância, sendo dinamizada em inúmeras bibliotecas (municipais e escolares) do país, com designações diferentes, mas também em livrarias e jardins­‑de‑infância. Para Tomé Santos, 4 anos, o livro é algo natural.

«Gosta de ouvir histórias e de mostrar os seus livros aos colegas e à educadora», diz a mãe, Sónia Vieira, 42 anos, professora do primeiro ciclo do ensino básico no Centro Escolar de Alcoentre, Azambuja.

O Tomé vive em Santarém com os pais, que o levam com regularidade à livraria Aqui Há Gato, localizada na cidade onde habitam, para assistir à Hora do Conto que acontece todos os sábados de manhã e à tarde.

«Adora, sabe ouvir, está atento, intervém e espera com entusiasmo as novidades», diz o pai, Bruno Santos, que é iluminador e responsável pela direção técnica do Centro Cultural do Cartaxo.

Sónia considera o filho «privilegiado porque desde sempre convive com os livros, as histórias, o teatro, a pintura». No Jardim­‑de­‑Infância do Choupal, Santarém, usufrui do projeto A Educação pela Arte no âmbito do qual ouve as histórias habitualmente contadas por Rosa Montez.

Educadora de infância há 32 anos, Rosa Montez conta que «o desafio de criar territórios onde se jogue com palavras, gestos, olhares, onde o tempo de descoberta aconteça e onde o campo da imaginação seja acionado, originou a Hora do Conto, com as crianças envolvidas pelo prazer de ouvir, ver, contar e criar histórias».

Para além de trabalhar neste jardim­‑de­‑infância, Rosa Montez organiza outras atividades, como a animação de histórias em bibliotecas e a apresentação do seu livro, À Espera de Quê?, em diversas instituições educativas.

A ideia de escrever para crianças surgiu precisamente da «vontade de materializar o que já fazia» e o feedback tem sido positivo. «O livro tem tido uma excelente receção e tem sido gratificante ver o envolvimento das crianças quando apresento a história», sublinha.

Prevenir o insucesso

Estas são formas de promover a leitura, evidenciando o contributo das bibliotecas no crescimento cultural dos adultos de amanhã. Porém, o estreito contacto com livros não isenta eventuais dificuldades durante a aprendizagem da leitura.

O Instituto Politécnico do Porto, a Câmara Municipal do Porto e o Ministério da Educação uniram esforços no sentido de prevenir essas situações criando, em maio de 2015, o Centro de Investigação e Intervenção na Leitura (CIIL).

«Tem por objetivo a promoção do sucesso educativo, através da prevenção precoce e do incentivo das competências de base à futura aprendizagem da leitura, designadas competências pré­‑leitoras», diz Ana Sucena, coordenadora científica do CiiL e professora na Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico do Porto.

A intervenção com crianças no último ano do pré­‑escolar decorre atualmente em quatro agrupamentos escolares do concelho do Porto, abrangendo seis jardins-de-infância. É feita em contexto escolar, por um técnico (psicólogo/professor do ensino básico/terapeuta da fala), com a colaboração do educador de infância. Até ao momento, já beneficiou 331 crianças do jardim­‑de­‑infância.

«No ano em que iniciámos a intervenção, a percentagem de crianças em risco de terem dificuldades de aprendizagem da leitura, no 1º ano, era de 46 por cento e atual­mente é de 19 por cento», constata Ana Sucena, avançando que «no próximo ano letivo o CiiL estará presente em todos os agrupamentos escolares do Porto com jardins­‑de­‑infância e/ou primeiro ciclo».

O Falaroco é a mascote do CiiL e costuma motivar as crianças que assistem a estas sessões que se realizam duas vezes por semana. Que o diga Romeu Varela, 5 anos. Aliás, já o disse aos seus pais, Renata Pinho, 35 anos, e Pedro Varela, 36, ambos arquitetos de profissão.

Certo dia, o petiz apareceu no corredor de casa com um esfregão numa mão e um pano na outra exclamando «antónimos». «Nós, com espanto, perguntámos de que falava, ao que retorquiu “áspero, macio. São antónimos” e disse que tinha sido o Falaroco a ensinar», conta a mãe.

Esta família, do Porto, tem por hábito levar o Romeu e o seu irmão Isaac, de 22 meses, a leituras de histórias na Biblioteca Almeida Garrett ou em livrarias, para alegria dos dois irmãos. Em casa, não faltam livros e, segundo o pai, leem­‑lhe «desde os 6 meses [do Romeu] e acreditamos ser uma rotina benéfica no aumento da disciplina e na capacidade de concentração».

Crescer com livros e leitura

Crescer a Ler é uma iniciativa da Associação de Profissionais de Educação de Infância (APEI) que tem o objetivo de promover a leitura, através da disponibilização para venda de um pacote de leitura composto por uma mochila, um guia para pais e um livro infantil.

«Há pouco tempo tivemos novamente uma encomenda da Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) de Mação e continuamos a receber pedidos de vários municípios, para oferecerem às crianças», diz Luís Ribeiro, presidente da APEI e educador de infância do Agrupamento Vertical de Portel, Évora. Dirigida a bebés e crianças, dos 0 aos 6 anos, tem o Grupo Leya como parceiro.

A Rede de Bibliotecas Escolares (RBE) também desenvolve ações em prol da literacia da leitura, junto de educadores de infância, professores e alunos. Conto Contigo, que decorre em Alcochete, e É de Pequenino Que se Aprende a Tratar os animais com Carinho, que envolve 33 jardins­‑de­‑infância de Coimbra, são apenas dois dos projetos da RBE.

«Os professores bibliotecários procuram motivar as crianças para a aprendizagem da leitura, através da dinamização de atividades em que exploram o prazer da língua, modelam o processo de leitura ou realizam sessões de natureza experimentalista», diz Helena Araújo, professora em funções no Gabinete Coordenador da RBE.

Percorra a galeria de imagens acima clicando sobre as setas.

 

 

 

 

Ler em Todo Lado 2018, nas Bibliotecas e Livrarias de Lisboa em abril

Abril 6, 2018 às 12:20 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações no link:

http://leremtodolado.pt/

Semana da Leitura deste ano. Sim, 2018. – 19-25 março em Leiria

Março 18, 2018 às 9:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações:

http://rbleiria.pt/

Programa:

http://rbleiria.pt/wp-content/uploads/2018/03/Programa-da-semana-da-leitura-leiria.pdf

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