Contar Carneiros – 11 e 12 maio na Biblioteca Municipal D. Dinis – Odivelas

Maio 2, 2018 às 3:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Silêncio que se vai contar uma história

Abril 11, 2018 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Bruno Batista é contador de histórias há 18 anos. Neste ano, estreou­‑se na Biblioteca de São Domingos de Rana

Texto do https://www.noticiasmagazine.pt/ de 27 de março de 2018.

A Hora do Conto é uma atividade acolhida por bibliotecas, livrarias e jardins­‑de­‑infância para fomentar o gosto pelos livros e criar hábitos de leitura desde tenra idade. Fomos ouvir algumas histórias que cativam pequenos (futuros) leitores.

Texto Sofia Filipe

A entrada de crianças, acompanhadas de adultos, confirma ser dia de Hora do Conto, com a designação «Contos à Solta», na Biblioteca Municipal de São Domingos de Rana. Este habitual, ordenado e quase silencioso «rebuliço» acontece todos os primeiros e terceiros sábados de cada mês e muitos são participantes assí­duos, dirigindo­‑se sem hesitação para a Sala do Conto.

Integrada na Rede de Bibliotecas Municipais de Cascais (RBMC), a biblioteca de São Domingos de Rana abriu portas em 2005, os responsáveis sempre encararam os mais jovens como um público a cativar e uma das formas de o fazerem é fomentar o gosto pelos livros, através desta atividade, gratuita, que decorre ininterruptamente desde maio de 2015.

«Temos tido um enorme desenvolvimento», garante Valter Amaral, coordenador desta biblioteca, ao mesmo tempo que cumprimenta alguns pais que chegam poucos minutos antes de começar a atividade que considera ser «a alma da biblioteca».

Por este motivo, tem havido um «forte investimento nos contadores, sobretudo para assegurar o regresso dos leitores», comenta o bibliotecário, que vê na banda desenhada um género fulcral no incentivo à leitura e menciona o sucesso da Bedeteca José Matos Cruz, estrategicamente situada junto ao Espaço Infantil/Juvenil.

No final de fevereiro de 2018, a RBMC tinha inscritos 486 leitores menores de 6 anos, de um total de 31 005 inscritos. Com «Contos à Solta», que durante 2017 recebia em média trinta participantes (crianças e adultos acompanhantes), é esperado «fidelizar novos frequentadores», diz João Miguel Henriques, chefe da Divisão de Arquivos, Bibliotecas e Património Histórico da Câmara Municipal de Cascais.

«É uma atividade âncora, para motivar e despertar as crianças para a importância do livro e da leitura. Serve também para promover junto dos educadores a importância da familiarização precoce com o livro e a leitura por parte dos educandos.»

Histórias que cativam

Nesse sábado, foi Bruno Batista que cativou miúdos e graúdos com um conjunto de histórias dedicadas à floresta e às árvores. Contador de histórias desde 2000, estreou­‑se nesta biblioteca em 2018, mas tem um conjunto de «pequenos fãs» que o seguem para o ouvir. Natural de Lagoa, Algarve, Bruno Batista tem 38 anos e vive em Lisboa há dez, mas percorre o país, de norte a sul, para contar histórias em bibliotecas, livrarias ou escolas.

«Alguns pais por vezes comentam que já conheciam o livro, mas que só deram importância depois de me ouvirem contar a história», diz o narrador, que tenta ser original na abordagem. Desta vez, trouxe uma mala mágica cheia de objetos relacionados com o tema escolhido, para além de livros pop­‑up e álbuns ilustrados (livros com texto e imagem em simbiose).

Começou por contar a história de um texugo chamado Pedro, que queria arrumar a floresta e, antes de mencionar pela última vez «vitória, vitória, acabou­‑se esta história», deu a descobrir algumas «Estranhas Criaturas».

Durante a sessão, que durou cerca de uma hora, foram vários os «objetos mágicos» que povoaram as histórias, captando a atenção mas também suscitando a imaginação e fomentando a criação de imagens mentais. Do início ao fim, todos os miúdos mantiveram o interesse, a atenção e a curiosidade.

Catarina Roquete, 28 anos, mora em Cascais e leva assiduamente o Duarte, de 3 anos, às atividades «Sementes de Leitura», da Biblioteca Infantil e Juvenil da RBMC, e «Canto de Colo», da Biblioteca Municipal de Oeiras, para além de lhe ler todos os dias em casa, em especial ao deitar. Como queria proporcionar ao filho «novas experiências na área da leitura», decidiu ir a São Domingos de Rana participar pela primeira vez em «Contos à Solta».

«Estas ações são muito estimulantes para o Duarte, porque descobre novas palavras, aumenta o vocabulário, aperfeiçoa a fala e aprende a comunicar melhor. O meu filho adora livros, o ambiente das bibliotecas e depois da Hora do Conto repete aos familiares, muito entusiasmado, a história que ouviu», diz Catarina, massagista de profissão. Deste contador de histórias ficou com uma excelente opinião. «É espetacular, trouxe livros fantásticos e soube captar a atenção.»

Há cinco anos que Ângela Mendes, da Parede, assiste à Hora do Conto, primeiro apenas com o filho mais velho, Ricardo, de 6 anos, depois com a Marta, 3 anos, e, no futuro, irá levar o terceiro rebento, que nasce em julho.

«Costumamos participar em São Domingos de Rana e em Cascais. Escolhemos as sessões pelo contador e o Bruno Batista é excelente», diz esta mãe que é professora de Português do terceiro ciclo.

Foi pela mão de Ângela que Sofia Vilela, 36 anos, passou a vir com alguma regularidade da Praia das Maçãs (onde vive) a São Domingos de Rana, para assistir à Hora do Conto, com a sua filha Camila Cardoso, de 4 anos. «Selecionam boas histórias e os contadores são notáveis», comenta Sofia, que trabalha na área comercial de uma seguradora.

As duas amigas ficaram encantadas com as histórias que Bruno Batista trouxe a «Contos à Solta» e consideram que são «atividades essenciais para a promoção da leitura». O pequeno Ricardo comprova dizendo, de imediato, que «são ótimas histórias» e tanto Marta como Camila mostram satisfação pelo local e pelo que lá acontece.

Outras horas para o conto

A Hora do Conto é uma das práticas mais comuns para criar hábitos de leitura desde a infância, sendo dinamizada em inúmeras bibliotecas (municipais e escolares) do país, com designações diferentes, mas também em livrarias e jardins­‑de‑infância. Para Tomé Santos, 4 anos, o livro é algo natural.

«Gosta de ouvir histórias e de mostrar os seus livros aos colegas e à educadora», diz a mãe, Sónia Vieira, 42 anos, professora do primeiro ciclo do ensino básico no Centro Escolar de Alcoentre, Azambuja.

O Tomé vive em Santarém com os pais, que o levam com regularidade à livraria Aqui Há Gato, localizada na cidade onde habitam, para assistir à Hora do Conto que acontece todos os sábados de manhã e à tarde.

«Adora, sabe ouvir, está atento, intervém e espera com entusiasmo as novidades», diz o pai, Bruno Santos, que é iluminador e responsável pela direção técnica do Centro Cultural do Cartaxo.

Sónia considera o filho «privilegiado porque desde sempre convive com os livros, as histórias, o teatro, a pintura». No Jardim­‑de­‑Infância do Choupal, Santarém, usufrui do projeto A Educação pela Arte no âmbito do qual ouve as histórias habitualmente contadas por Rosa Montez.

Educadora de infância há 32 anos, Rosa Montez conta que «o desafio de criar territórios onde se jogue com palavras, gestos, olhares, onde o tempo de descoberta aconteça e onde o campo da imaginação seja acionado, originou a Hora do Conto, com as crianças envolvidas pelo prazer de ouvir, ver, contar e criar histórias».

Para além de trabalhar neste jardim­‑de­‑infância, Rosa Montez organiza outras atividades, como a animação de histórias em bibliotecas e a apresentação do seu livro, À Espera de Quê?, em diversas instituições educativas.

A ideia de escrever para crianças surgiu precisamente da «vontade de materializar o que já fazia» e o feedback tem sido positivo. «O livro tem tido uma excelente receção e tem sido gratificante ver o envolvimento das crianças quando apresento a história», sublinha.

Prevenir o insucesso

Estas são formas de promover a leitura, evidenciando o contributo das bibliotecas no crescimento cultural dos adultos de amanhã. Porém, o estreito contacto com livros não isenta eventuais dificuldades durante a aprendizagem da leitura.

O Instituto Politécnico do Porto, a Câmara Municipal do Porto e o Ministério da Educação uniram esforços no sentido de prevenir essas situações criando, em maio de 2015, o Centro de Investigação e Intervenção na Leitura (CIIL).

«Tem por objetivo a promoção do sucesso educativo, através da prevenção precoce e do incentivo das competências de base à futura aprendizagem da leitura, designadas competências pré­‑leitoras», diz Ana Sucena, coordenadora científica do CiiL e professora na Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico do Porto.

A intervenção com crianças no último ano do pré­‑escolar decorre atualmente em quatro agrupamentos escolares do concelho do Porto, abrangendo seis jardins-de-infância. É feita em contexto escolar, por um técnico (psicólogo/professor do ensino básico/terapeuta da fala), com a colaboração do educador de infância. Até ao momento, já beneficiou 331 crianças do jardim­‑de­‑infância.

«No ano em que iniciámos a intervenção, a percentagem de crianças em risco de terem dificuldades de aprendizagem da leitura, no 1º ano, era de 46 por cento e atual­mente é de 19 por cento», constata Ana Sucena, avançando que «no próximo ano letivo o CiiL estará presente em todos os agrupamentos escolares do Porto com jardins­‑de­‑infância e/ou primeiro ciclo».

O Falaroco é a mascote do CiiL e costuma motivar as crianças que assistem a estas sessões que se realizam duas vezes por semana. Que o diga Romeu Varela, 5 anos. Aliás, já o disse aos seus pais, Renata Pinho, 35 anos, e Pedro Varela, 36, ambos arquitetos de profissão.

Certo dia, o petiz apareceu no corredor de casa com um esfregão numa mão e um pano na outra exclamando «antónimos». «Nós, com espanto, perguntámos de que falava, ao que retorquiu “áspero, macio. São antónimos” e disse que tinha sido o Falaroco a ensinar», conta a mãe.

Esta família, do Porto, tem por hábito levar o Romeu e o seu irmão Isaac, de 22 meses, a leituras de histórias na Biblioteca Almeida Garrett ou em livrarias, para alegria dos dois irmãos. Em casa, não faltam livros e, segundo o pai, leem­‑lhe «desde os 6 meses [do Romeu] e acreditamos ser uma rotina benéfica no aumento da disciplina e na capacidade de concentração».

Crescer com livros e leitura

Crescer a Ler é uma iniciativa da Associação de Profissionais de Educação de Infância (APEI) que tem o objetivo de promover a leitura, através da disponibilização para venda de um pacote de leitura composto por uma mochila, um guia para pais e um livro infantil.

«Há pouco tempo tivemos novamente uma encomenda da Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) de Mação e continuamos a receber pedidos de vários municípios, para oferecerem às crianças», diz Luís Ribeiro, presidente da APEI e educador de infância do Agrupamento Vertical de Portel, Évora. Dirigida a bebés e crianças, dos 0 aos 6 anos, tem o Grupo Leya como parceiro.

A Rede de Bibliotecas Escolares (RBE) também desenvolve ações em prol da literacia da leitura, junto de educadores de infância, professores e alunos. Conto Contigo, que decorre em Alcochete, e É de Pequenino Que se Aprende a Tratar os animais com Carinho, que envolve 33 jardins­‑de­‑infância de Coimbra, são apenas dois dos projetos da RBE.

«Os professores bibliotecários procuram motivar as crianças para a aprendizagem da leitura, através da dinamização de atividades em que exploram o prazer da língua, modelam o processo de leitura ou realizam sessões de natureza experimentalista», diz Helena Araújo, professora em funções no Gabinete Coordenador da RBE.

Percorra a galeria de imagens acima clicando sobre as setas.

 

 

 

 

Ler em Todo Lado 2018, nas Bibliotecas e Livrarias de Lisboa em abril

Abril 6, 2018 às 12:20 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações no link:

http://leremtodolado.pt/

Semana da Leitura deste ano. Sim, 2018. – 19-25 março em Leiria

Março 18, 2018 às 9:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações:

http://rbleiria.pt/

Programa:

http://rbleiria.pt/wp-content/uploads/2018/03/Programa-da-semana-da-leitura-leiria.pdf

O segredo do sucesso está dentro da biblioteca

Fevereiro 22, 2018 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Adriano Miranda

Reportagem do https://www.publico.pt/  de 3 de fevereiro de 2018.

 Por Samuel Silva

A Escola Básica e Secundária de Ponte da Barca está no top 5 das que no secundário mais se distinguem no “ranking alternativo”. A leitura é aposta central do seu projecto educativo.

“O direito de não ler.” “O direito de saltar páginas.” “O direito de não acabar um livro.” No bloco C da Escola Básica e Secundária de Ponte da Barca é o colorido dos “Direitos Inalienáveis do Leitor”, enunciados por Daniel Pennac, que quebra a monotonia da parede amarelada. As frases são pintadas a grená, com excepção da primeira letra de cada uma delas, que surge destacada numa pequena tela ornamentada como uma iluminura dos escritos clássicos.

Um dos “O” está cortado a meio e o director, Carlos Alberto Louro, nota-o: “Às vezes algum engraçadinho estraga isto e é preciso voltar a fazer.” A escola de Ponte da Barca é a 5.ª melhor do ensino público no ranking do sucesso (a 3.ª, se forem tidas em consideração exclusivamente as escolas públicas). Mas, como todas as escolas, não é perfeita: “Também há quem se porte mal.”

Na hora em que os alunos regressam às aulas depois de um curto intervalo, não há ruído no amplo pátio entre as salas. O bloco C é 20 anos mais novo do que o resto da escola, construída em 1983. É aqui que estão os laboratórios, o auditório e também a biblioteca, que é uma espécie de “menina dos olhos” para a direcção e os professores.

A biblioteca escolar é igualmente uma peça fundamental para esta escola no Alto Minho que, desde que o Governo começou a divulgar o indicador de sucesso — que assinala escolas onde mais alunos conseguem fazer todo o ciclo de estudos sem chumbar e que permite fazer um “ranking alternativo” ao das médias de exame — tem estado entre as melhores do país.

Criada em 2004, a biblioteca da escola tem hoje mais de 17 mil títulos listados e é um ponto de encontro para os alunos dos vários níveis de ensino — aqui cruzam-se alunos do 7.º ao 12.º ano. Sobre estas prateleiras, assenta a estratégia da escola para obter bons resultados. “O bom aluno tem de compreender bem o que lê e saber expressar-se. Também só consegue ser bem-sucedido se for capaz de interpretar a realidade”, resume o director, Carlos Alberto Louro.

Foi esta a visão que a escola construiu nos últimos 13 anos. A biblioteca é a primeira das Medidas Estruturais de Acção Educativa definidas pela comunidade escolar. Desde Novembro de 2012, alunos, professores e pais promovem a leitura através de um programa semanal na Rádio Barca — a única emissora local —, que já tem mais de 200 emissões. A iniciativa valeu o prémio “Ideias com Mérito” pela Rede Nacional de Bibliotecas Escolares há dois anos.

Ensino personalizado

Também é pela biblioteca que passa a organização de feiras do livro, encontros com escritores, concursos de escrita e o muito concorrido concurso de leitura. Quase todos os alunos desta escola participam nesta competição, onde os estudantes de Ponte da Barca têm chegado quase sempre às finais nacionais nos últimos anos.

“Participar no concurso de leitura ajuda-nos a todos”, avalia João Ramos. Tem 17 anos, cabelo curtíssimo e um discurso fluído. Quer seguir engenharia mecânica ou industrial e está a terminar o secundário na área de Ciências e Tecnologias. Tem participado regularmente nos concursos de leitura e essa experiência permite-lhe perceber que, para quem não está habituado a ler, a competição “é uma altura em que os alunos podem investir um bocadinho mais e descobrir” os livros. Para quem já é leitor assíduo, “há sempre a possibilidade de ir às fases seguintes, a nível regional ou nacional — e isso é sempre bom”, conta.

A aposta na promoção da leitura deu frutos, sobretudo a Português que, com uma média de 12,3 valores, é a disciplina em que os alunos de Ponte da Barca têm melhores resultados. Essa classificação média vale-lhes mesmo um lugar entre as 40 melhores escolas do país nessa disciplina nos exames nacionais de 2017. Nas restantes matérias, os alunos da escola minhota não conseguem ter resultados tão positivos e só conseguem estar entre as 200 melhores do país numa outra disciplina, História.

Além da aposta na leitura, o que explica o bom desempenho da escola de Ponta da Barca no ranking do sucesso? Dá-se a palavra aos alunos. “Tivemos quase sempre os mesmos professores e isso é muito positivo”, sublinha João Ramos, aluno do 12.º B. Colega da mesma turma, Rúben Lima antecipa um futuro na investigação — “talvez Biotecnologia” — e vê o facto de as turmas não serem demasiado grandes uma mais-valia daquele estabelecimento de ensino: “Temos um ensino quase individualizado.”

Os indicadores do Ministério da Educação mostram ainda que uma das marcas desta escola é a estabilidade do corpo docente, com 93,8% dos professores a pertencem ao quadro. Este facto permitiu à direcção ter estabelecido que, em regra, o mesmo professor acompanha uma turma ao longo dos 10.º, 11.º e 12.º anos.

A escola é também relativamente pequena — tem 211 inscritos no ensino secundário — e as turmas não têm mais do que 22 ou 23 estudantes. Ainda assim, nas disciplinas que estão sujeitas a exames nacionais, os alunos são divididos em grupos mais pequenos, de 11 ou 12, para frequentarem o tempo de reforço lectivo destinado a consolidar as aprendizagens nessas matérias.

Na parte final do 3.º período, são promovidas aulas específicas para preparação para exame e os professores têm indicações para construírem os testes ao longo do ano tendo em consideração o modelo habitual das provas nacionais e os respectivos critérios de correcção.

Contexto difícil

“Os bons resultados são uma preocupação transversal”, sublinha Carlos Alberto Louro. O director está nas funções desde 1992 e, por isso, conhece bem o contexto em que trabalha, que apresenta dificuldades de base a que a escola tem que responder.

O agrupamento de Ponte da Barca é o único num concelho pequeno (cerca de 12 mil habitantes) e disperso, porque embora a maioria da população viva na vila que é sede do município, chegam ali alunos que vêm desde a aldeia de Lindoso, no Parque Nacional da Peneda-Gerês, até aos limites do concelho de Ponte de Lima.

A realidade socioeconómica dos alunos é também diversa. Em regra, cerca de metade são oriundos de famílias de baixos recursos económicos e por isso elegíveis para os apoios da Acção Social Escolar. No ano passado, os alunos apoiados pelo Estado foram 43,8% do total.

A escolaridade média dos pais é também baixa. As mães chegam ao 9.º ano; os pais têm o 7.º. De resto, apenas no último censo, em 2011, o concelho ultrapassou os dois dígitos na percentagem da população com habilitações de nível superior. Por isso, o director da Básica e Secundária de Ponte da Barca considera que o facto de 60% a 70% dos alunos que completam o secundário seguirem para o ensino superior deve ser encarado “como uma grande conquista”.

Atividades de leitura no infantário ajudam crianças na primária

Dezembro 15, 2017 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da http://www.tvi24.iol.pt/ de 4 de dezembro de 2017.

O Politécnico do Porto desenvolveu um projeto com cerca de mil crianças de quatro agrupamentos escolares, verificando que as atividades de leitura no jardim-de-infância diminuem em 50% o risco de dificuldades de aprendizagem no primeiro ano escolar

O Politécnico do Porto desenvolveu um projeto com cerca de mil crianças de quatro agrupamentos escolares, verificando que as atividades de leitura no jardim-de-infância diminuem em 50% o risco de dificuldades de aprendizagem no primeiro ano escolar.

Este é o principal resultado obtido num projeto coordenado pelo Politécnico do Porto (PPorto), que avaliou a linguagem e a consciência cronológica de crianças que frequentavam o jardim-de-infância e o primeiro ano de quatro agrupamentos de escolas do município do Porto, envolvendo-as de seguida na intervenção CiiL (Centro de Investigação e Intervenção na Leitura).

O projeto, iniciado em 2015 e ainda em vigor, tem como objetivo prevenir “percursos de insucesso precoce na aprendizagem da leitura e da escrita”, atuando no sentido de diminuir as dificuldades que as crianças possam transportar para o primeiro ano, explicou à Lusa a coordenadora Ana Sucena, professora do PPorto.

Das cerca de mil crianças, 331 foram avaliadas no jardim-de-infância, tendo todas participado na intervenção CiiL.

Concluído o jardim-de-infância, no início do primeiro de escolaridade, foram avaliadas 613 crianças, das quais 291 foram sinalizadas em risco de virem a experienciar dificuldades na aprendizagem da leitura, tendo estas ingressado na intervenção durante mais um ano.

Nesta etapa, foram consideradas a consciência fonémica (capacidade de ouvir, identificar e manipular os menores sons da fala, isso é, os fonemas) e as competências leitoras, “as mais fortes preditoras do sucesso e insucesso ao nível da aprendizagem”, indicou Ana Sucena.

De acordo com a investigadora, os resultados obtidos até à data indicam que esta intervenção permitiu uma diminuição de 50% no número de crianças que, ao início do primeiro ano, ainda apresentavam fragilidade quanto às competências essenciais para poderem aprender a ler e escrever.

Uma “grande percentagem” das crianças, “que tinham tudo para ter um percurso de insucesso”, acabam por ter um percurso inserido “naquilo que é o esperado”, afirmou.

Nos casos que não apresentaram riscos, a intervenção cessou ao final do jardim-de-infância, entrando a criança no primeiro ano de escolaridade “com competências pré-leitoras adequadas a um percurso de sucesso educativo”, disse a professora.

Para Ana Sucena, é importante sensibilizar os educadores de infância para a promoção da linguagem, dotando-os de atividades estruturadas e sistematizadas.

No primeiro ano escolar, continuou, importa também promover junto das crianças a consciência fonémica, trabalho que já devia vir parcialmente feito do jardim.

No entanto, “enquanto não houver um patamar mínimo de desenvolvimento para esta competência, dificilmente a criança avança na leitura e na escrita, ou não avança de todo”, acrescentou.

Este projeto foi candidatado a um financiamento da Comissão Europeia através do programa Horizonte 2020 (H2020), numa parceira entre a Câmara Municipal do Porto e o PPorto, com apoio do Ministério da Educação, sob a forma de alocação de professores de primeiro ciclo.

Caso o financiamento seja aprovado, o projeto será mantido e alargará para todos os agrupamentos do município do Porto, durante os próximos três anos.

 

 

 

Alunos de dez anos com conto editado em livro

Dezembro 12, 2017 às 6:00 am | Publicado em Livros | Deixe um comentário
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Notícia do http://tag.jn.pt/

Aos dez anos de idade, 27 alunos da escola básica José Manuel Durão Barroso, Armamar, podem dizer que já escreverem um livro.

O conto “Uma limpeza necessária”, da autoria da turma A do 4º ano, vencedor do concurso literário Correntes d`Escrita, organizado pela Câmara Municipal de Póvoa de Varzim e a Porto Editora, já está editado em livro.

“Há muitas crianças que vão ler este conto e este é o mundo fantástico de quem escreve histórias”, realçou Paulo Gonçalves, da Porto Editora, aquando da distribuição do livro.

Tal como revela Sofia Castro Cruz, uma das autoras, o conto fala de uma menina, filha de um cientista, que um dia diminui de tamanho e entra no cérebro de um comandante de tropa mau. A missão da criança é limpar o cérebro do militar para o transformar num homem bom.

“Gosto mais de ler do que escrever”, conta Sofia, na linha dos colegas Maria João Teixeira e Miguel Santos Silva.

Para a professora que orientou o conto, Maria Delfina, mais importante do que ganhar é incutir o desejo da escrita e da leitura nas crianças. “Fica o bichinho”, realça.

Uma outra turma (B) da mesma escola também arrecadou o segundo prémio do Correntes d`Escrita com o conto “A história que o Miki contou”.

mais informações:

http://tag.jn.pt/alunos-dez-anos-conto-editado-livro/

https://www.portoeditora.pt/produtos/ficha/correntes-d-escritas-2017/19278276

https://www.portoeditora.pt/noticias/criancas-desafiadas-para-conto-infantil-ilustrado-correntes-d-escritas-porto-editora/128544

Colóquio Literacias na primeira infância – 24 e 25 novembro na Biblioteca Municipal José Saramago (BMJS), em Loures

Novembro 16, 2017 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações no link:

http://www.cm-loures.pt/Conteudo.aspx?DisplayId=3638

X Encontro Concelhio de Bibliotecas Escolares de Leiria: De que leituras és feito? 17-18 novembro

Novembro 2, 2017 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações:

http://eventos.ccems.pt/encontrobeleiria/#4

Como afastar as crianças dos ecrãs e levá-las a desfrutar dos livros

Outubro 9, 2017 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do https://www.publico.pt/ de 14 de setembro de 2017.

É verdade, aqueles ecrãs são muito tentadores, mas sejam fortes e preparem-se para as falinhas mansas, gestão de tempo e alguma criatividade, especialmente no que toca a definir o que significa ler um livro.

Culto e Rita Pimenta

No Verão há imensas desculpas: colónias de férias, piscina, praia, dias de preguiça quando não parecia muito mau os filhos ainda estarem de pijama e talvez a ver televisão ou a barincar no iPad. Era tempo de férias, certo? Eles liam quando a escola recomeçasse. Será que pressioná-los não iria criar resistência à leitura?

Agora voltaram para a escola e defrontam-se com algo talvez ainda mais assustador: os trabalhos de casa. (Mais os treinos de futebol, as aulas de piano, os encontros com os amigos e tantas outras coisas.)

Como é que se consegue tempo para ler neste horário já incrivelmente preenchido? E mais importante: como ajudar as crianças a ver a leitura como algo separado da escola, dos testes, do trabalho? Como promover a leitura por prazer?

A resposta simples é lerem – com e para os vossos filhos – sempre que possam. Façam dos livros parte das vossas rotinas, da decoração da casa, das conversas. É verdade, aqueles ecrãs são muito tentadores, mas sejam fortes e preparem-se para as falinhas mansas, gestão de tempo e alguma criatividade, especialmente no que toca a definir o que significa ler um livro.

Aqui ficam algumas dicas de bibliotecários e especialistas em educação:

— Leiam os vossos próprios livros. Quando foi a última vez que se sentaram na sala (ali mesmo no meio dos brinquedos, do caos, da confusão e das crianças) e leram um livro para vosso próprio prazer? Se estão a revirar os olhos neste preciso momento, não são os únicos. Mas ponham de lado o vosso cepticismo e tentem.

“Normalmente, as crianças são extremamente curiosas e ansiosas por ler se tiverem motivação suficiente”, diz Erika Christakis, educadora de infância e autora do livro The Importance of Being Little. “Está nas mãos dos adultos criar ambientes na escola e em casa que os levem a querer ler.” Em parte, significa terem de ler também e terem de largar os vossos ecrãs. “O que é que irá motivar as crianças se sempre que tiram os olhos de um livro vêem os pais agarrados ao telemóvel?”, pergunta Christakis.

Conclusão: se as crianças vos virem a ler por prazer, é mais provável que o façam também. Além disso, vocês acabam por também ler um livro!

— Leiam em voz alta. “Lembrem-se, uma criança nunca é demasiado velha para que lhe seja lida uma história. E vocês nunca estão demasiado ocupados para ouvir uma história lida por uma criança”, diz John Schumacher, também conhecido como Sr. Schu, embaixador das bibliotecas escolares da Scholastic Book Fairs. James Trelease, autor do venerado Read-Aloud Handbook, diz que quando lêem em voz alta para crianças não estão só a informá-los, mas a criar laços e a entretê-los. E estão também a “fazer publicidade aos prazeres da leitura”. Trelease, que leu para os seus filhos até estes estarem no 9.º ano, acrescenta que ouvir um livro aumenta a capacidade de compreensão e o vocabulário. “Se nunca ouviram uma palavra, nunca vão aprender a dizê-la ou a escrevê-la e nunca a vão ler.”

— Façam de visitas a bibliotecas parte da rotina das crianças. De acordo com o mais recente Scholastic Kids & Reading Report [Relatório sobre Crianças e Leitura feito pela Scholastic], os bibliotecários e os professores são a melhor fonte de factos divertidos sobre livros. Mesmo que as crianças sejam demasiado tímidas para pedir ajuda, quem sabe os títulos que eles podem descobrir nas prateleiras? (Se estão preocupados sobre se os livros são adequados, perguntem ao bibliotecário ou consultem o site Common Sense Media.)

— Deixem as crianças escolher os próprios livros à vontade. “Estudos mostram que, quando as crianças escolhem os livros que querem ler, lêem mais”, diz Karen MacPherson, coordenadora da secção de crianças e adolescentes da biblioteca Takoma Park Maryland. De acordo com um dos estudos mais citados, cerca de 80% das crianças envolvidas no estudo disseram que o livro de que mais gostavam era o que eles mesmos tinham escolhido.

— Encorajem as crianças a reler livros. “Os leitores jovens não deveriam ser forçados a experimentar coisas novas em casa”, diz Christakis. “Uma das melhores leitoras que conheço passou a infância dela a ler e a reler, do princípio ao fim, a colecção completa de Little House. Deve ter terminado a colecção dez ou 15 vezes, fazendo ocasionalmente um intervalo para ler a colecção de Harry Potter. Há formas muito piores de passarmos a infância.”

— Deixem as crianças ler ao nível deles e não aquele de que se gabam aos vossos amigos. “Os adultos tendem a impingir algumas das suas ansiedades de leitura aos filhos, o que é contraproducente”, diz Christakis. “Os pais de leitores precoces frequentemente fazem os filhos ler textos que são simplesmente demasiado difíceis para eles. Mesmo lendo um livro com 95% de exactidão, saltando ou não reconhecendo 5% das palavras, é surpreendentemente distractivo e desmoralizante”, diz. “As famílias deviam encorajar as crianças a escolher livros que sejam ‘confortáveis’ para eles e que não lhes causem ansiedade ou lhes dê a sensação de que é demasiado trabalhoso.”

— Livros não são só contos de fadas. Os livros de culinária também são livros, indica MacPherson. Tal como livros de banda desenhada e de factos interessantes como o Livro Guinness dos Recordes e o Ripley’s Acredite se Quiser — Ver Para Crer. Até folhear uma revista, um almanaque, uma enciclopédia ou um dicionário (que também tem o benefício de os ensinar a alfabetizar) pode ser uma forma divertida de explorar livros.

— Comecem a ouvir audiolivros. Quer estejam numa longa viagem de carro ou simplesmente a descansar em casa, ouçam um audiolivro e preencham qualquer tempo vazio com histórias. Trelease diz que ouvir este tipo de livros traz os mesmos benefícios que ler em voz alta, enriquece o vocabulário e aumenta a capacidade de concentração.

— Criem uma refeição de “leitura”. Escolham uma refeição (ou duas) em que toda a família possa trazer um livro para a mesa e possam ler enquanto comem, sugere MacPherson. Pode-se tornar uma refeição bastante silenciosa ou num aceso debate. De qualquer forma, a leitura dá origem a uma ocasião especial.

— Formem um clube de leitura no bairro. Ler não é necessariamente uma actividade solitária. Um clube de leitura com leitores de níveis semelhantes pode ser uma excelente forma de as crianças verem o que os seus colegas andam a ler e torna a leitura um evento social.

— Deixem os vossos filhos ouvir podcasts. As crianças podem escolher podcasts de histórias, como StoryNory ou Eleanor Amplified, ou um mais informativo, como Wow in the wold. Ouvir estes podcasts pode oferecer muitos dos mesmos benefícios que ouvir audiolivros.

“Há um ditado que diz: ‘Se não gostam de ler, é porque o estão a fazer mal’”, lembra Deborah Taylor, coordenadora da secção de escola e alunos da Enoch Pratt Free Library, em Baltimore. “Acho que significa que a pessoa ainda não estabeleceu uma relação com o livro certo”, acrescenta, dizendo que é “implacável” com os jovens leitores. “Se me dizem que não gostam de ler, digo-lhes que não vou desistir enquanto não encontrar o livro certo para eles, aquele que vai fazer deles leitores.”

As sugestões de Rita Pimenta

Porque preferimos que sejam as crianças a escolher, propomos uma lista com links que lhes permitem ver e escutar alguns dos títulos, mas não substituem a leitura em papel. Também privilegiámos autores portugueses. Porque sim.

O escalonamento por idades é apenas um indicativo (quase sempre falível…).

Dos 4 aos 8 anos

Eu Quero a Minha Cabeça! Texto e ilustração: António Jorge Gonçalves Edição: Pato Lógico

Histórias às Cores Texto: António Mota Ilustração: Paulo Galindro Edição: Gailivro

A Surpresa de Handa Texto e ilustração: Eileen Browne Tradução: José Oliveira Edição: Editorial Caminho

Dos 9 aos 12 anos

A Charada da Bicharada (Prémio Nacional de Ilustração 2008) Texto: Alice Vieira Ilustração: Madalena Matoso Edição: Texto Editores

O Estranhão (colecção) Texto: Álvaro Magalhães Ilustração Carlos J. Campos Edição: Porto Editora

O Incrível Rapaz Que Comia Livros (Prémio de Melhor Livro Infantil 2007, atribuído pelo Irish Book Awards) Texto e ilustração: Oliver Jeffers Tradução: Rui Lopes Edição: Orfeu Negro

A partir dos 12 anos

De Umas Coisas Nascem Outras (Prémio Autores 2017 na categoria Melhor Livro Infanto-Juvenil) Texto: João Pedro Mésseder Ilustração: Rachel Caiano Edição: Caminho

Lá Fora (Melhor livro na categoria Primeira Obra, Opera Prima, da Feira do Livro Infantil e Juvenil de Bolonha 2015) Texto: Maria Dias e Inês Rosário Ilustração: Bernardo P. Carvalho Edição: Planeta Tangerina

Eu Espero Texto: Davide Cali Ilustração: Serge Bloch Edição: Bruaá

Mais sugestões de livros no blogue Letra pequena.

 

 

 

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