Menina de quatro anos já leu mais de mil livros

Janeiro 25, 2017 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Vídeos | Deixe um comentário
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Notícia do http://www.jn.pt/ de 14 de janeiro de 2017.

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Uma menina de 4 anos que leu mais de mil livros foi convidada para ser bibliotecária por um dia, na Biblioteca do Congresso norte-americano.

Daliyah Marie Arana tinha 2 anos e 11 meses quando leu o primeiro livro de forma independente.

Haleema Arana, a mãe, contou ao jornal “The Washington Post” que quando estava grávida de Daliyah lia, diariamente, para outras crianças e que quando a filha era bebé ouvia o irmão mais velho a ler capítulos de livros em voz alta pela casa, em Gainesville, na Geórgia, nos Estados Unidos da América.

“Ela queria ler sozinha”, afirmou a mãe ao jornal. “Quanto mais palavras aprendia mais vontade tinha de ler”, explicou.

Agora, com 4 anos, a menina já leu mais de mil livros e alguns textos do ensino superior.

A mãe contactou a Biblioteca do Congresso e perguntou se era possível usufruir de uma experiência no local com a filha. Na última quarta-feira, Daliyah concretizou o sonho de ser bibliotecária por um dia.

A menina visitou a secção de crianças da Biblioteca, leu livros para Carla Hayden, 14ª bibliotecária do Congresso norte-americano, e conheceu alguns funcionários da instituição.

No entanto, quando a equipa lhe pediu algumas recomendações, a criança sugeriu que instalassem quadros brancos nos corredores da biblioteca para que as crianças, como ela, pudessem praticar a escrita.

Carla Hayden ficou impressionada com a paixão da menina pela leitura e pela literatura e publicou algumas fotografias da visita no Twitter.

Haleema Arana revelou ao “The Washington Post” que a filha estava sempre a dizer que a Biblioteca do Congresso era a sua preferida em todo o mundo.

Daliyah tem um cartão de leitor e frequenta a biblioteca local, em Gainesville, com bastante regularidade. “Eu gosto de verificar os livros todos os dias”, revelou a menina. “Eu quero ensinar outras crianças a ler cedo também”, disse a criança ao jornal “Gainesville Times”.

A mãe teve a ideia de começar a contar o número de livros que a filha lia, através do programa “1000 livros antes do jardim-de-infância”. De acordo com Haleema, a menina, aos 3 anos, já devia ter lido mil obras.

Os pais nunca testaram o nível de leitura da filha. Contudo, a mãe, para atender ao amor da menina por livros, lançou-lhe um desafio e deu-lhe o discurso “The Pleasure of Books” (O Prazer dos Livros), de William L Phelps, considerado de grau universitário, para ler. Acontece que Daliyah leu tão bem o texto e pronunciou tão bem as palavras que a mãe publicou um vídeo da leitura no YouTube.

Daliyah pretende atingir a meta de 1500 livros até entrar, no próximo outono, no infantário e espera ajudar o professor a ensinar outras crianças a ler.

 

 

 

 

Nascidos para ler

Janeiro 10, 2017 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto da http://www.paisefilhos.pt/ de 2 de janeiro de 2017.

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Escrito por Ana Sofia Rodrigues

Quando, em junho de 2014, a Academia Americana de Pediatria recomendou a leitura para bebés desde o nascimento, não foram poucos os que ficaram surpreendidos. A pediatra Pamela C. High, autora da nova conduta, revelava que “fortes evidências mostram que o facto de o pediatra, durante a consulta, recomendar a leitura em casa, pode fazer a diferença na vida das crianças e das suas famílias”. Uma confirmação científica que se baseou em inúmeros estudos que comprovam que ler para um bebé, desde o nascimento, estimula o cérebro de uma forma única e reforça o vínculo entre pais e filhos. Os efeitos desta “terapêutica” são unânimes: desenvolve a atenção, a concentração, o vocabulário, a memória e o raciocínio; estimula a curiosidade, a imaginação e a criatividade; ajuda a criança a perceber e a lidar com os sentimentos e as emoções; possibilita conhecer mais sobre o mundo e as pessoas; auxilia no desenvolvimento da capacidade de empatia; estimula o desenvolvimento da linguagem oral… além de criarem-se as fundações de um prazer incomparável para a vida.

Leituras intrauterinas
Antes desta recomendação, as práticas de promoção da leitura junto de pré-leitores (crianças entre os zero e os seis anos) eram já uma realidade consolidada em diversos países, integrando mesmo políticas oficiais. Desde os anos 90 do século passado, a escritora brasileira Alessanda Roscoe desenvolve inclusivamente programas de leitura ainda em útero, com grupos de grávidas que convocam a sua família para ler para o bebé, ainda na barriga da mãe. “Aletramento Fraterno” é a sua proposta mais recente, defendendo que os livros são o leite da alma e que estimular o hábito da leitura numa criança é uma tarefa que pode envolver toda a família. De facto, estudos mostram que o bebé, ainda em útero, já é capaz de captar as vibrações emitidas pela voz da mãe e consegue identificar a emoção das suas palavras. Após o nascimento, a missão é continuar. E apesar de a criança ainda não compreender o significado das palavras, elas servem como estímulo para o seu desenvolvimento.

Rimas de encantar
Infelizmente, ainda é comum a ideia de que se o bebé não percebe o que lhe estamos a ler, então não vale a pena fazê-lo. Muitos pais não compreendem a utilidade de um hábito tão precoce e também não sabem como pô-lo em prática. Dora Batalim, doutoranda de Literatura Infantil na Universidade Autónoma de Barcelona e coordenadora da Pós-Graduação em Livro Infantil da Universidade Católica, surpreende ao defender que “a primeira grande literatura, importantíssima para os bebés, são as lengalengas, as canções de embalar, as rimas infantis, os jogos de mãos e de corpo. É um mundo genial. Se não tivéssemos livros para bebés, este universo chegaria”. Tão balalão, cabeça de cão, orelhas de gato, não tem coração… Janela, janelinha, porta, campainha. Trrrimmm… Mão morta, mão morta, vai bater àquela porta… “Antigamente, as avós não tinham cursos de contadores de histórias, nem de mediação de leitura, nem liam blogues a explicar como se deve fazer… e faziam tudo”, reforça com graça. Estes textos que se repetem ao longo do dia, ditos por caras conhecidas, dão uma segurança e um vínculo ao bebé que ele adora. “Eles gostam e acalmam-se porque a maioria destas toadas está relacionada com os ritmos do bater do coração e da circulação sanguínea, que eles escutavam na barriga da mãe”, explica Dora Batalim. No entanto, muitos pais atuais já não as ouviram e não dominam esse reportório. Para eles, pedimos a esta especialista que indicasse algumas obras a que pudessem recorrer. “Já há bons livros que reúnem canções e rimas tradicionais, inclusivamente musicadas com CD a acompanhar. Por exemplo: ‘Rimas e Jogos Infantis’ (Raiz Editora/Lisboa Editora), ‘Cantar Juntos 1’ (Estúdio Didático/A PAR) e ‘Sementes de Música’ (Caminho)”. Ficam as sugestões.

Dieta variada
Depois deste “banho” de tradição oral, por que livros se pode então começar? Lamentavelmente, a publicação de autoria portuguesa dirigida a bebés é praticamente inexistente, mas algumas editoras já incluem nos seus catálogos várias traduções muito interessantes. Dora Batalim fica encantada com as potencialidades dos livros para a faixa etária dos zero aos dois anos. “A literatura para bebés é como se fosse um microcosmo: o que funciona ali é verdade para o resto”. Ao contrário do que se poderia pensar, a escolha do que comprar para os mais novos deveria ser muito exigente. “Normalmente, as pessoas reduzem a equação livros para bebés a livros muitíssimo básicos, mais ligados a jogo do que a fruição estética. E os pais esperam que sejam livros que ensinem coisas. Precocemente, há uma grande necessidade de injetar logo conhecimento científico! São as cores, as formas, os opostos…”, descreve Dora Batalim. Além disso, “há uma perseguição muito grande do texto verbal, pois o adulto não tem uma relação muito clara com a imagem. Não sabe lê-la, não está habituado e acha que as imagens estão ali ou para enfeitar ou para explicar melhor as palavras”. Pelo contrário, nos livros infantis mais atuais, as imagens formam textos autónomos, complementares, até divergentes do texto verbal e isso é uma riqueza a explorar.

A escolha dos livros para bebés deveria ser “uma dieta muito variada, ao nível das tipologias e das funções que desempenham, mas também ao nível das representações”. No início, Dora sugere começar com ofertas muito tranquilas, com uma progressão na intensidade das emoções. Com representações gráficas “muito limpas”, mas não necessariamente “abebezadas”. Com funções diversas: uns que ajudem o bebé a entender o mundo e a si próprio, outros puramente estéticos, uns com narrativas para cultivar as emoções, outros ainda para explorarem sozinhos com todos os sentidos. “Para que os livros sirvam de mapa seguro de começo no mundo”.
Não é difícil identificá-los. São livros com poucas páginas, pois o tempo de concentração dos bebés é muito curto, muitos são cartonados com pontas arredondadas, as imagens apresentam-se em grandes dimensões, as temáticas são familiares ao universo do bebé (alimentação, meios de transporte, animais, vestuário…), apelam ao contacto físico, o discurso verbal é simples, muitas vezes rimado e interpelativo e os textos recorrem a repetições, refrões, onomatopeias, jogos de sons e palavras.

Pontes literárias
Não há dúvida que os pais devem funcionar como exemplos e modelos de leitores e a leitura deve surgir habitualmente em casa, associada a momentos de prazer, encontro e afetividade. E quando os pais não são leitores? “Um filho é uma desculpa para fazermos o que nunca fizemos. Em nome dele, transformamo-nos”, defende Dora Batalim. Mas, sem prática, essa iniciação pode ser difícil. É precisamente na criação de pontes entre as famílias e os livros, que as bibliotecas representam um papel muito importante. Como? Criando programas, espaços e contextos específicos para a promoção precoce da leitura. Joaquim Mestre foi um dos impulsionadores do novo conceito de biblioteca, no início dos anos 90, em Beja. Referindo-se às “bebetecas”, costumava defini-las de uma forma inspiradora: “A bebeteca funciona como um imenso útero materno, com vários cordões umbilicais ligados ao bebé, aos pais e aos livros, como se fossem um complexo sistema de vasos comunicantes”. Susana Silvestre, atual responsável pelas bibliotecas municipais da Câmara de Lisboa, dedica-se à importância de partilhar livros com bebés há cerca de 16 anos. Primeiro, na Biblioteca de Odivelas e, agora, em Lisboa, promove programas continuados de promoção de literacia emergente. Ao longo de seis meses, de 15 em 15 dias, “tentamos fazer pais leitores, que consigam dominar as ferramentas para eles próprios serem mediadores de leitura em casa. E não fazemos em mais locais, pois os promotores de leitura ainda não se sentem à vontade com estas idades”, reconhece. As listas de espera são imensas, mostrando a necessidade de formação que muitos adultos sentem nesta área. “Verificámos, por exemplo, que os pais não se sentem à vontade com os álbuns de imagens ou com livros com poucas palavras”, destaca Susana Silvestre. Com um trabalho personalizado, são dadas ferramentas aos pais, apostando no prazer da leitura partilhada. “Os pais não devem ler para os bebés só porque é bom para eles aprenderem a ler mais depressa. Sou contra aos pais estarem a contar uma história sem prazer. Têm que se criar momentos de alta qualidade, mesmo que sejam menos do que a ‘literatura’ manda…” Para tal, a escolha dos livros pode representar um papel muito importante. “Os livros escolhidos devem ser objetos de prazer para pais e filhos”. Para tal, Susana Silvestre aconselha a que os adultos “não fiquem presos à indicação etária habitualmente presente na contracapa” e experimentem livros inusitados.
Também no caminho da leitura, os pais são chamados a um papel fundamental, transformando-a num hábito relevante. Leva tempo e exige afeto, dedicação, partilha, prazer, encanto e cumplicidade. Mas vale muito a pena.

São poucas, mas as lojas de literatura infantil são pequenos oásis, para pais e filhos.

Essenciais, segundo Dora Batalim

– “Eu Vejo”, “Eu Ouço”, “Já Sei” e “Eu Sinto”, de Helen Oxenbury (Gatafunho)
– “Primeiros Livros”
(Coleção de mini-livros),
de Stella Baggot (Edicare)
– “A Primeira Biblioteca do Bebé”,
de Madeleine Deny e Marianne Dubuc (Edicare)
– “As Roupinhas do Martim”,
de Xavier Deneux (Edicare)
– “Será… Um Caracol?”, “Será… Um Rato?”, “Será… Um Gato?”, “Será… Uma Rã?”, de Guido Van Genechten (Gatafunho)
– “Aí Vou Eu” e “Pequeno
Ou Grande”, de Hervé Tullet (Gatafunho)
– “Miffy” (vários títulos), de Dick Bruna (ASA)
– “As Estações”  e “O Balãozinho Vermelho”, de Iela Mari (Kalandraka)
– “Todos no Sofá”, de Luísa Ducla Soares e Pedro Leitão (Livros Horizonte)
– “Boa viagem bebé!”, de Beatrice Alemagna (Orfeu Mini)
– “A Lagartinha Muito Comilona”,
de Eric Carle (Kalandraka)
– “Tanto, Tanto!”, de Trish Cooke (Gatafunho)

Casas de livros

Aqui há Gato
Rua Dr. Mendes Pedroso, 21 – Santarém

Cabeçudos
Rua António Lopes Ribeiro, 7A – Lisboa

Gigões & Anantes
Rua Dr Nascimento Leitão, 30 – Aveiro
http://www.facebook.com/gigoeseanantes

Hipopótamos na Lua
Rua Gomes de Amorim, 12-14 – Sintra

Livro Voador

Av. Menéres, 536 – Matosinhos

Mercado Azul

Rua Calouste Gulbenkian, 419, R/C – Guimarães

O Bichinho do Conto

Estrada dos Casais Brancos, 60 – Óbidos

Salta Folhinhas

Rua António Patrício, 50 – Porto

 

 

 

Já há um milhão de alunos com acesso às bibliotecas escolares

Outubro 22, 2016 às 4:38 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do https://www.publico.pt/ de 13 de outubro de 2016.

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Clara Viana

Em 20 anos, o número de bibliotecas escolares passou de 164 para 2426, mas o corpo de professores bibliotecários está a diminuir.

Cerca de um milhão de alunos do ensino básico e secundário, o que representa 76,5% do total de estudantes, estão em escolas onde existe uma biblioteca, segundo dados disponibilizados pela Rede de Bibliotecas Escolares. Não quer dizer que todos frequentem estes espaços, mas como não existem dados centralizados sobre o número real de utentes, fica o registo impressivo da actual coordenadora da rede: seja com os seus professores ou por livre vontade, a maioria passa por lá. E não só para trabalhar, “mas também para conviver”, adianta Manuela Silva.

A Rede de Bibliotecas Escolares está a festejar o seu 20.º aniversário. Nesta sexta-feira, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, faz-se o balanço. Em 1997 existiam 164 bibliotecas nas escolas, no ano passado este número já estava nos 2426. E o objectivo, frisa a sua responsável, é continuar a subir. Por agora, todos os estabelecimentos de ensino do 2.º e 3.º ciclo e secundárias estão abrangidas por um equipamento destes, mas falta ainda garantir que todos os do 1.º ciclo com mais de 100 alunos também tenham a sua biblioteca.

Mais uma vez não existem dados disponíveis sobre quantas escolas deste nível de ensino falta ainda alcançar, mas sabe-se que 900 já têm este equipamento. No total existem 3592 estabelecimentos do 1.º ciclo, mas a maioria tem menos de 100 alunos. As escolas nesta situação terão acesso à biblioteca do agrupamento onde estão inseridas através das rotinas de itinerância comuns à Rede de Bibliotecas Escolares, com livros e dispositivos electrónicos a viajarem de escola em escola.

Crescer é pois um dos objectivos. O outro é consolidar o trabalho das bibliotecas, o que só poderá ser feito pela “promoção do gosto pela leitura, seja em formato impresso ou digital”, afirma Manuela Silva. “Nas bibliotecas queremos que os alunos sejam os protagonistas da sua aprendizagem”, diz, acrescentando que isso passa também pelo desafio de os ensinar a “usar a informação que têm disponível de forma autónoma e crítica”.

Mais novos são os que gostam mais de ler

Nestes espaços existem livros, computadores, dispositivos móveis, como os tablet, que são a sensação do momento. Com aplicações próprias dirigidas para os alunos, incluindo os que têm necessidades educativas especiais, permitem uma abordagem dos conteúdos curriculares a que muitos já se renderam, conta Manuela Silva. E assim se cumpre outro dos objectivos da rede: provar que “existem outras formas de ensinar”, o que tem sido feito em articulação com os professores das disciplinas, a quem se recomenda que utilizem os recursos disponíveis nas bibliotecas para o desenvolvimento das suas aulas.

E quem são os principais fãs dos livros propriamente ditos que habitam nestes espaços? Os alunos do 1.º ciclo, que são os mais novos, e que estão ainda muito receptivos a estes objectos que são os livros, revela Manuel Silva.

O mesmo entusiasmo, acrescenta, pode ser encontrado também nas salas da pré-escolar, onde os livros são lidos em voz alta e folheados com deleite. Esta disponibilidade para a leitura decresce substancialmente no 3.º ciclo: para os alunos adolescentes o atractivo número um das bibliotecas são os dispositivos electrónicos que ali têm ao seu dispor.

No ano passado, último com estes dados disponíveis, existiam 21.791 computadores para uso nas bibliotecas das escolas e cerca de dois mil dispositivos de leitura digital — em 2012 estes últimos eram apenas 348.

Menos professores

Neste mundo que parece em expansão o número de professores bibliotecários, a quem compete gerir e animar estes espaços, está contudo em queda: passou de 1334, em 2014, para 1301, em 2016. Segundo Manuela Silva, esta diminuição é já reflexo da redução do número de alunos, que tem sido particularmente acentuada no 1.º ciclo.

Por lei, a afectação de professores às bibliotecas, que é feita por concurso, depende do número de alunos existente nas escolas ou agrupamentos. Em média, os professores bibliotecários têm 50 anos de idade e a maioria é do sexo feminino, repetindo assim o perfil dominante na classe. Também por lei, não podem exercer esta função em exclusivo: têm de ter uma turma para ensinar ou garantir horas de apoio aos alunos.

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Biblioteca de livros digitais do Plano Nacional de Leitura – faixa etária dos 3 aos 16 anos

Setembro 13, 2016 às 8:00 pm | Publicado em Livros, Recursos educativos | Deixe um comentário
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visualizar todos os livros no link:

http://www.planonacionaldeleitura.gov.pt/bibliotecadigital/index.php?idades=1

Integrado nas múltiplas acções do Plano Nacional de Leitura, a Biblioteca de Livros Digitais é um espaço dinamizador de iniciativas relacionadas com leitura e a escrita, que se assume como um agregado de livros de autores consagrados e aprovados pelo Plano Nacional de Leitura e, em simultâneo como um repositório de trabalhos realizados por pessoas interessadas em criar outros textos motivados pelo livro que acabaram de ler.

A Biblioteca de Livros Digitais é uma iniciativa Web 2.0, estruturada pela agregação de um número considerável de projectos individuais partilhados, entretecidos numa teia dinâmica de ligações e RSS.

A Biblioteca visa criar um espaço comunitário na Internet, que se situa para lá do conceito tradicional de lugar da publicação na rede, entendido como mero repositório de trabalhos.

A Biblioteca é um lugar de partilhas, de troca de experiências, agregador de todos quantos promovem e usufruem do prazer de ler e estão interessados em alargar o seu ciclo de amigos e conhecidos.

  • O que oferece a Biblioteca de Livros Digitais?

Todos os interessados em inscrever-se como membros da Biblioteca têm direito a dispor de 1 Gigabyte de espaço de disco,  para guardar as produções que desejem vir a publicar nos livros que mais apreciam.

Os membros do da Biblioteca de Livros Digitais têm direito a participar nos múltiplos concursos e iniciativas promovidas pela organização.

  • Quem pode ser membro do clube?

Jovens entre os 8 e os 888 anos de idade interessados em

  • melhorar as competências de leitura e escrita,
  • partilhar competências e saberes,
  • participar em iniciativas integradas nas múltiplas formas de leitura e escrita, características do século XXI.

 

Há livros espalhados por Lisboa à espera de serem caçados

Setembro 1, 2016 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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texto do https://www.publico.pt de 29 de agosto de 2016.

fotos no link:

https://www.publico.pt/local/noticia/ha-livros-a-espera-de-serem-cacados-por-lisboa-1742407?page=-1

Liliana Borges

Os livros são espalhados em diferentes locais da freguesia de Arroios e chegam aos sessenta exemplares num só dia. Em bancos de jardins, esplanadas ou até piscinas municipais, os livros procuram novas casas até dia 15 de Setembro.

Podem ser policiais ou histórias de amor. Há quem prefira a poesia ou o fantástico, mas são poucos. Num mundo em que se procuram pokémons e dominado pela hegemonia do online há uma freguesia em Lisboa que quer colocar os moradores a caçar livros. Para isso, até 15 de Setembro, a biblioteca de São Lázaro e a junta de freguesia de Arroios unem-se numa iniciativa que pretende distribuir gratuitamente 2500 livros pelas ruas até ao próximo dia 15 de Setembro. A selecção é feita com base nos critérios de catalogação exigidos e com base no seu estado de conservação, no tipo de literatura em que se inserem e nos anos da edição do livro.

A ideia de oferecer livros não é pioneira, mas é a primeira vez que os livros são colocados na rua, conta ao PÚBLICO Joaquina Pereira, uma das coordenadoras do projecto e responsável pela Biblioteca. “Queremos que as pessoas percam o medo que têm dos livros. Em anos anteriores fazíamos a iniciativa aqui na própria biblioteca, mas não eram muitas as pessoas que aqui vinham buscar. Ou por não saberem, ou por sentirem vergonha”, explica Joaquina.

Joaquina trabalha na biblioteca há cerca de dois anos e meio. Durante este tempo, tornou-se familiar com as estantes por onde nos guia enquanto explica a disposição dos livros naquela que é a biblioteca municipal mais antiga de Lisboa e fala-nos da biblioteca e dos seus visitantes. A menina dos seus olhos é a sala original, a sala de leitura principal do edifício de arquitectura neoclássica erudita, inaugurada em 1883, por Teófilo Ferreira, quando ainda se escrevia “Bibliotheca”. Aqui os livros estão protegidos do tempo pelos vidros dos velhos armários de madeira. No centro, um candeeiro de lustre marca o encontro entre as duas linhas de mesas dispostas em dois círculos ao longo do espaço hexagonal, que se preservou, mesmo depois do encerramento entre 2000 e 2006 para requalificação da biblioteca.

“Esta é a sala mais antiga, que foi depois alargada a mais duas salas, a sala de estudo e a sala infantil, mas quisemos manter tudo igual ao projecto original. Até o relógio de parede é o mesmo ainda”, conta orgulhosa. Entre as colecções constam livros dos séculos XVII ao século XIX, sobre História de Portugal, sem esquecer os Descobrimentos, a expansão e a colonização portuguesas, espanholas e francesas, a Restauração de 1640, o governo de Pombal e a implantação do Liberalismo.

No entanto, apesar da qualidade da oferta, não são os livros de História os mais procurados, detalha Joaquina. Os favoritos continuam a ser os policiais e os romances. Segue-se depois a literatura erótica e só depois os infantis e especializados. Os clássicos e a poesia são menos populares.

Para desafiar os hábitos de leitura e até as preferências dos leitores, a equipa da biblioteca distribui diariamente cerca de 50 a 60 livros pela freguesia. “Cada saco tem cerca de duas dezenas de livros. Cada funcionário leva um ou dois sacos e procede à distribuição. Tentamos espalhar por diferentes zonas da freguesia”. O jardim do Torel, a zona do Saldanha e da Penha de França ou Estefânia são algumas das zonas onde se podem encontrar os livros.

“Às vezes vamos encontrando os papéis que distribuímos com o livro, mas não há sinal dele”, conta. “Ainda esta semana vi alguém a ler um dos livros distribuídos enquanto almoçava numa esplanada, o que prova que as pessoas estão a aderir ao projecto”, conclui. “Muitas vezes as pessoas intimidam-se e não conhecem os livros. Parece que os livros assustam”, analisa, descrevendo o projecto como uma forma de atrair novos leitores, que não têm de ser moradores da freguesia. “Tem de haver um trabalho que aposte em expandir os livros. Ler e conhecer mais livros traduz-se em mais conhecer mais informação. E as pessoas mais informadas são pessoas mais livres”, sublinha.

Por isso, os livros saem da biblioteca e podem ser encontrados em bancos de jardim, cafés, quiosques. São sinalizados com um panfleto que contextualiza a iniciativa “Leva-me Contigo” e que convida o leitor a conhecer as instalações que são a casa de mais de 20 mil livros, entre os quais se contam colecções únicas no país.

O balanço da iniciativa já é positivo e o número de livros distribuídos já ultrapassou metade das unidades. “O sucesso está a ser maior do que em projectos anteriores, em que as pessoas se tinham de deslocar às nossas instalações. Com esta ideia são os livros que se deslocam até às pessoas e se cruzam com elas”. Ainda assim, o crescimento de número de leitores – apesar de estar a crescer -, “poderia ser maior”. A repitação da iniciativa ainda está sob avaliação e dependerá da reflexão final e do número de livros disponíveis para distribuição no próximo ano.

 

 

Em vez de Pokémons, na Bélgica caçam-se livros

Setembro 1, 2016 às 12:00 pm | Publicado em Site ou blogue recomendado | Deixe um comentário
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texto do https://www.publico.pt/ de 26 de agosto de 2016.

Inspirado pelo sucesso de Pokémon Go, a belga Aveline Gregoire, directora de uma escola primária, desenvolveu um jogo online para que as pessoas procurem livros em vez dos monstros dos desenhos animados. Em semanas, o jogo atraiu mais de 40 mil jogadores.

Se para o Pokémon Go, os jogadores usam GPS e câmara do smartphone para procurar criaturas virtuais, a versão de Aveline Gregoire é jogada através de um grupo no Facebook chamado “Chasseurs de livres” (“Caçadores de Livros”). E funciona assim: os jogadores publicam uma foto do livro, dicas sobre onde poderá estar escondido para que as pessoas vão à caça e o encontrem. Assim que um dos jogadores terminar de ler o livro, “liberta-o” de volta à vida selvagem, para que outro jogador o possa encontrar e ler.

“Quando estava a organizar a minha biblioteca, percebi que não tinha espaço suficiente para todos os meus livros. A ideia de os lançar na natureza surgiu depois de jogar Pokemon Go com os meus filhos”, revela a professora.

Grupo no Facebook “Chasseurs de livres”

https://www.facebook.com/groups/554284188095002/?fref=ts

 

20 ilustraciones fantásticas para fomentar la lectura

Agosto 17, 2016 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do blog http://soybibliotecario.blogspot.pt/ de 19 de abril de 2016.

Imágenes que pretenden animar a las personas a leer. ¡Hagamos que este 23 de abril (Día del libro) no sea una excusa para leer! Los libros están todo el año y esconden historias, misterios, tesoros, amores… ¡Preparados para empezar la aventura!

anna forlati

alberto ruggieri

desconocido

loujaina al assil

visualizar o todas as ilustrações no link:

http://soybibliotecario.blogspot.pt/2016/04/ilustraciones-fomentar-lectura.html

 

Como um Bibliomóvel mudou o destino de uma criança

Abril 23, 2016 às 9:00 am | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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I Seminário da Rede das Bibliotecas Escolares de Santo Tirso “A Biblioteca Escolar e o Leitor do Século XXI” 28 de abril

Abril 20, 2016 às 9:16 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Capturar

A participação é gratuita, mas sujeita a inscrição prévia, que poderá ser feita até ao dia 25 de abril de 2016.  

Inscrição

http://bdforma.cfaesg.org/

 

Top 10 illustrated children’s novels that open the door for reluctant readers

Abril 12, 2016 às 12:00 pm | Publicado em Livros | Deixe um comentário
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Texto do http://www.theguardian.com de 31 de março de 2016.

Emily Gravett

From Flat Stanley to Lemony Snicket, Phil Earle picks the books that tell stories through words AND pictures

Phil Earle will be appearing at the amazing Just So festival in August: see a preview of the festival

Illustrated books and graphic novels were my way in.

Without them, I’d never have read a thing, never written a word.

They took away the fear and opened my eyes to the adventures that were out there, waiting.

Now I talk about reading in schools every week, and still occasionally meet head teachers who ban their students from reading anything illustrated during their library lessons, as it doesn’t constitute “proper reading”.

It makes me want to scream, to see the door slammed in the faces of those who approach books reluctantly. Because from my experience, once that door is closed on you, it’s bloomin’ hard to push it open again.

So here, based on my limited reading experiences, are 10 illustrated books that mean a lot to me.

Ten illustrated books, that will blow the hinges clean off the door and let readers walk back in.

  1. Flat Stanley by Jeff Brown and illustrated originally by Tomi Ungerer

The only way to begin a list of top illustrated books. This book is many kinds of excellent. The only book where a boy, squashed flat by his brother’s noticeboard, is folded inside an envelope with a sandwich and a carton of juice, and posted on holiday to America.

The PERFECT marriage of words and pictures.

  1. Batman – A Death in The Family by Jim Starlin, Marv Wolfman and George Perez

I owe a great deal to the Caped Crusader, and I read this dozens of times as a teen. It sets itself up as your classic Batman v Joker smackdown, but in the middle, manages to kill off one of the most famous characters in the DC universe. Anything I learnt about loss and grief, I learnt from this book.

  1. The Donut Diaries by Anthony McGowan and illustrated by David Tazzyman

Jeff Kinney motivated millions of young people around the world to read and that’s a magnificent thing. But for me, the overweight hero of The Donut Diaries, Dermot Mulligan, runs (jam) rings around Greg Heffley.

There are three volumes in this ridiculous, hilarious series, each one brought to life by the scratchy pen of David Tazzyman. Look out for the evil Dr Morlock, who meticulously and fearlessly examines Dermot’s poos.

  1. The Spiderwick Chronicles by Tony Diterlizzi and Holly Black

One of the most imaginative and gripping fantasy series out there.

Tony Diterlizzi is a genius. The detail in his illustrations blow me away every time I read them. The dastardly Mulgarath is a favourite. (See also his Wondla Trilogy for older readers).

  1. The Imaginary by AF Harrold and illustrated by Emily Gravett

What happens to imaginary friends once a child grows too old for them? This is the starting point for one of my favourite books. Packed full of heart, but also deeply disturbing and eccentric, it’s a wonderful collaboration. I’m not sure words and pictures have ever fitted together quite so seamlessly.

  1. Tamsin and the Deep By Neill Cameron and Kate Brown

When Tamsin, a young bodyboarder, is sucked under the sea by a massive wave, she manages to enrage the sea gods by accidentally stealing a magic staff. As close to the perfect graphic novel as you can get. I’d have killed for this aged 10. How you tell such an incredible story with so few words is beyond me.

  1. The Savage by David Almond and Dave McKean

David Almond is a genius. I believe this has been verified by scientists (and readers) all over the world.

He’s also an artist. When I read his novels it’s like they’ve been carved out of stone.

One of my favourites is The Savage, his collaboration with McKean, whose unsettling and unapologetically scary illustrations make David’s words sing even louder. A short book, but packed with power.

  1. Zom-B by Darren Shan and illustrated by Warren Pleece

Darren Shan is the master of horror and it’s a genre that interested me as a teenager. Although brilliant, I struggled with the length of books by Stephen King and James Herbert. I wish Darren had been writing then, especially his Zom-B books, which is far more than just a genre series.

The way he plays with gender and racism is incredibly skillful, and Warren Pleece’s’s illustrations give the book an added, graphic novel feel.

  1. Good Dog, Bad Dog by Dave Shelton

It makes me feel a bit ill that there are people as talented as Dave, able to tell such brilliant stories through words AND pictures. I’m a sucker for a crime novel these days, and this comic book is the PERFECT introduction.

Funny, silly, but with a plot to die for, this book has some of the greatest puns ever put on the page. Please do seek it out.

  1. The Bad Beginning by Lemony Snicket and illustrated by Brett Helquist

Never has a book about misery, despair and unhappiness made a grown man jump for joy as much as this. What I loved about volume I, was the way it ignored every rule there was.

AND it was visually delicious.

Helquist’s illustrations truly looked like they’d been found in an aged secret journal. Never has a book about death been filled with more life.

 

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