Adolescentes com menos relações sociais: neurocientistas falam em “risco”, mas admitem benefícios das tecnologias

Julho 9, 2020 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 15 de junho de 2020

O confinamento nos adolescentes pode representar danos a longo prazo em termos de saúde mental, sugere um estudo publicado na revista The Lancet Child & Adolescent Health.

Não existem estudos em humanos que possam comprovar aquilo que com animais se identificou: que o isolamento social em determinados períodos da vida, nomeadamente na adolescência, tem “efeitos substanciais” no “desenvolvimento estrutural do cérebro e nos comportamentos associados a problemas de saúde mental”. Porém, uma equipa de neurocientistas alerta para a necessidade de se estar atento: “Os adolescentes encontram-se num período único das suas vidas em que o ambiente social é importante para funções cruciais no desenvolvimento do cérebro, na construção do autoconceito e na saúde mental”.

“A adolescência”, explicam num estudo publicado na revista The Lancet Child & Adolescent Health, “pode ser considerada um período sensível para o desenvolvimento social, parcialmente dependente do desenvolvimento do cérebro social: a rede de áreas cerebrais (…) que nos permite compreender os outros”. Além disso, é nesta fase da vida que o ser humano revela maior “vulnerabilidade a problemas de saúde mental”.

A temática tem ocupado vários especialistas e meros observadores: há os que alertam para os perigos do confinamento, que em Portugal obrigou a grande maioria dos adolescentes a abandonarem as escolas, trocando-as pelo ensino à distância (e sem retorno, até ao 11.º, pelo menos até ao próximo ano lectivo, que deverá arrancar entre Setembro e Outubro), e a manterem-se longe de quaisquer contactos sociais até dia 1 de Junho, quando foi decretado o fim do dever cívico de recolhimento. Mas também os que defendem que neste modelo os adolescentes ganharam tempo e perderam ansiedade.

Sobre este último aspecto, as investigadoras ressalvam que “o distanciamento físico pode não afectar todos os adolescentes da mesma forma”. “Os adolescentes que vivem com famílias funcionais e com relações positivas com os pais ou cuidadores e irmãos podem ser menos afectados do que aqueles que não têm relações familiares positivas ou que vivem sozinhos.”

No entanto, no que ao desenvolvimento do cérebro diz respeito e independentemente do contexto social, a adolescência é percepcionada pelas neurociências como um momento em que são necessários “estímulos sociais” e uma “maior interacção entre pares”, explicam as autoras — Amy Orben, que estuda como as tecnologias digitais afectam o bem-estar psicológico e a saúde mental dos adolescentes; Livia Tomova, investigadora no MIT; e Sarah-Jayne Blakemore, professora de neurociência cognitiva e co-directora do programa de doutoramento em neurociência da University College de Londres.

“Estudos em humanos”, lê-se no documento, “têm demonstrado a importância da aceitação e da influência dos pares na adolescência”. Já “a investigação animal mostrou que a privação social e o isolamento têm efeitos únicos no cérebro e no comportamento na adolescência, em comparação com outras fases da vida”.

E, ainda que admitam que “a diminuição do contacto pessoal entre adolescentes pode ser menos prejudicial devido ao acesso generalizado a formas digitais de interacção social”, a equipa exorta “os responsáveis políticos” para que pensem “urgentemente o distanciamento físico dos adolescentes”. “A abertura das escolas e outros ambientes sociais deveria ser uma prioridade logo que as medidas de distanciamento físico possam ser atenuadas.”

Além disso, referem, “é necessário fornecer mais informações sobre os potenciais méritos (e danos) da ligação digital e os governos devem abordar a fractura digital apoiando o acesso à ligação digital nas famílias, independentemente do rendimento ou da localização”.

Webinar “O que pensam e o que sentem as famílias em isolamento social” – dia 15 de julho às 15h00

Julho 8, 2020 às 9:43 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Webinar “O que pensam e o que sentem as famílias em isolamento social” – dia 15 de julho às 15h00 iremos apresentar e debater os resultados do estudo realizado pelo Instituto de Apoio à Criança.
A inscrição é gratuita, mas obrigatória através do link https://forms.gle/eq82EwmtMy2HDqbs9

Crianças do pré-escolar passam mais de hora e meia por dia em frente a ecrãs

Julho 2, 2020 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Expresso de 19 de junho de 2020.

Foram avaliados os hábitos de 8.430 crianças, com idades compreendidas entre os três e os 10 anos, a residir nas cidades de Coimbra, de Lisboa e do Porto

Um estudo concluiu que as crianças do ensino pré-escolar (até aos cinco anos) passam, em média, mais de uma hora e meia (154 minutos) por dia em frente à televisão e outros dispositivos, anunciou esta sexta-feira a Universidade de Coimbra (UC).

Publicado na revista científica BMC Public Health, o estudo, intitulado “Social inequalities in traditional and emerging screen devices among Portuguese children: a cross-sectional study”, foi realizado por uma equipa de investigadores do Centro de Investigação em Antropologia e Saúde (CIAS), da Faculdade de Ciências e Tecnologia da UC (FCTUC).

O estudo, refere a UC, teve como objetivo avaliar o tempo de ecrã das crianças portuguesas em diferentes equipamentos eletrónicos — os tradicionais (como a televisão, o computador e as consolas de jogos) e os modernos, incluindo os ‘tablets’ e os ‘smartphones’ –, bem como “determinar as diferenças no uso de acordo com o sexo e a idade das crianças e a posição socioeconómica das famílias”.

Foram avaliados os hábitos de 8.430 crianças, com idades compreendidas entre os três e os 10 anos, a residir nas cidades de Coimbra, de Lisboa e do Porto.

Os dados foram recolhidos em 118 escolas públicas e privadas, e as taxas de participação foram de 58% em Coimbra, 67% em Lisboa e 60% no Porto.

De acordo com os resultados do estudo, nas crianças mais velhas o tempo em frente ao ecrã é maior, sobretudo devido ao maior tempo gasto em dispositivos eletrónicos, como computadores, videojogos e ‘tablets’: aproximadamente 201 minutos por dia.

“Concluímos que a maior parte das crianças, principalmente entre os meninos, excede as recomendações de tempo de ecrã indicadas pela Organização Mundial da Saúde e pela Associação Americana de Pediatria, em que o tempo de ecrã deve ser limitado a uma hora (em crianças até aos cinco anos) ou a duas horas por dia (em crianças acima dos seis anos)”, afirma, citada pela UC, Daniela Rodrigues, primeira autora do artigo agora publicado.

Embora a televisão continue a ser o equipamento mais utilizado, “o uso de ‘tablets’ está generalizado e o tempo gasto neste equipamento é elevado, incluindo em crianças com três anos de idade”, nota a investigadora.

O tempo de ecrã “é sempre mais elevado em crianças de famílias de menor posição socioeconómica, independentemente da idade, sexo, ou do tipo de equipamento”, sublinha ainda Daniela Rodrigues.

De acordo com a investigadora, tendo em conta que o tempo de ecrã está associado a um impacto negativo na saúde das crianças, por exemplo, menor tempo e qualidade do sono, maior atraso no desenvolvimento cognitivo e da linguagem, excesso de peso, etc., estes resultados “indicam que é necessário um maior controlo por parte dos pais no acesso que as crianças têm aos equipamentos eletrónicos”.

Este panorama é “ainda mais preocupante numa altura em que, devido à pandemia de covid-19, as crianças estão obrigadas a passar mais tempo em casa, e precisam de recorrer a alguns destes equipamentos para aceder à telescola”, adverte.

“É fundamental identificar os subgrupos de risco e identificar como cada dispositivo é usado de acordo com a idade, para permitir futuras intervenções apropriadas”, sustenta a investigadora da FCTUC.

Os pais, conclui Daniela Rodrigues, “devem ter em mente que as crianças passam a maior parte do tempo a ver televisão, mas os dispositivos móveis estão a tornar-se extremamente populares a partir de tenra idade”.

O estudo citado na notícia é o seguinte:

Social inequalities in traditional and emerging screen devices among Portuguese children: a cross-sectional study

Investigadores estimam que 20 crianças de uma turma contactam com mais de 800 pessoas em dois dias

Junho 26, 2020 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 17 de junho de 2020.

Equipa de investigadores da Universidade de Granada concluiu que uma turma de 20 crianças do ensino pré-escolar ou primário terá contacto com mais de 800 pessoas em apenas dois dias e alerta para problemas do regresso às escolas em Espanha.

Filipa Almeida Mendes

Uma equipa de investigadores da Universidade de Granada realizou uma análise que concluiu que uma turma de 20 crianças do ensino pré-escolar ou primário terá contacto com mais de 800 pessoas em apenas dois dias, o que levou os especialistas a alertarem para os riscos da falta de “rigor” no planeamento do regresso às escolas em Setembro em Espanha, depois de terem sido encerradas devido à pandemia de covid-19.

A análise teve por base as previsões do Governo espanhol e das comunidades autónomas sobre o regresso das crianças às escolas, tendo analisado os requisitos técnicos dos modelos traçados.A 10 de Junho, a ministra da Educação espanhola, Isabel Celaá, anunciou que o Governo não considera necessário o uso de máscara nem o cumprimento do distanciamento social para as crianças dos primeiros quatro anos do ensino primário, por considerar tratar-se de grupos que se podem comparar a famílias ou coabitantes. Isabel Celaá sugeriu então que as crianças desses anos escolares “podem circular com tranquilidade, sem necessidade de manter uma distância de 1,5 metros”. Porém, os investigadores da Universidade de Granada analisaram o número de relações que cada turma poderá manter, com base nestes termos, e chegaram à conclusão que os cálculos contradizem a teoria de que se pode encarar uma turma de 20 crianças como um pequeno agregado familiar.

Assumindo que cada família é formada, em média, por dois adultos e 1,5 filhos menores (de acordo com a média em Espanha e supondo, por exemplo, que numa turma há dez estudantes com um irmão e outros dez que são filhos únicos), cada uma das 20 crianças de uma turma estaria exposta a um grupo de 74 pessoas no primeiro dia de aulas — isto se assumirmos que a criança não entrará em contacto com ninguém externo à própria turma ou ao seu agregado familiar. No segundo dia, o número de interacções das 20 crianças de uma determinada turma poderá “alcançar as 808 pessoas, considerando exclusivamente os relacionamentos [permitidos] sem distanciamento nem máscara da própria turma e das turmas dos irmãos e irmãs”, explica Alberto Aragón, professor catedrático da Universidade de Granada e coordenador do projecto. As estimativas prevêem ainda que, em três dias, poder-se-ão alcançar os 15 mil contactos.

“Se o número de alunos na turma subir para 25, como muitas concelhias sugeriram para que coincida com o rácio habitual, o número de pessoas envolvidas aumentaria para 91 pessoas no primeiro dia e 1228 pessoas no segundo dia”, acrescentam os investigadores num comunicado publicado no site da universidade.

Os especialistas alertam que um sistema “como aquele que propõem o Governo e as comunidades autónomas só poderá ter uma eficácia limitada para controlar o risco de contágio [do novo coronavírus], sendo especialmente ineficaz quando o número de alunos no seu núcleo é tão elevado”.

No Outono, escolas podem voltar a encerrar

Os investigadores notam que se houver uma pessoa infectada nesse grupo ou turma há um risco automático para todo o grupo, pelo que qualquer situação semelhante poderá resultar no encerramento da própria escola. Por isso, explicam que é necessário ter em conta possíveis cenários de contágio numa escola, assim como a possibilidade de leccionar aulas ao ar livre.

Os especialistas alertam ainda para problemas existentes de planificação do regresso às escolas, “uma vez que até ao momento trata-se maioritariamente de declarações bem-intencionadas, mas que carecem do detalhe necessário para se converterem numa planificação útil”, explicam em comunicado, acrescentando que o principal problema está no facto de as previsões se centrarem no regresso às aulas presenciais sem terem em conta os recursos necessários para garantir a manutenção das aulas. Neste sentido, os investigadores prevêem que, no Outono, voltem a encerrar muitas escolas em Espanha e apelam às autoridades educativas que preparem um plano alternativo caso isso aconteça e que programem um sistema de aulas presenciais com mais rigor, sem pôr de parte a possibilidade do ensino à distância e online, caso venha a ser necessário.

Os autores referem ainda que os especialistas em educação consultados recomendam que as escolas definam um horário para as aulas online, que devem replicar parcialmente as aulas presenciais — embora sublinhem que deve haver uma base comum que sustente as estratégias de ensino dos vários estabelecimentos de ensino do país.

Quanto ao ensino superior, o Ministério das Universidades espanhol propôs um modelo distinto do apresentado pelo Ministério da Educação para o regresso às aulas em Setembro, cujo “sistema de turnos rotativos seria provavelmente mais viável nas escolas e institutos do que nas aulas universitárias”, assinalam.

Os especialistas da Universidade de Granada calcularam ainda o número de estudantes que poderiam participar numa aula universitária, caso se respeitem as distâncias previstas nas normas do Ministério da Educação. “Por exemplo, uma sala de aula com 92 lugares com mesas fixas permitiria acolher apenas entre 16 e 24 estudantes para garantir a distância de segurança de 1,5 metros. Com um número tão reduzido de estudantes na sala de aula, a sugestão do Ministério de gravar a aula em directo para os alunos que não estão presentes parece tecnologicamente mais complicada, e menos eficaz, do que uma gravação de maior qualidade e personalizada num cenário online”, defendem.

Segundo dados do Ministério da Educação espanhol citados pelo diário El País, a reabertura das escolas implicará o regresso de 1,7 milhões de alunos ao ensino pré-escolar, 2,9 milhões às escolas primárias, dois milhões ao ensino secundário obrigatório e cerca de 600 mil ao Bachillerato (a partir dos 16 anos). Ao mesmo jornal, Alberto Aragón sublinha que o Governo espanhol e as comunidades autónomas devem delinear “planos mais rigorosos” e decidir “se se vão contratar mais docentes, que espaços alternativos se poderão utilizar ou, por exemplo, se se vão disponibilizar computadores aos estudantes”.

Os investigadores da Universidade de Granada analisaram também os planos de reabertura das escolas em países como a Dinamarca e Israel. Alberto Aragón sublinha que, no caso da Dinamarca, as turmas têm agora apenas dez alunos, podendo dirigir-se ao recreio apenas em grupos de cinco e com uma organização temporal e espacial que minimiza o contacto (e o risco de contágio) entre as crianças, com o especialista a destacar “uma boa planificação e recursos suficientes” para a colocar em prática. Por outro lado, no caso de Israel, que adoptou um plano de regresso às escolas semelhante ao previsto para Espanha, “nos primeiros dois ou três dias tiveram que encerrar cem escolas”.

Webinar “As Crianças e os Jovens em Isolamento Social” (IAC, ESEC, E&O) 30 junho às 16.00 horas

Junho 26, 2020 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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O Instituto de Apoio à Criança (IAC) e a UNICID da Escola Superior de Educação – Instituto Politécnico de Coimbra (ESE-IPC), em parceria com a Estrelas & Ouriços, promoveram, ao longo de semanas, um estudo para apurar como estão as crianças e jovens a gerir o período de isolamento social. Já se chegou a conclusões e o convite agora é para as conhecer através de um webinar gratuito que vai acontecer a 30 de junho, no Zoom.
O mundo está a passar por uma situação sem precedentes e, por isso, importa saber como as crianças e os jovens estão a viver este momento, sobretudo nas dimensões dos sentimentos e vivências pessoais, familiares e de amizade e também quanto à escola.
Assim, o questionário, dirigido a crianças e a jovens entre os 7 aos 17 anos, desenvolvido pelo IAC, a UNICID da ESE-IPC e a Estrelas & Ouriços, contou com 1529 respostas de Norte, Sul e ilhas e conseguiu apurar algumas conclusões.
Para partilhá-las com todos os participantes e famílias interessadas, no dia 30 de junho, às 16h, pode acompanhar o webinar que vai divulgar os resultados e que conta com profissionais da área social e da educação para refletir sobre a situação atual da infância e adolescência.
Para participar nesta sessão, basta inscrever-se, de forma gratuita, no link https://bit.ly/383rGwK

Novo estudo diz que pessoas até aos 20 anos têm metade das probabilidades de um adulto de serem infetadas com covid-19

Junho 24, 2020 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Expresso de 17 de junho de 2020.

Depois dos 20 anos, a suscetibilidade ao novo coronavírus volta a aumentar mas as crianças e adolescentes até essa idade têm relativamente baixa probabilidade de serem infetadas. Além disso, apenas 21% apresentam sintomas, uma percentagem que chega aos 69% quando a idade ultrapassa os 70 anos

As crianças e adolescentes com menos de 20 anos não têm tantas probabilidades de serem infetadas com o novo coronavírus, uma nova informação que pode revelar-se crucial para os decisores políticos que estão a pensar em reabrir creches e escolas nos primeiros anos de escolaridade. O estudo, desenvolvido pelo Instituto de Higiene e Medicina Tropical de Londres, foi publicado na terça-feira e mostra ainda que, no geral, nestas idades os infetados não apresentam sintomas de covid-19.

O estudo afirma que as crianças têm metade das hipóteses de serem infetadas do que as pessoas com mais de 20 anos e, quando isso acontece, apenas 21% apresentam sintomas, comparando com 69% das pessoas que os revelam acima dos 70 anos.

“Estes resultados têm implicações na crença que o fecho das escolas é uma opção para mitigar a transmissão do SARS-Cov-2, já que esta medida parece ter menos efeito com este vírus, do que aquele que pode ter tido na contenção de outros vírus respiratórios”, escreveram os autores no comunicado que acompanha a publicação do estudo, citado pelo “Washington Post”.

As razões para esta aparente imunidade nos muito jovens não são totalmente conhecidas mas os autores adiantam que pode resultar de uma resposta muito assertiva do sistema imunitário, habituado ao contacto com outros tipos de coronavírus, como o vírus da gripe, ou influenza. Os resultados podem também ajudar a explicar por que razão o vírus não tem provocado o mesmo número de mortes nos países em desenvolvimento que se verifica entre as nações mais desenvolvidas: enquanto as pirâmides demográficas na Europa, América do Norte ou Japão mostram um grande número de população idosa, as de alguns países de África são o inverso, com uma grande concentração de pessoas jovens e uma esperança média de vida menor, o que leva a que haja menos cidadãos mais velhos a serem infetados, e a sucumbir, ao vírus. Cerca de 40% da população da África Subsaariana tem menos de 15 anos se excluirmos a África do Sul.

O estudo, publicado na revista Nature, debruçou-se sobre dados recolhidos na China, Itália, Japão, Singapura, Canadá e Coreia do Sul.

O estudo citado na notícia é o seguinte:

Age-dependent effects in the transmission and control of COVID-19 epidemics

Jogo eletrónico nos últimos 30 dias (%) Portugal 2019

Junho 24, 2020 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Texto do SICAD

Segundo o último estudo desenvolvido pelo SICAD, numa amostragem de alunos do ensino público com idades entre os 13 e 18 anos, é possível aferir que, no último mês, em dias sem escola, 29 % destes jovens passou 4 ou mais horas diárias em jogos eletrónicos. Já nos dias com escola, esta percentagem remete para 11%.
Na semana anterior à inquirição, cerca de 1/3 jogou este tipo de jogos numa base diária ou quase diária.

Clique na imagem para ver a mensagem completa.

Fonte: Estudo sobre o Consumo de Álcool, Tabaco, Drogas e outros Comportamentos Aditivos e Dependências – 2019.
http://www.sicad.pt/BK/EstatisticaInvestigacao/EstudosConcluidos/Lists/SICAD_ESTUDOS/Attachments/207/Síntese_de_resultados.pdf

Webinar “Retratos de família” num cenário inicial da pandemia COVID 19 em Portugal – 23 junho às 11.00 horas

Junho 22, 2020 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Mais informações no link:

https://www.ics.ulisboa.pt/evento/retratos-de-familia-num-cenario-inicial-da-pandemia-covid-19-em-portugal

Em Dia Mundial da Criança, ler ainda é a actividade menos preferida dos mais novos

Junho 8, 2020 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 1 de junho de 2020.

A maioria dos inquiridos considerou a leitura como uma ferramenta para “esquecer a pandemia”.

Carla B. Ribeiro

A leitura é a actividade que reúne menos preferência entre as crianças em casa, quer sejam leitores autónomos ou não. Esta é uma das conclusões de um estudo nacional, realizado em parceria entre a Leya Educação e o Clube de Leytura, para “apurar o que mudou nos hábitos de leitura durante o período de confinamento das famílias portuguesas”.

Segundo o inquérito, realizado online ao longo das últimas semanas, durante o período de confinamento, a 2480 encarregados de educação, a maioria dos inquiridos (59%) revelou ter passado a ler mais aos seus filhos não autónomos, com 55% a considerarem que o período de isolamento “libertou mais tempo para que pudessem ler para os seus filhos”.

Semelhante realidade foi observada entre as crianças, com autonomia na leitura: “61% dos inquiridos referem que a leitura passou a ser mais frequente desde que estão em casa, em período de confinamento”. O facto foi explicado por vários encarregados de educação como resultado de “as crianças poderem acordar mais tarde”, já que é ao fim do dia ou antes de dormir que a maioria tem o hábito de ler. Além disso, foi explicado que, com “uma carga lectiva menor”, havia “mais tempo para a leitura”.

Já a função da leitura terá sido terapêutica durante este período, já que uma larga fatia de quem respondeu ao questionário (mais de 80%) considerou que esta serviu também para “esquecer a pandemia”.

Ouvir para depois ler

Mais de 83% dos pais com leitores não autónomos têm o hábito de ler para as crianças — a grande maioria desde o nascimento, 20% a partir dos 4 anos e 8% diz ter começado quando a criança iniciou o processo de escolarização, aos 6 anos. E, isso, conclui este estudo, contribui para fomentar o gosto pela actividade — entre quem respondeu com filhos autónomos, 87% afirmaram ter tido o hábito de ler para os seus filhos em mais pequenos.

E, ao contrário do que poderia ser expectável, a autonomia na leitura fê-los passar a ler mais, atestam 70% dos pais. Apenas o género de leitura muda — enquanto os pais afirmam ter o hábito de ler para os mais pequenos sobretudo livros de fantasia (27,7%) e de actividades (23,9%), as crianças com autonomia na leitura revelam preferência pelos livros de aventuras/suspense (33,3%), ainda que se mantenham fiéis aos de actividades (28,1%).

A regularidade da leitura nas crianças autónomas é consistente, com 74% a referirem que os filhos lêem todos os dias ou entre duas e três vezes por semana, mas quase 85% confessa que “gostaria que o filho lesse mais”. Até porque, 99% dos pais consideram que “a leitura pode melhorar o desempenho escolar”.

As formas de conseguir que os pequenos dediquem mais tempo aos livros são, porém, várias: a começar por terem menos acesso a tecnologia (tablets, jogos, telemóvel, redes sociais) e mais tempo. Outras respostas incluíram “ter mais livros em casa, terem menos trabalhos de casa, os livros serem mais cativantes e sedutores para os leitores e o preço mais acessível”.

O custo dos livros infantis volta a ser referido para justificar os fracos hábitos de compra: 31% dos inquiridos compram livros de três em três meses; 19%, duas vezes por ano; e 12% apenas uma vez ao ano. No entanto, quase 85% dos inquiridos referem que comprariam mais se os livros fossem mais baratos. “O preço é sempre um factor de peso nos hábitos e comportamentos de compra e os livros não são excepção”, conclui o estudo da Leya.

Paralelamente, os encarregados de educação questionados, apesar de não referirem dificuldade na hora de escolher um livro infantil, expressam claramente (71%) que “os seus filhos leriam mais caso especialistas seleccionassem livros adequados”, reconhecendo “a importância de ter alguém com maior conhecimento do mundo literário como forma de reforçar os hábitos de leitura”.

Ler é cumplicidade

Quase 88% dos pais de leitores não autónomos consideram que “a leitura é uma actividade que une a família” e, apesar de reconhecerem nela uma forma para que os filhos “desenvolvam a linguagem, a capacidade de imaginação e a abstracção” (46%) e também “o gosto pela leitura” (26%), há uma fatia (18%) que considera o momento em que lê para os filhos como um de “cumplicidade”, entre adultos e os mais novos.

De acordo com as famílias que têm ao seu encargo leitores não autónomos, os livros podem ser uma realidade quotidiana (43%) ou regular, com a leitura a realizar-se entre três vezes por semana (30%) ou apenas uma (15%).

Mas também quem tem filhos que já não precisam de apoio a ler considera a leitura uma actividade de união familiar (mais de 80%). Além disso, praticamente todos os inquiridos (99,3%) julgam “importante incentivar a leitura dos mais novos” por estar associada à sabedoria e à aprendizagem, mas também “porque vai ajudar profissionalmente” e “alargar horizontes”.

Mais informações na notícia da Leya:

Clube de LeYtura faz hoje 1 ano e revela como (e o que) leram as crianças portuguesas durante o confinamento

Privacidade das Crianças no Ambiente Digital – novo número da revista “Forum de Proteção de Dados”

Maio 30, 2020 às 2:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Visualizar a revista no link:

https://www.cnpd.pt/home/revistaforum/forum2019_6/

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