Children consuming online time ‘like junk food’

Agosto 23, 2017 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia da http://www.bbc.com/ de 6 de agosto de 2017.

Parents must intervene to stop their children overusing social media and consuming time online “like junk food”, the children’s commissioner has said.

In an interview with the Observer, Anne Longfield criticised the ways social media giants use to draw children into spending more time.

She said parents should be proactive in stopping their children from bingeing on the internet in the summer holidays.

Ms Longfield has launched a campaign to help parents with the issue.

She said: “It’s something that every parent will talk about especially during school holidays; that children are in danger of seeing social media like sweeties, and their online time like junk food.

“None of us as parents would want our children to eat junk food all the time.

“For those same reasons we shouldn’t want our children to do the same with their online time.”

The commissioner added: “When phones, social media and games make us feel worried, stressed and out of control, it means we haven’t got the balance right.

“With your diet, you know that, because you don’t feel that good. It’s the same with social media.”

Last year, industry watchdog Ofcom said the internet overtook television as the most popular media pastime for children in the UK.

Children aged five to 15 are spending 15 hours a week on the internet.

Ms Longfield said children should be helped to understand that sites encourage them to continue their use based on what they have previously been doing online.

A study earlier this year of screen time and mental wellbeing among teenagers suggested that moderate use of devices may be beneficial.

The research, which appeared in the journal Psychological Science, was based on self-reported data from 120,000 15-year-olds in England.

O estudo citado na notícia é o seguinte:

A Large-Scale Test of the Goldilocks Hypothesis : Quantifying the Relations Between Digital-Screen Use and the Mental Well-Being of Adolescents

 

 

 

Palmada é semelhante ao abuso físico, diz estudo

Agosto 16, 2017 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Texto do site https://www.maemequer.pt/ de 18 de julho de 2017.

O estudo citado na notícia é o seguinte:

Spanking and child outcomes: Old controversies and new meta-analyses.

 

Bater nas crianças tem o efeito contrário ao pretendido pelos pais: as crianças que são agredidas são mais propensas a exibir comportamentos agressivos, têm um QI mais baixo e níveis de bem-estar menos elevados.

Dar uma palmada tem o efeito contrário ao pretendido pelos pais. Este é o resultado de uma pesquisa publicada no Journal of Family Psychology que concluiu que castigar fisicamente as crianças por mau comportamento tem efeitos semelhantes ao abuso físico.

Para muitos pais (70% dos pais australianos, por exemplo) dar uma palmada aos filhos como forma de repreensão e tentativa de disciplina é aceitável. No entanto, este novo estudo vem provar que estão no caminho errado no que toca a estratégias de disciplina.

Castigos físicos têm efeito semelhante ao abuso físico

Estudo, que envolveu 160 mil crianças, provou que as crianças a quem são aplicados castigos físicos como forma de punição de comportamentos negativos, se tornam mais agressivas e antissociais tendo, por isso, um efeito contrário aos que os pais pretendem a longo prazo.

O resultado do estudo demonstra que dar um tabefe nas crianças aumenta a probabilidade de se obter uma variedade de resultados indesejados. Os efeitos negativos na formação da personalidade da criança acaba por a levar a resistir e a fazer o contrário daquilo que os pais / cuidadores pretendem. O castigo também leva ao medo e à ansiedade que podem causar problemas emocionais a curto prazo.

A definição usada neste estudo para “bater” na criança foi a de atingir a criança com a mão aberta nos braços, pernas ou rabo.

A inutilidade da palmada e tabefes

Segundo os especialistas, dar uma palmada ou castigar fisicamente as crianças é uma forma de disciplina inaceitável. Quando se bate na criança, os pais estão a dizer-lhe que a violência é um comportamento aceitável.

Varias pesquisas demonstram que os pais são o principal modelo de comportamento para os filhos. Se os pais reagem de forma violenta e não conseguem controlar as suas próprias emoções através de acessos de raiva, os filhos vão desenvolver o mesmo padrão de comportamento.

Para além disso, as crianças agredidas fisicamente são mais propensas a exibir comportamentos agressivos, têm um QI mais baixo e níveis de bem-estar também mais baixos.

Saber gerir as suas próprias emoções

Os adultos também precisam de aprender a gerir os seus sentimentos, frustrações, expectativas e a lidar com a pressão do trabalho, por exemplo. Quando os pais chegam a casa cansados, preocupados com as situações do dia-a-dia, têm menos paciência e calma para lidar com certas reações dos filhos.

Criar um ambiente familiar compreensivo e caloroso, um local seguro, onde as crianças se sentem protegidas e compreendidas e onde há espaço para partilhar frustrações e sentimentos, é positivo e saudável para todos.

Regras claras e expectativas realistas

Quando há regras claras sobre os comportamentos que são ou não aceitáveis, é muito mais fácil lidar com as crianças. Em determinadas fases da vida, as crianças tentarão desafiar esses limites. Desafiar os pais faz parte do seu processo de desenvolvimento.

Mas regras claras tornam o crescimento, a comunicação e as relações muito mais fluídas e compensatórias. O comportamento das crianças é fortemente influenciado pelas consequências positivas ou negativas que se seguem aos seus atos.

Então, disciplinar a criança começa muito cedo. E a forma como ela reage ao longo da vida às experiências que a deixam frustrada e que pode motivar muitos comportamentos que os pais não aceitam, depende muito mais da forma como os pais definem e aplicam as regras do que com o temperamento da criança ou a punição.

Cada criança tem os seus próprios traços de personalidade mas, no geral, uma criança que vive num ambiente seguro, com regras claras – definidas para promover comportamentos positivos –, que conhece as consequências dos seus atos e sente o apoio dos pais, é uma criança mais tranquila e com maior capacidade de gerir as suas emoções porque compreende o que se espera dela.

Mas também é uma criança com maior capacidade de desenvolver mecanismos para lidar com o stress e com a ansiedade (por isso se aconselha a levar o bebé uma hora por dia para a creche algum tempo antes de lá ficar o dia todo, por exemplo, para aprender a lidar com a separação da mãe de modo gradual), desenvolve maior autocontrolo e sabe distinguir entre comportamentos positivos e negativos.

Alternativas às palmadas

O site australiano Raising Chidren partilha algumas técnicas disciplinares alternativas à palmada que os pais podem usar na hora de corrigir os comportamentos negativos os seus filhos.

Os especialistas sugerem técnicas como dar um tempo (time out), retirar privilégios ou limitar o tempo para ver televisão, por exemplo. No entanto, é fundamental não exagerar no castigo e nunca ceder. Depois de definir como vai punir um mau comportamento, não vale ceder só porque a criança faz uma birra ou porque você está demasiado cansada para o manter.

 

Dor de criança rejeitada pelo pai ultrapassa o emocional e vira física, diz estudo

Agosto 10, 2017 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Texto do site http://www.vix.com/pt/

Nathália Geraldo

Nem é preciso a Ciência dizer que a participação de quem exerce o papel paternal é fundamental no desenvolvimento da criança, mas, para confirmar essa teoria no campo da psicologia social, pesquisadores da Universidade de Connecticut, nos EUA, investigaram os impactos na personalidade de pessoas que sofreram rejeição do pai na infância.

As conclusões da pesquisa foram publicadas no Science Daily e trazem evidências sobre o impacto do amor e da dedicação (ou da falta deles) na vida adulta dos participantes.

De acordo com os pesquisadores, não há nenhuma outra experiência pessoal que tenha um efeito tão forte quanto a rejeição do pai – seja por qual motivo for – especialmente quando ainda se é criança.

Os cientistas ainda investigaram como se configura a dor de não ser aceito por quem deveria estabelecer o vínculo paternal e quais são os aspectos sociais que interferem na relação pai e filho. Leia mais a seguir.

Importância do pai na infância

Os pesquisadores da Universidade de Connecticut, Abdul Khaleque e Ronald Rohner, analisaram 36 estudos de psicologia social, totalizando mais de 10 mil participantes, para estabelecer qual é a relação da aceitação ou da rejeição do pai com as características de personalidade dos voluntários na vida adulta.

A primeira conclusão diz respeito à forma de reagir a esse comportamento de quem deveria cuidar e representar uma “figura de apego”.

“Crianças e adultos em todos os lugares, independentemente das diferenças de raça, cultura e gênero, tendem a responder exatamente da mesma maneira quando se percebem como sendo rejeitados por seus cuidadores ou figuras de apego”, relataram.

As respostas foram classificadas, de maneira geral, em dois pares de características de personalidade: ansiedade e insegurança ou hostilidade e agressividade. Estes fatores podem perdurar até quando o indivíduo vira adulto, “tornando mais difícil que os rejeitados formem relações seguras e de confiança com seus parceiros íntimos”.

O estudo pondera que as conclusões também levam em conta as disposições de personalidade.

Como é a dor de ser rejeitado

Khaleque e Rohner também cruzaram pesquisas dos campos da psicologia e da neurociência e constataram que as partes do cérebro que são ativadas quando as pessoas se sentem rejeitadas são as mesmas de quando experimentam dor física.

Um fator, especialmente, torna a experiência da rejeição ainda mais negativa, segundo os pesquisadores: a possibilidade de reviver a dor emocional ao longo dos anos.

“Ao contrário da dor física, as pessoas podem reviver psicologicamente a dor emocional da rejeição repetidamente durante anos”, diz Rohner.

Amor e desenvolvimento

Por fim, a pesquisa concluiu que o amor do pai é fundamental para o desenvolvimento pessoal e que o reconhecimento desta importância deve mitigar a incidência de ‘culpa da mãe’, conceito muito comum no convívio social para justificar o comportamento das crianças.

“A grande ênfase nas mães e na maternidade leva a uma tendência inapropriada de culpar as mães pelos problemas de comportamento das crianças e pelo desajuste quando, de fato, os pais são frequentemente mais implicados do que as mães no desenvolvimento de problemas como estes”.

 

Burnout parental: pais fatigados

Agosto 8, 2017 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do http://www.noticiasmagazine.pt/

Exaustão, distanciamento emocional, problemas de sono, aumento de vícios, perda de eficiência no papel de mãe e pai. Sinais de que o burnout parental está instalado. Uma equipa de investigadores estudou o assunto e confirmou que pais esgotados em casa não significa profissionais de rastos no trabalho. E vice-versa. É importante partilhar emoções, dividir tarefas, ter tempo para fazer o que se gosta.

SINAIS DE ALARME DE BURNOUT PARENTAL. Exaustão, distanciamento emocional, alterações no sono e no apetite, mudanças frequentes de humor, irritabilidade perante pedidos banais da criança, frustração constante no papel de pai/mãe, dificuldade em gerir emoções, menor produtividade, cansaço físico e emocional. Carregue nas setas  para saber como pode lidar com isto.

Texto de Sara Dias Oliveira

Os tempos mudaram. A pressão sobre os pais para criar crianças saudáveis, inteligentes, perspicazes, seguras, bem-sucedidas, aumentou nas últimas décadas. As mães já não ficam em casa de manhã à noite a cuidar dos filhos e a sociedade é cada vez mais implacável e exigente com os pais. O conceito de burnout parental começou a fazer sentido e já entrou no vocabulário. Uma equipa de investigadores do Instituto de Pesquisa em Ciências Psicológicas da Universidade de Louvain, na Bélgica, estudou o assunto e concluiu que o burnout parental existe e está entre nós. Nos questionários que aplicou a famílias, com pelo menos uma criança a viver em casa, verificou que a proporção de pais esgotados situa-se entre 2 e 12%.

«O burnout parental é uma síndrome tridimensional que engloba exaustão, distanciamento emocional, e perda de eficiência no papel parental. Os pais aguentam as tarefas em piloto automático e não se sentem satisfeitos», diz Isabelle Roskam, uma das investigadoras do estudo, professora na Universidade de Louvain. «O esgotamento dos pais tem consequências graves para os próprios pais porque, contrariamente ao burnout profissional, não há como escapar da paternidade. Também encontramos aumento de vícios e problemas de sono. Além das consequências para os pais, o burnout parental tem consequências para a criança, nomeadamente a negligência e os maus-tratos, que estão fortemente associados ao esgotamento dos pais», adianta. Além disso, deteriora as relações, aumenta os conflitos entre o casal e o número de separações e divórcios.

Os investigadores fizeram dois estudos e confirmaram que o burnout parental é uma síndrome específica. Verificaram que, por um lado, há relações significativas entre burnout parental, burnout profissional, stress parental e depressão, e, por outro, que há uma certa independência entre burnout profissional e burnout parental. Ou seja, estar esgotado no trabalho não significa obrigatoriamente estar no limite em casa.

«Para muitos trabalhadores que sofrem burnout, a vida familiar pode ser vista como um refúgio seguro, e para muitos pais em burnout, o trabalho pode ser um lugar seguro. Este estudo confirma, portanto, que o burnout é uma síndrome contextual específica e não uma síndrome livre de contexto», sublinham os investigadores. E há outra evidência: o burnout não é exclusivo das mães, os pais também o sentem, e daí o nome burnout parental e não burnout maternal.

O desgaste parental resulta de um desequilíbrio entre necessidades e recursos e que pode vir ao de cima por vários fatores: paternidade monoparental, condições financeiras, doença crónica ou deficiência da criança, problemas comportamentais, baixas competências emocionais, perfecionismo parental, satisfação conjugal. «Encontrámos várias fases que precedem o desgaste parental. Uma fase importante é o envolvimento hiperativo. A maioria dos pais esgotados tinha um ideal muito vincado do que é ser uma boa mãe e um bom pai. Às vezes, sacrificavam a sua carreira, amizades, lazer… para ser o melhor pai. Uma vez que a paternidade gera frustrações, esses pais não se sentem recompensados por todos os seus esforços. A frustração leva, por sua vez, a preocupações e ruminações que resultam em esgotamento, distanciamento e perda de autorrealização», diz Isabelle Roskam.

A investigadora refere que é importante que os pais percebam que a exaustão é um sentimento normal e que isso não significa que se é mau pai ou má mãe. «Sinta-se livre para partilhar sentimentos com a família, amigos, ou profissionais se necessário. Além disso, é importante analisar se os elementos de stress pesam no equilíbrio pessoal e quantos recursos se tem para lidar com eles». Há então ajustes que podem ser feitos como, por exemplo, limitar o número de atividades extracurriculares das crianças, reforçar o apoio do companheiro, adicionar novos recursos como recorrer a babysitting para ter algum tempo livre.

As agendas dos adultos e das crianças são cada vez mais exigentes. «Atualmente parece que vivemos pressionados para sermos super-pais e termos super-filhos. A pressão para se ser o melhor e alcançar o máximo parecem toldar muitos pais, levando-os frequentemente a entrar em espirais de desgaste emocional e exaustão, afastando-os do foco – os laços emocionais. Parece que os pais andam em piloto automático», diz Inês Afonso Marques, psicóloga clínica da Oficina de Psicologia. A parentalidade é uma tarefa a tempo inteiro, sem intervalos, e o stress faz parte da vida das famílias. E isso pode, sustenta, «contribuir para aumentar a vulnerabilidade para o desgaste emocional, que somando aos filhos, à carreira, à família alargada, podem aumentar a vulnerabilidade e o efeito cumulativo do stress».

É preciso muita calma e paciência para não perder o chão. E os sinais de exaustão e desgaste emocional dos pais são diversos, alguns semelhantes ao burnout profissional. «Alterações no sono e no apetite, alterações de humor frequentes, irritabilidade fácil (por exemplo, perante pedidos banais da criança), distanciamento emocional da criança, frustração constante no papel de pai/mãe, dificuldade na gestão das emoções, menor produtividade, maior cansaço físico e emocional».

Inês Afonso Marques dá algumas dicas para prevenir o burnout parental: tempo de qualidade em família sem tecnologias por perto, encontrar na agenda espaço para uma atividade que dê prazer, recorrer à família ou amigos.

Helena Gonçalves Rocha, terapeuta familiar, também tem alguns conselhos para quem se sente exausto no papel parental. Delegar tarefas domésticas ou de babysitting nos avós ou nos tios, aproveitar os pequenos momentos, soltar umas gargalhadas. «Afinal não tarda nada e eles já cresceram», avisa. Também é importante simplificar e estabelecer prioridades. «O que será mais importante: a cozinha a brilhar ou uns momentos de verdadeiro riso e brincadeira com o seu filho?», pergunta. E olhar para o umbigo de vez em quando. «Planeie uma atividade semanal para fazer o que mais gosta, cuide de si, só assim estará apta a cuidar dos seus filhos», refere.

O perfecionismo tem de sair do vocabulário. «Quando se tem filhos, o perfecionismo tem que ser banido das nossas vidas: ‘feito é bem melhor do que perfeito’.» «O burnout parental não está relacionado com a interação dos pais com os filhos, mas sim com tudo aquilo que se traduz com o trabalho em educá-los, mantê-los nos seus horários, transportá-los para as suas atividades, supervisionar os trabalhos de casa, garantir que têm uma boa alimentação. A síndrome de burnout surge muitas vezes nos primeiros anos de vida da criança por toda a exigência física e social e, mais tarde, na transição para a adolescência em que as exigências parentais mudam radicalmente quase de minuto a minuto», diz Helena Gonçalves Rocha. O pescoço não roda 360º graus, os neurónios não estão sempre na potência máxima. E os pais sentem que não estão a cumprir os seus objetivos, que não estão a fazer o que é suposto. Além disso, as exigências profissionais não se compadecem da exaustão física e emocional, a casa deixa de ser arrumada como se gostaria, a paciência esgota-se num ápice. O burnout parental remexe na vida, mas há maneiras de dar a volta por cima.

Ver aqui o estudo.

 

 

 

Como o mês em que nasceu influencia as doenças que pode vir a desenvolver

Agosto 3, 2017 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia da http://visao.sapo.pt/ de 24 de junho de 2017.

Um estudo recente espanhol alega ter descoberto quais são as doenças crónicas que estão mais associadas a cada mês de nascimento

O estudo, realizado na Universidade de Alicante em Espanha, tinha como objetivo avaliar a associação entre o mês de nascimento de um indivíduo e o surgimento de 27 doenças crónicas a longo prazo. Liderado por Jose Antonio Quesada, o grupo de investigadores, analisou o mês de nascimento de cerca de 30 mil pessoas para perceber se a altura em que nasceram influenciou o desenvolvimento de doenças crónicas na fase adulta.

Publicado no jornal Medicina Clinica, o estudo descobriu, por exemplo, que os bebés que nasceram em agosto têm o dobro do risco de terem asma do que aqueles que nasceram no início do ano. Já os homens que nasceram em junho têm menos 34% de probabilidade de desenvolverem uma depressão e menos 22% de probabilidade de vir a sofrer de dores lombares.

Mas, segundo esta investigação, o melhor mês para nascer é mesmo setembro: os bebés que nasceram neste mês são os que têm a menor hipótese de desenvolver qualquer tipo de doença crónica.

Os investigadores acreditam que uma possível explicação está na exposição à luz solar. Enquanto a luz solar estimula a produção de vitamina D, a sua falta, nos primeiros meses de vida, pode ter efeitos prolongados na saúde física e mental. Em Portugal, os pais são aconselhados a dar vitamina D (que ajuda a regular milhares de genes durante o desenvolvimento) ao longo dos primeiros 12 meses de vida dos bebés.

“O mês de nascimento pode funcionar como um indicador de períodos de exposição precoce a vários fatores, como raios ultravioletas, vitamina D, temperatura, exposição sazonal a vírus e alergias que podem afetar o desenvolvimento no útero e do recém-nascido nos primeiros meses de vida”, explica o Quesada.

Segue-se a lista completa das doenças crónicas mais prováveis, consoante o mês de nascimento, segundo este estudo:

Janeiro

Homens: prisão de ventre, úlcera de estômago, dor lombar

Mulheres: enxaqueca, problemas de menopausa, ataque cardíaco

Fevereiro

Homens: problemas de tiróide, doenças cardíacas, osteoartrite

Mulheres: osteoartrite, problemas de tiróide, coágulo de sangue

Março

Homens: cataratas, doenças cardíacas, asma

Mulheres: artrite, reumatismo, prisão de ventre

Abril

Homens: asma, osteoporose, problemas de tiróide

Mulheres: osteoporose, tumor, bronquite

Maio

Homens: depressão, asma, diabetes

Mulheres: alergias crônicas, osteoporose, prisão de ventre

Junho

Homens: problemas cardíacos, cataratas, bronquite crónica

Mulheres: incontinência, artrite, reumatismo

Julho

Homens: artrite, asma, tumores

Mulheres: dor de pescoço crónica, asma, tumores

Agosto

Homens: asma, osteoporose, problemas de tiróide

Mulheres: coágulos sanguíneos, artrite, reumatismo

Setembro

Homens: asma, osteoporose, problemas de tiróide

Mulheres: osteoporose, problemas de tiróide, tumores malignos

Outubro

Homens: problemas de tiróide, osteoporose, enxaqueca

Mulheres: colesterol alto, osteoporose, anemia

Novembro

Homens: problemas crônicos de pele, doenças cardíacas, problemas de tiróide

Mulheres: prisão de ventre, ataques cardíacos, varizes

Dezembro

Homens: cataratas, depressão, problemas cardíacos

Mulheres: bronquite crónica, asma, coágulos sanguíneos

Os resultados deste estudo, não são, no entanto, consensuais. Robert Cuffe, embaixador da Royal Statistical Society, uma sociedade de estatísticas britânica, fala em “astrologia”, que “nunca foi grande ciência”. “Se procurarmos nos 12 meses cada uma das 27 doenças nos dois géneros (628 combinações possíveis), certamente vamos encontrar padrões de probabilidade que parecem extradordinários”, desvalorizou Cuffe, em declarações ao The Independent.

O especialista nota ainda que muitas das associações encontradas são diferentes das de um estudo semelhante, efetuado há dois anos, o que não aconteceria “se estas fosse associações reais”.

Cuffe refere-se a um estudo de 2015 da Universidade de Columbia, que concluiu que as pessoas que nasceram em maio tinham um menor risco de desenvolver uma doença ao contrário das que nasceram em outubro.

 

 

“Bullying” na infância tem consequências futuras

Julho 29, 2017 às 1:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia da http://www.paisefilhos.pt/ de 12 de julho de 2017.

O “bullying” durante a infância poderá acarretar consequências duradouras negativas para a saúde, apurou um estudo da Universidade de Pittsburgh (EUA) que seguiu um grupo de mais de 300 homens desde o início da escola primária até aos 30 e poucos anos.

Considerando que o “bullying” leva a interações interpessoais stressantes, tanto para os perpetradores como para as vítimas, a equipa pôs como hipótese o facto de uns e outros correrem um maior risco de problemas de saúde relacionados com o stresse. Para testar a sua teoria, a equipa recrutou participantes do Estudo sobre a Juventude de Pittsburgh (“Pittsburgh Youth Study”) que incluía 500 rapazes que tinham frequentado as escolas públicas daquele estado norte-americano em 1987-8. Mais de metade dos rapazes eram negros e quase 60 por cento recebia apoios financeiros.

Os investigadores recolheram informação junto das crianças, pais e professores sobre comportamentos relacionados com “bullying” quando os rapazes tinham entre 10 e 12 anos, assim como efetuaram avaliações regulares sobre fatores de risco psicossociais, biológicos e comportamentais para o declínio da saúde.

A equipa conseguiu anos mais tarde recrutar mais de 300 participantes no estudo original, os quais foram analisados relativamente a níveis de stresse, historial médico, alimentação e exercício físico e estatuto socioeconómico, tendo a maioria também efetuado análises ao sangue, avaliações inflamatórias e medidas de altura e peso. Foi apurado que tanto os perpetradores como as vítimas de “bullying” na infância apresentavam fatores de risco para uma saúde física debilitada.

Mais especificamente, os rapazes autores de “bullying” tendiam a ser mais agressivos e a fumar na idade adulta, que são fatores de risco para as doenças cardiovasculares e oncológicas. Já as vítimas apresentavam uma propensão para terem mais dificuldades financeiras, menores rendimentos, experiências de vida mais stressantes e de sentirem que eram tratados de forma injusta, também fatores de risco para as doenças cardiovasculares.

mais informações na notícia:

Childhood bullying linked to health risks in adulthood

 

 

‘Bullying’: Instagram torna-se a pior rede social e destrona o Facebook

Julho 26, 2017 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do http://www.jornaleconomico.sapo.pt/ de 19 de julho de 2017.

Estudo britânico analisou casos de cyber-bullying, abuso e dependência das redes sociais e concluiu que 42% dos casos acontecem no Instagram, em comparação com 37% no Facebook.

O Facebook deixou de ser a pior rede social no que diz respeito a bullying online. O lugar é agora ocupado pelo Instagram, uma rede de partilha de imagens que conta com mais de 10 mil jovens apenas no Reino Unido, de acordo com um estudo divulgado esta quarta-feira pela organização anti-bullying Ditch The Label (ou Abandonar o Rótulo, em português).

O estudo analisou casos de cyber-bullying, abuso e dependência das redes sociais e concluiu que 42% dos casos acontecem no Instagram, segundo noticia o Mashable. O valor compara com 37% no Facebook e 31% no Snapchat, outra rede social focada na partilha de fotografias e vídeos predominantemente usada por jovens.

Os dados revelam uma migração do Facebook para o Instagram, de acordo com a organização britânica, já que estudos anteriores mostravam que a primeira era a rede social que contabilizava o maior número de casos de bullying. As formas mais comuns de cyber-bullying incluem comentários ofensivos em perfis e fotografias, mensagens indesejadas e denúncias faltas de fotografias como abusivas.

“Sabemos que os comentários ‘postados’ por outras pessoas podem ter um grande impacto e é por isso que recentemente investimos fortemente em novas tecnologias para ajudar a fazer o Instagram um lugar seguro e solidário”, disse em comunicado o responsável pela política do Instagram, Michelle Napchan, citado pelo Mashable.

“Através do uso de tecnologias de aprendizagem, comentários ofensivos no Instagram são agora automaticamente bloqueados para que não aparecem nas contas das pessoas. Nós também damos às pessoas a opção de desativar os comentários ou de fazerem as suas próprias listas de palavras ou emojis proibidos”, acrescentou.

O estudo mencionado na notícia é o Annual Bullying Survey 

mais informações:

https://www.ditchthelabel.org/69-people-done-something-abusive-towards-another-person-online/

 

 

O tipo de postura das crianças afeta as propriedades físicas dos seus ossos

Julho 25, 2017 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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notícia do http://ispup.up.pt/ de 3 de julho de 2017.

Um estudo assinado por investigadores do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP) descobriu, pela primeira vez, que existe uma associação entre as propriedades físicas do osso e o desenvolvimento de diferentes tipos de postura.

“Apesar de haver uma potencial relação biomecânica entre osso e postura, ela nunca foi demonstrada, pelo que este é o primeiro trabalho em que isso é feito”, refere Fábio Araújo, primeiro autor da investigação, coordenada por Raquel Lucas, e publicada na revista “The Spine Journal”. Ana Martins, Nuno Alegrete e Laura Howe, são os investigadores que integram também este estudo.

Sabe-se que as propriedades físicas do osso podem fazer com que as vértebras da coluna alterem a sua orientação, o que pode condicionar as diferentes posturas. Assim, os investigadores definiram o objetivo de analisar a relação entre as propriedades físicas do osso e os diferentes tipos de postura em crianças com 7 anos de idade, procurando também compreender o papel das quantidades de gordura e de músculo corporais nessa relação.

Para tal, analisaram 1.138 raparigas e 1.260 rapazes, com 7 anos de idade, pertencentes à Geração XXIcoorte iniciada em 2005, que acompanha o crescimento e o desenvolvimento de mais de 8.000 crianças nascidas em hospitais públicos da Área Metropolitana do Porto.

Conseguiu-se, antes de mais, mostrar que existe um perfil antropométrico variável (relação peso, altura, índice de massa corporal) e de composição corporal (gordura e músculo) em função dos diferentes tipos de posturas.

Assim, as crianças que apresentam um padrão postural retificado (coluna reta) são mais leves, mais baixas, têm menor índice de massa corporal e têm menor quantidade de gordura e de músculo. Já as crianças com um padrão postural de curvaturas aumentadas (o oposto) são mais pesadas, mais altas, têm maior índice de massa corporal, maior quantidade de massa gorda e também mais músculo.

“Assim, conseguimos demonstrar, pela primeira vez, que a gordura e o músculo também influenciam grandemente o tipo de postura demonstrada, para além das questões antropométricas”, avança Fábio Araújo.

Os investigadores mostraram, ainda, que as crianças com o padrão postural retificado apresentam um esqueleto menos resistente – menor conteúdo mineral e menor densidade mineral óssea – mas isso deve-se às suas características antropométricas e de composição corporal. Já as crianças com o padrão postural de curvaturas aumentadas possuem maior massa e densidade mineral ósseas, mas, aqui, estas características não são completamente explicadas pelas diferenças verificadas no peso, altura, índice de massa corporal e massa gorda ou massa livre de gordura.

“No perfil postural de curvaturas aumentadas, existe uma relação particularmente forte entre a postura e as propriedades físicas do osso. Existe, na verdade, uma potenciação destas duas vertentes através de mecanismos de sustentação da posição de pé. Isto é: como as crianças têm mais peso, necessitam de fazer mais força para o suportar contra a gravidade, o que faz com que as vértebras sejam comprimidas. Este stress mecânico promove a formação de mais tecido ósseo, traduzindo-se em alterações da orientação vertebral no sentido de promoção de uma postura com curvaturas aumentadas”, continua o investigador.

Concluindo, “existe uma relação entre o osso e a postura. Sabemos agora que, se afetarmos o osso, afetamos também a postura, a qual está relacionada com problemas músculo-esqueléticos, como o desenvolvimento de dores nas costas. Por outro lado, se alterarmos a postura, poderemos conseguir influenciar a forma como o osso se desenvolve, o que pode ser importante para tratar problemas como a osteoporose”, remata.

Imagem: Pixabay

O estudo citado na notícia é o seguinte:

A shared biomechanical environment for bone and posture development in children

 

 

‘Pais-helicóptero’ estão criando filhos simplesmente ‘inempregáveis’

Julho 19, 2017 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Texto do site http://www.pensarcontemporaneo.com/

‘Pais-helicóptero’ são os pais que estão sempre girando em torno dos filhos. Praticamente os embrulham em plástico-bolha, criando uma corte de jovens adultos que têm dificuldade de ter um desempenho satisfatório no trabalho e em suas vidas.

‘Pais-helicóptero’ pensam que estão fazendo o melhor, mas, na verdade, estão prejudicando as chances de sucesso dos filhos. Em particular, estão arruinando as chances de que os filhos consigam um emprego e consigam mantê-lo.

‘Pais-helicóptero’ não querem que seus filhos se machuquem. Querem suavizar cada golpe e amortecer cada queda. O problema é que essas crianças superprotegidas nunca aprendem como lidar com a perda, com o fracasso ou com o desapontamento — aspectos inevitáveis da vida de todos.

A superproteção torna quase impossível que esses jovens desenvolvam a tolerância em relação à frustração. Sem esse importante atributo psicológico, os jovens entram na força de trabalho em grande desvantagem.

‘Pais-helicóptero’ fazem coisas demais pelos filhos, portanto, essas crianças crescem sem uma ética de trabalho saudável e sem habilidades básicas. Sem essa ética de trabalho e habilidades necessárias, o jovem não será capaz de realizar muitas das tarefas exigidas pelo local de trabalho.

‘Pais-helicóptero’ superprotegem seus filhos e os privam de qualquer consequência significativa por suas ações. Com isso, eles perdem a oportunidade de aprender lições de vida valiosas a partir dos erros que cometem; as lições de vida que iriam contribuir para sua inteligência emocional.

‘Pais-helicóptero’ protegem suas crianças de qualquer conflito que possam ter com seus colegas. Quando essas crianças crescem, não sabem como resolver dificuldades entre eles e um colega ou supervisor.

As pessoas resolvem problemas tentando coisas, cometendo erros, aprendendo e tentando novamente. Esse processo cria confiança, competência e autoestima. ‘Pais-helicóptero’ impedem que seus filhos desenvolvam todos esses importantes atributos que são necessários para uma carreira de sucesso.

‘Pais-helicóptero’ pensam que seus filhos devem vencer qualquer coisa. Todo mundo que participe de um evento esportivo deve ganhar um troféu. Todos devem conseguir uma nota de aprovação, mesmo que sua tarefa esteja atrasada ou malfeita.

Em um local de trabalho funcional, há apenas um vencedor de uma competição, e apenas um trabalho de alta qualidade é recompensado. Se as crianças crescem pensando que independentemente do que façam irão vencer, não perceberão que, na verdade, têm de trabalhar duro para conseguir ter sucesso.

Esses jovens mimados ficarão arrasados quando continuarem perdendo competições, se saindo mal em entrevistas ou sendo demitidos de seus empregos. Não entenderão quanto esforço é realmente necessário para ser um vencedor no mundo do trabalho.

Esses jovens carecem de competência e ação por nunca terem tido de resolver um problema ou completar um projeto sozinhos. Esperam que outros façam essas coisas para eles, assim como seus pais sempre fizeram. Em essência, não podem pensar ou agir por si mesmos.

A criação-helicóptero inculca uma série de atitudes negativas nas crianças. Elas crescem com grandes expectativas de sucesso, independentemente de quanto tempo ou energia investem, e sentem que merecem tratamento preferencial — sendo que nenhum dos dois comportamentos cai bem com seus colegas ou chefes.

Em uma entrevista de emprego, os futuros empregadores podem ser dissuadidos pela atitude excessivamente egocêntrica de um jovem ou alarmados por sua falta de habilidades básicas.

A aura de ignorância e incompetência de um jovem, combinada com expectativas de recompensas imediatas e substanciais sem relação com o desempenho, pode ser o beijo da morte em qualquer entrevista para um bom emprego.

Quando os pais decidem acompanhar seu filho de 20 e poucos anos em uma entrevista de emprego, isso mina qualquer confiança que um empregador possa ter nesse funcionário em potencial. “Por que”, os empregadores podem se perguntar, “alguém procurando emprego precisaria trazer a mamãe ou o papai na entrevista, a menos que esse jovem seja mais uma criança do que um adulto?”.

Mesmo de pequenas maneiras, os ‘pais-helicóptero’ paralisam seus filhos. A criança adulta de ‘pais-helicóptero’ vai fazer sua pausa para o café e então sair da copa sem ter limpado sua sujeira ou lavado sua xícara. Podemos imaginar como isso causará ressentimento entre seus colegas.

Esses jovens esperam que “alguém” limpe sua coisas, da mesma forma que sua sujeira foi sempre limpada quando eram crianças. Não percebem que já não há ninguém os seguindo, limpando sua sujeira, seja física, interpessoal ou profissional.

Barb Nefer, em um artigo publicado no site WebPsychology, diz que a geração do “milênio está sendo fortemente atingida pela depressão no trabalho. Um em cada cinco trabalhadores [20%] já sofreu de depressão no trabalho, comparado a 16% da Geração X [nascidos entre 1960 e final dos anos 70] e dos ‘baby boomers’ [nascidos entre 1943 e 1960]”.

Nefer destaca que, de acordo com um “‘white paper’ da Bensinger, DuPont & Associates, os ‘millennials’ têm desempenho inferior no trabalho e índices mais altos de absenteísmo, bem como mais conflitos e incidentes de advertência por escrito”, fatores que “podem afetar o desempenho no trabalho”.

De acordo com um artigo de Brooke Donatone publicado pelo Washington Post, uma nota de 2013 na revista “Journal of Child and Family Studies revelou que universitários que tiveram criação-helicóptero relataram níveis mais altos de depressão”.

O artigo do Washington Post também destaca que uma “criação intrusiva interfere no desenvolvimento da autonomia e da competência. Por isso, a criação-helicóptero leva a uma maior dependência e menor habilidade de completar tarefas sem supervisão dos pais”.

Às vezes, a melhor forma de ‘estar presente’ na vida dos filhos é não estar.
Os artigos acima deixam claro que a ‘criação-helicóptero’ está contribuindo para um crescente índice de depressão entre jovens bem como para uma incapacidade de ter um desempenho otimizado no local de trabalho.

Se você é um pai ou uma mãe que quer que seus filhos sejam bem-sucedidos na carreira quando adultos, precisa estar ciente de quaisquer tendências relacionadas à criação-helicóptero em você ou em seu parceiro.

Amar seus filhos significa guiá-los, protegê-los e apoiá-los. Não significa sufocá-los, superprotegê-los ou fazer tanto por eles que nunca aprendam a pensar por si mesmos, a lidar com desafios ou com o desapontamento e fracasso.

A coisa mais amorosa que você pode fazer como pai ou mãe é dar um passo atrás e deixar seu filho cair, se preocupar e resolver as coisas sozinho. Às vezes, a melhor forma de “estar presente” na vida de seu filho é não estar. É assim que você os capacita a desenvolver confiança, competência, autoestima e inteligência emocional.

Hoje os jovens precisam de pais que os ajudem a se tornar adultos úteis. Isso significa girar menos em torno deles e embrulhá-los menos em plástico-bolha e empoderá-los mais para que façam coisas por si mesmos, resolvam coisas por si mesmos e aprendam a lidar com as dificuldades, tudo por si mesmos.

*Este texto foi originalmente publicado no HuffPost Canada e traduzido do inglês.

O artigo The Washington Post citado no texto é o seguinte:

Why are so many millennials depressed? A therapist points the finger at Mom and Dad.

O estudo citado é o seguinte:

Helping or Hovering? The Effects of Helicopter Parenting on College Students’ Well-Being

 

Portugal lidera na proteção dos direitos das crianças

Julho 18, 2017 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Texto do site http://www.vitalhealth.pt/

De acordo com os resultados divulgados recentemente pela KidsRights, uma organização não-governamental internacional que promove o bem-estar de crianças vulneráveis por todo o mundo, Portugal está em primeiro lugar no que diz respeito à proteção dos direitos das crianças. A posição cimeira é justificada pelos bons resultados nos campos da legislação infantil, saúde e educação.

O estudo anual da organização classifica de que forma os países estão capacitados e equipados para melhorar os direitos das crianças. Este ano, foram avaliados 165 países sendo que as cinco primeiras posições ficaram para Portugal, Noruega, Suíça, Islândia, Espanha e França, respetivamente.

A análise assenta em 23 indicadores, 16 quantitativos e sete qualitativos, agrupados em cinco domínios: direito à vida, direito à saúde, direito à educação, direito à proteção e criação de um ambiente favorável ao cumprimento dos direitos da criança.

A pesquisa baseia-se em dados quantitativos publicados e regularmente atualizados pela Unicef e dados qualitativos publicados pelo Comité dos Direitos da Criança da Organização das Nações Unidas (ONU) para todos os países signatários da Convenção sobre os Direitos da Criança da ONU.

os últimos lugares do ranking foram para a República Centro Africana, o Afeganistão, Serra Leoa, Vanuatu e a Republica do Chad.

Consulte o relatório completo, aqui.

 

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