Xilobaldes. O projeto que usa a música para integrar adolescentes e desenvolver competências

Fevereiro 23, 2019 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Sapo Lifestyle de 24 de janeiro de 2019.

O foco do projeto são jovens entre os 18 e os 30 anos. Mas há jovens com 14 ou 15 e até 40 anos. Conheça este projeto.

O Xilobaldes, grupo formado por jovens inseridos num projeto que visa a sua integração profissional e onde a música é usada como ferramenta de desenvolvimento pessoal, apresenta-se ao vivo no domingo na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.

O Xilobaldes é o “grupo performativo” do projeto Tum Tum Tum, do Centro Social de Soutelo, em Rio Tinto, no concelho de Gondomar, que tem como objetivo a integração profissional de jovens, “quer seja em emprego ou em formação”, e que “começou oficialmente em 2016 com o financiamento do programa PARTIS” [Práticas para a Inclusão Social, da Fundação Calouste Gulbenkian], explicou à Lusa uma das responsáveis pelo projeto, Susana Lage.

Entre 2016 e 2018 passaram pelo Tum Tum Tum cerca de 300 jovens, divididos em 23 grupos. Dos 300, “cerca de metade são jovens ainda em contexto escolar, não entram nas questões numéricas de empregabilidade”. Dos que sobram, cerca de 150, o projeto registou “30 integrações em emprego e 42 em formação profissional”.

O objetivo do projeto “é desenvolver competências pessoais e sociais” e a música surge como “uma ferramenta e um meio para trabalhar estas competências”.

As competências passam pela “concentração, trabalho em equipa, autonomia, responsabilidade, que quando trabalhadas, quando desenvolvidas, permitem a estes jovens estarem mais preparados para a integração profissional”.

Os grupos do Tum Tum Tum funcionam em horário laboral, à exceção do Xilobaldes, em horário pós-laboral.

Este grupo permite que os seus participantes, “além de trabalhar, continuem a manter algum contacto com o projeto”.

“São miúdos que já têm outro nível de responsabilidade, que se envolvem de outra forma, e também já têm um interesse pela música mais desenvolvido”, contou Susana Lage.

O espetáculo que vão apresentar na Gulbenkian, e já foi mostrado noutros locais, “é uma criação coletiva”.

Quer isto dizer que “toda a gente do grupo participa na criação das músicas e na encenação”.

O que é apresentado “pretende refletir um bocadinho o que são as experiências destes jovens no que é a procura de emprego, a integração profissional, as dificuldades com as quais eles se vão deparando neste processo”.

Em palco estarão 11 pessoas, a tocar “desde instrumentos formais – guitarra, baixo, bateria, teclado – até baldes, percussão com bidões e como baldes”.

Hélder Nogueira, coordenador do Tum Tum Tum, acrescenta que “a própria bateria é uma bateria adaptada, utilizando aqui um conjunto de reconstrução de objetos para a percussão”.

Os momentos de apresentação pública “fazem parte do projeto de intervenção, é a fase final”. “Anualmente temos dois momentos de apresentação, fixos e para todos os grupos. Nos três anos de projeto tivemos cerca de 50 apresentações públicas”, referiu.

Ao longo dos três anos, além de Gondomar, o Tum Tum Tum chegou também a Matosinhos e “as instituições foram reconhecendo este espaço como possível espaço de integração para muitos destes jovens”.

Com “uma rede de parceiros e integrado na rede social de Gondomar”, o Tum Tum Tum é um projeto “aberto à comunidade”.

Os jovens são para ali encaminhados por escolas ou instituições sociais. Além disso, a equipa do Rendimento Social de Inserção (RSI) do Centro Social de Soutelo “também vai identificando potenciais participantes que encaminha para o projeto”.

Ao longo do tempo, o Tum Tum Tum acabou também “por entrar no ciclo de possibilidade de respostas e de integração para jovens com deficiência”.

O foco do projeto são jovens entre os 18 e os 30 anos, mas Susana Lage explica que “há uma margem, tanto para baixo como para cima”. “Temos jovens a partir dos 14/15 e até aos 40 anos. Normalmente estes mais velhos têm algum problema mental ou de deficiência associado”, disse.

O concerto Xilobaldes decorre no âmbito da mostra “Isto é PARTIS”, com entrada gratuita, serão apresentados alguns dos 16 projetos de intervenção social pela arte, que foram apoiados pela Fundação na segunda edição (2016-2018) da iniciativa PARTIS.

Entre sexta-feira e domingo será mostrado “o resultado do trabalho desenvolvido junto de pessoas vulneráveis e em situações de exclusão”.

A programação completa pode ser consultada no ‘site’ da Fundação Calouste Gulbenkian.

 

 

Bom aluno e/ou boa pessoa?

Fevereiro 19, 2019 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Divulgação | Deixe um comentário
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Artigo de opinião de Carmo Machado de 16 de janeiro de 2019.

Aproveito as muitas obras literárias que somos obrigados a ministrar ao longo dos três anos do secundário para apostar tudo o que posso nas competências sociais e emocionais dos meus alunos. Quando quase tudo está perdido, que se salvem as almas…

Li aqui na VISÃO, com atenção redobrada, a entrevista da jornalista Teresa Campos a Andreas Schleicher, diretor do Departamento de Educação e Competências em Educação da OCDE e fundador do PISA (Programa Internacional de Avaliação de Alunos). Para quem só agora ouviu falar deste senhor, Andreas Schleicher – eminente pesquisador em Educação – anda pelo mundo a visitar escolas e a conhecer os diversos modelos educativos existentes. Já foi premiado várias vezes, tendo recebido o prémio Theodor Heuss, concedido na Alemanha pelo seu “compromisso exemplar” para com a democracia. Mas de onde vem o interesse deste nome e a pertinência (ou não) desta crónica, afinal?

Participei há vários anos, enquanto mestranda no Instituto de Educação da Universidade Católica, num trabalho de pesquisa para o programa Pisa em colaboração com o Instituto Superior Técnico. O nosso estudo incidia sobre as competências dos alunos em Matemática à entrada no Ensino Superior; o objetivo do nosso grupo de trabalho era compreender e tentar explicar os fracos resultados dos alunos nesta disciplina ao longo do ensino secundário, enquanto outros grupos analisavam os mesmos resultados em outros ciclos de ensino. Portanto, lendo com atenção tudo ao que ao PISA diz respeito, eis que aquando dos últimos resultados apresentados, o dito senhor classificou Portugal como o maior êxito educativo da Europa. Pode ser que ele e o estudo tenham razão. Eu tenho dúvidas.

O meu ceticismo não provem, acreditem, de qualquer tipo de visão catastrófica sobre o ensino público em Portugal. Se assim fosse, mea culpa, uma vez que a ele tenho dedicado a vida ao longo das últimas três décadas sem intervalos e em exclusividade. Pelo contrário, esta minha abordagem realista deve-se ao facto de viver na escola todos os dias e verificar que se, por um lado, os nossos alunos estão cada vez mais desligados de saberes não significativos, por outro lado não interiorizam como deviam os conteúdos que sendo por essência significativos, os deveriam motivar, levando-os a pesquisar sobre eles, a aprofundá-la, a integrá-los na sua bagagem cultural e científica. Contudo, tal não se verifica de forma consistente. Pelo contrário, somos confrontados diariamente com abordagens superficiais dos conteúdos, muitas vezes copiadas da internet, mostrando pouca ou nenhuma reflexão e/ou espírito critico por parte dos alunos. Muitas vezes chego a questionar-me sobre qual a nossa quota parte de culpa, professores, nesta atitude dos alunos. Será que o facto de estarmos a ficar velhos e desgastados por uma carreira feita de desilusões foi apagando a chama que nos iluminava por dentro? Admito que possamos ter, enquanto professores, aqui alguma responsabilidade. Contudo, sejamos factuais: há muito que a escola se revela incapaz de competir com as imensas e permanentes solicitações do mundo em que os nossos jovens habitam, impossíveis de enumerar. Creio ser este um dos principais fatores, entre muitos outros, que contribui em grande parte para esta situação. Ao mesmo tempo, para muitos não será essa a função da escola… Ou será?

Perante o aluno que olha com enfado para os conteúdos da aula de Português ou de Matemática, o que fazer? Na maior parte dos casos que eu conheço, o argumento do exame ou do prosseguimento de estudos já não os convence. O desinteresse está há muito instalado e não há volta a dar. Assim, dou por mim diariamente a procurar estratégias alternativas para transmitir motivação e procurar que os alunos encontrem significado nos conteúdos de lecionação obrigatória. Para tal, aproveito as muitas obras literárias que somos obrigados a ministrar ao longo dos três anos do secundário para apostar tudo o que posso nas competências sociais e emocionais dos meus alunos. Quando quase tudo está perdido, que se salvem as almas… Foi assim que no primeiro dia de aulas deste segundo período, furiosa que estava com os fracos resultados do primeiro, dei por mim a gritar-lhes: não pode ser, devem estudar ao longo do período e não apenas na véspera dos testes, a vida não é só feita de brincadeira, festas, torneios de volley e saídas de grupo, comemorações de tudo e mais alguma coisa, vão ter exame nacional, e isto e aquilo e aqueloutro… Foi então que um dos meus alunos mais fiéis me olhou de frente e, com o seu discurso sempre apaziguador, disse: Não se zangue, stora. Podemos não ser os melhores alunos mas somos sem dúvida melhores pessoas. Não era isso que queria?

Talvez seja este o caminho, senhor Andreas Schleicher. Mas não tenho toda a certeza… Sei apenas que, de todos os alunos que conheço e com quem lido diariamente, apenas cerca de 10% é resiliente no estudo e consegue boas médias. Mas confesso que também já não sei se é isso que verdadeiramente interessa. Aos meus alunos, sei que não… Poucos apresentam ideias definidas do que pretendem fazer quando terminarem o 12º ano, conscientes que estão de que com tão baixas médias a universidade pública lhes estará vedada e a privada, pelas vidas que transportam às costas, impossível de alcançar.

Porém, quando saírem os resultados em 2020 do novo estudo PISA sobre competências sociais e emocionais, talvez sejamos mesmo os melhores da Europa. E talvez as universidades comecem a selecionar os alunos também por este tipo de competências. Aí, sim, estaríamos perante uma das muitas mudanças de paradigma que a escola, as universidades e o mundo precisam.

 

 

O seu filho tem competências para o século XXI?

Setembro 1, 2018 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Artigo de opinião de Sandra Nobre publicado no Público de 19 de agosto de 2018.

A criança que aprende a organizar a sua brincadeira, tem oportunidade de desenvolver as suas competências num contexto lúdico e terá maior probabilidade de se conseguir organizar e de responder com sucesso às situações reais com que se deparar na vida.

Segundo diferentes estudos, as mudanças socioeconómicas e tecnológicas, que já começaram a acontecer, irão ter um grande impacto no mercado de trabalho, onde algumas profissões correm o risco de desaparecer e novas profissões vão surgir. Neste momento, existe uma grande competitividade no mundo laboral, sendo as competências sociais um elemento diferenciador fulcral.

As competências identificadas como as mais importantes em qualquer profissional no futuro são: criatividade; inteligência emocional; pensamento crítico; capacidade de resolução de problemas, flexibilidade e adaptabilidade; capacidade de negociação; capacidade de tomada de decisão e julgamento; gestão de pessoas e trabalho em equipa. Partindo desta lista se conclui que os fatores imprescindíveis para a empregabilidade serão as competências sociais e humanas, ou seja, as capacidades impossíveis de ser reproduzidas por máquinas.

Neste contexto, vale a pena refletir sobre como estamos a preparar as nossas crianças para o futuro e de que forma podemos contribuir para a superação das exigências que as esperam.

Sabemos que a criança é influenciada por diversos fatores ao longo do seu desenvolvimento: desde os genes que herdou dos seus pais, ao ambiente físico, social e cultural em que cresce até às diferentes experiências que a vida lhe proporciona.

O ambiente em que a criança vive tem um papel muito importante, pois proporciona um meio rico e diversificado de experiências, para que a criança aprenda e se desenvolva de uma forma harmoniosa. Desenvolvendo assim, as suas potencialidades/capacidades necessárias para os desafios do futuro.

A criança nasce com um conjunto de ferramentas e as experiências sensoriais, motoras, cognitivas e de interação proporcionadas às crianças desde o nascimento, em contexto familiar, escolar e na comunidade alargada, são fundamentais. Estes são os alicerces para a construção da sua identidade e do seu equilíbrio emocional, contribuindo para a sua afirmação pessoal e social.

É no brincar estimulante, partilhado com os outros e organizado que a criança se torna mais autoconfiante, criativa, com capacidade de resolução de problemas, motivada, alegre e sente prazer no que está a fazer.

Incentivar, através das relações com os outros e das brincadeiras diversificadas, o espírito explorador e curioso (o que fazer com isto? quantas coisas posso fazer com isto?), promove as competências necessárias para lidar com os desafios do dia-a-dia.

Até aos 10/12 anos, é essencial brincar para desenvolver a capacidade adaptativa. A criança que aprende a organizar a sua brincadeira, tem oportunidade de desenvolver as suas competências num contexto lúdico e terá maior probabilidade de se conseguir organizar e de responder com sucesso às situações reais com que se deparar na vida.

Será que é isso que estamos a fazer, ou estamos a dar tudo pronto, tudo feito, e a não deixar as crianças confrontarem-se com problemas para resolver, seja com o meio que as rodeia, seja com os outros?

Por seu lado, os pais já estão a lidar com um mundo laboral em mudança, que lhes ocupa grande parte tempo e é cada vez mais exigente. Quando o tempo é escasso, focam-se em fazer da forma mais eficiente, em vez de dar à criança espaço para fazer sozinha correndo o risco de errar, de atrasar a saída para o trabalho ou sujar a roupa acabada de lavar.

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Há que desligar o botão da eficiência e dar mais tempo ao tempo. Tempo para estar e aproveitar a vivência em conjunto, momentos em família que proporcionarão à criança a segurança, confiança, autoestima e estabilidade emocional, competências que a tornam única e que nenhuma máquina ou equipamento replicará e executará.

A autora segue o novo acordo ortográfico.

Terapeuta Ocupacional do CADIn – Neurodesenvolvimento e Inclusão

 

Livro infantil “Mãe tudo/Mai Todo” Filosofia para crianças

Julho 2, 2018 às 2:00 pm | Publicado em Livros | Deixe um comentário
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APEFP PUBLICA LIVRO DE ZÉLIA GONÇALVES

Um livro, NOVO, que desenvolve e promove competências sociais e emocionais da crianças, assim como a Adaptabilidade, Autorregulação, Comunicação, Pensamento Criativo, Resiliência e/ou Resolução de Problemas.
É um projeto no domínio da Educação e de Filosofia para crianças, editado pela Associação de Filosofia.

O livro partiu da doçura da figura da mãe em que há um tudo que se completa através da imagem e da frase.

A garantia do relevo e o cheiro a chocolate despertam os sentidos, tal como a com a Língua Gestual Portuguesa e uma música “Simbiose” que transcende o espaço, o tempo e viaja onde se quiser na mente de quem a ouve.

O livro tem como percebe um CD, uma folha com cheiro a chocolate, algum relevo, em forma de sinopse um relembrar como acabar com o comportamento em 5 tempos e Planos de sessões para Crianças e Jovens, para servir ao professor de guia.

O livro pode ser adquirido na http://www.apefp.org/ ou através da autora zelia.mmg@gmail.com

Calmas a los niños con un celular o Tablet? Entérate del daño que les estás haciendo

Fevereiro 11, 2017 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Texto do site http://centralinformativa.tv/

O estudo citado na notícia é o seguinte:

Use of Mobile Technology to Calm Upset ChildrenAssociations With Social-Emotional Development

Por Antonio Sánchez Melo

Quienes tienen la fortuna de ser padres, seguramente saben lo complicado y también desesperante que puede llegar a ser el tener que calmar a un niño cuando éste se encuentra enojado, llorando o haciendo berrinche. La mayoría no está seguro de lo que en realidad desean o simplemente no se toman el tiempo de averiguarlo y lo que más fácil se les hace es darles algo para que se entretengan y dejen ese comportamiento desquiciante.

Una golosina e incluso un juguete parecen ser buenas opciones, sin embargo, ¿qué pasa con aquellos padres que optan por prestarles el celular o la Tablet? Para aquellos padres que piensan que el darles un aparato electrónico es la solución, les tengo una simple sugerencia: ¡dejen de hacerlo inmediatamente!

Un grupo de investigadores han hecho un estudio sobre esta acción y han determinado que sin darse cuenta los padres están afectando gravemente el desarrollo de personalidad de sus hijos.

Ser padres nunca será fácil pero sería bueno practicar más la paternidad y estrechar lazos con ellos, no alejarlos con esas acciones que a la larga con su práctica podría causar un daño irreversible en ellos.

Desafortunadamente, cada vez son más los padres que recurren a esta ¨solución¨ cuando ya no saben qué hacer con la actitud de sus hijos. Fácilmente se rinden y no optan por la opción de tratar de tranquilizarlos, hablar con ellos o consolarlos, simplemente se inclinan por la ¨salida fácil¨. Sin embargo ignoran que este acto de rendición sólo traerá consecuencias que no están visualizando hoy.

JAMA Pediatrics reveló un estudio en donde se centraban en este tema, relata que lo más habitual para los papás es relajar/calmar a los pequeños usando el televisor, un celular, computadoras o tablets y todo se deduce a que en realidad tienen muy poco control sobre ellos y no saben de qué manera lidiar con el temperamento energético de éstos.

La doctora de la Universidad de Boston y autora de dicho estudio Jenny Radesky, reveló haber advertido muchas veces a los padres que esta acción está mal, porque además de truncar el desarrollo de la personalidad, también están afectando el desarrollo del lenguaje, ya que el niño pasa más tiempo jugando con aparatos que interactuando con personas.

Hay personas que contrastan esta versión diciendo que el uso de smartphones y tablets ayuda a los niños a hablar y mejorar su vocabulario, sin embargo, Radesky contratacó argumentando lo siguiente: ¨si estos dispositivos se convierten en un método habitual para calmar y distraer a los niños, ¿ellos serán capaces de desarrollar sus propios mecanismos de autorregulación?¨ definitivamente el querer ¨distraer¨ a los niños que se aburren o lloran con un aparato, les impide poder generar su propia forma personal de entretenimiento.

No obstante y pese a contradicciones, la doctora Radesky señaló que el abuso de estos dispositivos durante la infancia, podrían interferir con su desarrollo de la empatía, sus habilidades sociales y de resolver los problemas, que generalmente se obtienen de la exploración, los juegos no estructurados y la interacción con amigos.

Así podemos determinar que el dar un aparato electrónico a nuestros hijos para tranquilizarlos, definitivamente no es la mejor opción, el que se tranquilicen depende de ti y de sus capacidades. La mejor opción es tratar de calmarlos a través de las palabras, escucharlos y atenderlos, ya que estos a su vez mejorarán sus ansiedades y aprenderán a controlarse poco a poco. Tal vez tomará tiempo, pero ningún camino es fácil cuando realmente vale la pena.

Y tú, cómo calmas a tus hijos?

 

Potencie as competências sociais das crianças

Outubro 14, 2016 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do http://www.noticiasmagazine.pt/ de 18 de agosto de 2016.

As crianças precisam de brincar, de estar com os outros e de aprender a lidar com situações de conflito e imprevistos. Veja na galeria de imagens o que pode fazer para potenciar as competências sociais do seu filho. (Ilustração Filipa Viana/Who) Leia mais: Potencie as competências sociais das crianças

As crianças precisam de brincar, de estar com os outros e de aprender a lidar com situações de conflito e imprevistos. (Ilustração Filipa Viana/Who)

Por: Leonor Ribeiro, Luís Ferraz e Magda Alves*

É essencial que as crianças desenvolvam competências sociais. Saiba como ajudá-las.

As competências sociais são fundamentais para o desenvolvimento e para o bem-estar da criança, do adolescente e do adulto, contribuindo para a autoestima, a confiança e a capacidade de comunicação. Estão muitas vezes correlacionadas com o sucesso, seja ele académico ou profissional.

A nossa habilidade social é o que nos permite a criação de amizades e o desejo de mantê-las. É importante, por isso, poder conhecer e estar com o outro, através da experiência, da partilha, da brincadeira. A educação, a assimilação de regras, assim como a noção de respeito e adequação ao contexto também partem daqui. Na relação com os outros temos a oportunidade de experimentar e desenvolver as nossas competências sociais, seja em situações de cooperação e intimidade seja de competição.

Família

A família é o primeiro agente socializador da criança, atuando através dos seus próprios exemplos, da transmissão de valores, regras e formas de estar com o próximo. Desde cedo, a interação do bebé com os seus pais promove a aprendizagem da regulação emocional. Com o progressivo afastamento destes como únicas pessoas de referência, o contacto com terceiros permite explorar outras relações e oportunidade de aprender pela imitação, pelo jogo e por interações formais ou informais a lidar com situações do dia-a-dia.

Amigos

Os pares permitem o acesso a novas experiências, ajudam a definir valores morais, assim como a dialogar, a expressar afetos, a competir e também a lidar com diferentes pontos de vista. Esta partilha alimenta a noção de reciprocidade, o que permite à criança ou jovem descentrar-se de si própria e aprender a ser mais flexível e tolerante.

Escola

A escola assume um papel central, pois é caraterizada pela aprendizagem de regras em contexto de grupo, o que oferece à criança possibilidades de afirmação e adequação de condutas. Permite também o contacto com professores e outros adultos «com maior poder e conhecimento», a quem se deve respeito, alimenta relações assimétricas, oferecendo, ao mesmo tempo, proteção e segurança, importantes enquanto ainda não está adquirida a autonomia. A criança ou jovem precisa de brincar, de estar com os outros, de ir para a rua, de aprender a lidar com o imprevisto e de se confrontar com vontades que não são as suas. O isolamento leva à falta de aptidão nesta área, pois se não se observa não se aprende nem se pratica. A sua regulação emocional também parte das experiências sociais. Não é de esperar que o acesso, hoje tão fácil, ao mundo virtual contribua para ajudar a resolver dificuldades nesta área. Jovens com timidez excessiva ou fraca tolerância à frustração, por exemplo, poderão sentir-se menos motivados para estar com os outros se tiverem a todo o momento a facilidade de se entreterem sozinhos, acabando por não ter experiências que os ajudem a superar estas dificuldades. Na verdade, os ecrãs podem adiar aquilo que todos temos de aprender para funcionar bem no mundo real. É perante o aparecimento de caraterísticas de isolamento, frustração, zanga, intolerância ou timidez acentuada que pais e professores devem estar atentos ao comportamento da criança ou do jovem, procurando se necessário um acompanhamento especializado, na tentativa de compreender o porquê dessa sua inaptidão e do insucesso na relação com os outros.

*Parceria NM/CADIn – Centro de Apoio ao Desenvolvimento Infantil. Leonor Ribeiro é técnica superior de educação especial e reabilitação e Luís ferraz e Magda Alves são psicólogos clínicos do CADIn.

 

 

Promover competências chave para a preparação para o 1º ciclo

Dezembro 10, 2015 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do site http://uptokids.pt  de 25 de novembro de 2015.

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A entrada para a escola é uma realidade obrigatória para todas as crianças a partir dos 6 anos de idade, porém, o mesmo não acontece com algumas crianças em idade pré-escolar, que por opção dos pais, por falta de vagas na escola pública e/ou por impossibilidade financeira de recorrerem ao ensino privado, optam ou são obrigados a encontrar alternativas para os seus filhos.

A não frequência da escola em idade pré-escolar, não é, no entanto, sinónimo de não educação ou de não preparação da criança para a entrada no ensino formal.

Sabemos que o cérebro da criança nos primeiros 5 anos de vida está particularmente activo, atingindo 90% do tamanho adulto. Como tal, em casa ou na escola, é fundamental estimular o desenvolvimento global da criança, através da promoção de competências sociais, emocionais e intelectuais, consideradas chave para a vida adulta e para a entrada no ensino formal. É por isso, importante, envolver a criança em actividades que estimulem estas competências chave.

Se para a maior parte dos profissionais da área da educação, estes são fundamentos inerentes à sua prática profissional diária, para os pais, avós ou outros adultos que ficam responsáveis a tempo inteiro pela criança, nem sempre é assim tão simples.

Por este motivo, aqui ficam algumas dicas, que o vão ajudar a promover na criança, as competências necessárias à sua entrada no ensino formal:

Competências Intelectuais

⁃ Ler histórias

⁃ Cantar e ensinar cantigas, rimas e/ou lenga-lengas

⁃ Ensinar uma letra – mostrar à criança palavras e objectos começados por uma letra, de preferência palavras com significado para a criança – (exemplo: Letra A – Água, Árvore)

⁃ Ensinar a criança a contar – (exemplo: contar os brinquedos, ou os carros que passam na rua)

⁃ Ensinar as cores – (exemplo: “Vamos procurar a cor verde!”);

⁃ Brincar às construções

⁃ Brincar ao faz de conta – (exemplo: fingir que somos cozinheiros e vamos preparar o almoço; fingir que somos animais, etc.)

Competências sociais

⁃ Levar a criança ao parque infantil

⁃ Levar a criança ao café, ao supermercado, etc.

⁃ Participar em workshops ou espetáculos para crianças

⁃ Proporcionar o convívio e a interacção com outras crianças e adultos

Competências artísticas

⁃ Desenhar, pintar com diferentes objectos (pincéis, esponjas, escovas de dentes, etc.), fazer colagens, brincar com plasticina.

Competências musicais

– Dar um concerto com a criança e explorar diferentes sons e ritmos – usar tachos, colheres, embalagens, etc.

⁃ Ouvir e dançar diferentes tipos de música.

Competências Físicas

⁃ Correr

⁃ Andar de baloiço e escorrega

⁃ Saltar

⁃ Dançar

⁃ Nadar

A par destas actividades, os adultos devem estimular regras e rotinas. Estas vão fazer parte do dia a dia da criança quando entrar para a escola, por isso, porque não começar aos poucos a introduzi-las na sua vida?

Estas são apenas algumas sugestões, de actividades simples e acessíveis a todos, que promovem a aprendizagem e que preparam a criança para a entrada na escola e para a vida adulta.

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Pais: Moderem a tecnologia entre os mais novos!

Março 13, 2015 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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notícia do site http://kids.pplware.sapo.pt/kids/  de 2 de fevereiro de 2015.

pplware

Criado por Marisa Pinto

Uso excessivo de tablets/smartphones compromete as competências sociais… entre outras capacidades das crianças. 

É certo e sabido que, hoje em dia, praticamente todas as crianças sabem como mexer em tablets, smasrtphones e outros equipamentos com ecrã touch. Mas será isso bom ou mau? Que cuidados devemos ter? Uma investigação americana deixa alguns alertas e aconselha a que os pais moderem a tecnologia e experimentem as aplicações antes de deixarem os filhos as utilizar.

Os tablets e smartphones são uma das mais das formas a que mais se recorre para entreter uma criança nos dias que correm. Mas, estes equipamentos devem sempre ser vistos como ferramentas educativas e lúdicas e não como a única forma de entreter e ensinar, sendo que os pais devem sempre estar atentos e acompanhar de perto esta utilização pelos filhos para que a utilizem da melhor forma.

Desta forma, uma equipa de investigadores do Departamento de Pediatria do Centro Médico de Boston (EUA), através de informações de uma publicação da revista Pediatrics, aconselham, em comunicado, o seguinte:

  • Os pais devem experimentar as aplicações antes de deixarem que os filhos as utilizem
  • Os pais devem acompanhar a utilização destas tecnologias pelas crianças, como forma de aumentar o seu valor educativo

Segundo Jenny Radesky, uma das autoras do artigo:

“Neste momento, há mais questões do que respostas no que diz respeito aos dispositivos móveis. Até que mais seja conhecido sobre o impacto que tem no desenvolvimento da criança, é encorajado o tempo de qualidade em família, seja pelo tempo em família desconectado ou pela designada hora da família”.

Para os autores será importante determinar se o uso frequente de aparelhos digitais pode comprometer a capacidade das crianças em criarem relações sociais, desenvolverem empatia ou resolverem problemas.

Esta foi uma questão já colocada sobre a visualização de televisão, e Jenny indica que “Está bem estudado que o aumento do tempo a ver televisão diminui o desenvolvimento da linguagem nas crianças e as competências sociais. Os dispositivos móveis com um uso equivalente também tira o tempo gasto em interações entre humanos”.

As tecnologias devem ser vistas como ferramentas até porque, uma vez que despertam o interesse na criança, motivam-na para aprender ao mesmo tempo que estão a fazer algo que gostam. Desta forma conseguem ser estimuladas e aprenderem de uma forma divertida.

Contudo, como tudo, o tuso deverá ser moderado e os autores não têm bem a certeza se haverá benefícios desta utilização em crianças menores de 2 anos de idade.

Uma vez que as crianças mais pequenas absorvem melhor a informação com atividade mais ‘reais’ em que contam com a presença de outra pessoa e realiza tarefas mais físicas, Jenny recorda que o uso excessivo dos equipamentos tecnológicos pode comprometer as competências motoras e visuais, importantes para aprender matemática ou ciência, ou até para aprender a escrever.

os autores acrescentam também que o desenvolvimento emocional pode ficar comprometido uma vez que “Se estes aparelhos se tornarem o método predominante para acalmar e distrair as crianças pequenas, será que estas vão ser capazes de desenvolver mecanismos internos de auto-regulação?”.

O se filho utiliza frequentemente os tablets/smartphones? De que forma faz a gestão dessa utilização?

 

 

Ecrãs de toque: Bons ou maus para as crianças?

Fevereiro 6, 2015 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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texto do Observador de 2 de fevereiro de 2015.

CATRINUS VAN DER VEEN AFP Getty Images

Vera Novais

Passar muito tempo agarrado aos dispositivos móveis pode comprometer algumas competências básicas nas crianças, mas pode estimular outras. O acompanhamento dos pais é a chave para o sucesso.

É quase instintivo, uma criança pega num aparelho que tenha um ecrã e passa o dedo para mudar a imagem ou cumprir alguma função, ficando confusa quando o aparelho não responde ao toque, como o ecrã de uma televisão. Seja em casa ou na escola, as crianças têm acesso a estes aparelhos cada vez mais cedo, mas o impacto que podem ter no desenvolvimento da criança é ainda pouco conhecido.

Uma equipa de investigadores do Departamento de Pediatria do Centro Médico de Boston, nos Estados Unidos, propôs-se a compilar a informação disponível numa publicação da revista Pediatrics, deixando dois conselhos principais: primeiro, os pais devem experimentar as aplicações antes de deixarem as crianças utilizá-las, depois, devem acompanhá-las na utilização das mesmas para aumentar o valor educacional, lê-se num comunicado da instituição.

“Neste momento, há mais questões do que respostas no que diz respeito aos dispositivos móveis. Até que mais seja conhecido sobre o impacto que tem no desenvolvimento da criança, é encorajado o tempo de qualidade em família, seja pelo tempo em família desconectado ou pela designada hora da família”, disse Jenny Radesky, primeira autora do artigo.

Os autores do estudo questionam-se sobre até que ponto o uso frequente de aparelhos digitais pode comprometer a capacidade das crianças para criarem relações sociais, desenvolverem empatia ou resolverem problemas. Este tipo de problemas já tinha sido identificado, segundo os investigadores, em crianças que passam muito tempo a ver televisão. “Está bem estudado que o aumento do tempo a ver televisão diminui o desenvolvimento da linguagem nas crianças e as competências sociais. Os dispositivos móveis com um uso equivalente também tira o tempo gasto em interações entre humanos”, acrescenta Jenny Radesky.

Porém, alguns estudos citados pelos autores referem que algumas aplicações ou livros eletrónicos interativos podem estimular a aprendizagem do vocabulário e a compreensão da leitura em crianças em idade pré-escolar ou mais velhas. Os autores mantêm a dúvida sobre os benefícios que podem trazer para crianças com menos de dois anos.

Sabendo que as crianças mais pequenas aprendem mais facilmente com atividades cara a cara ou com atividades práticas, Jenny Radesky lembra que o uso excessivo destes aparelhos pode comprometer as competências motoras e visuais, importantes para aprender matemática ou ciência, ou até para aprender a escrever.

Além disso, o próprio desenvolvimento emocional pode ficar comprometido. “Se estes aparelhos se tornarem o método predominante para acalmar e distrair as crianças pequenas, será que estas vão ser capazes de desenvolver mecanismos internos de auto-regulação?”, perguntam os autores.

 

 

 

Formação – Competências de Intervenção na Infância e na Adolescência + Intervir nas Necessidades Educativas Especiais

Outubro 30, 2013 às 2:39 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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