Khaseen foi morto à frente de 50 jovens. Em vez de o ajudarem, filmaram – Notícia com declarações de Melanie Tavares do IAC

Setembro 23, 2019 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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A notícia contém declarações da Dra. Melanie Tavares, Coordenadora dos Sectores da Actividade Lúdica e da Humanização dos Serviços de Atendimento à Criança do Instituto de Apoio à Criança.

Notícia e imagem do site Contacto de 20 de setembro de 2019.

Como é que, nem um só, em meia centena decide ir em auxílio do adolescente que estava ser agredido e esfaqueado? A explicação da psicóloga dá que pensar.

Khaseen Morris, de 16 anos, poderia ter sido salvo. Poderia não ter morrido no hospital de Nova Iorque, na segunda feira à noite, após ter sido esfaqueado no peito, alegadamente por Tyler Flach (na foto em baixo), de 18 anos, no exterior de um centro comercial, em Long Island, Nova Iorque.

Como é que, nem um só, em meia centena decide ir em auxílio do adolescente que estava ser agredido e esfaqueado? A explicação da psicóloga dá que pensar.

Khaseen Morris, de 16 anos, poderia ter sido salvo. Poderia não ter morrido no hospital de Nova Iorque, na segunda feira à noite, após ter sido esfaqueado no peito, alegadamente por Tyler Flach (na foto em baixo), de 18 anos, no exterior de um centro comercial, em Long Island, Nova Iorque.

Khaseen Morris poderia até nem ter sido esfaqueado, nesse dia à tarde.

Bastava que os 50 ou 60 jovens que assistiam às agressões de outros seis sobre Khaseen Morris e um amigo tivessem agido e auxiliado o adolescente. Podiam ter acabado com a violência antes do pior acontecer.

Mas não foi isso que aconteceu.

Meia centena viu tudo e não fez nada

Os 50 ou 60 jovens que assistiam foram mesmo só espetadores, muitos até filmaram a agressão e foram colocando nas redes sociais. Tudo filmado até Khaseen Morris ser esfaqueado e ficar deitado no chão, em agonia total.

Nem aí algum dos jovens o foi ajudar. Apenas assistiram a tudo e filmaram todo o seu sofrimento e sangue até ser levado para o hospital. Onde acabaria por morrer, nessa noite.

O amigo, de 17 anos, com quem estava Khaseen também sofreu bastantes  agressões e ficou ferido. Acabou com a cabeça e braço partidos, segundo a NBC.

Ciúmes por causa de uma jovem

Conta também o jornal New York Times que a causa das agressões terá sido uma rapariga.

Khassen Morris “estaria a sair” com a ex-namorada de Tyler Flach. E este não gostou.

Por isso, Tyler Flach terá combinado com outros cinco jovens a agressão no centro comercial, tendo combinado o encontro com Khaseen, depois das aulas, segundo contaram as autoridades policiais citadas pela CNN. A escola que o adolescente frequentava, Oceanside High School,  era perto do centro comercial e os estudantes costumavam reunir-se ali. O video mostra o suspeito de assassinato de Khaseen a ser detido.

Flach foi detido na quarta-feira, presente a tribunal e declarou-se inocente.

Os vídeos da agressão e esfaqueamento do adolescente correram e ainda correm pela internet.

Foram eles que ajudaram a polícia a identificar os agressores, embora os agentes afirmem que preferiam que os jovens tivessem ajudado Khaseen Morris em vez de filmar.

 A grande questão

O agente de polícia Stephen Fitzpatrick, de Long Island lançou a grande questão na conferência de imprensa: “Os miúdos estavam ali e não ajudaram Khaseen (…) filmaram a sua morte em vez de o ajudar”.

Tratou-se de meia centena de adolescentes, ou até mais, que impavidamente assistiram a tudo e ninguém o ajudou. Porquê?

Melania Tavares, psicóloga do Instituto português de Apoio à Criança (IAC) consegue explicar tal “frieza” e “indiferença” desta meia centena de espetadores e porque nenhum destes adolescentes ou jovem foi ajudar a vítima e acabar com as agressões.

“Em contexto de grupo as pessoas tendem a não agir, é frequente”, estão à espera que outro o faça, explica a psicologia social. E quanto maior o grupo menor é a probabilidade de alguém tomar tal iniciativa.

Psicóloga explica indiferença ao sofrimento

Entre os jovens a questão tem ainda outros contornos.

Melania Tavares dá como exemplo casos de bullying que já aconteceram e que também foram filmados por espetadores, que em grupo observavam a situação. “Nenhum deles agiu, nenhum ajudou. Filmaram”. Para colocar nas redes sociais.

Mas, como podem os jovens ser tão indiferentes à violência que se desenrola à sua frente e não ajudar as vítimas?

“Porque não têm noção. Estão habituados aos jogos de vídeo, à violência virtual e consideram que o mundo real é igual”, conta esta psicóloga que é também coordenadora do setor de humanização dos serviços de atendimento à criança do IAC.

A vida real como nos jogos virtuais

Nestas crianças e adolescentes “não existe noção de risco, dos perigos nem da gravidade dos ferimentos, para eles é tudo como nos jogos virtuais”.

E foi essa a perceção de muitos dos adolescentes que assistiram às agressões feitas a Khaseen Morris e ao seu amigo no centro comercial de Long Island.

Porém, entre a meia centena de espetadores, Melania Tavares realça que houve alguns que tiveram vontade de ajudar as vítimas, de tentar travar as agressões. Mas, não o fizeram.

Alguns queriam ajudar mas tiveram medo

“Por cobardia. Queriam fazê-lo mas tiveram medo de avançar. Tiveram medo que depois também fossem alvo de agressões até por parte dos espetadores”, explicou a psicóloga que é ainda a coordenadora do setor de atividades lúdicas do IAC.

Depois há ainda a questão da imagem: “Quem fosse ajudar poderia ser um herói, mas tinha medo de ser criticado pelos outros jovens e isso seria mau para a sua imagem. E hoje em dia, os adolescentes dão extrema importância à imagem que passam de si”, sobretudo por causa das redes sociais.

Não há empatia

Nos dias de hoje, onde se mistura a realidade virtual com a real, cresce-se sem “empatia” para com o outro. E isso acontece, porque as “relações afetivas não são de um para um”, não se desenvolvem frente a frente, mas através das redes sociais.

“Comunicam virtualmente, e até podem estar na sala ao lado. Por isso deixam de ter empatia na vida real, ficam indiferentes ao sofrimento”, afirma Melania Tavares. Para estas gerações a vida real é um jogo virtual.

Khaseen Morris poderia até nem ter sido esfaqueado, nesse dia à tarde.

Bastava que os 50 ou 60 jovens que assistiam às agressões de outros seis sobre Khaseen Morris e um amigo tivessem agido e auxiliado o adolescente. Podiam ter acabado com a violência antes do pior acontecer.

Mas não foi isso que aconteceu.

Meia centena viu tudo e não fez nada

Os 50 ou 60 jovens que assistiam foram mesmo só espetadores, muitos até filmaram a agressão e foram colocando nas redes sociais. Tudo filmado até Khaseen Morris ser esfaqueado e ficar deitado no chão, em agonia total.

Nem aí algum dos jovens o foi ajudar. Apenas assistiram a tudo e filmaram todo o seu sofrimento e sangue até ser levado para o hospital. Onde acabaria por morrer, nessa noite.

O amigo, de 17 anos, com quem estava Khaseen também sofreu bastantes  agressões e ficou ferido. Acabou com a cabeça e braço partidos, segundo a NBC.

Ciúmes por causa de uma jovem

Conta também o jornal New York Times que a causa das agressões terá sido uma rapariga.

Khassen Morris “estaria a sair” com a ex-namorada de Tyler Flach. E este não gostou.

Por isso, Tyler Flach terá combinado com outros cinco jovens a agressão no centro comercial, tendo combinado o encontro com Khaseen, depois das aulas, segundo contaram as autoridades policiais citadas pela CNN. A escola que o adolescente frequentava, Oceanside High School,  era perto do centro comercial e os estudantes costumavam reunir-se ali. O video mostra o suspeito de assassinato de Khaseen a ser detido.

Flach foi detido na quarta-feira, presente a tribunal e declarou-se inocente.

Os vídeos da agressão e esfaqueamento do adolescente correram e ainda correm pela internet.

Foram eles que ajudaram a polícia a identificar os agressores, embora os agentes afirmem que preferiam que os jovens tivessem ajudado Khaseen Morris em vez de filmar.

 A grande questão

O agente de polícia Stephen Fitzpatrick, de Long Island lançou a grande questão na conferência de imprensa: “Os miúdos estavam ali e não ajudaram Khaseen (…) filmaram a sua morte em vez de o ajudar”.

Tratou-se de meia centena de adolescentes, ou até mais, que impavidamente assistiram a tudo e ninguém o ajudou. Porquê?

Melania Tavares, psicóloga do Instituto português de Apoio à Criança (IAC) consegue explicar tal “frieza” e “indiferença” desta meia centena de espetadores e porque nenhum destes adolescentes ou jovem foi ajudar a vítima e acabar com as agressões.

“Em contexto de grupo as pessoas tendem a não agir, é frequente”, estão à espera que outro o faça, explica a psicologia social. E quanto maior o grupo menor é a probabilidade de alguém tomar tal iniciativa.

Psicóloga explica indiferença ao sofrimento

Entre os jovens a questão tem ainda outros contornos.

Melania Tavares dá como exemplo casos de bullying que já aconteceram e que também foram filmados por espetadores, que em grupo observavam a situação. “Nenhum deles agiu, nenhum ajudou. Filmaram”. Para colocar nas redes sociais.

Mas, como podem os jovens ser tão indiferentes à violência que se desenrola à sua frente e não ajudar as vítimas?

“Porque não têm noção. Estão habituados aos jogos de vídeo, à violência virtual e consideram que o mundo real é igual”, conta esta psicóloga que é também coordenadora do setor de humanização dos serviços de atendimento à criança do IAC.

A vida real como nos jogos virtuais

Nestas crianças e adolescentes “não existe noção de risco, dos perigos nem da gravidade dos ferimentos, para eles é tudo como nos jogos virtuais”.

E foi essa a perceção de muitos dos adolescentes que assistiram às agressões feitas a Khaseen Morris e ao seu amigo no centro comercial de Long Island.

Porém, entre a meia centena de espetadores, Melania Tavares realça que houve alguns que tiveram vontade de ajudar as vítimas, de tentar travar as agressões. Mas, não o fizeram.

Alguns queriam ajudar mas tiveram medo

“Por cobardia. Queriam fazê-lo mas tiveram medo de avançar. Tiveram medo que depois também fossem alvo de agressões até por parte dos espetadores”, explicou a psicóloga que é ainda a coordenadora do setor de atividades lúdicas do IAC.

Depois há ainda a questão da imagem: “Quem fosse ajudar poderia ser um herói, mas tinha medo de ser criticado pelos outros jovens e isso seria mau para a sua imagem. E hoje em dia, os adolescentes dão extrema importância à imagem que passam de si”, sobretudo por causa das redes sociais.

Não há empatia

Nos dias de hoje, onde se mistura a realidade virtual com a real, cresce-se sem “empatia” para com o outro. E isso acontece, porque as “relações afetivas não são de um para um”, não se desenvolvem frente a frente, mas através das redes sociais.

“Comunicam virtualmente, e até podem estar na sala ao lado. Por isso deixam de ter empatia na vida real, ficam indiferentes ao sofrimento”, afirma Melania Tavares. Para estas gerações a vida real é um jogo virtual.

Menina é raptada pelos pais e presa um ano num esconderijo – Notícia com declarações de Melanie Tavares do IAC

Julho 16, 2019 às 8:00 pm | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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A notícia contém declarações da Dra. Melanie Tavares, Coordenadora dos Sectores da Actividade Lúdica e da Humanização dos Serviços de Atendimento à Criança do Instituto de Apoio à Criança.

Notícia e imagem do site Contacto de 15 de julho de 2019.

Paula SANTOS FERREIRA

“A menor, encontrava-se “num espaço exíguo”, disfarçado por “parede falsa, (…) sem luz e quase sem circulação de ar”, disse a polícia do Porto. “Ela deve ter temido pela vida”, frisa a psicóloga.

Durante um ano, uma menina de 13 anos viveu presa, em casa e muitas vezes, num esconderijo exíguo com uma parede falsa, ali mantida pelos seus próprios pais biológicos. Os progenitores de 43 e 44 anos raptaram a filha à família de acolhimento da menina, em Cascais, com quem viveu durante um ano, após ter sido retirada aos pais biológicos.

Como não aceitaram a decisão de ficar sem a filha, sequestraram-na e levaram-na para o Porto, onde a colocaram reclusa, num canto da casa, sem luz.

Quando foi encontrada, “a menor, encontrava-se num esconderijo do quarto, disfarçado por parede falsa, preparado propositadamente, ao que tudo indica, para ali ser ocultada, sempre que alguma autoridade policial ou outra instituição, se aproximavam do imóvel, sendo o espaço exíguo, sem qualquer tipo de luz e quase sem circulação de ar”, relata a PSP de Lisboa, em comunicado divulgado esta manhã e citado pelo Diário de Notícias.

O alerta para o desaparecimento da adolescente, então com 12 anos foi dado pela família de acolhimento à polícia e a PSP iniciou assim a investigação que terminou ontem de manhã com o resgate da adolescente no Porto.

“Foi possível encontrar-se a menor na residência visada, podendo constatar-se que se encontrava confinada à permanência na residência, sem liberdade de movimentos para o exterior, não frequentando a escola no ano lectivo findo”, explica o comando metropolitano de Lisboa, em comunicado. É que a investigação foi liderada pela PSP de Cascais que nas buscas na União das freguesias de Aldoar, Foz do Douro e Nevogilde contou com apoio da PSP do Porto e da Unidade Especial de Polícia, também do Porto, onde a adolescente se encontrava raptada.

A menina “encontra-se bem nutrida e, aparentemente, de boa saúde, ficando sob a alçada de técnicos da Segurança Social, assim como outros dois menores que também estavam na residência”, indicam as autoridades policiais. A menina vai agora ser observada por um psicólogo e outros especialistas.

Já os pais biológicos estão a ser ouvidos por um juiz no Tribunal de Cascais, para aplicação das medidas de coação.

Segundo conta o comando metropolitano da PSP de Lisboa, após ser retirada aos pais biológicos e depois de “um período de institucionalização”, a menor tinha participado num processo de adoção, concluído com sucesso, tendo sido acolhida pela família de adoção, nesse momento”. Durante um ano viveu com esta família, até que os pais biológicos a raptaram. Como conta a PSP é então “comunicado o seu desaparecimento por parte dos pais adotivos, iniciando-se as diligências com vista à sua localização, recaindo a suspeita sobre os pais biológicos”.

Esta é uma forma de “agressão muito primitiva”

A psicóloga Melanie Tavares do Instituto de Apoio à Criança (IAC), em Lisboa, considera que o sequestro destes pais à sua própria filha e como a mantiveram em cativeiro é “uma forma de maus-tratos terrível”, “uma agressão muito primitiva”  e que lhe terá causado grande sofrimento e “angústias”.

“Eles privaram-na de todas as formas de liberdade, desde o espaço físico, tendo ficado confinada à casa e ao esconderijo, sem socializar, sem relação entre os seus pares, sem a relação com a sua família de acolhimento. É terrível o que estes progenitores fizeram”, vinca ao Contacto esta especialista que é coordenadora do Setor de Humanização dos Serviços de Atendimento e do Setor de Atividade Lúdica do IAC.

Esta menina, segundo Melanie Tavares vai muito provavelmente “sofrer de stress pós-traumático” e “terá de ser tratada”, senão será muito grave.

E, no seu entender, não seria de estranhar, dada toda “esta agressão” que a jovem poderá ter também “sofrido agressões físicas”. É muito provável que se tenha insurgido por estar presa. Nestas idades, acrescenta a psicóloga as jovens sofrem angústias quanto à morte e “na situação em que se encontrava “ela deve ter temido pela própria vida”.

Agora que já foi retirada a estes pais e acabou o sofrimento de um longo ano de sequestro, Melanie Tavares defende que a menina deveria voltar para a família de acolhimento, retomar a vida na escola, com as amigas, mas ao mesmo tempo ser acompanhada por especialistas, para conseguir lidar com tudo o que passou. “Quando os pais se revelam desta maneira fica-se com uma dor muito profunda, porque no fundo, são os nossos pais”, considera esta especialista.

Psicóloga Melanie Tavares “leva” Bullying à Biblioteca Municipal de Loulé

Junho 17, 2019 às 1:00 pm | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia e imagem do Algarve Primeiro de 13 de junho de 2019.

A Biblioteca municipal de Loulé abre as suas portas para mais uma iniciativa “Semear hoje… colher amanhã” que, no próximo dia 21 irá abordar o tema do Bullying.

A sessão está marcada para as 18h00 e vai abordar um tema transversal a toda a sociedade e desafiar o público a partilhar e a refletir sobre os caminhos a percorrer na busca de resultados, que a iniciativa espera “únicos e incríveis na vida das famílias”.

A oradora desta edição é Melanie Tavares, licenciada em Psicologia Clínica. É comentadora da TVI, coordenadora da Rede Nacional de Gabinetes de Apoio ao Aluno e à Família, coordenadora dos sectores de humanização dos serviços de atendimento à criança e atividade lúdica do IAC – Instituto de Apoio à Criança, responsável pela humanização dos espaços relacionados com os serviços de apoio à criança, nomeadamente centros de saúde, hospitais, escolas, CPCJ e tribunais.

À semelhança do que tem vindo a realizar-se nas sessões anteriores, durante esta iniciativa, os participantes poderão proporcionar aos seus filhos, com idade igual ou superior a 3 anos, a participação numa atividade dedicada à promoção do livro e da leitura dinamizada pelos profissionais da biblioteca, mediante inscrição prévia.

A participação é gratuita, mas sujeita a inscrição através do seguinte link: http://tiny.cc/CC2106

Para mais informação poderá contactar através do telefone 289 400 882

 

“BULLYING? – (Não) é Brincadeira” 21 de junho em Loulé, com Melanie Tavares do IAC

Junho 6, 2019 às 2:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Mais informações no link:

“Educação e Parentalidade: Tecer uma rede de cumplicidades” 31 maio em Palmela, com a participação de Melanie Tavares do IAC

Maio 20, 2019 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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A Dra. Melanie Tavares, Coordenadora dos Sectores da Actividade Lúdica e da Humanização dos Serviços de Atendimento à Criança do Instituto de Apoio à Criança,irá participar no painel “Educação e Parentalidade: como tecer uma rede de cumplicidades?”.

Mais informações no link:

http://www.cfosantiago.edu.pt/formacao/educacao-e-parentalidade-tecer-uma-rede-de-cumplicidades/

IV Seminário: Os Direitos da Criança, 5 abril em Vila do Bispo, com a participação de Melanie Tavares do IAC

Março 27, 2019 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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A Dra. Melanie Tavares, Coordenadora dos Sectores da Actividade Lúdica e da Humanização dos Serviços de Atendimento à Criança do Instituto de Apoio à Criança,irá participar no encontro com a comunicação “Mediação Escolar na Promoção dos Direitos da Criança”.

A participação é gratuita, mas sujeita a inscrição, até dia 1 de Abril, podendo ser feita aqui ou enviando um e-mail para seminario.cpcj.vb@gmail.com.

mais informações no link:

https://www.facebook.com/events/2156059081115717/

II Encontro MDS : Novos Desafios na Educação!, com a participação de Melanie Tavares do IAC, 30 de março na Tapada das Mercês

Março 20, 2019 às 11:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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A Dra. Melanie Tavares, Coordenadora dos Sectores da Actividade Lúdica e da Humanização dos Serviços de Atendimento à Criança do Instituto de Apoio à Criança,irá participar no encontro como moderadora.

Inscrição no link:

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSf-l3K4iNSBJd4wdlRp-20wfaChO_E2_2O0tdb8UrbYyDi2RA/viewform

Crianças, a “Momo” não existe e não vos vai fazer mal – Notícia do JN com declarações de Melanie Tavares do IAC

Março 1, 2019 às 3:52 pm | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Foto: Pedro Granadeiro/Global Imagens

A notícia contém declarações da Dra. Melanie Tavares, Coordenadora dos Sectores da Actividade Lúdica e da Humanização dos Serviços de Atendimento à Criança do Instituto de Apoio à Criança.

Notícia do Jornal de Notícias de 1 de março de 2019.

Rita Salcedas

Desafio violento na Internet que tem crianças como alvo está a preocupar os pais, numa altura em que circulam novos relatos de casos. Instituto de Apoio à Criança apela à partilha e diálogo, para evitar consequências graves.

Há alguns meses que o nome “Momo” vai ganhando espaço nas redes sociais, nos jornais, nos alertas da Polícia e, sobretudo, na vida de pais preocupados incapazes de controlar tudo o que os filhos veem na Internet. É uma espécie de desafio, que começou há meses no WhatsApp e que é atribuído como causa de suicídios infantis e ataques violentos, à semelhança da “Baleia Azul”.

Funciona assim: um utilizador desconhecido, que tem como imagem associada a de uma mulher com os olhos esbugalhados e um sorriso que pode assustar os mais vulneráveis, coage menores a cometer atos violentos. Quem envia a mensagem dá indicações à criança para fazer mal a si própria, sob ameaça de que a família sofrerá se as mesmas não forem seguidas, garantindo ter acesso a informações pessoais do destinatário.

De acordo com a BBC, a imagem assustadora em causa pertence a uma escultura que representa uma mulher-pássaro e faz parte de uma exposição sobre fantasmas e espetros de uma galeria de arte em Ginza (Tóquio), de 2016.

Youtube nega “Momo” em vídeos

O fenómeno já não é novo, mas novos casos divulgados nos últimos dias no Facebook trouxeram-no novamente para a atualidade mediática. Pais de crianças – entre os quais uma mãe portuguesa a viver na Alemanha – alertaram, em publicações que se tornaram virais, que a tal figura apareceu em vídeos infantis no Youtube, nomeadamente no jogo Fornite e nos desenhos animados Porquinha Peppa. A plataforma respondeu, num comunicado internacional, não haver nenhuma evidência de vídeos a promover o desafio Momo.

“Contrariamente a relatos da imprensa, não temos recebido qualquer evidência de vídeos que mostrem ou promovam o desafio Momo no Youtube. Conteúdo desse tipo estaria a violar as nossas políticas e seria imediatamente removido quando detetado”, esclareceu ao JN o Youtube.

Instituto de Apoio à Criança não recebeu queixas

No Reino Unido, a divulgação em massa de um novo relato levou especialistas e instituições de apoio à criança, nomeadamente de apoio em situação de risco de suicídio, a alertar que o fenómeno não é mais do que um caso de “pânico moral” criado por adultos.

Em Portugal, o Instituto de Apoio à Criança (IAC) garante não ter recebido qualquer participação a dar conta do caso, considerando que, a ser verdade, é “muito grave e nefasto para a saúde mental e física das crianças”, podendo provocar perturbações de sono, alimentação e outras.

“Geralmente, acontece numa fase em que a criança se está a construir e não tem ainda uma estrutura de personalidade formada para tomar decisões em consciência, não tendo noção do perigo real”, explicou ao JN Melanie Tavares, coordenadora dos Sectores da Actividade Lúdica e da Humanização dos Serviços de Atendimento à Criança do IAC.

A responsável disse ainda que este tipo de situação causa “angústia dupla”, uma vez que as crianças sofrem por receberem as mensagens e por acharem que não as podem partilhar com os pais – segundo a indicação que recebem na mensagem.

O que se deve fazer?

Neste ou em qualquer caso que cause medo ou ansiedade, as crianças devem partilhar o que viram ou ouviram com os pais. “Não existe consequências” em fazê-lo, descansa a coordenadora.

Já os pais devem abordar as questões com os filhos, podendo aconselhá-los a falarem, em alternativa, com alguém próximo em quem confiem, “como a professora, a tia, o irmão mais velho”. Ocultar nunca é a solução. “Não há nada pior do que a falta de informação. As crianças vão acabar por ouvir falar disso, mas não sabem decifrar”, disse Melanie.

Um caso detetado em Portugal

O Comando Territorial de Coimbra da GNR registou, no ano passado, uma ocorrência relacionada com o desafio viral protagonizado pela sinistra figura. A informação foi avançada ao JN na altura por fonte oficial da Guarda que, por se tratar de caso único, não quis avançar mais pormenores.

 

 

Como proteger os filhos das vítimas de violência doméstica? Notícia do DN com declarações de Ana Perdigão e Melanie Tavares do IAC

Janeiro 21, 2019 às 12:30 pm | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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DN

Notícia e imagem do Diário de Notícias de 18 de janeiro de 2019.

A notícia contém declarações da Drª Ana Perdigão – Coordenadora do Serviço Jurídico do instituto de Apoio à Criança e da Dra. Melanie Tavares, Coordenadora dos Sectores da Actividade Lúdica e da Humanização dos Serviços de Atendimento à Criança do Instituto de Apoio à Criança.

Joana Capucho

Imagens divulgadas numa reportagem da TVI mostram os filhos de Bárbara Guimarães e Manuel Maria Carrilho expostos a situações de grande tensão entre ambos, o que suscitou a discussão em torno das medidas de proteção das crianças nos processos de violência doméstica. Especialistas dizem que existem vários mecanismos de proteção de menores.

Está longe de ser um caso isolado mas é, certamente, um dos mais mediáticos. Uma reportagem exibida pela TVI, na quinta-feira, mostrou os filhos de Manuel Maria Carrilho e Bárbara Guimarães expostos a um clima de agressividade, ofensas e ameaças entre os progenitores na entrega dos filhos menores à mãe.

A reportagem, que entretanto já foi condenada pelo Conselho Deontológico do Sindicato dos Jornalistas por exposição dos menores, questiona o porquê de as crianças nunca terem tido o estatuto de vítimas de violência, previsto na lei portuguesa, levantando a discussão sobre as medidas que existem para proteger as crianças expostas a situações que põem em causa o seu bem-estar e o seu desenvolvimento no decorrer de processos de violência doméstica.

Ao DN, vários especialistas dizem que existem diversos mecanismos legais para garantir a proteção dos menores, mas fica a dúvida se estarão a ser aplicados corretamente.

“Temos um sistema de proteção que não será perfeito, como nada é perfeito. Mas em situações destas, nas quais o abuso emocional e o mau trato psicológico é difícil de demonstrar, até podemos sinalizar, mas é muito difícil fazer a prova e, sobretudo, por a termo a quem prevarica”, diz ao DN Ana Perdigão, jurista do Instituto de Apoio à Criança (IAC), destacando que o filho “pode não ser vítima direta, mas é vítima”.

Quando uma criança é exposta a comportamentos que afetam o seu equilíbrio emocional, “é considerada uma situação de perigo no âmbito do sistema de promoção e proteção”, pelo que deve ser sinalizada à Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) da sua área de residência. Essa sinalização, adianta a jurista, pode ser feita por qualquer pessoa ou entidade, como professores, vizinhos, Ministério Público, ou pelos próprios progenitores.

Após a sinalização, os pais têm de consentir a intervenção da CPCJ para que esta possa atuar. Se um deles não o fizer, “a situação vai para a instância de família e menores, para ser aberto um processo de promoção e proteção judicial”. Seja através da CPCJ ou do tribunal, várias medidas podem ser aplicadas, nomeadamente o apoio junto dos pais, o apoio junto de outros familiares, a entrega da criança a uma pessoa idónea, o acolhimento numa família ou instituição, e, em última instância, a entrega da criança para adoção, esta última só aplicada pelo tribunal.

Ressalvando que desconhece os pormenores do caso de Bárbara e Carrilho, ou se houve sinalização, Ana Perdigão acredita que, de acordo com o que foi divulgado, “esta poderá ser considerada uma situação de perigo”.

Estatuto de vítima pode ser acionado?

Quando uma pessoa faz uma denúncia por violência doméstica, é-lhe atribuído o estatuto de vítima, mas o mesmo não se aplica aos filhos. Enquanto não há condenação e a decisão não transitar em julgado, há, segundo a advogada Rita Sassetti, “o princípio do in dubio pro reo”, ou seja, a presunção da inocência, mas, de facto, “havendo o estatuto de vítima, permite que sejam fixadas medidas que impeçam que o agressor se aproxime x metros da vítima, por exemplo, ou que a contacte”.

Com a aplicação deste estatuto, as crianças podem não prestar declarações, não ser interrogadas, não ser ouvidas na presença de ambos os progenitores. Rita Sassetti, que trabalha na área do direito da família, reconhece que “é mais difícil o estatuto ser atribuído aos filhos do que a pessoas maiores”. Ressalva, no entanto, que já acompanhou situações em que, “sendo uma mãe vítima de violência por parte do pai, as crianças também tiveram proteção e foram afastadas do agressor”. Em paralelo, prossegue, decorriam processos-crime para saber se as acusações eram verdadeiras.

Existindo uma condenação de um pai ou de uma mãe responsável por agressões, podem ser tomadas várias medidas. Enquanto não existe a regulação das responsabilidades parentais (que fixa a guarda da criança, o regime de visitas e o montante da pensão de alimentos), e não existindo acordo entre pai e mãe, a advogada diz que “o artigo 38.º da RGPTC fixa um regime provisório com duas alternativas: mediação familiar (por um máximo de três meses) ou audição técnica especializada (por dois meses)”. No entanto, adverte Rita Sassetti, “o recurso a estas medidas não é admitido quando estiverem em grave risco a segurança das vítimas de violência doméstica e de outras formas de violência em contexto familiar como maus tratos ou abuso sexual de crianças”.

Também o Código Civil determina que “não pode ser fixado o exercício das responsabilidades parentais em comum – todas as questões de particular importância decididas por ambos”-, se houver uma proibição de contacto entre os progenitores ou se estiverem em grave risco os direitos da vítima de violência doméstica.

Já a lei 24/2017, no artigo 44-A, refere que, se estiver em causa algumas das situações acima referidas, “o MP requer a regulação ou alteração da regulação das responsabilidades parentais”. A esta lista soma-se “o artigo 152.º do Código Penal que diz, no número 6, que quem for condenado “pode ser inibido do exercício das responsabilidades parentais por um período de um a dez anos”.

Embora possa existir a perceção de que há falta de proteção, Rita Sassetti reforça que “existem mecanismos legais” para proteger as crianças filhas de vítimas de violência doméstica. Mas estão a ser aplicados? “A questão é essa. A lei existe, isto está previsto, mas se se aplica ou não tem de se ver caso a caso. Se não for aplicado, tem de se chamar a atenção. Temos previsões legais que, conjugadas, dão um grande apoio e suporte jurídico a quem está dentro de um contexto de violência doméstica, incluindo filhos menores”, assegura a advogada. Destacando que “quando é suscitada a questão de hipotética violência e abuso sobre as crianças, o tribunal é muito cauteloso e toma medidas”, Rita Sassetti alerta “é preciso que a situação seja denunciada, que as pessoas não tenham medo de a reportar”.

“As crianças são vítimas diretas”

Os psicólogos ouvidos pelo DN consideram que nem sempre são tomadas as medidas adequadas para garantir o bem-estar das crianças. “Frequentemente, as crianças não são protegidas destas situações e vivenciam com grande sofrimento a separação dos pais, o que se torna pior quando esta é acompanhada de constantes atos de guerrilha, quando são levadas pelos progenitores e assistem a insultos, por vezes a agressões”, diz Carlos Poiares, professor de psicologia forense.

Melanie Tavares, psicóloga e técnica do IAC, também defende que “não estamos a proteger bem” as crianças. “O estatuto da vítima seria importante para resguardar estas crianças até do papel acusatório perante os pais. Prestar declarações implica muitas vezes ter de tomar um partido. No geral, as vítimas em Portugal passam por um longo processo até conseguirem estar minimamente seguras. Normalmente, as penas são suspensas, o agressor anda à solta, por vezes com responsabilidade parental com a criança ou contacto com a mesma, expondo a vítima a mais violência”, diz a psicóloga.

Quando assistem a situações de violência entre os pais, as crianças também são vítimas. “Não é só por não sofrerem agressões físicas – sendo que muitas vezes também sofrem, nem que seja safanão -, mas a exposição à matéria perigo, a modelos de risco, faz com que sejam vítimas diretas”, alerta Melanie Tavares. Estas crianças, explica, “ficam mais fragilizadas ao nível emocional, porque os seus adultos de referência estão em permanente conflito, o que causa uma enorme insegurança, e até terror e medo”.

O impacto estará sempre dependente da “idade da criança, do nível de violência, da estrutura à sua volta”, mas “assistir a uma coisa destas quando a criança está a estruturar a sua personalidade provoca mazelas com bastante impacto”.

Em muitos casos, diz Carlos Poiares, “manter uma relação conflituante, negativa e hostil com o outro é uma maneira de o sujeito considerar que ainda tem uma relação com o antigo parceiro”. Segundo o vice-reitor da Universidade Lusófona, “é uma relação negativa, mas o sujeito acha que é melhor isso do que cessar o contacto”. Essa relação resulta, muitas vezes, no sofrimento dos filhos. Há autores, adianta, que falam em “crianças esquartejadas”, que são aquelas que “assistem às disputas e são colocadas muitas vezes como atores, quando por exemplo os progenitores fazem perguntas sobre o outro quando vem da casa do pai ou da mãe”.

Nestas situações, o docente universitário considera que “o tribunal devia – não sei se isso é feito – tomar providências para proteger o que a lei tanto fala, mas que por vezes se esquece, que é o superior interesse da criança”. Se não existir apoio, alerta, podem ficar “marcas muito prolongadas”, o que pode ter “efeitos devastadores” na vida dos menores.

Regra geral, a exposição às imagens de violência pode funcionar de duas maneiras: “Há comportamentos de violência doméstica que provêm de adultos que na infância foram expostos constantemente a violência doméstica. Foi essa a linguagem que aprenderam. Mas também pode acontecer o contrário, ou seja, podem ser pessoas que evitam, se afastam completamente destes comportamentos”. Em qualquer uma das situações, “não quer dizer que não fique instalado na vida de um futuro adulto uma situação grave de perceção de sofrimento e que vai sempre, de alguma forma, marcar”.

O DN tentou obter esclarecimentos junto da Comissão Nacional de Proteção dos Direitos e Proteção da Crianças e Jovens (CNPDPCJ), mas ainda não obteve resposta.

 

 

 

 

Mediação Escolar – Uma (outra) forma de psicologia – com Melanie Tavares do IAC

Janeiro 18, 2019 às 12:30 pm | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Entrevista da UAL Média à Dra. Melanie Tavares, Coordenadora dos Sectores da Actividade Lúdica e da Humanização dos Serviços de Atendimento à Criança do Instituto de Apoio à Criança, no dia 14 de janeiro de 2019.

Ouvir a entrevista no link:

https://ualmedia.pt/podcast/psicologia-para-todos-mediacao-escolar-uma-outra-forma-de-psicologia/?fbclid=IwAR0kFDbNHQcv1PpctIF79FxKNEbWf6S1TXXL3pVffF5ezKBO023ky9L2Lz4

 

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