Aos olhos de uma criança, uma caixa pode transformar-se num palácio – Melanie Tavares do IAC na TSF

Junho 27, 2020 às 2:00 pm | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da TSF de 25 de junho de 2020.

Brincar é uma linguagem universal e o Instituto de Apoio à Criança defende que os miúdos devem tempo para o fazer.

O Instituto de Apoio à Criança (IAC) está preocupado com a falta de tempo para as crianças brincarem livremente.

A psicóloga Melani Tavares constata que as crianças estão formatadas para as atividades extracurriculares e que o tempo para brincar não está garantido.

“Queremos nelas [as crianças] um brincar livre. Um brincar que lhes permita desenvolver a imaginação”, defende a psicóloga que acredita que brincar é uma linguagem universal.

“Na praia, por exemplo, as crianças de diferentes nacionalidades entendem-se a brincar”, afirma Melani Pereira.

Em tempo de pandemia, a casa também deve ser um lugar de brincadeiras, “deixem-nas fazer de uma caixa, um palácio”.

Ouça aqui este “TSF Pais e Filhos”, um programa de Rita Costa, com sonorização de Miguel Silva

Pandemia trava bullying nas escolas, mas PSP ainda registou 115 casos – Notícia do DN com declarações de Melanie Tavares do IAC

Junho 23, 2020 às 6:00 am | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Diário de Notícias de 20 de junho de 2020 com declarações da Dra. Melanie Tavares, Coordenadora dos Sectores da Actividade Lúdica e da Humanização dos Serviços de Atendimento à Criança do Instituto de Apoio à Criança.

#MovimentoViverIntensamente – Entrevista de Melanie Tavares do IAC na TSF

Junho 22, 2020 às 6:00 am | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Entrevista da Dra. Melanie Tavares, Coordenadora dos Sectores da Actividade Lúdica e da Humanização dos Serviços de Atendimento à Criança do Instituto de Apoio à Criança à TSF Pais e Filhos de 18 de junho de 2020.

Ouvir o programa Aqui

https://viverintensamente.com/

Instituto de Apoio à Criança – Artigo de Melanie Tavares do IAC na revista Desenvolvescer – Reflexões sobre a infância e a família

Junho 19, 2020 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Desenvolvescer – Reflexões sobre a infância e a família.- n. 3 (jun. 2020), p. 27-28

Texto da APDJ

Já está disponível a 3.ª edição da revista DESENVOLVESCER – Reflexões sobre a infância e a família! Este mês contamos com a participação do Juiz Desembargador Dr. Paulo Guerra, da Dra. Melanie Tavares do IAC, da Dra. Celina Cláudio da Associação Mundos de Vida, do Dr. Nuno Colaço e muitos mais! Peça já o seu exemplar gratuito para o e-mail: uidcriancafamilia.apdj@gmail.com
Estamos ligados!

#MovimentoViverIntensamente quer devolver o recreio às crianças – Notícia com declarações de Melanie Tavares do IAC

Maio 28, 2020 às 3:30 pm | Publicado em O IAC na comunicação social, Site ou blogue recomendado | Deixe um comentário
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Notícia do Sapo Lifestyle de 27 de maio de 2020.

O #MovimentoViverIntensamente, que pretende devolver o recreio às crianças e levar a brincadeira para dentro de casa, é lançado na quinta-feira, com desafios semanais às famílias que terminam após o verão, quando as escolas reabrirem.

Apesar de inicialmente pensada para crianças com alguma patologia ou para filhos de quem está doente em casa, esta iniciativa, que tem entre os vários parceiros o Instituto de Apoio à Criança (IAC), abrange todas as crianças e famílias, que com o confinamento se viram obrigadas a deixar de brincar na rua com os amigos.

“O brincar é para toda a vida, não é só para crianças. Enquanto linguagem universal, permite que pessoas com línguas diferentes se entendam. Quando as crianças vão à praia, não falam a mesma língua dos estrangeiros que encontram, mas conseguem brincar juntas e fazerem-se entender”, disse à Lusa Melanie Tavares, do IAC.

“É um movimento pensado para crianças, mas com um apelo também a que se brinque enquanto adulto”, acrescentou a coordenadora do setor da atividade lúdica do IAC, explicando que o instituto foi desafiado para esta ideia pela empresa biofarmacêutica AstraZenca.

A responsável sublinha o trabalho que o IAC tem desenvolvido para sensibilizar a população para a importância do brincar, sobretudo a iniciativa que promove anualmente nos jardins do Palácio de Belém no Dia Internacional do Brincar, que se assinala na quinta-feira.

“No ano passado juntámos quase 5.000 crianças e famílias. Este ano não vamos poder fazer, pois é um ano diferente, mas também por isso queremos levar a brincadeira para dentro de casa. Brincar é uma coisa séria, promove o desenvolvimento integral da criança, estimula a saúde física e mental e pode ser usado como estratégia de aprendizagem”, afirmou a responsável.

Melanie Tavares explica que as famílias podem inscrever-se no #MovimentoViverIntensamente através do ‘site’ (https://viverintensamente.com/) e serão depois desafiadas com diversas propostas todas as semanas. As primeiras 1.000 famílias inscritas receberão sementes para semear em casa.

“A ideia é falar com as autarquias para que sejam elas a ajudar a encontrar espaços para que as sementes que as famílias semearem em casa, em vasos, possam ser depois transplantadas para um espaço público”, explicou.

As atividades serão para as crianças fazerem até ao dia em que voltem à escola: “Acreditamos que possa ser em setembro”, disse a responsável do IAC.

Até lá, as crianças recebem um passaporte e cada atividade vai dar-lhes uma espécie de selo que atesta a participação para que, no final, mostrem o passaporte completo aos amigos quando a escola regressar.

Brincar Fora da Caixa – 28 de maio (Dia Mundial do Brincar), 21.30 no Youtube e Facebook com Melanie Tavares do IAC

Maio 27, 2020 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Texto do Facebook da AjudAjudar

No Dia Mundial do Brincar, vamos estar à conversa sobre a importância do brincar em tempos de pré-confinamento, confinamento e pós-confinamento.
Como uma das/os nossas/os convidadas/os temos muito gosto em receber a Melanie Tavares, Coordenadora dos Sectores Actividade Lúdica e Humanização dos Serviços de Atendimento à Criança do Instituto de Apoio à Criança.

28 de Maio, às 21h30m, no nosso canal de Youtube, contamos com a vossa colaboração nesta conversa. Em directo através de:
– YouTube: https://youtu.be/d42-Dnk075A

– Facebook: https://www.facebook.com/groups/2706838326213084/permalink/2746730352223881/

 

Webinar “Quando a fuga parece ser a única solução…” 25 de maio, 16.00h – 18.00h – Dia Internacional das Crianças Desaparecidas

Maio 21, 2020 às 10:01 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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No Dia Internacional das Crianças Desaparecidas, o IAC irá promover o Webinar “Quando a fuga parece ser a única solução…”. A análise multidisciplinar de um caso real.

Webinar gratuito com inscrição prévia através do link https://forms.gle/tQfVkTdHpaGHKNNDA

Dizer a verdade às crianças, mas protegê-las de informação a mais – Entrevista de Melanie Tavares do IAC

Março 26, 2020 às 1:12 pm | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Entrevista da Dra. Melanie Tavares, Coordenadora dos Sectores da Actividade Lúdica e da Humanização dos Serviços de Atendimento à Criança do Instituto de Apoio à Criança ao Jornal A Bola do dia 24 de março de 2020.

Melanie Tavares_A Bola

Khaseen foi morto à frente de 50 jovens. Em vez de o ajudarem, filmaram – Notícia com declarações de Melanie Tavares do IAC

Setembro 23, 2019 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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A notícia contém declarações da Dra. Melanie Tavares, Coordenadora dos Sectores da Actividade Lúdica e da Humanização dos Serviços de Atendimento à Criança do Instituto de Apoio à Criança.

Notícia e imagem do site Contacto de 20 de setembro de 2019.

Como é que, nem um só, em meia centena decide ir em auxílio do adolescente que estava ser agredido e esfaqueado? A explicação da psicóloga dá que pensar.

Khaseen Morris, de 16 anos, poderia ter sido salvo. Poderia não ter morrido no hospital de Nova Iorque, na segunda feira à noite, após ter sido esfaqueado no peito, alegadamente por Tyler Flach (na foto em baixo), de 18 anos, no exterior de um centro comercial, em Long Island, Nova Iorque.

Como é que, nem um só, em meia centena decide ir em auxílio do adolescente que estava ser agredido e esfaqueado? A explicação da psicóloga dá que pensar.

Khaseen Morris, de 16 anos, poderia ter sido salvo. Poderia não ter morrido no hospital de Nova Iorque, na segunda feira à noite, após ter sido esfaqueado no peito, alegadamente por Tyler Flach (na foto em baixo), de 18 anos, no exterior de um centro comercial, em Long Island, Nova Iorque.

Khaseen Morris poderia até nem ter sido esfaqueado, nesse dia à tarde.

Bastava que os 50 ou 60 jovens que assistiam às agressões de outros seis sobre Khaseen Morris e um amigo tivessem agido e auxiliado o adolescente. Podiam ter acabado com a violência antes do pior acontecer.

Mas não foi isso que aconteceu.

Meia centena viu tudo e não fez nada

Os 50 ou 60 jovens que assistiam foram mesmo só espetadores, muitos até filmaram a agressão e foram colocando nas redes sociais. Tudo filmado até Khaseen Morris ser esfaqueado e ficar deitado no chão, em agonia total.

Nem aí algum dos jovens o foi ajudar. Apenas assistiram a tudo e filmaram todo o seu sofrimento e sangue até ser levado para o hospital. Onde acabaria por morrer, nessa noite.

O amigo, de 17 anos, com quem estava Khaseen também sofreu bastantes  agressões e ficou ferido. Acabou com a cabeça e braço partidos, segundo a NBC.

Ciúmes por causa de uma jovem

Conta também o jornal New York Times que a causa das agressões terá sido uma rapariga.

Khassen Morris “estaria a sair” com a ex-namorada de Tyler Flach. E este não gostou.

Por isso, Tyler Flach terá combinado com outros cinco jovens a agressão no centro comercial, tendo combinado o encontro com Khaseen, depois das aulas, segundo contaram as autoridades policiais citadas pela CNN. A escola que o adolescente frequentava, Oceanside High School,  era perto do centro comercial e os estudantes costumavam reunir-se ali. O video mostra o suspeito de assassinato de Khaseen a ser detido.

Flach foi detido na quarta-feira, presente a tribunal e declarou-se inocente.

Os vídeos da agressão e esfaqueamento do adolescente correram e ainda correm pela internet.

Foram eles que ajudaram a polícia a identificar os agressores, embora os agentes afirmem que preferiam que os jovens tivessem ajudado Khaseen Morris em vez de filmar.

 A grande questão

O agente de polícia Stephen Fitzpatrick, de Long Island lançou a grande questão na conferência de imprensa: “Os miúdos estavam ali e não ajudaram Khaseen (…) filmaram a sua morte em vez de o ajudar”.

Tratou-se de meia centena de adolescentes, ou até mais, que impavidamente assistiram a tudo e ninguém o ajudou. Porquê?

Melania Tavares, psicóloga do Instituto português de Apoio à Criança (IAC) consegue explicar tal “frieza” e “indiferença” desta meia centena de espetadores e porque nenhum destes adolescentes ou jovem foi ajudar a vítima e acabar com as agressões.

“Em contexto de grupo as pessoas tendem a não agir, é frequente”, estão à espera que outro o faça, explica a psicologia social. E quanto maior o grupo menor é a probabilidade de alguém tomar tal iniciativa.

Psicóloga explica indiferença ao sofrimento

Entre os jovens a questão tem ainda outros contornos.

Melania Tavares dá como exemplo casos de bullying que já aconteceram e que também foram filmados por espetadores, que em grupo observavam a situação. “Nenhum deles agiu, nenhum ajudou. Filmaram”. Para colocar nas redes sociais.

Mas, como podem os jovens ser tão indiferentes à violência que se desenrola à sua frente e não ajudar as vítimas?

“Porque não têm noção. Estão habituados aos jogos de vídeo, à violência virtual e consideram que o mundo real é igual”, conta esta psicóloga que é também coordenadora do setor de humanização dos serviços de atendimento à criança do IAC.

A vida real como nos jogos virtuais

Nestas crianças e adolescentes “não existe noção de risco, dos perigos nem da gravidade dos ferimentos, para eles é tudo como nos jogos virtuais”.

E foi essa a perceção de muitos dos adolescentes que assistiram às agressões feitas a Khaseen Morris e ao seu amigo no centro comercial de Long Island.

Porém, entre a meia centena de espetadores, Melania Tavares realça que houve alguns que tiveram vontade de ajudar as vítimas, de tentar travar as agressões. Mas, não o fizeram.

Alguns queriam ajudar mas tiveram medo

“Por cobardia. Queriam fazê-lo mas tiveram medo de avançar. Tiveram medo que depois também fossem alvo de agressões até por parte dos espetadores”, explicou a psicóloga que é ainda a coordenadora do setor de atividades lúdicas do IAC.

Depois há ainda a questão da imagem: “Quem fosse ajudar poderia ser um herói, mas tinha medo de ser criticado pelos outros jovens e isso seria mau para a sua imagem. E hoje em dia, os adolescentes dão extrema importância à imagem que passam de si”, sobretudo por causa das redes sociais.

Não há empatia

Nos dias de hoje, onde se mistura a realidade virtual com a real, cresce-se sem “empatia” para com o outro. E isso acontece, porque as “relações afetivas não são de um para um”, não se desenvolvem frente a frente, mas através das redes sociais.

“Comunicam virtualmente, e até podem estar na sala ao lado. Por isso deixam de ter empatia na vida real, ficam indiferentes ao sofrimento”, afirma Melania Tavares. Para estas gerações a vida real é um jogo virtual.

Khaseen Morris poderia até nem ter sido esfaqueado, nesse dia à tarde.

Bastava que os 50 ou 60 jovens que assistiam às agressões de outros seis sobre Khaseen Morris e um amigo tivessem agido e auxiliado o adolescente. Podiam ter acabado com a violência antes do pior acontecer.

Mas não foi isso que aconteceu.

Meia centena viu tudo e não fez nada

Os 50 ou 60 jovens que assistiam foram mesmo só espetadores, muitos até filmaram a agressão e foram colocando nas redes sociais. Tudo filmado até Khaseen Morris ser esfaqueado e ficar deitado no chão, em agonia total.

Nem aí algum dos jovens o foi ajudar. Apenas assistiram a tudo e filmaram todo o seu sofrimento e sangue até ser levado para o hospital. Onde acabaria por morrer, nessa noite.

O amigo, de 17 anos, com quem estava Khaseen também sofreu bastantes  agressões e ficou ferido. Acabou com a cabeça e braço partidos, segundo a NBC.

Ciúmes por causa de uma jovem

Conta também o jornal New York Times que a causa das agressões terá sido uma rapariga.

Khassen Morris “estaria a sair” com a ex-namorada de Tyler Flach. E este não gostou.

Por isso, Tyler Flach terá combinado com outros cinco jovens a agressão no centro comercial, tendo combinado o encontro com Khaseen, depois das aulas, segundo contaram as autoridades policiais citadas pela CNN. A escola que o adolescente frequentava, Oceanside High School,  era perto do centro comercial e os estudantes costumavam reunir-se ali. O video mostra o suspeito de assassinato de Khaseen a ser detido.

Flach foi detido na quarta-feira, presente a tribunal e declarou-se inocente.

Os vídeos da agressão e esfaqueamento do adolescente correram e ainda correm pela internet.

Foram eles que ajudaram a polícia a identificar os agressores, embora os agentes afirmem que preferiam que os jovens tivessem ajudado Khaseen Morris em vez de filmar.

 A grande questão

O agente de polícia Stephen Fitzpatrick, de Long Island lançou a grande questão na conferência de imprensa: “Os miúdos estavam ali e não ajudaram Khaseen (…) filmaram a sua morte em vez de o ajudar”.

Tratou-se de meia centena de adolescentes, ou até mais, que impavidamente assistiram a tudo e ninguém o ajudou. Porquê?

Melania Tavares, psicóloga do Instituto português de Apoio à Criança (IAC) consegue explicar tal “frieza” e “indiferença” desta meia centena de espetadores e porque nenhum destes adolescentes ou jovem foi ajudar a vítima e acabar com as agressões.

“Em contexto de grupo as pessoas tendem a não agir, é frequente”, estão à espera que outro o faça, explica a psicologia social. E quanto maior o grupo menor é a probabilidade de alguém tomar tal iniciativa.

Psicóloga explica indiferença ao sofrimento

Entre os jovens a questão tem ainda outros contornos.

Melania Tavares dá como exemplo casos de bullying que já aconteceram e que também foram filmados por espetadores, que em grupo observavam a situação. “Nenhum deles agiu, nenhum ajudou. Filmaram”. Para colocar nas redes sociais.

Mas, como podem os jovens ser tão indiferentes à violência que se desenrola à sua frente e não ajudar as vítimas?

“Porque não têm noção. Estão habituados aos jogos de vídeo, à violência virtual e consideram que o mundo real é igual”, conta esta psicóloga que é também coordenadora do setor de humanização dos serviços de atendimento à criança do IAC.

A vida real como nos jogos virtuais

Nestas crianças e adolescentes “não existe noção de risco, dos perigos nem da gravidade dos ferimentos, para eles é tudo como nos jogos virtuais”.

E foi essa a perceção de muitos dos adolescentes que assistiram às agressões feitas a Khaseen Morris e ao seu amigo no centro comercial de Long Island.

Porém, entre a meia centena de espetadores, Melania Tavares realça que houve alguns que tiveram vontade de ajudar as vítimas, de tentar travar as agressões. Mas, não o fizeram.

Alguns queriam ajudar mas tiveram medo

“Por cobardia. Queriam fazê-lo mas tiveram medo de avançar. Tiveram medo que depois também fossem alvo de agressões até por parte dos espetadores”, explicou a psicóloga que é ainda a coordenadora do setor de atividades lúdicas do IAC.

Depois há ainda a questão da imagem: “Quem fosse ajudar poderia ser um herói, mas tinha medo de ser criticado pelos outros jovens e isso seria mau para a sua imagem. E hoje em dia, os adolescentes dão extrema importância à imagem que passam de si”, sobretudo por causa das redes sociais.

Não há empatia

Nos dias de hoje, onde se mistura a realidade virtual com a real, cresce-se sem “empatia” para com o outro. E isso acontece, porque as “relações afetivas não são de um para um”, não se desenvolvem frente a frente, mas através das redes sociais.

“Comunicam virtualmente, e até podem estar na sala ao lado. Por isso deixam de ter empatia na vida real, ficam indiferentes ao sofrimento”, afirma Melania Tavares. Para estas gerações a vida real é um jogo virtual.

Menina é raptada pelos pais e presa um ano num esconderijo – Notícia com declarações de Melanie Tavares do IAC

Julho 16, 2019 às 8:00 pm | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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A notícia contém declarações da Dra. Melanie Tavares, Coordenadora dos Sectores da Actividade Lúdica e da Humanização dos Serviços de Atendimento à Criança do Instituto de Apoio à Criança.

Notícia e imagem do site Contacto de 15 de julho de 2019.

Paula SANTOS FERREIRA

“A menor, encontrava-se “num espaço exíguo”, disfarçado por “parede falsa, (…) sem luz e quase sem circulação de ar”, disse a polícia do Porto. “Ela deve ter temido pela vida”, frisa a psicóloga.

Durante um ano, uma menina de 13 anos viveu presa, em casa e muitas vezes, num esconderijo exíguo com uma parede falsa, ali mantida pelos seus próprios pais biológicos. Os progenitores de 43 e 44 anos raptaram a filha à família de acolhimento da menina, em Cascais, com quem viveu durante um ano, após ter sido retirada aos pais biológicos.

Como não aceitaram a decisão de ficar sem a filha, sequestraram-na e levaram-na para o Porto, onde a colocaram reclusa, num canto da casa, sem luz.

Quando foi encontrada, “a menor, encontrava-se num esconderijo do quarto, disfarçado por parede falsa, preparado propositadamente, ao que tudo indica, para ali ser ocultada, sempre que alguma autoridade policial ou outra instituição, se aproximavam do imóvel, sendo o espaço exíguo, sem qualquer tipo de luz e quase sem circulação de ar”, relata a PSP de Lisboa, em comunicado divulgado esta manhã e citado pelo Diário de Notícias.

O alerta para o desaparecimento da adolescente, então com 12 anos foi dado pela família de acolhimento à polícia e a PSP iniciou assim a investigação que terminou ontem de manhã com o resgate da adolescente no Porto.

“Foi possível encontrar-se a menor na residência visada, podendo constatar-se que se encontrava confinada à permanência na residência, sem liberdade de movimentos para o exterior, não frequentando a escola no ano lectivo findo”, explica o comando metropolitano de Lisboa, em comunicado. É que a investigação foi liderada pela PSP de Cascais que nas buscas na União das freguesias de Aldoar, Foz do Douro e Nevogilde contou com apoio da PSP do Porto e da Unidade Especial de Polícia, também do Porto, onde a adolescente se encontrava raptada.

A menina “encontra-se bem nutrida e, aparentemente, de boa saúde, ficando sob a alçada de técnicos da Segurança Social, assim como outros dois menores que também estavam na residência”, indicam as autoridades policiais. A menina vai agora ser observada por um psicólogo e outros especialistas.

Já os pais biológicos estão a ser ouvidos por um juiz no Tribunal de Cascais, para aplicação das medidas de coação.

Segundo conta o comando metropolitano da PSP de Lisboa, após ser retirada aos pais biológicos e depois de “um período de institucionalização”, a menor tinha participado num processo de adoção, concluído com sucesso, tendo sido acolhida pela família de adoção, nesse momento”. Durante um ano viveu com esta família, até que os pais biológicos a raptaram. Como conta a PSP é então “comunicado o seu desaparecimento por parte dos pais adotivos, iniciando-se as diligências com vista à sua localização, recaindo a suspeita sobre os pais biológicos”.

Esta é uma forma de “agressão muito primitiva”

A psicóloga Melanie Tavares do Instituto de Apoio à Criança (IAC), em Lisboa, considera que o sequestro destes pais à sua própria filha e como a mantiveram em cativeiro é “uma forma de maus-tratos terrível”, “uma agressão muito primitiva”  e que lhe terá causado grande sofrimento e “angústias”.

“Eles privaram-na de todas as formas de liberdade, desde o espaço físico, tendo ficado confinada à casa e ao esconderijo, sem socializar, sem relação entre os seus pares, sem a relação com a sua família de acolhimento. É terrível o que estes progenitores fizeram”, vinca ao Contacto esta especialista que é coordenadora do Setor de Humanização dos Serviços de Atendimento e do Setor de Atividade Lúdica do IAC.

Esta menina, segundo Melanie Tavares vai muito provavelmente “sofrer de stress pós-traumático” e “terá de ser tratada”, senão será muito grave.

E, no seu entender, não seria de estranhar, dada toda “esta agressão” que a jovem poderá ter também “sofrido agressões físicas”. É muito provável que se tenha insurgido por estar presa. Nestas idades, acrescenta a psicóloga as jovens sofrem angústias quanto à morte e “na situação em que se encontrava “ela deve ter temido pela própria vida”.

Agora que já foi retirada a estes pais e acabou o sofrimento de um longo ano de sequestro, Melanie Tavares defende que a menina deveria voltar para a família de acolhimento, retomar a vida na escola, com as amigas, mas ao mesmo tempo ser acompanhada por especialistas, para conseguir lidar com tudo o que passou. “Quando os pais se revelam desta maneira fica-se com uma dor muito profunda, porque no fundo, são os nossos pais”, considera esta especialista.

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