Os brinquedos que dão a mão às crianças da caravana de migrantes

Janeiro 11, 2019 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , ,

Hannah Mckay

Notícia do Público de 26 de dezembro de 2018.

Na caravana de milhares de migrantes que rumam aos Estados Unidos da América, Hanna McKay, da agência Reuters, encontrou dois mundos: as preocupações dos adultos e as brincadeiras das crianças. Estas, muitas das vezes, caminham sem saber porquê, nem para onde estão a ir. Limitam-se a seguir os pais que procuram asilo e trabalho do outro lado da fronteira mexicana.

Só neste mês, morreram duas crianças imigrantes sob custódia das autoridades fronteiriças norte-americanas. Jakelin Caal, de sete anos, natural da Guatemala, faleceu a 8 de Dezembro num hospital de El Paso, no Texas. Antes da-meia noite que marcava o início do dia de Natal morria o segundo menino, também guatemalteco, Felipe Gómez Alonzo, de oito anos. Agora, o governo norte-americano ordenou check-ups médicos para todas as crianças ao cuidado das autoridades responsáveis pelas fronteiras.

A maioria dos imigrantes que constituem a caravana começou a juntar-se em Outubro e vem das Honduras. Fogem, com os filhos, da violência dos gangs e do Governo. Os mais pequenos trazem consigo os brinquedos que encontram pelo caminho ou que outras crianças lhes deram: como a máquina fotográfica de brincar que Xiomara, uma menina de quatro anos, apontou para a câmara a sério da jovem fotojornalista da Reuters. A menina encontrou a máquina de plástico no chão de um dos abrigos temporários onde pernoitou, em Tijuana, no México. Já em casa, nas Honduras, “ficou o brinquedo favorito”: um ursinho de peluche.

 

Especialista da ONU pede fim da detenção de crianças migrantes pelos EUA

Janeiro 10, 2019 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , ,

Notícia da ONU News de 24 de dezembro de 2018.

Relator especial expressou profunda preocupação com tratamento de migrantes e com discurso público sobre migração nos Estados Unidos; especialista pede investigação sobre morte de criança da Guatemala que estava sob custódia de autoridades do país.

O relator especial da ONU para os direitos humanos, Felipe González Morales, fez um apelo para que os Estados Unidos parem com a detenção de crianças com base na situação migratória delas e que procurem alternativas para o problema.

De acordo com o especialista, uma série de organismos de direitos humanos da ONU já declararam que “a detenção de crianças com base na situação migratória é uma violação das leis internacionais. Morales destacou que “a detenção é prejudicial para o bem-estar da criança e produz impactos negativos severos de longo prazo nelas”.

Trauma

O relator disse ainda que isso também agrava o trauma que muitas crianças sofrem durante as jornadas migratórias e que a detenção de menores migrantes nunca pode ser usada para impedir a migração.

Morales expressou ainda profunda preocupação com o tratamento dos migrantes pelas autoridades americanas e com o discurso público sobre migração nos Estados Unidos. Ele disse ter contatado as autoridades do país diversas vezes recentemente para chamar atenção para uma série de questões e que espera engajar um diálogo construtivo para lidar com o problema.

Investigação

O especialista demonstrou ainda preocupação com a morte de uma menina migrante de sete anos que estava sob custódia das autoridades migratórias dos Estados Unidos. Morales pediu que a morte de Jakelin Ameí Caal, que era da Guatemala, seja investigada.

O relator disse que apesar de ter havido diferentes versões sobre a sequência de eventos e o estado de saúde de Jakelin, é incontestável que a menina morreu quando estava em custódia dos Serviços Aduaneiros e de Proteção das Fronteiras dos EUA após cruzar a fronteira entre o México e os Estados Unidos com o seu pai e um grande grupo de migrantes.

Para Morales, as autoridades do país devem “garantir que seja conduzida uma investigação profunda e independente sobre a morte” da menina. Ele acrescentou que o “acesso à justiça por seus parentes deve ser concedido, incluindo, mas não limitando a ter representação legal durante os procedimentos na língua que eles possam entender bem.”

O relator especial reiterou ainda seu interesse em conduzir uma visita oficial aos Estados Unidos. Ele disse ter já ter solicitado o convite do governo duas vezes, mas até o momento ainda não obteve nenhuma resposta.

*Relatores de direitos humanos são independentes da ONU e não recebem salário pela sua atuação.

 

O novo vício dos adolescentes americanos

Janeiro 4, 2019 às 6:00 am | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , ,

Notícia da Euronews de 17 de dezembro de 2018.

É um fenómeno que atinge muitos países – a Sociedade Portuguesa de Pneumologia já lançou o alerta – mas os números que chegam dos Estados Unidos dão corpo à realidade. A utilização de cigarros eletrónicos entre os adolescentes do ensino secundário duplicou no último mês em relação ao ano passado, abrangendo 21% dos estudantes americanos.

“Isto atingiu uma proporção inadmissível”, diz Scott Gottlieb, da FDA, a autoridade sanitária americana. Em causa estão sobretudo os alunos do 10° ao 12° anos, atraídos pelos sabores variados dos produtos e pelos argumentos que apontam este tipo de consumo como mais seguro.

“Mas os consumidores nem sempre têm noção de que estão realmente a utilizar nicotina”, responde Wilson Compton, do Instituto Nacional da Droga americano.

As autoridades sanitárias falam mesmo em “epidemia” e numa nova geração viciada em nicotina. Os cinco principais produtores de cigarros eletrónicos foram intimados a apresentar medidas para controlar o uso entre os mais novos, sob pena de o consumo passar a ser proibido.

 

Morre mais uma criança sob custódia dos EUA após passar fronteira do México Não foi divulgada a causa da morte de rapaz de oi

Dezembro 27, 2018 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , ,

Notícia do Público de 26 de dezembro de 2018.

Não foi divulgada a causa da morte de rapaz de oito anos da Guatemala, apenas que fora hospitalizado.

Uma criança de oito anos, natural da Guatemala, morreu esta terça-feira enquanto estava à guarda do serviço de fronteiras dos Estados Unidos após ter passado ilegalmente a fronteira com o pai – é a segunda criança a morrer sob custódia da guarda fronteiriça.

A criança foi internada num centro médico em Alamogordo, Novo México, e teve alta depois de ter recebido um diagnóstico de constipação. Mas horas depois de ter tido alta, começou a vomitar e foi levada de novo para o hospital, onde acabou por morrer. A causa não é conhecida.

O rapaz e o pai entraram nos EUA através de El Paso, Texas, a 18 de Dezembro, e entregaram-se às autoridades. Foram transferidos para Alamogordo a 23.

Um congressista do Texas disse que a criança se chamava Felipe Alonzo-Gomez e apelou para uma investigação à sua morte.

“Temos de nos assegurar de que tratamos migrantes e requerentes de asilo com dignidade humana e damos os cuidados médicos necessários a qualquer pessoa sob custódia do Governo dos Estados Unidos”, disse o congressista Joaquin Castro, citado pela emissora britânica BBC.

“A política da Administração afastar as pessoas dos pontos legais de entrada está a pôr as famílias e as crianças em risco.”

A força encarregada das fronteiras anunciou que irá fazer algumas alterações após esta segunda morte, segundo a estação de televisão americana CNN, incluindo check-ups médicos a todas as crianças sob sua guarda, com especial foco nas menores de dez anos.

A primeira criança que morreu foi Jakelin Caal, de sete anos, também da Guatemala, depois de ter sido detida junto com o pai numa zona remota do Novo México. Oito horas depois, a criança começou a ter convulsões e morreu.

A Administração de Donald Trump, que tenta desencorajar a entrada ilegal nos EUA, e classificou a caravana de migrantes que se juntam para fazer a viagem até à fronteira como um perigo para a segurança do país, culpa o pai pela morte da criança.

Activistas dizem que o aumento de patrulhas leva os migrantes a correr mais perigos em zonas mais remotas, e a associação de defesa dos direitos ACLU acusou os serviços de fronteira de “cultura de crueldade e falta de responsabilidade”.

 

 

Um pacote de leite gigante para alertar para o drama das crianças separadas das famílias

Dezembro 24, 2018 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , ,

DR

Notícia do Público de 6 de dezembro de 2018.

A instalação foi montada em Venice Beach, na Califórnia, para alertar para a separação de 14 mil crianças dos pais na fronteira dos Estados Unidos. O projecto da agência 72andSunny também lançou uma petição para tentar reverter a situação.

Rui Pedro Paiva

Um pacote de leite gigante. Dentro dele, vários outros pacotes de leite — mais pequenos — com palavras escritas: “Freedom”, “family”, “future”. Representam aquilo que as 14 mil crianças detidas na fronteira dos Estados Unidos estão a perder. Perdem liberdade, perdem família e perdem futuro.

O objectivo da instalação 14,000 and Counting (em português, 14 mil e a contar), da agência 72andSunny, é alertar para a situação na fronteira dos Estados Unidos, onde crianças são separadas da família e reencaminhadas para tendas e armazéns, enquanto os pais são detidos para julgamento. Os criadores da obra citam o The San Francisco Chronicle para destacar que em Novembro o número de crianças sob custódia governamental chegou a 14 mil. Apesar de a situação não ser inédita no país, aumentou de proporções após a política de imigração da administração de Donald Trump.

“Cada embalagem é uma representação visual de uma criança imigrante mantida em centros de detenção em todo o país”, referiu Meagan Phillips, da residência 72u, a propósito da obra montada na Windward Plaza, Califórnia. A instalação 14,000 and Counting foi inaugurada a 28 de Novembro e irá permanecer em Venice Beach até sábado, 8 de Dezembro.

No site do projecto, é possível assinar uma petição que apela ao congresso americano que reverta a actual legislação. Também é possível contribuir financeiramente para organizações que procuram combater políticas anti-imigração e associações que prestam auxílio a estas crianças (como a União Americana pelas Liberdades Civis ou a Families Belong Together).

A residência criativa 72U do estúdio 72andSunny tem como missão potenciar a “mudança social positiva através da criatividade radical” através da exploração da “arte, tecnologia e cultura”.

 

 

 

 

EUA. Criança de 7 anos morre de desidratação depois de atravessar fronteira com família

Dezembro 14, 2018 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , ,

Notícia do Observador de 14 de dezembro de 2018.

Uma criança da Guatemala morreu de desidratação dois dias após ter sido detida com a família por atravessar ilegalmente a fronteira dos EUA. Relatório diz que não comia nem bebia água há dias.

Uma menina de 7 anos morreu de desidratação depois de ter sido detida juntamente com a sua família por terem atravessado ilegalmente a fronteira do México para os EUA.

A menor, cuja identidade não foi revelada e da qual só se sabe a idade e que tinha nascido na Guatemala, foi detida na fronteira juntamente com 163 pessoas no dia 6 de dezembro, pelas 22h00, perto da localidade de Lordsburg, no Novo México. A detenção foi feita pela U.S. Customs and Border Protection (CBP), a autoridade de proteção das fronteiras dos EUA.

De acordo com os registos da CBP, consultados pelo Washington Post, a menor começou a ter convulsões às 6h25 já do dia seguinte à sua chegada, 7 de dezembro. Segundo os paramédicos que a socorreram pouco depois desse momento, a rapariga de 7 anos estava com uma temperatura de 105,7 graus fahrenheit (40,9, em celsius). De acordo com o comunicado emitido pela CBP, a vítima mortal não teria “comido nem bebido água durante vários dias”.

A criança ainda foi transportada de helicópetro para um hospital pediátrico em El Paso, cidade texana na fronteira com o México, onde acabou por morrer menos de 24 horas depois.

Através de comunicado ao Washington Post, a CBP apresentou as suas “mais sinceras condolências à família da criança”, mas rejeitou ter havido falhas da parte dos seus agentes. “Os agentes da CBP tomaram todas as medidas possíveis para salvar a vida da criança sob as circunstâncias mais difíceis”, disse o porta-voz da CBP Andrew Meehan. “Como pais e mães, irmãos e irmãs, sentimos a perda de qualquer criança.”

 

 

Jovens americanos têm níveis de sofrimento psicológico sem precedentes face às gerações anteriores

Novembro 30, 2018 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , ,

Notícia da Visão de 21 de novembro de 2018.

Clara Soares

A Geração Z tem mais perceção de stress e insegurança do que as gerações mais velhas e é a primeira a admitir maior necessidade de terapia, revela estudo da Associação Americana de Psicologia.

Já se sabia que os Estados Unidos são imbatíveis… nos números respeitantes à doença mental. Os estudos epidemiológicos disponíveis permitem afirmar que nem mesmo Portugal, que ocupa um lugar cimeiro na União Europeia nesta área, com pelo menos uma em cada cinco pessoas a ter perturbações mentais, tem um retrato tão assustador.

Se os nativos digitais e os jovens escolarizados parecem mostrar-se mais vulneráveis a sintomas ansiosos e depressivos, agora já possível confirmá-lo. O mais recente estudo encomendado pela Associação de Psicologia Americana (APA) à The Harris Poll – Stress in America: generation Z – traça um panorama sombrio para quem nasceu e cresceu naquela que era, no século passado, conhecida pela Terra das Oportunidades. A sondagem online, realizada numa amostra de 3458 adultos e complementada por entrevistas a 300 jovens com idades entre os 15 e os 18 anos, permitiu concluir que a entrada na maioridade é vivida com grande sobressalto e estados de alerta, apenas comparáveis aos da geração anterior, os Millennials, que até ao momento eram os campeões do stresse, fruto de uma educação individualista e centrada no sucesso, da pressão das tecnologias e do impacto da realidade virtual no quotidiano.

“Este mundo não é para novos”

O estudo comparativo revela que a saúde mental da Geração Z deixa muito a desejar. Os mais velhos são quem afirma sentir-se muito bem psicologicamente (74%), mas a percepção de bem-estar subjetivo decai à medida que se recua na idade e entre os 15 e os 21 anos menos de metade diz estar em boa forma mental (apenas 45%). Como era previsível, entre os que receberam, ou pensam vir a precisar de recorrer à ajuda de um psicoterapeuta, os inquiridos com 73 e mais anos ficaram no fim da lista (15%). Em contrapartida, os adolescentes e jovens adultos ocuparam a linha da frente (37%), ultrapassando mesmo a geração que os antecede (com idades entre os 22 e os 39 anos). Mais de 90% dos “Z” afirmaram ter experimentado pelo menos um sintoma físico ou emocional associado a stresse (58% de estados depressivos e 55% com falta de interesse, energia e motivação).

A que se deve tanto mal-estar e fragilidade? No país governado por Trump, as armas têm má história e má fama, com violência a marcar os telejornais. Estas realidades são perturbadoras para os adultos, embora consigam ser mais impactantes para os jovens. Assim, enquanto os adultos se sentem ameaçados pelas notícias de tiroteios (62%), suicídios (44%) mudanças climáticas (51%), deportações de imigrantes e das famílias de migrantes (45%) e o assédio sexual (39%), a percepção de stresse dos “Z” é superior a estes valores numa proporção entre 12 e 18 por cento.

Depois do célebre Young Americans, do britânico David Bowie, ter trazido à superfície questões polémicas que marcaram – e marcam ainda – o ADN da cultura norte-americana, há 43 anos, o álbum permanece mais atual do que nunca. Ainda não havia geração Z quando o génio camaleão cantou “This is not America”, mas os jovens americanos nascidos na era da internet, dos crashes bolsistas e do aquecimento global ingressam na idade adulta como quem entra num cenário da Guerra dos Tronos: uma odisseia em que a probabilidade de ir ao fundo é grande e terrivelmente assustadora.

Entre as fontes adicionais de stresse com que eles se debatem, surgem as dificuldades de socialização com os pares (35%), as dívidas associadas ao percurso académico (33%) e a incerteza do mercado imobiliário (31%). Embora com menor expressão, outras preocupações os consomem: o medo de não ter sustento numa base estável (28%), o abuso de álcool e drogas no seio familiar (21%) – que pode, ainda que indiretamente, ter sido ampliado pela liberalização do consumo recreativo – e as questões associadas à orientação sexual e de identidade de género (21%), num ano marcado por mudanças políticas e sociais neste domínio.

 

 

Há quase 13 mil crianças migrantes detidas nos EUA. O nível mais alto de sempre

Outubro 2, 2018 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , ,

Notícia do Expresso de 13 de setembro de 2018.

Os níveis de população nos abrigos para crianças migrantes dispararam mais de cinco vezes desde o último verão, atingindo um total de 12.800 em setembro, relata o NYT. Em maio do ano passado, eram 2400 crianças sob custódia. A burocracia e o medo têm desencorajado familiares e amigos das famílias a apresentar-se para ficarem com as crianças.

O número total de crianças migrantes detidas nos EUA subiu para o nível mais alto alguma vez registado. Segundo dados obtidos pelo jornal “The New York Times” (NYT), os níveis de população nos abrigos para crianças migrantes dispararam mais de cinco vezes desde o último verão, atingindo um total de 12.800 em setembro. Em maio do ano passado, estavam 2400 crianças sob custódia.

Estes aumentos, que têm colocado o sistema federal de abrigos no limite da sua capacidade, não se deve ao fluxo de crianças que entram no país mas à redução do número de menores libertados para voltarem para junto das suas famílias e outros cuidadores. A informação consta dos dados recolhidos pelo Departamento de Saúde e Serviços Humanos, sugerindo alguns funcionários que o estrangulamento está a sobrecarregar tanto as crianças como o sistema que delas cuida.

A maioria das crianças atravessou a fronteira sozinha, sem os pais. Muitas são adolescentes da América Central e estão alojadas num sistema de mais de 100 abrigos espalhados pelos EUA, com a maior concentração perto da fronteira sudoeste.

Burocracia e medo desencorajam familiares e amigos a reclamarem crianças

Os novos dados foram relatados a membros do Congresso, que, por sua vez, os partilharam com o jornal norte-americano. De acordo com o NYT, esta situação mostra que, apesar dos esforços da Administração Trump para desencorajar os migrantes da América Central, aproximadamente o mesmo número de crianças está a cruzar a fronteira como em anos anteriores. A grande diferença é que a burocracia e o medo provocado por políticas mais rigorosas de controlo têm desencorajado familiares e amigos das famílias a apresentar-se para ficarem com as crianças.

A capacidade dos abrigos ronda os 90% desde maio, em comparação com os 30% de há um ano. Operadores no terreno acreditam que qualquer vaga de passagens da fronteira, que pode acontecer a qualquer momento, poderá sobrecarregar rapidamente o sistema.

 

 

 

EUA preocupados com “epidemia” de cigarros electrónicos entre adolescentes

Setembro 28, 2018 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , , , , ,

Notícia do Público de 12 de setembro de 2018.

A oferta de produtos com sabores doces está a atrair o público mais jovem. Governo teme uma “geração viciada” em nicotina.

Liliana Borges

O uso de cigarros electrónicos está a tornar-se uma “epidemia entre adolescentes” nos EUA “e precisa de ser travado”, defende agência federal norte-americana FDA (Food and Drug Administration, dependente do Departamento de Saúde). De acordo com o comissário Scott Gottlieb, o Governo está a considerar restringir a venda destes produtos e limitar a oferta de sabores oferecidos pelos fabricantes de cigarros eléctricos.

Os cigarros electrónicos surgiram no início do século XXI e apresentaram-se como uma alternativa ao tabaco convencional ou como ferramenta de transição para deixar de fumar. No entanto, a segurança do recurso a esta opção não é consensual. Em 2008, por exemplo, a Organização Mundial de Saúde obrigou os promotores destes cigarros a deixarem de anunciar que estes cigarros seriam uma “forma segura de deixar de fumar”. Agora, a FDA sublinha o perigo do seu consumo entre as gerações mais jovens de norte-americanos, que têm aderido em massa a estes produtos nos últimos anos.

“Vemos claros sinais de que o uso de cigarros electrónicos atingiu proporções epidémicas entre os jovens e temos de ajustar certos aspectos da nossa estratégia para estancar esta ameaça”, declarou Gottlieb num comunicado da agência.

O dirigente da agência federal diz que está em curso “a maior iniciativa alguma vez coordenada contra a venda” de produtos do género na história do organismo. “O objectivo é controlar a venda de cigarros eléctricos a menores, quer nas lojas, quer em vendas online”, disse.

A agência enviou 1300 cartas e multas a retalhistas “em larga escala” para combater a venda a menores. A estas somam-se 12 avisos para empresas de venda online que, segundo a agência, estão a vender produtos com sabores que se encontram habitualmente em produtos alimentares consumidos pelos mais jovens, como bolachas e outros doces.

Gottlieb teme que o aumento do consumo destes produtos electrónicos entre adolescentes e jovens norte-americanos se traduza numa dependência futura de nicotina.

“Uso a palavra epidemia com muito cuidado. Os cigarros electrónicos tornaram-se praticamente omnipresentes e perigosos — uma tendência entre adolescentes. A trajectória preocupante e crescente do seu uso entre os jovens a que estamos a assistir, e o consequente caminho em direcção ao vício, deve terminar. Não é tolerável”, vincou.

“Vou ser muito claro: a agência federal do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos não irá tolerar que uma geração inteira se torne viciada em nicotina como consequência de se permitir que os adultos tenham acesso aos mesmos produtos”, declarou.

“Tenho vindo a avisar a indústria dos cigarros electrónicos no último ano sobre a urgência de fazerem alguma coisa para combater esta tendência entre as gerações mais novas”, disse Gottlieb, “mesmo que isso signifique limitar o acesso de adultos a estes produtos”.

“Do meu ponto de vista, [os vendedores de cigarros electrónicos] tratam este assunto de uma perspectiva de relações públicas e não têm conta as suas obrigações legais, de saúde pública, e a ameaça destes produtos”. Por isso, Gottlieb diz que “está tudo em cima da mesa” e não exclui processos criminais.

As declarações de Gottlieb foram secundadas pelo secretário da Saúde, Alex Azar, que disse “partilhar da mesma preocupação sobre o crescente consumo de cigarros electrónicos por parte dos jovens”, incentivando a FDA a “tomar uma posição imediata e histórica para responder às vendas e marketing destes produtos para as crianças”.

Os efeitos dos cigarros electrónicos continuam a ser objecto de estudo. No início do ano foram publicadas as conclusões de duas pesquisas. Numa delas, na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), os cientistas alertam para os danos potenciais do vapor dos cigarros electrónicos no ADN (que podem causar mutações na origem de doenças oncológicas). Já o segundo, publicado na Frontiers  in  Physiology, os investigadores afirmam que os sabores artificiais dos cigarros electrónicos são tóxicos e lesivos para células do sistema imunitário.

 

 

Unicef alerta sobre riscos para crianças mexicanas e centro-americanas deportadas

Agosto 30, 2018 às 6:00 am | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , ,

Notícia da ONU NEWS de 16 de agosto de 2018.

Menores deportados do México e dos Estados Unidos sofrem consequências da pobreza, da extrema violência, falta de oportunidades e outras ameaças; em Honduras, por exemplo, 74% das crianças vivem na pobreza; na Guatemala, 942 crianças tiveram mortes violentas no ano passado.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, alertou que crianças migrantes do México e da América Central estão correndo graves riscos ao serem deportadas.

Num relatório, divulgado nesta quinta-feira, em Nova Iorque e na Cidade do Panamá, a agência informou que causas como violência extrema, pobreza e falta de oportunidades não apenas provocam a migração do norte da América Central e do México, mas também são consequências para deportações realizadas pelos Estados Unidos e pelo México dessas crianças.

Indiferença

El Salvador, Guatemala e Honduras foram os países citados no estudo com altas taxas de homicídio de crianças e extrema pobreza.

Mary, da Guatemala, disse que onde vive, a cada três dias uma pessoa é assassinada.

O Unicef pediu aos governos que cooperem entre si para implementar medidas que aliviem as causas da migração forçada e irregular protegendo as crianças refugiadas e migrantes.

O relatório Uprooted in Central America and Mexico analisa desafios e perigos enfrentados por milhões de crianças na região que são vítimas da pobreza, da violência, da indiferença e do medo da deportação. A declaração foi dada pela diretora regional do Unicef na América Latina e no Caribe, Cristina Perceval.

Ela lembrou que em muitos casos, as crianças são levadas de volta para casa sem terem um lar e acabam nas mãos de gangues.

Assassinatos

Na Guatemala, 74% das crianças vivem na pobreza. As taxas para El Salvador e Honduras são 44% e 68%, respectivamente. Quando se fala de violência, a Guatemala registrou, no ano passado, 942 menores tiveram mortes violentas. Muitas crianças em Honduras, El Salvador e Guatemala são recrutadas por bandidos, sofrem com abusos e até assassinatos.

Entre 2008 e 2016, pelo menos uma criança morreu por dia em Honduras. Zoe disse que o pai o convenceu a sair do país em busca de uma vida melhor e de proteção.

Ainda de acordo com o estudo do Unicef, o estigma é um outro problema para as crianças centro-americanas deportadas. Elas ficam conhecidas pelo fracasso de chegar ao México ou aos Estados Unidos. O estigma também dificulta a reintegração delas na escola e no caso dos adultos a encontrar um trabalho.

Famílias

A agência da ONU afirmou que a separação das famílias e a detenção de menores migrantes são profundamente traumatizantes e podem ter um efeito negativo para o desenvolvimento das crianças a longo prazo. Para o Unicef, manter as famílias juntas é melhor para crianças migrantes e refugiadas.

O relatório traz uma série de recomendações para que as crianças fiquem seguras e para reduzir as causas que levam com que crianças e famílias deixem seus lares à procura de segurança ou de um futuro com mais esperança.

Para a chefe regional do Unicef, os governos têm agora uma oportunidade de fazer o que é certo ao implementar maneiras de aliviar as causas da migração e proteger as crianças em trânsito.

Entre 2016 e abril de 2018, quase 68,5 mil crianças foram detidas no México e mais de nove em cada 10 foram deportadas para os países da América Central.

O relatório citado é o seguinte:

Uprooted in Central America and Mexico: Migrant and refugee children face a vicious cycle of hardship and danger

Página seguinte »


Entries e comentários feeds.