Crianças que veem filmes com armas são mais propensas a usá-las

Outubro 1, 2017 às 5:26 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do https://oglobo.globo.com/ de 26 de setembro de 2017.

Crianças que assistiram a filmes não indicados para menores de 13 anos contendo armas de fogo birncaram com pistola desativada por mais tempo e puxaram mais vezes o gatilho que aquelas que viram versões editadas dos mesmos filmes sem as armas, de acordo com resultado de pesquisa publicado em artigo da revista científica americana JAMA Pediatrics.

De acordo com os responsáveis pelo experimento, muitas famílias americanas que possuem armas de fogo em casa não as guardam em segurança, e crianças nos Estados Unidos são mais propensas a morrer por um disparo acidental do que aquelas em outros países desenvolvidos. Muitos fatores influenciam o interesse dos pequenos em armas.

O foco da pesquisa realizada por Brad J. Bushman, da Universidade do Estado de Ohio, e de Kelly P. Dillon, da Universidade de Wittenberg, também no estado de Ohio, eram personagens de filmes que utilizavam armas de fogo. O estudo incluiu 104 crianças – 52 pares de irmãos, primos, ou amigos -, entre 8 e 12 anos de idade. Cada dupla foi selecionada aleatoriamente para assisitir a uma edição de 20 minutos dos filmes “The Rockteer” e “A lenda do tesouro perdido” com ou sem armas de fogo. As cenas dos flmes que mostravam armas foram retiradas de uma das versões, mas a ação e a narrativa não foram alteradas.

Depois de assistirem aos filmes, as crianças foram levadas para outra sala, onde podiam escolher qualquer jogo ou brinquedo disponível em um armário para brincar por 20 minutos, com a porta fechada. Uma das gavetas do móvel continha uma pistola calibre 0.38 real, desativada para que não disparasse, mas com martelo e gatilho funcionando.

Das 52 duplas de crianças, 43 (82,7%) acharam a pistola na gaveta; 14 pares (26,9%) informaram ou entregaram a arma a um dos assistentes da pesquisa; e em 22 casos (42,3%) pelo menos uma das crianças manuseou a arma. A versão do filme – contendo ou não armas de fogo – não influenciou o encontro ou manuseio da pistola, segundo os resultados da pesquisa.

No entanto, a média de acionamentos do gatilho entre as crianças que viram o filme que continha armas foi de 2,8, enquanto entre aquelas que viram a versão sem armamento ficou em 0,01. Além disso, o tempo médio gasto segurando a pistola foi de 53,1 segundos entre aqueles expostos às imagens com armas, frente a 11,1 segundos entre as demais. As análises da pesquisa sugerem que crianças que assistiram ao filme com armas também brincaram de forma mais agressiva e, por vezes, apontaram para pessoas antes de apertar o gatilho.

O estudo admite limitações: havia apenas um revólver disponível para todas as crianças e a câmera escondida fixa conseguia gravar toda a sala, mas não a ação de todos os participantes.

“A presente pesquisa busca entender a conexão entre a exposição à violência com armas na mídia e o interesse em brincar com pistolas no mundo real. Nós acreditamos que esses dados são um ponto de partida interessante para debates sobre vários fatores que podem aumentar o interesse de crianças em armas e violência”, conclui o artigo.

O estudo citado na notícia é o seguinte:

Effects of Exposure to Gun Violence in Movies on Children’s Interest in Real Guns

 

 

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Por que o número de crianças hospitalizadas por tentativa de suicídio dobrou nos EUA?

Agosto 19, 2017 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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texto da http://www.bbc.com/portuguese/ de 7 de agosto de 2017.

Ricardo Senra Da BBC Brasil em Washington

Relatos de mães e pais pedindo ajuda após encontrarem seus filhos à beira da morte após tentativas de suicídio se tornaram comuns em fóruns online e redes sociais nos Estados Unidos.

“Minha filha tomou uma garrafa inteira de Lexapro e meia garrafa de Wellbutrin (ambos antidepressivos). Ela vomitou cinco vezes antes de me contar, quando acordei para trabalhar naquela manhã. Essa é uma visão que nenhum pai deveria ver”, conta Hammer, em um desabafo que deu origem a mais de 15 relatos semelhantes.

Ann diz que não sabe o que fazer para ajudar a filha. “Ela tem 15 anos e tentou se suicidar hoje ingerindo produtos de limpeza. (…) Ela já tinha tentado se matar vários meses atrás com um corte no pulso.”

Claudia fala sobre culpa e vergonha.

“Minha filha, uma criança linda e talentosa, teve uma overdose ontem e eu sinto vergonha por não tê-la ajudado e protegido suficientemente. Sinto culpa, porque meu trabalho é garantir que a vida dela seja boa e segura. Mas no fundo, muito no fundo, também sei que a vida hoje é incrivelmente difícil para as crianças. As cobranças e expectativas parecem se mover muito rápido para que eles acompanhem, e eles sentem que falharam.”

Phyllis fala sobre o filho, um menino de 15 anos. “Encontrei meu filho no meu quarto, em overdose depois de tomar meus remédios. Não consigo parar de pensar no que poderia ter acontecido. Não consigo dormir, não consigo comer, e aquela manhã não sai da minha cabeça. Encontrei-o deitado na minha cama, quase sem respirar.”

As tragédias se refletem nos resultados de dois relatórios divulgados recentemente nos EUA. Eles chamam atenção para um crescimento sem precedentes nas tentativas e mortes consumadas por suicídio entre crianças e adolescentes de todo o país.

As meninas encabeçam o grupo que mais cresce nesse ranking, evidenciando os impactos de problemas geralmente associados a adultos – como depressão, ansiedade, bipolaridade e pressão por padrões de beleza inatingíveis – na saúde mental de quem ainda frequenta a escola.

Recorde

De acordo com dados divulgados na semana passada pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças do governo americano, as mortes de meninas entre 15 e 19 anos por suicídio atingiram um recorde em 40 anos – e dobraram entre 2007 e 2015, com 5,1 casos para cada 100 mil.

O fenômeno atinge também crianças e adolescentes do sexo masculino, cujas mortes ainda acontecem em maior número, mas crescem em ritmo menos acelerado: 30% no mesmo período (são 14,2 casos para cada 100 mil), segundo o órgão oficial.

Em números absolutos, em 2015, foram registrados 524 suicídios de meninas e 1.537 de meninos entre 15 e 19 anos.

Outro relatório apresentado recentemente no Encontro Anual de Sociedades Pediátricas dos EUA aponta que as internações de menores de idade por pensamentos ou tentativas de suicídio dobraram entre 2008 e 2015.

O estudo se focou em crianças e adolescentes entre 5 e 17 anos e, novamente, apontou que o grupo que mais registrou aumento nas internações é o das meninas – que atualmente respondem por 2 em cada 3 dos casos.

O suicídio é hoje a segunda principal causa de mortes de crianças e jovens em idade escolar (12 a 18 anos) nos EUA, ficando atrás apenas de acidentes.

O volume impressiona: a taxa de suicídios infanto-juvenis, segundo o governo americano, é maior que a soma das mortes por câncer, doenças cardíacas e respiratórias, problemas de nascimento, derrame, pneumonia e febre.

Pressão online

Chefe da ala de saúde comportamental do hospital pediátrico Cook Children’s, no Texas, a psicóloga Lisa Elliott diz que os dados recém-revelados “são absolutamente dolorosos, mas não são uma surpresa”.

“Nós precisamos tirar os estigmas da saúde mental”, diz a PhD, alertando para a incidência dos quadros entre menores de idade, e não só entre adultos. “Problemas de saúde mental têm que ser vistos pelos pais como qualquer doença, da mesma maneira que os problemas de coração são.”

Em coro com outros especialistas, ela afirma que o quadro se agrava pelo uso irresponsável de redes sociais, que pode gerar competitividade e uma busca por padrões de beleza e desempenho.

“As redes podem ter impacto negativo sobre a autoestima das meninas e isso aumenta o isolamento delas”, avalia Elliott. “Quando notam que não têm uma vida tão perfeita ou glamourosa quanto a de outros, elas concluem que ‘algo anormal ou errado está acontecendo comigo’.”

Segundo a psicóloga, a sensação de invisibilidade nas redes impulsiona práticas ligadas ao bullying entre jovens de ambos os sexos.

“O anonimato traz uma desumanização, uma perda de empatia pelos outros, especialmente aqueles diferentes de nós. Assim perdemos a capacidade de respeitar as opiniões diferentes, o que infelizmente resulta em mais bullying e mais isolamento.”

À BBC Brasil, Eileen Kennedy-Moore, psicóloga e autora de diversos livros sobre saúde mental infantil, diz que não faz sentido proibir o acesso a redes sociais (“os celulares e tablets estão aí, não há como lutar contra isso”), mas que os pais precisam colocar “limites sensatos” na relação entre seus filhos e aparelhos eletrônicos.

“Adolescentes e crianças sempre tiveram a sensação de uma audiência imaginária, de que todos estão sempre olhando para eles”, conta a especialista, que vive e trabalha em Nova York.

“Com as redes sociais, a experiência de ser vigiado e julgado o tempo todo aumenta”, avalia.

Segundo Kennedy-Moore, os aparelhos eletrônicos “também precisam ser colocados para dormir, já que nada de bom acontece nesses telefones depois da meia-noite”.

“As relações online podem ser uma fonte de apoio e conforto. Pacientes de câncer, por exemplo, encontram grupos de apoio na internet que são maravilhosos”, diz Moore. “Mas amizades online não podem substituir as amizades cara a cara, e os pais precisam prestar atenção nisso.”

Economia e ‘contágio’

Daniel J. Reidenberg, diretor do Conselho Nacional para Prevenção de Suicídios, alerta para outras raízes associadas ao aumento dos suicídios infanto-juvenis.

“Há uma pressão extrema sobre esse grupo por competição, ambições e preocupações com o futuro”, diz.

“Crises econômicas também têm impacto, uma vez que alguns jovens se sentem um fardo para as famílias. Jogos, vídeos, TV e filmes também influenciam muito as mentes dos jovens. Outra chave para a questão são outros suicídios a que esses jovens expostos. O contágio do suicídio é real, e os jovens são particularmente sensíveis a ele”, diz o especialista à BBC Brasil.

Segundo Lisa Elliott, enquanto meninos que tentam cometer suicídio apelam para métodos mais violentos, como o uso de armas, os casos de meninas são normalmente associados ao excesso de substâncias controladas e drogas ilícitas.

“Adolescentes não entendem completamente as drogas que estão ingerindo e suas potenciais consequências. Isso pode resultar em overdoses acidentais”, alerta.

De acordo com os entrevistados, os pais que buscam ajuda profissional normalmente contam que encontraram menções a suicídio nos telefones ou cadernos dos filhos, ou perceberam mudanças de comportamento, como isolamento e afastamento dos amigos, irritabilidade, problemas de sono e em notas escolares e falta de interesse em atividades que antes agradavam.

“A tentativa mostra muitas vezes que as crianças querem dizer que estão muito bravas ou tristes, mas não sabem como articular isso”, avalia Kennedy-Moore. “E muitas pesquisas mostram que a maioria dos que tentam se suicidar acaba se arrependendo do ato.”

Para Elliott, os dados apontados pelas pesquisas não devem ser ignorados pelos pais – cujo maior erro costuma ser achar que histórias como as que abrem esta reportagem nunca acontecerão com pessoas próximas.

As referências a suicídios no noticiário, segundo a especialista, podem servir como oportunidade para conversas sobre o tema entre pais e filhos.

“Pergunte a eles por que acham que isso está acontecendo e se sentem algo semelhante”, diz. “Assim, você pode descobrir muito sobre o que eles ou seus amigos estão vivendo.”

A presença dos pais nas vidas das crianças e jovens é a estratégia mais eficaz, segundo os entrevistados.

“Muitas vezes, nós enchemos a agenda dos nossos filhos com atividades porque pensamos que é saudável, quando seria melhor ter mais tempo com relações humanas saudáveis e realmente gastar tempo em família com qualidade, sem dispositivos eletrônicos”, afirma Elliott.

 

 

O trágico final do caso Etan Patz, o símbolo das crianças desaparecidas nos EUA

Fevereiro 16, 2017 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do http://www.bbc.com/portuguese/ de 15 de fevereiro de 2017.

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A foto de um garoto sorridente olhando para a câmera teve grande impacto nos Estados Unidos nos anos 1980. O rosto de Etan Paz estampou milhares de caixas de leite numa estratégia até então inédita para divulgar, em todo o país, o desaparecimento de uma criança.

O sumiço de Etan, aos seis anos de idade, traumatizou Nova York por quase 40 anos, mas agora o caso parece finalmente ter sido encerrado, apesar de seu corpo nunca ter sido encontrado.

Ele desapareceu em 1979, no bairro do Soho, que na época era habitado por pessoas de classe média baixa.

Etan sumiu no dia em que os pais deixaram que ele caminhasse sozinho até o ponto do ônibus escolar: o menino nunca entrou no veículo, ninguém o viu e ele jamais voltou para casa.

A confissão

Trinta e três anos mais tarde, em maio de 2012, Pedro Hernández, morador do bairro de Maple Shade, em Nova Jersey, confessou ter matado Etan.

Mas foi apenas na terça-feira passada, depois de deliberar durante nove dias, que um júri considerou Hernández culpado do sequestro e assassinato do menino. A sentença deve ser anunciada no próximo dia 28.

“É uma história que inspira cautela, um marco, uma perda da inocência”, disse Joan Illuzzi, a promotora adjunta de Manhattan. “É Etan que vai simbolizar para sempre a perda desta inocência”.

O veredito marca o encerramento de um dos crimes mais antigos e dolorosos de Nova York, de acordo com uma declaração da promotoria.

No entanto, os advogados de defesa alegaram, durante o julgamento, que Hernández sofria de esquizofrenia e não conseguia diferenciar a realidade da fantasia.

Um psiquiatra, ouvido como testemunha, disse que a confissão pode ter sido resultado de alucinações, informou o jornal Newsday.

A filha de Hernández contou que ouvira o pai uma vez mencionar visões de anjos e demônios.

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“Pedro Hernández é um homem estranho, limitado e vulnerável”, disse o advogado de defesa Harvey Fishbein na argumentação final. “Ele é inocente”.

Os promotores sugeriram, no entanto, que Hernández, hoje com 56 anos, simulou ou exagerou os sintomas da sua suposta doença mental.

Quando foi preso, em 2012, Hernández disse à polícia que tinha atraído a criança ao oferecer-lhe um refrigerante. Depois, estrangulou Etan no porão do bar onde trabalhava e que ficava perto do ponto do ônibus escolar.

Hernández disse que colocou o corpo numa bolsa e a abandonou em um beco cheio de lixo.

Ele foi o primeiro suspeito preso por causa do desaparecimento de Etan Patz.

Nova pista

Apenas no início de 2012 é que o caso voltou a ser investigado, após o surgimento de uma nova pista em Nova York.

A polícia passara vários dias quebrando o piso de concreto de um porão próximo ao ponto de ônibus para onde Etan se dirigia na manhã em que desapareceu. Mas os policiais não acharam o corpo.

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Símbolo

No dia 25 de maio, o desaparecimento de Etan completará 38 anos.

O pai dele, Stanley Patz, e a mãe, Julie, se tornaram ativistas de causas ligadas a crianças desaparecidas.

Em 1983, o então presidente Ronald Reagan declarou 25 de maio como o Dia Nacional das Crianças Desaparecidas, em homenagem a Etan Patz.

O caso – e o engajamento dos pais – levou à criação de leis locais e nacionais para melhorar a proteção das crianças.

Por exemplo, hoje é rotina nas escolas telefonar para os pais quando uma criança não chega para a aula.

A mãe de Etan disse que só soube do desaparecimento do filho oito horas depois, quando ele não voltou da escola.

 

 

Menina de quatro anos já leu mais de mil livros

Janeiro 25, 2017 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Vídeos | Deixe um comentário
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Notícia do http://www.jn.pt/ de 14 de janeiro de 2017.

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Uma menina de 4 anos que leu mais de mil livros foi convidada para ser bibliotecária por um dia, na Biblioteca do Congresso norte-americano.

Daliyah Marie Arana tinha 2 anos e 11 meses quando leu o primeiro livro de forma independente.

Haleema Arana, a mãe, contou ao jornal “The Washington Post” que quando estava grávida de Daliyah lia, diariamente, para outras crianças e que quando a filha era bebé ouvia o irmão mais velho a ler capítulos de livros em voz alta pela casa, em Gainesville, na Geórgia, nos Estados Unidos da América.

“Ela queria ler sozinha”, afirmou a mãe ao jornal. “Quanto mais palavras aprendia mais vontade tinha de ler”, explicou.

Agora, com 4 anos, a menina já leu mais de mil livros e alguns textos do ensino superior.

A mãe contactou a Biblioteca do Congresso e perguntou se era possível usufruir de uma experiência no local com a filha. Na última quarta-feira, Daliyah concretizou o sonho de ser bibliotecária por um dia.

A menina visitou a secção de crianças da Biblioteca, leu livros para Carla Hayden, 14ª bibliotecária do Congresso norte-americano, e conheceu alguns funcionários da instituição.

No entanto, quando a equipa lhe pediu algumas recomendações, a criança sugeriu que instalassem quadros brancos nos corredores da biblioteca para que as crianças, como ela, pudessem praticar a escrita.

Carla Hayden ficou impressionada com a paixão da menina pela leitura e pela literatura e publicou algumas fotografias da visita no Twitter.

Haleema Arana revelou ao “The Washington Post” que a filha estava sempre a dizer que a Biblioteca do Congresso era a sua preferida em todo o mundo.

Daliyah tem um cartão de leitor e frequenta a biblioteca local, em Gainesville, com bastante regularidade. “Eu gosto de verificar os livros todos os dias”, revelou a menina. “Eu quero ensinar outras crianças a ler cedo também”, disse a criança ao jornal “Gainesville Times”.

A mãe teve a ideia de começar a contar o número de livros que a filha lia, através do programa “1000 livros antes do jardim-de-infância”. De acordo com Haleema, a menina, aos 3 anos, já devia ter lido mil obras.

Os pais nunca testaram o nível de leitura da filha. Contudo, a mãe, para atender ao amor da menina por livros, lançou-lhe um desafio e deu-lhe o discurso “The Pleasure of Books” (O Prazer dos Livros), de William L Phelps, considerado de grau universitário, para ler. Acontece que Daliyah leu tão bem o texto e pronunciou tão bem as palavras que a mãe publicou um vídeo da leitura no YouTube.

Daliyah pretende atingir a meta de 1500 livros até entrar, no próximo outono, no infantário e espera ajudar o professor a ensinar outras crianças a ler.

 

 

 

 

Uma história de amor e um alerta (contra o ódio)

Dezembro 12, 2016 às 12:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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texto do http://p3.publico.pt/ de 6 de dezembro de 2016.

Quem não se lembra da emoção das primeiras paixões da escola secundária? A memória das borboletas no estômago, dos sorrisos patetas, das trocas de olhares tímidos, das declarações de amor gravadas a esferográfica nas carteiras ainda te “arrancam” alguns suspiros? “Evan” far-te-á reviver esses momentos. O vídeo publicado recentemente pela organização não-governamental norte-americana “Sandy Hook Promise” revela aquilo que parece o início de uma bonita história de amor entre dois jovens de uma escola secundária, mas na verdade, trata de um assunto muito mais sério e ameaçador, o dos massacres nas escolas. Enquanto espectadores, vamos seguindo a intrigante troca de mensagens entre os protagonistas e ignorando os sinais de alerta que são lançados em plano de fundo, enviados por um jovem que demonstra comportamento anti-social. “Evan” já foi visto por quase 4 milhões de pessoas.

 

Bethany sobreviveu a um tumor cerebral. E suicidou-se depois, vitima de “bullying”

Novembro 18, 2016 às 8:00 pm | Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário
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Notícia do http://observador.pt/de 1 de novembro de 2016.

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Tiago Palma

Tinha 11 anos quando resolveu suicidar-se em casa. Aos três, foi-lhe diagnosticado um cancro no cérebro. Derrotou-o. Mas não derrotou o “bullying” de que foi alvo por causa da doença.

Bethany, de volta a casa, no autocarro da escola, despediu-se da melhor amiga. E saiu.

Antes, confidenciou-lhe que se iria suicidar mal chegasse a casa. A amiga tentou demovê-la. Avisou a mãe de Bethany. Tarde demais. Quando esta chegou a casa, encontrou a filha na varanda de casa, morta sobre o chão. Bethany suicidara-se mesmo, com um tiro na cabeça, usando para isso a arma do pai. Tinha 11 anos.

“Quando a vi, fiquei em choque. Em que é que ela estaria a pensar? O que é que lhe aconteceu de tão grave, que a levou a pensar que ninguém a poderia ajudar, que aqueles que a amavam não a poderiam ajudar?”, questionou-se à revista Time a mãe de Bethany, Wendy Feucht.

Bethany era natural do Ohio, nos Estados Unidos. Com apenas três anos foi-lhe diagnosticado um tumor cerebral. Ao longo dos anos, foi operada várias vezes, o tumor foi removido, fez radioterapia, e venceu a doença. Mas Bethany tinha pela frente outro combate: contra o “bullying”. E não o venceu. Na escola onde estudava, a Triad Middle School, Bethany era troçada pelos rapazes. E tudo porque, após a operação, Bethany ficou com mazelas irreversíveis no rosto: o canto direito da boca era mais subido do que o esquerdo, aparentando um sorriso ligeiro. Os seus bullies apelidavam-na de “sorriso torto”. A situação prolongou-se por mais de um ano, sem que ninguém soubesse e agisse.

“Os rapazes na escola foram simplesmente implacáveis com ela. No começo ela reagia, chateava-se com eles. Depois, não conseguiu ignorar mais a situação. E fartou-se”, lamentou a mãe à Time. Wendy Feucht recorda a filha como uma criança “carinhosa e divertida”, que adorava super-heróis e animais. Bethany queria ser veterinária. “Eu sei que ela está no céu. E onde quer que esteja, está certamente feliz e perfeita. Ela nunca fez mal a ninguém. E tenho a certeza que vou voltar a encontrá-la um dia. É isso que me conforta na dor”, conclui.

 

Como as redes sociais salvaram a biblioteca

Outubro 8, 2016 às 1:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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Texto do site http://midiaboom.com.br/

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por Paulo Moura

Troy é uma cidadezinha do estado de Michigan, nos Estados Unidos, que, devido aos ínfimos investimentos fornecidos pelo Estado, corria o risco de ter a sua biblioteca pública fechada.

A solução era simples, mas incômoda: aumentar os impostos em 0,7% para arrecadar mais fundos para a biblioteca. É claro que a população foi à loucura.

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Era necessária uma medida drástica para mostrar à população a importância daquele dinheiro… O resto da história você confere abaixo nesse brilhante vídeo-case da Leo Burnett:

 

 

 

Adolescentes americanas têm relações sexuais em troca de comida

Setembro 23, 2016 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do http://expresso.sapo.pt/ de 12 de setembro de 2016.

Descarregar o documento citado na notícia no link:

http://apps.urban.org/features/food-insecurity/

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Os rapazes dedicam-se ao crime, elas prostituem-se. São as impressionantes conclusões de “Impossible choices” (“Escolhas impossíveis”), um estudo levado a cabo por um instituto de Washington em parceria com o banco alimentar Feeding America. E a previsão é que a situação virá a piorar.

Um estudo do Urban Institute, nos Estados Unidos, revelou casos de adolescentes na América que estão a vender o seu corpo em troca de dinheiro para comprarem comida, devido à fome que está a assolar um dos países mais ricos do mundo. No caso dos rapazes, estes dedicam-se ao crime, roubando em lojas ou vendendo estupefacientes.

O estudo liderado por Susan Popkin focou grupos de jovens de 10 comunidades pobres espalhadas pelos EUA. No total, foram entrevistadas 193 pessoas, com idades entre os 13 e os 18 anos, divididas por dois grupos, com base no género. Para Popkin, as conclusões do estudo são “chocantes”, porque mostram que o nível de desespero é muito grande. Acrescenta ainda que a “situação vai piorar com o tempo”.

“Ouvimos a mesma história em todo o lado, um quadro realmente perturbador sobre a fome que afeta o bem-estar de alguns jovens mais vulneráveis. O facto de termos ouvido as mesmas queixas contadas da mesma forma por várias crianças em áreas geográficas diferentes diz-nos que há um problema ao qual devíamos prestar atenção”, garantiu Popkin. Os testemunhos destes jovens revelam que não há uma política focada nesta faixa etária, o que os obriga a fazer alguns sacrifícios, a saltar refeições e a passar fome, com consequências preocupantes a longo prazo.

Susan Popkin revela ainda as estratégias usadas pelos adolescentes para se alimentarem, que incluem tentar comer em casa dos amigos, passar fome para que os irmãos mais novos possam comer e guardar o almoço da escola para comerem à noite e, dessa forma, poderem dormir. Todos os jovens sabiam também quais os locais onde podiam comprar comida mais barata.

Em cada comunidade foram reportados casos de exploração sexual. De acordo com os investigadores, uma rapariga de Portland, Oregon, disse que era “como se se estivesse a vender, mas que faria o que fosse preciso para ganhar dinheiro ou para comer”. Um rapaz da Carolina do Norte explicou que “as raparigas preferem fazer sexo em troca do jantar do que receber dinheiro, para não serem apelidadas de prostitutas”. Uma rapariga de Chicago revelou ainda ter conhecimento de uma rapariga de 11 anos ter deixado a escola para trabalhar no mercado do sexo. Em Los Angeles, as raparigas põe anúncios em locais públicos, anunciando os seus serviços.

Nas comunidades mais pobres, tanto raparigas como rapazes admitiram roubar comida e outros produtos de necessidade básica de lojas locais, para si ou para a sua família. Algumas crianças começaram a roubar muito cedo. Mas vender drogas é também muito comum. Os jovens justificam-se dizendo que fazem o que é preciso.

Outra das conclusões do estudo, citado pelo “The Guardian”, dá conta que muitos dos adolescentes sentem vergonha por passarem fome e tentam esconder o facto. Muitos recusam aceitar comida em público ou ajuda vinda de pessoas de fora da família ou do seu círculo de amigos.

 

 

 

Pais abandonam criança para jogar Pokémon Go

Agosto 3, 2016 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do http://www.jn.pt/ de 2 de agosto de 2016.

EPA

Um casal foi detido na última quinta-feira em San Tan Vale, Arizona, depois de ter deixado o filho de dois anos sozinho em casa.

Brent Darley e Brianne Daley foram acusados de abuso e negligência infantil por ter terem abandonado o seu filho, durante uma hora e meia em casa, sem água e num ambiente de 35 graus, enquanto foram jogar Pokémon Go.

Segundo as autoridades locais, o alerta foi foi dado por um vizinho, por volta das 22 horas locais, quando este ligou para o 911 (número de emergência) a avisar a polícia que tinha encontrado uma criança a chorar com sinais de abandono.

“Apenas não consigo imaginar isto. Não deixo os meus filhos em casa sozinhos por um segundo nem por qualquer motivo”, realçou a vizinha do casal detido, Kate Young.

Quando as autoridades chegaram à residência verificaram que o menino estava fechado. “Tinha apenas uma fralda e uma t-shirt e estava angustiado”, conta uma fonte de uma associação de proteção de menores que acompanhou o caso.

Quando regressaram a casa, os pais argumentaram que tinham deixado o filho a dormir, enquanto foram abastecer a viatura.

Mas, mais tarde, Brent Darley e Brianne Daley acabaram por confessar às autoridades que tinham deixado a criança sozinha em casa enquanto foram jogar Pokémon Go nos bairros e nos parques próximos da sua casa.

 

 

 

EUA. Esta fotografia mostra uma criança de três anos a precaver-se de um ataque armado ao infantário

Julho 5, 2016 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do i de 22 de junho de 2016.

Facebook

Facebook

Uma publicação que já conta com mais de 30 mil partilhas 

Os incidentes com armas nos Estados Unidos têm vindo a aumentar ao longo dos últimos anos. Uma realidade que tem afetado o dia a dia de muitas pessoas, em particular das crianças. A fotografia desta menina está a correr mundo exatamente por espelhar esta realidade.

Através de uma publicação no Facebook, Stacey Feeley explica que encontrou a filha em pé, em cima da sanita. Inicialmente pensou que a menina de três anos estava a fazer algo engraçado, e ponderou mesmo enviar uma fotografia do momento ao marido, até perceber o que estava por trás desta atitude.

A norte-americana de Traverse City (Michigan) afirma que chorou quando a filha lhe disse que a ensinaram a fazer isto no caso de alguém armado entrar no infantário enquanto ela estava na casa de banho.

“Naquele momento, toda a inocência que achava que a minha filha de três anos tinha desapareceu”, lê-se na publicação.

Stacey faz ainda um apelo aos políticos norte-americanos. “Políticos – vejam. Esta é a vossa filha, os vossos filhos, os vossos netos, os vossos bisnetos e as gerações futuras. Vão viver as suas vidas e crescer neste mundo baseado nas vossas decisões. Eles nem sequer têm três anos e vão esconder-se nas casas de banho em cima das sanitas. Não sei o que vai ser mais difícil para eles. Tentar ficar em silêncio durante um grande período de tempo ou tentar equilibrar-se sem que um pé escorregue para dentro da sanita”.

E conclui: “Não estou aqui a fingir que tenho todas as respostas, mas a não ser que queiram os vossos filhos em cima de sanitas, temos de fazer algo!”

 

 

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