Dia Internacional da Rapariga 2017

Outubro 11, 2017 às 3:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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mais informações no link:

http://www.un.org/en/events/girlchild/index.shtml

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Apenas 15 países no mundo têm três políticas nacionais essenciais para apoiar famílias com crianças pequenas (incluindo Portugal) – relatório da UNICEF

Outubro 4, 2017 às 6:00 am | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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Comunicado de imprensa da Unicef Portugal de 21 de setembro de 2017.

Apenas 15 países no mundo têm três políticas nacionais essenciais para apoiar famílias com crianças pequenas – UNICEF

Novo relatório diz que cerca de 85 milhões de crianças menores de cinco anos vivem em 32 países que não proporcionam às famílias dois anos de ensino pré-primário gratuito; dispensa remunerada para amamentação para as mães durante os seis primeiros meses de vida do bebé; e licença parental adequada e remunerada – três políticas cruciais para apoiar o desenvolvimento cerebral nos primeiros anos de vida

NOVA IORQUE, 21 de Setembro de 2017 – Apenas 15 países no mundo põem em prática três políticas nacionais básicas que ajudam a assegurar o tempo e os recursos de que os pais precisam para apoiar o desenvolvimento cerebral saudável dos seus filhos, afirmou hoje a UNICEF num novo relatório. Um cenário mais sombrio é o que se verifica em 32 países – nos quais vive uma em cada oito crianças do mundo menores de cinco anos – que não adoptam nenhuma dessas políticas.

Segundo o relatório “Early Moments Matter for Every Child” (“Os primeiros momentos contam para todas as crianças”), dois anos de educação pré-primária gratuita, dispensa paga para amamentação durante os seis primeiros meses de vida da criança, e seis meses de licença de maternidade bem como quatro semanas de licença de paternidade remuneradas ajudam a lançar bases que são cruciais para um desenvolvimento adequado na primeira infância. Estas políticas ajudam os pais a proteger melhor os seus filhos e a proporcionar-lhes uma nutrição mais adequada, e permite-lhes brincar e ter experiências de aprendizagem precoce nos primeiros dois anos de vida, que são cruciais na altura em que as ligações neurais se processam a um ritmo que não voltará a repetir-se.

O relatório refere que Cuba, França, Portugal, Rússia e Suécia estão entre os países que garantem estas três políticas. Contudo, 85 milhões de crianças menores de cinco anos estão a crescer em 32 países onde nenhuma destas políticas cruciais é posta em prática. Surpreendentemente, 40 por cento destas crianças vivem em apenas dois países – o Bangladesh e os EUA.

“Qual a coisa mais importante que as crianças têm? A sua capacidade cerebral. Mas não estamos a cuidar do cérebro das crianças como cuidamos do seu físico – sobretudo na primeira infância, uma altura em que a ciência prova que o cérebro e o futuro das crianças estão a ser moldados a um ritmo acelerado,” afirmou Anthony Lake, Director Executivo da UNICEF. “Temos de fazer mais para proporcionar aos pais e cuidadores de crianças pequenas o apoio que precisam durante este período mais crítico do desenvolvimento cerebral.”

O relatório também destaca que milhões de crianças menores de cinco estão a viver os seus anos formativos em ambientes inseguros e não estimulantes:

 

  • Cerca de 75 milhões de crianças menores de cinco anos vivem em zonas afectadas por conflitos, aumentando o risco de stress tóxico, que pode inibir as conexões cerebrais na primeira infância;
  • A nível global, uma nutrição pobre, ambientes insalubres e doenças deixaram 155 milhões de crianças com atrasos de desenvolvimento, o que as impede de desenvolver todo seu potencial físico e cognitivo;
  • Um quarto de todas as crianças com idades entre os 2 e os 4 anos em 64 países não participam em actividades essenciais para o desenvolvimento cerebral, tais como brincar, ler e cantar;
  • Cerca de 300 milhões de crianças no mundo vivem em zonas onde o ar é tóxico, o que, segundo estudos recentes, pode danificar o desenvolvimento cerebral das crianças.

O facto de não se proteger e proporcionar às crianças mais desfavorecidas oportunidades de desenvolvimento precoce afecta o potencial crescimento das sociedades e das economias, alerta o relatório, citando um estudo que mostrou que as crianças de agregados familiares mais pobres que tiveram acesso à aprendizagem na primeira infância viriam a ganhar em média mais 25 por cento em adultos do que as que não tiveram essa possibilidade.

“Se não investirmos agora nas crianças e famílias mais vulneráveis, continuaremos a perpetuar ciclos de desvantagem e desigualdade intergeracionais. Por cada vida, por cada oportunidade perdida, estamos a aumentar o fosso que separa os que têm e os que não têm e a comprometer a nossa força e estabilidade a longo prazo,” afirmou Lake.

Em média, os governos gastam menos de 2 por cento dos seus orçamentos alocados à educação em programas para a primeira infância. Porém, o relatório destaca que os investimentos que forem feitos nos primeiros anos de vida das crianças de hoje se traduzem em ganhos económicos significativos no futuro. Cada dólar americano investido em programas que apoiam ao aleitamento materno gera um retorno de 35 US dólares; e cada US dólar investido em cuidados e educação na primeira infância das crianças mais desfavorecidas pode ter um retorno de 17 US dólares.

O relatório apela aos governos e ao sector privado para que apoiem políticas nacionais básicas em matéria de desenvolvimento na primeira infância, nomeadamente:

  • Investindo e expandindo serviços de desenvolvimento na primeira infância em casa, na escola, nas comunidades e unidades de saúde – que dêem prioridade às crianças mais vulneráveis;
  • Tornando as políticas de apoio às famílias, nomeadamente dois anos de educação pré-primária gratuita, licenças parentais e dispensas para amamentação remuneradas numa prioridade nacional;
  • Proporcionando aos pais que trabalham o tempo e os recursos que precisam para apoiar o desenvolvimento cognitivo dos seus filhos mais pequenos;
  • Reunindo e desagregando dados sobre o desenvolvimento na primeira infância e monitorizando os progressos no que diz respeito ao universo das crianças e famílias mais desfavorecidas.

“As políticas que apoiam o desenvolvimento na primeira infância são um investimento da maior importância para a capacidade cerebral das nossas crianças, e, por consequência, para os cidadãos e para a força de trabalho de amanhã – e literalmente para o futuro do mundo,” conclui Lake.

***

Nota quanto aplicável:

Para esta análise a UNICEF usou variáveis do WORLD Policy Analysis Center da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, EUA. Os dados sobre a população provêm do UNPD (PNUD), 2017. As variáveis incluem: dois anos de educação pré-primária gratuita; dispensa para amamentação paga para as mães durante os primeiros seis meses de vida do bebé; e seis meses de licença de maternidade e quatro semanas de licença de paternidade pagas.

Os países onde estas três políticas são praticadas incluem:

Bielorrússia, Bulgária, Cuba, França, Hungria, Itália, Letónia, Luxemburgo, Portugal, Roménia, Rússia, São Marinho, Suécia, Turquemenistão e Ucrânia.

Países onde nenhuma destas três políticas é posta em prática incluem: Argélia, Austrália, Bangladesh, Barbados, Belize, Butão, Bósnia e Herzegovina, Brunei, Dominica, Gâmbia, Grenada, Quénia, República Popular Democrática da Coreia, Libéria, Malawi, Malásia, Estados Federados da Micronésia, Myanmar, Namíbia, Omã, Serra Leoa, Singapura, África do Sul, São Cristóvão e Neves, Santa Lúcia, Suazilândia, Tonga, Trinidad e Tobago, Uganda, Estados Unidos, Iémen e Zâmbia.

O relatório, apoiado pela H&M Foundation – parceira da UNICEF – será lançado amanha, 21 de Setembro, durante um evento de alto nível, entre as 11:00 e as 12:30 (16:30 – 17:30 hora de Lisboa) no The Every Woman Every Child Hub, nas Nações Unidas em Nova Iorque, durante a 72ª Sessão da Assembleia Geral das Nações.

 

 

Encontro Internacional Cidades Amigas das Crianças – 23 de maio em Lisboa

Maio 20, 2017 às 6:28 pm | Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário
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https://www.eventbrite.pt/e/bilhetes-encontro-internacional-cidades-amigas-das-criancas-33575185283

80 anos separam as histórias destes dois refugiados – eles têm mais em comum do que imagina – UNICEF

Fevereiro 22, 2017 às 8:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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https://www.unicef.pt/18/site_pr_unicef_-_novo_video_refugiados_2017_02_03.pdf

Pneumonia e diarreia matam 1.4 milhões de crianças por ano – mais do que todas as outras doenças infantis juntas

Novembro 28, 2016 às 8:00 pm | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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Comunicado de imprensa da https://www.unicef.pt/ de 11 de novembro de 2016.

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Pneumonia e diarreia matam 1.4 milhões de crianças por ano – mais do que todas as outras doenças infantis juntas

Os líderes mundiais reunidos na COP22 têm a oportunidade de assumir compromissos

que ajudarão a salvar a vida de 12.7 milhões de crianças até 2030

MARRAQUEXE, Marrocos, 11 de Novembro de 2016 – A pneumonia e a diarreia juntas matam 1.4 milhões de crianças por ano. A esmagadora maioria destas crianças vivem em países de baixo e médio rendimento. Estas mortes infantis continuam a ocorrer apesar de ambas as doenças serem amplamente preveníveis através de soluções simples e de baixo custo, tais como amamentação exclusiva, vacinação, cuidados de saúde primários de qualidade e redução da poluição do ar no interior das habitações.

Estas conclusões fazem parte de um novo relatório da UNICEF lançado hoje –One is Too Many: Ending Child Deaths from Pneumonia and Diarrhoea’ (Uma é demasiado: Pôr fim à morte de crianças devidas à pneumonia e diarreia).

A pneumonia continua a ser a principal causa de morte de crianças menores de cinco anos, tendo ceifado a vida de perto de um milhão de crianças em 2015 – aproximadamente uma criança a cada 35 segundos – e mais do que a malária, a tuberculose, o sarampo e a SIDA juntos. Aproximadamente metade de todas as mortes de crianças por pneumonia estão ligadas à poluição do ar, um facto que os líderes mundiais devem ter bem presente durante o debate em curso na conferência COP 22, sublinha a UNICEF.

“Temos provas claras de que a poluição do ar ligada às alterações climáticas está a prejudicar a saúde e o desenvolvimento das crianças, provocando pneumonias e outras infecções respiratórias,” afirmou Fatoumata Ndiaye, Directora Executiva Adjunta da UNICEF.

“Dois mil milhões de crianças vivem em zonas onde a poluição do ar excede os padrões internacionais, e muitas delas adoecem e morrem como resultado. Os líderes mundiais que participam na COP22 podem ajudar a salvar a vida de crianças comprometendo-se a tomar medidas para reduzir a poluição do ar associada às alterações climáticas e acordando em investir na prevenção e nos cuidados de saúde,” disse Fatoumata Ndiaye.

Como a pneumonia, os casos de diarreia entre crianças podem, frequentemente, estar associados a níveis de precipitação mais baixos decorrentes das alteações climáticas. A disponibilidade reduzida de água potável deixa as crianças em risco acrescido de doenças diarreicas e de sequelas ao nível físico e do desenvolvimento cognitivo.

Cerca de 34 milhões de crianças morreram de pneumonia e diarreia desde 2000. Sem maior investimento em medidas-chave de prevenção e tratamento, a UNICEF estima que mais 24 milhões de crianças venham a morrer de pneumonia e diarreia até 2030.

“Estas doenças têm um enorme impacto na mortalidade infantil e o seu tratamento tem um custo relativamente baixo,” afirmou a Directora Executiva Adjunta da UNICEF. “Contudo, continuam a receber apenas uma pequena parcela do investimento global em saúde, o que não faz nenhum sentido. Esta é a razão pela qual apelamos a um maior investimento global para intervenções de protecção, prevenção e tratamento que sabemos que são eficazes para salvar vida de muitas crianças.”

A UNICEF recomenda também um maior financiamento nos cuidados de saúde infantis em geral e que uma particular atenção a grupos de crianças especialmente vulneráveis à pneumonia e à diarreia – as mais pequenas e as que vivem em países de baixo e médio rendimento.

O relatório mostra que:

  • Cerca de 80 por cento das mortes de crianças ligadas à pneumonia e 70 por cento das que estão associadas à diarreia ocorrem durante os dois primeiros anos de vida:
  •  Ao nível global, 62 por cento das crianças menores de cinco anos vivem em países de baixo e médio rendimento, mas representam mais de 90 por cento dos casos de morte devido a pneumonia e diarreia no mundo.

 

 

Dia Universal da Criança: 200 escritores de renome mundial

Novembro 20, 2016 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Comunicado de imprensa da https://www.unicef.pt/ de 14 de novembro de 2016.

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Dia Universal da Criança: 200 escritores de renome mundial

juntam-se em prol dos direitos das crianças

Paulo Coelho, Chimamanda Adichie, Christina Lamb e Nuruddin Farah entre os vários escritores de todo o mundo escrevem ‘Tiny Stories’ em que sublinham o que desejam pra as crianças

NOVA IORQUE, 14 de Novembro de 2016 – Mais de 200 escritores de renome entre os quais autores de novelas, dramaturgos e poetas, juntaram-se esta semana numa iniciativa literária global, escrevendo ‘Tiny Stories’ (Pequenas Histórias) com cerca de sete linhas para chamar a atenção para o Dia Universal da Criança e para as injustiças que tantas das crianças mais pobres e mais desfavorecidas do mundo continuam a ter pela frente. A série de pequenas histórias é a primeira iniciativa para assinalar os 70 anos de trabalho da UNICEF para levar ajuda e esperança a todas as crianças.

As pequenas histórias vão ser partilhadas por alguns dos escritores mais aclamados do mundo nas suas próprias redes sociais. A Primeira-dama finlandesa, Jenni Haukio, apresentou o conceito que ganhou uma dinâmica junto de escritores da Ásia, África, América do Sul, Europa, Médio Oriente e Austrália.

“Como escritores temos a capacidade para advogar, e sensibilizar através da simplicidade do storytelling (narrativa). Através desta campanha louvável e necessária, defendemos a protecção dos direitos das crianças deste nosso mundo,” afirmou a conceituada autora nigeriana Chimamanda Adichie.

O grupo de escritores, cujos géneros variam desde contos de fadas à ficção, inclui uma das mais jovens autoras do mundo – Michelle Nkamankeng de sete anos da África do Sul. Escritas em mais de 10 línguas e em estilos diferentes, todas as histórias mostram que os direitos de muitas crianças são ainda negligenciados.

A campanha surge numa altura em que os direitos das crianças estão cada vez mais ameaçados. Mais de 50 milhões de crianças foram desenraizadas das suas casas devido a conflitos, pobreza e alterações climáticas, muitos outros milhões enfrentam uma inimaginável violência nas suas comunidades. Cerca de 263 milhões de crianças não estão na escola e, no ano passado, perto de seis milhões de crianças menores de cinco anos morreram de doenças maioritariamente preveníveis.

“É chocante ver que a vida de tantas crianças continua a ser tão afectada por conflitos, desigualdades, pobreza e discriminação. Espero que estas Pequenas Histórias possam lembrar ao mundo que devemos cumpri os nossos compromissos para com todas estas crianças cujas vidas e futuros estão em jogo,” afirmou a porta-voz da UNICEF Paloma Escudero.

Chimamanda Adichie usou a sua “Tiny Story” para lançar a série hoje, que se prolongará até ao dia 20 de Novembro – data em que se assinala o aniversário da adopção da Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança.

Nota: A lista completa dos autores e das suas Tiny Stories está disponível durante esta semana em http://www.unicef.org/tinystories. As pequenas histórias serão também partilhadas nas redes sociais dos autores.

 

Há perto de 50 milhões de crianças “desenraizadas” no mundo

Setembro 8, 2016 às 12:00 pm | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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Comunicado de imprensa da Unicef Portugal de 7 de setembro de 2016.

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Há perto de 50 milhões de crianças “desenraizadas” no mundo – UNICEF

28 milhões estão deslocadas dentro e fora dos seus países devido a conflitos e violência

NOVA IORQUE, 7 de Setembro de 2016 – Em todo o mundo, perto de 50 milhões de crianças estão actualmente desenraizadas, das quais 28 milhões deixaram as suas casas devido a conflitos para os quais não contribuíram minimamente, e muitas outras migraram na esperança de encontrar uma vida melhor e mais segura. Muitas vezes traumatizadas pelos conflitos e pela violência dos quais fogem, estas crianças enfrentam outros perigos pelo caminho, incluindo o risco de afogamento em travessias por mar, má nutrição e desidratação, tráfico, rapto, violação e mesmo de assassínio. Nos países pelos quais passam ou nos de destino, são muitas vezes vítimas de xenofobia e discriminação.

Um novo relatório que a UNICEF lança hoje, Uprooted: The growing crisis for refugee and migrant children (Desenraizadas: A crise que se agrava para crianças refugiadas e migrantes), apresenta novos dados que traçam um quadro muito desolador sobre a vida e a situação de milhões de crianças e suas famílias afectadas por conflitos violentos e outras crises que fazem parecer mais seguro arriscar tudo numa viagem perigosa do que permanecer em casa.

“Imagens inesquecíveis de algumas crianças – o corpo inerte de Aylan Kurdi que morreu afogado e deu à costa numa praia, ou o rosto aturdido e ensanguentado de Omran Daqneesh quando é levado para uma ambulância depois de uma bomba ter arrasado a sua casa – chocaram o mundo,” afirmou Anthony Lake, Director Executivo da UNICEF. “Mas cada imagem, cada rapariga ou cada rapaz, representa muitos milhões de crianças em perigo – o que exige que a nossa compaixão pela criança cuja imagem chega até nós se traduza em acção para todas as crianças.”

O Relatório revela que:

  • As crianças representam uma percentagem desproporcionada e crescente das pessoas que procuraram refúgio fora dos seus países de origem – elas constituem cerca de um terço da população global mas cerca de metade de todos os refugiados. Em 2015, cerca de 45 por cento de todas as crianças refugiadas sob protecção do ACNUR vieram da Síria e do Afeganistão.
  • 28 milhões de crianças abandonaram as suas casas devido à violência e a conflitos no interior dos seus países e além fronteiras, entre as quais 10 milhões de crianças refugiadas; 1 milhão de requerentes de asilo cujo estatuto de refugiado ainda não foi determinado; e cerca de 17 milhões de crianças deslocadas nos seus próprios países – crianças que precisam urgentemente de assistência humanitária e acesso a serviços essenciais.
  • São cada vez mais as crianças que atravessam fronteiras sozinhas. Em 2015, mais de 100.000 crianças (menores de 18 anos) não acompanhados requereram asilo em 78 países – três vezes mais do que em 2014. As crianças não acompanhadas estão entre as que correm maior risco de exploração e abuso, incluindo por parte de passadores e traficantes.
  • Para além daquelas, cerca de 20 milhões de crianças migrantes em diversas partes do mundo deixaram as suas casas por razões de diversa ordem, entre as quais a pobreza extrema ou a violência de gangs. Muitas estão particularmente em risco de abuso e detenção porque não têm documentos, porque têm um estatuto legal incerto e por falta de acompanhamento e monitorização sistemáticos do seu bem-estar – as crianças que escapam por entre as lacunas do sistema.

Segundo o relatório “Desenraizadas”, a Turquia acolhe o maior número de refugiados recentes, e muito provavelmente o maior número de crianças refugiadas do mundo. Proporcionalmente à sua população, o Líbano é de longe o país que acolhe o maior número de refugiados: aproximadamente 1 em cada 5 pessoas no Líbano é um refugiado. Comparativamente, no Reino Unido há aproximadamente 1 refugiado por cada 530 pessoas; e 1 por cada 1.200 nos EUA. Contudo, se considerarmos o nível de rendimento dos habitantes dos países de acolhimento é na República Democrática do Congo, na Etiópia e no Paquistão que se regista a maior proporção de refugiados.

O relatório defende que onde existem rotas seguras e legais, as migrações podem representar oportunidades tanto para as crianças que migram como para as comunidades que as acolhem. Um estudo sobre o impacte das migrações em países de elevado rendimento concluiu que os migrantes contribuíram com mais impostos e contribuições para os sistemas sociais do que a ajuda que receberam; que preencheram lacunas de pessoal altamente qualificado e pouco qualificado no mercado de trabalho; e contribuíram para o crescimento económico e a inovação nos países de acolhimento.

Mas, o que é grave é que as crianças que deliberadamente deixaram as suas casas ou se viram forçadas a fugir, muitas vezes perdem os potenciais benefícios da migração, como a educação – um dos principais factores que leva muitas famílias e crianças a optar pela migração. Uma criança refugiada tem cinco vezes mais probabilidade de não frequentar a escola do que uma criança não refugiada. E quando têm a oportunidade de a frequentar, é na escola que as crianças migrantes e refugiadas são mais frequentemente vítimas de discriminação, nomeadamente mediante tratamento injusto e bullying.

Fora da sala de aula, as barreiras legais impedem as crianças refugiadas e migrantes de beneficiarem dos mesmos serviços que as crianças naturais do país em questão. Nos casos mais graves, a xenofobia pode chegar a ataques directos. Só na Alemanha, as autoridades registaram 850 ataques contra abrigos de refugiados em 2015.

“Que preço pagaremos se não proporcionarmos a estes jovens as oportunidades necessárias para terem uma educação e uma infância mais normal? Como poderão eles contribuir positivamente para as suas sociedades? Se o não puderem fazer, não serão apenas os seus futuros que ficarão comprometidos mas também as suas sociedades serão enfraquecidas,” disse Lake.

O relatório destaca seis medidas específicas para proteger e ajudar crianças deslocadas, refugiadas e migrantes:

  • Proteger as crianças refugiadas e migrantes da exploração e da violência, especialmente as crianças não acompanhadas.
  • Pôr fim à detenção de crianças requerentes do estatuto de refugiado ou migrante através da adopção de uma série de alternativas práticas.
  • Manter as famílias juntas como a melhor forma de proteger as crianças e atribuir às crianças um estatuto legal.
  • Permitir que todas as crianças refugiadas e migrantes possam continuar a sua aprendizagem e que tenham acesso à saúde e a outros serviços de qualidade.
  • Apelar à acção concreta para combater as causas que estão na origem de movimentos de refugiados e migrantes em larga escala.
  • Promover medidas para combater a xenofobia, a discriminação e a marginalização.

 

 

 

3.6 milhões de crianças estão agora em risco devido ao aumento da violência no Iraque – relatório “A Heavy Price for Children”

Julho 29, 2016 às 6:00 am | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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descarregar o relatório no link:

http://www.uniraq.org/index.php?option=com_k2&view=item&task=download&id=1882_155abec0c097a09d6cd3c8694f9a6f3c&Itemid=626&lang=en

ou

http://www.unicef.pt/relatorio_iraque_um_preco_elevado_para_as_criancas.pdf

mais informações na notícia da Unicef Portugal

3.6 milhões de crianças estão agora em risco devido ao aumento da violência no Iraque

 

The State of the World’s Children 2016: A fair chance for every child – novo relatório da Unicef

Julho 13, 2016 às 8:00 pm | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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unicef

descarregar o relatório no link:

http://www.unicef.org/sowc2016/

informações em português sobre o relatório no link:

http://www.unicef.pt/18/site_pr_unicef-relatorio_situacao_mundial_da_infancia-2016-06-28.pdf

Nova iniciativa de vários países destinada a proteger milhões de raparigas do casamento na infância – UNICEF/FNUAP

Março 9, 2016 às 4:26 pm | Publicado em Campanhas em Defesa dos Direitos da Criança, Vídeos | Deixe um comentário
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Um casamento é suposto ser uma ocasião de muita alegria, mas este é tudo menos um conto de fadas.
Cerca de 15 milhões de raparigas serão casadas enquanto crianças este ano – o seu direito à infância é-lhes roubado.
Este vídeo, produzido com a Bridal Musings, um dos blogues sobre casamentos mais lidos do mundo, tem como objetivo chamar a atenção para esta realidade brutal.

 

 

COMUNICADO DE IMPRENSA DA UNICEF
NOVA IORQUE, 8 de Março de 2016 – Uma nova iniciativa de vários países para acelerar o fim do casamento na infância vai ajudar a proteger os direitos de milhões de raparigas mais vulneráveis no mundo, afirmaram a UNICEF e o FNUAP no Dia Internacional da Mulher.
O Programa Global FNUAP-UNICEF para Acelerar o Fim ao Casamento na Infância (UNFPA-UNICEF Global Programme to Accelerate Action to End Child Marriage) anunciado hoje irá envolver famílias, comunidades, governos e jovens. Este programa insere-se num esforço global para evitar que milhões de raparigas casem demasiado cedo e para apoiar as que já casaram muito novas em 12 países de África, Ásia e Médio Oriente, onde as taxas de casamento na infância são elevadas.
“Escolher quando e com quem casar é uma das decisões mais importantes a vida de qualquer pessoa. O casamento na infância nega esta escolha a milhões de raparigas todos os anos,” disse o Dr. Babatunde Osotimehin, Director Executivo do FNUAP, Fundo das Nações Unidas para a População. “No âmbito deste programa global, vamos trabalhar com os governos de países com elevada prevalência de casamento precoce para fazer valer os direitos das raparigas adolescentes, a fim de que possam desenvolver todo o seu potencial e os países possam concretizar os seus objetivos de desenvolvimento socioeconómico.”
O novo programa centra-se em cinco estratégias que têm provado ser eficazes, nomeadamente aumentar o acesso das raparigas à educação, sensibilizar os pais e as comunidades sobre os perigos do casamento na infância, incrementar o apoio económico às famílias, e reforçar e aplicar leis que estabeleçam os 18 anos como a idade mínima para casar.
“O mundo despertou para os danos que o casamento na infância causa a cada uma destas raparigas, aos seus futuros filhos e às suas sociedades,” afirmou o Diretor Executivo da UNICEF, Anthony Lake. “Este novo programa vai ajudar a incentivar a ação para chegar às raparigas que correm maior risco – e ajudar outras jovens, raparigas e mulheres – a consciencializarem-se de que têm o direito de decidir sobre os seus próprios destinos. Este é um aspeto crucial no presente porque se as tendências atuais se mantiverem, o número de raparigas e mulheres que casam em criança será perto de mil milhões em 2030 – mil milhões de infâncias perdidas, mil milhões de futuros arruinados.”
O casamento precoce é uma violação dos direitos das raparigas e das mulheres. As raparigas que casam em criança têm mais probabilidades de não ir à escola, de sofrer de violência doméstica, contrair VIH/SIDA e morrer devido a complicações durante a gravidez e o parto. O casamento na infância também prejudica economias e alimenta a pobreza inter-geracional.

A comunidade internacional deu provas de um grande empenho para pôr fim ao casamento na infância ao incluir nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável uma meta específica sobre a sua eliminação, bem como de outras práticas nefastas. A UNICEF e o FNUAP apelam aos governos e organizações parceiras para que apoiem o novo Programa Global no sentido de ajudar a eliminar o casamento precoce até 2030.

Este Programa conta com o apoio do Canadá, da União Europeia, da Itália, da Holanda e do Reino Unido.

 

UNICEF Portugal

 

 

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