Mais de 1 bilhão de jovens correm risco de perda auditiva devido à exposição a sons altos

Março 1, 2019 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da ONU News de 12 de fevereiro de 2019.

Alerta é da Organização Mundial de Saúde e União Internacional de Telecomunicações; agências publicaram novas diretrizes para combater problema; perda auditiva custa US$ 750 milhões à economia global todos os anos.

Cerca de 1,1 bilhão de pessoas entre os 12 e os 35 anos correm o risco de perda auditiva irreversível devido à exposição a sons altos, como música tocada em seu smartphone.

O alerta é de especialistas da Organização Mundial da Saúde, OMS, e da União Internacional de Telecomunicações, UIT, que publicaram um novo conjunto de diretrizes sobre o tema esta terça-feira em Genebra .

Importância

As recomendações servem para prevenir a surdez e o zumbido, também conhecido por tinido, uma sensação auditiva na ausência de qualquer som exterior.

Entre as sugestões está a inclusão de novas funções para dispositivos de áudio pessoais que controlam o volume e durante quanto tempo as pessoas ouvem música.

Em nota, a agência da ONU explica que a iniciativa é uma tentativa de combater a falta de consciência sobre o que constitui muito barulho. Um em cada dois jovens escuta níveis inseguros de som nos seus dispositivos pessoais. Este uso deve continuar a crescer em todo o mundo.

O diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, disse que um número tão grande de “jovens não deve continuar a prejudicar sua audição quando ouvem música porque existe o conhecimento tecnológico para prevenir essa perda.”

Ghebreyesus afirmou que os jovens “precisam entender que, quando perdem a audição, ela não volta.” No dia 3 de março é marcado o Dia Mundial da Audição.

Recomendações

Em entrevista à ONU News, a especialista da OMS, Shelly Chadha, disse que “mais de 1 bilhão de jovens correm o risco de sofrer perda auditiva simplesmente fazendo o que realmente gostam muito de fazer, ouvir música através de seus fones de ouvido regularmente.”

Chada explicou que, neste momento, não existe nada “sólido, além do instinto, que diga que o que estamos fazendo é certo ou errada e se vai levar ao zumbido ou à perda auditiva dentro de alguns anos.”A especialista disse que isso é como “dirigir em uma estrada sem um velocímetro no carro ou um limite de velocidade.”

Uma das propostas é que os smartphones venham equipados com um sistema que avisa sobre os níveis de som e se os usuários ultrapassam os limites recomendados. Outra opção para a indústria é que permitam que o volume seja controlado pelos pais.

Estas recomendações são o resultado final de dois anos de discussões entre representantes da OMS e UIT, indústria, especialistas de governos, órgãos de consumidores e da sociedade civil.

As diretrizes também propõem que estas novas tecnologias permitam criar perfis individualizados, para que as pessoas consigam saber durante quanto tempo têm usado o dispositivo e se o fizeram de forma segura.

Saúde pública

De acordo com a OMS, mais de uma em cada 20 pessoas, ou 432 milhões de adultos e 34 milhões de crianças, têm uma deficiência auditiva incapacitante que afeta a sua qualidade de vida.

A maioria destes pacientes vive em países pobres e de renda média. Até 2050, mais de 900 bilhões de pessoas terão deficiência auditiva significativa.

A OMS afirma que cerca de metade de todos estes casos podem ser evitados usando medidas de saúde pública. Segundo a agência, a perda auditiva custa US$ 750 milhões à economia global todos os anos.

 

 

Nações Unidas: países africanos precisam fazer mais para evitar infeção com VIH nas crianças e jovens

Fevereiro 15, 2019 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Observador de 16 de janeiro de 2019.

Agência Lusa

Só este ano, cerca de 67 mil crianças (até aos 9 anos) e 69 mil adolescentes (dos 10 aos 19 anos) foram infetados com VIH, sendo que mais de metade dos adolescentes (46 mil) eram raparigas.

Três agências das Nações Unidas exortaram esta quarta-feira os países da África Ocidental e Central a fazerem mais esforços para pôr fim às novas infeções de VIH (vírus da imunodeficiência humana) entre crianças e adolescentes, incluindo a resolução dos problemas relativos à igualdade de género.

O apelo foi lançado após uma reunião de alto nível em Dacar, capital do Senegal, pela ONUSIDA, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e a Organização Mundial de Saúde (OMS), face à epidemia que se propaga nos países africanos, nestas regiões.

Em 2017, cerca de 800 mil crianças e jovens da África Ocidental e Central entre os 0 e os 19 anos viviam com VIH — o segundo número mais elevado do mundo após África Oriental e Austral.

Neste ano, aproximadamente 67 mil crianças (até aos 9 anos) e 69 mil adolescentes (dos 10 aos 19 anos) foram infetados novamente com VIH e dois terços (46 mil) dos adolescentes recém-infectados eram raparigas.

Embora tenha havido progressos em alguns países no combate a novas infeções por VIH entre crianças — 11 países registaram uma redução de mais de 35% entre 2010 e 2017, entre os quais Cabo Verde — noutros, incluindo a Nigéria, que tem a maior epidemia na região, o número não diminuiu.

“Os países da África Ocidental e Central têm a oportunidade real de fazer uma mudança positiva para as crianças e os jovens”, disse o diretor executivo da ONUSIDA, Michel Sidibé, citado num comunicado.

O mesmo responsável sugeriu que as questões subjacentes, incluindo desigualdade de género e discriminação generalizadas, “precisam de ser abordadas com urgência para que os obstáculos que se coloca à obtenção de resultados possam ser removidas e mais vidas possam ser salvas”.

Mais informações na Press Release da UNAIDS:

UNAIDS, UNICEF and WHO urge countries in western and central Africa to step up the pace in the response to HIV for children and adolescents

 

 

Adolescentes portugueses estão exaustos. Os que não gostam da escola triplicaram nos últimos 20 anos

Dezembro 23, 2018 às 6:43 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 19 de dezembro de 2018.

Mais de metade dos alunos portugueses dizem-se maus alunos. O novo inquérito sobre o estilo de vida dos adolescentes mostra-os cada vez mais exaustos, tristes e medicados.

Natália Faria

A matéria nas aulas é demasiada, aborrecida, difícil. A avaliação é um stress. E o pior mesmo é a comida do refeitório. Em cada 100 adolescentes portugueses, quase 30 (29,6%) dizem que não gostam da escola. Mas o que mais surpreendeu os autores do novo grande inquérito sobre os estilos de vida dos adolescentes portugueses foram os níveis de exaustão e de tristeza: 17,9% dos adolescentes inquiridos disseram-se cansados e exaustos “quase todos os dias”, 12,7% acusaram dificuldades em adormecer e 5,9% confessaram que se sentem “tão tristes que não aguentam”.

Se recuarmos a edições anteriores deste inquérito, que vem sendo repetido de quatro em quatro anos desde 1998, houve agravamentos em todos aqueles indicadores. Quanto à má relação dos alunos com a escola, “é um problema crónico” que triplicou nos últimos 20 anos. “É uma desgraça continuada”, constata Margarida Gaspar de Matos, a investigadora que coordena a equipa que faz esta análise aos adolescentes portugueses para a Organização Mundial de Saúde (OMS) – este ano com inquéritos distribuídos a 6997 jovens de Portugal continental, do 6º, do 8º e do 10º ano de escolaridade.

Em 1998, 13,1% dos alunos diziam não gostar da escola. Vinte anos depois, essa percentagem aumentou para os referidos 29,6%. E se, no primeiro inquérito, apenas 3,8% acusavam a pressão com os trabalhos da escola, este ano foram 13,7%. Por outro lado, quando os investigadores perguntaram aos alunos do 8º e do 10º ano se pretendiam ir para a universidade, apenas 54,8%, pouco mais de metade, portanto, responderam que sim. Em 2010, as respostas positivas tinham sido 69,3%.

Pior: mais de metade dos alunos (51,8%) consideram-se maus alunos. “Quando lhes perguntamos porquê, a resposta é chapa um: ‘Não tenho boas notas’, ‘não tenho boas notas’, ‘não tenho boas notas’. Não falam da dificuldade em aprender, eles estão é stressadíssimos com as notas. Parece que a escola toda se centrou na questão da avaliação em vez de no gosto pela aprendizagem”, acrescenta a investigadora, para quem o combate a “este cancro que é o desgosto pela escola” exige que se dê mais atenção à flexibilização curricular. Afinal, 87,2% dos alunos queixam-se que a matéria é demasiada, aborrecida (84,9%) e difícil (82%).

“Parece que o ensino está todo virado para a nota em vez de para o conhecimento académico e das pessoas. E isto é uma escola muito punitiva. É uma escola que existe para enfardar conhecimento e não para fazer com que as pessoas desabrochem do ponto de vista da cultura e do conhecimento do meio”, insiste a investigadora, reivindicando a recuperação, nas escolas, dos espaços em que os “os adultos de referência possam contactar com as crianças sem que seja numa troca à volta das matérias”. É que, como se não bastasse, 56,9% dos alunos acusaram a pressão também dos pais para que tenham boas notas.

Tristes e exaustos

Recolhidos através de um questionário online, preenchido em contexto de aula, por alunos de 387 turmas de escolas públicas, estes resultados hão-de integrar o grande retrato internacional da adolescência, chamado Health Behaviour in School-Aged Children, da OMS, que congrega dados semelhantes de 44 países e que deverá ser divulgado dentro de mais ou menos um ano.

Na altura, será possível comparar os estilos de vida dos adolescentes portugueses com os dos outros países, em áreas como o apoio familiar, a escola, saúde, bem-estar, sono, sexualidade, alimentação lazer, sedentarismo, consumo de substâncias e violência. Por enquanto, o retrato que se afigura aos investigadores portugueses é preocupante, com os indicadores reveladores de mal-estar a equipararem-se (e a agravarem-se, nalguns casos), aos de 1998, depois de vários anos de aparente melhoria.

As respostas revelam, por exemplo, que, apesar de a grande maioria (81,7%) dos jovens se considerar feliz, tem aumentado a percentagem dos que se dizem sentir tão tristes que não aguentam… quase todos os dias: eram 3,5% em 2006 e subiram para os 5,9% em 2018. Ao mesmo tempo, os que se dizem tristes quase todos os dias aumentaram de 5,3% para 9,2%, depois de em 2006 terem recuado aos 4,6%.

Já nos comportamentos autolesivos houve “uma diminuição tão ligeirinha que é quase um empate técnico”: 19,6% dos alunos do 8º e do 10º ano assumiram ter-se magoado de propósito pelo menos uma vez nos 12 meses anteriores ao inquérito.

O que deixou “apavorada” a coordenadora deste estudo foi a quantidade de jovens que se declararam exaustos: 17,9% em 2018, acima dos 10,3% de 2014 e dos 9,5% de 2010. Nem 2002, que “foi o ano terrível em que tivemos alguns dos piores indicadores”, foi tão mau. Nesse ano, o valor foi de 16,8%. O estudo não permite estabelecer nexos causais. Mas Margarida Gaspar de Matos, que além de investigadora é psicóloga clínica, recorre à sua experiência profissional para arriscar algumas explicações susceptíveis de ajudarem a perceber para o cansaço e a exaustão dos jovens: “O stress por causa das notas, o abuso do ecrã e as poucas horas de sono”.

Notas de rodapé: 56,6% dos alunos do 8º e 10º ano declararam passar várias horas por dia ao telemóvel. E cerca de metade do total de inquiridos apontou problemas como dificuldades em adormecer, sono agitado, e acordar cedo demais e a meio da noite. Outros indicadores de mal-estar decorrem dos 27,6% dos que se disseram preocupados “todos os dias, mesmo várias vezes ao dia”.

 

 

Fome no momento de ir para a cama ou para a escola afecta 11%

Dezembro 19, 2018 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 19 de dezembro de 2018.

Falta comida, nuns casos, e sobram medicamentos noutros. Muito ligados à família e à boa-mesa, os jovens portugueses tendem a desorganizar-se na chegada à universidade por terem sido demasiado protegidos na infância.

Os jovens que declararam sob anonimato ir para a escola ou para a cama com fome por não haver comida suficiente em casa perfazem 11%, na soma dos que declararam que isso acontece às vezes (7,2%) ou frequentemente e sempre (3,8%). Em 2014, as categorias “frequentemente” e “sempre” perfaziam 1,5% e, em 2010, 1,2%. Será um reflexo tardio da crise, este agravamento? “Não sabemos. É provável que seja uma continuidade do agravamento registado em 2014, em que estávamos todos com um pano negro sobre a cabeça por causa da crise. Agora, há uma retoma económica, mas as pessoas que não conseguiram resolver os seus problemas podem ter ficado naquilo a que chamamos ‘um nicho escondido com problemas agravados’”, admite Margarida Gaspar de Matos, coordenador do estudo A Saúde dos Adolescentes Portugueses, que é divulgado nesta quarta-feira.

A investigadora lembra que “as pessoas deixaram entretanto de beneficiar dos incentivos alimentares que as escolas davam [nos piores anos da crise] a todos os miúdos, para integrar discretamente os que tinham fome e que o escondiam, até que desmaiavam nas aulas de educação física, por exemplo”. A coordenadora do estudo ressalva, porém, que os dados obtidos não permitem certezas: “É verdade que há mais rapazes do que raparigas a dizerem-se com fome e pode ser a ‘fome de crescimento’ que os levou a responder sim à pergunta”.

Quando lhes perguntam se tomaram medicamentos no mês anterior ao inquérito, a percentagem de respostas positivas entre os alunos do 8º e do 10º ano de escolaridade deixou perplexa Margarida Gaspar de Matos. “Mais de metade [52,6%] tomou remédios para a dor de cabeça, um quarto [25,2%] para as dores de estômago, 16,5% para as dores de costas, 11,2% para o nervosismo, 9% para as dificuldades em adormecer!”, espanta-se a psicóloga clínica. Acrescem os 7,6% que tomaram medicamentos para aumentar a memória e a concentração e os 6,5% que tomaram remédios para a tristeza.

E o pior é que “mais de um quarto destes miúdos tomaram estes medicamentos sem prescrição médica”, acrescenta, para lembrar que “não é possível saber qual vai ser o efeito destes remédios a longo prazo em crianças que ainda estão a desenvolver-se”. Logo, importaria que houvesse mais psicólogos no Serviço Nacional de Saúde, também porque “não há grande treino dos pediatras e dos médicos de família nas questões de saúde mental infantil, o que faz com que a resposta tenda a ser medicamentosa”.

Chegam à universidade sem saber gerir dinheiro

Nem tudo é mau no estilo de vida dos adolescentes portugueses. Na comparação com os restantes países, são dos que se alimentam melhor, nomeadamente no tocante ao hábito de tomar o pequeno-almoço e à ingestão de fruta. E, neste último inquérito, mostram-se “muito integradores da diferença, quer em relação às pessoas que vêm de outros países quer a pessoas com menos poder económico”.

Porém, apenas 9,2% admitem ler um jornal diariamente ou quase todos os dias para ficar informado. E sentem-se pouco ou nada motivados para o activismo social. “Há um afastamento que resulta da percepção de que não vale a pena”, interpreta a investigadora, para apontar outra idiossincrasia aos adolescentes portugueses: “A ligação com a família é muito forte, mas têm dificuldades em tornar-se autónomos e responsáveis”. Porque “há menos miúdos e a tendência é para serem tratados como artigos de luxo”, muitos crescem à força quando chegam à universidade. “Não estão habituados a gerir dinheiro, a comprar comida, a lavar a roupa: desorganizam-se completamente”, acrescenta, para apontar duas prioridades: criar “estruturas de autonomização e de responsabilização” dos jovens e dar-lhes “oportunidades de participação social desde pequenos”.

 

 

 

Lançamento dos Resultados Nacionais do Estudo HBSC 2018 – 19 dezembro na Fundação Calouste Gulbenkian

Dezembro 18, 2018 às 2:30 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Inscrição gratuita, mas obrigatória no seguinte link: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSeJ-uInMvcBnvg9IkSlcOfWPHC-VVXunIECglzeFuH0ObibWg/viewform?vc=0&c=0&w=1&fbclid=IwAR1yiVA37Qrc_C_PXKZN8-6TWUcHgwxV3CJyyBVja6OttwKeeaRZA7Bfwzw

80% dos jovens em Portugal são felizes

Dezembro 18, 2018 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Expresso de 15 de dezembro de 2018.

O Health Behaviour in School-Aged Children mostra jovens felizes, a fumar menos, mas também exaustos e a beber mais.

Os jovens portugueses consideram-se felizes, dizem ser fácil falar com os pais, cultivam a amizade, a diversidade e a tolerância, não recorrem tanto ao bullying, fumam pouco e consomem menos drogas, e iniciam-se sexualmente mais tarde. Mas — há sempre um ‘mas’ — não gostam da escola, têm cada vez mais amigos virtuais, dizem que estão exaustos e queixam-se de mal-estar físico, consomem mais álcool, dormem menos e pior, não acreditam na intervenção social e assumem comportamentos de risco no que toca à prevenção de doenças sexualmente transmissíveis e da gravidez não planeada. Numa percentagem baixa mas alarmante, referem ir para a escola e para a cama com fome, por falta de comida suficiente em casa.

São estas as principais conclusões do Health Behaviour in School-Aged Children 2018, financiado pela Organização Mundial da Saúde, que em Portugal é levado a cabo, desde 1996 e a ritmo quadrienal, pela equipa Aventura Social da Faculdade de Motricidade Humana — e em que participaram 6997 jovens do 6º, 8º e 10º anos. “Se é verdade que 80% dos adolescentes se consideram feliz, há uma média de 20% que precisam de atenção especializada. Isto significa um em cada cinco, e isso pode mesmo ser demais”, adianta a coordenadora da equipa, Margarida Gaspar de Matos, ao Expresso, notando que, do ponto de vista das políticas públicas, seria necessária a assunção de “medidas que apoiem os jovens na prevenção das circunstâncias e comportamentos lesivos da sua saúde, bem-estar e participação social”.

Apatia social e sexual

É justamente neste item que a psicóloga aponta uma das maiores surpresas do estudo, que desenha “um perfil de apatia juvenil em questões de cidadania ativa e associativismo”. Isto sugere não só uma falta de fé dos jovens nas instituições, como a noção de que a sociedade como um todo “é um assunto onde não é interessante investir, seja porque ninguém lhes liga, seja porque estão demasiado bem ou demasiado mal”.

Em relação à sexualidade, o inquérito apontou para um início de atividade sexual mais tardio do que no de 2014. Porém, Gaspar de Matos não atribui este resultado a uma “educação para a saúde dissuasora”. Pelo contrário, “os esforços de educação para a saúde diminuíram muito durante o ministério liderado por Nuno Crato”, mais centrado na promoção das competências matemáticas. Para a coordenadora, a “forte componente virtual” da atual cultura juvenil pode ter “abrandado o interesse pela sexualidade”. Por outro lado, frisa Gaspar de Matos, “o SNS não está preparado para atender os problemas emocionais dos adolescentes nem das crianças”. O estudo será apresentado na quarta-feira, dia 19.

 

 

OMS: “Mais de 90% das crianças do mundo respiram ar tóxico”

Novembro 12, 2018 às 12:00 pm | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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Notícia do ONU News de 29 de outubro de 2018.

Estudo destaca que situação afeta 1,8 bilhão de crianças; Conferência Mundial sobre Poluição do Ar e Saúde iniciou esta segunda-feira em Genebra.

A Organização Mundial da Saúde, OMS, revelou que cerca de 93% das crianças do mundo, com menos de 15 anos de idade, respiram ar tão poluído que coloca sua saúde e desenvolvimento em grave risco.

A situação afeta 1,8 bilhão de crianças no mundo, de acordo com um relatório publicado esta segunda-feira na primeira Conferência Mundial sobre Poluição do Ar e Saúde que decorre em Genebra.

Ameaças

Em 2016, estima-se que 600 mil crianças já morreram devido a infeções respiratórias causadas pelo ar poluído. Uma das principais ameaças à saúde de  crianças menores de cinco anos é a poluição do ar,  responsável por quase uma em cada 10 mortes nessa faixa etária.

Em comunicado, o diretor da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, considera a situação “indesculpável”. O representante destaca que o ar poluído “intoxica milhões de crianças e arruína suas vidas”.

O chefe da OMS sublinhou que toda a criança “deve ser capaz de respirar ar puro para que possa crescer e realizar todo o seu potencial”.

O estudo defende ainda que a poluição do ar também causa câncer. Crianças expostas à poluição excessiva também podem estar em maior risco de contrair uma doença cardiovascular crônica na vida adulta.

Cérebro

A diretora do Departamento de Saúde Pública, Meio Ambiente e Sociedade da OMS, Maria Neira, disse a jornalistas que a poluição do ar prejudica o cérebro dos menores de idade.

A probabilidade é que as crianças sejam intoxicadas porque estão mais expostas a ar poluído e absorvem mais poluentes do solo, onde essas substâncias se encontram em concentrações mais altas.

Como parte do apelo à ação das comunidade internacional, a OMS recomenda uma série de medidas “diretas” para reduzir o risco à saúde, que estão ligadas ao tamanho de material particulado ambiental, ou PM2.5.

Essas ações incluem acelerar as mudanças na limpeza de combustíveis e em tecnologias de aquecimento e para cozinhar, promoção de transporte mais limpo, habitações com maior eficiência energética e planejamento urbano.

A OMS apoia ainda a geração de energia de baixa emissão, tecnologias industriais mais limpas e seguras e o melhor gerenciamento municipal de resíduos para reduzir a poluição do ar nas comunidades.

O relatório citado na notícia é o seguinte:

Air pollution and child health: prescribing clean air

 

 

Metade das doenças mentais começa aos 14 anos

Outubro 22, 2018 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da ONU News de 10 de outubro de 2018.

ONU destaca situação de jovens em Dia Mundial de Saúde Mental; Guterres disse que, mudando a atitude em relação ao grupo de enfermidades, é possível mudar o mundo.

Metade de todas as doenças mentais começa aos 14 anos, mas a maioria dos casos não é detectada nem tratada.

A Organização Mundial da Saúde, OMS, deu esta informação para marcar o Dia Mundial da Saúde Mental, marcado a 10 de outubro. O tema deste ano é “Jovens e Saúde Mental num Mundo em Mudança”.

Comunidades e Jovens

Em nota publicada esta quarta-feira, o secretário-geral da ONU disse que “durante muito tempo a saúde mental tem sido um tema secundário, apesar dos impactos arrasadores sobre comunidades e jovens de todos os lugares”.

António Guterres lembrou que um em cada cinco jovens deve ter um problema deste género este ano. Segundo ele, “a falta de saúde mental durante a adolescência tem impacto no desempenho na escola e aumenta o risco de uso de álcool e substâncias e comportamento violento”.

O chefe da ONU afirmou que, apesar dos desafios, muitos destes problemas podem ser evitados ou tratados.

Explicando que “aqueles que lutam com problemas de saúde mental ainda estão sendo marginalizados”, Guterres lembrou o compromisso das Nações Unidas de que todas as pessoas tenham, até 2030, apoio para este problema.

Para o secretário-geral, “se mudarmos a nossa atitude em relação à saúde mental, mudaremos o mundo”.

Consequências

Segundo a OMS, a depressão é a terceira doença mais comum  entre adolescentes. O suicídio é a segunda principal causa de morte entre os jovens de 15 a 29 anos. O uso de álcool e drogas ilícitas também é uma questão em muitos países e pode levar a comportamentos de risco, como sexo inseguro ou conduzir alcoolizado. Transtornos alimentares são outro motivo de preocupação.

A agência da ONU diz que “felizmente cresce o reconhecimento da importância de ajudar os jovens”. A OMS acredita que proteger o bem-estar do adolescente traz benefícios à sua saúde, mas também às economias e à sociedade.

A OMS explica que muito pode ser feito para ajudar. A prevenção começa com o conhecimento e compreensão dos primeiros sintomas. Pais e professores podem ajudar a lidar com desafios do dia-a-dia, apoio psicossocial pode ser prestado nas escolas e, por fim, os profissionais de saúde podem ser treinados para lidar com estes problemas.

A agência acredita que o investimento nesta área é essencial. Esse investimento deve ensinar colegas, pais e professores sobre as melhores formas de ajudar amigos, filhos e alunos.

Mais informações na notícia da WHO:

World Mental Health Day 2018

 

Unicef e OMS alertam: 78 milhões de bebés não são amamentados na primeira hora após o parto

Agosto 10, 2018 às 8:00 pm | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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Notícia da SIC Notícias de 31 de julho de 2018.

Cerca de 78 milhões de bebés (60% do total) não são amamentados na primeira hora de vida, aumentando o risco de morte e de doença, alertaram hoje a Unicef e a Organização Mundial de Saúde num novo estudo.

As organizações notam que a maior parte destes bebés nasce em países de rendimento baixo e salientam que mesmo uma demora de algumas horas na amamentação após o nascimento pode colocar as crianças em risco de vida.

O contacto pele com pele na amamentação estimula a produção de leite nas mães, incluindo o colostro, rico em nutrientes e anticorpos, chamado a “primeira vacina” de um bebé.

As taxas de amamentação na primeira hora após o nascimento são mais altas na África Austral e do Sul (65%) e mais baixas no leste da Ásia e Pacífico (32%), refere-se no relatório.

Em países como o Burundi, Sri Lanka e Vanuatu, 90% dos bebés são amamentados na primeira hora, enquanto no Azerbaijão, Chade e Montenegro, só dois em cada dez são amamentados.

O diretor-geral da OMS, Tedrso Adhanom Ghebreyesus, salientou que “a amamentação é o melhor começo de vida possível” e defendeu que é preciso as famílias, sistemas de saúde, patrões e governos apoiarem as mães para “darem aos filhos o começo que merecem”.

No relatório, chamado “Capturar o momento”, elencam-se razões que fazem demorar o primeiro aleitamento, como diferenças nos cuidados às mães e recém-nascidos.

Em muitos casos, os bebés são separados das mães imediatamente após o nascimento e não é a presença de pessoal qualificado a assistir aos partos que afeta a frequência da amamentação após o nascimento.

Práticas como dar aos recém-nascidos leite preparado, mel ou água açucarada ainda contribuem para adiar o primeiro contacto do bebé com a sua mãe.

Outro fator é o aumento de cesarianas, que em países como Egito mais do que duplicaram entre 2005 e 2014, de 20% para 52%, enquanto a percentagem de bebés amamentados desde logo desceu de 40% para 27%.

Estudos anteriores citados no documento agora divulgado mostram que os recém-nascidos que foram amamentados entre as duas e as 23 horas a seguir ao parto tinham 33% mais riscos de morrer do que os que foram amamentados antes.

Entre os recém-nascidos amamentados a partir do dia seguinte ao nascimento, o risco duplicava.

No relatório apela-se aos governos, doadores e decisores para que adotem medidas legais fortes para restringir a publicidade de leite preparado para recém-nascidos e outros substitutos do leite materno.

Lusa

O relatório Capture the Moment: Early initiation of breastfeeding – the best start for every newborn pode ser consultado no link:

https://www.unicef.org/press-releases/3-5-babies-not-breastfed-first-hour-life

 

 

OMS classifica distúrbio de videojogos como doença mental

Junho 19, 2018 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 18 de junho de 2018.

O problema é definido como uma “falta de controlo crescente” que impede a realização de actividades normais num período superior a um ano.

Karla Pequenino

A Organização Mundial de Saúde (OMS) classificou os “distúrbios com videojogos” como um problema de saúde mental na nova edição da Classificação Estatística Internacional de Doenças, publicada online esta segunda-feira. A condição é definida como uma “falta de controlo crescente” ao longo de um período superior a 12 meses, em que se dá cada vez mais importância aos videojogos, mesmo com consequências negativas (falta de sono, irritabilidade, exclusão de outras actividades do dia-a-dia).

“Ter um distúrbio [no manual] é algo que os países tomam em consideração quando planeiam estratégias de saúde pública e monitorizam tendências com distúrbios”, lê-se no comunicado da OMS sobre a mudança que tinha sido anunciada no começo do ano. A nova edição da classificação de doenças – que chega mais de uma década depois da última revisão – entra em vigor no dia 1 de Janeiro de 2022. Até lá, os vários países devem preparar traduções e treinar profissionais de saúde para trabalhar com as mudanças. O manual é considerado a base para identificar tendências e estatísticas sobre doenças em todo o mundo por definir um código universal.

“Até 2022 ainda há coisas que podem mudar no manual, e há certamente muito interesse do lado das empresas dos videojogos. É uma indústria em crescimento”, diz ao PÚBLICO o psicólogo Pedro Hubert, coordenador do Instituto de Apoio ao Jogador (IAJ) que se foca no tratamento de dependências associadas aos jogos em Portugal, incluindo os jogos da sorte. Actualmente, cerca de 20% dos pacientes que chegam ao IAJ queixam-se de problemas específicos com videojogos. “Há provas científicas de que o estímulo para jogar pode ser tão forte como a nicotina e outras drogas. Por cá, há cada vez mais pais preocupados por não saber como ajudar os filhos que se isolam, começam a falhar na escola e vivem para os videojogos”, diz Hubert. “A partir do momento em que a OMS aceita isto, os critérios são iguais em todo o lado e os Estados são obrigados a reconhecer o problema.”

Há investigadores, no entanto, que recomendam cautela com o diagnóstico da OMS. A psicóloga Maria João Andrade, que gere a Grinding Mind, uma associação portuguesa para promover uma relação saudável com videojogos, relembra que os casos problemáticos são uma minoria. É algo que a própria OMS reconhece. “Estudos sugerem que o distúrbio apenas afecta uma pequena proporção de pessoas que se dedicam a actividades de jogos digitais ou videojogos”, lê-se no guia da OMS sobre as mudanças quanto aos videojogos. “Porém, as pessoas que se dedicam a esta actividade devem estar alerta sobre o tempo que passam com videojogos, especialmente quando leva a ignorar outras actividades diárias.”

6C51 Gaming Disorder

https://icd.who.int/browse11/l-m/en#/http%3a%2f%2fid.who.int%2ficd%2fentity%2f1448597234

 

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