GNR identifica dezenas de jovens em Caminha e Viana do Castelo. Ajuntamentos eram convocados no WhatsApp

Agosto 28, 2020 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 27 de agosto de 2020.

Os adolescentes encontravam-se em grupos com mais de 20 pessoas e não usavam máscara.

Lusa

A GNR identificou, em oito dias, dezenas de jovens que participavam em ajuntamentos em praias de Caminha e Viana do Castelo, em infracção às regras definidas para o combate à covid-19, disse nesta quinta-feira à Lusa fonte desta força policial.

Fonte do Comando Territorial da GNR de Viana do Castelo adiantou que na madrugada de quinta-feira foram identificados “entre 20 a 30 jovens, a grande maioria com idades a partir dos 15/16 anos”, em “dois grupos que se encontravam em Moledo e no Miradouro de Santo Antão, no concelho de Caminha”, por participação em ajuntamentos com mais de 20 pessoas que não usavam máscara.

De acordo com aquela fonte, “a grande maioria dos jovens identificados são do distrito de Viana do Castelo, mas há ainda também pessoas de Braga, Porto e outras zonas do país que se encontram na região a passar férias”.

Questionado pela Lusa, a fonte da GNR informou que os encontros entre jovens que têm acontecido desde meados de Agosto são marcados para locais relativamente isolados e convocados por WhatsApp.

“O percurso não é sempre o mesmo e, quando os desmobilizamos de um local, combinam o ponto de encontro seguinte. Por norma, os jovens juntam-se após o encerramento de bares e cafés, sendo que os ajuntamentos terminam cerca das 6h, em Caminha, onde temos detectado alguma concentração junto a uma pastelaria”, precisou.

A mesma fonte adiantou que na praia da Arda, em Afife, no concelho de Viana do Castelo, onde na última semana foram identificados dezenas de jovens que participavam num ajuntamento com cerca de 200 a 300 pessoas, foram vandalizadas diversas infra-estruturas de apoio à praia, além de lixo no parque de estacionamento.

A 13 de Agosto, o presidente da Câmara de Caminha anunciou o reforço do policiamento no centro histórico face ao previsível aumento de visitantes e como forma de prevenir a propagação do novo coronavírus. O autarca socialista justificou o reforço de policiamento “nas ruas onde costuma acontecer a diversão nocturna”.

“O reforço da GNR não está ligado a nenhuma notícia do presente. Não há registo de casos activos de covid-19 no concelho. Na verdade, o número de doentes tem sido baixo. A generalidade das pessoas tem cumprido as normas e os estabelecimentos, salvo poucas excepções, cumprem as regras. Mas não podemos facilitar, nem dar mostras que abrandamos no rigor”, frisou Miguel Alves, citado numa nota enviada à imprensa.

Negligência e violência doméstica lideram situações de perigo identificadas pelas CPCJ

Agosto 13, 2020 às 8:00 pm | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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Notícia da JPN de 29 de julho de 2020.

Por Paulo Sá Ferreira 

No ano passado, aumentou o número de menores acompanhados pelas Comissões de Protecção de Crianças e Jovens (CPCJ) e o número de comunicações, sobretudo por violência doméstica.

No ano passado, houve um aumento significativo tanto do número de crianças acompanhadas pelas 310 Comissões de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) do país, como do número de comunicações recebidas sobre eventuais situações de perigo, em particular por suspeita de risco de violência doméstica.

As conclusões fazem parte do Relatório Anual de Avaliação da Atividade das CPCJ de 2019, elaborado pela Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Protecção das Crianças e Jovens (CNPDPCJ), divulgado a 30 de junho.

Estas estruturas acompanharam, ao nível nacional, 68.962 crianças e jovens ao longo de 2019, número que representa um aumento de 14% em relação a 2018. Por sua vez, as comunicações de situações de perigo às CPCJ passaram para 43.796 no ano passado, mais 12% relativamente a 2018.

Na decorrência destas, foram realizadas 13.825 avaliações a crianças e jovens em situações de perigo. Do diagnóstico efetuado pelas CPCJ, foram sinalizados atos de negligência em 34,5% dos casos, violência doméstica em 22,14% dos casos e comportamentos de perigo na infância e juventude, em 20,96% das situações.

Os casos de violência doméstica, apesar de ocuparem o segundo lugar da lista, foram os que mais aumentaram nos diagnósticos feitos. Passaram de 11,9% dos casos para 22,14%, quase dez pontos percentuais num ano.

As principais categorias de perigo são as identificadas neste gráfico constante do relatório da CNPDPCJ:

No ano passado, informa a mesma entidade, foram aplicadas cerca de 14 mil medidas de promoção e proteção – mais de 80% passam por medidas de apoio junto dos pais – que incidiram com maior frequência em rapazes (55,25%) do que em raparigas (44,75%).

Violência doméstica é a situação mais denunciada

No que diz respeito às comunicações, as quais continuam a chegar às CPCJ fundamentalmente através das forças de segurança, seguidas pelas escolas e pelo Ministério Público, a situação de perigo mais reportada é a violência doméstica, que ultrapassou este ano, neste capítulo, a negligência.

Em 2019, registaram-se mais 4.743 comunicações por violência doméstica do que no ano anterior. Se entre 2015 e 2018, as denúncias destes casos rondaram as 39 mil ao ano, em 2019, o valor chegou a 43.796.

Citada pelo “Público”, a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, atribui o aumento das comunicações de perigo “ao reforço das ações de formações locais e também às campanhas nacionais, com 1.500 ações por todo o país”, justifica. A governante explica o aumento no número de crianças acompanhadas com o facto de “sentir” que a comunidade está a fazer “mais comunicações de situações de perigo”.

A presidente da CNPDPCJ ​aponta também nesse sentido. Rosário Farmhouse diz o que o aumento das comunicações de situações de perigo “pode ter que ver com o facto de a sociedade estar mais alerta”.

Em relação ao escalão etário, destacam-se as crianças e jovens entre os 11 e os 14 anos, visadas em 11.041 comunicações (25%), entre os 15 e os 17 anos, com 10.664 comunicações (24%) e entre os 6 e os 10 anos, com 9.580 comunicações (22%). De realçar que 5.164 comunicações (12%) dizem respeito a crianças entre os 0 e os 2 anos.

A realidade do distrito do Porto

Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), até ao final de 2017, residiam no distrito do Porto cerca de 344 mil menores.

O Relatório Anual de Avaliação da Atividade das CPCJ de 2019 mostra que a média mensal de processos ativos no distrito do Porto ascende aos 5.300 processos (crianças e jovens que entraram no sistema de proteção em 2019 mais as que já eram acompanhadas anteriormente).

O concelho de Vila Nova de Gaia, com duas comissões de proteção na cidade (Gaia Norte e Gaia Sul), lidera com mil processos mensais, seguido do concelho do Porto, que com três CPCJ chegou aos 800 processos ativos de vigilância sobre menores na cidade durante o ano passado, números só suplantados ao nível nacional pelo concelho de Sintra, que com duas CPCJ, chega aos 1.997 processos ativos por mês, seguido por Loures (892) e Amadora (818).

Números a que não são alheios a densidade populacional destes concelhos, o nível socioeconómico, assim como a capacidade de intervenção destas entidades, algo que o relatório evidencia ao reportar as “necessidades particulares de cada Comissão de Proteção, designadamente ao nível de recursos humanos”, para responder às “necessidades e exigências associadas à qualidade da intervenção e acompanhamento junto das crianças e famílias”.

taxa de incidência (número de crianças e jovens acompanhados por cada 100 crianças e jovens residentes na área geográfica de intervenção da CPCJ) é outro indicador da problemática ao nível territorial..

distrito do Porto, com uma taxa de 3,34%, situa-se ligeiramente abaixo da média nacional (3,5%) da percentagem de incidência de crianças e jovens acompanhadas pelas CPCJ em 2019. A percentagem, ao nível nacional, representa uma subida de 0,3 pontos percentuais em relação ao ano de 2018.

Quando chegamos à análise por concelho, aí, a realidade do distrito varia. Em percentagem, lideram a CPCJ do Porto Oriental – umas das três do concelho – que apresenta uma taxa de incidência de 7,41%, seguido da CPCJ do Porto Ocidental com 6,25% e a CPCJ de Matosinhos com 4,33%, valores bem acima da média nacional.

Em números absolutos, lideram a CPCJ de Matosinhos (1.316), seguida da CPCJ de Vila Nova de Gaia Norte (1.193) e a CPCJ de Gondomar (984).

Números que levam a Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Protecção das Crianças e Jovens (CNPDPCJ) a reforçar o pedido da elaboração de planos locais de promoção e proteção dos direitos de crianças e jovens por parte das CPCJ, nomeadamente, com o “desenvolvimento de ações programadas preferencialmente nas escolas”.

As recomendações que constam do relatório de 2019 sugerem ainda às CPCJ o reforço da sua presença na comunidade através de iniciativas como “promover a participação ativa das crianças e jovens nas atividades preventivas locais”, além do apoio à “sua participação e audição sobre os assuntos e decisões que lhes dizem respeito”, quer nas escolas ou através de iniciativas promovidas pelos municípios, assim como a divulgação de atividades pelo Conselho Nacional de Crianças e Jovens.

Artigo editado por Filipa Silva

“A melhor forma de assustar os adolescentes é dizer que assim voltamos ao confinamento”

Julho 3, 2020 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Jornal de Notícias de 23 de junho de 2020.

O número de infetados com covid-19 está a crescer entre os mais novos. Quase que duplicou nas faixas etárias dos 10 aos 19 anos e dos 20 aos 29. Com o fim do ano letivo à porta, aumenta a preocupação. E há razões para isso.

Pilar tem 16 anos, vive em Paço de Arcos e está no 10.º ano na Escola Secundária Quinta do Marquês, em Oeiras. Fez anos a 11 de março e já não teve festa, mas mesmo durante o período de confinamento foi autorizada pelos pais a sair de casa, para ir caminhar, andar de skate ou encontrar-se com amigos, poucos, desde que respeitasse as regras necessárias para se proteger do novo coronavírus.

Conhece, por isso, bem, o antes e o depois do confinamento e diz, na sua descontração natural, que acha tudo isto muito estranho. “No início da quarentena, quando a escola acabou, muito pouca gente podia sair de casa e os que podiam tinham muito cuidado, sempre em sítios ao ar livre, como o paredão ou o parque, e com distanciamento. Agora, depois do desconfinamento, apesar de não ter mudado nada porque o vírus não acabou, as pessoas mudaram o comportamento e já não têm cuidado nenhum. Mesmo os pais que não deixavam os filhos sair para lado nenhum, agora deixam-nos sair para todo o lado. Acho que não faz muito sentido”.

Com os espaços de diversão noturna, como bares e discotecas, ainda fechados, multiplicam-se as “reuniões de grupos de cidadãos em espaços públicos ou abertos ao público”, que em junho têm vindo a registar-se com maior frequência, segundo fonte da PSP.

Nos últimos dias, a Polícia de Segurança Pública foi chamada a intervir para dispersar ajuntamentos em Braga, no Porto, em Setúbal, em Carcavelos e um pouco por todo o país. Um amigo da Pilar fazia parte do grupo que no estacionamento da Pastorinha, em Carcavelos, se juntou para homenagear um amigo da escola. “Eram só dez e queriam fazer um memorial a um menino da minha escola que morreu e fazia 17 anos nesse dia, mas houve vários grupos que combinaram coisas ali e acabaram por se encontrar, mas não era para ser tanta gente”, explica.

O amigo da Pilar queria homenagear um amigo, mas a maioria dos grupos que se junta aqui e ali tem outros objetivos. Com os espaços de diversão noturna, como bares e discotecas, ainda fechados, multiplicam-se as “reuniões de grupos de cidadãos em espaços públicos ou abertos ao público”, que em junho têm vindo a registar-se com maior frequência, segundo fonte da PSP.

“Inicialmente e no geral coadunavam-se com as regras de saúde pública em vigor, nomeadamente por se registar distanciamento social e os grupos serem de reduzida dimensão, mas com o progressivo desconfinamento, temos vindo a registar um menor cuidado no cumprimento dessas regras, principalmente por parte dos cidadãos mais jovens. Este tipo de episódios têm vindo a registar-se pelas principais urbes, sobretudo no litoral e durante a noite, em locais tão díspares como parques de estacionamento, postos de abastecimento de combustíveis, praias ou parques e jardins”.

“Acho que nos preocupamos, mas não é pelo facto de a doença ser perigosa, é mais pelo medo de, se o vírus se propagar, haver maior probabilidade de termos que ficar outra vez de quarentena”, diz Pilar.

Coincidência ou não, o número de novos casos entre as faixas etárias mais jovens quase que duplicou desde o início do desconfinamento. A 4 de maio eram 770 os infetados com covid-19 entre os 10 e os 19 anos e 2973 entre os 20 e os 29. Números que a 22 de maio tinham subido para 975 entre os primeiros e 3806 entre os segundos e que hoje, 22 de junho, se saldam em 1522 entre os 10 e os 19 anos e 5657 entre os 20 e os 29.

Números que preocupam Pilar, que selecionou um grupo de amigos com quem podia estar e “tenta manter o distanciamento e os cuidados, mais ou menos”, mas não tanto pela doença em si.

“Acho que nos preocupamos, mas não é pelo facto de a doença ser perigosa, é mais pelo medo de, se o vírus se propagar, haver maior probabilidade de termos que ficar outra vez de quarentena. Não temos medo do vírus, temos é medo do confinamento”, diz, apostando que quando as aulas acabarem, os encontros vão aumentar, de frequência e de convivas.

E nem as notícias de que há mais jovens internados vos assustam? “Quem não sai de casa está sempre a publicar coisas sobre isso e a dizer ‘olhem para isto, parem de sair’, mas quem sai não está muito preocupado. Eu acho que a melhor forma de, entre aspas, assustar as pessoas da minha faixa etária para que tenham mais cuidado é mesmo dizer que se continuar assim é provável que voltemos ao confinamento”.

O professor Daniel Sampaio esboçaria talvez um sorriso se ouvisse a Pilar, mas para o psiquiatra e especialista em adolescência é fundamental que os adolescentes tomem consciência dos riscos que correm. Sabe que a equação é difícil, mas é precisamente por isso que não é de agora que advoga que deveria existir uma estratégia de prevenção especificamente dirigida a esta faixa etária.

“Do ponto de vista da saúde mental, é essencial que eles convivam, não se pode ter adolescentes fechados em casa, mas tem que se passar a mensagem de que têm que ter muito cuidado, proteger-se e não minimizar a doença, porque já há neste momento evidência de que também os jovens podem ter formas graves da mesma. Aliás alguns estão internados no hospital de Santa Maria”, diz.

Na opinião de Daniel Sampaio, esta é uma semana crucial porque na sexta-feira acabam as aulas, o tempo está bom e eles vão tocar a reunir.

“É preciso falar com os jovens diretamente, o presidente Marcelo Rebelo de Sousa tem tentado isso, mas é preciso que os organismos da saúde se reúnam com associações juvenis e vão onde os jovens estão para passar a mensagem que é: saiam, estejam com os amigos e os namorados ou namoradas, mas em grupos pequenos, mantendo o distanciamento e protegendo-se. A noção de risco para um adolescente é completamente diferente da de um adulto, mas temos que chamar a atenção para o risco usando o facto de infelizmente haver jovens com doença grave internados nos hospitais”, diz o psiquiatra.

A coordenadora da unidade de internamento de contingência de infeção viral emergente do hospital de Santa Maria, Sandra Braz, que recentemente viu aumentar bruscamente o número de doentes entre os 18 e os 30 anos concorda com Daniel Sampaio.

“É preciso transmitir a informação de uma forma mais clara, sem mal entendidos como aconteceu com a questão dos assintomáticos – os doentes mesmo sem sintomas transmitem a doença -, e isto passa por ações estruturadas e concertadas junto dos jovens e da comunidade. Ir aonde eles estão. Algumas figuras públicas que sejam admiradas pelos mais jovens poderiam ajudar, por exemplo, a passar a informação de forma correta, baseada não na experiência de cada um, mas na informação dos profissionais de saúde“.

“Os adolescentes merecem atenção, porque faz parte da adolescência testar a autoridade, desafiar, experimentar, querer pertencer ao grupo e quando estão juntos são muito de partilhar comida, copos, garrafas, telemóveis, mas, apesar de tudo, os pais têm maior influência sobre eles”, diz Sandra Braz.

Mas, ao contrário de Daniel Sampaio, os adolescentes não são a maior preocupação de Sandra Braz. “Parece-me mais fácil que um adolescente se torne responsável, se lhe dermos informação, do que os adultos jovens como os que tenho internados aqui, que parece que estão a brincar com isto tudo. Os adolescentes são por definição curiosos e tentam informar-se e procurar as fontes corretas, os jovens adultos acham que sabem tudo e não precisam de procurar nada, por isso acho que estão em maior risco”.

De acordo com a médica, estes são jovens que no trabalho tomam todos os cuidados, mas quando estão com amigos acham que não há precauções a tomar. “Associaram a ideia de desconfinamento a que estava tudo bem e podiam relaxar, acham que a doença só é transmitida por quem tem sintomas, o que não é verdade, e dizem que só têm 18 anos uma vez e não vão limitar as suas escolhas. Isto é preocupante. Os adolescentes merecem atenção, porque faz parte da adolescência testar a autoridade, desafiar, experimentar, querer pertencer ao grupo e quando estão juntos são muito de partilhar comida, copos, garrafas, telemóveis, mas, apesar de tudo, os pais têm maior influência sobre eles”, diz Sandra Braz.

Os números confirmam a opinião da médica. 5657 infetados entre os 20 e os 29 anos para 1522 entre os 20 e os 29. O verão e as férias escolares serão a prova de fogo. A PSP estará atenta e promete vigilância dos espaços públicos “em particular, aos ajuntamentos com mais de dez ou 20 pessoas e ou em que não seja observado o distanciamento social, recorrendo a todos os poderes legais para fazer cessar tais situações de risco de contágio acrescido”, garante fonte desta força policial.

Jovens, a covid “não é uma constipação” e é preciso pensar nos avós

Junho 6, 2020 às 2:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Diário de Notícias de 29 de maio de 2020.

Rita Rato Nunes

Diretora-geral da Saúde fala numa “tendência para aliviar o comportamento” de proteção contra a covid-19, por parte dos mais novos. Nas últimas três semanas, os números de novos contágios entre os jovens subiu ligeiramente.

Prestes a entrar na terceira fase de deconfinamento (marcada para a próxima segunda-feira 1 de junho), os jovens voltaram a estar no centro dos apelos das autoridades de saúde e do Presidente da República. Podem não sentir com tanta intensidade a doença como os mais velhos, mas a covid “não é uma constipação”, alerta a diretora-geral da Saúde, e é preciso pensar nos mais velhos e pessoas de risco que estão à volta.

“Há de facto uma tendência para aliviar o comportamento”, disse, em conferência de imprensa, Graça Freitas, referindo-se aos mais novos. Os números atualizados no boletim da Direção-Geral da Saúde (DGS), das últimas três semanas (entre 8 e 29 de maio), mostram um crescimento ligeiramente superior na taxa de novas infeções nas faixas etárias mais jovens.

Neste período, a taxa de crescimento foi maior entre as crianças (dos 0 aos 9 anos e dos 10 aos 19 anos) e depois nos jovens entre os 20 e os 29 anos. Na primeira quinzena do mês, os novos casos entre estes jovens passaram de 3270 para 3627 (um aumento de 10,9%) e esta semana estão nos 4178 (subida de 15,2%).

Perante isto, a responsável pela DGS relembra que “esta doença não é uma constipação. Mesmo que tenham a doença na forma ligeira podem transmitir o vírus a grupos de risco e a familiares mais velhos”, interpela diretamente os jovens. Graça Freitas refere ainda que foi notado um aumento dos ajuntamentos entre os mais novos na região da Grande Lisboa – a mais afetada pela pandemia, neste momento. Esta sexta-feira, a zona de Lisboa e Vale do Tejo registou 97% dos 350 casos de covid-19 notificados nas últimas 24 horas.

Horas antes, durante uma entrevista à rádio renascença, o Presidente da República fazia o mesmo apelo. Marcelo Recebo de Sousa pediu aos mais novos para pensarem que “têm avós, têm pais e têm tios” e comportarem-se tendo em conta “o risco social dos outros”.

Recuperando o essencial, Graça Freitas, relembrou: é preciso evitar o contacto próximo, utilizar máscara e respeitar as medidas de higiene e etiqueta respiratória. Depois, o discurso endurece. “Não se podem tolerar comportamentos que ponham em risco a saúde pública. Depende de nós e do nosso comportamento interromper cadeias de transmissão”, afirmou.

13% do total de infetados são jovens

Atualmente, o boletim da DGS dá conta de 4178 casos de infeção pelo novo coronavírus em jovens entre os 20 e os 29 anos, desde o início da pandemia. O que representa 13% do total de infetados (31 946). A nível de óbitos, existe apenas registo de um caso de um jovem de 29 anos, que tinha outras patologias associadas. A morte de um jovem de 14 anos também chegou a ser referenciada como consequência do novo coronavírus, mas a autópsia afastou essa possibilidade.

Os dados globais da pandemia apontam no mesmo sentido. Indicam que o risco de ocorrer uma morte por covid-19 é tanto maior quanto mais elevada for a idade. Até aos 9 anos a incidência é nula, entre os 10 e os 39 anos atinge a taxa dos 0,2%, segundo os números mais recentes do surto do novo coronavírus, tendo como base informação da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da China (CCDC).

No entanto, estes número não devem servir de desculpa para o incumprimento dos conselhos divulgados pelas autoridades de saúde. No final do mês de março, numa mensagem dedicada aos mais novos, o diretor da Organização Mundial da Saúde lembrava isso mesmo. “Vocês não são invencíveis. Este vírus pode prender-vos durante semanas a uma cama de hospital ou mesmo matar-vos. E, mesmo que não fiquem doentes, as vossas escolhas sobre o que fazem e onde vão podem significar a diferença entre a vida e a morte para outras pessoas”, disse Tedros Ghebreyesus, congratulando-se depois com o facto de muitos jovens “estarem a passar a palavra e não o vírus”.

Mais adolescentes europeus têm problemas de saúde mental

Maio 26, 2020 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia da ONU News de 19 de maio de 2020.

Novo relatório mostra que um em cada quatro adolescentes sente-se nervoso, irritado ou com dificuldades em dormir pelo menos uma vez por semana; tecnologia pode ter benefícios, mas também aumentar vulnerabilidades; consumo de álcool e tabaco continua caindo, mas permanece alto.

O bem-estar mental de adolescentes entre os 11 e os 15 anos caiu entre 2014 e 2018 em 45 países da Europa e Canadá. A conclusão é de um novo relatório publicado esta terça-feira pelo Escritório Regional da Organização Mundial da Saúde, OMS.

A situação piora à medida que as crianças crescem, com as meninas em maior risco. Um em cada quatro adolescentes disse sentir-se nervoso, irritado ou com dificuldades em dormir pelo menos uma vez por semana.

Preocupação

 O diretor regional da OMS para a Europa, Hans Henri P. Kluge, afirmou que o crescimento “é uma preocupação para todos.” Segundo o especialista, a resposta dos governos “terá efeitos por várias gerações.”

Kluge diz “que investir nos jovens, garantindo que tenham acesso a serviços de saúde mental, trará ganhos de saúde, sociais e econômicos aos adolescentes de hoje, aos adultos de amanhã e às gerações futuras.”

Diferenças

Existe uma variação substancial entre países, mostrando que fatores culturais, políticos e econômicos podem ter um papel.

Em cerca de um terço dos países, aumentou o número de adolescentes que se sentem pressionados pelos trabalhos escolares. O número de jovens que gostam da escola caiu. Na maioria dos países, a experiência escolar piora com a idade. O apoio de professores e colegas também diminui à medida que a pressão escolar aumenta.

O estudo examina a relação com o aumento do uso da tecnologia. A tecnologia pode ter benefícios, mas também aumentar vulnerabilidades e ameaças, como assédio na internet, que afeta meninas de forma desproporcional. Mais de 10% dos adolescentes foram vítimas deste tipo de assédio pelo menos uma vez nos últimos dois meses.

Desafios

A pesquisa destaca comportamentos de risco, nutrição e falta de atividade física como desafios centrais
O comportamento sexual arriscado continua sendo uma preocupação, com um em cada quatro adolescentes que são ativos sexualmente não usando proteção. Aos 15 anos, 24% dos meninos e 14% das meninas dizem já ter tido relações sexuais.

Atividades como beber e fumar continuaram a cair, mas o número de usuários permanece alto, sendo o álcool a substância mais usada. Cerca de 20% dos jovens de 15 anos já se embebedaram duas vezes ou mais na vida. Além disso, 15% se embriagou nos últimos 30 dias.

Em relação à atividade física, menos de 20% dos adolescentes cumpre as recomendações da OMS. Desde 2014, os níveis caíram em cerca de um terço dos países, principalmente entre os meninos. Entre meninas e adolescentes mais velhos, a pesquisa diz que os níveis de atividade “continuam particularmente baixos.”

Alimentação e pandemia 

A alimentação também é uma preocupação, com a maioria dos jovens não cumprindo as recomendações nutricionais. Cerca de dois em cada três não comem alimentos ricos em nutrientes e um em cada seis consome bebidas açucaradas todos os dias.

Os níveis de sobrepeso e obesidade aumentaram desde 2014 e agora afetam um em cada cinco jovens. Cerca de 20% dos adolescentes se consideram muito gordos, principalmente as meninas.

Segundo o diretor do Programa de Saúde da Criança e do Adolescente da OMS Europa, Martin Weber, o relatório permitirá perceber quais as consequências da pandemia de covid-19. Weber diz que, no próximo estudo, “será possível medir até que ponto o fechamento prolongado da escola e o isolamento social afetaram as interações sociais dos jovens e o seu bem-estar físico e mental”.

O relatório compila extensos dados sobre saúde física, relações sociais e bem-estar mental de mais de 227 mil crianças em idade escolar de 11, 13 e 15 anos de 45 países.

Eu enfrento o COVID – 19 com os Outros

Maio 7, 2020 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Em tempos de pandemia, todos os esforços para partilhar informação de saúde, divulgar recursos e apoiar as pessoas a lidar com a situação, são essenciais.

O SICAD, enquanto entidade responsável pela área dos Comportamentos Aditivos e Dependências, tem-se empenhado nesta tarefa, sensibilizando para os riscos de que comportamentos aditivos possam ganhar maior dimensão como formas de lidar com a situação de confinamento.

Agora, o SICAD criou uma nova história de livre acesso, dirigida ao COVID-19 e os riscos associados aos comportamentos aditivos…

Mais informações no link:

http://www.sicad.pt/PT/COVID19/SitePages/detalhe.aspx?itemId=15&lista=profissionais&bkUrl=/BK/COVID19/

GNR vai a escolas alertar para os perigos das “bombinhas de Carnaval”

Fevereiro 17, 2020 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Noticiasaominuto de 11 de fevereiro de 2020.

Hoje, no Agrupamento de Escolas D. Sancho II, em Alijó, os militares da GNR usaram uma laranja, um melão e uma pata de porco para exemplificarem aos estudantes os possíveis efeitos das brincadeiras com as designadas “bombas de Carnaval”.

“Tentamos demonstrar, de uma forma prática, os efeitos que têm estes artigos”, afirmou o primeiro-sargento Pedro Feliciano, chefe da Equipa de Inativação de Engenhos explosivos do Comandando Territorial de Vila Real.

O objetivo da GNR, com estas ações, é consciencializar as crianças e jovens para “o perigo” que representa a “manipulação destes engenhos” que, por conterem explosivos, mesmo em pequenas quantidades, podem provocar graves lesões físicas, como por exemplo cortes, fraturas e queimaduras.

As partes do corpo humano mais afetadas são geralmente as mãos, os dedos, a cabeça, a face, os olhos e os ouvidos.

Foram cerca de 200 os estudantes dos 5.º e 6.º anos que participaram na iniciativa que decorreu em Alijó. Após algumas gargalhadas e uns pequenos sustos quando as bombinhas rebentaram, os alunos revelaram que aprenderam a lição.

“Vieram dizer-nos que nós não devemos brincar com bombinhas de Carnaval, que são muito perigosas e podemos ter ferimentos graves”, disse Angélico Loureiro, 11 anos.

A colega, Dora Correia, 12 anos, também reforçou a mensagem da GNR para “não usar as bombinhas porque é muito perigoso para a saúde e podem causar ferimentos muito graves”.

“Aprendi que não as devemos usar porque nos pode acontecer algo muito mau e aprendi que se nos disserem para as usarmos devemos recusar”, referiu a estudante.

Carlos Peixoto, diretor do Agrupamento de Escolas D. Sancho II, enalteceu a iniciativa da Guarda nesta época carnavalesca e em que os jovens às vezes têm “acesso indevidamente às bombas”.

“É importante sensibilizá-los e demonstrar que estão a lidar com materiais muito perigosos que podem feri-los (…). É também importante eles verem ao vivo as consequências de uma utilização indevida das bombas de Carnaval”, frisou.

Carlos Peixoto destacou que, através da pata de porco, “deu para perceber” os “danos” que podem ser provocados mesmo por “uma bomba de baixo calibre”.

O primeiro-sargento Pedro Feliciano disse que estas iniciativas “surtem efeito prático” e ajudam a reduzir os incidentes com este tipo de materiais.

O uso das “bombas de Carnaval” está associado a jovens que, depois, podem aliciar os mais novos.

“E estes ao aperceberem-se da gravidade já não têm tanta curiosidade em utilizar, porque já viram o efeito que tem. Ficam mais renitentes a utilizar este tipo de artigos e já não são tão facilmente convencidos pelos mais velhos”, referiu.

As ações de sensibilização estão a ser promovidas pela Secção de Prevenção Criminal e de Policiamento Comunitário de Peso da Régua da GNR e vão prolongar-se até ao dia 18 de fevereiro, passando pelos agrupamentos de escolas de Alijó, Sabrosa, Mesão Frio, Santa Marta de Penaguião e Régua.

Vai visitar um recém-nascido? Conheça as regras

Agosto 8, 2019 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto e imagem do DN Life de 7 de julho de 2019.

Não fazer visitas antes de o bebé completar 28 dias, nunca dar beijos e evitar os palpites. Esta são algumas das regras mais importantes para garantir a segurança do recém-nascido. Pediatras dizem que 90% das pessoas falham quando visitam bebés.

Texto de Joana Capucho

Aparecem sem um telefonema prévio a perguntar se a visita é oportuna. Levam crianças para ver o recém-nascido. Tocam-lhe nas mãos. Dão-lhe beijos. E, para piorar, ainda soltam um “se calhar está com fome” quando a criança chora. “Noventa por cento das pessoas cometem erros quando visitam um bebé”, diz a pediatra Paula Vara Luiz. “As pessoas não têm noção do que é um recém-nascido” e, por vezes, “os pais ficam numa posição em que não se querem afirmar para não parecerem mal-educados”.

Quem acompanha a gravidez geralmente tem muita vontade de estar presente nos primeiros dias de vida do bebé, mas, apesar de as intenções serem as melhores, os erros são frequentes. Há um conjunto de regras básicas a ter em conta, que, se não forem cumpridas, colocam em causa a saúde e a segurança do recém-nascido. “Estes comportamentos errados podem gerar infeções no período neonatal que carecem de internamento. E o internamento é a situação mais violenta em pediatria”, diz a pediatra.

“Após o nascimento de um bebé as famílias precisam de tranquilidade. Por isso, sugere a pediatra Graça Gonçalves, “as visitas são bem-vindas se forem levar comida, lavar a roupa ou limpar a casa. Não devem ir para dizer coisas ou estar com o bebé”.

Dependendo do local da infeção, a criança pode ficar com sequelas. “Podem ser necessárias terapias invasivas, como a ventilação mecânica”. Em última instância, “uma simples constipação no adulto pode mesmo causar a morte de um bebé”. Por isso, falámos com duas pediatras para elaborar uma lista de regras importantes a ter em conta quando pensar visitar um recém-nascido.

Visitas proibidas até completar 28 dias. “Um recém-nascido não recebe visitas nos primeiros 28 dias de vida”, diz Paula Vara Luiz. Só devem ser permitidas visitas dos familiares mais próximos ou amigos muito chegados. Uma opinião partilhada pela pediatra Graça Gonçalves: “No início da vida é muito mau haver visitas a recém-nascidos”. Até aos 28 dias, sublinha, “escusam de aparecer”.

Para evitar surpresas desagradáveis, a consultora internacional de lactação sugere que o pai envie uma mensagem quando o bebé nascer, a dizer “nasceu, pesa x e pode receber visitas em casa dentro de x tempo”. Nem pensar aparecer na maternidade. “É absurdo encher o quarto de visitas. No privado, as mães recebem visitas de manhã à noite. Ficam muito cansadas”, refere Graça Gonçalves.

Após o nascimento de um bebé as famílias precisam de tranquilidade. Por isso, sugere a pediatra, “as visitas são bem-vindas se forem levar comida, lavar a roupa ou limpar a casa. Não devem ir para dizer coisas ou estar com o bebé”. E convém que sejam rápidas.

Telefonar antes de aparecer. Nunca apareça sem avisar. Se quiser fazer uma visita, confirme com os pais qual a melhor altura. E, se possível, volte a perguntar quando estiver próximo da hora agendada. “Nos primeiros trinta dias a mãe está à beira de um ataque de nervos, exausta. As visitas são de uma agressividade, de uma violência enormes. As mães têm de ser sempre avisadas, mesmo depois do primeiro mês”, refere Paula Vara Luiz.

Nunca levar crianças. À exceção do agregado familiar, as crianças não devem estar com os recém-nascidos. “Tanto metem a mão no rabo, como no nariz e depois na chupeta. E espirram para cima do bebé”, exemplifica Paula Luiz. Teoricamente, podem estar na presença dos bebés a partir do primeiro mês, mas com muitos cuidados. Nos primeiros meses de vida, não devem manipular o bebé.

Se estiver doente, não vá. Mesmo que seja familiar próximo ou amigo chegado, nunca deverá visitar o recém-nascido se estiver doente. Enquanto um adulto reage com ranho a uma constipação, o bebé pode desenvolver uma bronquiolite, com necessidade de internamento.

“Só deve estar ao colo da mãe, do pai e um pouco dos avós. As outras pessoas não devem mexer no bebé, porque albergam microrganismos que podem não lhes fazer mal mas que não são benéficos para o bebé. Este só deve receber e contactar com os microrganismos dos pais.”

Não mexer no bebé. “Só deve estar ao colo da mãe, do pai e um pouco dos avós. As outras pessoas não devem mexer no bebé”, aconselha Graça Gonçalves. E explica porquê: “As pessoas albergam milhentos microrganismos que podem não lhes fazer mal, mas que não são benéficos para o bebé. Este só deve receber e contactar com os microrganismos dos pais”.

Pode ver o bebé e conversar com os pais, mas não precisa de lhe pegar ao colo. “A não ser que a mãe peça. Deve oferecer os préstimos, mas sem impor”, indica a pediatra.

Lavar sempre as mãos. Assim que chegar a casa da família, deve lavar de imediato as mãos. “Os avós gostam muito de pegar nos bebés, mas devem fazê-lo durante pouco tempo e sempre com as mãos lavadas”, diz Paula Vara Luiz. Por pouco tempo entenda-se “10 a 15 minutos no máximo”. De seguida, o bebé deve voltar para o seu ambiente.

Esqueça os beijos. As duas pediatras são unânimes: não se deve dar beijos aos bebés. “Os pais dão. Eles estão habituados ao cheiro e às bactérias dos pais, mas os estranhos não devem dar beijos ao bebé. Os outros familiares devem dar na cabeça e nas zonas onde tem cabelo”, sugere Paula Vara Luiz. Graça Gonçalves diz, ainda, que “é absurdo” beijar as mãos dos bebés. “É dos piores sítios. Se fizeram muita questão, devem dar nos pés”.

Não dê palpites. Faça elogios. O cansaço, a ansiedade e as hormonas deixam as mães extremamente vulneráveis no período pós-parto. “Têm umas hormonas muito especiais nesta fase da vida, através das quais fazem a vinculação à criança e a amamentação. Estas dão-lhes uma sensibilidade ao que é dito e feito muito maior do que o habitual”, diz a consultora internacional de lactação da clínica Amamentos. Por isso, é importante que as visitas não deem palpites ou sugestões, porque um simples “se calhar está com fome” pode ter um efeito muito negativo sobre a mãe, que coloca em causa se o seu leite é bom ou se está a falhar. “Coisas que parecem inocentes, aos ouvidos da mãe naquela altura são tudo menos inocentes”. O melhor mesmo, diz Graça Gonçalves, é dar elogios. “Isso enche o ego das mães”.

20% das mortes dos 15 – 24 anos devem-se ao consumo de álcool

Junho 25, 2019 às 2:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Mais informações no link:

http://www.sicad.pt/pt/Paginas/detalhe.aspx?itemId=297&lista=SICAD_NOVIDADES&bkUrl=/BK

O jogo da asfixia que está a assustar Espanha (em Portugal “não foram reportados casos mas não quer dizer que não haja”)

Junho 18, 2019 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Expresso de 31 de maio de 2019.

Liliana Coelho

O caso não é inédito. Dois adolescentes voltam a ser hospitalizados em Espanha após alinharem no jogo da asfixia, também conhecido por “jogo da morte”. As vítimas são estranguladas até perderem a consciência. Um desafio com muitos riscos que pode causar danos cerebrais ou mesmo a morte.

Uma adolescente de 12 anos foi a mais recente vítima do jogo da asfixia que está a circular nas redes sociais em Espanha. É o segundo caso registado esta semana.

Segundo o jornal “El Mundo”, a jovem aceitou esta quinta-feira de livre vontade participar no jogo em plena via pública no município de Pinto, em Madrid. Passava pouco das 14h (13h em Lisboa). As amigas que a acompanhavam estrangularam e pressionaram o peito da jovem até lhe provocar falta de oxigénio. Resultado? A vítima caiu ao chão inconsciente, tendo sido levada de imediato para o hospital.

Neste momento, as autoridades locais informaram que a adolescente se encontra “bem”, fora de perigo, “embora assustada” e com um hematoma na cara. Entretanto, já foi solicitada uma investigação sobre o caso, que está a assustar os pais de adolescentes em Espanha.

Três dias antes foi registado um episódio semelhante em Granada que envolveu vários jovens neste jogo – que foi filmado e divulgado nas redes sociais. Um deles foi também transportado para o hospital. A polícia local já pediu aos pais no Twitter para estarem mais vigilantes face a estas situações, que já foram registadas noutros anos em países como Brasil, EUA, Reino Unido ou França.

Contactado pelo Expresso, o fundador do MiudosSegurosNa.Net, Tito de Morais, admite que os jovens portugueses possam também aderir a este desafio, que está conquistar também jovens no Brasil, aconselhando os encarregados de educação a estarem mais atentos aos passos dos filhos. “Não nos foram reportados quaisquer casos em Portugal, mas não quer dizer que não haja. Dado a enorme proliferação dos mesmos na Internet em geral e no Brasil em particular, e dado termos a língua em comum, não me admiraria que houvesse casos em Portugal”, afirma Tito de Morais.

De acordo com este especialista, um dos maiores problemas que se coloca à identificação de mortes resultantes deste tipo de jogos – que podem causar várias consequências como danos cerebrais – é que geralmente são classificados como suicídio e não como mortes acidentais. “Daí estarmos a alertar para a importância de incluirmos também pediatras nas ações de formação sobre o tema”, acrescenta.

Mais do que denúncias, sublinha Tito de Morais, estas situações chegam ao projeto MiudosSegurosNa.Net através dos media e de parceiros internacionais. No total, o fundador do projeto diz que foram identificadas 40 ações de instigação a comportamentos autolesivos a que geralmente chamam “jogos” ou “desafios”. “A maioria é composta por vídeos com conteúdos nocivos, prejudiciais ou danosos, que podem ser mortais ou, como alguns outros, meramente parvos”, acrescenta.

São vários os sinais de alerta relativos à prática da asfixia e de outros desafios perigosos, como o isolamento, a utilização de golas altas mesmo no verão, olhos vermelhos, desorientação, dor de cabeça frequente, conversas sobre estes jogos ou presença de objetos suspeitos no quarto como cordas ou trelas, refere o portal Projeto MiudosSegurosNa.Net e o Instituto Dimicuida.

Tito de Morais insiste que os pais e educadores têm um papel fundamental na prevenção deste tipo de casos, sendo por isso também vital o diálogo.

 

 

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