Mais adolescentes europeus têm problemas de saúde mental

Maio 26, 2020 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia da ONU News de 19 de maio de 2020.

Novo relatório mostra que um em cada quatro adolescentes sente-se nervoso, irritado ou com dificuldades em dormir pelo menos uma vez por semana; tecnologia pode ter benefícios, mas também aumentar vulnerabilidades; consumo de álcool e tabaco continua caindo, mas permanece alto.

O bem-estar mental de adolescentes entre os 11 e os 15 anos caiu entre 2014 e 2018 em 45 países da Europa e Canadá. A conclusão é de um novo relatório publicado esta terça-feira pelo Escritório Regional da Organização Mundial da Saúde, OMS.

A situação piora à medida que as crianças crescem, com as meninas em maior risco. Um em cada quatro adolescentes disse sentir-se nervoso, irritado ou com dificuldades em dormir pelo menos uma vez por semana.

Preocupação

 O diretor regional da OMS para a Europa, Hans Henri P. Kluge, afirmou que o crescimento “é uma preocupação para todos.” Segundo o especialista, a resposta dos governos “terá efeitos por várias gerações.”

Kluge diz “que investir nos jovens, garantindo que tenham acesso a serviços de saúde mental, trará ganhos de saúde, sociais e econômicos aos adolescentes de hoje, aos adultos de amanhã e às gerações futuras.”

Diferenças

Existe uma variação substancial entre países, mostrando que fatores culturais, políticos e econômicos podem ter um papel.

Em cerca de um terço dos países, aumentou o número de adolescentes que se sentem pressionados pelos trabalhos escolares. O número de jovens que gostam da escola caiu. Na maioria dos países, a experiência escolar piora com a idade. O apoio de professores e colegas também diminui à medida que a pressão escolar aumenta.

O estudo examina a relação com o aumento do uso da tecnologia. A tecnologia pode ter benefícios, mas também aumentar vulnerabilidades e ameaças, como assédio na internet, que afeta meninas de forma desproporcional. Mais de 10% dos adolescentes foram vítimas deste tipo de assédio pelo menos uma vez nos últimos dois meses.

Desafios

A pesquisa destaca comportamentos de risco, nutrição e falta de atividade física como desafios centrais
O comportamento sexual arriscado continua sendo uma preocupação, com um em cada quatro adolescentes que são ativos sexualmente não usando proteção. Aos 15 anos, 24% dos meninos e 14% das meninas dizem já ter tido relações sexuais.

Atividades como beber e fumar continuaram a cair, mas o número de usuários permanece alto, sendo o álcool a substância mais usada. Cerca de 20% dos jovens de 15 anos já se embebedaram duas vezes ou mais na vida. Além disso, 15% se embriagou nos últimos 30 dias.

Em relação à atividade física, menos de 20% dos adolescentes cumpre as recomendações da OMS. Desde 2014, os níveis caíram em cerca de um terço dos países, principalmente entre os meninos. Entre meninas e adolescentes mais velhos, a pesquisa diz que os níveis de atividade “continuam particularmente baixos.”

Alimentação e pandemia 

A alimentação também é uma preocupação, com a maioria dos jovens não cumprindo as recomendações nutricionais. Cerca de dois em cada três não comem alimentos ricos em nutrientes e um em cada seis consome bebidas açucaradas todos os dias.

Os níveis de sobrepeso e obesidade aumentaram desde 2014 e agora afetam um em cada cinco jovens. Cerca de 20% dos adolescentes se consideram muito gordos, principalmente as meninas.

Segundo o diretor do Programa de Saúde da Criança e do Adolescente da OMS Europa, Martin Weber, o relatório permitirá perceber quais as consequências da pandemia de covid-19. Weber diz que, no próximo estudo, “será possível medir até que ponto o fechamento prolongado da escola e o isolamento social afetaram as interações sociais dos jovens e o seu bem-estar físico e mental”.

O relatório compila extensos dados sobre saúde física, relações sociais e bem-estar mental de mais de 227 mil crianças em idade escolar de 11, 13 e 15 anos de 45 países.

Eu enfrento o COVID – 19 com os Outros

Maio 7, 2020 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Em tempos de pandemia, todos os esforços para partilhar informação de saúde, divulgar recursos e apoiar as pessoas a lidar com a situação, são essenciais.

O SICAD, enquanto entidade responsável pela área dos Comportamentos Aditivos e Dependências, tem-se empenhado nesta tarefa, sensibilizando para os riscos de que comportamentos aditivos possam ganhar maior dimensão como formas de lidar com a situação de confinamento.

Agora, o SICAD criou uma nova história de livre acesso, dirigida ao COVID-19 e os riscos associados aos comportamentos aditivos…

Mais informações no link:

http://www.sicad.pt/PT/COVID19/SitePages/detalhe.aspx?itemId=15&lista=profissionais&bkUrl=/BK/COVID19/

GNR vai a escolas alertar para os perigos das “bombinhas de Carnaval”

Fevereiro 17, 2020 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Noticiasaominuto de 11 de fevereiro de 2020.

Hoje, no Agrupamento de Escolas D. Sancho II, em Alijó, os militares da GNR usaram uma laranja, um melão e uma pata de porco para exemplificarem aos estudantes os possíveis efeitos das brincadeiras com as designadas “bombas de Carnaval”.

“Tentamos demonstrar, de uma forma prática, os efeitos que têm estes artigos”, afirmou o primeiro-sargento Pedro Feliciano, chefe da Equipa de Inativação de Engenhos explosivos do Comandando Territorial de Vila Real.

O objetivo da GNR, com estas ações, é consciencializar as crianças e jovens para “o perigo” que representa a “manipulação destes engenhos” que, por conterem explosivos, mesmo em pequenas quantidades, podem provocar graves lesões físicas, como por exemplo cortes, fraturas e queimaduras.

As partes do corpo humano mais afetadas são geralmente as mãos, os dedos, a cabeça, a face, os olhos e os ouvidos.

Foram cerca de 200 os estudantes dos 5.º e 6.º anos que participaram na iniciativa que decorreu em Alijó. Após algumas gargalhadas e uns pequenos sustos quando as bombinhas rebentaram, os alunos revelaram que aprenderam a lição.

“Vieram dizer-nos que nós não devemos brincar com bombinhas de Carnaval, que são muito perigosas e podemos ter ferimentos graves”, disse Angélico Loureiro, 11 anos.

A colega, Dora Correia, 12 anos, também reforçou a mensagem da GNR para “não usar as bombinhas porque é muito perigoso para a saúde e podem causar ferimentos muito graves”.

“Aprendi que não as devemos usar porque nos pode acontecer algo muito mau e aprendi que se nos disserem para as usarmos devemos recusar”, referiu a estudante.

Carlos Peixoto, diretor do Agrupamento de Escolas D. Sancho II, enalteceu a iniciativa da Guarda nesta época carnavalesca e em que os jovens às vezes têm “acesso indevidamente às bombas”.

“É importante sensibilizá-los e demonstrar que estão a lidar com materiais muito perigosos que podem feri-los (…). É também importante eles verem ao vivo as consequências de uma utilização indevida das bombas de Carnaval”, frisou.

Carlos Peixoto destacou que, através da pata de porco, “deu para perceber” os “danos” que podem ser provocados mesmo por “uma bomba de baixo calibre”.

O primeiro-sargento Pedro Feliciano disse que estas iniciativas “surtem efeito prático” e ajudam a reduzir os incidentes com este tipo de materiais.

O uso das “bombas de Carnaval” está associado a jovens que, depois, podem aliciar os mais novos.

“E estes ao aperceberem-se da gravidade já não têm tanta curiosidade em utilizar, porque já viram o efeito que tem. Ficam mais renitentes a utilizar este tipo de artigos e já não são tão facilmente convencidos pelos mais velhos”, referiu.

As ações de sensibilização estão a ser promovidas pela Secção de Prevenção Criminal e de Policiamento Comunitário de Peso da Régua da GNR e vão prolongar-se até ao dia 18 de fevereiro, passando pelos agrupamentos de escolas de Alijó, Sabrosa, Mesão Frio, Santa Marta de Penaguião e Régua.

Vai visitar um recém-nascido? Conheça as regras

Agosto 8, 2019 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto e imagem do DN Life de 7 de julho de 2019.

Não fazer visitas antes de o bebé completar 28 dias, nunca dar beijos e evitar os palpites. Esta são algumas das regras mais importantes para garantir a segurança do recém-nascido. Pediatras dizem que 90% das pessoas falham quando visitam bebés.

Texto de Joana Capucho

Aparecem sem um telefonema prévio a perguntar se a visita é oportuna. Levam crianças para ver o recém-nascido. Tocam-lhe nas mãos. Dão-lhe beijos. E, para piorar, ainda soltam um “se calhar está com fome” quando a criança chora. “Noventa por cento das pessoas cometem erros quando visitam um bebé”, diz a pediatra Paula Vara Luiz. “As pessoas não têm noção do que é um recém-nascido” e, por vezes, “os pais ficam numa posição em que não se querem afirmar para não parecerem mal-educados”.

Quem acompanha a gravidez geralmente tem muita vontade de estar presente nos primeiros dias de vida do bebé, mas, apesar de as intenções serem as melhores, os erros são frequentes. Há um conjunto de regras básicas a ter em conta, que, se não forem cumpridas, colocam em causa a saúde e a segurança do recém-nascido. “Estes comportamentos errados podem gerar infeções no período neonatal que carecem de internamento. E o internamento é a situação mais violenta em pediatria”, diz a pediatra.

“Após o nascimento de um bebé as famílias precisam de tranquilidade. Por isso, sugere a pediatra Graça Gonçalves, “as visitas são bem-vindas se forem levar comida, lavar a roupa ou limpar a casa. Não devem ir para dizer coisas ou estar com o bebé”.

Dependendo do local da infeção, a criança pode ficar com sequelas. “Podem ser necessárias terapias invasivas, como a ventilação mecânica”. Em última instância, “uma simples constipação no adulto pode mesmo causar a morte de um bebé”. Por isso, falámos com duas pediatras para elaborar uma lista de regras importantes a ter em conta quando pensar visitar um recém-nascido.

Visitas proibidas até completar 28 dias. “Um recém-nascido não recebe visitas nos primeiros 28 dias de vida”, diz Paula Vara Luiz. Só devem ser permitidas visitas dos familiares mais próximos ou amigos muito chegados. Uma opinião partilhada pela pediatra Graça Gonçalves: “No início da vida é muito mau haver visitas a recém-nascidos”. Até aos 28 dias, sublinha, “escusam de aparecer”.

Para evitar surpresas desagradáveis, a consultora internacional de lactação sugere que o pai envie uma mensagem quando o bebé nascer, a dizer “nasceu, pesa x e pode receber visitas em casa dentro de x tempo”. Nem pensar aparecer na maternidade. “É absurdo encher o quarto de visitas. No privado, as mães recebem visitas de manhã à noite. Ficam muito cansadas”, refere Graça Gonçalves.

Após o nascimento de um bebé as famílias precisam de tranquilidade. Por isso, sugere a pediatra, “as visitas são bem-vindas se forem levar comida, lavar a roupa ou limpar a casa. Não devem ir para dizer coisas ou estar com o bebé”. E convém que sejam rápidas.

Telefonar antes de aparecer. Nunca apareça sem avisar. Se quiser fazer uma visita, confirme com os pais qual a melhor altura. E, se possível, volte a perguntar quando estiver próximo da hora agendada. “Nos primeiros trinta dias a mãe está à beira de um ataque de nervos, exausta. As visitas são de uma agressividade, de uma violência enormes. As mães têm de ser sempre avisadas, mesmo depois do primeiro mês”, refere Paula Vara Luiz.

Nunca levar crianças. À exceção do agregado familiar, as crianças não devem estar com os recém-nascidos. “Tanto metem a mão no rabo, como no nariz e depois na chupeta. E espirram para cima do bebé”, exemplifica Paula Luiz. Teoricamente, podem estar na presença dos bebés a partir do primeiro mês, mas com muitos cuidados. Nos primeiros meses de vida, não devem manipular o bebé.

Se estiver doente, não vá. Mesmo que seja familiar próximo ou amigo chegado, nunca deverá visitar o recém-nascido se estiver doente. Enquanto um adulto reage com ranho a uma constipação, o bebé pode desenvolver uma bronquiolite, com necessidade de internamento.

“Só deve estar ao colo da mãe, do pai e um pouco dos avós. As outras pessoas não devem mexer no bebé, porque albergam microrganismos que podem não lhes fazer mal mas que não são benéficos para o bebé. Este só deve receber e contactar com os microrganismos dos pais.”

Não mexer no bebé. “Só deve estar ao colo da mãe, do pai e um pouco dos avós. As outras pessoas não devem mexer no bebé”, aconselha Graça Gonçalves. E explica porquê: “As pessoas albergam milhentos microrganismos que podem não lhes fazer mal, mas que não são benéficos para o bebé. Este só deve receber e contactar com os microrganismos dos pais”.

Pode ver o bebé e conversar com os pais, mas não precisa de lhe pegar ao colo. “A não ser que a mãe peça. Deve oferecer os préstimos, mas sem impor”, indica a pediatra.

Lavar sempre as mãos. Assim que chegar a casa da família, deve lavar de imediato as mãos. “Os avós gostam muito de pegar nos bebés, mas devem fazê-lo durante pouco tempo e sempre com as mãos lavadas”, diz Paula Vara Luiz. Por pouco tempo entenda-se “10 a 15 minutos no máximo”. De seguida, o bebé deve voltar para o seu ambiente.

Esqueça os beijos. As duas pediatras são unânimes: não se deve dar beijos aos bebés. “Os pais dão. Eles estão habituados ao cheiro e às bactérias dos pais, mas os estranhos não devem dar beijos ao bebé. Os outros familiares devem dar na cabeça e nas zonas onde tem cabelo”, sugere Paula Vara Luiz. Graça Gonçalves diz, ainda, que “é absurdo” beijar as mãos dos bebés. “É dos piores sítios. Se fizeram muita questão, devem dar nos pés”.

Não dê palpites. Faça elogios. O cansaço, a ansiedade e as hormonas deixam as mães extremamente vulneráveis no período pós-parto. “Têm umas hormonas muito especiais nesta fase da vida, através das quais fazem a vinculação à criança e a amamentação. Estas dão-lhes uma sensibilidade ao que é dito e feito muito maior do que o habitual”, diz a consultora internacional de lactação da clínica Amamentos. Por isso, é importante que as visitas não deem palpites ou sugestões, porque um simples “se calhar está com fome” pode ter um efeito muito negativo sobre a mãe, que coloca em causa se o seu leite é bom ou se está a falhar. “Coisas que parecem inocentes, aos ouvidos da mãe naquela altura são tudo menos inocentes”. O melhor mesmo, diz Graça Gonçalves, é dar elogios. “Isso enche o ego das mães”.

20% das mortes dos 15 – 24 anos devem-se ao consumo de álcool

Junho 25, 2019 às 2:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Mais informações no link:

http://www.sicad.pt/pt/Paginas/detalhe.aspx?itemId=297&lista=SICAD_NOVIDADES&bkUrl=/BK

O jogo da asfixia que está a assustar Espanha (em Portugal “não foram reportados casos mas não quer dizer que não haja”)

Junho 18, 2019 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Expresso de 31 de maio de 2019.

Liliana Coelho

O caso não é inédito. Dois adolescentes voltam a ser hospitalizados em Espanha após alinharem no jogo da asfixia, também conhecido por “jogo da morte”. As vítimas são estranguladas até perderem a consciência. Um desafio com muitos riscos que pode causar danos cerebrais ou mesmo a morte.

Uma adolescente de 12 anos foi a mais recente vítima do jogo da asfixia que está a circular nas redes sociais em Espanha. É o segundo caso registado esta semana.

Segundo o jornal “El Mundo”, a jovem aceitou esta quinta-feira de livre vontade participar no jogo em plena via pública no município de Pinto, em Madrid. Passava pouco das 14h (13h em Lisboa). As amigas que a acompanhavam estrangularam e pressionaram o peito da jovem até lhe provocar falta de oxigénio. Resultado? A vítima caiu ao chão inconsciente, tendo sido levada de imediato para o hospital.

Neste momento, as autoridades locais informaram que a adolescente se encontra “bem”, fora de perigo, “embora assustada” e com um hematoma na cara. Entretanto, já foi solicitada uma investigação sobre o caso, que está a assustar os pais de adolescentes em Espanha.

Três dias antes foi registado um episódio semelhante em Granada que envolveu vários jovens neste jogo – que foi filmado e divulgado nas redes sociais. Um deles foi também transportado para o hospital. A polícia local já pediu aos pais no Twitter para estarem mais vigilantes face a estas situações, que já foram registadas noutros anos em países como Brasil, EUA, Reino Unido ou França.

Contactado pelo Expresso, o fundador do MiudosSegurosNa.Net, Tito de Morais, admite que os jovens portugueses possam também aderir a este desafio, que está conquistar também jovens no Brasil, aconselhando os encarregados de educação a estarem mais atentos aos passos dos filhos. “Não nos foram reportados quaisquer casos em Portugal, mas não quer dizer que não haja. Dado a enorme proliferação dos mesmos na Internet em geral e no Brasil em particular, e dado termos a língua em comum, não me admiraria que houvesse casos em Portugal”, afirma Tito de Morais.

De acordo com este especialista, um dos maiores problemas que se coloca à identificação de mortes resultantes deste tipo de jogos – que podem causar várias consequências como danos cerebrais – é que geralmente são classificados como suicídio e não como mortes acidentais. “Daí estarmos a alertar para a importância de incluirmos também pediatras nas ações de formação sobre o tema”, acrescenta.

Mais do que denúncias, sublinha Tito de Morais, estas situações chegam ao projeto MiudosSegurosNa.Net através dos media e de parceiros internacionais. No total, o fundador do projeto diz que foram identificadas 40 ações de instigação a comportamentos autolesivos a que geralmente chamam “jogos” ou “desafios”. “A maioria é composta por vídeos com conteúdos nocivos, prejudiciais ou danosos, que podem ser mortais ou, como alguns outros, meramente parvos”, acrescenta.

São vários os sinais de alerta relativos à prática da asfixia e de outros desafios perigosos, como o isolamento, a utilização de golas altas mesmo no verão, olhos vermelhos, desorientação, dor de cabeça frequente, conversas sobre estes jogos ou presença de objetos suspeitos no quarto como cordas ou trelas, refere o portal Projeto MiudosSegurosNa.Net e o Instituto Dimicuida.

Tito de Morais insiste que os pais e educadores têm um papel fundamental na prevenção deste tipo de casos, sendo por isso também vital o diálogo.

 

 

Estudo revela que mais de um terço dos jovens não usou preservativo na última relação sexual

Abril 22, 2019 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Mais de um terço dos jovens inquiridos num estudo nacional relatou não ter usado preservativo na última relação sexual e 14,5% disse ter tido relações sexuais associadas ao consumo de álcool ou drogas.

“Uma minoria significativa” reportou não ter usado preservativo na última relação sexual (34,1%), sublinha o estudo “Comportamentos sexuais de risco nos adolescentes”, divulgado a propósito do 10.º Congresso Internacional de Psicologia da Criança e do Adolescente, que vai decorrer na quarta e na quinta-feira em Lisboa.

A investigação, a que a agência Lusa teve acesso, concluiu que são os rapazes que mais frequentemente usam preservativo, que têm relações sexuais associadas ao consumo de álcool ou drogas e que não têm a vacina contra o vírus do papiloma humano (HPV).

O estudo realizado em Portugal faz parte do Health Behaviour in School Aged Children (HBSC) 2018, um inquérito realizado de quatro em quatro anos em 48 países, em colaboração com a Organização Mundial de Saúde, que pretende estudar os comportamentos dos adolescentes nos seus contextos de vida e a sua influência na sua saúde/bem-estar.

Segundo os dados recolhidos em Portugal, os jovens mais novos, do 8º ano, são os que mais frequentemente têm relações sexuais associadas ao consumo de álcool ou drogas, realça o estudo, advertindo que estes resultados “podem ter implicações significativas na alteração das políticas de educação e de saúde, direcionando-as para o desenvolvimento de competências pessoais e sociais nas várias estruturas que servem de apoio aos adolescentes portugueses”.

Os autores do estudo apontam como justificações possíveis para estes resultados “o desinvestimento na educação sexual”, a redução do número de campanhas de prevenção e o facto de a infeção se ter passado a considerar uma doença crónica e não uma “sentença de morte”, o que “poderá estar a desvalorizar a importância da proteção.

O estudo “Comportamentos sexuais de risco nos adolescentes” abrangeu 5.695 adolescentes, 53,9% dos quais raparigas, com uma média de idades de 15,46 anos, a frequentarem o 8º ano, o 10º ano ou o 12º ano.

A maioria dos adolescentes inquiridos mencionou já ter tido um relacionamento amoroso, apesar de não ter no momento (48,4%), sobretudo os rapazes (51,8%) e os adolescentes do 8.º ano (50,9%).

Segundo o estudo, a maior parte disse não ter tido relações sexuais (77%). Dos que referiram já ter tido, contaram que a primeira relação sexual foi aos 15 anos.

Os dados indicam também que 85,6% dos inquiridos não realizaram o teste de VIH e 84,7% não têm a vacina contra o HPV.

Segundo os últimos dados estatísticos da UNICEF, cerca de 30 jovens entre os 15 e os 19 anos foram infetados com o VIH/sida, por hora no mundo em 2017, números “particularmente alarmantes se se considerar que nos restantes grupos etários a epidemia estará a diminuir”.

Em Portugal, a situação é também preocupante pois cerca de um terço dos infetados com o VIH/sida tem menos de 30 anos e cerca de 16% tem entre 15 e 24 anos.

O estudo lembra que o melhor meio de evitar a infeção VIH/sida e outras infeções sexualmente transmissíveis continua a ser o preservativo.

HN // JMR

Lusa/fim

 

Proibir os adolescentes de beber álcool é mesmo o melhor método?

Fevereiro 27, 2019 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da TSF de 30 de janeiro de 2019.

Rita Costa

O pediatra Sérgio Neves defende que a relação dos adolescentes com o álcool deve ser regulada, as regras são estruturantes e o exemplo também é muito importante.

“O sistema muito autoritário de proibição muitas vezes não é o melhor porque eles também arranjam maneira de contornar essas regras, mas, por outro lado, a ausência de regras não é de todo estruturante”, afirma Sérgio Neves.

“As regras têm de estar bem definidas”, defende o pediatra, que deixa algumas recomendações para quando os adolescentes saem à noite: saber a que horas chegam, saber com quem vão, perguntar-lhes se sabem com quem devem contactar se precisarem de ajuda, ou o que devem fazer para se sentirem integrados no grupo sem entrarem em riscos. “É diferente beber uma cerveja ou beber um shot“, exemplifica Sérgio Neves.

E deixá-los beber álcool na presença dos pais? Sérgio Neves não recomenda. O pediatra entende que isso pode legitimar os consumos e os pais não podem esquecer-se que continuam a ser o exemplo dos filhos. “Os adolescentes são muito sensíveis a criticas quando alguém não está a fazer o que é suposto.”

Ouvir as declarações de Sérgio Neves no link:

https://www.tsf.pt/sociedade/educacao/interior/proibir-os-adolescentes-de-beber-alcool-e-mesmo-o-melhor-metodo-10497401.html?fbclid=IwAR0l9Ej6pIVTUgRz4YMexRUNUCb8b97iklM80gMqLGHFIRwEG9T33qxJ-oU

 

Os adolescentes e o álcool

Outubro 25, 2018 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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thom masat on Unsplash

Artigo de opinião de Alexandra Duarte publicado no i de 24 de setembro de 2018.

Como explicar a um adolescente os efeitos do álcool no seu desenvolvimento?

As histórias repetem-se, mesmo ao nosso lado, contadas pelos filhos, pelos amigos dos nossos filhos, por pessoas que conhecemos, ou até presenciadas por pais que acabam por estar no sítio certo, à hora errada. Rapazes e raparigas que acabam a noite a serem assistidos por equipas médicas, depois de terem consumido quantidades exageradas de bebidas alcoólicas. Até já têm um nome para esta prática: “binge drinking”. Escrito assim, até parece um desafio com “pinta” e, na verdade, é assim que os adolescentes adotam esta forma de comportamento. Ingerem uma quantidade excessiva de álcool, num curto espaço de tempo e consecutivamente. De um momento para o outro, bebem vários copos sem parar, negando ao corpo o tempo necessário para assimilar e processar a quantidade de álcool ingerida e, posteriormente, manifestar as consequências do impacto deste excesso. Quando, finalmente, o corpo processa esta ingestão acelerada e abusiva de álcool, ocorrem os sintomas indesejados, chegando, nos casos mais graves, ao coma alcoólico.

A definição de “binge drinking” remete-nos para um consumo ocasional excessivo, algo que acontece, por exemplo, quando os adolescentes saem à noite. Partindo do princípio que estamos perante uma média de uma saída noturna mensal, ou mesmo quinzenal, em rapazes e raparigas abaixo dos 18 anos e acima dos 14 anos, o cenário é preocupante e é nosso dever, enquanto pais e cidadãos, refletir sobre as medidas que possam impedir que estes adolescentes, imaturos e desconhecedores dos efeitos nocivos do álcool sobre o seu comportamento e desenvolvimento, continuem a reincidir numa prática que lhes é prejudicial.

O problema é que, como muitos pais devem ter conhecimento, a média das saídas noturnas, pelo menos nos grandes centros urbanos, não é a acima descrita, nem tão pouco é possível dizer que não há crianças com menos de 14 anos a frequentar bares e a consumir bebidas alcoólicas, compradas por interpostos amigos, em estabelecimentos que só estão autorizados a vender estas bebidas a indivíduos maiores de 18 anos. Mas o cenário agrava-se quando – e não vale a pena fingir que isto não se passa! – encontramos grupos de adolescentes, durante a tarde, concentrados na rua, em frente a certos estabelecimentos de venda de bebidas alcoólicas, com copos na mão e, mesmo de passagem, conseguimos perceber que já não se encontram no seu melhor estado, avançando para um estado de embriaguez.

Os números não mentem e são indicadores dos riscos que esta geração incorre. O consumo de álcool aumentou nos últimos anos, bem como diminuiu a média da idade em que se consumiu pela primeira vez – 17 anos! (O que significa que muitos houve que nem sequer 17 anos tinham! Há registos de internamentos com intoxicações ou comas alcoólicos de crianças que ainda não completaram os 13 anos.)

Além dos riscos imediatos a que se sujeitam, segundo um estudo da Universidade de Boston, um adolescente que inicie precocemente o consumo de bebidas alcoólicas tem 50% de probabilidades de vir a ficar dependente deste tipo de consumo, mais tarde.

O problema não se centra somente nos consumidores precoces, mas também nas suas famílias que, derivado da nossa cultura e hábitos, muitas consideram normal que os filhos consumam álcool quando começam a sair à noite ou ocasionalmente. Puro desconhecimento dos efeitos de uma bebida alcoólica no cérebro de um adolescente que ainda não completou os 18 anos e que se encontra em pleno desenvolvimento físico e cognitivo.

A revista científica “The Lancet” publicou recentemente um estudo, realizado em indivíduos com idades compreendidas entre os 15 e os 95 anos, e no qual se conclui que não existe um nível seguro para o consumo de álcool. As implicações são vastas, mas no caso dos adolescentes são muito concretas e a falta de uma avaliação correta dos riscos que correm é um dos fatores do consumo excessivo. Tomariam a mesma decisão caso soubessem que o álcool atinge o sistema nervoso central, potenciando comportamentos que colocam as suas vidas em risco, como a agressividade, a depressão e até mesmo a automutilação?

Perdem a noção dos seus comportamentos e as suas emoções são alteradas pelo efeito do álcool, levando a condutas que no dia seguinte, eles próprios têm dificuldade em se identificar, quando confrontados com as publicações nas redes sociais, registos de momentos dos quais não têm memória, mas que ficaram no “Instagram”, no “Facebook” para consulta futura.

Beber aos 18 anos não é o mesmo que beber antes desta idade. O desempenho escolar é diretamente afetado, consequência dos défices cognitivos e de memória, conduzindo a limitações ao nível da aprendizagem. Tudo isto provocado pelo facto de o cérebro ainda não estar totalmente desenvolvido e, por essa razão, ser mais permeável ao álcool. O consumo de bebidas alcoólicas está associado à diminuição da massa cinzenta em determinadas áreas do cérebro e é responsável por impedir o desenvolvimento da matéria branca, refletindo-se nos níveis de atenção, na velocidade do processamento, na memória e no controlo da impulsividade.

Nas escolas não se fala deste problema. Logo, se não se fala, é porque ainda não é considerado um problema. Em 2015, procedeu-se à alteração da lei para fixar a idade mínima para consumo de álcool nos 18 anos, o que também não veio modificar nada neste cenário que se agrava de ano para ano. As famílias não têm a informação suficiente para compreender as consequências graves que os seus filhos podem vir a ter, somente por beberem um copo quando vão sair à noite, não tendo ainda 18 anos. Eu começaria por enfatizar que há uma diferença primordial entre um jovem com mais de 18 anos que consome bebidas alcoólicas e entre os mais novos que sofrem de uma forma mais permanente os estragos que o álcool provoca no seu desenvolvimento.

Dizem que beber um copo não faz mal, mas os nossos jovens não bebem só um e, infelizmente, os números são preocupantes. Afinal, são os nossos filhos, os amigos dos nossos filhos, aqueles jovens que com a voracidade própria de desfrutarem os dias e as noites, muitas vezes se esquecem do que é melhor para eles.

Escreve quinzenalmente

 

 

Crianças que comem este alimento correm um maior risco de beber e de fumar no futuro

Outubro 22, 2018 às 8:00 pm | Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário
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Patrick Fore on Unsplash

Notícia do i de 10 de outubro de 2018.

Estudo faz revelação

De acordo com um estudo recentemente feito, foi feito um inquérito a mais de 100 mil crianças, com idades compreendidas entre os 11, 13 e 15 anos, acerca do que bebiam e sobre os comportamentos de risco que levavam a cabo, asim como lutar, fumar e fazer ‘bullying’.

Com base nas respostas dadas, foi possível apurar que aquelas que consumiam mais açúcar, apresentavam uma maior probabilidade de se comportarem mal, 78%.

Segundo indicam os cientistas responsáveis pelo estudo, bebidas adocicadas, como os refrigerantes, criam maior propensão a esse tal mau comportamento.

O estudo foi conduzido em 26 países, por investigadores italianos e israelitas, e de acordo com os mesmos, “como os refrigerantes frequentemente contêm aditivos, incluindo cafeína, é possível que o açúcar em combinação com alguns desses aditivos torne esses sumos um fator mais poderoso ou um indicador mais consistente”.

O consumo elevado de açúcar foi associado com brigas em 23 dos 26 países.

Notícia com mais informação

Too much sugar makes children more violent and more likely to get drunk or smoke – with energy drinks the worst offenders

Estudo citado na notícia

Adolescents’ multiple and individual risk behaviors: Examining the link with excessive sugar consumption across 26 industrialized countries

 

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