Jovens obesos ultrapassarão os mal nutridos em 2022

Outubro 11, 2017 às 7:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do https://www.dn.pt/ de 11 de outubro de 2017.

Actividade física regular é uma das formas de combater a obesidade

Filomena Naves

Estudo prevê população infantil global maioritariamente obesa dentro de quatro anos. Para a OMS trata-se de “uma crise de saúde global”, a exigir políticas dirigidas ao problema

Hoje há dez vezes mais crianças e adolescentes obesos em todo o mundo do que há 40 anos e se a tendência de crescimento das últimas décadas se mantiver, em 2022, ou seja, dentro de apenas quatro anos, o número de jovens obesos tornar-se-á pela primeira vez superior ao dos que não têm peso suficiente por mal nutrição. A previsão é de um estudo do Imperial College de Londres e da Organização Mundial da Saúde (OMS), que foi publicado ontem, véspera do Dia Mundial da Obesidade que hoje se assinala, na revista The Lancet.

O trabalho, que passou em revista e coligiu ao longo de quatro décadas, entre 1975 e 2016, os dados do peso, altura e índice de massa corporal de mais de 130 milhões de pessoas com mais de cinco anos – 31,5 milhões entre os 5 e os 19 anos, e 97,4 milhões com mais de 20 anos -, é o maior estudo epidemiológico alguma vez realizado, segundo os seus autores, e mostra que a tendência para aumento de número de jovens obesos ganhou maior velocidade desde 2000. Em 1975, um por cento das crianças e jovens a nível mundial tinham peso em excesso, ao passo que em 2016 esse percentagem já chegava aos 8%.

“Esta tendência preocupante, que está igualmente em curso em países de médios e baixos recursos, reflete o impacto do marketing alimentar e das políticas que tornam os alimentos saudáveis e nutritivos demasiado caros para as famílias e as comunidades pobres”, afirma Majid Ezzati, da Escola de Saúde Pública do Imperial College, que coordenou a investigação. Por isso, sublinha o especialista, “esta é uma geração de crianças e adolescentes ao mesmo tempo obesos e mal nutridos”, pelo que alerta para a urgência de se “encontrarem formas de tornar acessíveis a estas famílias e comunidades, incluindo nas escolas, os alimentos saudáveis e nutritivos, especialmente nas comunidades pobres”. Outra medida essencial para combater o problema “é criar leis e taxas para proteger os mais novos de alimentos pouco saudáveis”, diz o coordenador do estudo.

Em 2016, último ano a que se reporta a avaliação, o número de crianças e adolescentes no mundo com peso insuficiente por deficiências alimentares era superior ao dos obesos e com excesso de peso (192 milhões no primeiro caso, 112 milhões no segundo), mas com a atual tendência de crescimento da população obesa a manter-se, nomeadamente nos países do Leste da Ásia, da América Latina e da Caraíbas, esses valores vão inverter-se no espaço dos próximos quatro, asseguram os autores do estudo.

“Esta é uma crise de saúde global”, garante Fiona Bull, que coordena na OMS o programa de vigilância e prevenção de doenças de notificação não obrigatória, notando que a situação “se agravará nos próximos anos, se não se tomarem medidas drásticas”.

A OMS já iniciou o combate contra a obesidade infantil, com a recomendação de políticas nesse sentido, e um plano cujas orientações serão hoje publicadas. Promover a redução drástica do consumo dos alimentos baratos e ultraprocessados e altos teores de calorias e gorduras, e favorecer a atividade física e os desportos são duas dessas orientações.

News release da WHO, gráficos e estudo mencionado na notícia:

Tenfold increase in childhood and adolescent obesity in four decades: new study by Imperial College London and WHO

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Vício em videojogos mais perto de ser classificado como doença

Julho 23, 2017 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do site http://tek.sapo.pt/  de 4 de julho de 2017.

Estar à frente do ecrã da televisão ou do computador a jogar por tempos intermináveis tem consequências pouco saudáveis e é por isso que a Organização Mundial da Saúde está a ponderar classificar o vício como um distúrbio psiquiátrico.

A proposta estará em discussão nos comités que analisam a revisão da Classificação Internacional de Doenças (CID), uma espécie de enciclopédia oficial que serve de referência a médicos e hospitais de todo o mundo sobre o que é uma doença, quais são os sintomas e como tratá-los.

Até agora, apenas o vício relativamente aos chamados “jogos de azar” consta desta lista de doenças. A ser aprovada, a classificação para os videojogos entra na próxima edição do documento, que deverá ser publicada em 2018, refere o jornal O Estado de S.Paulo, que avança a notícia.

Apesar de só no próximo ano poder ser classificado como distúrbio, já desde 2014 que médicos e investigadores demonstram preocupação com as implicações que esse vício pode trazer para a saúde.

A mudança iria contribuir para facilitar o diagnóstico e o tratamento de quem joga excessivamente, na consola, no computador ou mesmo com os seus dispositivos móveis, hábito cada vez mais comum.

Especialistas explicam que quem está viciado já não consegue separar o tempo de lazer passado a jogar e o resto, deixando que o jogo influencie as suas atividades e tarefas do dia-a-dia. “A maioria dos jovens joga de maneira tranquila e controlada. Mas entre os que se tornam dependentes vemos prejuízos importantes, como reprovação na escola, afastamento dos amigos e conflitos com a família”, afirmou ao jornal brasileiro o psiquiatra Daniel Spritzer.

 

Poluição mata milhões de crianças todos os anos

Março 22, 2017 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Notícia da http://www.paisefilhos.pt/de 8 de março de 2017.

WHO/Y. Shimizu

Um estudo da Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgado esta semana mostra que uma em cada quatro mortes em crianças – com idade inferior a cinco anos – está relacionada com problemas ambientais. Mais de 1,7 milhões de mortes de crianças por ano têm a sua origem na poluição do ar interior e exterior, exposição ao fumo de tabaco, insalubridade da água ou a falta de saneamento e de higiene. “Um ambiente poluído é mortal, particularmente para as crianças mais novas”, alerta a directora geral da OMS, Margaret Chan, citada num comunicado da entidade. “Os seus organismos e sistemas imunitários estão ainda a desenvolver-se”, por isso o seu aparelho respiratório é mais frágil, explica.

Destes 1,7 milhões de mortes anuais, cerca de 570 mil devem-se a infecções respiratórias relacionadas com a poluição do ar interior e exterior e a exposição ao fumo de tabaco. Por outro lado, a falta de acesso a água potável, o insuficiente saneamento e falta de condições de higiene são apontados como factores de risco para o desenvolvimento de diarreias, que representam mais de 361 mil mortes anuais.

Mas há mais: com o aquecimento global e dos níveis de dióxido de carbono, a produção de pólen tendem a aumentar, levando também a um aumento do número de casos de asma. Segundo a OMS, cerca de 44% dos casos de asma entre as crianças são uma consequência directa da poluição atmosférica.

Ler a News release da OMS em baixo:

The cost of a polluted environment: 1.7 million child deaths a year, says WHO

 

 

Amamentar em público? Sim, “em qualquer lugar e a qualquer momento”

Agosto 15, 2016 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da http://visao.sapo.pt/ de 3 de agosto de 2016.

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Márcia Galrão

Organização Mundial de Saúde lança campanha em 70 países para promover a amamentação em público

Amamentar em público é tema para alimentar na certa uma boa discussão. Sempre que se fala do assunto há quem verbalize opiniões contrárias: há quem considere que é uma exposição pública desnecessária e que até causa incomodo a quem assiste; quem se esteja nas tintas para o que os outros pensam e não se importe em expor o corpo se o objetivo é alimentar um recém-nascido; quem concorde mas tenha vergonha de se expor por sentir os olhares de lado de quem vê; ou até quem pegue na causa com o entusiasmo de uma religião e faça manifestações públicas em sua defesa.

Para as defensoras da amamentação em público há um novo aliado: a Organização Mundial de Saúde publicou uma campanha para incentivar as populações a deixarem as mulheres amamentar os filhos “em qualquer lugar, em qualquer momento”.

Trata-se de uma iniciativa que pretende marcar a Semana Mundial do Aleitamento Materno em mais de 70 países e que passa por permitir as mulheres dar de mamar em restaurantes, autocarros, mercados, etc.

Porque, como diz a OMS, o leite humano é o melhor alimento para os recém-nascidos terem todos os nutrientes de que necessitam nos primeiros meses de vida e portanto deve ser incentivado em exclusivo até aos seis meses.

mais informações no link:

http://www.who.int/mediacentre/events/2016/world-breastfeeding-week/en/

Mil milhões de crianças sofreram abusos físicos e sexuais em 2015

Agosto 4, 2016 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do http://observador.pt/ de 12 de julho de 2016.

Consultar a nota de imprensa da OMS no link:

New strategies to end violence against children

legnan koula  EPA

A Organização Mundial de Saúde (OMS), que apresentou hoje um conjunto de medidas para acabar com a violência infantil pelo mundo, declarou que, em 2015, mil milhões de crianças sofreram abusos físicos, sexuais e psicológicos.

A Organização Mundial de Saúde (OMS), que apresentou hoje um conjunto de medidas para acabar com a violência infantil pelo mundo, declarou que, em 2015, mil milhões de crianças sofreram abusos físicos, sexuais e psicológicos.

Na apresentação de uma aliança de governos e entidades sociais para lutar contra estes atos, a OMS publicou sete medidas para tentar reduzir, ou prevenir, os ataques contra as crianças.

Este conjunto de medidas passa por aplicar e reforçar leis de modo a limitar o acesso às armas, criminalizar os castigos violentos, por parte dos pais, e mudar a perceção sobre os comportamentos desse género.

Além disso, a organização propõe criar “ambientes seguros” e oferecer formação aos pais e mães sobre os seus deveres, melhorar a segurança económica das famílias, garantir o acesso ao sistema sanitário, ao bem-estar social e aumentar os serviços de ajuda e reinserção social dos delinquentes juvenis.

Entre os dados recolhidos pela OMS, o homicídio destaca-se como a quinta causa de morte mais comum entre os adolescentes.

Enquanto um em cada quatro rapazes sofre algum tipo de abuso físico, uma em cada cinco raparigas sofre abusos sexuais, pelo menos uma vez na vida.

“O conhecimento sobre o alcance e os danos da violência infantil está a crescer juntamente com as estratégias para prevenção”, afirmou em comunicado Etienne Krug, diretor do departamento de gestão de doenças não contagiosas da OMS.

Segundo Krug, estas medidas vão ajudar a criar ambientes “seguros, estáveis e favoráveis” para proteger as crianças e os adolescentes.

 

 

Alta mortalidade por câncer em crianças nos países pobres

Fevereiro 29, 2016 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do site http://www.swissinfo.ch/por/ de 15 de fevereiro de 2016.

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Muitas crianças morrem em decorrência de câncer nos países mais pobres por falta de acesso aos tratamentos, lamentou nesta segunda-feira o Centro Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (CIRC) – por ocasião do dia mundial do câncer infantil.

“O câncer é raro nas crianças. Nos países desenvolvidos, ele representa menos de 1% do total dos cânceres. Mas nos países com baixa renda, onde as crianças podem representar até metade da população, a proporção do câncer pediátrico pode ser cinco vezes mais alta”, ressaltou o CIRC em comunicado.

“A proporção de crianças que morrem de um câncer nos países mais pobres é inaceitável quando sabemos o que podemos fazer a esse respeito (como taxa de sobrevida) nos países ricos graças ao acesso aos tratamentos”, comentou o médico Christopher Wild, diretor do CIRC.

Embora a taxa de sobrevivência seja de cerca de 80% nos países ricos, chega semente a 10% em alguns outros países, segundo o CIRC, ligado à Organização Mundial da Saúde (OMS).

Segundo o CIRC, “o câncer pediátrico é um problema de saúde pública nos países em desenvolvimento” e salientou a necessidade de alocar mais recursos para melhorar o diagnóstico, tratamento e infra-estrutura.

Cerca de 215.000 crianças menores de 15 anos e 85.000 de 15 a 19 anos são diagnosticadas com câncer todos os anos no mundo, um número muito mais alto do que o previsto, segundo novas estimativas baseadas em dados coletados pelos registros de 68 países entre 2001 e 2010.

Inúmeros cânceres podem ser tratados, mas a doença continua sendo uma grande causa de mortalidade com cerca de 80.000 óbitos no mundo.

Quase metade dos cânceres infantis são leucemias ou linfomas, seguidos dos tumores do sistema nervoso central.

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 mais informações na notícia da OMS:

International Childhood Cancer Day: 15 February 2016

 

 

Report of the commission on ending childhood obesity – relatório da OMS

Janeiro 29, 2016 às 10:30 am | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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According to the report, many children are growing up today in environments encouraging weight gain and obesity. Driven by globalization and urbanization, exposure to unhealthy (obesogneic) environments is increasing in high-, middle- and low-income countries and across all socioeconomic groups. The marketing of unhealthy foods and non-alcoholic beverages was identified as a major factor in the increase in numbers of children being overweight and obese, particularly in the developing world.

Overweight prevalence among children aged under 5 years has risen between 1990 and 2014, from 4.8% to 6.1%, with numbers of affected children rising from 31 million to 41 million during that time. The number of overweight children in lower middle-income countries has more than doubled over that period, from 7.5 million to 15.5 million.

In 2014, almost half (48%) of all overweight and obese children aged under 5 lived in Asia and one-quarter (25%) in Africa. The number of overweight children aged under 5 in Africa has nearly doubled since 1990 (5.4 million to 10.3 million).

descarregar o relatório no link:

http://www.who.int/end-childhood-obesity/news/launch-final-report/en/

 

OMS culpa publicidade pelo aumento da obesidade infantil

Janeiro 29, 2016 às 10:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança, Relatório | Deixe um comentário
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Notícia do http://economico.sapo.pt de 26 de janeiro de 2016.

Recomendações e relatório da OMS no link:

http://www.who.int/end-childhood-obesity/news/launch-final-report/en/

O estudo mencionado na notícia é o seguinte:

Advertising as a cue to consume: a systematic review and meta-analysis of the effects of acute exposure to unhealthy food and nonalcoholic beverage advertising on intake in children and adults

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A obesidade infantil está a aumentar de forma galopante e a culpa pode ser da publicidade, diz a Organização Mundial da Saúde (OMS).

O número de crianças abaixo dos cinco anos com excesso de peso aumentou em 10 milhões, nos últimos 15 anos. A taxa, que em 1990 era de 4,8%, passou para os actuais 6,1%, revelou ontem a OMS, que aponta o dedo ao marketing e à publicidade, sem restrições no que toca aos refrigerantes e a outras bebidas açucaradas.

O contributo da publicidade para que as crianças comam cada vez pior e para a actual epidemia de obesidade infantil tem sido comprovada por sucessivos estudos. Um dos mais recentes foi realizado pela Universidade de Liverpool e publicado, este mês, no American Jounal of Clinical Nutrition.

Os investigadores do Instituto de Psicologia, Saúde e Sociedade daquela instituição avaliaram o impacto da publicidade a alimentos não-saudáveis no seu consumo por crianças e adultos e concluíram que, no caso dos mais novos, a exposição a anúncios de televisão ou na internet levou a um aumento significativo da ingestão destes alimentos. Mas o mesmo não aconteceu no adultos. O estudo revela ainda que o impacto nas crianças é o mesmo em qualquer um dos meios utilizados.

“A nossa análise mostra que a publicidade não influencia apenas a preferência por uma marca, mas impulsiona o consumo.

Dado que quase todas as crianças, nas sociedades ocidentalizadas, estão expostas, numa base diária, a grandes quantidades de publicidade a alimentos não saudáveis, esta é uma preocupação real”, explicou Emma J. Boyland, responsável pela equipa de investigadores.

Boyland diz ainda que o aumento gradual da ingestão de calorias resultou na “actual epidemia de obesidade infantil” e defende que o marketing alimentar tem um papel crítico nesta matéria.

Estes resultados justificam, com base científica, as recomendações para a adopção de estratégias e políticas que reduzam a exposição das crianças à publicidade de alimentos.

 

OMS apela ao reforço de cuidados de saúde nos adolescentes em todo o mundo

Outubro 18, 2015 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do site http://www.pipop.info de 12 de outubro de 2015.

Notícia da OMS:

WHO/UNAIDS launch new standards to improve adolescent care

Fonte: OMS

O acompanhamento médico dos adolescentes deve ser reforçado a nível mundial, segundo defende a Organização Mundial de Saúde (OMS), que sublinha que esta faixa etária é “particularmente vulnerável a certos problemas de saúde”.

Anthony Costello, diretor do Departamento de Saúde da Criança e do Adolescente da OMS, pede uma atenção redobrada aos Governos de todo o mundo no que diz respeito à saúde dos adolescentes e lembra que estes “não são nem adultos nem crianças, são um grupo da população que tem necessidades específicas e que estão debaixo de altos riscos”.

Valentina Baltag, especialista em saúde dos adolescentes da OMS, alerta ainda que, em muitos países, “a maioria dos estudantes de Medicina e de Enfermagem forma-se sem ter consciência das necessidades específicas deste grupo”

 

 

OMS lança guia para evitar nascimento de bebês prematuros

Agosto 26, 2015 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia da Rádio ONU de 26 de agosto de 2015.

O guia da OMS citado na noticia é o seguinte:

WHO recommendations on interventions to improve preterm birth outcomes

notícia da OMS:

Improving preterm birth outcomes: WHO launches new guidance

oms

 

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

Agência da ONU alerta que 15 milhões de crianças nascem antes de completarem 37 semanas de gestação todos os anos no mundo; complicações geradas pelo nascimento prematuram foram responsáveis pela morte de quase 1 milhão de bebês em 2013.

A Organização Mundial da Saúde lançou um novo guia para evitar os problemas causados pelo nascimento de bebês prematuros.

A OMS alerta que no mundo, todos os anos, 15 milhões de crianças nascem antes do tempo, quer dizer, antes de completarem as 37 semanas de gestação.

Complicações

A agência da ONU cita que as complicações de saúde causadas pelo nascimento prematuro representam a principal causa de morte entre crianças com menos de cinco anos.

Elas foram responsáveis pelo óbito de quase 1 milhão de bebês em 2013. Segundo a OMS, sem um tratamento apropriado, os bebês que sobrevivem os problemas causados pelo parto prematuro correm o risco de passar uma vida inteira de sofrimento.

O novo guia da agência tem como objetivo ajudar a evitar as complicações e as consequências de saúde por causa do nascimento antes do tempo normal e, ao mesmo tempo, aumentar os esforços para reduzir a mortalidade.

Intervenções

O documento cita uma série de intervenções que podem melhorar as chances de sobrevivência do bebê, assim como de assistência às mães.

Um exemplo disso é a aplicação de injeções de esteróides e de antibióticos nas mulheres antes do parto e depois que a bolsa d’água quebra, como também o uso de sulfato de magnésio para evitar futuros problemas neurológicos nas crianças.

No caso dos bebês, a OMS menciona as medidas para manter os recém-nascidos bem aquecidos, o fornecimento de oxigênio e o uso de medicamentos para ajudar os bebês a respirarem normalmente.

A agência da ONU diz que essas intervenções constam da Estratégia Global para a Saúde de Mulheres, Crianças e Adolescentes.

O documento, que será lançado no mês que vem, representa um plano de 15 anos para acabar com as mortes que podem ser evitadas e melhorar a saúde desse grupo específico.

 

 

 

 

 

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