Quase metade das escolas no mundo sem condições para reabertura segura

Setembro 2, 2020 às 6:00 am | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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Notícia do Jornal de Notícias de 13 de agosto de 2020.

Mais de 40% das escolas no mundo não têm acesso a condições básicas de higiene, como água para lavar as mãos e sabão, aumentando os riscos de reabertura no contexto da pandemia de covid-19.

O programa de monitorização conjunto das duas agências das Nações Unidas, a UNICEF e a Organização Mundial de Saúde (OMS) revela que 43% das escolas em todo o mundo, cerca de duas em cada cinco, não têm acesso a condições de higiene básicas como água e sabão para lavar as mãos, uma medida de proteção contra a covid-19 considerada essencial para uma reabertura das escolas em segurança no contexto da pandemia.

Em comunicado conjunto das duas organizações, a diretora executiva da UNICEF, Henrietta Fore, aponta o “desafio sem precedentes” à educação e bem-estar das crianças colocado pelo encerramento das escolas em todo o mundo e defende que “é preciso dar prioridade à educação das crianças”, o que significa “garantir que as escolas têm segurança para reabrir, incluindo o acesso a condições de higiene das mãos, água potável para beber e condições sanitárias seguras”.

Estes três indicadores são particularmente frágeis em África, onde se encontra um terço das crianças sem condições básicas de higiene nas escolas — 295 milhões de crianças de acordo com os dados das duas agências da ONU.

Em termos globais são 818 milhões de crianças que se encontram nessa situação, colocando-as numa situação de risco acrescido de infeção por covid-19 e outras doenças transmissíveis.

Cerca de 355 milhões de crianças frequentam escolas onde está disponível água, mas não sabão, e 462 milhões de crianças estudam em estabelecimentos sem acesso a água para lavagem das mãos.

Nos países menos desenvolvidos sete em cada dez escolas não têm condições básicas de higiene das mãos e em metade das escolas faltam condições de saneamento e de acesso à água.

O relatório da OMS e da UNICEF destaca que os governos têm que encontrar um equilíbrio na aplicação de medidas de saúde pública e os impactos económicos e sociais de medidas de confinamento devido à pandemia, acrescentando que estão “bem-documentados” os “impactos negativos do encerramento de escolas na segurança, bem-estar e aprendizagem das crianças”.

“O acesso a água, saneamento e condições de higiene é essencial para uma prevenção eficaz da infeção em todos os locais, incluindo nas escolas”, defende Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, acrescentando que a reabertura segura das escolas deve ser “uma grande prioridade das estratégias governamentais”.

Nos países para os quais existem dados, no que diz respeito a higienização das mãos os países com condições mais deficitárias nas escolas encontram-se maioritariamente na África subsariana, no sul da Ásia e na América do Sul, entre os quais se encontram o Brasil e a Índia, ambos com uma cobertura entre os 51% e os 75% das escolas no seu território com condições de higiene básicas.

As Nações Unidas emitiram linhas orientadoras para uma reabertura segura das escolas, que incluem várias medidas relacionadas com a lavagem das mãos, utilização de equipamento de proteção pessoal, limpeza e desinfeção, assim como garantir acesso a água potável e pontos de lavagem de mãos com água e sabão e instalações sanitárias seguras.

O comunicado das duas agências da ONU recorda ainda a iniciativa conjunta “Higiene das Mãos para todos” que pretende garantir equidade no acesso a condições de higiene no mundo, focando-se nas comunidades mais vulneráveis, procurando garantir meios de proteção com a colaboração de parceiros, governos, setor público e privado e sociedade civil para assegurar produtos e serviços de custo acessível disponíveis nas áreas menos privilegiadas.

Mais informações na Press Release da WHO:

2 in 5 schools around the world lacked basic handwashing facilities prior to COVID-19 pandemic — UNICEF, WHO

OMS tranquiliza: a Europa está preparada e escolas devem reabrir

Agosto 27, 2020 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Jornal de Notícias de 20 de agosto de 2020.

Rita Neves Costa

O diretor regional da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a Europa defendeu esta quinta-feira que as escolas devem reabrir, mesmo em tempo de pandemia. Caso o nível de transmissão da SARS-Cov-2 seja elevado numa comunidade, os estabelecimentos devem permanecer temporariamente encerrados. Hans Kluge considera que a Europa está mais bem preparada para enfrentar a doença.

Com a reabertura prevista de escolas em vários países, a partir de setembro, Hans Kluge explicou que a pandemia da covid-19 criou a “maior interrupção nos sistemas educacionais da História” e afetou quase 1,6 mil milhões de alunos em mais de 190 países. Contudo, mesmo com o registo de 3,9 milhões de casos do novo coronavírus na Europa, o diretor regional da OMS não se resignou às preocupações, que muitos têm proclamado acerca do regresso dos alunos às salas de aulas. Kluge preferiu focar-se antes nas ações preventivas previstas para a retoma do ensino presencial.

Entre as medidas preveem-se o distanciamento social e ações de higiene “intensificadas”. Além disso, os estabelecimentos devem funcionar de acordo com as circunstâncias: “abrir escolas em locais onde vírus está baixo [nível de transmissão]; ajustar os horários escolares e limitar o número de alunos em locais onde os casos estão mais disseminados; manter as escolas temporariamente fechadas em locais onde a transmissão comunitária é alta”, esclarece o diretor regional da Organização Mundial da Saúde.

Ainda antes do regresso do ano letivo, inédito porque será em tempo de pandemia, Hans Kluge vai ter um encontro virtual com responsáveis de 53 países a 31 de agosto. “Vão ser discutidas ações concretas para assegurar que as crianças recebem educação apropriada em locais seguros”, disse numa conferência de imprensa virtual, gravada a partir de Copenhaga, na Dinamarca.

Na primeira semana de agosto, foram registados mais 40 mil casos positivos de covid-19 face à primeira semana de junho na Europa, que teve 26 mil infetados, o número mais baixo no pico da pandemia. Kluge atribuiu esta subida ao relaxamento de algumas medidas de saúde pública e também a “pessoas [que] têm baixado a guarda”. Especialmente os mais jovens, para quem o diretor regional envia uma mensagem: “Ninguém é invencível e se não morreres de covid, a doença pode manter-se no teu corpo como um tornado com uma cauda longa. Embora não seja tão provável os jovens morrerem de covid como as pessoas mais velhas, podem ainda assim ser seriamente afetados”.

Para Hans Kluge, a Europa, com surtos consideráveis de covid-19 nas últimas semanas, está hoje mais bem preparada para enfrentar a doença do que em fevereiro, quando a pandemia eclodiu. “Com as medidas básicas nacionais e adicionais direcionadas, estamos numa posição muito melhor para eliminar esses surtos de vírus localizados”, concluiu.

OMS: consequências da Covid-19 podem levar à morte de 10 mil crianças por mês

Agosto 7, 2020 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia da ONU News de 30 de julho de 2020.

Informação consta de estudo científico e foi comentada pelo chefe da Organização Mundial da Saúde; Tedro Ghebreysus lembrou que quatro agências da ONU pediram US$ 2,4 bilhões para proteger as crianças; especialistas em nutrição afirmam que crise econômica, restrições comerciais e fechamento de escolas têm efeitos “arrasadores” para os menores.

A pandemia poderá causar a morte de mais de 10 mil crianças, por mês, em todo o mundo, ainda este ano. A conclusão é de um novo estudo publicado na revista cientifica The Lancet.

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, OMS, Tedros Ghebreyesus, disseque o estudo foi realizado pelos maiores especialistas mundiais em nutrição.

Crianças

Tedros contou que “alimentos, serviços sociais e sistemas econômicos foram prejudicados pela pandemia.” Além disso, fechamento de escolas, restrições comerciais e bloqueios de países estão sendo arrasadores para comunidades que já enfrentavam dificuldades.

O chefe da agência afirmou, no entanto, que essa “é uma tragédia que pode ser evitada.”

A OMS está fazendo um apelo junto com o Fundo da ONU para a Infância, Unicef, a Organização da ONU para Agricultura e Alimentação, FAO, e o Programa Mundial de Alimentos, PMA. As quatro agências estão pedindo US$ 2,4 bilhões para proteger essas crianças.

Para Tedros, a comunidade global “deve agir agora para evitar as consequências arrasadoras da fome e da desnutrição a longo prazo.”

Iniciativas

O diretor-geral da OMS também fez uma atualização sobre os esforços para acelerar o desenvolvimento e a distribuição de vacinas, diagnósticos e tratamentos, usando a ferramenta Acelerador ACT, que lançada em abril.

Desde o lançamento, a OMS focou em três áreas principais: áreas técnicas para desenvolver produtos de saúde, financiamento inicial e garantia de um acesso equitativo e distribuição eficaz.

Até esta quinta-feira, mais de 16,8 milhões de casos de Covid-19 foram relatados à OMS em todo o mundo. Mais de 662 mil pessoas perderam a vida.

Grandes epidemias

Metade de todos os casos está nos três principais países com o maior número de casos: Estados Unidos, Brasil e Índia. Metade de todas as mortes se concentra nos quatro países mais afetados pela Covid-19: Estados Unidos, Brasil, Índia e Rússia.

Tedros disse que “embora esta seja uma pandemia global, nem todas as nações estão enfrentando grandes surtos não controlados.”

Ele lembrou que as medidas para salvar vidas permanecem as mesmas. Onde elas são praticadas, os casos diminuem.

O chefe da agência também deixou uma mensagem para os Estados-membros que enfrentam grandes epidemias, dizendo que “nunca é tarde demais.” Segundo ele, “até grandes epidemias podem ser revertidas.”

Neste 30 de julho, a OMS marca seis meses da declaração da Covid-19 como uma “emergência de saúde pública internacional.”

Para Tedros, a crise “está mostrando que a saúde não é uma recompensa pelo desenvolvimento, mas sim a base da estabilidade social, econômica e política.”

mais informações na notícia The Lancet:

Child malnutrition and COVID-19: the time to act is now

OMS alerta: Escolas só devem reabrir com transmissão comunitária controlada

Agosto 6, 2020 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Diário de Notícias de 13 de julho de 2020.

A Organização Mundial de Saúde recomendou hoje que só se reabram as escolas quando a transmissão comunitária do novo coronavírus esteja controlada, admitindo que falta saber muito sobre o papel das crianças na pandemia.

Ainda nos falta compreender muita coisa sobre a transmissão por crianças”, afirmou a principal responsável técnica no combate à pandemia, a epidemiologista norte-americana Maria Van Kerkhove, indicando que as crianças “tendem a ser menos afetadas” pela covid-19, com sintomas mais ligeiros, mas que são capazes de transmitir a doença.

O diretor executivo do Programa de Emergências Sanitárias daquela agência das Nações Unidas, Michael Ryan, salientou que “quando a transmissão comunitária é intensa, as crianças são expostas e farão parte do ciclo de transmissão e podem infetar outras pessoas”.

Questionado sobre a reabertura de escolas, alvo de polémica em países como os Estados Unidos, Michael Ryan declarou que enquanto o vírus circular e haja cadeias de transmissão, “qualquer ambiente onde as pessoas se misturam é, essencialmente, problemático”.

“A maneira melhor e mais segura de reabrir escolas é num contexto de baixa transmissão comunitária, que tenha sido eficazmente suprimida com uma estratégia adequada”, indicou.

Michael Ryan destacou que não se pode pensar em reabrir setores de atividade e da sociedade um de cada vez, porque o problema da transmissão do novo coronavírus não se resolve em parcelas, devendo-se olhar para o contexto total.

“Não podemos transformar as escolas numa bola de futebol. Isso não é justo para as crianças. Se conseguirmos suprimir a transmissão nas nossas sociedades, as escolas podem abrir de forma segura”, declarou.

Nos Estados Unidos, onde há mais de 3,3 milhões de pessoas infetadas, o Presidente, Donald Trump, tem pressionado os responsáveis estaduais para reabrir as escolas depois do verão, ameaçando retirar verbas federais aos que não voltem ao ensino presencial.

Michael Ryan afirmou também que é irrealista esperar que o novo coronavírus acabe ou que haja uma vacina perfeita e acessível para a covid-19 a breve prazo.

“Precisamos de aprender a viver com este vírus. Esperar que consigamos erradicar ou eliminar este vírus nos próximos meses não é realista, tal como acreditar que, por magia, teremos uma vacina perfeita a que toda a gente terá acesso”, admitiu.

OMS preocupada com fardo da Covid-19 sobre mulheres, crianças e adolescentes

Junho 15, 2020 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da ONU News de 12 de junho de 2020.

Em entrevista a jornalistas, diretor-geral da Organização Mundial da Saúde alertou sobre mortes de grávidas, depressão entre adolescentes e insegurança alimentar de crianças que têm na escola sua única fonte de comida; participaram do briefing representantes da ONU incluindo a enviada especial para Juventude.

A Organização Mundial da Saúde, OMS, manifestou preocupação com a situação de mulheres, crianças e adolescentes lidando com as pesadas consequências de saúde e socioeconômicas da Covid-19.

Numa entrevista a jornalistas, em Genebra, o diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, alertou sobre o risco de muitas mulheres morrerem de parto em meio à pandemia.

Complicações

Tedros contou que a Covid-19 sobrecarregou os sistemas de saúde, em muitos lugares, aumentando os riscos de complicações na gravidez e no parto para mães e bebês.

Ele citou os casos de reabertura parcial das economias ao falar do retorno às atividades na Suíça, sede da agência. Mas lembrou que apesar da queda de novas contaminações na Europa, a pandemia segue acelerando em países de rendas baixa e média, em outras partes do mundo.

Para ele, os efeitos indiretos do vírus sobre mulheres, crianças e adolescentes superam o número de mortes pela doença. Até a tarde de sexta-feira, a Covid-19 havia causado mais de 418,2 mil pessoas e infectado mais de 7,4 milhões de pessoas.

Homens

Uma outra preocupação é o crescente aumento de casos de violência doméstica. Uma das participantes, a chefe do Fundo das Nações Unidas para a População, Natalia Kanem, falou sobre o papel dos homens.

Kanem afirmou que os homens desempenham um papel central para acabar com a violência de gênero de uma vez por todas. Com as restrições de movimento e medidas de isolamento social, muitas mulheres estão trancadas dentro de casa com seus agressores.

A OMS citou ainda os riscos de saúde mental para adolescentes e jovens durante a Covid-19. Nesta faixa etária, eles estão mais propensos à depressão, ansiedade, assédio moral pela internet, e violência física e sexual. As adolescentes também correm risco de gravidezes indesejadas e impedimentos no acesso aos serviços de saúde.

Saúde mental

O fechamento de escolas e universidades complicou a situação, uma vez que, em muitos países, mais de um terço dos adolescentes com problemas de saúde mental recebem assistência na escola.

Com suas atividades limitadas, muitos adolescentes estão fazendo uso de tabaco e álcool. A insegurança alimentar é outro fardo da Covid-19 para milhões de crianças no mundo que têm na escola sua única fonte de refeição.

Amamentação

O diretor-geral da OMS respondeu ainda a perguntas sobre os riscos de amamentação durante a pandemia informando que os estudos provam que os benefícios do leite materno superam potenciais riscos de transmissão, que segundo a agência são baixos.

Num guia, a OMS recomenda que as mães utilizem a máscara durante a amamentação caso tenham a doença. A separação do bebê só deve ocorrer se a mãe se sentir muito mal. Para Tedros é responsabilidade de todos de assegurar os serviços de saúde para quem precisa deles. Participaram do encontro com os jornalistas, a presidente da União Inter-Parlamentar, Gabriela Cuevas, a enviada especial do secretário-geral da ONU, para a Juventude, Jayathma Wickramanayake, a diretora-executiva da organização Merck for Mothers, Mary-Ann Etiebet.

Mais informações no link:

https://www.publicmedianet.org/episode/june-12-2020-media-briefing-covid-19

Tabaqueiras gastam milhões a tentar viciar crianças e jovens

Junho 5, 2020 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Diário de Notícias de 29 de maio de 2020.

LUSA

“Gastam em média um milhão de dólares por hora porque precisam de encontrar utilizadores para substituir os oito milhões que morrem prematuramente todos os anos”, acusa a OMS

Organização Mundial de Saúde acusou nesta sexta-feira a indústria do tabaco de usar um milhão de dólares por hora a tentar vender os seus produtos e de querer viciar cada vez mais jovens em cigarros eletrónicos como se fossem doces.

“Têm um orçamento gigantesco para ‘marketing’. Gastam em média um milhão de dólares por hora porque precisam de encontrar utilizadores para substituir os oito milhões que morrem prematuramente todos os anos”, afirmou o coordenador da unidade Sem Tabaco da OMS, Vinayak Prasad, numa conferência de imprensa virtual.

A pandemia da covid-19, uma doença que ataca na maior parte dos casos o sistema respiratório, levou a indústria a adotar “táticas perversas”, como a distribuição de máscaras respiratórias com os seus logótipos e a patrocinar investigação de vacinas, indicou o diretor do departamento de promoção da saúde da OMS, Ruediger Krech.

Na África do Sul, a indústria tabaqueira processou o governo por este se ter recusado a considerar o tabaco um produto essencial durante o confinamento imposto pela covid-19, indicou Prasad.

Estas iniciativas são de uma indústria que sente o seu mercado a escapar, até porque durante a pandemia aumentaram as solicitações para programas que ajudam a deixar de fumar.

“A indústria vira-se para mercados sem nenhuma ou pouca regulação” para “viciar uma nova geração de jovens”, quando atualmente, já há “mais de 14 milhões de crianças entre os 13 e os 15 anos que usam produtos de tabaco”, destacou Krech.

“A indústria quer mantê-los viciados para conservar os seus lucros, mesmo sendo completamente contra os princípios da saúde pública”, afirmou a presidente do secretariado da convenção para regulação do tabaco, Adriana Blanco Marquizo.

Para isso, vendem “cigarros eletrónicos com sabores, como se fossem pastilhas elásticas ou doces, patrocinam-se festas e concertos” como táticas para viciar jovens.

“Cem milhões de fumadores começaram antes dos 15 anos”, lembrou Krech, que citou números da Suíça segundo os quais 16,8 por cento dos jovens usam cigarros eletrónicos, enquanto nos adultos a percentagem é de 15%.

Números conjuntos de 39 países indicam que 09% os usam.

A nível mundial, 44 milhões de crianças e adolescentes fumam, segundo os números da OMS, que considera que “todos os produtos de tabaco são prejudiciais”, sem distinção entre cigarros e dispositivos como os cigarros eletrónicos.

“Se não tivermos cuidado, arriscamo-nos a perder todo o caminho feito nos últimos 50 anos” contra o tabagismo, afirmou Krech, antecipando o Dia Mundial Sem Tabaco, que se assinala todos os anos a 31 de maio.

A OMS “apela a todos os setores para ajudarem a travar as táticas de ‘marketing’ das indústrias do tabaco e similares, que são predadoras de crianças e jovens”.

Mais informações na notícia da OMS:

Stop tobacco industry exploitation of children and young people

Sete passos para evitar a COVID-19: Organização Mundial de Saúde

Março 27, 2020 às 12:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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Ajudar as Crianças a lidar com o stress durante o surto de COVID19

Março 19, 2020 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Mais informações no link:

https://www.ordemdospsicologos.pt/pt/p/covid19

original da WHO:

https://www.who.int/docs/default-source/coronaviruse/mental-health-considerations.pdf?sfvrsn=6d3578af_8

Número de crianças obesas no mundo aumentou 11 vezes em quatro décadas

Fevereiro 26, 2020 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 19 de fevereiro de 2020.

Mais de 124 milhões de crianças e adolescentes em todo o mundo eram obesas em 2016, o que significa 11 vezes mais do que há quatro décadas, segundo um relatório nesta  quarta-feira divulgado pelas Nações Unidas e pela revista The Lancet.

O número de crianças e adolescentes obesos aumentou de 11 milhões em todo o mundo em 1975 para 124 milhões em 2016.

A exposição das crianças a anúncios e comerciais sobre comida não saudável (junk food) e bebidas açucaradas está associado a escolhas alimentares inadequadas e ao excesso de peso ou obesidade.

No que respeita ao contributo do marketing para a obesidade infantil, o relatório sugere que nalguns países as crianças vêem cerca de 30 mil anúncios televisivos num único ano.

“A auto-regulação da indústria falhou”, refere Anthony Costello, um dos autores do documento, elaborado pela Organização Mundial da Saúde, pela UNICEF e pela revista científica The Lancet.

Os autores apontam o dedo ao que consideram ser as “práticas exploradoras” do marketing das indústrias que promovem a fast food ou as bebidas açucaradas.

Outra das preocupações expressas do documento é a exposição dos menores a publicidade e marketing sobre o consumo de álcool e de tabaco.

Por exemplo, na Austrália as crianças e adolescentes continuam a ser expostas a mais de 50 milhões de anúncios a bebidas alcoólicas ao longo de um ano durante a transmissão televisiva de desportos como o futebol, o cricket ou o rugby.

Também nos Estados Unidos tem crescido a exposição dos jovens a anúncios sobre cigarros electrónicos ou vaping, um aumento de 250% em dois anos, com a publicidade a chegar a mais de 24 milhões de menores.

Mais informações nos links:

https://www.thelancet.com/journals/lancet/article/PIIS0140-6736(19)32540-1/fulltext

https://www.who.int/news-room/detail/19-02-2020-world-failing-to-provide-children-with-a-healthy-life-and-a-climate-fit-for-their-future-who-unicef-lancet

Bem-estar de crianças e adolescentes sob ameaça em todo o mundo, alerta estudo

Fevereiro 21, 2020 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia da ONU News de 18 de fevereiro de 2020.

Dos países lusófonos, Portugal é o melhor posicionado em índice de sobrevivência e bem-estar, mas ocupa último lugar em nível de emissores de CO2 por pessoa; já Brasil é destacado por fortalecer sistema de informações de saúde; novo estudo adverte para excessos de emissões de carbono em economias mais ricas.

Nenhum país protege de forma adequada a saúde, o ambiente e o futuro das crianças, segundo um relatório de 40 especialistas em saúde infantil e de adolescentes em todo o mundo.

A publicação A Future for the World’s Children? ou Um Futuro para Crianças do Mundo?, em tradução livre, mostra que menores de idade na Noruega, na Coreia do Sul e na Holanda têm maior chance de sobrevivência e bem-estar.

Língua Portuguesa

Dentre as nações de língua portuguesa, Portugal figura na posição 22 do índice que compara indicadores como saúde, educação e nutrição. A seguir estão Brasil em 90º, Cabo Verde em 109º e São Tomé e Príncipe em 125.  Já Timor-Leste aparece na posição 135, Angola em 161º, Guiné-Bissau em 166º e Moçambique na posição 170.

Nos piores cenários entre os 180 Estados analisados estão República Centro-Africana, Chade, Somália, Níger e Mali.

O estudo inclui o índice de sustentabilidade revelando que cada pessoa dos países mais desenvolvidos emite mais dióxido de carbono, CO2, do que o objetivo nacional definido para 2030. Entre as questões avaliadas estão equidade e diferenças de rendimentos.

Entre os países lusófonos, Portugal está em 129º lugar no ranking de sustentabilidade, Brasil vem em 89, Angola 63, Cabo Verde 59 e São Tomé e Príncipe em 41. Timor-Leste está em 33º lugar, Moçambique em 29º e Guiné-Bissau em 16º.

Países ricos

Entre os maiores países emissores de gás carbônico estão Estados Unidos, Austrália e Arábia Saudita. O documento destaca que as emissões nas economias mais ricas são feitas de forma desproporcional.

A Comissão formada pela Organização Mundial da Saúde, OMS,  o Fundo da ONU para a Infância Unicef, e a revista médica The Lancet destacam que a saúde e o futuro de crianças e adolescentes em todo o mundo estão sob ameaça.

Entre os  fatores que agravam essa situação estão  a degradação ecológica, a mudança climática e as práticas de marketing prejudiciais que promovem alimentos processados, bebidas açucaradas, álcool e tabaco.

O Brasil é destacado entre os países de renda média por investir no reforço do seu sistema de informações de saúde de rotina como parte da reforma do sistema de saúde.

Crianças

Aos países em desenvolvimento, o documento recomenda mais ações para que suas crianças vivam de forma mais saudável por causa da ameaça das emissões excessivas de carbono para seu futuro.

O estudo alerta para consequências arrasadoras para a saúde infantil se o aquecimento global ultrapassar os 4 °C até 2100, de acordo com as projeções atuais. A consequência incluem ondas de calor extremo e proliferação de doenças como a malária o dengue além de condições como a subnutrição.

Mais informações nos links:

https://www.thelancet.com/journals/lancet/article/PIIS0140-6736(19)32540-1/fulltext

https://www.who.int/news-room/detail/19-02-2020-world-failing-to-provide-children-with-a-healthy-life-and-a-climate-fit-for-their-future-who-unicef-lancet

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