Estudo Em Casa: Dicas para te manteres seguro – DGE

Junho 9, 2020 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação, Site ou blogue recomendado | Deixe um comentário
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Mais informações no link:

https://www.seguranet.pt/pt/campanha-estudo-em-casa-dicas-para-te-manteres-seguro

Privacidade das Crianças no Ambiente Digital – novo número da revista “Forum de Proteção de Dados”

Maio 30, 2020 às 2:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Visualizar a revista no link:

https://www.cnpd.pt/home/revistaforum/forum2019_6/

Jogos Online em Segurança

Maio 26, 2020 às 2:33 pm | Publicado em Publicações IAC- Marketing | Deixe um comentário
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Documento completo no PDF.

Jogos_online em seguranca

Regulador holandês quer investigar de que forma TikTok usa dados de menores

Maio 18, 2020 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Dinheiro Vivo de 8 de maio de 2020.

Cátia Rocha

O regulador da privacidade holandês anunciou que pretende investigar como é que os dados de menores de idade são usados pela rede social TikTok.

Com a rede social chinesa TikTok a atingir recordes devido ao confinamento causado pela pandemia de covid-19, começam a surgir as dúvidas sobre a forma como são usados os dados de milhões de utilizadores menores de idade.

Após as autoridades dos Estados Unidos aumentarem o escrutínio à rede social, é a vez de o regulador de privacidade holandês anunciar que pretende saber como são usados os dados dos jovens utilizadores, numa rede social conhecida pela popularidade entre adolescentes.

“Para muitos utilizadores esta é uma forma importante de estar em contacto com os amigos e passar tempo juntos, especialmente com a crise do coronavírus”, escreve, em comunicado, a autoridade de proteção de dados holandesa, reforçando que “o crescimento do TikTok tem levado a preocupações crescentes com a privacidade”. Na mesma nota, é indicado que o regulador pretende “examinar se o TikTok está a proteger de forma adequada a privacidade das crianças holandesas” e quais são os consentimentos parentais para os dados que são recolhidos, armazenados e usados. O regulador de privacidade refere que as crianças e os adolescentes podem não estar conscientes das consequências do comportamento online numa plataforma com cariz global. O TikTok já reagiu a este anúncio do regulador, com a Reuters a indicar que um porta-voz garantiu que a rede social está disposta a colaborar na investigação. “O principal prioridade do TikTok é a proteção a privacidade dos utilizadores e a sua segurança, especialmente em relação aos utilizadores jovens”. No mês passado, o TikTok introduziu ferramentas de controlo parental na plataforma, nomeadamente para restringir os conteúdos inapropriados e gestão de tempo de uso da rede social, conhecida pelos elevados tempos de permanência na app. Além disso, também foram feitas alterações para os utilizadores com menos de 16 anos, como o bloqueio das funções de chat ou de streaming de vídeo. Em Portugal, segundo dados facultados pela Azerion ao Dinheiro Vivo, o TikTok tem 1,7 milhões de utilizadores, sendo mais popular entre as jovens. Em fevereiro, 34% dos utilizadores portugueses tinham entre os 14 e os 18 anos e 39% dos 19 aos 24 anos.

Fotografias dos filhos nas redes sociais? Por vezes, os pais são os primeiros a pô-los em risco

Maio 12, 2020 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 10 de abril de 2020.

Unidade de Cibercrime da APAV lembra que “aquilo que colocamos nas redes sociais pode ser usado em nosso desfavor” a partir do momento em que perfis podem ser “acedidos por desconhecidos”.

Daniel Dias

Com a propagação da pandemia que nos obriga ao isolamento, tem havido quem recorra às redes sociais para, através da câmara do telemóvel, mostrar o pequeno pedaço do mundo que consegue ver a partir da sua janela. Os filhos incluídos. Por isso, especialistas recomendam: em tempos de quarentena, e com o mundo “ainda mais ‘conectado’ do que é costume”, é importante não nos esquecermos da cibersegurança e dos perigos que podem espreitar.

“Nós temos a ideia de que as pessoas olham sempre para uma fotografia de uma criança de forma carinhosa. Mas, infelizmente, há quem, por exemplo, veja um objecto de desejo”, alerta Tito de Morais, fundador do projecto Miúdos Seguros na Net, que assume como missão ajudar “famílias, escolas e comunidades a promover a utilização responsável das novas tecnologias de informação e comunicação por jovens”.

“É óbvio que, em princípio, pensamos que não corremos nenhum risco quando o que circula não sai da rede de amigos”, faz questão de frisar o consultor. Mas, conta Ricardo Estrela, responsável pela Unidade de Cibercrime da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV), “precisamos de ter em mente que, se há uma mínima possibilidade de os nossos perfis no Facebook ou no Instagram serem acedidos por desconhecidos, o que lá colocamos pode ser usado em nosso desfavor”.

“Temos um hábito muito mau. Primeiro, publicamos as coisas e só depois, normalmente na sequência de algum problema que nos acontece, é que pensamos nestas questões de segurança e de privacidade”, observa Tito de Morais. “De um dia para o outro, tivemos de passar do ensino presencial para as aulas à distância, assim como precisámos de nos adaptar ao teletrabalho. Fizemos essa transição atabalhoadamente. Começou tudo a correr para o Zoom, quando, pelo que temos vindo a ouvir e descobrir, essa plataforma não é necessariamente segura”, exemplifica.

Para o criador do Miúdos Seguros na Net, “não admira que as famílias estejam mal preparadas para mudanças desta magnitude se o próprio Estado não dá o exemplo”. Quando, no Dia Nacional do Estudante, a 24 de Março, o Ministério da Educação promoveu a iniciativa #EstudoEmCasa — na qual desafiou pais a partilharem fotografias do novo e provisório ambiente de trabalho dos seus filhos, “criando um movimento nacional de motivação” para que estes pudessem continuar empenhados, num ano lectivo “com contornos diferentes do habitual” —, a tutela “deixou a nota de que não seriam divulgadas as imagens que incluíssem os rostos das crianças, mas, se clicarmos na etiqueta, vemos que isso não aconteceu”, alerta.

Ricardo Estrela aponta para a necessidade de os pais “terem consciência do direito à salvaguarda da imagem dos filhos menores” e sublinha a importância de “não revelarmos ‘pistas’ ou informações visuais que permitam identificar a nossa localização quando decidimos divulgar essas imagens que mostram as ‘vistas’ do nosso distanciamento social”. Isto, explica o gestor da Linha Internet Segura, “não é paranóia”; é, sim, o que, “no mínimo”, devia ser “etiqueta” nas redes sociais.

E-mails duvidosos e perfis falsos

Durante as últimas semanas, a Unidade de Cibercrime da APAV tem identificado várias “tendências perigosas” na Internet. “Temos estado atentos a perfis falsos que se fazem passar por entidades ligadas à área da saúde e que se aproveitam da falta de acesso no mercado para vender máscaras protectoras a um preço muito acima do normal”, avisa Ricardo Estrela. “Normalmente”, continua, “as formas de pagamento não são comuns. Pede-se o IBAN para a realização da transferência. As pessoas precisam de ter cuidado com as páginas a que acedem e as fontes que consultam.”

Outro problema detectado tem que ver com “muitas tentativas de phishing” – a circulação de e-mails falsos com o objectivo de enganar utilizadores e induzi-los a fraudes em que revelam informação privada ou palavras-passe. Algumas mensagens de correio electrónico “seduzem com títulos espectaculares” — sugerindo, por exemplo, que foi encontrada uma cura para o novo coronavírus. Outras tentam dar a entender que “vêm da empresa onde a pessoa trabalha”. São, por norma, “e-mails muito genéricos”, “com um PDF executável que supostamente contém dados como as novas políticas de segurança no trabalho”, quando, na verdade, corresponde a uma armadilha.

Nos primeiros três meses de 2020, o Portal da Queixa registou mais de mil reclamações relativas a esquemas de burla e fraude, um aumento de mais de 30% face a 2019. Uma tendência que deve crescer nos próximos tempos “tendo em conta a obrigação da permanência das pessoas em casa, alterando os seus hábitos de consumo”, com o “fluxo de compra direccionado para os canais digitais”. O envio de SMS que dão conta de que o destinatário venceu um alegado passatempo constitui uma das “tácticas” comuns. Neste momento de pandemia, a rede aponta para a necessidade de uma “navegação consciente”.

Texto editado por Bárbara Wong

Com o perigo à espreita, devemos vigiar os mais novos online?

Maio 6, 2020 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 17 de abril de 2020.

A UNICEF diz que monitorizar demais põe em risco o direito dos mais novos à privacidade e à liberdade de expressão, mas para alguns pais deixar os filhos sozinhos na Internet não é opção.

Karla Pequenino

Obrigadas a aulas virtuais e sem hipótese de falar com os amigos longe de um ecrã, as crianças estão mais expostas aos riscos do mundo virtual. Esta semana, a UNICEF alertou para o aumento de contactos de predadores sexuais, acesso a desinformação online comportamento de risco entre adolescentes, mas a organização frisa que monitorizar os passos dos menores cria ainda mais limites à liberdade. Para alguns pais, porém, deixar os filhos sozinhos na Internet não é opção.

“Vejo problemas todos os dias. Há crianças a dançar sugestivamente nas redes sociais, e videoconferências entre professores e alunos interrompidas por adultos que pedem às crianças para se despir”, partilha com o PÚBLICO Sandra Gegaloto, 45 anos, professora de secundário e mãe de duas meninas de 10 e 12 anos. “As crianças já passavam muito tempo na Internet, é verdade, mas também são muito ingénuas. Partilham e confiam demasiado. Esquecem-se que toda a gente está a ver.”

Embora a professora evite limitar o tempo das filhas na Internet — “Precisam do ecrã para aulas das 9h às 16h30 e depois é normal que queiram brincar e falar com os amigos” —, Sandra Gegaloto está atenta a todas as comunicações. “Os emails delas caem directamente na minha caixa de entrada, vejo com regularidade o histórico e falo com elas sobre coisas problemáticas que vejo”, explica. “Não acho que seja controladora, sou atenta. Deixo-as falar com os amigos, mas não as deixo sozinhas nas redes sociais. Vejo vídeos de crianças em toalha no TikTok e estou certa que os pais não sabem.”

Apesar de só ter surgido em 2017, a aplicação chinesa TikTok (pensada para maiores de 13 anos) está entre as mais populares da última década, particularmente junto dos mais novos. O objectivo é partilhar vídeos virais de alguns segundos — a tendência mais recente inclui gravar a reacção ao beber um copo cheio de noz-moscada e água. Desde Fevereiro, os pais podem restringir o conteúdo que os filhos vêem e as mensagens que recebem. Para o fazer, porém, têm de ter uma conta na plataforma e saber como a utilizar. O mesmo se aplica à aplicação do Facebook para crianças.

O nível de literacia em Portugal pode ser um desafio, com o ministro da Educação português a reconhecer, em 2018, que conhecimentos básicos de literacia digital apenas chegavam a 53% da população e que apenas 3% eram especialistas em tecnologias de informação e comunicação.

Há empresas que prometem resolver o problema, com aplicações que limitam e monitorizam automaticamente todas as aplicações que os mais novos usam. Algumas estão disponíveis gratuitamente, outras como a Kaspersky Safe Kids e o Norton Family, desenvolvidas por empresas de segurança online, funcionam por subscrição, com valores que começam nos 14 euros por ano. Convém, no entanto, ter atenção à empresa que está por detrás da aplicação, à política de privacidade, e à quantidade de dados recolhidos. Por vezes, os serviços (conhecidos como “espiões digitais”) também são usados para controlar vítimas em relações abusivas.

“Um dos grandes problemas é a forma como os dados são tratados. Na Internet, com 13 anos já se pode utilizar muitas plataformas online como um adulto, mas no mundo real aos 13 anos ainda se é uma criança”, explica ao PÚBLICO Jasmina Byrne, que lidera o laboratório de investigação da UNICEF sobre os direitos das crianças na era digital. “A situação actual pode chamar a atenção sobre temas importantes. Por exemplo, o dever de empresas online apagarem a pegada digital das crianças.”

Vigiar é censurar?

Uma das questões mais debatidas no laboratório da UNICEF é o direito dos mais novos à privacidade. “Isto tornou-se crítico. Num mundo em que as crianças não podem sair para falar com os amigos, é importante garantir que podem ter conversas privadas”, nota Mário Viola, investigador do Instituto Universitário Europeu e redactor do relatório de 2017 sobre os desafios do mundo online para as privacidades das crianças e adolescentes.

“Jovens que precisam de pesquisar sobre métodos contraceptivos, podem evitar fazê-lo se souberem que os pais têm acesso ao histórico. É quase um limite ao acesso de informação”, explica Viola. “Ou se há interesses políticos diferentes em casa, um jovem pode sentir-se limitado em exprimir as suas opiniões online.”

O investigador brasileiro reconhece que é preciso atenção com os mais novos, mas diz que não existe uma idade certa para dar acesso irrestrito ao mundo online. “Gosto de comparar a liberdade para navegar na Internet com a liberdade para ir à escola ou ao cinema sozinho. Se as crianças ainda não saem sozinhas à rua, não deviam ter acesso livre e total à Internet”, partilha Viola, pai de dois rapazes, com 4 anos e 8 anos. “Cá em casa, gosto de dar alguma liberdade ao meu filho mais velho. O computador está sempre onde o posso ver, mas não estou sempre atrás do ecrã quando ele está nas aulas. Vou passando por lá e o meu filho sabe que a mãe e o pai estão atentos e que pode pedir ajuda.”

Mais do que restringir, é importante haver abertura para falar dos temas, defende a psicóloga clínica Raquel Carvalho, que trabalha com crianças e adolescentes na Oficina da Psicologia. “Por vezes não é fácil encontrar um equilíbrio entre o dever de supervisão e o respeito pela privacidade dos filhos”, reconhece a profissional. “Os pais devem fazê-los compreender previamente a necessidade de alguma monitorização por parte dos adultos. Monitorizar dentro do que é razoável não é espiar!”

A psicóloga ressalva, no entanto, que é importante que os adolescentes não sintam “que os pais estão constantemente a bisbilhotar”, porque tanto “uma postura desinteressada e desinformada” como uma postura “crítica e proibitiva” são riscos.

Perigos para os mais pequenos

A UNICEF não nega a existência de perigos online, sublinhando num documento recente que os menores de 13 anos (idade-limite para aceder a plataformas o Facebook ou o YouTube) podem estar a usar ferramentas que não se adequam à sua faixa etária por necessidade. No entanto, a organização nota que com o fecho de escolas generalizado em 188 países, as redes sociais e os programas de videoconferência são uma forma de as crianças estarem com amigos, familiares e pais durante o isolamento.

“É difícil afastar por completo os mais novos das redes sociais quando todos os amigos estão lá. Autorizo a minha filha a ter e a publicar no Instagram, mesmo que seja uma ferramenta desadequada à idade, porque acho que é a menos invasiva e tem um menor grau de interactividade”, argumenta Sónia Soares, psicóloga e mãe de uma menina de 11 anos. “Só que vejo e aprovo todas as fotografias que ela coloca e vamos falando sobre os riscos. Foi um compromisso que arranjámos cá em casa para ela não se sentir privada das redes sociais.”

Até agora, tem funcionado com a filha a procurar os pais sobre problemas que encontra na Internet. “Foi ela que nos alertou para o jogo Baleia Azul. Eu até recomendo alguma independência e autonomia em começar a pesquisar no Google”, diz Sónia Soares. “É preciso aprender a utilizar bem a Internet.”

O relatório mais recente da rede de investigação EU Kids Online, publicado em Fevereiro, com base em cerca de 25 mil respostas de crianças na União Europeia, nota que Portugal é um dos países onde mais crianças e jovens revelam mais confiança em lidar com riscos que encontram online. Cerca de 23% das crianças e jovens portugueses entre os 9-17 anos dizem que assistiram a situações desagradáveis na Internet como bullying, mensagens impróprias e conteúdo sexual, mas 72%, dizem saber o que fazer numa situação do tipo.

Regra geral, são poucas as restrições por parte dos pais. Quase todos os inquiridos em Portugal indicam que podem fazer uso de redes sociais (7% não tem autorização para usar), descarregar filmes ou músicas (5% não tem autorização) e usar a webcam ou a câmara vídeo do telemóvel (9% não tem autorização). Apenas um quinto dos pais usa dispositivos para bloquear ou filtrar conteúdos (22%).

A UNICEF acredita que existe uma correlação. “Os nossos estudos na área mostram que restringir demasiado a Internet impede as crianças de aprenderem a proteger a sua privacidade online”, frisa Jasmina Byrne, do laboratório de investigação da UNICEF. “Contrariamente à ideia que se tem de crianças que são ‘nativas digitais’, ninguém nasce a saber utilizar a Internet.”

Os pais devem estar disponíveis para falar sobre erros. “Muitas crianças não recorrem aos pais quando vêem ou fazem algo que talvez elas não devessem ter feito por receio que os pais fiquem chateados e lhes retirem os seus dispositivos ou acesso à Internet”, explica a psicóloga Raquel Carvalho, que recomenda aos pais “cuidado para moderarem o tom crítico” sobre problemas online. “Assim, os filhos sentem que podem desabafar com os pais e partilhar as suas preocupações mais cedo, evitando o isolamento e o segredo.”

Também é importante promover momentos longe do ecrã. “Em último caso, os tablets ficam trancados no armário umas horas”, sugere a professora e mãe de duas, Sandra Gegaloto. “Fiz isso durante o fim-de-semana para convencer as minhas filhas a apanhar um pouco de sol no nosso quintal. As capacidades digitais dos pais não são necessariamente um limite. Tem de existir abertura para falar de problemas, tem de haver regras e é preciso ter pausas dos ecrãs.

Concurso ePrivacidade Trocada Por Miúdos – Novas datas de candidaturas

Maio 4, 2020 às 5:29 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Mais informações no link:

Comunicado: Prazos do concurso e COVID-19

10 recomendações para proteger “miúdos e graúdos” contra ameaças nas plataformas de aulas à distância

Abril 23, 2020 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Sapo Tek de 14 de abril de 2020.

As aulas online já recomeçaram e, para ajudar a proteger os alunos e professores contra as crescentes ameaças em plataformas digitais, a Direção-Geral da Educação, em parceria com o a SeguraNet, o Centro Nacional de Cibersegurança e a Comissão Nacional de Proteção de Dados disponibilizaram um conjunto de recomendações práticas.

Depois do encerramento das escolas nacionais a 16 de março devido à pandemia de COVID-19, as aulas passaram para o mundo online. O terceiro período letivo já começou e, embora o Governo esteja a preparar uma nova Telescola disponível através da TDT para os estudantes que não têm acesso a computadores ou à Internet, as aulas à distância em plataformas digitais tornaram-se numa nova realidade para muitos alunos .

A Direção-Geral da Educação, em parceria com o SeguraNet, o Centro Nacional de Cibersegurança e a Comissão Nacional de Proteção de Dados disponibilizaram um conjunto de recomendações para ajudar a proteger os alunos e professores contra as crescentes ameaças em plataformas que permitem a comunicação em vídeo e áudio.

O bê-a-bá da partilha de informação em segurança

  • É verdade que algumas plataformas digitais têm opções que permitem utilizar encriptação ponta-a-ponta, no entanto, a proteção de informações sensíveis não deixa de ser importante. Os dados pessoais como a morada, contactos e fotografias não devem ser partilhados, pois podem ser facilmente encontrados por cibercriminosos e utilizados de forma maliciosa. Recorde-se que, recentemente, mais de 500 mil contas Zoom estão à venda em fóruns de hackers na Dark Web.
  • Por vezes, as sessões nas plataformas digitais são gravadas e os utilizadores deixam de ter controlo sobre a privacidade dos seus dados, incluindo o som e a imagem que partilham através do microfone e da webcam. Os equipamentos devem ser utilizados apenas quando for estritamente necessário e, uma vez que podem ser acedidos remotamente por atacantes, devem também ser desligados após cada uso.
  • O administrador da reunião pode configurar a plataforma de modo a reduzir o risco de as sessões serem gravadas por terceiros. No entanto, as entidades responsáveis pela iniciativa indicam que, mesmo nestes casos, o controlo total da privacidade não é garantido, pois existe a possibilidade de gravar o que se está a passar nas reuniões através de software externo.
  • A funcionalidade de envio de ficheiros no serviço de mensagens deve ser desativada para evitar a partilha de conteúdo malicioso. As recomendações estendem-se também à partilha de ecrã. O anfitrião da reunião pode configurar as opções da plataforma para evitar que qualquer pessoa partilhe o que está a ver no seu ecrã. Além disso, a utilização de uma marca de água no conteúdo transmitido é uma forma de proteger a propriedade intelectual do utilizador que o criou.

Quem pode entrar?

As plataformas disponibilizam diferentes formas de convidar participantes para as sessões. Embora a partilha do URL da chamada com contacto direto pareça mais prática, o envio de um identificador e de uma palavra-passe é uma opção mais segura. Para adicionar mais uma camada de segurança, é possível exigir que os utilizadores se autentiquem na plataforma através de um login antes de entrarem na sessão.

Os anfitriões devem ainda “trancar” a porta das reuniões virtuais, de forma a evitar que estranhos que tenham conseguido aceder ao link de entrada ou à palavra-passe entrem na sessão.

Algumas plataformas digitais oferecem a possibilidade de criar uma “sala de espera” virtual antes das sessões começarem. A funcionalidade pode ajudar os anfitriões a monitorizar os quem chega e escolher quem pode participar.

A ciber-higiene é essencial

É também importante manter algumas regras de ciber-higiene na utilização das plataformas. Assim, é necessário manter o software atualizado e assegurar que as palavras-passe usadas são fortes, não esquecendo de alterá-las com frequência e de utilizar credenciais diferentes para cada plataforma. Além disso, é recomendável fazer backups regulares, assim como não clicar em endereços desconhecidos ou abrir anexos suspeitos e evitar trabalhar em redes WiFi públicas.

As plataformas digitais são um útil recurso para inúmeros alunos e professores, mas a sua configuração nem sempre é assim tão fácil. Além das recomendações, a Direção-Geral da Educação disponibiliza alguns manuais práticos para plataformas como a Zoom, a Moodle e a Microsoft Teams. Em breve, serão também disponibilizados materiais de apoio para a Google Classroom.

Recorde-se que a CNPD já tinha alertado anteriormente para os riscos de privacidade do ensino à distância. No mesmo dia em que as medidas excecionais para as escolas foram comunicadas pelo Governo, o organismo que tem como função controlar e fiscalizar o processamento de dados pessoais publicou um documento com orientações para os diferentes intervenientes nos tratamentos de dados pessoais efetuados na utilização de tecnologias de suporte ao ensino à distância.

Fenprof: Alunos recebem dinheiro em troca de passwords do Zoom

Abril 20, 2020 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do PPLWare de 18 de abril de 2020.

As aulas através da TV e internet são, por agora, a solução para o Ensino Básico. As soluções digitais estão disponíveis, mas é preciso algum conhecimento para as ter a funcionar em segurança. Depois de um Youtuber se ter infiltrado em aulas online, chega agora a informação que há alunos a receber dinheiro em troca de passwords.

A denúncia é da Federação Nacional dos Professores (Fenprof).

O Zoom é uma das plataformas mais populares para videoconferências.  No último mês a quantidade de problemas de segurança reportados tem sido muito, mas há também questões que vão mais além da própria plataforma (E não têm propriamente a ver com o Zoom). De acordo com Mário Nogueira da Fenprof…

A Federação Nacional dos Professores está a recolher informação para apresentar queixa na Procuradoria-Geral da República contra quem gravou e transmitiu no YouTube aulas online que deveriam ter decorrido em circuito reservado. Há alunos a receber dinheiro em troca de passwords!

O Centro Nacional de Cibersegurança (CNCS) também já se pronunciou sobre o tema e referiu que a divulgação das sessões, ministradas na plataforma Zoom, não resultou de uma falha no sistema, mas sim de “comportamentos humanos mal-intencionados”.

Fonte oficial da Polícia Judiciária referiu ao JN que, à partida, “não haverá crime”, uma vez que os autores da intromissão possuíam a identificação e a palavra-passe das reuniões.

A Federação exige ao Ministério da Educação que garanta, “com muita urgência, a utilização segura de plataformas de reunião online ou, apresente alternativas à sua utilização, para que professores e alunos possam desenvolver o seu trabalho com um mínimo de tranquilidade”.

Como aconteceu o acesso “indevido” ao Zoom?

Após a criação das aulas virtuais, cada sessão pode ter um identificador e respetiva password. O professor tem, por norma, a ação de moderador e administrador da sessão. Se essa informação for passada a terceiros, é possível entrar numa sessão sem qualquer problema ou truques.

À Comissão Nacional de Proteção de Dados (CNPD) não tinham chegado até esta sexta-feira queixas contra o acesso indevido a aulas e a consequente divulgação de imagens de professores e alunos. A PJ não recebeu, igualmente, qualquer participação similar à situação agora noticiada.

No site do CNCS é possível aceder a um conjunto de documentos com boas práticas.

Youtuber “infiltra-se” em aulas online e professores cancelam-nas

Abril 20, 2020 às 7:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do PPLware de 17 de abril de 2020.

Sim, foi em Portugal! Em pleno Estado de Emergência que obriga as pessoas a estar em casa para cumprir o isolamento social muitas das aulas estão a decorrer online. No entanto, apesar de todos os alertas no que diz respeito à segurança, hoje várias aulas tiveram de ser canceladas.

O youtuber obteve os códigos de acesso às aulas online e “infiltrou-se” nas mesmas. Muitas das aulas acabaram canceladas.

Ao longo dos últimos dias têm existido muitos alertas no que diz respeito à segurança de plataformas para aulas online. A própria Comissão Nacional de Proteção de Dados já emitiu um conjunto de orientações e recomendações.

Durante algumas aulas que decorriam online nos últimos dias, um suposto youtuber com o nome redlive13y invadiu e interferiu em várias salas de aula digitais. Os professores acabaram por cancelar as mesmas.

No canal do twitter estão agora expostos alguns vídeos que mostram tudo o que aconteceu. Outros vídeos já foram apagados. De acordo com as informações, os professores usavam a já popular plataforma Zoom. Segundo alguns relatos, o objetivo do Youtuber é fazer crescer o seu canal com esta “popularidade”.

Youtuber invadiu as aulas online e fez “todo o tipo de disparates”

De acordo com um email enviado aos encarregados de educação às primeiras horas da manhã, o Youtuber RedLive13 entrou nos sistemas e fez “todo o tipo de disparates”, impedido o normal funcionamento das aulas online, onde cada turma está ligada em sincronia com o professor da respetiva disciplina.

O Zoom é uma das plataformas mais populares para videoconferências. Os cuidados a ter com esta plataforma são muitos e, nesse sentido, podem ver aqui 5 dicas para pôr em prática na utilização da plataforma em teletrabalho. Este é mais um caso de “zoombombing”. Mais uma vez a culpa ao nível da segurança não é propriamente da plataforma, mas foi sim alguém que não teve cuidado com os códigos de acesso às salas de aula virtual.

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