Ciclo de Conferências “A voz das crianças nos olhares sobre a infância” no Instituto de Educação da Universidade de Lisboa de 14 de março a 18 de maio

Março 10, 2016 às 9:00 am | Na categoria Divulgação | Deixe o seu comentário
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a voz

CICLO DE CONFERÊNCIAS
“A voz das crianças nos olhares sobre a infância”

O interesse pela infância tem suscitado, desde os anos 80/90 do século XX, um conjunto crescente de pesquisas cujo denomina-dor comum assenta no pressuposto de que as crianças “são sujeitos competentes de produção da vida social”, “actores de corpo inteiro da sua socialização”, indivíduos com direito “à palavra”. Rejeitando uma visão adultocêntrica, estas pesquisas procuram entender a concepção que as crianças têm do mundo que as rodeia e estudar as relações sociais por elas produzidas, a partir do seu próprio ponto de vista. As investigações que dão corpo ao ciclo de conferências inserem-se justamente neste paradigma socio-lógico, tendo subjacente a mesma opção metodológica: dar voz às crianças.

1.ª Conferência: 14 de março | 11h00 | Sala 7 do IE
“Quem habita os alunos? A socialização de crianças de origem africana”, por Irene Santos (IE-ULisboa)

Outras conferências:
11 de abril | 20 de abril | 27 de abril | 4 de maio | 18 de maio

mais informações:

http://www.ie.ulisboa.pt/portal/page?_pageid=406%2C1898837&_dad=portal&_schema=PORTAL

 

Crianças e jovens dormem cada vez menos

Fevereiro 12, 2016 às 9:00 am | Na categoria Estudos sobre a Criança | Deixe o seu comentário
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Notícia do http://www.nos.uminho.pt de 26 de janeiro de 2016.

doutissima

Catarina Dias

Estudo do CIEC conclui que 72% dos menores dormem de 7 a 9 horas diárias durante a semana, “o que é pouco”, diz Olinda Oliveira. Foram inquiridos 502 alunos, com idades entre os 9 e 17 anos.

Um estudo da Universidade do Minho revela que 72% dos menores dormem de 7 a 9 horas diárias durante a semana, “o que nem sempre é suficiente” para assegurar o seu bem-estar físico e psicológico. Associados a noites “mal dormidas” estão sintomas como mudança de humor, desmotivação, ansiedade, falta de concentração ou ainda, em casos extremos, problemas de comportamento, obesidade e menor resistência a doenças, diz Olinda Oliveira, autora deste trabalho. A presença de aparelhos multimédia no quarto parece ser um dos fatores que mais retarda a hora de deitar.

A investigação incluiu uma amostra de meio milhar de alunos, com idades compreendidas entre os 9 e 17 anos. Pretendeu averiguar a quantidade e a qualidade de sono dos alunos em função do meio de residência, sexo e ano de escolaridade, identificar fatores externos com impacto na redução progressiva das horas de repouso, bem como avaliar de que forma a qualidade do sono interfere na saúde física e emocional, nos comportamentos e na aprendizagem dos envolvidos.

Os resultados comprovam o que se passa na generalidade dos países do Ocidente: a tendência em dormir menos de 9 horas por noite aumenta à medida que se avança nos anos de escolaridade. “Esta mudança nos hábitos e padrões do sono pode ter efeitos negativos nos processos de desenvolvimento, no progresso psicossocial e na performance académica dos jovens”, realça a investigadora, que teve a orientação de Zélia Anastácio, do Instituto de Educação. A culpa é também dos aparelhos eletrónicos A tese de mestrado mostra ainda que mais de metade dos estudantes admite sentir, “às vezes”, distração. E há outros sintomas que, mesmo não sendo manifestados pela maioria dos 502 inquiridos, surgem com alguma frequência, tais como mudanças de humor (198), ansiedade (195), bocejo constante (185), agitação (166), desmotivação (160), olheiras (141), irritabilidade (129), pequenos acidentes (118), muita tristeza (114) e fadiga muscular (100). Da amostra integral, 12% confessou ter adormecido pelo menos uma vez nas aulas.

Entre os fatores externos que mais retardam a hora de deitar está a existência de aparelhos multimédia no quarto. Mais de sete em cada dez inquiridos afirmaram ter televisão no quarto, seguindo-se do computador, aparelho de música e internet (55,8%). “A necessidade cada vez maior de privacidade por parte das crianças e dos adolescentes leva os pais a colocarem uma panóplia de aparelhos nos quartos dos filhos, propiciando hábitos de sono pouco saudáveis”, justifica Olinda Oliveira. A Fundação Nacional do Sono dos EUA vai ainda mais longe ao afirmar que os alunos com quatro ou mais itens eletrónicos nos quartos têm quase o dobro da probabilidade de adormecer na escola e/ou enquanto fazem os trabalhos de casa.

Meio rural favorece qualidade do sono

O local de residência parece igualmente influenciar a qualidade do sono dos mais jovens. Os que habitam em meios rurais tendem a ter períodos de sono mais tranquilos e deitam-se mais cedo durante a semana (21h00-22h00) e ao fim de semana (23h00-24h00). “As profissões praticadas pelos pais do meio urbano nem sempre implicam horários fixos de trabalho, o que atrasa a hora do jantar e, consequentemente, de deitar, afetando negativamente toda a unidade familiar”, esclarece.

Foram ainda identificadas diferenças significativas nos hábitos de sono, segundo o sexo dos inquiridos (249 do sexo feminino e 253 do sexo masculino). Durante a semana, as raparigas acordam mais cedo do que os rapazes, invertendo-se a tendência ao fim de semana. Estas discrepâncias vêm confirmar o que já é defendido noutros estudos internacionais: “Por norma, as mulheres têm ao longo da vida maior incidência de problemas de sono, como insónias e pesadelos”, sublinha a investigadora Olinda Oliveira. O seu trabalho foi também alvo de publicação pela Elsevier e pela Asociación Nacional de Psicología y Educación.

 

 

 

O telemóvel e a televisão também jantam com os portugueses

Dezembro 11, 2015 às 12:00 pm | Na categoria A criança na comunicação social | Deixe o seu comentário
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Texto do site http://lifestyle.publico.pt  de 26 de novembro de 2015.

publico

Por Life&Style

Dietistas preocupados pois estes hábitos podem levar a maus comportamentos alimentares.

Cinco vezes por semana, 98% dos portugueses janta à frente da televisão ou com o telemóvel ao lado. Quem o diz é um inquérito levado a cabo pela Iglo, junto de cerca de 4500 pessoas.

Para a Associação Portuguesa de Dietistas (APD) e para o Movimento 2020 – um projecto da APD, com o objectivo de promover e implementar as boas práticas no que respeita à saúde alimentar e hábitos de vida saudável – estes hábitos podem levar a maus comportamentos alimentares.

Segundo Zélia Santos, presidente da APD e membro do conselho executivo do Movimento 2020, “o momento da refeição deve ir muito além da sua função nutricional, dada a conotação social e cultural que a alimentação tem nas nossas vidas. Cozinhar e conviver à mesa, na companhia de familiares e amigos, fomenta o bem-estar e cria condições para uma alimentação correcta e consciente. Por exemplo, a mesa é o cenário ideal para passar às crianças a importância de fazer uma alimentação equilibrada e criar apetência pelas escolhas mais saudáveis”. No contexto dos resultados apurados pelo inquérito, a responsável conclui: “Ao ritmo a que se vive, a hora de jantar torna-se no momento privilegiado para as famílias se reunirem e conversarem. Ao ocupar espaço com o telemóvel ou a televisão, há uma probabilidade acrescida de estarmos a tornar a refeição numa ingestão indiscriminada de alimentos e a perder o prazer do convívio, que é um dos conceitos em que assenta a dieta mediterrânica”.

O inquérito foi feito online através de um questionário, tendo a recolha de dados decorrido entre os dias 16 de Julho e 5 de Agosto de 2015. A amostra global é composta por 4469 indivíduos residentes em Portugal (86% do sexo feminino, 60% solteiros e 39% entre os 26 e os 35 anos), o que corresponde a uma margem de erro de 1,47%, para um intervalo de confiança de 95%.

 

 

 

Explique às crianças apenas o que elas perguntarem sobre os atentados

Novembro 25, 2015 às 8:00 pm | Na categoria A criança na comunicação social | Deixe o seu comentário
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Noticia do Público de 18 de novembro de 2015.

MARTY MELVILLE AFP

Ana Cristina Pereira

Especialista diz que adultos devem ajudar as crianças a perceber que as imagens que vêem em todo o lado não correspondem a novos ataques.

Soube dos atentados à hora do almoço de sábado. Já de noite, viu o arranque do noticiário. Estava uma mulher grávida pendurada numa janela do Bataclan, em Paris, a gritar “Socorro! Socorro!” Saiu da sala, foi até à cozinha, fechou a porta que dá para a sala e sentou-se à mesa, a ler. Regressou decorridos muitos, muitos minutos, certa de o assunto ser outro.

– Pai, podemos ir viver para Plutão? – perguntou a menina, de oito anos.

– É capaz de ser boa ideia. Se arranjares um foguetão, podemos ir lá espreitar para ver se é giro. Realmente, estamos a precisar de mudar de planeta.

– Plutão já não é um planeta.

A filha mais velha do assessor de comunicação André Serpa Soares fez aquilo a que os psicólogos chamam evitamento. Naquela noite, saiu da cama dela, enfiou-se na cama dos pais e pediu-lhes que a deixassem dormir lá, de luz acesa. Não se pôs a fazer perguntas sobre os atentados. Não quis conversa. Quis apenas ficar ali, em silêncio. O pai abraçou-a toda a noite e foi-lhe dizendo: “não te preocupes”; “estamos em casa”; “estamos em segurança”, estamos juntos”; “isso não vai acontecer aqui”, “eu protejo-te sempre”.

Ficou convencido de que naquela noite algo se quebrou dentro da filha. “Acho que ela perdeu a confiança nas pessoas”, comenta. “Perdeu aquele olhar infantil, inocente. Percebeu que há maldade no mundo.” Sabe que isso iria acontecer mais cedo ou mais tarde. Preferia que tivesse sido mais tarde. Demorou uns dias a interiorizar. No domingo, ela deitou-se na cama dela, mas a meio da noite tornou a ir para a dos pais. “Disse que se tinha enganado na casa de banho e ficou por ali”, conta ele. Na segunda-feira, já dormiu na cama dela. “Deitou-se cedo, adormeceu logo.”

Ao longo da semana, muitas crianças viraram-se para os pais amedrontadas, confusas. Quem são aquelas pessoas? Porque fizeram aquilo? Pode acontecer aqui? Desviá-las do televisor, ignorar as perguntas, não é solução, avisa Ana Santos, psicóloga da infância, especialista em luto. A informação está a correr, na família, na escola, nas redes sociais, nos órgãos de comunicação social.

Os adultos devem ajudar as crianças a perceber que as imagens que vêem em todo o lado, várias vezes ao dia, não são novas, salienta Ana Santos. Não há novos ataques, não há novos feridos, não há novos mortos; há imagens que se repetem, porque o que aconteceu é importante, porque se calhar nem toda a gente viu ainda, porque há profissionais que vão descobrindo mais pormenores.

Há que respeitar as necessidades de cada criança. “Há que evitar o excesso de informação”, aponta. Não é preciso introduzir conceitos como jihadismo ou Estado Islâmico. Isso pode aumentar a confusão. Bastará uma explicação simples. “Hoje, pergunta o que precisa de perceber. Amanhã, quer saber mais, faz outras perguntas.”

Na opinião daquela especialista, as crianças devem ser incentivadas a expressar o que pensam, o que sentem. Ao transparecer preocupação, ao fazer perguntas, revelam empatia com outras pessoas, que podem nem conhecer, mas que estão em sofrimento. “Às vezes, os adultos ficam ansiosos, porque elas podem perguntar algo a que eles não sabem responder”, nota. Não têm de ter sempre resposta. “Podem dizer: ‘Não sei. Diz-me o que é que tu pensas. Deixa-me pensar nisso.’”

Não importa apenas o que os adultos vão dizendo às crianças. Importa também o modo como o fazem. Se estiverem com medo, por mais que digam que está tudo bem, que não há perigo, transmitirão medo às crianças. Se estiverem serenos, transmitir-lhes-ão serenidade. “Podem dizer-lhes que há pessoas preparadas para enfrentar problemas destes e que o estão a fazer”, exemplifica.

Há ainda que lhes explicar o carácter excepcional daqueles acontecimentos. Nem tudo se controla e isso não é o fim do mundo. “Não se controla o que os outros pensam, como não se controla se chove ou se faz sol. Por vezes, acontecem coisas más, mas as coisas más não são o normal”, diz.

A maturidade dita o grau de complexidade das perguntas que cada um faz e deverá ditar o grau de complexidade das respostas. Os adolescentes podem ir à frente dos pais no acesso à informação. Vivem agarrados aos telemóveis, smartphones, tablets, portáteis. Também com eles, recomenda Ana Santos, há que respeitar o ritmo pessoal, mas já se justifica falar sobre o que significa tudo isto.

A assessora de comunicação Ana Sofia Gomes tem de tudo dentro de casa. A filha de 14 anos ficou com medo de ir a Paris a uma prova de esgrima; a de oito preferiu não ver imagens dos atentados; a de cinco anos perguntou-lhe se também os iam matar. Nestes dias, houve muitas crianças a fazer aquela pergunta. As crianças até aos 11 anos tendem a pensar que todo o mal que acontece aos outros lhes pode acontecer. Ana Sofia respondeu o que muitos adultos pelo país fora têm respondido: que não, que Portugal é um país pequeno, que está num cantinho da Europa, mas teve de encontrar explicações mais complexas para a mais velha, que já estuda história, que já percebe que Portugal está na União Europeia e na Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO).

 

 

 

 

 

 

Rua Sésamo cria primeira personagem autista

Outubro 27, 2015 às 7:25 am | Na categoria Divulgação | Deixe o seu comentário
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Notícia do Observador de 21 de outubro de 2015.

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Chama-se Julia e será a primeira personagem autista da série. Inserida na iniciativa Rua Sésamo e o Autismo tem por “objetivo fazer com que todas as crianças olhem para o que têm em comum e não para as suas diferenças”.

O projeto televisivo inclui ainda uma aplicação gratuita, que disponibiliza livros de histórias, vídeos e outros recursos audiovisuais, para ajudar as famílias das crianças autistas, nas tarefas domésticas. Em declarações à revista People, Sherrie Westin, vice-presidente executiva dos impactos globais e filantropia, afirmou que “a maioria dos familiares dos jovens com este tipo de deficiências gravita em conteúdos digitais, daí ter-se criado a Julia digitalmente”.

mais informações no link:

http://autism.sesamestreet.org/

Crianças que se deitam com tablets: um péssimo hábito cada vez mais frequente

Outubro 1, 2015 às 8:00 pm | Na categoria Relatório | Deixe o seu comentário
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Notícia do Sol  de 18 de setembro de 2015.

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Há hoje uma geração de crianças que desde muito tenra idade está habituada e (não raras vezes) viciada na utilização de tablets. Os pais, eles próprios cada vez mais dependentes de tecnologia, estimulam o uso destes dispositivos, que agora estão já a entrar na cama dos mais novos, apesar de todos os alertas, revelou um estudo da britânica Childwise que acompanhou os hábitos de 1034 pais de crianças com idades entre os seis meses e os quatro anos.

O Monitor Pre-School Report, citado pelo Daily Mail, concluiu que uma em cada 10 crianças com menos de quatro anos fica ‘colada’ ao monitor de um tablet a ver programas infantis na cama, apesar de as recomendações dos especialistas serem claras: a cama das crianças deve ser totalmente livre de qualquer dispositivo electrónico. Aliás, nas horas anteriores ao momento de deitar deve mesmo evitar-se ao máximo o uso de aparelhos electrónicos, nunca esquecendo que crianças até aos dois anos não devem de todo ver televisão nem usar tablets.

Conclui ainda o mesmo estudo que cada vez mais crianças em idade pré-escolar [3-5 anos] usam os telefones dos pais para aceder a aplicações e muitos deles têm mesmo o seu próprio tablet ou consola de videojogos.

Com o acesso a programas e jogos infantis cada vez mais facilitados na televisão e tablets, muitos pais recorrem-lhes para ajudar os filhos a adormecer. Mas a preocupação de adição a estes dispositivos é cada vez maior para os especialistas.

O estudo concluiu que nunca os bebés viram tanta televisão como agora, estando já numa média de 2.6 horas por dia, um aumento que se deveu nos últimos anos também à possibilidade de escolher na televisão os programas que se quer ver.

Aos dois anos, a maioria das crianças já está a usar tecnologia, sendo que quase todas aos quatro anos têm acesso total”, lê-se no relatório.

Um especialista em saúde infantil da britânica Royal Society of Medicine, Aric Sigman, apelou aos pais que “parem de estar constantemente a verificar os e-mails nos telemóveis em frente das crianças para tentar travar esta obsessão com tecnologia.”

 notícia do Daily Mail:

Toddlers who are put to bed with an iPad: One in ten under fours are watching programmes despite parents being warned of health hazards of night-time viewing

 

http://www.childwise.co.uk/reports.html

 

 

Crianças que veem muita televisão correm mais risco de bullying

Julho 29, 2015 às 10:00 am | Na categoria Estudos sobre a Criança | Deixe o seu comentário
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Notícia do site http://www.noticiasaominuto.com de 20 de julho de 2015.

O estudo citado na notícia é o seguinte:

Too Much Television? Prospective Associations Between Early Childhood Televiewing and Later Self-reports of Victimization by Sixth Grade Classmates

DR

Desde que a televisão começou a entrar nas nossas vidas e a ocupar uma boa parte da rotina que se têm feito muitos estudos para analisar os seus efeitos, especialmente nas crianças. Um estudo publicado na revista científica Journal of Developmental & Behavioral Pediatrics relaciona o consumo excessivo de televisão com um dos maiores problemas educativas e sociais de hoje em dia: a violência (bullying) na escola.

Apesar de a Associação Americana de Pediatria desaconselhar que as crianças com menos de dois anos passem tempo a ver televisão, e de que as restantes não passem mais de uma ou duas horas a ver televisão, a verdade é que há muitas crianças em idade pré-escolar que passam quatro horas ou mais a ver televisão, alerta o El Mundo.

O estudo da Universidade de Montreal, no Canadá, sugere que as crianças de 29 meses que passam muito tempo a ver televisão correm mais riscos de sofrer de bullying na escola aos 12 anos.

Os investigadores consideram que o consumo excessivo de televisão pode influenciar de forma negativa as competências sociais das crianças e a forma como estas lidam com os conflitos interpessoais, o que o pode prejudicar na hora de lidar com conflitos sociais que enfrentará na escola.

Passar muito tempo em frente à televisão “deixa menos tempo para a interação com a família, que continua a ser o principal veículo de socialização da criança”, pode ler-se no estudo, citado pelo El Mundo.

Além disso, os investigadores sugerem que “a exposição precoce à televisão está associada a um défice no desenvolvimento das funções cerebrais que tratam da resolução de problemas com outras pessoas, com a regulação das emoções e as capacidades de brincar com outras crianças da mesma idade”.

 

 

 

Screen Addiction Is Taking a Toll on Children

Julho 26, 2015 às 1:00 pm | Na categoria A criança na comunicação social | Deixe o seu comentário
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Paul Rogers

Paul Rogers

 

Excessive use of computer games among young people in China appears to be taking an alarming turn and may have particular relevance for American parents whose children spend many hours a day focused on electronic screens. The documentary “Web Junkie,” to be shown next Monday on PBS, highlights the tragic effects on teenagers who become hooked on video games, playing for dozens of hours at a time often without breaks to eat, sleep or even use the bathroom. Many come to view the real world as fake.

Chinese doctors consider this phenomenon a clinical disorder and have established rehabilitation centers where afflicted youngsters are confined for months of sometimes draconian therapy, completely isolated from all media, the effectiveness of which remains to be demonstrated.

While Internet addiction is not yet considered a clinical diagnosis here, there’s no question that American youths are plugged in and tuned out of “live” action for many more hours of the day than experts consider healthy for normal development. And it starts early, often with preverbal toddlers handed their parents’ cellphones and tablets to entertain themselves when they should be observing the world around them and interacting with their caregivers.

In its 2013 policy statement on “Children, Adolescents, and the Media,” the American Academy of Pediatrics cited these shocking statistics from a Kaiser Family Foundation study in 2010: “The average 8- to 10-year-old spends nearly eight hours a day with a variety of different media, and older children and teenagers spend more than 11 hours per day.” Television, long a popular “babysitter,” remains the dominant medium, but computers, tablets and cellphones are gradually taking over.

“Many parents seem to have few rules about use of media by their children and adolescents,” the academy stated, and two-thirds of those questioned in the Kaiser study said their parents had no rules about how much time the youngsters spent with media.

Parents, grateful for ways to calm disruptive children and keep them from interrupting their own screen activities, seem to be unaware of the potential harm from so much time spent in the virtual world.

“We’re throwing screens at children all day long, giving them distractions rather than teaching them how to self-soothe, to calm themselves down,” said Catherine Steiner-Adair, a Harvard-affiliated clinical psychologist and author of the best-selling book “The Big Disconnect: Protecting Childhood and Family Relationships in the Digital Age.”

Before age 2, children should not be exposed to any electronic media, the pediatrics academy maintains, because “a child’s brain develops rapidly during these first years, and young children learn best by interacting with people, not screens.” Older children and teenagers should spend no more than one or two hours a day with entertainment media, preferably with high-quality content, and spend more free time playing outdoors, reading, doing hobbies and “using their imaginations in free play,” the academy recommends.

Heavy use of electronic media can have significant negative effects on children’s behavior, health and school performance. Those who watch a lot of simulated violence, common in many popular video games, can become immune to it, more inclined to act violently themselves and less likely to behave empathetically, said Dimitri A. Christakis of the Seattle Children’s Research Institute.

In preparing an honors thesis at the University of Rhode Island, Kristina E. Hatch asked children about their favorite video games. A fourth-grader cited “Call of Duty: Black Ops,” because “there’s zombies in it, and you get to kill them with guns and there’s violence … I like blood and violence.”

Teenagers who spend a lot of time playing violent video games or watching violent shows on television have been found to be more aggressive and more likely to fight with their peers and argue with their teachers, according to a study in the Journal of Youth and Adolescence.

Schoolwork can suffer when media time infringes on reading and studying. And the sedentary nature of most electronic involvement — along with televised ads for high-calorie fare — can foster the unhealthy weights already epidemic among the nation’s youth.

Two of my grandsons, ages 10 and 13, seem destined to suffer some of the negative effects of video-game overuse. The 10-year-old gets up half an hour earlier on school days to play computer games, and he and his brother stay plugged into their hand-held devices on the ride to and from school. “There’s no conversation anymore,” said their grandfather, who often picks them up. When the family dines out, the boys use their devices before the meal arrives and as soon as they finish eating.

“If kids are allowed to play ‘Candy Crush’ on the way to school, the car ride will be quiet, but that’s not what kids need,” Dr. Steiner-Adair said in an interview. “They need time to daydream, deal with anxieties, process their thoughts and share them with parents, who can provide reassurance.”

Technology is a poor substitute for personal interaction.

Out in public, Dr. Steiner-Adair added, “children have to know that life is fine off the screen. It’s interesting and good to be curious about other people, to learn how to listen. It teaches them social and emotional intelligence, which is critical for success in life.”

Children who are heavy users of electronics may become adept at multitasking, but they can lose the ability to focus on what is most important, a trait critical to the deep thought and problem solving needed for many jobs and other endeavors later in life.

Texting looms as the next national epidemic, with half of teenagers sending 50 or more text messages a day and those aged 13 through 17 averaging 3,364 texts a month, Amanda Lenhart of the Pew Research Center found in a 2012 study. An earlier Pew study found that teenagers send an average of 34 texts a night after they get into bed, adding to the sleep deprivation so common and harmful to them. And as Ms. Hatch pointed out, “as children have more of their communication through electronic media, and less of it face to face, they begin to feel more lonely and depressed.”

There can be physical consequences, too. Children can develop pain in their fingers and wrists, narrowed blood vessels in their eyes (the long-term consequences of which are unknown), and neck and back pain from being slumped over their phones, tablets and computers.

Jane E. Brody, 6 de julho de 2015

Ver a Rua Sésamo era tão educativo quanto o ensino pré-escolar

Junho 16, 2015 às 9:14 am | Na categoria A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança, Vídeos | Deixe o seu comentário
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Notícia do Observador de 8 de junho de 2015.

O estudo mencionado na notícia é o seguinte:

Early Childhood Education by MOOC: Lessons from Sesame Street

STAN HONDA AFP Getty Images

Um estudo americano afirma que ver a série ajudou as crianças no percurso académico. As conclusões abrem portas ao desenvolvimento de programas educativos em outros meios de comunicação eletrónicos.

Sara Otto Coelho

Milhões de crianças em todo o mundo – portuguesas incluídas – de diversas gerações riram com o Popas, o Egas e o Becas, de Rua Sésamo. Mas não só. De acordo com um estudo que vai ser publicado esta segunda-feira, a vertente pedagógica do programa infantil era forte ao ponto de perdurar além dos ensinamentos da escola.

Phillip Levine, economista na Universidade de Wellesley, e Melissa Kearney, economista na Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, quiseram ver até que ponto A Rua Sésamo cumpriu a função de preparar as crianças do ensino pré-escolar para a entrada no ensino básico. De acordo com o estudo, que o Washington Post considera ser o de “maior autoridade” no que toca ao impacto do programa, este foi especialmente benéfico para rapazes, para a comunidade não hispânica, negros e crianças inseridas em meios com problemas económicos.

As conclusões mostraram que assistir às aventuras do Monstro das Bolachas e restantes personagens foi tão proveitosa para estas crianças quanto frequentar o ensino pré-escolar. Os dois investigadores não sugerem, contudo, a substituição da pré-primária pela série, mas sim a complementaridade entre ambas.

A partir das conclusões do estudo, Phillip Levine e Melissa Kearney querem olhar para o futuro. “Se conseguimos isto com a Rua Sésamo na televisão, podemos potencialmente conseguir o mesmo com todo o tipo de meios de comunicação eletrónicos”, disse Kearney, citada pelo Washington Post. “É encorajador porque significa que podemos fazer progressos reais” de forma acessível.

A série televisiva estreou nos Estados Unidos em 1969, numa altura em que os estímulos eram muito diferentes daqueles a que as crianças têm acesso hoje em dia, pelo que comparar os efeitos nas crianças de agora pode dar resultados diferentes. É por isso que Diane Whitmore Schanzenbach, uma economista que teve acesso ao estudo antes da publicação e que foi dando feedback aos autores, prefere destacar a importância da educação pré-escolar no percurso académico das crianças.

Afinal, as horas passadas a ver o Conde de Contar não foram só diversão.

 

 

Estamos demasiado ligados aos telemóveis e à Internet?

Março 18, 2015 às 10:10 am | Na categoria Estudos sobre a Criança | Deixe o seu comentário
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texto do Observador de 10 de março de 2015.

Pulman capta a relação das pessoas com os seus telemóveis no dia-a-dia  Josh Pulman

Pulman capta a relação das pessoas com os seus telemóveis no dia-a-dia Josh Pulman

 

Os portugueses já passam mais tempo na internet do que a ver televisão e 48% tem acesso à rede. Uma série de fotografias questiona se o tempo dedicado ao telemóvel está a ultrapassar os limites.

Catarina Falcão

Quase metade dos portugueses acede diariamente à internet e 38% fazem-nos através dos telemóveis. Aceder à internet no telemóvel é uma realidade não só em Portugal, mas em todo o mundo. Uma mudança de hábitos que se generalizou e que o fotógrafo britânico Josh Pulman captou numa série de fotografias dedicadas à ligação que as pessoas mantêm hoje em dia com os telemóveis.

Viajando por várias cidades do mundo, como Nova Iorque e Londres, o fotógrafo registou uma série de imagens a que chamou Somewhere Else, ou “noutro sítio” em português, que pretendem mostrar as várias atitudes e emoções das pessoas para com os telemóveis e a importância que cada indivíduo parece atribuir ao facto de estar sempre ligado.

Em Portugal, segundo um estudo divulgado em fevereiro deste ano pelo Eurobarómetro, 48% das pessoas acedem à internet e apenas 10% diz não ter acesso à rede. Embora a média europeia de pessoas ligadas à internet seja mais alta – cerca de 63% dos europeus afirmam usar a internet -, os portugueses já passam mais tempo online do que a ver televisão, segundo um estudo da Nova Expressão, e 38% acede à rede através dos seus telemóveis.

Esta utilização dos telemóveis está, também, a ter repercussão nos hábitos de compras dos portugueses, já que mais de 70% das pessoas que acedem à internet afirmam fazer compras online. Os portugueses estão à frente da média europeia no que diz respeito à consulta das suas redes sociais: 76% dos portugueses afirmam que uma das razões para irem à internet é verificar as suas redes sociais, a média dos 28 países é de 60%.

fotogaleria

 

 

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