Migrações: Mais de 1.600 crianças morreram ou desapareceram em cinco anos

Junho 28, 2019 às 8:00 pm | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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Notícia do site Notícias ao Minuto de 28 de junho de 2019.

LUSA

As crianças fazem parte dos 32 mil migrantes mortos ou desaparecidos registados no mesmo período, embora a OIM alerte que os dados estejam incompletos e que o número real de vítimas seja certamente maior, em particular entre menores, cujos casos são menos relatados do que os de adultos.

Todos estes dados são recolhidos pelo Projeto de Migrantes Desaparecidos da OIM, que divulga um relatório anual desde 2014 e que este ano conta pela primeira vez com a colaboração do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

Ambas as agências das Nações Unidas (ONU) manifestaram a sua vontade de reforçar esta colaboração para melhorar os dados sobre as crianças migrantes, incluindo aquelas que permanecem na estrada.

Segundo as estatísticas, o maior número de vítimas ocorre no Mediterrâneo, com 17.900 vítimas registadas (2014-2018), havendo ainda 12.000 casos em que se desconhece o paradeiro ou não foram recuperados os corpos.

Em 2018, houve uma redução de 26% nas mortes no Mediterrâneo (2.299 face a 3.239 em 2017), embora a OIM alerte que foi acompanhada por uma redução acentuada – de dois terços – no número de migrantes que tentam atravessá-lo (de 144.301 há dois anos para 45.648 em 2018).

O relatório assinala que “o perigo de morrer” no Mediterrâneo “aumentou em 2018”, uma vez que até as estatísticas mais conservadoras estimam que 3% dos migrantes que tentaram atravessar o Mediterrâneo no ano passado acabaram por morrer, face a 2% em 2017.

No ano passado, houve também um forte aumento de vítimas na rota ocidental do Mediterrâneo, que correspondem àquela que os migrantes tomam para tentar chegar à costa de Espanha, com registo de 811 mortes, em comparação com 224 um ano antes.

A rota central, para os migrantes que tentam chegar a Itália ou a Malta desde a Líbia, continua a ser a mais perigosa, com 1.314 mortes e desaparecimentos, embora o número significasse uma redução de mais da metade em relação a 2017.

Outra rota arriscada para os migrantes é a fronteira entre o México e os Estados Unidos, onde 1.907 pessoas morreram nos últimos cinco anos, incluindo 26 crianças, embora apenas no primeiro semestre deste ano tenha aumentado para outros 13.

A imagem dos corpos de um pai e da sua filha, que morreram afogados quando tentavam atravessar clandestinamente a fronteira México-Estados Unidos, suscitou a indignação internacional ao mostrar o drama migratório vivido naquela região.

A fotografia divulgada na quarta-feira, e reproduzida por vários ‘media’ internacionais, mostra os cadáveres de Oscar Martinez Ramirez, um cozinheiro de 25 anos de El Salvador, e da sua filha de 23 meses, posicionados de barriga para baixo a flutuar na margem do rio Bravo (ou rio Grande na terminologia norte-americana).

O relatório Fatal Journeys Volume 4: Missing Migrant Children pode ser descarregado na notícia da IOM:

One Child Every Day: Lack of Data Leaves Most Vulnerable Group at Risk – UN Migration Report

Do campo de refugiados para a sala de aulas – reportagem do Euronews

Julho 11, 2017 às 6:00 am | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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Notícia do http://pt.euronews.com/ de 27 de junho de 2017.

Segundo a UNICEF, há cerca de 20 mil crianças refugiadas na Grécia. Algumas vivem com as famílias nas cidades, outras em centros de acolhimento.
Perto de 2500 destas iniciaram um percurso escolar. Os alunos vêm de 32 campos de refugiados e foram integrados em 93 escolas da Grécia continental, graças a um projeto apoiado pelo gabinete de Ajuda Humanitária da União Europeia e implementado pela Organização Internacional para as Migrações (OIM).

Estima-se que a iniciativa abranja perto de 80% das crianças que se encontram nos centros de acolhimento na parte continental do país. Mas tendo em conta a mobilidade desta população, é difícil avançar com números precisos e identificar atempadamente alguns casos problemáticos.

Alguns dos professores salientam que muitas destas crianças nunca foram à escola nos seus próprios países, não tendo adquirido conhecimentos básicos, nem normas de conduta social. A diretora da escola primária de Avlona, Efi Kremou, aponta que os alunos refugiados enfrentam os mesmos obstáculos que outros alunos estrangeiros que chegam à Grécia.

Depois das férias de verão, o Ministério da Educação grego pretende disseminar as aulas conjuntas com estudantes gregos e alunos refugiados.

 

Unaccompanied children on the move

Janeiro 20, 2013 às 1:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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move

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This document aims to provide an overview of the scope of activities of the International Organization for Migration (IOM) in relation to the protection of unaccompanied migrant children and support for this group. It significantly draws on IOM’s operational data and programmatic information, collected through internal knowledge management tools; at the same time, this information is supplemented by a mapping of the activities of IOM Field Offices covering the period 2009–2011. This paper also benefits from a review of existing international standards and policy frameworks as well as recent research conducted on the topic of unaccompanied migrant children.

The document is divided into four parts: Chapter 1 provides the introductory framework, together with an overview on the topic of unaccompanied migrant children and a summary of conclusions drawn from the work of IOM in this context. Chapter 2 presents a short overview of the international legal standards that exist in relation to unaccompanied migrant children. Chapter 3 highlights IOM’s work for unaccompanied migrant children in the different fields of the Organization’s migration-related activities. Chapter 4 explores the broader context of inter-organizational partnerships between IOM and other actors and international cooperation with regard to unaccompanied migrant children. In addition, an annex containing a more detailed legal framework is provided to complement the information provided in chapters 1–4.


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