Centenas de milhares de crianças podem morrer em resultado de recessão causada pela covid-19, avisa ONU

Maio 16, 2020 às 2:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Relatório, Vídeos | Deixe um comentário
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Notícia da ONU News de 16 de abril de 2020.

Secretário-geral publicou novo relatório sobre impacto da covid-19 nas crianças, destacando consequências nas áreas da educação, nutrição, saúde e segurança; em apenas um ano, podem ser revertidos ganhos na redução da mortalidade infantil dos últimos dois ou três anos.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, publicou esta quinta-feira um relatório sobre o impacto da covid-19 nas crianças.

O chefe da organização disse que “as crianças foram amplamente poupadas dos sintomas mais graves da doença, mas suas vidas estão sendo totalmente destruídas.”

Consequências

Segundo a pesquisa, cerca de 188 países fecharam todas suas escolas, afetando mais de 1,5 bilhão de crianças e jovens. Algumas escolas estão oferecendo ensino adistância, mas não está disponível para todos. Além disso, crianças em países com serviços de internet lentos e caros estão em desvantagem.

Em todo o mundo, quase 369 milhões de crianças dependiam das merendas escolares para ter uma refeição segura. Segundo Guterres, mesmo antes da covid-19, o mundo já enfrentava taxas inaceitáveis de desnutrição.

Segurança

O relatório também destaca o tema da segurança. Com as crianças fora da escola, suas comunidades em confinamento e uma recessão global cada vez mais profunda, os níveis de estresse familiar estão aumentando.

As crianças são vítimas e testemunhas de violência e abuso doméstico. Com as escolas fechadas, as autoridades ficam sem um mecanismo importante de alerta precoce.  Há também o risco de as meninas abandonarem a escola, levando a um aumento na gravidez na adolescência.

Saúde

António Guterres referiu ainda o tema da saúde. A renda familiar reduzida forçará as famílias pobres a reduzir gastos essenciais com saúde e alimentos, afetando particularmente crianças, mulheres grávidas e mães que amamentam.

Segundo a pesquisa, campanhas de vacinação contra a poliomielite foram suspensas. Iniciativas de imunização contra o sarampo foram interrompidas em pelo menos 23 países.

À medida que os serviços de saúde ficam sobrecarregados, as crianças doentes têm maior dificuldade em ter acesso a cuidados. Por tudo isso, com o ritmo global de recessão, poderá haver centenas de milhares de mortes infantis adicionais em 2020.

Conclusão

Para o secretário-geral, a conclusão é clara. O mundo deve atuar em relação a cada uma dessas ameaças e “os líderes devem fazer tudo o que estiver ao seu alcance para reduzir o impacto da pandemia.”

Para ele, “o que começou como uma emergência de saúde pública se transformou em um enorme teste à promessa global de não deixar ninguém para trás.”

O relatório faz uma série de recomendações, dizendo que o mundo precisa de mais informação sobre o vírus, mais solidariedade e mais ação.

Os governos devem dar prioridade à educação, prestar assistência econômica, incluindo transferências monetárias, para famílias de baixa renda e minimizar interrupções nos serviços sociais e de saúde. À medida que as medidas de restrição são suspensas, os governos devem dar prioridade a serviços dedicados a crianças.

Também deve ser dada especial atenção às crianças mais vulneráveis, que vivem em situações de conflito, que estão refugiadas ou vivem com algum tipo de deficiência.

Para terminar, António Guterres disse que a comunidade internacional deve usar o momento de recuperação da covid-19 para acelerar o progresso nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

Participação de Dulce Rocha do IAC no programa “A Tarde é Sua” TVI

Maio 15, 2020 às 11:30 am | Publicado em O IAC na comunicação social, Vídeos | Deixe um comentário
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Participação da Dra. Dulce Rocha, Presidente do IAC no programa “A Tarde é Sua” na TVI de 14 de maio de 2020.

A Dra. Dulce Rocha participou no programa entre os minutos 1.03.50.m – 1.22.40m

Visualizar o programa no link:

https://tviplayer.iol.pt/programa/a-tarde-e-sua/53c6b3883004dc006243ce59/video/5ebd7daf0cf2cd6069ebf3b6

Valentina: “Já se devia ter ouvido a criança com muita atenção. E a mãe” Entrevista de Dulce Rocha na TVI

Maio 14, 2020 às 9:58 am | Publicado em O IAC na comunicação social, Vídeos | Deixe um comentário
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A Dra. Dulce Rocha, Presidente do IAC, foi entrevistada na TVI – Jornal das 8, no dia 13 de maio de 2020.

Dulce Rocha, presidente do Instituto de Apoio à Criança explicou esta quarta-feira que os maus tratos acontecem sobretudo dentro do seio familiar e que, muitas vezes, a família não é o porto seguro que se esperava e, pelo contrário, pode ser um dos locais mais perigosos para a criança.

Visualizar a entrevista no link:

https://tvi24.iol.pt/videos/sociedade/valentina-ja-se-devia-ter-ouvido-a-crianca-com-muita-atencao-e-a-mae/5ebc71330cf2cd6069ebef10

Entrevista de Matilde Sirgado do IAC na RTP 3 sobre o caso Valentina

Maio 12, 2020 às 6:00 pm | Publicado em O IAC na comunicação social, Vídeos | Deixe um comentário
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Entrevista da Dra. Matilde Sirgado, Coordenadora do setor IAC- Projecto Rua, Tesoureira e Membro da Direção do Instituto de Apoio à Criança à RTP3 no dia 11 de maio de 2020.

Poderá visualizar as declarações da Dra. Matilde Sirgado nos minutos 37.20m a 48.48m

Visualizar o programa no link:

https://www.rtp.pt/play/p6675/e471847/18-20/828110

O caso Valentina em análise na SIC Notícias com a participação de Dulce Rocha do IAC

Maio 12, 2020 às 5:00 pm | Publicado em O IAC na comunicação social, Vídeos | Deixe um comentário
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Participação da Dra. Dulce Rocha, Presidente do IAC no programa “O caso Valentina em análise” na SIC Notícias de 11 de maio de 2020.

A Dra. Dulce Rocha participou nos minutos 07.08m – 13.50m e  26.54m – 30.05m

Visualizar o programa no link:

https://sicnoticias.pt/pais/2020-05-11-O-caso-Valentina-em-analise?fbclid=IwAR2OOgUYDb5NKNTZBgb-eo7paxceEShTpIrsn4i7-e2jAb9ID7gMOo8-tT8

Por trás de uma fuga há sempre uma história triste de uma criança – Entrevista de Dulce Rocha na RTP

Maio 12, 2020 às 2:00 pm | Publicado em O IAC na comunicação social, Vídeos | Deixe um comentário
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Reportagem do Telejornal da RTP de 11 de maio de 2020, com participação da Dra. Matilde Sirgado, coordenadora do Projecto Rua do IAC e entrevista à Dra. Dulce Rocha, Presidente do IAC.

Link para telejornal completo: https://www.rtp.pt/play/p6559/telejornal

Valentina, a protecção das crianças e os bodes expiatórios

Maio 12, 2020 às 10:13 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Artigo de opinião de Rute Agulhas publicado no Público de 11 de maio de 2020.

Em que medida falhámos todos, enquanto sociedade? Será que sinalizámos todas as situações de risco de que suspeitámos? Qual o investimento que temos feito em termos de prevenção dos maus tratos e em sensibilização da comunidade? E em formação técnica e capacitação das equipas que avaliam e trabalham com as famílias?

O país está mergulhado em choque e indignação com a morte da pequena Valentina, alegadamente cometida pelo pai e pela madrasta, em circunstâncias ainda por apurar. Uma reacção emocional expectável, atendendo a que teimamos ainda em acreditar que a família é o lugar mais seguro para uma criança. Não é, nunca foi, e duvido que alguma vez venha a ser. Na esmagadora maioria das situações, é na família que ocorrem os maus tratos, a negligência e o abuso sexual de crianças e jovens. O indivíduo estranho feio, porco e mau que aparece do nada, rapta, maltrata e viola as crianças é mais um mito do que uma realidade.

Esta morte trágica de uma criança às mãos de um dos pais tem de obrigar-nos a repensar a forma como funcionamos enquanto sociedade. Tem de obrigar-nos a olhar para as fragilidades do nosso sistema de promoção e protecção de crianças e jovens, fragilidades essas que são, afinal de contas, as fragilidades de todos nós. Porque o sistema somos todos nós.

Assim que a situação da criança foi anunciada, logo choveram críticas destrutivas dirigidas à CPCJ que teria tido uma sinalização da criança há cerca de um ano, acabando por arquivar o processo algum tempo depois.

O nosso sistema de protecção está organizado de uma forma piramidal, o que significa que na base temos as chamadas entidades com competência de intervenção em matéria de infância e juventude. São serviços de primeira linha como a escola, os serviços de saúde, as instituições particulares de solidariedade social, a polícia, entre outros. Serviços de proximidade que, como o nome indica, estão mais próximos das crianças e das famílias e a quem compete um olhar atento para a eventual identificação de situações de risco. A meio da pirâmide temos então as CPCJ, a quem compete avaliar as situações de perigo que são sinalizadas. Avaliação esta que exige um contacto com a família e a criança, a sua rede formal e informal (amigos, vizinhos, etc.). O que significa que esta avaliação irá também socorrer-se das informações da primeira linha. Caso a avaliação efectuada permita concluir sobre a existência de uma possível situação de perigo, o processo é aberto e segue o seu curso, podendo, ou não, vir a transitar para tribunal (situado no topo da pirâmide).

Ora, quando um caso é arquivado, significa que, à data em que decorreu essa avaliação, não foram identificados sinais indicadores de uma situação de perigo, sendo certo que, como sabemos, os técnicos não possuem poderes adivinhatórios e têm de trabalhar com os dados que têm disponíveis. Ou seja, não significa que, um ano volvido, essa mesma família não possa apresentar uma dinâmica diferente, eventualmente disfuncional. A família é um sistema dinâmico, convém recordar e sublinhar.

Mais, importa ainda destacar que durante este último ano não terá ocorrido qualquer tipo de sinalização em relação a esta criança. Ou seja, nem a família, os vizinhos, a escola ou as demais entidades da primeira linha identificaram qualquer sinal de risco que justificasse um pedido de ajuda.

É verdade que os diversos serviços que intervêm na área da protecção de crianças e jovens apresentam uma escassez de recursos humanos. Temos de ser honestos e admitir isto. Quantos psicólogos e assistentes sociais existem nos agrupamentos escolares e nos cuidados de saúde primários? São suficientes? E qual o ratio de processos por técnico em cada CPCJ? E são os peritos forenses suficientes para realizar as respectivas perícias? E os tribunais, possuem todos eles equipas multidisciplinares devidamente capazes de dar resposta atempada e rigorosa aos pedidos de avaliação e intervenção?

A resposta a todas estas perguntas é “não”.

Mas, ao invés de corrermos a apontar os dedos, tentando identificar bodes expiatórios, talvez fosse boa ideia repensar o papel que cada um de nós representa neste sistema. Em que medida falhámos todos, enquanto sociedade? Será que sinalizámos todas as situações de risco das quais suspeitámos? Qual o investimento que temos feito em termos de prevenção dos maus tratos e em sensibilização da comunidade? E em formação técnica e capacitação das equipas que avaliam e trabalham com as famílias?

Repensemos o sistema de uma forma construtiva e geradora de mudanças, para que todas as crianças possam ver efectivamente salvaguardados os seus direitos. Não vamos a tempo de proteger a Valentina, é certo, mas podemos ainda proteger tantas outras Valentinas.

Psicóloga especialista em Psicologia Clínica e da Saúde, Psicoterapia e Psicologia da Justiça; docente e investigadora no ISCTE-IUL

Guarda partilhada pode não ser a opção ideal para algumas crianças – Entrevista de Manuel Coutinho à RTP

Maio 11, 2020 às 2:00 pm | Publicado em O IAC na comunicação social, Vídeos | Deixe um comentário
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Entrevista do Dr. Manuel Coutinho (Secretário–Geral do Instituto de Apoio à Criança e Coordenador do Sector SOS-Criança do Instituto de Apoio à Criança) à RTP no dia 11 de maio de 2020.

O secretário-geral do Instituto de Apoio à Criança realça a importância de denunciar os maus tratos a menores e todas as situações de risco.

Manuel Coutinho lembra o perigo que muitas crianças correm no interior das famílias e entende que nem sempre a guarda partilhada de um filho é a melhor opção.

Visualizar a entrevista no link:
https://www.rtp.pt/noticias/pais/guarda-partilhada-pode-nao-ser-a-opcao-ideal-para-algumas-criancas_v1227771

“Maioria dos crimes contra crianças é na família, mas as pessoas não querem acreditar”, diz Dulce Rocha

Maio 11, 2020 às 11:00 am | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Rádio Observador de 10 de maio de 2020 com declarações da Presidente do IAC Dra Dulce Rocha.

“As comissões de proteção não têm o dom da adivinhação. Mas se formos treinados para prestar mais atenção à criança talvez algumas coisas destas se evitem”, diz Dulce Rocha, sobre a morte de Valentina.

Ouvir as declarações da Presidente do IAC Dra Dulce Rocha no link:

https://observador.pt/programas/resposta-pronta/as-comissoes-nao-sao-adivinhas-mas-podem-ser-treinadas-para-evitar-casos-destes-diz-dulce-rocha/?fbclid=IwAR1UtV5fNVCXc6YX0-3CyDNXOgTGYj4NGs1yaTbUq0_jHizmmIxJVoAcDIs

Unicef: pneumonia matou uma criança a cada 39 segundos no ano passado

Fevereiro 4, 2020 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da ONU News de 29 de janeiro de 2020.

Desnutrição, poluição do ar e falta de acesso a vacinas e antibióticos estão entre as principais causas de mortes evitáveis ​​por pneumonia; nova análise mostra que foco em medidas de combate à doença pode evitar a morte de quase 9 milhões de crianças.

O aumento dos esforços no combate a pneumonia pode evitar a morte de quase 9 milhões de crianças por causa da doença e outras enfermidades.

De acordo com uma análise da Universidade Johns Hopkins, a ampliação dos serviços de tratamento e prevenção de pneumonia pode salvar a vida de 3,2 milhões de crianças com menos de cinco anos.

Fórum

Isso também criaria ‘um efeito cascata’ que impediria 5,7 milhões de mortes infantis adicionais por outras doenças comuns na infância, ressaltando a necessidade de serviços de saúde integrados.

A partir desta quarta-feira, nove organizações incluindo Unicef, Save the Children e a Fundação Bill & Melinda Gates realizam em Barcelona o primeiro Fórum Internacional sobre Pneumonia Infantil.

Entre os anúncios estão uma vacina PCV mais acessível do Instituto de Soro da Índia e compromissos políticos de governos para desenvolver estratégias nacionais e reduzir as mortes por pneumonia.

Pneumonia

A pneumonia é causada por bactérias, vírus ou fungos e deixa as crianças lutando para respirar enquanto os pulmões se enchem de pus e líquidos. O Unicef destaca que a doença é a maior causa de mortes de crianças.

No ano passado, a pneumonia matou 800 mil menores, ou uma a cada 39 segundos.

O Unicef alerta que embora alguns tipos da doença possam ser evitados com vacinas e facilmente tratados com antibióticos de baixo custo, se diagnosticados corretamente, dezenas de milhões de crianças ainda não foram vacinadas. Uma em cada três menores com sintomas não recebe cuidados médicos básicos.

Mortes

As mortes infantis por pneumonia estão concentradas nos países mais pobres do mundo e são as crianças mais carentes e marginalizadas as que mais sofrem. A agência da ONU destaca estimativas que mostram que 6,3 milhões de menores de cinco anos podem morrer por causa da doença entre 2020 e 2030, segundo as tendências atuais.

Na próxima década, as mortes devem ser mais altas na Nigéria, com 1,4 milhão de vítimas infantis, na Índia, com 880 mil, na República Democrática do Congo, com 350 mil e na Etiópia, com 280 mil.

Doenças

Segundo a análise, intervenções de saúde destinadas a melhorar a nutrição, fornecer antibióticos, aumentar a imunização e taxas de aleitamento materno são fundamentais para a redução do risco de mortes.

Essas medidas também impediriam a perda de vidas de milhões de crianças por outras doenças. Entre elas, a morte de 2,1 milhões de menores por causa da diarreia, 1,3 milhões por sepsia e 280 mil pelo sarampo.

Combate

A diretora-executiva do Unicef, Henrietta Fore, enfatizou que é preciso “levar a sério o combate à pneumonia”. Ela disse que “como o atual surto de coronavírus mostra, isso significa melhorar a detecção e prevenção oportunas.”

Fore acrescentou que isso “significa fazer o diagnóstico correto e prescrever o tratamento correto” e que também significa “abordar as principais causas de mortes por pneumonia, como desnutrição, falta de acesso a vacinas e antibióticos e enfrentar o desafio mais difícil da poluição do ar.”

Poluição

De acordo com um estudo do Instituto de Métricas e Avaliação em Saúde, Ihme, a poluição do ar externo contribui para 17,5% das mortes por pneumonia entre crianças menores de cinco anos em todo o mundo. A poluição de casas familiares pelo uso interno de combustíveis sólidos para cozinhar contribui para 195 mil mortes adicionais.

Noventa e um por cento da população do mundo está respirando ar externo que excede os padrões da Organização Mundial da Saúde, OMS. A escala do desafio da poluição do ar pode potencialmente minar o impacto da ampliação de intervenções relacionadas à pneumonia.

Mais informações na notícia da Unicef:

Childhood pneumonia: Everything you need to know

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