A cada cinco segundos morre uma criança no mundo por causas evitáveis

Outubro 11, 2018 às 12:00 pm | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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Edgard Garrido

Notícia do Público de 18 de setembro de 2018.

Em cada dia de 2017, morreram 15 mil crianças devido a causas evitáveis e doenças tratáveis como a diarreia, a pneumonia ou a malária.

Inês Chaíça

Em 2017 morreram em todo o mundo 6,3 milhões de crianças e adolescentes (dos 0 aos 14 anos) por causas evitáveis — fazendo as contas, é uma morte a cada cinco segundos. Dessas, 5,4 milhões tinham menos de cinco anos e metade dos óbitos (2,5 milhões) ocorreram durante o primeiro mês de vida. Má nutrição, infecções e acidentes lideram a lista das causas de morte, de acordo com um relatório conjunto da UNICEF, Organização Mundial de Saúde (OMS), da divisão de população do Departamento de Assuntos Económicos e Sociais das Nações Unidas e do Banco Mundial publicado nesta terça-feira.

Apesar dos “progressos substanciais” das últimas duas décadas em matéria de prevenção da mortalidade infantil, estima-se que 15 mil crianças tenham morrido por dia em 2017 devido a causas evitáveis e doenças tratáveis, como diarreia, pneumonia ou malária. Uma situação “inaceitável”, conforme se lê no relatório.

“Estas mortes são reflexo do acesso limitado das crianças e das comunidades a actos médicos como vacinação e o tratamento de doenças infecciosas, à nutrição adequada, água limpa e ao saneamento”, analisam os autores do documento. “Alcançar metas de sobrevivência infantil ambiciosas requer que haja acesso universal a cuidados efectivos, de alta qualidade e acessíveis para mulheres, crianças e adolescentes”.

De acordo com os dados das Nações Unidas, há disparidades “regionais generalizadas”, que se relacionam com “desigualdades de rendimento”, e que afectam as hipóteses de sobrevivência das crianças. Em termos regionais, os países da África Subsaariana continuam a registar as taxas de mortalidade de crianças com menos de cinco anos de idade mais elevadas do mundo. Metade das mortes nessa faixa etária ocorreu nesta região.

Em 2017, na África Subsaariana, uma em cada 13 crianças morreu antes do quinto aniversário. Por comparação, a Nova Zelândia e a Austrália apresentam as taxas de mortalidade infantil mais baixas do mundo: apenas uma em cada 263 crianças morre antes de chegar aos cinco anos.

Primeiro mês após o parto é o mais perigoso 

Se estas estimativas se mantiverem, entre 2018 e 2030 deverão morrer 56 milhões de crianças com menos de cinco anos de idade — e “metade deles serão recém-nascidos”, lê-se no relatório.

Em termos globais, a maioria dos óbitos regista-se nas faixas etárias mais jovens, sendo que o maior risco de morte se regista no primeiro mês de vida. “Em 2017, a mortalidade neonatal — a probabilidade de morrer nos primeiros 28 dias de vida — estimava-se em 18 mortes por 1000 nados-vivos em termos globais”, lê-se.

Estes números estão associados a factores como a idade das mães (mulheres com menos de 20 anos dão à luz bebés com menor probabilidade de sobrevivência), o nível de escolaridade da progenitora (registou-se um decréscimo na mortalidade dos bebés entre mães com o ensino secundário ou superior) e os níveis de pobreza das famílias e das respectivas comunidades. Nas zonas mais pobres, a probabilidade de se morrer antes dos cinco anos sobe para o dobro.

Entre os bebés, as principais causas de morte incluem as complicações durante o parto, pneumonia, anomalias congénitas, diarreia, sépsis e malária. Mais tarde, as principais causas de morte passam a ser lesões, acidentes rodoviários e afogamento.

Morrem mais crianças na República Centro Africana

De acordo com os dados de 2017, foi na República Centro Africana, mergulhada em conflito desde 2013, que se registou a taxa de mortalidade infantil (de crianças com menos de cinco anos) mais elevada do globo: 88 mortes por cada 1000 nascimentos. Também a mortalidade neonatal foi a mais elevada, com 42 mortes por cada 1000 nados-vivos.

Nos países de língua oficial portuguesa, é em Angola que a taxa de mortalidade infantil é mais elevada: em 2017, morreram 54 crianças com menos de cinco anos por cada 1000 nascimentos. No Brasil, registaram-se 13 mortes por cada 1000 nados vivos. Em Portugal, contaram-se três mortes em cada 1000 nascimentos.

Menos mortes do que em 1990

Analisando um período mais largo de tempo, a mortalidade infantil tem baixado em todo o mundo. Em 1990 morreram 12,6 milhões de crianças com menos de cinco anos; em 2017, 5,4 milhões. O número de óbitos entre os cinco e os 14 anos desceu de 1,7 milhões em 1990 para menos de um milhão em 2017.

“Este novo relatório sublinha o progresso notável desde 1990 na redução da mortalidade infantil”, disse o sub-secretário-geral para os Assuntos Económicos e Sociais das Nações Unidas, Liu Zhenmin, citado num comunicado de imprensa. “Reduzir a desigualdade ao dar assistência aos recém-nascidos mais vulneráveis, crianças e mães é essencial para alcançar o objectivo de desenvolvimento sustentável sobre o fim das mortes infantis evitáveis, garantindo que ninguém fica para trás”.

Dos 195 países em análise, 118 já alcançaram os objectivos de desenvolvimento sustentável e 26 estão bem encaminhados, se continuarem com o que já fizeram até agora. Ficam a faltar 51, dos quais dois terços se localizam na África Subsaariana. “Nos restantes países, o progresso terá de ser acelerado, para alcançar os objectivos do desenvolvimento sustentável até 2030”, conclui o relatório.

Se esses países conseguissem atingir esse objectivo, significaria mais dez milhões de crianças com menos de cinco anos salvas, comparado com o cenário actual.

Mais informações na notícia da Unicef:

A child under 15 dies every five seconds around the world – UN report

O país onde são assassinadas, pelo menos, três crianças por dia

Agosto 1, 2018 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da Visão de 20 de julho de 2018.

Pelo menos três crianças são assassinadas todos os dias no México, país que fechou o ano passado com o número mais elevado de homicídios das últimas duas décadas

“Temos assistido com tristeza e assombro à morte de crianças, de bebés, que acontecem não só quando são noticiados, mas todos os dias”, declarou o chefe do Sistema Nacional de Proteção Integral de Crianças e Adolescentes (SIPINNA) do México, Ricardo Bucio.

“Há pelo menos três homicídios de crianças neste país todos os dias e embora o índice tenha melhorado – em 2010 chegámos aos quatro homicídios diários -, isto não pode ser aceite”, acrescentou.Na quinta-feira, a organização não-governamental Save the Children lançou no país a campanha #SinNiñezNoHayFuturo (Sem crianças não há futuro), que pretende sensibilizar sobre o impacto que os altos níveis de violência têm na infância e na adolescência.

De acordo com a agência espanhola Efe, duas meninas foram assassinadas esta semana nos estados de Tamaulipas e Nuevo León.

Na segunda-feira, Aleida Estrella, de 7 anos, morreu na sequência de 20 facadas, uma delas no pescoço, na cidade de Altamira, no estado de Tamaulipas. Dois dias depois, Ana Lizbeth Polina Ramírez, de 8 anos, foi encontrada morta num terreno abandonado em Ciudad Benito Juárez, em Nuevo León.

De janeiro a novembro de 2017 foram cometidos 23.101 assassinatos no México, avançou no final do ano passado a agência France-Presse.

A criminalidade no país centro-americano começou a aumentar em 2006, quando o Governo liderado pelo ex-Presidente Filipe Calderon declarou guerra aos poderosos cartéis da droga no país.

O novo Presidente mexicano eleito, Andres Obrador, tem como um dos principais objetivos travar a violência no país.

 

Morte de bebés pode estar associada a músculos respiratórios

Abril 19, 2018 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Sábado

Notícia e foto da http://www.sabado.pt/ de 3 de abril de 2018.

por Diogo Camilo com Leonor Riso

Estudo do University College de Londres com quase 300 bebés vítimas de morte súbita, mostrou mutações nocivas em músculos respiratórios.

A medicina e a ciência têm um papel fulcral na prevenção de doenças e, a cada dia, há novas descobertas que tornam o mundo mais seguro. Agora, um estudo feito por cientistas e médicos britânicos poderá explicar a morte súbita de bebés com menos de um ano.

investigação conduzida pelo Centro de Doenças Neuromusculares do University College London colocou o seu foco no seu falecimento de lactentes – bebés entre os períodos de recém-nascido e pré-escolar – com anomalias genéticas nos músculos respiratórios.

Até à data, a maior parte do esforço científico estava fixada nos problemas cardíacos, mas as respostas deste estudo convidam agora a ciência a debruçarar-se sobre os genes que intervêm na respiração – um caminho que até agora ainda não tinha sido feito.

Nos países mais desenvolvidos, a síndrome da morte súbita do lactente (SMSL) é a principal causa de morte em menores de um ano. Apesar de serem conhecidos factores de risco como a posição de dormir, o tabagismo dos pais ou o calor, desconhecem-se as causas específicas destas mortes.

Os investigadores britânicos decidiram estudar os músculos respiratórios, assim como o diafragma e os músculos intercostais, que facilitam o trabalho dos pulmões. Foram identificados milhares de variantes genéticas presentes nos mortos por SMSL, após observados os genes que intervêm no desenvolvimento cardíaco.

A análise, publicada no jornal científico The Lancet, mostra que entre os bebés falecidos por morte súbita há uma grande proporção de variantes nos genes que codificam o desenvolvimento e funcionamento destes músculos.

O professor do University College London e co-autor deste artigo, Michael Hanna assegurou em entrevista ao El País que o estudo “é o primeiro a relacionar uma causa genética da debilitação dos músculos respiratórios com o SMSL” e sugere que “os genes que controlam o seu funcionamento podem ter um papel importante nesta doença.”

Num duplo estudo clínico, com observações primeiro no Reino Unido e, posteriormente, nos EUA, Hanna e os seus colegas examinaram, no total, o exoma – a parte codificante do genoma- de 278 bebés lactentes que morreram de SMSL. Aí, fixaram-se em concreto no gene SCN4A, que tem um papel importante no desenvolvimento das células musculares, em particular dos pulmões.

Na população em geral, perturbações associadas a este gene incluem vários transtornos de carácter genético como paragens temporárias da respiração ou miopatias. Por sorte, patologias como esta são bastante raras, tendo envolvido apenas 1,4% dos casos estudados.

Para Hanna, o trabalho futuro passa por estudar outros genes e canais de iões causadores de SMSL. Segundo o cientista, haverá “pelo menos 100 genes relacionados com os canais de iões musculares”.

 

 

“Queria ter um sítio onde pudesse velar o meu bebé”

Setembro 4, 2017 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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texto do https://www.publico.pt/ de 23 de agosto de 2017.

Adriano Miranda

 

Em Junho, 11 corpos de fetos ou recém-nascidos não reclamados esperavam no Instituto de Medicina Legal. Alguns pais não querem ver o corpo e outros não são informados e não o reclamam. Outros queriam enterrar os filhos com menos de 24 semanas, mas a lei não os deixa.

No final de Junho deste ano, eram onze os cadáveres não reclamados de fetos ou recém-nascidos que estavam nas delegações de Lisboa, Porto e Coimbra do Instituto de Medicina Legal e Ciências Forenses (IMLCF). No final do ano passado eram cinco.

“Há pais que não querem mesmo ver o corpo do bebé, por opção”, diz Vítor Varela, presidente da Mesa do Colégio da Especialidade de Enfermagem de Saúde Materna e Obstétrica da Ordem dos Enfermeiros. E, nesse momento, o corpo do feto ou recém-nascido fica “por reclamar”. “Por outro lado, há alguns pais que não são informados e não reúnem a informação suficiente para poderem optar por ver o bebé antes de ir para a morgue”, acrescenta Vítor Varela.

“Há o lado legal das questões, mas depois há o lado emocional. E o nosso país é bastante deficiente no apoio que dá aos pais para viverem as questões de luto na perda gestacional. Até porque as pessoas têm crenças religiosas bastante díspares e isto não é sequer tido em consideração”, sublinha Sara Vale, presidente e co-fundadora da Associação Portuguesa pelos Direitos da Mulher na Gravidez e Parto.

Luto solitário

“Quando as mães perdem os bebés, muitas vezes ainda nem disseram a toda a gente que estavam grávidas e, por isso, quando elas dizem que perderam o feto é quase um luto solitário porque ninguém sabia. Não há muitas vezes o reconhecimento de que se perde algo, porque as pessoas nem estavam a par da gravidez”, explica Sara Vale.

Portugal optou por um caminho. Mas há outros. “Num país como a Inglaterra uma das grandes diferenças que se vê em relação a Portugal nestas questões da perda gestacional é a formação específica que alguns profissionais ingleses têm neste campo, o apoio psicológico dado aos pais e o respeito que há pela perda gestacional. Eles enquadram a perda gestacional como um parto, em que a mulher precisa de apoio no período das contracções e no fim, se desejar, pode ver o feto. Têm por exemplo berços frigoríficos em que o corpo está à disposição dos pais. E perguntam aos progenitores se querem ver o bebé, se querem dar o nome, se querem tocar”, afirma Sara Vale quando faz um retrato britânico em matéria da perda gestacional.

A presidente da Associação Portuguesa pelos Direitos da Mulher na Gravidez e Parto acredita que a dor pode ser diminuída com pequenos gestos. “É claro que há certas práticas que não se conseguem transplantar de uma cultura para outra, mas acho que há bastante a aprender com a sensibilidade dos ingleses. Por exemplo, deve haver o cuidado de os pais estarem numa ala do hospital onde não estão outras mães, onde não se ouvem outros bebés a chorar”, defende Sara Vale.

Há casos em que o certificado de óbito e o funeral são necessários, noutros não. Segundo o director do Departamento de Obstetrícia, Ginecologia e Medicina da Reprodução do Hospital de Santa Maria, Carlos Calhaz Jorge, “na morte fetal espontânea com mais de 24 semanas de gestação é obrigatório certificado de óbito e o funeral. No caso da Interrupção Médica da Gravidez ou morte fetal espontânea com menos de 22 semanas nunca há certificado de óbito nem funeral”. Nos casos intermédios, a morte fetal espontânea entre as 22 e as 24 semanas, cabe ao casal optar por certificado de óbito e funeral ou não.

As regras estão escritas mas alguns progenitores levantam questões. “Nunca me disseram o que ia acontecer”, afirma Sílvia Melo, agora 36 anos. “Eu tive duas perdas gestacionais. Na primeira o feto tinha 20 semanas e na segunda tinha oito semanas. Disseram-me que o bebé ia para analisar no Centro de Genética Clínica do Porto. Mas nunca me disseram o que depois acontecia com o corpo”, explica.

“Queria ter um sítio onde pudesse velar o meu bebé”, diz Sílvia. “Eu queria muito. Eu pedi muito. E disseram-me que era a lei. Que não a podiam alterar”, conta. “Mas explicaram-me também que antes das 24 semanas eu não podia fazer funeral. Na altura afectou-me muito não ter o corpo do bebé. Não saber onde ele estava. Acho que teria sido bom para mim e para o meu luto ter feito funeral”, afirma Sílvia Melo.

Não há uma lista

“Não há” um número total e exacto de corpos — de crianças e adultos — não reclamados em Portugal, diz Carlos Almeida da Associação Nacional de Empresas Lutuosas (ANEL).

A única conta que está feita resulta em 67 corpos que, em Junho deste ano, esperavam nas delegações do Instituto de Medicina Legal em Lisboa, Porto e Coimbra. Os cadáveres não reclamados que estão nas morgues dos hospitais ficam à espera de serem incluídos na soma.

A morte chega e ninguém a reclama. Espera-se 30 dias por um telefonema. E ninguém reclamou o corpo que jaz na morgue. “O Instituto de Medicina Legal e Ciências Forenses tem de aguardar no mínimo um mês pela reclamação dos corpos”, esclarece Pedro Tavares, porta-voz do Ministério da Justiça, que tutela o IMLCF. Só pode reclamar o cadáver, segundo a lei em vigor, “o testamenteiro”, o “cônjuge sobrevivo”, a “pessoa que vivia com o falecido”, “qualquer herdeiro” e “qualquer familiar”.

No final do ano de 2016, 58 corpos não tinham sido reclamados nas delegações do IMLCF. A meio deste ano, já eram 67. E há mais cadáveres sem reclamação, mas não se sabe quantos. Entre os que ficam nos hospitais e os que vão para o IMLCF, não existe uma lista que cruze os dados dos corpos não reclamados. Por exemplo, no Centro Hospitalar do Algarve, até à data, há três cadáveres, todos do sexo masculino, de nacionalidades espanhola, soviética e alemã.

O último dia de 2016 contava com 58 corpos não reclamados com mais de um mês de espera. Em 2014, o Instituto de Medicina Legal tinha lidado com 54 corpos não reclamados. Os números não se alteram muito. Mas este ano a marca dos sessenta cadáveres com mais de um mês já foi ultrapassada no mês de Junho.

Não há uma lista com todos os corpos não reclamados a nível nacional. Uns esperam no Instituto de Medicina Legal, outros nos hospitais. Mas só o IMLCF faz a soma de cadáveres não reclamados nas cidades de Lisboa, Porto e Coimbra. A restante estatística não é conhecida.

“Concordo com a existência da lista caso seja criada para fins estatísticos, visto que ainda não há uma forma de saber quantos cadáveres existem nestas circunstâncias”, afirma Carlos Almeida da ANEL.

Trinta dias depois de ninguém reclamar o cadáver, a responsabilidade pelo corpo transita imediatamente para as autarquias. “Compete à câmara municipal do local onde se encontre o cadáver promover a inumação do cadáver não entregue”, explica a Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias ao PÚBLICO.

O fim chega sem família

“Quando vier a Primavera/ Se eu já estiver morto/ As flores florirão da mesma maneira”, esperava Alberto Caeiro. O heterónimo de Fernando Pessoa não contava que Luís Silva, da Funerária de Santa Cruz do Bispo, se preocupasse com as flores que acompanham o funeral dos corpos não reclamados. No fim dos trinta dias de espera, o agente funerário é informado pelo IMLCF que está disponível um corpo não reclamado para enterrar.

“A funerária desloca-se ao IMLCF para levantar a guia de transporte, cópias dos documentos do falecido (se houver). Com esses registos a funerária desloca-se à conservatória do Registo Civil para realizar o assento de óbito. E marcamos o funeral no cemitério de Agramonte, no Porto”, descreve Luís Silva.

Chega o dia. “No dia da inumação a funerária passa pelo IMLCF do Porto para levantar o corpo não reclamado, transporta-o no carro funerário directamente para o cemitério para efectuar o enterro (sem família, só com a funerária e os coveiros)”, as etapas estão todas memorizadas por Luís.

Texto editado por Pedro Sales Dias

 

Declaração da ACNUR no segundo aniversário da morte de Alan Kurdi

Setembro 1, 2017 às 3:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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illustration of Alan Kurdi by Yante Ismail © UNHCR/Yante Ismail

Texto da ACNUR de 31 de agosto de 2017.

Statement by the UN Refugee Agency on two-year anniversary of death of Alan Kurdi

Nearly two years after the lifeless body of three-year-old Syrian toddler Alan Kurdi was found on a Turkish beach, UNHCR, the UN Refugee Agency, urges the international community to take robust action to prevent more tragedies.

Although the number of arrivals in Europe has drastically decreased since Alan’s death, people continue to attempt the journey and many have lost their lives in the process. Since 2 September 2015, at least 8,500 refugees and migrants have died or gone missing trying to cross the Mediterranean alone. Many others have died in the desert.

Many of the children trying to reach Europe travel on their own, making the journey even more terrifying and perilous. This was the case for 92 per cent of the 13,700 children who arrived to Italy by sea in the first seven months of 2017.

The urgent need for solutions for these children and others on the move remains – if people see no hope and live in fear, then they will continue to gamble their lives making desperate journeys.

UNHCR is encouraged by the commitments made at the Paris meeting on migration and asylum on Monday that address some of these issues, but much more needs to be done to protect and save lives.

Political leaders need to work together to develop safer alternatives, to better inform those considering making the journey of the dangers they face, and most importantly to tackle the root causes of these movements, by resolving conflicts and creating real opportunities in countries of origin.

ENDS

To read the full statement by the High Commissioner on the Paris meeting, please click here:

Click here to read the report on arrivals to Europe for the first half of 2017.

For more information please contact:

In Geneva, Cecile Pouilly, pouilly@unhcr.org, +41 79 108 26 25

In London, Matthew Saltmarsh, saltmars@unhcr.org, +44 7880 230 985

 

Menino morre com otite após pais recusarem medicamentos

Junho 9, 2017 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do http://www.cmjornal.pt/ de 28 de maio de 2017.

Getty images

Francesco, de sete anos, morreu este sábado. Caso lançou debate. Francesco, um menino italiano de sete anos, morreu este sábado em Ancoma, Itália, com uma otite. Os pais recusaram curar a criança com medicamentos e apenas recorreram à homeopatia, acreditando que se curaria. O menino foi internado na quarta-feira com febres altas e num estado de semiconsciência, avança o jornal italiano Corriere della Sera. O tratamento alternativo tinha afectado as funções vitais de Francesco e o seu débil estado colocou-o em coma. A criança terá sido acompanhada desde os três anos por um homeopata. Já estaria a sofrer dos ouvidos, sem tomar qualquer antibiótico, há cerca de duas semanas. Esta não seria a primeira otite do menino. As anteriores já teriam sido tratadas sem uso de medicamentos. O avô do menino disse à imprensa que terá sido o homeopata, em quem os pais confiavam cegamente, que disse aos pais de Francesco que não seria preciso levar a criança ao hospital. O debate entre os que estão a favor e contra o uso de medicamentos voltou a acender-se em Itália devido ao caso de Francesco.

mais informações:

http://www.corriere.it/cronache/17_maggio_29/bimbo-morto-otite-indagati-medico-genitori-omeopatia-urbino-ancona-c1e9768e-43e1-11e7-b108-f8a0cce08e60.shtml?refresh_ce-cp

http://www.rainews.it/dl/rainews/articoli/bimbo-morto-otite-indagati-genitori-e-medico-809fdaf1-f8f9-4ab8-9062-fc91cde89a15.html

 

 

Poluição mata milhões de crianças todos os anos

Março 22, 2017 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Notícia da http://www.paisefilhos.pt/de 8 de março de 2017.

WHO/Y. Shimizu

Um estudo da Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgado esta semana mostra que uma em cada quatro mortes em crianças – com idade inferior a cinco anos – está relacionada com problemas ambientais. Mais de 1,7 milhões de mortes de crianças por ano têm a sua origem na poluição do ar interior e exterior, exposição ao fumo de tabaco, insalubridade da água ou a falta de saneamento e de higiene. “Um ambiente poluído é mortal, particularmente para as crianças mais novas”, alerta a directora geral da OMS, Margaret Chan, citada num comunicado da entidade. “Os seus organismos e sistemas imunitários estão ainda a desenvolver-se”, por isso o seu aparelho respiratório é mais frágil, explica.

Destes 1,7 milhões de mortes anuais, cerca de 570 mil devem-se a infecções respiratórias relacionadas com a poluição do ar interior e exterior e a exposição ao fumo de tabaco. Por outro lado, a falta de acesso a água potável, o insuficiente saneamento e falta de condições de higiene são apontados como factores de risco para o desenvolvimento de diarreias, que representam mais de 361 mil mortes anuais.

Mas há mais: com o aquecimento global e dos níveis de dióxido de carbono, a produção de pólen tendem a aumentar, levando também a um aumento do número de casos de asma. Segundo a OMS, cerca de 44% dos casos de asma entre as crianças são uma consequência directa da poluição atmosférica.

Ler a News release da OMS em baixo:

The cost of a polluted environment: 1.7 million child deaths a year, says WHO

 

 

Perto de 400 crianças foram mortas e mais de 600 ficaram feridas desde que a violência no ‎Iémen‬ se intensificou

Setembro 9, 2015 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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unicef

Perto de 400 crianças foram mortas e mais de 600 ficaram feridas desde que a violência no #Iémen se intensificou.
Saiba mais em: https://goo.gl/gRPt91


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