Casos de tuberculose em crianças aumentaram. Vacina BCG pode regressar

Abril 26, 2019 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , ,

Notícia da TSF de 12 de abril de 2019.

Paula Dias com Rita Carvalho Pereira

As autoridades de saúde estão a considerar retomar a vacinação BCG, depois de, nos últimos anos, ter aumentado o número de casos de tuberculose em crianças.

A diretora do Programa Nacional para a Tuberculose, Isabel Carvalho, indica que a Direção-Geral da Saúde está a estudar a possibilidade da vacina BCG voltar a ser administrada às crianças de risco nas maternidades, o mais cedo possível, depois do nascimento.

Só no último ano, 34 crianças com menos de seis anos contraíram tuberculose (quatro das quais com alta gravidade), sendo que nenhuma das crianças infetada tinha sido vacinada.

Desde 2017 que a vacina BCG deixou de ser obrigatória para todas as crianças.

As regiões de Lisboa e do Porto são aquelas que apresentam o maior número de casos de infeção -e, como tal, são as mais prioritárias -, porém Isabel Carvalho ressalva que ainda não há previsão de quando a medida irá avançar.

“São ideias que têm sentido, que parecem ir melhorar a operacionalização da vacina, mas que ainda estão a ser trabalhadas”, salvaguarda a responsável, em declarações à TSF.

Isabel Carvalho defende que não existe benefício em vacinar toda a população, pelo que não faz sentido essa prática, mas admite que o facto de existir uma baixa incidência de tuberculose em Portugal fez com que os cidadãos e os profissionais de saúde começassem a descurar a doença – o que, por sua vez, levou ao aumento do tempo de diagnóstico e a uma maior probabilidade de contágio.

A diretora do Programa Nacional para a Tuberculose explica que tem ocorrido um atraso na administração da vacina às crianças que estão identificadas para vacinação, por questões logísticas. A responsável aponta ainda demoras no diagnóstico e falhas nos rastreios da doença.

As crianças consideradas de risco, aquelas que podem estar mais expostas a tuberculose, são as que têm pais “com VIH, com dependência de drogas ou álcool, com familiares de países de alta incidência ou que estiveram envolvidas num processo de exposição a tuberculose”, explica Isabel Carvalho.

“Quando achamos que a tosse se arrasta e que, apesar de tomar vário antibióticos, os sintomas não passam, temos de pensar que pode ser tuberculose e é preciso procurar ajuda”, sublinha.

 

 

Hospitais e centros de saúde detetam 9 mil crianças em risco de maus tratos

Dezembro 11, 2018 às 11:30 am | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , , , , ,

Notícia da TSF de 11 de dezembro de 2018.

Maioria dos casos são negligência, mas também há muitos casos suspeitos de abuso sexual e maus tratos físicos.

Desde que foram criados, há cerca de dez anos, os Núcleos de Apoio a Crianças e Jovens em Risco dos hospitais e centros de saúde já detetaram cerca de 50 mil situações de risco de maus tratos.

O último relatório da Direção-Geral de Saúde sobre Saúde Infantil e Juvenil sublinha que no último ano com números disponíveis, 2016, existiam 268 núcleos deste tipo no país que detetaram, nesse ano, um número recorde de quase 9 mil casos de risco.

O documento fala num “aumento do número de crianças sinalizadas na rede”, numa subida que tem sido quase contínua: 3.551 em 2010 a 8.927 em 2016, mais 3% que em 2015.

Dos casos assinalados em 2016, cerca de 67% deveram-se a negligência, 20% a maus tratos psicológicos, 7% a maus tratos físicos e 6% a suspeitas de abuso sexual.

O presidente da Comissão Nacional da Saúde Materna, da Criança e do Adolescente admite que os números de situações de risco sinalizadas nos hospitais e centros de saúde a envolver crianças e adolescentes (até aos 18 anos) são preocupantes e obrigam a atuar junto das famílias e das escolas.

Gonçalo Cordeiro Ferreira admite, em declarações à TSF, que é preciso estudar melhor estes números, apesar de já darem uma ideia sobre a problema: “Se tivéssemos menos crianças e estas fossem melhor tratadas, seria um aspeto minimamente positivo da baixa natalidade; o problema é que temos menos crianças e o tratamento dado a essas mesmas crianças nem sempre é o melhor, quer por negligência e cuidados a menos ou em alguns casos por excessos de ansiedade parental que também não deixa as crianças crescerem bem”, conclui.

Mais informações no relatório:

Saúde Infantil e Juvenil – Portugal 2018

 

 

Crianças e os cuidados com a exposição solar – Conselhos da DGS

Julho 23, 2018 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , ,

 

Quais os cuidados com crianças nos primeiros anos de vida?

Bebés e crianças pequenas são especialmente sensíveis aos efeitos do calor intenso e dependem dos adultos para se manterem seguros. Proteja-os do calor intenso e tenha em atenção os seguintes cuidados:

  • Vestir a criança com roupas leves, soltas e de cor clara;
  • Utilizar chapéu quando está ao ar livre;
  • Dar água com mais frequência e certificar-se de que bebe mais água do que o habitual;
  • Evitar a exposição direta ao sol, especialmente entre as 11 e as 17 horas;
  • Aplicar protetor solar antes de sair de casa;
  • NUNCA deixar o seu bebé/criança dentro de um carro estacionado ou outro local exposto ao sol, mesmo que por pouco tempo;
  • Consultar o seu médico se a criança tiver diarreia ou febre e ter especial cuidado com a hidratação;
  • Procurar assistência médica imediatamente sempre que identifique sinais de alerta como: suores intensos; fraqueza; pele fria, pegajosa e pálida; pulsação acelerada ou fraca; vómitos ou náuseas; desmaio;

mais informações no link:

https://www.dgs.pt/saude-a-a-z.aspx?v=8e00381f-52ce-45fb-b5a0-35fe84fa926a#saude-de-a-a-z/calor/perguntas-e-respostas

Atividade física na infância auxilia o crescimento e o desenvolvimento motor da criança

Julho 22, 2018 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , ,

 

imagem retirada do Facebook da DGS

Sarampo – Informações da Direção-Geral da Saúde

Março 21, 2018 às 2:09 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , ,

mais informações:

Sarampo Perguntas e Respostas

Sarampo Materiais de Divulgação

 

Peritos americanos avisam Portugal para consumo juvenil de álcool e droga

Novembro 4, 2017 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , ,

Notícia do http://expresso.sapo.pt/ de 21 de outubro de 2017.

Vera Lúcia Arreigoso

Estudo indica que os jovens portugueses têm hábitos que aumentam o risco de morte prematura

Portugal juntou-se pela primeira vez ao instituto norte-americano para as Métricas e Avaliação em Saúde (IHME), financiado pela Fundação Bill e Melinda Gates, para saber ao pormenor o que impede a população nacional de ter uma vida saudável. E o primeiro alerta vai para o consumo de álcool e droga entre os jovens — é esse o fator inicial a eliminar para que os portugueses evitem uma morte prematura antes da esperança média de vida com saúde, 72 anos para as mulheres e 68 para os homens. O resultado revela que, na generalidade, está nas mãos de cada um escolher uma vida mais curta ou longa, sendo que os hábitos são determinantes e começam a fazer efeito logo na juventude.

No relatório, a publicar pelo IHME mais perto do fim do ano, os peritos americanos referem à Direção-Geral da Saúde (DGS) que o consumo daquelas duas substâncias aumenta o risco de acidentes no imediato e a longo prazo leva ao aparecimento de doenças cardiovasculares, cancro, cirrose ou outras patologias do fígado, por exemplo. Apesar de a influência negativa do álcool e da droga ter vindo a diminuir, em 2016 ainda eram perdidos 2516 dias de vida por mil habitantes devido ao seu consumo.

“Fala-se muito no envelhecimento mas é preciso também não descurar as doenças dos mais jovens e a chamada de atenção para o álcool e drogas vai nesse sentido”, diz Astrid Vicente, coordenadora do Departamento de Promoção da Saúde e Prevenção de Doenças Não Transmissíveis do Instituto Ricardo Jorge.

O presidente da Associação Nacional de Médicos de Saúde Pública, Ricardo Mexia, também concorda com a conclusão dos peritos americanos. “Está na nossa capacidade de decisão mudar porque são fatores sobre os quais temos poder individual. Podemos reduzir a carga global de doença apenas fazendo escolhas adequadas à nossa saúde.”

Na lista de ‘gatilhos’ do IHME, a evitar para que a população não morra antes do que é expectável, surgem logo de seguida a má alimentação, a hipertensão associada ao consumo de sal, o tabaco e o excesso de peso. A análise, entre 1990 e 2016, mostra que o país já conseguiu melhorar o estado da sua saúde, mas tem de fazer mais. “Portugal tinha uma das esperanças de vida mais baixas, mas vinte e seis anos depois é comparável à média do conjunto de países mais desenvolvidos”, sublinha a DGS.

A morte prematura diminuiu 25%, beneficiando de reduções nos anos de vida perdidos devido às doenças que mais matam no país — cerebrovasculares (menos 56%) e isquémicas do coração (decréscimo de 38%) — ou à sinistralidade rodoviária (diminuição de 76%), por exemplo. No entanto, mais portugueses viram a vida terminada precocemente por cancros do pulmão (34,5% no total de anos de vida perdidos), do cólon e reto (31%) e pela doença de Alzheimer (81,8%), neste caso um aumento atribuído à melhoria do diagnóstico e não do número de doentes.

Dor de costas é a maleita mais incapacitante

Além das causas que impedem a população de viver o tempo expectável, o documento analisa as maleitas que incapacitam. Ou seja, ‘o que não mata, mas mói’. E neste caso, as doenças crónicas foram responsáveis por 88,5% do total de anos de vida saudável perdidos.

Tal como em 1990, as dores de costas e de pescoço mantêm-se a maior causa de incapacidade e ganharam mais peso, seguidas pelas doenças do foro mental e comportamental. É ainda referida a diabetes, cuja relevância no conjunto de maleitas que impedem uma vida saudável aumentou 46%, de 2,7% para 3,6%.

“A soma dos anos de vida perdidos prematuramente e do número de portugueses que ficam com incapacidades dá-nos a carga global da doença. Sabemos que quase 90% dos anos saudáveis que os portugueses não viveram foi devido a doenças crónicas — 17% por cerebrocardiovasculares e 18% por cancro, por exemplo, embora existam recuos a cada ano —, portanto há um denominador comum: os estilos de vida, sobretudo a alimentação rica em sal e açúcar, o tabaco e a falta de exercício”, sublinha o diretor-geral da Saúde cessante, Francisco George. A confirmação deste dado só tem uma leitura: “Se mudarmos estes comportamentos, vamos conseguir que mais cinco mil portugueses vivam, pelo menos, até aos 70 anos.”

Nas últimas duas décadas, a sensibilização da população já deu provas. No documento consta uma redução evidente da carga de doença — morte prematura e incapacidade — nas doenças cerebrovasculares (menos 51,35%) e cardíacas (menos 36,3%) e até no cancro do estômago, muito associado à alimentação, mas que, mesmo assim, tem uma mortalidade prematura acima dos outros países desenvolvidos.

Encarregada da Divisão de Estatísticas da Saúde e Monitorização da DGS, Carla Farinha garante que o relatório, o primeiro do IHME sobre Portugal (o 11º país com protocolo), “vai permitir delinear políticas de saúde pública”. Para já, o foco é nacional, mas a responsável revela que o objetivo é avançar depois para análises regionais e locais, permitindo que cada área atue sobre os riscos concretos da sua população.

Os peritos americanos fazem ainda uma comparação com outros países e Portugal soma pontos na doença isquémica do coração e no cancro do pulmão, com um risco de morte prematura inferior ao de quase todos os seus pares. Ao invés, a nota negativa é dada às doenças cerebrovasculares, às infeções respiratórias inferiores (pneumonias) e às neoplasias do cólon e reto.

 mais informações na notícia da DGS:

Carga Global da Doença em Portugal: um novo olhar sobre a saúde dos portugueses

 

 

Mais de 95 mil crianças e jovens não estarão vacinados contra o sarampo

Abril 18, 2017 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , ,

Notícia do https://www.publico.pt de 17 de abril de 2017.

Profissionais de saúde também estão em grupo vulnerável de uma doença que pode matar Rui Gaudêncio

Pais que se esqueceram de vacinar filhos, pessoas em situação económica vulnerável ou imigrantes em situação irregular preocupam especialistas. Há 21 casos confirmados.

Joana Gorjão Henriques

Pais que perderam a percepção do risco e se esqueceram de vacinar os filhos. Pais que têm difícil acesso à saúde por razões económicas ou estão em situação irregular em Portugal. Estrangeiros e portugueses que são contra as vacinas. Embora não se saiba o número exacto, cerca de 5% das crianças e jovens até aos 18 anos não estão vacinados contra o sarampo, estima a Direcção-Geral de Saúde (DGS).

Tendo em conta que, de acordo com as estimativas do Instituto Nacional de Estatística (INE), residiam em Portugal, em 2015, cerca de 1 milhão e 900 mil crianças e jovens até aos 18 anos, cerca de 95.600 indivíduos nessa faixa etária (os tais 5%) não estarão vacinados.

Ana Jorge: poderá ser necessário antecipar vacinação de bebés

Este é o perfil de quem compõe as “bolsas de não-vacinados” que estão a preocupar os especialistas, numa altura em que os casos de sarampo confirmados pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge já chegam aos 21, informou a DGS em comunicado esta segunda-feira à noite, e um ano depois de a doença ter sido declarada eliminada em Portugal. Vários outros doentes estão em investigação.

Ao final do dia desta segunda-feira, o director-geral da Saúde, Francisco George, questionou os “direitos e deveres” dos pais que não fazem vacinação dos filhos pois “essa decisão não põe em risco apenas as próprias crianças”, tem “um reflexo na comunidade”. Também disse que estava a ser estudada a hipótese de baixar a idade da primeira vacina para antes dos 12 meses.

Actualmente, a vacina do sarampo é administrada em duas doses: uma aos 12 meses e uma segunda aos cinco anos. O grupo mais vulnerável é o das crianças entre os 6 e os 12 meses, “pois já não têm os anticorpos maternos e ainda não fizeram a primeira dose”, afirmou ao PÚBLICO Maria do Ceú Machado, que foi Alta Comissária da Saúde e directora do departamento de Pediatria do Hospital Amadora-Sintra e foi nomeada no mês passado para a presidência do Infarmed.

95% vacinados

Teresa Fernandes, da equipa de coordenação do Programa Nacional de Vacinação (PNV) da DGS, referiu ao PÚBLICO que a percentagem de 95% de pessoas vacinadas corresponde a uma média nacional, mas sublinhou que há pequenas comunidades, a nível local, com taxas mais altas de não-vacinados onde o risco aumenta.

Estas comunidades estão em bairros ou são famílias, são “pequenas populações”, afirmou. A DGS sabe onde estão as crianças que não cumpriram o PNV, mas ao PÚBLICO a especialista preferiu não especificar a sua dispersão geográfica para não lançar o pânico. “A nível local e regional estão a ser desenvolvidas acções” de sensibilização para conseguir a sua vacinação, acrescentou.

As “bolsas de não-vacinação” preocupam os especialistas, já que, como explicou Ricardo Mexia, da Associação Nacional de Médicos de Saúde Pública, a existência de um grupo que não esteja vacinado aumenta a probabilidade de contágio e de propagação da doença.

Em 2001, a taxa de vacinação era de 98% e em 2007 tinha baixado para 95%, lembra Ricardo Mexia. A vacina do sarampo tem “imunidade de grupo”, ou seja, têm de estar mais de 95% das crianças vacinadas para a população estar protegida, explica, por seu lado, Maria do Céu Machado, actualmente directora do departamento de Pediatria do Hospital Santa Maria.

Teresa Fernandes revelou ainda que as taxas mais baixas da cobertura da vacina foram detectadas sobretudo em crianças que tinham sete anos em 2016 e que não receberam a segunda dose.

Para esta especialista, apesar de, a nível europeu e mundial, existirem pais que não vacinam os filhos por serem contra, em Portugal esse fenómeno ainda não gera preocupação. Também Luís Varandas, da Comissão de Vacinas da Sociedade de Infecciologia Pediátrica e da Sociedade Portuguesa de Pediatria, não o considera problemático. “Podemos especular sobre as razões do reaparecimento [do sarampo] mas uma delas prende-se com a própria doença que é altamente contagiosa e não precisamos de muitos casos para se propagar”, comenta. “O outro aspecto são as bolsas de não-vacinação em termos europeus, porque há muito sarampo na Europa. E outro é a mobilidade: alguém que está em período de incubação e se desloque, facilmente transmite a doença. Se todos os anos temos 1% da população que não está vacinada, ao fim de cinco anos temos uma pool de pessoas não imune relativamente alto.”

Clusters de estrangeiros”

Já Maria do Ceú Machado diz que há “clusters de estrangeiros (sobretudo belgas e alemães) e alguns portugueses que se dizem esclarecidos”, nomeadamente um grupo nos arredores de Lisboa, que opta pela não-vacinação.

Segundo o Centro Europeu de Controlo de Doenças, o sarampo cresceu na Europa e quase todos as situações terão ligação ao surto que começou na Roménia em Fevereiro de 2016, país que lidera o número de surtos com mais de quatro mil casos, diz a Lusa. A agência refere que nos primeiros quatro meses do ano houve mais casos de sarampo em Portugal do que na última década.

As razões do reaparecimento do sarampo em Portugal ainda estão a ser analisadas. Francisco George lembrou que é necessária uma pesquisa grande já que o período em que pode haver contágio antes de aparecerem as erupções na pele é de até quatro dias e a incubação pode chegar às três semanas.

Só a partir de 1990 é que a vacina do sarampo foi generalizada em Portugal – por isso quem nasceu entre 1974 e 1990, em princípio, só recebeu uma dose. Até 1974, quando foi introduzida a vacina do sarampo no PNV, a maioria dos adultos contraía sarampo, pelo que nessa faixa etária há mais pessoas imunes. Neste momento, as recomendações são uma dose para os adultos. Em caso de dúvida sobre se se está ou não vacinado, deve-se vacinar, aconselha Teresa Fernandes.

Grupos vulneráveis

Além das pessoas que não estão vacinadas e das crianças até aos 12 meses, os profissionais de saúde e pessoas que não tiveram segunda dose estão entre os grupos vulneráveis, afirma Luís Varandas. “E quanto maior o tempo de contacto, maior a probabilidade de contrair a doença.”

A equipa do PNV está a chamar as crianças que não estão vacinadas. A vacinação não é 100% eficaz, mas a probabilidade de alguém vacinado apanhar sarampo baixa significativamente – além de se tornarem menos graves os sintomas, como febre, erupções cutâneas, tosse ou conjuntivite. O sarampo é uma das principais causas de morte de crianças no mundo, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). As encefalites, pneumonia e otites que degeneram em surdez são algumas das consequências mais perigosas.

A Teresa Fernandes, da DGS, rejeita a ideia de epidemia. Como a doença foi declarada eliminada pela OMS, “há um número de casos acima do esperado”. Também Luís Varandas não acredita num surto, mas diz que ” vai haver mais casos”.

Notícia corrigida: é encefalites e não encefalias

 

 

 

Roda dos Alimentos Mediterrânica Interativa

Fevereiro 28, 2017 às 8:00 pm | Publicado em Recursos educativos, Vídeos | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , ,

 

Roda da Alimentação Mediterrânica

http://nutrimento.pt/cartazes/a-roda-da-alimentacao-mediterranica/

A nova Roda dos Alimentos Mediterrânica interativa pode ser utilizada pelos profissionais da saúde e educação e disponibilizada em unidades de saúde, assim como no contexto de sala de aula como uma ferramenta para auxiliar os professores na abordagem ao tema.

Neste sentido e de forma a facilitar o seu acesso e utilização, considerando a dificuldade no acesso à internet por muitas instituições, disponibilizamos a roda em vários formatos de uso:

http://nutrimento.pt/noticias/roda-dos-alimentos-mediterranica-em-video-para-todos/

Pode um jogo online engordar uma criança? Autoridades de saúde dizem que sim

Fevereiro 24, 2017 às 10:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , ,

Notícia da http://www.tsf.pt/ de 14 de fevereiro de 2017.

lisa-soares

Nuno Guedes

Direção-Geral da Saúde alerta: pais devem ter cuidado com a publicidade na Internet a alimentos nocivos e dirigida, especialmente, a crianças e adolescentes.

O diretor do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável da Direção-Geral da Saúde (DGS) dá um exemplo que ele próprio já encontrou na Internet: um jogo, patrocinado, com chocolates.

À partida, parece uma brincadeira inofensiva, mas Pedro Graça diz que estamos perante uma das típicas publicidades “insidiosas” comum na Internet e nas redes sociais.

São casos como este e muitas outras formas de publicidade a alimentos nocivos para a saúde, para crianças e adolescentes, que levam a DGS a estar preocupada com a publicidade na Internet e a fazer um alerta aos pais, mas também ao Estado que deve regular.

Em declarações à TSF, Pedro Graça diz que um estudo recente feito no Canadá concluiu que 90% da publicidade a alimentos na Internet envolvia produtos de “má qualidade nutricional”, algo que em Portugal, até com a internacionalização de muitas marcas, “não será muito diferente”.

O responsável da DGS recorda que a publicidade nos meios tradicionais (rádios, TV, imprensa) foge cada vez mais para a Internet, um sítio onde, segundo afirma, os anúncios estão “fora de controlo” e onde as crianças e adolescentes passam cada vez mais tempo.

Pedro Graça sublinha que “estimamos que uma criança está em média uma ou duas horas por dia em frente à televisão, mas se lhe juntarmos a Internet esse tempo em frente aos ecrãs duplica e mesmo triplica ou quadruplica, o que aumenta a nossa preocupação”.

Um crescimento do sedentarismo que, segundo o especialista, é acompanhado muitas vezes pela publicidade a produtos altamente calóricos e maus do ponto de vista nutricional.

O diretor do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável cita ainda um estudo da Fundação para a Ciência e Tecnologia que diz que 55% das crianças portuguesas acedem à Internet diariamente por conta própria, a partir do seu quarto, enquanto que os pais portugueses são aqueles que na Europa menos “controlam os conteúdos de uma forma interativa com os filhos” (68 %).

Em declarações TSF, o deputado do PS, Pedro Delgado Alves, explica que as mudanças ao Código da Publicidade que estão a ser discutidas no Parlamento também vão atingir a Internet, mas admite que é muito difícil, quase impossível, regular tudo o que chega às crianças e adolescentes.

ouvir a reportagem no link:

http://www.tsf.pt/sociedade/interior/pode-um-jogo-online-engordar-uma-crianca-autoridades-de-saude-dizem-que-sim-5665827.html

Carta da Criança Hospitalizada e Zebedeu – Um Príncipe no Hospital em destaque no site da DGS

Fevereiro 17, 2017 às 12:00 pm | Publicado em O IAC na comunicação social, Publicações IAC-CEDI | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , ,

carta

Texto do site da https://www.dgs.pt/

A Carta da Criança Hospitalizada foi preparada por várias associações europeias em 1988, e o Sector da Humanização dos Serviços de Atendimento à Criança do Instituto de Apoio à Criança (IAC) publica, desde 1996, a sua versão em português.

A Carta da Criança Hospitalizada, nos seus dez princípios, define de forma clara um conjunto de direitos da Criança que, uma vez garantidos, asseguram a excelência do acolhimento e estadia da criança no hospital.

Em 2012, procurando cumprir um dos direitos consignados na própria Carta da Criança Hospitalizada – direito a receber uma informação adaptada à sua idade e compreensão -o IAC lançou o livro “Zebedeu – Um Príncipe no Hospital”, que aborda os direitos da criança no hospital, numa linguagem adaptada à compreensão do público infantil.

Para aceder a estes conteúdos, visite o website do IAC.

zebedeu

Página seguinte »


Entries e comentários feeds.