80 anos separam as histórias destes dois refugiados – eles têm mais em comum do que imagina – UNICEF

Fevereiro 22, 2017 às 8:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
Etiquetas: , , ,

mais informações:

https://www.unicef.pt/18/site_pr_unicef_-_novo_video_refugiados_2017_02_03.pdf

Inflação de notas continua a ser maior no ensino privado

Fevereiro 22, 2017 às 2:41 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , ,

Notícia do https://www.publico.pt/ de 21 de fevereiro de 2017.

O estudo mencionado na notícia é o seguinte:

Comparação das Classificações Internas no Ensino Secundário

Diferenças entre as notas internas dos alunos do ensino secundário também se fazem sentir por curso e região, segundo revela novo estudo da DGEEC.

Clara Viana

Em 2016, as notas atribuídas pelas instituições de ensino privadas aos seus alunos do secundário foram mais altas cerca de 0,67 valores do que as registadas no público. Em 2014, esta diferença estava nos 0,92 valores. O desalinhamento entre os dois subsistemas de ensino “acentuou-se entre 2011 e 2014, tendo-se posteriormente observado uma ligeira correcção nos anos de 2015 e 2016”, nota a Direcção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência (DGEEC) num novo estudo sobre as classificações internas (aquelas que são atribuídas pelos professores das escolas), com a data deste mês.

O estudo, divulgado no site da DGEEC, vem confirmar que, entre 2011 e 2016, os alunos do ensino público têm tido, em média, “classificações internas mais baixas do que os seus colegas do privado que, posteriormente, obtêm resultados iguais nos exames nacionais”.

A DGEEC justifica a importância desta análise pelo facto de o desalinhamento das notas entre escolas ser preocupante devido, em primeiro lugar “à questão da equidade entre alunos no concurso nacional de acesso ao ensino superior”. Bastam umas décimas a mais na média para um candidato ultrapassar centenas de outros, nomeadamente nos cursos mais disputados, como Medicina.

A DGEEC afirma que pretende contribuir com este estudo para “um debate informado sobre esta matéria”.

O regime de acesso ao ensino superior está a ser reavaliado, existindo já propostas no sentido de penalizar os candidatos que venham de escolas que inflacionem sistematicamente as notas. Também existem aquelas que dão notas internas sistematicamente mais baixas. São as que desalinham para baixo.

Para calcular o chamado indicador de alinhamento das notas a DGEEC compara as classificações internas atribuídas pelas escolas aos seus alunos com as classificações atribuídas pelas outras escolas do país a alunos que tiveram resultados semelhantes nos exames nacionais. E o que é que este exercício pode revelar?

Por exemplo, esclarece a DGEEC, “se as classificações internas atribuídas pela escola A são sistematicamente superiores às atribuídas pela escola B a alunos que obtêm os mesmos resultados nos exames, então é possível que a escola A esteja a utilizar critérios de avaliação do desempenho dos seus alunos diferentes dos utilizados pela escola B”.

Nem todas as privadas inflacionam

De regresso às diferenças entre público e privado, o que também se conclui neste estudo é que nem todas as privadas inflacionam notas. “Existe uma grande heterogeneidade dentro do subsistema privado e também, em menor grau, dentro do subsistema público”, frisa a DGEEC.

Esta heterogeneidade é comprovada pelo seguinte exercício: comparando alunos com resultados semelhantes nos exames nacionais, as classificações internas atribuídas pelos 15 estabelecimentos privados que mais inflacionaram as notas foram cerca de 1,91 valores mais elevadas, em 2014, do que as notas internas atribuídas pelos restantes colégios. Aquele valor desceu para 1,52 valores em 2016.

Já no ensino público, constatou-se que as notas internas dadas nas 15 escolas com notas mais inflacionadas foram, em 2016, cerca de 0,45 valores mais elevadas do que as classificações atribuídas pelos restantes estabelecimentos públicos.

Alunos de Línguas penalizados

Mas não é só entre o ensino público e privado que existem desalinhamentos de notas. Estes encontram-se também entre cursos e regiões.

Nos cursos científico-humanísticos do ensino secundário, que são os vocacionados para prosseguir estudos no superior, existem quatro opções: Artes Visuais, Línguas e Humanidades, Ciências Sócio-económicas e Ciências e Tecnologias. Esta última é a que tem actualmente mais estudantes.

Comparando alunos que tiveram resultados semelhantes nos exames, constatou-se que nas suas notas internas existe “um desalinhamento persistente entre os diversos cursos”. “Aos alunos de Línguas e Humanidades são, em média, atribuídas classificações internas mais baixas do que aos seus colegas de Ciências e Tecnologias”, conclui a DGEEC. Em 2016, este desalinhamento para cima foi de cerca de 0,67 valores a favor dos alunos de Ciências e Tecnologias.

 

 

 

“Tabaqueiras estão a fazer dinheiro à custa da saúde das crianças”

Fevereiro 22, 2017 às 12:00 pm | Publicado em Relatório, Vídeos | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , , , ,

Notícia da http://www.rtp.pt/noticias/ de 9 de fevereiro de 2017.

human-rights-watch

Paulo Alexandre Amaral – RTP 09 Fev, 2017, 20:22 / atualizado em 10 Fev, 2017

Uma investigação da Human Rights Watch dá conta dos malefícios do tabaco não apenas no consumidor final mas do outro lado da cadeia: entre milhares de crianças que a partir dos oito anos trabalham em plantações na Indonésia e se expõem durante as colheitas aos efeitos da absorção de nicotina e pesticidas altamente tóxicos para o ser humano. O relatório do ano passado é relembrado pela HRW numa semana em que o grupo Facing Finance publica o seu próprio texto denunciando as grandes multinacionais que lucram com violações ambientais e dos Direitos Humanos.

O relatório “Dirty Profits” (Lucro Sujo) do grupo Facing Finance, agora publicado, chama a atenção para a necessidade de implementar princípios éticos na regulamentação dos investimentos feitos pelas grandes companhias.

Um dos casos que surge neste texto é o das crianças que trabalham sem condições nas plantações de tabaco na Indonésia, uma investigação da HRW que aborda esse tema da relação das tabaqueiras com os locais de produção na Indonésia. Nessa investigação a HRW dá conta das perigosas condições de trabalho a que são submetidas estas crianças que são envolvidas na cadeia de produção da folha de tabaco.

Estamos a falar dos produtores que fornecem uma grande parte das grandes tabaqueiras, não apenas indonésias mas também mundiais, como a British American Tobacco e a Philip Morris International.

Nas 119 páginas do do relatório do ano passado “The Harvest is in My Blood’: Hazardous Child Labor in Tobacco Farming in Indonesia”, a organização de defesa dos Direitos Humanos estabelece a ligação entre a produção de tabaco e os problemas de saúde que afectam os trabalhadores, explicando a cadeia percorrida pelos produtos tóxicos até se instalarem no organismo.

As crianças são uma parcela significativa destes trabalhadores expostos à nicotina. Mas não apenas: além da nicotina, as crianças – muitas delas a partir dos oito anos – vê-se na situação de lidar com “químicos tóxicos, utensílios perigosos, carregar com pesos excessivos e trabalhar em períodos de calor extremo”, refere o texto, para advertir que estas condições de trabalho podem ter para estes pequenos trabalhadores “consequências duradouras tanto para a sua saúde como para o seu desenvolvimento”.

Quinto produtor mundial

A Indonésia ocupa o quinto lugar na produção mundial de tabaco. O país alberga mais de 500 mil quintas que se dedicam a este negócio. Um negócio que acaba por ser largamente lucrativo para os proprietários, já que uma larga fatia da mão-de-obra é constituída por crianças entre os 10 e os 17 anos.

De acordo com as contas da Organização Internacional do Trabalho, mais de milhão e meio de trabalhadores nesta faixa etária trabalham na Indonésia no sector da agricultura. Não há contudo números exactos para a fatia que está nas plantações de tabaco.

Sabe-se, de qualquer forma, que o sistema das tabaqueiras passa por uma cadeia de venda e revenda da folha de tabaco que pode começar nas quintas de pequena e média dimensão até chegar ao topo, as grandes companhias de transformação. Por norma, o sistema montado desta forma tende a desculpabilizar as grandes marcas, que garantem observar as regras sanitárias e de segurança. Quando são envolvidas em violações de leis laborais, não é raro atirarem para cima da mesa a questão das subcontratações, afirmando desconhecer o que é do conhecimento geral logo desde a base.

O trabalho infantil encaixa nesta classe de problema. Sedeadas em países ocidentais com leis restritas relativamente ao trabalho infantil, as grandes empresas tabaqueiras deslocalizam parte da produção e muitas vezes da transformação para países com autoridades judiciais permissivas, que fecham os olhos a este tipo de violação. O resultado é a poupança com os custos de trabalho.

A HRW exige neste relatório que as grandes multinacionais do tabaco façam alguma coisa para parar as violações laborais e proíbam os “seus” produtores de usarem crianças em contacto directo com o tabaco. O recado segue também para Jakarta, com a organização a instar o governo indonésio a regular a indústria de forma a não deixar escapar os culpados destas práticas ilegais.

“As companhias de tabaco estão a fazer dinheiro à custa da saúde das crianças obrigadas ao trabalho infantil na Indonésia”, acusa Margaret Wurth, uma das investigadoras da Human Rights Watch e co-autora do relatório.

Crianças com náuseas, vómitos, dores de cabeça

A investigação foi realizada em quatro províncias indonésias, três das quais contribuem com 90% do total nacional da produção de tabaco: Java Oriental, Java Central e a província ocidental de Nusa Tenggara.

Entre as 227 pessoas entrevistadas contavam-se 132 crianças com idades que iam dos 8 aos 17 anos, muitas das quais foram obrigadas a começar a trabalhar aos 12 anos.

Metade das crianças entrevistadas disse sofrer com náuseas, vómitos, dores de cabeça e tonturas, tudo sintomas relacionados com envenenamento por nicotina através da absorção pela pele.

Ayu, uma criança de 13 anos, disse aos investigadores que vomita todos os anos quando está a trabalhar na colheita de tabaco: “Eu comecei a vomitar quando já estava muito cansada de cortar e carregar as folhas de tabaco. Eu vomitei tantas vezes”.

Não há ainda estudos sobre os efeitos a longo prazo, mas os investigadores que estudam as consequências do tabagismo sugerem que a exposição à nicotina durante a infância pode acarretar o desenvolvimento do cérebro.

Uma combinação de nicotina e pesticidas

Muitas destas crianças explicaram como são obrigadas a manipular e aplicar pesticidas e outros químicos nas plantações. Será através da pele que muitas destas crianças absorvem quantidades letais de nicotina e pesticidas altamente nocivas para a saúde.

Riscos que tanto as crianças como os seus pais manifestaram desconhecer: a exposição prolongada a pesticidas pode provocar problemas crónicos graves como problemas respiratórios, cancro, depressão, problemas cognitivos e infertilidade.

Constatando que eram poucas as crianças ou os seus pais, alguns proprietários dessas pequenas quintas, que procediam de acordo com normas de segurança, a HRW vem agora exigir ao governo indonésio que faça sessões de esclarecimento e implemente planos de segurança para os trabalhadores dos campos de tabaco.

 

 

 

Música pra ti – Instrumentos improváveis -25 de Fevereiro no CCB

Fevereiro 22, 2017 às 11:17 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
Etiquetas: , , ,

capturar

25 fev / 8 abr / 27 mai / 24 jun

Miniconcertos

 Depois das apresentações singulares de Eli Gras, em Dezembro, e Pamelia Stickney, em Janeiro, o ciclo de miniconcertos Música pra Ti dedicado ao tema “instrumentos Improváveis” continua até Junho com muitos sons surpreendentes ainda por descobrir.

 Músicos de várias partes do mundo vão partilhar as suas invenções no universo multidisciplinar da música experimental e eletrónica, da construção de novos instrumentos com forte componente visual e das esculturas sonoras. Estes músicos originais vão atuar durante 30 minutos e, no final, responder a perguntas do público curioso.

 Os concertos Música pra Ti oferecem-se como um momento intimista que aposta na proximidade com a performance, em que o conhecimento e a experiência dos músicos são oferecidos a crianças e a adultos para satisfazer todas as suas curiosidades.

mais informações:

https://www.ccb.pt/Default/pt/FabricaDasArtes/Programacao/Espetaculos?a=721

Ação de Formação TAV – Técnico/a de Apoio à Vítima – 14 de março a 19 de abril em Lisboa

Fevereiro 22, 2017 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , ,

amcv

 

Técnico de Apoio à Vítima

“«Técnico de apoio à vítima» a pessoa devidamente habilitada que, no âmbito das suas funções, presta assistência directa às vítimas;” (Lei 112/09 de 16 de Setembro)

“1 — Constituem requisitos obrigatórios para a habilitação como técnico de apoio à vítima:

  1. a) A habilitação académica de nível superior na área das ciências sociais e humanas ou a posse de habilitação académica de nível superior noutra área, desde que, nesta situa-ção e, cumulativamente, o interessado detenha experiência profissional relevante no domínio da violência doméstica, requisito este cuja observância é verificada pela Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género (CIG);
  2. b) A frequência, com aproveitamento, de 90 horas de formação para técnicos de apoio à vítima.

(…)

4 — As pessoas que, à data da entrada em vigor do presente despacho, sejam detentoras de habilitação de nível secundário e exerçam, comprovadamente, a função de técnico de apoio à vítima ficam dispensadas do cumprimento do requisito da posse de habilitação de nível superior previsto na alínea a) do n.º 1.”

(in Despacho nº 6810-A/2010)

Objetivos:

Qualificar profissionais que atuam no domínio da Violência Doméstica e de Género e ou da prevenção da vitimação ou revitimação desta – Técnicos/as de Apoio à Vítima (artº2º da Lei nº112/2009 de 16 de setembro).

Destinatárias/os:

Profissionais que prestam apoio técnico directo às vítimas/sobreviventes de violência doméstica / violência nas relações de intimidade das seguintes áreas: educação, saúde e saúde mental, psicossocial, desenvolvimento comunitário, jurídica.

Programa/Conteúdos:

Metodologias de Formação:

Apresentação dos conteúdos; Brainstorming; Discussão de grupo; Análise de casos; Role Playing; Focus Group; Questionários e exercícios online.

Datas:

14 de Março a 19 de Abril de 2017

Sessões e-Learning: 14 de Março a 19 de Abril

Requisitos e-Learning: computador, internet, colunas.

Sessões presenciais: 14 de Março (14h – 17h); 21 e 28 Março, 04 de Abril (10h – 17h);

18 e 19 Abril (10h – 18h)

Local: Lisboa (local a confirmar)

Módulo Duração
e-Learning Presencial
I – Perspetiva História da Violência na Família 4h 2h
II – Vitimologia: Conceitos Gerais 6h
III – Violência Doméstica: Conhecer a situação e refletir sobre ela 17h 1h
IV – Violência Doméstica: Orientações para a Intervenção Psicossocial 11h 11h
V – A Lei e o Combate à Violência Doméstica 12h 6h
VI – Práticas Orientadas 6h 14h
Total
 56h  34h

 

 Inscrições:

Valor da Inscrição: 425,00 €*

* Desconto de 50% para associadas/os que tenham as quotas em dia ou se inscrevam até 60 dias antes da data de início da formação.

Pagamento: 50% do valor no momento da inscrição e os restantes 50% até ao dia 13 de Março.

Formas de Pagamento:

 Transferência Bancária (NIB – 0035 0557 00026804230 35)

 Cheque à ordem de AMCV – Associação de Mulheres Contra a Violência

 

(Enviar comprovativo com a inscrição por e-mail ou para a morada: R. João Villaret, 9 – 1000-182 Lisboa)

Data Limite de Inscrição: 08 Março

Inscrições limitadas a 15 participantes

Número Mínimo: 8 participantes

Certificação:

Para obtenção do certificado é necessário:

  1. 90% da frequência das sessões presenciais – 1 manhã ou tarde;
  2. Completar 2 questionários de avaliação com aproveitamento (e-Learning);
  3. Completar pelo menos 4 dos 5 exercícios propostos (e-Learning).

 

Informações Complementares:

mailto:formacao@amcv.org.pt/ 21 380 21 60

 

http://www.amcv.org.pt/pt

 


Entries e comentários feeds.