Aprovados mais de sete milhões de euros para integrar 200 psicólogos nas escolas

Julho 27, 2017 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do https://www.publico.pt/ de 12 de julho de 2017.

A integração de psicólogos nas escolas tem como objectivo apoiar o desenvolvimento psicológico dos alunos e prevenir o abandono escolar.

Lusa

Mais de sete milhões de euros foram aprovados no âmbito do Programa Operacional de Capital Humano (POCH) para financiar a integração de 200 psicólogos nas escolas, mais de metade para a região Norte.

Segundo a informação disponível no site do POCH, foram aprovados quatro milhões de euros de despesa total para a integração, até ao final de 2018, de 108 psicólogos em escolas da região Norte, 1,9 milhões para integrar 52 psicólogos em escolas da região Centro e 1,5 milhões para 40 novos profissionais para o Alentejo.

“A integração de 200 novos psicólogos em escolas públicas visa apoiar o desenvolvimento psicológico dos alunos, a melhoria da sua orientação escolar e profissional, bem como o apoio psicopedagógico às actividades educativas e ao sistema de relações da comunidade escolar”, explicam os técnicos do POCH.

O objectivo central do reforço da rede de psicólogos é a prevenção do abandono escolar precoce e do absentismo, através do diagnóstico das dificuldades que afectam a aprendizagem, de modo a agir atempadamente, identificando e analisando as causas do insucesso escolar e propondo medidas para o reduzir.

A falta de psicólogos nas escolas portuguesas tem sido reiterada, tanto pela comunidade educativa como pela Ordem dos Psicólogos, que em Abril estimou que seriam necessários 500 profissionais nos estabelecimentos de ensino.

Na altura, o bastonário da Ordem dos Psicólogos revelou que estava já prevista a contratação de 200 profissionais no âmbito do POCH, sublinhando que com estas integrações o rácio nas escolas passaria dos actuais 1/1700 para um psicólogo para cada 1100 alunos.

 

 

 

Três meses de prisão por deixarem o filho faltar às aulas

Dezembro 29, 2016 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do http://expresso.sapo.pt/ de 21 de dezembro de 2016.

Esta é a história dos pais de um estudante espanhol que por permitirem que o seu educando faltasse às aulas reiteradamente foram agora condenados a uma pena suspensa de três meses de prisão.

Os pais de um aluno residentes em Chiclana de la Frontera, Cádiz, sul de Espanha, foram condenados a três meses de prisão por terem permitido que o filho faltasse às aulas de forma reiterada durante quatro anos letivos. O aluno, agora maior de idade, tinha seis anos quando entrou para a escola (no ano letivo de 2000/2001) e 14 quando o caso chegou às mãos do Ministério Público (no ano letivo de 2008-2009).

Conta o “El País” que o tribunal de Cádiz deu como provado que os progenitores não cumpriram os seus deveres ao permitirem que o filho faltasse repetidamente às aulas. O processo chegou a tribunal no mês em que o estudante ‘baldou-se’ a 117 horas de horas de aulas num só mês.

Mas os pais não terão de cumprir a pena, por enquanto, já que o juiz suspendeu-a por dois anos, desde que façam o que lhes é devido. Decidiu ainda o juiz tornar pública esta sentença, proferida no mês passado, para dissuadir idênticas práticas por outras famílias. “Esta é a décima quarta condenação de pais de estudantes de Chiclana por absentismo escolar e a ideia é acabar com esta situação”, pode ler-se no comunicado emitido pelo tribunal.

mais informações na notícia:

Tres meses de cárcel por dejar a su hijo faltar a clase reiteradamente

 

I Encontro Distrital Absentismo e Abandono Escolar Precoce – Que Respostas?

Abril 6, 2016 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Informações:

926 57 56 40 / 265 550 600  cpcjsetubal@gmail.com

Mais de 60% dos jovens de Lisboa que vão a tribunal apresentam absentismo escolar

Novembro 11, 2014 às 11:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Diário de Notícias de 7 de novembro de 2014.

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por Lusa

Mais de 60% dos jovens de Lisboa que são presentes a juizes de menores por prática de crimes apresentam problemas de absentismo escolar, conclui uma investigação do Centro de Estudos Sociais (CES) de Coimbra a que a Lusa teve acesso.

Dos 104 casos analisados que foram a tribunal na área metropolitana de Lisboa, apenas três jovens tinham abandonado precocemente a escolaridade, referiu João Pedroso, coordenador do projeto de investigação, sublinhando que, para além do elevado absentismo escolar, 76% dos jovens tinham já uma ou mais retenções escolares.

Também mais de metade dos jovens que são sujeitos a julgamento têm comportamentos agressivos, um quarto apresenta “problemas de desobediência ou desrespeito pelas figuras de autoridade” e 21 jovens estavam “referenciados como tendo algum tipo de doença do foro mental”. 

De acordo com o estudo, cerca de metade destes jovens com processos tutelares educativos findos (processos que chegam à fase judicial) já tinham tido um contacto com o sistema judicial e quase um terço já tinha sido alvo de uma “medida tutelar educativa” – 18 na comunidade e 10 em internamento. 

“As retenções escolares estão relacionadas” com práticas de delinquência por parte dos jovens, observou João Pedroso, sublinhando que é necessária “uma deteção precoce” e a aplicação de “uma solução imediata”. 

De acordo com o investigador do CES, “não é possível pensar numa solução sem se pensar na escola”, considerando que é importante uma atenção especial por parte dos estabelecimentos de ensino, mas que terá de envolver “a família e o meio” onde os jovens vivem. 

“Deve haver uma política especial para jovens” que têm retenções, referindo que as medidas que existem “não chegam”. 

O estudo regista também que os jovens que vão a tribunal de menores são “ligeiramente mais velhos” que os jovens dos inquéritos arquivados. 

Nos inquéritos arquivados, 83,7% dos jovens são de nacionalidade portuguesa (em contraste com 75,9% dos processos que foram a tribunal) e apresentavam níveis de absentismo e de retenções escolares mais baixas – 30% e 61% respetivamente. 

Nestas situações, o inquérito educativo foi o primeiro contacto com o sistema judicial para a maioria dos jovens, sendo que 87,2% não tinham processo tutelar educativo anterior. 

Nos inquéritos arquivados, os tipos de crime mais comuns foram furtos (41%) e ofensas corporais (21%), sendo que nos processos que chegaram ao tribunal também são ofensas corporais e furtos, seguidos de ameaças, injúrias e roubos. 

O estudo do CES analisou 100 inquéritos tutelares educativos arquivados e 104 processos tutelares findos, de 2012, provenientes dos tribunais de família e menores de Lisboa, Setúbal, Barreiro, Loures e o Juízo de Família e Menores Grande Lisboa-Noroeste (Sintra).

Os resultados do projeto de investigação serão também discutidos e apresentados hoje no colóquio internacional “@s Jovens e o crime – Transgressões e justiça tutelar”, que decorre na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra.

 

 

 

 

Colóquio “Falta de Assiduidade e Abandono Escolar” com a participação de Melanie Tavares e Andreia Correia do IAC

Abril 10, 2014 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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A Dra. Melanie Tavares, Coordenadora da Mediação Escolar do Instituto de Apoio à Criança e Andreia Correia IAC/Mediação Escolar irão participar no Colóquio “Falta de Assiduidade e Abandono Escolar” no dia 23 de abril de 2014.

abandono

 

Comissão de Proteção de Crianças e Jovens de Figueira de Castelo Rodrigo

Avenida Heróis de Castelo Rodrigo
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Escolas TEIP são um sucesso, mas algumas poderão sair do programa

Junho 29, 2012 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Relatório | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 20 de Junho de 2012.

Relatório TEIP 2010/11 Aqui

Por Bárbara Wong

Menos indisciplina, menos absentismo, mais sucesso escolar. É assim que a Direcção-Geral de Educação (DGES) avalia os 105 agrupamentos de escolas em Territórios de Educação de Intervenção Prioritária (TEIP) e conclui que o trabalho que estes fazem é fundamental mas que alguns poderão sair do programa.

 

Os TEIP conseguiram, quando comparados os resultados entre 2008/2009 e 2010/2011, diminuir o abandono escolar, trazendo-o para números muito semelhantes aos dados nacionais; reduzir a indisciplina e o absentismo. Em termos de sucesso educativo, verificou-se a diminyição, embora os valores continuem a ser superiores aos nacionais.

A DGE, um serviço do Ministério da Educação e Ciência, defende que este programa – que envolve 141.881 alunos, 11% do bolo nacional – deve continuar, mas deve ser revisto. É necessário “reconfigurar o lote de agrupamentos que devem permanecer” e “equacionar a integração de novos agrupamentos”. A DGE defende ainda que estas escolas devem ter “mais liberdade” e autonomia. A tutela deve ainda apostar na formação dos professores em planeamento e avaliação organizacional; e difundir as boas práticas.

Investimento de 20 milhões

Foram investidos nos TEIP mais de 20,5 milhões de euros. Destes 3.853.959 euros foram para aquisição de bens e serviços e 16,7 milhões foram para vencimentos. Entre 1 de Setembro de 2010 e 31 de Agosto de 2011, o número de professores e de técnicos nos TEIP aumentou, mais 965. Foram contratados professores (491), animadores (186), técnicos de serviço social (84), psicólogos (45), mediadores (40), educadores sociais (37), entre outros.

Este investimento teve como resultados directos a diminuição da percentagem de alunos que abandonaram a escola. Esta fez-se sentir em todos os ciclos, mas de forma mais acentuada no 3.º – 99,5% dos alunos no básico regular não interromperam precocemente o seu percurso, valor que fica abaixo do registado a nível nacional em apenas 0,1 pontos percentuais. O que significa que os TEIP apresentam percentagens muito próximas das nacionais. Esta quebra deve-se, segundo as escolas, ao trabalho dos directores de turma e das equipas multidisciplinares.

No ensino básico, 62% dos agrupamentos TEIP diminuiu a percentagem de alunos que não frequentam a escola.

Quanto à indisciplina, e comparando os dados de 2008/2009 com os de 2010/2011, observa-se um decréscimo de 14,4 para 12,4% no número de alunos envolvidos em ocorrências disciplinares; de 19,2% para 12,6 o número de estudantes alvo de medidas correctivas e de 4,2 para 3,3% os que foram alvo de medidas disciplinares sancionatórias. Metade dos TEIP diminuiu o número de ocorrências por aluno.

Também se verificou a diminuição do absentismo, o número de alunos que ultrapassaram o limite legal de faltas injustificadas também baixou.

Menos insucesso

Nos TEIP assiste-se ainda a uma tendência de diminuição da percentagem do insucesso, embora continue a apresentar valores superiores aos registados a nível nacional. Mais de 63% dos agrupamentos aumentaram a percentagem de sucesso em todos os ciclos do básico e nove em cada dez alunos do básico passaram de ano ou concluíram o ciclo de estudos em que estavam inscritos.

A maior parte da população escolar dos agrupamentos TEIP concentra-se no ensino básico, com forte incidência para o 1.º ciclo (36,8%), no 2.º e no 3.º ciclo são 20% e 19,6%, respectivamente. No ensino secundário estão integrados apenas 5,5% de alunos e o pré-escolar abrange 11,9%.

Os objectivo dos projectos das escolas TEIP é melhorar os resultados escolares e promover a qualidade do percurso escolar dos alunos, eliminar a interrupção precoce do percurso escolar e o absentismo, diminuir a indisciplina e reforçar o estabelecimento de relações da escola com as famílias e a comunidade.

No grupo das 105 agrupamentos que integra os TEIP, encontram-se agrupamentos que têm mais de 10% de alunos cujo a língua materna não é o português. Há vários agrupamentos com mais de 100 estudantes nesta situação.

Há agrupamentos cuja percentagem de mães com o 12.º ano ou mais é inferior a 5%. Mais de 10% do total dos alunos são de etnia cigana. Em 12 deles há mais de 100 alunos ciganos e em alguns casos são mais de 200. Em metade dos agrupamentos existe 50 a 75% de alunos com apoio da acção social escolar, atingindo, em alguns casos, os 80%. Metade das famílias dos alunos que frequentam estas escolas é beneficiária do Rendimento Social de Inserção, uma percentagem semelhante no que diz respeito às sinalizações para as comissões de Protecção de Crianças e Jovens.

 

 

Um em cada dez alunos tem de ser vigiado na escola

Maio 15, 2011 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Diário de Notícias de 8 de Maio de 2011.

Crise faz aumentar casos de crianças negligenciadas

Dezembro 22, 2010 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Artigo do Diário de Notícias de 6 de Dezembro de 2010.

Fotografia Diário de Notícias

Fotografia Diário de Notícias

por ANA BELA FERREIRA

Comissões de menores e tribunais estão a registar mais casos. Só em Lisboa subiram 42,5%, e no Barreiro passaram de 144 para 292.

João ia para a escola sem livros e sem dinheiro para as refeições. O caso obrigou a mãe a ir a tribunal, onde esta admitiu não poder pagar as despesas porque estava desempregada e se tinha esquecido de tratar dos papéis da acção social escolar do filho.

Tal como o João, as dificuldades financeiras das famílias estão a levar às comissões de protecção de crianças e jovens em risco (CPCJ) e aos tribunais de menores mais casos de crianças mal nutridas, que faltam à escola, que ficam sozinhas em casa ou que são vítimas de violência doméstica.

Só no Tribunal de Menores do Barreiro o aumento é de 103%, e no de Lisboa chega aos 45,2%. Para as situações de perigo, em que é mesmo necessário retirar a criança, também há menos soluções porque as instituições estão a ficar sem capacidade de resposta.

“Em 2009, abrimos 252 processos de promoção e protecção. Este ano, até final de Novembro, já foram abertos 366”, disse ao DN Celso Manata, procurador do Tribunal de Menores de Lisboa. Estes processos podem ser abertos por vários motivos (e também pelas CPCJ), mas a negligência e os maus tratos são os mais comuns.

No Tribunal de Menores do Barreiro o aumento é ainda mais acentuado. O juiz António Fialho revela ao DN que “até dia 1 de Dezembro foram abertos 292 processos”, enquanto no mesmo período de 2009 foram 144. A maioria por “absentismo e abandono escolar, maus tratos e negligência”.

Casos como o de João são resolvidos com um apoio financeiro da Segurança Social, que pode ser accionado por CPCJ e tribunais, mas cuja duração máxima é de 18 meses. E que, segundo apurou o DN, tem sido suspenso em alguns casos, sem motivo aparente. “Estas famílias são acompanhas pela Segurança Social, e o dinheiro é apenas até voltarem a endireitar a vida”, acrescenta o juiz do Barreiro. E sempre para um fim específico, como uma ama ou o ATL.

Na Comissão de Protecção de Menores de Sintra Ocidental, os casos sinalizados até ao final de Novembro já excediam em cem os acompanhados em todo o ano anterior. Em 2009, 512 menores foram aqui seguidos, a maioria por terem sido negligenciados ou mal tratados pelos pais. “Mas este ano devemos chegar aos 700”, disse ao DN Teresa Villas, presidente da comissão, sublinhando que a situação das famílias se está a agravar de forma assustadora. Muitas vezes, atrás do desemprego e das carências económicas vêm casos de desespero e perturbações emocionais, que desencadeiam alcoolismos, dependências ou violências.

No Barreiro também se sentem mais factores de risco, embora ainda não seja possível atribui-los à crise. “Os problemas são os mesmos: absentismo escolar, negligência, maus tratos e violência doméstica”, diz Rita Carvalho, presidente. “O desemprego é muitas vezes motor desse desequilíbrio.”

Nas áreas menos habitadas não se nota a subida. Em Vizela, apesar da negligência não ter subido, as técnicas referem que nas famílias sinalizadas se notam carências maiores. “Não é pela falta de dinheiro que as famílias são acompanhadas, mas em alguns casos deparamo-nos com mais carências e encaminhamo-las para instituições, como o Banco Alimentar”, diz Diana Ramos, presidente. Já em Silves, a subida que se nota é nos pedidos de apoios à Segurança Social.

O presidente da Comissão Nacional de Crianças e Jovens em Risco, Armando Leandro, diz desconhecer ainda o cenário do País. “Só quando tivermos dados perceberemos se a crise está a reflectir- -se nos problemas das crianças”, disse, admitindo que “é provável que leve a consequências deste tipo”. Também a secretária de Estado Adjunta e da Reabilitação, Idália Moniz, recusa “alarme social”. “Apenas digo que estaremos cá para avaliar e responder ao que for preciso”, afirmou ao DN


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