“Futoko”. Cada vez mais crianças japonesas abandonam a escola

Dezembro 31, 2019 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Diário de Notícias de 23 de dezembro de 2019.

Regras muito rígidas e dificuldades de socialização estão entre as razões apontadas para que mais de 160 mil crianças, só no ano passado, tenham desistido das aulas no Japão.

Dificuldades de comunicação, regras rígidas – como a obrigação de pintar o cabelo de preto -, problemas financeiros e familiares. Estas são algumas das razões que levam cada vez mais crianças japonesas a recusarem ir à escola. O ano passado foi batido um recorde no país, quando mais de 160 mil alunos faltaram às aulas por mais de um mês. A alternativa para estas crianças são as “escolas livres”, mas as habilitações conseguidas com este modelo escolar não é reconhecido.

O absentismo das crianças japonesas é um fenómeno que até já recebeu um nome: “futoko“. Mas a atitude japonesa em relação ao abandono escolar, escreve a BBC, foi sofrendo alterações ao longo dos anos.

Até 1992, a recusa em participar nas atividades escolares – então chamada tokokyoshi (resistência) – era considerada um tipo de doença mental. Em 1997 a terminologia mudou para “futoko”, um termo mais neutro e que significa “ausência”.

Em outubro, o governo japonês anunciou que o absentismo entre os alunos do primeiro e segundo ciclos atingiu um recorde, com 164.528 crianças ausentes por 30 dias ou mais em 2018, por comparação com as 144.031 em 2017.

A alternativa ao ensino regular para estas crianças são as chamadas “escolas alternativas” ou “escolas livres”, um movimento que teve início no Japão nos anos 80, em resposta ao número crescente de “futoko“.

Há escolas que impõe a cor da roupa interior dos alunos

São escolas que assentam em princípios de liberdade e individualidade, mas não dão às crianças uma qualificação reconhecida. O número de estudantes que frequenta escolas alternativas em vez de escolas regulares aumentou ao longo dos anos, de 7.424 em 1992 para 20.346 em 2017.

Além do abandono escolar, cresce ainda um outro fenómeno entre os alunos das escolas japonesas e muito mais perturbador: em 2018, o número de suicídios de estudantes foi o mais elevado em 30 anos, com 332 casos.

O que leva uma criança a recusar ir à escola, no Japão, pode envolver problemas familiares, dificuldades de socialização, divergências com amigos ou bullying, apontou um estudo realizado pelo Ministério da Educação japonês.

Os alunos que desistiram da escola dizem que o fizeram porque não se davam bem com outros alunos ou, às vezes, com os professores. Há muitos jovens que não se sentem confortáveis com as regras rígidas impostas nas escolas do Japão que muitas vezes obrigam os alunos a pintar o cabelo de preto, ou que não permitem que os estudantes usem calças justas ou casacos, mesmo em dias frios. Há casos em que até a cor da roupa interior é imposta pela escola.

Encontro “Olhares Sobre a Realidade : Crianças e Jovens” com a presença de Paula Duarte do IAC, 4 dezembro na Casa Municipal da Cultura de Coimbra

Novembro 29, 2019 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Dia 4 de dezembro realiza se o Encontro “Olhares Sobre a Realidade”, na Casa Municipal da Cultura de Coimbra, das 10h00 às 17h30.

Esta é uma iniciativa da Divisão de Intervenção e Ação Social – Grupo de Trabalho de Crianças e Jovens – do qual o IAC é parceiro.

A inscrição é gratuita limitada a 150 participantes.

Programa e inscrição em https://forms.gle/Ph3CAA21z3zo3EeV6

A Dra. Paula Duarte, coordenadora do Instituto de Apoio à Criança – Pólo de Coimbra irá participar no 2º painel “Absentismo e abandono escolar”

Projecto de “inclusão emancipada” diminui absentismo escolar entre crianças ciganas

Novembro 26, 2019 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 19 de novembro de 2019.

Alunos foram colocados como “o centro das atenções na sala de aula” por investigadores da Universidade do Minho, que trabalharam num agrupamento de escolas de Vila Verde, Braga.

Lusa

O projecto “Rise”, aplicado num agrupamento escolar de Vila Verde, Braga, “conseguiu” diminuir o absentismo e insucesso escolar de alunos ciganos ao “inverter” o paradigma Ensino/Apendizagem, procurando uma “inclusão emancipada” ao colocar o aluno “no centro das atenções”.

Em declarações à Lusa, a professora da Universidade do Minho e coordenadora do programa, RISE – Roma Inclusive School Experiences, Maria José Casa-Nova, explicou que o projecto assenta em três pilares: articulação entre famílias e escola; interculturalidade e diálogo; formação de professores e articulação curricular.

Com base neste projecto, que teve início em 2018 e termina em Março de 2020, pretende-se que seja feito um “booklet” de boas práticas para serem seguidas noutras escolas frequentadas por crianças ciganas e de outras minorias socioeconómicas, sendo que o “Rise” foi aplicado no pré-escolar, primeiro e segundo ciclo.

“Mais do que resultados quantitativos deste tipo de projectos é preciso retirar resultados qualificativos. Se por um lado é possível quantificar um menor abandono escolar e taxas de insucesso a diminuir, por outro é preciso salientar esses resultados foram conseguidos pela inversão do paradigma Ensino/Aprendizagem para Aprendizagem/Ensino, colocando o aluno como o centro das atenções na sala de aula”, explicou a docente da Universidade do Minho e também membro do Observatório das Comunidades Ciganas, Maria José Casa-Nova.

Para aquela “inversão”, os professores incluídos no projecto usaram “dispositivos pedagógicos” para levar os alunos a aprender as matérias escolares através do uso de mecanismos que fizeram deles “os protagonistas” das aulas.

“Por exemplo, foi pedido que levassem materiais para construir casas e nelas colocar aquilo que eles têm em casa deles. Neste exercício foi possível ver a multiculturalidade entre as crianças envolvidas e evidenciar as diferenças mas de forma positiva, enquanto aprendiam noções de matemática, meio físico e português”, apontou a investigadora.

Quanto ao primeiro dos pilares referidos por Maria José Casa-Nova, a participação das famílias nas actividades e dinamização escolar, a investigadora disse ser possível concluir que “os pais e familiares das crianças ciganas aderiram e entraram em diálogo com os pais das outras crianças, que se mostraram cada vez mais receptivos às suas ideias e forma de participar no contexto escolar”.

“Conseguiu-se criar uma rede de sociabilidade sem que tenha havido má recepção de nenhuma das partes”, salientou.

No segundo pilar, a formação dos professores, a investigadora apontou a “boa receptividade às acções de formação e o bom entendimento por parte dos docentes da inversão da equação Ensino/Aprendizagem”.

O terceiro pilar, a articulação curricular, “foi aquele do qual mais resultados qualitativos foi possível retirar com o uso e construção dos dispositivos pedagógicos”.

Para Maria José Casa-Nova uma das “mais-valias” do projecto é ter tornado possível “incutir nas crianças, desde cedo, a consciência o não-uso de práticas de desigualdade de género, trabalhar com elas para que percebam que homem e mulher podem fazer as mesmas coisas e que estão em igualdade de circunstâncias.

A coordenadora do “Rise”, embora reconhecendo que “estas alterações de mentalidades não acontecem num ano, nem em dois ou três”, salientou que “por algum lado tem que começar e ao começar desde cedo nos mais novos permite que eles levem estas ideias para casa e as comecem também a difundir e aplicar na sua comunidade”.

Por isso, Maria José Casa-Nova fala em “inclusão emancipada”: “Grande parte destas crianças, como outras noutros contextos socioeconómicos de descriminação, se não forem à escola buscar ferramentas de educação não as vão ter em lado nenhum. Por isso a escola tem que agir e formar ao mesmo tempo, trabalhando de forma a que cada sujeito possa fazer o seu caminho de emancipação”, explicou.

Os resultados do projecto, aplicado também em Itália e na Eslovénia, financiado pelo programa Direitos, Igualdade e Cidadania da Comissão Europeia, vão ser apresentados esta terça-feira na Universidade do Minho.

Aprovados mais de sete milhões de euros para integrar 200 psicólogos nas escolas

Julho 27, 2017 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do https://www.publico.pt/ de 12 de julho de 2017.

A integração de psicólogos nas escolas tem como objectivo apoiar o desenvolvimento psicológico dos alunos e prevenir o abandono escolar.

Lusa

Mais de sete milhões de euros foram aprovados no âmbito do Programa Operacional de Capital Humano (POCH) para financiar a integração de 200 psicólogos nas escolas, mais de metade para a região Norte.

Segundo a informação disponível no site do POCH, foram aprovados quatro milhões de euros de despesa total para a integração, até ao final de 2018, de 108 psicólogos em escolas da região Norte, 1,9 milhões para integrar 52 psicólogos em escolas da região Centro e 1,5 milhões para 40 novos profissionais para o Alentejo.

“A integração de 200 novos psicólogos em escolas públicas visa apoiar o desenvolvimento psicológico dos alunos, a melhoria da sua orientação escolar e profissional, bem como o apoio psicopedagógico às actividades educativas e ao sistema de relações da comunidade escolar”, explicam os técnicos do POCH.

O objectivo central do reforço da rede de psicólogos é a prevenção do abandono escolar precoce e do absentismo, através do diagnóstico das dificuldades que afectam a aprendizagem, de modo a agir atempadamente, identificando e analisando as causas do insucesso escolar e propondo medidas para o reduzir.

A falta de psicólogos nas escolas portuguesas tem sido reiterada, tanto pela comunidade educativa como pela Ordem dos Psicólogos, que em Abril estimou que seriam necessários 500 profissionais nos estabelecimentos de ensino.

Na altura, o bastonário da Ordem dos Psicólogos revelou que estava já prevista a contratação de 200 profissionais no âmbito do POCH, sublinhando que com estas integrações o rácio nas escolas passaria dos actuais 1/1700 para um psicólogo para cada 1100 alunos.

 

 

 

Três meses de prisão por deixarem o filho faltar às aulas

Dezembro 29, 2016 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do http://expresso.sapo.pt/ de 21 de dezembro de 2016.

Esta é a história dos pais de um estudante espanhol que por permitirem que o seu educando faltasse às aulas reiteradamente foram agora condenados a uma pena suspensa de três meses de prisão.

Os pais de um aluno residentes em Chiclana de la Frontera, Cádiz, sul de Espanha, foram condenados a três meses de prisão por terem permitido que o filho faltasse às aulas de forma reiterada durante quatro anos letivos. O aluno, agora maior de idade, tinha seis anos quando entrou para a escola (no ano letivo de 2000/2001) e 14 quando o caso chegou às mãos do Ministério Público (no ano letivo de 2008-2009).

Conta o “El País” que o tribunal de Cádiz deu como provado que os progenitores não cumpriram os seus deveres ao permitirem que o filho faltasse repetidamente às aulas. O processo chegou a tribunal no mês em que o estudante ‘baldou-se’ a 117 horas de horas de aulas num só mês.

Mas os pais não terão de cumprir a pena, por enquanto, já que o juiz suspendeu-a por dois anos, desde que façam o que lhes é devido. Decidiu ainda o juiz tornar pública esta sentença, proferida no mês passado, para dissuadir idênticas práticas por outras famílias. “Esta é a décima quarta condenação de pais de estudantes de Chiclana por absentismo escolar e a ideia é acabar com esta situação”, pode ler-se no comunicado emitido pelo tribunal.

mais informações na notícia:

Tres meses de cárcel por dejar a su hijo faltar a clase reiteradamente

 

I Encontro Distrital Absentismo e Abandono Escolar Precoce – Que Respostas?

Abril 6, 2016 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Informações:

926 57 56 40 / 265 550 600  cpcjsetubal@gmail.com

Mais de 60% dos jovens de Lisboa que vão a tribunal apresentam absentismo escolar

Novembro 11, 2014 às 11:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Diário de Notícias de 7 de novembro de 2014.

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por Lusa

Mais de 60% dos jovens de Lisboa que são presentes a juizes de menores por prática de crimes apresentam problemas de absentismo escolar, conclui uma investigação do Centro de Estudos Sociais (CES) de Coimbra a que a Lusa teve acesso.

Dos 104 casos analisados que foram a tribunal na área metropolitana de Lisboa, apenas três jovens tinham abandonado precocemente a escolaridade, referiu João Pedroso, coordenador do projeto de investigação, sublinhando que, para além do elevado absentismo escolar, 76% dos jovens tinham já uma ou mais retenções escolares.

Também mais de metade dos jovens que são sujeitos a julgamento têm comportamentos agressivos, um quarto apresenta “problemas de desobediência ou desrespeito pelas figuras de autoridade” e 21 jovens estavam “referenciados como tendo algum tipo de doença do foro mental”. 

De acordo com o estudo, cerca de metade destes jovens com processos tutelares educativos findos (processos que chegam à fase judicial) já tinham tido um contacto com o sistema judicial e quase um terço já tinha sido alvo de uma “medida tutelar educativa” – 18 na comunidade e 10 em internamento. 

“As retenções escolares estão relacionadas” com práticas de delinquência por parte dos jovens, observou João Pedroso, sublinhando que é necessária “uma deteção precoce” e a aplicação de “uma solução imediata”. 

De acordo com o investigador do CES, “não é possível pensar numa solução sem se pensar na escola”, considerando que é importante uma atenção especial por parte dos estabelecimentos de ensino, mas que terá de envolver “a família e o meio” onde os jovens vivem. 

“Deve haver uma política especial para jovens” que têm retenções, referindo que as medidas que existem “não chegam”. 

O estudo regista também que os jovens que vão a tribunal de menores são “ligeiramente mais velhos” que os jovens dos inquéritos arquivados. 

Nos inquéritos arquivados, 83,7% dos jovens são de nacionalidade portuguesa (em contraste com 75,9% dos processos que foram a tribunal) e apresentavam níveis de absentismo e de retenções escolares mais baixas – 30% e 61% respetivamente. 

Nestas situações, o inquérito educativo foi o primeiro contacto com o sistema judicial para a maioria dos jovens, sendo que 87,2% não tinham processo tutelar educativo anterior. 

Nos inquéritos arquivados, os tipos de crime mais comuns foram furtos (41%) e ofensas corporais (21%), sendo que nos processos que chegaram ao tribunal também são ofensas corporais e furtos, seguidos de ameaças, injúrias e roubos. 

O estudo do CES analisou 100 inquéritos tutelares educativos arquivados e 104 processos tutelares findos, de 2012, provenientes dos tribunais de família e menores de Lisboa, Setúbal, Barreiro, Loures e o Juízo de Família e Menores Grande Lisboa-Noroeste (Sintra).

Os resultados do projeto de investigação serão também discutidos e apresentados hoje no colóquio internacional “@s Jovens e o crime – Transgressões e justiça tutelar”, que decorre na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra.

 

 

 

 

Colóquio “Falta de Assiduidade e Abandono Escolar” com a participação de Melanie Tavares e Andreia Correia do IAC

Abril 10, 2014 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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A Dra. Melanie Tavares, Coordenadora da Mediação Escolar do Instituto de Apoio à Criança e Andreia Correia IAC/Mediação Escolar irão participar no Colóquio “Falta de Assiduidade e Abandono Escolar” no dia 23 de abril de 2014.

abandono

 

Comissão de Proteção de Crianças e Jovens de Figueira de Castelo Rodrigo

Avenida Heróis de Castelo Rodrigo
Edifício do Ninho de Empresas do Conhecimento
6440 -113 Figueira de Castelo Rodrigo
telefone: 271 319 019
e-mail:
cpcj.fcr@gmail.com

Escolas TEIP são um sucesso, mas algumas poderão sair do programa

Junho 29, 2012 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Relatório | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 20 de Junho de 2012.

Relatório TEIP 2010/11 Aqui

Por Bárbara Wong

Menos indisciplina, menos absentismo, mais sucesso escolar. É assim que a Direcção-Geral de Educação (DGES) avalia os 105 agrupamentos de escolas em Territórios de Educação de Intervenção Prioritária (TEIP) e conclui que o trabalho que estes fazem é fundamental mas que alguns poderão sair do programa.

 

Os TEIP conseguiram, quando comparados os resultados entre 2008/2009 e 2010/2011, diminuir o abandono escolar, trazendo-o para números muito semelhantes aos dados nacionais; reduzir a indisciplina e o absentismo. Em termos de sucesso educativo, verificou-se a diminyição, embora os valores continuem a ser superiores aos nacionais.

A DGE, um serviço do Ministério da Educação e Ciência, defende que este programa – que envolve 141.881 alunos, 11% do bolo nacional – deve continuar, mas deve ser revisto. É necessário “reconfigurar o lote de agrupamentos que devem permanecer” e “equacionar a integração de novos agrupamentos”. A DGE defende ainda que estas escolas devem ter “mais liberdade” e autonomia. A tutela deve ainda apostar na formação dos professores em planeamento e avaliação organizacional; e difundir as boas práticas.

Investimento de 20 milhões

Foram investidos nos TEIP mais de 20,5 milhões de euros. Destes 3.853.959 euros foram para aquisição de bens e serviços e 16,7 milhões foram para vencimentos. Entre 1 de Setembro de 2010 e 31 de Agosto de 2011, o número de professores e de técnicos nos TEIP aumentou, mais 965. Foram contratados professores (491), animadores (186), técnicos de serviço social (84), psicólogos (45), mediadores (40), educadores sociais (37), entre outros.

Este investimento teve como resultados directos a diminuição da percentagem de alunos que abandonaram a escola. Esta fez-se sentir em todos os ciclos, mas de forma mais acentuada no 3.º – 99,5% dos alunos no básico regular não interromperam precocemente o seu percurso, valor que fica abaixo do registado a nível nacional em apenas 0,1 pontos percentuais. O que significa que os TEIP apresentam percentagens muito próximas das nacionais. Esta quebra deve-se, segundo as escolas, ao trabalho dos directores de turma e das equipas multidisciplinares.

No ensino básico, 62% dos agrupamentos TEIP diminuiu a percentagem de alunos que não frequentam a escola.

Quanto à indisciplina, e comparando os dados de 2008/2009 com os de 2010/2011, observa-se um decréscimo de 14,4 para 12,4% no número de alunos envolvidos em ocorrências disciplinares; de 19,2% para 12,6 o número de estudantes alvo de medidas correctivas e de 4,2 para 3,3% os que foram alvo de medidas disciplinares sancionatórias. Metade dos TEIP diminuiu o número de ocorrências por aluno.

Também se verificou a diminuição do absentismo, o número de alunos que ultrapassaram o limite legal de faltas injustificadas também baixou.

Menos insucesso

Nos TEIP assiste-se ainda a uma tendência de diminuição da percentagem do insucesso, embora continue a apresentar valores superiores aos registados a nível nacional. Mais de 63% dos agrupamentos aumentaram a percentagem de sucesso em todos os ciclos do básico e nove em cada dez alunos do básico passaram de ano ou concluíram o ciclo de estudos em que estavam inscritos.

A maior parte da população escolar dos agrupamentos TEIP concentra-se no ensino básico, com forte incidência para o 1.º ciclo (36,8%), no 2.º e no 3.º ciclo são 20% e 19,6%, respectivamente. No ensino secundário estão integrados apenas 5,5% de alunos e o pré-escolar abrange 11,9%.

Os objectivo dos projectos das escolas TEIP é melhorar os resultados escolares e promover a qualidade do percurso escolar dos alunos, eliminar a interrupção precoce do percurso escolar e o absentismo, diminuir a indisciplina e reforçar o estabelecimento de relações da escola com as famílias e a comunidade.

No grupo das 105 agrupamentos que integra os TEIP, encontram-se agrupamentos que têm mais de 10% de alunos cujo a língua materna não é o português. Há vários agrupamentos com mais de 100 estudantes nesta situação.

Há agrupamentos cuja percentagem de mães com o 12.º ano ou mais é inferior a 5%. Mais de 10% do total dos alunos são de etnia cigana. Em 12 deles há mais de 100 alunos ciganos e em alguns casos são mais de 200. Em metade dos agrupamentos existe 50 a 75% de alunos com apoio da acção social escolar, atingindo, em alguns casos, os 80%. Metade das famílias dos alunos que frequentam estas escolas é beneficiária do Rendimento Social de Inserção, uma percentagem semelhante no que diz respeito às sinalizações para as comissões de Protecção de Crianças e Jovens.

 

 

Um em cada dez alunos tem de ser vigiado na escola

Maio 15, 2011 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Diário de Notícias de 8 de Maio de 2011.

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