51 dias 51 crianças – Intervenção Humanitária da Unicef em Gaza

Agosto 17, 2015 às 1:00 pm | Publicado em Campanhas em Defesa dos Direitos da Criança, Divulgação | Deixe um comentário
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© UNICEF SoP Eyad El Babatexto do Facebook da Unicef Portugal de 17 de agosto de 2015.

51 dias 51 crianças – Dia 21: Maryam, 10 anos “Vivo numa casa minúscula no campo de refugiados de Khan Younis. Durante o Verão, fica muito quente no interior da casa; e no exterior não há nenhum sítio seguro para brincar porque há muita gente no campo. Gosto muito de vir à praia, onde posso brincar e diverti-me, mas fica longe de casa. Queria muito que, um dia, o meu campo tivesse um parque e um espaço para brincar.”

‪#‎51days51children: ao fim de um ano, as crianças palestinianas em Gaza continuam a tentar recuperar da devastação causada por 51 dias de confrontos no Verão do ano passado, agravada pelo ritmo lento da reconstrução. As crianças com mais de seis anos já assistiram a três conflitos nas suas vidas ainda tão curtas, e os que têm mais de nove anos apenas não sabem o que é viver sem ser em situação de bloqueio. A UNICEF está no terreno com intervenções humanitárias para ajudar as crianças a recuperar. ‪#‎gaza4children © UNICEF SoP/Eyad El Baba

Via Unicef State of Palestine

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Bombas em vez de brinquedos: crianças têm infância perdida em Gaza e Síria

Julho 31, 2014 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Reportagem da http://www.bbc.co.uk de 28 de julho de 2014.

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Lyse Doucet

Correspondente internacional-chefe da BBC News

“Quando você vê na TV, não é como é na vida real.”

Syed, de 12 anos, se inclina e olha atentamente uma estreita parede de concreto cinza, como se seus olhos fossem capazes de abrir um buraco capaz de ajudá-lo a escapar de sua vida. Morador de Gaza, ele assistiu à morte de seu irmão mais novo.

“Quando sentamos na ambulância juntos, pensei que ele fosse sobreviver, então me senti um pouco melhor”, diz. Mas quando chegaram ao hospital, Mohammad já estava morto.

Três de seus primos também morreram naquele 16 de julho. Eles brincavam em uma praia perto do porto de Gaza quando Israel atingiu a área duas vezes.

Os conflitos modernos são travados em ruas e escolas, deixando pouco de pé. Cada vez mais crianças morrem, e o próprio conceito de infância está sendo destruído.

Israel alega que não atinge civis intencionalmente, mas Gaza é um pedaço de terra estreito, densamente povoado e, agora, perigoso, onde crianças não têm onde se proteger.

O Hamas e outros grupos armados palestinos negam o uso de civis como escudos humanos, mas a BBC presenciou foguetes sendo disparados de dentro de prédios e em áreas abertas

Antes amigos, agora inimigos

A Organização das Nações Unidas destacou, na semana passada, que uma criança morre por hora em Gaza.

Mas antes de Gaza dominar as manchetes, eram as crianças da Síria que despertavam a consciência do mundo.

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Na violenta guerra síria, já em seu quarto ano, mesmo os mais jovens estão sob o alvo de atiradores. Até crianças têm sido torturadas. Milhões delas vivem com fome e medo, e muitas sofrem em áreas cercadas.

Nos últimos seis meses, a BBC acompanhou as vidas de seis crianças sírias. As histórias delas esboçam o mapa político e social desse país e dão uma perspectiva turbulenta do que pode ser o futuro sírio.

“Eu sou uma criança apenas na idade e na aparência”, diz Ezadine, de 9 anos, com naturalidade. “Mas em termos humanos, eu não sou. No passado, alguém de 12 anos era considerado jovem, mas não agora. Agora, aos 12 anos, você deve se juntar à jihad.”

Ezadine se parece com qualquer criança da idade dele. Mas ele é um refugiado em um campo no sul da Turquia, local com forte presença do Exército de Libertação da Síria, e seu irmão adolescente que já se juntou aos combates do outro lado da fronteira.

A centenas de quilômetros de distância, em Damasco, o mundo de Jalal, de 14 anos, está enraizado no apoio ao presidente Bashar al-Assad, incluindo o pai e tios que lutam em uma unidade de defesa de bairro.

Jalal lamenta o quanto “a crise mudou a gente. Agora as crianças entendem e falam sobre política. Estamos todos prontos para morrer pelo nosso país”.

Jalal e Ezadine veem antigos amigos, agora do outro lado, como alvos de uma “lavagem cerebral”.

E as crianças veem suas próprias situações com uma clareza surpreendente.

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“Eu não vejo por que eu tinha que perder a minha perna só porque Bashar al-Assad queria permanecer no poder”, diz Mariam, de 9 anos.

Ela se lembra de todos os detalhes do dia no qual um avião de combate sírio veio em direção a sua casa, em um vilarejo na região de Homs. “Nós tínhamos uma grande janela. Eu olhei por ela e vi (o avião) vindo em nossa direção. Ele jogou o barril (com explosivos) e foi embora”.

Até hoje, ela não consegue sentar em uma sala. E não consegue brincar com outras crianças em um parquinho no sul da Turquia.

‘Eu odeio o futuro’

Baraa, de 8 anos, cuja família deixou o bairro antigo de Homs, sitiado, fala com vergonha sobre a mudança que o conflito provocou em sua vida. “Em vez de aprender a ler e escrever, eu aprendi sobre todos os tipos de armas. Agora, eu sei o nome de balas”.

A menina diz que nem ela nem suas irmãs conseguem ouvir direito por causa das explosões. A guerra, afirma, foi “muito dura”.

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“Na nossa casa tinha cerca de 40 ratos, então tínhamos uma gata. Ela comia todos os ratos, até que um dia resolveram comer ela. Não nos disseram o que era no início, mas no dia seguinte disseram que era carne de gato”, contou.

No subúrbio de Damasco, Kifah, de 13 anos, vive no campo de refugiados palestinos em Yarmouk. Ele diz que sua vida é “normal”.

Mas a determinação do jovem de manter seriedade desaba quando perguntado sobre o que ele estava comendo. “Não tem pão”, diz, imerso em lágrimas.

Há uma nova e preocupante “normalidade” para crianças que vivem sob a guerra.

Amer Oda chefia uma grande família que vive no bairro de Zeitoun, em Gaza. Crianças de todas as idades se amontoam nas escadas atrás dele ou sentam-se de pernas cruzadas sobre um chão de concreto.

Há o som regular de artilharia israelense ou fogo de tanques na mesma rua. Há, também, o barulho alto de foguetes sendo disparados contra Israel.

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Amer Oda ignorou as advertências israelenses para levar sua família de 45 membros para fora desta área, perguntando, como toda Gaza faz, “Para onde posso ir?”

“Isto se tornou vida normal para elas (crianças)”, diz, enquanto puxa a pequena Dima, de 4 anos. “Isso é tudo o que elas conhecem”.

Dima já viveu duas guerras de Gaza. Todo cidadão local, com idades entre seis e mais, já presenciou três ou mais.

Em Gaza, três crianças de uma mesma família foram mortas por um ataque de advertência de Israel conhecido como “toque no telhado”. Eles estavam brincando com pombos no telhado.

“Eu odeio o futuro tanto”, disse Daad, de 11 anos, da Síria, que se veste de rosa e tem pesadelos. “Podemos viver, ou podemos morrer.”

 

 

Ofensiva em Gaza mata 10 crianças por dia

Julho 24, 2014 às 10:16 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da Visão de 22 de julho de 2014.

Reuters

Reuters

Segundo as contas da UNICEF, só nas últimas 24 horas, pelo menos 18 crianças palestinianas foram mortas em Gaza, na sequência da ofensiva israelita

Números divulgados esta terça-feira pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância apontam para que pelo menos 146 crianças palestinas tenham morrido nos bombardeamentos aéreos e terrestres de Israel, o que dá uma média de 10 crianças por dia.

Numa nota, a UNICEF especifica que as vítimas – 97 meninos e 49 meninas – têm idades compreendidas entre os 5 meses e 17 anos. Mas pelo menos 105 tem 12 anos ou menos. A este número, há que somar pelo menos 1100 crianças feridas.

Também  pelo menos 85 escolas ficaram danificadas.

Mais informações na REGULAR PRESS BRIEFING BY THE INFORMATION SERVICE de 22 July 2014 UNOG  United Nations Office at Geneva

http://www.unog.ch/unog/website/news_media.nsf/%28httpNewsByYear_en%29/1970F3582470EC71C1257D1D0038F4E2?OpenDocument

 


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