Não fala em público

Julho 31, 2017 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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texto da http://www.paisefilhos.pt/ de 5 de julho de 2017.

Chama-se Mutismo Seletivo e resulta de uma ansiedade extrema que a criança sente face a situações sociais. Não depende da sua vontade nem desaparece de forma espontânea.

Durante a infância é comum que as crianças sejam tímidas com desconhecidos. Porém, as crianças com mutismo seletivo apresentam características que vão para além da timidez. Há uma recusa da criança em falar em determinados locais, sobretudo em ambiente escolar e com pessoas estranhas, enquanto que não apresenta quaisquer problemas no seu meio familiar, ou com alguns elementos próximos da família que a própria seleciona. Embora não sejam completamente inexpressivas, certo é que lhes é dificil expressar emoções, o que constitui outro fator impeditivo da comunicação.

De entre as manifestações habituais, destacam-se ainda outro tipo de comportamentos, como birras frequentes, comportamentos de oposição, qualquer mudança de rotina as destabiliza e não conseguem gerir frustrações. Todos estes sinais e sintomas são prolongados no tempo e aparecem de um modo mais intenso do que seria esperado. Este problema atinge cerca de um por cento da população e tem maior incidência no sexo feminino.

Habitualmente, surge antes dos cinco anos, apesar de muitas vezes só ser detetado quando se dá  a entrada na escola. Certo é que a ausência de comunicação oral acaba por ter um impacto negativo no desempenho escolar e social da criança.
A evolução desta perturbação está associada a um enorme sofrimento psicológico e pode durar alguns meses, vários anos ou tornar-se num problema crónico. Este problema deve ser alvo de intervenção assim que for detetado, aconselhando-se o encaminhamento para atendimento especializado. 

A intervenção mais comum passa pelo tratamento psicológico e pela intervenção psicofarmacológica. No caso da intervenção psicológica, são estabelecidas estratégias de intervenção específicas para a situação, envolvendo a família e a escola, numa tentativa de partilha de estratégias de intervenção, de modo a garantir a promoção do equilíbrio psico-emocional da criança.

 

 

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