5 livros sobre refugiados para crianças e jovens

Junho 20, 2020 às 6:00 pm | Publicado em Livros | Deixe um comentário
Etiquetas: , , ,

Texto do Sapo Lifestyle

Susana Krauss

A propósito do Dia Mundial do Refugiado e numa altura em que protestos anti-racistas emergem no mundo, é importante educar os mais novos sobre desigualdades sociais. E estes livros podem ser uma boa ajuda.

No próximo sábado, 20 de junho, assinala-se o Dia Mundial do Refugiado, instituído em 2001 pela Assembleia-Geral das Nações Unidas.

Numa altura em que a pandemia causada pela Covid-19 e os recentes protestos anti-racistas vieram pôr em evidência as desigualdades sociais, o tema da campanha deste ano é «Cada ação conta», relembrando que todos podemos ter um papel na criação de um mundo mais justo, inclusivo e igualitário.

A este propósito, sugerimos cinco livros para crianças e jovens, adequados a diferentes faixas etárias, que abordam o tema dos refugiados através da ficção e também inspirados em casos reais.

Todos os livros estão já disponíveis nas livrarias.

Pode também ler as primeiras páginas de cada um deles:

“O Rapaz Escondido”

“O Rapaz Que Contava Histórias”

“O Rapaz ao Fundo da Sala”

“A Viagem”

“Eu e o Meu Medo”

Ensinar e aprender em tempo de COVID-19: entre o caos e a redenção E-Book

Junho 11, 2020 às 12:00 pm | Publicado em Livros | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , , ,

Descarregar o E-Book no link:

http://www.fep.porto.ucp.pt/sites/default/files/files/FEP/SAME/Ebook_Ensinar_e_aprender_em_tempos_de_COVID_19.pdf?fbclid=IwAR0Kgfz1-c9-Qk6Z1-OpG1405Gu4hyLb8w3e8JnuA2hnbuxYQBypW72jBaw

Livro Azul : Prevenção dos Maus-Tratos na Infância

Abril 30, 2020 às 12:47 pm | Publicado em Livros | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , ,

 

O Livro Azul destina-se às Crianças mais novas e tem como grande propósito sensibilizar, informar e dar algumas estratégias sobre  uma problemática tão sensível e que, infelizmente, tantas Crianças são vítimas. Ajudá-las a perceber o que pode estar a acontecer com elas ou com alguém que lhes é próximo, o que é certo ou errado e como pedir ajuda.

Neste período atípico que estamos todos a viver e que nos remete para o isolamento social, acrescem as preocupações sobre as Crianças mais vulneráveis que ficam longe do olhar que quem as poderia proteger.

A Convenção sobre os Direitos da Criança, no seu artº 19, diz que todas as crianças devem ser protegidas contra os maus-tratos e negligência.

Deixamos aqui o apelo para que todos nós nos lembremos sempre disto, não só em abril – mês internacional da Prevenção dos Maus-tratos na Infância, mas durante todos os meses e todos os dias do ano. E agora, mais do que nunca, temos todos a responsabilidade acrescida de sermos os vigilantes destas Crianças que dependem de nós para as proteger!

Descarregar o Livro Azul em baixo:

Livro Azul

15 poemas famosos que as crianças vão adorar escutar

Abril 17, 2020 às 6:00 am | Publicado em Livros, Vídeos | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , ,

Texto do site Cultura Genial

Carolina Marcello

Mestre em Estudos Literários, Culturais e Interartes

A poesia tem o poder de nos emocionar, de nos transportar para outros mundos e de nos educar acerca da complexidade humana.

Por todos esses motivos, e muitos mais, o contato das crianças com a poesia pode ser mágico e potenciar um amor pela leitura que durará a vida toda.

Está procurando poemas curtos para ler com as crianças e inspirar os pequenos leitores? Confira as composições que selecionamos, e comentamos, para você.

1 Ou isto ou aquilo, de Cecília Meireles

Ou se tem chuva e não se tem sol
ou se tem sol e não se tem chuva!

Ou se calça a luva e não se põe o anel,
ou se põe o anel e não se calça a luva!

Quem sobe nos ares não fica no chão,
quem fica no chão não sobe nos ares.

É uma grande pena que não se possa
estar ao mesmo tempo em dois lugares!

Ou guardo o dinheiro e não compro o doce,
ou compro o doce e gasto o dinheiro.

Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo …
e vivo escolhendo o dia inteiro!

Não sei se brinco, não sei se estudo,
se saio correndo ou fico tranqüilo.

Mas não consegui entender ainda
qual é melhor: se é isto ou aquilo.

Cecília Meireles (1901 – 1964) foi um notória escritora, artista e educadora brasileira. Considerada uma das maiores poetas nacionais, a autora também se destacou no campo da literatura infantojuvenil.

Alguns dos seus poemas dedicados ao público infantil se tornaram verdadeiros clássicos e continuam sendo muito populares entre leitores de todas as idades.

O poema em análise, publicado na obra homônima Ou Isto ou Aquilo (1964) é, talvez, o mais famoso. A composição contém um ensinamento fundamental acerca do modo como a vida funciona: temos, constantemente, que fazer escolhas.

Isso implica, no entanto, que não podemos ter tudo ao mesmo tempo. Quando optamos por uma coisa, estamos abrindo mão de outra. A poeta consegue traduzir esse eterno sentimento de incompletude através de exemplos simples, com elementos do cotidiano.

2 Pessoas são Diferentes, de Ruth Rocha

São duas crianças lindas
Mas são muito diferentes!
Uma é toda desdentada,
A outra é cheia de dentes…

Uma anda descabelada,
A outra é cheia de pentes!

Uma delas usa óculos,
E a outra só usa lentes.

Uma gosta de gelados,
A outra gosta de quentes.

Uma tem cabelos longos,
A outra corta eles rentes.

Não queira que sejam iguais,
Aliás, nem mesmo tentes!
São duas crianças lindas,
Mas são muito diferentes!

Ruth Rocha (1931) é uma das maiores escritoras de livros infantis do panorama nacional. Sua composição mais popular é, sem dúvida, O Direito das Crianças, onde a autora enumera as condições para uma infância saudável e feliz.

Neste artigo, contudo, escolhemos analisar o poema Pessoas são Diferentes, pela sua forte mensagem social. Aqui, a autora ensina o leitor a compreender e a aceitar a diferença.

No poema, há a comparação de duas crianças e a conclusão de que contrastam tanto na sua imagem, como nos seus gostos. O sujeito poético deixa evidente que uma não é superior à outra: não existe um jeito certo de ser.

Num mundo que ainda é regido por padrões limitados de beleza e comportamento, Ruth Rocha lembra as crianças (e os adultos) que o ser humano é múltiplo e que todas as pessoas merecem o mesmo respeito.

3 O Pato, de Vinícius de Moraes

Lá vem o pato
Pata aqui, pata acolá
Lá vem o pato
Para ver o que é que há.
O pato pateta
Pintou o caneco
Surrou a galinha
Bateu no marreco
Pulou do poleiro
No pé do cavalo
Levou um coice
Criou um galo
Comeu um pedaço
De jenipapo
Ficou engasgado
Com dor no papo
Caiu no poço
Quebrou a tigela
Tantas fez o moço
Que foi pra panela.

Amado pelos adultos, Vinicius de Moraes (1913 — 1980) também foi um poeta e músico muito popular entre as crianças. O Pato faz parte das composições infantis do “poetinha” que foram publicadas na obra A Arca de Noé (1970).

Os poemas, focados sobretudo em animais, foram escritos para os filhos do artista, Suzana e Pedro. Anos mais tarde, em parceria com Toquinho, Vinicius lançou adaptações musicais desses versos.

O Pato é um poema divertido de ler com as crianças, por causa do seu ritmo e das suas aliterações (repetições de consoantes). Os versos contam a história de um pato que estava fazendo um monte de travessuras.

Vamos assistindo, gradualmente, às consequências do seu mau comportamento. Por conta de suas más ações, o pobre pato morre e acaba na panela.

4 O Cuco, de Marina Colasanti

Mais esperto que maluco
este é o retrato do cuco.
Taí um que não se mata
pra fazer um pé-de-meia
e nem pensa em bater asa
pra construir a casa.
Para ele o bom negócio
é morar em casa alheia,
e do abuso nem se toca.
Os seus ovos, rapidinho,
põe no ninho do vizinho
depois vai curtir um ócio
enquanto a vizinha choca

Marina Colasanti (1937) é uma escritora e jornalista ítalo-brasileira, autora de várias obras populares de literatura infantil e infanto-juvenil.

O Cuco faz parte da obra Cada bicho seu capricho (1992), na qual Colasanti mistura o amor pela poesia com o amor pelos animais. Assim, os seus versos observam e descrevem as singularidades de cada bicho, educando o leitor mirim.

O poema em análise se foca no comportamento do cuco, bem diferente da conduta das outras aves. Em vez de construir o próprio ninho, o cuco é famoso por deixar os seus ovos em ninhos alheios.

Assim, os ovos dos cucos acabam sendo chocados por pássaros de outras espécies. Esse fato faz com o animal seja encarado, na nossa cultura, como sinônimo de esperteza e independência.

5 Mãe, de Sérgio Capparelli

De patins, de bicicleta
de carro, moto, avião
nas asas da borboleta
e nos olhos do gavião
de barco, de velocípedes
a cavalo num trovão
nas cores do arco-íris
no rugido de um leão
na graça de um golfinho
e no germinar do grão
teu nome eu trago, mãe,
na palma da minha mão.

Sérgio Capparelli (1947) é um jornalista, professor e escritor brasileiro de literatura infantojuvenil que venceu o Prêmio Jabuti nos anos de 1982 e 1983.

O poeta escreveu várias composições sobre a figura materna e sua ligação intemporal com os filhos. Em Mãe, temos uma declaração de amor do sujeito à progenitora.

Enumerando todas as coisas que vê, ilustra que as memórias e os ensinamentos da mãe estão presentes em cada elemento da realidade, cada gesto do cotidiano.

Deste modo, as palavras doces de Capparelli traduzem um sentimento maior que a própria vida e um laço inquebrável entre mães e filhos.

6 Pontinho de vista, de Pedro Bandeira

Eu sou pequeno, me dizem,
e eu fico muito zangado.
Tenho de olhar todo mundo
com o queixo levantado.

Mas, se formiga falasse
e me visse lá do chão,
ia dizer, com certeza:
– Minha nossa, que grandão!

Pedro Bandeira (1942) é um escritor brasileiro de obras infantojuvenis que venceu o Prêmio Jabuti em 1986. Este é um dos poemas do livro Por enquanto eu sou pequeno, lançado em 2002. O sujeito parece ser uma criança que está transmitindo o seu “pontinho de vista” sobre a vida.

Ele afirma que é visto como pequeno pelos demais e precisa erguer a cabeça para falar com os outros. No entanto, ele sabe sabe que os conceitos não são absolutos e dependem da forma como encaramos as coisas.

Por exemplo, na perspectiva de uma formiga, o eu-lírico é enorme, um verdadeiro gigante. Deste modo, e através de um exemplo acessível para as crianças, Pedro Bandeira dá uma importante lição de subjetividade.

7 Porquinho-da-Índia, de Manuel Bandeira

Quando eu tinha seis anos
Ganhei um porquinho-da-índia.
Que dor de coração me dava
Porque o bichinho só queria estar debaixo do fogão!
Levava ele pra sala
Pra os lugares mais bonitos mais limpinhos
Ele não gostava:
Queria era estar debaixo do fogão.
Não fazia caso nenhum das minhas ternurinhas…

— O meu porquinho-da-índia foi a minha primeira namorada.

Manuel Bandeira (1886 — 1968) foi uma das mais importantes vozes do modernismo brasileiro. Sua poesia de linguagem simples e direta cativou, e continua cativando, leitores de várias gerações.

Porquinho-da-Índia é uma das suas composições adequadas para o público infantil. Lembrando os tempos da infância, o sujeito poético reflete sobre o seu antigo porquinho-da-índia e a relação difícil que mantinha com o animal.

Apesar de oferecer todo o carinho e conforto ao bichinho, ele “só queria estar debaixo do fogão”. Nos versos, o eu-lírico fala sobre a primeira vez que sentiu a rejeição, memória que guardou para o resto da vida.

Por vezes o nosso amor não é correspondido com a mesma intensidade. Mesmo num tom melancólico, o sujeito encara o fato com leveza e sabe que ele faz parte da vida.

8 Menina passarinho, de Ferreira Gullar

Menina passarinho,
que tão de mansinho
me pousas na mão
Donde é que vens?
De alguma floresta?
De alguma canção?

Ah, tu és a festa
de que precisava
este coração!

Sei que já me deixas
e é quase certo
que não voltas, não.

Mas fica a alegria
de que houve um dia
em que um passarinho
me pousou na mão.

Ferreira Gullar (1930 – 2016) foi um poeta, escritor, crítico e ensaísta brasileiro, sendo também um dos fundadores do neoconcretismo.

Em Menina Passarinho, o sujeito se dirige a alguém cujos gestos são leves e delicados. Assim, ele compara a garota a um passarinho, que passa voando e pousa na sua mão.

Esse breve encontro é capaz de alegrar o sujeito, provocando uma festa no seu coração. Mesmo ciente de que esse momento é efêmero, e que provavelmente não voltará a ver a Menina Passarinho, consegue apreciar a sua recordação.

A composição vem lembrar os leitores que as coisas não precisam durar eternamente para serem especiais. Por vezes, os momentos fugazes podem ser os mais belos e também os mais poéticos.

Confira uma adaptação musical na voz de Cátia de França:

9 A Girafa Vidente, de Leo Cunha

Com
aquele
pescoço
comprido
espicha
espicha
espicha
a bicha
até parecia
que via
o dia de amanhã

Leonardo Antunes Cunha (1966), mais conhecido como Leo Cunha, é um jornalista e escritor brasileiro que tem se dedicado principalmente a criar obras para o público infantil.

Em A Girafa Vidente, o poeta se foca numa particularidade bem notória do animal: a sua altura. Como se assumisse o ponto de vista de uma criança, observa o longo pescoço da girafa, que parece quase não ter fim.

Por ser tão alta, o sujeito poético sugere que ela conseguiria ver além, podendo até prever o futuro. Também é engraçado reparar que a própria estrutura da composição (uma torre estreita e vertical) parece replicar o formato do animal.

10 Espantalho, de Almir Correia

Homem de palha
coração de capim
vai embora
aos pouquinhos
no bico dos passarinhos
e fim.

Almir Correia é um autor brasileiro de literatura infantojuvenil que também trabalha com animação. Talvez por isso, o poema Espantalho seja uma composição muito assente em aspectos visuais. Formado por apenas seis versos, o poema pinta uma imagem bastante nítida de um espantalho se desintegrando com o tempo.

Nada disso é descrito de forma triste ou trágica, pois tudo faz parte da vida. O espantalho, cujo propósito é assustar os pássaros, acaba sendo devorado pelos seus bicos.

11  A porta, de Vinicius de Moraes

Eu sou feita de madeira
Madeira, matéria morta
Mas não há coisa no mundo
Mais viva do que uma porta.

Eu abro devagarinho
Pra passar o menininho
Eu abro bem com cuidado
Pra passar o namorado
Eu abro bem prazenteira
Pra passar a cozinheira
Eu abro de supetão
Pra passar o capitão

Conhecido como “poetinha”, Vinicius tinha o dom de conferir uma certa magia a acontecimentos e objetos aparentemente banais. Neste poema, o sujeito poético mostra toda a história que pode estar contida em uma simples porta.

Deste modo, fica claro que cada elemento do cotidiano faz parte da nossa vida e, se falasse, teria muito para contar sobre nós e aqueles que nos rodeiam. Aqui, existe uma personificação da porta, que escolhe se abrir de formas diferentes para cada personagem que aparece.

Escute, abaixo, a versão musicada, na voz de Fábio Jr.:

12 Amarelinha, de Maria da Graça Rios

Maré mar
é maré
mare linha
sete casas a pincel.
Pulo paro
e lá vou
num pulinho
segurar mais um ponto
no céu.

Maria da Graça Rios é uma escritora e acadêmica brasileira, autora de várias obras infantis como Chuva choveu e Abel e a fera. Em Amarelinha, o sujeito poético cria vários jogos de palavras a partir do nome da brincadeira famosa.

Na composição, o eu-lírico parece ser uma criança que está brincando de amarelinha e vai descrevendo os seus movimentos, até o final do jogo.

13 A Boneca, de Olavo Bilac

Deixando a bola e a peteca,
Com que inda há pouco brincavam,
Por causa de uma boneca,
Duas meninas brigavam.

Dizia a primeira: “É minha!”
— “É minha!” a outra gritava;
E nenhuma se continha,
Nem a boneca largava.

Quem mais sofria (coitada!)
Era a boneca. Já tinha
Toda a roupa estraçalhada,
E amarrotada a carinha.

Tanto puxaram por ela,
Que a pobre rasgou-se ao meio,
Perdendo a estopa amarela
Que lhe formava o recheio.

E, ao fim de tanta fadiga,
Voltando à bola e à peteca,
Ambas, por causa da briga,
Ficaram sem a boneca…

Olavo Bilac (1865 – 1918) foi um célebre poeta do parnasianismo brasileiro que também escreveu composições destinadas às crianças. Em A Boneca, o sujeito conta a história de duas garotas que começaram a brigar porque queriam brincar com a mesma boneca.

Em vez de partilharem e continuarem a brincadeira, cada uma queria a boneca para si. De tanto puxarem, acabaram destruindo a pobre boneca e, no final, ninguém brincou com ela. O poema vem lembrar as crianças que é fundamental aprendermos a partilhar e que a ganância apenas conduz a resultados ruins.

Conheça uma leitura e animação criada a partir do poema:

14 O Pinguim, de Vinicius de Moraes

Bom dia, Pinguim
Onde vai assim
Com ar apressado?
Eu não sou malvado
Não fique assustado
Com medo de mim.
Eu só gostaria
De dar um tapinha
No seu chapéu de jaca
Ou bem de levinho
Puxar o rabinho
Da sua casaca.

Neste poema cheio de bom humor, Vinícius brinca com a aparência dos pinguins. Por serem pretos e brancos, parecem estar vestidos de um jeito formal, usando uma casaca.

Assim, o sujeito lírico parece ser um garoto que vê o bichinho ao longe e quer se aproximar dele e tocá-lo, tentando não o assustar.

Não perca a versão do poema musicada por Toquinho:

15 Receita de espantar a tristeza, de Roseana Murray

Faça uma careta
e mande a tristeza
pra longe pro outro lado
do mar ou da lua

vá para o meio da rua
e plante bananeira
faça alguma besteira

depois estique os braços
apanhe a primeira estrela
e procure o melhor amigo
para um longo e apertado abraço.

Roseana Murray (1950) é uma escritora carioca, autora de obras de poesia e livros direcionados para o público infantil. A escritora publicou o seu primeiro livro, Fardo de Carinho, em 1980.

Em receita para espantar a tristeza, a poeta transmite uma mensagem muito especial de ânimo. Quando estamos tristes, o melhor que podemos fazer é interromper esse processo de sofrimento e procurar alguma coisa que nos faça rir (por exemplo, plantar bananeira).

Algo que também não pode faltar é a amizade: a simples presença de um amigo pode ser o suficiente para mandar a tristeza embora.

O Meu Herói és tu: há um livro para ajudar as crianças a combater a covid-19

Abril 15, 2020 às 8:00 pm | Publicado em Livros, Recursos educativos | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , ,

Notícia do Público de 11 de abril de 2020.

Numa altura em que muitas crianças têm de ficar em casa e todos os dias ouvem falar da covid-19, criou-se um livro para as ajudar a lidar com a situação e a tornarem-se heroínas das suas próprias histórias.

Teresa Sofia Serafim

Para Sara, a sua mãe é uma heroína porque é a melhor mãe e cientista do mundo. Mas, mesmo ela, ainda não conseguiu encontrar uma solução para a covid-19. Nesta altura, e porque todos podemos combater o novo coronavírus, a mãe de Sara precisa que seja ela a sua heroína também. E Sara pergunta-se: como? Para o descobrir, vai fazer uma viagem às costas de uma criatura fictícia. Este é o mote do livro O Meu Herói és tu criado para que as crianças possam compreender como podem lutar contra covid-19. O livro está disponível online em mais de dez línguas e já há uma versão em português.

O Grupo de Referência do Comité Permanente Interagências (IASC) para a Saúde Mental e Apoio Psicossocial em Emergências Humanitárias (criado pela ONU) tinha um grande objectivo: fazer um livro que ajudasse as crianças dos 6 aos 11 anos a entender a covid-19 e tudo o que está a acontecer à sua volta. A este grupo juntaram-se mais de 50 organizações do sector humanitário (alguns membros do IASC), como a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho e a Save the Children.

O tom do livro deveria parecer real. Portanto, ao longo do desenvolvimento deste projecto, mais de 1700 crianças, pais, cuidadores e professores de mais de 100 países partilharam como estavam a lidar com a actual pandemia. Também participaram crianças e pais portugueses. Como a amostra deve permanecer anónima, os seus nomes não puderam ser divulgados.

Tendo em consideração os testemunhos de diversas crianças e adultos, a escritora e ilustradora Helen Patuck e a sua equipa elaboraram então uma história que pretende englobar crianças de diferentes continentes e contextos.

Voltando à história: depois de ter falado com a sua mãe, Sara sentia-se tudo menos uma heroína. “Naquela noite, Sara encostou-se à cama e não se sentiu de todo uma heroína. Sentia-se irritada. Queria ia à escola, mas estava encerrada. Queria ver os seus amigos, mas não era seguro. Sara queria que o coronavírus deixasse de assustar o seu mundo”, lê-se. Foi então que apareceu Ario, uma criatura fictícia que iria transformar Sara numa heroína. Afinal, iria levá-la a dizer a todas as crianças do mundo como se podem proteger a si e aos outros do coronavírus, assim como se pode geria as emoções quando confrontados com uma mudança repentina.

Sara e Ario passaram pelo deserto, por uma pequena povoação, uma ilha ou por montanhas, onde outras crianças se foram juntando à viagem e relatando a sua experiência durante a pandemia. Falaram ainda de como podem proteger os seus avós, de como podem gerir as relações com os seus familiares enquanto estão confinados ou de crianças que já tiveram covid-19. No final desta aventura, Sara percebeu que todos podemos ser heróis nesta situação e que cada um tem os seus superpoderes. “Há muitos heróis que mantêm as pessoas a salvo do coronavírus, como médicos e enfermeiros maravilhosos. Mas tu recordas-me que todos podemos ser heróis, todos os dias, e a minha maior heroína és tu”, disse a mãe a Sara.

Em mais de 30 línguas

Há recomendações para a leitura deste livro: deve ser lido às crianças pelos pais, cuidadores ou professores. Na introdução do livro, refere-se ainda que, em breve, será publicado o guia complementar “Acções para Heróis” para dar apoio a temas relacionados com a covid-19, ajudando as crianças a gerir as emoções e sentimentos, bem como actividades baseadas no livro.

Até agora, o livro está disponível online já está traduzido em inglês, russo, francês, ucraniano, árabe, espanhol, alemão, turco, malaio, turco, dinamarquês, chinês e português. A tradução da publicação em português está disponível aqui. Espera-se que o livro seja traduzido em mais de 30 línguas e também será lançada uma versão áudio.

“Emergências humanitárias anteriores mostraram-nos como é vital lidar com os medos e ansiedade dos mais novos quando a vida, como a conhecemos, fica virada de cabeça para baixo”, afirma em comunicado Tedros Adhanom Ghebreyesus, director-geral da OMS. “Esperamos que este livro maravilhosamente ilustrado, que leva as crianças numa viagem ao longo de diferentes fusos horários e continentes, as ajude a compreender o que é possível fazer para se manterem positivas e seguras durante a pandemia do coronavírus.”

Já Henrietta Fore, directora-executiva da UNICEF, destaca que em todo o mundo as crianças estão a viver num mundo “invertido” e a maioria a viver de alguma forma confinada: “Este maravilhoso livro ajuda as crianças a compreender e a navegar nesse cenário e a aprender como podem realizar pequenas acções para se tornarem heróis nas suas próprias histórias.”

A Minha Avó Tem Coronavírus! — Livro gratuito em PDF

Março 28, 2020 às 1:00 pm | Publicado em Livros | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , ,

«A Minha Avó Tem Coronavírus!» é uma história contada pelo António, um menino que percebe que a sua avó ficou infetada pelo novo coronavírus depois de ter voltado de uma viagem. Como será que ele e a família lidam com a situação? Como se sente a avó? O que é que o António e os seus pais podem fazer para apoiarem a avó e manterem-se protegidos?

Um livro para ajudar as crianças e jovens a lidarem com uma situação nova e inesperada, que obriga a novas rotinas diárias e à gestão de situações nem sempre fáceis de entender.

Descarregar o livro no link:

https://www.coronakids.pt/livro

Educar para transformar o mundo: inovação e diferença por uma educação de todos e para todos – e-book

Fevereiro 20, 2020 às 6:00 am | Publicado em Livros, Recursos educativos | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , ,

Texto do blogue RBE de 9 de julho de 2019

Orrú, Sílvia Ester ; Bocciolesi, Enrico. Educar para transformar o mundo: inovação e diferença por uma educação de todos e para todos / Educar para transformar el mundo: innovación y diferencia por una educación de todos y para todos. Ciudad Madero: Librum, 2019

Download (texto completo):

ePub

Mobi

Apple Books

É por meio da educação que é possível fortalecer o respeito pelos direitos humanos, a aceitação das diferenças como qualidade própria de todos os seres humanos, bem como aprender a conviver com distintas pessoas e a se constituir sujeito de sua própria história. Por meio de uma educação libertadora é realizável a constituição de uma sociedade cada vez mais democrática e inclusiva.

Com o objetivo de partilhar saberes e ações pedagógicas em prol de uma educação de todos e para todos numa perspetiva de educação democrática, inclusiva e inovadora, é que nasce esta obra a partir de estudos e vivências de professores do Brasil, Chile, Espanha, Itália e Portugal. Os capítulos apresentam perspetivas teóricas e experiências que reconhecem a diferença, a inclusão e a inovação como pilares fundamentais para a educação contemporânea e das futuras gerações.

Nas palavras de Paulo Freire, “ensinar exige a convicção de que a mudança é possível”. Este é o maior sentido desta obra concebida com gosto pelos seus autores: partilhar convicções de que educar pessoas para transformar o mundo, é um ato de amor e de coragem.

Alerta Premika! Risco Online Detetado. Um jogo online arriscado! E agora, Tiago?

Fevereiro 11, 2020 às 8:00 pm | Publicado em Livros | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , , ,

mais informações no link:

https://alertapremika.blogspot.com/p/alerta-premika.html

Pode adquirir o livro no site eSolidar  e apoiar o IAC.

A Menina que Sabia Usar o Coração

Janeiro 17, 2020 às 6:00 am | Publicado em Livros | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , ,

O livro “A menina que sabia usar o coração” pode ser utilizado tanto em casa como na escola, mas foi especialmente criado com o intuito de apoiar as crianças e seus professores na melhoria de tempos de qualidade e criatividade nas creches, infantários, jardins infantis, escolas públicas, colégios, atl’s e centros de estudo. A obra encerra um conto infantil e um apêndice para professores sobre a disciplina extra curricular, o teatro. Conheça esta história que lembra os valores, os afetos, e os bons relacionamentos através de uma história infantil, uma meditação infantil, um artigo sobre arte terapia – teatro e os seus benefícios, um artigo que explica como organizar, ensaiar e encenar uma peça com os mais pequenos e uma adaptação para teatro do mesmo conto. A adaptação para teatro que se encontra neste livro é de autoria de Isabel Leal e procura incentivar os momentos de diversão e aprendizagem em todos os estabelecimentos de ensino ou apoio ao ensino espalhados pelo país, oferecendo a peça pronta a ser ensaiada e representada em qualquer festa ou evento infantil. Aguardo que este livro sirva o propósito e que haja muitas meninas e meninos pelo mundo a usar o coração em cima do palco e fora dele.

Aquisição do livro nas livrarias:

https://www.amazon.com/Menina-Sabia-Usar-Cora%C3%A7%C3%A3o-Portuguese/dp/9895175485

https://www.wook.pt/livro/a-menina-que-sabia-usar-o-coracao-persica-autora-isabel-leal/18897580

Peça de teatro “A menina que sabia usar o coração” https://alegrianainfancia.wixsite.com/index/teatro-infantil

“Já sou grande” na Rádio Miudos https://alegrianainfancia.wixsite.com/index/radio-miudos

Alegria na infância https://alegrianainfancia.wixsite.com/index

Quem alinha? Desporto com valores – livro de contos sobre a importância dos valores no desporto

Janeiro 12, 2020 às 1:00 pm | Publicado em Livros | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , , , ,

Este é um livro de contos sobre a importância dos valores no desporto, como a cooperação, amizade, respeito, verdade, perseverança, entre outros

https://www.bertrand.pt/livro/quem-alinha-desporto-com-valores/23593819

Página seguinte »


Entries e comentários feeds.