“Bullying” na infância tem consequências futuras

Julho 29, 2017 às 1:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia da http://www.paisefilhos.pt/ de 12 de julho de 2017.

O “bullying” durante a infância poderá acarretar consequências duradouras negativas para a saúde, apurou um estudo da Universidade de Pittsburgh (EUA) que seguiu um grupo de mais de 300 homens desde o início da escola primária até aos 30 e poucos anos.

Considerando que o “bullying” leva a interações interpessoais stressantes, tanto para os perpetradores como para as vítimas, a equipa pôs como hipótese o facto de uns e outros correrem um maior risco de problemas de saúde relacionados com o stresse. Para testar a sua teoria, a equipa recrutou participantes do Estudo sobre a Juventude de Pittsburgh (“Pittsburgh Youth Study”) que incluía 500 rapazes que tinham frequentado as escolas públicas daquele estado norte-americano em 1987-8. Mais de metade dos rapazes eram negros e quase 60 por cento recebia apoios financeiros.

Os investigadores recolheram informação junto das crianças, pais e professores sobre comportamentos relacionados com “bullying” quando os rapazes tinham entre 10 e 12 anos, assim como efetuaram avaliações regulares sobre fatores de risco psicossociais, biológicos e comportamentais para o declínio da saúde.

A equipa conseguiu anos mais tarde recrutar mais de 300 participantes no estudo original, os quais foram analisados relativamente a níveis de stresse, historial médico, alimentação e exercício físico e estatuto socioeconómico, tendo a maioria também efetuado análises ao sangue, avaliações inflamatórias e medidas de altura e peso. Foi apurado que tanto os perpetradores como as vítimas de “bullying” na infância apresentavam fatores de risco para uma saúde física debilitada.

Mais especificamente, os rapazes autores de “bullying” tendiam a ser mais agressivos e a fumar na idade adulta, que são fatores de risco para as doenças cardiovasculares e oncológicas. Já as vítimas apresentavam uma propensão para terem mais dificuldades financeiras, menores rendimentos, experiências de vida mais stressantes e de sentirem que eram tratados de forma injusta, também fatores de risco para as doenças cardiovasculares.

mais informações na notícia:

Childhood bullying linked to health risks in adulthood

 

 

Crianças expostas ao tabaco podem ser mais agressivas ou medrosas, diz estudo

Outubro 23, 2015 às 8:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do site http://zh.clicrbs.com.br/ de 29 de setembro de 2015.

O estudo citado na notícia é o seguinte:

Postnatal Environmental Tobacco Smoke Exposure Related to Behavioral Problems in Children

Crianças expostas ao tabaco antes e após o nascimento teriam praticamente duas vezes mais riscos de ter problemas de comportamento, como serem mais medrosos, raivosos ou briguentos – é o que diz um estudo feito com mais de 5.200 crianças em idade escolar.

Os malefícios do tabaco nas crianças são velhos conhecidos: a substância favorece a ocorrência de asma nos pequenos, ou o nascimento de bebês com baixo peso quando a mãe fuma durante a gravidez.

Mas o papel potencial da fumaça ambiente sobre os comportamentos é muito menos conhecido, ressaltou o Instituto Nacional de Pesquisa Médica e Saúde da França (Inserm), responsável pela pesquisa.

“A exposição ao tabaco durante a gravidez e após o nascimento praticamente dobra os risco de problemas comportamentais entre as crianças escolarizadas no ensino fundamental, com média de idade de 10 anos”, disse à AFP Isabella Annesi-Maesano (diretora de pesquisa do Inserm/Universidade Pierre e Marie Curie).

As crianças expostas ao tabaco seriam mais agressivas: coléricas, desobedientes, briguentas e mais frequentemente inclinadas às mentiras e às trapaças, até mesmo aos pequenos furtos.

Este aumento do risco é grosseiramente refletido pela proporção das crianças expostas ao tabaco em pré e pós natal (18%) que têm este tipo de condutas anormais (18%) comparadas àquelas que não têm fumantes nas proximidades (9,7%).

Para os problemas emocionais, eles desenvolveriam mais facilmente medos, problemas psicossomáticos (dores de cabeça e na barriga), e não ficariam à vontade em situações novas (“criança que fica grudada nos pais”, neste caso).

No estudo, 13% das crianças têm problemas de conduta e 15% problemas emocionais – quer tenham sido expostos ou não ao tabaco, explicou a pesquisadora.

Ao todo, 20% das crianças estudadas foram expostas ao tabaco tanto durante a gravidez (mãe fumante) e nos primeiros meses de vida, neste estudo feito em parceria com hospitais de seis cidades francesas.

Os pais das crianças preencheram um questionário especializado, o “SDQ” (questionário pontos fortes e dificuldades/Strengths and Difficulties Questionnaire) indicando especialmente se a criança tinha sido exposta ao tabaco até a idade de um ano.

Os impactos destes problemas comportamentais na escolaridade não foram estudados, mas devem ser analisados numa próxima etapa.

– Efeito neurotóxico –

Os fatores habituais (nível social, prematuridade, nível de educação, etc.) que poderiam influenciar nos resultados foram levados em conta, com exceção do estado mental dos pais (depressão).

Trabalhos anteriores já apontavam para uma relação entre a exposição à fumaça do cigarro e uma taxa acentuada de problemas comportamentais.

Mas o novo estudo, publicado na revista norte-americana PloS One, é o primeiro a mostrar num número tão grande de crianças, uma “associação” entre a exposição pós-natal ao tabaco e os sintomas emocionais e de conduta, notaram os autores.

Para aquelas crianças expostas apenas durante a gravidez (mãe fumante), “a associação aparece apenas para problemas emocionais”, explicou Annesi-Maesano. Mas poucas crianças pertencem a este grupo no estudo (cerca de quarenta), notou.

Para a epidemiologista, “o estudo traz um motivo a mais para evitar o tabagismo passivo em função dos problemas comportamentais que podem ser provocados nas crianças”.

Estas observações parecem confirmar as realizadas nos animais, segundo as quais a nicotina da fumaça do tabaco poderia ter um efeito neurotóxico sobre o cérebro, em particular sobre o crescimento neuronal nos primeiros meses de vida.

BC/ial/bma/mm

 

 

Como lidar com a agressividade das crianças pequenas

Fevereiro 12, 2015 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do site http://educarparacrescer.abril.com.br   de 20 de janeiro de 2015.

Claudia Marianno

Veja como ensinar às crianças pequenas que a agressão não é a maneira correta de resolver os problemas

Texto Adriana Carvalho

Chutar, morder, bater, gritar, xingar: muitas vezes as crianças utilizam as atitudes agressivas para mostrar seus sentimentos, suas frustrações ou seus desejos. “A agressividade é uma linguagem específica utilizada para comunicar sentimentos fortes que nem sempre estão sendo percebidos pelos outros, mas que se fazem urgentes e necessários. É geralmente um pedido de socorro, um grito”, explica a psicóloga Eliana de Barros Santos.

Tudo sobre Primeira Infância Como contribuir para essa importante fase de formação da criança

Aos pais cabe mostrar, ao longo do processo educacional dos filhos, que há maneiras melhores de se expressar e de resolver os conflitos e os problemas. Isso se faz, em primeiro lugar, dando o exemplo: as crianças, especialmente os menores, aprendem muito pela imitação das atitudes dos adultos.

1. Por que crianças pequenas têm atitudes agressivas?

Pode não parecer, mas a agressividade é uma linguagem, uma forma de expressar sentimentos e desejos. “Não é a maneira mais correta, mas talvez seja a única forma que o filho aprendeu a usar nos momentos de angústia, ansiedade e principalmente de frustração, diz Quézia Bombonatto, psicopedagoga e presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia (ABPp). Entre as situações de frustração, estão, por exemplo, ouvir um “não” quando pede para os pais comprarem um brinquedo ou ter que parar de brincar na hora de ir dormir.

 2. Como agir quando a criança pequena usa a agressão para conseguir o que quer?

Os pais não devem atender aos desejos dos filhos quando eles tomam atitudes agressivas, porque isso só vai reforçar a ideia de que é pela força, pela agressão e pelo grito que conseguimos o que queremos. “Os pais não podem reforçar esse comportamento. No caso da birra, não se pode atender ao pedido enquanto o filho não tiver um comportamento adequado”, diz Quézia Bombonatto, psicopedagoga e presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia (ABPp). Segundo ela, os pais devem também refletir sobre como eles próprios agem quando querem alguma coisa, para avaliar se estão dando o modelo correto para seus filhos: “Os pais precisam observar suas próprias atitudes, suas “birras”, antes de começarem a exigir das crianças aquilo que talvez falte em seus próprios comportamentos”.

 3. Que outras situações podem despertar o comportamento agressivo dos pequenos?

A agressividade também pode estar vinculada a situações que geram estresse na criança tais como luto, separação dos pais e a gravidez da mãe (que traz o medo de perder o afeto dos pais com a chegada do irmão mais novo). “Para lidar com a situação de forma tranquila é necessário tomar consciência do problema e acolher a criança em seus sentimentos de receio, medo, angústia. Para isto é preciso olhar para ela com cuidado e atenção, buscando ver além do gesto que a criança está utilizando para se fazer entender. Boas horas de intimidade e aconchego verdadeiro são os melhores remédios”, afirma a psicóloga Eliana de Barros Santos

 4. Como os pais devem agir quando veem seu filho envolvido em uma briga?

Crianças pequenas brigam com frequência e os pais devem supervisionar de perto para orientá-los e ensiná-los sobre como se portar nessas situações, ensina a psicóloga Eliana de Barros Santos. “Se a criança bater em outra, interfira e separe os dois, mas lembre-se de não supervalorizar a briga. Console e atenda a criança que foi agredida para depois orientar o agressor dizendo que a atitude dele não foi boa e que provocou dor no colega”, diz Eliana. Ela orienta que o mesmo deve ser feito se a briga for entre irmãos: “Fique atento para não ceder aos gritos do menor, por achar que ele é mais frágil, pois dessa forma você estará mostrando que a birra tem poder. Aja com justiça. Para crianças pequenas, até cerca de dois anos, é necessário ser incisivo e direto, dizendo em poucas palavras e de forma clara olhando em seus olhos: ‘Não bata! Quando bate, dói’”.

5. Se os pais agem de forma agressiva, isso influencia as crianças pequenas?

As crianças aprendem, de forma geral, por imitação. Por isso, é preciso atenção: muitos dos comportamentos agressivos dos pais e adultos são aprendidos pelas crianças. “Criança vê, criança faz: não temos dúvida de que a criança apresenta comportamentos copiados dos seus pais ou cuidadores. Para se evitar que a criança se comporte de forma agressiva é preciso que os pais revejam o seu próprio comportamento e identifiquem situações onde costumam se comportar de forma agressiva”, diz a psicóloga Eliana de Barros Santos. “Observe se você costuma apresentar agressividade de forma física, batendo na criança ou em animais. Avalie como você trata seu companheiro ou companheira e até mesmo se costuma descontar a raiva nos objetos quando está enfurecido e perde o controle”, afirma Eliana. Ela acrescenta que há ainda outros tipos de agressividade que podem ser absorvidos pela criança, como os comentários que os adultos fazem em relação a outras pessoas. “Por exemplo, quando se diz: “esse sujeito é um idiota, alguém deveria socar a cara dele…”. A criança capta a mensagem e pode vir a “socar” algum colega quando sentir que este é um comportamento natural”, diz Eliana.

6. A agressividade pode ser também uma tentativa de chamar a atenção dos pais?

Sim, essa também pode ser uma das possíveis causas das atitudes agressivas. “Podemos imaginar que os filhos têm um potinho que precisa ser cheio com carinho e atenção dos pais diariamente. Quando esse potinho estiver vazio, ela vai ficar triste e buscar outra forma de obter a atenção dos pais”, diz a psicóloga Eliana de Barros Santos. Ela sugere que ao encontrar a criança, depois de um período separado, seja pelo trabalho ou por uma simples noite de sono, os pais se preocupem em encher o potinho com atenção verdadeira. “Você verá que a criança, satisfeita em sua necessidade, estará tranquila e somente voltará a requisitar sua atenção muito tempo depois, quando sentir seu potinho vazio. Em sua fome de atenção, ela precisa ser bem alimentada para se desenvolver saudável e tranquila. Lembrando sempre do potinho e cuidando dele, você vai perceber que agressividade, palavrão, birra, serão assuntos pouco lembrados em sua família”, diz a psicóloga.

 

 

 

Jogos de vídeo aumentam agressividade dos jovens, diz estudo

Março 28, 2014 às 1:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do i de 24 de março de 2014.

O estudo mencionado na notícia é o seguinte:

Mediators and Moderators of Long-term Effects of Violent Video Games on Aggressive Behavior

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Por Agência Lusa

A idade média dos entrevistados era de 11 anos no início do estudo, sendo rapazes três quartos do total

Os jovens que jogam jogos de vídeo têm mais propensão para pensar e agir de forma agressiva, indica um estudo feito a mais de 3.000 estudantes em Singapura e hoje divulgado.

O estudo, publicado pela revista da American Medical Association e baseado em três anos de trabalho com 3.034 jovens, concluiu, com base nas respostas dos estudantes, que havia uma ligação entre o uso frequente de jogos de vídeo e as altas taxas de comportamentos e pensamentos agressivos.

A idade média dos entrevistados era de 11 anos no início do estudo, sendo rapazes três quartos do total.

Os investigadores concluíram que rapazes e raparigas davam respostas idênticas e que essas mudanças de comportamento não se deviam ao ambiente familiar, pelo que, até com base em pesquisas anteriores, há uma ligação entre os jogos de vídeo e o comportamento agressivo.

“Este estudo mostrou que jogar habitualmente vídeos violentos aumenta o comportamento agressivo a longo prazo, através de mudanças gerais de cognição, e isto acontece independentemente do sexo, idade, agressividade da personalidade ou envolvimento familiar”, revela o estudo.

Os jovens foram convidados a responder a seis perguntas sobre comportamento agressivo e também a perguntas sobre pensamentos hostis.

Este artigo foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico

Agressividade nas crianças é genética

Fevereiro 7, 2014 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia da Pais & Filhos de 24 de Janeiro de 2014.

O estudo mencionado na notícia é o seguinte:

A longitudinal twin study of physical aggression during early childhood: evidence for a developmentally dynamic genome

Cientistas canadienses descobriram que a agressividade das crianças é genética e não depende apenas da edução e do ambiente.

A investigação da Universidade de Montreal envolveu 667 pares de gémeos monozigóticos (originados pelo mesmo embrião) e dizigóticos (de dois embriões diferentes), nascidos entre 1995 e 1998.

Foi pedido às mães que descrevessem o comportamento destas crianças em relação a morder, beliscar, dar pontapés e lutar aos 20, 32 e 50 meses de idade. Depois de analisarem os resultados, chegaram à conclusão que a tendência de uma criança para a agressão física resulta de uma predisposição genética e, ao contrário do que se pensava, não é causada por fatores ambientais, tais como ver desenhos animados violentos ou o exemplo dos pais.

“Muitas vezes os pais se sentem culpados. Mas eles deveriam olhar para a agressão física como uma fase normal do desenvolvimento”, afirmou o autor Eric Lacourse do estudo.

No entanto, alerta ainda o investigador, os pais têm um papel importante no desenvolvimento desta agressividade, pois a forma como lidarem com ele pode ajudar as crianças a saírem deste tipo comportamento ou a perpetuá-lo.

Os pais não devem nem ser muito brandos, nem muito duros com os filhos, sugere Lacourse. E defende que a melhor forma de lidar com a agressividade nas crianças é com punições próprias à idade, como por exemplo utilizando o “time-out”, em vez de gritar, bater, ou negar amor e carinho, ações que podem contribuir para potenciar comportamentos violentos.

Governo quer criar unidade para jovens agressivos

Julho 7, 2013 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Açoriano Oriental de 25 de Junho de 2013.

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VII Encontro das CPCJ`s do Oeste: «Falência Familiar»

Março 3, 2012 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Conferência “De casa à escola, percursos de desvio”

Fevereiro 21, 2012 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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A conferência será ministrada pelo Professor Doutor Adelino de Jesus AntunesMestre em Sociologia do Crime e da Violência, Doutor em Sociologia e investigador da CESNOVA – no dia 15 de março (5ª feira) no Anfiteatro da Escola Superior de Educação de Torres Novas às 21 horas.

A entrada é livre, porém com inscrição obrigatória (espaço limitado a 140 lugares). Caso tenha interesse em estar presente nesta conferência, agradecíamos o envio de um e-mail para alexandra@esetn.pt com o assunto: “presença na conferência “De casa à escola, percursos de desvio”.

Esperamos poder contar com a sua presença.

Departamento de Comunicação/Formação

Escola Superior de Educação de Torres Novas

Telf. 249 824 892

 

Seminário Jovens em Risco

Novembro 14, 2011 às 4:26 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Ficha de inscrição

Elevado consumo de bebidas com gás associado a violência na juventude

Novembro 12, 2011 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Destak de 25 de Outubro de 2011.

O estudo mencionado na notícia é o seguinte:

The ‘Twinkie Defense’: the relationship between carbonated non-diet soft drinks and violence perpetration among Boston high school students

O elevado consumo de bebidas gaseificadas entre os adolescentes pode estar ligado a um comportamento mais agressivo, assegura um estudo divulgado pela publicação “Injury Prevention”.

Os adolescentes que bebem mais de cinco latas de bebidas gasosas são significativamente mais propensos a ter atitudes violentas entre as quais se inclui utilizar armas e perpetrar agressões.

O estudo está baseado numa sondagem feita em Boston, Massachusetts, a 1.878 adolescentes entre os 14 e os 18 anos de 22 escolas públicas.

Os jovens foram “classificados” em duas categorias: baixo consumo – até quatro latas por semana – e alto consumo – mais de cinco latas por semana.

Um terço dos entrevistados classificou-se na categoria de alto consumo, levando os analistas a questionar sobre recentes comportamentos ou atitudes violentas com colegas ou familiares e de usavam facas ou pistolas.

As atitudes foram avaliadas junto a outros fatores que poderiam influenciar os resultados como o género, consumo de álcool, tabaco e as horas de sono.

Cerca de 23 por cento dos jovens que disseram beber uma ou nenhuma lata de refrigerantes responderam que saiam habitualmente com armas, enquanto que no grupo de jovens que consumiam mais de 14 latas por semana, a percentagem subia para 43 por cento.

Entre as conclusões do estudo, os investigadores afirmaram que os adolescentes que mais consumem bebidas refrigerantes gaseificadas possuem entre nove a 15 por cento de mais probabilidades de manifestar condutas violentas.

“Pode haver uma relação direta de causa/efeito, quem sabe devido ao açúcar ou cafeína presente nestas bebidas, ou pode haver outros fatores não ainda analisados, que provoquem um elevado consumo de refrigerantes gasosos e ações violentas”, acrescentam as conclusões do estudo.

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