Sabe o que um ovo por dia pode fazer aos bebés?

Julho 12, 2017 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , , , , , , ,

Notícia do site http://tpa.sapo.ao/ de 8 de junho de 2017.

O estudo mencionado na notícia é o seguinte:

Eggs in Early Complementary Feeding and Child Growth: A Randomized Controlled Trial

Em primeiro lugar, sim, as crianças podem comer um ovo por dia.

Passados anos a apontar o dedo ao impacto nocivo que o consumo de ovos pode ter na saúde, um recente estudo publicado na revista Pediatrics não só sugere que os bebés passem a comer um ovo por dia, como garante que tal pode ajudá-los a evitar qualquer tipo de atrofia associada ao crescimento.

Conta o site da BBC que independentemente da forma como é confeccionado – embora seja mais do que sabido que o ovo estrelado é de evitar pela quantidade de gordura -, o consumo diário de um ovo parece ser suficiente para equilibrar o porte nutricional das crianças e, com isso, ajudá-las a crescer de uma forma saudável..

Para o estudo, os investigadores de quatro universidades norte-americanas deslocaram-se até ao Equador e deram ovos a metade dos 160 bebés entre os seis e os nove meses que participaram no teste. Este teste durou seis meses e, ao longo desse período, os cientistas visitaram uma vez por semana cada uma das 160 crianças, não só para perceber se existiam ou não melhorias, mas também para despistar qualquer possível alergia a ovos.

À medida que iam cruzando os dados obtidos dos bebés que comeram um ovo por dia com aqueles que diziam respeito às crianças que não tinham este alimento na dieta (ou que tinham numa quantidade relativamente menor), a equipa liderada por Lora Iannotti repara que o risco de atrofia era 47% menor entre os bebés que consumiram um ovo por dia.

Além disso, o consumo diário de ovo foi ainda associado a uma menor ingestão alimentos adoçados com açúcar, o que leva os investigadores a acreditar que esta proteína de origem animal é mesmo um complemento nutricional importante para as crianças.

Fonte: lifestyle/BA

 

Anúncios

Com a casa às costas: O que levam os alunos dentro das mochilas?

Julho 12, 2017 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , ,

Texto do http://www.educare.pt/ de 28 de junho de 2017.

O estudo citado na notícia é o seguinte:

O peso das mochilas escolares: contributos para uma reflexão fundamentada

Cada criança deve levar na mochila cerca de 10% do seu peso. Um relatório do Observatório de Recursos Educativos (ORE) sugere várias medidas para resolver o problema, desde a atribuição de uma sala a cada turma à divisão dos manuais escolares em fascículos.
Andreia Lobo

O que levam as crianças nas mochilas? Manuais, cadernos, estojos, o lanche e talvez um ou dois spinners. O peso que carregam é muitas vezes considerado excessivo. Quando assim é, as crianças e os adolescentes, tal como acontece com os adultos, podem sofrer de dores nas costas, alterações da marcha e postura incorreta. Em 2009, a Organização Mundial de Saúde (OMS) mostrava-se preocupada com este fenómeno. Alertava que o peso da mochila não devia ultrapassar os 10 a 15% do peso da criança e adolescentes.

Uma reportagem da RTP mostrava, na mesma altura, que no 7.º ano os alunos chegavam a carregar diariamente cerca de sete quilos de material escolar. Sendo certo que à medida que a escolaridade progride, e as disciplinas vão aumentando, também se avolumavam livros e cadernos. Ao ponto da OMS considerar o excesso de peso nas mochilas um problema de saúde pública. O debate não é novo, nem exclusivo. Outros países questionam que medidas adotar para aliviar os alunos.

Mas voltemos à pergunta inicial. O que levam as crianças nas mochilas? Gonçalo, 10 anos, aluno do 4,º ano do ensino público, dá uma longa resposta. “Levo o caderno diário de Português, o caderno diário de Matemática, o manual de Estudo do Meio, o manual de matemática, o manual de português, levo três estojos, um livro, a sebenta, a lancheira e outras coisas…” A meio da listagem, Gonçalo pede uma pausa. Vai verificar dentro da mochila se não esquece nada. “Não levo os manuais todos os dias, só quando é preciso, mas normalmente levo sempre o de Português e o de Matemática e os dois cadernos…”, retifica, depois a lista continua: “Levo a caderneta, o Dicionário de Português, se tiver de fazer alguma ficha de português…” Os cadernos de exercícios entram no rol de passageiros “só quando é preciso corrigir os trabalhos de casa”.

Quando fecha a mochila, o peso rondará os quatro a cinco quilos, contas feitas a olho, pela mãe. Independentemente do peso, Gonçalo acaba por não andar muito carregado. De manhã, a mãe leva-o de carro. A mochila vai também no banco de trás. No final das aulas é pior. A avó vai buscá-lo a pé. Dez minutos de percurso, da escola à casa da avó, mas Gonçalo vai de “mãos livres”. “A minha avó queixa-se que a mochila é pesada, até diz que só queria ter aquele peso em dinheiro!”, graceja.

Muitos dos cadernos A4 que os alunos utilizam não chegam até ao fim. Se isso fosse levado em conta, a lista de material talvez pudesse ser encurtada. No relatório “O peso das mochilas escolares: contributos para uma reflexão fundamentada”, publicado este mês, Adalberto Dias de Carvalho e Nuno Fadigas, investigadores do Observatório dos Recursos Educativos, chamam a atenção precisamente para “o material escolar excedentário” que alunos e jovens carregam para a escola. Estojos e cadernos escolares “que não raramente terminam a sua vida útil com pouco mais de um quarto de páginas utilizadas”. Também é comum as crianças levarem nas mochilas objetos que nada têm a ver com a escola.

A maior fatia do peso continua, no entanto, a ser a dos manuais escolares Quando se avança para a hipótese de substituir os vários manuais por tablets com versões e-book, a dupla de investigadores recomenda “especial cautela”. Porquê? Por um lado, porque o sedentarismo, a falta de exercício, o número de horas passadas em frente à TV ou ao computador são outros fatores que concorrem com as mochilas para a má postura física de crianças e jovens.

Por outro lado, a aprendizagem feita através de plataformas digitais permanece envolta em condicionantes, como mostrava em 2015 o estudo “Students, computers and learning: making the connection”, publicado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), evidenciando que os sistemas educativos ainda não tinham conseguido criar pedagogias de ensino e aprendizagem que permitissem tirar o melhor proveito da tecnologia.

Legos, bonequinhos e livros
Rafael, 10 anos, a frequentar o 4.º ano no ensino privado, prepara a mochila sozinho. Antes de correr o fecho, a mãe dá quase sempre uma espreitadela. Não são raras as vezes em que se vê forçada a retirar alguma “tralha”. O que leva o miúdo para a escola? “Tudo, se puder leva tudo!”, responde Marta Oliveira fazendo uma breve listagem: “Legos, bonequinhos pequeninos, livros para ler, desenhos soltos, quando era mais pequeno levava também carrinhos…” A propósito do item “livros”, a mãe refere que a professora – “e muito bem” – põe as crianças a ler. Por isso, Rafael enche também a mochila com livros de histórias para usar nesses momentos de leitura.

Além dos brinquedos, dos manuais, cadernos e dos livros, há que contabilizar o lanche e a garrafa de água. Uma vez por outra, durante uma vistoria ao conteúdo da mochila, Marta encontra uma circular da escola perdida no meio da papelada. A mochila, serve para Rafael transportar “uma verdadeira lixeira”, ironiza. Mesmo no final do ano letivo, Marta acredita que a mochila pese à volta dos cinco quilos. Rafael pesa 38 quilos.
Uma investigação realizada em 2013 em Espanha, com crianças de 8 a 10 anos, a frequentar o 3.º e o 4.º anos, concluía que “o peso excessivo resulta da falta de supervisão do aluno sobre o material que necessita para a aula”. Os investigadores verificaram como alunos da mesma turma chegam a transportar mochilas com diferenças de peso até 4,2 quilos. Quando abriram as mochilas detetaram algumas situações passíveis de serem corrigidas.
Um erro frequente era o uso de mochilas de grande proporção. Ou seja, com tanto espaço para “meter coisas”, tudo cabia na mochila. Alguns alunos levavam para a escola manuais de disciplinas que não tinham aula nesse dia. Ou estojos com materiais não pedidos pelos professores. E, mesmo dicionários de língua espanhola e estrangeira que, segundo os investigadores, deveriam permanecer na sala de aula.

Adalberto Dias de Carvalho e Nuno Fadigas avançam com algumas recomendações sobre como aliviar o peso das mochilas. Na escola, a atribuição de uma sala fixa por turma, um cacifo por aluno, horários capazes de minimizar as solicitações de material escolar por dia. Logo no início do ano, dizem os autores, deve ser enviada aos pais uma lista não apenas com o material, mas com o seu escalonamento temporal.

Outra das medidas passa por esclarecer os encarregados de educação sobre como ajudar as crianças e os jovens a “preparar a mochila”, sobretudo nos 1.º e 2.º ciclos. Os autores sugerem ainda uma contenção dos TPC de modo a que não obrigam ao transporte dos manuais para casa, o uso de uma balança na sala de aula, para autorregulação do peso carregado. Mas também a valorização da disciplina de Educação Física, como forma de criar hábitos e posturas mais saudáveis.

O relatório do ORE sugere ainda às editoras uma mudança de formato no fabrico dos manuais. E sugere a divisão dos manuais escolares em fascículos e o uso de papel com uma gramagem mais leve. As recomendações estendem-se aos fabricantes de mochilas, pedindo-se uma “valorização prioritária dos aspetos ergonómicos”.

Às costas ou pelo chão?
Por muita variedade de cores, tamanhos e formatos, no que toca às mochilas escolares, existem apenas duas opções: mochila para carregar às costas ou para mover pelo chão com rodas. O ORE encontrou uma vasta revisão de literatura sobre as vantagens e desvantagens destas duas opções. As evidências sugerem que o uso dos carrinhos escolares tem como consequência um aumento do peso carregado.

Os resultados de uma investigação feita no ensino privado, publicada na Revista Brasileira de Fisioterapia, publicada em 2008, mostravam crianças a transportar nas suas mochilas carrinho cargas superiores a 10 quilos quando o material de uso diário exigido pelos professores não ultrapassava 1,5 quilo. Uma situação alterada através de um programa de educação postural, aplicado em 129 escolas, nos 4.º e 5.º anos de escolaridade, ter sensibilizado alunos e professores para os cuidados a ter com a coluna vertebral.

A pouca maleabilidade das rodas, por exemplo, quando é preciso subir e descer escadas, condiciona a utilização destes carrinhos. Apesar de ser a opção considerada menos prejudicial. Até agora, Rafael usava a mochila carrinho, por recomendação expressa do pediatra. “Se usasse mochila normal, com as coisas que ele leva atualmente para a escola, era bem possível que ao pô-la aos ombros caísse para trás”, constata.

Em 2014, a BackCare, uma organização sem fins lucrativos que alerta para o conhecimento das lesões na coluna, conduziu uma pesquisa nacional no Reino Unido entre um grupo considerado de risco, crianças de 11 e 12 anos de idade. Em média, as crianças carregavam mochilas com 13% do seu peso, em alguns casos com 60%. Além do peso, os investigadores verificaram que as crianças carregam mal a mochila, usando apenas a alça num dos ombros.

No próximo ano letivo, Rafael vai deixar as “rodas” e usar a tradicional mochila às costas. Talvez por uma questão de moda. Talvez porque o miúdo já se sinta crescido o suficiente para um modelo de mochila que julga ser mais “de adulto”. Seja qual for a razão, o pediatra já fez saber que a nova mochila deverá “obrigatoriamente” ser carregada nos dois ombros.

 

Estudo mostra relação entre ‘bullying’ e problemas de comportamento alimentar

Julho 12, 2017 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , ,

Notícia do http://www.dn.pt/ de 28 de junho de 2017.

Investigação inclui adolescentes e adultos

Uma “relação conflituosa” com a alimentação e com a imagem corporal pode estar relacionada com a ocorrência de ‘bullying’ na adolescência e com “perceções de inferioridade”, conclui um estudo hoje divulgado.

O estudo — que envolveu 609 adolescentes do sexo feminino, 5.475 mulheres adultas e 335 homens – foi realizado entre 2013 e 2017 por investigadores da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra e da Faculdade de Medicina e Saúde da Universidade de Leeds, no Reino Unido.

Numa primeira fase, os investigadores quiseram “perceber quais os fatores de risco para o desenvolvimento de problemas de comportamento alimentar na adolescência, acompanhando, ao longo de três anos, 609 adolescentes do sexo feminino de escolas rurais e urbanas da região Centro do país”, explica a Universidade de Coimbra.

“Concluiu-se que adolescentes que passaram por experiências de ‘bullying’ tendem a desenvolver sentimentos de vergonha em relação à sua imagem corporal e a iniciar comportamentos desregulados com a comida”, acrescenta.

Cristiana Duarte, investigadora principal do projeto, referiu que “quando as adolescentes atribuem ao corpo a razão pela qual são vítimas de ‘bullying’ podem começar a adotar comportamentos alimentares desregulados, como forma de corrigir aquilo que percecionam como uma inferioridade e que poderá estar na base dessas interações negativas com pares”.

Os investigadores avaliaram também o problema na população adulta, “a partir da autoavaliação com base em memórias de experiências negativas da infância e da adolescência, bem como em experiências na idade adulta associadas a vergonha e a dificuldades de regulação emocional e do comportamento alimentar”.

Nesse sentido, foram realizados estudos que envolveram 3.125 mulheres e 335 homens da população geral portuguesa com diversos graus em termos de peso, 2.236 inglesas com excesso de peso e obesidade e 114 mulheres diagnosticadas com Perturbação de Ingestão Alimentar Compulsiva.

Segundo Cristiana Duarte, observou-se que “memórias deste tipo de experiências negativas na infância e adolescência se associam também a vergonha corporal na idade adulta”.

A situação agrava-se em mulheres com excesso de peso e obesidade: “A vergonha corporal, o autocriticismo e tentativas de evitamento destes estados internos negativos parecem estar relacionados com uma pior regulação do comportamento alimentar, nomeadamente com sintomas de ingestão alimentar compulsiva, e a dificuldades na perda de peso”.

“Estas dimensões parecem ser também muito importantes na ocorrência de episódios de descontrolo alimentar no sexo masculino”, acrescenta.

Os investigadores desenvolveram um programa de intervenção psicológica de curta duração (quatro semanas) focado no desenvolvimento de competências para fomentar uma gestão equilibrada da alimentação. Depois, foi testado num estudo piloto em 20 mulheres com Perturbação de Ingestão Alimentar Compulsiva, tendo-se revelado eficaz.

No final desta intervenção, “notou-se uma redução significativa de sintomas de ingestão alimentar compulsiva e de outros sintomas de comportamentos alimentares perturbados, de dificuldades relacionadas com a imagem corporal, autocriticismo e indicadores de depressão”.

De acordo com Cristiana Duarte, os vários resultados obtidos no estudo mostram a necessidade de “incluir no Sistema Nacional de Saúde abordagens inovadoras que complementem as terapêuticas convencionais de prevenção e tratamento destes problemas de saúde pública”.

 mais informações no link:

http://noticias.uc.pt/multimedia/videos/estudo-revela-que-ha-relacao-entre-bullying-e-problemas-de-comportamento-alimentar/

 

 


Entries e comentários feeds.