“O meu agressor anda comigo no bolso”

Março 20, 2017 às 2:20 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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Texto do http://observador.pt/ de 18 de março de 2017.

Ana França

As ofensas, o gozo, os e-mails difamatórios, as fotografias tiradas no balneário. Na era da internet, o bullying é uma nódoa negra permanente. Nada se esquece e tudo se partilha.

Já não é só das nove às cinco. É todo o dia e toda a noite, e acontece dentro de um objeto que transportamos para todo o lado. “O meu agressor anda comigo no bolso”, ouviu Rosário Carmona, psicóloga que acompanha crianças e jovens vítimas de abuso, um dia, no seu gabinete. O bullying é um fenómeno que existe em todas as escolas do mundo e desdobrou-se, com a chegada da internet , no cyberbullying. O gozo, a ofensa, a violência psicológica, as críticas, as ameaças e a chantagem acontecem 24 horas por dia, sete dias por semana, no ecrã de um telemóvel do qual os jovens estão cada vez mais dependentes. O cordão que os liga ao mundo onde estão os seus agressores serve também como principal escape a essa agressão.

As marcas não desaparecem nunca, porque da internet nada desaparece nunca. O direito ao esquecimento é fundamental para quem sofre de cyberbullying, já foi aprovado por todos os países da Europa, mas é preciso que o caso chegue a tribunal. A lei, em Portugal, já considera o bullying e o cyberbullying como crimes, puníveis com pena de prisão até cinco anos quando o agressor é maior de 16 anos.

O principal risco para as crianças é que os pais e os educadores por vezes relativizam este tipo de violência como uma coisa banal, como só mais uma parte de se ser adolescente. Só que o bullying acontece nas idades que nos definem, naquela altura em que ter muitos amigos, ser convidado para festas de aniversário, ou ser escolhido em primeiro lugar para as equipas na aula de Educação Física são as batalhas mais importantes do mundo. O bullying não é apenas gozar com miúdo que é mais baixo que os colegas de turma. É um ataque sistemático e premeditado a alguém que vai deixando de acreditar, à medida que lhe espezinham a auto-estima, que é digno de amor e respeito no futuro.

O bullying é um problema sério, com uma influência direta e documentada nas tendências suicidas dos jovens de todo o mundo. Em Portugal este fenómeno ainda não está bem estudado, até porque os pais e os educadores precisam de mais formação para identificarem os alertas nas crianças e para estarem atentos ao que se passa dentro dos computadores e dos telemóveis. “É essencial que os professores e os pais entendam que aquele miúdo mais calado ao fundo da sala, que chega a casa com dores de cabeça e dores de barriga pode não ser apenas uma criança tímida mas sim uma criança que já não comunica com medo de ser gozada”, defende, numa entrevista ao Observador, Rosário Carmona. A psicóloga será uma das oradoras no debate “Novas tecnologias: Uso ou abuso?” que acontece este sábado, em Aveiro, organizado pelo SIPE – Sindicato Independente de Professores e Educadores.

Na semana passada, o caso da adolescente de Ponte de Lima que fugiu de casa cinco dias para se ir encontrar com um rapaz de 24 anos que já tinham sido identificado pela Polícia Judiciária como alguém “com perfil de predador online”, voltou a colocar a questão da segurança dos jovens no meio digital em primeiro plano. Infelizmente, já nem é possível contar os casos de homens — e algumas mulheres — que fingem serem outras pessoas na internet para aliciar jovens a enviar fotografias e vídeos em situações comprometedoras. Alguns chegam mesmo a convencer as vítimas a marcar um encontro, e não é preciso dizer o perigo que isso acarreta — ou é? “É sim. Parece óbvio para um migrante digital, que tem noção do que é a interação social antes da internet, mas nas redes sociais as coisas parecem sempre relativamente inofensivas. É só uma mensagem, qual é o problema? Se um homem nos abordar na rua começamos a correr ou chamamos a polícia, mas na internet expomo-nos mais, baixamos as defesas, somos desconhecidos, até podemos ser anónimos. Esta é a realidade de muitos adultos, e de muito mais crianças”, explica Rosário Carmona.

“O papel dos professores é essencial e a formação de professores e auxiliares tem que ser uma prioridade nas escolas”, defende, na mesma sala, Júlia Azevedo, presidente do SIPE. “A tecnologia é ensinada em aulas específicas, mas como estamos sempre a correr para dar o programa resta pouco tempo para incluir nas aulas essas advertências essenciais em relação aos perigos que se escondem em algo que os alunos utilizam todos os dias”. Na opinião da professora, falta “flexibilidade de horários e conteúdos”. Rosário Carmona e Júlia Azevedo já têm ideias. Por exemplo, nas aulas de Português ou Psicologia um dos trabalhos podia ser conduzir uma entrevista com um especialista em cyberbullying, e, em Matemática, construir um gráfico com a evolução da prevalência deste problema nos vários países da Europa”, dizem à vez.

“As formas de subjugação e violência possíveis na internet são inúmeras. Por exemplo, um agressor pode criar uma página na internet e colocar insultos ou fotos da vítima, ou então pode fazer circulá-las pelo Whatsapp ou outro chat, ou criar grupos fechados por exemplo no Facebook onde circulam comentários ofensivos à pessoa alvo do cyberbullying”.

Rosário Carmona, psicóloga clínica especializada em problemas da juventude

Alguns dos casos mais conhecidos chegam-nos pela imprensa estrangeira. Amanda Todd tinha 15 anos quando se suicidou, em 2012, em sua casa, depois de uma fotografia do seu peito ter sido partilhada por um homem que a chantageou por mais de dois anos. Aydin Coban, o agressor de Amanda, foi preso na quinta-feira e vai passar 11 anos na prisão. Também Jessica Logan, uma jovem de 18 anos de Cincinnati, escolheu acabar com a própria vida depois uma imagem do seu corpo nu ter sido partilhada centenas de vezes pelo namorado na rede social pré-Facebook, o MySpace, depois de ela ter terminado a relação. A chantagem está quase sempre subjacente a esta forma de violência e os golpes chegam de várias direções.

“As formas de subjugação e violência possíveis na internet são inúmeras. Por exemplo, um agressor pode criar uma página na internet e colocar insultos ou fotos da vítima, ou então pode fazer circulá-las pelo Whatsapp ou outro chat, ou criar grupos fechados por exemplo no Facebook onde circulam comentários ofensivos à pessoa alvo do cyberbullying“, diz Rosário Carmona.

Os jovens que chegam ao seu consultório trazem histórias que a ficção não conseguiria conjurar. Rosário Carmona conta a história de um jovem que é vítima de cyberbullying e que sabe perfeitamente que existe um grupo no Facebook criado para dizer mal dele. “Às vezes, os seus agressores concedem-lhe acesso, outras vezes bloqueiam-no. Numa das consultas ele disse-me que não sabia se era pior estar lá dentro e ler o que diziam dele, ou se era quando não podia ver, porque ficava horas a imaginar as coisas horríveis que estariam a circular”, exemplifica a psicóloga que além de um jogo de tabuleiro para tentar que as crianças e os pais se reúnam à volta destas questões tem um livro de perguntas e respostas para educadores e pais — “iAgora?” — que deve sair no início de abril.

“Para um migrante digital é óbvio que a internet representa um outro mundo, porque existe a noção do que é ou foi a interação social antes da internet mas nas redes sociais as coisas parecem sempre relativamente inofensivas. É só uma mensagem, qual é o problema? Se um homem nos abordar na rua começamos a correr ou chamamos a polícia mas na internet expomo-nos mais, baixamos as defesas, somos desconhecidos, até podemos ser anónimos”.

Rosário Carmona, Rosário Carmona, psicóloga clínica especializada em problemas da juventude

 

Apesar de não existirem estudos exaustivos realizados recentemente no nosso país, existe um publicado em 2014 (comparando dados de 2010 e 2014) pelo EU Kids Online, uma plataforma financiada pela União Europeia e sediada na London School of Economics que estuda os hábitos de utilização da internet dos jovens europeus, em parceria com um outro projeto com o mesmo objetivo, o Net Children Go Mobile. Os investigadores entrevistaram 28 mil jovens e a conclusão é que o fenómeno está a crescer. Em Portugal, Dinamarca, Itália, Irlanda, Roménia, Bélgica e Reino Unido, os sete países analisados, os dados mostram um aumento dos oito para os 12 por cento.

O crescimento aconteceu sobretudo entre as raparigas, e entre o grupo mais jovem do estudo (nove aos 16 anos). Outro dado preocupante é que o contacto com imagens ou informação de cariz sexual através das redes socais também aumentou (de 26 para 28%) na mesma faixa. Em quatro anos, as raparigas, que já eram o grupo mais vulnerável, ficaram ainda mais expostas (de 12 para 19 por cento).

Cristina Ponte, uma das investigadoras da equipa que tratou os dados dos jovens portugueses no estudo, destaca que, no nosso país, o dado mais interessante é que as crianças têm um acesso à internet quase universal, o que também acaba por os expor mais a mais riscos.

Já em 2016, Tito de Morais, autor do “Cyberbullying, Um Guia para Pais e Educadores” e fundador da página Miúdos Seguros na Net, disse que a violência propagada pelo espaço digital “atinge hoje entre 10 a 20% dos jovens portugueses mas “mas a sua verdadeira prevalência não se conhece”.

Repercussões perpétuas

Nos recreios dos idos anos 90, e nos de todas as décadas que lhe antecederam, as ofensas resolviam-se disferindo uma pior, ou, no máximo, um soco. A vergonha, fora nos casos mais graves, fazia mossa apenas até ao próximo miúdo ser gozado, ou pelo menos cessava quando a vítima se libertava das paredes das escola. Agora, o palco para este tipo de violência é, potencialmente, todo o mundo.

“Para que exista uma situação de bullying a violência tem que ser intencional, persistente e tem que haver um desequilíbrio de poder. Na internet tudo isto é mais fácil, mais rápido e mais abrangente”, explica Rosário Carmona, que completa com um exemplo.

“Uma das adolescentes que eu acompanho confessou que decidiu, com uma amiga, criar um email em nome de uma outra rapariga da escola e escrever, a partir daquele e-mail falso, e-mails para todos os rapazes da turma oferecendo-se para dormir com eles. Isto causa problemas complicados de perceção, e essa ‘fama’ é de uma grande violência para as raparigas nestas idades”.

Uma criança que seja vítima de cyberbullying não consegue ver um fim para o seu sofrimento e por isso “o risco de suicídio aumenta três vezes em relação ao bullying presencial”, diz Rosário Carmona.

O palco alarga-se e o controlo escorre-lhes das mãos. “Há duas características principais que distinguem os dois tipos de bullying. Uma é o palco e outra é o controlo. Uma fotografia comprometedora na internet pode ser partilhada centenas de vezes em poucos segundos, adquire uma exposição muito mais vasta, o palco é infinito. Por outro lado, o controlo deixa de existir como o conhecemos. Estou a ser agredida mas não o consigo evitar, não o consigo enfrentar. Não sei quem fez o site sobre mim, ou o print screen, quem publicou as ofensas ou as fotos, quantas pessoas viram, ou quando vai parar”, diz a psicóloga que há mais de uma década acompanha dezenas de jovens que todos os dias sofrem com este tipo de abuso cobarde e anónimo.

Terra de ninguém

Tal como na maioria dos casos de abuso fora dos meios digitais, as vítimas muitas vezes optam por não recorrer à ajuda dos pais, nem dos professores. Fecham-se, porque anteveem o pior caso denunciem os seus agressores: temem, em primeiro lugar, que a agressão se intensifique, depois têm vergonha de contar os abusos em si. Quando a vítima deixa de reagir ao abuso e depois volta a reagir, sem querer, está a ensinar ao agressor a partir de que ponto é que começa a obter uma reação “, diz Rosário Carmona.

Esperam que passe. Os pais, mesmo os que sabem, esperam que passe. “Só que raramente passa e os pais tendem a ignorar”, diz a psicóloga. Às vezes, na tentativa de ajudar, ainda causam mais ansiedade. “Alguns pais optam por retirar o computador, ou o acesso às redes sociais, ou o telemóvel. Alguns miúdos dizem-me que não falam com os pais porque têm a certeza que eles lhe vão retirar o telefone. Só que impedir o uso do telefone muitas vezes ainda desestabiliza mais”.

Isto apesar de Rosário Carmona defender uma restrição ao uso da internet e aconselhar que os pais controlem o que os filhos consultam, incluindo pedindo-lhes as passwords para as redes sociais, prometendo respeitar a privacidade e intervindo apenas em situações suspeitas. Alguns pais também lhe dizem que “não se querem meter” porque “não sabem utilizar muito bem a internet” mas, na opinião da psicóloga, os pais não precisam de saber utilizar redes sociais, ou qualquer outra plataforma, para proibirem alguma coisa que está claramente a afetar o comportamento dos seus filhos, ou pode colocá-los em perigo, ou quando têm alguma suspeita de que estejam a ser sujeitos a algum tipo de violência”.

A internet são fios invisíveis. Fios que ligam toda a gente sem que ninguém perceba quem está ligado a quem. “É muito possível que uma situação de cyberbullying se passe durante muito tempo sem ninguém reparar, porque muitas vezes os agressores não ofendem publicamente. Uma das minhas pacientes estava sentava nas aulas na mesma carteira que a sua agressora e aquilo deixava-a tão angustiada que começou a baixar consideravelmente o seu aproveitamento escolar”. Só mais um exemplo.

O cyberbullying, diz Rosário Carmona, é uma “terra de ninguém” porque “a escola não quer assumir o problema e os pais não sabem o que se passa, por isso também não agem. É por isso que a formação e a educação das crianças é tão importante. É absolutamente essencial que os pais saibam ensinar aos jovens as competências para lutarem eles contra isto: assertividade, interação, tolerância à frustração, regulação do comportamento e adiamento da recompensa”, explica.

O que isto quer dizer, basicamente, é que há ferramentas que ajudam a lutar contra todas as adversidades da vida, e que os jovens estão a perder, porque hoje a regulação dos comportamentos é sempre feita através de um estímulo externo. Depende-se do iPad para uma criança comer, por exemplo, o que quer dizer que a paciência para esperar, a capacidade para esperar pela resolução de uma situação desagradável, a resiliência, tudo isto está em causa quando falamos não do uso mas do abuso da utilização da internet.

Rosário Carmona pergunta a Júlia Azevedo em que deve focar a apresentação que irá fazer em Aveiro. “Sinais de alerta, sinais de alerta, sinais de alerta”, responde a professora, que não se cansa de frisar que a formação é essencial para todos os membros da comunidade escolar que têm de estar preparados para identificar estes alunos. “Tanto as vítimas como os agressores”, diz a professora, “porque os agressores, muitas vezes já foram vítimas e as vítimas estão a um click de se tornarem agressores”.

 

 

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Cyberbullying – what if it’s your child at fault?

Novembro 22, 2016 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do https://www.theguardian.com/ de 1 de outubro de 2016.

It’s vital to show an interest in your child’s digital life.’ Photograph: Alamy

It’s vital to show an interest in your child’s digital life.’ Photograph: Alamy

Linda Papadopoulos

t’s enough to set any parent’s heart racing. An urgent call from the school to say your child has been involved in cyberbullying. You want to know the name of the child who has dared to say anything hurtful about your son or daughter. Then horror as you discover your child is the bully.

It’s an excruciating scenario, and one that could make you feel you have failed as a parent. Yet with an increasing number of cyberbullying victims, there must be a growing number of culprits. There are steps that parents can take to help tackle cyberbullying by understanding the online worlds they inhabit and the technology they use.

Could my child be a cyberbully?

Children may be able to weave their way round apps and social media at Formula One speeds, yet not be mature enough to understand the consequences and implications of the content they post and share. Two thirds of secondary school pupils agreed it was easier to say something hurtful online than face to face.

No one likes the idea of their child as a cyberbully or a bystander to bullying. There is a possibility your child has bullied, or been a witness to it, without fully understanding how it has affected the victim.

Why is this an important time of year?

Online searches for the term cyberbullying spike at this time of the year, when children are back at school. The number of people who contact me for advice on the issue also peaks at this time. Many children will have started the term with their first smartphone, giving them digital independence and opening up the world of social media. Kids today network with a wider circle of friends that a child growing up in the 1980s could only have dreamed of.

How does cyberbullying compare with bullying face to face?

Bullying has changed. No longer does it stop at the school gates. Comments online stick around, they breed and they have an audience. Before, bullies could only get to you between the hours of 9am and 3pm, but cyberbullying has the potential to affect someone day and night and it offers a degree of anonymity to the perpetrator. By setting up a fake alias that bears no resemblance to your name, the cyberbully is free to say and do as he or she chooses.

What should I say to my child if I find out they are bullying someone online?

We’ve all done things we regret, it’s not so black and white to children. The important thing is that your child talks to someone if they’ve messed up. Try not to get angry or overreact – work out together how to remove inflammatory or offensive content and make amends with the people involved. Some children like to express their feelings in different ways – if your child finds it hard to sit down with you, let them know they can contact a confidential helpline (such as Childline) for advice.

What can I do to prevent my child from cyberbullying?

It’s vital to show an interest in their digital life and give your relationship with your child a regular health check. Talk about which apps and websites they use, and the kind of things they post on social media. Explain how important it is to think before they post and not say anything online that they wouldn’t say face to face.

How do I encourage them to use social media in a positive way?

Explain the nuance between sharing what they think might be funny, versus the potential to cause offence. Ask them how they would feel if they were on the receiving end. It is just as important to have manners online as it is at the dinner table or the school hall.

What could have turned my child in to a cyberbully?

Your child might be hearing or seeing things that affects their behaviour choices – on TV, social media or others at school. This change in behaviour could include prejudicial attitudes towards fellow pupils, such as racism, attitudes towards disability, sexism, homophobia, transphobia, etc.

Who should I tell if my child has bullied someone online?

Talk to family and friends – some may have had a similar experience. Don’t be afraid to talk to their teacher to send clear messages to your child about the impact it could have on them and children they are targeting.

Dr Linda Papadopoulos is supporting the campaign by Internet Matters to help parents deal with cyberbullying, internetmatters.org/cyberbullying

To My Bully – Vídeo

Outubro 20, 2015 às 10:45 am | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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http://agirllikehermovie.com/

https://www.youtube.com/channel/UC0Y3nLdabRSpfZtzMGYWveA

 

 

We can’t beat bullying with more bullying

Agosto 15, 2015 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do http://www.independent.co.uk de 19 de julho de 2015.

The Independent

 

Liz Cookman

Online kangaroo courts are ruining lives

When it comes to bullying, we’re told to lead by example. But just this week a vitriolic witch-hunt against a 16-year-old girl has proved that we’re not setting a particularly good one ourselves.

The girl – who cannot be named due to her age – was accused of bullying two 14-year old schoolgirls in a video that went viral.

The footage depicts a clash between two groups of teenagers in Northfield, near Birmingham, last Saturday. The accused is seen telling the two girls to “get on your knees and say sorry” for giving her a “dirty look”, before punching them and emptying their bags onto the floor.

The humiliating ordeal makes for uncomfortable viewing, although the video was seen over 7 million times on Facebook before the police requested that users remove it. What was more uncomfortable, however, was the vitriolic hounding of the alleged ‘bully’ following its release.

Forget uncomfortable. What I mean is disgusting, gross, inexcusable. A cyber lynch mob got a whiff of blood and went after it with gusto. A stream of commenters, largely adult, flooded social media. They wanted justice and closure for the alleged victims. Most of all they just wanted to hate.

The girl’s identity was uncovered through social media and released online along with her phone number. Facebook groups were set-up calling for ‘karma’ to be served. Insults were hurled at the girl for her appearance. There were a number of physical threats and some even asked for her to ‘kill herself’.

The tirade became so bad that she had to be taken into police custody for safety and her phone was destroyed due to the number of death threats she was receiving. Later, she was forced to flee her home with her mother when an angry gang of vandals descended.

“A bunch of adults turned up and started spraying graffiti,” one eyewitness told The Sun after the words ‘scum’ and ’bully’ were left on her door. We’re talking about grown humans, intimidating a girl barely more than a child. Forget eye-for-an–eye, this kangaroo court were after a whole head.

I was bullied as a teenager and it can ruin people’s lives. According to charity Ditch the Label, as many as 43% of young people in the UK are thought to have suffered bullying of some kind and it has recently been linked to depression in adulthood. So why on earth did this army of supposed morality enforcers decide the answer to bullying was an even more extreme form of bullying?

Read more: Police investigate ‘sickening’ bullying Facebook video Teacher’s face a storm of bullying – by the children’s parents

Internet vigilantism and high-profile online hate campaigns have become so commonplace that the equivalent of three people a day were convicted of trolling in the UK last year. This was just the latest in a long line of recent hate campaigns that started online.

We’ve seen Reddit’s interim chief executive,Ellen Pao hounded from her job by trolls. Beauty blogger Em Ford was branded “disgusting” for daring to show her naked, blemished skin online. Don’t even get me started on both corners of the Katie Hopkins debate. It’s normal now, sort of acceptable in some circles, even, to bay for blood at anything we don’t like online. We’re legion, and our anger is magnified many, many times.

Yet what a confusing message we’re sending out to youngsters. The teen in the Northfield video broke the law, and she was dealt with accordingly. She pleaded guilty to assault and robbery at Birmingham Youth Court, but is yet to be sentenced. Although she claims no memory of the event due to drink, she was said to be “disgusted” by her actions when shown the video. Bullying is wrong, wrong, wrong. Unabashed group hatred from a distance, however? Why not.

Teens bully – it’s not right, but it happens and we work towards putting it right. Adults, however, we’re supposed to know better. Lest she who is without sin write the first tweet, as some feller once almost said. Especially when we’re talking about teenagers.

 

 

1 POR TODOS E TODOS POR 1! Prevenção do bullying entre jovens

Janeiro 3, 2015 às 1:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Artigo de Susana Carvalhosa publicado no site junho 2013 http://www.opj.ics.ul.pt/index.php/junho-2013

1 POR TODOS E TODOS POR 1! Prevenção do bullying entre jovens Susana Carvalhosa (ISCTE-IUL)
Resumo

O principal objetivo da investigação desenvolvida é compreender os diferentes processos, características, contextos e dimensão temporal dos comportamentos de bullying, de acordo com o modelo bioecológico do desenvolvimento de Bronfenbrenner.

Os resultados suportam o modelo ecológico, uma vez que o bullying está associado a fatores de nível macro (PIB) e micro (suporte social), bem como pelo nível individual (bem-estar, empatia e auto-estima).

Pode-se concluir que quando se desenvolvem políticas e programas de prevenção do bullying entre jovens, é importante considerar a fase de desenvolvimento de um país, as relações com os pares, famílias e comunidades (escola e bairro), bem como o estilo de vida das pessoas envolvidas.
Introdução

O bullying é um comportamento agressivo, que acontece entre pares, a nível internacional, podendo ocorrer em diversos contextos, como a família, a escola, o local de trabalho, a casa, o bairro e mesmo o país.

As consequências, a curto e a longo prazo, do envolvimento, directo ou indirecto, em situações de bullying são negativas. Ao bullying estão associados problemas de saúde (mental e física), pois tanto o medo sentido pela vítima, como o abuso de poder praticado pelo agressor (designado de bully) vai interferir com o desenvolvimento das crianças e jovens. Mas o bullying é um fenómeno bastante complexo, com determinantes de diversos níveis, que contribuem para a ocorrência deste problema – individual, familiar, pares, escola, comunidade e sociedade.

O bullying na escola define-se do seguinte modo: um(a) aluno(a) está a ser vítima de bullying quando ele(a) está exposto(a), repetidamente e ao longo do tempo, a acções negativas da parte de uma ou mais pessoas (Olweus, 1993). Para qualquer situação poder ser designada de bullying, é necessário que estejam concomitantemente presentes os três critérios seguintes:

(1) a intencionalidade do comportamento – o comportamento tem um objectivo que é provocar mal-estar e ganhar controlo sobre outra pessoa;

(2) o comportamento é conduzido repetidamente e ao longo do tempo – este comportamento não ocorre ocasionalmente ou isoladamente, mas passa a ser crónico e regular; e,

(3) um desequilíbrio de poder é encontrado no centro da dinâmica do bullying – normalmente os agressores vêm as suas vítimas como um alvo fácil.

1

Considera-se uma acção negativa quando alguém intencionalmente causa, ou tenta causar, danos ou mal-estar a outra pessoa. Esse repetido importunar pode ser (Carvalhosa, Moleiro, & Sales, 2009a):

  • Físico – bater, lutar, dar pontapés, danificar pertences, forçar a dar dinheiro e extorsão;
  • Verbal – dizer coisas desagradáveis, caluniar, chamar nomes;
  • Social – ameaçar, arreliar, implicar, deixar deliberadamente um indivíduo fora de um grupo social, ignorar, ninguém falar com ele;
  • Sexual – assédio, abuso; e /ou
  • Virtual – através da utilização das tecnologias de informação e comunicação, como a internet e o telemóvel.

Assumindo que o bullying pode quebrar o nosso equilíbrio natural (ecologia), e que é possível preveni-lo, o presente trabalho foi desenvolvido de acordo com o modelo bioecológico do desenvolvimento humano (Bronfenbrenner, 2005). Analisou-se o Processo – a relação entre os jovens e diferentes configurações; a Pessoa – as diferenças entre vítimas, bullies, bully-vítimas (simultaneamente vítimas e bullies) e não-envolvidos (em termos de comportamentos individuais e percepções); o Contexto – familiares, colegas de escola (microssistema), as relações entre os diferentes microssistemas (mesossistema), a influência de indicadores macroeconômicos e culturas diferentes (macrossistema) e o Tempo – a influência de diferentes faixas etárias no processo de desenvolvimento (cronossistema).

2

Resultados principais…

A figura seguinte pretende enquadrar, através do modelo da pirâmide (Carvalhosa, Moleiro, & Sales, 2009b), os diferentes resultados que são divulgados, com bastante frequência, relativamente às situações de bullying ocorridas nas escolas Portuguesas. Os dados podem ir desde os números oficiais (topo da pirâmide) até aos casos reais de bullying em contexto escolar, que ainda se encontram por identificar (base da pirâmide). Os resultados que apresentamos nesta secção dizem respeito ao terceiro nível de identificação – número de situações de bullying conhecidas pelos membros da comunidade onde as crianças e os jovens vivem.

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… a nível individual…

Em diversos estudos realizados com amostras representativas da população escolar portuguesa, podemos verificar que 13% dos alunos adolescentes são vítimas, 5% referem ser bullies e 6% são bully-vítimas(Carvalhosa, 2008), os rapazes e os alunos mais novos envolvem-se mais frequentemente em situações de bullying (Carvalhosa, Lima, & Matos, 2001). Na mesma investigação, em 2008, constata-se que, em comparação com o grupo de alunos não-envolvidos, os que se envolvem em bullying apresentam níveis mais elevados de queixas subjetivas de saúde, níveis mais baixos de satisfação com a vida, mais lesões e uso de armas. Ainda, os bullies relatam mais comportamentos prejudiciais à saúde como o uso de tabaco, álcool e drogas, as vítimas relatam baixa felicidade e o grupo de bully-vítimas envolvem-se mais frequentemente em comportamentos agressivos, como lutas.

Relativamente à falta de empatia dos bullies, verificou-se uma associação negativa entre a componente afectiva da empatia e o grupo dos bullies (Carvalhos & Melo, em preparação). A exacta ou a moderada compreensão pelas crianças das emoções dos outros, bem como as suas respostas emocionais orientada para os outros, são provavelmente factores protectores essenciais contra o bullying.

Numa abordagem retrospetiva do bullying (Carvalhosa, 2011), as vítimas de bullying em contexto escolar, reportaram na idade adulta, menor auto-estima e níveis mais baixos de bem-estar subjectivo. Este estudo fornece evidências sobre os efeitos negativos do envolvimento em comportamentos de bullying escolar, para o bem-estar na idade adulta.

… a nível relacional…

Relativamente à percepção de suporte social, tanto fora como dentro da escola, existem diferenças entre os grupos envolvidos em bullying, quando comparados com os não-envolvidos (Carvalhosa, 2008). Assim, dentro da escola, as vítimas e os bully-vítimas relataram níveis mais baixos de suporte dos colegas de turma e os bullies recebem menor suporte dos professores. Fora da escola, as vítimas relataram níveis mais baixos de suporte de amigos e os bullies recebem menor suporte da família.

Numa comparação relativa à coesão do bairro onde moram (Carvalhosa, 2012), usando aqueles que não estão envolvidos em bullying, como o grupo de referência, as vítimas e aqueles que não estão envolvidos, mas que conhecem alguma vítima, percebem menor coesão do bairro. A coesão do bairro parece, assim, contribuir como protecção para o envolvimento em bullying. Deste modo, para melhorar a coesão do bairro, iniciativas que promovem a interação com os vizinhos são necessárias para prevenir situações de bullying.

… a nível societal

Por fim, foram identificadas variações consideráveis da frequência de bullying, entre diversos países. Com base em dados agregados para 29 países e regiões, uma curva em forma de U foi encontrada, como resultado da associação entre o produto interno bruto (PIB) e o bullying, para todas as faixas etárias (Carvalhosa, 2008). Os países com um PIB baixo e alto revelaram uma alta frequência de bullying e países com um PIB médio manifestaram uma menor prevalência de bullying, relatado tanto pelas vítimas como pelos bullies.

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Conclusões

Estes resultados sugerem que o envolvimento em bullying está associado a diversos factores, nomeadamente a auto-estima, a empatia e o bem-estar. As percepções dos jovens envolvidos em situações de bullying – vítimas, bullies e bully-vítimas – são distintos dos que não se envolvem neste tipo de comportamentos, em especial o suporte social da família, dos pares e na escola e a coesão do bairro em que moram. Também existe relação entre os fatores macroeconómicos, como o PIB, e o bullying.

Estes resultados suportam a hipótese de que o envolvimento em bullying vai prejudicar o desenvolvimento saudável dos jovens e o bom funcionamento da sociedade.

É importante, deste modo, desenvolver estratégias que possam prevenir o bullying. Garantir a validade ecológica e a potencial sustentabilidade dos programas de prevenção, parece ser extremamente importante (Carvalhosa et al., 2009a). A escola é considerada um ambiente particularmente importante para a implementação de abordagens sistemáticas, para prevenir o bullying, pois é um ambiente onde os jovens passam muito tempo e desenvolvem habilidades sociais e diversos tipos de relações. Além disso, a escola está numa posição privilegiada para iniciar a colaboração com os pais e com a comunidade local, que é determinante para o amplo impacto das estratégias de prevenção.

De qualquer modo, o desenvolvimento ecológico do mundo depende das decisões e ações tomadas não só pelas nações, mas também por indivíduos, famílias e organizações.

Desta forma, cada um de nós deve procurar na sua rede social (virtual ou presencial), ser um agente de mudança, ao ser um exemplo positivo para todos.

Daí, um por todos e todos por um! Ou seja, cada um de nós pelos outros e os outros por nós.

Referências

Bronfenbrenner, U. (2005). Making human beings human: Bioecological perspectives on human development. British Journal of Developmental Psychology, 23(1), 143–151.

Carvalhosa, S. F. (2008). Prevention of bullying in schools: An ecological model. University of Bergen, Norway.

Carvalhosa, S. F. (2011). Retrospective school bullying and their long-term implications: A study of well-being in young adults. 15th European Conference on Developmental Psychology.

Carvalhosa, S. F. (2012). Neighbourhood cohesion and bullying behaviors: Psychological sense of community and neighboring prevent involvement in bullying? 4th International Conference of Community Psychology.

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Types of Bullies – The 9 Types of Bullies in School

Novembro 27, 2014 às 6:00 am | Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário
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Children must cope with more challenges when facing adulthood concerning their interpersonal relationships in their work environment, which is school. Due to ongoing world affairs and the ever advancing communication technology industry children have more ways to acquire information and more ways to express their reaction to information. Bullying behavior in schools continues to be a problem that takes forms in various ways depending on the culture and location of the educational institution. Bullying is unwelcomed behavior, unwarranted and invalid criticism of another person or entity.

School administrations as well as state and federal branches have been attempting to conquer bullying in schools; be it passing new laws, implementing new programs, encouraging students to support each other, and so. However, most programs and laws have not touched on why bullies bully or the typologies of bullies. Academic institutions have focused on workplace bullying and behavior management, but none of those elements have been introduced directly into the field.

In this article, a typology of bullies will be described and defined. These descriptions are a accumulation of studies and research conducted within the last 10 years at academic institutions.

Nine Types of Bullies

1) Sadistic 2) Bystander 3) Accessory 4) Conditional 5) Imitative 6) Relational 7) Impulsive 8) Accidental 9) Reactive

The nine types of bullies are more than an identification tool, but also allow for an illustration of how they bully their targets.

Sadistic:

A person who is considered a sadistic bully has a low degree of anxiety of incurring consequences of their negative behavior and also has a low level of empathy towards others. The purpose of this type of bullying is self-gratification and is defined by the behavior that is emitted. Does this person bully publicly or privately? Does this person have one target or random targets? Does this person create contrived opportunities to bully or does this person prefer natural opportunities to bully another? Most sadistic bullies need to feel omnipotent and at times appear to have high self-esteem.

Bystander:

A person who is considered a bystander bully has a high degree of anxiety for the consequences of their behavior and typical degrees of empathy for others. This bully identifies with the subject or the bully, but avoids the situation or minimizes the bullying event. Bystander bullies are ambivalent about the situation due to the high anxiety or possible fears of consequences for participating in the bullying behavior or ceasing the bullying behavior. This type of bully is the most thoughtful of the typologies because they have carefully weighed all the parties involved and choose not to take any action except be a silent witness. An example of a bystander bully would be a person watching a bully engage in the behavior and does nothing. Another example, the bully could call attention to the bystander and the bully will only emit the behavior if the bystander is attending.

Accessory:

A person who is an accessory bully has a typical degree of anxiety of consequences and a low degree of empathy of others. This bully maintains a relationship with another bully and has a dependent relationship with their bully-friend. This person aides and/or encourages behavior of another bully. An accessory bully identifies with the bully and can have a hand in selecting targets for their bully-friend. An example of an accessory bully would be a friend of a bully who cheers or instigates the bully to emit the behavior.

Conditional:

Bullies who are considered conditional have a low degree of anxiety of incurring consequences of their negative behavior, but do have a typical degree of empathy of others. These particular bullies determine their targets based on events or actions related. For example, a new student in school is having a relatively typical adjustment and has not been the subject of any bullying behavior. The new student begins an intimate relationship with another student. Suddenly, the new student has rumors spread about their past relationships, the new student receives threatening text messages, emails, and inappropriate voicemails. The new student learns that another student targeted them because they did not approve of their relationship. This conditional bully only targeted the new student because of the newly developed relationship.

Imitative:

Bullies who are considered imitative bullies have a typical degree of anxiety of consequences and a low level of empathy of others. These types of bullies will copy negative and positive behaviors in their environment. Imitative bullies are not attached or dependent on the bullies they imitate and identify with both the bully and the subject. For example, a group of friends could be making jokes at the expense of another friend. An imitative bully may then join in or use the material in that situation and apply it to a similar situation. This person focuses on inclusion and self-gratification.

Relational:

A person who is an relational bully has a high degree of anxiety of consequences and a low degree of empathy of others. This person is a personal bully. This bully maintains a personal relationship with the subject of bullying behavior. They maintain a relationship by providing both positive and negative behavior to the subject. The relational bully does not emit bullying behavior to strangers or acquaintances. Amongst females the term “frienemies” would describe this bullying relationship. In male relationships or friendships, one male will be more dominate and use humiliation to maintain their status and then reward their subordinate for maintaining their friendship. This could look like inviting them to events, praising them, supporting their extracurricular activities, and defending (physically and emotionally) their subordinate from outside acts or influences. The relational bully is dependent upon their relationship with their subject. If the bully does not have a subject, the bully will canvas and develop a relationship, which makes these bullies friendly, charming, and engaging.

Impulsive:

Bullies who are considered impulsive bullies have a typical degree of anxiety of consequences and a typical level of empathy of others. These particularly bullies are likely to be subjected to bullying themselves, which explains why their behavior is spontaneous and random. Impulsive bullies have a highly level of difficulty monitoring their behavior and are opportunity based. If no opportunity is present, they will not contrive an opportunity. Persons who are identified as impulsive bullies may also have a medical/development diagnoses.

Accidental:

Persons who are considered accidental bullies have a typical degree of anxiety of consequences and a typical level of empathy towards others. An accidental bully is just that, a person unaware of their behavior and their behavior’s impact on the subject. An example of an accidental bully or bullying event is taking a joke to an inappropriate level. Intervention for these bullies is highly affective, because the intent of the bully is not sadistic, bystander, accessory, conditional, imitative, relational, or impulsive.

Reactive:

A person who is considered a reactive bully has a high degree of anxiety of incurring consequences of their negative behavior and also has a high level of empathy towards others. These bullies may begin as subjects of bullying behavior and graduate to bullying during retaliation. They are highly defensive and will display anxious and nervous behaviors such as rapid speech, fidgeting, low attending, daydreaming, excessive perspiration, decreased or increased in appetite, emotional irregularities, and incidents of bowel irregularity. In past research studies, this bully would be diagnosed with post-traumatic stress disorder (PTSD) and any behavior emitted would be considered reactive to past trauma from bullying behavior.

After reviewing the descriptions of the nine bully types, a person could assume that they are one of these bullies or have bullied a person in the manner similar to one of the nine. However, the difference between a bully and someone who bullied someone is:

Bullying is obsessive and at times compulsive. A serial bully has to have someone to bully and appear to be unable to function without a current target. A serial bully: (1) has not learned to accept responsibility, (2) refuse to accept and acquire appropriate social behavior mores, and (3) does not acknowledge consequences of their behavior.

Some excellent books about prevention and intervention strategies for classroom and in-the-home include:

“Bullying Prevention and Intervention: Realistic Strategies for Schools” by Swearer, Espelage and Napolitano (2009)

“Bullying Prevention for Schools: A Step-by-Step Guide to Implementing a Successful Anti-Bullying Program” by Allan L. Beane (2009)

“Bullying From Both Sides: Strategic Interventions for Working With Bullies & Victims” by Roberts and Wiseman (2005)

 

 


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