Bullying: “A denúncia é essencial”

Abril 13, 2018 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Snews

Notícia do https://www.educare.pt/ de 29 de março de 2018.

Qualquer criança ou jovem, seja qual for a idade, pode ser vítima de agressões verbais ou físicas de forma continuada. A isto chama-se bullying. Uma realidade que preocupa pais e professores. O EDUCARE.PT reuniu algumas orientações que podem ajudar a lidar com este problema.

Luis Fernandes, psicólogo escolar e autor do livro Plano Bullying, lembra que a idade em que é mais provável acontecer o bullying é por volta dos 13 anos. Infelizmente para muitos pais, “coincide com a adolescência, a fase em que as crianças se fecham mais”, constata. O que dificulta ainda mais a tarefa dos pais quando suspeitam que algo de errado se passa. É preciso haver “à vontade” para ter aquela conversa onde se vão querer todas as respostas.

Porém, a urgência de saber o que se passa não deve precipitar os pais para um interrogatório. “O ambiente deve ser tranquilo, não ser de crítica e proporcionar espaço para escutar o filho”, adverte o psicólogo. Partilhar com os pais os incidentes de que é alvo não é fácil para a criança. Vários estudos revelam que mais de 60% das vítimas de bullying não contam aos pais nem aos amigos o que se está a passar.

Mas entre o agressor e a vítima existem, na maior parte dos casos, as testemunhas. Crianças ou jovens que são espectadores e receiam envolver-se ou que constituem os “companheiros de crime” do agressor. “A denúncia é essencial”, concorda Luis Fernandes, porque nem sempre as vítimas apresentam sinais que falem por si.

Os alertas surgem quando um bom aluno começa a baixar as notas, começa a não usar o telemóvel ou a Internet, ou se desliga da realidade e da família. Luís Fernandes aconselha os pais a estarem atentos a “mudanças repentinas”, mas adverte: “Sem denúncia é muito complicado ter conhecimento do que se passa na escola.”

Bárbara Wong, autora do guia de relacionamento dos pais com a escola, O Meu Filho Fez o Quê?, aconselha observação redobrada, pois perguntar nem sempre é suficiente para obter respostas. “Os pais devem estar muito atentos.” Para perceber se o filho anda sozinho ou em grupo. “Se for um miúdo isolado é alvo mais fácil de bullying.” Podem também sugerir ao filho que convide os amigos para estudar em sua casa. “São coisas que acabam por ser muito simples, mas permitem aos pais compreender mais do que se passa na escola.”
Investigações feitas nesta área estimam que 70% do bullying acontece no recreio. Longe do olhar dos pais e professores, mas à vista dos funcionários da escola. “Por isso, muito do trabalho dos psicólogos escolares é dar competências aos funcionários para poderem olhar de uma forma mais atenta”, diz Luis Fernandes. Para perceber que “naquele grupo de miúdos onde parece que andam todos às lutas, há um que todos os dias bate noutro”.

Por outro lado, 30% do bullying acontece durante o tempo letivo. “A gestão da sala de aula é cada vez mais complicada”, diz o psicólogo escolar. “Basta um papelinho que circula despercebido ao professor e ninguém sabe o que se vai passar no intervalo.” Para Luis Fernandes, sensibilizar é a palavra de ordem. Elaborar materiais, cartazes com frases alusivas ao problema afixados no estabelecimento de ensino e fazer sessões de esclarecimento são algumas das estratégias possíveis para o conseguir. “É preciso trabalhar o bullying em meio escolar de forma a torná-lo mais evidente, mais visível a todos os alunos que fazem parte da escola”, conclui.

Allan L. Beane, especialista norte-americano na área do bullying, argumenta no seu livro A Sala de Aula Sem Bullying que o professor pode vencer o bully se conseguir mobilizar os restantes alunos da turma a intervir em situações onde qualquer colega esteja em perigo.
A turma pode ajudar o professor a tomar consciência sobre situações que ocorram no recreio ou fora da escola. Através de um inquérito anónimo, onde pede aos alunos que contem experiências onde as palavras ou o comportamento de algum colega os tenham magoado. Mas é importante garantir que as descrições não apontam nomes, alerta o autor.

Além desta recolha de testemunhos, o professor pode usar entrevistas pessoais aos alunos ou a pequenos grupos. Seja qual for a opção, todo o inquérito deve ser antecedido de uma breve explicação sobre o que é o bullying. Os alunos devem ser encorajados a denunciar ao professor qualquer situação que observem, defende Allan L. Beane.

Quando falta o à vontade para o aluno falar diretamente, depois das aulas e em privado com o adulto, é preciso criar outras estratégias. Allan L. Beane sugere o uso de uma caixa de bilhetes para o professor. Assim que receba a denúncia o professor deve atuar. Para mostrar aos alunos que a confiança depositada nele é merecida. Isto implica comunicar qualquer incidente ao diretor de turma e estar preparado para o que se segue.

Em casos extremos o professor deve também reportar o caso à Comissão de Proteção de Crianças e Jovens em Risco ou às autoridades. Mediante a gravidade dos casos, Bárbara Wong lembra que “os professores devem recorrer à polícia, sobretudo quando existe o programa Escola Segura e os agentes trabalham com as escolas”. E apela a que ninguém tenha medo de se envolver em denúncias. Até porque “tanto é agressor o que bate como o que assiste”, conclui.

Violência Juvenil e Bullying na Escola – Debate na Escola EB2,3 Mário de Sá Carneiro, em Camarate, 9 de Fevereiro(18.30)

Fevereiro 8, 2018 às 4:34 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações:

http://www.cm-loures.pt/Conteudo.aspx?DisplayId=3836

Sessão (Cyber)Bullying – Identificar e prevenir – 9 novembro Escola Básica Galopim de Carvalho em Évora

Novembro 8, 2017 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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A sessão tem entrada livre mas é necessária inscrição que deve ser efetuada através do email, vidasativas@appcdm-evora.org.pt  ou através dos números, 266747155 e 961366778.

Bullying em contexto escolar – Palestra com Luís Fernandes na Escola Secundária Júlio Dantas (Lagos), 26 de outubro

Outubro 20, 2017 às 1:30 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações:

https://www.facebook.com/Associa%C3%A7%C3%A3o-de-Pais-Ag-Escolas-J%C3%BAlio-Dantas-1395732094022781/

 

Bullying na Primeira Pessoa – 9 de junho Auditório do ISMAT em Portimão

Junho 7, 2017 às 2:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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https://www.facebook.com/aeismat/

http://www.ismat.pt/pt/

Workshop Cyberbullying – 8 de abril na Lourinhã

Março 25, 2017 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Prazo de inscrição: 5 de abril

mais informações:

http://www.cm-lourinha.pt/Events/PesquisaEventos.aspx?uid=3bc9b50f-400b-441f-a118-e616290532ed&cat=0&d=21-03-2017

 

Conversas com B de Beja – Apresentação do livro “Cyberbullying : um guia para pais e educadores” 29 outubro na Biblioteca Municipal de Beja

Outubro 26, 2016 às 12:00 pm | Publicado em Livros | Deixe um comentário
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mais informações:

https://www.facebook.com/bibliotecamunicipaldebeja/

Apresentação do Livro Cyberbullying – Um guia para pais e educadores – Vídeo com a participação de Manuel Coutinho do IAC

Abril 26, 2016 às 1:24 pm | Publicado em O IAC na comunicação social, Vídeos | Deixe um comentário
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O vídeo contém declarações do Dr. Manuel Coutinho (Secretário–Geral do Instituto de Apoio à Criança e Coordenador do  Sector SOS-Criança do Instituto de Apoio à Criança).

visualizar a reportagem completa no link em baixo:

https://www.facebook.com/ualmedia/videos/1039958212737494/

Apresentação do livro CYBERBULLYING – um guia para pais e educadores

Abril 22, 2016 às 11:02 am | Publicado em Livros | Deixe um comentário
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No  dia nacional de sensibilização para o Cyberbullying  que se assinalou a 21 de abril,  foi lançado em Lisboa, na FNAC do Colombo, o livro “CYBERBULLYING- um guia para pais e educadores “de autoria de Sónia Seixas ; Luís Fernandes e Tito Morais , editado pela PLATÁNO EDITORA.

O cyberbullying é um fenómeno emergente que está  atingir muitas crianças e jovens, no entanto, muitos de nós, não estamos conscientes do impacto  negativo que esta agressão virtual que é feita através do recurso às tecnologias de informação, está a causar às suas vitimas.

Este guia para pais e educadores é um excelente manual de boas práticas que a partir de hoje, temos à disposição  para nos ajudar a conhecer, a compreender e a prevenir o fenómeno .

A sessão de apresentação do livro contou com o contributo de  Manuel Coutinho  – psicólogo clinico, Secretário- Geral do Instituto de Apoio à Criança ; coordenador do SOS -Criança e SOS- Criança Desaparecida e de Reginaldo Rodrigues de Almeida – professor universitário, jornalista, co-autor e apresentador do programa televisivo “Falar Global.”

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Opinião: Dia nacional de sensibilização sobre o Cyberbullying

Abril 17, 2016 às 5:59 pm | Publicado em Livros | Deixe um comentário
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texto publico no site http://tek.sapo.pt no dia 13 de abril de 2016.

Os efeitos negativos das agressões em ambiente digital podem prolongar-se no tempo e é preciso que pais e educadores estejam atentos, mas também que tenham as ferramentas para protegerem os jovens.

Por: Sónia Seixas, Luís Fernandes e Tito de Morais, (*)

A problemática do cyberbullying, que em larga medida acompanha a rápida evolução e disseminação das tecnologias digitais, assume-se como uma preocupação atual de pais, professores, educadores e outros profissionais que lidam ou têm crianças e jovens a seu cargo ou sob sua responsabilidade. Caracteriza-se por uma série de comportamentos que utilizam as tecnologias para, de forma intencional agredir os outros, sendo a sua principal característica o facto das agressões ocorrerem no espaço digital (ciberespaço). Do ponto de vista dos alunos, o cyberbullying provoca efeitos mais negativos sobre a vítima do que o bullying que ocorre em contextos presenciais, sendo que a maioria dos casos acontece fora do horário escolar, estando as vítimas sujeitas a serem agredidas 24h/24 horas, 7 dias por semana. Para além desta dificuldade em escapar ao cyberbullying, uma vez que o ambiente digital acompanha sempre a vítima, temos noção que os jovens se encontram pouco aptos e pouco cientes das estratégias para se protegerem online, assim como sobre quais as melhores formas de atuar enquanto observadores. Acresce o facto dos alunos cibervítimas, na maioria das vezes, optarem por não contar a ninguém sobre o cyberbullying, contribuindo deste modo, para que muitos dos adultos acabem por não estar conscientes da real incidência e gravidade destes comportamentos. Daqui resultam situações que, quando são detetadas, já se encontram bastante presentes na vida das vítimas e, naturalmente, com efeitos bastante significativos nos seus quotidianos. Por outro lado, assistimos a imensas situações em que a ação inicial ocorreu de forma espontânea, impulsiva, e não intencional, mas que, devido a muitas particularidades que caracterizam este tipo de comunicação mediada pelos ecrãs (cada vez mais comum entre jovens), degenerou num fenómeno mais complexo, incontrolável e intencional como é o cyberbullying.

Por todos estes motivos, mas principalmente porque afeta os jovens em particular e de forma insidiosa, é fundamental sensibilizar e dotar crianças e jovens com competências de navegação segura na Internet, de modo a que algumas situações se possam de alguma forma evitar ou, pelo menos, conter. Aproximando-se o National Day of Cyberbullying Awareness, no dia 21 de abril, foi esse o dia escolhido para o lançamento do nosso livro intitulado: “Cyberbullying – Um guia para pais e educadores”, com o principal intuito de se assumir como um instrumento para ajudar pais, educadores e outros profissionais a prevenir, identificar, intervir e combater o cyberbullying.

O livro é constituído por duas partes, uma primeira parte de natureza mais teórica e uma segunda parte de carácter mais prático.

Na primeira parte caracterizamos algumas especificidades da comunicação mediada pelos ecrãs que, por seu lado, ajudam a melhor esclarecer a diferenciação entre bullying e cyberbullying, assim como a compreender a maior ligeireza com que estes comportamentos ocorrem. São também identificadas as diversas formas de disseminação, as ações de cyberbullying mais frequentes e a multiplicidade de papéis que, direta ou indiretamente, os envolvidos em comportamentos de cyberbullying podem desempenhar. Para além destes aspetos, são apresentados alguns sinais que podem constituir um alerta a que nós, adultos, devemos estar particularmente atentos, designadamente em casos de vitimização.

Na segunda parte do livro, de natureza mais prática, procurámos fornecer orientações para a implementação de um plano para prevenir, intervir e combater o cyberbullying, designadamente através de quatro diferentes abordagens: regulamentar, educacional, parental e tecnológica. Nesse sentido, apresentamos uma variedade de estratégias, conselhos e recomendações que, suportadas por uma diversidade de apontadores, facilitam a compreensão não só desta problemática, como também o acesso a documentação, filmes, sites, guiões, entre outros, disponíveis na Internet.

Esta obra integra-se numa iniciativa mais vasta visando a informação, sensibilização e educação para prevenir, identificar, intervir e combater o cyberbullying, incluindo um site de apoio ao livro, presença nas redes sociais, ações de sensibilização e formação, seminários, workshops, cursos presenciais e online, e campanhas de sensibilização sobre o tema.

Ainda que o principal foco do livro sejam os comportamentos de cyberbullying, e o nosso principal intuito seja a sua prevenção, não podemos contudo ignorar os enormes benefícios da utilização da Internet, “uma enorme janela que se abre para um mundo de oportunidades”.

* Autores do livro “Cyberbullying. Um guia para pais e educadores” (Plátano Editora)

 

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