Leia esta entrevista sobre cyberbullying: “A arma das agressões é o telemóvel”

Outubro 24, 2019 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Entrevista de Luís Fernandes ao Expresso de 20 de maio de 2017.

Carolina Reis

A divulgação de um vídeo sobre um alegado abuso sexual a uma jovem perante a passividade e incentivo dos colegas durante a Queima das Fitas no Porto, abriu de novo a reflexão sobre o cyberbullying. Luís Fernandes, psicólogo habituado a fazer intervenção nas escolas, lembra que atualmente tudo pode ir parar à internet. E que todos os intervenientes nestas situações vão sofrer agressões.

Estamos perante um caso de cyberbullying?
Penso que sim. Uma das características que distinguem o bullying do cyberbullying é a repetição. E para isso basta ser gravado. Esta foi uma situação pontual, mas ao ser gravada enquadra-se. E a arma das agressões acaba por ser o telemóvel.

No vídeo, é possível ver que alguns jovens incentivam e filmam, sem que alguém impeça ou diga para parar. Como se classifica esta atitude coletiva?
É o efeito manada, os miúdos agem sem pensar, de uma forma automática. Normalmente, há um que lidera — e que não tem de ser quem protagoniza — e os outros vão atrás. Na maior parte das vezes, não têm a verdadeira noção do impacto das ações. No trabalho que faço, encontro jovens que confessam que nunca pensaram que ganhasse outras dimensões. Acaba por ser uma coisa quase entre eles, só que nas redes sociais há sempre alguém que partilha.

Estes jovens são nativos digitais. Não deviam ter noção de como funciona a internet?
Com a idade que têm [aparentam ser estudantes universitários] já deviam ter alguma maturidade para não ter este tipo de comportamento. O que nós vemos — e isto é outra característica do cyberbullying — é que ultrapassam os limites porque não têm um feedback em tempo real que os faça travar. Se não existir alguém no grupo que faça alguma coisa, que diga que já estão a exagerar, ou que aquilo não faz sentido, há um efeito escalada. É um efeito de bola de neve, cada vez se vai tornando mais interessante, não tendo a noção até onde pode ir. Isso deixa-nos pasmados quando acontece nesta faixa etária.

Quem partilha o vídeo também está a contribuir para as agressões?
Sem dúvida. Enquanto que no bullying, as pessoas devem intervir, fazer algo, ter uma atitude proativa, no cyberbullying o ideal é não fazer nada. Cada vez que nós estamos a partilhar é mais uma agressão que está a acontecer. É mais um caminho em termos de redes sociais que vai ficar. O que é colocado na internet fica lá para sempre, nós perdemos o controlo. Há servidores diferentes, há pessoas que entretanto gravaram o vídeo e o podem colocar vezes sem conta.

Quais serão as consequências para estes jovens?
Este vídeo vai estar sempre presente na vida desta rapariga. É um rótulo que fica para sempre. Tanto para a vítima, como para os outros jovens. O perfil deles nas redes sociais começa a ser procurado, e eles a serem alvos de ameaças e agressões.

Ninguém está protegido na internet?
É assustador, mesmo para quem não tem perfis em redes sociais e pensa que está mais protegido. Há um acontecimento qualquer, como um jantar entre colegas, alguém tira uma foto e partilha-a numa rede social. A pessoa — mesmo sem querer — vai ver o seu nome numa rede social em que pode ser vítima de alguma agressão.

Como se previnem estes comportamentos?
Quando começamos a trabalhar estas questões, o que acontece por volta dos 14 anos, já vamos atrás dos prejuízos. Tem de existir uma prevenção o mais precoce possível. Se estes jovens tivessem sido alvo de algum tipo de formação, estariam mais atentos e sensíveis. E, se calhar, isto não tinha acontecido. Ou tinha e algum deles que tinha tido o discernimento de travar esta situação. É preciso um plano nacional de prevenção.

Muitas pessoas discutem agora se o ato foi ou não consentido. Como vê esta atitude?
Descentram-se do essencial para comentar o acessório. O essencial é que aquilo aconteceu. Mesmo que a rapariga soubesse que estava a ser filmada, nunca era situação para ser divulgada. Devia ter havido outro filtro que também não houve. Aquelas pessoas – sejam agressores ou vítimas – também estão a ser expostas na praça pública.

Plano de Prevenção e Combate ao Bullying e ao Ciberbullying: Escola Sem Bullying. Escola Sem Violência

Outubro 23, 2019 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Noticia da DGE de 14 de outubro de 2019.

Todas as formas de violência escolar violam o direito fundamental à educação e nenhum país pode atingir uma educação inclusiva e de qualidade se os alunos estiverem expostos à violência. Acresce que, a violência escolar, onde se enquadram o bullying e o ciberbullying, pode ainda afetar seriamente a saúde e o bem-estar das crianças e dos adolescentes, com consequências negativas que podem persistir até à idade adulta. Por sua vez, a Escola reúne um ambiente propício à aprendizagem e ao desenvolvimento de competências, nomeadamente no âmbito da Estratégia de Educação para a Cidadania, onde os alunos adquirem as múltiplas literacias que precisam de mobilizar para um relacionamento saudável.

Assim, preocupado e atento aos fenómenos do bullying e do ciberbullying que, de acordo com as Nações Unidas, afetam uma em cada 3 crianças/jovens, o Ministério da Educação decidiu impulsionar um “Plano de Prevenção e Combate ao Bullying e ao Ciberbullying” nas escolas. Este plano tem associada a campanha “Escola Sem Bullying. Escola Sem Violência”, que se configura como um importante instrumento de sensibilização, prevenção e intervenção, destinado a toda a comunidade educativa, com vista à erradicação deste fenómeno.

O “Plano Escola Sem Bullying. Escola Sem Violência”, a implementar pelas escolas, já no ano letivo 2019/2020, deverá: desenvolver-se a partir de um diagnóstico que permita identificar necessidades; incluir um plano de ação em torno de estratégias e de atividades que sensibilizem para a diversidade de comportamentos agressivos, em idade escolar; contribuir para a identificação de sinais de alerta, que indiciem o envolvimento em comportamentos de bullying e/ou de ciberbullying; constituir-se como um auxiliar de apoio às escolas, com vista à utilização de diferentes abordagens de prevenção e intervenção, face ao bullying e ao ciberbullying; e ser elaborado de modo a incentivar, reconhecer e divulgar práticas de referência.

Esta iniciativa tem os diretores, os docentes e o pessoal não docente como aliados indispensáveis. Neste âmbito, o Ministério da Educação desafia todos os diretores de Agrupamentos de Escolas e Escolas Não Agrupadas a elegerem a semana de 14 a 18 de outubro, véspera do Dia Mundial de Combate ao Bullying, como Semana “Escola Sem Bullying. Escola Sem Violência”, mas na perspetiva de que o plano de prevenção seja trabalhado e executado ao longo de todo o ano letivo.

O plano de prevenção, bem como os materiais de suporte a ações a desenvolver pelas escolas, estão disponíveis no website www.sembullyingsemviolencia.edu.gov.pt. Este website será atualizado ao longo do ano letivo com novos materiais, estudos e vídeos.

Para mais informações, aceda a: www.sembullyingsemviolencia.edu.gov.pt

A prevenção do bullying online está em destaque no mês da cibersegurança

Outubro 1, 2019 às 2:30 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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thumbs.web.sapo.io

Notícia e imagem do TEK Sapo de 1 de outubro de 2019.

A iniciativa de Sónia Seixas, Luís Fernandes e Tito de Morais tem já planeadas três sessões de uma série de transmissões em direto que vão decorrer até 31 de outubro.

O mês de outubro é simultaneamente o mês europeu da cibersegurança e o mês de prevenção do bullying. Para promover as boas práticas na utilização do ciberespaço Sónia Seixas, Luís Fernandes e Tito de Morais lançaram uma série de transmissões em direto no Facebook dedicadas a temas relacionados com o ciberbullying.

Os autores do livro “Ciberbullying – Um Guia Para Pais e Educadores” e investigadores do curso online “Bullying e Ciberbullying: Prevenir & Agir”, promovido pela Direção-Geral de Educação, vão contar com a colaboração de convidados de Portugal, Brasil, França, Estados Unidos e Reino Unido.

Para já estão já agendadas três transmissões da série que vai decorrer até 31 de outubro. A primeira acontece hoje, 1 de outubro, às 20h30, e tem como tema as estratégias digitais que os pais podem tomar para identificar, prevenir e intervir em situações de bullying online. A sessão online vai ser liderada por Elizabeth Milovidov, consultora, autora e fundadora da Digital Parenting Coach.

A segunda sessão, no dia 2 de outubro às 21h30, vai ser dedicada à temática do comportamento das pessoas nos ambientes digitais. A conversa guiada por Fabiana Gutierrez, co-fundadora da Carlotas, uma empresa na área do desenvolvimento social, terá como foco a empatia como uma ferramenta para segurança e cidadania digital.

Já o terceiro dia de outubro será dedicado à discussão das perspetivas históricas de países de ambos os lados do atlântico relativamente ao ciberbullying. A transmissão em direto, às 21h30, vai contar com a presença de Anne Collier, fundadora e diretora executiva da Net Safety Colaborative. A organização americana sem fins lucrativos criou a Social Media Helpline for Schools: uma linha de ajuda nas redes sociais para escolas nos Estados Unidos que lida com casos de bullying online.

Os interessados em aprender mais sobre a problemática do bullying online podem participar gratuitamente nas sessões na secção de vídeos da página de Facebook da iniciativa. Quem não conseguir acompanhar a emissão em direto, poderá ver a sua gravação, uma vez que esta ficará disponível no mesmo endereço.

Ministério da Educação pede a directores que comuniquem casos de bullying

Setembro 30, 2019 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Fábio Teixeira

Notícia e foto do Público de 21 de setembro de 2019.

Ferramentas de apoio à implementação do plano começarão a chegar às escolas no próximo mês. Ministério vai sensibilizar os directores de escola para “a importância da monitorização do fenómeno e tomada de decisões a nível local, regional ou nacional”.

O Ministério da Educação anunciou este sábado um plano de combate ao bullying nas escolas, onde estes comportamentos de intimidação, coação e perseguição vitimam, segundo as Nações Unidas, uma em cada três crianças.

Segundo uma nota de imprensa do Ministério da Educação, o plano pretende apostar “na sensibilização, na prevenção e na definição de mecanismos de intervenção em meio escolar, com o envolvimento de vários serviços”, para combater quer o bullying em presença, quer o ciberbullying, que acontece no mundo virtual da Internet.

Elaborado pela Direcção-Geral da Educação, em articulação com a Direcção-Geral dos Estabelecimentos Escolares e a Direcção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência, o plano terá associada a campanha “Escola Sem Bullying. Escola Sem Violência”.

O Ministério da Educação assinala que “foi já introduzida uma melhoria na Plataforma SISE (Sistema de Informação de Segurança Escolar)”, sendo agora possível aos directores de escola referenciarem casos de bullying e/ou ciberbullying. “Desta forma, contorna-se o facto de estes casos não serem considerados uma tipologia de crime”, justifica o Ministério, adiantando que vai sensibilizar os directores de escola para “a importância deste registo para monitorização do fenómeno e tomada de decisões a nível local, regional ou nacional”.

Segundo a mesma nota, o objectivo do plano “é erradicar o bullying e o ciberbullying nas escolas, enquadrando-os no contexto mais amplo da violência em meio escolar, ajudando a reconhecer sinais de alerta, lançando orientações e capacitando as escolas para a utilização de diferentes abordagens de prevenção e intervenção”, respeitando a autonomia e a realidade de cada estabelecimento de ensino.

As ferramentas de apoio à implementação do plano começarão a chegar às escolas no próximo mês, por ocasião do Dia Mundial de Combate ao Bullying, que se celebra a 20 de Outubro. O plano pressupõe a criação de equipas, compostas por vários elementos do meio escolar, incluindo alunos, que terão “como missão, entre outras, a promoção de acções de sensibilização e prevenção para a comunidade educativa”. O que se pretende é que, perante um caso concreto de bullying e/ou ciberbullying, essas equipas o “possam resolver o mais rapidamente possível”, indica a nota.

Ao mesmo tempo, as turmas de todas as escolas serão convidadas a comprometerem-se “com um conjunto de cláusulas que vão no sentido do respeito pelo outro e da não- violência” e será sugerido às escolas que reconheçam as turmas que “vierem a revelar uma boa conduta ao longo do ano”.

O plano inclui ainda a disponibilização de um site e páginas sociais com conselhos para alunos, famílias e escolas, instrumentos de literacia, projectos e outras iniciativas. “Para acompanhar e monitorizar a aplicação do plano nas escolas foi criado um grupo de trabalho, composto por elementos dos serviços e organismos do Ministério da Educação, com a missão de apoiar a comunidade escolar na promoção de uma ‘Escola Sem Bullying. Escola Sem Violência’”, explica a tutela em comunicado.

Ao Grupo de Trabalho “Escola Sem Bullying. Escola Sem Violência” caberá, entre outras funções, promover a celebração de parcerias e protocolos com instituições e organizações que colaborem no combate ao bullying e ciberbullying, e monitorizar a nível nacional a existência de situações de violência em contexto escolar.

Mais informações no link:

https://www.portugal.gov.pt/download-ficheiros/ficheiro.aspx?v=3a5d41da-27dc-43e9-beef-d44c2fe7d46f

Cyberbullying: o que precisa saber para proteger os seus filhos

Setembro 6, 2019 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto e imagem do site Up to Kids

By Centro Sei

É sempre uma forma de violência. Um crime que merece castigo, mas que, não raras vezes, resulta impune. Não deixa de ser uma tortura, exercida por contacto interpessoal, ou através de meios mais sofisticados, como a internet. Em inglês, o termo “bullying” derivada da palavra “bully”. Significa tirano, brutal.

O cyberbullying é um tipo de bullying que tem aumentado com a expansão das tecnologias de informação. Antes da Internet, as crianças eram vítimas de violência sobretudo na rua, na escola, na paragem do autocarro, no caminho para casa, entre outros. Mas, quando chegavam a casa, normalmente, o bullying parava. Há, todavia, casos, e não são poucos, em que as crianças são, também, vítimas de bullying por parte das próprias familias.

Agora, com as novas tecnologias, o cyberbullying pode acontecer em qualquer lugar a qualquer momento. 1 em cada 10 crianças portuguesas já sofreu ofensas através da internet. O número de casos reportados cresce ano após ano. Saiba o que fazer para proteger as crianças.

O que é Cyberbullying?

O cyberbullying caracteriza-se pelo ataque através de insultos, difamação, intimidação, ameaça ou perseguição intencional e sistemática na Internet.  Não acontece apenas entre jovens. É feito com intenção de prejudicar, recorrendo a tecnologias online.

Hoje, as crianças usam as redes sociais, mensagens de texto e e-mail para conversar com os amigos. Isto significa que o cyberbullying pode acontecer facilmente. Mensagens cruéis ou fotos pouco favoráveis podem ser enviadas a uma escola inteira com apenas um clique, de casa, na rua, a qualquer hora, dia, seja fim de semana ou feriado. O agressor costuma agir na sombra, através de um perfil falso, ou uma conta fictícia de e-mail. Fique atento.

Às vezes, o cyberbullying acontece de quem menos se espera. Não escolhe rostos, nem religiões. Uma criança solitária, por exemplo, pode transformar-se num agressor ou vítima, sem que os pais em casa sequer imaginem. Mas, o cyberbullying também, pode ser exercido por um grupo de crianças que decidem publicar textos cruéis e prejudiciais sobre outras crianças.  Rapidamente, essas mensagens multiplicam-se como um vírus pelas redes sociais e, depois…já é tarde. O mal está feito e as consequências podem ser devastadoras para as vítimas, refletindo-se ao nível do desempenho escolar e, no limite, provocar depressão e até mesmo suicídio.

O cyberbullying pode acontecer de várias formas. Eis alguns exemplos:

  • Enviar emails, textos ou mensagens instantâneas.
  • Enviar mensagens neutras a alguém até ao ponto de assédio.
  • Publicar conteúdos prejudiciais sobre alguém nas redes sociais.
  • Espalhar online rumores ou falsidades sobre alguém.
  • Denegrir a imagem de alguém através de conversas online, acessíveis a várias pessoas.
  • Atacar ou matar um personagem de um jogo online, constantemente e de propósito.
  • Fingir ser outra pessoa através de um perfil online falso.
  • Ameaçar ou intimidar alguém online ou através de mensagens de texto.
  • Tirar uma foto ou vídeo embaraçoso e compartilhá-lo sem permissão.

É importante saber que nem todos os conflitos online entre crianças são cyberbullying.

Às vezes, as crianças entram em discussões acesas nas redes sociais. A maior parte são conversas inofensivas, apenas de brincadeira, mas podem ser confundidas. Provocação e bullying são coisas diferentes.

Há maneiras de determinar se um comportamento configura um crime de bullying.  Se uma criança envia mensagens prejudiciais de propósito e de forma regular, então poderá ser considerado um ataque cibernético.

Cyberbullying e crianças com problemas de aprendizagem e atenção

Todas as crianças podem ser cibercriminadas. No entanto, crianças com problemas de aprendizagem e atenção enfrentam riscos especiais. Significa que são mais propensos a ser cibercéticos do que os seus pares.

Por exemplo, crianças que recebem apoios escolares ou estatais podem ser um alvo mais fácil, simplesmente, porque podem ser olhados de maneira diferente, quer em termos sociais como académicos.

As mensagens online podem ser complicadas para crianças com problemas de aprendizagem e atenção. A maioria das comunicações através da internet depende do texto, o que constitui uma dificuldade acrescida para alguém, por exemplo, que se debate com problemas de leitura e escrita.

Crianças com fracas aptidões sociais podem interpretar mal os e-mails ou os textos. Podem não entender o contexto de uma publicação nas redes sociais. Crianças com problemas de impulsividade ou PHDA podem reagir mal a uma mensagem.

Note que há também casos reportados de crianças com problemas de aprendizagem e atenção que, em vez de vítimas, assumem, também, o papel de vilão.

Como prevenir o ciberbullying

A melhor maneira de prevenir o ciberbullying é preparar a criança para saber interagir no mundo online. Negoceie regras de utilização da internet. Se não deixamos os nossos filhos andar sozinhos na rua, que sentido faz se os deixarmos em casa com a porta da internet escancarada, sem nenhuma proteção?  Eis algumas estratégias que podem ajudar:

  • Fale com a criança sobre o que é o ciberbullying.
  • Discuta com ela o que fazer se ela alguma vez for vítima.
  • Pratique as habilidades sociais do mundo real com a criança, verá que estará a ajudá-la online.
  • Mantenha linhas de comunicação abertas com a criança.
  • Ensine o respeito e a empatia pelos outros nas redes sociais.
  • Compreenda quais dispositivos, aplicativos e tecnologia que costuma  usar, guardando, por exemplo, as passwords de acesso às redes sociais.
  • Mantenha a tecnologia fora do quarto da criança, onde, poderá ser usada sem supervisão.
  • Use um contrato de telemóvel para ajudar a gerir o uso de tecnologia por parte da criança.
  • Mude o número de telemóvel, email, passwords, sempre que suspeitar que a criança é vítima destas situações.
  • Não partilhar informação pessoal, número de telemóvel, fotos, escola e/ou locais que frequenta.
  • Nas redes sociais, adicionar só as pessoas que conhece, ao vivo e a cores, e manter o perfil restrito.

“Quer mesmo fazer esse comentário?” Instagram tem nova forma de combater o bullying

Julho 23, 2019 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da TSF de 9 de julho de 2019.

Por Gonçalo Teles

Rede social quer que os utilizadores tenham o poder de moderar as suas caixas de comentários, dando-lhes também a possibilidade de “restringir” utilizadores com comportamentos abusivos.

As comunidades online podem ser lugares duros, principalmente no que diz respeito às caixas de comentários. A pensar nisso, o Instagram começa a implementar, a partir desta terça-feira, uma nova forma de tentar controlar e reduzir o número de comentários maliciosos e depreciativos publicados na rede.

O mecanismo é simples e tem duas dimensões: a do agressor a do visado. A primeira linha de defesa do Instagram é ativada quando o agressor tentar publicar um comentário depreciativo.

O Instagram vai utilizar a Inteligência Artificial para analisar o conteúdo do comentário depois da sua publicação e, se o identificar como depreciativo ou rude, vai perguntar ao utilizador: “Quer mesmo comentar isso?”, oferecendo a possibilidade de ‘anular’ o comentário em questão.

A segunda linha de defesa pertence ao utilizador afetado. A ‘vítima’ pode começar por “restringir” a capacidade do ‘infrator’ em comentar os conteúdos da sua autoria: esta opção faz com que os comentários feitos pelo ‘infrator’ sejam visíveis apenas para o próprio.

Qualquer outro utilizador não terá sequer conhecimento de que o comentário abusivo foi feito, a não ser que o utilizador atacado assim o permita. Assim, o utilizador é também o moderador da sua caixa de comentários.

Além disto, se o utilizador restringido enviar uma mensagem ao utilizador que tentou atacar, fica impedido de saber se a mensagem for lida, além de não conseguir ver se a sua ‘vítima’ está online. Com isto, o Instagram espera reduzir o medo que o utilizador atacado possa sentir em denunciar o infrator, diminuindo as linhas de contacto direto entre ambos, bem como o seu impacto.

“É nossa responsabilidade criar um ambiente seguro no Instagram. Esta tem sido uma prioridade importante para nós já há algum tempo e continuamos a tentar compreender e combater melhor este problema”, escreveu no blog do Instagram o coordenador da rede social, Adam Mosseri.

Capacitar os jovens, eliminar o bullying – Recursos para alunos, professores, pais

Junho 20, 2019 às 8:00 pm | Publicado em Recursos educativos | Deixe um comentário
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Descarregar o documento no link:

https://www.seguranet.pt/pt/noticias/atividades-de-prevencao-de-bullying-e-de-ciberbullying-manual-enable?fbclid=IwAR0pq_uxxs3xF2PEpsNZIlE0ePChOuQhvcnFc6vSUuM7jGh2RmA4ThCFVFQ

 

Como minimizar o impacto do Cyberbullying

Janeiro 31, 2019 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Texto do site Internet Segura de 14 de janeiro de 2019.

O ambiente online oferece diferentes oportunidades e riscos aos seus utilizadores. O Cyberbullying é um dos riscos potencializados pela Internet.

Resultado da conjugação das palavras Cyber e Bullying, este comportamento tem como objetivo infligir sofrimento e/ou ofender a integridade da vítima, através da utilização das tecnologias online. O Cyberbullying pode manifestar-se de diferentes formas: pela publicação não autorizada de fotografias nas redes sociais, por insultos através de mensagens, roubo de identidade, intimidação, entre outras.

Por isso, o Centro Internet Segura organizou um conjunto de dicas de como minimizar situações de Cyberbullying para pais e filhos.

Para os pais/familiares/educadores:

– Fale sobre o tema do Cyberbullying com o seu filho, para que ele esteja a par dos seus diferentes riscos e formas;

– Conheça o mundo digital do seu filho, nomeadamente as plataformas e canais online que mais utiliza;

– Converse com o seu filho regularmente. Faça saber que pode confiar em si e falar consigo caso esteja a ser vítima deste comportamento;

– Se tiver conhecimento de um caso de Cyberbullying, intervenha denunciando-o e contactando a Linha Internet Segura para definir a melhor estratégia de resolução para o caso.

Para os jovens:

– Caso alguém te esteja a provocar ou a tentar humilhar, não respondas. Se reagires o agressor vai perceber que está a conseguir o efeito que pretendia sobre ti. Se estiveres nesta situação, mantem-te calmo e bloqueia o agressor das tuas redes sociais e outros canais de comunicação online que possa utilizar até chegar até ti;

– Guarda registos do que aconteceu. Como a característica do Cyberbullying é ser realizada online poderás guardar todas as provas no teu telemóvel, através de capturas de ecrã ou gravações de conversas. Poderás, mais tarde utilizá-las para denunciar os agressores;

– Não compactues com os agressores. Quanto mais seguidores essa pessoa possuir, mais poder lhe estão a dar para magoar mais vítimas. Se estiveres a passar por alguma situação destas, recorda-te que podes entrar em contacto com a Linha Internet Segura;

– Se fores vítima de Cyberbullying pede ajuda. Procura um adulto em quem confies para denunciar ou intervir na situação.

Navegue em segurança!

 

Intimidação infantil não olha à idade. Guia anti-bullying para pais que se preocupam

Novembro 8, 2018 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto e imagem do site Sapo Lifestyle

Psiquiatra da infância e adolescência ensina a lidar com esta forma de violência praticada e sofrida por crianças e adolescentes. “Os cenários mais frequentes são, sem dúvida, as escolas”, alerta Patrícia Almeida, em entrevista à Prevenir.

Metade dos alunos com idades entre os 13 e os 15 anos sofre bullying na escola, como denuncia um estudo da Unicef divulgado no início de setembro de 2018. Uma realidade que, com o passar dos anos, se tem vindo a agravar. Em 2004, 22,1% dos alunos de escolas nacionais entre os 11 e 16 anos foram vítimas de intimidação, enquanto 9,4% eram agressores e 27,2% tanto vítimas como agressores, revelou uma investigação portuguesa.

Um estudo levado a cabo, com amostras nacionais representativas, pelas investigadoras Susana Carvalhosa e Margarida Gaspar de Matos. Criado na década de 1990 pelo investigador norueguês Dan Olweus, quando pesquisava sobre tendências suicidas entre jovens adolescentes, o termo bullying, intimidação em português, refere-se a um tipo específico de violência que ocorre entre pares, geralmente na escola.

Embora o termo esteja cada vez mais em voga, o desconhecimento sobre os contornos do fenómeno continua presente. E, mais grave, convive com “a noção, de pais e educadores, de que este tipo de comportamento é uma parte normal do crescimento”, sublinham as autoras. Para compreendermos quais as suas causas, consequências e formas adequadas de atuar, entrevistámos Patrícia Almeida, psiquiatra da infância e adolescência.

O que é o bullying?

Bullying é o termo utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica a uma criança, realizados de forma intencional e repetida no tempo, por uma ou mais crianças, numa situação em que é manifesto o desequilíbrio de poder. Por exemplo, quando a criança agredida é mais fraca, tem menor estatura, é mais nova, menos popular ou mais insegura.

Que tipos de bullying existem?

O chamado bullying direto toma forma através de agressões verbais e físicas e é o método preferido pelo sexo masculino. No bullying indireto, a vítima é forçada ao isolamento social. Isto pode ser feito através da disseminação de boatos, da exibição de episódios de agressão filmados em telemóvel na internet ou da intimidação de outras crianças amigas da vítima.

Este é o método preferido pelo sexo feminino. São exemplos de bullying a agressão física contra a criança e/ou os seus pertences, os insultos verbais, impedir outras crianças de brincarem com a vítima, espalhar boatos sobre ela e o ciberbullying.

Em que consiste o ciberbullying?

Pode tratar-se da publicação de fotografias manipuladas da vítima na internet ou de vídeos de agressões ou, ainda, de os agressores assumirem a identidade da vítima em redes sociais com o objetivo de combinar encontros íntimos, entre outros.

Em que locais pode ocorrer este tipo de agressão?

Os cenários mais frequentes são, sem dúvida, as escolas, mas o bullying  pode ocorrer em qualquer contexto onde estejam presentes crianças, como a catequese, os clubes desportivos ou ainda outros espaços.

De que forma atuam os agressores?

São exemplos de bullying a agressão física contra a criança ou os seus pertences, os insultos verbais, impedir outras crianças de brincar com a vítima e espalhar boatos. No âmbito do cyberbullying, é possível publicarem na internet fotos manipuladas da vítima ou vídeos de agressões, bem como assumirem a identidade da vítima em redes sociais com o objetivo de combinar encontros íntimos, entre outros.

Quais as causas do bullying?

São variadas. São frequentes situações em que o agressor transporta para a escola a agressividade que vivência em casa, quer como espetador quer como vítima. Neste caso, estas experiências transmitem ao agressor a noção de que a violência e as ameaças são meios aceitáveis para obter o que querem. Por outro lado, também não são raros os casos em que a motivação para o ato assenta no sentimento do agressor de que a vítima possui algo que ele não tem, tal como sucesso escolar ou bens materiais.

Qual o perfil psicológico dos agressores?

Os agressores são frequentemente filhos de pais mais agressivos, que reagem com violência à frustração, usando frequentemente castigos físicos. Têm dificuldade em colocar-se no papel dos outros, são impulsivos, têm dificuldade em acatar regras e têm, por norma, mau rendimento escolar.

O que torna as vítimas alvos preferenciais?

As vítimas são crianças com dificuldade em defender-se, com baixa autoestima, inseguras, com receio de se queixarem a pais e educadores, eventualmente por tentativas falhadas anteriores, mais ansiosas e com humor depressivo.

Como deve reagir uma vítima ou testemunha de agressão?

Face ao bullying, a única solução é a denúncia. O tema deve ser abordado em casa e debatido nas escolas com programas específicos de prevenção da violência escolar, para que as crianças saibam o que fazer se forem agredidas. Outra solução passa pelo apadrinhamento dos caloiros por alunos mais velhos com a missão de os proteger e integrar. O medo de agravar a situação é, muitas vezes, o que leva a criança a calar-se, sendo esta a principal causa de perpetuação da situação.

Que sinais podem denunciar aos pais que o seu filho é vítima de bullying?

Os sinais são vários, mas inespecíficos. Os pais devem estar atentos a atitudes e comportamentos de ansiedade, tristeza, perturbações do comportamento alimentar, choro persistente, diminuição de interesse em atividades até aí preferidas, cansaço persistente, irritabilidade, raiva, hostilidade, dores de cabeça ou barriga, recusa escolar, diminuição do  rendimento escolar, perturbações do sono, enurese (perda involuntária de urina), isolamento dos colegas e/ou medo de se separar dos pais.

E no caso de o filho ser agressor?

Os sinais de suspeita de que uma criança é agressora são ainda mais inespecíficos, sendo a denúncia do agredido geralmente o único meio de detecção da situação.

O que podem os pais fazer para ajudar um filho que é agredido?

Face à denúncia, a criança agredida deve ser tranquilizada por pais e educadores quanto à ausência de culpa na situação e de que fez a coisa certa ao denunciar. Nesta altura, compete à escola tomar providências para que a agressão não volte a acontecer, chamando o agressor, castigando-o, informando os pais ou, em casos mais graves, mudando-o de escola.

Importante também é sinalizar o agressor para uma consulta de psiquiatria infantil com o objetivo de perceber e tratar as causas da perturbação. Em casos raros em que a escola não consegue travar o agressor, dever-se-à sinalizar o caso à polícia e à comissão de crianças em risco.

Quais são as possíveis consequências do bullying para as vítimas?

As consequências para as vítimas podem ser variadas, nomeadamente depressão, isolamento social, ansiedade, baixa autoestima, identificação com o agressor, passando de vítima a ofensor e, em casos mais raros, suicídio.

E para os agressores?

As consequências para os agressores são geralmente a evolução para a idade adulta com dificuldades em funcionar em sociedade, com regras e normas, com consequentes dificuldades de relacionamento, instabilidade laboral e até envolvimento em crimes.

Que mensagem de esperança pode deixar aos pais que têm filhos afetados por este fenómeno?

A minha experiência profissional é de sucesso em todos os casos denunciados. E nunca se esqueçam que quem cala uma agressão a uma criança é co-responsável por ela!

Texto: Rita Miguel com Patrícia Almeida (psiquiatra da infância e adolescência)

 

Bullying: o que fazer para acabar com ele

Novembro 2, 2018 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Texto do DN Life de 20 de outubro de 2018.

Hoje é o Dia Mundial de Combate ao Bullying. É uma palavra estrangeira que descreve comportamentos agressivos, repetitivos e intencionais, que podem ser de natureza verbal, física, psicológica, sexual e, mais recentemente, digital. Bullying: um fenómeno em que estamos muito à frente.

Texto de Ana Pago | Fotografias da Shutterstock

Maio de 2011: as imagens de uma adolescente de 13 anos a ser violentamente espancada por outras duas junto ao Centro Comercial Colombo, em Benfica, chocaram quem as viu pela brutalidade do bullying. Maio de 2015, casting do programa Ídolos da SIC: recorrendo a um efeito especial, a produção fez crescer as orelhas de um jovem concorrente durante a audição, levando-o a trancar-se em casa por vergonha e medo de ser humilhado na rua.

Em março desse mesmo ano, um soldado de 23 anos enforcou-se no quarto onde dormia na base aérea de Beja: bem suportou a tortura psicológica, os comentários homofóbicos constantes dos colegas, mas não dava mais. Outubro de 2013: um aluno de 15 anos da Escola Secundária Stuart Carvalhais, Sintra, entrou na escola com facas e álcool. Estava farto que lhe chamassem betinho e copinho de leite, farto do desprezo dos outros. Esfaqueou três colegas e uma funcionária.

«Comportamentos destes sempre existiram nas nossas escolas e noutros contextos em que crianças e jovens interagem, e a verdade é que afetam um número significativo de indivíduos em idade escolar», confirma o psicólogo Luís Fernandes, a trabalhar nas áreas da prevenção, combate e intervenção no bullying e cyberbullying (assim chamado porque as agressões ocorrem no ciberespaço).

Os números são tremendos: «Um em cada quatro jovens envolve-se em situações de bullying como vítima, agressor ou ambos os papéis – por exemplo, um aluno de 7.º ano que é vítima de um do 9.º e agride, ele próprio, um colega do 5.º», revela o psicólogo, coautor dos livros Plano Bullying e Diz Não ao Bullying (em parceria com a investigadora Sónia Seixas) e Cyberbullying – Um Guia para Pais e Educadores (com Sónia e Tito de Morais, fundador do site MiúdosSegurosNa.Net).

Outros dados de 2015, divulgados em novembro de 2017 num estudo da UNICEF (o Fundo das Nações Unidas para a Infância), indicam que entre 31 e 40 por cento dos jovens portugueses, dos 11 aos 15 anos, foram intimidados na escola pelo menos uma vez a cada dois meses. «Por vezes, torna-se difícil avaliar se há mais bullying hoje do que em décadas anteriores, ou se o que realmente existe é uma maior atenção dada ao fenómeno», desabafa o especialista na matéria.

Certo é que somos o 15.º país com mais relatos de bullying na Europa e América do Norte, a crer nos relatórios. Proporcionalmente, estamos inclusive à frente dos EUA, palco de três quartos dos tiroteios em escolas registados no mundo nos últimos 25 anos.

Ataques na internet

O drama ganha contornos ainda mais preocupantes quando se percebe que agressões que antes se circunscreviam a espaços físicos, com agressores perfeitamente identificados pelas vítimas e vítimas com um rosto a pesar na consciência dos bullies, extravasaram para o espaço digital. «Também aqui o sofrimento pode fazer estragos para o resto da vida», sublinha Tito de Morais, para quem a internet tanto pode ser usada de forma inspiradora como destruidora.

Uma coisa são as reações frontais. Outra diferente – menos honesta – é aproveitar a ausência de fronteiras do mundo virtual para lançar a bomba ao outro e correr a esconder-se. Sem querer ficamos sujeitos a exposição pública, humilhação, chantagem, exclusão e vergonha, que podem conduzir a estados depressivos e até automutilação ou suicídio, resume Tito de Morais. A devastação emocional que daí resulta é concreta, tão capaz de destruir alguém como na vida real.

E não, não é apenas problema de miúdos, alerta Luís Fernandes, considerando haver ainda muitos mitos em torno do bullying que importa desfazer: «Não acontece só em algumas escolas. Nem é uma mera brincadeira ou uma fase que passará em breve.» Nem sequer afeta exclusivamente os mais novos: muitos adultos sofrem diariamente de bullying às mãos de chefes prepotentes e colegas de trabalho maldosos.

Trata-se de um problema real, da responsabilidade de todos. Sabemos que crescer pressupõe conflitos nas diversas fases do desenvolvimento, mas nunca este tipo de violência.

Entretanto, veja na fotogaleria alguns cuidados que podem ajudar no combate ao bullying e cyberbullying. Vale tudo menos ficar em silêncio.

 

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