Em Itália, as crianças não vacinadas estão proibidas de ir à escola. E em Portugal?

Março 28, 2019 às 10:30 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do MAGG de 14 de março de 2019.

por Catarina da Eira Ballestero

“Sem vacinas, não há escola”, disse a ministra da saúde italiana. Será a obrigatoriedade uma estratégia eficaz para prevenir doenças?

Na passada segunda-feira, 11 de março, entrou em vigor em Itália uma lei que impede as crianças com menos de 6 anos de frequentarem a escola. “Sem vacinas, não há escola”, afirmou Giulia Grillo, ministra da saúde italiana, citada pelo jornal “La Repubblica”.

Depois de meses de debate, a lei já está em vigor: para além de permitir que as escolas e infantários recusem a matrícula de crianças não vacinadas nos primeiros anos de vida, a mesma regulamentação dita que, embora a frequência escolar não seja impedida às crianças e jovens sem as vacinas obrigatórias (sarampo, rubéola, poliomielite, difteria, tétano, hepatite B, tosse convulsa, meningite de tipo B, varicela e papeira) entre os 6 e os 16 anos, os pais destas podem ser obrigados a pagar multas até 500€.

A medida italiana, considerada desesperada por alguns, surge no seguimento de um aumento de casos de sarampo e meningite no país, algo que também não é inédito em Portugal. Em janeiro deste ano, a Direção-Geral da Saúde confirmou a existência de 37 casos de sarampo no País, sendo que, de acordo com um relatório divulgado pela Organização Mundial da Saúde em novembro do ano passado, os casos de sarampo em todo o mundo aumentaram no ano de 2017, e provocaram 110 mil mortes.

Dando o exemplo do sarampo, é inegável que existe uma relação direta entre o aumento de casos desta patologia e a não vacinação. No site da DGS, pode ler-se que a “ocorrência de surtos de sarampo em alguns países europeus, devido à existência de comunidades não vacinadas, colocou Portugal em elevado risco”.

No mesmo documento da DGS, é ainda salientado que a “vacinação é a principal medida de prevenção contra esta doença e é gratuita”, mas basta estarmos atentos para perceber que, nos últimos anos, as correntes anti-vacinação têm crescido, existindo cada vez mais casos de doenças desaparecidas há anos do nosso País, como é o exemplo do sarampo.

Mas porque é que há pais que escolhem não vacinar os seus filhos, não só em Portugal, mas também em outros países da Europa, que obrigou os italianos a tomarem medidas drásticas, como impedir a frequência escolar das crianças não vacinadas?

“Em países onde a maioria das doenças que as vacinas previnem se tornaram raras, o medo dos efeitos secundários das vacinas sobrepõe-se ao medo das sequelas potencialmente graves e fatais dessas doenças”, explica à MAGG a pediatra Carolina Prelhaz.

Tal como refere a especialista da Clínica de Santo António, “existem muitos mitos, relacionados não só com a segurança das vacinas, mas também com o papel da indústria farmacêutica, que importa esclarecer na comunidade para que as vacinas, que são um direito das crianças, não lhes sejam negadas”.

Carolina Prelhaz salienta ainda que “as crianças têm direito a um desenvolvimento saudável e a serem protegidas de doenças graves para as quais, atualmente, temos uma resposta eficaz” e garante que “as vacinas são bem estudadas e a sua eficácia e segurança estão comprovadas”, e a decisão de vacinar “não deveria suscitar dúvidas ou desconfiança entre os pais”.

O que se passa em Portugal

Apesar de a apresentação dos boletins de vacinas ser exigida na grande maioria dos estabelecimentos de ensino portugueses, não existe um impedimento legal a que as crianças não vacinadas frequentem os infantários, creches e escolas no nosso País.

Em declarações à MAGG, uma fonte do gabinete do ministro da Educação garantiu que “em Portugal, todas as crianças têm acesso à escola pública e nenhuma pode ser impedida de a frequentar”. Quanto à necessidade da apresentação do boletim de vacinas no momento da matrícula na escola, a mesma fonte explica que, “caso a criança não tenha uma ou mais vacinas do Programa Nacional e Vacinação, a escola informa o centro de saúde local”. No caso do ensino privado, “esta matéria está dentro da autonomia administrativa desses estabelecimentos”.

Mas será a obrigação da vacinação para que as crianças possam frequentar as escolas, à imagem do que aconteceu em Itália, uma estratégia eficaz para prevenir doenças? “A implementação desta medida é protetora para as doenças potencialmente graves que as vacinas previnem, não só nas escolas, mas em todo os lugares onde as pessoas circulam”, refere Carolina Prelhaz, que salienta também que, “num cenário de obrigatoriedade em vacinar, nunca se atingirão taxas elevadas de crianças não vacinadas e assim poderá manter-se não só a proteção individual, mas também a proteção conferida pela imunidade de grupo”.

O desespero italiano

A pediatra Carolina Prelhaz refere que a obrigatoriedade em vacinar, “não sendo o cenário ideal, mantém independente de opiniões pessoais o direito de todas crianças à saúde” — mas não deixa de considerar a medida italiana uma ação desesperada.

“O facto de, em Itália, se ter tornado obrigatória a vacinação como forma de se poder cumprir o direito da criança à educação, é uma medida desesperada numa sociedade que manifesta uma desconfiança crescente com as vacinas, apesar dos esforços da comunidade científica”, conta Carolina Prelhaz, que considera o acontecimento revelador da dificuldade dos profissionais de saúde em chegar aos grupos anti-vacinação e desmistificar dúvidas.

A especialista continua: “Compreendo que a obrigatoriedade de vacinar seja um caminho possível para que não se coloque em risco o direito das crianças e de toda a sociedade à saúde, mas revela uma falha da medicina em mostrar o quão importantes as vacinas são e pode, por outro lado, dar força a alguns argumentos dos grupos anti-vacinação. A obrigatoriedade não deverá ser o caminho e não deverá ser motivo para esquecer o nosso dever de agir na sociedade”.

 

 

 

“Sem vacinas, não há escola”: acabou o ultimato para os pais italianos vacinarem os filhos

Março 26, 2019 às 6:00 am | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 12 de março de 2019.

Escolas italianas passam a ter de exigir certificados de vacinação e podem recusar crianças com menos de seis anos.

Sofia Lorena

A ministra da Saúde italiana confirmou o fim do prazo dado aos italianos para vacinarem os filhos, depois de meses de aceso debate. “Agora toda a gente teve tempo”, diz a ministra, Giulia Grillo, citada pelo diário La Repubblica. A regra é clara, acrescentou: “Sem vacinas, não há escola”.

As escolas e os infantários podem recusar crianças com menos de seis anos. Já os que têm entre seis e 16 não podem ser impedidos de frequentar a escola mas os pais enfrentam multas até 500 euros se não puderem certificar que os filhos têm todas as vacinas obrigatórias e gratuitas – sarampo, rubéola, poliomielite, difteria, tétano, hepatite B, tosse convulsa, hemofilia de tipo B, varicela e papeira.

A introdução deste pacote de vacinas obrigatórias, proposto em 2017, seguiu-se a um aumento de casos de sarampo e meningite. Segundo um relatório apresentado em Novembro pelo Centro Europeu de Controlo de Doenças, Itália foi um dos países com maior número de casos de sarampo no período analisado (mais de 2500 entre Outubro de 2017 e Setembro de 2018).

De acordo com a imprensa italiana, dois pais estão já acusados de terem apresentado falsos certificados numa escola pública de Florença. Em Bolonha, sabe-se que as autoridades enviaram cartas de suspensão aos pais de 300 crianças, de um total de 5000 que ainda não apresentaram documentos a confirmar que estão vacinadas. Há zonas do país onde o prazo dado aos pais para entregar a documentação, e que acabou na segunda-feira, foi alargado mais uns dias.

A lei que agora entra em vigor, Lei Lorenzini, nome do ministro da Saúde dos dois governos anteriores, de centro-esquerda, foi aprovada para tentar fazer subir os níveis de vacinação que em Itália estavam abaixo dos 80% – o alvo da Organização Mundial de Saúde são os 95%, patamar a partir do qual se considera que há uma quantidade suficiente da população vacinada para se tornar improvável que uma doença se espalhe, protegendo assim os que não podem ser vacinados.

No mês passado, uma criança de oito anos a recuperar de cancro não pôde ir à escola em Roma: tinha passado oito meses a receber tratamento para leucemia e estava em risco de infecção porque uma grande quantidade de alunos na sua escola, incluindo alguns da mesma turma, não tinham sido vacinados.

A lei deveria ter entrado em vigor antes do arranque do actual ano lectivo, mas o ultimato foi sucessivamente adiado por vontade dos dois partidos no poder em Roma.

Quando a actual coligação chegou ao poder, em Junho do ano passado, os dirigentes da Liga, de extrema-direita, e Movimento 5 Estrelas, anti-sistema, prometeram que iam deixar cair a obrigatoriedade da vacinação, mas acabaram por mudar de posição. “A vacinação deve ser uma escolha livre e não uma imposição soviética”, defendeu na altura o actual vice-primeiro-ministro e ministro do Interior, o líder da Liga, Matteo Salvini.

Segundo a imprensa italiana, a ministra Grillo, do Movimento 5 Estrelas, resistiu a intensas pressões de Salvini para adiar ainda mais o prazo concedido aos pais.

Dados estatísticos actualizados:

Monthly measles and rubella monitoring report, February 2019

Menino morre com otite após pais recusarem medicamentos

Junho 9, 2017 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do http://www.cmjornal.pt/ de 28 de maio de 2017.

Getty images

Francesco, de sete anos, morreu este sábado. Caso lançou debate. Francesco, um menino italiano de sete anos, morreu este sábado em Ancoma, Itália, com uma otite. Os pais recusaram curar a criança com medicamentos e apenas recorreram à homeopatia, acreditando que se curaria. O menino foi internado na quarta-feira com febres altas e num estado de semiconsciência, avança o jornal italiano Corriere della Sera. O tratamento alternativo tinha afectado as funções vitais de Francesco e o seu débil estado colocou-o em coma. A criança terá sido acompanhada desde os três anos por um homeopata. Já estaria a sofrer dos ouvidos, sem tomar qualquer antibiótico, há cerca de duas semanas. Esta não seria a primeira otite do menino. As anteriores já teriam sido tratadas sem uso de medicamentos. O avô do menino disse à imprensa que terá sido o homeopata, em quem os pais confiavam cegamente, que disse aos pais de Francesco que não seria preciso levar a criança ao hospital. O debate entre os que estão a favor e contra o uso de medicamentos voltou a acender-se em Itália devido ao caso de Francesco.

mais informações:

http://www.corriere.it/cronache/17_maggio_29/bimbo-morto-otite-indagati-medico-genitori-omeopatia-urbino-ancona-c1e9768e-43e1-11e7-b108-f8a0cce08e60.shtml?refresh_ce-cp

http://www.rainews.it/dl/rainews/articoli/bimbo-morto-otite-indagati-genitori-e-medico-809fdaf1-f8f9-4ab8-9062-fc91cde89a15.html

 

 

Senado da Itália aprova projeto de lei contra cyberbullying

Fevereiro 14, 2017 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do http://istoe.com.br/ de 1 de fevereiro de 2017.

Ansa

ROMA, 01 FEV (ANSA) – Por ampla maioria, o Senado da Itália aprovou um projeto de lei para combater o fenômeno do “cyberbullying” no país. Assinado pela parlamentar de centro-esquerda Elena Ferrara, o texto recebeu 224 votos a favor e um contra.   

No entanto, como alguns artigos foram modificados pelos senadores, o projeto precisará ser chancelado mais uma vez pela Câmara dos Deputados, que já o havia aprovado em setembro do ano passado.   

A principal alteração diz respeito à separação da tutela dos menores daquela dos adultos. Segundo Ferrara, os maiores de idade já possuem instrumentos de defesa no código penal, mas a proteção dos mais jovens precisa ser “reforçada”.   

Além de definir o fenômeno do “cyberbullying”, que nada mais é do que o assédio virtual, a iniciativa prevê que o menor possa pedir a remoção de ataques na web aos gestores do site em questão sem que seus pais o saibam. Caso o dono da página ignore a solicitação, o jovem, agora acompanhado pelos genitores, deverá se dirigir às autoridades.   

O texto ainda estabelece medidas de prevenção e educação nas escolas, tanto para vítimas quanto para agressores. Todos os colégios também terão de destacar um professor para monitorar e combater o cyberbullying e colaborar com a Polícia. Adolescentes com mais de 14 anos que cometerem bullying poderão ser convocados a uma delegacia para “procedimentos de advertência”.   

“Estamos satisfeitos pela aprovação do novo texto, que prevê referências específicas aos menores. Torcemos para que a Câmara aprove rapidamente o texto”, disse Fosca Nomis, responsável pelas relações institucionais da ONG Save The Children na Itália.   

Por definição, o bullying é toda agressão ou incômodo com o objetivo de causar o isolamento ou marginalização das vítimas. O projeto tipifica diversos comportamentos dos agressores, desde ofensas até a indução ao suicídio, passando pela violência física. (ANSA)

mais informações nos links:

https://www.savethechildren.it/blog-notizie/approvata-al-senato-la-legge-la-prevenzione-e-contrasto-del-cyberbullismo

http://www.senato.it/leg/17/BGT/Schede/Ddliter/47271.htm

 

Número de crianças que chega sozinha a Itália bate recordes

Outubro 28, 2016 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Comunicado de imprensa da http://www.unicef.pt/ de 18 de outubro de 2016.

Ahmed, 13, at an unaccompanied minor shelter in Trabia, Italy, on May 19, 2016. The boys live at Rainbow, a government administered center for unaccompanied boys that provides shelter, food, education and legal help for unaccompanied asylum seekers in Trabia, Sicily. Of the 150,000 migrants and refugees who arrived in Italy in 2015, the vast majority of people are coming from West Africa. In May 2016, since the beginning of 2016, almost 184,500 people have crossed the Mediterranean to seek safety and protection in Europe. Following the significant change in the situation in south-eastern Europe, UNICEF is revising its funding needs and programmatic response to adapt to the needs of refugee and migrant children in Greece, Turkey, Italy and other European countries. One of the main challenges in the current situation is reaching ”invisible” refugee and migrant children, taking dangerous illegal routes and facing heightened risks of abuse, exploitation and trafficking.

© 20160519_UNICEF_ITALY_0019 Ahmed, 13, at an unaccompanied minor shelter in Trabia, Italy, on May 19, 2016.

 

Número de crianças que chega sozinha a Itália bate recordes

ROMA/GENEBRA, 18 de Outubro de 2016 – Três recém-nascidos, duas crianças que nasceram em barcos da guarda costeira italiana no Mediterrâneo Central e uma terceira que nasceu num porto estão entre as mais recentes chegadas de crianças refugiadas e migrantes a Itália, numa altura em que o número de crianças bate todos os recordes, segundo a UNICEF.

Nos primeiros nove meses de 2016 chegaram mais crianças por mar a Itália do que durante todo o ano anterior. Este ano, mais de 90 por cento das crianças viajaram sozinhas enquanto em 2015 a percentagem de crianças não acompanhadas era de 75 por cento. Durante estes nove meses registou-se também um aumento das crianças vindas do Egipto, mas a maioria continua a chegar da África Ocidental.

Entre Janeiro e Outubro deste ano, mais de 20.000 crianças não acompanhadas e separadas das suas famílias chegaram por mar a Itália. Este número já ultrapassa o total de 2015, ano em que chegaram 16.500 crianças, das quais 12.300 não acompanhadas ou separadas das suas famílias.*

Segundo uma equipa da UNICEF no terreno, a situação das crianças refugiadas e migrantes em Itália é cada vez mais desesperante e o sistema de protecção infantil nacional está sobrecarregado.

“Todas as semanas centenas de crianças chegam aqui, cada uma delas com necessidades muito urgentes, desde recém-nascidos frágeis a adolescentes que viajam sozinhos e que não fazem a menor ideia do que esperar num país estrangeiro,” afirmou Sabrina Avakian, especialista de protecção infantil da UNICEF, actualmente na Calábria, Itália, onde se encontra com o objectivo de fazer um levantamento das necessidades das crianças refugiadas e migrantes, em particular das recém-chegadas.

“Algumas das crianças estão extremamente traumatizadas devido à viagem. Elas assistiram a afogamentos, algumas têm terríveis queimaduras químicas causadas pelo combustível das embarcações, os bebés e as suas mães precisam de cuidados específicos no aleitamento, e todos eles precisam de protecção adequada e alojamento. E todo este processo está a demorar demasiado tempo.”

Neste drama diário da vida e da morte no mar, uma mãe nigeriana continua em estado de choque depois dos dois filhos, com três e quatro anos, terem morrido afogados durante a travessia do Mediterrâneo a partir da Líbia. Mais de 3.100 pessoas morreram afogadas só nos primeiros nove meses deste ano no Mediterrâneo, um número que estabelece o recorde mais perigoso do ano. O número de crianças que morreram no mar é desconhecido.

Os três bebés da Eritreia recém-nascidos e a jovem mãe encontram-se bem, tendo as crianças sido registadas e estão actualmente a receber cuidados de saúde na Catânia.

A UNICEF estabeleceu espaços amigos das crianças destinados às crianças mais pequenas em barcos da guarda costeira italiana enquanto uma equipa da agência das Nações Unidas está a prestar apoio psicológico a jovens rapazes e raparigas no momento em que estes chegam àquele país. Juntamente com parceiros como o ACNUR e os serviços sociais italianos, a UNICEF está a trabalhar para acelerar a nomeação de tutores e para melhorar as condições de recepção. O elevado número de crianças estrangeiras levou a atrasos significativos – alguns casos chegam a demorar cerca de um ano – na nomeação de tutores ou na prestação de apoio legal.

* Nota: Até 12 de Outubro, chegaram a Itália 144.000 refugiados e migrantes, segundo as autoridades daquele país. De acordo com OIM e o ACNUR, um total estimado de 20.000 crianças não acompanhadas e separadas chegaram por mar. O total de todas as crianças está ainda por definir. Este ano, as crianças não acompanhadas e separadas contabilizam cerca de 91% de todas as chegas a Itália. Em 2015 chegaram a este país 16.478 crianças, das quais 12.360 (ou seja, 75%) não acompanhadas ou separadas.

 

Se tentas fugir, eles matam-te, se paras de trabalhar, batem-te. Era como no tempo do comércio dos escravos

Julho 19, 2016 às 6:00 am | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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Comunicado de Imprensa da Unicef Portugal de 14 de junho de 2016.

“Se tentas fugir, eles matam-te, se paras de trabalhar, batem-te. Era como no tempo do comércio dos escravos.”

UNICEF alerta para os perigos com que se deparam os adolescentes refugiados e migrantes não acompanhados que fogem para a Europa

GENEBRA, 14 de Junho de 2016 – Mais de nove em cada 10 crianças refugiadas e migrantes que têm chegado este ano à Europa através de Itália não estão acompanhadas, o que leva a UNICEF a alertar para os perigos de abuso, exploração e morte que enfrentam.

ler todo o Comunicado de Imprensa no link:

http://www.unicef.pt/18/site_pr_unicef-alerta_criancas_migrantes_-_perigo_a_cada_passo_do_caminho_2016_06_14.pdf

danger

Descarregar o relatório Danger every step of the way : a harrowing journey to Europe for refugee and migrant children no link:

http://www.unicef.org/media/media_91552.html

Leva crianças no carro e fuma? Em Itália isso pode custar-lhe €500 de multa

Fevereiro 26, 2016 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Expresso de 4 de fevereiro de 2016.

SHAILESH ANDRADE  REUTERS

Parlamento italiano combate os “maus fumadores” em nome do ambiente e da saúde pública. Há multas pesadas previstas para diversos casos.

Há uma polémica acesa em Itália, depois de Parlamento ter aprovado um pacote de medidas de combate aos fumadores indisciplinados. Estes poderão enfrentar multas até 500 euros, punições apertadas que visam diminuir um grave problema da saúde pública italiana.

As novas leis proíbem, por exemplo, que se fume em espaços públicos fechados – escritórios, cafés, cinemas ou instalações médicas. Fumar no carro com crianças ou perto de grávidas passa a ser também alvo de sanção.

Atirar beatas para o chão também é proibido nas cidades italianas, como parte de uma lei separada de combate ao lixo na via pública. Já quem vender tabaco a menores ficará sem licença.

A este combate aos “maus fumadores” junta-se um investimento de 35 milhões de euros na diminuição da extrema poluição do ar que atormenta as grandes cidades italianas – em algumas, até as tradicionais pizzarias foram afetadas, deixando de ser feitas em fornos de lenha para ajudar no combate. Só em Roma são fumados 11 milhões de cigarros por dia, o que se traduz em custos avultados para a poluição e limpeza das ruas da cidade.

As medidas têm inspiração nas leis comunitárias de combate ao tabagismo e, inclusive, vão mais longe do que as aplicadas em Portugal, onde há exceções à norma que proíbe o fumo em espaços públicos.

Os números indicam a existência de 10,3 milhões de fumadores em Itália, perto de 19% da população. Estima-se que ocorram no país entre 700 a 800 mil mortes por ano ligadas ao excessivo consumo de tabaco.

 

 

 

Italiano cria biblioteca sobre rodas para crianças que não têm acesso à leitura

Fevereiro 18, 2016 às 6:00 am | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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texto do site https://catraquinha.catracalivre.com.br de 12 de janeiro de 2016.

biblio

Quando se aposentou, o professor de literatura Antonio de Cava, não quis saber de ficar parado em casa descansando. Ao invés disso, ele decidiu transformar seu amor pelos livros em algo benéfico para centenas de crianças que vivem em aldeias de difícil acesso na Itália.

Assim em 2003 nasceu o “Bibliotemotocarro”, uma biblioteca móvel que possui cerca de 700 livros e que já rodou mais de 500 km em diversas regiões do país. Sem apoio de nenhum órgão do governo ou ONG, a viabilização do projeto é inteiramente de responsabilidade de Cava que possui como único objetivo oferecer opções de leitura às crianças.

biblio2

Como se fosse um caminhão de sorvete, a biblioteca chega aos vilarejos causando grande alarde e entusiasmo com direito à música e muita correria das crianças que adoram a novidade.

“Eu sempre acreditei que as crianças devem ter a oportunidade de aprender coisas interessantes em todos os lugares, não apenas enquanto estão na escola”, afirma Cava.

Via: Razões Para Acreditar

The European Crisis : A Study of the Impact of the Crisis and Austerity on People

Fevereiro 22, 2013 às 1:00 pm | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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caritas

Descarregar o relatório em baixo:

The European Crisis : A Study of the Impact of the Crisis and Austerity on People, with a Special Focus on Greece, Ireland, Italy, Portugal and Spain

Caritas Europa is proud to present this comprehensive, timely and in-depth study on the impacts of the economic crisis and austerity policies on the European Union’s most vulnerable people. The Report has a special focus on the five EU Member States most-affected by the crisis – Greece, Ireland, Italy, Portugal and Spain. The report’s findings are grounded not just in empirical research but most importantly in the practical work carried out by Caritas member organisations in the five countries. The report describes very clearly the human impacts of the crisis and of austerity policies, with a special emphasis on people experiencing poverty and social exclusion. It outlines the responses of Caritas organisations

in the five countries as they try to help those who have been worst affected by the crisis. The findings of the report demonstrate beyond any doubt that austerity measures are impacting very negatively on the lives of people in poverty, and driving many more into poverty for the first time.


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