Unicoos – Vídeos tutoriais de matemática, física, química e tecnologias

Abril 12, 2017 às 8:00 pm | Publicado em Recursos educativos, Site ou blogue recomendado, Vídeos | Deixe um comentário
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mais informações no site:

http://www.unicoos.com/

“Só Para Curiosos” Estreia na Rádio Miúdos a 3 de abril

Março 31, 2017 às 10:35 am | Publicado em A criança na comunicação social, Site ou blogue recomendado | Deixe um comentário
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Andas de lupa na mão e caderno na outra?  ​​​​​​​Gostas de bichos e bicharocos e adoras histórias sobre dinossauros? Fazes muitas perguntas à mãe e ao pai sobre as coisas que te rodeiam?  Gostas das histórias sobre príncipes e princesas, Reis e Rainhas e impressionas-te com os Castelos construídos no alto dos montes? Então, o Só Para Curiosos é mesmo para ti!

Em parceria com a Rádio Miúdos, o projecto Entre Memórias – Educação Patrimonial Itinerante dá a conhecer e explica muitas curiosidades sobre o património que nos rodeia, num novo programa de rádio, a ESTREAR no DIA 3 DE ABRIL.

O projeto Entre Memórias – Educação Patrimonial Itinerante promove a memória coletiva sem esquecer aquelas que são mais pessoais, que constituem, igualmente, um património único a ser salvaguardado. Por isso gostam de contar histórias ligadas às tradições e às memórias do nosso país, dançam na memória dos bailes e das festas das aldeias, contam lengalengas que moram na nossa infância, e procuram, ainda, saber onde moram as memórias para cada um de nós.

A Rádio Miúdos é a primeira rádio em português para crianças, pais e professores. Com emissão online e ouvintes em 150 países, nasceu em Novembro de 2015 e pretende chegar a toda a diáspora e lusofonia. A equipa da Rádio Miúdos inclui profissionais da comunicação e da educação, conta com colaboradores de várias áreas (Literatura, Psicologia, Pediatria, Filosofia para Crianças, Música, Ciência, entre outros), e conta com vários miúdos como locutores e correspondentes em vários pontos do país e até no estrangeiro.

O Instituto de Apoio à Criança é uma das instituições que apoia a Rádio Miúdos

 

 

Venham +5 e podemos ser todos bons alunos

Março 20, 2017 às 12:02 pm | Publicado em Site ou blogue recomendado | Deixe um comentário
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Texto do http://p3.publico.pt/ de 17 de março de 2017.

Métodos de estudo, dicas para controlar a ansiedade e ajuda para elaborar o currículo — tudo junto no mesmo blogue. É o Venham +5

Texto de Diana Barros

Venham +5 (segredos de estudante) é um projecto que promete dar solução às dores de cabeça de todos os estudantes. Criado pela mão de Soraia Rodrigues, é um blogue onde se podem ler dicas acerca de quais os melhores métodos de estudo, tirar dúvidas sobre as melhores formas para contornar a ansiedade e até ter ajuda personalizada para elaborar o currículo.

A ideia surgiu da experiência de Soraia ao ver a irmã enfrentar algumas dificuldades ao lidar com a pressão dos exames. Soraia explica que na altura idealizou “um projecto que ajudasse os estudantes nestas situações”, mas como não tinha capacidade para financiar um projecto físico decidiu criar algo online, “o que também me permitiu atingir um maior número de pessoas”, acrescenta.

O intuito do projecto não é substituir os gabinetes de apoio que já existem nas faculdades e escolas de ensino secundário, mas dar mais armas aos alunos para combaterem o insucesso escolar. Soraia explica a importância do Venham +5, alertando para uma realidade pouco conhecida: o insucesso tem mais impacto no abandono escolar a nível do Ensino Superior que as dificuldades económicas.

A formação de Soraia na área da psicologia deixou-a com uma ideia de quais as causas principais do insucesso escolar. “O insucesso escolar, numa frase precoce, é condicionado por três aspectos: a auto-eficácia que é a capacidade que temos de confiar nas nossas próprias capacidade é determinante, o factor comportamental e emocional também tem um papel relevante e por fim, o contexto familiar”, diz Soraia. Ainda que estes sejam os motivos do insucesso escolar numa fase precoce, podem influenciar o sucesso escolar em fases mais avançadas, Soraia acrescenta  “as experiências vividas na escola primária reflectem-se adiante no percurso escolar”.

Ler os textos disponíveis no blogue é gratuito, mas ter apoio personalizado ou orientação na construção de um currículo custa dinheiro. Soraia explica que o preço “nunca será tão caro como uma clínica de psicologia por exemplo” e acrescenta “estou a lidar com um público de estudantes, a maior parte não tem rendimentos, mas preciso de algum retorno”.

Contudo, os estudantes – quer do ensino secundário, quer do ensino superior – não são os únicos que beneficiaram da ajuda de Soraia, que também já chegou a quem se encontra desempregado à procura de trabalho. Saber o que colocar e não colocar no currículo, qual o modelo a adoptar e que competências sublinhar são dúvidas que vêm à cabeça de quem está a escrever o currículo e o Venham +5 pode indicar o melhor caminho.

Os planos para o futuro incluem a criação de um espaço físico no Porto, mas ainda falta dinheiro, para conseguir financiamento Soraia organizou uma campanha de crowdfunding. O dinheiro angariado na campanha vai servir “para poder ter um site mais trabalhado, organizado e traduzido em várias línguas e para conseguir criar o espaço físico”, explica Soraia. Divulgar o projecto não tem sido fácil, mas os comentários no blogue do Venham +5 já são alguns. “Falei com algumas associações de estudantes – e claro houve de tudo – umas responderam-me, foram receptivas e divulgaram o projecto e outras não se mostraram interessadas”, explica Soraia, mas acrescenta também que acredita que este trabalho de divulgação tenha que ser feito no campo, “ir a uma escola e explicar em que consiste o projecto.”

A psicologia de não dizer psicologia

Os textos do Venham +5 são o resultado de experiência pessoal e pesquisa de Soraia. “O enquadramento dos textos sou eu que escrevo, mas no caso específico de uma actividade para treinar determinada competência, vou buscar informações a fontes externas e referencio-as”, explica a fundadora do projecto.

A formação na área da psicologia também tem peso, mas Soraia prefere manter a palavra longe dos textos que escreve. “Tento sempre escrever os textos do ponto de vista da psicologia, mas oculto a palavra psicologia do meu projecto porque acho que ainda está muito estigmatizada”, explica.

Para Soraia, o fundo científico dos conteúdos do Venham +5 é muito importante, mas categorizá-los como apoio psicológico teria um efeito repelente para o público do seu blogue. “As pessoas ainda não vêm o apoio psicológico como uma necessidade básica.”

Para os de cá e para os que vêm

Além dos conteúdos já disponíveis no blogue, Soraia pretende alargar o Venham +5 a estudantes de Erasmus ou outros programas de mobilidade que venham para Portugal. O objectivo é facilitar a integração dos estudantes estrangeiros, quer na vida cotidiana da cidade, quer na vida académica, onde entraves linguísticos e falta de apoio personalizado podem ser barreiras à aprendizagem.

Soraia explica que o apoio vai ser, sobretudo, em duas vertentes: “pequenos livrinhos digitais que sirvam de introdução à vida académica e à vida na cidade: o preço de um café, como funciona a faculdade entre outras informações” e a criação de parcerias entre alunos da cidade e os que vão para lá estudar “vou contactar alunos que estão cá e já conhecem a cidade para poderem ajudar os outros”, explica Soraia.

 

 

 

APPS para Educação – apps para dispositivos móveis com potencialidade pedagógica, organizadas por categorias pela RBE

Março 7, 2017 às 6:00 am | Publicado em Divulgação, Recursos educativos, Site ou blogue recomendado | Deixe um comentário
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apps

Esta página, da responsabilidade da Rede de Bibliotecas Escolares, reúne um conjunto de apps para dispositivos móveis com potencialidade pedagógica, organizadas por categorias. Escolha a categoria pretendida no menu do lado direito e, para descarregar a app, abra o link correspondente ao seu SO (iOS ou Android).

https://appseducacao.rbe.mec.pt/

 

Nas salas de aulas reina a “pequena indisciplina”

Fevereiro 10, 2017 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança, Site ou blogue recomendado | Deixe um comentário
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Notícia do https://www.publico.pt/ de 7 de fevereiro de 2017.

fernando-veludo

Só 0,01% dos alunos foram transferidos compulsivamente de escola em 2014/2015, revela o Ministério da Educação. Aulas expositivas “potenciam” problemas, dizem pais e directores.

Clara Viana

Este é um dos casos em que as minorias contam. Segundo um inquérito realizado junto dos directores de 45 agrupamentos frequentados por 53.664 alunos, 8,23% dos estudantes tiveram em 2015/2016 participações disciplinares. E, no entanto, a nível internacional, os professores portugueses são dos que se queixam mais de problemas de indisciplina em sala de aula, conforme dão conta inquéritos internacionais a docentes.

“Basta um aluno ou dois malcomportados por turma para darem cabo de uma aula”, comenta a propósito Alexandre Henriques, professor do 3.º ciclo e secundário e autor do inquérito sobre indisciplina nas escolas, feito em colaboração com a Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), que nesta terça-feira será publicado no blogue ComRegras de que também é responsável.

É o segundo inquérito sobre o tema realizado por Alexandre Henriques. O primeiro retratava a situação em 2014/15. Para que pudessem ser feitas comparações entre ambos, o autor levou em linha de conta apenas uma parte dos agrupamentos que este ano responderam ao inquérito, de modo a abranger um universo de alunos idêntico ao do ano passado: cerca de 35 mil. Resultados: o número de alunos, neste universo, com participações disciplinares passou de 2014/2015 para 2015/2016 de 2641 para 3035; registou-se também um acréscimo nos dois tipos de medidas disciplinares previstas pelo Estatuto do Aluno. Nas medidas ditas correctivas, de que o exemplo mais frequente é a ordem de saída da sala aula, passou-se de 4,18% para 5,28%; nas sancionatórias, que podem levar à suspensão ou à transferência compulsiva de escola, a oscilação foi de 1,96% para 2,28%.

participacoes-medidas

Em números absolutos, nos agrupamentos inquiridos há registo de 3807 medidas correctivas em 2015/2016 que foram aplicadas a 1854 alunos, o que quer dizer que muitos dos visados são repetentes na matéria. O mesmo se passa nas medidas sancionatórias, com um total de 1054 aplicadas a 802 alunos.

participacoes-alunos“Suspender um aluno não se faz”

Em resposta ao PÚBLICO, o Ministério da Educação indicou que em 2014/2015, últimos números que tem disponíveis, “foram instaurados 215 procedimentos disciplinares que originaram transferência de escola (a medida sancionatória mais gravosa), o que representa 0,01% do total de mais de um milhão de alunos”.

“Sou director há 14 anos e nunca suspendi um aluno, nem nunca o farei. Porque mandar um aluno para a rua é mandar também o problema para a rua e isso não se faz. Isto não quer dizer que não tenhamos tido problemas graves, mas conseguimos resolvê-los na escola”, refere a propósito o presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares (ANDE), Manuel Pereira.

Ao contrário da evolução de crescimento identificada nas conclusões apontadas no estudo de Alexandre Henriques em colaboração com a ANDAEP, Manuel Pereira dá conta de que no agrupamento de que é director, agrupamento de Escolas de Cinfães, “há uma diminuição clara da indisciplina”, o que ele atribuiu à “grande política de proximidade com os alunos e encarregados de educação”.

O aumento reportado no estudo não significa “que haja mais casos de indisciplina nas escolas, mas sim que estas estão mais atentas ao fenómeno e o reportam mais”, afirma Filinto Lima, responsável da ANDAEP, que lamenta que o Ministério da Educação não tenha dados públicos sobre este tema, tornando assim impossível ter um retrato nacional da indisciplina na escola.

 

participacoes-disciplinaresAulas expositivas potenciam indisciplina

Apesar destas limitações, Filinto Lima não tem dúvidas de que, nesta matéria, “é a pequena indisciplina que reina nas escolas”. Os alunos que olham para trás, que atiram um avião de papel, que falam uns com os outros, são alguns dos casos que aponta.

“Difícil é sentá-los e depois mantê-los cativados e pró-activos durante a sala de aula”, afirma, para acrescentar que as aulas expositivas, com o professor a debitar a matéria, ainda muito frequentes em Portugal, acabam por potenciar “situações de indisciplina”.

“Pede-se às crianças que fiquem imóveis numa sala de aulas durante 50 minutos”, lembra o presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap), Jorge Ascenção, acrescentando que muito do que está em causa também aqui são as práticas pedagógicas em sala de aula. “Aquilo que é normal numa criança, uma forma de estar mais irrequieta, é vista muitas vezes como indisciplina”, frisa.

Jorge Ascensão considera, por isso, que há sempre “algum exagero” quando se fala de indisciplina nas escolas. “Desde a ministra Maria de Lurdes Rodrigues, que existe uma tendência de vitimização por parte dos professores que, por vezes, quase leva a crer que Portugal é um país de crianças gangsters. Claro que há situações graves nas escolas, mas sempre as houve”, diz.

Os dados de um inquérito aos professores realizado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), em 2013, dão conta de que os docentes portugueses estão entre os que dizem gastar mais tempo a manter a ordem em sala de aula: 17,7% do tempo de aulas é consumido nesta tarefa contra uma média de 13,1% na OCDE. No mesmo inquérito, Portugal está entre os cinco países com uma maior percentagem de professores (38%) a reportarem terem turmas em que mais de 10% dos alunos têm problemas comportamentais.

 

http://www.comregras.com/

Estratégias simples para TPC sem drama

Janeiro 20, 2017 às 5:00 pm | Publicado em Recursos educativos, Site ou blogue recomendado | Deixe um comentário
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texto da http://activa.sapo.pt/ de 22 de novembro de 2015.

capturar

Na guerra dos TPC há que recorrer às regras da diplomacia e da negociação para que o tratado de paz entre pais e filhos seja assinado. Damos-lhe algumas pistas, ano a ano, para ajudar as crianças a ser mais independentes e a pensar por elas.

Gisela Henriques

Com três letrinhas apenas se escreve a palavra que leva muitos pais ao desespero. Como é que acabamos com esta dor de cabeça? Ou os nossos filhos acordam um dia a ‘ver a luz’ e passam a fazer todos os seus TPC concentrados, de fio a pavio sem melodramas que põem qualquer telenovela mexicana a um canto, ou – o mais provável – temos de ser nós pais a dar um passo atrás e ver o que fizemos de errado, o que os miúdos fizeram de errado, e como podemos remediar o assunto sem acusações ou choros de frustração. Antes de lhes apontar o dedo, temos de pensar como era no nosso tempo. Há 30 anos, muitos de nós tínhamos aulas até às 13h e os TPC resumiam-se a uma cópia e uma conta. Agora, os miúdos estão na escola antes de nós entrarmos no trabalho e saem depois do nosso horário de saída. Quem é que no seu juízo perfeito está desejoso de chegar a casa para fazer mais trabalhos? Para não falar nos estímulos que as crianças têm hoje em dia: televisão com desenhos animados 24h sobre 24h, computadores, ipads, consolas de jogos… Tudo que, ao fim do dia, parece bem mais interessante explorar do que o TPC. Veja aqui algumas estratégias, ano a ano, para que os TPC sejam feitos sem que pais e filhos entrem em stress absoluto.

1 ANO: AS REGRAS BÁSICAS

DURAÇÃO DO TPC: 5 a 15 minutos

OBJETIVO: criar bons hábitos de estudo

UM SITE OU APP EDUCATIVOS: app ‘ABC para crianças’

Os bons hábitos começam cedo, por isso pode arranjar-lhe um cantinho no quarto onde possa fazer os seus trabalhos de casa sem ser incomodado: uma secretária, uma cadeira confortável e uma caixa de arrumação onde ele guarde (sempre) o lápis, a borracha, o afia, a régua, os lápis de cor. Isto para não andar a cirandar pela casa à procura do seu material escolar.

Se o seu filho for do género ‘em-todo-o-lado-menos-no-quarto’, deixe-o fazer os TPC na cozinha, desde que ele se concentre no que está a fazer e não interrompa o trabalho com perguntas vazias, em que ele não quer saber a resposta, só quer é adiar o que está a fazer. Resista à tentação de se sentar ao lado dele, é um passo que depois vai ser difícil voltar atrás. Se ele quiser o TPC no tapete da sala, deixe-o, desde que a televisão não esteja ligada. Aliás, mantenha todos os ecrãs desligados até depois dos TPC estarem concluídos. Tem um irmão mais novo que precisa de ser entretido? Ele pode ir fazer um desenho para uma divisão diferente

Leia-lhe sempre uma história antes de dormir, uma curtinha e divertida e explique-lhe o significado das palavras mais complicadas. Pergunte o que ele mais e menos gostou, porquê, se daria outro título…

2º ANO: A EXIGÊNCIA AUMENTA

DURAÇÃO DO TPC: 15 a 30 minutos

OBJETIVO: encorajar a ler sozinho

UM SITE OU APP EDUCATIVOS: http://www.planonacionaldeleitura.gov.pt/index1.php. App ‘Numbers 1-100’

eja o que melhor funciona com o seu filho: começar a fazer os trabalhos assim que chega a casa ou prefere esperar 15-30 minutos até estar mais relaxado? Pode comer uma peça de fruta, falar consigo (sobre outras coisas que não a escola), brincar um pouco ou pintar, tudo é permitido, menos algo que envolva um ecrã (TV, computador, tablet…) a não ser que queira uma discussão acalorada e mau feitio quando for hora de começar os TPC. Ecrãs só depois. Se ele quiser ficar ao pé de si a trabalhar, imponha regras: não há conversa, mas se ele quiser ler em voz alta o texto do TPC pode fazê-lo, desde que depois responda às perguntas em silêncio e concentrado.

É provável que as contas de matemática sejam mais complicadas, que a subtração e a adição já sejam com números de dois dígitos. Se tiver dificuldade, não explique à sua maneira senão pode confundi-lo ainda mais. Tente perceber como a professora ensinou, pergunte-lhe como ele aprendeu ou tente saber junto da professora como pode ajudar sem o baralhar. Elogie-o sempre que ele tiver acabado o TPC a tempo e sem lamúrias, mesmo que ele tenha errado uma ou outra pergunta. Ele que explique o raciocínio que o trouxe até ali. Ajude com objetos e situações reais sempre que possível: invente problemas semelhantes com o que tem à mão: se eu tenho 10 maçãs na fruteira e comermos 3 ao jantar com quantas ficamos?…

Leve-o consigo às compras, nem que seja para comprar meia dúzia de coisas, e pague com dinheiro. Vá explicando o que se passa, quanto tudo custou, com que nota ou moeda pagou e quanto recebeu de troco. Os miúdos agora não veem dinheiro a circular, só cartões, e quando dão situações problemáticas que envolvam dinheiro ficam um pouco baralhados. No fim de semana podem brincar às mercearias para treinar.

3º ANO: UM ANO EM CHEIO

DURAÇÃO DO TPC: 30 a 45 minutos

OBJETIVO: melhorar o raciocínio e criatividade

UM SITE OU APP EDUCATIVOS: Era uma vez o Homem, Era Uma Vez o Corpo Humano (Youtube); http://www.toondoo.com/;

starfall.com; app ‘Todo Matemática’

Prepare-se para a carga de trabalhos. Estudo do Meio, que antes era só o que para nós parecia mero bom senso e regras de boa educação, agora já inclui conhecer de cor os vários órgãos do corpo humano, os planetas do sistema solar de cor e salteado, os primórdios da História e até as capitais de distrito. Aviso: arranje um mapa de Portugal e pendure-o no quarto.

As composições são mais exigentes e o número de linhas parecem-lhes infinitas. Uma boa estratégia é ler, ler e ler. Àqueles que acham que as páginas de livros sem bonecos são assustadoras, pode fazer leitura alternada numa primeira fase: leia uma página e o seu filho lê outra. Se ele não gosta de ler, faça da leitura um ritual divertido: deite um cobertor por cima da mesa da sala e sentem-se debaixo da mesa com uma lanterna a ler, por exemplo. Num texto com diálogos, dê vozes divertidas às falas das personagens. Não explique as palavras que ele não conhece, deixe-o familiarizar-se com o dicionário. Os textos agora são maiores e mais complexos, se vir que ele está perdido, pergunte-lhe o que não percebe mas não lhe diga a resposta, tente que ele chegue à resposta sozinho, pergunte-lhe porque não percebe a pergunta, qual é a sua opinião… Aprender divertindo-se

Para estimular a criatividade, dê-lhe temas estapafúrdios para escrever: se eu fosse um sapato, um doce, um piolho, como é que era e o que faria. Faça perguntas sobre as histórias que lê: que outro nome daria à personagem principal (invente uns, para perceber que as histórias não têm de ser todas com o Pedro, o António e a Maria…, que outro fim poderia ter…

As crianças gostam de trabalhos manuais. Cortem folhas A4 em quatro partes e em cada uma pintem personagens (príncipe, princesa, feiticeiro, gigante, fada, burro, mágico, lobo), objetos (tesouro, chave, porta, anel, chapéu…) e espaços de ação (montanha, gruta, floresta, casa abandonada, carro.) Tirem uma carta de cada pilha e inventem uma história.

Ainda se lembra da cantilena da tabuada? Cantem no carro, enquanto está a cozinhar… o segredo está na repetição e a cantilena ajuda muito. Deixe que ele lhe faça perguntas também, erre de vez em quando para ver se ele sabe corrigi-la, vai adorar apanhá-la em falso. Os problemas já são mais complexos e a solução é pensar por etapas: o que é pedido, que informação é que tem, que conta faz primeiro…

4º ANO

DURAÇÃO DO TPC: 1h-1h15

OBJETIVO: aprender a gerir o tempo, raciocínio matemático e compreensão de textos

UM SITE OU APP EDUCATIVOS: www.pt.khanacademy.org;

Este é o ano em que se consolida o que se estudou o ano anterior e se aprofunda outros assuntos. Este é o ano em que os miúdos vão ouvir falar de exames finais com muita frequência e é importante que eles não achem que o exame final é um bicho de sete cabeças, que é a coisa mais importante da vida deles. Não é, o mais importante é que sejam felizes e que aprendam todos os dias coisas novas, não é uma classificação final. Quantas vezes é que nos fartámos de estudar e o resultado não foi o reflexo do nosso esforço, por qualquer razão? Nós não somos um número e eles também não. É verdade que uma nota menos boa pode fazer mossa na nossa autoestima, mas é importante sublinhar que o esforço e a vontade de aprender também são importantes.

A partir desta idade é bom que já tenham bons hábitos de leitura e façam os seus TPC sozinhos com pouca ou nenhuma ajuda: o objetivo é que o seu filho trabalhe independentemente. No princípio do ano tenha uma conversa com ele, como é que ele quer gerir os seus TPC e os projetos. Aconselhe-o a ter uma cópia do horário colada na parede para ter mais noção dos TPC e aprender a dar prioridade aos que deve entregar no dia seguinte. Outra boa ideia é um calendário de parede para assinalar os projetos e os trabalhos que deve entregar a médio prazo, para que não caiam no esquecimento. Não lhe dê as respostas de bandeja

Não vá ter com ele ao mínimo pedido de ajuda, só quando vir que está mesmo bloqueado. Pergunte-lhe como é que o professor lhe explicaria aquela situação, o que diria se ele lhe colocasse aquela dúvida? Pode ser que assim a memória o ajude a desenvencilhar-se sozinho. Pode também telefonar a um amigo para lhe dar uma ajuda. Mas também pode ir para a escola com uma ou outra pergunta por responder, não é o fim do mundo. Ele que diga ao professor quais foram as suas dificuldades (e não fale por ele, deixe-o explicar por palavras suas).

Na matemática, mais do que a memorização agora tem de compreender algo mais conceptual, como perceber quando duas frações são equivalentes. Se ele tiver muita dificuldade e os pais não conseguirem explicar da mesma forma que o professor peça a um amigo dele que saiba para ir lá a casa explicar-lhe como ele aprendeu (pode dar uma espreitadela para o caso de ele voltar a ter dúvidas). Pergunte-lhe se quer fazer os TPC com um alarme, para ter noção do que consegue fazer em 30m ou 1h, por exemplo.

5.º e 6.º ANO A grande mudança

Lembra-se de como foi um pouco assustadora a sua mudança para o quinto ano? Em vez da professora que nos apaparicava, tínhamos então 9 ou 10 professores, andávamos carregados com os livros de sala em sala, conforme a disciplina, e a escola parecia gigante.

Com eles vai acontecer a mesma coisa. Quando o for buscar à escola, ou quando chegar a casa, não lhe pergunte só sobre o que aprendeu, pergunte sobre os amigos, como ele se sente, conte-lhe a sua experiência. Para muitos é agora a altura de aprender uma língua estrangeira, uma maneira boa de treinar o ouvido (e a leitura) é ver (pela enésima vez) a Nanny McPhee, o Paddington ou outro filme infantil na versão original, o ‘ET’, ‘Mary Poppins’, ‘Jumanji’ ou quem sabe um clássico com Gene Kelly ou o Fred Astaire. Se tem um ipad é um sortudo porque há centenas de aplicações para treinar inglês e sites também (gamestolearnenglish.com; learnenglish.britishcouncil.org/en/games; education.com; esl-kids.com).

10 mandamentos para tudo correr sobre rodas

• Ajude-o a encontrar o local certo para fazer os trabalhos de casa, sem distrações.

• Não se sente ao lado dele, a não ser para o ajudar pontualmente numa dúvida (depois de esclarecida, vá à sua vida) ou se tiver trabalho para fazer em casa.

• Mantenha todos os ecrãs lá de casa desligados até os TPC estarem concluídos (TV, computador, tablet, consola…)

• Permita um intervalo de 5 minutos a cada 30 minutos de trabalho

• Dê-lhe folga à sexta-feira… estabeleça com ele o horário em que ele vai fazer os TPC no fim de semana e quando chegar a hora não vacile.

• Fale com a professora e saiba quanto tempo é que é suposto fazer os TPC.

• Cada criança tem o seu ritmo de aprendizagem, nem todos aprendem à primeira nem da mesma maneira, nem são como a mãe e o pai, cada um tem a sua personalidade.

• Não atrase a hora de deitar por causa dos trabalhos de casa. Se achar que dão demasiados trabalhos, fale com a professora, se for ele que anda a preguiçar, tem de aprender que há consequências: ficar sem intervalos, o que ninguém gosta.

• Incentive a leitura. Inscreva-o na biblioteca local e deixe-o escolher os livros que ele quer. À noite, antes de dormir, leiam à vez, inventem vozes para as personagens, leiam às escuras com uma lanterna…

• Ajude-o a pensar, não lhe dê as respostas de bandeja, pois não o está a ajudar. Faça perguntas que o obriguem a pensar: o que tu achas? Como pensas que isso se resolve? Porque respondeste assim? Então e se?…

 

 

Alunos do 1.º ciclo são os que mais têm TPC

Janeiro 10, 2017 às 2:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Site ou blogue recomendado | Deixe um comentário
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Notícia do https://www.publico.pt/ de 7 de janeiro de 2017.

Nuno Ferreira santos

Nuno Ferreira santos

Jovens dispendem 15 a 30 minutos com os trabalhos de casa, avança inquérito a pais e professores.

Lusa

Os alunos do 1.º ciclo são os que têm mais trabalhos de casa (TPC) e o tempo médio despendido é de 15 a 30 minutos, conclui um inquérito feito a professores (69,5%) e a encarregados de educação (46,6%)..

A segunda parte do estudo “A escola, a família e os trabalhos de casa”, realizado entre 8 e 29 de Novembro passado, e com uma amostra de 1614 inquéritos vem demonstrar que “todos os ciclos de ensino apontam os 15 a 30 minutos como duração média para a realização dos trabalhos de casa” e que são os professores do 1.º ciclo que atribuem com maior frequência TPC. Apenas 13,5% dos professores declaram nunca atribuem TPC no 1.º ciclo.

É também naquele ciclo que os encarregados de educação mais controlam os TPC dos educandos e que a sua presença é mais efectiva na realização desses trabalhos de casa.

Segundo o autor do inquérito, Alexandre Henriques, professor e responsável do ComRegras, um blogue de Educação, a principal razão pela qual os professores atribuem TPC aos alunos é a “criação de hábitos de estudo” (66%), e, em segundo lugar, o fomento da autonomia do aluno (53%).

Sobre a regularidade de TPC, os encarregados de educação e alunos inquiridos afirmam que há TPC todos os dias, incluindo aos fins-de-semana, e, mais uma vez, se revela que são os estudantes do 1.º ciclo que têm a frequência de TPC “mais incisiva”.

“Nas escolas existem turmas bastante heterogéneas, mas o mesmo acontece com a política escolar sobre a temática dos trabalhos de casa. É comum encontrar professores na mesma escola e até a lecionarem o mesmo ano, com visões diferentes sobre os trabalhos de casa e a aplicarem quantidades e frequências distintas. Além do bom senso que deve imperar, pois a carga lectiva em Portugal é elevada, as chefias intermédias e até os directores escolares devem estabelecer critérios a fim de evitar excessos”, observou Alexandre Henriques, reconhecendo que os TPC têm óbvias “vantagens” e “deve ser atribuído quando necessário, mas não deve ser imposto por mera “tradição”.

Na questão sobre como é que encaram os TPC atribuídos aos alunos, os docentes consideram uma tarefa natural, que não perturba os alunos (77,7%), enquanto os pais, por uma margem de cinco pontos percentuais, apontam os TPC como uma “tarefa exigente”, “causadora de stress, mas suportável” (44,5%). Apenas 15,8% dos encarregados de educação considerou os TPC como uma “tarefa desagradável e perturbadora”.

À questão “considera os TPC um problema, em virtude da elevada carga letiva dos alunos”, tanto os encarregados de educação (36,2%), como os professores (24,1%), referem que a carga horária lectiva será um dos motivos para a redução ou abolição dos TPC.

Outra das conclusões que se destacam no inquérito demonstra que os TPC atribuídos “são proporcionais quanto ao esforço exigido”, “não são perturbadores”, mas devem, contudo, “ser limitados no futuro quanto à sua duração do trabalho exigido”.

Com a progressão nos ciclos de ensino, a percentagem de alunos e encarregados de educação que afirma ter TPC diariamente diminui, atingindo quase metade no ensino secundário (22%), comparativamente com o 1.º ciclo (39%).

Na primeira parte do inquérito, divulgado a 18 de Novembro, e feito a pais, alunos e professores, ficou demonstrado que a maioria era a favor dos TPC, considerando que melhoram o desempenho. Os encarregados de educação, todavia, tenderam a julgar que eram em excesso.

A generalidade dos inquiridos (quase 70%) concorda que os trabalhos de casa melhoram o desempenho/aproveitamento dos alunos, sendo os professores os que manifestam maior concordância com a utilidade dos TPC. Na generalidade, do total de inquiridos, apenas 24% não considera os TPC bem-vindos.

 

 

Materiais didáticos para professores (guiões, videotutorias, jogos e materiais interativos) Programa Descobrir da FCG

Novembro 3, 2016 às 12:00 pm | Publicado em Recursos educativos, Site ou blogue recomendado | Deixe um comentário
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capturar

Aceder aos Materiais didáticos no link:

Materiais didáticos para professores

 

 

Sexóloga tira dúvidas a adolescentes através do WhatsApp

Outubro 13, 2016 às 12:00 pm | Publicado em Site ou blogue recomendado | Deixe um comentário
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Texto do http://visao.sapo.pt/ de 27 de setembro de 2016.

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Jovens podem tirar dúvidas relacionadas com a sexualidade através do WhatsApp. Projeto tem o patrocínio de uma marca de preservativos e a colaboração da sexóloga Vânia Beliz.

Se é pelo WhatsApp que os miúdos andam, então vamos falar com eles por aí. Foi isso que pensaram a sexóloga Vânia Beliz e a marca de preservativos Control. E assim nasceu o projeto ControlTalk, destinado a esclarecer de forma gratuita e anónima às dúvidas dos adolescentes relacionadas com a sexualidade.

A receita é simples: um número de telefone (934 059 910) e uma sexóloga com muita experiência a falar com jovens disponível para lhes responder de forma clara e direta.

“O nosso objetivo é responder às perguntas dos miúdos, de forma rápida, eficaz, segura e anónima”, adianta Vânia Beliz, a mentora do projeto. “Os miúdos tendem a sentir alguma dificuldade em aceder ao médico ou á enfermeira e também não falam com os pais sobre questões relacionadas com a sexualidade. Acabam por se aconselhar com os pares”, conta a especialista.

Já há cartazes a anunciar o serviço espalhados pelas escolas do país e agora espera-se que os adolescentes gravem o número e usem sempre que forem assaltados pelas angústias das primeiras experiências sexuais, das modificações do corpo e da turbulência que as hormonas trazem.

Vânia Beliz já tem uma ideia acerca das principais perguntas que irá receber, uma vez que tem uma vasta experiência de sessões em escolas. “Espero das raparigas questões sobre contraceção, gravidez e também sobre o aspeto físico. Dos rapazes, mais sobre a performance sexual – uma primeira vez que não corra bem pode deixar marcas para o resto da vida – ou ainda sobre o uso do preservativo”, nota.

A especialista também prevê que fazer encaminhamento dos jovens para o centro de saúde, nomeadamente para a consulta de planeamento familiar, que é gratuita e muitos nem sabem que existe.

Não está descartada a hipótese de a linha ser usada também pelos pais, com dúvidas relativamente ao momento e à forma de falar destes temas com os filhos. “A sexualidade não é só a relação sexual. São os afetos, a forma como nos relacionamos com os outros. Não pensamos resolver todos os problemas, mas pelo menos encaminhar e desmistificar.”

As perguntas podem ser enviadas durante todo o dia, mas as respostas serão dadas entre as 18:00 e as 20:00.

Vânia Beliz Sexologia

https://www.facebook.com/V%C3%A2nia-Beliz-Sexologia-516302375086802/

 

 

 

 

Apresentação da Plataforma “Ainda estou aprender” 13 outubro no Auditório Multimédia do Instituto de Educação da Universidade do Minho

Outubro 12, 2016 às 10:00 am | Publicado em Recursos educativos, Site ou blogue recomendado | Deixe um comentário
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