A Internet vista pelas crianças com deficiência replica as desigualdades do mundo real

Dezembro 6, 2019 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 2 de dezembro de 2019.

Conselho da Europa ouviu 97 crianças com deficiência em seis diferentes países para elencar as melhores formas de garantir igualdade de acesso no mundo virtual. Educação e saúde são as áreas mais críticas

Natália Faria

“Devia ser criada uma lei que obrigasse todos os websites ​a estarem adaptados às pessoas cegas. Quem não o fizesse, teria de pagar uma multa de 500 euros que seriam depois aplicados na educação”. A sugestão partiu de uma criança portuguesa com deficiência visual, uma das 97 que foram entrevistadas no âmbito de um estudo promovido pelo Conselho da Europa destinado a conhecer (e a melhorar) a navegabilidade na Internet por parte das crianças com deficiências visuais, motoras ou cognitivas.

Baseadas nas experiências reportadas pelas próprias crianças, as recomendações oficiais dos peritos não diferem muito das sugestões apresentadas pelos inquiridos. E apontam todas para a necessidade de ser produzida legislação e adoptadas medidas capazes de garantir que, nas diferentes esferas, se faz uso das ferramentas tecnológicas susceptíveis de eliminar as barreiras visuais, cognitivas ou motoras. “Todos os serviços públicos e privados devem rever os seus serviços e produtos para assegurar que as crianças com deficiência não são discriminadas no seu direito de acesso ao ambiente digital”, insiste o documento divulgado esta segunda-feira por aquela organização internacional de defesa dos direitos humanos, na véspera do Dia Internacional das Pessoas com Deficiência.

Apesar de quase nunca divulgarem online a respectiva deficiência, o relatório conclui que as crianças portadoras de deficiência estão mais expostas aos riscos do mundo virtual, embora não tenham consciência disso. Daí que “os governos, a indústria digital, as escolas e os serviços de saúde” devam prestar-lhes “especial atenção”, alerta o estudo conduzido por uma equipa de investigadores do Reino Unido, mas cujos “tentáculos” se estenderam a crianças da Bélgica, da Alemanha, da Moldávia e da Turquia, além de Portugal.

Dito isto, não surpreende que o relatório enfatize também a necessidade de as escolas passarem a garantir aos alunos e respectivos familiares – irmãos incluídos —, bem como aos professores e educadores, a necessária informação sobre as regras de navegabilidade. A ideia é que estas crianças adquiram o máximo de autonomia no mundo virtual, bem como consciência sobre as melhores formas de se manterem seguras.

Um dos primeiros passos será garantir que as escolas e instituições académicas são munidas das ferramentas tecnológicas necessárias para que as crianças com deficiência possam aceder à informação veiculada no mundo digital, em nome da igualdade de acesso. “As crianças com deficiência devem ser consultadas sobre a melhor forma de garantir o seu acesso total a todos os aspectos da vida da escola, inclusive no ambiente digital”, acrescenta o relatório. Ao PÚBLICO, um dos investigadores portugueses que participaram no estudo, António José Osório, do Instituto de Estudos da Criança da Universidade do Minho, confirmou que as crianças ouvidas “sentem claramente que as tecnologias são indispensáveis para se sentirem mais integradas”.

No tocante a Portugal, um dos problemas é que nas escolas “a burocracia e a logística” nem sempre permitem rentabilizar o uso das ferramentas digitais. “A principal lacuna nem está na formação dos professores mas na falta de apoio que estes sentem nas escolas em termos de poderem trocar experiências, de irem tomando contacto com novas soluções e de disporem, no fundo, de reais condições para aplicarem as ferramentas que já estão disponíveis”, acrescentou.

Reconhecendo que as ferramentas virtuais podem ser um fortíssimo “equalizador” das diferenças, os peritos concluíram também que nos serviços de saúde as ferramentas digitais estão igualmente subaproveitadas, em prejuízo da garantia de acesso das crianças com deficiência aos serviços. “Os administradores hospitalares, os médicos, os cirurgiões e outros profissionais de saúde deviam consultar as crianças com deficiência para explorarem formas de usar a tecnologia digital para eliminar barreiras no acesso”, lê-se no documento, antes de lembrar que “os serviços de saúde online deviam estar disponíveis em formatos acessíveis às crianças com deficiência”, nomeadamente quando divulgam informações relacionadas com a saúde geral, sexual e reprodutiva.

Programa Educativo GeraZão

Outubro 5, 2019 às 1:00 pm | Publicado em Recursos educativos, Site ou blogue recomendado | Deixe um comentário
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Acede a experiências e recursos de formação

Com GeraZão quem decide és tu. Oferecemos-te várias possibilidades de formação adaptadas às tuas necessidades. Neste espaço, podes aceder a diferentes materiais de formação como a Biblioteca de Literacia Digital, utilizações didáticas e de formação do Facebook e Instagram bem como recursos de entidades colaboradoras de interesse na utilização segura da Internet, concebidos por peritos.

https://www.gerazao.org/index.php

Tu.alinhas – Informação nas áreas dos comportamentos aditivos e dependências

Outubro 3, 2019 às 6:00 am | Publicado em Site ou blogue recomendado | Deixe um comentário
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http://www.sicad.pt/PT/Cidadao/Tu-alinhas/Paginas/default.aspx

Lei dos manuais escolares gratuitos até ao 12.º ano tem luz verde

Agosto 8, 2019 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação, Site ou blogue recomendado | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 7 de agosto de 2019.

Os manuais escolares vão ser atribuídos através de vales. Para isso, os encarregados de educação dos alunos têm de se inscrever na plataforma MEGA.

Lusa

O Presidente da República anunciou na noite de terça-feira a promulgação de três diplomas relativos à educação, designadamente o que alarga a gratuitidade dos manuais escolares a toda a escolaridade obrigatória (até ao 12.º ano) na rede pública do Ministério da Educação.

A este propósito, Marcelo Rebelo de Sousa “espera” que o regime agora estabelecido “seja sustentável em termos editoriais, sem quebra de qualidade”.

Entre os diplomas promulgados pelo Presidente está também o que estabelece mecanismos de regularização de dívidas por não pagamento de propinas em instituições de ensino superior públicas, bem como um terceiro que altera o Regime Jurídico da Avaliação do Ensino Superior.

Em 19 de Julho passado, a Assembleia da República, na última sessão plenária da legislatura, aprovou um diploma do PSD que veio alterar algumas regras do Regime Jurídico da Avaliação do Ensino Superior, que já tem 12 anos de existência.

Com os votos favoráveis do PSD, do CDS-PP e do PAN, a abstenção do BE, do PCP e dos Verdes e os votos contra do PS, os deputados aprovaram que as instituições de ensino superior vão passar a ser avaliadas tendo em conta critérios como o combate à fraude académica, os apoios sociais ou a garantia de protecção de todos contra a intolerância e discriminação.

Plataforma MEGA

Websites para os seus filhos visitarem durante as férias de Natal

Dezembro 23, 2018 às 5:18 pm | Publicado em Site ou blogue recomendado | Deixe um comentário
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Texto do site Internet Segura de 14 de dezembro de 2018.

As férias de natal começam hoje para os mais jovens.

Como tal, o Centro Internet Segura reuniu uma listagem de websites que podem cativar o interesse dos mais jovens durante esse período. É importante manter o equilíbrio entre as horas passadas nas tecnologias e o tempo dedicado à família e amigos, incentivando-os a realizar atividades lúdicas.

https://www.cartoonnetwork.pt/

https://canalpanda.pt/

http://play.barbie.com/pt-pt

http://www.escolavirtual.pt/Pais-e-Alunos/pre/

https://www.tabuadas.pt/

http://www.gameseducativos.com/

Relembramos a importância de acompanhar os seus filhos nestes jogos virtuais, para que, facilmente lhes dê sugestões sobre quais os melhores comportamentos a adotar quando utilizam a Internet.

Navegue em Segurança!

 

Em tempo de férias é preciso manter também a Internet um espaço seguro para os jovens

Julho 30, 2018 às 8:00 pm | Publicado em Site ou blogue recomendado | Deixe um comentário
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thumbs.web.sapo.io

Texto e imagem do SapoTek de 18 de julho de 2018.

Os números mostram que os jovens entre os 5 e os 15 anos de idades passam 15 ou mais horas por semana online. Nunca é demais preparar a sua segurança e mostrar os riscos que existem enquanto navegam na Internet.

Em tempo de férias é normal que os jovens passem ainda mais tempo em actividades online, sejam elas ligadas a jogos, outras formas de entretenimento, a ouvir música ou usar as redes sociais. Para os pais esta é uma das preocupações, já que dificilmente conseguem limitar o acesso, ou controlar o tempo de navegação,

O site Internet Segura pode ser um dos pontos de partida para uma conversa mais aprofundada sobre os riscos que existem online, desde o Cyber Bullying às Fake News e outras formas de manipulação.

Se entenderem os riscos, e perceberem a forma de se protegerem, as crianças e jovens vão conseguir ter uma utilização da internet mais segura, mas também vão encontrar referências sobre o que fazer e a quem contactar quando se sentirem ameaçados.

No site encontra informação e vários recursos que podem ser úteis também para pais e educadores para ajudar a tornar a internet um espaço mais seguro para os jovens. E se tiver dúvidas sobre o nível de conhecimento dos mais novos, pode sempre fazer um Quis sobre segurança na Internet, uma forma lúdica de perceber o que é que afinal eles já sabem sobre o tema.

 

 

Oferta de manuais feita pela internet. Famílias carenciadas terão apoio na escola

Julho 17, 2018 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Diário de Notícias de 16 de julho de 2018.

Pedro Sousa Tavares

Vai chamar-se MEGA o portal, a lançar em agosto, para gerir entrega de manuais a 500 mil alunos, do 1.º ao 6.º ano. O registo na plataforma “é necessário” para ter acesso aos livros sem custos, avisa Ministério da Educação.

O registo num novo portal criado pelo Ministério da Educação – a plataforma MEGA – será “necessário para quem pretenda adquirir os manuais gratuitamente”, informa em comunicado o gabinete do ministro Tiago Brandão Rodrigues. Em causa está a oferta dos manuais a cerca de meio milhão de alunos das escolas públicas, do 1.º ao 6.º ano de escolaridade.

A nova plataforma, agora anunciada, estará online a partir de agosto, e foi criada com o objetivo de operacionalizar o novo sistema de “vouchers”, que permitirá às famílias escolherem as livrarias onde pretende adquirir os livros dos filhos.

No passado, recorde-se, as compras dos manuais oferecidos pelo Ministério vinham a ser geridas diretamente pelas escolas, que optavam frequentemente pelas compras em lotes. Uma situação que gerou muitos protestos dos pequenos livreiros, que anunciaram dezenas de falências relacionadas com essa prática.

Agora, explica o Ministério, “após registo efetuado, será criado um código, associado ao número de contribuinte do encarregado de educação do aluno, que permitirá o levantamento dos manuais em qualquer uma das livrarias aderentes”. Para aderirem, as livrarias precisam “também elas, se registarem na plataforma”.

Antecipando possíveis queixas de famílias com maior dificuldade na utilização das novas tecnologias, ou sem acesso á Internet, o Ministério acrescenta que “as escolas terão condições de prestar apoio aos encarregados de educação, no que diz respeito à utilização da nova ferramenta”.

Lisboa entra com 6 milhões de euros

A Câmara Municipal de Lisboa anunciou, entretanto, um complemento à oferta do Ministério da Educação, através do gabinete de Ricardo Robles, vereador da Educação e dos Direitos Sociais.

Garantem na mesma plataforma (MEGA), os vouchers dos alunos e alunas de Lisboa até ao 12º ano da rede escolar pública.

O vereador estima que o apoio vai chegar a 45 mil alunos, num investimento total em manuais escolares e fichas de apoio (1º e 2º ciclo) na ordem dos seis milhões de euros.

Notícia atualizada às 21:25 com informações sobre a CML

 

 

LEMA: plataforma online auxilia crianças com autismo

Julho 10, 2018 às 9:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Photo by Bence ▲ Boros on Unsplash

Chama-se LEMA e é o primeiro site português nascido para ajudar na Matemática as crianças com perturbação do espectro do autismo (PEA). Criado por Isabel Santos durante o Doutoramento em Multimédia em Educação na Universidade de Aveiro (UA), o LEMA, para além do desenvolvimento do raciocínio matemático destas crianças, quer ainda auxiliá-las nas áreas da linguagem, da leitura, do planeamento ou da gestão de emoções.

“Os resultados obtidos nas sessões de aferição com crianças e com professores e educadores da Educação Especial permitem assumir o LEMA [das iniciais em inglês de Learning Environment on Mathematics for Autistic children] como um importante instrumento de apoio à promoção do desenvolvimento do raciocínio matemático em crianças com PEA”, congratula-se Isabel Santos a autora da plataforma facilmente acessível a partir do link http://lema.cidma-ua.org.

Para além da Matemática, “o LEMA é também um auxiliar aos desenvolvimentos da linguagem e leitura, do planeamento, da memorização, da gestão de emoções, da atenção e concentração e da interação entre pares”. Assim, aponta Isabel Santos, o ambiente digital “poderá constituir-se como um instrumento pedagógico relevante para a premissa de uma escola inclusiva, garantindo o acesso e equidade de crianças com PEA ao processo de ensino e de aprendizagem, preparando a sua transição para uma vida ativa em sociedade”.

Destinado a crianças entre os 6 e os 12 anos diagnosticadas com PEA, o LEMA contém dois perfis de utilizadores – um para o educador e outro para a criança – e integra 32 classes de atividades de matemática, cada uma delas subdividida em cinco subclasses, de acordo com níveis de dificuldade.

A plataforma permite não só a seleção personalizada de uma até dez classes e subclasses de atividades tendo em conta o perfil funcional do utilizador-aluno, como ainda a visualização do registo de desempenho de cada aluno na realização das atividades propostas por parte do utilizador-educador.

 

Crianças com PEA em crescimento

“O layout das atividades/desafios satisfaz os requisitos identificados por vários investigadores da área das tecnologias digitais para crianças com PEA, nomeadamente a presença de poucos itens no ecrã, a utilização de linguagem visual e textual simples e direta e a integração de informações em múltiplas representações, como texto, vídeo, áudio e imagem, fornecendo instruções e orientações claras”, explica Isabel Santos.

O número de alunos diagnosticados com PEA tem aumentado nas últimas décadas em Portugal. O estudo mais recente realizado em Portugal pela Federação Portuguesa de Autismo, referente a 2011 e 2012, apontou uma prevalência de 15,3 crianças/jovens diagnosticadas com PEA em cada 10 mil.

“Apesar das tecnologias digitais terem sido identificadas, pela comunidade científica, como um recurso de grande interesse para indivíduos com esta perturbação”, aponta Isabel Santos, “são escassas as pesquisas que exploram a sua efetiva utilização no sentido do desenvolvimento de capacidades matemáticas” de crianças com autismo. Por isso, o LEMA de Isabel Santos quer também chamar a atenção para a necessidade de se desenvolverem mais ambientes digitais promotores do desenvolvimento de capacidades em crianças com PEA.

Preparado para ser utilizado pelos mais variados dispositivos tecnológicos (computador, tablet, smartphone, etc) e nos mais variados contextos (sala de aula, casa, gabinetes psicoeducativos, etc), o trabalho de Isabel Santos foi orientado pelas professoras Ana Breda, do Departamento de Matemática, e Ana Margarida Almeida, do Departamento de Comunicação e Arte.

O LEMA foi desenvolvido pela Linha Temática Geometrix, do Centro de Investigação e Desenvolvimento em Matemática e Aplicações (CIDMA), emergindo de uma colaboração frutífera entre esta unidade de investigação e a Digital Media and Interaction (DigiMedia) da UA.

 

Fonte: ua online | jornal da Universidade de Aveiro, em 4 de julho de 2018

A Casa do João – Revista de Literatura Infantil e Juvenil

Dezembro 10, 2017 às 1:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança, Site ou blogue recomendado | Deixe um comentário
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mais informações nos links:

http://projectoadamastor.org/a-casa-do-joao-revista-de-literatura-infantil-e-juvenil/

http://joaomanuelribeiro.pt/casa-do-joao-revista-literatura-infantil-juvenil/

Movimento 1 Euro – Apoie o IAC / SOS-Criança

Novembro 8, 2017 às 4:53 pm | Publicado em Divulgação, Site ou blogue recomendado | Deixe um comentário
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Tal como é do conhecimento de todos nós que uma das formas mais eficazes de prevenir e de intervir os maus tratos nas crianças e jovens, é sensibilizar esta mesma população para os seus direitos. Neste sentido, através de ações de sensibilização nas escolas, é possível contatar com as crianças e alertar para o que deve e não deve ser encarado como “normal”, no que toca à sua integridade física, emocional e moral.

Deste modo, o IAC, através do SOS-Criança, candidatou-se ao “Movimento 1 Euro”, da Associação Movimento 1 Euro. Com o apoio financeiro do “Movimento 1 Euro”, esperamos obter ajuda para a produção do material de divulgação da Linha SOS-Criança nas escolas, de modo a complementar e a enriquecer as nossas ações de sensibilização, distribuindo-o pelos alunos, por forma a cativá-los e a sensibilizá-los para estarem mais atentos aos sinais indicadores de que algo possa estar a perturbar o seu bem-estar e o bem-estar dos que lhes estão próximos. Assim, é possível intervir, cada vez mais cedo, nas problemáticas e evitar que apenas haja atuação quando as situações indesejáveis já se encontrem em estado avançado.

Para poder votar, deverá preencher o formulário online através deste link, onde se encontram as instruções para tal:

http://movimento1euro.com/inscreva-se-aqui

Mais informações:

http://movimento1euro.com/causas/causas-activas

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